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	<title>regional-da-terra &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "regional-da-terra"</description>
	<pubDate>Sun, 07 Sep 2008 19:49:23 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Ritual de Apresentação Bola de Meia, Jaqueline e Celo]]></title>
<link>http://acaogrio.wordpress.com/?p=62</link>
<pubDate>Mon, 12 May 2008 22:37:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>acaogrio</dc:creator>
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<description><![CDATA[“Quem me ensinou a
nadar foi os peixinhos
do mar&#8230;
foi foi foi marinheiro
foi os peixinhos do]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">“Quem me ensinou a</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">nadar foi os peixinhos</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">do mar...</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">foi foi foi marinheiro</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">foi os peixinhos do mar...”</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Jaqueline Baumgratz e Celso Pan</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Não perder a memória</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">não parecer prepotente porque é fruto de uma caminhada de 18 anos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Os mestres já faziam essa atividade antes de uma ação governamental. E é com esses mestres que já faziam que a gente aprendeu a chegar na escola... </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Tem um modelo legal, a Folia de Reis que é cantada no portão, e a dona da casa vem abrir a porta, então, tem música pra abrir a porta.... a dona que vem receber nossa bandeira, é a diretora da escola.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Olha a metáfora: se a diretora não recebe bem a bandeira o projeto não vai acontecer! </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">A criação da trilha do Mestre surgiu porque o mestre já vai a muitos anos para escola e, geralmente ele transita em várias escolas de bairros diferentes.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Estamos num momento em que o mestre solicita cada vez mais que a gente vá até ele. Por causa da idade, da energia, porque se sente mais a vontade no seu lugar, no seu habitat. Um exemplo é o mestre Zé Mira, que se sente muito melhor na sua rocinha. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">E é muito interessante quando o professor sai da área urbana, rompe os limites da escola e entra na área rural, com o cheiro da terra, do café tropeiro...</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">É importante dizer que algumas descobertas sobre a própria ancestralidade nem sempre necessitam exteriorização, principalmente quanto a mudança de nome, ou um tipo mais audacioso de vestimenta, muitas dessas transformações ocorrem principalmente de forma subjetiva, emocional. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Porém como nós atuamos na área artística pouco acrescentamos nas vestimentas porque já existe toda uma preocupação estética e lúdica construída ao longo de uma trajetória do próprio Ponto de Cultura.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">“...os mestres sem mestrados, aqueles das folias de reis, das congadas e moçambiques geralmente reconhecem que há sempre algo a conhecer. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Sabem muito bem qual é o verdadeiro sentido da educação, que passa pelo respeito ao tempo do outro, pela beleza de suas bandeiras, pela força de suas crenças e pela delicadeza de seus sentimentos...”<span> </span>Jacqueline Baumgratz</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Alguns mestres tem o entendimento que “é o aprendiz que escolhe seu mestre e não o mestre que escolhe o seu aprendiz” </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Alguns consideram extremamente prepotente bater na porta de alguém, ou da escola e dizer: olha... eu tenho uma coisa pra lhe ensinar que vai mudar sua vida... não é assim que funciona.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Ao contrário do que acontece quando a escola vai visitar o mestre ... ele acolhe de braços abertos e oferece tudo o que ele tem de melhor: seu saber... e daí sim, se estabelece uma relação de confiança e amorosidade... quando o mestre é demandado de uma necessidade. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Mas com o griô aprendiz é diferente, ele sim tem a tarefa de transmissão na escola do que aprendeu com o mestre, porque ele já transita na escola, é um artista, a escola não sente que vem um intruso ensinar a escola, sente que vem um artista brincar, trocar, alegrar, celebrar naquele espaço e ali há uma troca poética de afetividade e ludicidade impressionante.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">O griô aprendiz vem lembrar a escola que ela é feita de gente e não só de palavras e números...ele vem lembrar que cada um ali tem uma memória ancestral que o constitui como singular e sujeito para daí então estabelecer ou re-estabelecer rituais e cele brações naquele espaço de construção do saber. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">O griô aprendiz geralmente passa por um processo de construção da sua imagem, nome...como fazem os artistas...e esse processo leva um tempo ou melhor...é contínuo</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Alguns são artistas e portanto já passaram por isso, já tem um cuidado estético, lúdico, poético e então para esses poderá se dar transformações muito mais de ordem subjetiva, espiritual, emocional. Vem daí muitas vezes a necessidade de talvez um adereço, um instrumento ...a mim me parece, que é a atuação desse griô aprendiz como um corpo estranho e poético que mudará tudo...ele não será igual mesmo que estiver de calça jeans e camiseta...mas não custa se enfeitar....! crianças gostam de boniteza como diz uma de minhas Mestras, a Fátima Freire.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">É muito importante a chegada do griô aprendiz na escola, o jeito que ele chega já encantando...é uma surpresa, causa curiosidade por parte dos alunos e professores que se perguntam: quem é essa, quem é esse...que chega cantando, trocando, que rompe o silêncio ou o ruído do cotidiano escolar...se há uma aceitação da professora o griô entra, se ela está aplicando uma prova então o griô pode ir visitar outra sala e voltar depois...o importante é não causar a impressão de que o griô aprendiz está fazendo é mais importante do que o professor está fazendo para não criar confrontos que na verdade precisam se transformar em unidade! O professor tem que ver no griô aprendiz um companheiro ... alguém que veio para somar, co-laborar, trabalhar juntos. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">É importante esclarecer que o griô aprendiz não vem “ensinar” o professor a trabalhar...</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Isso de maneira nenhuma!...e muito menos o mestre assume essa postura... esses griôs chegaram para compartilhar um jeito brasileiro de melhor  Com-viver em comunidade! Comum unidade! Celso Pan </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">“Oh Senhora do Rosário</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">a sua casa cheira ...cheira cravo, cheira rosa, cheira flor de laranjeira...!”</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Era uma vez...os índios, donos da terra nomearam um Vale de “Para'iwa” (Paraíba) palavra de origem Tupi que significa rio de águas turvas (porque a terra é escura), de difícil navegação, mais muito fértil na pesca e na qualidade da água. Esse nome foi dado por causa de um rio considerado federal, tamanha é sua abrangência no fornecimento de água. Sua bacia hidrográfica abrange três estados: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">O Ponto de Cultura Bola de Meia foi fundado em 1989 na cidade de São José dos Campos, interior do estado de São Paulo no Vale do Paraíba Paulista. Este Vale está localizado entre as serras do mar e da mantiqueira e desde essa época tem por missão a pesquisa e transmissão da Cultura Popular e a tradição oral Brasileira.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">O ponto conhece e reconhece a missão da Ação principalmente porque se afina com a missão do próprio Ponto de Cultura que atua na pesquisa e transmissão da tradição oral e da Cultura Popular brasileira, a valorização do lugar do mestre na transmissão dos saberes e o reconhecimento de suas ações no município e região e também dentro do espaço escolar. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Através de vivências, assembléias, relatos, conversas informais, formais e virtuais, posso dizer que todos do Ponto, inclusive as crianças e os jovens possuem compreenção das práticas da ação griô no município, região e estado (através do Fórum estadual dos Pontos de Cultura) todos por aqui são divulgadores e defensores da Ação. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">É importante dizer que nesse Ponto já existia uma prática de mestres irem para escolas aqui na região é o caso da Dona Lili que faz isso desde muitos anos, o Mestre Paizinho que já tem um Projeto com mais de 30 escolas em Taubaté, o próprio mestre Zé Mira, que inclusive tem trabalhado bastante com formação de<span> </span>professores sobre a história do homem caipira e do tropeirismo no estado de São Paulo. Porém o que a Ação Griô contribui é mesmo para a resignificação da história de vida de cada um em particular, isso eu pude perceber que houve fortalecimento principalmente em cada professor e estudante envolvido. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">O Ponto vem registrando em livros, publicações, teses, pesquisas desde 1990, tal o número de publicações já realizadas com diversos parceiros privados.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Sim, principalmente a Educação para as relações étnico raciais positivas e a diversidade religiosa brasileira</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Sabemos da importância da emancipação, da busca pela autonomia e então o<span> </span>Ponto de Cultura vem buscando através de outros projetos mais específicos fontes de fortalecimento para projetos de Valorização e Preservação da Cultura Popular e tradição oral, como foi o caso do P.A.C. estadual<span> </span>(Programa de Ações Culturais) para a visitação de nossa Folia de Reis em dezembro de 2007 e janeiro de 2008 no valor de R$10.000,00 que com certeza fortaleceu e ampliou a Ação na região. Utilizamos esse recurso para custear despesas com transportes, manutenção ou troca de vestimenta, estandartes, bandeiras, lapinhas, adereços etc. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Com relação a potencializar a convivência étnico-cultural na comunidade, buscamos fomentar relações de consciência histórica para eliminação de possíveis preconceitos, buscamos promover relações harmoniosas, tolerantes e pacíficas através de sessões de cinema, em palestras, oficinas de formação de educadores, contações de história, música, poesia, em relatos, sempre que possível tenta ocupar brechas para esse assunto também, porém é importante ressaltar o lugar onde está situado o Vale do Paraíba a rota dos romeiros em direção a Basílica de Aparecida do Norte, é muito forte o catolicismo, porém devido ao forte apelo de imigrantes na região encontramos representações religiosas na Umbanda, no Budismo, no Judaísmo, no Taoísmo, nos templos evangélicos etc.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Temos muitas críticas construtivas ao edital como está disposto no momento. Alguns de nossos mestres não puderam ser contemplados devido ao limite de idade, exemplo mestres mais jovens, principalmente aqueles que herdam de geração a geração, os que se legitimam na ancestralidade histórica de pai para filho como é o caso do Mestre Paizinho, filho do Mestre Paizão que é de família de quilombos tem apenas 49 anos, mas a sua Companhia data de fundação em 1947. Outra questão é o número limitado de mestres e de griôs aprendizes, para essa região que é reduto de muitos mestres de tradição oral não somente em São José dos Campos mas principalmente em cidades como São Luiz do Paraitinga, Taubaté, Guaratinguetá, Pindamonhangaba, Jacareí etc </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Ás vezes,temos a impressão que qualificaria muito se houvesse um griô aprendiz para cada mestre. Pois o aprofundamento seria muito maior, os registros, a atenção, o acompanhamento e o próprio vínculo do aprendiz com seu mestre. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Outra questão levantada pelos griôs aprendizes e até por alguns mestres no decorrer do processo é: porque os mestres precisam obrigatoriamente ter um compromisso com a escola? Porque precisam ir até lá? Não que eles não gostem ou não consideram importante, mas é porque para eles muitas vezes parece um pouco forçado já que estão acostumados com a espontaneidade dos acontecimentos, como acontece nas próprias celebrações espontâneas e comunitárias já conquistadas por eles. Muitas reflexões já surgiram em  nosso Ponto de Cultura inclusive se os mestres deveriam mesmo tentar forçar um diálogo com quem muitas vezes não se mostra interessado, sentimos que chega a ser muito desgastante para o mestre com mais de 80 anos percorrer esse caminho em direção a<span> </span>transformação da própria estrutura escolar, que muitas vezes é rígida. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Muitos mestres em diversas conversas não consideram isso o foco mais importante, eles consideram muitas vezes o fazer na comunidade mais relevante do que “brincar de professor” para quem muitas vezes nem está interessado na brincadeira. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Não é o caso do Griô aprendiz, que tem esse compromisso da transmissão oral e do conhecimento que foi repassado pelo mestre, pelo seu perfil articulador e artístico que sabe muito bem fazer a ponte de diálogo entre a academia e a tradição oral. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Alguns mestres percebem que existem escolas que só os chamam em momentos de eventos e pronto, não estão interessados em aprofundamentos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Talvez se o edital para os Pontos ou para outras associações ou grupos organizados, contemplassem as comunidades que se comprometem com um programa educativo e de caráter formativo na Ação Griô fosse mais interessante e abrangente, principalmente para as comunidades ribeirinhas, quilombolas, reservas indígenas, terreiros porque conversando com muitos educadores chegamos a conclusão que somente o projeto pedagógico não garante esse compromisso, historicamente dentro da educação, não garante. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Ainda com relação ao edital Ação Griô não percebemos ali a figura do griô aprendiz regional, parece que não tinha esse articulador tão importante para a Ação e consequentemente uma bolsa diferenciada para ele que irá assumir um compromisso com mais de um ponto em sua região. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Não parece que seja interessante acumular funções de griô do Ponto com o griô regional, existe aqui um entendimento que isso dificulta muito a efetivação e qualificação da Ação no próprio Ponto. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Outra idéia surgida aqui no Ponto e na escola, foi a de uma equipe de assessoras pedagógicas que circulassem pelos pontos da Ação nos diversos estados, com seus saberes específicos, para além das fronteiras regionais, isso ajudaria a fortalecer uma identidade forte, “a cara do Brasil”. Por exemplo: Em minha região não tenho muitas fontes sobre algumas religiões e gostaria de ter, um exemplo é o Candomblé numa visão educativa de uma escola realmente laica ou que contemple todas as tendências espirituais daquele espaço educativo...como se fosse um templo de ancestralidade, todas as crenças ali dispostas e respeitadas. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Uma idéia interessante foi fazer um encontro de aprimoramento da prática de griô aprendiz com alguns mestres e a condução e orientação do velho griô, para trocar práticas de atividades em roda, fortalecer os papéis e o lugar de encantamento desse griô aprendiz. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Ainda no edital chegamos a refletir com as pessoas do Ponto de Cultura que não deveria existir uma carga horária obrigatória para os mestres pois para alguns é muito puxada e para outros é insuficiente pois extrapolam em muito essa atuação. Quem sabe se fosse uma espécie de bolsa-prêmio que se apoiaria muito mais no compromisso, envolvimento e conquista da sua importante atuação comunitária.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">“Eu sou congueiro pois eu gosto de dançar... a minha congada é boa desce o morro devagar...”</span><strong><span style="font-family:Arial;"></span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">A escola vem a cada momento abrindo espaços em sua agenda e programas para a Ação Griô. Percebemos que devido ao empenho e envolvimento da orientadora pedagógica Rosângela Ribeiro, com o Ponto de Cultura e automaticamente com a proposta do Projeto Ação Griô é que muitas ações afirmativas foram aos poucos ocorrendo não somente para os educadores e estudantes do primeiro ciclo mas estendendo pra o segundo ciclo, para a comunidade através de suas reuniãos e inclusive para a rede municipal de ensino que conta com mais de 2000 professores. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">A escola possui cerca de 1.250 alunos e cerca de 42 professores. A Ação Griô já atuou com todos eles através de vivências em reuniões de HTC (Hora de trabalho coletivo). Eles vão para a escola duas vezes por semana em período contrário de aula e trabalham coletivamente durante 2h30min em  cada HTC e recebem por isso o que facilita muito a nossa atuação.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Os dois professores que tem a sua sala mais diretamente ligada ao projeto estão bem disponíveis para as atividades propostas. Foi conquistada uma abertura para isso. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">A escola se preocupa com a questão da diferença e convivência religiosa. Cada professor trabalha o tema de forma muito criativa, a partir de cine vídeos e debates, na sala de leitura, com palestrantes, na apreciação de manifestações. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Existe nessa escola uma cultura religiosa predominantemente católica e essa conversa sobre introduzir outros ritos e celebrações vem sendo a passos lentos avançados. Os alunos oram o Pai Nosso todos os dias antes do início das atividades, num pátio aberto, já é cultural isso lá. Porém penso que para alguns estudantes essa prática não é nada mais que um costume, uma tradição escolar e por isso quase nunca é questionada, também não é obrigatória...mas é incrível a adesão, é quase 100%, tão forte é a religião católica nesse contexto escolar. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Os educadores de uma forma geral nessa rede municipal de ensino já possuem a prática da valorização dos mestres da tradição oral e da Cultura popular da região. Sinto que nessa escola não era diferente, porém os educadores de EMEF Sebastiana Cobra passaram a fazê-lo muito mais encantadoramente a partir do projeto “Encontro de Bandeiras” apresentado para o Programa Ação Griô.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Estamos num contínuo processo de conquista sobre a essa consciência. Da diversidade e do respeito às crenças no Brasil. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">A escola já vinha de uma relação forte com as atividades junto ao Ponto de Cultura Bola de Meia, principalmente na formação de educadores através da Secretaria Municipal de Ensino. Essa relação com a maioria dos educadores já foi estabelecida em outros contextos e espaços... até mesmo através da mídia televisiva que sempre foi muito generosa com as atividades de preservação cultural realizadas pelo Ponto de Cultura.. então foi bem mais fácil para os griôs aprendizes do Ponto dar continuidade de forma mais efetiva e constante. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Os griôs são sempre muito valorizados e reconhecidos pela escola e pela comunidade. É o terceiro ano que a Folia de Reis de São José, realizado pelo Bola de Meia visita essa escola e é uma atividade muito significativa e uma relação de proximidade da comunidade com os mestres de tradição oral que é simplesmente emocionante e festiva. A Folia de Reis resolve a questão da diversidade religiosa em parte porque ela é uma celebração popular, profana, não reconhecida oficialmente pela igreja católica no Brasil. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Também o Ponto de Cultura atua nessa escola com espetáculos artísticos para as crianças sempre com temas relacionados a tradição comprovados em filme e fotos. No ano de 2006 apresentamos um musical chamado “Contadores de causos” e no ano de 2007 nos concentramos na Folia de Reis e na presença da Mestre Figureira Dona Lili com suas oficinas de figuras de barro, principalmente figuras de presépios.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">A escola compreende o valor do projeto, ela percebe que o Projeto trará ainda mais avanços qualitativos para o processo de ensino-aprendizagem. Porém é uma escola muito grande e existem inúmeros outros problemas e demandas administrativas, relacionais e burocráticas. Casos de violência infantil e de desestruturações familiares que interferem diretamente no cotidiano da escola. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Os mestres são muito respeitados pelos professores e pelos pais que reconhecem seu lugar. Porém não é possível dizer que isso também se dá com a maioria dos alunos, parece que tem uma faixa etária mais aberta e encantada com a figura do mestre e os jovens já demonstram mais intolerância na transferência desses saberes.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Na comunidade e no Ponto de Cultura onde o mestre e os griôs aprendizes estão inseridos<span> </span>suas atuações são contínuas, reconhecidas e valorizadas. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Essa escola parceira e a comunidade escolar é ainda difícil identificar grandes transformações, elas parecem se dar de forma mais sutil em cada indivíduo. Mas há relatos da equipe de direção da escola que inclusive, coincidência ou não, muitos problemas relacionais existentes anteriormente já foram superados, existe uma convivência mais afetiva e participativa no ambiente escolar.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Também é possível verificar transformações através da produção artística de crianças e educadores que foram ensinados pelo mestre e pelo griô aprendiz como brinquedos, bonecos, fantoches, jogos, cantigas e histórias de tradição oral de diversos países. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">“Nas ondas do mar eu vejo um laço de fita branca...não é fita não é nada é a maré que se levanta...”</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Diríamos que os griôs e mestres vêm preservando sua história e talvez até recriando novos projetos para suas vidas a partir da afirmação de sua ancestralidade e identidade cultural. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Diríamos que alguns educadores vêm redescobrindo e outros descobrindo sua história e estabelecendo novos projetos para suas vidas a partir de uma maturidade e reconhecimento de sua ancestralidade e identidade cultural.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Posso dizer que os griôs aprendizes nesse Projeto “Encontro de Bandeiras” vem preservando suas histórias de vida, buscando cada vez mais a postura de sujeito e não de objeto de sua história que vai sendo tecida juntamente com o descobrimento de sua força ancestral e a possibilidade de transformações em direção a uma identidade honesta, que faça sentido e promova de fato o empoderamento de sua atuação artística, humanística, libertária e sócio-cultural. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Acreditamos que nesse ano de realização, todos os envolvidos na Ação Griô vêem em parte preservando o que considera importante preservar e recriando o que considera importante recriar a fim de avançar na construção de sua própria história e escolhendo novos projetos para sua vida com base na consciência de sua ancestralidade.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Os estudantes vêm criando sua história e vem vivendo a vida, tecendo-a<span> </span>com maior consciência de sua ancestralidade e importância do desenvolvimento de uma identidade própria.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[CEACA - através de Mestre Alcides e Rodrigo Pança ]]></title>
<link>http://acaogrio.wordpress.com/?p=50</link>
<pubDate>Fri, 09 May 2008 23:18:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>acaogrio</dc:creator>
<guid>http://acaogrio.wordpress.com/?p=50</guid>
<description><![CDATA[CEACA – Mestre Alcides e Rodrigo Pança

