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	<title>vaticano-ii &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/vaticano-ii/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "vaticano-ii"</description>
	<pubDate>Wed, 15 Oct 2008 19:13:39 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[BEATO JOÃO XXIII - memória litúrgica]]></title>
<link>http://faroldeluz.wordpress.com/?p=937</link>
<pubDate>Tue, 14 Oct 2008 00:47:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>(VM)</dc:creator>
<guid>http://faroldeluz.wordpress.com/2008/10/14/beato-joao-xxiii-memoria-liturgica/</guid>
<description><![CDATA[Homenagem a João XXIII - Convento de Santo António, Lourinhã
No passado dia 11 de Outubro, celebr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[[caption id="attachment_939" align="alignleft" width="202" caption="Homenagem a João XXIII - Convento de Santo António, Lourinhã"]<a href="http://faroldeluz.wordpress.com/files/2008/10/inaug-convento4.jpg"><img class="size-medium wp-image-939" title="inaug-convento4" src="http://faroldeluz.wordpress.com/files/2008/10/inaug-convento4.jpg?w=202" alt="" width="202" height="300" /></a>[/caption]
<p>No passado dia 11 de Outubro, celebrou-se a memória litúrgica do Bom Papa João.</p>
<p>Como sabemos, a mensagem do Papa João XXIII também hoje é de uma actualidade  extraordinária. A sua vida, os seus discursos e os seus gestos levam-nos ao  coração do compromisso cristão.</p>
<p align="left">Poderíamos relembrar muitos episódios e ensinamentos de João XXIII, mas retomemos hoje alguns pensamentos que podem alegrar a nossa vida pessoal e a  nossa renovação espiritual.</p>
<p align="left">Para ele, a Igreja tem um rosto materno: a sua tarefa é manter os "braços  abertos para receber todos". É uma "casa para os outros" que "quer ser de todos  e, particularmente, a Igreja dos pobres, como a fonte da aldeia", sem distinção  de raça ou religião.</p>
<p align="left">A sua santidade e sabedoria humana são expressas muito bem no  chamado "decálogo da quotidianidade" que, no momento actual que o mundo vive, é bom relembrar e tentar seguir:</p>
<ol>
<li>Somente hoje, procurarei viver o presente (em sentido  positivo), sem querer resolver o problema da minha vida inteiramente de uma só  vez.</li>
<li>Somente hoje, terei o máximo cuidado pelo meu aspecto:  vestirei com sobriedade; não levantarei a voz; serei gentil nos modos; ninguém  criticarei; não pretenderei melhorar ou disciplinar alguém, a não ser eu mesmo.</li>
<li>Somente hoje, serei feliz na certeza de que fui criado para  ser feliz não só no outro mundo, mas também neste.</li>
<li>Somente hoje, adaptar-me-ei às circunstâncias, sem pretender  que as circunstâncias se adaptem aos meus desejos.</li>
<li>Somente hoje, dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa  leitura, lembrando que como o alimento é necessário para a vida do corpo, do  mesmo modo a boa leitura é necessária para a vida da alma.</li>
<li>Somente hoje, realizarei uma boa acção e não o direi a  ninguém.</li>
<li>Somente hoje, farei algo que não gosto de fazer, e se me  sentir ofendido nos meus sentimentos, farei de modo que ninguém perceba.</li>
<li>Somente hoje, organizarei um programa: talvez não o siga  exactamente, mas o organizarei. E tomarei cuidado com dois defeitos: a pressa e  a indecisão.</li>
<li>Somente hoje, acreditarei firmemente, não obstante as  aparências, que a boa providência de Deus se ocupa de mim como de ninguém no  mundo.</li>
<li>Somente hoje, não temerei. De modo particular, não terei  medo de desfrutar do que é bonito e de acreditar na bondade. Posso fazer, por  doze horas, o que me espantaria se pensasse em ter que o fazer por toda a vida.</li>
</ol>
<p align="left">Conclusão: "Quero ser bom,  hoje, sempre, com todos".</p>
<p align="left">
<p><a href="http://faroldeluz.files.wordpress.com/2008/10/joao-xxiii.pdf" target="_blank">Breve nota biográfica&#62;&#62;</a></p>
<p style="text-align:center;">---------------------------------------------------------------------------------------</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O milagre de Saint Nicholas du Chardonnet (VI)]]></title>
<link>http://fratresinunum.wordpress.com/?p=1138</link>
<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 17:44:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>G. M. Ferretti</dc:creator>
<guid>http://fratresinunum.wordpress.com/2008/10/07/o-milagre-de-saint-nicholas-du-chardonnet-vi/</guid>
<description><![CDATA[Para melhor compreensão, leia também os artigos anteriores da série sobre a Igreja de Saint Nich]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Para melhor compreensão, leia também os artigos anteriores da <a href="http://fratresinunum.wordpress.com/tag/saint-nicholas-du-chardonnet/" target="_blank">série sobre a Igreja de Saint Nicholas du Chardonnet.</a></p>
<blockquote>
<h3 style="text-align:center;">Uma reportagem no The Times</h3>
<p style="text-align:justify;">Por uma interessante coincidência um repórter do <em>The Times </em>visitou Saint Nicholas no mesmo dia. Mostraram-me uma cópia de sua reportagem dias após a minha ter sido despachada ao <em>The Remnant. </em>Essa reportagem refere-se à tentativa de mediação pelo senhor Jean Guitton, da Academia Francesa. Ela apareceu na edição de 13 de abril de 1977.</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Ocupantes de igreja ignoram ordem</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em>De Charles Hargrove<br />
Paris, 12 de abril.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Os tradicionalistas Católicos Romanos que ocupam a igreja de St. Nicholas du Chardonnet, no <span class="couleur">Quartier Latin, desde 27 de fevereiro, esperavam resistir à expulsão hoje. Mas nenhum policial apareceu para cumprir a decisão da corte de Paris de 1º de abril, que lhes deu 10 dias para deixar voluntariamente ou ser expulsos à força se necessário. </span></em></p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-1143 aligncenter" style="border:0 none;" title="Igreja de Saint Nicholas du Chardonnet" src="http://fratresinunum.wordpress.com/files/2008/10/saintnicholas1.jpg" alt="" width="614" height="408" /><em></em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>As portas principais estavam trancadas contra qualquer ataque surpresa. Alguns poucos jovens visivelmente determinados, vestindo um distintivo do Sagrado Coração, controlavam a entrada pela porta lateral. </em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Dentro da escura igreja não existia sinal de tensão. Algumas dúzias de fiéis idosos e poucos seminaristas de Ecône, seminário de Mons. Lefebvre, o antigo Arcebispo de Dakar, ajoelhavam-se em oração diante do altar-mor, reinstalados em seu papel pré-conciliar. A hóstia estava exposta num ostensório em meio a uma profusão de flores e velas. </em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>A “mesa de cozinha” no transepto, que desalojou o altar principal na nova liturgia, foi removida. </em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Uma firme corrente de pessoas entrava, pedindo informações sobre cerimônias e colocando seus nomes na lista de observadores ou doadores de ofertas em apoio à causa tradicionalista. </em></p>
<p class="MsoBodyText2" style="text-align:justify;"><em>Cadeiras estavam sendo arrumadas nos corredores de uma das capelas laterais para uma palestra de teologia para denunciar os caminhos da igreja moderna, que se seguiria à missa da noite, na qual Mons. Ducaud-Bourget, o instigador e organizador da ocupação de St. Nicholas, prega. </em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Nunca houve qualquer possibilidade de ser usada a força para pôr um fim à ocupação da igreja. A corte de Paris que a julgou ilegal e autorizou o pároco, Padre Bellego, a chamar a polícia para cumprir o julgamento, também indicou seu desgosto por tal solução. </em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Isso, disse o presidente da corte, “criaria uma situação desagradável para todos os envolvidos”. Ele apontou um mediador, Sr. Jean Guitton, da Academia Francesa, o filósofo Católico, a quem foi dado três meses para produzir um relatório. </em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Depois de encontrar Mons. Ducaud-Bourget, Padre Bellego e o Arcebispo de Paris, Cardeal Marty, sr. Guitton esteve em Roma na última semana para obter a aprovação do Vaticano para uma solução amigável, que o Cardeal Marty recusa a ponderar.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>O Cardeal disse recentemente que permitir aos tradicionalistas ter uma igreja própria onde eles possam rezar como quiserem seria chegar a dar aprovação oficial a um cisma. </em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Amante da tradição, sr. Guitton é também um amigo próximo do Papa, que publicamente o desejou imediato sucesso em seus esforços na Segunda-Feira de Páscoa. </em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Padre Serralda, um dos quatro ou cinco padres tradicionalistas que atende às necessidades da nova congregação, me disse: “Muitos católicos hoje estão em profunda agonia. Eles não entendem o que está acontecendo em sua Igreja. Os textos conciliares são como as decisões do Papa Paulo VI – são ambíguos. Tudo que pedimos é que todos os ritos e ensinamentos da Igreja devam respeitar a doutrina Católica”.</em><em></em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>“Não somos um partido na Igreja. Estamos batalhando pela Igreja, não por nós mesmos. A obrigação de rezar a Nova Missa é baseada numa interpretação abusiva. Ela atribui às ordens papais a mesma autoridade das leis da Igreja, como a Bula de 1570 de Pio V determinando irrevogavelmente para sempre a liturgia da Missa”. </em></p>
</blockquote>
<p>Continua.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A "arte" de negar o óbvio]]></title>
<link>http://intribulationepatientes.wordpress.com/?p=163</link>
<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 00:25:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>Márcio</dc:creator>
<guid>http://intribulationepatientes.wordpress.com/2008/10/06/a-arte-de-negar-o-obvio/</guid>
<description><![CDATA[Não existe novidades na doutrina católica. Ela foi integralmente revelada no tempo de Cristo, e qu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Não existe novidades na doutrina católica. Ela foi integralmente revelada no tempo de Cristo, e quando o último apóstolo morreu, nada mais foi revelado que fizesse parte do Depósito da Fé. Qualquer 'novidade' que se tente introduzir na doutrina, não passa de perniciosa hereisa. O ensinamento das Sagradas Escrituras é evidentíssimo:</p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;">Mas, ainda que alguém - nós ou anjo baixado do céu -  vos anunciasse um Evangelho diferente deste que  vos anuncio, que ele seja anátema. (Gl 1,8)</p>
<p style="text-align:justify;">Os defensores do Vaticano II negam que este tenha ensinado novidades contrárias à Fé Católica, mas um dos últimos artigos publicados no site do Falistatis, trouxe algumas confissões das novidades do concílio:</p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;">O que isso significou foi um <strong>desenvolvimento doutrinal novo</strong> que postulou algo que à primeira vista parece paradoxal: um direito de ser tolerado.</p>
<p style="padding-left:30px;">Mas na verdade o ensinamento do Concílio posiciona o direito à liberdade religiosa na terceira dessas categorias tradicionais, o ius exigendi. Entretanto, <strong>o faz de maneira nova e inesperada</strong> – refletindo o clima social e político do século vinte.</p>
<p style="padding-left:30px;">Portanto, o <strong>antigo e o novo ensinamento</strong> sobre "tolerância" e "direitos", <strong>embora apontem, por assim dizer, em direções diferentes</strong> (um em direção a menos liberdade na sociedade, o outro na direção de mais), não colidem de frente: como dois carros bem dirigidos aproximando-se um do outro na rodovia, eles deslizam com segurança entre si.</p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;">LIBERDADE RELIGIOSA: "DIREITO" VERSUS "TOLERÂNCIA"<br />
http://www.veritatis.com.br/article/5491</p>
<p style="text-align:justify;">Quanta retórica, quantos malabarismos, para não ter que confessar o óbvio: os ensinamentos do Concílio são contrários aos ensinamentos de sempre! Até mesmo o autor percebeu a "maneira nova e inesperada", a existência de ensinamentos "antigo e novo", as "direções diferentes em que apontam",  o "desenvolvimento doutrinal novo". Mas, para não ter que aceitar que o Concílio, pastoral e falível, errou, o autor acaba por jogar tudo isso para debaixo do tapete. Contra toda evidência, o autor afirmou que não houve contradição entre o <strong>novo</strong> ensinamento do Vaticano II e a doutrina católica de sempre. Vamos demonstrar agora que o autor não alcançou o seu objetivo.</p>
<p>O argumento central se baseia em distiguir duas proposições:</p>
<p style="text-align:justify;">(i) Não-católicos têm o direito de propagar publicamente sua religião (desde que não violem a ordem pública).<br />
(ii) Não-católicos têm o direito de imunidade de coerção ao propagar publicamente sua religião (desde que não violem a ordem pública).</p>
<p style="text-align:justify;">Para o autor do texto, o concílio ensinou (ii) e não (i) e, dessa forma, não teria ensinado contra a doutrina de sempre. De fato, a proposição (i) já foi condenada pela Igreja, mas a proposição (ii), com as letras em que foi escrita, não foi condenada. Assim, o autor tenta nos convencer de que o concílio, tendo ensinado (ii), não teria, desta forma, caido em contradição com a doutrina de sempre da Igreja.</p>
<p style="text-align:justify;">O que o autor do artigo não percebeu é que as duas proposições apresentadas possuem, na prática, o mesmo efeito. Se o Estado não pode coagir, a lei que determina uma proibição passa a ser letra morta, uma vez que os infratores poderão infrigi-la na certeza de impunidade. Se não existe direito do Estado de reprimir um erro, o efeito prático é que as pessoas que promovem este erro acabam por difundi-lo livremente, ainda que, na teoria, não tivessem este direito.</p>
<p style="text-align:justify;">Para o autor do artigo, basta que os hereges não perturbem a ordem pública para terem o direito de não serem reprimidos. De acordo com esta tese, as seitas têm, na prática, o direito de afastar os católicos da Verdadeira Fé, desde que para isso não provoquem arruaças... Se eles forem bem educados para não tumultuar a ordem pública, eles podem levar para o inferno quantas almas quiserem, que o poder público nada pode fazer contra eles. O texto acaba por colocar a ordem pública como um bem superior à salvação das almas, uma vez que a salvaguarda desta não pode exigir a intervenção estatal, ao passo que a daquela pode. Mais uma diabólica inversão de valores, na tentativa de justificar os ensinamentos anti-católicos do concílio Vaticano II.</p>
<p style="text-align:justify;">Para exemplificar melhor, analisemos o direito penal. O direito de punir - <em>jus puniendi</em> - do Estado, nasce com a sentença condenatória, na qual se provou o dolo ou a culpa do réu (*), e é este direito o que garante ao Estado a possibilidade de coibir os crimes aplicando penas aos criminosos. Se o Estado não possuísse esse direito de punir, o resultado prático é que os marginais teriam o "direito" de cometer crimes a vontade, sem serem punidos. De nada adiantaria possuirmos todo um conjunto de normas jurídicas que tipificassem os diversos crimes (direito penal objetivo), se o Estado não possuísse o direito de reprimi-los (direito penal subjetivo).</p>
<p style="text-align:justify;">Tirando o vocabulário jurídico, os conceitos são tão simples que qualquer um pode entender. E pensar que o site do Falistatis tem, entre seus escritores, um "doutor, 'jurista' e pensador católico"!</p>
