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	<title>secularismo &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/secularismo/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "secularismo"</description>
	<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 02:39:16 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Pseudo-pentecostais: nem evangélicos, nem protestantes ]]></title>
<link>http://pibbjovem.wordpress.com/?p=700</link>
<pubDate>Wed, 17 Sep 2008 10:36:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marcos Leite</dc:creator>
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<description><![CDATA[Robinson Cavalcanti
Um grande equívoco cometido pelos sociólogos da religião é o de por sob a me]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Robinson Cavalcanti</p>
<p>Um grande equívoco cometido pelos sociólogos da religião é o de por sob a mesma rubrica de “pentecostalismo” dois fenômenos distintos. De um lado, o pentecostalismo propriamente dito, tipificado, no Brasil, pelas Assembléias de Deus; e do outro, o impropriamente denominado “neopentecostalismo”, melhor tipificado pela Igreja Universal do Reino de Deus. Um estudioso propôs denominar essas últimas de pós-pentecostais: um fenômeno que se seguiu a outro, mas que com ele não se conecta, pois “neo” se refere a uma manifestação nova de algo já existente. Correntes de sociologia argentina já os denominaram de “iso-pentecostalismo”: algo que parece, mas não é. Lucidez e coragem teve Washington Franco, em sua dissertação de mestrado na Universidade Federal de Alagoas, quando classificou o fenômeno representando pela IURD de “pseudo-pentecostalismo”: algo que não é. Um estudo acurado dos tipos ideais, Assembléia de Deus e Igreja Universal do Reino de Deus, sob uma ótica sociológica, ou uma ótica teológica, nos levará à conclusão que se trata de duas manifestações religiosas diversas, que não podem -- nem devem -- ser colocadas sob uma mesma classificação. Ao se somar, a partir do Censo Religioso, esses dois agrupamentos, tem-se um alto índice de “pentecostais”, constituídos, contudo, pelos que o são e pelos que não o são. Equiparar ambos os fenômenos não faz justiça à Igreja Universal e ofende a Assembléia de Deus.</p>
<p>Podemos afirmar, ainda, um segundo equívoco dos analistas: considerar a IURD e suas congêneres como “evangélicas”. Elas próprias, por muito tempo, relutaram em se ver como tal, pretendendo ser tidas como um fenômeno religioso distinto, e terminaram por aceitar a classificação “evangélica” por uma estratégia política de hegemonizar um segmento religioso mais amplo no cenário do Estado e da sociedade civil. O evangelicalismo é marcado pela credalidade histórica e pela ênfase doutrinária reformada na doutrina da expiação dos pecados na cruz e na necessidade de conversão, ou novo nascimento.</p>
<p>Se o pseudo-pentecostalismo não é pentecostalismo, nem, tampouco, evangelicalismo, também não é protestantismo. O discurso e a prática dessa expressão religiosa indicam a inexistência de vínculos ou pontos de contatos com a Reforma Protestante do Século 16: as Escrituras, Cristo, a graça, a fé. Chamar o bispo Macedo de protestante é de fazer tremer o Muro da Reforma, em Genebra, e os ossos de Lutero e Calvino em seus túmulos. Muita gente tem incluído a IURD, e assemelhadas, como pentecostais, evangélicas ou protestantes, para inflar, de forma triunfalista, os números, ou por temor de retaliações legais, ou extralegais, vindas daquelas instituições. Se sociólogos têm denominado manifestações novas na cristandade, como as Testemunhas de Jeová, os Mórmons, ou a Ciência Cristã, como “seitas para-cristãs”, podemos denominar a Igreja Universal e congêneres de “seitas para-protestantes”.</p>
<p>O que se constata, cada vez mais, é que o fenômeno pseudo-pentecostal tem concorrido para uma maior aproximação entre os pentecostais (já tidos como históricos, por sua antigüidade e mobilidade social e cultural) e as igrejas históricas. De um lado, os pentecostais redescobrem o valor da história, de uma confessionalidade e de uma teologia sólida; do outro, os históricos vão flexibilizando (ou ampliando) a sua pneumatologia, reconhecendo a contemporaneidade dos dons do Espírito Santo. O fosso entre pentecostais e pseudo-pentecostais tende a aumentar, não só pela aproximação entre pentecostais e históricos, mas também pela crescente adesão dos pseudo-pentecostais a ensinos e práticas sincréticas, com o catolicismo romano popular e os cultos afro-ameríndios. Quando estudantes de teologia assembleianos, batistas nacionais ou presbiterianos renovados aprendem com teólogos anglicanos (John Stott, J.I. Packer, Michael Greene, Alister McGrath, N.T. Wright), e anglicanos, luteranos ou presbiterianos usam de um louvor mais exuberante e oram por cura e libertação, na expressão de Gramsci, um novo “bloco histórico” vai se formando (retardado pelo extremo fracionamento entre ambos os segmentos), do qual, é claro, não faz parte o pseudo-pentecostalismo. Esse “bloco histórico” em formação, para se consolidar, não apenas deve se conhecer mais mutuamente, somando conceitos e subtraindo preconceitos, mas também responder aos desafios de um pluralismo que inclui a diversidade do catolicismo romano, o pseudo-pentecostalismo, o esoterismo, os sem-religião e um agressivo secularismo, emoldurado pelo relativismo pós-moderno. Isso passa, necessariamente, pelo aprender com a história da igreja -- durante, depois e “antes” da Reforma -- e pela superação de uma iconoclastia que, equivocadamente, equipara o artístico com o idolátrico.</p>
<p>Contamos com estadistas do reino de Deus, com humildade, visão e coragem para consolidar esse bloco?<br />
• Dom Robinson Cavalcanti é bispo anglicano da Diocese do Recife e autor de, entre outros, Cristianismo e Política -- teoria bíblica e prática histórica e A Igreja, o País e o Mundo -- desafios a uma fé engajada.<br />
 <br />
 Fonte: <a href="http://www.ultimato.com.br/?pg=show_artigos&#38;artigo=2177&#38;secMestre=2271&#38;sec=2289&#38;num_edicao=314">Ultimato<br />
</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[El Verdadero Camino]]></title>
<link>http://estafuetuvida.wordpress.com/?p=229</link>
<pubDate>Thu, 21 Aug 2008 18:26:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>embajadadelreino</dc:creator>
<guid>http://estafuetuvida.wordpress.com/2008/08/21/el-verdadero-camino/</guid>
<description><![CDATA[
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>[slideshare id=260644&#38;doc=el-verdadero-camino-1202690547531076-5&#38;w=425]</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Como explicar o mundo das crenças às crianças: Uma sugestão interessante]]></title>
<link>http://naturalmente.wordpress.com/?p=476</link>
<pubDate>Wed, 20 Aug 2008 16:22:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>joaopc</dc:creator>
<guid>http://naturalmente.wordpress.com/2008/08/20/como-explicar-o-mundo-das-crencas-as-criancas-uma-sugestao-interessante/</guid>
<description><![CDATA[Para pais ateus, agnósticos e livres-pensadores que se preocupam como transmitir a sua visão da vi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;">Para pais ateus, agnósticos e livres-pensadores que se preocupam como transmitir a sua visão da vida aos filhos num mundo submerso numa cacofonia das mais diversas e exóticas crenças, fés e verdades religiosas, eis aqui uma excelente fonte de inspiração. Trata-se de uma carta do biólogo Richard Dawkins à filha Juliet quando esta fez dez anos, de onde se podem retirar muitos argumentos válidos e construtivos:</p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;">
<h2 style="margin-bottom:0;text-align:center;"><em>Boas e más razões para acreditar</em></h2>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;">
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;"><em>Querida Juliet,</em></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;"><em>Agora que você fez dez anos, quero escrever-lhe sobre algo que é muito importante para mim.</em></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;"><em>Você já se perguntou sobre como sabemos as coisas que sabemos? Como sabemos, por exemplo, que as estrelas, que parecem pequenos pontos no céu, são na verdade grandes bolas de fogo como o Sol e ficam muito longe? E como sabemos que a Terra é uma bola menor, girando ao redor de uma dessas estrelas, o Sol?</em></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;"><em>A resposta para essas perguntas é “provas”. Às vezes “prova” significa realmente ver (ou ouvir, ou sentir, cheirar...) que algo é verdade. Astronautas viajaram longe o suficiente da Terra para ver com os seus próprios olhos que ela é redonda. Às vezes os nossos olhos precisam de ajuda. A “estrela-d’alva” (“the evening star”) parece uma sutil cintilação no céu, mas com um telescópio você pode ver que ela é uma linda bola – o planeta a que chamamos de Vénus. Uma coisa que você aprende diretamente vendo (ou ouvindo, ou cheirando...) chama-se uma observação.</em></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;"><em>Frequentemente, a prova não é só uma observação por si só, mas há sempre observações na sua base. Se aconteceu um assassinato, é comum ninguém (menos o assassino e a pessoa morta!) ter visto o que aconteceu. Mas os detetives podem reunir diversas observações que podem apontar na direção de um suspeito. Se as impressões digitais de uma pessoa coincidirem com as encontradas num punhal, isso é uma prova de que ela tocou nele. Isso não prova que ela cometeu o assassinato, mas pode ser uma informação útil, juntamente com outras provas. Às vezes um detetive consegue pensar sobre várias observações e então de repente perceber que todas se encaixam e fazem sentido se “fulano de tal” cometeu o crime.</em></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;"><em>Os cientistas – os especialistas em descobrir o que é verdadeiro acerca do mundo e do universo – frequentemente trabalham como detetives. Eles dão um palpite (chamado de hipótese) sobre o que talvez seja verdade. Depois dizem para si próprios: “Se isso realmente for verdade, devemos observar tal coisa”. Isso é chamado de previsão. Por exemplo, se o mundo realmente for redondo, podemos prever que um viajante que caminhar continuamente numa mesma direção acabará no ponto de onde partiu.</em></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;"><em>Quando um médico diz que você está com sarampo, ele não olhou para si e viu sarampo. A sua primeira observação fornece-lhe a hipótese de que você talvez tenha sarampo. Então ele diz para si próprio: se ela realmente está com sarampo, devo encontrar... E ele então consulta sua lista de previsões e testa-as usando os seus olhos (você está com pintas?), mãos (a sua testa está quente?) e ouvidos (o seu peito está com um chiado?). Só então ele toma a decisão e diz: “O meu diagnóstico é que essa criança está com sarampo”. Às vezes, os médicos precisam fazer outros testes, como exames de sangue ou raios-X, que ajudam os seus olhos, mãos e ouvidos a fazer observações.</em></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;"><em>O modo como os cientistas usam provas para aprender sobre o mundo é muito mais engenhoso e complicado do que consigo explicar numa breve carta. Mas agora quero deixar de lado as provas, que são uma boa razão para crer em algo, e alertá-la sobre três más razões para acreditar em algo. Elas chamam-se “tradição”, “autoridade” e “revelação”.</em></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;"><em>Primeiro, a tradição. Há alguns meses atrás, fui à televisão para ter uma conversa com cerca de cinquenta crianças. Essas crianças foram convidadas por terem sido criadas segundo diferentes religiões: algumas como cristãs, outras judias, mulçumanas, hindus ou sikhs. Um homem com um microfone ia de criança em criança, perguntando no que acreditavam. O que elas responderam mostra exatamente o que quero dizer com “tradição”. As suas crenças não tinham nenhuma relação com provas. Elas simplesmente papagueavam as crenças dos seus pais e avós que, por sua vez, também não eram baseadas em provas.</em></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;"><em>Elas diziam coisas como: “Nós, hindus, acreditamos em tal e tal”; “Nós, muçulmanos, acreditamos nisso e naquilo”; “Nós, cristãos, acreditamos numa outra coisa”.</em></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;"><em>Como todas acreditavam em coisas diferentes, nem todas poderiam estar certas. O homem com o microfone parecia achar que isso não era um problema, e nem tentou fazê-las discutir as suas diferenças entre si. Mas não é isso que quero enfatizar no momento. Eu simplesmente quero analisar de onde vieram as crenças. Vieram da tradição. Tradição significa crenças passadas do avô para o pai, deste para o filho, e assim por diante. Ou por meio de livros passados através das gerações ao longo dos séculos. Crenças populares frequentemente começam de quase nada; talvez alguém simplesmente as invente, como as histórias sobre Thor e Zeus. Mas depois de terem sido transmitidas por alguns séculos, o simples fato de serem tão antigas as faz parecer especiais. As pessoas acreditam em coisas simplesmente porque outras pessoas acreditaram nessas mesmas coisas ao longo dos séculos. Isso é tradição.</em></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;"><em>O problema com a tradição é que, independentemente de há quanto tempo a história tenha sido inventada, ela continua exatamente tão verdadeira ou falsa quanto a história original. Se você inventar uma história que não seja verdadeira, transmiti-la através de vários séculos não vai torná-la verdadeira!</em></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;"><em>A maioria das pessoas na Inglaterra foi batizada pela Igreja anglicana, mas esse é apenas um entre muitos ramos da religião cristã. Há outras divisões, como a ortodoxa russa, a católica romana e as metodistas. Todas acreditam em coisas diferentes. A religião judaica e a mulçumana são um pouco diferentes; e há ainda diferentes tipos de judeus e mulçumanos. Pessoas que acreditam em coisas um pouco diferentes umas das outras vão à guerra por causa discordâncias. Então você talvez imagine que eles têm boas razões – provas – para acreditar naquilo em que acreditam. Mas, na realidade, as suas diferentes crenças são inteiramente decorrentes de tradições.