Queremos provocar um diálogo entre cultua popular (infor]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Arial;color:black;">CEACA – Mestre Alcides e Rodrigo Pança</span></strong></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Queremos provocar um diálogo entre cultua popular (informal) e cultura formal, isso usando como fio condutor a Capoeira, Maculelê, Samba de Roda, Samba Duro e o Coco, e com grande reforço na Oralidade que entendemos ser o princípio do verdadeiro Griô (Diêli em Bambara).</span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Eu vou fazer uma homenagem,</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Do fundo do coração,</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Não quero que batem palmas,</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Quero que prestem atenção</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Pros meninos do Ação Griô,</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Isto serve muito bem,</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Eles cantam, jogam e dançam,</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Eles sempre me querer bem,</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Quem falar mal dos meninos,</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Não gosta de mais ninguém,</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Ê, ê, ê, ê, diLelê</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Ê, ê dilelê camará...</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Alcides de Lima, Mestre de Tradição Oral</span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Todo projeto pedagógico do <strong><span style="color:black;">CEAC</span></strong><span style="color:black;">,</span> Centro de Estudos e Aplicação da Capoeira, é fruto de longa caminhada que remete ao final dos anos sessenta (1969), quando Mestre Alcides na USP iniciou com Mestre Eli Pimenta sua volta ao mundo na capoeira, dedicando ao caminho da arte procurou sempre buscar a histórica e a cultura contida no universo da capoeiragem. Em 1988 fundou o C.E.A.CA (Centro de Estudos e Aplicação da Capoeira), tendo como objetivo principal a formação de um grupo de pesquisa Cultura e Educação usando a capoeira como “método de ensino e aprendizagem”, tendo como resultado materiais didáticos pedagógicos, apostila, registros, CD`s e DVD´s, dos quais fazem parte do acervo do CEACA que são usados na elaboração de trabalhos destinados aos alunos.</span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">A partir de 1990, esta idéia se materializou com projetos de cultura popular brasileira em escolas de ensino fundamental localizada em  São Paulo, e na Universidade de São Paulo com o “Projeto Minha História” em parceria com o Departamento de História da USP destinado a crianças carentes das comunidades do entorno à Universidade. Por esse desenvolvido teve participações no Laboratório de Estudo da Criança (LACRI), no Simpósio Nacional coordenado pelo Instituto de Psicologia da USP nos anos de 1995 a 1999, neste mesmo período Mestre Alcides recebeu o convite dos Departamentos de Antropologia, Dança e Música da Universidade Estadual do Colorado, Co, na cidade de Fort Collins-USA, para atender crianças com a faixa etária de 6 a 10 anos. </span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Em abril de 2000 através do “Projeto Crer Pra Ver”, com uma equipe de agentes multiplicadores já capacitados iniciou um projeto de cultura popular brasileira na EMEF Des. Amorim Lima, que atendia toda comunidade escolar e comunidade do entorno. Em 2004 o projeto passou a integrar o projeto pedagógico da escola, e em 2005 fomos selecionados pelo edital Ponto de Cultura tornando se o “Ponto de Cultura Amorim Rima”. Sendo Ponto de Cultura pretendíamos ampliar nossas ações com o Projeto Ação Griô que com isso valorizando e reconhecendo os donos dos saberes populares que são nossos acervos vivos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Arial;color:black;">História de vida de Mestre Durval</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Arial;color:black;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Arial;color:black;">Infância</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Durval António da Silva, nascido no estado de Pernambuco, na Cidade Garanhuns, senhor de 71 anos de idade sendo que destes 50 são de dedicação ao coco. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Aos 7 anos de idade, morou em Caetés, na época era um humilde bairro, hoje uma cidade do estado de Pernambuco. Residiu no Sítio “Pedra Grande”, que pertencia ao tio, irmão de sua mãe, também morava seu avô que devido sua deficiência visual seguido de sua idade tinha dificuldades de se locomover sem ajuda de alguém, “Seu Durval” por ter poucas obrigações e ser menino era o principal ajudante do avô.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Como era um lugar onde existiam muitas fazendas, os fazendeiros da região costumavam realizar, nas noites de lua cheia, para relaxar e esquecer o dia árduo de trabalho, uma festa, onde todos das fazendas vizinhas eram convidados. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Nessas festas, era comum ouvir homens e mulheres cantarem, somente ao som das palmas, suas entoadas, suas cantigas, suas músicas, que geralmente ludibriavam um dia de trabalho, o plantio, a colheita, reverenciavam algum antepassado ou ancestral, ou até mesmo num tom de brincadeira desafiavam uns aos outros. E foi em meio desses festejos nas fazendas que “Seu Durval” ainda garoto presenciou e se encantou pela Cultura Popular.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Na sua juventude, saindo do Sítio de seu tio, indo para a Olinda mais precisamente no bairro Sapucaia, foi morar na Vacaria do Tenente “Tóta,” que oferecia-lhe moradia, roupa e comida em troca de serviços como: cuidar das vacas e realizar os mandados de seu patrão. Nos dias que não tinha trabalho gostava muito de ir passear pelo famoso Mercado de São José e pelo Cais de Santa Rita. Num belo dia ensolarado e quente, daqueles que só o nordeste brasileiro tem, lá estava o jovem Durval passeando pelo movimentado Mercado de São José, de repente ele se depara com uma multidão parada, plantada, bem no meio do parque do mercado, ele muito curioso, foi se aproximando para ver o que acontecia e para saber por que aquelas pessoas estavam ali, a cada instante que se aproximava da multidão podia perceber que ao centro havia duas pessoas, um diante do outro, tocando pandeiro e cantando versos em trova, que ora eram dirigidos tanto de um para o outro, em outras vezes a alguém que estava ali em volta observando o duelo de trovadores, logo que chegou bem pertinho pode apreciar o que acontecia no centro, avistou uma coisa que mais chamou sua atenção, a música que os dois coquistas cantavam. Participando das festas de Coco na cidade de Recife aprendeu o instrumento que mais lhe agradava na orquestra de coco, o ganzá que utilizou para acompanhar os versos que começava a fazer, no entanto, Mestre Durval não queria fazer igual queria fazer melhor que os outros coquistas, porque os versos entoados eram frases feitas para serem decorados, dessa forma, decidiu fazer, algo que pudesse ser livre na forma de cantar, algo que fosse improvisado ali, no ato, que ao mesmo tempo contasse uma história do passado ou um fato do presente que invariavelmente fosse tratado um tema recorrente, de aviso, uma sabedoria popular ou como expressão de sentimentos enviesada pelo coro que realiza a chamada para o próximo verso. Assim sendo, começou a cantar o “Coco de Improviso”, essa variação requer do coquista uma alta capacidade de improvisação, seus versos são rimados e bastante eufóricos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Arial;color:black;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Arial;color:black;">Maturidade</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Aos 28 anos, em Olinda, “Seu Durval” de passagem por Recife, é convidado por um amigo para ir a uma festa, em um Clube de Dominó. Chegando ao lugar, já era tarde e o festejo estava terminando, uma pessoa que o conhecia e sabia da sua habilidade de cantar, chamou-o e pediu que cantasse algum coco e completou “aonde tu chega é zum-zum-zum”, o Mestre, no instante que ouviu aquilo rapidamente brotou em sua mente um verso, subiu no palco e pediu que as pessoas cantassem em coro:</span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">“O Durval Velho aonde tu</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Chega é zum-zum-zum”</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Essa foi à primeira vez que ele se apresentou diante de tanta gente. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Em Olinda, no bairro de Peixinho, “Seu Durval passa ser integrante do Clube de Dominó de sua comunidade, foi nomeado Orador oficial, realizou muitos campeonatos de dominó e em inúmeras vezes recebeu convites para cantar nas festas, bailes caipiras e batucadas do lugar.Em uma de suas apresentações na Sede do Clube, utilizando-se do refrão de uma música cantada pelo coquista Luis França (mais conhecido como: Luiz Boquinha) famoso no nordeste brasileiro por cantar nas rádios: Tamandaré, radio Clube do Pernambuco e a radio Jornal.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Mestre Durval deixa seu recado para o presidente:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Ele seguiu com os versos:</span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">“É quinze, quatorze, treze</span></em><em></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Doze, onze, dez e nove</span></em><em></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Só faz lama quando chove</span></em><em></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Nas terras de Garanhuns</span></em><em></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Passaro preto é o Anum</span></em><em></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Que tem um vinco no bico</span></em><em></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Oito, sete, seis, cinco</span></em><em></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Quatro, três, dois e um”.</span></em><em></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">(coro) Senhor presidente </span></em><em></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Tenha de nós compaixão</span></em><em></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Se não congelar os preços</span></em><em></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Dinheiro não resolve não</span></em><em></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">(Improviso) </span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Veja que a nossa nação </span></em><em></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Tem muitos passando fome</span></em><em></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Nós precisamos de um homem</span></em><em></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Pra governar o povão</span></em><em></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Falta arroz, falta farinha</span></em><em></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Alguns que criam galinha </span></em><em></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Que façam a composição</span></em><em></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">(Coro)<span>Senhor presidente </span></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Tenha de nós compaixão</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Se não congelar os preços</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Dinheiro não resolve não</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Com 39 anos de idade, ele e sua família foram para São Paulo, à procura de novas oportunidades de trabalho, chegando à capital paulistana conseguiu emprego na Usina Israelense Colombina onde permaneceu cerca de 6 anos, depois, desempregado novamente, saiu em busca de um novo trabalho, chegou a fazer algumas entrevistas em algumas fábricas da cidade, porém sem sucesso de admissão. Por um longo período sofreu alguns momentos de depressão, até ficar afastado por tempo indeterminado de qualquer vinculo empregatício.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Morador da comunidade do Jaguaré conheceu Valter (o Valtão) que, por sua vez, conhecia o trabalho do CEACA com a cultura popular e apresentou “Seu Durval” ao grupo. Nos anos 2005 e 2006 apresentou com sua família a dança do coco de improviso nas festas do CEACA e desenvolveu oficinas de coco para os alunos do grupo.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">No final de 2006 é convidado para participar do Projeto Ação Griô Nacional para ser o Mestre Griô da Tradição Oral no Ponto de Cultura Amorim Rima e realizar um trabalho com a Cultura Popular voltado para o currículo escolar e a comunidade em torno. Considera o coco raiz que faz como uma forma de comunicação, de expressão e de transmissão de conhecimentos através da musicalidade, da expressão verbal e corporal. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">A musicalidade se desenvolve nos instrumentos com o ritmo do coco, numa linha melódica representativa de um lamento, uma louvação, uma saudação, ou de qualquer outro elemento cotidiano.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">A dança característica do coco é em roda com um par ao centro, tem o passo ritmado pelo batuque do atabaque, do ganzá e o pandeiro, os dançarinos representam corporalmente a expressão da manifestação através da espontaneidade da brincadeira com os seus corpos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Arial;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><strong><span style="font-family:Arial;">Mestre Alcides</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Nosso desafio aqui é fazer com que a escrita dialogue com o mundo da oralidade, ande com ela, as crianças e adolescentes possam ler emoções nos semblantes dos seus pares, possa observar as estrelas, o sol no horário de saída para a escola, observando se necessário levar agasalho, quando manusear um instrumento, explorar quais notas musicais possam tirar, essa leitura ágrafa lhes dará condições riquíssimas no seu desenvolvimento cognitivo, fazer uma leitura minuciosa em uma obra de arte, etc.