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	<title>resenhas &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/resenhas/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "resenhas"</description>
	<pubDate>Sun, 27 Jul 2008 03:16:42 +0000</pubDate>

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<item>
<title><![CDATA[Fim da fantasia (Batman - O Cavaleiro das Trevas)]]></title>
<link>http://anfitriao.wordpress.com/?p=433</link>
<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 22:53:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marco</dc:creator>
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<description><![CDATA[
BATMAN - O CAVALEIRO DAS TREVAS    {  }
Em minha resenha sobre Batman Begins, eu havia dito q]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="alignnone size-full wp-image-434" src="http://anfitriao.wordpress.com/files/2008/07/batman-imagem.jpg" alt="" width="320" height="220" /></p>
<p align="center"><strong>BATMAN - O CAVALEIRO DAS TREVAS</strong>    { <img src="http://anfitriao.files.wordpress.com/2008/02/5estrelas.jpg" alt="5estrelas.jpg" /> }</p>
<p style="text-align:justify;">Em <a href="http://www.anfitriao.kit.net/batman_begins.html" target="_blank">minha resenha</a> sobre <em>Batman Begins</em>, eu havia dito que "Gotham não é simplesmente Gotham. Ela surge como uma cidade ilusória, que é vítima do mesmo mal que corrói as metrópoles atuais: a violência urbana." Essa mesma frase poderia ser usada para descrever boa parte do mote de <em>Batman - O Cavaleiro das Trevas</em>, só que com maior intensidade e realismo (observe que os fantasiosos trilhos do metrô que pairavam no céu deram lugar para estruturas e edifícios muito mais reais). Esse é apenas um dos diversos pontos positivos da produção que, felizmente, consegue superar todos os outros filmes do super-herói.</p>
<p style="text-align:justify;">Depois de algum tempo servindo como um justiceiro mascarado, Batman surge como um ícone da cidade de Gotham City, impondo medo e gerando problemas com os chefes da Máfia que decidem apelar para os devaneios e planos de um inusitado homem coberto de maquiagem de palhaço, o Coringa. A partir daí, segue uma épica jornada entre o antagonista e o (anti) herói.</p>
<p style="text-align:justify;">É em cima disso que boa parte do argumento do longa reside. Será Batman um verdadeiro super-herói? Essa justiça que ele impõe anonimamente é a solução dos problemas? É necessário que haja alguém que esteja acima do poder e da lei para acabar com essa impunidade (o que nos rapidamente remete ao polêmico endeusamento do Capitão Nascimento de <em>Tropa de Elite</em>)? Um discurso interessante que parece ganhar maior importância devido a urgência do seu propósito: terá o mundo se perdido de vez?</p>
<p style="text-align:justify;">Em um dia enfrentamos o choque de uma criança ser jogada do carro e ser arrastada por quarteirões, jovens que são cruelmente entregues para morrer nas mãos de traficantes de equipes rivais, família inteira que é queimada viva dentro de um carro, entre outras inúmeras e preocupantes situações que assolam o mundo todo. São acontecimentos como esse que o filme tenta trazer e é por meio do personagem de Harvey Dent que nós encontramos vazão e um fio de esperança. E é também por meio dele que nós podemos perceber o quão suscetível a erros, o quão corruptíveis nós podemos ser. São dilemas morais que emergem em uma mídia de entretenimento, provando que nós podemos (e devemos) ser o tipo de sociedade que queremos viver (como ocorre naquela intensa seqüência entre dois diferentes navios e dois diferentes controles).</p>
<p style="text-align:justify;">Outra grande sensação de perda que o filme traz e a respeito do grande ator Heath Ledger. O promissor ator que teve uma surpreendente e infeliz morte no começo do ano, apresenta mais uma grande performance como o vilão Coringa. A demência do personagem surge na medida certa, deixando o completamente insano e terrivelmente real. Algo como um simbolismo de um terror sádico que parece não acabar (o Batman não pode matá-lo, assim como ele também não o mata) e que promete nos aflingir sempre que puder. Vale a pena destacar também os pequenos tiques que só enriquecem a atuação de Ledger, como a língua que vive passeando entre os seus lábios, provando o incômodo que as suas cicatrizes causam, e o pequeno barulho que faz com os lábios antes de falar, algo que a dilaceração causou no seu modo de falar.</p>
<p style="text-align:justify;">Mesmo que tente abordar diferentes assuntos e temáticas (como a invasão de privacidade que Lucius Fox, papel de Morgan Freeman, ensaia em um momento do filme), <em>Batman - O Cavaleiro das Trevas</em> impressiona por surgir como um eficaz produto de massa mergulhado numa escura e sombria Gotham City. Dessa vez não tão fantasiosa, mas completamente real.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="alignnone size-full wp-image-435" src="http://anfitriao.wordpress.com/files/2008/07/batman-ficha.jpg" alt="" width="339" height="344" /></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Providence (Alain Resnais, 1977)]]></title>
<link>http://multiplot.wordpress.com/?p=836</link>
<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 20:44:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>Luis Henrique Boaventura</dc:creator>
<guid>http://multiplot.wordpress.com/?p=836</guid>
<description><![CDATA[
O andar compassado, evanescendo vagarosamente para dentro daquela velha propriedade como que para u]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img src="http://img120.imageshack.us/img120/5905/providencegt7.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align:justify;">O andar compassado, evanescendo vagarosamente para dentro daquela velha propriedade como que para um organismo – porque tudo ali é extensão do corpo e da mente de Clive – , na primeira cena, é um prelúdio fúnebre de reverência. Atravessando o portão com a inscrição “Providence”, Resnais nos convida para entrar num santuário, e o respeito que ele demonstra, passeando contemplativo pelo bosque, mantendo a câmera de baixo para cima, distinguindo um discreto azul celeste entre as árvores, subindo lentamente as escadas e observando muros riscados pela vegetação como varizes de um sangue parado pelo tempo, é coisa de quem sabe e nos avisa que, a partir daí, estamos acessando de alguém o íntimo mais profundo já alcançado no cinema. Memória, imaginação, medos, angústias, mágoas, desejos reprimidos e só manifestados livremente através de sua arte. Somos turistas, visitantes de um Clive Langham totalmente descarnado pela câmera deste francês; um voyeur da alma.</p>
<p style="text-align:justify;">Antes de mais nada é preciso deixar claro que, apesar de inicialmente não parecer, Providence é um filme muito, muito divertido, de um humor jocoso e cruel o bastante até mesmo para os padrões ingleses. Quando aquele percurso descrito acima, aquela trajetória de quase resignação do diretor perante o seu grande personagem, é bruscamente interrompida pelo próprio Clive Langham com um indignado “merda! merda! merda! MERDA!”, Resnais apenas posiciona a câmera dentro da mente do escritor, e ele é quem conduz seu filme, sua história (que começa e termina, aliás, no respaldo clássico de uma ficção: a transformação de alguém num lobisomem).</p>
<p style="text-align:justify;">Toda a evolução do processo criativo de Langham é inspecionada em detalhes por Resnais (e mesmo que seja um escritor, a experiência pode ser estendida a qualquer forma de arte). Logo no início, numa conversa profissional consigo mesmo - e a narração inteira em off é um diálogo interior -, Langham se questiona sobre o que fazer com os personagens. E é maravilhoso, porque a criação autoral é toda um produto das experiências, dos conceitos e das emoções de seu criador. Daí que utilizando sua família como personagens de seu romance, Clive se vê constantemente submetendo-os a algo que secretamente deseja, porque é escrevendo que ele se liberta numa dolorosa noite de insônia, e todas as pequenas peças do seu trabalho são pinçadas e ampliadas por Resnais, como a difícil relação com a morte, incluindo aí seu médico que aparece como um pensamento intruso, e que Clive tenta descartar, mas que termina voltando de vez em quando numa cena crua e repulsiva, cuja identificação atingida com um espectador encarnado no próprio Clive pela visão incômoda é própria do apuro e da sensibilidade de Alain Resnais.</p>
<p style="text-align:justify;">Idéias recorrentes e indesejáveis, aliás – grande merda de quem usa a criatividade como matéria-prima do seu trabalho – aparecem representadas de um jeito bem divertido pelo francês (o que é aquele jogador de futebol? Hahaha), que são os olhos do espectador dentro da imaginação desse velho doido. Porque é exatamente assim que alguém se sente vendo claramente quando Clive não está satisfeito, quando volta atrás e reescreve, ou outras em que adorou o que escreveu. Há inclusive um trecho em que ele se diverte com a sonoridade da palavra “fornicar” e ri sozinho, num nível inviolável de intimidade e introspecção nunca antes acessado.</p>
<p style="text-align:justify;">É onde aparecem principalmente as confissões, onde se nota todo o peso e a dor de coisas feitas e não feitas entremeadas na garganta. A todo momento Clive está punindo seus filhos, punindo sua nora, sua mulher morta por ter lhe deixado muito cedo (e que ele ressuscita e faz amante do próprio filho), mas acima de tudo, está se punindo, se atacando sem a mais ínfima piedade. É triste e assustador quando ele coloca seu filho Claude (um Bogarde que ninguém explica) do outro lado da tela e chora do lado de cá enquanto é desmontado numa inquisição, ou quando o mesmo lhe redige uma carta cheia de ódio (que é a face encontrada pra um desprezo por si mesmo) convertido num remorso que aparece muito através da esposa Molly/Helen Wiener quando ela conta coisas das quais ele não se permitiria arrepender sozinho. Porque Clive é indefeso, é carente, e pede socorro à sua arte pra enfrentar um mundo do qual morre de medo.</p>
<p style="text-align:justify;">Escritor: o onipotente deus do seu mundo. Imperativo no seu silêncio e absoluto na amplitude deste seu universo que tem o tamanho da imaginação. Longe dele, no entanto, as coisas perdem o controle. Talvez o simples fato de que o poder de matar alguém está a mais de uma frase de distância o apavora profundamente. O escritor é um eterno inconformado, arquiteto de uma realidade como ela devia ser. A meia hora final de Providence se passa na tarde do dia seguinte à noite de insônia e epifania de Clive Langham, e é uma tarde pálida e maçante, em que tudo ocorre como se tivesse sido planejado. Seus filhos, seus criados, sua nora e a própria tarde que ele respira têm o cheiro aversivo de uma antevéspera de funeral. Tudo parece minuciosamente armado, pintado, escrito como uma encenação de encontro e agrado ao pobre velho moribundo, e o dia termina com uma realidade muito mais artificial que o seu romance.</p>
<p style="text-align:justify;">O melhor filme do Resnais e um dos dez maiores do cinema. A inventividade, o escárnio, a materialização irretocável do imaginário, o Dirk Bogarde inacreditável, a narrativa de descoberta do real através do irreal muito antes de Cidade dos Sonhos, e ao fim de tudo, o socorro à arte e sua consagração sobre o mormaço inodoro da realidade; Providence não é apenas uma homenagem à 7ª, mas a todas as outras.</p>
<p style="text-align:justify;">4/4</p>
<p style="text-align:right;"><em>Luis Henrique Boaventura</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O cúmulo ]]></title>
<link>http://defopenblog.wordpress.com/?p=21</link>
<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 03:05:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>airtonarantes</dc:creator>
<guid>http://defopenblog.wordpress.com/?p=21</guid>
<description><![CDATA[Mais um dia, o segundo pra ser mais exato, na faculdade nova. Hoje até que foi legal, pois escutei ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um dia, o segundo pra ser mais exato, na faculdade nova. Hoje até que foi legal, pois escutei uma frase  célebre e tivemos uma dinâmica em grupo na sala de aula para conhecermos uns aos outros. Bem, estava eu discutindo sobre linguagens de programação com um rapaz, e ele estava dizendo sobre o que iríamos ver sobre programação no primeiro período, e para minha infelicidade era PASCAL. Nada contra, apenas acho que isso é tipo de coisa que vem gerar um certo "atraso", visto que, se vamos aprender algo, que venhamos ter contato com uma linguagem que nos permita fazer uma certa extensão, no sentido de podermos fazer grandes coisas tais como entrar em algum projeto de software livre legal, como GNOME, que usa GTK+ e consequentemente, C. A frase célebre, que com todo o direito do mundo, merece uma linha de destaque nesse post:</p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;"><strong>" O que eu faço com C que eu não posso fazer com PASCAL ? "</strong></span></p>
<p style="text-align:left;">O que me leva a pensar: Então a NOKIA,Linux, Google,Sony,GNOME,SAMSUNG precisam ser avisados URGENTEMENTE, pois uma figura dessas, com certeza, está fazendo falta em tais empresas. :D</p>
<p style="text-align:left;">:X Claro, não quis discutir. :X</p>
<p style="text-align:left;">
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tops! Décadas: 60]]></title>
<link>http://multiplot.wordpress.com/?p=803</link>
<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 00:27:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>silvaccc</dc:creator>
<guid>http://multiplot.wordpress.com/?p=803</guid>
<description><![CDATA[E dando prosseguimento ao nosso tour pelas décadas do cinema, trazemos para vocês os tops da déca]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">E dando prosseguimento ao nosso tour pelas décadas do cinema, trazemos para vocês os tops da década de 60, que rivaliza com a de 70 e a de 50 como uma das mais importantes. E, como é de praxe, o primeiro top dos comentários virá aqui para cima do post.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Top! do leitor:</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Fábio Rockenbach</strong></p>
<div class="entry">
<p style="text-align:justify;">Não é minha década preferida, nem de longe, mas preciso reconhecer que não foi fácil escolher apenas 10 - como de praxe. Difícil mesmo foi nos anos 40 e 50, meus preferidos. Mas se há algo que prova a riqueza da década para me contradizer, é a relação dos nomes <a href="http://multiplot.wordpress.com/especiais/stanley-kubrick/">Kubrick</a>, Peckinpah, Lean, Kurosawa, Visconti, Penn… Kubrick ganhou a brincadeira com 2 filmes entre os dez…</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://upload.moldova.org/movie/movies/2/2001_a_space_odyssey/thumbnails/tn2_2001_a_space_odyssey_2.jpg" alt="" /></p>
<p>01. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/12/2001-uma-odisseia-no-espaco-stanley-kubrick-1968-2/">2001: Uma Odisséia no Espaço</a> (Stanley Kubrick, 1968)<br />
02. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/16/era-uma-vez-no-oeste-sergio-leone-1968/">Era uma Vez no Oeste</a> (Sergio Leone, 1968)<br />
03. Meu ódio será tua herança (Sam Peckinpah, 1969)<br />
04. Doutor Jivago (David Lean, 1965)<br />
05. Yojimbo (Akira Kurosawa, 1961)<br />
06. Psicose (Alfred Hitchcok, 1960)<br />
07. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/12/o-ano-passado-em-marienbad-alain-resnais-1961/">O Ano Passado em Marienbad</a> (Alan Resnais, 1961)<br />
08. O Leopardo (Luchino Visconti, 1963)<br />
09. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/11/dr-fantastico-stanley-kubrick-1964-2/">Dr. Fantástico</a> (Stanley Kubrick, 1964)<br />
10. Bonnie &#38; Clyde (Arthur Penn, 1967)</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tops! da Equipe:</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Marcelo Dillenburg</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Uma década em que gênios resolveram complicar nosso trabalho de fazer tops, criando duas ou três obras magníficas. Foi assim com Hitchcock, <a href="http://multiplot.wordpress.com/especiais/stanley-kubrick/">Kubrick</a>, Leone e Lean. Juntos, eles abocanharam 70% da minha lista, e poderia ter sido mais. Ah, sim, um detalhe, os dois primeiros estão também no meu top 10 de todos os tempos.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://multiplot.files.wordpress.com/2008/07/strangelove1.jpeg"><img class="aligncenter size-full wp-image-815" src="http://multiplot.wordpress.com/files/2008/07/strangelove1.jpeg" alt="" width="400" height="397" /></a></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:justify;">01. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/11/dr-fantastico-stanley-kubrick-1964-2/">Dr. Fantástico</a> (Stanley Kubrick, 1964)<br />
02. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/16/trilogia-dos-dolares-sergio-leone-196419651966/" target="_blank">Três Homens em Conflito</a> (Sergio Leone, 1966)<br />
03. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/12/2001-uma-odisseia-no-espaco-stanley-kubrick-1968-2/">2001: Uma Odisséia no Espaço</a> (Stanley Kubrick, 1968)<br />
04. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/16/era-uma-vez-no-oeste-sergio-leone-1968/" target="_blank">Era uma Vez no Oeste</a> (Sergio Leone, 1968)<br />
05. Psicose (Alfred Hitchcock, 1960)<br />
06. O Homem que Matou o Facínora (John Ford, 1962)<br />
07. A Noite dos Mortos-Vivos (George Romero, 1968)<br />
08. Lawrence da Arábia (David Lean, 1962)<br />
09. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/26/os-passaros-alfred-hitchcock-1963/" target="_blank">Os Pássaros</a> (Alfred Hitchcock, 1963)<br />
10. A Primeira Noite de um Homem (Mike Nichols, 1967)</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Daniel Dalpizzolo</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Cinco dos dez filmes que atualmente compõem meu top pessoal na seção Equipe são dessa década, e para dar espaço a outros diretores e filmes que eu aprecio tanto quanto resolvi sacar fora esses filmes (O Demônio das Onze Horas, Meu Ódio Será Tua Herança, O Anjo Exterminador, <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/12/o-ano-passado-em-marienbad-alain-resnais-1961/">O Ano Passado em Marienbad</a> e a Trilogia da Incomunicabilidade de Antonioni) e fazer deles meras menções. Nem assim consegui citar um quinto de tudo o que eu queria, mas definitivamente desisti de lutar contra esses tops. Dez é muito pouco, gente. É torturante.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://multiplot.files.wordpress.com/2008/07/blowup4601.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-814" src="http://multiplot.wordpress.com/files/2008/07/blowup4601.jpg" alt="" width="460" height="300" /></a></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:justify;">01. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/06/13/blow-up-depois-daquele-beijo-michelangelo-antonioni-1966/">Blow up - Depois Daquele Beijo</a> (Michelangelo Antonioni, 1966)<br />
02. Repulsa ao Sexo (Roman Polanski, 1965)<br />
03. Hatari! (Howard Hawks, 1962)<br />
04. Weekend à Francesa (Jean-Luc Godard, 1967)<br />
05. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/12/a-tortura-do-medo-michael-powell-1960/" target="_blank">A Tortura do Medo</a> (Michael Powell, 1960)<br />
06. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/06/11/a-hora-do-lobo-ingmar-bergman-1968-2/" target="_blank">A Hora do Lobo</a> (Ingmar Bergman, 1968)<br />
07. Badaladas à Meia Noite (Orson Welles, 1965)<br />
08. O Beijo Amargo (Samuel Fuller, 1965)<br />
09. São Paulo S.A. (Luis Sergio Person, 1963)<br />
10. O Desprezo (Jean-Luc Godard, 1963)</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Adney Silva</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Essa é a década mais complicada para fazer um top, na minha opinião. O grande diferencial desse top é que muitas das técnicas e temáticas utilizadas no cinema atual foram utilizadas primeiramente nessa década, além de ser uma das mais importantes (perdendo apenas para a de 50). Hitchcock, Polanski e Romero investido no terror; <a href="http://multiplot.wordpress.com/especiais/stanley-kubrick/">Kubrick</a> e Edwards na comédia; Mike Nichols nos relacionamentos; Arthur Penn no road-movies; Franklin J. Schafner na ficção -científica (com alegorias políticas); o velho-oeste (na visão clássica norte-americana e italiana); e David Lean nos proporcionando algumas das imagens mais lindas e poéticas do cinema.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://multiplot.files.wordpress.com/2008/07/the-birds-alfred-hitchcock-pic-44.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-813" src="http://multiplot.wordpress.com/files/2008/07/the-birds-alfred-hitchcock-pic-44.jpg" alt="" width="500" height="272" /></a></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:justify;">01. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/26/os-passaros-alfred-hitchcock-1963/" target="_blank">Os Pássaros</a> (Alfred Hitchcock, 1963)<br />
02. Repulsa ao Sexo (Roman Polanski, 1965)<br />
03. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/16/era-uma-vez-no-oeste-sergio-leone-1968/">Era uma Vez no Oeste</a> (Sergio Leone, 1967)<br />
04. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/11/dr-fantastico-stanley-kubrick-1964-2/">Dr. Fantástico</a> (Stanley Kubrick, 1964)<br />
05. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/14/bonnie-clyde-uma-rajada-de-balas-arthur-penn-1967/" target="_blank">Bonnie &#38; Clyde</a> (Arthur Penn, 1967)<br />
06. O Planeta dos Macacos (Franklin J. Schafner, 1968)<br />
07. O Homem que Matou o Facínora (John Ford, 1962)<br />
08. A Noite dos Mortos Vivos (George A. Romero, 1968)<br />
09. A Corrida do Século (Blake Edwards, 1965)<br />
10. Dr. Jivago (David Lean, 1965)</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Pedro Kerr</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Uma década muito interessante, que também é de sofrer pra fazer um top. Foi quando começaram a se abrir as portas para experimentar de tudo, refletindo tudo o que você já ouviu e não ouviu falar sobre os anos 60.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://multiplot.files.wordpress.com/2008/07/tres_homens_conflito_1967_032.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-812" src="http://multiplot.wordpress.com/files/2008/07/tres_homens_conflito_1967_032.jpg" alt="" width="500" height="248" /></a></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:justify;">01. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/16/trilogia-dos-dolares-sergio-leone-196419651966/" target="_blank">Três Homens em Conflito</a> (Sergio Leone, 1966)<br />
02. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/16/era-uma-vez-no-oeste-sergio-leone-1968/" target="_blank">Era Uma Vez no Oeste</a> (Sergio Leone, 1968)<br />
03. O Demônio das Onze Horas (Jean-Luc Godard, 1965)<br />
04. Meu Ódio Será Sua Herança (Sam Peckinpah, 1969)<br />
05. Viridiana (Luis Buñuel, 1961)<br />
06. O Beijo Amargo (Sam Fuller, 1964)<br />
07. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/06/13/blow-up-depois-daquele-beijo-michelangelo-antonioni-1966/">Blow up - Depois Daquele Beijo</a> (Michelangelo Antonioni, 1966)<br />
08. O Bebê de Rosemary (Roman Polanski, 1968)<br />
09. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/26/os-passaros-alfred-hitchcock-1963/" target="_blank">Os Pássaros</a> (Alfred Hitchcock, 1963)<br />
10. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/12/2001-uma-odisseia-no-espaco-stanley-kubrick-1968-2/">2001: Uma Odisséia no Espaço</a> (Stanley Kubrick, 1968)</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Djonata Ramos</strong></p>
<p style="text-align:justify;">A década de Sergio Leone e sua aula de como fazer um épico do <a href="http://multiplot.wordpress.com/especiais/western/">Western</a>. <a href="http://multiplot.wordpress.com/especiais/stanley-kubrick/">Kubrick</a> na maior ficção de todos os tempos. Polanski e Hitch tocando o terror, e o restante, bem... veja você mesmo.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://moviepatron.com/blog/wp-content/uploads/2007/11/once-upon-opening.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;"><a href="http://multiplot.files.wordpress.com/2008/07/west12.jpg"></a></p>
<p style="text-align:justify;">01. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/16/era-uma-vez-no-oeste-sergio-leone-1968/" target="_blank">Era Uma Vez no Oeste</a> (Sergio Leone, 1968)<br />
02. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/12/2001-uma-odisseia-no-espaco-stanley-kubrick-1968-2/">2001: Uma Odisséia no Espaço</a> (Stanley Kubrick, 1968)<br />
03. O Bebê de Rosemary (Roman Polanski, 1968)<br />
04. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/16/trilogia-dos-dolares-sergio-leone-196419651966/" target="_blank">Três Homens em Conflito</a> (Sergio Leone, 1966)<br />
05. Psicose (Alfred Hitchcock, 1960)<br />
06. O Demônio das Onze Horas (Jean-Luc Godard, 1965)<br />
07. Repulsa ao Sexo (Roman Polanski, 1965)<br />
08. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/26/os-passaros-alfred-hitchcock-1963/" target="_blank">Os Pássaros</a> (Alfred Hitchcock, 1963)<br />
09. A Noite dos Mortos Vivos (George A. Romero, 1968)<br />
10. A Primeira Noite de um Homem (Mike Nichols, 1967)</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Luis Henrique Boaventura</strong></p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://www.bergmanorama.com/gallery4/hour-37.jpg" alt="" width="480" height="367" /></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;"><a href="http://multiplot.files.wordpress.com/2008/07/vargtimmen14410.jpg"></a></p>
<p style="text-align:justify;">Bah, malditos tops!. Ficando de fora <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/12/muriel-ou-o-tempo-de-um-retorno-alain-resnais-1963/">Muriel</a>, Psicose, O Leopardo, O Homem que Matou o Facínora, A Doce Vida e as duas primeiras partes da trilogia das doletas. De qualquer forma, década absolutamente sensacional. Bergman e Resnais enlouquecendo o espectador pelos seus labirintos do tempo e da memória, Buñuel partindo de um dos plots mais geniais do cinema, <a href="http://multiplot.wordpress.com/especiais/stanley-kubrick/">Kubrick</a> espumando sarcasmo, Jean Pierre-Melville numa simbiose absoluta com Alain Delon entregando a forma mais pulsante de vida em apenas 5 segundos de um filme todo esmaltado num metodismo gélido, Powell e Antonioni destruindo com obras-primas de metacinema, e Sergio Leone sendo simplesmente o melhor de todos.</p>
<p style="text-align:left;">01. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/19/a-hora-do-lobo-ingmar-bergman-1968/">A Hora do Lobo</a> (Ingmar Bergman, 1968)<br />
02. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/16/era-uma-vez-no-oeste-sergio-leone-1968/" target="_blank">Era Uma Vez no Oeste</a> (Sergio Leone, 1968)<br />
03. O Samurai (Jean Pierre-Melville, 1967)<br />
04. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/16/trilogia-dos-dolares-sergio-leone-196419651966/" target="_blank">Três Homens em Conflito</a> (Sergio Leone, 1966)<br />
05. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/12/o-ano-passado-em-marienbad-alain-resnais-1961/">O Ano Passado em Marienbad</a> (Alain Resnais, 1961)<br />
06. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/16/persona-ingmar-bergman-1966/">Persona</a> (Ingmar Bergman, 1966)<br />
07. O Anjo Exterminador (Luis Buñuel, 1962)<br />
08. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/12/a-tortura-do-medo-michael-powell-1960/" target="_blank">A Tortura do Medo</a> (Michael Powell, 1960)<br />
09. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/11/dr-fantastico-stanley-kubrick-1964-2/">Dr. Fantástico</a> (Stanley Kubrick, 1964)<br />
10. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/06/13/blow-up-depois-daquele-beijo-michelangelo-antonioni-1966/">Blow up - Depois Daquele Beijo</a> (Michelangelo Antonioni, 1966)</p>
</div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lido: Maiores Clássicos do Capitão América #1 (Editora Panini)]]></title>
<link>http://lendoquadrinhos.wordpress.com/?p=20</link>
<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 00:14:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>jorgeovando</dc:creator>
<guid>http://lendoquadrinhos.wordpress.com/?p=20</guid>
<description><![CDATA[Um dos grandes elogios que a Panini merece é, sem dúvida, o esforço em trazer grandes Fases passa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class="para">Um dos grandes elogios que a Panini merece é, sem dúvida, o esforço em trazer grandes <strong>Fases passadas, </strong>de personagens da Marvel e da DC, que nunca tiveram um tratamento digno no Brasil.</div>
<div class="para">Atualmente, nós podemos encontrar nas bancas e livrarias coleções fantásticas como a "Biblioteca Histórica", com as primeiras histórias dos heróis Marvel; vários encadernados reeditando Mini-Séries importantes, como "Guerras Secretas" e "Lendas"; e, sobretudo, a coleção dos "Grandes Clássicos", que começou com a Marvel mas já começam a sair também os primeiros volumes da DC.</div>
<div class="para">No entanto, um dos maiores heróis de todos os tempos e um dos Ícones dos quadrinhos, o <strong>Capitão América</strong>, ainda estava sem nenhuma edição especial disponível. Agora que - na cronologia contemporânea -, o alter ego mais famoso do herói, <em>Steve Rogers</em>, morreu, a Panini resolveu que era hora de investir em Grandes Clássicos do Capitão, como nesta brilhante (e pouco reconhecida) Fase da "Era de Bronze" reunida aqui. (R$ 28,90/212 pgs)</div>
<div class="para">Muito pedida por fãs mais veteranos em fóruns na internet, a curta, porém inesquecível sequência de histórias da dupla de amigos <strong>Roger Stern</strong> e <strong>John Byrne</strong> (mais o belíssimo nanquim de <strong>Joe Rubinstein</strong>) apareceu nas edições originais da revista americana <em><strong>Captain America #247 a #255</strong></em> (de julho de 1980 a março de 1981).</div>
<div class="para">Neste volume #1, portanto, estão todas as 9 clássicas histórias da dupla de autores, desta vez com todas as páginas, no tamanho original, com textos completos e uma nova e melhorada tradução. A Panini ainda acrescentou, como é de praxe neste tipo de material, as capas originais, entrevistas com os autores (duas com o Roger Stern, na verdade) e uma inédita sequência sem texto, somente arte de John Byrne, da que seria a 10ª edição da série, mas que infelizmente foi cancelada por motivos não muito claros e a equipe criativa nunca a concluiu.</div>
<div class="para">Aqui o leitor acompanha o Capitão e sua vida dupla com diversas "novidades": Steve Rogers fazendo trabalhos <em>free-lance</em> como desenhista publicitário, morando em um pequeno edifício e convivendo com vários vizinhos autenticamente novaiorquinos, ganhando uma nova namorada, a descolada Bernie Rosenthal, fazendo parcerias com Dum Dum Dugan e Nick Fury, da SHIELD, e enfrentando a ameaça inédita do andróide <strong>Mecanus</strong>. Como nas demais histórias desta Fase, vemos um Capitão América inteligente, elegante, que enfrenta as ameaças com sagacidade e eficácia - enfim, o supersoldado em essência.</div>
<div class="para">Outros vilões que aparecem aqui são o <strong>Homem-Dragão</strong>, <strong>Batroc</strong>, <strong>Mister Hyde</strong> e - provavelmente o ponto alto de toda a série, o vampiresco <strong>Barão Sangue</strong>, um inimigo dos tempos da II Guerra Mundial, que faz com que o herói retorne à Inglaterra pela primeira vez desde o seu "descongelamento", onde reencontra o <strong>Union Jack</strong> original e a inativa velocista <strong>Spitfire</strong>. Nessa aventura espetacular, ainda ganhamos de bandeja um novíssimo Union Jack - o terceiro da dinastia, o jovem <em>Joe Chapman,</em> que permanece até hoje na cronologia da Marvel (estrelou a pouco uma mini, publicada na revista mensal Marvel Action). Saudosista e emocionante, é uma das minhas aventuras favoritas do personagem.</p>
<p>Os outros dois destaques do volume são:</p></div>
<div class="para">- a história do <em>"Capitão-Candidato",</em> onde os autores sugerem a hipótese do Capitão se candidatar a Presidente dos Estados Unidos, trabalham com a repercussão da notícia com a população, com JJJ, Vingadores e encerram com um emocionante "discurso" do herói. Sem supervilões, é um daqueles pequenos clássicos da Marvel onde o foco é o roteiro criativo, reviravoltas e textos bem cuidados. Uma pequena jóia.</div>
<div class="para">-  a origem definitiva do Capitão em <em>"A Lenda Viva",</em> desenvolvida a partir do trabalho original de Jack Kirby, Joe Simon e também de Stan Lee, os autores acrescentam alguns belos detalhes nos primeiros dias de atuação do herói, e até mesmo mostram a precária condição econômica que o jovem Rogers vivia nos tempos pós-quebra da Bolsa americana da década de 30.</div>
<div class="para">
<strong>Concluindo:</strong></div>
<div class="para">- Os leitores mais novos, que praticamente só tiveram contato com a atual fase de Ed Brubaker, se arriscarem esta edição podem se encantar com uma visão bastante diferente do personagem, mas ainda assim com a mesma "base" ideológica e cheia de ação e intriga que o herói evoca.</div>
<div class="para">- Se você gosta do John Byrne, vai adorar este material, onde o desenhista brilha a cada página.</div>
<div class="para">- Fãs deprimidos pela morte de Steve Rogers, esta é sua pedida para reviver grandes aventuras.</div>
<div class="para"><strong>Nota máxima: 5 estrelas!</strong></div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[[Filme] Batman - O Cavaleiro das Trevas]]></title>
<link>http://sdmblog.wordpress.com/?p=180</link>
<pubDate>Thu, 24 Jul 2008 03:33:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>t3chm4n</dc:creator>
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<description><![CDATA[Puta que o pariu que filmaço!
