<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><!-- generator="wordpress.com" -->
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	>

<channel>
	<title>teia-2007 &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/teia-2007/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "teia-2007"</description>
	<pubDate>Thu, 21 Aug 2008 03:45:08 +0000</pubDate>

	<generator>http://wordpress.com/tags/</generator>
	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[Fotos do Teia 2007]]></title>
<link>http://ensaius.wordpress.com/?p=320</link>
<pubDate>Tue, 13 Nov 2007 15:45:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marcos</dc:creator>
<guid>http://ensaius.wordpress.com/?p=320</guid>
<description><![CDATA[
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a id="res_91888" href="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/grupo_de_congo_pelo_telecentro.jpg"><img src="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/previews/grupo_de_congo_pelo_telecentro.jpg" border="0" alt="Congando..." /></a><a id="res_91889" href="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/grupo_de_maracatu.jpg"><img src="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/previews/grupo_de_maracatu.jpg" border="0" alt="Maracatusiando..." /></a><a id="res_91890" href="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/grupo_de_maracatu2.jpg"><img src="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/previews/grupo_de_maracatu2.jpg" border="0" alt="Maracatusiando..." /></a><a id="res_91891" href="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/grupo_de_sao_gabriel_ba.jpg"><img src="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/previews/grupo_de_sao_gabriel_ba.jpg" border="0" alt="Grupo de São Gabriel/BA" /></a><a id="res_91892" href="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/grupo_de_sao_gabriel_ba2.jpg"><img src="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/previews/grupo_de_sao_gabriel_ba2.jpg" border="0" alt="Grupo de São Gabriel/BA" /></a><a id="res_91893" href="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/grupo_de_sao_gabriel_ba3.jpg"><img src="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/previews/grupo_de_sao_gabriel_ba3.jpg" border="0" alt="Grupo de São Gabriel/BA" /></a><a id="res_91894" href="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/grupo_de_sao_gabriel_ba4.jpg"><img src="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/previews/grupo_de_sao_gabriel_ba4.jpg" border="0" alt="Grupo de São Gabriel/BA" /></a><a id="res_91895" href="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/grupo_mineiro_de_batucada.jpg"><img src="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/previews/grupo_mineiro_de_batucada.jpg" border="0" alt="Batucada" /></a><a id="res_91896" href="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/que_porra_e_essa.jpg"><img src="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/previews/que_porra_e_essa.jpg" border="0" alt="Que porra é essa?" /></a><a id="res_91897" href="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/ritual_xama.jpg"><img src="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/previews/ritual_xama.jpg" border="0" alt="Xamando" /></a><a id="res_91898" href="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/robo.jpg"><img src="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/previews/robo.jpg" border="0" alt="Robô que Samba..." /></a><a id="res_91899" href="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/robo2.jpg"><img src="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/previews/robo2.jpg" border="0" alt="Robô que Samba..." /></a><a id="res_91900" href="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/senhoras.jpg"><img src="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/previews/senhoras.jpg" border="0" alt="Colocando o pessoal para dançar" /></a><a id="res_91901" href="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/senhoras2.jpg"><img src="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/previews/senhoras2.jpg" border="0" alt="Colocando o pessoal para dançar" /></a><a id="res_91902" href="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/unica_foto_que_eu_apareco.jpg"><img src="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/previews/unica_foto_que_eu_apareco.jpg" border="0" alt="Olha a cara da figura a direita..." /></a><a id="res_91879" href="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/fuzue.jpg"><img src="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/previews/fuzue.jpg" border="0" alt="Final do Teia, de tudo um pouco, povão dançando e belissimas apresentações..." /></a><a id="res_91880" href="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/fuzue2.jpg"><img src="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/previews/fuzue2.jpg" border="0" alt="Final do Teia, de tudo um pouco, povão dançando e belissimas apresentações..." /></a><a id="res_91881" href="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/fuzue3.jpg"><img src="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/previews/fuzue3.jpg" border="0" alt="Final do Teia, de tudo um pouco, povão dançando e belissimas apresentações..." /></a><a id="res_91882" href="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/fuzue4.jpg"><img src="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/previews/fuzue4.jpg" border="0" alt="... E continua a fução" /></a><a id="res_91883" href="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/fuzue5.jpg"><img src="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/previews/fuzue5.jpg" border="0" alt="... continua" /></a><a id="res_91884" href="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/graffitti_lula_preto_ghoez.jpg"><img src="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/previews/graffitti_lula_preto_ghoez.jpg" border="0" alt="Graffitti Lula e Preto Ghoez" /></a><a id="res_91885" href="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/grupo_congo.jpg"><img src="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/previews/grupo_congo.jpg" border="0" alt="Congando..." /></a><a id="res_91886" href="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/grupo_congo2.jpg"><img src="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/previews/grupo_congo2.jpg" border="0" alt="Congando..." /></a><a id="res_91887" href="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/grupo_congo3.jpg"><img src="http://poligonia.noblogs.org/gallery/2394/previews/grupo_congo3.jpg" border="0" alt="Congando..." /></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pontos de Cultura invertem a pirâmide da construção do Estado, diz secretário .]]></title>
<link>http://pontosdeculturadeosasco.wordpress.com/2007/11/11/pontos-de-cultura-invertem-a-piramide-da-construcao-do-estado-diz-secretario/</link>
<pubDate>Sun, 11 Nov 2007 12:39:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>pontosdeculturadeosasco</dc:creator>
<guid>http://pontosdeculturadeosasco.wordpress.com/2007/11/11/pontos-de-cultura-invertem-a-piramide-da-construcao-do-estado-diz-secretario/</guid>
<description><![CDATA[Pontos de Cultura invertem a pirâmide da construção do Estado, diz secretário