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">A tradição oral tem como característica fundamental a incansável repetição fidedigna do discurso do fato narrado, isso para que haja uma reprodução da narrativa daquilo que deve ser repassado das antigas gerações para as novas, se faz necessário uma linguagem simples e associada a dinâmica do dia-a-dia do indivíduo (pode ser também um conto ou um mito ligado ``a ancestralidade daquele grupo) e/ou de sua comunidade.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">A hierarquia e o reconhecimento da sabedoria dos mais velhos é um dos pontos fundamentais, é o ápice do fundamento na manutenção das tradições da oralidade, isso se reconhece e se expressa nas manifestações dessa comunidade tais como: festas religiosas, casamentos, rezas e rituais de passagem.</span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Vou analisar fatos ocorridos nas minhas dinâmicas de oficinas e conversas com crianças, adolescentes e adultos da escola e da comunidade onde atuo, vamos usar essa prática para contextualizar a fala das pessoas e para que elas possam passar de objeto para sujeito de suas ações, sempre enviarei na medida do possível, fotos ou trabalhos escritos ou comentários que ouço por alguém sobre o trabalho ou sobre cada tema. Os nomes dos atores poderão se fictício, quando for comprometer negativamente o autor, quando for uma letra de música, se não for de domínio público citarei o autor.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">No primeiro caso analisarei a letra de uma música cantada por Clementina de Jesus,</span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Xique xique Macambira,</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">filho de preto d'angola,</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">inda bem não sabe lê</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">já que cê mestre de escola</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Nessa quadra podemos observar a fala, ou o recado de alguém que conhece os fundamentos da tradição oral, ele está criticando um mais jovem que acha que está acima dos mais velhos, é como o ditado, “quer ensinar Pai nosso ao Vigário”, isso geralmente é cantado quando se quer mandar um recado a alguém, e ele deve enterder a mensagem, mas muitos não entendem, quando vejo nos olhos atentos muita ansiedade querendo aprender tudo em muito pouco tempo como na Internet, eu digo “oxotokanxoxo”, paciência, paciência e muita paciência, é a mitologia do arqueiro de uma flecha só, Reide Oyó (Oxóssi).</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Trabalhamos com um público de crianças, adolescentes e adultos, somados serão mais de 500 (quando digo, ná, é porque nós trabalhamos em equipe e todos com exceção do Mestre Durval, trabalhamos com as mesma modalidades, só que com grupos diferentes).</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">As oficinas são de:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Capoeira, Samba de roda, Samba duro, Maculelê, Puxada de rede e Coco, todas elas terão parte histórica e prática.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Na parte histórica, contamos sua origem e onde é praticada, qual o objetivo e a época do ano que acontece, temos as indumentária para cada uma delas, as crianças aprendem as letras das músicas e as coreografias de todas as danças, isso feito são apresentados em ocasiões festivas da escola e apresentações fora da escola, ou seja para comunidade , todas as crianças aprendem os instrumentos, fazemos poderei citar algumas.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Nossas atividades fazem parte da dinâmica pedagógica da Escola Des. Amorim Lima, as oficinas fazem parte da grade escolar da 1ª a 5ª séries de 2ª a 6ª feiras da seguinte forma: 2ª e 6ª das 07:00 às 12:00hs, 3ª,4ª e 5ª feiras, das 13:00 às 18:00hs, e para a comunidade escolar: 3ª e 5ª das 18:00 às 19:00hs e aos sábados das 09:00 as 12:00hs para a comunidade Geral.</span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Arial;color:black;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><strong><span style="font-family:Arial;">Materiais Didáticos</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">CEACA – Centro de Estudos e Aplicação da Capoeira</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">“Expresse-se com consciência faça capoeira”</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">EMEF Dês. Amorim Lima - Material de apoio didático</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><strong><span style="font-family:Arial;">Justificativa</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Preocupados com a qualidade do ensino da capoeira na escola EMEF Dês. Amorim Lima e o seu alinhamento com o projeto pedagógico da escola de ensino de qualidade e valorização da cultura oral, o CEACA volta os seus esforços para a construção de um material de apoio didático para as aulas de capoeira ministradas no currículo escolar.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#000000;">Objetivos</span> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Este material tem como objetivo dar apoio às aulas práticas já ministradas sobre os conhecimentos da capoeira e do coco, e os elementos que as constituem, ajudando as crianças na construção das relações com elementos escolares e da sua vida cotidiana, além de fazer parte do processo avaliativo e comparativo do desenvolvimento da criança quanto à capoeira. </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Arial;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><strong><span style="font-family:Arial;">Método</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Escolha de temas relacionados com a capoeira (capoeira, ritmo, samba de roda/duro, maculelê, Zumbi dos Palmares e Puxada de Rede).</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Desenvolvimento de material de apoio sobre os temas com a preocupação de não fugir daquilo que foi proposto nas aulas práticas e do cotidiano escolar e familiar da criança para que não ocorra uma descontextualização do material teórico oferecido.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">As aulas práticas seguirão normalmente com a escolha do tema e o seu desenvolvimento já trabalhado normalmente pelo CEACA, apresentação do tema, atividades lúdicas contextualizadas, contextualização histórica e prática, curiosidades, valorização cultural, vivência e roda de conversa. O material de apoio seria apresentado no final da aula, com um debate geral sobre o tema e explanação sobre o material de apoio e aquilo que ele propõe com leitura conjunta professores e crianças. O material é recolhido pelos professores e analisado na semana seguinte.</span></p>
<p class="MsoTitle" style="margin:0 0 0.0001pt;"><strong><span style="font-family:Arial;color:black;"> </span></strong></p>
<p class="MsoTitle" style="margin:0 0 0.0001pt;"><span style="font-family:Arial;color:black;">CEACA – Centro de Estudos e Aplicação da Capoeira</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;" align="center"><span style="font-family:Arial;color:black;">“Expresse-se com consciência faça capoeira”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;">NOME:<span> </span>SÉRIE:<span> </span>DATA:<strong><span style="font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;"> </span></strong></p>
<h6><span style="font-size:12pt;font-family:Arial;color:black;">BRASIL E ÁFRICA</span><span style="font-size:11pt;font-family:Arial;"> </span></h6>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:36pt;line-height:150%;"><span style="font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;">Em 1700, em uma tribo africana vivia uma criança chamada abámodá que significa “o que você deseja você faz”. Ele foi separado de sua tribo e veio em um navio negreiro para o brasil. Foi vendido para um senhor de engenho e teve o seu nome trocado por joão. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:36pt;line-height:150%;"><span style="font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;">O pequeno sentia muitas saudades da áfrica e dos seus animais de estimação, por isso ficou amigo de um macaquinho que vivia próximo da fazenda deu comida e um nome </span><span style="font-family:Arial;">uhuru que significa liberdade,</span><span style="font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;"> juntos brincavam na mata próxima da fazenda.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:36pt;line-height:150%;"><span style="font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;">Quando tinha roda de capoeira na senzala o pequeno joão ficava com vontade de jogar, mas os adultos não o deixavam com medo dele se machucar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:36pt;line-height:150%;"><span style="font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;">Então olhando o seu amigo uhuru pular de costas e cair em pé, pensou: se eu fizer isso vou poder entrar na roda de capoeira.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;">Na roda de capoeira quando o pequeno joão entrou pulando como o macaquinho, todos gostaram pedindo para ele ensinar e o chamaram novamente na roda de capoeira de abámodá. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><strong><span style="font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;color:black;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="color:#000000;"><strong><span style="font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;">QUESTÕES</span></strong></span><span style="font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;color:black;">:</span><span style="font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;"> peça ajuda aos amigos, pais ou professores.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:18pt;text-align:justify;line-height:150%;"><span style="font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;">1- como voce se sentiria no lugar de ábamodá se fosse separado de sua familia e de seus amigos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:18pt;text-align:justify;line-height:150%;"><span style="font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;">2- recorte e cole no verso da folha figuras que lembrem a cultura africana e a brasileira.</span></p>
<h1 style="margin:0 0 0.0001pt;"><span style="font-size:12pt;font-weight:normal;font-family:Arial;"> </span></h1>
<h1 style="margin:0 0 0.0001pt;"><span style="font-size:12pt;font-weight:normal;font-family:Arial;">Atividades do maculelê: peça ajuda aos pais, amigos e professores</span></h1>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">1 - copie a música de maculelê</span></p>
<h2 style="margin:12pt 0 3pt;"><em><span style="font-size:12pt;font-weight:normal;font-family:Arial;">Boa noite pra quem é de boa noite</span></em><em></em></h2>
<p style="line-height:150%;margin:0 0 0.0001pt;"><em><span style="font-family:Arial;">Bom dia pra quem é de bom dia.</span></em></p>
<p style="line-height:150%;margin:0 0 0.0001pt;"><em><span style="font-family:Arial;">A benção meu papai a benção.</span></em></p>
<p style="line-height:150%;margin:0 0 0.0001pt;"><span style="font-family:Arial;">Maculelê é o rei da valentia.<br />
<!--[if !supportLineBreakNewLine]--><br />
<!--[endif]--></span></p>
<p style="line-height:150%;margin:0 0 0.0001pt;"><span style="font-family:Arial;">2 -Leia a música que conta a história do menino maculelê.</span></p>
<p style="line-height:150%;margin:0 0 0.0001pt;"><span style="color:#000000;"><strong><span style="font-family:Arial;">Maculelê</span></strong></span></p>
<p style="line-height:150%;margin:0 0 0.0001pt;"><span style="font-family:Arial;">Certo dia na cabana um guerreiro </span></p>
<p style="line-height:150%;margin:0 0 0.0001pt;"><span style="font-family:Arial;">Foi atacado por uma tribo pra valer</span></p>
<p style="line-height:150%;margin:0 0 0.0001pt;"><span style="font-family:Arial;">Saiu de salto mortal e gritou</span></p>
<p style="line-height:150%;margin:0 0 0.0001pt;"><span style="font-family:Arial;">Pula menino que eu sou maculelê</span></p>
<p style="line-height:150%;margin:0 0 0.0001pt;"><span style="font-family:Arial;">Cuma é meu nome? </span></p>
<p style="line-height:150%;margin:0 0 0.0001pt;"><em><span style="font-family:Arial;">É maculelê</span></em></p>
<p style="line-height:150%;margin:0 0 0.0001pt;"><span style="font-family:Arial;">De onde eu venho?</span></p>
<p style="line-height:150%;margin:0 0 0.0001pt;"><em><span style="font-family:Arial;">É maculelê </span></em></p>
<p style="line-height:150%;margin:0 0 0.0001pt;"><span style="font-family:Arial;">Venho de santa barbara</span></p>
<p style="line-height:150%;margin:0 0 0.0001pt;"><em><span style="font-family:Arial;">É maculelê</span></em></p>
<p style="line-height:150%;margin:0 0 0.0001pt;"><span style="font-family:Arial;">Toco atabaque</span></p>
<p style="line-height:150%;margin:0 0 0.0001pt;"><em><span style="font-family:Arial;">É maculelê</span></em></p>