</em></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;"><em>Vamos falar sobre uma tradição em particular. Católicos romanos acreditam que Maria, a mãe de Jesus, era tão especial que ela não morreu, mas acendeu ao Céu. Outras tradições cristãs discordam, e dizem que Maria morreu como qualquer pessoa. Outras religiões não falam muito nela e, de modo diferente dos católicos romanos, não a chamam de “Rainha do Céu”. A tradição segundo a qual o corpo de Maria foi levado ao Céu não é muito antiga. A Bíblia não diz nada sobre como ou quando ela nasceu; aliás, a pobre mulher mal é mencionada na Bíblia. A crença de que o seu corpo foi levado ao Céu não foi inventada até cerca de seis séculos após a época de Jesus. No início, só foi inventada, da mesma forma que qualquer história, como “Branca de Neve”. Mas, no decorrer dos séculos, ela tornou-se uma tradição e as pessoas começaram a levá-la a sério simplesmente porque a história havia sido transmitida ao longo de tantas gerações. Quanto mais velha a tradição se tornava, mais as pessoas a levavam a sério. Ela foi por fim escrita como uma crença católica romana oficial muito recentemente, em 1950, quando eu tinha a idade que você tem hoje. Mas a história não era mais verdadeira em 1950 do que quando foi inventada, seiscentos anos após a morte de Maria.</em></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;"><em>Vou voltar à tradição no fim da minha carta, e olhá-la de outro modo. Mas antes preciso tratar das outras duas más razões para crer em alguma coisa: autoridade e revelação.</em></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;"><em>Autoridade enquanto razão para crer em algo significa acreditar porque alguém importante ordenou que você acreditasse. Na Igreja católica romana, o papa é a pessoa mais importante, e as pessoas acreditam que ele deve estar certo só porque ele é o papa. Num dos ramos da religião muçulmana, as pessoas importantes são velhos barbados chamados de aiatolás. Muitos muçulmanos dispõem-se a cometer assassinatos simplesmente porque aiatolás de um país distante deram essa ordem.</em></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;"><em>Quando digo que só em 1950 os católicos romanos foram finalmente informados que tinham que acreditar que o corpo de Maria havia subido para o Céu, quero dizer que em 1950 o papa disse que isso era verdade, e então tinha que ser verdade! É claro que algumas coisas que o papa disse ao longo de sua vida devem ser verdade e outras não. Não há nenhuma boa razão para você acreditar em tudo que ele diz mais do que você haveria de acreditar nas coisas que muitas outras pessoas dizem, só porque ele é o papa. O papa atual ordenou às pessoas que não controlassem o número de filhos que vão ter. Se a sua autoridade for seguida com a obediência que ele deseja, os resultados poderão ser uma terrível escassez de alimentos, doenças e guerras, causadas por superpopulação.</em></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;"><em>É claro que, mesmo na ciência, às vezes nós mesmos não vemos as provas e temos de acreditar no que foi dito por outra pessoa. Eu não vi, com os meus próprios olhos, que a luz viaja à velocidade de 300 mil quilómetros por segundo. Mas acredito em livros que me dizem qual é a velocidade da luz. Isso parece “autoridade”. Mas na realidade é muito melhor que autoridade, porque as pessoas que escreveram o livro viram as provas, e qualquer um de nós pode examinar as provas com atenção no momento em que quiser. Isso é muito confortante. Mas nem mesmo os padres afirmam que há provas para a história de que o corpo de Maria subiu para o Céu.</em></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;"><em>A terceira má razão para acreditar em algo é “revelação”. Se você tivesse perguntado ao papa, em 1950, como ele sabia que o corpo de Maria tinha subido ao Céu, ele provavelmente teria dito que isso lhe fora revelado. Ele se fechou num quarto e rezou, pedindo orientação. Sozinho, ele pensou e pensou, e na sua intimidade teve mais e mais certeza das suas ideias. Quando pessoas religiosas têm uma simples sensação de que algo deve ser verdade, mesmo que não haja provas de que o seja, eles chamam sua sensação de “revelação”. Não só os papas afirmam ter revelações. Isso também acontece com muitas pessoas religiosas. É uma das suas principais razões para acreditar naquilo que acreditam. Mas isso é bom ou mau?</em></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;"><em>Imagine que eu lhe dizia que o seu cachorro está morto. Você provavelmente ficaria muito triste, e talvez dissesse: “Você tem a certeza? Como é que você sabe? Como aconteceu?”. Suponha então que eu respondesse: “Na verdade, eu não sei se o Pepe está morto. Eu não tenho provas. Só tenho uma sensação esquisita, bem dentro de mim, de que ele está morto”. Você ficaria muito zangada comigo por tê-la assustado, porque você sabe que uma “sensação” por si só não é uma boa razão para acreditar que um cachorro está morto. Você precisa de provas. Todos temos sensações e pressentimentos de tempos a tempos, e descobrimos que às vezes estavam certos, às vezes não. De qualquer forma, pessoas diferentes podem ter sensações opostas, então como decidir quem teve a intuição correta? O único jeito de ter a certeza de que um cachorro está morto é vê-lo morto, ou ouvir que o seu coração parou de bater, ou obter essa informação de uma pessoa que viu ou ouviu alguma prova de que ele está morto.</em></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;"><em>As pessoas às vezes dizem que devemos acreditar em sensações íntimas, senão você nunca teria a certeza de coisas como “a minha esposa ama-me”. Mas esse é um mau argumento. Pode haver muitas provas de que alguém a ama. Durante todo o dia em que você está com alguém que a ama, você vê e ouve pequenas provas, e elas se somam. Não é somente uma sensação interior, como a sensação que os padres chamam de revelação. Há outras coisas para apoiar a intuição: olhares, um tom carinhoso de voz, pequenos favores e gentilezas; tudo isso serve de prova.</em></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;"><em>Certas pessoas têm a forte sensação de que alguém as ama sem que isso esteja baseado em provas, e então é provável que estejam completamente enganadas. Há pessoas com uma forte intuição de que uma estrela de cinema está apaixonado por elas, mas na realidade a estrela de cinema nem sequer se cruzou com elas. Pessoas assim são doentes da cabeça. Sensações íntimas ou intuições precisam ser apoiadas por provas, senão você simplesmente não pode confiar nelas.</em></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;"><em>As intuições são valiosas na ciência também, mas só para lhe dar ideias que você então testa, procurando provas. Um cientista pode ter um “pressentimento” sobre uma ideia que ele “sente” estar correta. Por si só, isso não é uma boa razão para acreditar nela. Mas pode ser uma razão para passar algum tempo fazendo experiências, ou em busca de provas. Os cientistas usam constantemente a intuição para ter ideias. Mas elas não valem nada até que sejam apoiadas por provas.</em></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;"><em>Eu prometi que voltaria à tradição, para examiná-la de outro modo. Quero tentar explicar porque é que a tradição é tão importante para nós. Todos os animais são construídos (pelo processo chamado evolução) para sobreviver no local em que os seus semelhantes vivem. Os leões são construídos para serem bons a sobreviver nas planícies de África. O lagostim é construído para sobreviver na água doce, enquanto as lagostas são adaptadas para a vida na água salgada. As pessoas também são animais, e somos construídos para viver bem num mundo cheio de... outras pessoas. A maioria de nós não caça para obter comida, como as lagostas ou os leões; nós a compramos de pessoas que, por sua vez, a compram de outras pessoas. Nós “nadamos” num “mar de pessoas”. Assim como um peixe precisa dos brônquios para sobreviver na água, as pessoas precisam do cérebro que as torna capazes de se relacionarem umas com as outras. Assim como o mar está cheio de água salgada, o mar de pessoas está cheio de coisas difíceis de aprender. Como a linguagem.</em></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;"><em>Você fala inglês, mas a sua amiga Ann-Kathrin fala alemão. Cada uma de vocês fala a língua que lhes permite “nadar” no seu “mar de pessoas”. A linguagem é transmitida por tradição. Não há outra alternativa. Na Inglaterra, Pepe é “a dog”. Na Alemanha, ele é “ein Hund”. Nenhuma dessas palavras é mais correta ou verdadeira do que a outra. As duas foram transmitidas ao longo do tempo, só isso. Para serem boas em “nadar no seu mar de pessoas”, as crianças têm que aprender a língua de seu país, e muitas outras coisas sobre o seu povo; e isso só quer dizer que elas precisam absorver, como papel mata-borrão, uma enorme quantidade de informações sobre tradições (lembre que essas informações são aquelas passadas dos avós para pais e deste para filhos). O cérebro da criança tem que absorver informações sobre tradições. Não é de se esperar que a criança consiga separar a informação boa e útil, como as palavras de uma língua, das informações ruins e tolas como acreditar em bruxas, demónios e virgens imortais.</em></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;"><em>É uma pena – mas não deixa de ser assim – que, por serem sugadoras da informação sobre tradições, as crianças possam acreditar em qualquer coisa que os adultos lhes digam. Não importa se é falso ou verdadeiro, certo ou errado. Muito do que os adultos dizem é verdadeiro e baseado em provas, ou pelo menos sensato. Mas se parte do que é dito é falso, tolo ou até malvado, não há nada para impedir as crianças de acreditarem naquilo também. E quando as crianças crescerem o que farão? Bom, é claro que contarão as histórias para a próxima geração de crianças. Então, uma vez que uma idéia se torna uma crença arreigada – mesmo que seja completamente falsa e nunca tenha havido uma razão para acreditar nela –, pode durar para sempre.</em></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;"><em>Será isso o que aconteceu com as religiões? A crença de que há um Deus ou deuses, crença no Céu, crença em que Maria nunca morreu, que Jesus nunca possuiu um pai humano, que as rezas são respondidas, que vinho se transforma em sangue – nenhuma dessas crenças é apoiada por boas provas. E, no entanto, milhões de pessoas acreditam nelas. Talvez isso aconteça porque elas foram levadas a acreditar nessas coisas quando eram tão jovens que aceitavam qualquer coisa.</em></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;"><em>Milhões de pessoas acreditam em coisas bem diferentes, porque diferentes coisas lhes foram ensinadas quando eram crianças. Coisas diferentes são ditas para crianças muçulmanas e cristãs, e ambas crescem totalmente convencidas de que estão certas e as outras erradas. Mesmo entre cristãos, católicos romanos acreditam em coisas diferentes dos anglicanos, dos evangelistas ou de pessoas como os Shakers ou Quakers, Mormons ou Holy Rolers, e todos estão plenamente convencidos de que estão certos e os outros errados. Acreditam em coisas diferentes exatamente pela mesma razão que você fala inglês e Ann-Kathrin fala alemão. Ambas as línguas são, em seu próprio país, a língua certa para se falar. Mas não pode ser verdade que religiões diferentes estão corretas em seus próprios países, pois religiões diferentes afirmam que coisas opostas  são verdadeiras. Maria não pode estar viva na Irlanda do Sul (um país católico) e morta na Irlanda do Norte (que é protestante).</em></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;"><em>O que podemos fazer sobre tudo isso? Não é fácil para você fazer alguma coisa, porque só tem dez anos. Mas você pode experimentar o seguinte. Da próxima vez que alguém lhe disser algo que parecer importante, pense: “Será que isso é o tipo de coisa que as pessoas sabem por causa de provas? Ou será o tipo de coisa em que as pessoas acreditam só por causa de tradição, autoridade ou revelação?”.</em></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;"><em>E, da próxima vez que alguém lhe disser que uma coisa é verdade, por que não perguntar: “Que tipo de prova há para isso?”. E, se ela não puder lhe dar uma boa resposta, eu espero que você pense com muito muito cuidado antes de acreditar em qualquer palavra daquilo que foi dito.</em></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;"><em>Do seu querido</em></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:justify;"><em>Papá</em></p>
<p style="margin-bottom:0;"><a title="wikidawkins" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Richard_Dawkins" target="_blank">Richard Dawkins</a></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:center;"><a title="Good And Bad Reasons For Believing" href="http://www.fortunecity.com/emachines/e11/86/dawkins2.html" target="_blank">(carta original pode ser lida aqui)</a></p>
]]></content:encoded>
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<item>
<title><![CDATA[Secular believers: Em que acreditam os não-crentes]]></title>
<link>http://naturalmente.wordpress.com/?p=468</link>
<pubDate>Mon, 18 Aug 2008 02:58:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>joaopc</dc:creator>
<guid>http://naturalmente.wordpress.com/2008/08/18/secular-believers-em-que-acreditam-os-nao-crentes/</guid>
<description><![CDATA[
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>[googlevideo=http://video.google.com/videoplay?docid=6952971629759644176&#38;ei=t-SoSKf0JJCuigKD_qjpDg&#38;q=secular+believers]</p>
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</item>
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<title><![CDATA[Las religiones: “fuentes de maldad y discordia”]]></title>
<link>http://ivansalcedo.wordpress.com/?p=732</link>
<pubDate>Thu, 07 Aug 2008 04:41:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>ivansalcedo</dc:creator>
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<description><![CDATA[  