Alessandra Bastos*]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Pontos de Cultura invertem a pirâmide da construção do Estado, diz secretário</p>
<p>Alessandra Bastos*<br />
<em>Enviada especial</em></p>
<p><span style="text-decoration:none !important;"><em> <img src="http://stream.agenciabrasil.gov.br/media/imagens/2007/11/08/1436FP657.image_materia_vertical.jpg" alt="Belo Horizonte (MG) - O secretário de Programas e Pol�ticas Culturais do Ministério da Cultura, Célio Turino, fala à Agência Brasil durante realização da Teia 2007.  É a segunda edição do encontro anual de cultura" align="left" /> </em></span> <em>Belo Horizonte (MG) - O secretário de Programas e Políticas Culturais do Ministério da Cultura, Célio Turino, fala à Agência Brasil durante realização da Teia 2007. É a segunda edição do encontro anual de cultura   </em><em>Belo Horizonte - "Vender empadinha aos dez anos foi a sua formatura". Assim o secretário de Políticas e Programas Culturais do Ministério da Cultura, Célio Turino, foi anunciado na Teia 2007, a segunda edição do encontro anual dos Pontos de Cultura do país.</em></p>
<p><em>"Peço a bênção aos mestres e crioulos, curadores, pajés, artesãos, atores, sanfoneiros, repentistas e rendeiros, foliões e capoeiristas", respondeu Turino.</em></p>
<p><em>Com isso, o evento estava oficialmente aberto, na noite de ontem (7), no Grande Teatro do Palácio das Artes, em Belo Horizonte (MG). Hoje (8) de manhã, o secretário concedeu uma rápida entrevista à <strong>Agência Brasil</strong>.</em></p>
<p><!--more--></p>
<p><em>No bate-papo, ele disse ser uma pessoa que tem sempre certeza do possível. "É a simplicidade que funciona como uma encubadora", diz Turino sobre a idéia dos Pontos de Cultura.</em></p>
<p><em>Em outubro, o governo lançou o Programa Mais Cultura para ampliar os Pontos de Cultura de 650 para 20 mil, até 2010, por meio de convênios com 11 ministérios. A previsão é que sejam investidos R$ 4,7 bilhões até lá.</em></p>
<p><em><strong>Agência Brasil</strong>: Os Pontos de Cultura começaram como uma pequena idéia e agora devem chegar a 20 mil. É uma revolução silenciosa?<br />
<strong>Célio Turino</strong>: Eu evito usar esse termo, mas talvez seja. O que a gente tem feito é o reconhecimento da iniciativa criadora do povo brasileiro. Por isso o programa se espalhou tão rapidamente e tem dado certo, apesar das dificuldades e dos percalços do governo. Ele tem avançado por encantamento, pois não envolve apenas o processo de razão e reflexão teórica. Ele tem percepção de sentimentos. Isso tem dado um caldo de cultura magnífico. O Ponto de Cultura vai ter que começar a ser percebido como algo que extrapola o campo da cultura, das artes e da cidadania. Ele representa o ensaio de um outro tipo de democracia que está fervilhando no Brasil e não é percebida.</em></p>
<p><em><strong>ABr</strong>: Em que sentido?<br />
<strong>CT</strong>: A democracia formal é das instituições, como a do Congresso Nacional, que a cada seis meses vive um novo tipo de crise, em uma distância total da dimensão real que o povo tem dos problemas da nação. No entanto, o que segura o país é a democracia dos de baixo, como falava o professor Milton Santos [<em>um dos principais pensadores da</em> <em>geografia brasileira, falecido em 2001</em>].</em></p>
<p><em><strong>ABr:</strong> E como a Teia 2007 se encaixa nisso?<br />
<strong>CT</strong>: É esse momento de costura dos pontos que vai dando liga e apresentando um outro jeito brasileiro. Aliás o jeito brasileiro de gostar do Brasil, mas que era meio escondido.</em></p>
<p><em><strong>ABr:</strong> O programa destina recursos à ponta sem dizer como ela tem que fazer, dando autonomia aos produtores culturais. É esse o diferencial?<br />
<strong>CT</strong>: Não estou menosprezando o recurso [<em>cada ponto recebe R$ 5 mil por mês, totalizando R$ 60 mil por ano</em>]. Mais importante que ele, porém, é aplicar diretamente em uma favela, em um assentamento, em um grupo tradicional, em música experimental, teatro de vanguarda ou dança contemporânea. Isso representa uma revolução. São recursos que não se perdem nos meandros do governo. É uma pirâmide como ela tem mesmo que ser feita. A construção do Estado em todos os países funciona como uma pirâmide invertida. O vértice fica pra baixo e a parte mais alargada fica em cima, quando deveria ser o contrário: a sociedade contribui com impostos, o Estado é bastante enxuto, o que não significa ter pouco quadro, não é esse discurso neoliberal. Mas é um Estado que cria repasse rápido de recursos para que a sociedade se desenvolva. Essa é a experiência dos Pontos de Cultura.</em></p>
<p><em><strong>ABr:</strong> Agora o senhor usou o termo revolução...<strong><br />
CT</strong>: Ah, sim, nesse sentido da mudança. Às vezes, a gente tem receio porque o termo perdeu um pouco o sentido. A verdadeira revolução é aquela que nasce da vontade do povo, já disse alguém. A emancipação do povo será obra do próprio povo. É isso que a gente vem buscando fomentar nos Pontos de Cultura. E que essas pessoas que sempre quiseram bloquear um processo de protagonismo social não ouçam essa entrevista, porque ainda é um tempo de cultivo até que as coisas se estruturem. Nasceu do Estado, mas não nasceu totalmente, porque o Estado reconheceu a sociedade.   </em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[E a Cultura Digital...]]></title>
<link>http://pontosdeculturadeosasco.wordpress.com/2007/11/10/e-a-cultura-digital/</link>
<pubDate>Sat, 10 Nov 2007 22:34:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>pontosdeculturadeosasco</dc:creator>
<guid>http://pontosdeculturadeosasco.wordpress.com/2007/11/10/e-a-cultura-digital/</guid>
<description><![CDATA[                                         Há muito o que ser dito não é ? É&#8230;.
Hoje das 14 ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.filmski.net/slike/automatika/films/3352d.jpg" align="left" height="146" width="178" />                                         Há muito o que ser dito não é ? É....</p>
<p>Hoje das 14 às 18 aconteceria um debate sobre a TV Digital no espaço reservado ao Cultura Digital na Casa do Conde. Como ontem e anteontem o assunto propriamente dito ficou de lado para dar lugar aos problemas e abstrações que permeiam essa pauta da porra.</p>
<p>A discussão de hoje foi mais uma vez o tido como mal uso da banda larga ( banda larga? ) com "perdas de tempo" como orkut e demais redes sociais. A Escola foi amplamente debatida pelos professores presentes. Os problemas enfrentados por profissionais da educação, do ensino fundamental aos doutorandos, tais como o mal ou nenhum preparo para as novas tecnologias em comparação aos experientes alunos foi o foco de quase toda a discussão.</p>
<p>O uso experimental dos famigerados notebooks de "cem conto", as máquinas-biblioteca que imprimem livros com capa e tudo a preços mais compensadores que manter uma biblioteca ( não, não estão agora querendo acabar com a biblioteca enquanto prédio público, lugar quase sagrado destinado à preservação destas páginas tão importantes, é só uma comparação ) e a apropriação de espaços tidos como improdutivos ( redes sociais, como essa aliás ) como de praxe geraram polêmica. A de sempre.</p>
