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	<title>webjornalismo-participativo &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "webjornalismo-participativo"</description>
	<pubDate>Thu, 21 Aug 2008 08:26:13 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Por que o webjornalismo participativo é relevante para o próprio pensar sobre jornalismo?]]></title>
<link>http://alexprimo.wordpress.com/?p=115</link>
<pubDate>Wed, 05 Mar 2008 18:01:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>alexprimo</dc:creator>
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<description><![CDATA[ Ontem participei da banca de mestrado de Cristiane Lindemann. Sua dissertação, &#8220;O perfil da]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://img.skitch.com/20080305-myu8r4aeegkeg5fr1idqy5b2na.jpg" alt="o embate!" align="left" height="51" hspace="10" vspace="10" width="150" /> Ontem participei da banca de mestrado de Cristiane Lindemann. Sua dissertação, "O perfil da notícia no webjornalismo participativo: uma análise do canal vc repórter, do Portal Terra", foi orientada no PPGCOM/UFRGS pela professora Virgínia Fonseca. Durante a banca, juntamente com as professoras Marcia Benetti (UFRGS) e Christa Berger (Unisinos), pudemos rediscutir uma série de grandes temas do webjornalismo participativo.</p>
<p>Fiquei ainda mais convencido que trata-se de um conjunto de experiências, por vezes tão radicais, que têm uma importância fundamental para a história do jornalismo, como também para a própria teorização da área. O embate polarizado que inspirou os primeiros debates veio demonstrar que era hora de se repensar muitos conceitos e teorias do jornalismo. A radicalidade dos argumentos, tanto das utopias panfletárias quanto das visões conservadoras e corporativistas, tiveram papel importante em sacudir as certezas que insistiam em se cristalizar definitivamente. Ora, nada como uma boa briga para excitar nossos neurônios e fazer o conhecimento avançar.</p>
<p><img src="http://alexprimo.wordpress.com/files/2008/03/images.thumbnail.jpeg" alt="Poker" align="right" hspace="10" vspace="10" />De um lado, os pioneiros do webjornalismo participativo insistiam que as senhas conceituais da tradição não eram suficientes para interpretar esse novo fenômeno. De outro, jornalistas profissionais e sindicatos denunciavam os perigos da publicação de informações distorcidas e apressadas por pessoas sem maiores compromissos com o factual. Os primeiros retrucaram com novos ataques às idéias de imparcialidade. Seus oponentes no debate, por sua vez, revidavam com críticas sobre a falta de preparo dos leigos envolvidos. Também foram jogados na mesa os interesses mercadológicos dos conglomerados midiáticos, enquanto outros pagavam para ver o que sobrava da defesa pela democratização da informação.</p>
<p>Claro, carreguei nas tintas na ilustração desse debate, com o fim de destacar alguns dos principais argumentos. Mas o que sobra dessa "briga"?</p>
<p>Passados esses primeiros anos, precisamos agora ver o que amadureceu, o que enfraqueceu, o que a sociedade e o jornalismo ganharam com os projetos participativos e que modas e discursos panfletários perderam força.</p>
<p>Sabemos que dar voz a qualquer a qualquer cidadão é fundamental para o processo político. Contudo, conforme  disse minha colega Marcia durante a banca, participação não é necessariamente o mesmo que democracia. Essa interessante provocação estava baseada em um dos dados levantados pela dissertação de Cristiane. Ao avaliar as fontes relatadas no <a href="http://www.terra.com.br/vcreporter/" title="vc repórter">vc repórter</a>, encontrou os seguintes dados:</p>
<ul>
<li>fonte oficial - 73,33%</li>
<li>fonte independente - 11,85%</li>
<li>testemunhas - 11,11%</li>
<li>fonte oficiosa - 3,70%</li>
</ul>
<p>Para Marcia, 73% de fontes oficiais não indicam um processo democratizante. De fato, o webjornalismo participativo pode justamente diferenciar-se e oferecer contribuição social ao ultrapassar a repetição das mesmas informações oficiais. Em outras palavras, a participação é necessária, claro, mas não suficiente.</p>
<p><img src="http://img.skitch.com/20080305-mp7n7fc16hdksdafg874i3aa9d.jpg" align="left" height="35" hspace="10" vspace="10" width="166" />Infelizmente, o Terra tem uma atuação primária e decepcionante no <a href="http://www6.ufrgs.br/limc/PDFs/webjornal.pdf" title="Artigo sobre webjornalismo participativo">webjornalismo participativo</a>. Trata-se apenas de uma inciativa de gerar tráfego adicional em suas páginas com custo baixíssimo. O que importa são os cliques em material publicitário. As fotografias e os textos dos colaboradores, por incrível que pareça, têm papel secundário. Para se ter uma idéia do descaso do Terra, eles se negaram a contribuir com a dissertação ontem defendida.</p>
<p>Que bom que o vc repórter não é a regra. Enquanto isso, Slashdot, Overmundo, Digg, OhmyNews e tantas outras iniciativas seguem aperfeiçoando seus sistemas colaborativos.</p>
<p>A nós, que nos dispomos a pensar criticamente os processos comunicacionais, cabe atualizar o que precisa ser atualizado na teoria, sem medos, preconceitos, nem posturas panfletárias.</p>
<p>Confesso que tenho muito interesse por esse desenvolvimento. Ele têm repercussão na ciência da comunicação e no fazer jornalístico. Mas, sobretudo, no impacto social e democratizante da comunicação. Pena que essa perspectiva andava meio "fora de moda" depois dos anos 80.</p>
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