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	<title>realismo-fantastico &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/realismo-fantastico/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "realismo-fantastico"</description>
	<pubDate>Sat, 30 Aug 2008 14:55:23 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Eva Luna]]></title>
<link>http://pensaremburrece.wordpress.com/?p=151</link>
<pubDate>Tue, 05 Aug 2008 17:23:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>tarsischwald</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Tudo bem, sei que a maioria deve conhecer Allende.  Só eu é que não sabia nada sobre Isabel Alle]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://bp1.blogger.com/_NVt30k-cYrU/RmRF1rTZizI/AAAAAAAAAC0/dLTV0f_Oimc/s400/delirium.jpg"><img class="alignnone" src="http://bp1.blogger.com/_NVt30k-cYrU/RmRF1rTZizI/AAAAAAAAAC0/dLTV0f_Oimc/s400/delirium.jpg" alt="" width="284" height="400" /></a></p>
<p>Tudo bem, sei que a maioria deve conhecer Allende.  Só eu é que não sabia nada sobre Isabel Allende até meu amor me emprestar o lindo romance "Eva Luna".</p>
<p>Não sabia que era considerada a mais importante escritora da América Latina, nem que era filha de diplomata e sobrinha do presidente chileno Salvador Allende, deposto em um conhecido golpe militar. Não sabia que foi professora e que era uma das representantes desse estilo chamado <em>realismo fantástico</em> ou <em>realismo mágico</em> que tem em <strong>Gabriel Garcia Marques</strong> seu maior representante.</p>
<p>Segundo um trecho do Wikipedia, o realismo fantástico "<em>pode ser definido como a preocupação estilística e o interesse de mostrar o irreal ou estranho como algo cotidiano e comum. Não é uma expressão literária mágica: sua finalidade não é a de suscitar emoções, mas sim de melhor expressá-las e é, sobretudo, uma atitude frente a realidade</em>"</p>
<p><strong>Eva Luna</strong> trata da maravilhosa história de uma guria nascida em algum país das Américas e se tornou uma contadora de histórias mesmo em meio à pobreza e às aflições da vida. Sua vida é um mapa dos acontecimentos culturais e políticos de seu país, enquanto suas emoções permeiam os acontecimentos que colocam Eva cercada por personagens adoráveis, vindos de diferentes lugares, com diferentes destinos que devem convergir, mesmo que seja só na imaginação de Eva.</p>
<p>Eva Luna  me ensinou uma lição de serenidade para enfrentar os turbilhões que tentam nos engolir. Esse romance está me encorajando a levar muitos aspectos da vida de forma mais leve, com compreensão e certeza de que a vida encontra suas respostas além do propósito que imaginamos.</p>
<p>Sua leitura me tocou quando me senti confortado na capacidade maravilhosa que Eva possui para enfrentar a vida (dura) com um sorriso, com leveza e entendimento - Allende flutua entre as palavras e leva seu romance de forma igualmente etérea, sobrepondo a realidade quando necessário, como se soubesse (e tivesse calma) as respostas para cada dúvida e Eva fosse apenas a parte sonhadora dentro de cada um.</p>
<p>Pode uma criatura presa ao mundo real transitar folgadamente pela ilusão sem se afogar nela? Sim, para Eva é natural essa transposição.</p>
<p>A paixão por contar histórias e depois escrevê-as é uma fuga provisória para lugares dentro de sua existência. Talvez mais que uma fuga, é um caminho para um distanciamento momentâneo, buscando a compreensão, e a luz, não apenas para se proteger e abdicar da realidade.</p>
<p>A vida de Luna (e ai estou com uma inveja incrível) é leve, mesmo em meio a tantos percalços. Porque como é dito por diversos autores em diferentes épocas, é <em>a leveza</em> que deve prevalecer para aqueles que pretendem subir e elevar-se.</p>
<p>A angústia estabelecida, a vingança, a incapacidade de transpor a dureza do mundo é um armadilha mortal para a perda da alegria de viver - e só temos uma vida - aqui e agora.</p>
<p>A escritora isabel Allende, também possui um belo site:<br />
<a href="http://www.isabelallende.com/">http://www.isabelallende.com/</a></p>
<p>Abs!</p>
<p>T§</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Kris Kuksi]]></title>
<link>http://v3ctor.wordpress.com/?p=92</link>
<pubDate>Mon, 28 Jul 2008 17:03:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>v3ctor</dc:creator>
<guid>http://v3ctor.wordpress.com/?p=92</guid>
<description><![CDATA[Kristopher Kuksi es un artista plástico estadounidense que ha dedicado algunos de sus intrincados y]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong>Kristopher Kuksi</strong> es un artista plástico estadounidense que ha dedicado algunos de sus intrincados y macabros montajes a temas como el fascismo, la guerra, la violencia y la religión. Sus esculturas, no exentas de un humor sutil, se asemejan a complicadas maquinarias con sus mecanismos a la vista del espectador, o a lecciones de la anatomía de terribles criaturas.</p>
<p><a href="http://v3ctor.wordpress.com/files/2008/07/kuksi_portrait.jpg"><img class="size-full wp-image-93 alignnone" src="http://v3ctor.wordpress.com/files/2008/07/kuksi_portrait.jpg" alt="Kris Kuksi" width="427" height="212" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Nacido en 1973 en Springfield (Missouri) y criado en los alrededores de Kansas, Kris Kuksi pasó su juventud enmedio de la soledad y el aislamiento rural, al lado de su madre que era trabajadora manual. Los espacios abiertos con escasa vegetación asi como un padrastro alcohólico fueron quizá las razones principales para el desarrollo de su estilo impregnado por el naturalismo, lo macabro y lo grotesco.</p>
<p style="text-align:justify;">Decepcionado del <em>American Way of Life</em>, reconoció pronto que la patria de su espíritu tenía que estar en el Viejo Mundo. A la vez que uno de los más importantes artistas vivos del <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Category:Fantastic_realism" target="_blank">Realismo Fantástico</a>, Kuksi se ha convertido en portavoz de una nueva generación de surrealistas contemporáneos. En sus obras se prolonga la tradición estética de los viejos maestros.</p>
<p style="text-align:justify;">Kris Kuksi ha recibido diferentes premios, entre ellos el Cash Award, el Juror's Merit Award, el Premio a la Excelencia o el Who's Who in America. Revista internacionales especilizadas en arte le han dedicado reportajes especiales. Sus obras pueden encontrarse en colecciones tanto privadas como públicas y se ha presentado en casi 40 exposiciones en diferentes países.</p>
<h5><em><strong>(Click para ver a tamaño completo)</strong><br />
</em><a href="http://v3ctor.wordpress.com/files/2008/07/kuksi_01.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-94" src="http://v3ctor.wordpress.com/files/2008/07/kuksi_01.jpg?w=300" alt="" width="300" height="181" /></a></h5>
