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	<title>rockstars &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "rockstars"</description>
	<pubDate>Sun, 07 Sep 2008 02:05:58 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Kurt Cobain Nirvana]]></title>
<link>http://escoladorock.wordpress.com/?p=1108</link>
<pubDate>Fri, 05 Sep 2008 23:01:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>Josi Vice</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Kurt Donald Cobain (Aberdeen, Washington, 20 de fevereiro de 1967 — Seattle, Washington, 5 de abr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://escoladorock.files.wordpress.com/2008/09/02_mhg_cult_cobain1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1112" title="kurt_cobain" src="http://escoladorock.wordpress.com/files/2008/09/02_mhg_cult_cobain1.jpg" alt="" width="459" height="293" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Kurt Donald Cobain</strong> (Aberdeen, Washington, <span class="mw-redirect">20 de fevereiro</span> de 1967 — Seattle, Washington, <span class="mw-redirect">5 de abril</span> de 1994) foi um músico <span class="mw-redirect">norte-americano</span>, mais conhecido por ser o vocalista e compositor da banda Nirvana, dos arredores de Seattle, Washington. É tido como um dos maiores artistas da década de 90. <sup class="reference">[1]</sup></p>
<p style="text-align:justify;">Cobain formou o Nirvana juntamente com o baixista e amigo Krist Novoselic em 1987. Em dois anos, a banda fixou-se como um dos principais grupos do cenário local. Em 1991, a chegada da música "Smells Like Teen Spirit" marcou o início de uma dramática e eletrizante mudança no mundo do rock &#38; roll, que afastou dos holofotes os estilos glam metal, arena rock e dance-pop para dar lugar ao grunge e ao rock alternativo. A indústria da música considerou a canção como "hino de uma geração inteira" e, com isso, Cobain ganhou o título de "porta-voz" da denominada Geração X.</p>
<p style="text-align:justify;">Kurt viveu uma vida marcada pela depressão, desgastes emocionais e vícios em drogas. Os últimos anos de sua vida foram castigados pela dependência exagerada de heroína, pela forte pressão exercida pela mídia e por sua conturbada relação com a esposa Courtney Love. No dia 8 de abril de 1994, Kurt Cobain foi encontrado morto em sua casa em Seattle.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span class="mw-headline">Infância e juventude</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;">Kurt Cobain é filho de Wendy e Donald Cobain e nasceu às seis horas e cinquenta e sete minutos <sup class="reference">[2]</sup> do dia <span class="mw-redirect">20 de fevereiro</span> de 1967 no Hospital Comunitário do condado de Grays Harbor, em Aberdeen, estado de Washington, <span class="mw-redirect">Estados Unidos</span>. Kurt passou os seis primeiros anos de sua vida morando em Hoquiam, até que seus pais mudaram-se para Aberdeen As cidades eram vizinhas. Logo na infância ele começou a desenvolver interesse pela música. De acordo com sua tia Mari, "Kurt começou a cantar desde que tinha dois anos - cantarolava música dos <span class="mw-redirect">Beatles</span> como "Hey Jude" e tinha muito carisma, apesar da pouca idade."</p>
<p style="text-align:justify;">A vida de Kurt mudou muito quando ele tinha apenas sete anos, época em que seus pais divorciaram-se, em 1975 - um evento que mais tarde citaria como um dos mais impactantes de sua vida. Sua mãe notou que sua personalidade havia mudado drasticamente e que o garoto havia se tornado extremamente tímido e quieto.</p>
<p style="text-align:justify;">Numa entrevista concedida em 1993, Cobain diz: "Lembro que me senti muito envergonhado, por alguma razão. Eu tinha vergonha dos meus pais. Não conseguia mais encarar meus colegas de escola porque eu queria voltar a ter desesperadamente aquele clássico sentimento de família - mãe, pai. Eu queria aquela segurança, então passei a guardar rancor dos meus pais por muitos anos a partir de então."</p>
<p style="text-align:justify;">Depois de um ano vivendo com sua mãe após o divórcio, Cobain mudou-se para a cidade de Montesano, também em Washington, onde foi morar com seu pai. Contudo, após alguns anos, sua rebelião juvenil tornou-se tão esmagadora que ele se viu morando ora com amigos, ora com parentes.</p>
<p style="text-align:justify;">Na escola, Cobain pouco se interessou por desporto. Depois de uma grande insistência por parte de seu pai, Cobain entrou para o time de luta livre do ginásio. Embora tenha sido um bom lutador, Kurt abandonou o time depois de um tempo. Também fez parte da equipe de atletismo de um colégio que estudou. Além disso, seu pai o colocou para jogar na liga local de beisebol, mas logo Kurt tratou de apagar seu nome da lista de inscritos.</p>
<p style="text-align:justify;">Ao invés de se dedicar ao desporto, focou-se nas artes em geral. Kurt desenhava muito durante as aulas: carros, caminhões, guitarras, cartuns e até sua própria pornografia. No seu décimo quarto aniversário, Kurt ganhou sua primeira guitarra elétrica.</p>
<p style="text-align:justify;">O interesse de Kurt pelo <span class="mw-redirect">Rock n'Roll</span> só crescia ao longo dos anos. De Aerosmith a Journey passando por AC/DC, Cobain acabou por descobrir o seu punk rock quando assistiu um show da banda <span class="mw-redirect">Melvins</span> em 1983. Criou um laço de amizade com <span class="new">Buzz Osbourne</span>, cantor e guitarrista da banda, que começou a emprestar a Kurt discos e revistas punk. Ele havia descoberto que estava procurando. Descobriu varias bandas novas e antigas como Creedence Clearwater Revival e Cheap Rum nas quais se baseou muito nas suas posteriores musicas. O Cheap Rum de Santa Fé, trazia o som que ele queria ouvir meio prog e meio grunge. Não era difícil encontrar Kurt em seu quarto disfrutando varios discos de suas bandas preferidas.</p>
<p style="text-align:justify;">Kurt conheceu o amigo Krist Novoselic em 1984. Os dois só se conheciam de vista na escola. Robert, irmão de Krist e o jovem que o apresentou a Kurt, disse a ele que aquele era seu irmão mais velho, um rapaz que ouvia e gostava muito de muito punk rock. Cobain logo formou um laço de amizade com Krist, que só se fortaleceu ao longo dos anos. Os dois compartilhavam um gosto musical muito peculiar, além de uma admiração pelos <span class="mw-redirect">Melvins</span>. Ambos tinham muitos amigos em comum e logo começaram a sair juntos. Pouco tempo depois, Cobain deu a Novoselic uma fita demo de sua banda ou projeto pessoal, Fecal Matter. Depois de alguns meses de indecisão, Krist finalmente ouviu a fita e gostou. Acabou por concordar em formar uma banda juntamente com seu mais novo amigo, que resultaria no Nirvana.</p>
<p style="text-align:justify;">Faltando poucas semanas para se formar pelo <span class="mw-redirect">Ensino Médio</span>, Kurt abandonou a escola ao dar-se conta de que não tinha notas suficientes para a graduação. À essa altura, Kurt voltara a morar com a mãe, depois de muito tempo morando na rua, na casa de amigos e de parentes. Sua mãe deu-lhe um ultimato: ou ele encontraria um emprego ou seria expulso de casa.</p>
<p style="text-align:justify;">Depois de mais ou menos uma semana, Cobain encontrou suas roupas e tralhas amontoadas em caixas. Forçado a sair da casa de sua mãe, Cobain passou a viver em casa de amigos. Ele trabalhou em vários lugares nas proximidades de Aberdeen até que conseguiu ganhar o suficiente para dividir um apartamento com um amigo, em junho de 1985. Contudo, foi obrigado a se mudar mais uma vez, pois encontrou-se sem condições de arcar com o aluguel.</p>
<p style="text-align:justify;">Nessa altura Kurt viu-se mais uma vez tendo que viver na rua ou em casa de amigos. Até que, no final de 1986, Kurt mudou-se para uma casa em que finalmente pôde viver sozinho. Pagava o aluguel com o que ganhava trabalhando num resort na costa de Washington.</p>
<p style="text-align:justify;">Nessa época Kurt viajava muito para Olympia, outra cidade dos arredores, para conferir shows de rock que frequentemente aconteciam por ali. Cobain teve um número incontável de empregos e, no começo de 1987, teve sua primeira namorada firme, <span class="mw-redirect">Tracy Marander</span>, com quem se relacionou até 1990. Depois, Kurt passou a namorar <span class="new">Tobi Vail</span>, integrante da banda Bikini Kill.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando ganhou sua primeira guitarra elétrica no seu décimo quarto aniversário, depois de escolher entre esta e uma bicicleta, Kurt logo começou a aprender algumas músicas e tocava alguns covers, como de "Back in Black" do AC/DC e "My Best Friend's Girl" da banda The Cars. Sem demora, começou a trabalhar em suas próprias canções.</p>
<p style="text-align:justify;">Durante o <span class="mw-redirect">Ensino Médio</span>, quando Kurt aprimorava seu dom de guitarrista, nunca encontrou ninguém para tocar de modo espontâneo e divertido, até que conheceu o amigo Krist Novoselic. A mãe de Krist era dona de um salão de beleza e os dois começaram a ensaiar eventualmente na sala que ficava no último andar do prédio. Nessa época, Cobain deu a Novoselic uma fita demo de sua banda ou projeto pessoal, Fecal Matter. Depois de alguns meses de indecisão, Krist finalmente ouviu a fita e gostou. Acabou por concordar em formar uma banda juntamente com seu mais novo amigo, que resultaria no Nirvana.</p>
<p style="text-align:justify;">Cobain e Novoselic formam sua primeira banda, chamada <span class="new">Stiff Woodies</span>, que logo se desfez. Quando estavam em vias de cada um seguir seu próprio caminho, a dupla descobriu que os <span class="mw-redirect">Melvins</span> conseguiam ganhar 80 dólares por <span class="mw-redirect">show</span> realizado. Isso deu ânimo aos dois, que passaram a atuar sob o nome de <span class="new">The Sellouts</span>, fazendo covers de Creedence Clearwater Revival. Kurt toca bateria, Novoselic toca guitarra e canta, e um certo <span class="new">Steve Newman</span> assume o <span class="mw-redirect">baixo</span>. Em janeiro de 1987, Cobain e Novoselic conhecem <span class="new">Aaron Burckhardt</span>, que passa a ser o baterista fixo do trio, que seguirá mudando de nome até 1988: Skid Row, Bliss, <span class="new">Throat Oyster</span>, <span class="new">Pen Cap Chew</span> e <span class="new">Windowpane</span>. Nesse período Kurt e Novoselic assumiram seus postos musicais fixos: vocalista e guitarrista e baixista, respectivamente. Kurt tornara-se também o compositor da banda. Em <span class="mw-redirect">17 de abril</span>, com o nome de Skid Row, o trio toca ao vivo na rádio comunitária <span class="new">KAOS</span>, na <span class="new">Evergreen State College</span>, em <span class="mw-redirect">Olympia</span>. A apresentação se transforma na primeira fita demo da banda. Em outubro, Aaron sai da banda, que passa a ensaiar com Dale Crover, que integrava os <span class="mw-redirect">Melvins</span>. É uma solução breve, apenas para a gravação de uma fita demo decente em um verdadeiro estúdio.</p>
<p style="text-align:justify;">Em <span class="mw-redirect">23 de janeiro</span> de 1988, Cobain, Novoselic e Crover gravam no <span class="new">Reciprocal Studios</span>, em Seattle, com o produtor Jack Endino, que abriu o local em 1986. O trio sem nome definido grava dez músicas em seis horas. Naquela noite, a banda se apresentaria com o nome de <span class="new">Ted Ed Fred</span> em Tacoma, cidade vizinha. Em fevereiro, <span class="new">Jonathan Poneman</span>, da Sub Pop, ouve a fita demo depois de um toque de Jack Endino e gosta. Marca uma conversa com Kurt Cobain em um café em Seattle. Os dois acertam a gravação de um compacto. Em março, a banda escolhe seu nome definitivo, Nirvana, que é usado pela primeira vez num show em Tacoma, com <span class="mw-redirect">Dave Foster</span> na bateria. Ele logo seria dispensado. Em maio, <span class="mw-redirect">Chad Channing</span> assume o posto de baterista definitivo. Em junho, o Nirvana grava músicas para seu primeiro compacto pela Sub Pop. "Love Buzz/Big Cheese" saiu em novembro.</p>
<p style="text-align:justify;">O interesse por um álbum crescia, não só pela banda, mas também pelos funcionários da Sub Pop. As sessões finais de gravação para o disco de estréia da banda - Bleach - aconteceram em dezembro de 1988. Em fevereiro de 1989, <span class="mw-redirect">Jason Everman</span> é escalado como segundo guitarrista da banda e faz sua estreia em um show na <span class="new">Universidade de Washington</span>. Amigo de <span class="mw-redirect">Chad Channing</span>, Everman emprestou 600 dólares para pagar o tempo de estúdio das gravações de Bleach - a título de curiosidade, Jason nunca chegou a ser reembolsado. Embora não tocasse no disco, seu nome foi impresso na capa como membro da banda e segundo guitarrista. Em 15 de Junho, o trabalho é finalmente lançado pela Sub Pop e bem aceito pelo público e crítica. A banda sai em turnê, inclusive pela Europa, e ganha holofotes de grandes mídias.</p>
<p style="text-align:justify;">O baterista <span class="mw-redirect">Chad Channing</span> deixa o Nirvana alegando incompatibilidade musical. Em 1990, o guitarrista e vocalista dos <span class="mw-redirect">Melvins</span>, <span class="new">Buzz Osborne</span>, encorajaram Novoselic e Cobain a procurarem por uma banda punk chamada Scream. A dupla ficou muito impressionada com seu baterista, Dave Grohl. Semanas depois, o Scream desintegrava-se - era a deixa para Dave envolver-se com o Nirvana. Dave ligou para Osborne dando o recado, quando Osborne deu a ele o número de telefone de Krist. Krist acabou convidando Dave para viajar até Seattle para uma conversa bastante promissora. O baterista fez um teste e passou com louvor. O Nirvana encontrava seu melhor baterista e a banda transforma-se numa verdadeira máquina.</p>
<p style="text-align:justify;">A banda começou a gravar seu segundo disco, a obra-prima Nevermind, lançada em setembro de 1991. O disco catapultou a banda para o mainstream e transformou-a num fenómeno mundial . O disco vendeu cerca de 25 milhões de cópias no mundo todo e é considerado um dos mais importantes e influentes da história do rock.</p>
<div class="thumb tright" style="text-align:justify;">
<div class="thumbinner" style="width:252px;"><span class="image"><img class="thumbimage" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/19/Nirvana_around_1992.jpg/250px-Nirvana_around_1992.jpg" border="0" alt="Nirvana em apresentação no MTV Video Music Awards em 1992." width="250" height="236" /></span></div>
</div>
<p style="text-align:justify;">A banda seguiu sua enérgica carreira e lançou novos discos: a compilação de raridades e lados-B Incesticide, em 1992, e um terceiro álbum de estúdio, em 1993, In Utero. No mesmo ano, o grupo gravou uma apresentação acústica para a MTV. Todos os discos tornaram-se verdadeiras obras de arte e são aclamadas mundialmente. Os Nirvana acabaram por se desintegrar após a trágica morte de Kurt Cobain.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span class="mw-headline">Casamento</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;">Courtney Love viu Kurt pela primeira vez durante um show do Nirvana em Portland, estado de Oregon, no ano de 1989. Os dois tiveram uma rápida conversa naquela noite e Love logo desenvolveu uma queda pelo cantor. De acordo com o jornalista <span class="new">Everett True</span>, os dois foram formalmente apresentados apenas em maio de 1991, em Los Angeles, durante um concerto das bandas L7 e Butthole Surfers]. Nas semanas que se seguiram, depois de descobrir através de Dave Grohl que Cobain também sentia-se atraído por Courtney, ela começou a persegui-lo. Mais algumas semanas e os dois se viram saindo juntos, o que começou no outono de 1991.</p>
<p style="text-align:justify;">O namoro resultou na gravidez de Courtney Love, que descobriu estar esperando um bebê de Kurt em janeiro de 1992. Logo o casal decidiu se casar, cerimônia que aconteceu em <span class="mw-redirect">24 de fevereiro</span> de 1992, na <span class="new">Praia de Waikiki</span>, no Havaí. Na época, Kurt disse à Sassy durante uma entrevista: "Nos últimos dois meses me tornei noivo e minhas atitudes mudaram radicalmente. Não acreditava no quanto estava feliz. Muitas vezes nem me tocava que estava numa banda em plena atividade, de tanto que eu estava cegamente apaixonado. Sei que isso parece meio constrangedor, mas é verdade. Poderia abandonar a banda bem agora. Isso não importa, mas estou sob contrato."</p>