 Las sociedades occidentales son tildadas por ser las más seculares del mundo y en particular e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><!--[if gte mso 9]&#62;  Normal 0   21   false false false  ES-DO X-NONE X-NONE              MicrosoftInternetExplorer4              &#60;![endif]--><!--[if gte mso 9]&#62;                                                                                                                                            &#60;![endif]--> <!--[if gte mso 10]&#62;--> <!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><a href="http://ivansalcedo.files.wordpress.com/2008/08/war-religion.jpg"><img class="size-full wp-image-733 aligncenter" style="border:0 none;margin-top:10px;margin-bottom:10px;" src="http://ivansalcedo.wordpress.com/files/2008/08/war-religion.jpg" alt="" width="292" height="285" /></a></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"><span> </span>Las sociedades occidentales son tildadas por ser las más seculares del mundo y en particular en el plano de la relación entre el estado y las religiones. No obstante a ello, la realidad parece ser otra muy distinta cuando analizamos profundamente los diferentes tipos de influencias directas e indirectas que existen sobre el estado y sus representantes. En ese sentido la religión figura como una de las más importantes.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"><span> </span>La imponente influencia de las iglesias más prominentes, primordialmente de la Católica Romana, en el mundo occidental ha sido bien denominada por muchos como el cuarto poder “de facto o no oficial” de sus naciones. El poder de estas ha calado hasta tal magnitud que relevantes disposiciones públicas - sobre salud, seguridad social, desarrollo económico y otras más- han sido descartadas, y durante el parpadear de un ojo, por las presiones de grupos religiosos con una moral fundada en tradiciones orales cuyo origen supera los dos mil años. Una moral religiosa cuyos principios y valores no solo atentan seriamente contra las evidencias brindadas por las experiencias de acontecimientos históricos y el razonamiento científico, sino que también atentan contra las vidas y el progreso colectivo de cientos de miles –inclusive aquellos que no forman parte de la religión dominante-.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"><span> </span>Habiendo observado este importante aspecto cabe resaltar que el occidente está corrompido de una forma homóloga a aquellos países del Medio Oriente, aunque, y es necesario señalarlo, no en la misma magnitud. En el occidente la relación del estado y la religión es sólida e indirecta, mientras que en el Medio Oriente dicha relación tiene un carácter oficial y las doctrinas religiosas son efectivamente las leyes del estado mismo.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"><span> </span>Si han de preguntarse cuál es la fuerza más corrupta en los países del mundo – e independientemente del sistema político- es casi inminente que, al menos en su subconsciente, surja la palabra “religión”. Los sistemas de “fe” afectan a todo un universo de individuos ajenos a la religión indirectamente. En los Estados Unidos la “fe” ha trascendido de tal manera que hasta los estandartes de libertad concebidos por los padres fundadores han sido deliberadamente quebrantados. En el año 1956 la Cámara de Representantes de dicho país aprobó el lema nacional “<strong>In God We Trust</strong>” -<span> </span>En Dios Confiamos- cayendo en la ilegalidad por lo citado en la <strong>primera enmienda</strong> aplicada a la constitución: –“<em>El Congreso no hará ley alguna con respecto a la adopción de una religión o prohibiendo el libre ejercicio de dichas actividades; o que coarte la libertad de expresión o de la prensa, o el derecho del pueblo para reunirse pacíficamente, y para solicitar al gobierno la reparación de agravios”</em>. <strong>Este lema nacional agravia la dignidad y el patriotismo de aquellos que no profesan culto a una deidad o son indiferentes a esta y esto, sencillamente, es inaceptable e injusto.</strong></span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"><span> </span>Si un inmigrante desea migrar al país del “<strong>sueño americano</strong>” tiene que profesar una especie de fe por uno o varios “<strong>dioses personales</strong>”, pues de lo contrario solo podría encontrarse con un sueño truncado y oscuro. El no tener una creencia en un “dios personal” puede implicarle a un individuo la pérdida inmediata de su trabajo, sus amigos y su dignidad en el escenario público. <strong>En la potencia donde se propugna por la garantía de las libertades individuales y la democracia está envuelta actualmente en lo que se podría llamar un “fascismo cristiano”.</strong></span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"><span> </span>Cuando los hombres de principios del siglo XX se figuraban los inicios del nuevo milenio probablemente se imaginaron a un mundo con una sociedad avanzada y no sectorizada. Quizás se imaginaron con una “nación mundo” en búsqueda de relaciones “comerciales” con civilizaciones extraterrestres. No obstante esto no sucedió. <span style="text-decoration:underline;">Durante todo el trascurso de ese siglo el mundo estuvo sectorizado por un odio primordialmente fundamentado en las diferencias de “fe”. </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"><span> </span>Es difícil imaginarse cómo será el siglo XXII, pero algo en particular se mantendrá perenne hasta aquel entonces: la división del mundo por las diferencias de fe. Sin lugar a dudas ese será el principal obstáculo del desarrollo del humano y hasta de la mismísima ciencia durante el transcurso del presente siglo. La enraizada necesidad de los humanos en creer en una deidad sobrenatural, su obstinación en mantener distintos patrones inequívocos de venerarla y la pretensión de imponer los códigos morales derivados de sus “enseñanzas” a un universo van en detrimento de la paz entre las diferentes sociedades del mundo.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"><span> </span>Definitivamente nunca nadie pudo haber pensado que algún día el progreso tecnológico y científico de los humanos estaría vulnerado por la fe. En efecto muchos aún piensan que esto no sucede o es imposible, pero están equivocados. Los humanos, y a consecuencia de la malograda expansión de las religiones, cuestionan en la actualidad seriamente a las leyes de la evolución y al unísono empiezan a creer que, de alguna forma, el mundo tiene los seis mil años que señalan los judíos y no los cuatro mil quinientos millones de años delimitados por la ciencia. Si se cuestiona a cien estadounidenses sobre la edad del universo, es bastante probable que la mitad le indique que su edad es menor a los 10 mil años. ¿Acaso la mitad de los norteamericanos no han visitado museos donde se pueden visualizarse fosiles de dinosarios cuya datación supera los 70 millones de años? Es algo increíble, pero concluyentemente cierto.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"><span> </span><strong>La creciente tención entre las tres religiones abrahamicas sugiere que en cualquier momento podría estallar una tercera guerra mundial en la cual los “Soldados de Alá” se enfrentarán contra las “Fuerzas Malignas y Demoníacas de Occidente” y donde, y por, y por el contrario, las “Fuerzas Armadas de la Libertad -y la Democracia-” lucharán contra las constantes amenazas de los “Terroristas”. Simplemente las partes no negociarán y así lo han establecido a lo largo de más de 50 años de conflicto. Ese tétrico escenario, por lo tanto, es de una inminente ocurrencia.</strong></span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="ES"><span> </span>Ya es hora de comprender el daño fatal que están infligiendo las religiones a la humanidad. La realidad es que el tiempo se acaba para llevar emprender soluciones que den un fin definitivo a los crecientes conflictos entre las comunidades religiosas del mundo. Lo ideal sería acoger la ciencia y abandonar la tradición religiosa, pero esto es muy complicado y socialmente contraproducente al corto y mediano plazo. Esto sería posible si se prohibiera el adoctrinamiento infantil por parte de las religiones. Si se lograra esto último sería posible que, en un futuro quizás no muy lejano, las futuras generaciones humanas formaran esa comunidad globalizada en disposición de conquistar hasta el más recóndito espacio del universo. </span></p>
<p class="MsoNormal">Foto <a href="http://www.inxart.com/" target="_blank">InxArt</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[La falsedad del secularismo frente a la verdad del Evangelio: el mensaje de S.S. Benedicto XVI ]]></title>
<link>http://elmurodelossiglos.wordpress.com/?p=87</link>
<pubDate>Fri, 18 Jul 2008 06:06:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>Mario Fernández Márquez</dc:creator>
<guid>http://elmurodelossiglos.wordpress.com/2008/07/17/falsedadsecularismo/</guid>
<description><![CDATA[El mensaje del Santo Padre para los jóvenes
Un tema recurrente de estudio en este blog ha sido el a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[[caption id="attachment_88" align="aligncenter" width="300" caption="El mensaje del Santo Padre para los jóvenes"]<a href="http://elmurodelossiglos.wordpress.com/files/2008/07/popesidney.jpg"><img class="size-medium wp-image-88" src="http://elmurodelossiglos.wordpress.com/files/2008/07/popesidney.jpg?w=300" alt="El mensaje del Santo Padre para los jóvenes" width="300" height="214" /></a>[/caption]
<p style="text-align:justify;">Un tema recurrente de estudio en este blog ha sido el análisis de la imposición del modelo secular en la vida pública. Los efectos deshumanizadores que ha generado dicho modelo en la vida cotidiana han fortalecido la labor destructiva que han realizado los agentes del materialismo y el relativismo moral que buscan acabar de una vez por todas con los valores de la civilización cristiana.</p>
<p style="text-align:justify;">A próposito de lo anterior, S.S. Benedicto XVI, <a href="http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2008/july/documents/hf_ben-xvi_spe_20080717_barangaroo_sp.html" target="_blank">en el marco de la Jornada Mundial de la Juventud que se celebra en Sidney</a>, se ha pronuciado fuerte y claro en favor de la verdad del mensaje de Cristo y ha advertido al mundo que el secularismo está lejos de ser la verdad que todos los hombres buscamos de manera vehemente:</p>
<blockquote>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-family:Arial;"><span> </span></span><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial;"><span>"</span>Cristo ofrece más. Ofrece todo. Sólo él, que es la Verdad, puede        ser el Camino y por lo tanto la Vida", pero "la tarea de ser testigos hoy        es difícil. Muchos pretenden que Dios se deje al margen y que la religión        y la fe, oportunas para los individuos, se excluyan de la vida pública o        se usen sólo para seguir fines pragmáticos limitados. Esta visión        secularizada intenta explicar la vida humana y plasmar la sociedad con        pocas o con ninguna referencia al Creador. Se presenta como una fuerza        neutral, imparcial y respetuosa de cada uno. En realidad, como toda        ideología, el secularismo impone una visión global. Si Dios es irrelevante        en la vida pública, la sociedad podrá ser plasmada según una imagen        privada de Dios y las discusiones y las políticas relativas al bien común        se llevarán a cabo basándose más en las consecuencias que en los        principios enraizados en la verdad".</span></span></strong></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#000000;"><span><span style="font-family:Arial;">"La experiencia demuestra que        la separación del plan de Dios creador causa un desorden que tiene        repercusiones inevitables sobre el resto de la creación. Cuando se eclipsa        a Dios, nuestra capacidad de reconocer el orden natural, el fin y el bien        comienza a desvanecerse".</span></span></span></strong></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#000000;"><span><span style="font-family:Arial;"><span> </span>"La creación de Dios es única y buena. La preocupación por la no        violencia, el desarrollo sostenible, la justicia y la paz, el cuidado del        medio ambiente, son de importancia vital para la humanidad. Pero no        podemos comprender todo ello si prescindimos de una reflexión sobre la        dignidad innata de la vida humana desde su concepción hasta la muerte        natural, dignidad otorgada por Dios y por lo tanto        inviolable". </span></span></span></strong></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial;">"Nuestro mundo está cansado de la avidez, de la explotación, de la        división, del tedio de falsos í</span><span style="font-family:Arial;">dolos y respuestas parciales, y de la pena        de falsas promesas- concluyó Benedicto XVI-. Nuestro corazón y nuestra        mente anhelan una visión de la vida donde reine el amor, donde los dones        se compartan, se edifique la unidad, la libertad encuentre su significado        en la verdad y la identidad se encuentre en una comunión respetuosa. ¡Esta        es obra del Espíritu Santo! ¡Esta es la esperanza que ofrece el Evangelio        de Jesucristo!"</span></span></strong></p>
</blockquote>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-align:justify;">Palabras que nos dan aliento a todos los cristianos para difundir el mensaje de Cristo y que por otra parte nos advierten que la amenaza secularista es real y representa la negación de la vida humana. Desde aquí, como católico, me uno a las palabras del Santo Padre y celebro que todavía existamos jóvenes comprometidos con el mensaje de Cristo. La esperanza aún sigue viva, no hay que ceder ni un ápice ante el secularismo: defendamos la verdad de nuestra fe.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A crítica das religiões ― uma opinião ]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/?p=1328</link>
<pubDate>Fri, 04 Jul 2008 20:36:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.wordpress.com/2008/07/04/a-critica-das-religioes-%e2%80%95-uma-opiniao/</guid>
<description><![CDATA[

A crítica sistemática à religião surgiu na Europa cristã, principalmente com o advento do Ilu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>
<p style="float:left;width:148px;"><img src="http://espectivas.wordpress.com/files/2008/07/ateismo.jpg" alt="" width="140" height="172" class="alignnone size-full wp-image-1329" style="border:1px solid black;" /></p>
<p>A crítica sistemática à religião surgiu na Europa cristã, principalmente com o advento do Iluminismo, e não aconteceu noutros continentes e em outras religiões (pelo menos com os mesmos contornos). Provavelmente, a razão porque o ateísmo soteriológico se instalou na Europa estará ligada a uma maior tolerância do Cristianismo em relação à crítica do que a manifestada por outras religiões e culturas. </p>