<p style="text-align:justify;"><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p class="western" style="margin-bottom:.5cm;text-align:justify;"><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p style="text-align:justify;"><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p style="text-align:justify;">A minha argumentação já está longa, ainda mais para explicar algo tão óbvio. Mas é demonstrando minuciosamente e com clareza as loucuras do Falsitatis é que nós vamos provar o quanto são absurdas e infundadas suas mentiras contra nós, católicos tradicionais, e contra a verdadeira doutrina católica.</p>
<p style="text-align:justify;">Já que estamos tratando deste assunto, seria interessante assistir ao vídeo, indicado em <a href="http://missadesempre.blogspot.com/" target="_blank">outro blog</a>:</p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;"><a href="http://br.youtube.com/watch?v=0mvgCPikPxs" target="_blank">Uma conspiração dos acatólicos<br />
http://br.youtube.com/watch?v=0mvgCPikPxs</a></p>
<p style="text-align:justify;">Devemos nos perguntar como se chegou a esta completa apostasia. Certamente não foi de uma hora para outra. Foi um processo lento, e o Concílio Vaticano II, com suas ambigüidades, teve importante papel neste processo. É impossível negar que a liberdade religiosa defendida pelo Vaticano II não tenha influência nenhuma nesses atos de apostasia declarados. Se o último concílio tivesse ensinado de maneira inequívoca a doutrina católica de que fora da Igreja não há salvação, será hoje estaríamos assistindo a um vídeo terrível como esse? Será que as seitas estariam roubando os filhos da Igreja? É uma boa oportunidade para aqueles que ainda defendem o concílio poderem refletir.</p>
<p style="text-align:justify;">__________________________</p>
<p style="text-align:justify;">(*) admitindo-se a presença dos outros fatores necessários para a condenação, como a inexistência de excludente de ilicitude, punibilidade, etc, que não são importantes para a presente argumentação</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[As palavras do cardeal Ratzinger]]></title>
<link>http://januacoeli.wordpress.com/?p=1009</link>
<pubDate>Thu, 25 Sep 2008 23:09:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Ferraz</dc:creator>
<guid>http://januacoeli.wordpress.com/2008/09/25/as-palavras-do-cardeal-ratzinger/</guid>
<description><![CDATA[Às vezes eu me surpreendo com o que encontro na Montfort. Numa curta resposta a uma carta de um lei]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Às vezes eu me surpreendo <a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cartas&#38;subsecao=doutrina&#38;artigo=20080917221841&#38;lang=bra">com o que encontro na Montfort</a>. Numa curta resposta a uma carta de um leitor, datada do dia <strong>24 de setembro</strong>, o sr. Orlando Fedeli publica duas inverdades.</p>
<p style="text-align:justify;">A primeira inverdade - e a mais gritante - está no próprio título da carta: <em>Card. Ratzinger: "A Missa nova foi uma ruptura com a liturgia da Igreja"</em>. A frase, citada entre aspas, indica que ela consiste <strong>em palavras literais</strong> do então Cardeal Ratzinger, porque é exatamente para isso que servem as aspas nas citações. No entanto, a citação do cardeal dada pela própria Montfort no corpo da resposta à carta não tem nada a ver com o que está no título:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">“Fiquei estarrecido pela proibição do Missal antigo, pelo fato de que uma coisa como essa jamais se verificara na história da Liturgia.(...) A promulgação da proibição do Missal que se tinha desenvolvido no curso dos séculos, desde o tempo dos sacramentais da Antiga Igreja, comportou uma ruptura na história da Liturgia”  (Joseph Ratzinger, A Minha Vida, p. 115, apud Antonio Socci, Il Quarto Segretto di Fatima, Rizzoli, Milano, 2006, p. 212, nota 361)</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Em primeiro lugar, a frase colocada entre aspas não existe. Isso já basta para caracterizar a inverdade. Em segundo lugar - e muito mais importante -, a frase do título não apenas não é literal, como também deforma as palavras do card. Ratzinger. De acordo com a citação (a correta, que está no corpo da carta, e não a que está no título), para quem tem uma mínima noção de interpretação de texto e não esqueceu as aulas de análise sintática do colegial, o sujeito de "comportou uma ruptura na história da Liturgia" é "[a] promulgação da proibição do Missal [antigo]", e <span style="text-decoration:underline;"><strong>não</strong></span> "a Missa Nova"! Após a própria Montfort já ter publicado um artigo <a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=igreja&#38;artigo=perg_cop&#38;lang=bra#">no qual expunha detalhadamente as regras de citações</a>, é de causar espanto que ela incorra nos mesmos erros que repudiou com tanta veemência outrora!</p>
<p style="text-align:justify;">A "proibição do Missal" não é a mesma coisa que "[a] Missa Nova", isto é evidente. Caberia perguntar à qual "<strong>promulgação</strong> da proibição" do missal antigo o então Card. Ratzinger está se referindo (já que tal proibição não consta na <a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/apost_constitutions/documents/hf_p-vi_apc_19690403_missale-romanum_po.html">Missale Romanum</a>), mas, independente disso, permanece cristalino que coisas distintas são distintas e, portanto, não podem ser indistintamente intercambiadas - muito menos numa citação de outra pessoa.</p>
<p style="text-align:justify;">A segunda inverdade, mais sutil, refere-se a outra citação também falseada. Segundo Orlando Fedeli, "o Papa Bento XVI (...) considerava a Nova Liturgia como, em grande parte, a causadora da crise da Igreja". A "Nova Liturgia" é, evidentemente, a Reforma Litúrgica. Só que a citação do então Cardeal, também publicada na Montfort, é a seguinte:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">"Estou convencido que a crise eclesial em que nos encontramos hoje depende em grande parte do desmoronamento da liturgia, que por vezes vem concebida diretamente como se Deus não existisse – “etsi Deus non daretur” – como se nela não mais importasse se Deus existe, se nos fala e se nos ouve (...)".</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">E o professor Orlando se esquece de que o Papa não chama e nem nunca chamou a Reforma Litúrgica de "desmoronamento da liturgia". Quem deve dizer isso é o próprio sr. Fedeli. É universalmente reconhecido que existem abusos litúrgicos os mais diversos; e a Santa Sé, embora os tenha repetidas vezes condenado vigorosamente, nunca os atribuiu à Reforma da Liturgia em si.</p>
<p style="text-align:justify;">Se o professor, portanto, afirma que o Papa considerava <strong>a Reforma Litúrgica</strong> como sendo uma causa da crise da Igreja, que apresente textos nos quais o Papa afirme que <strong>a Reforma Litúrgica</strong> é uma causa da crise da Igreja. Nada indica, no texto que foi citado, que o "desmoronamento da Liturgia" seja a mesma coisa que "a Reforma Litúrgica". Trocando (mais uma vez) expressões que não são equivalentes, a Montfort apresenta inverdades aos seus leitores.</p>
<p style="text-align:justify;">Se o cardeal Ratzinger disse o que o prof. Fedeli afirma ter dito, não o fez nos textos citados pela Montfort. A despeito de ser tentador, não importa perguntar se erros tão grosseiros são frutos de descuido, de cegueira ou de má fé; independente disso, o fato objetivo é que "argumentos" deste nível são indignos de qualquer debate que se pretenda minimamente honesto. Infelizmente, o resultado desta campanha que tenciona - <em>per fas et per nefas</em> - jogar lama na Liturgia atual da Igreja e num Concílio Ecumênico Legítimo é a confusão dos fiéis, na qual muitas almas são perdidas, e a solução da crise pela qual atravessa a Igreja de Cristo é postergada. É de se lamentar profundamente!</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Entrevista com Padre Navas (parte II): A restauração da liturgia prepara o caminho para a restauração da Tradição.]]></title>
<link>http://fratresinunum.wordpress.com/?p=866</link>
<pubDate>Fri, 19 Sep 2008 11:15:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>G. M. Ferretti</dc:creator>
<guid>http://fratresinunum.wordpress.com/2008/09/19/entrevistapadrenavasparteii/</guid>
<description><![CDATA[Fratres in Unum: Qual o papel dos institutos dedicados ao rito gregoriano neste período de restaura]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong>Fratres in Unum: <em>Qual o papel dos institutos dedicados ao rito gregoriano neste período de restauração da liturgia pelo Papa Bento XVI?</em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong>Padre  Navas</strong>: Servir a Deus e às almas através de sua fidelidade à vontade do Santo Padre, manifestada tanto no Motu Proprio como na expressão dos diversos carismas que estão na origem de cada uma destas comunidades, afirmados com a aprovação de seus estatutos por parte de Roma.<br />
<img class="alignleft size-full wp-image-881" style="margin:2px 7px;" title="navas" src="http://fratresinunum.wordpress.com/files/2008/09/navas.jpg" alt="" width="102" height="114" />Se pode dizer que são a ponta de lança nas mãos do Santo Padre para incentivar e colaborar com os bispos, na ótica da hermenêutica da continuidade, a colocar em prática os diversos decretos originados da Santa Sé com relação a este tema.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Ademais, estes novos Institutos são vistos como uma ajuda valiosa para remediar a hemorragia de vocações e para, na medida do possível, conter a 'apostasia silenciosa' de que nos falava o Papa João Paulo II.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Permita-me adicionar uma hipótese: o que você denomina justamente '<em>restauração da liturgia</em>', atualmente muitos não a identificam como a restauração (desejada ou não) da Tradição; mas, se é que se deve dar algum dia tal restauração, ela, a '<em>restauração da liturgia</em>', certamente é o fundamento que lhe prepara o caminho necessário; Talvez seja esta a origem remota de tantas dificuldades, ao simples olhar incompreensíveis, que se apresentam, na prática, para os '<em>institutos dedicados ao rito gregoriano neste período de restauração da liturgia pelo Papa Bento XVI</em>'. Deus verá.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong>Fratres in Unum</strong><strong>: <em>Em que consiste precisamente a missão de criticar de maneira construtiva o Concílio Vaticano II? O objeto de críticas são os textos do Concílio ou apenas o seu 'espírito'?</em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong>Padre  Navas</strong>: Este aspecto da missão encarregada ao IBP também poderia  servir a tergiversações, visando querer impedir a existência do Instituto... apresentando-o como se ele pretendesse criar nas dioceses uma instância de controvérsia pública que poderia escandalizar a mais de um. A realidade é bem diferente: se trata mais, a outro nível, de orientar o debate que já existe, em direção a uma instância de reflexão teológica séria sobre alguns textos, cujas interpretações se tem usado para favorecer uma visão de ruptura e de descontinuidade com a Tradição doutrinária própria da Igreja que a teologia clássica e o Papa condenam, seja como a chamada '<em>nova teologia</em>' (cfr. Humani Generis de Pio XII) ou como o chamado <em>espírito do Concílio</em> (cfr. Alocução do Papa Bento XVI à Cúria Romana no Natal de 2005). Os textos que no dizer do Papa tem criado dificuldades à '<em>recepção autêntica do Concílio</em>' e suas possíveis interpretações se devem analisar entre teólogos, evitando todo espírito de polêmica pública de maneira que finalmente determine o sentido verdadeiro dos mesmos por parte do único que tem autoridade para fazê-lo: o Papa. Esta missão é uma ajuda e um serviço à Unidade da Igreja pedido pelo Papa e viria a ser como uma extensão do que por outra parte é dado e garantido aos simples fiéis pelo próprio Código de Direito Canônico (cfr. canon 212 nº 3)... e com maior razão se trata de sacerdotes e teólogos inteirados no tema. Desta maneira, o Santo Padre busca desativar uma das fontes de conflito que tem afetado nas últimas décadas, queira ou não, a normal convivência eclesiástica.</p>
[caption id="attachment_867" align="alignright" width="300" caption="Cardeal Ratzinger e bispos do Chile, julho de 1988"]<img class="size-medium wp-image-867" title="cardeal-ratzinger-e-bispos-do-chile-13-de-julho-de-1988" src="http://fratresinunum.wordpress.com/files/2008/09/cardeal-ratzinger-e-bispos-do-chile-13-de-julho-de-1988.jpg?w=300" alt="Cardeal Ratzinger e bispos do Chile - 13 de julho de 1988" width="300" height="170" />[/caption]
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Trata-se, portanto, da forma e do fundo: a forma, abrindo uma instância a nível teológico, evitando todo espírito de polêmica; e do fundo, reconhecendo a Suprema instância, garantia da Verdade, na autoridade magisterial de Pedro, que sempre é o mesmo. Recordemos, sobre este tema do Concílio, o discurso do Cardeal Ratzinger aos bispos do Chile, em 13 de julho de 1988: "<em>A verdade é que o mesmo Concílio não definiu nenhum dogma e, de modo consciente, desejou expressar-se num nível mais modesto, meramente como Concílio Pastoral...</em>".</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Dito isso, permita-me concluir com uma citação a respeito deste ponto do Padre Guillaume de Tanoüarn: '<em>temos recebido o direito (e o dever) de expressar uma 'crítica construtiva do Vaticano II' e das reformas que saíram em conseqüência, dentre as quais, a reforma litúrgica. Não temos ocultado nunca que temos críticas respeitosas que enunciar quanto à teologia da nova forma do rito, as mesmas que formularam em seu tempo os Cardeais Ottaviani e Bacci, em seu Breve Exame Crítico. Certamente que através da encíclica Ecclesia de Eucharistia, como também no documento Redemptionis Sacramentum, o magistério empreende uma reavaliação de largo alcance da obra litúrgica do Vaticano II. Pensamos que nossa própria 'crítica construtiva' se inscreve neste grande movimento eclesial. A apresentamos com humildade, mas também com um grande desejo de verdade. Se é certo que a barca de Pedro faz água por todas as partes, não poderá endireitar-se senão na medida em que encontrar a estrela polar de sua Tradição</em>'.<br />
<strong><br />
Fratres in Unum:<em> Como é o relacionamento do IBP com os institutos tradicionais presentes na América Latina, especialmente a Fraternidade São Pedro e a Administração Apostólica São João Maria Vianney?</em></strong><br />
<strong><br />
Padre  Navas</strong>: O único contato que tive foi com um representante da Fraternidade de São Pedro que encontrei em Guadalajara durante o primeiro semestre deste ano. Nossas relações foram muito cordiais e esclarecedoras dentro da caridade fraterna, coincidindo nos aspectos fundamentais da situação atual.<br />
Com a Administração Apostólica São João Maria Vianney pessoalmente não tive nenhum contato. Na França há uns dois anos houve uma visita do Superior ao IBP.</p>
<p><strong>Fratres in Unum: <em>Quais os projetos do IBP na América Latina?</em></strong><br />
<strong><br />