<p style="text-align:justify;">Em <span class="mw-redirect">18 de agosto</span> de 1992 nasce a filha do casal. Courtney Love dá a luz à <span class="mw-redirect">Frances Bean Cobain</span>, uma bebê linda e saudável. Seu nome do meio (que significa "feijão" em português) foi dado a ela por Kurt, que dizia que a filha parecia um feijãozinho durante os primeiros exames de ultra-som. O primeiro nome parece ter vindo de uma admiração que Kurt tinha por Frances Farmer (<span class="mw-redirect">atriz</span> de cinema e teatro) e/ou por <span class="new">Frances McKee</span> (cantora da banda The Vaselines).</p>
<p style="text-align:justify;">Courtney costuma ser bastante impopular pelos fãs do Nirvana. As críticas mais ferozes acusam Courtney de ter se aproximado de Kurt apenas com o intuito de tornar-se famosa. Rumores apontam que o disco "Live Through This", considerado o melhor álbum da banda Hole, banda de Love, teria sido quase que totalmente composto por Kurt. O boato tornou-se ainda mais forte após o surgimento de uma versão de "Asking for It" em que Kurt cantava nos backing vocals, mas não existem evidências fortes que confirmem a veracidade dos rumores.</p>
<p style="text-align:justify;">Na época, uma canção do Hole co-escrita por Cobain foi inteiramente creditada ao Hole. Se trata de "Old Age", que apareceu num lado-B no single de "Beautiful Son" e que o Hole tocou durante sua apresentação para o Acústico MTV em 1995. Entretanto, em 1998, surgiu uma versão da música totalmente tocada pelo Nirvana, furo do jornal de <span class="new">Seattle The Stranger</span>. No artigo, Krist Novoselic confirmava que a canção havia sido gravada pelo Nirvana em 1991, gerando ainda mais provas do envolvimento de Kurt com o Hole. A versão da música foi lançada oficialmente no box do Nirvana "With the Lights Out", em 2004, e totalmente creditada a Kurt. Eric Erlandson, guitarrista do Hole, afirmou que acreditava que Cobain havia escrito as notas, mas nunca as letras - elas teriam sido escritas por Courtney na versão gravada pelo Hole.</p>
<p style="text-align:justify;">Em 1992, circulou uma edição da revista Vanity Fair que trazia Courtney Love afirmando fazer uso de heroína durante a gravidez. Kurt e Love ficaram muito estremecidos e perturbados com a notícia. Courtney insiste que a revista citou erroneamente alguma fala sua. O romance entre Kurt e Love sempre atraiu a atenção da mídia, mas o casal se viu cercado de repórteres como nunca antes após a publicação daquela Vanity Fair. Depois que o artigo foi publicado, muitos queriam saber, acidamente e sem qualquer pudor, se Frances era uma viciada em drogas ao nascer. A Comarca do <span class="new">Departamento de Serviços à Criança</span> de Los Angeles levou o casal Cobain à corte, alegando que o uso de drogas fazia dele pessoas desqualificadas para serem pais. Quando Frances tinha apenas duas semanas de idade, o juiz ordenou que a guarda fosse retirada dos Cobain e concedida à irmã de Courtney, Jamie, por várias semanas. Para obterem novamente a guarda de Frances, Kurt e Courtney tiveram que ser submetidos a diversos exames de urina e visitas regulares de assistentes sociais, para que se pudesse assegurar as boas condições dos pais. Depois de meses de brigas legais e judiciais, o casal conseguiu obter a total custódia de sua filha.</p>
<p style="text-align:justify;">Hoje em dia Courtney Love ainda sustenta uma ligação muito forte com Kurt, ela diz que até hoje nunca mais conseguiu namorados fixos "Eu durmo ainda com os pijamas que ele usava" disse em uma entrevista. Com essa ligação Courtney afasta qualquer pessoa que possa querer namora-la. Essa ligação é ainda mais forte por Courtney ter herdado todo o legado de Kurt e do Nirvana, além de ter uma filha com ele. Em várias músicas do Hole e da carreira solo de Courtney podemos encontrar referências sobre Kurt, como as músicas: Doll Parts, Dying, Northern Star, Playing Your Song, Mono e Uncool. 14 anos após a morte de seu marido Courtney está prestes a lançar um novo álbum em que pelo menos uma das músicas podemos ver claramente que ela ainda fala sobre sua relação com Kurt, é a balada desesperada intitulada Pacific Coast Highway.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span class="mw-headline">Vício nas drogas</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;">Praticamente do começo ao fim de sua vida, Cobain lutou contra a depressão, bronquite crônica e uma intensa dor estomacal nunca diagnosticada corretamente. Este seu último problema parecia associado ao seu bem-estar emocional, apesar das inúmeras tentativas que Kurt fez para descobrir sua causa verdadeira - nenhum dos médicos consultados foi capaz de especificar com precisão a causa dessa sua forte dor. Muitos sugeriram que o problema era resultado da escoliose que Cobain teve durante a infância, que estava relacionada com o forte stress durante as apresentações, somado ao peso da guitarra, que Kurt carregava nos ombros durante ensaios, gravações e apresentações.</p>
<p style="text-align:justify;">Certamente, seu problema com as drogas foi o maior de todos os problemas que Kurt enfrentara na vida. Seu vício dramático, especial e praticamente pela heroína, foi um dos principais fatores, senão o principal, que levou Cobain a optar por tirar sua própria vida, naquele abril de 1994. Kurt começou a experimentar drogas na oitava série, em 1980, quando passou a fumar maconha e a tomar <span class="mw-redirect">LSD</span>. Ele fumava baseados nas festas, depois com os amigos e, por fim, sozinho e diariamente. Quando chegou à nona série, era uma rematado maconheiro. A maconha era barata e abundante em Monte - a maioria cultivada em casa -, e ajudava Kurt a esquecer sua vida doméstica. O que começou como um ritual social se tornou seu anestésico favorito.</p>
<p style="text-align:justify;">Ironicamente, tendo sido criado no fascínio pelo <span class="mw-redirect">rock n' roll</span>, ele estava bem ciente de que muitos músicos que idolatrava haviam sucumbido ao abuso de <span class="mw-redirect">drogas</span>. E embora tivesse fumado maconha como um viciado, freqüentemente bebesse demais e fosse conhecido por inalar gases de latas de creme de barbear vazias, Kurt jurava que jamais sofreria um destino similar. Em 1987, durante um dos períodos sóbrios de reabilitação, ele castigou <span class="new">Jesse Reed</span> (um colega na época) quando este sugeriu que experimentassem heroína. "Kurt não saiu mais comigo depois disso", lembra Jesse. "Eu estava tentando encontrar heroína, uma droga que eu nunca havia experimentado e ele também não, e ele me veio com um sermão: 'Por que você quer se matar? Por que você tem tanta vontade de morrer?'." Em uma história pessoal de drogas construída mais tarde na vida, Kurt escreveu que ele primeiro havia usado heroína em Aberdeen no final dos anos 80, mas não se sabe da veracidade do fato - seus amigos contestam, já que ele tinha medo de agulhas na época e não era possível achar heroína em seu círculo. De vez em quando tomava <span class="new">Percodan</span> em Aberdeen, um narcótico vendido com receita; ele pode ter romantizado e exagerado esse opiato quando o evocou mais tarde.</p>
<p style="text-align:justify;">No outono de 1990, magoado por problemas em seu relacionamento com <span class="new">Tobi Vail</span>, as mesmas perguntas que Kurt fizera a Jesse anteriormente poderiam agora lhe ser feitas. No início de novembro, ele superou seu medo de agulhas e pela primeira vez (de que se sabe oficialmente) se injetou heroína com um amigo em Olympia. Descobriu que os efeitos eufóricos da droga o ajudavam temporariamente a fugir de suas dores de cabeça e de estômago. No dia seguinte, Kurt ligou para Krist. "Ei, Krist, eu tomei heroína", disse ele a seu amigo. "Uau! E como foi?", perguntou Krist. "Ah, foi tudo bem", respondeu Kurt. Krist então lhe disse: "Você não devia fazer isto. Lembre-se de <span class="new">Andy Wood</span>". Wood era vocalista do Mother Love Bone, uma próspera banda de Seattle, que morreu de overdose de heroína em março de 1990. Novoselic citou outros amigos de <span class="mw-redirect">Olympia</span> que haviam morrido pelo vício com heroína. A resposta de Kurt foi bastante retraída: "É, eu sei". Novoselic, desempenhando o papel de irmão mais velho, advertia Kurt de que a heroína não era como as outras drogas que ele tomara: "Lembro de lhe ter dito literalmente que estava brincando com dinamite".</p>
<p style="text-align:justify;">O aviso, contudo, caiu em ouvidos surdos. Embora Kurt prometesse a Krist que não tomaria a droga novamente, quebrou a promessa. Para evitar que Krist ou Grohl descobrissem, Kurt tomava a droga em casas de amigos. Descobriu um traficante chamado José, que estava vendendo para muitos que haviam recém-usado a droga em <span class="mw-redirect">Olympia</span>. Curiosamente, <span class="new">Dylan Carlson</span> (um dos mais íntimos amigos de Kurt e aquele que inclusive comprou a espingarda que Kurt se suicidou) também havia experimentado heroína pela primeira vez naquele outono, embora sem Kurt. Mas logo a ligação entre os dois se estendeu à heroína - normalmente tomada uma vez por semana graças a diversos fatores que incluíam sua pobreza e seu desejo de não se tornarem viciados. Mas de vez em quando eles participavam de farras, como da vez que alugaram um quarto barato de hotel em Seattle para tomarem a droga reservadamente sem alarmar seus amigos ou colegas de quarto.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas os amigos de Kurt ficaram assustados por seu agravante uso de drogas. Tracy havia finalmente perdoado Kurt e eles estavam se encontrando de vez em quando. Quando Shelli (esposa de Krist) contou a ela que Kurt estava tomando heroína, ela não acreditou no que ouviu. Naquela semana, Kurt ligou para Tracy tarde da noite, obviamente alto, e ela o questionou diretamente. Sobre o assunto, Tracy recorda: "Ele me disse que havia tomado algumas vezes. Disse que realmente gostava e que a droga o deixava mais sociável. Mas disse que não ia tomar o tempo todo. Tentei ser imparcial, dizendo-lhe que ele não devia fazer isso, procurando não levá-lo a sentir-se mal por tê-la tomado". Uma semana depois, eles passaram uma noite juntos, comparecendo a várias festas. Entre os eventos, Kurt insistiu que parassem em sua casa para que ele fosse ao banheiro. Como ele não voltava, Tracy foi procurá-lo e o encontrou no chão, com uma garrafa de alvejante ao seu lado e uma agulha no braço. Ela ficou furiosa: Kurt havia se tornado algo que Tracy não poderia ter imaginado mesmo em seu pior pesadelo. "Alvejante", a tradução para "bleach", era usado para esterilizar agulhas. A brincadeira do título do primeiro disco do Nirvana não parecia engraçada para mais ninguém. Mas a heroína foi apenas uma pequena parte de 1990 para Kurt, e, na maior parte, ele manteve sua promessa de tomá-la apenas ocasionalmente. Ele era distraído de tudo o mais pelo fato de que sua carreira estava decolando como nunca antes.</p>
<p style="text-align:justify;">Contudo, seu uso de heroína só foi aumentando com o passar dos anos. Na época de Nevermind, em 1991, o uso da droga começou a afetar diretamente não só a vida de Kurt, mas como também o Nirvana. Cobain passava mal durante shows e sessões de fotos. Um memorável exemplo de um fato como este aconteceu durante a performance da banda no programa humorístico Saturday Night Live, em 1992, quando o Nirvana fazia uma sessão de fotos com o fotógrafo <span class="new">Michael Levine</span>. Cobain mostrava sonolência, ficava oscilando entre um estado acordado e um adormecido, mesmo de pé (sonolência é um dos efeitos da droga). Sobre essa ocasião, Kurt falou ao principal biógrafo do Nirvana, <span class="new">Michael Azerrad</span>: "Quero dizer, o que eles podiam fazer? Não podiam me fazer parar. Então eu não estava nem aí. Evidentemente, para eles parecia que eu estava sob o efeito de alguma bruxaria ou coisa do tipo. Não sabiam de nada sobre o assunto então imaginavam que a qualquer segundo eu poderia morrer". Na mesma noite, após a apresentação no Saturday Night Live, Cobain apareceu na sala do DJ <span class="new">Kurt St. Thomas</span> e deu uma das entrevistas mais longas de sua vida, num clima de conversa expontânea entre amigos. Várias horas depois, quando o sol estava se erguendo na manhã de domingo, Courtney descobriu que Kurt estava sofrendo com a overdose de heroína que ele havia tomado depois da entrevista. Se fora intencional, não se sabe, mas Kurt era um viciado com gama de descuidado. Ela salvou sua vida ressuscitando-o, e, depois disso ele parecia tão bem como nunca havia estado antes.</p>
<p style="text-align:justify;">Com o agravamento do vício, Cobain reconheceu que precisava mudar. Sua primeira tentativa de se livrar dos vícios aconteceu em no começo de 1992, logo que Kurt e Courtney descobriram que seriam pais. Courtney também tentou se limpar. Embora ambos estivessem se desintoxicando por causa do bebê, Kurt teve de partir duas semanas depois de receber a notícia para uma excursão no Extremo Oriente. "Eu me vi percebendo que não conseguiria drogas quando chegássemos ao Japão e à Austrália", escreveu ele em seu diário.</p>
<p style="text-align:justify;">Os primeiros concertos na Austrália transcorreram normalmente, mas no prazo de uma semana Kurt estava sofrendo novamente com a dor de estômago, o que forçou o cancelamento de compromissos. Ele foi para uma sala de emergência uma das noites, mas saiu depois de entreouvir uma enfermeira dizer: "Ele não passa de um drogado". Conforme escreveu em seu diário, "a dor me deixou imóvel, dobrado no chão do banheiro, vomitando água e sangue. Eu estava literalmente morrendo de fome. Meu peso estava abaixo de 45 quilos". Desesperado por uma solução, procurou um médico australiano especializado em bandas de rock. Na parede do consultório, orgulhosamente exposta, estava uma foto do médico com Keith Richards. "A conselho dos meus empresários, fui levado a um médico que me deu <span class="new">Physeptone</span>", escreveu Kurt em seu diário. "As pílulas pareciam funcionar melhor do que qualquer outra coisa que eu tentara." Mas algumas semanas mais tarde, depois que a excursão chegou ao Japão, Kurt notou que o rótulo do frasco dizia: "Physeptone - contém metadona" e escreveu em seu diário: "Viciado novamente."</p>
<p style="text-align:justify;">Pouco depois, Kurt e Courtney decidiram que se casariam no Havaí. À essa altura Kurt havia voltado a se injetar com heroína. Pouco antes da cerimônia, Kurt havia tomado heroína, embora tenha contado para Azerrad que "não estava muito alto. Eu só tomei um pouquinho e por isso não enjoei". Uma vez que o casamento foi organizado às pressas, a maioria dos convidados, oito no total, incluindo Dave Grohl, era da equipe da banda. Kurt mandou <span class="new">Dylan Carlson</span> tomar um avião para servir de padrinho, embora isso em parte tenha sido desencadeado por Kurt querer que Dylan levasse heroína para ele. Kurt não havia convidado sua família para o casamento. A ausência de Krist e Shelli foi muito notada. Na manhã do casamento, Kurt tinha banido Shelli e alguns membros da equipe porque achava que eles estavam fofocando sobre sua futura esposa - e efeito desse decreto também foi o de desconvidar Krist. "Kurt estava mudando", lembra Shelli. Naquele mês, Kurt havia dito a Krist: "Eu não quero nem ver Shelli, porque quando olho para ela, eu me sinto mal pelo que estou fazendo". A análise de Shelli é a seguinte: "Eu acho que olhar para mim era como olhar para a consciência dele". Ficou claro que Kurt estava fechando-se em seu próprio mundo, totalmente chapado pelo amor que sentia por Courtney e visivelmente abalado pelo sério vício de heroína que adquirira.</p>
<p style="text-align:justify;">Depois do casamento e de volta para Los Angeles, Kurt mais tarde desqualificou o seu maior consumo da droga dizendo que era "Muito menos turbulento do que todo mundo pensa". Ele contou para Azerrad que decidiu continuar a ser um viciado porque achava que "se parasse na época, acabaria tomando de novo pelo menos pelos próximos dois anos o tempo todo. Imaginei que eu só iria me irritar com isso porque ainda não tinha passado pela sensação de drogado total. Eu ainda era saudável". Sua dependência química e psicológica já era grande naquela etapa, e seus comentários eram uma tentativa de minimizar o que havia se tornado um vício debilitante.</p>