<p style="line-height:150%;margin:0 0 0.0001pt;"><span>3- desenhe como você acha que aconteceu a história do maculelê.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="font-family:Arial;">Nome:<span> </span>turma</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;">Peça ajuda aos seus pais, amigos e professores nas atividades:</p>
<p class="ttulo22" style="background:white none repeat scroll 0 50%;text-align:left;margin:0 0 0.0001pt;"><span style="font-family:Arial;color:#000000;">Canção da partida</span></p>
<p class="ttulo22" style="background:white none repeat scroll 0 50%;text-align:left;margin:0 0 0.0001pt;"><span style="font-family:Arial;color:#000000;">Dorival caymmi</span></p>
<p style="background:white none repeat scroll 0 50%;text-align:left;"><span style="font-family:Arial;">Minha jangada vai sair pro mar </span></p>
<p style="background:white none repeat scroll 0 50%;text-align:left;"><span style="font-family:Arial;">Vou trabalhar meu bem querer </span></p>
<p style="background:white none repeat scroll 0 50%;text-align:left;"><span style="font-family:Arial;">Se deus quiser quando eu voltar do mar</span></p>
<p style="background:white none repeat scroll 0 50%;text-align:left;"><span style="font-family:Arial;">Um peixe bom eu vou trazer </span></p>
<p style="background:white none repeat scroll 0 50%;text-align:left;"><span style="font-family:Arial;">Meus companheiros também vão voltar </span></p>
<p style="background:white none repeat scroll 0 50%;text-align:left;"><span style="font-family:Arial;">E a deus do céu vamos agradecer</span></p>
<p style="background:white none repeat scroll 0;text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;">1- Saiba um pouco mais sobre a puxada de rede.</span></p>
<p style="background:white none repeat scroll 0;text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;font-family:Arial;">A pesca do xaréu é um momento de trabalho, de canseiras, mas também de beleza, de poesia, de música e de cantos. De outubro a abril, os xaréus (peixe) vão para o norte em grandes cardumes para a desova, procurando climas mais quentes. Os pescadores das praias de salvador lançam-se à sua tarefa cumprindo os mesmos trabalhos dos seus antepassados, trabalhos que vêm dos tempos da colônia, do império, da república até os dias atuais. E esta tradição não morre, mesmo porque dela depende a alimentação de centenas de famílias, que todos os anos se repete no mesmo ritual dos tempos passados.</span></p>
<p style="background:white none repeat scroll 0;text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;font-family:Arial;">2- Recorte e cole neste espaço 5 (cinco) imagens de revistas, jornais relacionadas com o mar e escreva o nome da imagem, como no exemplo:</span></p>
<p style="background:white none repeat scroll 0;text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;">Ondas</span><span style="font-size:11pt;font-family:Arial;"> (desenho)</span></p>
<p style="background:white none repeat scroll 0;text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;font-family:Arial;">3- Monte frases com as palavras que você recolheu das revistas:</span></p>
<p style="background:white none repeat scroll 0;text-align:justify;"><span>4- Caso você morasse na praia o que você faria para viver? Responda escrevendo ou desenhando.</span></p>
<p style="background:white none repeat scroll 0;text-align:justify;">-------------</p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">“CEACA – Significa – Centro de Estudos e Aplicação da Capoeira, para você ser um bom capoeirista, tem que se esforçar, tem que ter respeito com os professores, colegas, pais, etc... Para saber fazer golpes, precisa treinar muito e ter disciplina pra você ser um ótimo capoeirista, precisa treinar muito, ter respeito com os professores e colegas, esforçar-se e ter disciplina, <strong>Eu não sei se eu faço tudo isso mas eu me esforço” – Juliana Petreli – 10 anos 4º Série</strong> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">“Um dia eu queria um esporte só para mim, que tivesse a minha raça, com o Brasil dentro de mim. Ele se chama Capoeira como o Brasil sempre quis, uma cultura como esta todos querem ter”<strong> – <span style="color:black;">Stephane dos Santos Moreira (Link) 12 anos 6º Série</span></strong><span style="color:black;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">“Conte conosco, capoeira da gosto vai e vem capoeira faz bem, capoeira nunca vai acabar porque novas crianças entrará, capoeira nasceu e sempre pertenceu...?”<strong> – <span style="color:black;">Diogo de Souza Cardoso – 14 anos 7º Série</span></strong><span style="color:black;"> C</span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">“Um capoeirista joga sempre com o coração, capoeira é pra homem, menino e mulher, só não joga quem não quer Capoeira é brasileira, quem criou é de angola, depois de muita luta veio parar na escola”<strong> – Diego de Souza Cardoso – 14 anos 6º Série</strong> <strong>A</strong> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">“ A capoeira faz uma homenagem a uma mata chamada capoeira”<strong> </strong></span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Arial;">Ana Carolina da S. Oliveira – 08 anos –2º Série</span></strong><span style="font-family:Arial;"> <strong>A</strong> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">“A capoeira é muito legal é importante, tudo é importante na capoeira, na capoeira não tem violência, a capoeira é tão legal que eu acho que todo mundo quer fazer ”<strong>– Ana Carla – 08 anos 2º Série</strong> <strong>B</strong> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">“Eu quero ser um profissional de capoeira, espero que a capoeira cresça mais e mais, minha família gosta muito do que eu faço capoeira”<strong>– Kauã Paulo de Oliveira – 08 anos </strong></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">“Meu nome é Raissa, eu jogo Capoeira Bem ”<br />
<strong>Raissa B. Acissis – 08 anos – 2º série</strong></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">“A capoeira é importante para mim porque acho ela muito interessante”<strong>– <span style="color:#000000;">Lissandro – 11 anos 3º Série</span></strong><span style="color:#000000;"> <strong>C</strong></span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">“Na capoeira não adianta só ganhar o cordão, também tem que ter paixão”<strong>– Camila Franco Martins – 12 anos – 6ºA.</strong> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">“Capoeira é legal, na capoeira eu fiz muitos amigos, praticando a capoeira eu faço muitos exercícios ”<strong>– Phillip Vieira Gonçalves – 07 anos</strong> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">“A capoeira fortalece nossos músculos, nossa ginga tem que ser com o joelho dobrado *(flexionado), nós ficamos bem disciplinados, eu adoro a capoeira e estou no cordão verde, o cordão é a coisa mais importante do meu grupo, IÊ, quer dizer *silêncio, nós tivemos votação para o representante”<strong>– Ynaê de Oliveira Bomfim – 08 anos 2º Série</strong> <strong>C</strong> <strong>*Grifo: Nosso</strong></span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Como nos escritos das crianças, não poderíamos deixar de tornar pública as opiniões, anseios e esperança dos pais, são eles quem participam, incentivam, cobram e criticam, e são eles a referência de sabedoria e excelência para seus filhos. Nesse painel vocês irão conhecerem a opinião sincera de alguns deles, foi por mim (Mestre Alcides), lida com carinho todas as mensagens (+ ou – 150), e como não teria a necessidade expor todas, escolhi essas, deixando claro que as outras que não foram ao painel contém os mesmos conteúdos e a mesma importância, esse número foi pensado para não tornar muito cansativo a leitura dos painéis.</span></em><span style="font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">Mestre Alcides </span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family:Arial;">O que os pais desejam e esperam das oficinas de capoeira para seus filhos...</span></em><span style="font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">“Conhecimento e possibilidades do uso do corpo, do espaço e controle de emoções explosivas”<strong>– Mãe: Fátima D’auria</strong> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">“Obediência, Atenção, Educação, Melhoramento `Físico e Mental”<br />
<strong>Pai: Renato Fusco</strong></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">“Que ele possa um dia ser um professor para ensinar tudo que aprendeu”<strong>– Mãe: Janete Medeiro de Souza</strong> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">“Conhecimento das nossas tradições culturais Afro Brasileiros e Disciplina, respeito por todos os idosos e novos professores e alunos”<strong>– Pai: Julio Cesar de Campos</strong> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">“Desenvolvimento físico e social, a capoeira desenvolve a criança em todas as situações”<strong>– Pai: Wagner Eduardo Ogata</strong> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Arial;">“Espero que a capoeira possa ajudar meu filho a se desenvolver” OBS: Os pais que não se identificaram –<br />
Nome do filho: Marcos Paulo Fortes 07anos</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">“Pode ajudar no seu crescimento, e também nos estudos podendo ele conhecer bem melhor a capoeira, não como uma luta, mas sim como uma dança folclórica ”<strong>– Pai: José Gideoni Santos </strong></span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Arial;">“Sobre a proposta da escola”</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Pelo fato de ser um trabalho em grupo, ele vai aprender a ter responsabilidade e respeito com próximo”<strong>– Mãe: Ana Lúcia Vasco de Souza</strong> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">”Eu espero que a capoeira ajuda a meu filho ao modo de agir, e ajudar ao seu próximo”<strong>– Mãe: Domênica Campos Teixeira </strong></span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Arial;">“</span></strong><span style="font-family:Arial;">Espero que possa influir no seu desenvolvimento físico e no equilibrio emocional” “Sempre é bom descobrir que tem alguma possibilidade e aprender novas coisas, adquirir novos conhecimentos”<strong>– Pai: Bento Bueno </strong></span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Arial;">“</span></strong><span style="font-family:Arial;">Gosto da Oficina de Capoeira, porque as crianças venham a gostar do esporte, a proposta dessas oficinas é bom. Tomara que todas as escolas tomem essa iniciativa parabéns pelo projeto ”<strong>– Pai: Emerson Santos de Souza</strong> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Arial;">“</span></strong><span style="font-family:Arial;">É uma dança ou esporte que ajuda a movimentar seu corpo, ajudando a manter um bom equilibrio, onde também ela aprende a se defender, e ter respeito pelo próximo”<strong>– Mãe: Neide Vieira Ferreira </strong></span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Arial;">“</span></strong><span style="font-family:Arial;">1º Lugar acabar com a timidez e chegar até mesmo ser um professor”</span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Arial;">Pai: Antonio Souza Silva </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Arial;">“</span></strong><span style="font-family:Arial;">Eu espero que ele seja um bom capoeirista”</span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Arial;">Mãe: Valdete Pereira Ribeiro </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Arial;">“</span></strong><span style="font-family:Arial;">Espero que ajude na disciplina pessoal dele e que ele possa conhecer as raízes da cultura de onde começou esse jogo-dança, e também quem sabe conhecer até outros paises”<strong>– Mãe: Maria das Graças da Silva </strong></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Disciplina, capacidade física, organização e muito mais”<strong> </strong></span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Arial;">Mãe: Florinda Nogueira Kato</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">“Eu acredito que a capoeira estimula a disciplina e o respeito entre as pessoas”<strong>– Mãe: Márcia Peres Pereira </strong>“Eu gosto muito, pois faz com que a criança seja mais participativa, comprometida e e principalmente feliz”<strong> – Pai: Márcio P Pereira </strong></span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Arial;">“</span></strong><span style="font-family:Arial;">Que possa aprender muitas coisas legais, e que no futuro ele possa passar para outras crianças o que ele aprendeu”– “É uma forma deles verem o mundo com outros olhos” <strong>Mãe: Rosilane Silva</strong> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Arial;">“</span></strong><span style="font-family:Arial;">Espero que ela continue sempre dando valor pela capoeira, e no professor que é uma pessoa muito dedicada e atencioso com os alunos, e que mais tarde ele também possa passar tudo isso de bom que ela aprendeu para essa na geração que vem vindo, e gosto da proposta porque ele faça com que a criança se interesse mais pela escola, e não ir a escola só para ler e escrever ” <strong>Mãe: Hortência Ferreira de Mattos</strong> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Arial;">“</span></strong><span