Padre  Navas</strong>: Sobrenaturalmente existem muitos projetos, mas é forçoso reconhecer que o tratamento que nos é dado não tem sido, digamos, o mais favorável. Como nos recorda o Pe. Laguérie, em sua recente intervenção, estamos num período em  que a Divina Providência nos exige, em exercício do dom da fortaleza, nos centrarmos mais no <em>sutinere</em>... (manter-se): '<em>plus dans le « sustinere» plus que l' « aggredi</em> .</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Suas palavras exatas são: '<em>Procuremos simplesmente estar ao pé da obra para esses tempos inelutáveis, na qualidade mais que na quantidade, no« sustinere» mais que no « aggredi », na fidelidade ativa mais que na satisfação passiva. Que estes anos de trabalhos e plantios não nos sejam reprovados quando vier a hora da colheita</em>'.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">No natural, continuar enviando vocações ao seminário e ajudando a vários sacerdotes que se aproximam de nós visando aprender a celebrar na forma extraordinária do rito. Existem outros projetos importantes que por ora me exigem discrição ao me referir a eles. Está tudo nas mãos de Deus. Recorde que apenas temos dois anos de existência e na América Latina menos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Por outro lado, na medida do possível, seguiremos insistindo junto às autoridades, mas sobretudo pela oração, para que se nos permita fazer o bem para o qual fomos criados como Instituto de Direito Pontifício. Dom Bosco dizia: ‘<em>fazei o bem e que cantem os passarinhos</em>’. Deus quer que, com sua graça, suscitemos um grande concerto de passarinhos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong>Fratres in Unum: <em>Por fim, o IBP tem planos de retornar no futuro ao Brasil?</em></strong></p>
<p><strong>Padre  Navas</strong>: Creio que tarde ou cedo teremos que voltar. O faremos quando se derem as condições necessárias por parte da hierarquia e na medida em que possamos dispor de sacerdotes, já que no seminário se estão formando vários seminaristas brasileiros; esperamos e confiamos às suas orações e às de nossos amáveis leitores por sua fidelidade à vocação do IBP.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Espero que esta entrevista contribua em algo para a paz de e entre os fiéis, dissipando os motivos de confusões existentes. Encomendo todas estas intenções, uma vez mais, às suas orações; recebam minha benção sacerdotal em J., M. e J.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;"><strong>Atenção</strong><em>: <strong>leia 1ª parte da entrevista <a href="http://fratresinunum.wordpress.com/2008/09/14/entrevista-com-padre-navas-parte-i-a-questao-liturgica-que-o-papa-quer-solucionar-nao-se-reduz-ao-mero-aspecto-estetico-ou-cultural/" target="_blank">aqui</a>.</strong></em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Entrevista com Padre Navas (parte I): "a questão litúrgica que o Papa quer solucionar não se reduz ao mero aspecto estético ou cultural"]]></title>
<link>http://fratresinunum.wordpress.com/?p=789</link>
<pubDate>Sun, 14 Sep 2008 17:16:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>G. M. Ferretti</dc:creator>
<guid>http://fratresinunum.wordpress.com/2008/09/14/entrevista-com-padre-navas-parte-i-a-questao-liturgica-que-o-papa-quer-solucionar-nao-se-reduz-ao-mero-aspecto-estetico-ou-cultural/</guid>
<description><![CDATA[Nosso blog tem a grata satisfação de apresentar a nossos leitores a primeira parte de uma entrevis]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;">Nosso blog tem a grata satisfação de apresentar a nossos leitores a primeira parte de uma entrevista que nos foi concedida pelo Reverendíssimo Padre Rafael Navas Ortiz, Superior do Distrito Latino-Americano do Instituto do Bom Pastor.</p>
<p>Agradecemos de antemão a solicitude e a paciência do reverendíssimo Pe. Navas em nos atender.</p>
<p>----------------------------------------------------------------------------</p>
[caption id="attachment_802" align="alignright" width="304" caption="Missa no Oratório Santa Terezinha do Menino Jesus, Santiago, Chile."]<img class="size-medium wp-image-802" title="Padre Navas     Padre Navas rezando missa no Oratório Santa Terezinha do Menino Jesus, em Santiago, Chile." src="http://fratresinunum.wordpress.com/files/2008/09/padrenavas2.jpg?w=300" alt="Padre Navas     Padre Navas rezando missa no Oratório Santa Terezinha do Menino Jesus, em Santiago, Chile." width="304" height="228" />[/caption]
<p><strong>Fratres in Unum</strong>: <strong><em>O senhor estudou em qual seminário e foi ordenado quando?</em></strong></p>
<p><strong>Padre Navas</strong>: Em Êcone e fui ordenado em 29 de junho de 1984 (naquele ano, festa do Sagrado Coração de Jesus) por Monsenhor Lefebvre.</p>
<p><strong>Fratres in Unum</strong>:<em> <strong>Por que deixou a Fraternidade São Pio X?</strong></em></p>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><strong>Padre Navas</strong>: Em poucas palavras: me inquietei muito ao conhecer as novas determinações de dar-se uma jurisdição, não dada pelo Papa, criando tribunais “canônicos” com a pretensão de ditar verdadeiras sentenças vinculantes (“Nossas sentenças substituem as sentenças da Rota Romana”, afirmou Mons. Tissier); ao apresentar minhas inquietações de consciência ao Presidente da Comissão Canônica que criou tal “jurisdição”, chamada de “suplência”, foi-me dada como única alternativa “buscar um bispo benévolo”.</p>
<p><strong>Fratres in Unum</strong>:<em> <strong>Hoje o senhor é Superior do Distrito da América Latina do IBP. Como conheceu os padres fundadores do Instituto e como se deu sua entrada no instituto?</strong></em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Padre Navas</strong>: Alguns na França e outros coincidimos na época do seminário. Havendo sido regularizado, se não me recordo mal, no ano de 2000 pelo Sr. Cardeal Jorge Medina que pessoalmente iniciou imediatamente um processo de incardinação em Santiago que se dilatou por vários anos sem conclusão; o qual resultou providencial já que para a criação do IBP não só coincidia com meus antigos e conhecidos irmãos no Sacerdócio (cujas dificuldades seguia muito de perto pela internet), mas que estando regularizado canonicamente estava disponível para ajudar na obra querida e encarregada pelo Papa ao Novo Instituto de Direito Pontifício em que fui muito rapidamente incardinado pelo Superior Geral. Obrigado, Santo Padre!</p>
<p><strong>Fratres in Unum</strong>: <strong><em>Com relação ao "ultimato" dado pela Santa Sé à Fraternidade São Pio X, especialmente a seu Superior, Mons. Fellay. O que o senhor constata como motivo principal para que a regularização canônica da FSSPX ainda não se tenha dado?</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><strong>Padre Navas</strong>: "Ultimato" me parece ser uma forma de dizer... ao que parece, as coisas avançam e o resultado dos intercâmbios de cartas parecem positivos. Oremos para que, pelo Bem da Igreja, se supere todos os obstáculos.</p>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><strong>Fratres in Unum</strong>: <strong><em>O motu proprio Summorum Pontificum completa, neste domingo, 14, um ano em vigor e, não sem dificuldades, a missa na forma extraordinária do rito romano espalha-se pelo mundo todo. Que análise o senhor faz deste primeiro ano?</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><strong>Padre Navas</strong>: Em relação ao que existia anteriormente, me parece que se está avançando na difusão da forma extraordinária, embora ainda reste muito por fazer nesse sentido. Muitos católicos têm podido acessar a riqueza da tradição litúrgica que põe o acento no sobrenatural transcendente que tem como centro, inclusive arquitetônico, Nosso Senhor Jesus Cristo transubstanciado na Hóstia Consagrada, favorecendo o culto de adoração eucarística e a expressão do sentido propiciatório; recuperar estas realidades tem sido uma constante preocupação do Papa inclusive desde sua época de Cardeal Ratzinger.</p>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;">É de se desejar que a liberdade de direito reconhecida no Motu Proprio chegue a ser logo, em todas as dioceses, aceita e colocada em prática como o Papa deseja. Oremos para que assim seja.</p>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><strong>Fratres in Unum:</strong> <strong><em>O Papa hoje visita a França, país onde se desenvolve de maneira especial o problema litúrgico. O Padre Laguerie, em seu último artigo, diz que a unidade da Igreja no futuro dependerá da maneira com que os bispos tratarem os institutos que preservam a missa tradicional hoje. O que se pode dizer da reação do episcopado ao motu proprio?</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><strong>Padre Navas</strong>: Certamente, a necessidade da hermenêutica da continuidade remarcada no ensinamento do Papa requer que não somente se expresse na doutrina, mas também no culto, como o Papa afirma no mesmo Motu Proprio -- “Lex orandi, Lex credendi” – citando o conhecido princípio do Papa São Zeferino. É assim que a questão litúrgica que o Papa quer solucionar não se reduz ao mero aspecto estético ou cultural – que existe – mas que, como os bispos da França e mais outros reconhecem publicamente, conota fundamentalmente uma dimensão teológica. De maneira, pois, que o rechaço sistemático (explícito ou implícito) em acolher ou simplesmente em permitir o exercício do carisma dos institutos a que você se refere, queira ou não, constitui um obstáculo colocado na reintegração à unidade católica não somente dos grupos cismáticos ortodoxos (muito fiéis à sua tradição litúrgica), se não que ao mesmo tempo dá fundamento às reticências dos chamados grupos tradicionalistas em relação à convivência canônica que hoje lhes é oferecida pelo Santo Padre.</p>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;">Da eficaz e entusiasta acolhida destes grupos por parte da autoridade locais depende o êxito da ação pastoral desdobrada pelo Papa visando a unidade da Igreja. O não fazê-lo representa objetivamente – sem querer julgar as intenções – também uma grave falta de caridade ante Deus e a Igreja.</p>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;">Precisamente hoje, 12 de setembro de 2008, em sua viagem à França, o Santo Padre referindo-se ao que ele denomina “<em>uma exigência normal da fé e da pastoral para um bispo</em>” neste assunto declarou: “<em>este motu proprio é sensivelmente um ato de tolerância, com um objetivo pastoral, para pessoas que foram formadas nesta liturgia, que a amam, a conhecem, e querem viver com esta liturgia</em>”.“<em>É um pequeno grupo, pois supõe uma formação em latim, uma formação numa certa cultura. Mas me parece uma exigência normal da fé e da pastoral para um bispo de nossa Igreja ter amor e tolerância por estas pessoas e lhes permitir viver com esta liturgia</em>”, reconheceu o Papa.</p>
<p style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;">
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Por que o Papa renova com a Liturgia Tradicional - Le Figaro]]></title>
<link>http://fratresinunum.wordpress.com/?p=700</link>
<pubDate>Tue, 09 Sep 2008 13:29:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>G. M. Ferretti</dc:creator>
<guid>http://fratresinunum.wordpress.com/2008/09/09/porque-o-papa-renova-com-a-liturgia-tradicional-le-figaro/</guid>
<description><![CDATA[Os Católicos descobrirão no sábado, em Les Invalides, o retorno de práticas esquecidas.
Na sacri]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-704" style="margin:7px;" title="guido11" src="http://fratresinunum.wordpress.com/files/2008/09/guido11.jpg?w=252" alt="" width="252" height="300" />Os Católicos descobrirão no sábado, em <em>Les Invalides</em>, o retorno de práticas esquecidas.</p>
<p style="text-align:justify;">Na sacristia, é ele quem supervisiona as vestimentas de Bento XVI. O Papa entra, eles trocam um sorriso, já focados na Missa que o Sucessor de Pedro se prepara para celebrar. Monsenhor Guido Marini, jovem prelado italiano de 43 anos, é o Mestre de Cerimônias Litúrgicas Papais. Sua face ingênua mostra uma aparência muito precisa. Nenhum detalhe parece lhe escapar. Magro, alto, ele respeitosamente auxilia o Papa a colocar seus paramentos. Depois, vem um tempo de oração. A Missa pode começar.</p>
<p style="text-align:justify;">Na manhã de sábado, atrás do altar instalado na Esplanada dos Inválidos, Monsenhor Guido Marini da mesma forma irá ajudar o Papa Bento XVI. Em outubro de 2007 ele mesmo apontou o jovem prelado a essa posição mais que sensível. Ele está encarregado de organizar, num segundo, as Missas do Papa: da escolha dos paramentos e acessórios litúrgicos ao canto, sem esquecer da escolha dos cálices e da postura do corpo. É o estilo formal da celebração da Eucaristia que está em suas mãos. Quando se conhece o compromisso de Bento XVI com a bela liturgia, ele não poderia ter escolhido ao acaso aquele que substituiu outro Marini, Piero Marini, cuja face é mais conhecida já que foi o Mestre de Celebrações de João Paulo II por duas décadas. Realmente, o mestre de cerimônias está sempre a dois passos do Papa durante as celebrações maiores.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong>Uma cruz no centro do altar.</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Uma posição exposta, portanto, na mídia e ainda mais eclesialmente. O jovem Guido Marini conhece algo sobre isso. Nos últimos meses ele concentra em si os méritos, mas também as críticas. Ele incorpora o retorno da tradição. As razões são as “inovações” litúrgicas para a Missa do Papa, que são todas reinício de elementos esquecidos nos últimos anos. Mas é verdade que em matéria de liturgia o mínimo símbolo é repleto de significado.</p>
<p style="text-align:justify;">Então os Parisienses na manhã de sábado, e aqueles que seguirem a Missa em Lourdes, nas manhãs de domingo e segunda, não se surpreenderão em ver que o Papa dará a Comunhão na boca dos fiéis ajoelhados, exceto, claro, se a pessoa estiver fisicamente impossibilitada. Que Bento XVI, outro exemplo, não mais sistematicamente carrega a famosa cruz pastoral prateada de João Paulo II, um trabalho de Lello Scorzelli feito em 1960 para Paulo VI, mas a cruz Grega [nota: de fato, não está correto, ela é realmente uma cruz Latina] sem um corpus que estava nas mãos de Pio IX (papa de 1846 a 1878).</p>
<p style="text-align:justify;">Que uma majestosa cruz retornará ao centro do altar do qual ela fora retirada, sob o Papa João Paulo II, por ser um problema para as imagens de televisão. Que as milhares de hóstias consagradas serão mantidas num cibório de metais preciosos e não de argila. Deve-se também mencionar o uso, para as grandes Festas, das antigas mitras papais, ricamente decoradas e que dormia entre os tesouros do Vaticano.  E o uso, em certos casos, do trono papal....</p>
<p style="text-align:justify;">Tantas “novidades” que reasseguram algumas, mas problemáticas partes da Igreja, e mesmo perturbam aqueles que denunciam isso como “um passo atrás”. É dito que certas pessoas estavam de alguma forma chocadas por esses pedidos, quando Monsenhor Guido Marini veio para preparar, no meio de Junho, as viagem desta semana do Papa. A respeito, em particular, da questão da comunhão na boca e de joelhos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><img class="alignright size-medium wp-image-705" style="margin:7px;" title="guido21" src="http://fratresinunum.wordpress.com/files/2008/09/guido21.jpg?w=300" alt="" width="300" height="199" />Se Monsenhor Guido Marini não é para nada nesses desenvolvimentos, seria desconhecimento do funcionamento da Santa Sé imaginar que ele é a única pessoa responsável por isso. Particularmente já que existe na Igreja Católica um “ministério” responsável por esses assuntos: a Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos. Se ele aconselha, o Papa decide. É, portanto, o próprio Bento XVI que deseja esse novo curso. A escolha desse mestre de celebrações litúrgicas papais foi recomendada por seu Secretário de Estado, o Cardeal Tarcisio Bertone, número 2 da Santa Sé, de quem foi mestre de cerimônias, quando era arcebispo de Gênova, o Monsenhor Guido Marini, um padre lá conhecido por esse seu carisma pastoral, de temperamento moderado e atencioso para com todos, qualidades que ele aparentemente não perdeu no Vaticano. Ele detém um duplo doutorado em direito, civil e canônico, e uma licenciatura em psicologia e comunicação.</p>