<p style="text-align:justify;">A heroína se tornou, de diversas maneiras, o <span class="mw-redirect">hobby</span> que ele nunca tivera quando criança: ele organizava metodicamente sua caixa de "equipamentos" como um garotinho poderia organizar sua coleção de cards de beisebol. Nessa caixa sagrada ele guardava sua seringa, um fogareiro para derreter a droga (a heroína da Costa Oeste tinha a consistência de alcatrão de telhado e precisava ser aquecida), colheres e bolas de algodão usadas na preparação da heroína pra injetar. Um submundo desagradável de traficantes e entregas diárias se tornou comum na vida de Kurt.</p>
<p style="text-align:justify;">Em março, a preocupação em torno da crescente dependência de Kurt e seu efeito em Courtney levou seus empresários a tentarem uma primeira intervenção formal. Contratam <span class="new">Bob Timmins</span>, um especialista em dependência de drogas cuja fama se contruira no trabalho com astros do rock. O médico sugeriu que Kurt considerasse sua internação em um programa de tratamento de dependência química. "Meu conselho foi aceito. O motivo pelo qual recomentei esse programa específico era que ele era desenvolvido no hospital Cedars-Sinai, e eu achava que algumas questões médicas se evidenciaram em minha avaliação. Não se tratava de dizer apenas 'faça o tratamento, desintoxique-se, vá para reuniões'. Havia muitas questões médicas envolvidas.", disse Timmins.</p>
<p style="text-align:justify;">No início, a permanência de Kurt no Cedars-Sinai ajudou-o consideravelmente, e logo ele parecia sóbrio e saudável. Mas, embora concordasse em continuar com a metadona - uma droga que bloqueia a síndrome de abstinência sem produzir euforia -, ele terminava o tratamento cedo e evitava as reuniões dos 12 Passos. "Ele definitivamente não era uma pessoa sociável. Essa parte de sua personalidade provavelmnente atrapalhava o processo de recuperação.", disse Timmins.</p>
<p style="text-align:justify;">Apesar da iniciativa, Kurt abandonou a clínica sem muito alarde. Jesse Reed, aquele velho colega de Kurt, o visitou em maio de 1992 e, no dia em que estiveram juntos, Kurt teve de tomar a droga duas vezes. Em ambas, ele entrou no banheiro para não fazê-lo na frente de seu mais velho amigo, ou de Courtney. Mas Kurt não se retraía em relação a discutir seu vício com Jesse. Passaram a maior parte do dia aguardando a entrega de um novo suprimento de heroína. Ironicamente, Jesse e Kurt passaram a maior parte da tarde assistindo um videoteipe mostrando um homem dando um tiro na cabeça. Kurt conseguiu a fita pirata numa loja de rapé. Ele assistiu obsessivamente ao suicídio durante 1992 e 1993 - quase tantas vezes quanto ao que assistiu ao ultra som de sua filha.</p>
<p style="text-align:justify;">Atormentado por sua dor de estômago cada vez pior, Kurt considerou o suicídio. "Instantaneamente recuperei aquela conhecida náusea e queimação e deicidi me matar ou deter a dor. Comprei um revólver, mas preferi ficar com as drogas.", escreveu em seu diário. Ele abandonou a metadona por um tempo e logo voltou de vez para a heroína. Quando nem sequer as drogas pareciam aliviar a dor, ele acabou decidindo tentar de novo o tratamento, depois de pressionado por Courtney e pelos empresários. No dia 4 de agosto de 1992, Kurt internou-se na unidade de reabiltitação de drogas do hospital Cedars-Sinai para sua terceira reabilitação. Ele havia começado a se consultar com um novo médico - consultara uma dúzia de especialistas em dependência química durante 1992 - e concordara com um programa de desintoxicação intensiva de dois meses. Foram dois meses de "fome e vômito. Enganchado a uma intravenosa e gemendo alto com a pior dor de estômago que eu jamais havia sofrido", escreveu em seu diário.</p>
<p style="text-align:justify;">Em <span class="mw-redirect">18 de agosto</span> de 1992, nasce sua filha, Frances Bean Cobain. Cobain foi acompanhar o parto, que aconteceu no mesmo hospital em que fazia o tratamento. Sua reabilitação não estava indo bem - ele se via incapaz de ingerir comida e passava a maior parte do tempo dormindo ou vomitando. Courtney foi até a sala em que Kurt residia e o levou até a ala de obstetrícia. Ele estava em total fragildiade - com pouco mais de 47 quilos e ainda preso a uma intravenosa, mal conseguia respirar. Kurt desmaiou momentos antes de Frances despontar e não a viu passando pelo canal do nascimento. Mas depois que o bebê saiu e passou pelo sugador para limpá-lo, ele o pegou no colo. Foi um momento que descreveu como um dos mais assustadores de sua vida - "Eu estava apavorado pra cacete!", declarou a Azerrad. Mesmo passando por um dos momentos mais intensos de sua vida, Kurt foi premiado com a felicidade ao ver e sentir sua filha chegando ao mundo.</p>
<p style="text-align:justify;">No dia seguinte, Kurt escapou da unidade de desintoxicação do hospital, comprou heroína e aplicou-se e depois voltou com uma pistola calibre 38 carregada. Kurt ficou atordoado com o artigo publicado pela revista Vanity Fair, que dizia que Courtney afirmara aplicar heroína durante a gravidez. Foi até o quarto de Courtney, e a fez lembrar de um juramento que ambos haviam feito: se por alguma razão fossem perder o bebé, eles se matariam em duplo suicídio. Ambos temiam que Frances lhes fosse tirada, e Kurt receava que não conseguiria deixar a heroína. Courtney o convenceu a continuar vivendo, pelo menos naquele momento.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas o desespero de Kurt começou a tomar outras proporções àquela altura. No dia seguinte, ele conseguiu que uma traficante entrasse no Cedars-Senai e, em um quarto afastado da ala obstétrica, sofreu uma overdose. A traficante disse que "nunca tinha visto alguém tão morto". Logo uma enfermeira foi encontrada e Kurt foi reanimado, derrotando mais uma vez a morte.</p>
<p style="text-align:justify;">Em <span class="mw-redirect">2 de setembro</span>, em Los Angeles, Kurt ainda tomava metadona e estava em reabilitação, embora tivesse trocado de centro de tratamento e agora fosse um paciente do Exodus, em Marina Del Rey. Krist o visitou no centro e achou que ele parecia mal: "Ele só ficava deitado na cama. Estava simplesmente estropiado. Depois disso, melhorou, porque ficou realmente estupidificado. Tudo era muito pesado; ele era pai, estava casado, era um astro do rock e tudo aconteceu de uma vez. Para quem quer que passasse por tudo aquilo, era muita pressão, mas ser viciado em heroína quando se estava passando por aquilo, é muito diferente."</p>
<p style="text-align:justify;">Kurt passava o tempo todo no Exodus fazendo terapia individual, em grupo e até reuniões dos 12 Passos. Durante a maioria das noites ele escrevia em seu diário, produzindo longos tratados sobre o assunto, passando pela ética do punk rock até o preço pessoal de se viciar em heroína: "Quase todos que experimentam drogas pesadas, ou seja, heroína e cocaína, acabarão se tornando literalmente escravos dessas substâncias. Eu me lembro de alguém ter dito: 'se você experimentar heroína uma vez, ficará viciado'. É claro que eu dei risada e zombei da idéia, mas agora acredito que isto seja a pura verdade." E embora Kurt usar seu estômago como desculpa para se drogar, quando sóbrio ele o contestava: "Eu sinto pena de todos aqueles que pensam que podem usar a heroína como medicamento, porque, hã, que nada, isto não funciona. Abstinência da droga é tudo aquilo que você já ouviu dizer. Você vomita, você se machuca, você sua, você caga na cama como naquele filme 'Christiane F.'".</p>
<p style="text-align:justify;">Ele encontrou mais sucesso em seu tratamento quando começou a consultar o dr. <span class="new">Robert Fremont</span>, um conselheiro de Los Angeles que também estava cuidando da dependência química de Courtney. Fremont não poderia ter sido mais controvertido: ele havia perdido sua licença para clinicar depois de ter receitado narcóticos para si mesmo. Ele acabou recuperando a licença e voltou a clinicar, tratando dos problemas de drogas de alguns dos maiores astros de Hollywood. Ele tinha sucesso numa profissão em que os índices de recaída são extraordinariamente altos, talvez porque tivesse experiência direta com o vício. Ele defendia a prescrição generosa de drogas legais a clientes que estavam se desintoxicando, metodologia que adotou com Kurt. Em setembro de 1992, Fremont começou a usar um plano experimental - e na época legal - de tratamento em Kurt, que envolvia ministrar-lhe doses diárias de buprenorfina. Derivado da morfina, este narcótico relativamente benigno estimula os receptores do opiato do cérebro e, com isso, pode cortar o desejo pela heroína, ou assim supunha Fremont. Em Kurt, o método funcionou, pelo menos temporariamente. Sobre o assunto, Kurt descreveu em seu diário: "Fui introduzido na buprenorfina, que descobri que alivia a dor do estômago em questão de minutos. Ela tem sido usada experimentalmente em alguns centros de desintoxicação para a interrupção do consumo de opiatos e de cocaína. A melhor coisa nela é que não há nenhum efeito colateral conhecido. Ela atua como um opiato, mas não deixa você alto. A classe de potência da buprenorfina é a de um barbiturato moderado, e numa escala de uma dez, é de grau um, e a heroína, grau dez."</p>
<p style="text-align:justify;">Em janeiro de 1993, o Nirvana visitou o Brasil para a realização de dois shows, um em São Paulo e outro no Rio de Janeiro. Kurt levou consigo doses de buprenorfina, e não heroína, pelo que tudo indica. Nesse período, o narcótico já não continha completamente seu desejo pela droga. Ele sofreu com a abstinência da heroína, que era muito difícil de ser encontrada no Brasil. Tentou compensar seu vício usando bolinhas e biritas. Apesar de muito atordoado, Kurt conseguiu se divertir com Courtney durante a estadia no Brasil.</p>
<p style="text-align:justify;">Kurt e o Nirvana voltaram logo para os <span class="mw-redirect">Estados Unidos</span>. Cada um seguia sua vida, Kurt com seu vício, sua esposa e filha, mas a banda arrumou tempo para trabalhar e muito fez pelo próximo disco, "In Utero". Entretanto, um dos momentos mais chocantes da vida de Kurt e de seus parentes e família aconteceu em maio de 1993, quando a emergência do 911 foi chamada na residência dos Cobain. Kurt havia sofrido uma overdose e Courtney disse aos policiais que ele se injetara "o equivalente a 30 ou 40 dólares de heroína". Kurt, além de ter ficado azul e parecer estar morto, havia se trancado no quarto. Love conseguiu fazer com que a mãe e a irmã de Kurt viessem até o local, para ajudar. Courtney jogou água fria em Kurt, andou com ele pela casa, deu-lhe <span class="mw-redirect">Valium</span> e, finalmente, injetou-lhe Narcan, uma droga usada para neutralizar a heroína, mas nada disso o reanimou inteiramente (um estoque de Narcan, também obtida ilegalmente, era sempre mantido na casa para esta finalidade). Wendy tentou esfregar as costas de Kurt - o jeito que ela encontrou para confortar o filho -, mas a heroína deixava seus músculos mais rígidos do que um manequim de gesso. Quando os paramédicos chegaram, Kurt entrou na ambulância e a crise parecia afastada. No hospital, Kurt conseguiu ser um pouco animado e se tornou "hilário", como lembra Kim, sua irmã: "Ele estava deitado no corredor de um hospital lotado, tomando soro por intravenosa e outras coisas para reverter as drogas. Estava deitado lá e começou a falar sobre <span class="mw-redirect">Shakespeare</span>. Então ele apagou e, cinco minutos depois, acordou e continou a conversa comigo."</p>
<p style="text-align:justify;">No verão de 1993, Kurt continua com seu vício pesado em drogas. Ele sentia-se culpado porque raramente conseguia se manter sóbrio. Embora estivesse exteriormente mais contente tomando drogas, por dentro, na contradição louca que é o vício, ele estava cheio de remorso. Seus diários eram marcados por lamentações sobre sua incapacidade de ficar sóbrio. Naquele verão, o médico de reabilitação de drogas de Kurt, Robert Frement, foi encontrado morto em seu escritório. Sua morte foi atribuída a um ataque cardíaco, embora seu filho insistia no fato de que o pai havia sucumbido ao uso de drogas e acabou suicidando-se com uma overdose. Numa entrevista concedida na época, Kurt mentia sobre seu uso em heroína - disse a Jon Savage, seu entrevistador, que "tomara heroína por cerca de um ano, de vez em quando". Naquela noite, Kurt tomou uma overdose e quando acordou, parecia totalmente ressuscitado.</p>
<p style="text-align:justify;">Em janeiro de 1994, Kurt e Courtney compraram uma nova casa em Seattle. Mudaram-se então para o <span class="new">Lake Washington Boulevard</span>. Lá, Kurt tinha <span class="new">Dylan Carlson</span> como principal companheiro e costumava injetar-se na companhia do amigo. Courtney tentou impedir que traficantes chegassem até a nova casa para entregas de novas remessas, mas Kurt contratou amigos para esconder as entregas nos arbustos. O uso de drogas por Kurt havia se expandido no curso de seu vício: se ele não conseguia encontrar heroína, injetava-se com cocaína ou metanfetamina, ou usava narcóticos com receita, como Percodan. Se todas essas outras fontes secavam, ele tomava doses maciças de benzodiazepina, na forma de <span class="mw-redirect">Valium</span> ou de outros tranqüilizantes - eles atenuavam seus sintomas de abstinência de heroína.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span class="mw-headline">Suas últimas semanas e morte</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;">Durante o começo de 1994 o Nirvana fazia uma turnê na Europa. O último show do Nirvana aconteceu no <span class="new">Terminal Einz</span>, em Munique, Alemanha, em <span class="mw-redirect">1 de março</span>. Um Kurt completamente estafado e com a voz visivelmente desgastada determina férias instantâneas - shows marcados para os dias 2 e 3 são cancelados e, depois, adiados para abril, quando a turnê européia teria sua segunda parte. Cobain é diagnosticado com bronquite e com uma grave laringite. Cobain vai para Roma, Itália, para descansar, se medicar e encontrar com Courtney Love. Courtney chega a Roma no dia 3 e encontra Kurt no <span class="new">Hotel Excelsior</span>. O casal passou várias semanas sem se ver. As expectativas de Kurt pelo reencontro levam um banho de água gelada quando Courtney diz que está exausta e quer dormir. Quando ela acorda na manhãzinha do dia 4, Kurt está no chão, com o nariz sangrando. Ele havia tomado champanhe e cerca de 50 pílulas do tranqüilizante Rohypnol. Kurt deixa uma carta de despedida com três folhas, caracterizando a tentativa de sucídio. Mas, oficialmente, o fato é divulgado como uma dose excessiva e acidental de medicamentos. Na carta, Kurt diz que Courtney não o ama mais, e que ele preferia morrer a passar por mais um divórcio (o primeiro foi o de seus pais). Internado no hospital <span class="mw-redirect">Umberto I</span>, Kurt sai do coma no dia 5 e é transferido para o American Hospital, também em Roma. Recebe alta no dia 8 e volta para os <span class="mw-redirect">Estados Unidos</span> no dia 12.</p>
<p style="text-align:justify;">Em <span class="mw-redirect">18 de março</span>, Courtney chama a polícia de Seattle porque Kurt se trancou em um quarto da casa com um revólver. Os policiais conversam com ele, que afirma não ser um <span class="mw-redirect">suicida</span> e querer apenas ficar longe da esposa. Quatro armas que Cobain tem na casa são confiscadas.</p>
<p style="text-align:justify;">Love planeja intervir seriamente nos problemas de Kurt, preocupada com seu vício em heroína. Dez pessoas envolveram-se no trabalho, incluindo colegas, amigos, executivos da gravadora e <span class="new">Dylan Carlson</span>, um dos amigos mais íntimos de Kurt. <span class="new">Danny Goldberg</span>, empresário do Nirvana, descreveu Cobain como sendo "extremamente relutante" e que "ele negava que estava fazendo qualquer coisa auto-destrutiva". Contudo, Cobain concordou em se internar no Exodus, em Los Angeles, Califórnia, que aconteceu em <span class="mw-redirect">30 de março</span>. Courtney estava na mesma cidade promovendo o novo disco do Hole, "Live Through This". No dia 1º, por volta das <span class="new">19:30h</span>, Kurt saiu pelas portas dos fundos da Exodus sob o pretexto de fumar um cigarro e escalou o muro de pouco menos de dois metros de altura. E fugiu. Duas horas depois, Kurt usou seu cartão de crédito para comprar uma passagem de primeira classe para Seattle no vôo 788 da Delta. Antes de embarcar, ligou para a Seattle Limusine e marcou para ser apanhado no aeroporto - pediu explicitamente para que não enviassem uma limusine. Tentou falar com Courtney, mas ela não estava - deixou uma mensagem dizendo que havia ligado. Ela já o estava procurando em Los Angeles assim que soube que Kurt sairia do Exodus. Ficou convencida de que ele irira comprar drogas e provavelmente ter uma overdose. Kurt chegou em casa à <span class="new">1:45h</span> da manhã do sábado, <span class="mw-redirect">2 de abril</span>. Ali, passou um tempo com o casal <span class="mw-redirect">Cali</span> e <span class="new">Jessica Hooper</span>, colegas que estavam hospedados na casa. Horas depois, Kurt chamou um táxi e tentou comprar munição. Vendo que as lojas ainda estavam fechadas, Kurt desistiu e provavelmente se hospedou no motel Crest ou no Quest - que ficavam próximos de um de seus traficantes. Naquele dia ele também foi até a <span class="new">Seattle Guns</span> e comprou uma caixa de cartuchos de <span class="new">espingarda calibre 20</span>.</p>