style="font-family:Arial;">Mais tranquilidade, respeito pelos colegas, mesmo que seja um jogo através de luta não existe agressão física” <strong>Mãe: Renata Campos da Silva</strong> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Arial;">“</span></strong><span style="font-family:Arial;">Desenvolve o corpo e mente, pratique esporte, pois é muito importante para o cognitivo e ajuda a criança na aprendizagem escolar” <strong><span style="color:black;">Mãe: da Aluna Nathalia Silva de Menezes – 08 anos – 2ºB</span></strong> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Arial;">“</span></strong><span style="font-family:Arial;">Melhorar os reflexos, o equilibrio, a coordenação motora, estender que é um exercício físico e não um jogo bruto e violento” “Gosto porque as crianças tem oportunidade de conhecer novas culturas, praticar exercícios, desenvolver a auto-estima, melhorar a coordenação motora fina e grossa e aprender rítimos musicais <strong><span style="color:black;">Mãe: Angela Gravino</span></strong> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Arial;">“</span></strong><span style="font-family:Arial;">Maior autonomia física e psica, maior segurança e conhecimento próprio corpo, maior controle emocional” “Amo de paixão, pois percebe a criança como um universo de possibilidades e da oportunidades para que elas possam perceber suas múltiplas habilidades <strong><span style="color:#000000;">Mãe:</span> <span style="color:#000000;">Mércia Consolação Silva</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#000000;"><strong><span style="font-family:Arial;">VI - BATIZADO CEACA EMEF DES. AMORIM LIMA 2006</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">ROTEIRO DA PEÇA: MALTAS DE ONTEM E HOJE </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Tema: <strong>Ação política das duas principais maltas (guaiamuns e nagôs) de capoeira do rio de janeiro da segunda metade do séc. Xix (1850-1940)</strong></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Personagens:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Policiais a paisana- Policiais da cavalaria- Nagôs- Guaiamuns- Catingueles amorim lima- Narradora - natália</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Ato 1 - CENA 1 – Apresentação das maltas. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Ação:Apresentação das características de cada malta.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Narradora </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;"><span> </span><span> </span>- O que vamos apresentar neste batizado é a importância e a participação das maltas de capoeira na cidade do Rio de Janeiro e na política do país de 1850, até nossos dias. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;"> - O seu desaparecimento exato não podemos precisar, mas sabemos com a proclamação da republica em 1889 a capoeira e as maltas foram proibidas por lei.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">- Falaremos de duas maltas: </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">- Os Guaiamuns (entra um Guaiamum (assoviando), chamando os outros e formando a roda sentada) que usavam lenço vermelho e participavam dos movimentos políticos em prol da republica.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">- Os Nagôs (entra um Nagô (assoviando), chamando os outros e formando a roda sentada) que usavam lenço branco e participavam dos movimentos políticos em prol da monarquia. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">CENA 2 – Confronto com os policiais.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Ação: Os policiais tentam adivinhar quem é capoeira para prender e apanham.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Jogo de capoeira com as crianças jogando, entra os policiais a paisana perto da roda, conversam entre si e saem. (toque da cavalaria) </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Todos(toque da cavalaria) – todos disfarçam. No centro ficam as crianças que vão atuar com os policiais</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Todos (fim do toque de cavalaria) - policiais da cavalaria entram atiçando os capoeiras estes se esquivam e saem gritando (corre é a polícia!!!!).</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Todos – fuga dos capoeiristas, todos saem de cena correndo em direções diversas. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">CENA 3 – Confronto das maltas.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Ação: Formação de dois cordões de capoeiras e luta, as maltas atiçam umas as outras.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Narradora</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">A rivalidade não ocorria somente com a policia.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Entre as maltas haviam disputas por questões políticas e <span> </span>para ocuparem os melhores espaços nas ruas da cidade. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Erick -<span> </span>entra cantando e tocando a musica de confronto para os Guaimuns. A malta entra atrás, (assovio) formando um cordão.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">.............._ entra cantando e tocando a musica de resposta. A malta entra atrás, (assovio) formando um cordão. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">As duas maltas uma de frente da outra atiçando: (viva a republica!!!, viva os Guaiamuns!!!) (viva a monarquia!!!, viva os Nagôs!!!), revezamento entre as duplas para o confronto.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Narradora (em alto tom)-</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">- É PROCLAMADA A REPÚBLICA!!!! </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">As maltas atiçam mais (viva a republica!!!!)</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Narradora (em tom de autoridade)-</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;"><span> </span>Com a republica a capoeira foi proibida</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">- O código penal Brasileiro, decreto numero 487, de 11 de outubro de 1890, estabelece: </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;"><span> </span>a pena de prisão celular de dois a seis meses para aqueles que fizerem nas ruas e praças publicas exercícios de agilidade e destreza corporal, conhecidos pela denominação de capoeiragem. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">APITO- entra a policia e prende todos.<span> </span>(quadra vazia)</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">ATO 2</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">CENA 4 – séc XXI – Capoeira na escola Amorim Lima.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Ação: representação da capoeira no espaço da escola Amorim Lima, as crianças pequenas fazem a roda e as que encenaram cantam e tocam para elas. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Narradora:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">- Hoje com muita resistência à capoeira foi conquistando seu espaço na sociedade.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Agora temos a liberdade de praticar a capoeira em: academias, centros culturais, universidades, praças e escolas.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Crianças entram com mochila nas costas assoviando chamando para jogar capoeira na escola. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Forma a roda e todos jogam. Com a música:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">No Brasil tem uma luta...</span></p>
<p class="MsoNormal">
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[História de Vida de Mestre Durval]]></title>
<link>http://acaogrio.wordpress.com/?p=34</link>
<pubDate>Wed, 07 May 2008 17:53:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>acaogrio</dc:creator>
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<description><![CDATA[Infância
Durval António da Silva, nascido no estado de Pernambuco, na Cidade Garanhuns, senhor de ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><span style="color:#000000;">Infância</span></span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Durval António da Silva, nascido no estado de Pernambuco, na Cidade Garanhuns, senhor de 71 anos de idade sendo que destes 50 são de dedicação ao coco. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Aos 7 anos de idade, morou em Caetés, na época era um humilde bairro, hoje uma cidade do estado de Pernambuco. Residiu no Sítio “Pedra Grande”, que pertencia ao tio, irmão de sua mãe, também morava seu avô que devido sua deficiência visual seguido de sua idade tinha dificuldades de se locomover sem ajuda de alguém, “Seu Durval” por ter poucas obrigações e ser menino, era o principal ajudante do avô.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Como era um lugar onde existiam muitas fazendas, os fazendeiros da região costumavam realizar, nas noites de lua cheia, para relaxar e esquecer o dia árduo de trabalho, uma festa, onde todos das fazendas vizinhas eram convidados. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Nessas festas, era comum ouvir homens e mulheres cantarem, somente ao som das palmas, suas entoadas, suas cantigas, suas músicas, que geralmente ludibriavam um dia de trabalho, o plantio, a colheita, reverenciavam algum antepassado ou ancestral, ou até mesmo num tom de brincadeira desafiavam uns aos outros. E foi em meio desses festejos nas fazendas que “Seu Durval” ainda garoto presenciou e se encantou pela Cultura Popular.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> <strong><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Juventude</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><span> </span>Na sua juventude, saindo do Sítio de seu tio, indo para a Olinda mais precisamente no bairro Sapucaia, foi morar na Vacaria do Tenente “Tóta,” que oferecia lhe moradia, roupa e comida em troca de serviços como: cuidar das vacas e realizar os mandados de seu patrão. Nos dias que não tinha trabalho gostava muito de ir passear pelo famoso Mercado de São José e pelo Cais de Santa Rita. Num belo dia ensolarado e quente, daqueles que só o nordeste brasileiro tem, lá estava o jovem Durval passeando pelo movimentado Mercado de São José, de repente ele se depara com uma multidão parada plantada, bem no meio do parque do mercado, ele muito curioso, foi se aproximando para ver o que acontecia e para saber por que aquelas pessoas estavam ali, a cada instante que se aproximava da multidão podia perceber que ao centro havia duas pessoas, um diante do outro, tocando pandeiro e cantando versos em trova, que ora eram dirigidos tanto de um para o outro, em outras vezes a alguém que estava ali em volta observando o duelo de trovadores, logo que chegou bem pertinho pode apreciar o que acontecia no centro, avistou uma coisa que mais chamou sua atenção, a música que os dois coquistas cantavam. Participando das festas de Coco na cidade de Recife aprendeu o instrumento que mais lhe agradava na orquestra de coco, o ganzá que utilizou para acompanhar os versos que começava a fazer, no entanto, Mestre Durval não queria fazer igual queria fazer melhor que os outros coquistas, porque os versos entoados eram frases feitas para serem decorados, dessa forma, decidiu fazer, algo que pudesse ser livre na forma de cantar, algo que fosse improvisado ali, no ato, que ao mesmo tempo contasse uma história do passado ou um fato do presente que invariavelmente fosse tratado um tema recorrente, de aviso, uma sabedoria popular ou como expressão de sentimentos enviesada pelo coro que realiza a chamada para o próximo verso. Assim sendo, começou a cantar o “Coco de Improviso”, essa variação requer do coquista uma alta capacidade de improvisação, seus versos são rimados e bastante eufóricos.</span></span></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><span style="font-family:Arial;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><span style="color:#000000;">Maturidade</span></span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Aos 28 anos, em Olinda, “Seu Durval” de passagem por Recife, é convidado por um amigo para ir a uma festa, em um Clube de Dominó. Chegando ao lugar, já era tarde e o festejo estava terminando, uma pessoa que o conhecia e sabia da sua habilidade de cantar, chamou-o e pediu que cantasse algum coco e completou “aonde tu chega é zum-zum-zum”, o Mestre, no instante que ouviu aquilo rapidamente brotou em sua mente um verso, subiu no palco e pediu que as pessoas cantassem em coro:</span></span><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>“O Durval Velho aonde tu</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>Chega é zum-zum-zum”</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Ele seguiu com os versos:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>“É quinze, quatorze, treze</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>Doze, onze, dez e nove</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>Só faz lama quando chove</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>Nas terras de Garanhuns</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>Passaro preto é o Anum</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>Que tem um vinco no bico</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>Oito, sete, seis, cinco</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>Quatro, três, dois e um”.