<p style="text-align:justify;">Em seu luminoso escritório no Vaticano, na esquina da Praça São Pedro, Monsenhor Marini explica: “Bento XVI quer enfatizar que as normas para distribuir a Comunhão na Igreja Católica ainda estão em vigor. Esqueceu-se absolutamente que a distribuição da Santa Comunhão na mão é devido a um indulto, uma exceção pode-se dizer, dada pela Santa Sé às conferências episcopais que o requisitar”. Ele reconhece que Bento XVI tem uma “preferência” pela comunhão na mão, mas que “o uso dessa modalidade não detrata a outra modalidade, de receber a comunhão na mão”. Entretanto, ele observa, “receber a hóstia na boca enfatiza a verdade da Presença Real na Eucaristia, ajuda na devoção dos fiéis e introduz mais facilmente no sentido de mistério. Muitos aspectos são importantes de ressaltar hoje e urgentes de se recuperar”. Nada, portanto, de uma fantasia papal. Essas mudanças nas formas litúrgicas são partes de uma visão clara de Bento XVI e explicitamente expressa em Roma por muitos interlocutores próximos a ele: “Conseguir, finalmente, uma síntese litúrgica entre a Missa de Paulo VI e aquilo que a tradição pode contribuir para seu enriquecimento”.</p>
<p style="text-align:justify;">Como método para chegar lá, ele recusa a trilhar uma nova guerra litúrgica, mas procura contar com “pedagogia” e “paciência”. Ainda de acordo com os proponentes desse assunto, o Papa quer contrapor “pelo exemplo” as “deficiências” que ele sempre denunciou desde 1970: a falta de “recolhimento” e “silêncio”; a perda do “sentido do sagrado”, que ele também chama de sentido “cósmico” da celebração litúrgica onde, conforme a teologia Católica, e por sinal também a Ortodoxa, “o próprio Deus, através da encarnação do Filho, faz-Se realmente presente na hóstia Consagrada”.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong>“Servindo o sentido do sagrado”.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Monsenhor Guido Marini é formal: “Não é uma batalha entre o antigo e o moderno, muito menos entre o pré-conciliar e o conciliar. Esse tipo de ideologia problemática está hoje desatualizado. O antigo e o novo pertencem a um mesmo tesouro da Igreja. A celebração litúrgica deve ser a celebração do mistério sagrado, do Senhor crucificado e ressuscitado. É nosso dever encontrar, na herança da liturgia, uma continuidade para servir este sentido do sagrado.” E ele aponta, de passagem, que muitos focam nos quatro ou cinco desenvolvimentos dos últimos meses sem ver que ele trabalha tanto com o “legado” de seus predecessores, entre eles o Arcebispo Piero Marini. “Não há ruptura com o que estava sendo feito anteriormente”, ele assegura. Quanto ao uso do trono papal e de antigas mitras, não é sistemático [no sentido de “exclusivo”]: eles são usados “apenas em algumas solenidades”.</p>
<p style="text-align:justify;">Sem ruptura, certamente, mas esse movimento de branda reforma da liturgia, tão simbólico quanto possa ser em suas aparências, está firmemente enraizado no pensamento de Bento XVI. Ele nunca escondeu nada antes de se tornar Papa. Em suas Mémoires, Ma Vie 1927-1977, publicado dez anos atrás na França por Fayard, Joseph Ratzinger mostrou suas cores a respeito da forma litúrgica do Concílio Vaticano Segundo que ele viveu aos quarenta anos: “Eu estava consternado”, escreveu, “com o banimento do antigo Missal, já que tal desenvolvimento nunca fora visto na história da liturgia. (...) Uma renovação litúrgica que reconheça a unidade da história da liturgia e que entenda o Vaticano II não como uma ruptura, mas como um estágio de desenvolvimento: essas coisas são urgentemente necessárias para a vida da Igreja. Estou convencido que a crise na Igreja que estamos experimentando hoje é em grande escalada devida a uma desintegração da liturgia (...). É por isso que precisamos de um novo movimento litúrgico que chamará à vida a real herança do Concílio”. Como um fino conhecedor da vida Romana diz, Pe. Federico Lombardi, um experiente Jesuíta que chefia a Rádio Vaticano e a Sala da Imprensa, deve-se ser cauteloso com “interpretações” que levariam a considerar esses desenvolvimentos como uma revolução. Mas tudo sugere que esse “novo movimento litúrgico” está bem e verdadeiramente lançado. Bento XVI não visa disseminá-lo através de regulamentações, mas pela força do exemplo.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Original: <a href="http://www.lefigaro.fr/actualite-france/2008/09/08/01016-20080908ARTFIG00377-pourquoi-le-pape-renoue-avec-la-liturgie-traditionnelle-.php" target="_blank">Le Figaro</a>; Tradução a partir de <a href="http://thenewliturgicalmovement.blogspot.com/2008/09/papal-mc-explains-changes-in-papal.html" target="_blank">The New Liturgical Movement</a></strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Guerra declarada]]></title>
<link>http://intribulationepatientes.wordpress.com/?p=143</link>
<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 23:51:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>Márcio</dc:creator>
<guid>http://intribulationepatientes.wordpress.com/2008/09/08/guerra-declarada/</guid>
<description><![CDATA[Todos os setores modernistas são contrários à Missa Tridentina. Alguns o fazem de maneira mais ve]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Todos os setores modernistas são contrários à Missa Tridentina. Alguns o fazem de maneira mais velada, outros nem tanto. A recusa dos bispos em atender aos pedidos dos fiéis que desejam a Missa de Sempre, por exemplo, é prova incontestável da má vontade dos modernistas. Se não se nega água nem para o inimigo, quanto mais não se deve negar o alimento espiritual para os fiéis que o pedem aos pastores. Tais pastores, é bem verdade, mais se comportam como lobos. Mas, além desta perseguição mal camuflada contra a Tradição, os modernistas já estão assumindo abertamente as suas disposições diabólicas (não há outra palavra) de sufocar a legítima liturgia tridentina. Vejam o site que eu encontrei, ao fazer pesquisas na internet:</p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;">O Antitridentino<br />
http://antitridentino.com.sapo.pt/</p>
<p style="text-align:justify;">Um site inteiro dedicado a combater a Tradição católica e a Missa de Sempre!</p>
<p style="text-align:justify;">Logo na página inicial eles demonstram o que pretendem defender: O Concílio Vaticano II e a missa nova. Dizem também que querem defender a Igreja Católica, como se pudessem defender a Igreja que decretou a excomunhão daqueles que consideram que na Missa Tridentina possa haver erros:</p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;">"Cân. 6. Se alguém disser que o cânon da Missa contém erros e, portanto, deve ser ab-rogado: seja anátema" (Sacrifício da Missa, Doutrina do Sacrifício da Missa Cap. IX. Sessão XXII celebrada no dia 17 de setembro de 1562. DENZINGER 1756).</p>
<p style="text-align:justify;">Incoerência, no entanto, é o mínimo que se pode ver nos modernistas. O grande mal que existe neles, tanto nos camuflados como nos assumidos, é o desejo de afastar a Igreja Católica de sua Tradição de dois mil anos e de ocultar a Verdadeira Fé, tudo em nome da "obediência" ao Vaticano II. Em troca do que é falível e pastoral, abandona-se ou mitiga-se o que infalível e dogmático. Em troca do que é "novo" abandonam-se as verdades antigas. Em troca do mundo moderno, abandonam-se os ensinamentos de nossos santos e veneráveis antecessores na Fé do Cristo. Em troca do reino do homem, abandona-se o Reino de Deus. E, contra aqueles que não desejam apostatar, declara-se (ou não, para maior desgraça e perfídia) uma guerra sem tréguas, sem moralidade, buscando reduzi-los ao silêncio e ao degredo. Esse é o retrato dos "tolerantes" defensores do Vaticano II e da missa nova, que realmente toleram tudo, desde que não seja legitimamente católico.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Dom Bernard Fellay fala: Cardeal Castrillon Hoyos e o 'ultimato']]></title>
<link>http://fratresinunum.wordpress.com/?p=628</link>
<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 02:28:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>G. M. Ferretti</dc:creator>
<guid>http://fratresinunum.wordpress.com/2008/09/03/dom-bernard-fellay-cardeal-castrillon-hoyos-e-o-ultimato/</guid>
<description><![CDATA[O órgão de informação da casa geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, DICI, publicou a homi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="mceTemp">O órgão de informação da casa geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, DICI, publicou a <a href="http://www.dici.org/fraternite_read.php?id=000144" target="_blank">homilia</a> do último 15 de agosto (em francês) de Sua Excelência Reverendíssima, Dom Bernard Fellay, superior geral da Sociedade. Traduzimos o excerto que comenta os acontecimentos que cercaram o 'ultimato' do último mês de junho.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">Gostaria de aproveitar estes momentos para dar notícias sobre o que se passa agora em Roma com relação à Fraternidade. Vocês provavelmente ouviram que se falou de um ultimato. Onde estamos nós? Em primeiro lugar, é uma coisa esquisita esse ultimato, porque quando há esse tipo de demanda, há um objeto. No caso que nos concerne, pergunta-se bem qual seria o objeto. <strong>Fui convocado pelo Cardeal Castrillon Hoyos</strong>, no ínicio do mês de junho, porque a última Carta aos Amigos e Benfeitores da Fraternidade São Pio X fazia ponto em indicar claramente que não estávamos dispostos a engolir o veneno que se encontra no Concílio. Isso é que desagradou as autoridades romanas. O fato de dizer que não mudaríamos, que nos oporíamos, que não beberíamos esse veneno, isso que os desagradou. <strong>Por consegüinte, fui convocado a Roma, e lá me entregaram uma folha escrita.</strong> Estavam presentes nessa reunião que se realizou nos escritórios da Comissão Ecclesia Dei -- essa foi, aliás, a primeira e única vez que encaminhei-me a estes escritórios -- estando por consegüinte o <strong>Cardeal, o Vice-Presidente da Comissão, Mons. Perl, o secretário Mons. Marini e o secretário pessoal do Cardeal.</strong> Eu estava acompanhado pelo <strong>Abbé Nély. </strong></p>
<p style="text-align:justify;">Entregaram-nos uma nota escrita, e o Cardeal me pediu para lê-la diante de todos. Nesta <strong>carta que se assemelha realmente a um ultimato</strong>, é dito em substância: "<strong>Até agora afirmei que vocês não são cismáticos, mas doravante não poderei mais dizê-lo. Hoje é necessário que vocês aceitem as condições claras que vamos impô-los</strong>". Após ter lido, perguntei ao Cardeal quais eram essas condições claras, pois não estavam escritas. <strong>E o Cardeal não me respondeu absolutamente nada</strong>. Coloquei a pergunta a ele interrogando: "O que espera de mim?"; neste momento, quase em voz baixa, ele respondeu: "<strong>Se você pensa em consciência que deve dizer aquilo aos vossos fiéis, que diga! Mas deve respeitar a pessoa do Papa</strong>". Sobre isso lhe respondi que não havia problemas. E é assim que se terminou essa reunião. - Como posso afirmar que o motivo dessa reunião era realmente a última Carta aos Amigos e Benfeitores? É o que eu o perguntei, pois que ele fez referência: "Poderia você me dizer o que não vai nessa carta?"; ele então a releu diante de mim, e a única censura que pôde formular era o fato de eu ter escrito que os conventos estavam vazios , assim como os seminários. Disse-me: "Isso não é verdade". Era a única censura.</p>
<p class="mceTemp" style="text-align:justify;">Então, em que consiste o ultimato, qual o seu objeto? Na saída dessa entrevista, dizia eu ao Sr. Abbé Nély que <strong>eu estava muito frustrado porque havia assistido a uma encenação teatral, cheia de emoção</strong>, onde o Cardeal declarava: <strong>"Acabou! Convoco uma conferência de imprensa. Paro tudo!</strong>". Mas o que se esperava de mim, eu ignorava. De modo que reenviei o Sr. Abbé Nély no dia seguinte para que fizesse a pergunta mais uma vez: "Que querem?"; então fizeram-no esperar uma meia-hora, o tempo para redigir os famosos cinco pontos que foram difundidos na internet.</p>
<p style="text-align:justify;">O terceiro ponto é mais sensível, porque me pede não me erigir “em magistério superior ao do papa e não pôr a Fraternidade contraposição à Igreja”. Também aqui quer se dizer tudo isso e não quer dizer nada. Com esta frase aqui, <strong>sempre que pusermos uma objeção, nos dirão: “Colocam-se acima do Papa”</strong>. É bem neste ponto que se faz compreender que <strong>Roma não está de forma alguma de acordo com o fato de ousarmos dizer algo contra o Concílio.</strong> É aí que se faz problema.</p>
<p style="text-align:justify;">Cinco pontos, cujo primeiro diz o seguinte: "É necessário que Mons. Fellay comprometa-se a dar uma resposta proporcional à generosidade do Papa." O que isso quer dizer? <strong>É uma palavra extramamente leve que pode dizer tudo e nada.</strong> Estamos obrigados a supôr que essa generosidade do Papa era o Motu Proprio. E a resposta proporcional era agradecê-lo, reconhecendo ao mesmo tempo que não era para nós, mas para os todos os padres da Igreja. Senão, não se vê bem.</p>
<p style="text-align:justify;">Seguidamente eu devia me comprometer, nesta carta, a respeitar a pessoa do papa. Suponho que isso quer dizer que não se deve insultá-lo, mas se considera-se como uma ofensa dizer que ele é perfeitamente liberal, logo depois de uma viagem aos Estados Unidos onde não fez nada a não ser louvar o Estado Americano declarando que a liberdade de todas as religiões era magnífica. <strong>Realmente não se pode encontrar declaração mais liberal que essa. Não vejo o que há de injurioso nas minhas palavras.</strong></p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Para relembrar: Dom Fellay e a hermenêutica da continuidade]]></title>
<link>http://fratresinunum.wordpress.com/?p=577</link>
<pubDate>Sat, 30 Aug 2008 15:02:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>G. M. Ferretti</dc:creator>
<guid>http://fratresinunum.wordpress.com/2008/08/30/para-relembrar-dom-fellay-e-a-hermeneutica-da-continuidade/</guid>
<description><![CDATA[De DICI, órgão de comunicação da casa geral da FSSPX:

Questão do jornalista: A respeito de Ben]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>De <a href="http://www.dici.org/actualite_read.php?id=747&#38;loc=US" target="_blank">DICI</a>, órgão de comunicação da casa geral da FSSPX:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><strong>Questão do jornalista:</strong> A respeito de Bento XVI, você não está satisfeito com a forma pela qual, em seu discurso à Cúria, ele precisamente colocou em oposição essa hermenêutica da descontinuidade; houve uma descontinuidade entre o pensamento como era antes e depois do Concílio. E ele apoiou a hermenêutica da continuidade, dizendo: nós permanecemos na mesma tradição da Igreja.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://fratresinunum.files.wordpress.com/2008/08/fellay-21.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-579" style="margin:7px;" src="http://fratresinunum.wordpress.com/files/2008/08/fellay-21.jpg" alt="" width="152" height="214" /></a><strong>Bispo Fellay</strong>: Bem, nós vemos muito, muito claramente nesse discurso [ndt: <a href="http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2005/december/documents/hf_ben_xvi_spe_20051222_roman-curia_po.html" target="_blank">discurso de Bento XVI à Curia Romana para o natal de 2005</a>] <strong>uma tentativa de lançar uma nova luz sobre o Concílio</strong>. Eu não sei se devemos dizer uma <strong>tentativa de salvar o Concílio</strong>, como seria a <strong>minha forma de ver</strong>; mas em todo caso, existe uma <strong>vontade positiva de colocar uma barreira para parar uma interpretação</strong>, um entendimento do Concílio que agora tornou-se a apresentação usual do Concílio por anos. Nós vemos muito, muito claramente que o Papa, <strong>sob o abrigo de palavras delicadas, está se distanciando da apresentação comum do Concílio</strong>. Então, existe um desejo de apresentar o Concílio de outra forma, no mínimo no nível dos princípios. <strong>Eu não sei qual será o resultado final</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Jornalista</strong>: Você apresentou isso como uma ruptura também.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Bispo Fellay</strong>: Oh, sim, absolutamente, eu certamente apresentei! E além, <strong>se você estudar esse discurso com atenção, você verá que o Santo Padre concede, no entanto, que existiu uma ruptura</strong>, talvez não em conteúdo, mas certamente na forma em que isso foi apresentado e implementado. Isso é o que ele diz quando tenta mostrar que <strong>não existiria descontinuidade no plano dos princípios, princípios que ele afirma não serem aparentes</strong>; então ele fala também de continuidade na descontinuidade... Penso que teremos aí um muito, muito interessante assunto para discussão.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Jornalista</strong>: Esse discurso particularmente lhe faz regozijar ou você...</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Bispo Fellay:</strong> Sua clareza, sua precisão e também sua vontade de eliminar um certo número de posições que estavam realmente nos causando problemas na Igreja, <strong>tudo isso me fez regozijar</strong>; mas penso que <strong>não se vai longe suficiente</strong>. É totalmente claro que ele está abrindo um novo panorama. Quão amplo ele será? Não sei.</p>