<p>O uso dos sistemas implantados pelo Minc, como o Conversê, Estúdio Livre, Overmundo, IPSO, iTeia e demais iniciativas ainda parece ser um tema que não engrena. Do Fórum dos Pontos deverão sair propostas "inovadoras", como as ouvidas a torto-e-a-direita tais como: "Vamos fazer um e-grupo para discutir isso e aquilo", "Vamos fazer um blog?", "É preciso criar um espaço para discussão permanente para a discussão desses assuntos".</p>
<p>Ninguém atinou ainda. Ou quase ninguém...</p>
<p>Creio que voltarei pra casa com minha dúvida maior a respeito da tv digital. Serão públicas as estatísticas geradas por este sistema ? Quem vai deter esse banco de dados que será, daqui não muito tempo, coisa de fazer o ibope parecer coisa de criança ?</p>
<p>É...</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ariano Suassuna cai na TEIA e defende a ‘brasileiridade’ de nossa cultura]]></title>
<link>http://pontosdeculturadeosasco.wordpress.com/2007/11/09/ariano-suassuna-cai-na-teia-e-defende-a-%e2%80%98brasileiridade%e2%80%99-de-nossa-cultura/</link>
<pubDate>Fri, 09 Nov 2007 16:57:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>pontosdeculturadeosasco</dc:creator>
<guid>http://pontosdeculturadeosasco.wordpress.com/2007/11/09/ariano-suassuna-cai-na-teia-e-defende-a-%e2%80%98brasileiridade%e2%80%99-de-nossa-cultura/</guid>
<description><![CDATA[
Escritor pernambucano participou de uma concorrida aula-espetáculo nesta quinta-feira (8), na TEIA]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="left">
<p class="subtitle">Escritor pernambucano participou de uma concorrida aula-espetáculo nesta quinta-feira (8), na TEIA 2007, exaltou Robinho e denunciou que ainda há preconceito contra a idéia de "cultura brasileira".</p>
<p class="assinatura">Aline Souza*</p>
<p align="left">   <img src="http://farm3.static.flickr.com/2318/1918663033_e28f218117.jpg?v=0" align="left" height="245" width="163" />Por si só um grande mestre. Este é Ariano Suassuna. Escritor romancista, dramaturgo, literário!! Não podemos deixar de dizer que foi um dos grandes pensadores da música quando fundou o Movimento Armorial dentro da Universidade Federal de Pernambuco.</p>
<p>Quem já teve o prazer de ouvir essas composições pode entender um pouco mais como o popular é mesmo uma raiz nossa, muito antes de existir qualquer música clássica. Eram melodias que podiam ser executadas por orquestras sinfônicas, tudo para deixar bem claro que erudito nada mais é do que puro popular. Afinal, as músicas que herdamos para chamar algo de erudito vêm da tradição medieval. Mas os que tocavam seus alaúdes e flautas naquela época eram nada menos do que os camponeses e vassalos que, para se distrair, reuniam-se diante de rodas e faziam muita festa.</p>
<p align="left"><!--more--></p>
<p>Dessa forma a cultura e a música foram passadas até chegar nos grandes castelos e se propagar pelos dias em que a burguesia se apropriou para dizer que é algo erudito e clássico. Do barroco à idade moderna, Ariano vem para nos mostrar o quão valioso é o nosso Brasil, o quão musical e dançarino é nosso povo. Falou de futebol e da bela jogada de Robinho contra o Equador no último jogo do Brasil, se não me engano. Disse isso para usar uma bela comparação que usaria durante toda a sua aula espetáculo: que os políticos brasileiros devem governar o país como o Robinho joga futebol, que os escritores brasileiros devem escrever como o Robinho joga futebol, que os pintores devem pintar como o Robinho joga futebol.</p>
<p>E mais, disse que a ginasta Dayane dos Santos, mulher, negra e pobre, alguém que deve ter sofrido muito preconceito na vida por causa disso, é um exemplo de alguém que serve a seu país com consciência e lucidez, que é uma atleta como o Robinho joga futebol. Maravilhoso Suassuna, velhinho, voz arrastada, porém contundente e sereno. E que senso de humor!</p>
<p>“O rio São Francisco é o rio da unidade nacional e cabe a cada brasileiro voltar-se sempre a esse eixo para que não se esqueça que faz parte de um povo inteligente e misterioso. E digo mais, esse eixo vai além do rio e da ligação Nordeste/Minas, segue até a Amazônia e desce pelo outro lado até o Rio Grande”.</p>
<p>“Nenhuma tirania resiste a uma gargalhada que circule três vezes em torno dela. Não sou ufanista. Somos indisciplinados por natureza, o nazismo só deu certo na Alemanha porque os alemãs são muito organizados. O povo brasileiro é corajoso, criativo e bem-humorado. Países mais bem organizados do que o nosso têm povos tão tristes. Ainda bem que não nasci na Suíça”.</p>
<p>“Só falo português porque é mais fácil. Se tivesse nascido na Alemanha seria mudo, porque não aprenderia aquilo lá jamais. O português, além de mais fácil, é riquíssimo. Copo em inglês é glass, e vidro em inglês é glass também. Então se eu vou falar copo de vidro em inglês eu digo glass de glass? Vaaai te embora!!”</p>
<p>“Existe preconceito contra a cultura brasileira. Falam que não existe brasileiridade na cultura feita aqui no Brasil. Existe sim, e ela não começou com a chegada dos portugueses, ela já existe há muito antes. Existe a cultura rupestre, que se você reparar bem, pode encontrar as mesmas máscaras desenhadas nas cabeças de foliões de Folias de Reis pelo país afora! Essa cultura se estende pelo eixo Nordeste/Minas do Velho Chico e para fora dele”.</p>
<p>“A arte é aquilo que se acrescenta ao real. Um pintor que, ao retratar um cachorro, faz um desenho do animal puro e simples, só faz mais um cachorro. Ao contrário, se evoluir disso, dessa forma sim estará contribuindo para a arte”, disse Ariano, citando Goethe.</p>
<p>“A ousadia da cor que existe no Nordeste falta em Brasília, cidade pálida e desconfortável. Parece até que deram um susto enorme nela há tempos atrás e ela até hoje não se recuperou!”</p>
<p>Depois, Ariano leu um belíssimo texto de Gabriel Joaquim dos Santos, mestre de obras e arquiteto autodidata, no qual ele diz que não teve escola e aprendeu tudo com a ventania. Criador da Casa da Flor, em São Pedro da Aldeia (RJ), Ariano comparou Gabriel, que chamava sua obra de bordados - cacos de cerâmica e vidro pregados na parede em forma de flor, tal qual ao mestre catalão Gaudí. Um bom exemplo de alguém que faz o que faz como o Robinho joga futebol.</p>
<p><em> * Texto produzido para o projeto de cobertura compartilhada da “TEIA 2007” e publicado originalmente em <a href="http://www.ongnetbrasil.org.br/" title=" [Este link abre uma nova janela]" target="_blank" rel="externo">www.ongnetbrasil.org.br</a>. Esta é uma versão editada. Sobre a cobertura compartilhada, leia mais em <a href="http://www.agenciateia2007.org.br/" title=" [Este link abre uma nova janela]" target="_blank" rel="externo">www.agenciateia2007.org.br</a></em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[TEIA 2007]]></title>
<link>http://sanderkelsen.wordpress.com/2007/11/09/teia-2007/</link>
<pubDate>Fri, 09 Nov 2007 15:12:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>sanderkelsen</dc:creator>
<guid>http://sanderkelsen.wordpress.com/2007/11/09/teia-2007/</guid>
<description><![CDATA[É, eu tô lá&#8230; tô lá, tô lá, tô lá! Eu tô!