<h6><a href="http://v3ctor.wordpress.com/files/2008/07/kuksi_02.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-95" src="http://v3ctor.wordpress.com/files/2008/07/kuksi_02.jpg?w=300" alt="" width="300" height="273" /></a></h6>
<h6><a href="http://v3ctor.wordpress.com/files/2008/07/kuksi_03.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-96" src="http://v3ctor.wordpress.com/files/2008/07/kuksi_03.jpg?w=240" alt="" width="240" height="300" /></a></h6>
<h6><a href="http://v3ctor.wordpress.com/files/2008/07/kuksi_04.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-97" src="http://v3ctor.wordpress.com/files/2008/07/kuksi_04.jpg?w=300" alt="" width="300" height="239" /><br />
</a></h6>
<p><strong>Enlaces relacionados:</strong><strong><br />
</strong></p>
<p class="spip"><img src="http://www.antimilitaristas.org/dist/puce.gif" alt="-" width="8" height="11" /> <a href="http://kuksi.com/">http://kuksi.com/</a><a class="spip_out" href="http://kuksi.com/home.html"></a><br />
<img src="http://www.antimilitaristas.org/dist/puce.gif" alt="-" width="8" height="11" /> <a class="spip_out" href="http://kuksi.deviantart.com/gallery/">http://kuksi.deviantart.com/gallery/</a><br />
<img src="http://www.antimilitaristas.org/dist/puce.gif" alt="-" width="8" height="11" /> <a href="http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&#38;friendID=17197634">http://profile.myspace.com/</a><br />
<img src="http://www.antimilitaristas.org/dist/puce.gif" alt="-" width="8" height="11" /> <a class="spip_out" href="http://kuksi.deviantart.com/?offset=225">http://kuksi.deviantart.com/?offset=225</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Texto Teste]]></title>
<link>http://baudeacaros.wordpress.com/?p=6</link>
<pubDate>Sun, 27 Jul 2008 17:49:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>baudeacaros</dc:creator>
<guid>http://baudeacaros.wordpress.com/?p=6</guid>
<description><![CDATA[texto teste
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>texto teste</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[REALIDADES VARIÁVEIS]]></title>
<link>http://rotaimpopular.wordpress.com/?p=1074</link>
<pubDate>Sat, 21 Jun 2008 00:25:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniel</dc:creator>
<guid>http://rotaimpopular.wordpress.com/?p=1074</guid>
<description><![CDATA[CULTURA ESPACIAL
REALIDADE FANTÁSTICA
IRAQUE - Moradores de cidade avistam suposto dragão

Acima: ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align:center;"><a href="http://Nenhum"></a><span style="color:#ff0000;"><a href="http://Nenhum"></a>CULTURA ESPACIAL</span></h2>
<h2 style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;">REALIDADE FANTÁSTICA</span></h2>
<p style="text-align:center;"><strong>IRAQUE - Moradores de cidade avistam suposto dragão</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong></strong><img class="aligncenter size-full wp-image-1075" src="http://rotaimpopular.wordpress.com/files/2008/06/dragao.jpg" alt="" width="400" height="271" /></p>
<p style="text-align:center;"><em>Acima: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Drag%C3%A3o-de-Komodo" target="_blank"><strong>Dragão de Komodo</strong></a>. Cientistas da Inglaterra descobriram que as fêmeas do dragão de Komodo são capazes de se reproduzir sozinhas, sem serem fecundadas por um macho.</em></p>
<p style="text-align:justify;">Carros armados, mísseis e blindados são comuns no Iraque. Mas não se tinha notícias de dragões no país. Pelo menos até alguns dias atrás, quando <strong>um animal de espécie desconhecida foi avistado no <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Curdist%C3%A3o" target="_blank">Curdistão</a></strong>, informou o <a href="http://www.corriere.it/" target="_blank"><strong>Corriere della Sera</strong></a>.<br />
De acordo com a agência local <strong>Vozes do Iraque</strong>, no início da semana um grupo de habitantes da cidade de <strong>Dihuk</strong> se deparou com <strong>um animal de aproximadamente 4 metros de comprimento</strong>.<br />
O vice-reitor de uma universidade local, <strong>Hussein Amin</strong>, que viu <strong>as imagens feitas pelo grupo</strong>, explicou que o animal "<strong>tem uma forma semelhante à de um dragão</strong>" e <strong>levantou a hipótese de que a criatura tenha ao menos 100 anos</strong>.<br />
Os moradores de Dihuk afirmam que <strong>o animal não se parece com nenhuma das espécies conhecidas</strong>.<br />
Para tentar descobrir de que espécie se trata, <strong>os estudiosos da universidade enviaram as imagens a dois centros de pesquisa na Grã-Bretanha e na Alemanha</strong>. (Fonte: <a href="http://noticias.terra.com.br/popular/interna/0,,OI2955747-EI1141,00-Iraque+moradores+de+cidade+avistam+suposto+dragao.html" target="_blank"><strong>Terra Brasil</strong></a>)</p>
<h2 style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;">RADAR ESPECIAL</span></h2>
<h2 style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;">INVESTIGAÇÃO CELESTE</span></h2>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1076" src="http://rotaimpopular.wordpress.com/files/2008/06/dsc02671.jpg" alt="" width="385" height="252" /></p>
<p style="text-align:center;"><em>Acima e abaixo: Barão Geraldo, Horizonte Norte, dia 20/06/2008, 11:05 horas.</em></p>
<p style="text-align:center;"><strong>TEMPERATURA SOBE NO ÚLTIMO DIA DE OUTONO. BELÍSSIMAS CONFIGURAÇÕES CELESTES SÃO CAPTADAS PELO <span style="color:#ff0000;">RADAR ESPECIAL</span></strong></p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1077" src="http://rotaimpopular.wordpress.com/files/2008/06/dsc02670.jpg" alt="" width="448" height="252" /><a href="http://Nenhum"></a></p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1078" src="http://rotaimpopular.wordpress.com/files/2008/06/dsc02672.jpg" alt="" width="448" height="252" /></p>
<p style="text-align:center;">Fotos: <a href="daniel-pataro@hotmail.com" target="_blank"><span style="color:#888888;"><strong>Daniel Pátaro</strong></span></a></p>
<p style="text-align:center;">"Vem,</p>
<p style="text-align:center;">Te direi em segredo</p>
<p style="text-align:center;">Aonde leva esta dança.</p>
<p style="text-align:center;">Vê como as partículas do ar</p>
<p style="text-align:center;">E os grãos de areia do deserto</p>
<p style="text-align:center;">Giram desnorteados</p>
<p style="text-align:center;">Cada átomo,</p>
<p style="text-align:center;">Feliz ou miserável</p>
<p style="text-align:center;">Gira apaixonado</p>
<p style="text-align:center;">Em torno do Sol."</p>
<p style="text-align:center;"><span lang="fa"><span style="color:#ff0000;"><strong>مولانا جلال الدین محمد رومی</strong></span></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jalal_ad-Din_Muhammad_Balkhi-Rumi" target="_blank">Jalal ud-Din Rumi</a> (Humanista Persa)</strong></p>
<h2 style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;">ROTA IMPOPULAR</span></h2>