O filme está fantástico. Ele é um pouco longo, mas a ação não d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Puta que o pariu que filmaço!</p>
<p>O filme está fantástico. Ele é um pouco longo, mas a ação não deixa ficar chato.</p>
<p>O elenco mata a pau. O Batman/Bruce Wayne e também o mordomo Alfred são os mesmos de Batman Begins, Christian Bale e Michael Caine, respectivamente. A Rachel Dawes mudou, agora é a Maggie "Olheiras" Gyllenhaal. O Comissário Gordon é nada mais nada menos que Gary Oldman (aka Sirius Black). Aaron Eckhart interpreta Harvey Dent (e eu acredito nele!). Ainda tem Morgan Freeman e o Richard Alpert de Lost, também conhecido como Highlander da série :D . Quer mais? Então toma: Heath Ledger como Coringa...</p>
<p>O que falar do Coringa? Putz, a interpretação é impecável, e o Heath se mostra um tremendo ator nesse papel. Ele faz você rir, depois te dá medo, susto e pavor. E volta novamente a ser engraçado... Perfeitamente The Joker!</p>
<p>Saí incorformado do cinema e assim estou até agora por saber que não verei mais The Joker por Heath Ledger. Sério, durante o filme, quando lembrei do ator, começou a me dar uma dor no coração. Quase vontade de chorar. Só quase, não sou gay...</p>
<p>Sem dúvida essa obra vale mais uma visita à telona. Quem sabe semana que vem...</p>
<p>Nome original: The Dark Night</p>
<p>Ano: 2008</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://01h58m28s.wordpress.com/?p=351</link>
<pubDate>Thu, 24 Jul 2008 02:13:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>rafaéu</dc:creator>
<guid>http://01h58m28s.wordpress.com/?p=351</guid>
<description><![CDATA[

Breakfast Club (1985) , Ferris Bueller&#8217;s Day Off (1986) , Stand By Me (1986) e Big (1988) ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><strong><img class="alignnone size-full wp-image-353" src="http://01h58m28s.wordpress.com/files/2008/07/breakfast-club-400a010907.jpg" alt="" width="396" height="95" /></strong><strong></strong></p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-354 aligncenter" src="http://01h58m28s.wordpress.com/files/2008/07/0020-20ferris20buellers20day20off20-20soundtrack20picture.jpg" alt="" width="395" height="95" /></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Breakfast Club (1985) </strong>, <strong>Ferris Bueller's Day Off (1986)</strong> , <strong>Stand By Me (1986) </strong>e <strong>Big (1988) </strong>são quatro filmes que eu deveria nunca comentar. A razão é que eu enrolaria mil palavras, e ainda assim, traduziria todos em um vazio. Até seus ótimos pontos referentes à roteiro, direção e toda a questão cinematográfica, quando escritos pareceram um monte de clichês, o que certamente não é a idéia.</p>
<p style="text-align:justify;">Vale somente dizer que, talvez não tão cinematograficamente como no momento 01h58m28s, mas um extâse de  emoção indefinida (pesar ou alegria?) se repete em alguns momentos desses: "Twist and Shout" e a fuga de volta para casa de <strong>Ferris Bueller's Day Off</strong>; A despededida, Chris desaparecendo, "Por Deus, quem tem?" e a música de mesmo nome, em <strong>Stand By Me</strong>; O encontro de Josh e Susan, "Shymmy shymmy", a dança no piano e o tchauzinho de Josh em <strong>Big</strong>; Quanto a <strong>Breakfast Club</strong>, difícil não citar alguma.</p>
<p style="text-align:justify;">Todos inclassificáveis e amados involuntariamente. Há quem ache isso desclassificável, se é verdade, infelizmente é um defeito que não consigo anular.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="alignnone size-full wp-image-355" src="http://01h58m28s.wordpress.com/files/2008/07/standby04.jpg" alt="" width="395" height="95" /></p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-356 aligncenter" src="http://01h58m28s.wordpress.com/files/2008/07/tom-hanks-big-photograph-c10102699.jpg" alt="" width="395" height="95" /></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://www.imdb.com/title/tt0088847/"><strong>BREAKFAST CLUB (1985)</strong></a><strong> <img src="http://01h58m28s.files.wordpress.com/2008/04/blankstar.gif" alt="" /><img src="http://01h58m28s.files.wordpress.com/2008/04/blankstar.gif" alt="" /><img src="http://01h58m28s.files.wordpress.com/2008/04/blankstar.gif" alt="" /><img src="http://01h58m28s.files.wordpress.com/2008/04/blankstar.gif" alt="" /><img src="http://01h58m28s.files.wordpress.com/2008/04/blankstar.gif" alt="" /><br />
</strong><a href="http://www.imdb.com/title/tt0091042/"><strong>FERRIS BUELLER DAY'S OFF (1986)</strong></a><strong> <img src="http://01h58m28s.files.wordpress.com/2008/04/blankstar.gif" alt="" /><img src="http://01h58m28s.files.wordpress.com/2008/04/blankstar.gif" alt="" /><img src="http://01h58m28s.files.wordpress.com/2008/04/blankstar.gif" alt="" /><img src="http://01h58m28s.files.wordpress.com/2008/04/blankstar.gif" alt="" /><br />
</strong><a href="http://www.imdb.com/title/tt0092005/"><strong>STAND BY ME (1986)</strong></a><strong> <img src="http://01h58m28s.files.wordpress.com/2008/04/blankstar.gif" alt="" /><img src="http://01h58m28s.files.wordpress.com/2008/04/blankstar.gif" alt="" /><img src="http://01h58m28s.files.wordpress.com/2008/04/blankstar.gif" alt="" /><img src="http://01h58m28s.files.wordpress.com/2008/04/blankstar.gif" alt="" /><img src="http://01h58m28s.files.wordpress.com/2008/04/blankstar.gif" alt="" /><br />
</strong><a href="http://www.imdb.com/title/tt0094737/"><strong>BIG (1988) </strong></a><strong><img src="http://01h58m28s.files.wordpress.com/2008/04/blankstar.gif" alt="" /><img src="http://01h58m28s.files.wordpress.com/2008/04/blankstar.gif" alt="" /><img src="http://01h58m28s.files.wordpress.com/2008/04/blankstar.gif" alt="" /><img src="http://01h58m28s.files.wordpress.com/2008/04/blankstar.gif" alt="" /><img src="http://01h58m28s.files.wordpress.com/2008/04/blankstar.gif" alt="" /></strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Terror nas Trevas (Lucio Fulci, 1981)]]></title>
<link>http://multiplot.wordpress.com/?p=789</link>
<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 23:29:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniel Dalpizzolo</dc:creator>
<guid>http://multiplot.wordpress.com/?p=789</guid>
<description><![CDATA[
Poucos estilos permitem tamanha liberdade de imaginação quanto o terror, mas grande parte dos rea]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://multiplot.files.wordpress.com/2008/07/the_beyond101.jpg"><img class="size-full wp-image-791 aligncenter" src="http://multiplot.wordpress.com/files/2008/07/the_beyond101.jpg" alt="" width="450" height="193" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Poucos estilos permitem tamanha liberdade de imaginação quanto o terror, mas grande parte dos realizadores que arriscam um ou outro movimento dentro do gênero parece sentir a necessidade de manter um pé no real, como se assim ajudassem quem vê a se familiarizar – sem negar que alguns filmes dependem do real para causar sensações tão extremas, mas fazem parte de outra espécie. The Beyond é o tratado definitivo de Fulci, um dos maiores especialistas do cinema fantástico italiano da década de 1970/80, sobre o universo onírico do filme de horror, um Cinema tão desprendido da coerência quanto impecável na busca de sensações intraduzíveis como forma de explorar as mais diversas possibilidades que a influência do plano sobrenatural pode exercer na vaga noção de realidade, representada unicamente pelo fato de os personagens serem humanos.</p>
<p style="text-align:justify;">Pré-conceitos para o suposto funcionamento de um filme normalmente são resultado de insegurança por parte de quem comenta qualquer coisa, mas foda-se. Não há possibilidade de se assistir Terror nas Trevas sem a consciência de que Fulci busca, a partir do famigerado plot envolvendo a abertura de um portal para o inferno, um estado de pura liberdade cinematográfica, desprendido de qualquer razão, desprovido de qualquer padrão. O pouco de trama que existe é dissolvido juntamente com os corpos transformados em suco através daquela solução cáustica de cal com qualquer coisa. O mínimo de diálogos ou elucidações é engolido pela neblina que paira sobre as ruas da cidade. O filme tem vida. Própria. Sua.</p>
<p style="text-align:justify;">Ou melhor, nem toda sua. Por que Terror nas Trevas é o Frankenstein de Fulci, mas ainda pertence a Fulci. Mais do que um exercício de entrega completa à superioridade da imagem sobre qualquer outro elemento que compõe o Cinema, o filme é uma celebração do poder inimaginável que um criador possui sobre sua obra. Por isso, numa combinação catártica dos principais elementos do cinema fantástico, Lucio Fulci declara oficialmente estar chutando o último pau que restava a segurar a barraca. Em Terror nas Trevas vale tudo. Corpos e pessoas presentes em três lugares ao mesmo tempo; coisas que mudam de lugar conforme a necessidade de cena; portas que sem explicação levam os personagens a outros cenários; armas que disparam mesmo sem balas; casas que mudam de estado conforme o que as habitam; vultos e sons inexplicáveis; pessoas que somem e aparecem sem motivos; etc.</p>
<p style="text-align:justify;">Dependendo da necessidade para se alcançar o tom exato de atmosfera e tensão, muitas vezes devastadora – em certos aspectos The Beyond se assemelha ao melhor que o jogo Silent Hill pode oferecer, em termos de atmosfera -, Fulci vai mexendo os palitos, colando situações desconectadas superficialmente que, juntas, permitem ao filme uma exploração tão apoteótica das sensações mais intensas e possíveis de serem transmitidas pelo Cinema que nada mais resta a não ser a entrega completa ao universo transloucado que de cena em cena exala uma paixão interminável pela fantasia, pela ficção – e é curioso o paradoxo instaurado com tudo isso, ao mesmo tempo em que vejo Terror nas Trevas como um belo exercício de adoração também é um dos filmes mais assustadores de que tenho conhecimento.</p>
<p style="text-align:justify;">E em se tratando de Fulci, do homem que carrega o título de “Pai do Gore”, é quase irresponsável não mencionar as intermináveis e inconfundíveis cenas de carnificina, ainda mais por serem deste filme algumas das mortes mais geniais – e sangrentas - já filmadas. Fulci trata o corpo humano como um simples artefato de carne e sangue, estoura cabeças, rasga membros, fura olhos, arranca vísceras, corrói crânios e larga seus bichos de estimação – aranhas, cachorros e zumbis, por que não – para fazerem um verdadeiro banquete da matéria física dos personagens, uma combinação explosiva que dá ao filme aquele tom praticamente exclusivo de pesadelo sem solução – o que é definitivamente celebrado na conclusão, quando a dupla finalmente chega ao “outro lado”, às trevas, uma imensa paisagem desoladora que sentencia o final tanto da corrida de ambos em busca de uma saída - curiosamente acaba também sendo a entrega, não havia mais o que fazer - quanto da viagem do espectador através do poder do Cinema.</p>
<p style="text-align:justify;">Para os fanáticos pela formatação cinematográfica, por filmes com paredes, Terror nas Trevas é um prato cheio, daqueles a serem degustados com um bloquinho do lado pra canetear os principais furos de roteiro e as mais perceptíveis falhas de continuidade. Para outros, pode ser uma experiência inconfundível de contemplação à imagem e uma declaração de amor à liberdade de criação que fortifica a magnitude da mídia cinematográfica. Bem, felizmente meu bloquinho entrou em estado de combustão no mesmo instante em que se abriram os portões para a casa do capeta. Maldito fogo do demônio.</p>
<p>4/4</p>
<p style="text-align:right;"><em>Daniel Dalpizzolo</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[[Filme] Doomsday (Juízo Final)]]></title>
<link>http://sdmblog.wordpress.com/?p=173</link>
<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 00:46:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>cervado</dc:creator>
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<description><![CDATA[Logo pensei em filme de zumbi, mas não era  
O vírus mortal é contido em Glasgow na Escócia]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Logo pensei em filme de zumbi, mas não era :(</p>
<p>O vírus mortal é contido em Glasgow na Escócia... cercado por um muro enorme. O vírus só mata mesmo, sem morto-vivo dessa vez. Após mais de 20 anos de quarentena é avistado (via satélite) vida dentro do muro, com a ameaça do vírus fora do muro, é enviada uma equipe em busca da cura. Dentro do muro existem 2 grupos... os punks canibais e os loucos medievais... tudo da mesma família de lunáticos...</p>
<p>O filme tem cenas de ação medianas, não empolga muito. A história também não inova.</p>
<p>- Os dois grupos estão em guerra, como dizem no filme, mas não se enfrentam nunca.<br />
- Os medievais usam um túnel para cortar por dentro da montanha, nunca perceberam que há uma imensidão de coisas ali no bunker, inclusive um carro que depois de 25 anos ainda tem bateria, só pode ser mágica de Merlin.</p>
<p>Vale por passatempo.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mãe das Lágrimas (Dario Argento, 2007)]]></title>
<link>http://multiplot.wordpress.com/?p=747</link>
<pubDate>Tue, 22 Jul 2008 22:00:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniel Dalpizzolo</dc:creator>
<guid>http://multiplot.wordpress.com/?p=747</guid>
<description><![CDATA[
La Terza Madre é tão romântico no que diz respeito ao seu próprio universo e imagens que em cer]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://multiplot.files.wordpress.com/2008/07/terza_madre.jpg"><img class="size-medium wp-image-748 aligncenter" src="http://multiplot.wordpress.com/files/2008/07/terza_madre.jpg?w=300" alt="" width="300" height="196" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">La Terza Madre é tão romântico no que diz respeito ao seu próprio universo e imagens que em certos momentos muito mais se assemelha a um turbilhão errático de Ferrara do que a um filme apocalíptico fantástico italiano - a cena do banho de Ásia Argento e seu primeiro encontro com a mãe são dignas do Cinema do ítalo-americano -, mas isso de maneira alguma representa uma possível troca de identidade de Dario Argento. Pelo contrário. É fruto da consciência.</p>
<p style="text-align:justify;">Mãe das Lágrimas, o filme, veio ao mundo como complemento às duas partes anteriores da mitologia de Argento sobre as três bruxas - Mater Suspiriorum, Mater Tenebrarum e Mater Lacrimarum - mas em nenhum momento procura remeter, em estrutura ou discurso, aos anteriores Suspiria e Mansão do Inferno. Ao contrário do que havia feito anos antes em Sleepless, uma releitura do giallo setentista sob a ótica do cinema daquela época, Argento filma através das características cinematográficas do século XXI sua visão do filme-B moderno, um termo que na realidade se perdeu entre diferentes definições e hoje representa muito mais qualidade do que forma - vale resgatar que “b-movies” é uma definição utilizada desde o período do sistema de estúdios hollywoodiano e era utilizada para denominar os filmes feitos para passar na aba das superproduções, já que não tinham estrelas nem publicidade suficientes para conseguirem se vender sozinhos.</p>