<p class="txt12"> </p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Padre Pio, a missa tradicional e o Vaticano II]]></title>
<link>http://fratresinunum.wordpress.com/?p=567</link>
<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 19:31:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>G. M. Ferretti</dc:creator>
<guid>http://fratresinunum.wordpress.com/2008/08/29/padre-pio-a-missa-tradicional-e-o-vaticano-ii/</guid>
<description><![CDATA[O biógrafo de Padre Pio, Antonio Pandiscia, em excelente entrevista concedida a Bruno Volpe, afirmo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>O biógrafo de Padre Pio, Antonio Pandiscia, <a href="http://pontifex.lazio.it/admin/visualizza.asp?id=119" target="_blank">em excelente entrevista concedida a Bruno Volpe</a>, afirmou:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://fratresinunum.files.wordpress.com/2008/08/st-padre-pio.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-568" style="margin:7px;" src="http://fratresinunum.wordpress.com/files/2008/08/st-padre-pio.jpg?w=240" alt="" width="119" height="149" /></a>Padre Pio pediu uma dispensa que lhe foi concedida. Não foi por razões de rebelião ao Vaticano II. Padre Pio fez da obediência sua bandeira e portanto um ato de hostilidade de sua parte não era imaginável, <strong>ainda que alguns aspectos do Vaticano II lhe deixassem frio e perplexo</strong>. [...] Sabia ler e falar bem o latim, em poucas palavras Padre Pio <strong>preferia o rito antigo</strong>. Não por motivos de prepotência ou arrogância, mas porque considerava que a sagrada tradição da Igreja devia ser cuidada e protegida.</p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O milagre de Saint Nicholas du Chardonnet (V)]]></title>
<link>http://fratresinunum.wordpress.com/?p=534</link>
<pubDate>Tue, 26 Aug 2008 23:30:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>G. M. Ferretti</dc:creator>
<guid>http://fratresinunum.wordpress.com/2008/08/26/o-milagre-de-saint-nicholas-du-chardonnet-v/</guid>
<description><![CDATA[Para melhor compreensão, leia também os artigos anteriores da série sobre a tomada da Igreja de ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Para melhor compreensão, leia também os artigos anteriores da <a href="http://fratresinunum.wordpress.com/tag/saint-nicholas-du-chardonnet/" target="_blank">série sobre a tomada da Igreja de Saint Nicholas du Chardonnet</a>.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">Mas a polícia e o judiciário deixaram bem claro que estão relutantes em tomar qualquer ação direta. Monsieur Jean Guitton, um proeminente escritor católico, membro da Academia Francesa e amigo íntimo do Papa Paulo VI, foi apontado como mediador. Mas os tradicionalistas não sairão ao menos que se lhes ofereça uma igreja própria. Após oito anos de exílio, eles estão determinados a rezar em igrejas de agora em diante. Se forem expulsos, simplesmente ocuparão outra igreja, e o processo legal terá que começar novamente – a Catedral de Notre Dame foi mencionada.</p>
[caption id="attachment_535" align="alignright" width="225" caption="Porta lateral da Igreja de Saint Nicholas du Chardonnet"]<a href="http://fratresinunum.files.wordpress.com/2008/08/porte_laterale_eglise_saint_nicolas_du_chardonnet_.jpg"><img class="size-medium wp-image-535" src="http://fratresinunum.wordpress.com/files/2008/08/porte_laterale_eglise_saint_nicolas_du_chardonnet_.jpg?w=225" alt="" width="225" height="300" /></a>[/caption]
<p style="text-align:justify;">Asseguraram-me que, se eu quisesse experimentar a verdadeira atmosfera de uma paróquia tradicionalista, eu deveria ir à noite – o que explica o motivo de, às 6:15 PM, eu sair da estação de metrô Maubert-Mutalité para ouvir os sinos de Saint Nicholas chamando os fiéis para rezar. Mesmo em dias de semana há missa às 8, 12, 17 horas (seguida de Vésperas e Benção) e 18:30. Entrei na igreja durante a Benção bem em tempo de ouvir o Papa Paulo VI ser rezado pelo nome. Isso também foi feito durante as celebrações de Sexta-feira Santa em Ecône, onde estive quatro dias antes. Um coral verdadeiramente maravilhoso estava cantando – descobri depois que eles se reuniram espontaneamente; eles cantam nas Vésperas, Benção e na Missa todos os dias e aos domingos em várias Missas. Toda noite seus membros ficam até tarde a praticar e expandir seu repertório já impressionante – o aspecto mais marcante do coral (além de seu talento) é a sua juventude.</p>
<p style="text-align:justify;">A igreja suja e dilapidada que existia antes da ocupação foi transformada – com amor e a fundo. A igreja foi lavada e estátuas de mármore que aparentavam quase pretas de imundice estão agora positivamente resplandecendo de brancura. Há flores em todas as capelas laterais, velas queimando diante das imagens, o altar-mor em particular está incandescente com velas e quase encoberto de flores. O altar-mor em todas as igrejas é o símbolo de Cristo, e nessa Semana Santa é o mais dramático símbolo da ressurreição da fé da Igreja de Cristo em Saint Nicholas. O altar parecia realmente estar morto, abandonado para sempre, a nunca ser usado novamente, e aqui estava ele, triunfantemente ressuscitado, radiante de luz e alegria Pascal – com a mesa  Cranmeriana [ndt: referência ao Arcebispo Cranmer, idealizador da reforma litúrgica na Inglaterra após o cisma de Henrique VIII] e seu palanque colocados de lado, competentemente simbolizando a derrota da Igreja Conciliar.</p>
<p style="text-align:justify;">A missa começou. Foi celebrada pelo próprio Mons. Ducaud-Bourget. Cantada, e belamente cantada. No Sanctus, em particular, o eterno canto preencheu e ecoou pelos arcos dessa antiga igreja, como fizera por séculos. O Concílio podia nunca ter ocorrido.</p>
<p style="text-align:justify;">Uma senhora andava, de capela em capela, regando os vasos de flores com amável cuidado. A todo segundo um indivíduo ou um grupo de pessoas vinha até a igreja. Alguns ficavam para a missa, outros apenas rezavam por alguns momentos antes de sair. Muitos eram jovens, mas alguns eram velhos – e quão felizes essas pessoas velhas eram. Aqui estava a fé em que foram educados a conhecer e a amar; aqui estavam suas devoções tradicionais inteiramente intocadas. Dentro da igreja de Saint Nicholas du Chardonnet é como se o tempo permanecesse ainda em 1962.</p>
<p style="text-align:justify;">Um grupo de seminaristas de Ecône entrou por alguns minutos. Eles deixaram o seminário para sua folga de Páscoa. Eram um lembrete encorajador de que o ressurgimento tradicionalista na França não é um fenômeno temporário dependente de alguns poucos padres velhos. Para cada padre velho que permaneceu fiel à Missa de sua ordenação existia um jovem padre ou um seminarista pronto para juntar-se a ele, e eventualmente substituí-lo. E para cada pessoa velha que claramente tem Saint Nicholas como o céu na terra existe um jovem que descobriu o que a fé Católica foi um dia, e não está determinado a aceitá-la de outra forma.</p>
[caption id="attachment_536" align="alignleft" width="300" caption="Fiéis rezam na Igreja de Saint Nicholas"]<a href="http://fratresinunum.files.wordpress.com/2008/08/fieish_9_ill_933203_chardonnet.jpg"><img class="size-medium wp-image-536" src="http://fratresinunum.wordpress.com/files/2008/08/fieish_9_ill_933203_chardonnet.jpg?w=300" alt="" width="300" height="199" /></a>[/caption]
<p style="text-align:justify;">E o milagre de Saint Nicholas du Chardonnet – ele continuará? “Reze por nós. Reze por nós para que isso continue”, disse uma senhora, agarrando meu braço em seu fervor. “Peça a todos que rezem por nós”.</p>
<p style="text-align:justify;">Como uma nota de rodapé irônica nessa reportagem, e um sinal significante dos tempos em que vivemos, descobri ao ler a edição de 9 de abril do The Tablet, após meu retorno a Londres, que o Cardeal Marty convidou todo Anglicano que estiver visitando a França para receber a Santa Comunhão nas igrejas Católicas se eles não puderem recebê-la numa igreja Anglicana. Parece que o Cardeal Arcebispo de Paris precisa de nossas orações muito mais que os tradicionalistas membros de seu rebanho.</p>
</blockquote>
<p>Continua.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Se Irmão Roger pode, por que nós não?]]></title>
<link>http://fratresinunum.wordpress.com/?p=525</link>
<pubDate>Tue, 26 Aug 2008 12:36:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>G. M. Ferretti</dc:creator>
<guid>http://fratresinunum.wordpress.com/2008/08/26/se-irmao-roger-pode-por-que-nos-nao/</guid>
<description><![CDATA[É a pergunta que farão outros protestantes, como bem notou um dos editores de Rorate-Caeli, Carlos]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">É a pergunta que farão outros protestantes, como bem notou um dos editores de <em><a href="http://rorate-caeli.blogspot.com/2008/08/both-catholic-and-calvinist.html" target="_blank">Rorate-Caeli</a></em>, Carlos Antonio Palad.</p>
<p style="text-align:justify;">Publicamos logo abaixo o artigo de um de nossos vaticanistas preferidos, Sandro Magister, sobre a polêmica entrevista do Cardeal Walter Kasper [que também segue na íntegra] ao <em>L'Osservatore Romano</em>, tratando do Irmão Roger, ex-prior de Taizè.</p>
<p style="text-align:justify;">É interessante notar como certos neo-conservadores não podem sequer conceber a possibilidade de um erro das autoridades ao administrar a comunhão ao Irmão Roger, levantando algumas suspeitas mirabolantes sobre sua conversão. Sobre essa insistente insinuação de que Irmão Roger converteu-se (falando alguns em "conversão secreta"), não podemos deixar de citar o próprio Cardeal:</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>"[...] <em>sería preferible no aplicar a su persona categorías que <span style="text-decoration:underline;">él mismo</span> juzgaba inapropiadas para su experiencia y que además l<span style="text-decoration:underline;">a Iglesia Católica no ha querido nunca imponerle</span></em></strong><em>. Incluso en esto, las palabras del propio hermano Roger deberían bastarnos."</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em></em>Conversão: algo que o próprio Irmão julgava inapropriado e que a Igreja Católica nunca quis impor. Mas certas pessoas querem...</p>
<p style="text-align:justify;">Algo que merece ser observado na entrevista do purpurado: segundo o Cardeal Kasper, a amizade do Irmão Roger com os Papas pós-conciliares "<em>[...] viene del Espíritu Santo que es coherente en lo que inspira en el mismo momento a diferentes personas, por el bien de la <strong>Iglesia única de Cristo</strong>. Cuando habla el Espíritu Santo,<strong> todos comprenden el mismo mensaje, cada uno en su propia lengua</strong>."</em></p>
<p style="text-align:justify;">Comentário dúbio que não poderia ser mais infeliz! Afinal, a língüa humana não era para eles, pessoas cultas e poliglotas, problema algum. O Cardeal dá a entender que o Espírito Santo comunica tanto a Irmão Roger e aos Papas, protestantes e católicos, a mesma mensagem; entretanto, a cada um o Espírito Santo fala em sua própria lingüa, isto é, adaptando-se às limitações doutrinárias de cada denominação. As verdades de Fé, portanto, são meras expressões da experiência, do sentimento religioso que é interno, inefável.</p>
<p style="text-align:justify;">Se formos levar esse argumento às últimas conseqüências, considerando que São Paulo ensina que "<em>já não há judeu nem grego; não há servo nem livre, não há homem nem mulher, pois todos vós sois um só em Cristo</em>” (Gl 3, 28), podemos concluir que todos, protestantes e católicos, são <em>um só em Cristo</em> e que todas as divergências são problemas de lingüagem que o Espírito Santo se incumbe de resolver!</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Doutrina modernista, condenada pelo Magistério Infalível da Igreja. </strong></p>
<p style="text-align:justify;">Como comentamos anteriormente, uma suposta conspiração para 'abafar' a conversão de Irmão Roger só poderia alcançar algum sucesso se o próprio Irmão Roger consentisse em ser partícipe dessa farsa. Pois nada o impediria, se realmente desejasse, de procurar os meios de comunicação -- que certamente dariam muito espaço -- para divulgar sua conversão.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas para isso seria necessário romper com a <strong>heresia ecumenista </strong>e dar-lhe um golpe fatal, que certamente arruinaria a comunidade de Taizè e todo o movimento ecumênico. E nesse caso, talvez o respeito humano e a ideologia ecumênica tenham falado mais alto...</p>
<p style="text-align:justify;">Pois Irmão Roger preferiu aderir ao catolicismo, sem romper com ninguém.</p>
<p style="text-align:justify;">
<blockquote>
<h3>¿El fundador de Taizé era protestante o católico? Un cardenal resuelve el enigma</h3>
<h3><img class="aligncenter size-full wp-image-528" src="http://fratresinunum.wordpress.com/files/2008/08/roger.jpg" alt="" width="180" height="163" /></h3>
<p>El Padre Roger Schutz fue las dos cosas. Se adhirió a la Iglesia de Roma permaneciendo pastor calvinista. Wojtyla y Ratzinger le dieron la comunión. El cardenal Kasper explica cómo y por qué</p>
<p><strong>por <a href="http://chiesa.espresso.repubblica.it/articolo/206302?sp=y" target="_blank">Sandro Magister</a></strong><a href="http://chiesa.espresso.repubblica.it/articolo/206302?sp=y" target="_blank"> </a></p>
<p>ROMA, 25 de agosto del 2008 – En una entrevista publicada en “L’Osservatore Romano” el día de la Asunción de la Virgen María, el cardenal Walter Kasper, presidente del pontificio consejo para la promoción de la unidad de los cristianos, ha resuelto un enigma relacionado al fundador de la comunidad ecuménica multiconfesional de Taizé, el padre Roger Schutz (en la foto).</p>
<p><strong>El enigma se refería a la relación de Schutz con la Iglesia católica.</strong> Schutz era <strong>pastor protestante, de tradición reformada y de matriz calvinista</strong>. Después de su muerte – ocurrida a la edad de 90 años a manos de una desequilibrada el 16 de agosto del 2005, durante la plegaria de la noche en presencia de 2500 fieles – la comunidad de Tai<strong>zé desmintió que él se hubiese convertido al catolicismo de manera secreta. </strong>Pero como respaldando conversión había diferentes factores: <strong>Schutz había recibido varias veces la comunión eucarística de mano de Juan Pablo II; comulgaba cada mañana en la iglesia de Taizé, en la misa celebrada en rito católico; y en fin, el mismo cardenal Joseph Ratzinger le había dado la comunión</strong>, en la plaza San Pedro, en la misa de los funerales del Papa Karol Wojtyla.</p>