A TEIA acontece até o dia 11 de novembro e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>É, eu tô lá... tô lá, tô lá, tô lá! Eu tô!</p>
<p>A TEIA acontece até o dia 11 de novembro em Belo Horizonte!</p>
<p> Saiba mais na matéria que eu publiquei no brasilwiki!</p>
<p><a href="http://www.brasilwiki.com.br/noticia.cfm?id_noticia=2990">http://www.brasilwiki.com.br/noticia.cfm?id_noticia=2990</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[As conversas ministeriais da cultura digital]]></title>
<link>http://pontosdeculturadeosasco.wordpress.com/2007/11/08/as-conversas-ministeriais-da-cultura-digital/</link>
<pubDate>Thu, 08 Nov 2007 23:04:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>pontosdeculturadeosasco</dc:creator>
<guid>http://pontosdeculturadeosasco.wordpress.com/2007/11/08/as-conversas-ministeriais-da-cultura-digital/</guid>
<description><![CDATA[DO SITE DO 100 CANAIS - WWW.100CANAIS.ORG.BR
Coordenador de Cultura Digital do MinC, Claudio Prado f]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><em>DO SITE DO 100 CANAIS - <a href="http://WWW.100CANAIS.ORG.BR">WWW.100CANAIS.ORG.BR</a></em></p>
<p>Coordenador de Cultura Digital do MinC, Claudio Prado fala sobre pirataria, sexo na internet e direito autoral, algumas das pautas da Teia 2007, encontro dos Pontos de Cultura que acontece em Belo Horizonte em novembro.</p>
<p><em>Guilherme Varella – 100canais</em></p>
<p><img src="http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.softwarelivre.org/forum2003/fotos_evento/05062003/claudio_prado3_05_06_2003__luiz_abreu.jpg&#38;imgrefurl=http://www.softwarelivre.org/forum2003/fotos_evento/05062003/tn/claudio_prado3_05_06_2003__luiz_abreu.jpg.html&#38;h=716&#38;w=1024&#38;sz=78&#38;hl=pt-BR&#38;start=3&#38;tbnid=9ELQ3sN05YwDZM:&#38;tbnh=105&#38;tbnw=150&#38;prev=/images%3Fq%3Dclaudio%2Bprado%26gbv%3D2%26svnum%3D10%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DX" align="left" /></p>
<p><img src="http://www.softwarelivre.org/forum2003/fotos_evento/05062003/claudio_prado1_05_06_2003__luiz_abreu.jpg" align="left" height="173" width="232" />O coordenador de Cultura Digital do Ministério da Cultura (MinC), em entrevista exclusiva ao 100canais, diz o que espera do Espaço Conversê na TEIA 2007. O espaço estará localizado na Funarte Casa do Conde, em Belo Horizonte, e sediará toda a discussão sobre a cultura digital, que, segundo ele, “fica muito bem comportada quando colocada numa grade”. Claudio Prado já disparou as primeiras provocações, incitando os diversos atores desse debate a tomarem parte nas polêmicas, sem economizar verbo em nenhum assunto: convergência tecnológica (“trouxe uma puta confusão”); as transformações do mundo digital (“ou nós nos reinventamos, ou essa merda toda vai acabar”); governo (“obviamente o governo tem que olhar pro digital como um fantástico processo de acesso e não como um cerceamento.”); educação (“por que as escolas estão vazias e as lan houses estão cheias?”); pirataria (“como é essa história: é crime distribuir via internet? Ou pirataria é trancar as possibilidades de democratizar acesso e transformar o produto mecânico em lucros vultosos?”); sexo na internet (“por que sexo não pode ser objeto livre e aberto na internet?”); Gilberto Gil (“o ministro Gilberto Gil aceita a desobediência civil como um método absolutamente coerente com o processo de evolução das idéias”); e até Marx (“Marx seria um hippie-digital”). Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista.</p>
<p><!--more--></p>
<p><strong>100canais -</strong> Gostaria que o senhor falasse sobre as atividades do Espaço Conversê, na TEIA 2007, realizadas pela Cultura Digital.<br />
<strong> Claudio Prado - </strong>O Conversê é um espaço de conversas, como não poderia deixar de ser. Essa é a história. E o tom dessas conversas é com o que nós estamos preocupados. O tom da conversa é trazer as questões polêmicas para uma discussão aberta entre os diversos atores envolvidos nessas questões. A convergência das tecnologias digitais trouxe uma convergência de agendas, trouxe uma puta confusão no mundo da regulação e no mundo corporativo – por favor, ponham aspas, atribuindo a mim exatamente nesses termos “puta confusão”. Não suavizem o meu texto! O digital provoca a discussão de como é que nós vamos nos reorganizar, de como é que nós vamos nos reinventar no século XXI. Porque ou nós nos reinventamos ou essa merda toda vai acabar, nós vamos destruir o planeta e vamos destruir a gente também. Essa é a mensagem do Bush, que eu chamo de “cagada”. E tem o peso da “cagada”, que é o fim da história do Fukuyama. Eu vim com essa outro dia e achei genial. Como se o fim da história fosse o fim da visão direita e esquerda. Como se o fim da história fosse a visão do mercado tomando conta de tudo, porque é inexorável e acabou e, pronto, morreu.</p>
<p><strong>100canais - </strong>O <a href="http://converse.org"></a>Conversê quer, então, a polêmica?<br />
<strong> Claudio Prado </strong>- Na verdade, nós queremos que a cultura digital no Conversê traga essa discussão, a polêmica. Não que as pessoas venham com seus discursos prontos, mas topem conversar sobre como é que vai ser, “que porra é essa?”, daqui para a frente. “Que porra é essa?”, como grande pergunta das questões que a cultura digital provoca em todo mundo. Como é que vai ser regulado isso, como é que as empresas vão começar a se redefinir, se reinventar, a partir da desmaterialização da indústria? O que é a educação à distância, que distância é essa, do que nós estamos falando? O que é distância no mundo digital? O que é memória no mundo digital? O que é informação no mundo digital? Por que isso tudo está sendo revolucionado?</p>
<p><strong>100canais -</strong> Quem são esses atores da discussão digital?<br />
<strong> Claudio Prado -</strong> São aqueles que já estão presos na gaiolinha das atividades já programadas, presos numa espécie de grade de programação, tirando eles dessa coisa e trazendo elas para a discussão aberta, provocada no calor das coisas que estão acontecendo lá e provocada por essa própria entrevista que eu estou dando aqui, que já é um estartar de um processo. Quem achar que é um absurdo já vem polemizando e leva isso pra discussão lá depois. Quem achar que é ótimo diga e bote nessa discussão. Os processos emergentes da polêmica vão ser trazidos para a cultura digital no Conversê. Nós queremos é a polêmica, é a provocação de uma discussão, que é uma discussão subjacente a essa questão da cultura viva, subjacente a essa questão da cultura digital, mas que na verdade fica muito bem comportada quando colocada numa grade, sobretudo quando é o governo que provoca a grade. O governo, o Ministério da Cultura, do Ministro Gilberto Gil, aceita a desobediência civil como um método absolutamente coerente com o processo de evolução das idéias e das propostas. Praticamente nada que é novo nasceu sem uma rebeldia. A cultura digital é rebelde na sua essência, os processos horizontais de tomada de decisão são anárquicos, são subversivos à idéia central, de poder centralizado, e, portanto, subversivos a governo, que são poderes centrais. Então, no Conversê, vamos estabelecer o caos. Um espaço onde não existe nada que tenha ou que não tenha que ser dito. Vamos estabelecer um lugar onde a única coisa que precisa é trazer a polêmica que essa discussão tem e sentar ali para conversar.</p>