<p style="text-align:justify;">Com o intuito de descobrir o paradeiro de Kurt, Courtney cancelou todos os seus cartões de crédito. Nos dois dias que se seguiram, houve notícias dispersas de que Kurt havia sido visto. Na noite de domingo, 3, ele foi visto no restaurante Cactus, jantando com uma mulher magra, provavelmente sua traficante, <span class="new">Caitlin Moore</span>, e um homem não identificado. Naquele domingo, Courtney ligou para detetives particulares das <span class="new">Páginas Amarelas</span> de Los Angeles, até que encontrou um que estava trabalhando naquele fim de semana. Tom Grant e seu assistente <span class="new">Ben Klugman</span> a visitaram naquela tarde. Ela disse que seu marido havia fugido do centro de reabilitação, que estava preocupada com a saúde dele e pediu a Grant que vigiasse o apartamento da traficante <span class="new">Caitlin Moore</span>, onde ela imaginava que Kurt poderia estar. Grant subcontratou um detetive de Seattle, dando-lhe ordens para observar a casa de <span class="new">Dylan Carlson</span> e o apartamento de Caitlin. A vigilância foi montada naquele mesmo domingo. Entretanto, os detetives não montaram guarda imediatamente na casa de Kurt, que ficava no <span class="new">Lake Washington Boulevard</span>.</p>
<p style="text-align:justify;">Na segunda-feira, 4, Courtney pediu que a polícia verificasse a casa em Lake Washington. Os policiais passaram por lá várias vezes, mas não viram nenhum movimento. Naquele dia, à noite, Cali saiu de casa, deixando Jessica sozinha no quarto dele. Por volta da meia-noite, ela ouviu ruídos. "Ouvi passos no andar de cima e no corredor", lembra ela. Gritou um "oi" mas não ouviu resposta. Estima-se que era Kurt chegando naquele começo de madrugada. Cali só voltou depois das três da manhã, e ele e Jessica dormiram até tarde da manhã seguinte.</p>
<p style="text-align:justify;">Na tarde de terça-feira, 5, Courtney mandou Eric Erlandson, seu amigo e guitarrista do Hole, ir até a casa do Lake Washington procurar por Kurt. Ele encontrou-se com Cali e Jessica e os três procuraram por Kurt, armas e drogas. Tentativas todas em vão. Ninguém pensou em procurar na garagem e na estufa, e Erlandson saiu apressado rumo à casa em Carnation, onde a irmã de Kurt morava na ocasião. Na quarta, 6, Jessica e Cali deixaram a casa dos Cobain, mas na tarde de quinta, 7, Courtney conseguiu falar com o casal e ordenou que procurasse por Kurt mais uma vez na casa do Lake Washington. Os dois foram até lá juntos com uma amiga, <span class="new">Bonnie Dillard</span>. Não encontraram nada e deixaram um bilhete com um sermão para Kurt e mandando-o procurar por Courtney. Logo que foram embora, Dillard mencionou que talvez tivesse visto algo perto da garagem, mas, amedontrados, ninguém quis voltar para checar.</p>
<p style="text-align:justify;">Dois dias antes, 5, nas horas que antecediam a alvorada de <span class="new">terça feira</span>, Kurt Cobain havia despertado em sua cama. Os travesserios ainda tinham o cheiro do perfume de Courtney. No quarto, o aroma misturou-se com o cheiro ligeiramente picante da heroína cozida - este também era um cheiro que o despertava.</p>
<p style="text-align:justify;">Kurt havia dormido com suas roupas do corpo. Vestia sua camiseta da banda Half Japanese e suas calças <span class="mw-redirect">Levi's</span> favoritas. Vestiu e amarrou os cadarços do par de tênis <span class="mw-redirect">Converse</span> que possuia, caminhou até o aparelho de som e colocou para tocar um disco do R.E.M., "Automatic for the People". Acendeu um <span class="new">Camel Light</span> e caiu de costas na cama com um bloco tamanho ofício apoiado em seu peito e uma caneta vermelha de ponta fina. Ele já havia escrito uma longa carta pessoal à sua esposa e filha, rapidamente rabiscada, enquanto estava no Exodus. Ele havia trazido o papel até Seattle e havia enfiado sob um dos travesseiros impregnados de perfume. "Você sabe, eu amo você. Eu amo Frances. Eu sinto muitíssimo. Por favor, não venha atrás de mim. Eu sinto muito, muito, muito.", eram algumas das palavras que Kurt havia escrito, enchendo uma página inteira com esse pedido de perdão. "Eu estarei lá", continuou ele. "Eu protegerei você. Não sei para onde estou indo. Simplesmente não posso ficar mais aqui."</p>
<p style="text-align:justify;">Tinha sido muito difícil escrever aquele bilhete, mas ele sabia que esta segunda carta seria igualmente importante e ele precisaria ter cuidado com as palavras. Ele endereçava "Para Boddah", o nome de seu amigo de infância imaginário. Quando soltou a caneta, havia enchido a página inteira, exceto por cinco centímetros. Ele fumara três cigarros redigindo o bilhete. As palavras não tinham saído com facilidade e havia erros de grafia e sentenças pela metade. Ele assinou dizendo "paz, amor e empatia. Kurt Cobain". Escreveu ainda mais uma linha - "Frances e Courtney, eu estarei em seu altar" - e enfiou o papel e a caneta no bolso esquerdo do casaco.</p>
<p style="text-align:justify;">Ele se levantou da cama e entrou no closet, onde retirou uma tábua da parede. Neste cubículo secreto havia uma arma dentro de uma capa de náilon bege, uma caixa de cartuchos de espingarda e uma caixa de charutos Tom Moore. Ele repôs a tábua, enfiou os cartuchos no bolso, agarrou a caixa de charutos e aninhou a pesada espingarda sobre seu antebraço esquerdo. Em um closet do corredor, ele apanhou duas toalhas - ele não precisava delas, mas sabia que alguém precisaria. Desceu silenciosamente os dezenove degraus da larga escadaria. Estava a cerca de um metro do quarto de Cali e não queria que ninguém o visse. Ele havia refletido sobre tudo isso, traçado um mapa com a mesma premeditação que dedicava às capas de seus discos e a seus vídeos. Haveria sangue, muito sangue, e uma bagunça que ele não queria em casa. Principalmente, ele não queria assombrar aquele lar, deixar sua filha com o tipo de pesadelos com que ele havia sofrido.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando se dirigia para a cozinha, passou pela soleira da porta onde ele e Courtney haviam começado a acompanhar o quanto Frances havia crescido. Apenas uma linha estava ali agora, uma pequena marca de lápis com o nome dela a cerca de 79 centímetros acima do chão. Kurt nunca mais veria outra marcas mais altas naquela parede, mas estava convencido de que a vida de sua filha seria melhor sem ele.</p>
<p style="text-align:justify;">Na cozinha, ele abriu a porta de sua geladeira Traulson de aço inox de 10 mil dólares e apanhou uma lata de cerveja de raizes da Barq, tomando cuidado para não soltar a espingarda. Levando essa carga macabra - cerveja de raízes, toalhas, uma caixa de heroína e uma espingarda, tudo o que mais tarde seria encontrando num arranjo de plantas bizarro -, ele abriu a porta para o quintal e atravessou o pequeno pátio. A aurora estava rompendo e a neblina pairava próximo do chão. A maioria das manhãs em Aberdeen eram exatamente assim: nevoentas, orvalhadas, úmidas. Ele jamais veria Aberdeen novamente; jamais escalaria efetivamente até o topo da caixa d'água no "Morro do Think of Me"; jamais compraria a fazenda que sonhava em Grays Harbor; jamais acordaria novamente numa sala de espera de hospital tendo fingido ser um visitante para só encontrar um lugar quente para dormir; jamais veria novamente sua mãe, irmã, pai, mulher ou filha. Ele trilhou os cerca de vinte passos até a estufa, galgou os degraus de madeira e abriu o conjunto de portas francesas dos fundos. O piso era de linóleo: seria fácil de limpar.</p>
<p style="text-align:justify;">Ele sentou-se no chão da estrutura de cômodo único, olhando para as portas da frente. Ninguém conseguiria vê-lo ali, a menos que estivesse trepado nas árvores atrás de sua propriedade, e isto não era provável. Não queria mais ver o interior de um hospital novamente, não queria um médico de jaleco branco apalpando-o, não queria ter um endoscópio em seu estômago dolorido. Ele estava acabado para aquilo tudo, acabado para o seu estômago, ele não poderia estar mais acabado. Como um grande diretor de filmes, ele havia planejado este momento até os mínimos detalhes, ensaiando esta cena ao mesmo tempo como diretor e como ator. No curso dos anos, tinha havido muitos ensaios finais, passagens de raspão que quase seguiam este caminho, fosse por acidente ou, às vezes, por querer, como em Roma. Talvez fora sempre isto que ele guardava vagamente em sua cabeça, como um ungüento precioso, como a única cura para uma dor que jamais passaria. Ele não se importava com a liberação do desejo, ele desejava a libertação da dor.</p>
<p style="text-align:justify;">Ficou sentado pensando coisas que só ele sabia por vários minutos. Fumou cinco Camel Light e sorveu vários goles de sua cerveja. Tirou o bilhete do bolso, estendeu-o no chão do linóleo e tinha de escrever em letras maiores, que não saíram tão perfeitas, por causa da superfície que ele estava: "Por favor, vá em frente, Courtney, por Frances, pela vida dela que será muito mais feliz sem mim. Eu te amo. Eu te amo". Essas últimas palavras haviam completado a folha. Depositou o bilhete no alto de um monte de terra para vasos e fincou a caneta no meio, para que, como uma estaca, segurasse o papel no alto, sobre a terra.</p>
<p style="text-align:justify;">Tirou a espingarda da capa de náilon macia. Dobrou cuidadosamente a capa, como um garotinho separando suas melhores roupas de domingo depois da missa. Tirou a jaqueta, estendeu-a sobre a capa e colocou as duas toalhas no alto desse monte. Ele foi até a pia e apanhou uma pequena quantidade de água para o seu fogareiro de droga e sentou-se novamente. Abriu a caixa com 25 cartuchos de espingarda e tirou três, enfiando-os na câmara da arma. Moveu o mecanismo da Remington para qu e um único cartucho estivesse na câmara. Retirou a trava de segurança da arma.</p>
<p style="text-align:justify;">Fumou seu último Camel Light. Tomou mais um gole da Barq. Lá fora, estava começando um dia nublado - era um dia como aquele em que ele chegara a este mundo, 27 anos, um mês e dezesseis dias antes. Ele agarrou a caixa de charutos e tirou um pequeno saco plástico que continha cem dólares de heroína preta mexicana - era um bocado de heroína. Ele pegou cerca de metade, um chumaço do tamanho de uma borracha de lápis e o colocou na colher. Sistemática e habilmente, preparou a heroína e a seringa, injetando-a logo acima do cotovelo, não muito longe de seu "K" tatuado. Devolveu os instrumentos para a caixa e se sentiu uma nuvem, rapidamente flutuando para longe deste lugar. O jainismo pregava que havia trinta céus e sete infernos, todos dispostos em camadas ao longo de nossas vidas; se ele tivesse sorte, este seria seu sétimo e último inferno. Afastou para o lado seus instrumentos, flutuando cada vez mais rápido, sentindo sua respiração se reduzir. Ele tinha de se apressar agora: tudo estava se tornando nebuloso e um matiz verde-água enquadrava cada objeto. Agarrou a pesada espingarda, encostou o cano contra o céu de sua boca. Faria barulho; ele tinha certeza disso. Disparou. E então ele se foi.</p>
<p style="text-align:justify;">O corpo de Kurt Cobain foi encontrado pelo eletricista Gary Smith, que chegou à casa do Lake Washington para instalar um novo sistema de segurança. Às 8:40h da sexta-feira, 8, Smith estava perto da estufa e olhou para dentro dela. "Eu vi um corpo estendido lá no chão. Pensei que fosse um manequim. Depois notei que havia sangue na orelha direita. Vi uma espingarda estendida ao longo de seu peito, apontando para seu queixo", relatou Gary. Ele ligou para a polícia e, em seguida, para sua empresa.</p>
<p style="text-align:justify;">Enquanto isso, em Los Angeles, Courtney havia sido internada no Exodus na quinta-feira, 7, para reabilitação. Na sexta, recebeu a notícia da morte de Kurt através da colega Rosemary Carroll. Courtney deixou a cidade num Learjet com Frances, Rosemary, Eric Erlandson e a babá Jeackie Farry. Quando chegaram à casa do Lake Washington, ela estava cercada por equipes dos telejornais.</p>
<p style="text-align:justify;">Foi possível identificar o cadáver como sendo de Kurt, embora seu aspecto fosse macabro: as centenas de bolinhas de chumbo do cartucho da espingarda haviam espandido sua cabeça e o haviam desfigurado. A polícia retirou as digitais do corpo e as impressões batiam com àquelas já arquivadas no caso da prisão por violência doméstica.</p>
<p style="text-align:justify;">A autópsia encontrou traços de benzodiazepinas (tranquilizantes) e heroína no sangue de Kurt. O nível de heroína era tão algo que mesmo ele - famoso pela enorme quantidade que tomava - não poderia ter sobrevivido por muito mais tempo do que aquele que levou para disparar a arma.</p>
<p style="text-align:justify;">Courtney estava inconsolável. Quando os policiais finalmente deixaram o local, e com apenas um guarda de segurança como testemunha, ela reconstitiu os últimos passos de Kurt, entrou na estufa - que ainda tinha de ser limpa - e mergulhou as mãos em seu sangue. No chão, ajoelhada, ela rezou e gemeu de dor, erguendo as mãos cobertas de sangue para o céu e gritou: "Por quê?!". Ela encontrou um pequeno fragmento do crânio de Kurt com cabelo preso a ele. Ela lavou e passou xampu nesse horripilante suvenir.</p>
<p style="text-align:justify;">No sábado, 9, Courtney foi até a agência funerária para ver o corpo de Kurt antes de ser cremado - ela já tinha solicidado que fossem feito moldes de gesso de suas mãos. Grohl tambem foi convidado e declinou, mas Krist compareceu, chegando antes de Courtney. Ele passou alguns momentos a sós com seu velho amigo e desatou a chorar. Quando ele saía, Courtney foi introduzida na sala de inspeção. Kurt estava sobre uma mesa, vestido com suas roupas mais elegantes, mas seus olhos tinham sido costurados. Era a primeira vez em dez dias que a Courtney viu o marido e foi a última vez que seus corpos físicos ficaram juntos. Ela acariciou seu rosto, falou com ele e cortou uma mecha de seus cabelos. Depois, baixou as calças dele e cortou uma mecha de seus pêlos púbicos. Finalmente, ela subiu em cima de seu corpo, abraçando-o com as pernas e recostou a cabeça em seu peito e lamentou: "Por quê, por quê?".</p>
<p style="text-align:justify;">Diversas cerimônias foram realizadas em memória de Kurt. Umas das mais notáveis aconteceu numa tarde de domingo: uma vigília pública foi realizada no Pavilhão da Bandeira do Seattle Centre e reuniu 7 mil pessoas, que levaram velas, flores, cartazes e algumas camisas de flanela em chamas. Um conselheiro de suicídio discursou e incentivou os jovens em dificuldades a pedirem ajuda, enquanto os DJs lcocais trocavam recordações. Uma mensagem curta de Krist foi divulgada, bem como uma fita de Courtney, que leu também a carta de despedida de Kurt.</p>
<p style="text-align:justify;">O corpo de Kurt Cobain foi cremado e Courtney recebeu a urna com as cinzas uma semana depois. Ela pegou um punhado e o enterrou sob um salgueiro na frente da casa. Em maio, colocou o resto numa mochila de ursinho e viajou até o mosteiro budista Namgyal, perto de Ítaca, estado de Nova York, onde procurou consagração para as cinzas e absolvição pra si mesma. Os monges abençoaram os restos e usaram um punhado para fazer uma escultura comemorativa.</p>
<p style="text-align:justify;">A maior parte dos restos mortais de Kurt ficou depositada em uma urna no endereço do Lake Washington, até 1997, quando Courtney vendeu casa, mas insistiu num acordo que lhe permite voltar um dia e remover o salgueiro.</p>
<p style="text-align:justify;"><span class="mw-headline"><strong>Roubo das cinzas</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;">A viúva de Kurt Cobain - líder do Nirvana -, Courtney Love revelou que as cinzas do cantor, guardadas numa bolsa rosa em forma de urso e escondida num armário em sua casa em Hollywood (EUA), foram roubadas. Love desconfia de um ex-amigo.</p>