<p style="text-align:justify;">Como um legítimo filme-B, Mãe das Lágrimas é paupérrimo do ponto de vista técnico, preenchido por efeitos bastante ruins se comparados a qualquer produto cinematográfico atual - os elementos digitais jamais foram companheiros do diretor, o que pode ser notado também em Síndrome de Stendhal - e feito com baixíssimo custo, da mesma forma como qualquer outro filme de Argento. Mas os tempos são outros, e na visão de Dario este é o universo do verdadeiro filme-B contemporâneo, sem o jogo de luz e o misticismo que marcaram sua fase mais celebrada e recheado de poluição visual. É o tempo da globalização, do engarrafamento, da correria, do coletivo à frente do pessoal - assim como o filme, o primeiro da trilogia que se passa fora da esfera mitológica da mansão construída para a bruxa, fixando junto ao drama pessoal a histeria social.</p>
<p style="text-align:justify;">Não é nenhuma coincidência, portanto, que ao contrário dos protagonistas anteriores, a personagem de Asia Argento seja muito mais do que uma simples curiosa pela mitologia - diferentemente da garota de Suspiria e do paspalho que assume a comissão de frente na metade final de Inferno, Asia não escolhe participar de toda a loucura, entra no jogo simplesmente para salvar o mundo. Afinal, estamos aqui para resolver uma trindade mitológica, ninguém melhor do que ela - a grande definição da heroína moderna e ao mesmo tempo a maior vampira do século XXI - percorrendo uma elegia à própria espécie para dar o ponto final ao apocalipse promovido pelas mulheres.</p>
<p style="text-align:justify;">Foram poucos os cineastas que olharam com tanto carinho aos seus heróis, e Argento faz isso de maneira tão surpreendentemente romântica que alcança um tom de ternura absoluto em certos momentos, contrastando com a vastidão do feitiço macabro lançado pela Mater sobre uma Roma em devaneios - e propulsora de alguns dos momentos de morte mais intensos e sangrentos da filmografia diabólica de Argento. Asia alcança a invisibilidade, é protegida pelo espírito materno, recebe pistas de outro mundo e até se permite um banho pra lá de sensual debaixo do manto de morte e sangue que cobre a cidade, momentos antes de partir para a batalha definitiva na mansão de orgias escatológicas que serve de quartel para seu algoz, recheada de bruxas semi-nuas e moçoilas peitudas.</p>
<p style="text-align:justify;">Dario Argento, em Mãe das Lágrimas, não apenas conclui sua trilogia como também quebra a barreira entre o cinema fantástico da década de 1970 e o apocalipse estudado pelo cinema do século XXI. Mais do que isso, bebe de fontes externas para voltar sua mitologia à adoração em diferentes esferas. Assim como Ferrara em New Rose Hotel e Assayas em Boarding Gate, Argento celebra o caos sentenciado pelo corpo feminino mas defende em sua plenitude a grande mistificação da mulher contemporânea, pelo bem ou pelo mal. Não poderia haver motivo maior para tamanha gargalhada, não é Asia?</p>
<p style="text-align:justify;">4/4</p>
<p style="text-align:right;"><em>Daniel Dalpizzolo</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[[PS2] Big Fat Panda &amp; Wall-E]]></title>
<link>http://sdmblog.wordpress.com/?p=171</link>
<pubDate>Tue, 22 Jul 2008 21:56:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>cervado</dc:creator>
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<description><![CDATA[Nesses ultimos dias joguei dois joguinhos infanto-juvenis que me proporcionaram alguns bons momentos]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Nesses ultimos dias joguei dois joguinhos infanto-juvenis que me proporcionaram alguns bons momentos... foram eles: Kung Fu Panda e Wall-E.</p>
<p>I - O panda é meio chato... mas a voz de Jack Black presente no jogo, bem como no filme, anima. Vários são os erros no quesito jogabilidade, trata-se do clássico jogo que entrou na onda do filme... não perderam muito tempo com ele. Você aprende uns golpes que até agora não sei como funcionam. Ah, demorei uns 40 minutos no ultimo chefe, fala sério.</p>
<p>II - O robôzinho é divertido, bem feito e muito bonito. O jogo foi trabalhado, com gráfico acima da média do PS2, a jogabilidade é perfeita, quando se controla o personagem com alguma velocidade, os movimentos ficam exatos. Tem um esquema de recolher apetrechos escondidos, bem clichê em jogos "de filmes".</p>
<p>Como eu não assisti nenhum dos filmes ainda, me auto spoilerzei-me a mim mesmo... mas tudo bem.</p>
<p>Vale a pena...</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Chá com biscoitos - Alfredo Luiz Suppia]]></title>
<link>http://clfcbr.wordpress.com/?p=31</link>
<pubDate>Tue, 22 Jul 2008 15:49:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>clfcbr</dc:creator>
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<description><![CDATA[A melhor defesa é o ataque em Earth vs. The Flying Saucers (1956) 
 
Dirigido por Fred F. Sears (t]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><strong><em><span style="font-family:Verdana;">A melhor defesa é o ataque em Earth vs. The Flying Saucers (1956)</span></em></strong><span style="font-family:Verdana;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;">Dirigido por Fred F. Sears (talvez mais conhecido por seu trabalho em westerns), <em>Earth vs. The Flying Saucers</em> (1956) abre com uma certa retórica documentária costumeira no cinema de ficção científica dos anos 1950, em que a “voz de Deus” contextualiza a fábula e define as regras do jogo. No filme de Sears, aparições de discos voadores têm sido reportadas ultimamente em diversos pontos do planeta, mas os casos não estão sendo levados muito a sério pelas autoridades. O recém-casado Dr. Russell A. Marvin (Hugh Marlowe), cientista do programa espacial americano, acaba testemunhando, juntamente com sua mulher (Joan Taylor no papel de Carol Marvin), a aparição de um desses objetos voadores não-identificados. Ficaremos sabendo depois que essa aparição fora, na verdade, uma tentativa de comunicação por meio de mensagem sonora codificada. Como de praxe, o contato mais importante entre os ETs e a humanidade se dará por meio de um cientista de renome, rara mente privilegiada capaz de compreender propostas superiores. Pouco depois desse flagrante de um disco-voador pelo Dr. Marvin, os foguetes americanos enviados ao espaço vão sendo abatidos um a um. O cientista vê relação entre os OVNIs e o fracasso da missão espacial, embora os militares não dêem muito crédito à sua hipótese. Até que um disco-voador pousa pela primeira vez em área militar e, ao desembarcarem, os alienígenas são recebidos a bala (sem a menor cerimônia) pelo exército americano. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;">Senhores de uma tecnologia superior, os discos alienígenas são invulneráveis aos ataques humanos e suas armas têm poder devastador. Um fabuloso sistema de banco de dados armazena todas as experiências contidas na mente de cada terráqueo abduzido, o que dá grande vantagem estratégica aos invasores. O figurino dos ETs os deixa muito parecidos com robôs, mas na verdade os aliens são seres atrofiados, criaturas decrépitas que dependem da tecnologia para sobreviver, trajando armaduras que viabilizam sua movimentação e amplificam seus sentidos. Ressentidos com a recepção deselegante dos terráqueos, os ETs partem agora de vez para a ofensiva. Imagens de arquivo – algumas delas mescladas às animações em <em>stop motion</em> - descrevem os ataques alienígenas, como no caso do abate dos aviões – na verdade o registro de uma colisão durante um show aéreo. Antes disso, as cenas de lançamento dos foguetes americanos correspondem a filmagens de operações dos foguetes Viking – e até mesmo de alguns V-2 alemães, conforme informação publicada na ficha do filme no <a href="http://www.imdb.com/title/tt0049169/" target="_blank">Internet Movie Data Base</a>.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;">De negociador, o Dr. Martin passa a cabeça da resistência, inventando um aparelho capaz de derrubar os até então virtualmente invulneráveis discos voadores. O choque de civilizações se intensifica e os ETs irradiam uma advertência em diversas línguas (inclusive português) ao redor do mundo, anunciando um ataque ao Sol como demonstração de seu poderio bélico. Imagens documentárias ilustram a instabilidade meteorológica causada pelo ataque alienígena à estrela. O mesmo recurso a imagens de arquivo, mescladas a filmagens em <em>stop motion</em>, ilustra os ataques dos discos, como no caso do abate de alguns aviões. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;"><a href="http://clfcbr.files.wordpress.com/2008/07/chabiscoitos.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-32" src="http://clfcbr.wordpress.com/files/2008/07/chabiscoitos.jpg?w=300" alt="" width="300" height="199" /></a></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;">A humanidade passa por maus bocados, mas o exército americano multiplica o invento do Dr. Martin e, graças a essa tecnologia, os discos voadores começam a ser derrubados. Washington termina razoavelmente destruída, com alguns de seus mais famosos monumentos ou construções arruinados pela queda das naves. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;">O roteiro de <em>Earth vs. The Flying Saucers</em>, assinado por George Worthing Yates e Bernard Gordon, baseia-se numa adaptação, feita pelo alemão Curt Siodmak, do livro de não-ficção <em>Flying Saucers from Outer Space</em>, escrito pelo major aposentado da Marinha americana Donald E. Keyhoe. Siodmak é conhecido por fãs e pesquisadores de ficção científica por sua obra na literatura do gênero e criação de inúmeros roteiros, dentre eles o de <em>F.P.1</em>, filme alemão (1933) dirigido por Karl Hartl, e <em>Frankenstein Meets the Wolfman</em> (1943), produção da Universal dirigida por Roy William Neill. Nos EUA, Siodmak também foi responsável pela direção de filmes como <em>O Monstro Magnético</em> (1953) e <em>Curussú, A Besta do Amazonas</em> (1956). Assim como o “<em>keep watching the skies</em>!” do final de <em>The Thing from Another World </em>(dir.: Christian Nyby / Howard Hawks, 1951), ao menos uma frase proferida em <em>Earth vs. The Flying Saucers</em> tornou-se famosa e ilustrativa de uma atitude nacionalista americana nos anos 50: “Se eles pousarem sem convite na nossa capital, nós não iremos encontrá-los com chá e biscoitos” (“<em>If they land in our nation’s capital uninvited, we won’t meet them with tea and cookies</em>”). Variação sobre o tema do clássico de H. G. Wells, o roteiro de <em>Earth vs. The Flying Saucers</em> antecipa filmes patrioteiros menos engenhosos como <em>Independence Day</em> (1996), abacaxi assinado por Roland Emmerich, o mais americano dos diretores alemães.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;">Mas bem que <em>Earth vs. The Flying Saucers</em> tem lá seus altos e baixos. O filme repete sonsamente algumas cenas e sua narrativa é irregular. Determinadas passagens são, na verdade, imagens tomadas de empréstimo de outros filmes, como <em>Rocketship X-M </em>(dir.: Kurt Neumann, 1950), <em>O Dia em que a Terra Parou</em> (<em>The Day the Earth Stood Still</em>, dir.: Robert Wise, 1951) e <em>Guerra dos Mundos</em> (<em>The War of the Worlds</em>, dir.: Byron Haskin, 1953) Todavia, pelo menos dois aspectos do filme chamam positivamente a atenção: o design de produção elegante (conforme se verifica na aparência externa dos discos e no décor de seu interior) e os efeitos visuais de qualidade, assinados pelo mestre Ray Harryhausen, o mago da animação em <em>stop motion</em> por trás de <em>Mighty Joe Young</em> (dir.: Ernest B. Schoedsack, 1949), <em>The Beast from 20.000 Fathoms</em> (dir.: Eugène Lourié, 1953), The 7th Voyage of Sinbad (dir.: Nathan Juran, 1958 ) e Fúria de Titãs (Clash of the Titans, dir.: Desmond Davis, 1981), entre outros títulos. Grosso modo, a técnica do <em>stop motion</em> consiste na captura de diversas etapas do movimento de um modelo. Projetadas à velocidade de 24 frames por segundo, o conjunto das imagens estáticas simula a movimentação do modelo filmado. Harryhausen começou a trabalhar com animação inspirado pela façanha de Willis H. O’Brien e demais artistas dos efeitos visuais em <em>King Kong</em><em></em> </span><em></em><span style="font-size:small;">(dir.: Merian Cooper e Ernest B. Schoedsack, 1933). Nascido em Los Angeles, EUA, em 1920, e desde jovem interessado por ficção científica (especialmente “mundos perdidos” e dinossauros), Harryhausen tornou-se grande amigo do escritor Ray Bradbury, do qual veio a receber um Oscar pelo conjunto da obra em 1992. Em <em>Earth vs. The Flying Saucers</em>, a arte de Harryhausen torna as cenas de destruição ou dos discos em ação deliciosamente convincentes. Devido ao orçamento reduzido, que não permitia o uso de câmeras mais adequadas, as cenas de destruição de prédios e monumentos de Washington tiveram de ser totalmente animadas. Para essas tomadas, cada fragmento das maquetes a ser deslocado pela colisão com os discos era preso por fio de arame e filmado em stop motion. <em>Earth vs. The Flying Saucers</em>, bem como outras produções em que Harryhausen trabalhou, constituem um vasto laboratório de experimentações no entroncamento do cinema de animação com o chamado live action (ou cinema convencional, dos atores de carne e osso). Pode-se dizer que o interesse por <em>Earth vs. The Flying Saucers</em> no decorrer do tempo tem sido mantido, em grande medida, pelo encanto perene do trabalho de Harryhausen. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;"><a href="http://clfcbr.files.wordpress.com/2008/07/chabiscoitos1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-33" src="http://clfcbr.wordpress.com/files/2008/07/chabiscoitos1.jpg?w=300" alt="" width="300" height="199" /></a></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;">Exemplo de um cinema de FC nacionalista americano, típico dos anos 1950, <em>Earth vs. The Flying Saucers</em> traz imagens interessantes ainda hoje, não só pela qualidade dos efeitos e beleza visual, mas também pelo substrato político que evocam. Afinal, após o 11/9, as colisões dos discos voadores contra monumentos-símbolo, no coração da América, parecem investidas de caráter premonitório e trágica atualidade</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Verdana;">(Postado originalmente em 02/05/2008 )</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[[Resenhas] Viagem ao Centro da Terra]]></title>
<link>http://cinemagia.wordpress.com/?p=1563</link>
<pubDate>Tue, 22 Jul 2008 14:02:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tommy Beresford</dc:creator>
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<description><![CDATA[A dificuldade em ter acesso a um sala de cinema que exiba &#8220;Viagem ao Centro da Terra - O Filme]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://cinemagia.wordpress.com/files/2008/07/viagem_ao_centro_da_terra_cartaz1.jpg" align="right">A dificuldade em ter acesso a um sala de cinema que exiba "<a target="_blank" href="http://www.imdb.com/title/tt0373051/">Viagem ao Centro da Terra - O Filme</a>" é compensada com cenas que, com o uso dos óculos especiais, parecem de fato que atingem o espectador. Os momentos de diversão (e de sustos) são mais intensificados com este recurso que deveria estar disponível em mais bairros: o filme certamente perde muito sem o fator 3D.</p>
<p>Efeitos à parte, o filme de Eric Brevig não chega a ser uma maravilha, mas é um bom entretenimento para todas as idades. Só discordo... do título ! Talvez desta vez eu esteja sendo preciosista, mas não aceito que seja chamado de "Viagem ao Centro da Terra - O Filme" já que não é uma adaptação direta do clássico de Julio Verne, embora faça referência a ele o tempo todo. </p>