<p>Nem todos os chamados “iluministas” foram contra o Cristianismo (Kant não foi), mas quase todos os iluministas manifestaram um anti-teísmo que se confundiu, muitas vezes, com um anti-clericalismo feroz  ― mas nem por isso a elite iluminista deixou de ser religiosa. Augusto Comte, por exemplo, fez do Positivismo uma espécie de religião monista. </p>
<p>A crítica da religião que se desenvolveu a partir do Iluminismo resultou no surgimento de  perspectivas religiosas como alternativas seculares que enfraqueceram o nível de individualização do ser humano (como aconteceu com o Modernismo) dando azo a que questões próprias do indivíduo ― a doença, a culpa, a morte, etc. ― passassem a ser abordadas como tabu ou tivessem recebido uma solução niilista. </p>
<p>Na esteira de Espinoza seguiram os iluministas que deram depois origem a Feuerbach, Nietzsche, Engels, Marx ―  todos eles construiriam alternativas religiosas monistas ao monoteísmo cristão. O panteísmo de Espinoza é um monismo que desembocou no naturalismo soteriológico iluminista: a nova religião da “não-religião” ― que era sempre conforme a razão subjectiva de cada um dos novos gurus que se pretendiam basear em conhecimentos comprováveis para justificar a sua nova utopia. De certo modo, com o Iluminismo aconteceu um retrocesso na evolução religiosa (decadência), uma vez que o monismo é historicamente anterior ao monoteísmo. </p>
<p style="font-size:9px;font-weight:700;color:navy;">As religiões monoteístas (Cristianismo, Islamismo e Judaísmo ― e a <a href="http://povodebaha.blogspot.com/" target="_blank" />religião Bahai</a> também é um monoteísmo sincrético) baseiam-se na “revelação transcendental”, enquanto que as religiões monistas perfilham o conceito de “conhecimento sagrado” mais ou menos aliado a um panteísmo naturalista. O Confucionismo e o Taoísmo são monismos. Para além dos monismos e dos monoteísmos, existem religiões panenteístas, como o Siquismo e o Budismo moderno com a sua conjugação de Samsara e Nirvana. Finalmente, temos as religiões dualistas, como o Parsismo e o Hinduísmo. Contudo, o dualismo está mais ou menos presente nos outros tipos de religião, e o Cristianismo distingue-se das outras religiões monoteístas pela existência da Trindade (Deus, Logos e Espírito), herdada do grego Plotino (neoplatonismo) e consagrada por S. Agostinho (ele próprio um dualista). </p>
<p>O que o Iluminismo fez foi tentar substituir ― através de uma elite intelectual controlada pela  seita maçónica dos Illuminati ― o monoteísmo cristão por monismos seculares prenhes de manifestações religiosas. O materialismo moderno é a  forma radicalmente secular do monismo. As utopias radicais modernas são fórmulas  religiosas monistas que traduzem novas doutrinas da salvação da humanidade, mas como em todos os monismos não existe um Deus pessoal que possa comprometer o indivíduo, as tentativas de criação do Homem Novo acabam por cair num niilismo, não abrindo qualquer perspectiva de esperança humana. </p>
<p>Embora criticada pelos diferentes monismos utópicos seculares, o Cristianismo continua a desempenhar um papel fundamental (embora mais discreto) na Europa actual em campos em que a religião revelada é competente ― por exemplo, a questão do sentido ― de forma tal que não é de esperar o fim das religiões no futuro, conforme apregoado e defendido pela soteriologia ateísta. </p>
<p style="font-weight:700;color:navy;font-size:9px;">Imagem <a href="http://reasoningrepaired.blogspot.com/2007/03/delusion-of-atheism.html" target="_blank" />daqui</a>. </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Militares e Religião e Laicidade em Portugal]]></title>
<link>http://naturalmente.wordpress.com/?p=418</link>
<pubDate>Wed, 25 Jun 2008 17:20:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>joaopc</dc:creator>
<guid>http://naturalmente.wordpress.com/2008/06/25/militares-e-religiao-e-laicidade-em-portugal/</guid>
<description><![CDATA[A propósito de um debate público que tarda em Portugal, e que tem aqui neste texto um interessante]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>A propósito de <a title="Religion and Its Role Are in Dispute at the Service Academies" href="http://www.nytimes.com/2008/06/25/us/25academies.html?ex=1372132800&#38;en=2870e53b8fce27f6&#38;ei=5124&#38;partner=permalink&#38;exprod=permalink" target="_blank">um debate público que tarda em Portugal</a>, e que <a title="Capelães militares e Concordatas" href="http://www.portalateu.com/2008/05/09/capelaes-militares-e-concordatas/" target="_blank">tem aqui neste texto</a> um interessante ponto de partida, eis um texto muito interessante de um docente universitário chamado Brissos Lino, publicado no Setúbal na Rede:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><em><strong>Laicidade do Estado e a Liberdade Religiosa em Portugal</strong></em></p>
<p class="MsoNormal"><em>Sejamos francos. De que falamos quando falamos de laicidade do Estado? E de liberdade religiosa? O estado actual das coisas em Portugal não permite reconhecer uma coisa nem outra. </em></p>
<p class="MsoNormal"><em>A separação entre Religião e Estado é uma conquista da civilização ocidental. Mas o que temos em Portugal é apenas uma separação teórica, no papel. A efectividade dessa separação ainda está por implementar.</em></p>
<p class="MsoNormal"><em>Comecemos pela discriminação que continua a ser feita entre igreja maioritária (católica) e ou outros (denominados “minorias religiosas”). Para começar existe um instrumento jurídico estabelecido entre o estado português e a Santa Sé, ou Estado do Vaticano, que procura regulamentar as relações entre aquela confissão religiosa e a República Portuguesa. A Concordata que vinha do salazarismo (1940) foi revista e actualizada há poucos anos. Mas não existe instrumento idêntico que contemple as outras confissões. Ora este documento jurídico, assinado na lógica do direito internacional, coloca imediatamente um elemento de diferenciação entre cidadãos portugueses, por motivo da sua religião ou ausência dela, ao arrepio do espírito e da letra da Constituição Portuguesa.</em></p>
<p class="MsoNormal"><em>Daqui decorrem, naturalmente, toda uma série de discriminações práticas entre pessoas que, por motivo de terem fé diferente, são favorecidos ou prejudicados enquanto cidadãos. Quando se faz uma lei apenas para “os outros”, falamos de quê senão de discriminação?</em></p>
<p class="MsoNormal"><em>Mas o problema maior nem sequer reside no ordenamento legal mas sim na mentalidade e na praxis social. (...)</em></p>
<p style="text-align:center;"><a title=" Laicidade do Estado e a Liberdade Religiosa em Portugal" href="http://www.setubalnarede.pt/content/index.php?action=articlesDetailFo&#38;rec=10053" target="_blank"><strong>continua aqui</strong></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Portugal e a religião]]></title>
<link>http://naturalmente.wordpress.com/?p=410</link>
<pubDate>Sat, 14 Jun 2008 01:49:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>joaopc</dc:creator>
<guid>http://naturalmente.wordpress.com/2008/06/14/portugal-e-a-religiao/</guid>
<description><![CDATA[Para disfarçar a falta de tempo para este blog, e visto ser tema pertinente para este espaço, pass]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Para disfarçar a falta de tempo para este blog, e visto ser tema pertinente para este espaço, passo a reproduzir aqui uma divagação que escrevi há uns dias para o <a title="Tapornumporco" href="http://tapornumporco.blogspot.com/" target="_blank">tapor</a>, o blog colectivo onde também desabafo e converso. Chama-se Portugal e foi escrito no dia 10 de Junho:</p>
<p><em>Há uns tempos vim para aqui falar de religião e obtive algumas reacções adversas da parte de alguns confrades, no sentido de que não devia vir para aqui falar dessas coisas. Não porque sejam crentes, os estimados confrades, o que seria mais compreensível para mim, mas simplesmente porque é uma perda de tempo. Não se chega a lado nenhum e é como discutir o sexo dos anjos, é inútil, dizem. O argumento é, de resto, habitual. E continua a ser habitualmente incompreensível para mim, que até gosto de discutir o sexo dos anjos, o feitio dos deuses, o mistério da criação e outras trivialidades inconsequentes. Mas não é por isso que acho essa posição incompreensível.</p>
<p>Quem reflecte e discute com alguma seriedade (isto é, com frequência e liberdade) os deuses, as religiões e as fés, fá-lo porque é um exercício intelectual tão essencial e importante como a filosofia ou a ética; fá-lo porque quer perceber melhor a essência e a natureza das coisas, mas fá-lo, sobretudo, porque as religiões, os deuses e as fés não são assuntos irrelevantes para a nossa existência física, concreta, social, económica e cultural. Afectam profundamente a forma como vivemos, enquanto indivíduos e enquanto comunidade. E nessa medida é tão importante como discutir política, finanças, ciência ou história.</p>
<p>E se compreendo perfeitamente que para um crente essas sejam matérias indiscutíveis - são muito poucos os crentes que façam reflexões críticas acerca da sua religião (entendida aqui como a organização/instituição a que aderem), e muito menos os que o fazem em relação à sua fé obviamente, porque um dogma não se discute - e nessa medida efectivamente de debate inútil, uma evidente “perda de tempo”, já não consigo perceber, nem admitir, que num espaço de liberdade como tem sido o Tapor, essas não sejam matérias de controvérsia. São-no, obviamente, quanto mais não seja porque, havendo ou não liberdade de pensamento, tudo é controverso. E são mais discutíveis, digo eu, do que o torneio europeu de futebol em curso ou a carreira do John Holmes. Para não dizer importantes, pronto já disse. Mas o facto é que, apesar de muito pouco, a religião já foi tema de algum intenso debate aqui no porco, a última de que me lembro foi há cerca de dois anos, em torno do secularismo e da (discutível) contribuição judaico-cristã para o mesmo. Mas por norma é tema alheio ao Tapor.</p>
<p>A prova da sua importância, no entanto, saiu na edição de hoje, Dia de Portugal, do Público.</p>
<p>Portugal é o país mais pobre da Europa Ocidental e só não o é da União Europeia porque os novos países-membros do Leste ajudaram na estatística. Vinte anos depois da nossa entrada na UE, com biliões em subsídios injectados no país para efeitos de “coesão”, a realidade é que não saímos da cepa torta e hoje somos talvez a sociedade europeia menos preparada para os desafios da chamada “globalização” e para a sociedade do conhecimento, a “terceira vaga” que os Toffler anteciparam há umas décadas. Sem falar na impreparação para crises e desafios mais concretos e presentes, nomeadamente os económicos, os relacionados com recursos ou com competitividade global.</p>
<p>Muito do problema nacional, por outro lado, prende-se com questões de mentalidade e derivados, como comportamentos, atitudes e padrões culturais. As mentalidades são moldadas sobretudo por tradições e convicções, factores que por seu turno condicionam (e perpetuam) os tais comportamentos, atitudes e padrões. Acresce que o domínio das convicções com impacto social se divide fundamentalmente nas de cariz religioso e nas de natureza ideológica (i.e., políticas). E isto para concluir que sim, são questões importantes e discutíveis e que, em meu entender, os portugueses são como são e Portugal é como é, em primeira instância, devido à religião e à política, dois mundos simbióticos quando não estão devidamente separados um do outro.</p>
<p>De resto, todos os países são fruto e reflexo das mais diversas crenças e tradições. E nós, portugueses, somos fruto e reflexo do catolicismo romano e das políticas que este credo foi avalizando ao longo dos séculos.</p>
<p>O Público chamava, enfim, a atenção para um estudo internacional promovido pelo projecto Social Survey Program. O estudo versa o tema “identidade nacional” e há-de estar por aí melhor explicado pela net (<a href="http://www.atitudessociais.org/issp/issp2003.html">aqui, por exemplo</a>). O que interessa, para o caso, é que as gordas da primeira página do jornal gritavam: “Ser português é ser católico, pensa a maioria”. Lá dentro mais gordas assustadoras: “Em Portugal, nação e Igreja são equivalentes”. Os dados do estudo, acrescentava o jornal, «revelam que mais de dois terços dos portugueses consideram a religião um factor de identidade nacional, muito mais que em outras nações da União Europeia. O estudo mostra ainda que o orgulho nacional está muito ligado à História». Isto reflecte um pouco a ideia genérica que fazemos de nós próprios, enquanto povo, e é como tal talvez pouco fiável em relação às dinâmicas sociais efectivas e presentes, mas é extremamente revelador no que respeita a convicções (no caso, a ideia que fazemos de nós próprios) e tradições. Logo, a mentalidades e atitudes. «Ser português equivale a ser religioso, e mais concretamente católico: é assim que pensam 68,5 por cento dos cidadãos» portugueses, segundo o estudo, que abrangeu 34 países (nenhum dos quais muçulmano e vinte dos quais europeus). Portugal está em sétimo da geral, na importância dada «à religião como elemento definidor da identidade nacional. Na União Europeia, só é ultrapassado pela Polónia e Bulgária».</p>
<p>O estudo é muito interessante e aborda outras questões, como o facto da nossa fonte primordial de orgulho (para uma esmagadora maioria de quase 99 por cento) seja o passado (quantas vezes mitificado...), ou seja, não o que somos, mas o que supostamente fomos. «Nesta postura, Portugal está muito mais próximo de alguns países do Leste, como a Bulgária, a Eslováquia ou a Rússia, do que dos seus pares ocidentais. “Um enorme fosso”, constata Sobral (José Sobral, historiador e um dos coordenadores do estudo em Portugal). Para os portugueses, a grandeza continua então a ser pertença do passado», acrescenta o artigo.</p>
<p>O factor religioso, no entanto, foi o que mais surpreendeu (apesar de toda a evidência!...) os estudiosos, que concluíram que «o sentimento religioso faz parte de um bolo que nos afasta da maioria dos nossos parceiros europeus». Mas vale a pena perceber melhor o “fenómeno”, que estas coisas das identidades nacionais são efectivamente muito interessantes. Para José Sobral, esta mentalidade tem raízes tanto longínquas como recentes. «Recuando à época medieval, os portugueses viam-se e eram apontados, nas narrativas nacionalistas, “como tendo uma relação especial com Deus”: eram uma espécie de povo escolhido”, a quem fora dada a missão de espalhar a fé pelo mundo. “Este sentimento foi reforçado de modo a legitimar a expansão imperial”, frisa Sobral. Apesar do abanão da I República, o catolicismo voltou a florescer no Estado Novo, tendo-se reconstituído como um pilar do “nacionalismo oficial”, promovido por Salazar».</p>