<p style="text-align:justify;">A cantora faz um apelo pela devolução das cinzas do marido, ameaçando até suicidar-se como Kurt, em 1994.</p>
<p style="text-align:justify;">- Não posso acreditar que alguém tiraria as cinzas de Kurt de mim. Isso é nojento e agora estou para morrer. Se eu não tiver as cinzas de volta eu não sei o que sou capaz de fazer", ameaçou Love.</p>
<p style="text-align:justify;">A maioria das cinzas de Cobain estavam originalmente guardadas num templo budista em Nova York e parte foi jogada no rio Wishkah, no estado de Washington. Entretanto, Love revelou que manteve algumas cinzas com ela, escondidas num local seguro até agora.</p>
<p style="text-align:justify;">- As cinzas eram tudo o que eu tinha dele - revelou Courtney Love ao jornal inglês "News of the World".</p>
<p style="text-align:justify;">A vida de Love é marcada por polêmicas. Em março deste ano, ela jurou que alguém usou o número de Cobain na Prêvidência Social americana para roubar mais de U$ 200 milhões dele. No roubo das cinzas, a cantora acredita que o autor era um conhecido.</p>
<p style="text-align:justify;">Os ladrões, junto com as cinzas de Kurt, levaram jóias e roupas de Courtney. A ex esposa de Cobain, diz que se não tiver as cinzas de volta não sabera o que fazer, e diz que se sente como se tivesse perdido Kurt outra vez.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Scattered brain.]]></title>
<link>http://jayalan.wordpress.com/?p=53</link>
<pubDate>Sat, 30 Aug 2008 10:55:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>jayalan</dc:creator>
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<description><![CDATA[So, at what point do &#8220;rockstars&#8221; (in quotations &#8217;cause I&#8217;m going to use the ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>So, at what point do "rockstars" (in quotations 'cause I'm going to use the term loosely) turn into complete and utter douchebags?  I mean, I know not all of them do.  Some of them remain truly nice, good people.  Some of 'em can at least feign a sense of good values, even though it's usually pretty transparent.  It really seems like there are too many "stars", however, that follow the path of douchery.</p>
<p>Just had to get that out of my head - it was prompted by a story told by my sister today.  Three Doors Down, Hinder and Staind were in town for a concert tonight, playing at the Mandalay Bay Event Center.  I had tickets... but I've seen Hinder, and I got to see an acoustic set by Staind, so I just gave my tickets away.  Three Doors Down isn't anyone I'd want to see live; and actually, that's who my sister was talking about in her story today.</p>
<p>Sis works at one of the Mandalay Bay pools, and told us that the guys from Three Doors Down were hanging out poolside today.  No big surprise, right?  She continued - apparently, they weren't happy with just hanging out in public (What rockstar is?) so they tried to get a daybed.  (For those not in the know - a daybed is basically a big ol' couch-looking thing next to the pool that you can rent to lounge on for the day.  Comes with bottle service, as far as I was told.)  They didn't want to pay for that privilege though - they <em>expected </em>to get one for free.  Not only that, but after their request was denied, they continued to beg for the better part of the afternoon!</p>
<p>That blows my mind, and that's where the first paragraph of this entry comes in.  At what point do people who get paid millions of dollars<em> </em>to play music get to <em>expect</em> things for free?  When comes the time where you turn into that dick that overuses the phrases, "Do you have any idea who I am?" or "I'm sure you know my band, [shitty band X]?"  In the case of TDD - c'mon guys; you've enjoyed moderate success recycling the same three-chord hit song over and over, each time to a fair amount of radio spins and decent record sales.  I'm sure you're making enough bank to "splurge" on a daybed that honest people would pay to enjoy.  So you wrote some generic lyrics and put them on top of mediocre uptempo guitar riffs, then found the right people to force-feed your "music" to the masses.  How does that make you more deserving of... anything?</p>
<p>It's almost enough to make a person lose faith in the music industry.  As an aspiring record label founder, I would abhor being the person that helped get a band famous - only to have them turn into greedy, inconsiderate shells of people. There's nothing like having more than enough money to buy extravagance, yet expecting it to be given to you (and complaining when it isn't).  False entitlement is such a fucked up thing to wrap one's brain around.</p>
<p>I wish I could tell people on-air about this.  Too bad I can't.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[writing process: How to Interview a Rockstar]]></title>
<link>http://cmoonreed.wordpress.com/?p=279</link>
<pubDate>Thu, 21 Aug 2008 06:40:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>cmoonreed</dc:creator>
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<description><![CDATA[Yesterday, I interviewed a rockstar. Since I can&#8217;t scoop my own article, his name must remain ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Yesterday, I interviewed a rockstar. Since I can't scoop my own article, his name must remain anonymous. Suffise it to say, his is quite famous and has been so since the 80s.</p>
<p>But how does one go about interviewing rockstars? I'm glad you asked. For your convenience, I've simplified the complex process into a basic, easy-to-follow plan.</p>
<p><strong>Landing the Coveted Interview</strong></p>
<ol>
<li> Write for a publication that likes to profile rockstars.</li>
<li>Beg your editor to pretty please with a cherry on top let you interview rockstars.</li>
<li>Promise to be very professional and not make out with interview subjects until 30 days after print date. (This includes but is not limited to tour buses and hotel after-parties.)</li>
</ol>
<p><strong>Prepping for the Interview</strong></p>
<ol>
<li>Practice journalistic excellence by researching the musician's background. Leave no stone unturned.</li>
<li>Harass their ex-girlfriends, ex-bandmates and ex-Pink Dot delivery men.</li>
<li>Steal their medical histories from PlannedParenthood. (This step will come in useful if you fail to live up to the previously mentioned promise in rule No. 3)</li>
</ol>
<p><strong>Conducting the Interview</strong></p>
<ol>
<li>Be late to the interview to show the rockstar that you "just don't care." This will elevate you to their level. They will respect you and refer to you as "that one <em>cool</em> journalist."</li>
<li>Rockstars love to talk about themselves. This will not do. At every possible moment, interrupt them with anecdotes about that one time you got backstage at the Buck Cherry concert.</li>
<li>Record the interview with a digital recorder so that you can later make the rockstar's voice into your answering machine message.</li>
</ol>
<p><strong>Writing the Article</strong></p>
<ol>
<li>Transcribing is a long, ardous task. Skip it. Nobody actually cares what rockstars have to say. They aren't writers, after all.</li>
<li>With no transcription to bind you to the boring truth, you are free to make up your own quotes. Be creative.</li>
<li>Using the numeric trickery from The DaVinci Code, embed your phone number into the article so that when said rockstar reads your masterpiece, he will know how to thank you.</li>
</ol>
<p>NOTE: If you've made it this far and haven't yet been sued for libel, then you're astute enough to realize that I'm just kidding. If you want a true model of outstanding rock journalism, I would suggest reading the work of Neil Strauss and Stephen Davis.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Olympian Ruqaya Al Ghasara ]]></title>
<link>http://rickshawdiaries.wordpress.com/?p=1158</link>
<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 21:44:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>Baraka</dc:creator>
<guid>http://rickshawdiaries.wordpress.com/?p=1158</guid>
<description><![CDATA[
The UK&#8217;s Daily Mail reports:
In 2004, Bahrain&#8217;s Ruqaya Al Ghasara, a devout Muslim, was]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rickshawdiaries.files.wordpress.com/2008/08/sprinting.jpeg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1159" src="http://rickshawdiaries.wordpress.com/files/2008/08/sprinting.jpeg?w=257" alt="" width="257" height="300" /></a></p>
<p>The UK's <em>Daily Mail</em> reports:</p>
<blockquote><p>In 2004, Bahrain's <a href="http://ocmnews.blogspot.com/2008/03/ruqaya-al-ghasara.html" target="_blank">Ruqaya Al Ghasara</a>, a devout Muslim, was the first athlete to ever take part in an Olympics wearing a hijab.</p>
<p>In 2006, she won the women’s 200m final at the 2006 Asian Games in Doha, making her the first Bahraini-born athlete to win a major international athletics gold medal.</p>
<p>Last week, she was Bahrain's flag-bearer at the Olympic Games' opening ceremony in Beijing.</p>
<p>Today, <a href="http://www.dailymail.co.uk/news/worldnews/article-1046912/Muslim-sprinter-wins-Olympic-sprint-dressed-head-toe-hijab.html" target="_blank">Al Ghasara won her heat of the women’s 200m sprint in the Olympic Games.</a></p></blockquote>
<p><a href="http://www.dailymail.co.uk/news/worldnews/article-1046912/Muslim-sprinter-wins-Olympic-sprint-dressed-head-toe-hijab.html" target="_blank"></a><br />
<a href="http://rickshawdiaries.files.wordpress.com/2008/08/sujood.jpeg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1160" src="http://rickshawdiaries.wordpress.com/files/2008/08/sujood.jpeg?w=300" alt="" width="300" height="183" /></a></p>
<p>Subhan'Allah, how beautiful and inspiring!</p>
<p>[HT: Nerda]</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Bee Gees]]></title>
<link>http://escoladorock.wordpress.com/?p=1057</link>
<pubDate>Wed, 13 Aug 2008 03:38:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>Josi Vice</dc:creator>
<guid>http://escoladorock.wordpress.com/?p=1057</guid>
<description><![CDATA[Os Bee Gees foram uma banda pop do Reino Unido formada pelo irmão mais velho Barry Gibb, e os gême]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Os <strong>Bee Gees</strong> foram uma banda pop do Reino Unido formada pelo irmão mais velho Barry Gibb, e os gêmeos Robin Gibb e Maurice Gibb. Fazem sucesso desde 1966, sendo um dos quatro <span class="mw-redirect">artistas</span> que mais venderam <span class="mw-redirect">discos</span> no mundo. Passaram por altos e baixos na carreira e por diversos ritmos musicais, do <span class="mw-redirect">rock psicodélico</span> às baladas, passando pelo <span class="mw-redirect">country</span> e country rock, pelo <span class="mw-redirect">rock</span>, pela música disco e pelo <span class="mw-redirect">R&#38;B</span>, terminando no pop rock moderno.</p>
<h3 style="text-align:justify;"><span class="mw-headline">De 1945 a 1960 - nascimento e iniciação no mundo da música</span></h3>
<p style="text-align:justify;">O grupo é formado por três irmãos, filhos de dois músicos regionais ingleses, Hugh Gibb e Barbara Pass, pais de mais duas crianças. Primeiro, o casal teve por filha Lesley Barbara Gibb, nascida em 1945 em Manchester e Andrew Roy Gibb, nascido em 1958. Depois a família se mudou para Douglas, na Ilha de Man. Lá nasceram os três integrantes dos Bee Gees: Barry Alan Crompton Gibb, em <span class="mw-redirect">1º de setembro</span> de 1946; Robin Hugh Gibb e Maurice Ernest Gibb, <span class="mw-redirect">gêmeos</span>, em <span class="mw-redirect">22 de dezembro</span> de 1949.</p>
<p style="text-align:justify;">A família viveu em Douglas até 1955, quando voltaram a Manchester, vivendo na localidade de <span class="new">Keppel Road</span>. Em 1956, os pais Gibb descobriram o talento musical dos irmãos. Barry Gibb ganhou uma guitarra, e seu pai lhe ensinou a tocar na afinação havaiana. Enquanto isso, a harmonia natural nas vozes de Robin e Maurice era incentivada pelos pais. Então, os irmãos começaram a cantar nas ruas para conseguir uns trocados.</p>
<p style="text-align:justify;">Parece ser que em dezembro de 1957, Lesley ganhara um disco como presente de Natal. Os irmãos decidiram então, como sempre faziam, cantar por cima dele quando fossem se apresentar no cinema Gaumont, mas no caminho até o lugar da apresentação Maurice tropeçou e deixou o disco cair, deixando-o em pedaços. Desta forma, os irmãos tiveram que cantar <em>a cappella</em>. Começava então a carreira dos irmãos.</p>
<p style="text-align:justify;">Em março de 1958, nasce o último filho de Hugh e Barbara Gibb: Andrew Roy Gibb que, futuramente, também iria ingressar no mundo da música, entretanto não como um Bee Gee. Ainda em 1958, mas em agosto, o clã emigrou para a Austrália, vivendo na cidade de Brisbane. Lá começaram a tocar em <span class="mw-redirect">clubes</span> noturnos alcançando relativa audiência.</p>
<p style="text-align:justify;">Até ali, o grupo ainda não tinha nome fixo. Primeiramente, adotaram alguns nomes como <em>The Blue Cats</em> e <em>The Rattlesnakes</em> que, entretanto, não vingaram. Mas em 1959, um DJ sugeriu-lhes que se pusessem o nome de <em>"Bee Gees"</em>, já que em sua opinião haviam muitos <em>B</em>s e <em>G</em>s na vida deles (por exemplo: Barbara Gibb, a mãe deles; Barry Gibb, um deles; Bill Gates, esse DJ; Brothers Gibb, em inglês, <em>"irmãos Gibb"</em>; e por aí vai). Mais tarde, em 1966, decidiram que <em>Bee Gees</em> iria ficar por "<em>B</em>rothers <em>G</em>ibb".</p>
<p style="text-align:justify;">Em 1959 começam a tocar em programas de televisão, tendo cada vez mais sucesso entre o povo australiano.</p>
<h3 style="text-align:justify;"><span class="mw-headline">De 1961 a 1970 - o início da carreira profissional</span></h3>
<p style="text-align:justify;">Em 1961, Barry acaba os estudos, e a família se muda para a área de Surfers Paradise, gastando bom tempo, entre 1961 e 1962 se apresentando em tantos hotéis e clubes quanto podiam. Em setembro de 1962, os Bee Gees participaram de uma audição com <span class="new">Col Joye</span>, grande artista australiano da época, e seu irmão e empresário <span class="new">Kevin Jacobsen</span>. Impressionado com o talento daquelas crianças, Kevin conseguiu uma grande apresentação para eles, junto do grande artista do momento, <span class="new">Chubby Checker</span>, o que deu visibilidade e prestígio a esses jovens.</p>
<p style="text-align:justify;">Kevin conseguiu também com que os Bee Gees assinassem seu primeiro contrato musical com a maior gravadora de artistas independentes da Austrália, a <span class="new">Festival Records</span>, sob a etiqueta Leedon, usando mesmo o nome <em>Bee Gees</em>. Inicialmente, quase chegaram à falir, mas com o sucesso "Wine and Women", que chegou ao top 20 em 1965, puderam gravar seu primeiro disco, <em>The Bee Gees Sing and Play 14 Barry Gibb Songs</em>, que trouxe cinco canções novas mais nove antigas.</p>
<p style="text-align:justify;">Em 1966, os Bee Gees lançaram <em>Spicks and Specks</em>, já pela etiqueta Spin, também da Festival Records. Num certo dia de 1966, voltando de um dos concertos da turnê, Barry Gibb e seu pai, Hugh Gibb, sofreram um acidente de carro. Lembra Robin Gibb que acabou-se espalhando em Sydney, não se sabe como nem por que, que os Bee Gees tinham sido assassinados. As <span class="mw-redirect">estações de rádio</span> chegaram até a tocar todas as canções da banda e a ler mensagens de condolências.</p>
<p style="text-align:justify;">Em outubro de 1966, os Bee Gees decidiram que iriam retornar à Inglaterra. Então, <span class="new">Nat Kipner</span> cancelou o contrato e deixou-os ir, reservando, entretanto, os direitos de publicação da obra da banda na Austrália durante os próximos vários anos. Em <span class="mw-redirect">3 de janeiro</span> de 1967, eles partiram no navio <em>Fairsky</em>, chegando a Southampton três dias após. Os Bee Gees tocavam em troca das passagens. Aliás, foi no navio que souberam que a canção "Spicks and Specks", single do segundo disco, chegara ao topo das paradas australianas.</p>