<h2 style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;">OLHE SEMPRE PARA O CÉU!</span></h2>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Luta e maravilhamento em Cortázar]]></title>
<link>http://literaturaearte.wordpress.com/?p=8</link>
<pubDate>Fri, 16 May 2008 17:24:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>talitaborelli</dc:creator>
<guid>http://literaturaearte.wordpress.com/?p=8</guid>
<description><![CDATA[
 
A vida de Julio Florencio Cortázar teve um começo, diga-se, inusitado. Filho de pais argentino]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.literatura.us/cortazar/jc_desk.jpg" alt="" width="410" height="290" /></p>
<p> </p>
<p>A vida de Julio Florencio Cortázar teve um começo, diga-se, inusitado. Filho de pais argentinos, ele nasceu na embaixada do país na Bélgica, onde a família estava morando por conta de trabalhos diplomáticos do pai, Julio Cortázar. A mãe, Maria Herminia Descotte era dona-de-casa e foi a maior incentivadora do filho para que ele torna-se escritor.</p>
<p>Tipo alto, esguio, os cabelos desgrenhados, quase despenteados, olhos castanhos de um olhar penetrante; firme, mas distante, como se quisesse esconder algo. O sorriso era tímido, talvez em razão da infância nada fácil. Desde pequeno sofreu provações. Foi abandonado pelo pai, teve que vencer as inúmeras doenças a que foi acometido, mudou de país por não concordar com o regime peronista na Argentina... E venceu todas. Teve a vida que quis e a que não podia imaginar.</p>
<p>A infância pobre e o fato de estar sempre doente levaram Julio a ler muito, livros escolhidos por sua mãe. Apaixonou-se por Julio Verne logo de cara; recebeu grande influência de Edgar Allan Poe, de quem foi o maior tradutor. Quando morou em Barcelona, encantou-se com o Parque Güell, idealizado por Antoni Gaudí, tendo-o como fonte de inspiração. Como ele mesmo contava, “pase mi infância em uma bruma de duendes, de elfos, com um sentido del espacio y del tiempo diferente al de los demás”.</p>
<p>Cortázar foi o precursor de um tipo de literatura que ficou conhecido como realismo fantástico, por tratar o texto com maravilhamento e fantasia. O autor relatou, certa vez, que “desde pequeño, me fascino la noción de monstruo, la idea de los animales mitológicos: uma cabeza de león, alas de áquila y plumas de pato, porque eso naturalmente provoca la indiferencia general de la gente . Pero me fascinaba porque me di cuenta de que eso se podia extrapolar a operaciones mentales, a conductas. Desde que yo empece a escribir, la noción de lúdico estuvo profundamente imbricada, confundida com la noción de literatura. Para mi, uma literatura sin elementos lúdicos era uma literatura aburrida, la literatura que no leo, la literatura pesada, el realismo socialista”. E ele tem inúmeros livros, sendo mais de 50 entre romances, cartas, livros sobre teatro, poesia, e até, tardiamente, sobre política.</p>
<p>Comunista que era, não concordava com o governo de Perón, na Argentina, mudando-se para Paris em 1951, a pátria que escolheu para viver e morrer. De fato, Cortázar nunca tinha se interessado por política. Mas, ao visitar Cuba, foi tomado de assalto pelos movimentos contra a ditadura que aconteciam tanto na América Latina e sua literatura foi marcada por esse movimento. Segundo ele, “la revolución cubana, por analogía, me mostró entonces y de una manera muy cruel y que me dolió mucho, el gran vacío político que había en mí, mi inutilidad política. Desde ese día traté de documentarme, traté de entender, de leer: el proceso se fue haciendo paulatinamente y a veces de una manera casi inconsciente. los temas en donde había implicaciones de tipo político o ideológico más que político, se fueron metiendo en mi literatura. Ése es un proceso que se puede ir apreciando a lo largo de los años.”.</p>
<p>Mas Cortázar nunca foi militante, apenas colocou no papel todo o sentimento que tinha em relação à América Latina, em geral. Ele descobriu sua consciência política e o interesse humanístico a partir da preocupação e o interesse pelo destino do próximo.</p>
<p>Nas palavras do escritor, “comprendí que el socialismo, que hasta entonces me había parecido uma corriente histórica, acetable e incluso necesaria, era la única corriente de los tempos modernos que se basaba em el hecho histórico esencial, em el ethos tan elemental como ignorado por lãs sociedades en que me tocaba vivir, em el inconcebiblemente difícil y simple principio de que la humanidad empezará verdaderamente a merecer su nombre el dia que haya cesado la explotación del hombre por el hombre (...) Desde el momento em que tomé conciencia del hecho humano esencial, esa búsqueda representa mi compromiso y mi deber”. De fato, a revolução cubana nunca mais tiraria o furor com escrevia sobre isso, mas sem perder o foco da sua literatura. De acordo com Cortázar, era uma literatura de compromisso, e não comprometida.</p>
<p>Durante uma boa parte da carreira, não conseguiu distinguir política e literatura, produzindo muitos livros a respeito desse assunto. Dentre eles, o mais político de todos é “El libro de Manuel”, em que há uma síntese das buscas estéticas e do interesse pelos movimentos revolucionários daqueles anos, mas que ainda assim, conserva toda a fantasia e o frescor que fizeram de Cortázar um escritor único, incomparável. Um homem que escrevia com humor, por acreditar que assim, os temas ásperos das ditaduras latino-americanas seriam mais facilmente digeridos pelos leitores. Essa era a sua vontade. De um mundo mais justo, mais humano, mais igual.</p>
<p>Em 12 de fevereiro de 1984, no entanto, a pena cessou. Julio Cortázar faleceu por causa da leucemia, em Paris. E a literatura ficou órfã de um dos seus maiores expoentes.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[El miedo de Agripino (Gabriel Silveira)]]></title>
<link>http://obocatriste.wordpress.com/?p=35</link>
<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 13:31:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>obocatriste</dc:creator>
<guid>http://obocatriste.wordpress.com/?p=35</guid>