<p><strong>100canais - </strong>Partindo para a primeira polêmica. Muitos atribuem o motivo da pirataria à falta de educação do povo.<br />
<strong> Cláudio Prado </strong>- Sim, graças a Deus! A proposta da nova educação, do que se tem que reinventar, do que se tem que reorganizar. O que as escolas hoje, públicas, no Brasil, têm a ver com a educação? A educação tem uma etimologia muito curiosa. “Educare” é “castrare”, é enquadrar as pessoas num modelo. Esse modelo faliu. A melhor prova de que o modelo faliu são os professores de hoje. Os professores são uns coitados, que correm de lá pra cá repetindo as mesmas coisas, ensinando que o caminho mais curto entre dois pontos é uma reta, por exemplo. Continua se ensinando isso nas escolas, na aula de Física, quando a Física há cem anos já sabe que isso é uma mentira, que isso é uma verdade absolutamente relativa para medir tijolo na parede. Então, isso é uma bobagem. Isso é um desensinamento. Onde está a educação efetiva no dia de hoje? A primeira questão é a rebeldia da deseducação. O que é a propriedade de graça? O que é que o cara pega e não pode? É a música distribuída pela internet? Como é essa história: é crime distribuir via internet? Você vai botar cadeado na distribuição, pra manter uma distribuição mecânica, que custa uma fortuna, que obriga o produto cultural a ser pasteurizado, ou seja, a ser só coisa de maioria? Elimina a diversidade, elimina as possibilidades e chama isso de pirataria? Ou pirataria é trancar as possibilidades de democratizar acesso e transformar o produto mecânico em lucros vultosos? Quem é o pirata? O pirata é o cara que quer muito dinheiro. Quem é que no mundo da música quer muito dinheiro? A gravadora. Quem é pirata consequentemente? A gravadora. A gravadora é a pirata. Eles são os piratas. A editora quer ganhar muito dinheiro, muito dinheiro. Um CD custa R$ 40, ficam R$ 2 pro artista, o resto é para garantir o lucro da gravadora. São os piratas. O mundo digital propõe uma distribuição fantasticamente nova, que gera a necessidade de discutir um novo modelo de negócio. Quem não quer discutir esse novo modelo de negócio são os piratas da era digital, que estão querendo eliminar a possibilidade de avançar com isso. Então, nós estamos discutindo aqui o que é educação? Educar pra quê? Cadê o direito à informação, o direito livre que todo cidadão tem, constitucional, de acesso à informação, que tem garantido em todas as Constituições do mundo? Quem defende isso? Quem trabalha pra isso? Tinha que ser os governos. Qual é a melhor ferramenta de democratizar acesso que existe? É a possibilidade de distribuição que o digital desencadeia. Ah, mas aí vai tirar o dinheiro de A, B e C. E daí, foda-se! Entendeu? Onde está o cara que vendia mastros de navio? Era o cara rico, porque era a única coisa que não podia quebrar na navegação. Aí vem o motor a vapor. O motor a vapor é pirata, proíbe o motor a vapor? Proíbe o barco mecanizado porque o cara do mastro dançou? É isso que nós estamos fazendo com o digital. Nós estamos no processo dessa turbulência burra.</p>
<p><strong>100canais - </strong>E o posicionamento governamental dentro dessa discussão?<br />
<strong> Claudio Prado -</strong> Obviamente o governo tem que olhar para o digital como um fantástico processo de acesso, e não como um cerceamento. O cerceamento é a pirataria no dia de hoje. Se a gente tem uma coisa fantástica, que pode levar acesso a todo mundo a preços muito mais baixos, esse é o interesse público. Agora, qual é o modelo de gestão, a partir daí, da música, das idéias, de tudo? Esse tem que ser repensado.</p>
<p><strong>100canais -</strong> E a participação das lan houses, como é que fica no espaço da cultura digital no Conversê?<br />
<strong> Claudio Prado - </strong>A lan house é outra história que nós queremos discutir. A lan house já existe como espaço já autônomo de cultura digital. A lan house é um lugar onde já se estabelece o digital e o acesso a essas possibilidades digitais, através de muitas vertentes. Uma delas são os jogos, os games, que são inacreditáveis espaços. O moleque da favela brasileira que joga jogo “pirata” – porque é isso que ele joga, ele baixa o jogo e joga o jogo pirata – vem com instruções em japonês ou inglês ou tanto faz, uma língua que ele não entende. Então, além de tudo, ele tem que descobrir qual é a natureza do jogo, ele tem que descobrir a regra do jogo. Ele tem ali um processo de aprendizagem e de metodologia, para chegar ao resultado que ele precisa, de uma complexidade, que exige uma destreza, uma condição de operar aquilo que é extraordinário. Não há nenhum professor de escola pública no planeta que é capaz de exigir esse tipo de grau de complexidade de nenhum aluno, porque eles mexem com coisas desinteressantes na essência, em relação àquilo que eles estão propondo. O vídeo-game é uma fonte extraordinária. Agora, dá isso para pedagogo, ele vai fazer um jogo chato, o moleque joga fora. O moleque não está nem aí para jogos de propostas pedagógicas, porque todos os jogos são pedagógicos. Agora, bota isso na mão de um pedagogo…Tá aí, bela polêmica para a cultura digital no Conversê.</p>
<p><strong>100canais - </strong>O Instituto Paulo Freire está elaborando toda a metodologia desse espaço na TEIA 2007?<br />
<strong> Claudio Prado </strong>- Pois é, o Instituto Paulo Freire… Precisa ver se Paulo Freire concorda com isso que o Instituto Paulo Freire está falando. Uma bela polêmica. Vamos lá discutir Paulo Freire, Instituto Paulo Freire! Vamos lá no Conversê discutir isso! Para mim, os institutos são fundamentalistas, na sua grande maioria. Marx não seria marxista hoje por nada no mundo. Marx seria um hippie-digital. Porque a apropriação dos meios de produção finalmente são possíveis. E esse era o pilar principal da questão marxista. Está reduzido a uma coisa muito simples. O Cinema Novo era uma frase, hoje é uma realidade. Câmera na mão. Olha aí a câmera aí. Comecei a falar e já apareceu uma câmera aqui, rapidinho. Câmera na mão, idéia na cabeça, câmera na mão. Hoje é possível. Aquilo era um delírio utópico naquela época. Então isso tudo, o que o Cultura Digital está desencadeando são novos processos, uma bela discussão. “Bora lá” discutir o que é Marxismo nessa era. Qual é o reinventar desse processo e não a repetição das mesmas coisas. Marx não estaria dizendo o que ele disse. Cristo não estaria dizendo o que ele disse. E Paulo Freire não estaria dizendo o que ele disse.</p>