<p>O paralelo com a vizinha Espanha (cujo desenvolvimento disparou desde que saiu da ditadura franquista e abriu a sua economia e, sobretudo, desde que aderiu à União), país que também encarnou nos mesmos católicos moldes essa missão evangelizadora e imperial, é fantástico e é sublinhado pelo historiador. «É revelador que, apesar dos reis católicos e da conquista, da guerra civil, do longo reinado de Franco e da relação especial que este manteve com a Igreja Católica, “apenas” 44,2 por cento dos espanhóis acreditam hoje que ser religioso é um atributo significativo da sua identidade. Em França e nos países nórdicos, esta percentagem está abaixo dos 20 por cento.».</p>
<p>É esta, enfim, a relevância de discutir religião. Por que se somos assim, pobres, tristes e iletrados, em muito grande medida o devemos à religião. Aliás, em grande medida o devemos a não se discutirem temas como a religião. Somos como somos porque estivemos durante séculos mergulhados em tradições e convicções religiosas de determinada natureza. Tradições essas extremamente convenientes à classe dirigente, a governantes como Salazar, homem mais pragmático do que propriamente crente, para quem a preponderância da religião, sobretudo de uma que prega a submissão e o conformismo (porque a recompensa está no céu e etc.), era uma questão essencialmente instrumental, no sentido da pacificação social - cumpre lembrar que os “católicos progressistas” eram não só uma pequeníssima minoria entre a população nacional, circunscreviam-se praticamente a Lisboa, como eram segregados e criticados pela instituição e pela generalidade dos paroquianos menos dados às rebeldias. Para os poderosos, com efeito, esta associação com a igreja sempre foi ouro sobre azul.</p>
<p>Os efeitos nefastos da preponderância política e social das religiões é mais gritante nos países islâmicos, obviamente, mas o caso português é exemplar no lado ocidental, pela negativa, dos respectivos malefícios sobre uma sociedade. Refiro-me criticamente e especificamente à Igreja Católica Apostólica Romana, tradição e convicção que tem imperado em Portugal desde há quase mil anos e que moldou decisivamente (desgraçadamente, digo eu, mesmo que nem tudo seja mau...) a atitude e o modo de ser português.</p>
<p>Nem todas as religiões, por outro lado, terão os mesmos efeitos que a religiões católica ou muçulmana, estruturalmente conservadoras e tradicionalistas, mais avessas à inovação e à diferença. O caso dos Estados Unidos, por exemplo é muitas vezes invocado pelos crentes como uma prova de que uma sociedade pode ser religiosa e ao mesmo tempo progressista e próspera. É certo. Os norte-americanos são esmagadoramente religiosos. O que falta referir é que professam, desde que são nação, uma religião bem diferente da nossa. Quer os norte-americanos quer os europeus do Norte (essa outra parte do mundo atrasada e analfabeta) são sobretudo povos de tradição protestante. E isso faz, como fez, uma enorme diferença na forma como os países evoluíram, mesmo que o Deus seja o mesmo...</p>
<p>Neste caso já não me estou a referir ao sexo dos anjos, estou a falar de ética, moral e comportamentos, usos e costumes, questões concretas que dizem respeito ao discutível universo religioso. O que a realidade nos mostra (por muito que alguns militantes religiosos apregoem a falácia da “falência dos valores” nas sociedades seculares) é que as sociedades mais religiosas, ou pelo menos, as mais adeptas de determinadas religiões, são invariavelmente as mais atrasadas – o drama do continente africano é um assunto diferente e muito particular.</p>
<p>O que este estudo confirma, quanto a mim, é a Igreja católica enquanto causa profunda e persistente do nosso atavismo, da nossa forma de ser conservadora, ignorante e fatalista, dos políticos medíocres a que nos conformamos e do estado em que estamos, mesmo atendendo aos sinais positivos para o futuro, que também os há nas novas gerações, cada vez com mais “mundo” e consciência dos novos desafios (globais) que têm de enfrentar. São também, sintomaticamente, gerações cada vez mais secularizadas, urbanas e menos dadas às crenças, às tradições e aos rituais religiosos institucionalizados, sendo significativo o crescimento, exponenciado pela net, do ateismo, do agnosticismo ou de correntes espirituais alternativas, nomeadamente as conotadas com a “new age”. Ou da simples indiferença. Mas a realidade que este estudo aflora é que a maioria ainda sente que é religiosa e que é isso que ainda a identifica enquanto nação, enquanto principal elemento agregador. Uma nação católica apostólica romana, fiel ao Papa, como no tempo dos afonsinhos.</p>
<p>Só um exemplo: A tendência católica, tal como o maometismo, privilegia conceitos morais como a caridade e a aceitação. E isso gera uma mentalidade assistencialista, de ajuda piedosa ao doente e ao desafortunado. Não é de resto por acaso que uma das chaves do sucesso de facções muçulmanas como os xiitas de Moqtada Al Sadr no Iraque, do Hezbollah no Líbano ou do Hamas em Gaza, são as redes de assistência social às populações, que monopolizam a ajuda em certas zonas. É óbvio que se trata de uma questão de conquistar simpatias, mas trata-se também da mesma lógica assistencialista profunda que anima a tradição católica, que cada vez menos monopoliza, de resto, a assistência aos pobres e aos desvalidos.</p>
<p>O protestantismo, pelo contrário, assumiu uma tradição ética e moral muito diferente, estimulando sobretudo a iniciativa individual, o empreendedorismo e a insubmissão. Desde logo em relação à doutrina papal; à autoridade centralista do Vaticano, que se exercia com um peso brutal nos governos terrenos das nações e à teologia romana oficial. O protestantismo chegou e traduziu a Bíblia para vernáculo, para a língua do povo, deixou de ser exclusivo em latim para meia-dúzia e passou a ser vox-populi, permitiu que cada um fizesse a sua pequena exegese, fragmentou-se em milhares de sub-cultos evangélicos (além das principais sub-divisões originais, a luterana, a calvinista e a anglicana) e, sobretudo, permitiu um espírito (uma mentalidade) mais livre, crítico e dinâmico, mais facilitador de educação, ciência e cultura, mais adepto de ensinar a pescar e menos de oferecer o peixe. E também menos intolerante.</p>
<p>Ora, tudo isto fez toda a diferença, na forma como as diferentes sociedades evoluíram, já que quer o catolicismo romano quer o islamismo, se deixados à “rédea solta”, como aconteceu em Portugal até 1974, se assumiram como forças paralisantes e castradoras. O catolicismo, quanto a mim, tem a vantagem de, apesar de tudo, se adaptar melhor às mudanças e às novidades do mundo e de ser mais aberto à dialéctica. Mas isso não o torna imune à crítica e acho que já vai sendo tempo destes assuntos e destas responsabilidades históricas serem discutidas, deixarem de ser tabu ou, pior, mito.</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[¿Cómo viviremos?]]></title>
<link>http://meditandoenlapalabradedios.wordpress.com/?p=46</link>
<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 16:47:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>pastordanielbrito</dc:creator>
<guid>http://meditandoenlapalabradedios.wordpress.com/2008/06/09/%c2%bfcomo-viviremos/</guid>
<description><![CDATA[Por pastor Daniel Brito
En estos días de tanta incertidumbre política y moral, es cuando la Iglesi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#000080;">Por pastor Daniel Brito</span></p>
<p><span style="color:#000080;">En estos días de tanta incertidumbre política y moral, es cuando la Iglesia más debe influenciar a esta cultura secular con el verdadero Evangelio de JESUCRISTO. Digo verdadero, porque un Evangelio diluido no cambia a nadie. En medio de todo esto debemos recordar que el mismo JESÚS dijo: <em>“Ustedes son la sal de la tierra.....”</em> Y también: “<em>Ustedes son la luz del mundo...” </em>(Mateo 5:13-14). La ética secular no tiene guía para la rectitud, al contrario, el secular no encuentra buenos argumentos para hacer lo correcto, porque se guía por las decisiones propias de la gente, y su rectitud entonces es subjetiva.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">El humanismo secular, bien introducido en los centros de educación, niega la existencia de Dios, y pone el énfasis en el “hombre” solamente. El secularismo no puede ofrecer una guía de ética moral, por lo ya dicho anteriormente, que su rectitud es subjetiva, y es por eso que en realidad solamente el “Cristianismo” lo puede hacer. La sencilla razón es porque la fuente del Cristianismo es la Palabra de Dios. Si el Cristianismo deja a un lado a la Palabra de Dios, o la diluye, entonces su ética llega a ser subjetiva también, y sin ningún valor moral.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Nuestro SEÑOR JESUCRISTO en el Sermón del Monte, hablando del lugar y la importancia de la Iglesia dentro de la sociedad, la llama la sal de la tierra (Mateo 5:13). <em>“Ustedes son la sal de la tierra. Pero si la sal se vuelve insípida, ¿cómo recobrará su sabor? Ya no sirve para nada, sino para que la gente la deseche y la pisotee.” </em></span></p>
<p><span style="color:#000080;">El uso del Señor en el Sermón del Monte de la sal, es interesante, pues en aquellos tiempos la sal era aún mas indispensable que hoy día. La sal es un preservativo, y muy importante en los tiempos que no había refrigeración, porque la carne y el queso eran preservados con sal.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">La sal produce “sabor” a la comida. Una comida insípida no sabe nada bien. Aquí recordaremos que hoy día se nos dice que la sal no es buena, y a los que tienen la presión alta, les dicen que coman bajo de sal. Veamos algunos puntos sobre la sal y el sabor que produce:<br />
•    La Iglesia preserva al mundo del mal.<br />
•    La Iglesia le da “sabor” a la vida.<br />
•    La Iglesia tiene la “verdad”; tiene la “revelación”.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">La luz del mundo (Mateo 5:14-16). JESUCRISTO es la luz verdadera (Juan 8:12).<br />
<em>«Ustedes son la luz del mundo. Una ciudad en lo alto de una colina no puede esconderse.15 Ni se enciende una lámpara para cubrirla con un cajón. Por el contrario, se pone en la repisa para que alumbre a todos los que están en la casa.16 Hagan brillar su luz delante de todos, para que ellos puedan ver las buenas obras de ustedes y alaben al Padre que está en el cielo.». </em></span></p>
<p><span style="color:#000080;">El Cristiano no se puede esconder - « Una ciudad en lo alto de una colina no puede esconderse». Las ciudades antiguas eran construidas en montes, o en una altura por dos razones: para una mejor defensa, y para ser vistas mejor.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">• Una luz no se puede esconder. Otras versiones mencionan al “almud” en vez de cajón, que era una medida de capacidad 8.75 litros, y que no se podía esconder la lámpara debajo del almud o cajón, porque perdía su propósito (Biblia de las Américas). La NVI dice: <em>“Ni se enciende una lámpara para cubrirla con un cajón.” </em><br />
• El Cristiano resplandece en todo lugar (vv. 16). Con las buenas acciones se muestra quienes somos, y el buen testimonio es más importante que el testificarle a otro.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Mientras que la cultura secular glorifica las relaciones homosexuales, el adulterio, la fornicación, y todo tipo de actos inmorales, nuestro SEÑOR JESUCRISTO nos llama a ser diferentes, y a influenciar a la cultura secular con el Evangelio de nuestro Salvador. No podemos dejar que la cultura secular nos cambie, o influya a nuestras vidas, porque entonces llegaríamos a ser insípidos, y sin sabor moral.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Que Dios les bendiga.<br />
</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[¿Cómo viviremos?]]></title>
<link>http://pastordanielbrito.wordpress.com/?p=152</link>
<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 16:40:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>pastordanielbrito</dc:creator>
<guid>http://pastordanielbrito.wordpress.com/2008/06/09/%c2%bfcomo-viviremos/</guid>
<description><![CDATA[Por pastor Daniel Brito
En estos días de tanta incertidumbre política y moral, es cuando la Iglesi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#000080;">Por pastor Daniel Brito</span></p>
<p><span style="color:#000080;">En estos días de tanta incertidumbre política y moral, es cuando la Iglesia más debe influenciar a esta cultura secular con el verdadero Evangelio de JESUCRISTO. Digo verdadero, porque un Evangelio diluido no cambia a nadie. En medio de todo esto debemos recordar que el mismo JESÚS dijo: <em>“Ustedes son la sal de la tierra.....”</em> Y también: “<em>Ustedes son la luz del mundo...” </em>(Mateo 5:13-14).   La ética secular no tiene guía para la rectitud, al contrario, el secular no encuentra buenos argumentos para hacer lo correcto, porque se guía por las decisiones propias de la gente, y su rectitud entonces es subjetiva.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">El humanismo secular, bien introducido en los centros de educación, niega la existencia de Dios, y pone el énfasis en el “hombre” solamente. El secularismo no puede ofrecer una guía de ética moral, por lo ya dicho anteriormente, que su rectitud es subjetiva, y es por eso que en realidad solamente el “Cristianismo”  lo puede hacer. La sencilla razón es porque la fuente del Cristianismo es la Palabra de Dios. Si el Cristianismo deja a un lado a la Palabra de Dios, o la diluye, entonces su ética llega a ser subjetiva también, y sin ningún valor moral.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Nuestro SEÑOR JESUCRISTO en el Sermón del Monte, hablando del lugar y la importancia de la Iglesia dentro de la sociedad, la llama la sal de la tierra (Mateo 5:13).   <em>“Ustedes son la sal de la tierra. Pero si la sal se vuelve insípida, ¿cómo recobrará su sabor? Ya no sirve para nada, sino para que la gente la deseche y la pisotee.” </em></span></p>