</em></span></span><span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">         </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Essa foi à primeira vez que ele se apresentará diante de tanta gente. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Em Olinda, no bairro de Peixinho, “Seu Durval passa ser integrante do Clube de Dominó de sua comunidade, foi nomeado Orador oficial, realizou muitos campeonatos de dominó e em inúmeras vezes recebeu convites para cantar nas festas, bailes caipiras e batucadas do lugar.Em uma de suas apresentações na Sede do Clube, utilizando-se do refrão de uma música cantada pelo coquista Luis França (mais conhecido como: Luiz Boquinha) famoso no nordeste brasileiro por cantar nas rádios: Tamandaré, radio Clube do Pernambuco e a radio Jornal.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Mestre Durval deixa seu recado para o presidente:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">(coro) <span>            </span><em>Senhor presidente </em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>Tenha de nós compaixão</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>Se não congelar os preços</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>Dinheiro não resolve não</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">(improviso)<span>                </span><em>Veja que a nossa nação </em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em><span>                                   </span>Tem muitos passando fome</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>Nós precisamos de um homem</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>Pra governar o povão</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>Falta arroz, falta farinha</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>Alguns que criam galinha </em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>Que façam a composição</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">(coro) <span>           <em> </em></span><em>Senhor presidente </em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>Tenha de nós compaixão</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>Se não congelar os preços</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>Dinheiro não resolve não</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Com 39 anos de idade, ele e sua família foram para São Paulo, à procura de novas oportunidades de trabalho, chegando à capital paulistana conseguiu emprego na Usina Israelense Colombina aonde permaneceu cerca de 6 anos, depois, desempregado novamente, saiu em busca de um novo trabalho, chegou a fazer algumas entrevistas em algumas fábricas da cidade, porém sem sucesso de admissão. Por um longo período sofreu alguns momentos de depressão, até ficar afastado por tempo indeterminado de qualquer vinculo empregatício. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Morador da comunidade do Jaguaré conheceu Valter (o Valtão) que, por sua vez, conhecia o trabalho do CEACA com a cultura popular e apresentou “Seu Durval” ao grupo. Nos anos 2005 e 2006 apresentou com sua família a dança do coco de improviso nas festas do CEACA e desenvolveu oficinas de coco para os alunos do grupo. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">No final de 2006 é convidado para participar do Projeto Ação Griô Nacional ser o Mestre Griô da Tradição Oral no Ponto de Cultura Amorim Rima e realizar um trabalho com a Cultura Popular voltado para o currículo escolar e a comunidade em torno. Considera o coco raiz que faz como uma forma de comunicação, de expressão e de transmissão de conhecimentos através da musicalidade, da expressão verbal e corporal. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">A musicalidade se desenvolve nos instrumentos com o ritmo do coco, numa linha melódica representativa de um lamento, uma louvação, uma saudação, ou de qualquer outro elemento cotidiano.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">A dança característica do coco é em roda com um par ao centro, tem o passo ritmado pelo batuque do atabaque, do ganzá e o pandeiro os dançarinos representam corporalmente a expressão da manifestação através da espontaneidade da brincadeira com os seus corpos.</span></span></p>
<p> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Participando das festas de Coco na cidade de Recife aprendeu o instrumento que mais lhe agradava na orquestra de coco, o ganzá que utilizou para acompanhar os versos que começava a fazer, mas não queria fazer igual queria fazer melhor que os outros coquistas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>-Eh bumba, chora!</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>Ah-ai! chora, meu bumba!</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em> </em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>Dizim que pade Ciço</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>Faiz coisa de adimirá:</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>Faiz a gente morrê hoj,</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>Amanhã rissuscitá.</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em> </em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>Mió de que gelo, é frio</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>Água da minha burracha;</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>Tabaco bão tem mia tia</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>Que a gente ispirra que racha!</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em> </em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>O vinho é sangue de Cristo,</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>É arma de Satanaiz:</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>É sangue quando ele é poço,</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>É arma quando é dimais.</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em> </em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>A Lua vem distendendo</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>Sua branca quilaridade</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>É cartia onde se aprende</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>O B-A-BÁ dasodade</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em> </em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>Regato das minhas máguas</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>Cunfidente desta d,</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>Iscreve nas tuas águas </em></span></span></p>
<p><font face="Arial"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><em>O nome de meu amo.</em></span></span></p>
<p></font></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ritual de Apresentação, Grillo Seco]]></title>
<link>http://acaogrio.wordpress.com/?p=26</link>
<pubDate>Mon, 05 May 2008 16:57:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>acaogrio</dc:creator>
<guid>http://acaogrio.wordpress.com/?p=26</guid>
<description><![CDATA[Mestres da Oralidade Serrana, Sábios Semeadores de Sonhos
 
Minha mãe se chamava Maria
Meu pai se]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Mestres da Oralidade Serrana, Sábios Semeadores de Sonhos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:14pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Minha mãe se chamava Maria</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Meu pai se chama Miguelão</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Eu me chamo Grillo Seco</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Contador de Causo seu irmão</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><span>            </span>Versando esta quadrinha fui puxando pela memória, e num solavanco me lembrei como fui chegar aqui.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><span>            </span>O mais inusitado foi varar a encruzilhada e perceber que o distante estava próximo, e o próximo estava querendo se mostrar, me recordo que iniciamos utilizando os sábios da vida como inspiração. Seguimos num intento que se mostrou como missão: semear sonhos e revelar facetas da ancestralidade do povo serrano. Hoje em nosso trecho ainda estamos em construção.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><span>            </span>O pouco que se fez serviu-nos de lição... Gostaria de relatar e causiar, o que meus olhos viram e o coração sentiu... No caminho do aprendizado não posso esquecer aquele que está do meu lado nesta missão, o assistente geral Testa de Lampião, que serve de comparsa na construção dessa Ação.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><span>            </span>Junto aprendemos referenciar a Sábia Mandraqueira Maria Inês, que nos ensinou que o segredo da vida está em viver e nunca deixar-se esmorecer. Mas foi a Dulce Véia que nos ensinou esta lição: o oral também é escrito, e que o sonho versado fica bonito! Das tristezas das alegrias e dos acontecimentos Dulce Véia faz versos e poesia em formas décimas. (são versos tipo cordel). </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><span>            </span>Tio Miga, não precisa nem falar... Ele é meu pai e na vida me ensinou a lutar e a mim e o Testa muitos causos a contar.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><span>            </span>Com o seu Zélio, aprendemos a amar a tradição de laçar, e de um bom carreteiro apreciar, mas foi com a Dona Gorete que aprendemos a dançar, xote e vanerão.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-family:Arial;"><span style="text-decoration:none;"></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"></span></span> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><span>            </span>Na escola Visconde de Cairu que juntos em cortejo chegamos, as portas estavam abertas, os corações desconfiados, a solução foi recorrer ao Grão de Luz e Griô, que nos inspirou a resignificar a pedagogia Griô, em pedagogia da cooperação e do amor.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><span>            </span>Foi num encontro da terra que reafirmamos os nossos compromissos, de aprendiz, de mestre, de griô no qual é preciso encantar para os sonhos aflorar.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><span>            </span>Vivendo o sonho com os alunos, professores e comunidade, pretendemos dialogar, pensando em oferecer antes de receber, conceituamos a nossa ação em: Falar, Fazer e Viver, onde cada idade é atendida conforme solicitação, nada é deixada de lado, assim juntamos o nosso grão ao grão de Lençóis na intenção de afirmar uma rede de transmissão da cultura popular. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><span>            </span>Com benção de São João Maria, nosso andante milagreiro, quero agora encerrar, tenho muito a fazer e mais nada a falar.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"></span></span> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span><span style="font-size:small;"> </span></span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Carta Carlos Kaingáng]]></title>
<link>http://acaogrio.wordpress.com/?p=24</link>
<pubDate>Mon, 05 May 2008 16:41:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>acaogrio</dc:creator>
<guid>http://acaogrio.wordpress.com/?p=24</guid>
<description><![CDATA[Quando falo em público ou para os não índios, não começo falando em dificuldades. Só falo de e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Quando falo em público ou para os não índios, não começo falando em dificuldades. Só falo de esperança de uma vida melhor pra o meu povo. Pois as dificuldades, o meu povo vive há 508 anos. Isso aconteceu com a chegada do primeiro navio.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Ao falar do meu povo, lembro que somos diferentes na nossa cultura, nas tradições na crença e costumes sem esquecer que somos seres humanos que tem sentimentos e um coração pulsando.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Para nós, não existe mitos e lendas, tudo é verdade, nossos rituais são sagrados, nossa comida é sagrada, nossos rios, nossas matas, tudo para nós é sagrado, pois tudo isso nos foi dado pelo grande pai, o nosso Tope. Por isso que nós Kaingáng só tiramos da natureza somente o que precisamos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Em se falar em Ação Griô que denominamos em Kanhágang Kanhró que dizer índios sábios ou sabedoria Kaingáng, isso só veio nos beneficiar e nos propiciar um grande avanço em nossos sonhos. O objetivo da Ação era trabalhar nas escolas da nossa aldeia e gravar um CD com músicas cantadas por nossos mestres do conhecimento Kaingáng para que pudéssemos resgatar, digo valorizar nossos costumes, tradições e crenças através de palestras e da gravação deste CD. Mas jamais pensamos que isso iria tão longe e tão valorizado pelo nosso povo e por outros povos também, pois no Brasil, contamos hoje com 230 povos falando 180 línguas diferentes.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Ao completar 1 ano de existência, já podemos dizer que conhecemos um pouco do Brasil por estarmos sendo chamados a falar sobre os nossos conhecimentos sobre a biodiversidade e como convivemos harmoniosamente com a nossa fauna e flora.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">A gravação do nosso CD foi um sucesso pois seu lançamento foi feito no Memorial do Índio em Brasília DF, com a presença de várias autoridades e parentes indígenas do Brasil. Mesmo sem a capa do CD estar pronta, foi feito seu lançamento, pois temos pressa em divulgar o nosso trabalho pois já perdemos muito tempo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Os componentes desta Ação já não são mais jovens. O mais novo está com 84 anos e o mais velho com 92 anos. Eu como griô aprendiz não sei onde tudo isso vai parar, só sei dizer que estamos sendo ouvidos pelos não Índios por nós sermos os detentores do nosso conhecimento e estarmos fazendo sucesso!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<div></div>