<description><![CDATA[Recogió en el suelo la hoja de chola para liarse un pitillo, pero sin atreverse a quitar los ojos d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family:Georgia;">Recogió en el suelo la hoja de chola para liarse un pitillo, pero sin atreverse a quitar los ojos de la oscuridad. Era una visión tan densa y homogénea, que a veces creía tener los ojos pegados a una horrorífica muralla negra o que las ramas sinuosas y malintencionadas de una ceguera le atrapaban la visión para siempre. Agripino miraba en falso al viejo establo, hecho canil desde que empezara a criar y entrenar a border collies para el trabajo con las ovejas. Había que estar atento, pillar al misterioso bicho que le matara a dos perros — uno por noche — clavándoles los dientes sin piedad, comiéndose nada más que a sus riñones e hígados. Quedaban los seis que ahora dormían en la oscuridad, más la pequeña Maggie, su favorita, que compartía la vigília tumbada a sus pies.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="font-family:Georgia;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="font-family:Georgia;">Se sirvió un mate muy caliente, ahuyentando el fantasma del sueño, que le asediaba con un murmullo casi ausente. Era el crepitar de la grande y decadente casa, antigua sede de la estancia de ganado de su abuelo, en la época de oro de la pecuaria. De alma viva, en los alrededores, solamente uno que otro andariego que se hubiera perdido de la carretera o un par de liebres y armadillos que se aventurara por la noche. Agripino vivía sólo y no tenía vecinos en un rayo de sesenta kilómetros (siete de ellos solamente para llegar hasta la carretera), distancia que le separaba de Santana do Livramento, en la frontera con Uruguay. Su única compañía eran sus perros y quizás fuera esta la razón de su carácter bonachón y callado. O quizás lo fuera su intensa tristeza y soledad.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="font-family:Georgia;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="font-family:Georgia;">Maggie atentó las orejas, pero Agripino sabía que no era más que la lluvia martillando el zinc con el que había cerrado las ventanas ayer, después de la segunda perra muerta. Lo mejor era cubrir todas las posibilidades, al final no sabía con qué tipo de depredador estaban tratando. Los veterinários del hospital universitário, al que había llevado la primera perra para que la hiciesen una necrópsia, seguramente lo sabrían en un par de días, pero hasta que las lluvias cesasen, no lograrían completar una llamada para informarle de su relatório. Agripino puso la mano sobre Maggie hasta que se tranquilizara y él mismo, sintiéndose consolado, se dejó tomar por el sueño.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="font-family:Georgia;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="font-family:Georgia;">Le invadió una pesadilla inquietante y misteriosa, en la que dos ojos rojos como meteoritos en llamas le miraban a través de la sombra. Al acercarse a ellos, entretanto, descubría que los ojos eran suyos y todo volvía a empezar una y otra vez, hasta que se despertó de un golpe, con los ladridos de la pequeña Maggie haciendo eco en la noche. Agarró la linterna ahogado por ceguera y al iluminar la estribaría le tiemblaron las rodillas. Llevó un par de segundos hasta que sus ojos pudiesen distinguir entre la sangre en el suelo y las manchas multicolores que le había dejado el brusco contacto con la luz. Logró identificar a Johny, Lee, Bravo y Mariela destrozados, con los intestinos expuestos, al tiempo que Maggie, Ruiz y Pedrito ladraban desesperados contra el supuesto invasor. Agripino sacó la veinte y dos, gritó un comando para que Maggie le siguiera y disparó por el campo despertando la imperturbable oscuridad. Aunque no supiera la naturaleza del depredador - ¿zorro? ¿raposa? ¿gato de la selva? – imaginaba su rostro sádico y sangriento saltando bufonesco detrás de un arbusto o <em>caraguatá</em>. Una y otra vez gritó sus comandos agudos y angustiados – “<em>awaaaay”, “comebaaaaack” – </em>coordinando a Maggie en una búsqueda sin éxito que duró toda la madrugada. Pero allí, en las más remotas praderas de la pampa sur-riograndense, nadie le pudo escuchar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="font-family:Georgia;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="font-family:Georgia;">Sentado sobre el tacón de un eucalipto, con una pequeña llovizna salpicándole la cara con un llanto dulce, Agripino miraba a través de la fosa dónde había enterrado a los cadáveres de cinco de sus nueve <em>borders</em>. Se sentía más solitario que nunca. La melancólica niebla blanca en el horizonte, mezclándose con el paisaje humedecido como se imitara los movimientos de una medusa, sólo le intensificaba el dolor por la profunda tristeza que sentía. Recordó la muerte de Lucía y los chicos y se sintió todavía más miserable, cerrando los ojos como si una nieve densa y pesada le obligara a hacerlo. Entonces se fijó largamente en la pequeña Maggie, que le devolvió la mirada con sus diminutos ojos desproveídos de cualquier malicia y le hizo sentirse culpable. Tenía razón, era el único responsable de la muerte de sus perros, criado y entrenados con tanto aprecio y cariño. “Además, eran mi sustento”, lamentó conformado, recogiendo la pala y dirigiéndose a casa. Necesitaba descansar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="font-family:Georgia;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="font-family:Georgia;">Al despertarse, el sol ya se había puesto otra vez, insistente. El tiempo también había vuelto a empeorar. Se metió dentro de las botas de goma, cruzando el pasillo sin luz que conectaba la “casa grande”, dónde estaban las dependencias principales, a la “casa pequeña”, compartida por la estribaría y el garaje. Hizo un preparado de pienso y carne, que los <em>borders</em> comieron agradecidos, y se quedó observándoles entre las fructíferas, hasta que defecasen y estuviesen listos para volver al canil. Cuando esperaba, creyó ver a una silueta bailando en una elevación cercana. Luego – ya con el arma empuñada – constató tratarse de una liebre que huía espantada por la presencia de los perros.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="font-family:Georgia;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="font-family:Georgia;">Encerró a Ruiz y Pedrito en la estribaría, prendió fuego con dificultad a la leña mojada y se acomodó en un sillón al lado de Maggie. Desde una cajita de metal, sacó su tabaco en cuerda y se puso a picar minuciosamente un naco, enrollándolo con cuidado, y se tragó el humo amargo, ansioso que estaba por un poco de paz y tranquilidad.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="font-family:Georgia;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="font-family:Georgia;">El fuego se deshizo por las tres de la mañana. Los dos ojos de meteorito estaban allí, pero una vez más Agripino no lograba alcanzarlos. Ponía toda sus fuerzas, movía sus brazos y piernas con voracidad, pero los ojos parecían cada vez más lejos. De esta vez, despertó tumbado en el suelo, con la nariz oliendo la sangre fresca. De un salto, se puso de pie en medio de las tinieblas, con la conocida sensación ahogante de la ceguera. No sabía donde estaba la linterna y ni siquiera conseguía pensar en ella o en interruptor, porque los ladridos de Maggie y los otros resonaban en su alma, aprisionando su mente en un caos de miedo y pavor. Temía, pero no sabía a qué y eso empeoraba todo. Su blando corazón desaguó un mar de supersticiones en sus venas, trayendo todo tipo de visiones, desde hombres lobos hasta vampiros y fantasmas. Caminó de espaldas sin poder respirar, hasta que dio con la pared de herramientas. De ahí no pudo moverse más.