<p>Hecho Papa, con el nombre de Benedicto XVI, Ratzinger comentó con palabras sentidas – el 19 de agosto del 2005 en Colonia, reunido con representantes de las Iglesias y comunidades cristianas no católicas – la muerte de Schutz ocurrida tres días antes en Taizé. Lo señaló como <strong>ejemplo luminoso de “ecumenismo interior y espiritual”</strong>, hecho sobre todo de oración. Recordó haber tenido con él “una relación cordial de amistad” y <strong>haber recibido precisamente en el día de su muerte una carta suya de adhesión a él como Papa.</strong></p>
<p>Benedicto XVI también mantiene una excelente relación con el sucesor de Schutz, el Hermano Alois Leser, 54 años, alemán, católico. <strong>Lo recibe en audiencia privada al menos una vez al año</strong>. La firma del Hermano Alois <strong>aparece frecuentemente en “L’Osservatore Romano”</strong>, cuyo director, Giovanni Maria Vian, es también desde hace muchos años un gran estimador de la comunidad de Taizé.</p>
<p>'Pero cómo es que Kasper resuelve el enigma? <strong>Él niega que el Padre Schutz se haya “formalmente” adherido a la Iglesia católica</strong>. <strong>Menos aún que haya abandonado el protestantismo en el cual nació</strong>. Afirma en cambio que él “enriqueció” progresivamente su fe con los baluartes de la fe católica, en particular el rol de María en la historia de la salvación, la presencia real de Cristo en la eucaristía y el “misterio de la unidad ejercitado por el obispo de Roma”. En respuesta a esto, la Iglesia católica aceptó que él comulgase.</p>
<p>Según las palabras de Kasper, es como si entre Schutz y la Iglesia de Roma hubiera existido <strong>un pacto no escrito, “yendo más allá de ciertos límites confesionales” y canónicos</strong>.</p>
<p>Dejemos al cardenal la explicación precisa del ecumenismo “espiritual” representado por el padre Schutz. El cual, una vez dijo de sí mismo: “He encontrado mi identidad de cristiano reconciliando <strong>en mí mismo la fe de mis orígenes con el misterio de la fe católica, sin ruptura de comunión con ninguno</strong>”.</p>
<p>Aquí el texto completo de la entrevista, publicada en "L'Osservatore Romano" del 15 de agosto del 2008:</p>
<p><strong><span>Roger Schutz, el monje símbolo del ecumenismo espiritual</span> </strong></p>
<p><strong>Entrevista con Walter Kasper</strong></p>
<p>D. – Han pasado tres años desde el fallecimiento trágico del hermano Roger, el fundador de Taizé. Usted mismo fue a presidir sus exequias. 'Quién era para usted?</p>
<p>R. – Su muerte me conmocionó mucho. Estaba en Colonia por la Jornada Mundial de de Juventud cuando nos enteramos del fallecimiento del hermano Roger, víctima de un acto violento. Su muerte me recordaba las palabras del profeta Isaías sobre el Servidor del Señor: «Maltratado, se humilla, no abre la boca, como un cordero llevado al matadero, como una oveja ante los que la esquilan» (Is. 53,7). Durante toda su vida, el hermano Roger siguió el camino del Cordero: por su dulzura y su humildad, por su rechazo a todo acto de grandeza, por su decisión de no hablar mal de nadie, por su deseo de llevar en su propio corazón el dolor y las esperanzas de la humanidad. Pocas personas de nuestra generación han encarnado con tanta transparencia el rostro humilde de Jesucristo. En una época turbulenta para la Iglesia y para la fe cristiana, el hermano Roger era una fuente de esperanza reconocida por muchos, incluido yo mismo. Como profesor de teología y después como Obispo de Rottenburg-Stuttgart, siempre animé a los jóvenes a pasar unos días en Taizé durante el verano. Veía cómo esa estancia cerca del hermano Roger y de la Comunidad les ayudaba a conocer mejor y a vivir la Palabra de Dios, con alegría y simplicidad. Todo esto lo sentí más cuando presidí la liturgia de su funeral en la gran iglesia de la Reconciliación en Taizé.</p>
<p>D. – 'Cuál es, bajo su punto de vista, la contribución propia del hermano Roger y de la Comunidad de Taizé al ecumenismo?</p>
<p>R. – La unidad de los cristianos era verdaderamente uno de los deseos más profundos del prior de Taizé, igual que la división de los cristianos fue para él una auténtica fuente de dolor y de tristeza. El hermano Roger era un hombre de comunión, que no llevaba bien ninguna forma de antagonismo o de rivalidad entre personas o comunidades. Cuando hablaba de la unidad de los cristianos y de sus encuentros con representantes de diferentes tradiciones cristianas, su mirada y su voz mostraban con qué intensidad de caridad y de esperanza deseaba que “todos sean uno”. La búsqueda de la unidad era para él como un hilo conductor hasta las decisiones más concretas de cada día: acoger con alegría toda acción que pueda acercar a los cristianos de tradiciones distintas, evitar toda palabra o gesto que pudiera retrasar su reconciliación. Practicaba este discernimiento con una atención que rozaba la meticulosidad. En esta búsqueda de la unidad, sin embargo, el hermano Roger no tenía prisa ni estaba nervioso. Conocía la paciencia de Dios en la historia de la salvación y la historia de la Iglesia. Nunca hubiera realizado actos inaceptables para las Iglesias, nunca hubiera invitado a los jóvenes a separarse de sus pastores. Más que el desarrollo rápido del movimiento ecuménico, buscaba su profundidad. Estaba convencido que sólo un ecumenismo alimentado por la palabra de Dios, la celebración de la Eucaristía, la oración y la contemplación sería capaz de reunir a los cristianos en la unidad deseada por Jesús. En este ámbito del ecumenismo espiritual es donde me gustaría colocar la importante contribución del hermano Roger y de la Comunidad de Taizé.</p>
<p>D. – El hermano Roger describió a menudo su evolución ecuménica como una « reconciliación interior de la fe de sus orígenes con el misterio de la fe católica, sin ruptura de comunión con nadie » Ese recorrido no se enmarca en las categorías habituales. Tras su muerte, la comunidad de Taizé ha desmentido los rumores de una conversión secreta al catolicismo. Esos rumores nacieron, entre otras cosas, porque se le vio comulgar a manos del Cardenal Ratzinger durante las exequias del Papa Juan Pablo II. 'Qué le parece la afirmación según la cual el hermano Roger se habría vuelto “formalmente” católico?</p>
<p>R. – Viniendo de una familia protestante, el hermano Roger había realizado estudios de teología y se había ordenado pastor en esta misma tradición protestante. <strong>Cuando hablaba de la «fe de sus orígenes» se refería a ese <span style="text-decoration:underline;">bello</span></strong><strong> conjunto de catequesis, devoción, formación teológica y testimonio cristiano recibidos en la tradición protestante</strong>. Compartía ese patrimonio con todos sus hermanos y hermanas de adhesión protestante, con los que siempre se ha sentido profundamente unido. Desde sus primeros años de pastor, sin embargo, el hermano Roger buscó igualmente alimentar su fe y su vida espiritual con las fuentes de otras tradiciones cristianas, <strong>cruzando así ciertos límites confesionales</strong>. Decía ya mucho de esta búsqueda su deseo de seguir una vocación monástica y fundar, con esta intención, <strong>una nueva comunidad monástica con Cristianos de la Reforma.</strong></p>
<p>A<strong> </strong> lo largo de los años, la fe del prior de Taizé se fue enriqueciendo progresivamente del patrimonio de fe de la Iglesia Católica. Según su propio testimonio, entendía algunos aspectos de la fe mediante el misterio de la fe católica, como el papel de la Virgen María en la historia de la salvación, la presencia real de Cristo en los dones eucarísticos y el ministerio apostólico en la Iglesia, incluido el ministerio de unidad ejercido por el Obispo de Roma. Como respuesta, la Iglesia Católica había aceptado que comulgara en la eucaristía, como hacía cada mañana en la gran iglesia de Taizé. Igualmente, el hermano Roger recibió la comunión en múltiples ocasiones de manos del Papa Juan Pablo II, al que le unía una amistad desde los tiempos del Concilio Vaticano II, y que conocía bien su <strong>evolución</strong> en la fe católica. <span style="text-decoration:underline;"><strong>En este sentido</strong></span> no había nada secreto o escondido en la actitud de la Iglesia Católica, ni en Taizé ni en Roma. En el momento de los funerales del Papa Juan Pablo II, el Cardenal Ratzinger no hizo más que repetir lo que ya se hacía antes en la Basílica de San Pedro en la época del difunto Papa. No había nada nuevo o premeditado en el gesto del Cardenal.</p>
<p>En una alocución al Papa Juan Pablo II, en la Basílica de San Pedro, durante el Encuentro Europeo de Jóvenes en Roma de 1980, el prior de Taizé describió su propia evolución y su identidad de cristiano con estas palabras: «Encontré mi propia identidad cristiana reconciliando en mi mismo la fe de mis orígenes con el misterio de la fe católica, sin ruptura de comunión con nadie». En efecto, el hermano Roger nunca había querido romper con «nadie», por razones que estaban esencialmente ligadas a su propio deseo de unión y a la vocación ecuménica de la Comunidad de Taizé. Por esta razón, <strong>prefería no utilizar ciertos términos como «conversión» o adhesión «formal» para calificar su comunión con la Iglesia Católica</strong>. En su conciencia, había entrado en el misterio de la fe católica <strong>como alguien que crece, sin deber «abandonar» o «romper» con lo que había recibido o vivido antes</strong>. Se podría hablar mucho del sentido de ciertos términos teológicos o canónicos. Sin embargo, por respeto a la evolución en la fe del hermano Roger, <strong>sería preferible no aplicar a su persona categorías que él mismo juzgaba inapropiadas para su experiencia y que además la Iglesia Católica no ha querido nunca imponerle</strong>. Incluso en esto, las palabras del propio hermano Roger deberían bastarnos.</p>
<p>D. – 'Ve usted vínculos entre la vocación ecuménica de Taizé y el peregrinaje de decenas de miles de jóvenes a ese pequeño pueblo de Borgoña? En su opinión, 'son los jóvenes sensibles a la unidad visible de los cristianos?</p>
<p>R. – En mi opinión, el hecho de que cada año miles de jóvenes encuentren todavía el camino a la pequeña colina de Taizé <strong>es verdaderamente un don del Espíritu Santo a la Iglesia de hoy</strong>. Para muchos de ellos, Taizé representa el primer y principal lugar donde pueden encontrar jóvenes de otras Iglesias y Comunidades eclesiales. Me siento feliz de ver que los jóvenes que llenan cada verano las tiendas y las carpas de Taizé vienen de distintos países de Europa occidental y oriental, algunos de otros continentes, que pertenecen a diferentes comunidades de tradición protestante, católica u ortodoxa y que vienen a menudo acompañados por sus propios sacerdotes o pastores. Muchos de los jóvenes que llegan a Taizé vienen de países que han conocido la guerra civil o violentos conflictos internos, con frecuencia en un pasado todavía reciente. Otros vienen de regiones que han sufrido durante varias décadas el yugo de una ideología materialista. Además hay otros, quizá la mayoría, que viven en sociedades profundamente marcadas por la secularización y la indiferencia religiosa. En Taizé, durante los momentos de oración y de reflexión bíblica, redescubren el don de comunión y de amistad que solamente el Evangelio de Jesucristo puede ofrecer. Escuchando la Palabra de Dios, descubren también la riqueza única que les fue dada por el sacramento del bautismo. Sí, creo que muchos jóvenes se dan cuenta del verdadero desafío de la unidad de los cristianos. Saben cuánto puede pesar todavía la carga de las divisiones sobre el testimonio de los cristianos y sobre la construcción de una nueva sociedad. En Taizé encuentran una «parábola de comunidad» que ayuda a superar las fracturas del pasado y a mirar un futuro de comunión y de amistad. De vuelta a casa, esta experiencia les ayuda a crear grupos de oración y de encuentro en su propio contexto de vida, para alimentar ese deseo de unidad.</p>
<p>D. – Antes de presidir el Consejo Pontificio para la Promoción de la Unidad de los Cristianos, ha sido Obispo de Rottenburg-Stuttgart y, como tal, acogió en 1996 un Encuentro Europeo de Jóvenes organizado por la Comunidad de Taizé. 'Qué aportan estos encuentros de jóvenes a la vida de las Iglesias?</p>
<p>R. – Ese encuentro fue, efectivamente, un momento de gran alegría y profundidad espiritual para la Diócesis y sobre todo para las parroquias que acogieron a los jóvenes provenientes de diferentes países. Estos encuentros me parecen tremendamente importantes para la vida de la Iglesia. Muchos jóvenes, como le decía, viven en sociedades secularizadas. Les resulta difícil encontrar compañeros de camino en la fe y la vida cristiana. Son pocos los espacios para profundizar y celebrar la fe, con alegría y serenidad. Las Iglesias locales tienen a veces dificultades para acompañarles adecuadamente en su crecimiento espiritual. Por ello, los grandes encuentros como los organizados por la Comunidad de Taizé responden a una verdadera necesidad pastoral. Es cierto que la vida cristiana tiene necesidad de silencio y de soledad, como decía Jesús «Cierra la puerta y dirige la oración a tu Padre, que habita en lo secreto» (Mt 6,6). Pero también tiene necesidad de compartir, de encuentro, de intercambio. La vida cristiana no se vive en aislamiento, al contrario. A través del bautismo, pertenecemos al mismo y único cuerpo de Cristo resucitado. El Espíritu es el alma y el aliento que anima ese cuerpo, que le hace crecer en santidad. Por otra parte, los Evangelios hablan con frecuencia de una gran multitud que venía, a menudo, desde muy lejos para ver y escuchar a Jesús y para ser curados por él. Hoy los grandes encuentros se inscriben en esta misma dinámica. Permiten a los jóvenes comprender mejor el misterio de la Iglesia como comunión, escuchar juntos la palabra de Jesús y confiar en él.</p>
<p>D. – <strong>El Papa Juan XXIII denominó a Taizé como una «pequeña primavera».</strong> Por su parte, el hermano Roger decía que el <strong>Papa Juan XXIII era el hombre que más le había marcado</strong>. En su opinión, '<strong>por qué el Papa que tuvo la intuición del Concilio Vaticano II y el fundador de Taizé se apreciaban tanto</strong>?</p>
<p>R. – Cada vez que me encontraba con el hermano Roger, me hablaba mucho de su amistad con el Papa Juan XXIII primero, y después con el Papa Pablo VI y el Papa Juan Pablo II. Me contaba, siempre con gratitud y con una gran alegría, los numerosos encuentros y conversaciones que había tenido con ellos a lo largo de los años. Por un lado, el prior de Taizé se sentía muy cercano de los Obispos de Roma en su preocupación por conducir la Iglesia de Cristo por las vías de la renovación espiritual, de la unidad de los cristianos, del servicio a los pobres, del testimonio del Evangelio. Por el otro, se<strong> sentía profundamente comprendido y apoyado por ellos en su propio desarrollo espiritual y en la orientación que tomaba la joven Comunidad de Taizé</strong>.<strong> La conciencia de actuar en armonía con el pensamiento del Obispo de Roma era para él como una brújula en todas sus acciones</strong>. Nunca hubiera tomado una iniciativa que supiera que sería contraria al criterio o a la voluntad del Obispo de Roma. Además, la misma relación de confianza continúa hoy con el Papa Benedicto XVI que pronunció palabras muy emotivas por la muerte del fundador de Taizé, y que recibe cada año al hermano Alois en audiencia privada. 'De donde venía esa estima recíproca entre el hermano Roger y los Obispos sucesivos de Roma? <strong>Sin duda, tiene su raíz en lo humano, en las ricas personalidades de estos hombres</strong>. En definitiva, diría que viene del Espíritu Santo que es coherente en lo que inspira en el mismo momento a diferentes personas, por el bien de la Iglesia única de Cristo. Cuando habla el Espíritu Santo,<strong> todos comprenden el mismo mensaje, cada uno en su propia lengua</strong>. El verdadero artesano de la comprensión y de la fraternidad entre discípulos de Cristo es él, el Espíritu de comunión.</p>