<p><span style="font-family:Arial;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;color:#000000;">História do meu Mestre: Kujã Jorge Garcia</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Vivo me perguntando se lhe chamo de mestre ou de pai</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Por ser uma pessoa pura de alma e coração </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Por ser uma pessoa sábia</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Por ter conhecimentos imagináveis </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Conhecimento de seu povo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Conhecimento da mata, dos rios, dos pássaros</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Meu mestre é uma pessoa simples</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">A partir do dia em que eu o conheci minha vida começou a mudar. Mudar no sentido de ser mais humano, olhar as coisas de outra maneira com um olhar mais aguçado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">A idade do meu mestre não lhe impede de trabalhar, de viajar, de dançar. Ele já me ensinou várias coisas, coisas estas que são palavras de respeito, de dignidade e sabedoria. Onde várias vezes me agarrei em seus conhecimentos para ter um suporte em minhas caminhadas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Disse- me ele, certo dia;<span>  </span>o que mais me importa hoje com essa minha idade é a minha saúde, pois agora é que comecei a viver e tenho muito trabalho a fazer depois desta ação griô, pois hoje me chamam para ensinar, para falar. Hoje me sinto gente e estou vivo ainda.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p> </p>
<p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Hino da nossa Caminhada, Regional da Terra]]></title>
<link>http://acaogrio.wordpress.com/?p=22</link>
<pubDate>Mon, 05 May 2008 15:57:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>acaogrio</dc:creator>
<guid>http://acaogrio.wordpress.com/?p=22</guid>
<description><![CDATA[Resultado da Caminhada da Colheita da Regional da Terra
 
Carta a todas as Regionais da Ação Gri]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;color:#000000;">Resultado da Caminhada da Colheita da Regional da Terra</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;color:#000000;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Carta a todas as Regionais da Ação Griô Nacional</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">CAMINHADA DA COLHEITA DA REGIONAL DA TERRA.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><span style="font-size:20pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;color:#000000;">Hîg mã nó ati cha empã ta kotinkâ</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Uma das primeiras coisas que gostaríamos de socializar com todas as regionais é a construção coletiva do hino da nossa caminhada:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:20pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Eu caminhei no caminho da colheita (bis) <strong><span style="color:#000000;">REFRÃO</span></strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><span style="color:#000000;">É o</span> <strong><span style="color:#000000;">Caiçaras</span> </strong>no caminho da colheita (bis)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">REFRÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Tem Chibarro no caminho da colheita(bis)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Arial;">REFRÃO</span><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><strong><span style="color:#000000;font-family:Arial;">Maria Mulher</span></strong><span style="font-family:Arial;"> no caminho da colheita(bis)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">REFRÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><strong><span style="color:#000000;font-family:Arial;">Tô De Olho na Cultura</span></strong><span style="font-family:Arial;"> brasileira(bis)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">REFRÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><strong><span style="color:#000000;font-family:Arial;">Anima Bonecos</span></strong><span style="font-family:Arial;"> teatrando na colheita (bis)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">REFRÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><strong><span style="color:#000000;font-family:Arial;">Bola de Meia</span></strong><span style="font-family:Arial;"> vem brincando na colheita (bis)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">REFRÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><strong><span style="color:#000000;font-family:Arial;">Amorim Rima</span></strong><span style="font-family:Arial;"> vem jogando capoeira (bis)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">REFRÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><strong><span style="color:#000000;font-family:Arial;">Kanhgág Jãre</span></strong><span style="font-family:Arial;"> no caminho da colheita (bis)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">REFRÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><strong><span style="color:#000000;font-family:Arial;">Caminho das Tropas</span></strong><span style="font-family:Arial;"> vem trilhando a colheita (bis)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">REFRÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Tem a <strong><span style="color:#000000;">Téia</span></strong> registrando a colheita (bis)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">REFRÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">E tem a <strong><span style="color:#000000;">Fátima</span></strong> amadrinhando a colheita (bis)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">REFRÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">E a mistura da cultura se estreita</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Colhendo enfim os frutos da colheita (bis)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">REFRÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">O que é que a colheita tem?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">O que é que a colheita tem?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Tem som de viola, tem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Tem história como ninguém</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Tem suor, tem trabalho, tem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Tem gente escrevendo, tem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Tem boneco animado, tem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Tomando chimarrão também</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">E até índio xokleng tem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Tem gente que fala, tem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Tem gente que escuta, tem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">As dúvidas que a gente tem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">A gente aprende também</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Tem muito saber e não-saber também</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">O hotel intolerância tem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Tem gente que não dança bem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Uma roda que vai e vem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Tem muitos resultados, tem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">E tem trocas também</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Tem erva medicinal também</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">E som de maracá, tem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Tem barreira na escola, tem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Resistência também vem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Sofrimento, às vezes, tem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">E dor nas costas também</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">E idéias como ninguém</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">E vontade de acertar também</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Tem computador que não funciona bem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">E internet que nunca vem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Tem monges no caminho, tem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">E mestres também tem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Aprendizes como ninguém</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Tem rabeca que fala também</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">E gente que não bate bem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Boneco flautista tem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Tem loucura como ninguém</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Força de equipe também</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">E samba também tem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Na grande esperança que nos vem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">E nós levamos esse trem.</span></span></p>
<p> </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ponto de Cultura Maria Mulher, através de Nice.]]></title>
<link>http://acaogrio.wordpress.com/?p=18</link>
<pubDate>Sat, 03 May 2008 20:43:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>acaogrio</dc:creator>
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<description><![CDATA[ É estranho me ver numa outra terra mas ao mesmo tempo, em meu país , ver, ouvir, contar históri]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">É estranho me ver numa outra terra mas ao mesmo tempo, em meu país , ver, ouvir, contar histórias de uma cultura<span>  </span>que parece única mas que é permeada de diferenças, tão sutis que quase nos levam<span>  </span>a uma outra dimensão.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">É a mesma terra que nos aproxima com verdades e realidades tão diferentes onde nossas<span>  </span>histórias se entrelaçam e se confundem na construção deste pais continental. Saber que o contador de causos de Lajes pode ser o mesmo personagem que eu encontro lá na avenida Tronco como Mãe Maria que em sua<span>  </span>doçura fala dos tempos da escravidão e também fala de esperança e fé que movimentou cada uma de nós, mulheres negras, sábias, amigas, mães, vó, filhas num tear de papéis não escolhidos mas necessários a nossa sobrevivência.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Fé no homem que busca na natureza das ervas medicinais, o mesmo chá que irá minorar as dores de quem está<span>  </span>em Ronda Alta ou na periferia de Alvorada ou em Cananéia .</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Que magia é esta que nos faz retroceder no tempo e buscar junto aos nossos ancestrais saberes e conhecimentos<span>  </span>que a modernidade nos fez esquecer? Bendito Griô, que chega como um novo arauto, anunciando e contando a nossa história de geração a geração, nos propondo uma integração do ontem e do hoje, o reconhecimento de nossos mestres que tão generosamente compartilham seus saberes.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Bendita ação griô que me permite esta viajem ao passado onde minhas raízes mais primitivas me trazem a memória as práticas do benzimento, da cantiga que acalanta, do reconhecer a tormenta no céu e faz pedir a Santa Bárbara que abrande estes ventos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Estar aqui trocando, produzindo, conversando e vivendo me faz desabrochar<span>  </span>o que de mais caro existe em mim, o amor ao próximo e a ternura pela vida abençoada que me é oportunizada.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<div></div>
<p><span style="font-family:Arial;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;color:#000000;"><strong>O Ponto...</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;color:#000000;">O Ponto está localizado na região Cruzeiro, em Porto Alegre. Esta região conta com uma grande população de afro-descendentes. Maria Mulher desenvolve suas a