<p><span style="color:#000080;">El uso del Señor en el Sermón del Monte de la sal, es interesante, pues en aquellos tiempos la sal era aún mas indispensable que hoy día. La sal es un preservativo, y muy importante en los tiempos que no había refrigeración, porque la carne y el queso eran preservados con sal.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">La sal produce “sabor” a la comida. Una comida insípida no sabe nada bien. Aquí recordaremos que hoy día se nos dice que la sal no es buena, y a los que tienen la presión alta, les dicen que coman bajo de sal. Veamos algunos puntos sobre la sal y el sabor que produce:<br />
•    La Iglesia preserva al mundo del mal.<br />
•    La Iglesia le da “sabor” a la vida.<br />
•    La Iglesia tiene la “verdad”; tiene la “revelación”.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">La luz del mundo (Mateo 5:14-16). JESUCRISTO es la luz verdadera (Juan 8:12).<br />
<em>«Ustedes son la luz del mundo. Una ciudad en lo alto de una colina no puede esconderse.15 Ni se enciende una lámpara para cubrirla con un cajón. Por el contrario, se pone en la repisa para que alumbre a todos los que están en la casa.16 Hagan brillar su luz delante de todos, para que ellos puedan ver las buenas obras de ustedes y alaben al Padre que está en el cielo.». </em></span></p>
<p><span style="color:#000080;">El Cristiano no se puede esconder - « Una ciudad en lo alto de una colina no puede esconderse». Las ciudades antiguas eran construidas en montes, o en una altura por dos razones:   para una mejor defensa, y para ser vistas mejor.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">•    Una luz no se puede esconder. Otras versiones mencionan al “almud” en vez de cajón, que era una medida de capacidad 8.75 litros, y que no se podía esconder la lámpara debajo del almud o cajón, porque perdía su propósito (Biblia de las Américas).   La NVI dice: <em>“Ni se enciende una lámpara para cubrirla con un cajón.” </em><br />
•    El Cristiano resplandece en todo lugar (vv. 16). Con las buenas acciones se muestra quienes somos, y el buen testimonio es más importante que el testificarle a otro.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Mientras que la cultura secular glorifica las relaciones homosexuales, el adulterio, la fornicación, y todo tipo de actos inmorales, nuestro SEÑOR JESUCRISTO nos llama a ser diferentes, y a influenciar a la cultura secular con el Evangelio de nuestro Salvador. No podemos dejar que la cultura secular nos cambie, o influya a nuestras vidas, porque entonces llegaríamos a ser insípidos, y sin sabor moral.</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Que Dios les bendiga.<br />
</span></p>
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</item>
<item>
<title><![CDATA[Quem escreve assim não é gago]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/?p=653</link>
<pubDate>Sat, 12 Apr 2008 19:19:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.wordpress.com/2008/04/12/quem-escreve-assim-nao-e-gago/</guid>
<description><![CDATA[
«Esta notícia passou quase despercebida, mas é uma das mais importantes dos últimos tempos: seg]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>
<em>«Esta notícia passou quase despercebida, mas é uma das mais importantes dos últimos tempos: segundo o Daily Mail de 2 de Abril, as autoridades britânicas, pressionadas pela comunidade muçulmana, retiraram os livros homossexuais do currículo de duas escolas da cidade de Bristol.</em><br />
<!--more--><br />
<em>Até hoje, nenhum protesto cristão obteve resultado tão espectacular, seja em escolas da Europa ou dos EUA. Ao contrário, o ensino do homossexualismo expande-se formidavelmente até mesmo para crianças pequenas que não têm ainda sequer uma ideia clara do que são relações heterossexuais . Na mesma medida, aumenta a pressão do <em>establishment </em>contra as pregações religiosas, multiplicando-se por toda parte as ameaças. boicotes e punições voltados exclusivamente contra as organizações cristãs (v. <a href="http://www.silencingchristians.com/">http://www.silencingchristians.com/</a> ), jamais contra as muçulmanas. À atenção especial que estas últimas recebem do governo britânico correspondem, nos EUA, inúmeros e crescentes sinais de uma política mediática e empresarial calculada para dar à comunidade islâmica um estatuto privilegiado. O Walmart, a maior rede de supermercados da América, que em nome da “não-discriminação” chegou a trocar os votos de “Feliz Natal” por “Boas Festas” e a proibir a presença dos músicos do Exército da Salvação até mesmo no pátio dos seus estabelecimentos, acaba de abrir uma loja especial para muçulmanos, com funcionários obrigados a falar árabe e a receber seus clientes com cumprimentos religiosos islâmicos. O significado da medida torna-se mais que nítido quando se sabe que muitos lojistas têm sido punidos pela justiça por insistir em usar somente o inglês nos seus estabelecimentos. <strong>Quando a classe empresarial, o governo e a justiça boicotam o uso do idioma nacional e impõem o de uma língua estrangeira, a guerra cultural já alcançou aquele ponto em que a defesa da cultura local se torna crime, e a promoção da cultura estrangeira uma obrigação legal.</strong></p>
<p>Nos EUA, o desprezo da média aos sentimentos religiosos dos cristãos contrasta com suas manifestações de deferência quase psicótica ante as susceptibilidades islâmicas, ao ponto de que a simples menção ao sobrenome do meio do pré-candidato democrata Barack Hussein Obama é condenada como sinal de discriminação e “hate crime”.</p>
<p>No episódio de Bristol, a protecção governamental ao movimento gay , que jamais aceitaria recuar ante a indignação das comunidades cristãs, admitiu tranquilamente fazê-lo por exigência de uma minoria numericamente insignificante, mas acobertada, como já destaquei aqui, pelas simpatias cúmplices de membros da própria Casa Real (v. a nota “Absurdo sensato” em <a href="http://www.olavodecarvalho.org/semana/070514dc.html">Para compreender a revolução mundial</a>).</p>
<p>No caso, o reconhecimento oficial da autoridade religiosa como princípio demarcador dos limites últimos entre a decência e a indecência foi ostensivamente transferido das entidades cristãs e judaicas para as islâmicas, que se revelaram mais poderosas até do que as organizações gayzistas mais ruidosas e arrogantes. Após expulsar do espaço público a autoridade religiosa tradicional, a cultura do “humanismo secularista” se mostra impotente e servil ante as pretensões de uma nova autoridade, mais prepotente, vinda de fora. <span style="background:yellow;"><strong>O secularismo não entrou na História para fundar uma nova civilização, mas para servir de tampão provisório entre duas civilizações religiosas.</span></strong>»</em></p></blockquote>
<p><a href="http://www.olavodecarvalho.org/semana/080410dce.html">Texto de Olavo de Carvalho</a>. O sublinhado é meu. </p>
<p><font size="1"><a href="http://technorati.com/tag/islamismo" rel="tag"><img style="border:0;vertical-align:middle;margin-left:.4em;" src="http://static.technorati.com/static/img/pub/icon-utag-16x13.png?tag=islamismo" alt=" " />islamismo</a></font>, <font size="1"><a href="http://technorati.com/tag/secularismo" rel="tag"><img style="border:0;vertical-align:middle;margin-left:.4em;" src="http://static.technorati.com/static/img/pub/icon-utag-16x13.png?tag=secularismo" alt=" " />secularismo</a></font>, <font size="1"><a href="http://technorati.com/tag/laicismo" rel="tag"><img style="border:0;vertical-align:middle;margin-left:.4em;" src="http://static.technorati.com/static/img/pub/icon-utag-16x13.png?tag=laicismo" alt=" " />laicismo</a></font>, <font size="1"><a href="http://technorati.com/tag/cultura" rel="tag"><img style="border:0;vertical-align:middle;margin-left:.4em;" src="http://static.technorati.com/static/img/pub/icon-utag-16x13.png?tag=cultura" alt=" " />cultura</a></font>, <font size="1"><a href="http://technorati.com/tag/cristianismo" rel="tag"><img style="border:0;vertical-align:middle;margin-left:.4em;" src="http://static.technorati.com/static/img/pub/icon-utag-16x13.png?tag=cristianismo" alt=" " />cristianismo</a></font>, <font size="1"><a href="http://technorati.com/tag/Olavo de Carvalho" rel="tag"><img style="border:0;vertical-align:middle;margin-left:.4em;" src="http://static.technorati.com/static/img/pub/icon-utag-16x13.png?tag=Olavo de Carvalho" alt=" " />Olavo de Carvalho</a></font></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Secularismo é bobagem]]></title>
<link>http://fabriciopontin.wordpress.com/?p=572</link>
<pubDate>Wed, 09 Apr 2008 18:21:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>fabriciopontin</dc:creator>
<guid>http://fabriciopontin.wordpress.com/2008/04/09/secularismo-e-bobagem/</guid>
<description><![CDATA[I don&#8217;t know what you have against God, but some of us don&#8217;t have much against him. We l]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>I don't know what you have against God, but some of us don't have much against him. We look forward to him and his blessings... I'm trying to understand the philosophy that you want to spread in the state of Illinois... This is the Land of Lincoln where people believe in God.. what you have to spew and spread is extremely dangerous... it's dangerous for our children to even know that your philosophy exists. Get out of that seat! You have no right to be here! We believe in something. You believe in destroying! You believe in destroying what this state was built upon"</p></blockquote>
<p>Horror completo. Debate aqui em Springfield, quando um deputado <em>ousou</em> sugerir que se mencionasse o ateísmo nas escolas, e educação religiosa fosse retirada das escolas públicas no formato atual de <em>catequismo. </em></p>
<p>Ou seja: estava coberto de razão.</p>
<p>A reação ali em cima é de outra deputada, que, pelo visto, acha que ateísmo é mais perigoso que, sei lá, extremismo ou fundamentalismo tosco. Bando de gente que não entendeu uma vírgula do que é a modernidade, e, no entanto, estão tomando as decisões pela gente.</p>
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]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Bill Maher]]></title>
<link>http://naturalmente.wordpress.com/?p=340</link>
<pubDate>Mon, 07 Apr 2008 03:30:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>joaopc</dc:creator>
<guid>http://naturalmente.wordpress.com/2008/04/07/bill-maher/</guid>
<description><![CDATA[
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/51NzP64uyz0'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/51NzP64uyz0&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Igreja e a dificuldade do "caminho intermédio"]]></title>
<link>http://naturalmente.wordpress.com/?p=339</link>
<pubDate>Sat, 05 Apr 2008 21:12:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>joaopc</dc:creator>
<guid>http://naturalmente.wordpress.com/2008/04/05/a-igreja-e-a-dificuldade-do-caminho-intermedio/</guid>
<description><![CDATA[A propósito da intervenção do Arcebispo e dos seus ecos, este texto também está cinco estrelas:]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>A propósito da intervenção do Arcebispo e dos seus ecos, este texto também está cinco estrelas:</p>
<p><em>«(...) Que eu saiba, nada num Estado laico que o seja de facto - e o português tem ainda tiques confessionais - impede a Igreja Católica de ter um lugar na praça pública e de intervir enquanto força social. Pelo contrário, uma entidade estatal efectivamente neutra em matéria religiosa pretende precisamente que as organizações religiosas ocupem o mesmo lugar que as associações culturais, ambientais, desportivas, sociais e cívicas de um modo geral: independentes do Estado e livres de intervir no espaço público. Para mais, Constança Cunha e Sá esquece-se (ou finge não saber) que quando a Igreja Católica fala não é apenas para os seus crentes, tal como demonstra a recente polémica a respeito do fim do divórcio litigioso: se a Santa Sé falasse apenas para o seu rebanho, estaria neste momento a tentar convencer os católicos a não se divorciarem, mas, em vez disso, insurge-se contra a possibilidade de todos os portugueses, seja qual for a sua religião se alguma, poderem terminar um casamento sem litigio. Do mesmo modo, se a Igreja Católica discursasse apenas para dentro, não teria tentado impedir que cada cidadão - católico ou não - pudesse decidir de sua consciência se quer ou não interromper uma gravidez, não tentaria vedar a possibilidade de qualquer cidadão poder casar-se com uma pessoa do mesmo sexo ou decidir que espaços religiosos ter ou serviços religiosos receber num hospital, se os quiser receber sequer. Se a Igreja Católica falasse apenas para dentro, estaria a convencer os membros do seu rebanho a não abortarem ou a boicotarem casamentos homossexuais; em vez disso, faz pressão para impôr pela via legislativa a sua doutrina a todos nós, católicos ou não.</em></p>
<p><em>Assim sendo, não se percebe porque é que Constança Cunha e Sá acha existir uma contradição entre os que defendem que a Igreja deve restringir-se às quatro paredes da vida privada (nos quais eu não me incluo) e, ao mesmo tempo, comentam todo o discurso feito pelo Vaticano. Do fundo da sua fé, a jornalista sofrerá possivelmente daquele mal muito católico (e não só) de achar que se tem alguma forma de propriedade exclusiva da verdade, o que não é novidade nenhuma. Basta conhecer as posições que o actual e o anterior Papa sob a orientação de Joseph Ratzinger tomaram a respeito do valor da fé católica: é a única verdadeira, o único caminho e a forma mais perfeita de mensagem divina. Com tamanha abundância de certeza, percebe-se que a Igreja e tantos católicos se julguem no direito de ditar à sociedade as regras que acham que ela deve seguir para o seu próprio bem, à imagem e semelhança de outras imposições que a Santa Sé em tempos fez cair sobre a vida de todos, católicos ou não. E percebe-se também o porquê de tantos acharem que ou a Igreja dita leis e comportamentos a todos os cidadãos, ou estão a empurrá-la que nem brutos para a privacidade entre quatro paredes: é que o catolicismo tem pouca prática no caminho intermédio entre esses dois extremos, nunca foi muito bom a recrutar ou a manter fiéis apenas e só pela força da palavra. Está antes habituado ao autoritarismo de uma ortodoxia e prefere a via da imposição assim que se apanha numa posição de força - real ou não - e por isso acha estranho esta coisa de desempenhar um papel na esfera pública sem se devotar a ditar regras aos não-católicos. E por muito que estranhe, não entranha nem por nada.»</em></p>