<p>D. – Usted conoce bien al hermano Alois, el sucesor del hermano Roger. 'Cómo ve el futuro de la comunidad de Taizé?</p>
<p>R. – Aunque nos habíamos encontrado anteriormente, fue sobre todo después de la muerte del hermano Roger que he aprendido a conocer mejor al hermano Alois. Unos años antes, el hermano Roger me había confiado que todo estaba previsto para su sucesión el día que fuera necesario. Él estaba feliz con la perspectiva de que el hermano Alois tomara el relevo. 'Quién habría podido imaginar que esta sucesión iba a tener que hacerse en una sola noche, tras un inconcebible acto de violencia? Lo que me sorprende desde entonces es la absoluta continuidad en la vida de la Comunidad de Taizé y en la acogida a los jóvenes. La liturgia, la oración y la hospitalidad continúan con el mismo espíritu, como un canto que nunca se ha interrumpido. Lo que dice mucho, no solamente de la persona del nuevo prior sino también, y sobre todo, de la madurez humana y espiritual de toda la Comunidad de Taizé. La que ha heredado el carisma del hermano Roger es la Comunidad en su conjunto, que sigue viviéndolo e irradiándolo. Conociendo a las personas, tengo plena confianza en el futuro de la Comunidad de Taizé y en su compromiso con la unidad de los cristianos. Esta confianza me viene igualmente del Espíritu Santo, que no suscita carismas para abandonarlos a la primera ocasión. El Espíritu de Dios, que es siempre nuevo, trabaja en la continuidad de una vocación y de una misión. Él es el que va a ayudar a la Comunidad a desarrollar su vocación, en fidelidad al ejemplo que el hermano Roger le dejó. Las generaciones pasan, el carisma permanece, porque es don y obra del Espíritu. Me gustaría terminar repitiendo al hermano Alois y a toda la Comunidad de Taizé mi gran estima por su amistad, su vida de oración y su deseo de unidad. Gracias a ellos, el dulce rostro del hermano Roger nos sigue siendo familiar.</p>
<p>__________</p>
<p>El sitio web oficial de la comunidad de Taizé, en 32 idiomas:</p>
<p><a href="http://www.taize.fr/it"><strong>&#62; Taizé</strong></a></p>
<p>__________</p>
<p>Las palabras de Benedicto XVI dedicadas al padre Roger Schutz, en el discurso dirigido a representantes cristianos no católicos en Colonia el 19 de agosto del 2005:</p>
<p>"Yo deseo recordar al <strong>gran pionero de la unidad</strong>, el hermano Roger Schutz, asesinado de modo tan trágico. Yo lo conocía personalmente desde hace mucho tiempo y mantenía una cordial relación de amistad con él. Con frecuencia me visitaba y, como ya dije en Roma, el día en que fue asesinado recibí una carta suya que me ha conmovido mucho porque en ella subrayaba su adhesión a mi camino y me anunciaba que quería venir a encontrarse conmigo.<strong> Ahora nos visita desde lo alto y nos habla</strong>. <strong>Creo que deberíamos escucharlo, escuchar desde dentro su ecumenismo vivido espiritualmente y dejarnos llevar por su testimonio hacia un ecumenismo interiorizado y espiritualizado</strong>.</p>
<p>"Veo con especial optimismo el hecho de que hoy se está desarrollando una especie de 'red', <strong>de conexión espiritual entre católicos y cristianos de las diversas Iglesias y comunidades eclesiales</strong>: cada uno se compromete en la oración, en la revisión de la vida, en la purificación de la memoria, en la apertura a la caridad. El padre del ecumenismo espiritual, Paul Couturier, habló a este respecto de un 'claustro invisible', que acoge en su recinto a estas almas apasionadas de Cristo y de su Iglesia. Estoy convencido de que, si un número creciente de personas se une en su interior a la oración del Señor 'para que todos sean uno' (Jn 17, 21), dicha plegaria en el nombre de Jesús no caerá en el vacío".</p>
<p>__________</p>
<p>Traducción en español de Juan Diego Muro, Lima, Perú.</p>
<p>__________<br />
25.8.2008</p></blockquote>
<p><strong><em>Posts relacionados:</em></strong></p>
<p><strong><em><a rel="bookmark" href="../2008/08/21/ainda-o-irmao-roger-schutz/">Ainda o Irmão Roger Schutz</a></em></strong></p>
<p><strong><em><a rel="bookmark" href="../2008/08/21/ecumenismo-reconciliar-a-heresia-com-a-igreja-catolica-sem-ruptura-de-comunhao-com-ninguem/">Ecumenismo: reconciliar a heresia com a Igreja Católica, “sem ruptura de comunhão com ninguém”</a></em></strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mons. Ranjith fala: Coragem para corrigir o percurso ]]></title>
<link>http://fratresinunum.wordpress.com/?p=516</link>
<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 12:47:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>G. M. Ferretti</dc:creator>
<guid>http://fratresinunum.wordpress.com/2008/08/25/mons-ranjith-fala-coragem-para-corrigir-o-percurso/</guid>
<description><![CDATA[Do The New Liturgical Movement:

Die Tagespost: A Ásia é considerada na Europa como um continente ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Do <em><a href="http://thenewliturgicalmovement.blogspot.com/2008/08/ranjith-we-have-to-muster-courage-to.html" target="_blank">The New Liturgical Movement</a></em>:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><strong>Die Tagespost</strong>: A Ásia é considerada na Europa como um continente de contemplação, misticismo e de profundidade espiritual. O que a Igreja Universal pode aprender da Igreja na Ásia?</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Msgr. Ranjith</strong>: A Igreja Universal pode aprender muito da Igreja na Ásia. O pré-requisito para isso é a inculturação correntamente entendida, que é a bem sucedida integração de certas partes da cultura da Ásia na Cristianismo vivo. Estou falando aqui especificamente da inculturação propriamente entendida, porque a inculturação foi de certa forma completamente mal compreendida na Ásia, por ninguém menos que aqueles que falam de inculturação. Nós devemos, portanto, não nos enganar sobre o que é realmente Asiático. Com relação a ideologias ocidentais, escolas de pensamentos e influência do secularismo e perspectivas horizontais que não libertam o homem verdadeiramente, não pode existir nenhum diálogo sobre espiritualidade da Ásia ou valores Asiáticos. Apenas se voltarmos às raízes e falarmos autenticamente sobre os valores Asiáticos e do modo Asiático de viver nós poderemos contribuir com a Igreja Universal. Qualquer outra coisa não seria nada além de distorção da realidade. <strong>A fim de evitar uma visão superficial de inculturação, devemos distingüir entre o que é verdadeiramente Asiático e o que pertence às religiões Asiáticas. </strong>Muitas práticas religiosas se desenvolveram da vida cotidiana. Confundir os dois seria apenas o lançamento de bases para uma teologia sincretista e para uma destruição do modo Católico Romano de viver. Portanto, devemos primeiro efetuar uma espécie de desmitificação e ver o que está por detrás dos vários atos religiosos. Apenas então se pode discernir o que é verdadeiramente Asiático.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>DT</strong>: Onde você vê exemplos de inculturação Cristã na Ásia mal sucedida?</p>
[caption id="attachment_517" align="alignright" width="300" caption="Mons. Ranjith - Ordenação sacerdotal em Wigratzbad"]<img class="size-medium wp-image-517" src="http://fratresinunum.wordpress.com/files/2008/08/ranjithwigratzbad10.jpg?w=300" alt="" width="300" height="225" />[/caption]
<p style="text-align:justify;"><strong>MR</strong>: É, por exemplo, inteiramente Asiático o respeito aos símbolos religiosos, por exemplo o traje sacerdotal e o hábito religioso. Em nenhum templo budista você encontrará monges sem o hábito. Os hindús têm seus sinais de identidade, que os distingüe dos outros em seu templo ou no caminho. Essa atitude não é tipicamente budista ou hindú, mas Asiática. Os Asiáticos querem indicar com esses símbolos a realidade por detrás da realidade visível exteriormente. Eles consideram, por exemplo, o hábito sacerdotal ou religioso como uma distinção que faz a pessoa concernida se sobressair da massa por causa de seu ideal pessoal. Se os padres e religiosos aparecem em roupas civis ocidentais e não revelam seu estado, então não se tem nada a ver com inculturação, mas com uma aparência pseudo-Asiática, que é, de fato, mais Européia. <strong>Portanto, é lamentável que padres e religiosos em muitos países de Ásia não mais vistam roupas correspondentes a seu estado. </strong>Uma das congregações mundialmente conhecida que de forma bem sucedida modelou um hábito religioso conforme o estilo local de se vestir é a Congregação das Missionárias da Caridade (as irmãs de Madre Teresa). Elas são um exemplo de inculturação Cristã bem sucedida, pois toda criança na rua pode imediatamente identificá-las.</p>
<p><strong>DT</strong>: Que bases aplicar para uma bem sucedida inculturação?</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>MR</strong>: O texto sinodal "Ecclesia in Asia" expressamente afirma que Cristo era Asiático. As raízes da culturas cristã e judaíca, que Jesus encontrou em Jerusalém, eram Asiáticas. É claro, o Cristianismo espalhou-se no Ocidente através do pensamento greco-romano. São Paulo e outros eram uma espécie de abridores de portas nisso. Infelizmente, as vicissitudes da história tornaram impossível uma difusão imediata do Cristianismo na Ásia. Simplesmente não existia "intensidade" suficiente dentro do modo Asiático de pensar. Na Ásia, com relação ao Cristianismo, a imagem de uma religião importada por colonizadores ainda predomina. Mas isso não é verdade. O Cristianismo veio à Ásia muito antes dos poderes coloniais. Na Índia, por exemplo, temos a forte tradição dos Cristãos de São Tomé. Quem quer transferir o Cristianismo para o modo Asiático de viver deve mostrar humildade diante do mistério de Deus. Apenas um crente pode ser bem sucedido. Essa não é uma questão de competência teológica ou filosófica. O homem simples e devoto na rua pode freqüentemente estar em vantagem, porque ele se aproxima do mistério de Deus sem preconceitos e está completamente impregnado da mensagem Cristã. A vox populi tem um papel importante para a inculturação. Apenas com pessoas profundamente religiosas, que rezam, a inculturação bem sucedida é possível. <strong>Os teólogos comumente se esquecem que podemos descobrir o verdadeiro valor da mensagem de Jesus apenas em nossos joelhos. </strong>Vemos isso na maneira que Paulo evangelizava. Ele era um homem de Deus, que amava a Deus e dedicava sua vida totalmente a Cristo e vivia em constante contato com Ele. Apenas pessoas assim podem ter o modelo para a inculturação Cristã. De outra forma, o Cristianismo não sairá da capa dos livros. <strong>E infelizmente tem que se dizer que não há atualmente nenhum pensamento teológico sério na Ásia. </strong>Nós temos um grande pot-pourri de idéias: um pouco de teologia da libertação da América Latina, um pouco de teologia Ocidental, algumas das correntes filosóficas das universidades Ocidentais -- tudo é tentado impetuosamente. Então, há uma espécie de isolamento, pois cada uma não está mais aberta ao mistério dos caminhos de Deus. A teologia é considerada meramente como um tipo de evento humano. A abertura à luz de Deus está em falta. O sentido da profunda união mística com Deus está faltando, assim como a habilidade de entender a fé do povo comum. Mas são precisamente essas características que um teólogo necessita.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>DT</strong>: Da Ásia também se ouve vozes que dizem que o debate sobre a liturgia Tridentina é tipicamente Europeu e não tem nada que ver com as preocupações das pessoas nas áreas de missão. Como você vê isso?</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>MR</strong>: Bem, existem opiniões individuais que não podem ser generalizadas na Igreja Católica. Que a Ásia inteira deve rejeitar a Missa Tridentina é inconcebível.  Deve-se também acautelar-se para generalizações como "a missa antiga não serve para a Ásia". <strong>É precisamente a liturgia do rito extraordinário que reflete alguns valores Asiáticos em toda sua profundidade. Acima de tudo o aspecto da Redenção e a perspectiva vertical da vida humana, o relacionamento profundamente pessoal entre Deus e o sacerdote e entre Deus e a comunidade são mais claramente expressos na antiga liturgia do que no Novus Ordo. </strong>O Novus Ordo por contrastre enfatiza mais a perspectiva horizontal. Isso não significa que o Novus Ordo por si mesmo coloca-se para uma perspectiva horizontal, mas antes sua interpretação por diferentes escolas litúrgicas, que vêem a missa mais como uma experiência comunitária. Se formas estabelecidas de pensar são colocadas em questão, entretanto, algumas reagem de maneira desconfiada. A Santa Missa não é apenas o memorial da última ceia, mas também o Sacrifício de Cristo e o Mistério de nossa Salvação. Sem a Sexta-feira Santa, a última ceia não tem sentido. A Cruz é o maravilhoso sinal do amor de Deus, e apenas em relação à Cruz é possível a verdadeira comunidade. Aqui está o verdadeiro ponto inicial da evangelização da Ásia.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>DT</strong>: De que forma a reforma pós-conciliar tem contribuído para uma renovação espiritual?</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>MR</strong>: O uso do vernáculo permitiu que muitas pessoas entendessem o mistério da Eucaristia mais profundamente e procurou uma mais intensa relação com os textos das Escrituras. A participação ativa dos fiéis foi encorajada. Entretanto, isso não deve significar que a Missa deve ser inteiramente orientada para o diálogo. A Missa deve ter momentos de silêncio, de introspecção e oração pessoal. Onde há um falar incessante, o homem não pode ser profundamente penetrado pelo mistério. Não devemos falar ininterruptamente diante de Deus, mas também deixá-Lo falar. A renovação litúrgica foi afetada, entretanto, pela arbitrariedade experimental com a qual a Missa hoje está sendo livremente realizada como "faça você mesmo". <strong>O espírito da liturgia tem sido, num modo de dizer, raptado. O que ocorreu não pode mais ser desfeito agora. O fato é que nossas igrejas se esvaziaram. Obviamente que existem também outros fatores: o desenfreado comportamento consumista, secularismo, uma excessiva imagem do homem. Nós devemos tomar coragem para corrigir o percurso, pois nem tudo o que ocorreu depois da reforma da liturgia foi conforme a intenção do Concílio. Por que deveríamos carregar com dificuldade aquilo que o Concílio não quis?</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>DT</strong>: Na Alemanha é cada vez mais freqüente a substituição da Santa Missa por celebrações da Palavra de Deus feita por leigos, apesar de padres suficientes estarem disponíveis. Em troca, em muitos lugares, padres, com as fusões de paróquias, têm que concelebrar mais freqüentemente, de forma que até mesmo menos Missas são celebradas. A Igreja tem que repensar a prática da concelebração?</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>MR</strong>: Essa é menos uma questão de concelebração do que uma questão de compreensão da Missa e da imagem do padre. O padre alcança na Eucaristia o que os outros não podem fazer. Como <em>alter Christus</em>, ele não é a pessoa principal, mas o Senhor. <strong>Concelebrações devem se restringir a ocasiões especiais. </strong>Uma concelebração que sustenta a favor de uma despersonificação da celebração da Missa <strong>é então tão errada como a noção de que se pode obrigar um padre a concelebrar regularmente</strong>, ou fechar igrejas em várias cidades e concentrar a Missa em um único lugar, apesar de padres suficientes estarem disponíveis.</p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Comentário - Vaticano II]]></title>
<link>http://januacoeli.wordpress.com/?p=581</link>
<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 03:57:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Ferraz</dc:creator>
<guid>http://januacoeli.wordpress.com/2008/08/24/comentario-vaticano-ii/</guid>