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="font-family:Georgia;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="font-family:Georgia;">La mañana era gris y fea y lo que restaba de Agripino ni siquiera intentó levantarse. Miraba a la sangre a su alrededor, a los restos de Ruiz y Pedrito removidos por Maggie y volvía a cerrar los ojos. ¿Qué bicho tan cruel era este? Le entraban ganas de vomitar. La perra vino a por él, pero el olor de su boca era tan insoportable que Agripino se pueso en pie para esquivarse. No pudo vomitar nada, porque tampoco había comido. Derrotado y sin fuerzas, volvió a cair en el suelo. Dormitaba un par de minutos, despertaba para hablar frases sin sentido y sobretodo se sentía solitario, muy solitario y abandonado por la razón y por la mano de dios. “Mis perritos”, murmuraba, “mis pobres perritos”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="font-family:Georgia;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="font-family:Georgia;">La noche volvió y Agripino abrazó a Maggie, sentado en la puerta de la estribaría. Tenía la veinte y dos cargada y la linterna sujetada al cinturón, pero su cuerpo no respondía a sus comandos. En la mitad de la madrugada, cerca de las cuatro de la mañana, Maggie ladró contra la oscuridad y huyó de su débil abrazo. Cuando Agripino encendió la linterna con la espingarda en la mano, utilizándose del último aliento que le quedaba, ya la pequeña estaba descuartizada en el suelo, con su delicado vientre reventado por los enormes dientes. Sin disparar, llorando y murmurando como un niño, Agripino volvió a apagar la luz, puso el arma en el suelo y caminó en dirección a los ojos de meteorito, horrorizado por la soledad que ya le alcanzaba.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Reza braba]]></title>
<link>http://nopalanque.wordpress.com/?p=22</link>
<pubDate>Thu, 24 Apr 2008 00:02:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>Júlia</dc:creator>
<guid>http://nopalanque.wordpress.com/?p=22</guid>
<description><![CDATA[Essa história do padre é de um realismo realmente fantástico. Me sinto num dos livros de Garcia M]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Essa história do padre é de um realismo realmente fantástico. Me sinto num dos livros de Garcia Márquez ou ainda no Pantaleão e as visitadoras de Mário Vargas Llosa (que eles não me matem por colocá-los aqui juntos), com seus nomes engraçados e o seu menininho mártir de Moronacocha.</p>
<p>Não é que pelo que apuraram hoje no jornal, há rumores de que o padre está vivo. É que alguém, que está orando muiiiiiiiiiiiiiiito por ele, disse que teve uma visão do padre vivo no meio da mata, enquanto rezava.</p>
<p>Então que as buscas continuem...</p>
<p>Na foto os restos de uns balões, achados na Praia da Pinheira, em Palhoça. A intenção até foi boa, mas as bexigas eram de festa e nada tinham a ver com a as do aventureiro.</p>
<p><a href="http://nopalanque.files.wordpress.com/2008/04/padre1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-25" src="http://nopalanque.wordpress.com/files/2008/04/padre1.jpg?w=300" alt="" width="300" height="198" /></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Compreendidade]]></title>
<link>http://joaopoetadobrasil.wordpress.com/2008/03/23/compreendidade/</link>
<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 22:41:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>joaopoetadobrasil</dc:creator>
<guid>http://joaopoetadobrasil.wordpress.com/2008/03/23/compreendidade/</guid>
<description><![CDATA[Compreendidade
© DE João Batista do Lago

Disse-o a todos um dia na eterna juventude
Quanto e tant]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h3>Compreendidade</h3>
<p><font color="#800000">© DE <b><i>João Batista do Lago</i></b></font></p>
<p><strong><em><font color="#800000"></font></em></strong></p>
<p><font color="#800000">Disse-o a todos um dia na eterna juventude</font></p>
<p><font color="#800000">Quanto e tanto amo-te pela vida afora</font></p>
<p><font color="#800000">Entretanto, tu, jamais a saberias</font></p>
<p><font color="#800000">Fostes só silêncio! Não sei o que dizer agora</font></p>
<p><font color="#800000">Amo-te, assim... Assim, eternamente</font></p>
<p><font color="#800000">Amo-te por toda vida só em mim</font></p>
<p><font color="#800000">Jamais pude ter-te junto ao peito solenemente</font></p>
<p><font color="#800000">Falar-te do fogo que me queima a alma em paixão</font></p>
<p><font color="#800000">Ebulição tamanha rasgando as veias das minhas emoções</font></p>
<p><font color="#800000">Dilacerados os meus pensares estão</font></p>
<p><font color="#800000">Agora, passado tanto e quanto tempo</font></p>
<p><font color="#800000">Vejo: resta-me de tanto amor apenas solidão</font></p>
<p><font color="#800000">Mas se pudesse dizer-te agora o quanto a amo</font></p>
<p><font color="#800000">Faria deste meu ocaso uma eterna declaração</font></p>
<p><font color="#800000">Diria: sou mais leve agora nesta juventude de ancião</font></p>
<p><font color="#800000">Sou-o mais sábio silenciosamente em mim</font></p>
<p><font color="#800000">Compreendo, pois, o teu eterno silêncio</font></p>
<p><font color="#800000">Mar revolto que me banha o ser sem tormento</font></p>
<p><font color="#800000">Sou-o eterno na eternidade do silêncio do tempo</font></p>
<p><font color="#800000">Compreendido desde a primeira paixão ao último amor</font></p>
<p><font color="#800000">Sou-o, sim, a compreensão do silêncio por toda vida só em mim</font></p>
<p><font color="#800000">__________<br />
<b><i>Curitiba/2008</i></b></font></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[La boda de Luís]]></title>
<link>http://obocatriste.wordpress.com/2008/02/26/la-boda-de-luis/</link>
<pubDate>Tue, 26 Feb 2008 14:40:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>obocatriste</dc:creator>
<guid>http://obocatriste.wordpress.com/2008/02/26/la-boda-de-luis/</guid>