<p style="text-align:right;">Héliocoptero in <a title="tempos de demasiada certeza" href="http://penatespublici.blogspot.com/2008/04/tempos-de-demasiada-certeza.html" target="_blank">Penates Publici</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Igreja e o "Estado Ateu"]]></title>
<link>http://naturalmente.wordpress.com/?p=336</link>
<pubDate>Sat, 05 Apr 2008 19:26:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>joaopc</dc:creator>
<guid>http://naturalmente.wordpress.com/2008/04/05/a-igreja-e-o-estado-ateu/</guid>
<description><![CDATA[A Igreja Católica é um verdadeiro maná do disparate. Já nem falo da militância de base, o sal d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">A Igreja Católica é um verdadeiro maná do disparate. Já nem falo da militância de base, o sal da terra, o povo supersticioso e temente, mas os cidadãos que lideram o rebanho, padres, bispos e até Papas - muito menos propensos, porém, a disparatar, até porque têm uma legião de assessores a polir a mensagem. As chefias intermédias, retomando, encarregam-se brilhantemente da missão.</p>
<p class="MsoNormal">O último grande disparate apostólico romano em Portugal veio do Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga. A Igreja perde peso na sociedade ocidental, cujo estilo de vida é cada vez menos compatível com a moralidade católica e, em vez de reflectir sobre as razões profundas do fenómeno, não, faz como o Arcebispo: Estrebucha, grita, acusa, arranja um bode-expiatório e sacode a água do capote. São “eles”, os sacanas dos incréus!</p>
<p class="MsoNormal">Convém, desde logo, perceber que os incréus são uma consequência, não são uma causa…</p>
<p class="MsoNormal">O Arcebispo, para variar - num tempo em que nunca houve tanta liberdade religiosa e em que a Igreja Católica mantém imensos privilégios e mordomias, em que é proprietária de um poderoso aparelho de comunicação social, que vai desde os pasquins da paróquia à Rádio Renascença e em que nunca teve tanta voz (a internet, meu Deus!) - coloca a sua organização no papel de vítima (digo eu, dos suspeitos do costume, jacobinos, pedreiros livres, gays e lésbicas, comunistas e outros pervertidos afins), advertindo que o Estado não pode ser “militantemente ateu” e que deve dar (mais?!) condições para os crentes viverem a sua religião...</p>
<p class="MsoNormal">Se o ridículo pagasse impostos….</p>
<p class="MsoNormal">Numa coisa concordo, sem dúvida, o Estado não deve ser nem militantemente ateu nem militantemente religioso, ponto final. O que o Arcebispo não entende, por outro lado, é que não é o Estado que está a ficar mais “ateu” (i.e., menos católico), mas sim o tecido social, ou seja, somos todos nós. E o Estado, como deve ser, também somos nós. Os políticos são o nosso espelho. É tão simples como isso. Tão simples quanto o “sal da terra” ser cada vez menos ignorante e condicionável. É mais livre, tão só, e a Igreja convive mal com essa realidade.</p>
<p class="MsoNormal">Agora, quem esteve bem, mas mesmo muito bem foi o inevitável Vasco Pulido Valente, homem de vistas largas e lucidez inquietante. Foi no Público de sexta (ontem) e reduz o Arcebispo à sua crescente irrelevância. Merece transcrição e multiplicação:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><strong><em>Um governo militantemente ateu?</em></strong></p>
<p class="MsoNormal"><em>Com o risco de repetir Constança Cunha e Sá, insisto no tema. D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga e presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, disse esta semana que “o Estado não pode ser militantemente ateu” e “deixar de reconhecer” e “respeitar” a religião de cada um. O que estaria muito bem se D. Jorge não acrescentasse que o Estado deve também “proporcionar” a cada um “as condições necessárias” para “viver” essa “religião”.</em></p>
<p class="MsoNormal"><em>Evidentemente, quando D. Jorge pede ao Estado um papel activo, não pensa, por exemplo, nos vários ramos do protestantismo, no judaísmo ou no islamismo. Pensa na Igreja Católica Apostólica Romana e o que lhe custa é a progressiva perda de influência da Igreja na sociedade portuguesa, por iniciativa ou perante a indiferença de um Estado que, historicamente, a tinha promovido e sustentado. </em></p>
<p class="MsoNormal"><em>O arcebispo protesta com veemência contra “a incrível exclusão da presença católica” do “ambiente público” e do “ambiente político”. Mas nenhuma liberdade de nenhuma espécie foi tirada à Igreja. Nem a liberdade de se exprimir, nem a de se reunir, nem a de se manifestar. Se a sua “presença” no “ambiente” público e político não é maior, só se pode queixar de si própria e de uma cultura, a cultura do Ocidente “liberal”, que não a favorece. O Papa Ratzinger avisou que a Igreja se iria inevitavelmente tornar numa pequena minoria ignorada e fraca; e que o tempo triunfante da aliança com o Estado acabara para sempre. Só que a realidade não dói menos por ser prevista e até esperada. O episcopado e os católicos não se resignam ao lugar que é neste momento o seu e tomam por um “ataque” o que não passa, no fundo, do curso “natural” das coisas. </em></p>
<p class="MsoNormal"><em>O resultado do referendo sobre o aborto, o “facilitismo” do divórcio, a união de facto e o casamento de homossexuais (que não tardará) não são um “ataque” do Estado à Igreja Católica. São a consequência - em Portugal, como em Espanha ou em Inglaterra - dos valores que a maioria adoptou e pratica. É compreensível e legítimo que a Igreja se insurja contra tudo isto. Já não é compreensível e legítimo que declare o pobre governo do PS “militantemente ateu” e, ainda por cima, por obra e graça de “forças” que Sócrates não “vigia”. Se a Igreja quer recuperar o que perdeu, esqueça finalmente o Estado e os ridículos privilégios de que ainda goza, e venha para a rua. Não há outra maneira de ganhar uma existência pública e política.</em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;">Vasco Pulido Valente in Público 4 de Abril de 2008</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Margaret Atwood]]></title>
<link>http://naturalmente.wordpress.com/?p=331</link>
<pubDate>Wed, 26 Mar 2008 17:26:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>joaopc</dc:creator>
<guid>http://naturalmente.wordpress.com/2008/03/26/margaret-atwood/</guid>
<description><![CDATA[Excelente entrevista, em três partes, à escritora norte-americana Margaret Atwood. Agnóstica, a a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Excelente entrevista, em três partes, à escritora norte-americana Margaret Atwood. Agnóstica, a autora desenvolve aqui algumas das suas ideias acerca dos perigos da religião e das teocracias:</p>
<p align="center">1ª Parte</p>
<p align="center"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/VMrz_ivl8jo'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/VMrz_ivl8jo&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p align="center">2ª Parte</p>
<p align="center"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/QmVD7XcRb6Y'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/QmVD7XcRb6Y&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p align="center">3ª Parte</p>
<p align="center"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/TPDt73n7HD0'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/TPDt73n7HD0&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[É tudo verdade]]></title>
<link>http://fabriciopontin.wordpress.com/?p=461</link>
<pubDate>Wed, 12 Mar 2008 07:53:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>fabriciopontin</dc:creator>
<guid>http://fabriciopontin.wordpress.com/2008/03/12/e-tudo-verdade/</guid>
<description><![CDATA[
(Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)
Sério.
Para enaltecer a defesa da vida, lema da Campanha da Fra]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://g1.globo.com/Noticias/Rio/foto/0,,13926285-EX,00.jpg" alt="" width="494" height="310" /></p>
<p><em>(Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)</em></p>
<p><a href="http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL346477-5606,00.html">Sério.</a></p>
<blockquote><p>Para enaltecer a defesa da vida, lema da Campanha da Fraternidade de 2008, “Escolhe, pois a vida”, a Arquidiocese do Rio adotou como símbolo um boneco no formato e do tamanho de um feto de três meses de gestação. Além do cartaz afixado nos murais, algumas igrejas como a de Santa Margarida Maria, na Lagoa, e São Judas Tadeu, no Cosme Velho, na Zona Sul do Rio, deixaram o boneco em exposição no altar.</p></blockquote>
<p>Não, é sério mesmo.</p>
<blockquote><p>Na Igreja de Santa Margarida Maria, o feto foi colocado num pote de vidro com gel branco, que dá a impressão de o boneco estar envolto na placenta. O pote fica no altar, ao lado do cartaz da campanha.</p></blockquote>
<p>Fora de brincadeira...</p>
<blockquote><p>Na Igreja de São Judas Tadeu, o boneco foi colocado numa almofada branca, sobre um pequeno pedestal forrado com uma toalha branca rendada. O feto está na frente do altar. Segundo a dona-de-casa Cacilda Almeida, freqüentadora da igreja, os fiéis menos atentos só reparam no símbolo da campanha no momento da missa.</p>
<p>“Se ele não estivesse colocado na frente do altar, seria difícil notar. Mas é bom que cause impacto sobre a juventude para que ela perceba que<strong> a partir da fecundação já tem um coração pulsando no corpo da mãe</strong>, já tem uma vida. Acabar com essa vida é crime”, disse Cacilda.</p></blockquote>
<p>Quem acha que a dona Calcida tem oitenta anos de vida levanta a mão direita ! ( <em>a outra direita, Habkost!</em>) Quem acha que a dona Calcida tá com um problema sério sobre  a formação do sistema circulatório levanta a mão esquerda também!</p>
<blockquote><p>Dom Antônio, que antes de se ordenar padre foi pediatra, disse pegou na internet vídeos com cenas de aborto, feitos por grupos em favor da vida, que utilizou em duas palestras fechadas que realizou recentemente. Ele negou que os vídeos sejam exibidos nas igrejas. Segundo ele, as palestras foram pedidas por pessoas ligadas à igreja que sabem que ele foi médico.</p></blockquote>
<p>Parece que o Dom Antônio também curte ver uns vídeos de cropofilia no pornotube. Mas ele sempre confessa depois, viu?</p>
<blockquote><p>O texto prossegue com <strong>o cardeal considerando o aborto como o maior dos crimes</strong>, “pois trata-se do assassinato de inocentes indefesos. E não nos venham com argumentos forjados e absurdos, afirmando que a mulher tem direito ao seu corpo. Jamais uma criança por nascer pode ser considerada “parte” do corpo da mãe, ainda que dependa vitalmente dela para se desenvolver. É bom acentuá-lo, claramente. O útero materno é o sacrário da vida de uma pessoa por nascer. A Igreja declara-se em favor da pessoa humana, que começa a existir no momento em que o óvulo é fecundado”.</p></blockquote>
<p>Pior que pedofilia? Puxa, imagina. Se começarem a abortar muita criança, daí que vai sobrar menos para brincar de glory-hole na sacristia! (passei do limite?)</p>
<blockquote><p>Com alunos menores, o tema é abordado nas aulas de ensino religioso e ciências. Com atividades com o objetivo de sensibilização e compreensão do que é a vida, como fenômeno natural, dádiva divina e bem individual e coletivo. A reprodução humana é um dos inúmeros aspectos envolvidos, mas segundo o colégio é tratado de forma adequada para cada idade.</p></blockquote>
<p>Eu lembro das aulas de educação sexual no dom bosco. Trauma completo. Pior que isso só o petismo endêmico propagado pelos professores que quase estragou a minha vida. Minha sorte é que eu tava tão pouco ligado na aula, que a coisa não pegou.</p>
<p>Ufa.</p>
<p>___</p>
<p>Disclaimer: Oi, se tu é um membro da juventude católica que procurou "aborto é um crime" ou "toda vida é sagrada", por favor, não perca tempo comentando, tá? Tipo, sei lá, vai te chapar lá no teu CLJ, que é para isso que serve mesmo, né. Mas eu entendo vocês, eu juro, na boa - não pode trepar, vai ter que se intoxicar, né? Normal.</p>
<p>Olha, eu só fico irritado com esta palhaçada, porque atrasa o debate, porque torna o debate profundamente dividido em termos que não importam - importa a opinião dos padres para os católicos, não para o público em geral. Imagens de aborto são horríveis? Aposto que uma apendicite deve ser bem feia também. E eu já vi imagens de vivisecção de bixos que fariam jesus chorar sangue na sexta feira de cinzas.</p>
<p>Se tu é católico e quer acreditar nisso, tudo bem. Mas não me vem com esta. Toda vida é sagrada? Mesmo? Em que sentido? Sacro também é sacralizável, e disto a igreja entende bem. Especialmente <em>esta</em> igreja.</p>
<p>Eu detesto escrever em termos tão gerais, porque pode parecer que eu sou um anti-católico babaca que leu Nietzsche e achou tudo lindo demais. Não é isso.  Não acho que todo padre seja pedófilo, mas não acho que toda mulher que pratica um aborto seja uma assassina.</p>
<p>E é justamente isso que os padrecos estão fazendo, estão fazendo generalizações e lavagem cerebral; o problema é político e multi-facetado - e a mudança na legislação brasileira sobre o tema é inevitável, até porque a nossa legislação é profundamente incoerente (aceita o argumento da in-hospitabilidade da mãe no caso de estupro, mas não aceita em qualquer outro - ora, a vida decorrente de estupro é menos digna do que a outra? que diabos?). Se tu não consegue entender as nuances, porque tua concepção de mundo é dogmática e aberrante, vai te trancar na tua paróquia e cuidar da rotina de limpeza do altar antes de abrir a boca para falar merda.</p>
<p>Pior que tem um monte de padre que eu conheci, com quem tive aula, ou com quem convivi, e que são pessoas fantásticas. Mas o problema é quando chega no dogma, a coisa vira uma doença - dá quase para dar razão pro Dawkins quando ele diz que neste sentido o pensamento religioso funciona como um virus nos teus standards morais.</p>
<p>Bem, não acho que isso vai dar polêmica, porque ninguêm lê nada. Mas não custa tentar.</p>
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]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Christopher Hitchens Ilustrado e Legendado]]></title>
<link>http://alxnd.wordpress.com/2008/02/27/christopher-hitchens-ilustrado-e-legendado/</link>
<pubDate>Wed, 27 Feb 2008 13:52:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>alxnd</dc:creator>
<guid>http://alxnd.wordpress.com/2008/02/27/christopher-hitchens-ilustrado-e-legendado/</guid>
<description><![CDATA[Por Christopher Hitchens
Ilustrações por 43alley