<p><!--more [Leia o texto completo clicando aqui] -->Seja como for, o elenco tem o cada vez mais aventureiro Brendan Fraser, Josh Hutcherson (de "Ponte para Terabítia") e Anita Briem em boas atuações, entre momentos "Indiana Jones" e "Parque dos Dinossauros"... Não se importe muito com algumas estranhezas (como o some-aparece das mochilas do trio protagonista): pegue sua pipoca e divirta-se. De preferência com óculos 3D.</p>
<p><img src="http://cinemagia.wordpress.com/files/2008/07/viagem_ao_centro_cena.jpg" alt="" width="400" height="270" class="alignnone size-full wp-image-1564" /></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Farrapo Humano (Billy Wilder, 1945)]]></title>
<link>http://multiplot.wordpress.com/?p=706</link>
<pubDate>Mon, 21 Jul 2008 00:00:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>silvaccc</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Antes da crítica em si, um comentário: eu queria saber o porquê da mania das produtoras e distri]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://multiplot.files.wordpress.com/2008/07/lostweekend1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-707" src="http://multiplot.wordpress.com/files/2008/07/lostweekend1.jpg?w=300" alt="" width="300" height="230" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Antes da crítica em si, um comentário: eu queria saber o porquê da mania das produtoras e distribuidoras brasileiras colocarem um título nacional que, ou acaba se mostrando totalmente ridículo, ou ainda parece querer resumir todo o filme em apenas duas palavras, sendo, dessa forma, tão discreto quanto um rinoceronte dançando o Lago dos Cisnes. Será que eles acham que isso atrairá os telespectadores? O título desse filme é uma das provas disso que estou falando. “The Lost Weekend” ( O Fim de Semana Perdido) se mostra muito mais apropriado do que Farrapo Humano.</p>
<p style="text-align:justify;">Pronto, feito o desabafo, vamos direto ao ponto.</p>
<p style="text-align:justify;">Já consideraria Billy Wilder um dos caras mais fodas do cinema só pelo fato dele ter concebido “<a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/16/crepusculo-dos-deuses-sunset-boulevard-1950/" target="_blank">Crepúsculo dos Deuses</a>”, a maior obra-prima do cinema. Mas, graças á Deus e para deleite de nós, amantes do cinema, ele concebeu inúmeras outras obras-primas tão relevantes quanto. Farrapo Humano é uma delas.</p>
<p style="text-align:justify;">Uma das qualidades mais latentes de Wilder é a maneira como ele tratava temas polêmicos com maestria ímpar - a frieza do cinema com estrelas mais antigas em "Crepúsculo dos deuses" ou a idéia de adultério em "O pecado mora ao lado" - e aqui não é diferente. O tema tratado já afligia - e ainda aflige - grande parte das famílias estadunidenses e do mundo: o álcoolismo. E aqui Wilder não poupa esforças para tocar nas feridas expostas do público, trazendo o retrato mais realista do efeitos físicos e psicológicos do álcoolismo.</p>
<p style="text-align:justify;">O Filme mostra, sem fazer concessões na maior parte do tempo, o drama vivido num final de semana (daí o título original) de Don Birman, um aspirante a escritor que têm todas as suas aspirações destruídas pela bebida, sofrendo uma degradação dfísica e moral perante toda uma sociedade. NO meio desse turbilhão, temos o seu irmão, que o abandona à própria sorte depois de seis anos tentando livrá-lo do vício; e sua devotada namorada Helen, uma moça rica absolutamente apaixonada pelo escritor, que não desiste dele mesmo sabendo de seus problemas com a garrafa.</p>
<p style="text-align:justify;">Desde o seu início, quando temos uma panorâmica mostrando toda a cidade, aproximando-se de um prédio onde vemos uma garrafa de uísque presa através de uma corda em seu parapeito (cena essa regstrada na foto acima), percebemos a temática do filme: um mergulho em sensaçôes até o momento totalmente incomuns aos dramas filmados na época: medo, angústia, dor e, principalmente, sofrimento. Se levarmos em conta a época que o filme foi produzido, percebemos com mais clareza o quão ousada foi a obra em questão: além da crise de 1929 estar presente nas mentes dos norte-americanos, tínhamos ainda a segunda Grande Guerra nos seus momentos finais. Com esse quadro, o cinema procurava justamente o caminho inverso: reanimar aquela sociedade tão abatida pr conta desses acontecimentos (por isso não me surpreende o fato do filme quase não ser lançado, devido à fraca reação de prévias exibições para audiência, que, provávelmente, não estavam preparadas para um tema tão forte).</p>
<p style="text-align:justify;">O maior responsável pelo impacto do filme é, sem dúvida, Ray Milland. Sua interpretação pode ser facilmente colocada como uma das melhores de toda a história do cinema (conquistando o mais que merecido Oscar). Apesar de um papel extremamente complicado de interpretar (devido ao grande risco do personagem soar caricato e exagerado), ele nos brinda com um trabalho extremamente detalhista e extremamente intenso. Suas mãos trêmulas, o cabelo despenteado, os olhares se alternando entre o totalmente deslumbrado e o totalmente perdido (de acordo com o "nível de embriaguez" do personagem) renderam uma construção de personagem simplesmente magnífica, provocando uma crecente angústia no telespectador, à medida que acompanhamos a sua intensa jornada rumo à sua degradação por conta do vício. A sensação que temos é de que estamos junto com o personagem nessa montanha-russa de emoções, sofrendo junto com ele - e como nós fôssemos ele - as suas angústias. E, quando um ator consegue isso, pode ter certeza: é a sua consagração.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas temos outros fatores que ajudam a construir essa obra. Além das características habituais que encontramos num filme de Billy Wilder (a amargura e a melancolia injetada em suas obras, o roteiro extremamente bem trabalhado, a ironia latente nas falas, a direção precisa e inventiva), é preciso ressaltar a trilha sonora. Composta por uma das pessoas mais requisitadas para a função naquela época (e, para mim, um dos maiores realizadores dela, perdendo apenas para Bernard Herrmann), Miklos Rozsa, ela se utiliza de um tons graves e impactantes. Isso foi graças, sobretudo, a inserção do teremin, um instrumento musical responsável pela criação de um som muito utilizado em filmes de alienígenas. Aqui, ele exerce uma função primordial: ressaltar a situação de embriaguez e depedência de Don, como se fosse uma voz que o instinga a saciar o seu vício.</p>
<p style="text-align:justify;">Exceto pelo seu final (que me pareceu uma solução bastante cômoda do Wilder talvez por imposições da produtora. Mas fiquem tranquilos, temos pessoas aqui no grupo que discordam disso. :D ), Wilder nos entrega uma jornada alucinante, perturbadora, realista e extremamente angustiante sobre as consequências do alcoolismo, no maior retrato do que esse vício pode causar. Em tempos de volta da lei seca aqui no Brasil (pelo menos no que diz respeito às estradas), assistir esse filme é mais do que um deleite cinematográfico: é um grande serviço social prestado pelo cinema dentro de uma excelente obra. E essa é uma das coisas que faz o cinema ser uma coisa única e fascinante.</p>
<p style="text-align:justify;">4/4</p>
<p style="text-align:right;"><em>Adney Silva</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[[Resenhas] Batman - O Cavaleiro das Trevas]]></title>
<link>http://cinemagia.wordpress.com/?p=1504</link>
<pubDate>Sun, 20 Jul 2008 19:21:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tommy Beresford</dc:creator>
<guid>http://cinemagia.wordpress.com/?p=1504</guid>
<description><![CDATA[Verdade seja dita: toda a expectativa com relação a &#8220;Batman - O Cavaleiro das Trevas&#8221; ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://cinemagia.wordpress.com/files/2008/07/the_dark_knight_cartaz.jpg" align="right" width="140">Verdade seja dita: toda a expectativa com relação a "<a target="_blank" href="http://www.imdb.com/title/tt0468569/">Batman - O Cavaleiro das Trevas</a>" foi deturpada com o falecimento de <a href="http://cinemagia.wordpress.com/?s=Heath+Ledger">Heath Ledger </a>e as posteriores notícias de que seu vilão em lançamento póstumo seria um arrasa-quarteirão. Todas as atenções - tanto da crítica quanto de boa parcela do público - se voltaram, portanto, para o Coringa, e nada mais que o Coringa importaria.</p>
<p>Nem tanto. O filme é muito mais que apenas um grande vilão. Faz pensar se é melhor que seu antecessor, <a target="_blank" href="http://www.imdb.com/title/tt0372784/">Batman Begins</a>, e nos faz rir se pensarmos nos longínquos primeiros filmes desta série cinematográfica que no fundo de sequência não tem nada. "Batman - O Cavaleiro das Trevas" é um excelente filme com uma trilha certeira, entre thriller e silêncios dos tarimbados Hans Zimmer e James Newton Howard, cenas de ação de tirar o fôlego e um elenco de primeira.</p>
<p><!--more [Leia o texto completo clicando aqui] -->Em tempos de críticas tão voltadas a Ledger, é mais que necessário elogiar o restante do elenco que, sob a batuta de um maduro diretor Christopher Nolan, dá o clima necessário para que a produção seja um grande filme. Não há como não citar o excelente desempenho de Aaron Eckhart, certamente um dos melhores contrapontos a um Batman cada vez mais seguro interpretado mais uma vez pelo ótimo Christian Bale. Maggie Gyllenhaal, Morgan Freeman e Cillian Murphy (este em uma pequenina ponta de luxo), todos estão ótimos, com destaque - sempre - para Gary Oldman e Michael Caine.</p>
<p>Mas não há como escapar: Heath Ledger é mesmo o nome do filme. Seu Coringa poderia ser soturno, histérico ou caricato: ao invés disso, Ledger deixa para os cinéfilos uma das melhores interpretações dos últimos tempos. A perda de um grande ator é acompanhada também pela perda de um grande personagem: como desejar um novo intérprete para Coringa depois de "Batman - O Cavaleiro das Trevas" ?</p>
<p>Heath Ledger deixará saudades. Seu Coringa também. Dá vontade de olhar para os céus e indagar: "Why So Serious ?"...</p>
<p><img src="http://cinemagia.wordpress.com/files/2008/07/batman_knight_cena.jpg"></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Cavaleiro das Trevas]]></title>
<link>http://aceitapretzel.wordpress.com/?p=41</link>
<pubDate>Sat, 19 Jul 2008 02:03:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>Samar</dc:creator>
<guid>http://aceitapretzel.wordpress.com/?p=41</guid>
<description><![CDATA[Tirando a poeira do blog (cof cof cof), dessa vez com um post bem especial. Hoje, depois de um ano d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Tirando a poeira do blog (cof cof cof), dessa vez com um post bem especial. Hoje, depois de um ano de espera, de participações e acompanhamento de campanhas virais, spoilers, fotos, sites e etc, assisti, na primeira sessão, o segundo filme da nova saga do Batman, <strong>O Cavaleiro Das Trevas</strong>, reiniciada por Christopher Nolan em 2005, com <strong>Batman Begins</strong>.<!--more Leia mais--></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Não vou fazer crítica especializada pois não sou jornalista nem nada, mas vou falar sobre o que achei do filme... o que não foi pouca coisa, e minhas opiniões vão ser bem parciais, pois eu simplesmente AMEI <strong>The Dark Knight</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Sou MUITO fã do Batman, o personagem. Acho que desde que assisti o filme de Tim Burton, de 1989, virei fã incondicional. Acho que gosto do fato de que, apesar de tudo, ele é gente como a gente - uma pessoa comum, que sangra, que se machuca, que eventualmente pode morrer. Não tem poderes especiais e nem veio de outra galáxia, só é podre de rico. Juntando ao fato de que sou MUITO fã de Christian Bale, ator excepcional que, além de tudo, é o homem mais bonito do mundo pra mim, não tinha como esse filme dar errado. Afinal de contas, já havia assistido <strong>Batman Begins</strong> e me impressionado com o caminho que Nolan decidiu levar essa nova série de histórias do homem morcego.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Confesso que logo no início, a coisa que mais me deixou com o pé atrás foi a escalação de Heath Ledger como o Coringa. Eu, como quase todas as pessoas sensatas do mundo, tinha em mente, ainda, o Coringa caracterizado por Jack Nicholson, e tudo que o Jack Nicholson faz é quase sagrado, ninguém pode tocar. Fiquei com medo pois Ledger tinha uma carreira no cinema meio estranha... filmecos meia-boca e em sua maioria, juvenis. Não, não assisti <strong>Brokeback Mountain</strong> ainda.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:center;"><a href="http://aceitapretzel.files.wordpress.com/2008/07/the_dark_knight_poster.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-49" src="http://aceitapretzel.wordpress.com/files/2008/07/the_dark_knight_poster.jpg?w=187" alt="" width="187" height="300" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><em><strong>O primeiro pôster que me deixou animada com o filme</strong></em></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Mas o que eu conferi hoje, foi completamente diferente do que imaginava no começo e muito mais do que poderia esperar nesses 12 meses, desde a Comic Con 2007, onde a campanha de marketing viral do filme tomou proporções colossais. O Coringa de Ledger, sem demagogia porque o cara morreu, é O vilão. Note que não estou dizendo que é o MELHOR, e sim O vilão. Passei filme todo boquiaberta e sem reação a cada vez que ele entrava em cena, a cada movimento, a cada tique nervoso. Em nenhum momento pensei: "Nossa, o Heath tá muito bom". O que eu pensava era: "Cacete, esse Coringa é INSANO!". Poucos, mas poucos atores conseguiram tirar isso de mim. Difícil eu separar o ator da personagem.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:center;"><a href="http://aceitapretzel.files.wordpress.com/2008/07/hr_movie_stills_25.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-50" src="http://aceitapretzel.wordpress.com/files/2008/07/hr_movie_stills_25.jpg?w=200" alt="" width="200" height="300" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><em><strong>Christian Bale como Batman: mais uma vez, impecável.</strong></em></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">O melhor de O Cavaleiro das Trevas é que, apesar de todo o filme ser um clima sombrio, tem momentos divertidos e sacadas de roteiro geniais. Tal qual a campanha viral fez, é um filme que se aproxima da realidade, se aproxima do público e você se relaciona e se identifica com as coisas que acontecem. Quero dizer, tudo o que acontece, sem licenças poéticas, poderiam muito bem acontecer com qualquer um. Comigo, com você. Caso no nosso mundo existisse um Batman, claro.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://aceitapretzel.files.wordpress.com/2008/07/hr_movie_stills_8.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-51" src="http://aceitapretzel.wordpress.com/files/2008/07/hr_movie_stills_8.jpg?w=300" alt="" width="300" height="128" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>Único porém: o vilão Duas Caras poderia ter sido melhor explorado.</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">A melancolia que se arrasta durante a sessão inteira é, por incrível que pareça, reconfortante. Nos créditos, parei um pouco pra pensar que Heath Ledger não está mais entre nós para saborear esse momento incrível, esse show de interpretação que ele deu durante o filme, mas os irmãos Nolan estão de parabéns pelo roteiro incansável, rápido, sem chance de respirar. Existe tanta coisa que eu quero falar mas até agora não consigo, me faltam palavras porque não quero fazer um post específico da história em si - isso os meninos do <a href="http://www.100grana.com" target="_blank">100Grana</a> fazem melhor do que eu.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Acho que só quero deixar escrito minha admiração por essa obra de arte - sim, uma obra do cinema que marcará até mesmo quem não gosta de filmes de heróis. É um puta filme que pretendo assistir de novo logo, logo, para poder sorver tudo que não deu na primeira vista - é muita coisa, muitos detalhes, muitas nuances, muitas camadas. Mas estou completamente apaixonada pelo filme. As lágrimas que contive na sala de exibição com certeza irão rolar agora.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:center;"><a href="http://aceitapretzel.files.wordpress.com/2008/07/joker-profile-snapshot20080504111830.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-52" src="http://aceitapretzel.wordpress.com/files/2008/07/joker-profile-snapshot20080504111830.jpg?w=300" alt="" width="300" height="127" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><em><strong>Heath Ledger: eternizado. Não poderia ser mais justo. </strong></em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Top! Décadas: 70]]></title>