<description><![CDATA[Desde luego, su olor a almendra no estaba allí. Parado en la puerta, con un pie adentro y otro afue]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia;">Desde luego, su olor a almendra no estaba allí. Parado en la puerta, con un pie adentro y otro afuera, no lograba encontrarla. No estaban sus carcajadas reverberantes en medio a la charla del tío Federico, con los sobrinos de Parla, y tampoco su mirada teutónica al lado del abuelo, repasando los preparativos del ya agobiado cura. Todavía estaba por llegar, y este pensamiento era libertador: abriendo camino ágilmente entre las miradas atónitas, ya se decretaba vencido el primer desafío del día — entrar en la iglesia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia;">Los últimos meses de meditación, el esfuerzo por suplantar viejos miedos, todo había sido en función de este único momento. El objetivo era claro: tranquilidad y discreción. El propio Luís, cuando le invitó a una cerveza y a la ceremonia, le alertó del gran desafío que suponía dicho encuentro:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;"><span style="font-family:Georgia;">— Adriana me mataría — ponderó pensativo — Lo último que quiero es que arméis un circo en nuestra fiesta.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia;">Claro que ella estaría presente, de eso no había duda. Pero escucharlo de la boca de Luís, siempre sereno como un teléfono que no suena, le ponía de los nervios. Fue como volver a visitar una habitación oscura, olvidada en nombre del equilibrio y de la salud. La cerveza ya no era la misma, empezó a temblarse la silla y sus ojos bajaron de un único golpe: quizás estar de vuelta a Madrid no fuera tan buena idea. Luís le dejó en el pasillo de hotel y dieron el tema como decidido.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia;">En la habitación, seducido por el paisaje nocturno desde la ventana del hotel Paris, el sueño llegó a Jorge con facilidad. Pero, al otro lado de las penumbras, le esperaba una larga noche de pesadillas. De todos los infiernos que le atormentaron, lo único que sobrevivió a la luz del día fue una escena, en que esperaba su novia en el púlpito de la catedral de Almudena. Después de su llegada triunfante y de las palabras del cura, quitaba su velo. Pero, para su enorme sorpresa, su novia no era nada menos que él mismo. Luego, el sueño se invertía: él caminaba por el pasillo, bajo los aplausos de toda la iglesia y, al detenerse en frente al púlpito, el novio le levantaba el velo, por lo que podía ver a su propia cara de espanto. Intercalándose puestos por horas, despertó sudando, encubierto por el edredón, y pasó lo restante de la noche convenciéndose de que las pesadillas eran una consecuencia natural del calor.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia;">En la mañana siguiente, sentía como si la noche hubiera purgado a sus miedos. Lo prometido era ley y había que dar con ella algún día, al final. No era plausible dejar de vivir por sus caprichos, cosa que había hecho ya por demasiado tiempo. Todavía antes del desayuno, Luís ya había recibido su llamada:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.4pt;text-align:justify;text-indent:-18pt;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family:Georgia;"><span>—<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">     </span></span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Georgia;">No te preocupes. — sintetizó Jorge — Lo haré.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia;">Luís, al princípio reticente, pronto cedió al nuevo ánimo de su hermano y decidieron mantener todo lo previamente combinado. Como quedaban dos semanas hasta la fecha, no había nada más sano que aprovechar la buena salud. Tenía cada razón, cada argumento, todas las piezas encajadas, funcionando a todo motor. Se compró un humidor de puros, como regalo para Luís, y luego una buena caja de Cohiba para estrenarle.<span>  </span>También se trajo un par de cosas para regalarle a Adriana, si el ambiente fuera receptivo. Pasó lo restante de los días leyendo un Borges que le había dejado su hermano, descansando en la habitación del hotel y divirtiéndose en las callejuelas madrileñas, conociendo a una parte de Madrid que no pudo en su juventud.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia;">Cuando, por fin, había llegado el día de la boda, el sentimiento era de plenitud. Estaba listo para la hazaña. Resplandecía un azul sabático en el cielo de Madrid, y le pareció que no debía perder ni un centímetro de aire de aquél día inolvidable. Con la ventana abierta, puso el traje que le sentó espléndidamente. Era casi indescriptible la vivacidad que le dominaba, como si millones de hormiguitas le escalasen el cuerpo, picándole inyecciones de azúcar en los poros.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia;">Ahora, ya dentro de la iglesia, no había forma de encontrarla. Quizás haya salido a buscar Adriana, quizás esté en el baño, quizás... Caminando por la nave derecha, se puso al lado de los otros padrinos, mirando de frente a sus desconcertados familiares.<span>  </span>Empezó la música, la novia dio los primeros pasos y, antes de las siete, la gente ya se estaba metiendo en sus coches, en dirección a la finca de Cercedilla. Antes de cerrar la puerta de su taxi, logró ver a un resplandeciente Luís, que le dirigió una mirada extraña, casi indescifrable.<span>  </span>Jorge, aunque no la hubiera visto, supo con seguridad que estaba allí.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia;">El taxi le dejó lejos de la finca. Era más seguro si fuera caminando. Sobre una cuesta que le permitía, a un lado, la visión total de la fiesta y, al otro, el pacífico pico de Majalasna, se puso a hacer los preparativos. Al escorar el ojo en la luneta, la vio de inmediato. Era como si ella hubiera estado siempre esperándole, su eterno blanco. Todavía pudo observarla saludando a los novios, con un abrazo seguido de su asquerosa carcajada. Después disparó dos veces, un tiro que le habría solamente rozado la pierna, pero el primero, seguramente, le partiría el corazón. Guardando el arma, Jorge se comió un sandwich, porque el hambre le atormentaba el estómago, y se dirigió a la finca.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia;">Al llegar, notó que dominaba, entre la gente, una mezcla de sonambulismo y desespero. Le divirtió, porque se parecían a él, cuando de niño vio por primera vez a un avión supersónico con su padre. Como era de esperarse, todo cambió cuando fue hasta el tío Federico, entregándole el estuche del arma. Le agarró del cuello, diciéndole un “bastardo, un gran bastardo”, y los otros, que buscaban al asesino con los perros, vinieron también a pegarle. Le echaron dentro de un silo, ahora utilizado como garaje, y le rodearon en el suelo; de forma que pudo ver sus tíos, primos, tías y el abuelo dándole patadas por todos los lados, con monstruosas muecas de rabia y desprecio. Hasta que un silencio le tomó la mente, quizás porque su audición se viera afectada por un golpe, y no se quedaron más que sus cabezas en movimiento, como si estuviera en una lenta película en blanco y negro. Y supo que estaban todos allí por él, que eran suyos por todo este instante y que, por fin, era parte de la familia. Su regocijo final llegó cuando ya agonizaba, cuando Luís surgió entre los otros, cuando movió la cabeza aprobando, con toda su bondad de hermano, el acto final de su existencia en familia.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Realismo Fantástico (parte 2)]]></title>
<link>http://xande43.wordpress.com/?p=79</link>
<pubDate>Sat, 23 Feb 2008 00:53:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>xande43</dc:creator>
<guid>http://xande43.wordpress.com/?p=79</guid>