<description><![CDATA[O sr. Sizenando postou um comentário na página sobre o Vaticano II. Como foi avisado, gostaria de ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>O sr. Sizenando postou um comentário na página sobre o Vaticano II. Como foi avisado, gostaria de pedir encarecidamente para que <span style="text-decoration:underline;"><strong>não postassem lá</strong></span>, porque isso vai dificultar o desenrolar da conversa entre o sr. Sandro e eu. Comentários lá serão apagados.</p>
<p>O comentário do sr. Sizenando - apagado por mim lá - foi o seguinte:</p>
<blockquote><p>Caros amigos</p>
<p>desculpe a intrusão<br />
Jorge exclua este comentário se quiser.</p>
<p>Há 43 anos que este tema está em debate<br />
e jamais chegarão a um consenso.</p>
<p>Por exemplo esta pergunta de Sandro.</p>
<p>A Bíblia diz:</p>
<p>Que somos a Imagem e semelhança de Deus.</p>
<p>Deus é LIVRE ! O Homem não é ?</p>
<p>http://www.bibliacatolica.com.br/01/1/1.php<br />
27.    Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher.</p>
<p>Gn. 2,17    mas não comas do fruto da árvore da ciência do bem e do mal; porque no dia em que dele comeres, morrerás indubitavelmente.”</p>
<p>Isto certamente era um limite de nossa liberdade !</p>
<p>Mas Deus apesar de ter aconselhado o homem a não comer desta arvore ele não impediu o homem de comer daquele fruto dito proíbido !<br />
Porque ?<br />
Não seria esta a vontade do Pai ?</p>
<p>http://www.bibliacatolica.com.br/busca/01/1/h%E1+liberdade<br />
(II Coríntios 3,17)<br />
Ora, o Senhor é Espírito, e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.</p>
<p>O Espírito do Senhor não habita em Teplos feitos por mãos humanas, mas sim em nossos corações.</p>
<p>http://www.bibliacatolica.com.br/busca/01/1/sois+o+templo<br />
(I Coríntios 3,16)<br />
Não sabeis que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?</p>
<p>Se quando fomos batizados recebemos o Espírito Santo, e se quando fomos crismados nos foi confirmado que este Espírito Santo habita em nossos corações, então em nós habita a liberdade doada gratuitamente por Deus.</p>
<p>Isto significa que:  Jesus morreu por amor de todos nós, mas somente aqueles que aceitarem este sacrifício e amá-lo de todo coração seguindo e praticando os seus mandamentos, serão salvos.   Pelo contrário aqueles que regeitarem a luz de Cristo já estão condenados.</p>
<p>http://www.bibliacatolica.com.br/busca/01/1/amaram+mais+as<br />
(São João 3)<br />
18.    Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado; por que não crê no nome do Filho único de Deus.<br />
19. Ora, este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, pois as suas obras eram más.</p>
<p>O Homem é livre, mesmo que seu caminho escolhido seja o do inferno, Jesus não o impedirá assim como não obrigou a Nicodemos e ao jovem rico de seguí-lo, deixou-os ir embora.</p>
<p>Isto não seria liberdade de escolha ?<br />
Isto não seria livre arbítrio ?<br />
Ou você pretende dizer que serei obrigado a entrar no céu contra a minha vontade, logo não preciso me santificar, porque o céu já está garantido ou não seria assim ?</p>
<p>Jesus também disse a seus discípulos:<br />
Acaso vós também quereis ir embora ?<br />
Pois, podem ir, eu não impedirei !</p>
<p>Ir embora para onde ?<br />
Seria para outros Mestres ?<br />
Seria para outros deuses ?<br />
Seria para outras religiões ?<br />
Seria para o Mal ?<br />
Seria para o Mundo ?</p>
<p>Certamente ninguém será obrigado a seguir Jesus ou a doutrina da Santa Igreja Católica, mas certamente quem não seguir irá morrer eternamente, como aquele que comesse o fruto proíbido.</p>
<p>Por outro lado a Bíblia Diz que o anticristo, aquele que é o oposto de cristo irá obrigar a todos os homens a adorá-lo para humilhar o "Verdadeiro Criador", e quem não adorá-lo será morto para servir de exemplo aos demais, e será um massacre dos verdadeiros filhos de Deus.</p>
<p>Isto sim é falta de liberdade, aliás isto já acontece com as pessoas dominadas pelo mal "Possuidos pelo mal",</p>
<p>(São Mateus 8,32)<br />
Ide, disse-lhes. Eles saíram e entraram nos porcos. Nesse instante toda a manada se precipitou pelo declive escarpado para o lago, e morreu nas águas.</p>
<p>Os demonios matam as pessoas assim como mataram estes porcos, porque as usam como corpos descartáveis apenas como recipientes ocos e vazios sem o menor valor.<br />
O Maior desejo de um endemoniado é se matar, de preferência enforcado.</p>
<p>Nosso Deus é um Deus de Amor e quem ama não prende.<br />
Não tira a liberdade, e Deus nos quer Livres e não escravos.</p>
<p>Se o homem escrever qualquer texto que contrarie esta verdade estará a serviço de seu mestre, aquele que só sabe escravizar e tirar a liberdade, substituíndo no máximo, como prémio o vício mórbido da dependência.</p>
<p>Dom Marcel Lefebvre fez uma escolha clássica, preferiu morrer excomungado garantindo o Futuro de sua filha a FSSPX do que pedir perdão ao Papa e retornar à casa do Pai.</p>
<p>Mesmo assim usou do seu mais precioso direito e Don de Deus  "A Liberdade", que nem mesmo o Papa lhe privou dela, como no passado a "*(Santa)*" Inquisição costumava fazer com os desobedientes, acusá-los de heresia e queimá-los na fogueira da "Famosa Igreja pecadora do passado", já que a Igreja não peca e é perfeita e o Papa é infalível e não erra, saberemos quem era o pecador desta história de trevas quando estivermos no grande julgamento universal e a luz divina iluminar todas as trevas.</p>
<p>Quanto a mim, jamais atirarei uma pedra sequer, seja na Igreja, no Papa, nos Lefevristas, nem mesmo na Cruz de Cristo.  Porque eu sou um pecador, e como pecador me coloco ao lado de Jesus na Cruz lhe pedindo pelo menos uma lembrança apenas.<br />
Pelo que vejo os maiores defensores desta Igreja Santa, são os que mais pecam contra esta santidade, porque acusam o homem mais Santo do mundo de ser o maior Herege do mundo.</p>
<p>Pai perdoa.</p>
<p>Jesus autem dicebat Pater dimitte illis non enim sciunt quid faciunt dividentes vero vestimenta ejus miserunt sortes.</p>
<p>Só não vé esta verdade quem não quer, logo você pode ver que debater é inútil, principalmente se tratando de sedevacantismo.</p>
<p>Vaticano II apenas reafirmou o que Genesis já havia dito, poderia dizer mais, prefiro citar.</p>
<p>http://www.bibliacatolica.com.br/busca/01/3/liberdade<br />
http://www.bibliacatolica.com.br/busca/01/1/livres</p>
<p>Fiquem com Deus.</p></blockquote>
<p>Estimado sr. Sizenando, o senhor tem o nome do meu avô paterno, que eu não conheci. É-me uma honra conhecer alguém que tem o mesmo nome de um parente próximo. Agradeço a intervenção do senhor, bastante oportuna, na qual não obstante eu precisaria fazer alguns apontamentos, principalmente de cunho histórico. Talvez eu poste algo sobre a Santa Inquisição aqui, em breve. Por enquanto, basta dizer que o tom do comentário do senhor neste ponto é inadequado e injusto para com um acontecimento histórico importante como a Inquisição Romana.</p>
<p>Sobre a pergunta do sr. Sandro, ela é um pouco mais específica, porque se refere ao ensinamento da Igreja sobre temas filosóficos como "a liberdade" e a questão da supressão de alguns "direitos" quando um bem maior passa a ser ameaçado. Pretendo escrever a minha primeira resposta a ele no Domingo, no mais tardar segunda-feira, e então vou detalhar melhor isto que estou falando aqui.</p>
<p>Fique com Deus,<br />
abraços, em Cristo,<br />
Jorge Ferraz</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Debate sobre o Vaticano II]]></title>
<link>http://januacoeli.wordpress.com/?p=565</link>
<pubDate>Fri, 22 Aug 2008 21:34:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Ferraz</dc:creator>
<guid>http://januacoeli.wordpress.com/2008/08/22/debate-sobre-o-vaticano-ii/</guid>
<description><![CDATA[O sr. Sandro gentilmente convidou-me para debater sobre o Concílio Vaticano II. Aceitei o desafio e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>O sr. Sandro gentilmente <a href="http://januacoeli.wordpress.com/2008/08/14/ainda-a-montfort-e-o-ibp/#comment-327">convidou-me para debater</a> sobre o <strong>Concílio Vaticano II</strong>. Aceitei o desafio e, a partir de hoje, aqui no <strong>Deus lo Vult!</strong> <a href="http://januacoeli.wordpress.com/debate-vaticano-ii/">há uma página dedicada à <em>disputatio</em></a>. A quantos interessarem passar por lá, deixo o convite, pedindo apenas que respeitem as regras que lá foram colocadas.</p>
<p>Sancta Maria, <strong>Janua Coeli</strong>,<br />
<em>ora pro nobis</em>!</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ecumenismo: reconciliar a heresia com a Igreja Católica, "sem ruptura de comunhão com ninguém"]]></title>
<link>http://fratresinunum.wordpress.com/?p=438</link>
<pubDate>Thu, 21 Aug 2008 14:06:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>G. M. Ferretti</dc:creator>
<guid>http://fratresinunum.wordpress.com/2008/08/21/ecumenismo-reconciliar-a-heresia-com-a-igreja-catolica-sem-ruptura-de-comunhao-com-ninguem/</guid>
<description><![CDATA[Cardeal Ratzinger dá comunhão a Irmão Roger - Funerais de João Paulo II
Palavras do Irmão Roger]]></description>
<content:encoded><![CDATA[[caption id="attachment_439" align="alignleft" width="300" caption="Cardeal Ratzinger dá comunhão a Irmão Roger - Funerais de João Paulo II"]<a title="Cardeal Ratzinger dá comunhão a Irmão Roger - Funerais de João Paulo II" href="http://fratresinunum.files.wordpress.com/2008/08/118_ratzingerschutz04.jpg"><img class="size-medium wp-image-439" src="http://fratresinunum.wordpress.com/files/2008/08/118_ratzingerschutz04.jpg?w=300" alt="" width="300" height="267" /></a>[/caption]
<p style="text-align:justify;">Palavras do Irmão Roger Schutz, falecido prior de Taizé, <a href="http://www.zenit.org/article-19229?l=portuguese" target="_blank">citado pelo Cardeal Walter Kasper</a> em Zenit:</p>
<blockquote><p>"Encontrei a minha própria identidade de cristão reconciliando em mim mesmo a fé das minhas origens com o mistério da fé católica, <span style="text-decoration:underline;"><strong>sem ruptura de comunhão com ninguém</strong></span>".</p></blockquote>
<p style="text-align:justify;">Prêmio de consolação por essa loucura modernista?</p>
<p style="text-align:justify;">Receber a comunhão todos os dias na missa católica em Taizé, várias vezes de João Paulo II e também do então Cardeal Ratzinger.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Igreja é absolutamente Santa, e não pecadora]]></title>
<link>http://intribulationepatientes.wordpress.com/?p=97</link>
<pubDate>Wed, 20 Aug 2008 01:12:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>Márcio</dc:creator>
<guid>http://intribulationepatientes.wordpress.com/2008/08/19/a-igreja-e-absolutamente-santa-e-nao-pecadora/</guid>
<description><![CDATA[Igreja &#8220;santa e pecadora&#8221;, no sentido em que se ouve hoje em dia não passa de uma inven]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Igreja "santa e pecadora", no sentido em que se ouve hoje em dia não passa de uma invenção dos modernistas. Não hesito em qualificá-la de diabólica, uma vez que tenta diminuir a glória e a majestade da Santa Igreja e, em conseqüência, do Deus Altíssimo que a fundou e que a governa, para glória de Seu nome e para a salvação das almas. Afinal, a quem mais pode interessar diminuir a glória de Deus, senão ao Adversário, ao inimigo de Deus e do gênero humano? Que "prazer" diabólico pode alguém sentir ao proclamar a Igreja como pecadora? Eu não estou usando de retórica, estou escrevendo o termo "diabólico" no seu sentido literal, pois somente ao diabo e a seus escravos, jamais aos cristãos piedosos, pode interessar diminuir a glória do Deus Altíssimo, que resplandece na santidade imaculada da Igreja Católica. A nós, indignos pecadores, cabe apenas louvar e glorificar a Deus por todos os benefícios que recebemos d'Ele, através de Sua Igreja, que é absolutamente santa. Os homens, estes sim, são pecadores, e por isso necessitam de uma instituição absolutamente Santa, governada por Deus mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;">O concílio Vaticano II, com sua ambigüidade característica, afirmou a certa altura, conforme a doutrina católica, que a Igreja é “indefectivelmente santa” (cf. LG n. 39). Em outro lugar, no entanto, aderiu à perversa interpretação modernista, dizendo que “com efeito, ainda aqui na terra, a Igreja está aureolada de verdadeira, embora imperfeita, santidade” (cf. LG n. 48 ). <a href="http://intribulationepatientes.wordpress.com/2008/04/14/pode-ser-ou-pode-nao-ser-eis-a-questao/" target="_blank">Desse tema eu já tratei em outro artigo</a>. O erro do malfadado concílio é evidente, pois indefectível significa sem defeitos. Dizer que algo é indefectível, e depois dizer que é imperfeito, configura-se em contradição claríssima e insuportável até para um magistério humano. Quanto mais absurdo e blasfemo seria considerá-la como magistério divino.</p>
<p style="text-align:justify;">Diante de tanta clareza, os defensores do Vaticano II somente podem desconversar, confundindo santidade da Igreja, que é perfeita, com a santidade dos homens, que é imperfeita. Mas não existe meios de salvar a ortodoxia do Vaticano II. O concílio não tratou da santidade pessoal dos homens, mas somente da Igreja enquanto instituição, caindo, portanto, em nítida contradição e cometendo a blasfêmia de dizer que a Igreja é pecadora, uma vez que sua santidade seria imperfeita. Devemos admitir a verdade de que esse concílio não foi infalível e, portando, pode ter ensinado, como de fato ensinou, o erro. E não foi qualquer erro, e sim a perversidade de tentar diminuir a glória da Igreja e do Deus Altíssimo.</p>
<p style="text-align:justify;">Para quem se diz católico e ainda pensa que pode chamar a Igreja de pecadora, recomendo vivamente a leitura do excelente artigo, publicado pelo blog Adversus Haereses, defendendo a indefectível santidade da Igreja:</p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;"><a href="http://advhaereses.blogspot.com/2008/07/igreja-no-santa-e-pecadora.html" target="_blank">A Igreja não é Santa e pecadora<br />
http://advhaereses.blogspot.com/2008/07/igreja-no-santa-e-pecadora.html</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ego sum Pastor Bonus III: o testemunho do Pe. Renato Leite]]></title>
<link>http://fratresinunum.wordpress.com/?p=411</link>
<pubDate>Thu, 14 Aug 2008 12:46:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>G. M. Ferretti</dc:creator>
<guid>http://fratresinunum.wordpress.com/2008/08/14/ego-sum-pastor-bonus-iii-o-testemunho-do-pe-renato-leite/</guid>
<description><![CDATA[Pe. Renato Leite
Caros amigos:
Falo aqui como testemunha:
Temos que reconhecer o mérito de muitos a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[[caption id="attachment_415" align="alignright" width="234" caption="Pe. Renato Leite"]<a class="Pe. Renato Leite" title="Pe. Renato Leite" href="http://fratresinunum.files.wordpress.com/2008/08/perenato.jpg"><img class="size-medium wp-image-415" src="http://fratresinunum.wordpress.com/files/2008/08/perenato.jpg?w=234" alt="Pe. Renato Leite" width="234" height="300" /></a>[/caption]
<p style="text-align:justify;">Caros amigos:</p>
<p style="text-align:justify;">Falo aqui como testemunha:</p>
<p style="text-align:justify;">Temos que reconhecer o mérito de muitos amigos do professor Orlando que por inspiração dele fizeram o quanto puderam para apoiar e estimular o trabalho do IBP no Brasil. A generosidade de alguns foi realmente admirável mas, o discurso de que o apoio dado ao IBP foi em razão de seu combate em favor da Missa Tridentina e da crítica ao Concílio Vaticano II é no mínimo “incompleto” para não dizer “suspeito”.</p>
<p style="text-align:justify;">A casa do IBP situada no bairro do Ipiranga da qual estive à frente por oito meses, foi instituída com uma finalidade específica: “Preparar os alunos do Professor Orlando para ingressarem no seminário do IBP em Courtalain, França”. E obviamente, essa preparação estaria prio