<link>http://multiplot.wordpress.com/?p=675</link>
<pubDate>Fri, 18 Jul 2008 05:25:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>Luis Henrique Boaventura</dc:creator>
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<description><![CDATA[Depois de uma interrupção extremamente válida, continuamos os tops! de décadas nos amargos mas t]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Depois de uma interrupção extremamente válida, continuamos os tops! de décadas nos amargos mas também luminosos anos 70.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>Top! do Leitor:</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Franc1968</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Eis uma década extraordinária. Pensei em fazer uma lista de dez filmes por ano, mas isso seria encher a paciência dos leitores do blog… Listarei dez e depois irei acrescentando um ou outro só por menção honrosa:</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://www.minnpost.com/client_files/alternate_images/1067/mp_main_wide_TheGodfather.jpg" alt="" /></p>
<p>01. O poderoso chefão I e II, de Francis Ford Coppola (Francis For Coppola, 1972/1973)<br />
02. Maratona da morte (John Schlesinger, 1976)<br />
03. O tambor (Volker Schlondorff, 1979)<br />
04. Monty Python em busca do cálice sagrado (Terry Gilliam &#38; Terry Jones, 1975)<br />
05. Operação França (William Friedkin, 1971)<br />
06. Tubarão (Steven Spielberg, 1975)<br />
07. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/12/sob-o-dominio-do-medo-sam-peckinpah-1971/">Sob o domínio do medo</a> (Sam Peckinpah, 1971)<br />
08. O homem de palha (Robin Hardy, 1973)<br />
09. Josey Wales, o fora da lei (Clint Eastwood, 1976)<br />
10. Grease, nos tempos da brilhantina (Randal Kleiser, 1978)</p>
<p><strong>Tops da Equipe!</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Adney Silva</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Muito se fala que os anos 80 podem ser representados pelos "filmes-pipoca", mas foi na década de 70 que os dois maiores responsáveis por esse boom, George Lucas e Steven Spielberg, mostraram o seu talento para o mundo. Só isso já vale para destacar a década. Além disso, ainda tivemos a obra-prima dos filmes de gangsters, um peckinpah explosivo na direção com um dos filmes mais controversos do cinema, Kubrick fazendo história e polêmica mais uma vez (para variar), Sidney Lumet mostrando a podridão da luta pela audiência na TV, Scorsese endoidecendo junto com um taxista nas ruas de Nova York, um bando de ingleses malucos subvertendo a história do cálice sagrado e Polanski trazendo um sensacional noir a cores. Ufa, que década!</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://blog.jinbo.net/files2/176/worm/images/200708/200327466.jpg" alt="" width="466" height="257" /></p>
<p>01. O Poderoso Chefão - Parte II (Francis Ford Coppola, 1973)<br />
02. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/12/sob-o-dominio-do-medo-sam-peckinpah-1971/">Sob o Domínio do Medo</a> (Sam Peckinpah, 1971)<br />
03. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/13/laranja-mecanica-stanley-kubrick-1971/">Laranja Mecânica</a> (Stanley Kubrick, 1971)<br />
04. Rede de Intrigas (Sidney Lumet, 1975)<br />
05. Quando Explode a Vingança (Sergio Leone, 1974)<br />
06. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/13/encurralado-steven-spielberg-1971/">Encurralado</a> (Steven Spielberg, 1971)<br />
07. Taxi Driver (Martin Scorsese, 1976)<br />
08. Monty Phyton e o Cálice Sagrado (Terry Gillian, 1975)<br />
09. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/12/chinatown-roman-polanski-1974/">Chinatown</a> (Roman Polanski, 1971)<br />
10. Star Wars - Uma Nova Esperança (George Lucas, 1977)</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Daniel Dalpizzolo</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Perde-se muita coisa em uma lista tão pequena como um top 10, quanto mais numa década que briga - e com larga vantagem - pelo posto de mais rica do cinema. Tanta coisa ficou de fora, de De Palma a Ferrara, de Polanski a Buñuel, entre muitos outros, que se eu fosse parar pra fazer menções provavelmente construiria um top 50 só de filmes com qualidades tão grandes quanto às das minhas escolhas finais (porém jamais definitivas), o que não caberia a um comentário tão pequeno quanto esse. A seleção mais difícil até o momento.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://www.jdmfilmreviews.com/images/two-lane-blacktop-car1.jpg" alt="" width="461" height="378" /></p>
<p>01. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/12/corrida-sem-fim-monte-hellman-1971/">Corrida Sem Fim</a> (Monte Hellman, 1971)<br />
02. Cada Um Vive Como Quer (Bob Rafelson, 1970)<br />
03. A Primeira Noite de Tranqüilidade (Valerio Zurlini, 1973)<br />
04. Profissão: Repórter (Michelangelo Antonioni, 1975)<br />
05. O Espírito da Colméia (Victor Erice, 1973)<br />
06. Tragam-me a Cabeça de Alfredo Garcia (Sam Peckinpah, 1975)<br />
07. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/28/verdades-e-mentiras-orson-welles-1975/">Verdades e Mentiras</a> (Orson Welles, 1975)<br />
08. Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Woody Allen, 1977)<br />
09. Uma Mulher Sob Influência (John Cassavetes, 1975)<br />
10. O Discreto Charme da Burguesia (Luis Buñuel, 1972)</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Djonata Ramos</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Grande década. Temos Coppola dirigindo o melhor filme de todos os tempos, Kubrick em seu melhor filme, assim como Spielberg iniciando sua brilhante carreira já com os dois pés no peito da gente. De Palma e Friedkin nos entregam dois dos melhores filmes do gênero desde sempre; Forman faz seu segundo melhor trabalho com um Nicholson fora de série, e por fim, Allen numa comédia sensacionalmente ácida e divertida, Scorsese e Lucas sem esperança nenhuma nessa sociedade. o mais interessante é ver que praticamente todos esses filmes são as obras máximas de seus realizadores.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://basetta.pupazzo.org/site_media/postings/godfather.jpg" alt="" /></p>
<p>01. O Poderoso Chefão (Francis Ford Coppola, 1972)<br />
02. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/13/laranja-mecanica-stanley-kubrick-1971/">Laranja Mecânica</a> (Stanley Kubrick, 1971)<br />
03. Taxi Driver (Martin Scorsese, 1976)<br />
04. Poderoso Chefão - Parte II (Francis Ford Coppola, 1973)<br />
05. Manhattan (Woody Allen, 1979)<br />
06. O Exorcista (William Friedklin, 1973)<br />
07. Um Estranho no Ninho (Milos Forman, 1975)<br />
08. Carrie: A Estranha (Brian De Palma, 1976)<br />
09. THX 1138 (George Lucas, 1971)<br />
10. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/13/encurralado-steven-spielberg-1971/">Encurralado</a> (Steven Spielberg, 1971)</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Jaílton Rocha</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Difícil não ver a importância da década de 70 para o cinema. Época onde reside os grandes clássicos, obras máximas como Laranja Mecânica, Poderoso Chefão, Taxi Driver, e onde o cinema-pipoca ganhou um up com a sucesso de Star Wars. Acabou ditando a regra nos filmes que surgiram nas décadas seguintes.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://www.filmreference.com/images/sjff_01_img0111.jpg" alt="" width="467" height="354" /></p>
<p>01. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/13/laranja-mecanica-stanley-kubrick-1971/">Laranja Mecânica</a> (Stanley Kubrick, 1971)<br />
<a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/15/frenesi-alfred-hitchcock-1972/">02. Frenesi (Alfred Hitchcock, 1972)</a><br />
03. O Poderoso Chefão (Francis Ford Coppola, 1972)<br />
04. Alien – O Oitavo Passageiro (Ridley Scott, 1979)<br />
05. Taxi Driver (Martin Scorsese, 1976)<br />
06. Star Wars Episódio IV – Uma Nova Esperança (George Lucas, 1977)<br />
07. Halloween – A Noite do Terror (John Carpenter, 1978)<br />
08. Contatos Imediatos de Terceiro Grau (Steven Spielberg, 1977)<br />
09. Perseguidor Implacável (Don Siegel, 1971)<br />
10. Um Estranho no Ninho (Milos Forman, 1975)</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Luis Henrique Boaventura</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Caralho, que década. E eu ainda estou completamente drogado pelo Visconti e o Resnais... Todos os dez são obras-primas. Gostaria de dar ênfase a alguns, mas não tem como. E ainda quero rever Barry Lyndon, é possível que suba algumas posições, mesmo que olhando assim eu não vejo pra onde ele possa ir. Menções aos Coppolas, a Carrie, Gritos e Sussurros, Suspiria e A Vida de Brian.</p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://analogmedium.com/blog/2007/10/deep_red3.jpg" alt="" /></p>
<p>01. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/12/preludio-para-matar-dario-argento-1975/">Prelúdio Para Matar</a> (Dario Argento, 1975)<br />
02. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/25/providence-alain-resnais-1977/">Providence</a> (Alain Resnais, 1977)<br />
03. Taxi Driver (Martin Scorsese, 1976)<br />
04. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/13/laranja-mecanica-stanley-kubrick-1971/">Laranja Mecânica</a> (Stanley Kubrick, 1971)<br />
05. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/15/eraserhead-david-lynch-1977/">Eraserhead</a> (David Lynch, 1977)<br />
06. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/16/sonata-de-outono-ingmar-bergman-1978/">Sonata de Outono</a> (Ingmar Bergman, 1978)<br />
07. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/17/morte-em-veneza-luchino-visconti-1971-2/">Morte em Veneza</a> (Luchino Visconti, 1971)<br />
08. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/14/barry-lyndon-stanley-kubrick-1975-2/">Barry Lyndon</a> (Stanley Kubrick, 1975)<br />
09. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/12/chinatown-roman-polanski-1974/">Chinatown</a> (Roman Polansky, 1974)<br />
10. Quando Explode a Vingança (Sergio Leone, 1971)</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Rodrigo Jordão</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Década da discoteca, das calças boca de sino, dos cavanhaques a la Seu Madruga, das pornochanchadas e da morte do rock and roll. O que esperar de uma década com características tão toscas? Confiram o top abaixo, e de preferencia assistam aos filmes citados, e tirem suas conclusões próprias.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://midnightcafe.files.wordpress.com/2007/04/clockwork-orange.jpg" alt="" width="467" height="345" /></p>
<p>01. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/13/laranja-mecanica-stanley-kubrick-1971/">Laranja Mecânica</a> (Stanley Kubrick, 1971)<br />
02. Um Estranho no Ninho (Milos Forman, 1975)<br />
03. Taxi Driver (Martin Scorcese, 1976)<br />
04. Alien (Ridley Scott, 1979)<br />
05. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/13/encurralado-steven-spielberg-1971/">Encurralado</a> (Steven Spielberg, 1972)<br />
06. O Exorcista (Willian Friedkin, 1973)<br />
07. O Poderoso Chefão (F. Ford Copolla, 1972)<br />
08. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/14/barry-lyndon-stanley-kubrick-1975-2/">Barry Lyndon</a> (Stanley Kubrick, 1975)<br />
09. Halloween (John Carpenter, 1978)<br />
10. O Franco-Atirador (Michael Cimino, 1978)</p>
<p style="text-align:center;"><span style="font-size:x-small;"><strong>Cassius Abreu</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;">Mesmo que não gostasse de tantos filmes da década - e ela em si -, já se tem de reconhecer que os anos 70 foram o máximo para o cinema, primeiro porque está intermediando os de 60 - com as grandes revoltas - e a de 80 - da consagração do capitalismo -; e segundo porque teve dos melhores lançamentos de cineastas novos ou outros consagrando-se derradeiramente. Seraim inúmeras as menções aqui, mas fica o registro daquele que é o maior nome alemão dos que conheço e saiu do top no último dia: Werner Herzog fez Aguirre, Nosferatu e O Enigma de Kaspar Hauser em pouco mais de oito anos. Por fim, as três primeiras posições mostram o maior - e talvez único - erro absurdo do Oscar na categoria principal naquela década.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://www.rothamel.de/__we_thumbs__/913_9_Lage-Opedal-Untersuchung-1-Clockwork-Orange.jpg" alt="" width="418" height="308" /></p>
<p style="text-align:justify;">01. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/13/laranja-mecanica-stanley-kubrick-1971/">Laranja Mecânica</a> (Stanley Kubrick, 1971)<br />
02. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/17/morte-em-veneza-luchino-visconti-1971/">Morte em Veneza</a> (Luchino Visconti, 1971)<br />
03. Ensina-Me a Viver (Hal Ashby, 1971)<br />
04. O Poderoso Chefão: Parte II (Francis Ford Coppola, 1974)<br />
05. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/14/barry-lyndon-stanley-kubrick-1975-2/">Barry Lyndon</a> (Stanley Kubrick, 1975)<br />
06. O Poderoso Chefão (Francis Ford Coppola, 1972)<br />
07. Um Estranho no Ninho (Milos Forman, 1975)<br />
08. Gritos e Sussurros (Ingmar Bergman, 1972)<br />
09. O Franco-Atirador (Michael Cimino, 1978)<br />