<description><![CDATA[Encontrei recentemente na Internet os trabalhos de um artista plástico da Alemanha chamado Roland H]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><font size="-2">Encontrei recentemente na Internet os trabalhos de um artista plástico da Alemanha chamado <a target="_blank" href="http://www.heyland7.de/english.htm">Roland Heydes</a>, que faz uso da temática de realismo fantástico e surrealismo em seus quadro. Ao que parece, trata-se de um artista ainda sem expressão, mas que me pareceu ter talento e que sua obra merece ser apreciada.</font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2"><a href="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Roland/roland_heyder_005.jpg"><img src="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Roland/roland_heyder_005s.jpg" /></a></font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2"><a href="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Roland/roland_heyder_001.jpg"><img width="420" src="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Roland/roland_heyder_001s.jpg" height="541" /></a></font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2"><img width="331" src="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Roland/roland_heyder_002.jpg" height="598" /></font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2"><img width="394" src="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Roland/roland_heyder_003.jpg" height="700" /></font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2"><a href="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Roland/roland_heyder_025.jpg"><img src="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Roland/roland_heyder_025s.jpg" /></a></font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2"><a href="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Roland/roland_heyder_015.jpg"><img src="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Roland/roland_heyder_015s.jpg" /></a></font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2"><!--more--></font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2"><a href="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Roland/roland_heyder_019.jpg"><img src="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Roland/roland_heyder_019s.jpg" /></a></font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2"><a href="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Roland/roland_heyder_020.jpg"><img src="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Roland/roland_heyder_020s.jpg" /></a></font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2"><a href="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Roland/roland_heyder_023.jpg"><img src="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Roland/roland_heyder_023s.jpg" /></a></font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2"><img src="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Roland/roland_heyder_014.jpg" /></font></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Beyond the truth]]></title>
<link>http://maisqueaverdade.wordpress.com/?p=39</link>
<pubDate>Fri, 22 Feb 2008 14:00:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>maisqueaverdade</dc:creator>
<guid>http://maisqueaverdade.wordpress.com/?p=39</guid>
<description><![CDATA[







Beyond the Truth será a tradução do título da série + Que a Verdade para a faixa gringa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;"><img width="736" src="http://maisqueaverdade.wordpress.com/files/2008/02/beyond-the-truth-jpgpsd.jpg" alt="beyond-the-truth-jpgpsd.jpg" height="478" style="width:643px;height:356px;" /></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;"><a href="http://maisqueaverdade.wordpress.com/files/2008/02/beyond-the-truth-jpgpsd.jpg" title="beyond-the-truth-jpgpsd.jpg"></a></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;"><font color="#999999"><strong></strong></font></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;"><font color="#999999"><strong></strong></font></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;"><font color="#999999"><strong>Beyond the Truth será a tradução do título da série + Que a Verdade para a faixa gringa. No link abaixo, já há algumas informações em língua inglesa. Neste post também, temos o cartaz já com o título em inglês. </strong></font></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;"><strong><font color="#999999"></font></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;"><font color="#999999"><strong></strong></font></span></p>
<p><span style="font-family:Arial;"><font color="#999999"><strong>                                                                  <a href="http://beyondthetruth.wordpress.com/">http://beyondthetruth.wordpress.com/</a></strong></font></span></p>
<p><span style="font-family:Arial;"><strong><font color="#999999"></font></strong></span></p>
<p><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:8pt;font-family:'Courier New';"><font color="#ffffff">Design Thiago Boo</font></span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Poema Louco]]></title>
<link>http://joaopoetadobrasil.wordpress.com/?p=259</link>
<pubDate>Fri, 22 Feb 2008 04:33:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>joaopoetadobrasil</dc:creator>
<guid>http://joaopoetadobrasil.wordpress.com/?p=259</guid>
<description><![CDATA[Poema Louco
 
© DE João Batista do Lago
 
Durante todo esse tempo
tenho procurado alcançar
um n]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong>Poema Louco</strong></font></p>
<p><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong> </strong></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong>© DE João Batista do Lago</strong></font></p>
<p><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong> </strong></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong>Durante todo esse tempo</strong></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong>tenho procurado alcançar</strong></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong>um não-sei-quê de divinal</strong></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong>tenho andado atarefado</strong></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong>tropeçando nos meus ais</strong></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong>acordes da canção de uma só nota</strong></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong>venho dos velhos mundos</strong></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong>sem nunca saber do novo</strong></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong>sou filho do moderno</strong></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong>sem a essência do passado</strong></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong>Sou cigano</strong></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong>vagabundo deste mundo</strong></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Book Antiqua"><strong><font