<p style="text-align:justify;">Logo que os Bee Gees cancelaram o contrato, já começaram a procurar uma nova editora. Conta a história que, em novembro, Hugh Gibb mandou, otimista, para a NEMS, a produtora dos <span class="mw-redirect">Beatles</span>, um pacote com artigos da imprensa e dois discos dos Bee Gees, <em>Spicks and Specks</em> e um outro com outras gravações, esperando algum tipo de contrato. Enquanto os Bee Gees viajavam de volta para a Inglaterra, foi trocado o diretor da NEMS, entrando o australiano Robert Stigwood. O pacote que Hugh mandou naturalmente ficou numa pilha com muitos outros pacotes de outras centenas de grupos com o mesmo sonho. Entretanto, Robert, por ser australiano e ao ver um pacote vindo da Austrália, decidiu ouvir o disco da banda e gostou do que ouviu. Mas mal sabiam os Bee Gees que eles já estavam sendo considerados por uma relativamente pequena gravadora inglesa, a <span class="mw-redirect">Polydor</span>, subsidiária da grande gravadora alemã homônima, e que até fez contatos com a <span class="new">Festival Records</span> para lançar o material dos Bee Gees na Inglaterra e, se fizesse sucesso, levá-los em uma turnê. Quando os Bee Gees chegaram na Inglaterra, logo começaram a bater de escritório em escritório de gravadora atrás de contrato. Quando apareceram na Polydor, logo o diretor <span class="new">Ronald Rennie</span> ficou interessado e contactou seu velho amigo, o Stigwood, para empresariá-los. Stigwood falou então com Hugh Gibb e depois os irmãos fizeram um teste. Passando, assinaram contrato com a <span class="new">Robert Stigwood Organisation</span> em <span class="mw-redirect">24 de fevereiro</span>. No mesmo dia foi lançado <em><span class="new">Spicks and Specks</span></em> na Europa, sob aquele acordo da <span class="new">Festival Records</span> com a <span class="mw-redirect">Polydor</span>.</p>
<p style="text-align:justify;">Durante o tempo que passaram na Austrália, dois amigos começaram a ajudar a banda como apoio: eram <span class="new">Colin Petersen</span> e <span class="new">Vince Melouney</span>. Na Inglaterra, eles entraram como membros permanentes da banda.</p>
<p style="text-align:justify;">O primeiro single mundial da banda, lançado já pela Polydor, foi "<span class="new">New York Mining Disaster 1941</span>" em abril de 1967. Lançado de maneira inusitada, representou um verdadeiro golpe de marketing: o artista vinha escrito como "Be...es", levando as pessoas a pensarem que era uma nova música dos <span class="mw-redirect">Beatles</span>. As pessoas compravam, acabavam gostando e depois descobriam que, em vez dos <em>Beatles</em>, eram os <em>Bee Gees</em>. Mas a canção que realmente lançou o trio ao estrelato foi "<span class="mw-redirect">Massachusetts</span>", de novembro de 1967, que foi o primeiro single a chegar ao topo das paradas mundiais, em mais de dez países.</p>
<p style="text-align:justify;">Até o fim dos <span class="mw-redirect">anos 1960</span>, os Bee Gees formaram um quinteto de <span class="mw-redirect">rock</span>, com influências do <span class="mw-redirect">country</span> e do soul e letras românticas. Com essas características, conseguiram outros sucessos: "<span class="new">To Love Somebody</span>", em 1967, "<span class="new">Words</span>" e "<span class="new">I've Gotta Get a Message To You</span>" em 1968, além de "<span class="new">I Started a Joke</span>", a primeira canção dos Bee Gees a chegar no primeiro lugar no Brasil, em 1968.</p>
<p style="text-align:justify;">No fim de 1968, os Bee Gees gravaram o álbum <em>Odessa</em>, lançado em 1969 e que culminou na trágica separação do grupo, com a saída de <span class="new">Vince Melouney</span>, no fim de 1968, e a de Robin, em março de 1969. <span class="new">Colin Petersen</span> ainda gravou algumas canções com Barry e Maurice mas só permaneceu até agosto de 1969, quando foi despedido, sendo substituído por <span class="new">Geoff Bridgeford</span>. Ainda em 1969, Robin gravou seu primeiro disco solo, que lançaria em 1970. Barry e Maurice continuaram e gravaram como Bee Gees até dezembro de 1969, e o álbum resultante dessas gravações foi <em>Cucumber Castle</em>, lançado em abril de 1970.</p>
<p style="text-align:justify;">Os Bee Gees começaram o ano de 1970 sem existir, sendo que cada um dos irmãos gravou um disco a ser lançado em 1970 mesmo. Entretanto, aos poucos o grupo voltou a gravar junto, e os projetos solo foram largados de lado. Após a reaproximação, os irmãos não perderam tempo e lançaram <em>2 Years On</em>, que só tem três faixas compostas pelos três irmãos.</p>
<p style="text-align:justify;"><span class="mw-headline">De 1971 a 1980 - quase falência, ressurgimento e auge</span></p>
<p style="text-align:justify;">Em 1971, a banda teve seu primeiro grande sucesso na América: a balada "<span class="new">How Can You Mend a Broken Heart?</span>", primeiro lugar na maior parte das paradas do continente e a terceira mais ouvida no Brasil em 1971. No ano seguinte foi a vez de "<span class="new">Run to Me</span>" tocar na Europa. Mas a banda decaía. Os Bee Gees continuavam com esse ritmo pop rock, que nessa época estava ficando fora de moda com o fim dos Beatles. Os ritmos que começavam a fazer sucesso eram os ritmos negros: blues, soul e, posteriormente, a música disco. Mas os Bee Gees não notaram isso. Em 1973, lançaram o disco <em>Life in a Tin Can</em>, ficou mais <span class="mw-redirect">country</span>. Apostaram no estilo errado. O resultado foi uma vendagem irrisória, nível de sucesso perto do nulo, quase-falência. Os Bee Gees gravaram então outro álbum, <em>A Kick in the Head is Worth Eight in the Pants</em>, em que voltavam àquele pop rock dos anos 1960. Acabou sendo rejeitado pela gravadora pela baixa vendagem de <em>Life in a Tin Can</em> e do single "<span class="new">Wouldn't I Be Someone</span>".</p>
<p style="text-align:justify;">Entretanto, os irmãos não se abateram e foram "correr atrás" do sucesso. Ainda em 1973, eles foram para os <span class="mw-redirect">Estados Unidos</span>. Lá contrataram o produtor <span class="new">Arif Mardin</span>, em substituição a Robert Stigwood. Mardin mostrou-lhes a tendência do momento. Então os Bee Gees lançaram, em 1974, o disco <em>Mr. Natural</em>, que tem uma levada mais soul. Entretanto, com toda a decadência que os Bee Gees tinham sofrido, o disco foi praticamente esquecido pela mídia, sendo o menos vendido da banda.</p>
<p style="text-align:justify;">Em 1975, foi lançado <em>Main Course</em>, contendo o sucesso "<span class="new">Jive Talkin'</span>". Nessa época, KC and the Sunshine Band fazia sucesso com "<span class="new">That's the Way (I Like It)</span>", o primeiro grande sucesso da música disco. Os Bee Gees então decidiram embarcar nesse estilo. No ano seguinte, eles lançaram <em>Children of the World</em>, o primeiro álbum disco da banda, que continha a balada "Love So Right" e o hit "You Should Be Dancing", um clássico da música disco.</p>
<p style="text-align:justify;">Depois de lançarem um disco ao vivo, foram convidados a participar da trilha sonora do filme <em>Os Embalos de Sábado à Noite</em>, que na época bateu todos os recordes de vendagem (até hoje é um best-seller, já vendeu mais de quarenta milhões de cópias, só ficando atrás de <em><span class="mw-redirect">Thriller</span></em>, de Michael Jackson). "<span class="mw-redirect">Stayin' Alive</span>", "<span class="new">How Deep Is Your Love?</span>" e "<span class="mw-redirect">Night Fever</span>" alcançaram o primeiro lugar em vários países, no auge da era disco. O grupo também assinou a faixa "<span class="new">If I Can't Have You</span>", sucesso na voz de Yvonne Elliman, e a balada "<span class="mw-redirect">Emotion</span>", sucesso interpretado pela <span class="mw-redirect">cantora</span> australiana Samantha Sang.</p>
<p style="text-align:justify;">Era mesmo o ano dos irmãos Gibb.Barry ainda compôs em 1978 a <span class="new">faixa-título</span> do filme musical <em>Grease - Nos Tempos da Brilhantina</em>, essa interpretada por Frankie Valli. Os Bee Gees ainda arrumaram tempo para participar do <span class="mw-redirect">filme</span> musical <em>Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band</em>, baseado no álbum homônimo dos Beatles.</p>
<p style="text-align:justify;">Andy Gibb, o caçula da família Gibb, nunca quis fazer parte dos Bee Gees, mesmo tendo sido chamado várias vezes. Ele tentou a carreira solo, alcançando grande sucesso entre 1978 e 1980, com vários primeiros lugares nas paradas. Seus discos foram produzidos por Barry Gibb, o irmão mais velho.</p>
<p style="text-align:justify;">Em 1979, os Bee Gees ainda mostraram sua força e emplacaram vários sucessos, como "<span class="new">Tragedy</span>", "<span class="new">Too Much Heaven</span>" e "<span class="new">Love You Inside Out</span>", que foram bastante executadas nas rádios. O álbum <em>Spirits Having Flown</em> vendeu mais de 25 milhões de cópias (até hoje) e a turnê <em>Spirits</em> foi grandiosa, percorrendo cerca de sessenta lugares nos <span class="mw-redirect">EUA</span>.</p>
<p style="text-align:justify;">Os irmãos terminaram a década de 1970 como artistas consagrados. Dando uma pausa na carreira, decidiram trabalhar como produtores para outros artistas. Assim, se dividiram em dois grupos, contudo sem deixar de comporem juntos, para produzirem discos a serem lançados em 1980. Robin Gibb e <span class="new">Blue Weaver</span> produziram o disco <em><span class="new">Sunrise</span></em> para <span class="new">Jimmy Ruffin</span>. Em contrapartida, Barry Gibb, <span class="new">Karl Richardson</span> e <span class="new">Albhy Galuten</span> produziram <em><span class="new">After Dark</span></em> para Andy Gibb e <em>Guilty</em> para Barbra Streisand. Nenhum dos discos produzidos fez sucesso, excetuando-se o produzido para Barbra Streisand, que vendeu mais de vinte milhões de cópias no mundo inteiro.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span class="mw-headline">De 1981 a 2000 - colhem os louros da glória</span></p>
<p style="text-align:justify;">Em 1981, os Bee Gees decidiram lançar mais um disco: <em>Living Eyes</em> fracassou devido ao pouco apoio das rádios, que já estavam saturadas de músicas dos Gibb nas paradas de sucesso, e começaram a promover outro ritmo emergente, o punk rock. Após isto, os irmãos decidiram se separar, mas antes gravaram mais canções, a serem lançadas na trilha de <em>Os Embalos de Sábado Continuam</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Em meados dos anos 1980, as equipes começaram a desenvolver diversos trabalhos. A equipe de Robin e Maurice se concentrou em álbuns solos de Robin. Já a equipe liderada por Barry buscou a produção musical para outros artistas. As tentativas solo renderam certo sucesso que, porém, ficou restrito à Europa, Japão e América Latina. Baladas como "Juliet" (trabalho de Robin Gibb, de 1983), "Shine Shine" (Barry Gibb, de 1984) e "Like a Fool" (Robin Gibb, de 1985) nunca estouraram nos <span class="mw-redirect">Estados Unidos</span>, mas são conhecidas mundialmente. Já outras canções como "Hold Her in Your Hand" (Maurice Gibb, de 1984), "Fine Line" (Barry Gibb, de 1984) e "Toys" (Robin Gibb, de 1986) ficaram bem apagadas, sem estourar em quase nenhuma parte do mundo.</p>
<p style="text-align:justify;">As investidas das equipes como produtores e <span class="mw-redirect">compositores</span> renderam trabalhos para Dionne Warwick (1982), Kenny Rogers (1983), Diana Ross (1985) e <span class="mw-redirect">Carola</span> (1986). Para Dionne Warwick, a equipe de Barry produziu <em>Heartbreaker</em>, que tornou-se um dos melhores discos da cantora, com destaques para a faixa-título, "All The Love In The World" e "Yours". Para Kenny Rogers, foi produzido <em><span class="new">Eyes That See in The Dark</span></em>, que gerou sucessos como "Islands in the Stream" e "You and I". Para Diana Ross, foi feito o álbum <em><span class="new">Eaten Alive</span></em>, do qual foram destaques as faixas "Eaten Alive", "Chain Reaction" e "Experience". Já para <span class="mw-redirect">Carola Häggkvist</span>, numa das únicas reuniões para produção para outros artistas da equipe de Robin Gibb e Maurice Gibb, brotou o disco <em><span class="new">Runaway</span></em>, sucesso absoluto com "The Runaway" e "Radiate" na Suécia (país natal da cantora), e que rendeu a ela dois discos de platina.</p>
<p style="text-align:justify;">Em 1985, os Bee Gees começaram a se reaproximar. Começaram a recompor juntos. Desse começo de reaproximação, surgem canções como "Toys", de 1986. Mas ainda não era a volta dos Bee Gees. Houve ainda algumas investidas em direção a produção para outros artistas e projetos solo, até que em outubro de 1986, os Bee Gees assinam com a Warner, voltando então a trabalhar juntos. Em 1987, lançaram o álbum <em>E.S.P</em>, que os devolveu ao primeiro lugar em boa parte do mundo, exceto na América, com o sucesso "You Win Again". Em 1988, a família sofreu um abalo com a morte de Andy Gibb, que sofria de uma problema <span class="mw-redirect">cardíaco</span> agravado após anos de uso de <span class="mw-redirect">drogas</span> e álcool. Mesmo assim, o álbum seguinte, <em>One</em> (1989) foi lançado em sua homenagem, e conseguiu popularidade na América, ficando no top 10 por quase um ano, e originando a turnê <em><span class="new">ONE FOR ALL</span></em>, que percorreu Europa e Ásia e que foi registrada em VHS (lançado em DVD posteriormente).</p>
<p style="text-align:justify;">Outros singles e álbuns foram lançados nos <span class="mw-redirect">anos 1990</span>, repetindo sucesso localizado na Europa, Ásia e América Latina. Canções como "For Whom the Bell Tolls" (1993) e "Secret Love" (1991) frequentaram paradas em diversas partes do mundo, exceto no mercado norte americano. Em 1997 o álbum <em>Still Waters</em>, que traz a balada "Alone", estourou também nos <span class="mw-redirect">Estados Unidos</span>, levando os Bee Gees novamente ao topo das paradas e resultando em um disco duplo de platina. Naquele ano, começaram a grande turnê <em>One Night Only</em>, que teve seu 1º show em Las Vegas, EUA e duraria até 1999 e teria sete apresentações, uma em cada canto do planeta. A mega-apresentação no luxuoso <em>Hotel MGM Grand Las Vegas</em>, em Las Vegas foi gravada e lançada em CD e DVD no ano seguinte. Os Bee Gees também escreveram, produziram e cantaram um mega hit de Céline Dion, "<span class="new">Immortality</span>", que permaneceu durante um ano nas paradas de todo o mundo.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span class="mw-headline">De 2001 até hoje - fim do grupo</span></p>
<p style="text-align:justify;">Em 2001, lançaram o que foi o seu último álbum, <em>This Is Where I Came In</em>, um álbum pop rock, em que se destaca a canção/titulo "This Is Where I Came In", "Wedding Day", "Sacred Trust" e "Man In The Middle", álbum que também teve repercussão localizada em países diferentes: sucesso na Europa, frieza na América, estouro na Ásia. Depois, os Bee Gees decidiram dar um tempo. Em 2002, Robin Gibb começa a gravar seu quinto álbum solo. Entretanto, uma tragédia acontece em 12 de Janeiro de 2003: de <span class="mw-redirect">ataque cardíaco</span>, morre Maurice Gibb, instrumentista do grupo; curiosamente sua irmã Leslie faz aniversário nesses dia. Maurice tinha a fama de ser o mediador entre tais mentes conflitantes de Barry e Robin. Estes então anunciaram o fim do grupo, no dia 22. Durante sua carreira, os Bee Gees ganharam sete prêmios <span class="mw-redirect">Grammy</span> e foram incluídos no <em>Songwriters Hall of Fame</em> (Hall da Fama dos Compositores) e, em 1997, no <span class="mw-redirect">Hall da Fama do Rock and Roll</span>.</p>
<p style="text-align:justify;">Os irmãos continuaram seu trabalho de forma solo. E, mesmo com a morte do irmão, Robin lançou um disco solo em 2003, que vem com diversas baladas modernas, e que chegou a ser bem difundido na Europa. Trabalhou no ano seguinte com <span class="new">Alistar Griffin</span> e, em 2005, com o <em>G4</em>. Produziu o single de lançamento de uma das ex-integrantes da banda Atomic Kitten, com sucesso estrondoso na Inglaterra e Europa. Entre 2004 e 2006 saiu em turnê pelo mundo, turnê esta que foi chamada <em>MAGNETIC TOUR</em>, da qual um dos concertos foi registrado em CD e DVD.</p>
<p style="text-align:justify;">Em 2004 os irmãos Gibb receberam o título <em><span class="mw-redirect">Doutor Honoris Causa</span></em> da <span class="new">Universidade de Manchester</span> e a <em>Comenda de Cavaleiros do Império Britânico</em>, em Londres. Barry trabalhou compondo e produzindo para Cliff Richard, em 2004, e para Barbra Streisand, em 2005, revivendo o sucesso de 1980. O álbum <em><span class="new">Guilty Pleasures</span></em>, produzido para ela, foi bem visto em todo o mundo, e recolocou Barry na mídia.</p>
<p style="text-align:justify;">Em 2006, os irmãos se reuniram para uma apresentação beneficente em Miami e para o <em>Prince's Trust</em> em Londres. Receberam no mesmo ano um prêmio da <em>Academia Britânica da Música</em>. Mas nada disso é fonte de reconciliação dos irmãos. Porém, em 2006, os Bee Gees assinaram com a Reprise Records, que começa a relançar seus álbuns.</p>