10. Taxi Driver (Martin Scorsese, 1976)</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Vinícius Laurindo</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Um dos mais importantes símbolos do que o cinema tem a oferecer, a década de 70 é facilmente sustentada como um lapso temporal de muito bom gosto cinematográfico por apenas dois ou três nomes - por isso faço questão de não esconder que alguns realizadores são indubitavelmente figurinhas repetidas ao longo da lista. Saber que um dos dois filmes mais amargos do mundo, a maior jornada de fundo ancorado no sci-fi, o melhor Western de que se tem notícia e o mais impressionante trabalho de climatização - só para ficarmos na superfície - estão reunidos nesse período de dez anos já transmite o recado direitinho.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://i213.photobucket.com/albums/cc157/mollylambert/cleek/clock/800px-Five_Easy_Pieces_chicken_sala.png?t=1197977062" alt="" width="490" height="270" /></p>
<p style="text-align:justify;">01. Cada Um Vive Como Quer (Bob Rafelson, 1970)<br />
02. Stalker (Andrei Tarkovski, 1979)<br />
03. Quando os Homens São Homens (Robert Altman, 1971)<br />
04. Aguirre (Werner Herzog, 1972)<br />
05. Profissão: Repórter (Michelangelo Antonioni, 1975)<br />
06. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/16/sonata-de-outono-ingmar-bergman-1978/">Sonata de Outono</a> (Ingmar Bergman, 1978)<br />
07. Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Woody Allen, 1977)<br />
08. O Enigma de Kaspar Hauser (Werner Herzog, 1974)<br />
09. Gritos e Sussurros (Ingmar Bergman, 1972)<br />
10. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/14/barry-lyndon-stanley-kubrick-1975-2/">Barry Lyndon</a> (Stanley Kubrick, 1975)</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Thiago Macêdo Correia</strong></p>
<p style="text-align:justify;">A década dos dois melhores filmes do mundo, do melhor do cinema americano, da novidade do nascimento dos maiores gênios contemporâneos ainda vivos (De Palma, Scorsese, Allen), da crueza das ruas, da dureza das almas. A década do cinema por si só.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://farm3.static.flickr.com/2091/2371613271_b05f34cea2.jpg?v=0" alt="" /></p>
<p style="text-align:justify;">01. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/17/morte-em-veneza-luchino-visconti-1971-2/">Morte em Veneza</a> (Luchino Visconti, 1971)<br />
02. O Poderoso Chefão (Francis Ford Coppola, 1972)<br />
03. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/16/sonata-de-outono-ingmar-bergman-1978/">Sonata de Outono</a> (Ingmar Bergman, 1978)<br />
04. Uma Mulher Sob Influência (John Cassavetes, 1975)<br />
05. Manhattan (Woody Allen, 1979)<br />
06. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/13/laranja-mecanica-stanley-kubrick-1971/">Laranja Mecânica</a> (Stanley Kubrick, 1971)<br />
07. Apocalipse Now (Francis Ford Coppola, 1979)<br />
08. Taxi Driver (Martin Scorsese, 1976)<br />
09. Quando os Homens São Homens (Robert Altman, 1971)<br />
10. <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/05/28/verdades-e-mentiras-orson-welles-1975/">Verdades e Mentiras</a> (Orson Welles, 1974)</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[BATMAN!]]></title>
<link>http://multiplot.wordpress.com/?p=738</link>
<pubDate>Tue, 22 Jul 2008 01:48:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>Luis Henrique Boaventura</dc:creator>
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<description><![CDATA[Arrá! Achou que o Multiplot! passaria em branco no blockbuster mais aguardado do ano? Inicialment]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Arrá! Achou que o Multiplot! passaria em branco no blockbuster mais aguardado do ano? Inicialmente faríamos um Especial, mas achamos que era muito especial num espaço de tempo tão curto (acabamos de sair do Kubrick), portanto, algo mais simples dessa vez. O quinto Especial sai em agosto.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Saga:</strong></p>
<p><a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/21/batman-o-homem-morcego-leslie-h-martinson-1966/"><span style="color:#000000;">Batman - O Homem Morcego</span></a> (Leslie H. Martinson, 1966) - Pedro Kerr</p>
<p><a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/21/batman-tim-burton-1989/"><span style="color:#000000;">Batman</span></a> (Tim Burton, 1989) - Luis Henrique Boaventura</p>
<p><a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/21/batman-o-retorno-tim-burton/"><span style="color:#000000;">Batman - O Retorno</span></a> (Tim Burton, 1992) - Daniel Costa</p>
<p><a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/21/batman-eternamente-joel-schumacher-1995/"><span style="color:#1c9bdc;">Batman Eternamente</span></a> (Joel Schumacher, 1995) - Jailton Rocha</p>
<p><a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/21/batman-robin-joel-schumacher-1997/"><span style="color:#000000;">Batman &#38; Robin</span></a> (Joel Schumacher, 1997) - Jailton Rocha</p>
<p><a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/21/batman-begins-christopher-nolan-2005/"><span style="color:#1c9bdc;">Batman Begins</span></a> (Christopher Nolan, 2005) - Djonata Ramos</p>
<p><a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/21/batman-o-cavaleiro-das-trevas-christopher-nolan-2008/"><span style="color:#000000;">Batman - O Cavaleiro das Trevas</span></a> (Christopher Nolan, 2008) - Djonata Ramos</p>
<p style="text-align:justify;">Além dos textos, que tal um pequeno teste de conhecimento/percepção/empirismo/ócio total? Descubra quais os 20 filmes atacados pelo Coringa no quadro abaixo, postando a resposta aqui mesmo, no 'comentários'.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/07/25/gabarito-do-mosaico/">GABARITO</a></p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://img224.imageshack.us/img224/4575/quadrocoringa2lt6at8.jpg" alt="" width="496" height="800" /></p>
<p>O mosaico vai ficar disponível no <a href="http://multiplot.wordpress.com/cinefilos/">Cinéfilos</a>.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Batman - O Cavaleiro das Trevas (Christopher Nolan, 2008)]]></title>
<link>http://multiplot.wordpress.com/?p=734</link>
<pubDate>Tue, 22 Jul 2008 01:22:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>Luis Henrique Boaventura</dc:creator>
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<description><![CDATA[
O Cavaleiro das Trevas começa onde termina o Begins - Batman consolidado como o vigilante de Gotha]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class=" aligncenter" src="http://img182.imageshack.us/img182/9277/thedarkknight37em5.jpg" alt="" width="500" height="750" /></p>
<p style="text-align:justify;">O Cavaleiro das Trevas começa onde termina o Begins - Batman consolidado como o vigilante de Gotham - com a inclusão de um novo vilão: o Coringa.</p>
<p style="text-align:justify;">Fica claro desde o princípio, que Batman já adquiriu o temor dos vilões e o respeito das autoridades e dos civis, como eu havia dito no comentário sobre Begins no texto anterior, Begins era uma mera introdução (por isso, tantas explicações que se faziam necessárias) para que as coisas aconteçam aqui, e elas acontecem.</p>
<p style="text-align:justify;">O Cavaleiro das Trevas é recheado de cenas de ação explosivas, cito o embate do Batman com Coringa, na já clássica cena do "hit me!", onde Batman se utiliza de todo o seu potencial hi-tech para capturar o vilão, aliás, essa opção pelo hi-tech, justamente nessa sequência, gera o único momento de desconforto para mim, visto que, o que acontece é totalmente desnecessário, é o tipo de coisa totalmente exibicionista, o que, sequer, combina com a proposta do filme.</p>
<p style="text-align:justify;">É impossível não comparar esse filme com o Begins (se bem que, sinceramente, vejo ambos como um único longa, o que melhora a experiência consideravelmente), e nessa comparação, esse leva vantagem, pois acerta aonde Begins errou: tem vilões de alto nível, tem muitas e boas sequências de ação, e, Batman passa a ser quase que o coadjuvante - isso é um mérito.</p>
<p style="text-align:justify;">Batman não é um herói que deve dicar em evidência, pelo contrário, isso é trabalho para os vilões, e o Coringa é o maior deles nesse quesito, espalhafatoso, demente, sem noção alguma. Ele oferece todo o perigo do qual senti falta em Begins, Coringa é o tipo de vilão que não procura razões lógicas para seus atos, ele simplesmente quer destruir, quer Gotham em chamas, e, claro, Batman caído.</p>
<p style="text-align:justify;">E Heath Ledger é o grande responsável por fazer com que o Coringa acabe por tornar-se o protagonista do longa. Em uma atuação estupenda, Ledger vive com intensidade seu personagem. Coringa é cruel, desmedido, fora do tom e completamente lunático.</p>
<p style="text-align:justify;">E por Coringa ser dessa forma, Batman se vê numa situação incomum, pois pra ele, os criminosos querem coisas como dinheiro, poder. Coringa não quer, e isso desestabiliza o Morcego, que se vê frente a um vilão que é como ele próprio, excluídas as suas motivações éticas, morais, eles são dois lados de uma mesma moeda. Fica claro que Coringa considera como vitória, desestabilizar seu oponente; na já citada cena do "hit me!", ele pede para Batman o atropele, e pede isso sinceramente, pois se o morcego assim o fizer, Coringa terá feito sua parte, terá vencido, pois efetivamente corromperia o Cavaleiro das Trevas.</p>
<p style="text-align:justify;">O filme de Nolan não é um filme fácil, tampouco é ideal para crianças, além de ser muito denso, é extremamente sombrio. Acaba funcionando como um filme de gângsters (trama bem amarrada, cheia de detalhes sobre corrupção, planos mirabolantes, etc), com a diferença de Batman num extremo e Coringa no outro.</p>
<p style="text-align:justify;">Quem sentiu desconforto ao assistir Begins pelo tom verossimil adotado por Nolan, terá ainda mais dificuldades em saborear esse, por ser ainda mais calcado no real, no palpável. Pena de quem se incomoda com isso, pois perderá de ver esse que é, desde já, o melhor filme baseado num personagem de HQS já concebido. Batman merecia um filme como esse.</p>
<p style="text-align:justify;">4/4</p>
<p style="text-align:right;"><em>Djonata Ramos</em> </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Batman Begins (Christopher Nolan, 2005)]]></title>
<link>http://multiplot.wordpress.com/?p=732</link>
<pubDate>Tue, 22 Jul 2008 01:14:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>Luis Henrique Boaventura</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Depois do fracasso retumbante de Batman e Robin (Joel Schumacher) os executivos da Warner ficaram t]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://www.nela.in/wordpress/wp-content/uploads/batman-begins_1.jpg" alt="" width="445" height="308" /></p>
<p style="text-align:justify;">Depois do fracasso retumbante de Batman e Robin (Joel Schumacher) os executivos da Warner ficaram temerosos em investir em mais um filme do homem-morcego. Passados quase sete anos de especulações, seja de elenco e - principalmente - de diretor, resolveram apostar no inglês Christopher Nolan para levar as telonas uma nova visão do vigilante de Gotham. Nolan até então havia mostrado competência com o bom Insônia, que conta com as presenças de Al Pacino e Robin Willians, e no ótimo Amnésia, com Guy Pierce.</p>
<p style="text-align:justify;">Feita a escolha para ocupar a cadeira de diretor, a questão que todos se perguntavam era: "quem será o intérprete do Batman?" o galês Christian Bale fôra o escolhido, após inúmeros nomes. Bale demonstrara enorme talento no subestimado Psicopata Americano; mesmo assim, era um ator relativamente desconhecido, e para a proposta de "recomeçar" a série, parecia bastante coerente, assim não se atrelaria a imagem de Batman ao ator, e sim o oposto, Bale seria, a partir de então, O Batman.</p>
<p style="text-align:justify;">Ao contrário das abordagens anteriores do personagem, Nolan optou por situar o herói num universo palpável, realista, fazendo com que fosse possível crer que Batman poderia tranquilamente ser qualquer um de nós, que fosse rico e insano o suficiente para encarar o uniforme negro. Como Batman Begins ignora as abordagens autorais (maravilhosas) de Tim Burton e mesmo as carnavalescas de Joel Schumacher, Nolan opta por explicar toda a origem do homem-morcego, em detalhes, dando função a cada objeto e atitude tomada pelo herói. O que muitos vêem como um demérito, eu enxergo como qualidade. Batman ao contrário de Superman, Homem-Aranha, X-Men e tantos outros, não possui super-poderes e, portanto, é tecnicamente um homem ordinário, extremamente rico, é verdade, e muito bem treinado fisicamente (fica claro isso no princípio do filme com sua peregrinação em busca de treinamento, com bandidos, etc) que afinal de contas precisa racionalizar, seu uniforme, suas atitudes, seu transporte, tudo, tudo tem que ser real, pois ele é apenas um homem que usa um disfarce à noite para não ser identificado.</p>
<p style="text-align:justify;">Pode parecer ridículo um homem vestido de morcego fazendo justiça, mas convenhamos, Bruce Wayne não é lá o que podemos chamar de saudável mentalmente, além do que, apesar de o filme ser quase que totalmente estruturado no verossímil, flerta vez ou outra com a fantasia , fato que faz com que não perca a “aura” quadrinesca. Cito o exemplo da planta azul que só encontrada em determinado local – só faltava dizer que ela nasce de 100 em 100 anos.</p>
<p style="text-align:justify;">Batman Begins é antes de mais nada um prólogo do que está por vir, A Warner apostou em Nolan e numa nova abordagem do herói, a qual foi bem sucedida e abriu espaço para a seqüência que em breve estreará, intitulada “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, onde serão inseridos no contexto o Coringa (vilão emblemático de Batman) e o Duas Caras que também é dos mais famosos vilões. Nesse sim residem as grandes expectativas, já que agora sim a coisa é pra valer, e não apenas uma preparação/aposta.</p>
<p style="text-align:justify;">4/4</p>
<p style="text-align:right;"><em>Djonata Ramos</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Batman &amp; Robin (Joel Schumacher, 1997)]]></title>
<link>http://multiplot.wordpress.com/?p=730</link>
<pubDate>Tue, 22 Jul 2008 01:09:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>Luis Henrique Boaventura</dc:creator>
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<description><![CDATA[
O filme anterior, Batman Eternamente, mostra certa competência ao colocar o herói, Batman, no cen]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://img2.timeinc.net/ew/dynamic/imgs/080325/Superheroes/Batman-Robin-Clooney_l.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align:justify;">O filme anterior, Batman Eternamente, mostra certa competência ao colocar o herói, Batman, no centro da ação. Mesmo com os exageros do diretor, tudo rodava em torno do Homem-Morcego e suas incertezas sobre a vida que resolveu ter depois da morte dos pais. Já aqui, em Batman &#38; Robin, houve um grande retrocesso. O herói e a história dele perdem totalmente a importância para dar espaço a um desfile de personagens inúteis, já que absolutamente nenhum deles diz a que veio. Batman (George Clooney) deixa de ser um personagem denso para ficar o filme todo tendo discussões inúteis com o Robin (Chris O’Donnell). Incrível ver dois “super-heróis” perdendo tempo com coisas tão fúteis do tipo “você não confia em mim” ou “ela gosta mais de mim do que de você”. Se bem que isso poderia render algo se tratado de outra forma, mas o roteiro trata isso da forma mais simplória possível, fazendo com que Batman e Robin definitivamente sejam vistos mais como um “casal” do que uma “dupla”.</p>