<p><strong>100canais –</strong> E qual a lógica da cultura digital dentro do Cultura Viva?<br />
<strong> Claudio Prado -</strong> Nós partimos do princípio de que só se pode entender tecnologia como um fenômeno cultural. Tecnologia é fenômeno cultural. O homem usa a tecnologia desde os seus primórdios. O homem se separa do bicho pelo uso da tecnologia. É pegar o osso e bater na cabeça do outro macaco ali, que foi a cena do filme “2001”, e nós estamos já em 2007. Essa aventura do bicho-homem é o uso da tecnologia. Portanto, tecnologia é a essência cultural do desenvolvimento do ser humano. Duas questões: isso e a cópia. A cópia é um elemento essencial ao aprendizado. Como é que você aprendeu a falar? Ouvindo o outro. Não tem professor para aprender a falar. A coisa mais complexa que pode existir é ensinar uma pessoa a falar. Não existe professor para isso. Quando tem, atrapalha pra dedéu. Entra um professor para ensinar a falar, puta, fodeu, o cara vai falar tudo esquisito. Todo mundo vai aprender a falar e não precisa de professor para isso.<br />
<strong><br />
100canais - </strong>E sobre a polêmica entre Gil, artistas, direitos autorais…<br />
<strong> Claudio Prado</strong> - Claro, pelo amor de Deus, essa é a grande polêmica! Gil está ou não está contra o artista ganhar dinheiro? Bela polêmica para o espaço de cultura digital no Conversê! Será que Gilberto Gil é um cara contra o artista? É isso que estão dizendo aí. A mídia está dizendo isso aí. É isso mesmo? “Bora lá” discutir o que é direito autoral. Para que serve essa porra? Cadê o artista que ganha dinheiro com direito autoral? Quantos são? 12? Um deles é Gilberto Gil. Por que ele é contra isso? O que está acontecendo? O que acontece com o artista mesmo, esse da rua, que não ganha nada com direito autoral, que nunca nem ouviu falar disso? Onde ele vai ganhar a vida? Não é uma mesa, é uma conversa, uma discussão. Polemizar. Não vamos chegar a respostas. Não é esse o objetivo em nossa discussão no Conversê. O objetivo é levantar polêmicas. E apontar direções e caminhos e consistências com relação ao que tem que ser feito daqui para frente dentro desse universo que a gente chama de cultura digital.<br />
<strong><br />
100canais -</strong> É abrir novas formas e espaços para discussões que não têm espaço?<br />
<strong> Claudio Prado -</strong> Não tem espaço em lugar nenhum, porque as pessoas vêm pra cá, para as mesas, já com seus discursos feitinhos. O cara vem aqui expor o que ele já expôs, basta ler o que ele escreveu. Eu quero a reflexão do cara, eu quero que ele seja provocado por um moleque de rua que vá dizer pra ele: “que porra é essa que você tá falando que eu não entendi nada?! Traduz isso pra ‘mim’ entender”. E aí ele vai ter que se virar, como é que ele faz? Geralmente quando o povo está movido pela doença da academia, vem com o academicês, vem com o economicês, vem com o socialês, com o juridiquês, porque aí só os pares entendem.</p>
<p><strong>100canais - </strong>Há um outro tema a ser falado que é a governança na internet.<br />
<strong> Claudio Prado - </strong>A governança na internet é um tema central que eu quero discutir e que terá sua reunião da ONU logo em seguida da TEIA, entre os dias 12 e 15 de novembro. Nós queremos trazer agentes que estão envolvidos na discussão da governança na internet para discutir essas questões dentro da TEIA, para que as pessoas comecem a entender o que está por trás dessa questão. Por que a internet existe sem governança num mundo onde a governança sempre foi uma das centralidades? Por que a internet escapou dos processos regulatórios até agora e por que está se correndo atrás de regular a Internet, na contramão da sua existência, retroativamente. Eu, pessoalmente, já para polemizar, acho que não é possível regular a internet e nem há interesse nisso. E, no entanto, os governos do mundo todo se reúnem durante três dias, uma vez por ano, durante cinco anos, gastando uma baba de dinheiro, para discutir uma coisa que não tem nem como, que não há instância. A internet é uma questão transnacional, como a ecologia. Como a ecologia vai ser resolvida? Tem que ter uma instância transnacional com poder. A ONU não tem esse poder. E a ONU é que discute a governança na internet. A ONU, na verdade, não é transnacional, se dá a partir de acordos bilaterais ou multilaterais e, portanto, consenso. Como você vai trazer consenso para regular quando as pessoas não têm nem compreensão nem consciência do que é a Internet? Quais são os elementos? O que é segurança nesse mundo digital? O que é privacidade nesse mundo digital? Por que ter privacidade, por que ter segurança num mundo em que essas coisas estão cada vez mais complicadas e mais difíceis. O que é – de novo, caindo na questão da educação – o que é, na Internet, ruim ou bom? É bom poder saber de tudo ou tem as suas proibições? Quem é o agente proibidor de certos assuntos? Por que sexo não pode ser objeto livre e aberto na internet? Ruim ou bom a sala de bate-papo? Por que na sala de bate-papo o assunto é predominantemente sexo? Gilberto Gil disse semana passada, no Massachussets Institute for Technology (MIT), um dos templos da tecnologia americana, um dos templos visionários das possibilidades da tecnologia, que a internet é, em primeiro lugar, um espaço onde as pessoas podem se encontrar para sexo. Em segundo lugar, para ampliar o campo das relações afetivas. E, em terceiro lugar, para se informar. Isso não é uma interpretação, isso é fato na internet. E ele disse que isso é bom, no sentido de que finalmente a máquina entra no domínio do humano. Existe um pós-humano na máquina. Existe uma nova possibilidade da máquina operar no campo da afetividade, ser veículo da afetividade, do sexo e da informação. E que isso tudo é muito bom. Belo assunto polêmico a se discutir no Conversê.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Ordem do Mérito Cultural - 2007]]></title>
<link>http://pontosdeculturadeosasco.wordpress.com/2007/11/08/a-ordem-do-merito-cultural-2007/</link>
<pubDate>Thu, 08 Nov 2007 13:43:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>pontosdeculturadeosasco</dc:creator>
<guid>http://pontosdeculturadeosasco.wordpress.com/2007/11/08/a-ordem-do-merito-cultural-2007/</guid>