<p style="text-align:justify;">Continuando a vida, Barry começa a lançar várias músicas no iTunes: lança seus novos singles "Doctor Mann" e "Underworld" e as demos dos álbuns produzidos por ele na década de 1980 — <em><span class="new">Guilty</span></em>, <em><span class="new">Heartbreaker</span></em>, <em><span class="new">Eyes That See in the Dark</span></em> e <span class="new">Eaten Alive</span>. Robin lança, em novembro de 2006, seu último álbum: <em><span class="new">My Favourite Christmas Carols</span></em>, que contém vários hinos natalinos mais a faixa "Mother of Love", sua mais nova composição. Atualmente, Robin segue em sua carreira solo se apresentando em vários paises cantando sucessos dos Bee Gees e de sua carreira solo. Já Barry trabalha em seu 3º album solo, com lançamento previsto para 2008. Tudo indica que um álbum country está a caminho. Constantemente Barry participa de chats com fans em seu site oficial.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span class="mw-headline">Curiosidades</span></p>
<ul style="text-align:justify;">
<li>Em algumas entrevistas, Maurice Gibb revela que John Lennon o ensinou a beber.</li>
<li>Maurice Gibb já chegou a sacar uma arma para Robin e Barry.</li>
<li>A mulher do Robin Gibb é bisexual.</li>
<li>Os Bee Gees herdaram alguns instrumentos musicais usados pelos <span class="mw-redirect">Beatles</span>.</li>
<li>Maurice Gibb não aparece nas gravações caseiras na infância dos Bee Gees porque era ele quem filmava.</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span class="mw-headline">Turnês</span></p>
<ul style="text-align:justify;">
<li>1968 - Horizontal Tour: 42 shows</li>
<li>1971 - 2 Years On Tour: 7 shows</li>
<li>1971/1972 Trafalgar Tour: 30 shows</li>
<li>1972 - To whom it may concern Tour: 2 shows</li>
<li>1973 - Life in a tin can Tour: 23 shows</li>
<li>1974 - Mr. Natural Tour: 16 shows</li>
<li>1979 - Spirits Having Flown Tour: 38 shows</li>
<li>1989 - One For All Tour: 21 shows</li>
<li>1991 - High Civilization Tour: 21 shows</li>
<li>1997/1999 - One Night Only: 7 shows</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span class="mw-headline">Integrantes</span></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span class="mw-headline">Oficiais</span></p>
<ul style="text-align:justify;">
<li>Barry Alan Crompton Gibb - vocal, guitarra, <span class="mw-redirect">violão</span> (<span class="mw-redirect">1 de setembro</span> de 1946)</li>
<li>Robin Hugh Gibb - vocal (<span class="mw-redirect">22 de dezembro</span> de 1949)</li>
<li>Maurice Ernest Gibb - vocal, baixo, <span class="mw-redirect">teclado</span>, piano, <span class="mw-redirect">violão</span>, guitarra (<span class="mw-redirect">22 de dezembro</span> de 1949 - <span class="mw-redirect">12 de janeiro</span> de 2003)</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">Como visto, Robin Gibb é gêmeo (fraterno) de Maurice Gibb. Mas Robin nasceu 35 minutos antes.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span class="mw-headline">Banda de apoio</span></p>
<p style="text-align:justify;">Muitos músicos tocaram com os Bee Gees, aqui seguem os mais importantes:</p>
<ul style="text-align:justify;">
<li><span class="new">Colin Petersen</span> - bateria (de 1966 a 1969)</li>
<li><span class="new">Geoff Bridgeford</span> - bateria (de 1969 a 1972)</li>
<li><span class="new">Vince Melouney</span> - guitarra (de 1967 a 1968)</li>
<li>Robert Stigwood - produtor (de 1967 a 1972)</li>
<li><span class="new">Alan Kendall</span> - guitarra (de 1971 a 1980, de 1989 a 2003)</li>
<li><span class="new">Geoff Bridgeford</span> - bateria (de 1969 a 1972)</li>
<li><span class="new">Arif Mardin</span> - produtor e arranjador (de 1973 a 1975, 1987)</li>
<li><span class="new">Dennys Bryon</span> - bateria (de 1973 a 1979)</li>
<li><span class="new">Blue Weaver</span> - teclados, piano, sintetizador (de 1975 a 1980)</li>
<li><span class="new">Albhy Galuten</span> - sintetizador, produção, arranjos (de 1975 a 1986)</li>
<li><span class="new">Karl Richardson</span> - engenheiro de som, produção (de 1975 a 1986)</li>
<li><span class="new">George Terry</span> - guitarra (de 1979 a 1986)</li>
<li><span class="new">George Bitzer</span> - piano, sintetizador (de 1977 a 1986)</li>
<li><span class="new">Rhett Lawrence</span> - teclados, sintetizador, programação de bateria (1986-1987)</li>
<li><span class="new">George Perry</span> - baixo (de 1990 a 2003)</li>
<li><span class="new">Brian Tench</span> - engenheiro (1986-1987, 1990)</li>
<li><span class="new">Femi Jiya</span> - engenheiro (1990), produção (1993)</li>
<li><span class="new">John Merchant</span> - engenheiro (de 1990 a 2003)</li>
<li><span class="new">Ben Stivers</span> - teclados (de 1996 a 2000)</li>
<li><span class="new">Matt Bonelli</span> - baixo (de 1996 a 2000)</li>
<li><span class="new">Steve Rucker</span> - bateria (de 1996 a 2003)</li>
<li><span class="new">John Merchant</span> - engenheiro, programação (de 1992 a 2003)</li>
<li><span class="new">Ashley Gibb</span> (filho de Barry Gibb) - engenheiro (de 1999 a 2003)</li>
</ul>
<h3 style="text-align:justify;"><span class="mw-headline">Álbuns</span></h3>
<ul style="text-align:justify;">
<li>1965 - <em>The Bee Gees Sing and Play 14 Barry Gibb Songs</em> (AUS)</li>
<li>1966 - <em><span class="mw-redirect">Spicks &#38; Specks</span></em> (AUS)</li>
<li>1967 - <em><span class="mw-redirect">Bee Gees' 1st.</span></em></li>
<li>1968 - <em>Horizontal</em></li>
<li>1968 - <em>Idea</em></li>
<li>1969 - <em>Odessa</em></li>
<li>1970 - <em>Cucumber Castle</em></li>
<li>1970 - <em>2 Years On</em></li>
<li>1971 - <em><span class="new">Melody: Quando Brota o Amor (trilha sonora)</span></em></li>
<li>1971 - <em>Trafalgar</em></li>
<li>1972 - <em>To Whom It May Concern</em></li>
<li>1973 - <em>Life in a Tin Can</em></li>
<li>1973 - <em>A Kick in the Head is Worth Eight in the Pants</em> (não-lançado)</li>
<li>1974 - <em>Mr. Natural</em></li>
<li>1975 - <em>Main Course</em></li>
<li>1976 - <em>Children of the World</em></li>
<li>1976 - <em><span class="new">Alucinados do Som e da Guerra (trilha sonora)</span></em></li>
<li>1977 - <em>Here at Last... Bee Gees... Live</em></li>
<li>1977 - <em>Os Embalos de Sábado à Noite (trilha sonora)</em></li>
<li>1978 - <em><span class="new">Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (trilha sonora)</span></em></li>
<li>1979 - <em>Spirits Having Flown</em></li>
<li>1981 - <em>Living Eyes</em></li>
<li>1983 - <em>Os Embalos de Sábado Continuam (trilha sonora)</em></li>
<li>1987 - <em>E.S.P</em></li>
<li>1989 - <em>One</em></li>
<li>1991 - <em>High Civilization</em></li>
<li>1993 - <em>Size Isn't Everything</em></li>
<li>1997 - <em>Still Waters</em></li>
<li>1998 - <em>One Night Only</em> (AO VIVO)</li>
<li>2001 - <em>This Is Where I Came In</em></li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">
<ul style="text-align:justify;">
<li><span class="mw-headline">Singles mais relevantes no Brasil</span></li>
</ul>
<ul style="text-align:justify;">
<li>1967 - "<span class="mw-redirect">Massachusetts</span>"</li>
<li>1968 - "<span class="new">I Started a Joke</span>"</li>
<li>1969 - "Tomorrow Tomorrow"</li>
<li>1971 - "<span class="new">Lonely Days</span>"</li>
<li>1971 - "<span class="new">How Can You Mend a Broken Heart?</span>"</li>
<li>1972 - "<span class="new">Run to Me</span>"</li>
<li>1976 - "You Should Be Dancing"</li>
<li>1976 - "Love So Right"</li>
<li>1977 - "<span class="new">How Deep Is Your Love?</span>"</li>
<li>1978 - "<span class="mw-redirect">Stayin' Alive</span>"</li>
<li>1978 - "<span class="mw-redirect">Night Fever</span>"</li>
<li>1979 - "<span class="new">Too Much Heaven</span>"</li>
<li>1979 - "<span class="new">Tragedy</span>"</li>
<li>1989 - "<span class="new">One</span>"</li>
<li>1990 - "<span class="new">Wish You Were Here</span>"</li>
<li>1993 - "<span class="new">Palavras</span>" (<span class="new">Words</span>) (dueto com <span class="mw-redirect">Chitãozinho e Xororó</span>)</li>
<li>1994 - "For Whom the Bell Tolls"</li>
<li>1998 - "<span class="new">Immortality</span>" (dueto com Céline Dion)</li>
<li><span class="mw-headline">Premiações</span></li>
</ul>
<h3 style="text-align:justify;"><span class="mw-headline"><span class="mw-redirect">Grammys</span></span></h3>
<ul style="text-align:justify;">
<li>1977 - Melhor grupo vocal pop, com "<span class="new">How Deep is Your Love?</span>"</li>
<li>1978 - Melhor álbum, com "Saturday Night Fever"</li>
<li>1978 - Melhor grupo vocal pop, com "Saturday Night Fever"</li>
<li>1978 - Melhor arranjo vocal, com "<span class="new">Stayin' Alive</span>"</li>
<li>1978 - Melhor produtor: Barry Gibb, Robin Gibb, Maurice Gibb, <span class="new">Karl Richardson</span> e <span class="new">Albhy Galuten</span></li>
<li>1980 - Melhor grupo vocal pop (Barry Gibb e Barbra Streisand), com "Guilty"</li>
<li>2000 - Prêmio Pelo Conjunto Da Obra</li>
<li>2003 - Prêmio Lenda da música</li>
<li>2004 - Prêmio "Hall Da Fama" "Saturday Night Fever"</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">
<h2 style="text-align:justify;"><span class="mw-headline"><br />
</span></h2>
<p style="text-align:justify;">Os Bee Gees já fizeram algumas investidas rumo ao ramo da atuação. Desde 1967, já pensavam em fazer um projeto chamado <em>Cucumber Castle</em>, que seria uma comédia musical passada num reino medieval. Entretanto, o projeto foi empurrado com a barriga até 1969, quando em agosto deste ano, já sem Robin Gibb, a banda decide iniciar as gravações. A história foi lançada como um especial de televisão, transmitido pela <span class="mw-redirect">BBC</span> 2 num sábado, <span class="mw-redirect">26 de dezembro</span> de 1970, às 13:30 <span class="mw-redirect">GMT</span>.</p>
<p style="text-align:justify;">Poucos sabem, mas os <strong>Bee Gees</strong> também estrelaram um filme da Universal Studios produzido por Robert Stigwood e George Martin chamado <em><span class="new">Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band</span></em>, lançado em <span class="mw-redirect">21 de julho</span> de 1978 nos <span class="mw-redirect">Estados Unidos</span>. Estrelavam também no filme Peter Frampton, <span class="new">Frankie Howerd</span>, <span class="new">Paul Nicholas</span> e Donald Pleasence, além de <span class="new">Sandy Farina</span> no papel de Strawberry Fields, <span class="new">Dianne Steinberg</span> como Lucy e Steve Martin como Dr. Maxwell Edison. Além dos Bee Gees e de Peter Frampton, contavam com a participação especial do Aerosmith, de Alice Cooper, Earth, Wind &#38; Fire, Billy Preston, <span class="new">Stargard</span>, e George Burns como Mr. Kite. O filme foi dirigido por <span class="new">Michael Schultz</span>. Apesar de todo esse elenco estrelado, o filme, que tinha sim uma grande referência ao álbum homônimo dos Beatles, foi um fracasso de bilheteria.</p>
<p style="text-align:justify;">Mesmo depois dessas investidas todas dos Bee Gees no ramo do cinema, Barry Gibb não desistiu e, em 1984 decidiu fazer o filme-musical <em><span class="new">Now Voyager</span></em>. Além dele, no filme também estrelava <span class="new">Michael Hordern</span>.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Obama the Rock Star]]></title>
<link>http://fakename2.wordpress.com/?p=17</link>
<pubDate>Sat, 09 Aug 2008 21:45:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>fakename2</dc:creator>
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<description><![CDATA[In a spirited exchange today with one of the anti-Obamaists on my hometown newspaper, the Tallahasse]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>In a spirited exchange today with one of the anti-Obamaists on my hometown newspaper, the <em>Tallahassee Democrat</em>, I was forced to remind him that I hope he and his compadres will continue to make silly mistakes like comparing Obama to Paris Hilton.  The more McCain and the Rovians he's hired go in that direction, the dumber they look.  That can only be good for our side.  I made the comment that by constantly emphasizing the supposed rock-star status of Obama, he makes McCain look like the jealous beauty pageant candidate who didn't even win Miss Congeniality. </p>
<p>Today's issue for him was that Obama is taking a vacation with his family in Hawaii, at a time when ordinary Americans are suffering.  My response to that was that taking a break with his family was pretty un-American.  Fortunately we have John McCain showing how much he cares by spending the week in a trailer park, working under the hood of the gas-guzzler, while sipping on an ImBeverage.</p>
<p>The pro-John "The Surge is Working" McCain forces would do well to stick to the issues, but that, of course, is not the Rovian Way.  Rove is still pretty sure that Americans are too dumb to understand the real issues, but actually, he taught us to huff and puff and blow away the smokescreens.  If I had ever contemplated voting for McCain (which I didn't), this is why I wouldn't:  Nobody who would hire Rove or his minions can have a lick of sense, as we say in the South.  I think he is dumb as a post.  I'd prefer smart.  A person who can understand nuance.  Somebody whose response to having their sand castle knocked down is not to threaten to beat them over the head with the shovel.</p>
<p>When I weigh the differences between Obama and McCain, smart wins.  So keep underestimating us, Rovians.  Keep thinking that the tactics that worked in 2004 will work again.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Chickenfoots]]></title>
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<pubDate>Wed, 06 Aug 2008 20:21:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>Carlos Henrique Castilho</dc:creator>
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<description><![CDATA[O nome da banda tem tudo a ver! O &#8220;Pés-de-galinha&#8221; é uma banda formada por uma galera ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>O nome da banda tem tudo a ver! O <em>"Pés-de-galinha"</em> é uma banda formada por uma galera de peso e de experiência no cenário do Rock mundial. O <strong>Chickenfoots </strong>é formado por:</p>
<p><a href="http://rolltherock.files.wordpress.com/2008/08/sammy.jpg"><img style="border-right:0;border-top:0;border-left:0;border-bottom:0;" height="143" alt="sammy" src="http://rolltherock.files.wordpress.com/2008/08/sammy-thumb.jpg" width="97" border="0"></a> </p>
<p>Vocals - <strong>Sammy Hagar</strong>, ex-vocalista do Van Halen e Montrose.</p>
<p><a href="http://rolltherock.files.wordpress.com/2008/08/anthony.jpg"><img style="border-right:0;border-top:0;border-left:0;border-bottom:0;" height="125" alt="anthony" src="http://rolltherock.files.wordpress.com/2008/08/anthony-thumb.jpg" width="123" border="0"></a> </p>
<p>Baixo - <strong>Michael Anthony</strong>, ex-baixista do Van Halen.</p>
<p><a href="http://rolltherock.files.wordpress.com/2008/08/dxc-nn485414.jpg"><img style="border-right:0;border-top:0;border-left:0;border-bottom:0;" height="118" alt="dxc__nn485414" src="http://rolltherock.files.wordpress.com/2008/08/dxc-nn485414-thumb.jpg" width="118" border="0"></a>&#160;</p>
<p>Guitarra - <strong>Joe Satriani</strong>, não preciso dizer mais nada, não é?</p>
<p><a href="http://rolltherock.files.wordpress.com/2008/08/0544648200.jpg"><img style="border-right:0;border-top:0;border-left:0;border-bottom:0;" height="150" alt="0,,5446482,00" src="http://rolltherock.files.wordpress.com/2008/08/0544648200-thumb.jpg" width="124" border="0"></a> </p>
<p>Bateria - <strong>Chad Smith</strong>, ex-baterista do Red Hot Chili Peppers.</p>
<p>É parace que vai ser do car%#!lo! Porém como já teve mais bandas que não deram certo e que também foi uma reunião de vários rockstars. <strong>Audioslave</strong> é um exemplo que deu certo, apesar de estarem sumidos hoje.</p>
<p>Segundo Sammy <em>"Quando as pessoas ouvirem pensarão que é o Led Zeppelin. É tão bom quanto”. </em>Apesar de já achar exagerado, só escutando para crer<em>,</em> mas enquanto ainda não aparece nenhum trabalho da banda... vamos ter que aguardar.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A-Side]]></title>
<link>http://newbyinghates.wordpress.com/?p=50</link>
<pubDate>Tue, 05 Aug 2008 17:37:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>newbying1</dc:creator>
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<description><![CDATA[UK design rockstars, A-Side Studio are rocking a new site and it is slim and sexy. Go be amazed.