<p style="text-align:justify;">E os outros personagens? Mais uma vez temos dois vilões. Dessa vez, Homem de Gelo e Hera Venenosa. Lembrando que antes, os vilões tinham uma função dentro na trama e não estavam lá à toa, mas aqui nenhum dos dois executa uma função maior do que fazer bagunça pela cidade e ficar no caminho dos heróis. Mesmo assim, Hera Venenosa acaba sendo o único destaque positivo do filme já que é interpretada pela sempre eficiente Uma Thurman, que dá sim um torneado especial para essa vilã ecológica. A personagem usa de seus poderes de sedução para separar Batman &#38; Robin, enfraquecendo assim a dupla. O problema é que os dois desde o começo não se entendem muito bem por causa da falta da confiança de Batman em relação ao Robin (...), então o plano de Hera na verdade, não serve pra muita coisa, restando para personagem manipular o Homem de Gelo e mais uma vez formar uma dupla de vilões, como nos filmes anteriores. Já o Homem de Gelo tenta ser “o” vilão, mas acaba sendo um personagem menor, apesar de ter ganhado status de personagem principal (com direito a grande destaque no cartaz) por ser “interpretado” por Arnold Schwarzenegger. Mas ele não faz mais do que tentar roubar diamantes pelos museus da cidade e ser manipulado pela Hera. De qualquer forma, é mesmo impossível qualquer dos personagens terem uma importância maior dentro um roteiro mal escrito e mal desenvolvido. E nem vou falar da heroína Batgirl, feita pela Alicia Silverstone. Por que ela está aqui?</p>
<p style="text-align:justify;">Como gostava da série hiper brega da TV e das HQs do herói da década de 60, Joel continuou colocando elementos deles na franquia, mesmo que nenhum desses elementos combinasse com o que o Burton imaginava inicialmente quando começou a série no cinema. Em Batman Eternamente, ele até se conteve, e esses elementos não prejudicaram tanto, mas aqui, Joel se sentindo mais “livre, leve e solto”, vomitou cores por todos os poros do filme, até onde elas nem eram necessárias. E nem uma “identidade visual” o filme se propõe a ter. Tudo tem cara de nada, já que Joel foi simplesmente jogando coisas a esmo, sem decidir o que queria exatamente. Nem o contraste interessante que poderíamos ter com o visual “floresta” de Hera e o visual “glacial” do Homem de Gelo, ele consegue colocar de forma agradável. Resultado: O filme está com o visual super-hiper-mega pesado.</p>
<p style="text-align:justify;">Quase pondo um fim na polêmica, mas lucrativa franquia de Batman, Schumacher exagerou em absolutamente tudo nesse quarto episódio, fazendo um filme bem desastroso. É um filme-pipoca sim e não chega a ser um completo “fim do mundo”, mas esse Batman &#38; Robin sofre demais pela avalanche de personagens inúteis, com seu roteiro e diálogos constrangedores, e seu visual colorido-berrante. Joel Schumacher que antes conseguiu fazer algo interessante, aqui decididamente deu um tiro no próprio pé.</p>
<p style="text-align:justify;">1/4</p>
<p style="text-align:right;"><em>Jailton Rocha</em> </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Batman Eternamente (Joel Schumacher, 1995)]]></title>
<link>http://multiplot.wordpress.com/?p=727</link>
<pubDate>Tue, 22 Jul 2008 01:05:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>Luis Henrique Boaventura</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Esse terceiro episódio da série iniciada em 89, onde ocorreram a mudança de diretor da franquia ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><span style="font-size:x-small;"><img class="aligncenter" src="http://l.yimg.com/img.movies.yahoo.com/ymv/us/img/hv/photo/movie_pix/warner_brothers/batman_forever/_group_photos/val_kilmer2.jpg" alt="" /></span></p>
<p style="text-align:justify;">Esse terceiro episódio da série iniciada em 89, onde ocorreram a mudança de diretor da franquia e a do ator que interpreta Batman, toma a correta atitude de colocar uma história em que o centro é o herói. Aqui ainda temos os vilões apoteóticos de sempre, mas eles não aparecem para “roubar o filme”, tomando uma importância maior que a do herói na trama. Mesmo com os exageros do diretor Joel Schumacher, Batman Eternamente trata, sim, de Bruce Wayne/Batman (Val Kilmer) que aqui sofre uma crise de identidade, já que não sabe se seus atos heróicos ajudam ou atrapalham a população de Gotham City. Isso é posto à prova a toda hora, não só através dos vilões Harvey Dent/Duas Caras (Tommy Lee Jones), e Edward Nigma/Charada (Jim Carrey), mas também pelo parceiro de Batman, Dick Grayson/Robin (Chris O’Donnell) e seu interesse romântico Drª Chase Meridian (Nicole Kidman).</p>
<p style="text-align:justify;">Começamos vendo Batman tentando evitar um roubo de um banco por Duas Caras. Roubo esse que logo se revela uma armadilha para o herói. Duas Caras quer destruir Batman a todo custo já que o culpa pelo acidente que sofreu e deformou seu rosto. Então, vamos ver sempre esse vilão tentando matar o Homem-Morcego. Do outro lado, temos Edward Nigma trabalhando na empresa de Bruce Wayne, e com uma incrível obsessão por seu chefe. Edward é daqueles fãs que não sabem se amam ou odeiam o objeto de adoração, já que essa suposta adoração que ele diz sentir, logo vira ódio quando Bruce recusa um projeto que Edward estava desenvolvendo, fazendo assim o personagem assumir a vilania, se transformando no vilão Charada, e tentando a todo custo derrotar o antigo chefe. Temos assim, um vilão querendo destruir Batman e o outro querendo destruir Bruce Wayne, sem nem saberem que são a mesma pessoa.</p>
<p style="text-align:justify;">De um lado temos os vilões pressionando os dois lados do herói, e do outro, o interesse romântico de Batman também age da mesma forma. Drª.Chase Meridian logo demonstra um interesse por Batman, chegando a se apaixonar, mesmo sem saber muito sobre ele. Simultaneamente, ela é assediada por Bruce Wayne que se apaixona também, mas quer ficar com ela como Bruce e não Batman, sem poder contar a ela que um, na verdade, é o outro. Essa interação entre os dois personagens é um dos destaques do filme. Drª. Chase Meridian é interpretada por Nicole Kidman, que dá um charme todo especial para o filme fazendo um ótimo par com Val Kilmer. Nicole foi com certeza umas das melhores parceiras de Batman, perdendo somente para a inesquecível Mulher-Gato de Michelle Pfeifer. Outro personagem interessante que surge nesse contexto é o próprio Dick Grayson/Robin. Aqui ele não compromete tanto a imagem de Batman (como houve na série de TV dos anos 60 e no filme posterior Batman &#38; Robin), já que a presença dele é mais um estopim para Batman colocar em xeque sua identidade. Dick Grayson também tem os pais mortos por um maníaco (Duas Caras) e passa a querer se vingar. Bruce através de Dick passa a rever toda a mesma situação que sofreu no passado, e essa vontade de vingança de Dick faz com que Bruce questione até o senso de justiça que tem, fazendo o personagem se pôr a prova mais uma vez. E assim a história reage com todos esses personagens postos ali em função de Bruce Wayne/Batman e não o inverso.</p>
<p style="text-align:justify;">Visualmente, aqui ainda se tenta manter o visual dark dos anteriores, mas o diretor Joel resolveu colocar cores em muitos cenários, tentando lembrar mais as HQs e a série de TV do herói na década de 60. Mesmo que essas cores não combinem tanto com o dark, não chegam a incomodar tanto quanto no filme seguinte (Batman &#38; Robin). O visual do filme ainda é agradável de ver apesar de certos exageros. E por parte do elenco, todos estão muito bem. Até Tommy Lee Jones que muitos acusam de ter errado o tom do Duas Caras, já que seu personagem perde a densidade, caindo muitas vezes no erro de ser palhaço demais, mas em nenhum momento, Batman Eternamente tenta ser maior do que é: um “filme-pipoca” mesmo, sem maiores pretensões. Então, dentro desse contexto o personagem Duas Caras, e conseqüentemente assim o ator Tommy Lee Jones, funcionaram muito bem, como o restante do elenco.</p>
<p style="text-align:justify;">Finalizando: Longe de ser um grande filme, Batman Eternamente é eficiente no que se propõe. História centrada no herói, elenco competente e charmoso, visual agradável. Joel Schumacher nessa sua primeira empreitada na franquia consegue agradar (a mim, pelo menos). Pena que ele resolveu fazer outro filme do herói, cujo resultado desastroso, de certa forma, acabou manchado o que ele tinha montado aqui...</p>
<p style="text-align:justify;">2/4</p>
<p style="text-align:right;"><em>Jailton Rocha</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Batman - O Retorno (Tim Burton)]]></title>
<link>http://multiplot.wordpress.com/?p=725</link>
<pubDate>Tue, 22 Jul 2008 00:59:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>Luis Henrique Boaventura</dc:creator>
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<description><![CDATA[
No dicionário, “herói” está definido exatamente assim:
1.Homem extraordinário por seus feit]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" style="border:0;" src="http://img381.imageshack.us/img381/2302/batmanreturnsty8.jpg" border="0" alt="[image] " width="468" height="267" /></p>
<p style="text-align:justify;">No dicionário, “herói” está definido exatamente assim:</p>
<p style="text-align:justify;">1.Homem extraordinário por seus feitos guerreiros, seu valor ou sua magnanimidade.<br />
2.P. ext. Pessoa que por qualquer motivo é centro de atenções.<br />
3.Protagonista de uma obra literária.<br />
4.Mit. Semideus (2). [Fem.: heroína.]</p>
<p style="text-align:justify;">Por esses quatro itens, a primeira impressão é a de que Batman se encaixaria no primeiro deles. O Batman que se procura é o cara extraordinário por seus feitos, seu valor, sua generosidade, longanimidade, sua coragem, sua moral ilibada.</p>
<p style="text-align:justify;">Felizmente, não é esse Batman que o diretor Tim Burton apresenta neste que considero o filme de Batman definitivo até agora (a comparação match-to-match chega só 16 anos depois com O Cavaleiro das Trevas, de Nolan). Ciente de que replicar na tela grande a expectativa que o ser humano tem da noção da palavra “herói” soaria contra producente e um tremendo lugar comum, Burton encara o Batman como aquilo que ele efetivamente é: uma aberração, alguém que vê a atitude de se vestir de morcego como um fardo, uma maldição, que só é feita por ele porque alguém precisa fazer o trabalho sujo e não tem ninguém mais para isso. Mas acima de tudo, Burton encara o Morcego como uma criatura amoral. Batman é igual àqueles que combate e o pior: ele mesmo mal se dá conta disto. Num mundo que eleva aberrações ao status de celebridade, sua principal figura se mescla à multidão justamente por também ser igual a ela.</p>
<p style="text-align:justify;">Há uma hipocrisia velada no universo de Batman – O Retorno. A sociedade corrupta que cerca o personagem exige dele uma postura moral diferenciada, quando ela mesma não dá esse exemplo. É esse “desleixo”, esse “foda-se” com que Burton olha para esse universo que faz de Batman – O Retorno um filme tão fascinante. Como Kubrick que, com seus filmes, pega um espelho e coloca na frente do expectador para que este veja-se a si mesmo como é na realidade, Burton simplesmente liga sua câmera e permite que o vaso sanitário despeje de volta tudo aquilo que foi jogado lá, sem interferir... Ele tão somente mostra como aquele universo é.</p>
<p style="text-align:justify;">Nesse mundo caótico, desesperançoso (nem o Batman consegue trazer uma brisa de acalento para a situação, sendo apenas parte de um grande círculo vicioso), Burton orquestra um triângulo inusitado entre 3 aberrações, animais, párias da sociedade que, quando juntos, exteriorizam seus traumas nas suas maneiras de agir fazendo da cidade de Gothan City a “baixa de guerra”. As 3 aberrações são, claro, Batman, Pingüim e Mulher-Gato.</p>
<p style="text-align:justify;">O primeiro, já é conhecido (bom, nem tanto) de qualquer um; o segundo emerge literalmente do esgoto, da fossa, para cobrar da sociedade o que ele acredita que lhe foi tirado; a terceira é tudo aquilo que o Batman é, mas que não assume para si mesmo, é alguém que ligou o botão do “foda-se” e percebe o sentido da vida na inexistência de regras para si mesma.</p>
<p style="text-align:justify;">É justamente no relacionamento dela com o Batman onde se vislumbra a humanidade de ambos, o semblante muda, uma nova perspectiva surge, uma vida sem máscaras, como sugere uma cena em particular do filme.</p>
<p style="text-align:justify;">Da bizarrice e da amoralidade, Burton extrai romance e uma atração explosiva entre dois de seus protagonistas, levando a um clímax que deixou os fãs de quadrinhos de cabelo em pé.</p>
<p style="text-align:justify;">Trata-se de uma obra que em momento algum esforça-se para ser "nice" com o seu público. Batman - O Retorno não quer "bunitinho", não quer mostrar que o seu protagonista principal é "cool", o romance se dá entre duas pessoas atormentadas por traumas e a atração entre elas se dá exatamente pela descoberta mútua de perturbações emocionais traumas. É um filme mais ressonante dentro da série de filmes do Batman e mais pesado psicologicamente dentro do gênero adaptações de HQ. Burton não fez concessões e pagou o preço por ser honesto consigo mesmo e com aquele universo sujo, corrupto e que não merece redenção alguma.</p>
<p style="text-align:justify;">Fica portanto a genialidade esculpida num trabalho magnífico que ainda hoje, 16 anos depois de seu lançamento, provoca ojeriza em quem insiste em ver nos Batman de Tim Burton um festival carnavalesco sem sentido. Felizmente Batman - O Retorno se beneficia do clássico provérbio de Nelson Rodrigues: toda unanimidade é burra e talvez por isso tenha sobrevivido fantasticamente ao maior e mais justo de todos os avaliadores da Arte: o tempo.</p>
<p style="text-align:justify;">4/4</p>
<p style="text-align:right;"><em>Daniel Costa</em> </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Batman (Tim Burton, 1989)]]></title>
<link>http://multiplot.wordpress.com/?p=723</link>
<pubDate>Tue, 22 Jul 2008 00:56:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>Luis Henrique Boaventura</dc:creator>
<guid>http://multiplot.wordpress.com/?p=723</guid>
<description><![CDATA[
O fato de eu tanto não ser fã como ter uma certa aversão por esta cultura de HQs provoca uma sim]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://www.reelmovienews.com/wp-content/uploads/2007/11/z4374466o.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align:justify;">O fato de eu tanto não ser fã como ter uma certa aversão por esta cultura de HQs provoca uma simpatia imediata pelos Batmans do Burton, e por conseqüência, uma abominação pelo Begins do Nolan (que é um cara muito talentoso, apesar disso) e todo o resto dessas adaptações de ultimamente. Porque a farra e o tom de fim de semana com que o diretor parecer realizar os dois filmes reproduz o universo do Batman como deve ser: caricato, fantástico, como a HQ vista e filtrada na imaginação. E o modo de encará-lo define como serão as quatro horas desta experiência.</p>
<p style="text-align:justify;">Apesar de aquele estilão gótico já conhecido de Tim Burton estar bem mais saliente no Returns – resenhado pelo Daniel Costa - (muito pela segurança já fortalecida após o sucesso deste primeiro filme e pelo seu exercício bem-sucedido de estilo em Edward Scissorhands), o primeiro passeio por Gotham City já revela becos sombrios, prédios que parecem ter derretido ao sol, chaminés monstruo