Legendas por Alexandre Schulter
Este vídeo é um]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Por <b>Christopher Hitchens</b><br />
Ilustrações por <a href="http://www.youtube.com/43alley">43alley</a><br />
Legendas por <b>Alexandre Schulter</b></p>
<p>Este vídeo é uma ilustração legendada por mim do discurso inicial de Christopher Hitchens no <a href="http://richarddawkins.net/article,1752,Debate-between-Christopher-Hitchens-and-Alister-McGrath,Christopher-Hitchens-Alister-McGrath">famoso debate com Alister McGrath</a> sobre crença religiosa no mundo moderno. O debate foi realizado em 2007 e esse trecho tem 13 minutos, em duas partes:</p>
<p><!--more--><br />
http://www.youtube.com/watch?v=JEYvbQlkF_s<br />
<span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/JEYvbQlkF_s'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/JEYvbQlkF_s&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span><br />
http://www.youtube.com/watch?v=QtZLU6rOkys<br />
<span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/QtZLU6rOkys'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/QtZLU6rOkys&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p>Abaixo a transcrição completa em português desse trecho do debate.</p>
<blockquote><p>Quando debato com Judeus e Muçulmanos e Cristãos sempre pergunto "bem, você realmente acredita que um nascimento virgem aconteceu, você realmente acredita numa criação do Gênesis, você realmente acredita em ressurreição de um corpo?" Sempre recebo uma resposta do tipo Monty Python. "Bem, há na verdade um pouco de metáfora"</p>
<p>Não estou certo - vou descobrir - estou determinado em descobrir nesta noite qual linha segue o meu antagonista e quero que vocês notem e quero que vocês o testem porque acho que é justo e irei falar com ele e com vocês como se ele representasse de fato a fé Cristã.</p>
<p>Não conseguirei tratar dos três monoteísmos hoje a noite. Talvez possa golpear os outros dois durante essa discussão, mas posso apenas tratar do dele e irei assumir que significa algo pra ele e que ele não é apenas um humanista metafísico. Acho que posso assumir isso.</p>
<p>O principal ponto que quero disputar esta noite é isso: vocês escutam muitas vezes de pessoas de vaga fé que, enquanto pode não ser o caso das religiões serem metafisicamente verdadeiras, seus personagens e estórias serem lendários ou habitarem o limiar da mitologia, pré-história, suas alegações podem ser risíveis.</p>
<p>Nós temos explicações melhores para as origens e nascimento do nosso cosmos e nossas espécies agora, tão melhor que, de fato, se estivessem disponíveis desde o início, religião nunca teria surgido. Ninguém hoje iria de volta ao estágio onde não tínhamos qualquer filosofia real, tínhamos apenas mitologia, quando nós pensávamos que vivíamos em um planeta plano ou quando pensávamos que nosso planeta era circulado pelo sol ao invés do contrário, quando nós não sabíamos que haviam microorganismos mais poderosos que nós e que tinham domínio sobre nós ao invés de nós sobre eles, quando éramos medrosos da infância da nossa espécie.</p>
<p>Nós não teríamos adotado Teísmo se soubéssemos o que sabemos agora, mas deixe tudo isso, desconsiderando tudo isso, você ainda teria que dar crédito à religião por ser a fonte de ética e moral: "de onde tiraríamos isso senão da fé?" Acho que, com o tempo que tempo, esse é a posição que mais quero arruinar.</p>
<p>Não acredito que religião seja moral ou ética e certamente não acredito que quaisquer de suas explicações sobre a origem da nossa espécie ou do Cosmos ou seu destino final sejam verdadeiras também. Na verdade, acho que a maior parte tem sido conclusivamente, completamente descreditado, mas tratarei da alegação restante de que é moral. Ok, posso apenas tratar de Cristianismo esta noite. É moral acreditar que seus pecados, seus e meus, senhoras e senhores, irmãos e irmãs, podem ser perdoados pela punição de outra pessoa? É ético acreditar nisso?</p>
<p>Eu sugeriria que a doutrina da vicária redenção através de sacrifício humano é totalmente imoral. Eu poderia, se quisesse, se conhecesse alguém de vocês, você fosse meu amigo ou mesmo se não conhecesse você mas amasse a idéia de você (amor compulsório é outro elemento doentio do Cristianismo, apropósito), mas suponha que eu possa dizer "veja, você está devendo, eu acabei de ganhar bastante dinheiro com um livro que detona Deus, pagarei suas dívidas, talvez você irá me pagar um dia, mas por agora posso livrá-lo do problema"</p>
<p>Poderia dizer a alguém amo e que foi sentenciado à prisão que cumpriria sua sentença, eu tentaria e faria. Poderia fazer o que Sydney Carton faz em Lenda de Duas Cidades (Dickens), se desejarem, mas muito provavelmente não o farei a não ser que vocês foram incrivelmente doces comigo, assumirei seu lugar no enforcamento, mas não posso sumir com suas responsabilidades. Não posso perdoar o que você fez, não posso dizer que não o fez, não posso limpá-lo. O nome para isso na sociedade do oriente médio primitivo era bode expiatório. Você empilha os pecados da sua tribo em um bode e guia o bode para o deserto para morrer de sede e fome. E você acha que se livrou os pecados da sua tribo. Essa é uma doutrina positivamente imoral que anula a idéia de responsabilidade pessoal sobre a qual toda ética e toda moral deve depender.</p>
<p>E há ainda mais uma implicação. Me dizem que tenho parte nesse sacrifício humano apesar que aconteceu muito antes de eu nascer. Não pude dizer qualquer coisa, não fui consultado sobre isso, se estivesse presente me sentiria obrigado a fazer o melhor que pudesse para interromper a tortura e execução de um pregador excêntrico. Faria o mesmo ainda hoje.</p>
<p>Não, não, não, estou comprometido nisso, eu, eu mesmo, finquei os pregos, estava presente no Calvário, isso confirma o pecado original nojento no qual fui concebido e nasci, o pecado de Adão e Eva. Novamente, isso pode soar à uma crença insana, mas é a crença Cristã.</p>
<p>Bem, é aqui que podemos perceber algo muito sinistro sobre Monoteísmo e sobre a prática religiosa em geral. É incipientemente pelo menos e geralmente acho explicitamente totalitário, porque não posso opinar. Nasci sobre uma ditadura celestial a qual não poderia ter escolhido. Não me submeto à seu Governo. Me dizem que pode me observar enquanto durmo. Me dizem que pode me condenar por causa de, aqui a definição de totalitarismo, crimes do pensamento, por causa do que eu penso posso ser sentenciado e condenado.</p>
<p>E se eu cometer uma ação correta, é apenas para evitar essa punição e se cometer uma ação errada, serei pego não apenas com punição na vida pelo que fiz, mas não, mesmo depois de morrer. No Velho Testamento, repulsivo do jeito que é, recomendador do jeito que é sobre genocídio, racismo, tribalismo, escravidão, multilação de genitais, deslocação e destruição de outros, terrível como são os Deuses do Velho Testamento, eles não prometem punir os mortos. Não há conversa sobre tortura após a terra ter sido fechada. Só depois quando o Jesus gentil, meigo e suave, faz sua aparição é que aqueles que não aceitam a mensagem são comunicados que devem partir para o fogo eterno. Isso é moralidade? Isso é ética?</p>
<p>Sugiro que não apenas não é, não apenas isso traz a falsa promessa de redenção, mas é também a origem do princípio totalitário o qual tem sido um peso e vergonha tão grades para a nossa espécie por tanto tempo.</p>
<p>Também acho que isso denigre nossa integridade mais essencial. Dissolve nossa obrigação de viver e testemunhar em verdade. Quem de nós diria que acreditaria em algo porque poderia nos alegrar ou diria às nossas crianças que algo é verdade para secar suas lágrimas? Quem de nós perde-se em pensamentos desejosos, quem afinal se importa com a perseguição da verdade à todo custo e perigo?</p>
<p>Não pode ser dito, você não ouve ser dito repetidamente sobre religião e pelos religiosos eles mesmos, bem pode não ser realmente verdade, as estórias podem ser contos de fadas. A história pode ser dúbia, mas fornece consolo. Pode alguém ouvir a si mesmo ou ter escutado isso de si mesmo sem algum tipo de constragimento, sem a concessão que o pensamento aqui é diretamente desejoso, que, sim, seria legal se você pudesse jogar seus pecados e responsabilidades em outra pessoa, mas não é verdade e não é moral e essa é minha segunda acusação.</p>
<p>Sobre nossa integridade, integridade básica, saber diferenciar o certo do errado e ser capaz de escolher a ação correta, acho que devemos repudiar a alegação de que não temos discriminação moral natural, que, não, ao invés disso deve vir apenas da agência de ditadura celestial a qual devemos amar e simultaneamente temer.</p>
<p>Como é que é, nunca tentei, nunca fui um Clérigo, como é que é passar a vida mentindo para crianças. E dizer a elas que tem uma autoridade que devem amar, amar compulsoriamente? Que idéia grotesca e ficar aterrorizado disso ao mesmo tempo. Como é que é? Quero saber</p>
<p>E dizer que não temos um senso natural de certo e errado, que crianças não tem um senso natural de justiça e decência, a qual é claro que tem. Como é que é? Posso personalizar até esta extensão, disseram aos ancestrais judeus da minha mãe que antes que chegassem ao Sinai, eles estavam se arrastando pelo deserto com a impressão de que adultério, assassinato, roubo e perjúrio não eram um problema, e chegaram ao Monte Sinai apenas para serem instruídos de que isso não era adequado afinal de contas.</p>
<p>Me desculpem, vocês devem ter mais respeito próprio e para com os outros do que isso. É óbvio que as estórias são ficção. São uma fabricação exposta conclusivamente pela arqueologia israelita. Nada do tipo nunca aconteceu, mas suponha que tomemos como uma metáfora? É um insulto, é um insulta a nós, é um insulto a nossa integridade mais profunda.</p>
<p>Se acreditássemos que perjúrio, assassinato e roubo não fossem errados, não teríamos chegado mais longe que a base do Monte Sinai ou qualquer outro lugar.</p>
<p>Agora nos dizem no que temos que acreditar, estou chegando na questão da ciência, razão e religião são compatíveis ou, como prefiro, reconciliáveis. O grande Stephen J. Gould acreditava que elas eram magistérios não sobrepostos, você pode ser um crente e uma pessoa de fé.</p>
<p>Assim é como eu, um não-cientista, dirá que isso é mais radicalmente irreconciliável do que é incompatível. Peguei as melhores opiniões sobre quanto tempo o Homo Sapiens esteve no planeta. Carl Sagan, Richard Dawkins e muitos outros, e muitas visões discrepantes das deles calculam que não é mais que 250.000 anos, um quarto de milhão de anos. Não é menos, também. Acho que é aproximadamente aceito. 100.000 é o menor que ouvi e de fato eu estava para dizer, novamente para não soar muito judeu, assumirei 100.000. Só preciso de 100.000.</p>
<p>Por 100.000 anos Homo sapiens nasceram, usualmente, talvez não usualmente, mas frequentemente morrendo no processo ou matando a mãe no processo e a expectativa de vida provavelmente não muito maior que 20, 25 anos. Morrendo provavelmente dos dentes, perto como estão do cérebro ou de de fome ou microorganismos que eles não sabiam que existiam ou de eventos dos tipos como vulcânicos ou tsunami ou terremotos que teriam sido aterrorizantes e misteriosos também, assim como algumas brigas por mulheres, terra, propriedades, comida e outros assuntos. Você pode imaginar você mesmo como os primeiros milhares de anos foram.</p>
<p>E gostamos de pensar que aprendemos um pouco no processo e certamente deuses durante tudo isso, adorando ursos no início, consigo imaginar por quê, às vezes adorando outro ser humano, (grande erro, voltarei nisso se tiver tempo), isso e aquilo e outra coisa, mas exponencialmente talvez melhorando, apesar que em algumas áreas do mundo quase morrendo completamente. Uma luta amarga por todo caminho.</p>
<p>De acordo com a fé Cristã, o céu observa isso com braços cruzados por 98.000 anos e então decide, nossa, é hora de intervir e a melhor maneira de fazer isso é com um sacrifício humano na Palestina primitiva onde a notícia demoraria tanto para se espalhar que ainda hoje não penetrou grandes partes do mundo e isso seria a redenção da espécie humana.</p>
<p>Agora submeto a vocês, senhoras e senhores, que isso é, o que acabei de dizer que vocês devem acreditar para acreditar na revelação Cristã não é possível acreditar, assim como não é decente acreditar. Por quê não é possível? Porque o nascimento de uma virgem é mais provável que isso. Uma ressurreição é mais provável que isso e porque se isso fosse verdade, teria duas implicações a mais. Significaria que o projetista deste plano era inacreditavelmente preguiçoso e inepto ou inacreditavelmente insensível e cruel e indiferente e extravagante. Este é o caso contra todo argumento de projeto ou todo argumento de revelação e intervenção que já foi feito. Mas não é conclusivo por causa do conhecimento superior que conseguimos para você com nosso empenho infindável contra padres, contra Rabinos, contra Mulás que sempre quiseram que nós nos considerássemos feitos a partir do pó ou de um coágulo de sangue, de acordo com o Corão, ou como os Judeus que supostamente devem rezar toda manhã, ao menos não as mulheres e gentios.</p>
<p>E este é o meu ponto final, o insulto final que religiões nos entregam, o veneno final que injeta no nosso sistema. Elas apelam tanto para a nossa maldade, nosso auto-centrismo e nosso solipsismo e ao nosso masoquismo. Em outras palavras, é sadomasoquista.</p>
<p>Vou colocar assim: você é um coágulo de sangue, um pedaço de barro, você tem sorte de estar vivo, Deus lhe deu forma de acordo com sua conveniência, apesar de que você nasceu da sujeira e pecado e apesar de que toda religião que já existiu é distinguida principalmente pela idéia de que nós deveríamos ter aversão de nossa própria sexualidade. Me dê o nome de uma religião que não brinca com esse fato. Então você é sortudo por estar aqui, originalmente pecaminoso e coberto de vergonha e sujeira como você é, você é uma criatura desprezível, mas veja, o Universo foi projetado como você em mente e o céu tem um plano para você.</p>
<p>Senhoras e senhores, fecho dizendo que não posso acreditar que há aqui uma pessoa pensante que não percebe que nossa espécie começaria a crescer em direção ao seu pontencial máximo se deixasse essa criancisse para trás, se emancipasse dessa infantilidade sinistra e sem sentido.</p>
<p>Agora deixo a palavra ao bom Dr. McGrath. Obrigado.</p></blockquote>
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