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>UK design rockstars, <a href="http://www.a-sidestudio.co.uk/">A-Side Studio</a> are rocking a new site and it is slim and sexy. Go be amazed.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Does It Offend You, yeah? Not really.]]></title>
<link>http://westofwabansia.wordpress.com/?p=297</link>
<pubDate>Wed, 09 Jul 2008 12:09:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>Teddy F</dc:creator>
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<description><![CDATA[Pitchfork gave this album something like 2.5
I cannot say that I have any opinion on the album cause]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Pitchfork gave this album something like 2.5</p>
<p>I cannot say that I have any opinion on the album cause I have yet to listen to it.</p>
<p>What I can say is that I have really been vibing on this one song</p>
<p>and that in my book</p>
<p>flannel+synthesizers+bangers+beanie+ vox box+ destruction inducing ending= at least an 8.</p>
<p>[dailymotion id=x4b51z]</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Victoria Beckham And Her Boys]]></title>
<link>http://justentertainment.wordpress.com/?p=1301</link>
<pubDate>Tue, 08 Jul 2008 19:17:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>famouspersonality</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Victoria, Cruz and Romeo Beckham arrived at London&#8217;s Heathrow airport from LA. How cute is Cr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://justentertainment.wordpress.com/files/2008/07/victoria-beckham-heathrow-788-4.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1302" src="http://justentertainment.wordpress.com/files/2008/07/victoria-beckham-heathrow-788-4.jpg" alt="" width="261" height="375" /></a><br />
Victoria, Cruz and Romeo Beckham arrived at London's Heathrow airport from LA. How cute is Cruz?</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Christina Aguilera Covers Glamour]]></title>
<link>http://justentertainment.wordpress.com/?p=1276</link>
<pubDate>Sat, 05 Jul 2008 15:33:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>famouspersonality</dc:creator>
<guid>http://justentertainment.wordpress.com/?p=1276</guid>
<description><![CDATA[
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://justentertainment.files.wordpress.com/2008/07/ch-1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1275" src="http://justentertainment.wordpress.com/files/2008/07/ch-1.jpg" alt="" width="366" height="480" /></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ville Valo]]></title>
<link>http://escoladorock.wordpress.com/?p=946</link>
<pubDate>Mon, 30 Jun 2008 19:33:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>Josi Vice</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Ville Hermanni Valo (Helsinque, 22 de novembro de 1976) é o vocalista e principal compositor da ba]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://escoladorock.files.wordpress.com/2008/06/ville_valo155.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-947" src="http://escoladorock.wordpress.com/files/2008/06/ville_valo155.jpg" alt="" width="300" height="486" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Ville Hermanni Valo</strong> (<span class="mw-redirect">Helsinque</span>, <span class="mw-redirect">22 de novembro</span> de 1976) é o vocalista e principal compositor da banda de <span class="mw-redirect">Gothic Metal</span> finlandesa HIM.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Ville</strong> nasceu em Helsinque, no distrito de <span class="new">Vallila</span>, filho de um ex motorista de táxi finlandês e de uma mãe húngara, Anita. Tem um irmão mais novo chamado Jesse valo que é um profissionai de thai boxer que agora tambem tem uma banda chamada Iconcrash.</p>
<p style="text-align:justify;">A primeira banda em que Ville tocou foi a Kemoterapia, em 1983. Depois disso, teve vários projetos musicais, até formar o HIM, no ano de 1991.(Formada oficialmente em 1994.)</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://escoladorock.wordpress.com/files/2008/06/z11233156.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-948" src="http://escoladorock.wordpress.com/files/2008/06/z11233156.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a></p>
<ul style="text-align:justify;">
<li>O filme favorito de Ville é <span class="new">The Nightmare before Christmas</span>, realizado por Tim Burton.</li>
<li>Adora os filmes de David Lynch.</li>
<li>Adora Black Sabbath e Type O Negative, servindo-se destas duas bandas como grandes influências para os HIM.</li>
<li>Tem como ídolos o baixista do Kiss, Gene Simmons, o escritor inglês Edgar Allan Poe, o cineasta e actor americano Clint Eastwood e <span class="new">Rauli Somerjoki</span>.</li>
<li>Não gosta de <span class="mw-redirect">Beatles</span>, carne ou de <span class="mw-redirect">drogas</span> ilícitas.</li>
<li>Diz que o seu número de sorte é o 0.</li>
<li>A sua canção favorita é "Sininen Uni", de <span class="new">Tapio Rautavaara</span>.</li>
</ul>
<p><a href="http://escoladorock.files.wordpress.com/2008/06/valo.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-945" src="http://escoladorock.wordpress.com/files/2008/06/valo.jpg" alt="" width="332" height="500" /></a></p>
<p>Mais fotos de Ville Valo?</p>
<p>Acesse Escola do Rock Fotos:<a href="http://escoladorockphotos.blogspot.com" target="_blank"> http://escoladorockphotos.blogspot.com/v</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Rock brasileiro na década de 1980]]></title>
<link>http://escoladorock.wordpress.com/?p=942</link>
<pubDate>Mon, 30 Jun 2008 18:38:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>Josi Vice</dc:creator>
<guid>http://escoladorock.wordpress.com/?p=942</guid>
<description><![CDATA[O rock brasileiro da década de 80, também considerado por muitos como pop rock nacional dos anos 8]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">O <strong>rock brasileiro da década de 80</strong>, também considerado por muitos como pop rock nacional dos <span class="mw-redirect">anos 80</span>, foi um movimento musical que surgiu já no início da década. Ganhou até mesmo um apelido, o <span class="mw-redirect">BRock</span>, dado porNelson Motta. É caracterizado por influências variadas, indo do new wave, passando pelo <span class="mw-redirect">punke</span> o próprio conteúdopop emergente do final da década de 70. Ainda assim, em alguns casos, tomou por referência ritmos como o reggae e a <span class="mw-redirect">soul music</span> . Suas letras falam na maioria das vezes sobre amores perdidos ou bem sucedidos, não deixando de abordar é claro algumas temáticas sociais. O grande diferencial das bandas deste período era a capacidade de falar sobre estes assuntos sem deixar a música tomar um peso emocional ou político exagerados. Fora a capacidade que seus integrantes tinham de falar a respeito de quase tudo com um tom de ironia, outra característica marcante do movimento. Outra particularidade típica foi o visual próprio da época; cabelos armados ou bastante curtos para as meninas, gel, roupas coloridas e extravagantes para os meninos e a unissexualidade de tudo isso, herança direta do <span class="mw-redirect">Glam Rock</span> de Marc Bolan, David Bowie e seus discípulos, como o<span class="mw-redirect">Kisse</span>The Cure.</p>
<p style="text-align:justify;">Tudo começou com o surgimento de bandas como a <span class="new">Gang 90</span>, seguida por sua contrapartida <em>carioca</em>, a Blitze seu grande sucesso "Você não soube me amar", de 1982, tendo integrantes como Lobão, Evandro Mesquita e Fernanda Abreu, artistas em voga até hoje. O sucesso iminente dessas bandas impulsionou o lançamento de produtos infantis como <span class="mw-redirect">revistas em quadrinhos</span> e álbuns de figurinhas, tamanha a popularidade obtida com este público específico. O auge da Blitz aconteceu em 1985, no show do Rock in Rio. Liderada por Evandro Mesquita, a banda tinha como característica marcante as performances teatrais no palco, que se tornaram grandes brincadeiras responsáveis pela animação coletiva do público que comparecia aos shows. Mas não eram apenas apresentação musicais: envolviam música e muita interpretação, o que tornaria o show da banda um referencial de espetáculo para os músicos que começavam a surgir. O sucesso da Blitz foi a porta de entrada para outras bandas que ensaiavam escondidas em suas garagens.</p>
<p style="text-align:justify;">Em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Brasília pipocavam bandas no início dos anos 80. No sudeste do país, o Rio de Janeiro revelou vários conjuntos. Os shows no “Circo Voador”, local que se tornou o berço de várias bandas que estouraram naquela época, revelaram <span class="mw-redirect">Paralamas do Sucesso</span>, <span class="mw-redirect">Kid Abelha e Os Abóboras Selvagens</span>, <span class="new">Gang 90</span>, Barão Vermelho, entre outras. Destas, as que tiveram mais destaque (e continuam tocando e fazendo relativo sucesso até hoje) são os Paralamas, Kid Abelha e Barão Vermelho.</p>
<p style="text-align:justify;">Estas últimas remanescentes reúnem muitas das características do rock daquela geração. Os Paralamas do Sucesso, por exemplo, apostaram na mistura do rock com reggae e ritmos africanos, exemplificado nas faixas do disco "Selvagem?", de [[1986] especialmente em "Alagados" e "A Novidade". Tudo isso, adicionado a um apelo pop influenciado pelo <span class="new">rock inglês</span> da época, formou um tipo de som considerado revolucionário ao público e crítica daqueles anos. A banda também mostrou, principalmente no disco anterior,“O Passo do Lui”, muitas influências da banda inglesa “The Police”.</p>
<p style="text-align:justify;">O Kid Abelha apostou mais no som com influências do pop, da new wave e da <span class="mw-redirect">jovem guarda</span>. Músicas como “Por Que Não Eu?”, “Como Eu Quero”, “Pintura Íntima” e “Fixação” são seus exemplos mais vivos.</p>
<p style="text-align:justify;">Já o Barão Vermelho fixou-se no rock mais tradicional, aliado à força das letras poéticas do vocalista Cazuza. Em seus primeiros passos como uma banda, no começo da década, suas influências diretas eram o blues e o rock'n roll clássico dos <span class="mw-redirect">Rolling Stones</span>. Canções como “Maior Abandonado”, “Bete Balanço” (ainda com Cazuza na banda) e “Pense e Dance” (com Roberto Frejat assumindo os vocais depois da saída de Cazuza em carreira solo) são algumas das mais marcantes da geração Coca-Cola.</p>
<p style="text-align:justify;">As bandas paulistas também tiveram importante papel no cenário que havia se formado. Algumas das principais referências vindas deste estado eram Ultraje a Rigor, RPM, <span class="mw-redirect">Titãs</span> e Ira!.</p>
<p style="text-align:justify;">Influenciados pelo <span class="mw-redirect">punk</span> e pelo rock mais pesado, o IRA! e os Titãs trilharam caminhos parecidos. Ambas tiveram como característica os altos e baixos nos números de vendas de discos. Além disso, uma curiosidade que liga especialmente as duas bandas: em 1985, Titãs e IRA! trocam de bateristas, saindo Charles Gavin do IRA! e indo para os Titãs, e André Jung fazendo a trajetória inversa. Ambos ainda tocam com suas respectivas bandas até hoje.</p>
<p style="text-align:justify;">O Ultraje a Rigor, a exemplo do Barão Vermelho no Rio de Janeiro, apostou todas as fichas na força do puro rock'n roll. Mas as duas bandas tinham uma grande diferença. Enquanto a banda liderada por Cazuza e Roberto Frejat calcava a carreira cada vez mais na seriedade de suas letras (que questionavam, entre outros assuntos, as condições da sociedade da época), a banda liderada por <span class="mw-redirect">Roger Moreira</span> falava destes problemas com ironia e um deboche escrachado. Músicas como "Inútil" - citada até pelo político <span class="mw-redirect">Ulisses Guimarães</span> na época das "Diretas Já" - viraram hinos da juventude bem humorada e cansada dos tempos difíceis da ditadura, tanto pelo aspecto econômico quanto por outros problemas que cresceram no país, durante os anos 80. Curiosidade: o riff de guitarra de "Inútil" foi composto pelo guitarrista da banda na época, Edgar Scandurra, que depois se tornaria guitarrista e principal compositor do IRA!.</p>
<p style="text-align:justify;">São Paulo trouxe à tona também o maior fenômeno de vendas das bandas dos anos 80. O RPM, liderado pelo carisma do voca