<description><![CDATA[A Ordem do Mérito Cultural foi instituída pelo Ministério da Cultura, em 1995, por decisão do Pr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2331/1910031604_a09e3b24af.jpg?v=0" align="left" height="129" width="194" /><font size="2">A Ordem do Mérito Cultural foi instituída pelo Ministério da Cultura, em 1995, por decisão do Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, por meio do <a href="http://www.cultura.gov.br/upload/Decreto%201_1111169807.711%20de%201995">Decreto nº 1.711 de 22 de novembro de 1995</a>. Seu objetivo é tornar público o empenho de cidadãos e cidadãs que, de maneira significativa, destacaram-se na prestação de serviços à Cultura Brasileira.</font></p>
<p><font size="2">Com esta comenda, o governo retoma uma antiga tradição brasileira que vem desde o Segundo Reinado e tem origens no Século XII, em plena guerra entre cristãos e muçulmanos na Península Ibérica. De acordo com a cerimônia medieval estabelecida pelo rei Afonso VII, de Castela, a monarquia reservava uma medalha, a de São Tiago da Espada, para honrar guerreiros do Cristianismo que defendiam o túmulo de São Tiago, na Galícia, dos ataques mouros.</font></p>
<p><font size="2">Restabelecida em Portugal, a partir de 1862, com o título de Ordem de São Tiago do Mérito Científico, Literário e Artístico, a insígnia chegou ao Brasil com o nome de Ordem de São Tiago – já destinada, desde então, aos cidadãos que mais ativamente se dedicavam à Cultura e às Artes.</font></p>
<p><!--more--></p>
<p><font size="2">Com a proclamação da República, esta honraria deixou de ser outorgada no Brasil. Dentre todas as ordens que existiram aqui e em Portugal, esta é a única voltada exclusivamente para a valorização da Cultura.</font></p>
<p><font size="2">A medalha da Ordem do Mérito Cultural é uma réplica da antiga condecoração de São Tiago da Espada.</font></p>
<p><font size="2">Confira os homenageados com a Ordem do Mérito Cultural nos anos de <a href="http://www.cultura.gov.br/ministerio_da_cultura/ordem_do_merito_cultural/index.php?p=1804&#38;more=1&#38;c=1&#38;pb=1">1995 a 2002</a>, <a href="http://www.cultura.gov.br/ministerio_da_cultura/ordem_do_merito_cultural/index.php?p=1802&#38;more=1&#38;c=1&#38;pb=1">2003</a>, <a href="http://www.cultura.gov.br/ministerio_da_cultura/ordem_do_merito_cultural/index.php?p=8895&#38;more=1&#38;c=1&#38;pb=1">2004</a>,</font><font size="2"> <a href="http://www.cultura.gov.br/ministerio_da_cultura/ordem_do_merito_cultural/index.php?p=14151&#38;more=1&#38;c=1&#38;pb=1">2005</a> e <a href="http://www.cultura.gov.br/noticias/noticias_do_minc/index.php?p=20623&#38;more=1">2006</a>.</font></p>
<p>Confira, abaixo, lista com todos os nomes homenageados de 2007, publicada                      no Diário Oficial da União no dia 23 de outubro.</p>
<p>Cartola (<em>in memoriam</em>)<br />
Dodô e Osmar (<em>in memoriam</em>)<br />
Glauber Rocha (<em>in memoriam</em>)<br />
Grande Otelo (<em>in memoriam</em>)<br />
Hélio Oiticica (<em>in memoriam</em>)<br />
Hermilo Borba Filho (<em>in memoriam</em>)<br />
Lina Bo Bardi (<em>in memoriam</em>)<br />
Luiz Gonzaga (<em>in memoriam</em>)<br />
Orides Fontela (<em>in memoriam</em>)<br />
Solano Trindade (<em>in memoriam</em>)<br />
Tom Jobim (<em>in memoriam</em>)<br />
Walter Smetak (<em>in memoriam</em>)</p>
<p>Abdias Nascimento<br />
Álvaro Siza Vieira<br />
Bárbara Heliodora<br />
Cacique Raoni<br />
Céline Imbert<br />
Cildo Meireles<br />
Claude Lévi-Strauss<br />
Jean-Claude Bernardet<br />
Jorge Ben Jor<br />
Judith Malina<br />
Kanuá Kamayurá<br />
Lia Robatto<br />
Luís Otávio Souza Santos<br />
Luiz Mott<br />
Moniz Bandeira<br />
Marcello Grassmann<br />
Oscar Niemeyer<br />
Ronaldo Fraga<br />
Selma do Coco<br />
Sérgio Britto<br />
Tônia Carrero<br />
Tostão<br />
Vânia Toledo</p>
<p>Associação Cultural Cachuera!<br />
Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto<br />
Clube do Choro de Brasília<br />
Escola de Circo Picolino<br />
Grupo Nós do Morro<br />
Museu Paraense Emílio Goeldi<br />
Programa Castelo RÁ-TIM-BUM</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Teia 2007 a todo vapor!]]></title>
<link>http://pontosdeculturadeosasco.wordpress.com/2007/11/08/a-teia-2007-a-todo-vapor/</link>
<pubDate>Thu, 08 Nov 2007 13:27:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>pontosdeculturadeosasco</dc:creator>
<guid>http://pontosdeculturadeosasco.wordpress.com/2007/11/08/a-teia-2007-a-todo-vapor/</guid>
<description><![CDATA[&#8216;TEIA 2007 – Tudo de Todos&#8217; - diversidade cultural vai movimentar Belo Horizonte
De 7 ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="left"><img src="http://www.interjornal.com.br/fotos/6643256m.jpg" align="left" height="98" width="160" />'<strong>TEIA 2007 – Tudo de Todos' - diversidade cultural vai movimentar Belo Horizonte</strong></p>
<p class="subtitle">De 7 a 11 de novembro, o maior encontro da cultura brasileira terá atividades de entretenimento, trocas de experiências e espaços para debates. Entre as inovações está o lançamento do Portal iTEIA</p>
<p class="assinatura"><em>Com informações da Comunicação do MinC / Maíra Guedes</em></p>
<p>A segunda edição do maior encontro da diversidade cultural brasileira está chegando. Cerca de 100 mil pessoas prestigiarão, entre os dias 7 e 11 de novembro, em Belo Horizonte, a TEIA 2007, cujo o tema é Tudo de Todos.</p>
<p>O objetivo da iniciativa é dar mais visibilidade aos Pontos de Cultura, favorecer sua articulação e intercâmbio de experiências, de modo que a sociedade brasileira participe de forma mais atuante na definição das políticas públicas de Cultura.</p>
<p>O evento, que contará com a participação de representantes de Pontos de Cultura integrantes do Programa Nacional de Cultura, Educação e Cidadania - Cultura Viva, do Ministério da Cultura, terá como foco a relação entre Cultura e Educação.</p>
<p>“Até mesmo temas como Diversidade Cultural e Cultura Digital terão seus debates voltados ao foco desta Teia, que é a Cultura e a Educação”, explica Célio Turino, secretário de Programas e Projetos Culturais do MinC.</p>
<p>Esses debates ocorrerão durante todo o evento, mais especificamente no Seminário Internacional Saberes Vivos, que contará com a participação de personalidades brasileiras como o dramaturgo Ariano Suassuna e o jornalista Luis Nassif, além de renomados especialistas estrangeiros, dentre os quais Bernd Fichtner, professor da Universidade Siegen da Alemanha, e Candace Slater, doutora da Universidade de Berkeley, nos EUA.</p>
<p><!--more--></p>
<p><strong>Celebração e Encantamento, Reflexão e Organização</strong></p>
<p>O secretário Célio Turino explica que o encontro baseia-se em três princípios: Celebração e Encantamento, Reflexão e Organização. O primeiro engloba as exposições artísticas, como a Mostra Arte Viva, que tem como propósito evidenciar o processo de desenvolvimento artístico nas comunidades, por meio de trabalhos nos segmentos das artes plásticas, teatro, dança, música, literatura, cinema, vídeo, etc.</p>
<p>Já com relação à Reflexão, Turino destaca que, além dos seminários, envolve as parcerias com outras instituições, como é o caso do Laboratório de Práxis Educacionais, uma ação conjunta dos ministérios da Cultura (MinC) e da Educação (MEC). “É um laboratório de práticas educacionais para demonstrar o quanto de tecnologia e de conhecimento estão sendo produzidos pelos Griôs, pelos mestres de saberes popular e por todas essas comunidades que atuam de forma muito integrada e solidária com seu povo.”</p>
<p>Quanto à Organização, aborda o 1º Fórum Nacional dos Pontos de Cultura, uma iniciativa na qual os representantes dos Pontos estarão reunidos para desenvolver a agenda política do Programa Cultura Viva, do MinC. “Esse princípio diz respeito à auto-organização dos Pontos de Cultura. A idéia é que comecem a se colocar como movimentos sociais, já que a Cultura é fator de desenvolvimento humano.”</p>
<p><strong>Perspectivas</strong></p>
<p>Para esta nova Teia são esperados resultados mais significativos dos que os alcançados na primeira edição, realizada em abril do ano passado, em São Paulo. O secretário de Programas e Projetos Culturais acredita que o público vai se surpreender com a qualidade estética e de organização, já que o MinC teve mais tempo para estruturar o encontro. “Além disso, o evento vai lançar um novo patamar para discutir as Políticas Públicas na área Cultural.”</p>
<p>“A escolha da Bienal de São Paulo para realizar a primeira edição da Teia, em 2006, foi proposital pelo aspecto simbólico do que representa a Bienal para as artes consagradas”, destaca Turino. “Só que a construção do Cultura Viva e dos Pontos de Cultura vai na 'contramão' disso porque busca outra legitimidade na sociedade com a periferia ganhando o centro. Mesmo assim foi um grande momento.”</p>
<p>O secretário Célio Turino espera que a iniciativa permita que, cada vez mais, essa produção ‘periférica’ seja descoberta. “São ações que não aparecem na mídia e agora terão a oportunidade de mostrarem o que vêm fazendo. Vamos dar mais um passo para que os Pontos de Cultura se apresentem e sejam vistos.”</p>
<p><strong>Debate, Lazer e Entretenimento</strong></p>
<p>Diversos espaços da capital mineira foram escolhidos para abrigar as atividades que serão realizadas nos cinco dias do evento: o Palácio das Artes, o Teatro Francisco Nunes, a Serrania Souza Pinto, o Museu de Artes e Ofícios, a Praça da Estação, o Centro Cultural da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Estação do Conde e a Funarte Casa do Conde.</p>
<p>Além do Seminário Internacional Saberes Vivos, do 1º Fórum Nacional dos Pontos de Cultural, do Laboratório de Práxis Educacionais e da Mostra Arte Viva, constam da programação muitas outras iniciativas que vão desde entretenimento até compartilhamento de experiências entre os Pontos de Cultura.</p>
<p>Serão realizados espetáculos na Praça da Estação, que vai se transformar no Palco em Obras, onde se apresentarão alguns dos grandes nomes da música popular brasileira. Maracatu Leão Coroado e Alceu Valença, Instituto Cultural Martinho da Vila e Martinho da Vila, Fundação Raimundo Fagner e Fagner, Conexão Felipe Camarão e Macalé, estão dentre as atrações artísticas.</p>
<p>Os Pontos de Culturas ainda terão um local especialmente dedicado à conversas e discussões, o Espaço Conversê. Será um ambiente democrático, participativo, para que todos se reúnam, de forma que redes já formadas se consolidem e desenvolvam novas perspectivas para colaboração e discussão em torno de atividades promovidas.</p>
<p><strong>iTEIA - Rede de Cultura e Cidadania</strong></p>
<p>Na programação do Espaço Conversê está o lançamento do <strong>Portal iTEIA</strong> (<a href="http://www.iteia.org.br/" title=" [Este link abre uma nova janela]" target="_blank" rel="externo">www.iteia.org.br</a> - que estará no ar em 7/11) e oficinas de capacitação para uso desse novo sistema colaborativo, que abrigará acervos artísticos digitalizados e informações dos Pontos de Cultura, em rede livre, na internet.</p>
<p>"No <strong>iTEIA</strong>, cada Ponto de Cultura terá um site interligado, mas totalmente autônomo, onde poderá gerenciar diretamente suas informações, sua comunicação online, seus conteúdos culturais em formatos multimidia (audios, videos, textos, fotos), e também usar espaços publicitários para gerar receita de forma independente, já que o iTEIA permite que os colaboradores insiram e comercializem anúncios ao lado dos seus respectivos conteúdos", destaca Sérgio Xavier, diretor do projeto.</p>
<p>O iTEIA é um projeto não governamental, desenvolvido pelo Instituto InterCidadania, com patrocínio do Oi Futuro e SX Brasil Comunicação Digital; integrado ao sistema AchaNoticias.com.br ; com apoio institucional do MinC e Fundação de Cultura de Pernambuco - Fundarpe; e participação do Estúdio livre - Cultura Digital - Centro de Desenvolvimento de Tecnologias Livres - PE e KMF.</p>
<p>No TEIA 2007, também estão previstos o Circo Brasil, um palco aberto e administrado pelos Pontos de Cultura para suas manifestações artísticas; o Circuito Cidade Viva, iniciativas locais paralelas em bares, restaurantes e lojas, integrando a cidade e seus habitantes aos visitantes de todos os cantos do país; o Mercado Criativo, um novo conceito de vitrine para os produtos artesanais dos Pontos; e a Feira de Economia Solidária, promoção do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).</p>
<p>Cobertura Jornalística - A Teia 2007 terá sua própria agência de notícias composta por aproximadamente 50 profissionais da área de comunicação, que contarão com o apoio de repórteres-oficineiros. O objetivo é produzir reportagens e matérias, que serão disponibilizadas para a imprensa e para o público em geral, com atualização contínua durante todo o evento.</p>
<p>Outras informações: <a href="http://www.teia2007.com.br/" title=" [Este link abre uma nova janela]" target="_blank" rel="externo">www.teia2007.com.br</a>.</p>
<p><img src="http://www.imaginarios.net/midiateca/dpadua/panfleto.png" height="622" width="333" /></p>
<p><em>(Maíra Guedes)<br />
(Comunicação Social/MinC)</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Oficina Jornalismo Cultural Independente - Teia 2007]]></title>
<link>http://rafaelmunduruca.wordpress.com/2007/11/04/oficina-jornalismo-cultural-independente-teia-2007/</link>
<pubDate>Sun, 04 Nov 2007 18:48:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>munduruca</dc:creator>
<guid>http://rafaelmunduruca.wordpress.com/2007/11/04/oficina-jornalismo-cultural-independente-teia-2007/</guid>
<description><![CDATA[Já já apresento um texto.
site do Teia2007
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Já já apresento um texto.</p>
<p>site do <a href="http://www.teia2007.org.br">Teia2007</a></p>
]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