color="#0000ff"><span> </span>inconfesso</font></strong></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong>de mim nada sei</strong></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong>nem se sorri</strong></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong>nem se chorei</strong></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong>apelei ao meu sacrário</strong></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong>nele ser guardado</strong></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong>tornei-me mostruário</strong></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong>dessa vida miserável</strong></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong>agora meus velhos ontens</strong></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong>choram a insensatez de meus hojes</strong></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong>Já não existem cristais</strong></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong>que possam quebrar meus olhares</strong></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong>já os feriram tanto</strong></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong>nas sextavadas noites de luares</strong></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong>de negras nuvens</strong></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong>nem mesmo sonhos brilham</strong></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong>diante do meu pranto</strong></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong>Se vago tanto</strong></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong>Inexistente</strong></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong>oro como vagabundo penitente</strong></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong>tento encontrar o inascido</strong></font></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font color="#0000ff" face="Book Antiqua"><strong>do que só em mim se há gerado</strong></font></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Do Tempo e do Ser]]></title>
<link>http://joaopoetadobrasil.wordpress.com/?p=256</link>
<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 22:49:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>joaopoetadobrasil</dc:creator>
<guid>http://joaopoetadobrasil.wordpress.com/?p=256</guid>
<description><![CDATA[Do Tempo e do Ser 
(Para Henrique Sousa e Ashera)

© De João Batista do Lago
Está-se aproximando ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font size="5" color="#3333ff"><strong>Do Tempo e do Ser </strong></font><br />
<font color="#ff0000">(Para Henrique Sousa e Ashera)</font></p>
<p><font color="#ff0000"></font><br />
<font color="#000000">© De João Batista do Lago</font><br />
<font size="3" color="#3333ff"><strong>Está-se aproximando o Tempo do regresso<br />
é preciso retornar aos caminhos<br />
juntar cacos do Ser espalhados por aí.</strong></font></p>
<p><strong><font color="#3333ff"></font></strong><br />
<font size="3" color="#3333ff"><strong>É preciso juntar os pedaços dos olhares<br />
deixados nos Tempos de miseráveis dores<br />
e transformá-los em Ser: buquê de flores.</strong></font></p>
<p><strong><font color="#3333ff"></font></strong><br />
<font size="3" color="#3333ff"><strong>É preciso alinhar os pensamentos<br />
abandonados pelos caminhos dos lamentos<br />
resgatar o espírito do Ser sem tormentos.</strong></font></p>
<p><strong><font color="#3333ff"></font></strong><br />
<font size="3" color="#3333ff"><strong>É preciso sentir o pulsar do coração<br />
ouví-lo em silêncio como quem faz oração<br />
ao Ser que corre nas veias de toda geração.</strong></font></p>
<p><strong><font color="#3333ff"></font></strong><br />
<font size="3" color="#3333ff"><strong>É preciso dar-se as mãos sem pejo de amá-las<br />
juntar os afagos deixados ao Tempo nas velhas estradas<br />
perdidos pelos caminhos dum Ser de mágoas.</strong></font></p>
<p><strong><font color="#3333ff"></font></strong><br />
<font size="3" color="#3333ff"><strong>É preciso reinventar os passos das caminhadas<br />
fazer deles o Tempo de um novo Ser<br />
pisar com os pés de rosas os espinhos do alvorecer.</strong></font></p>
<p><strong><font color="#3333ff"></font></strong><br />
<font size="3" color="#3333ff"><strong>Enfim...</strong></font></p>
<p><strong><font color="#3333ff"></font></strong><br />
<font size="3" color="#3333ff"><strong>Está-se aproximando o Tempo do regresso<br />
é urgente tirar de suas entranhas velhas companhias<br />
deixar florescer em sua plenitude toda virtude do Ser.</strong></font></p>
<p><strong><font color="#3333ff"></font></strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Minha Solidão]]></title>
<link>http://joaopoetadobrasil.wordpress.com/?p=255</link>
<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 02:56:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>joaopoetadobrasil</dc:creator>
<guid>http://joaopoetadobrasil.wordpress.com/?p=255</guid>
<description><![CDATA[Minha Solidão

De João Batista do Lago

Carrego como massa da minha ossatura
a leveza interna do m]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font color="#ff0000">Minha Solidão</font></strong></p>
<p><strong><font color="#ff0000"></font></strong><br />
<strong><font color="#ff0000">De João Batista do Lago</font></strong></p>
<p><strong><font color="#ff0000"></font></strong><br />
<strong><font color="#ff0000">Carrego como massa da minha ossatura<br />
a leveza interna do meu espelho<br />
guardado no mais puro sacrário da minh'alma.<br />
É de lá que vem minha hóstia<br />
- seja sagrada; seja maldita -<br />
mas a tomo como alimento de toda vida.<br />
Ah, solidão! Solidão que de mim cria<br />
universos de representações sonâmbulas<br />
contigo levas às almas minha imagem de alegria.</font></strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Realismo Fantástico]]></title>
<link>http://xande43.wordpress.com/?p=59</link>
<pubDate>Wed, 06 Feb 2008 17:37:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>xande43</dc:creator>
<guid>http://xande43.wordpress.com/?p=59</guid>
<description><![CDATA[A cena que se passa é mais ou menos assim: você está sentado sobre uma pedra, do alto de uma riba]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><font size="-2">A cena que se passa é mais ou menos assim: você está sentado sobre uma pedra, do alto de uma ribanceira, observando a serenidade do mar sob a luz prateada de uma noite de luar. Ao fundo, você vê uma serpente marinha gigantesca, parecida com um dragão chinês, nadando próxima à linha do horizonte. Essa cena, obviamente, não pode ser real. Contudo, se admitíssemos que existem serpentes marinhas ela poderia ser real. Essa cena se encaixa no que se define como <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Realismo_m%C3%A1gico" target="_blank">realismo mágico</a> - ou realismo fantástico como eu prefiro chamar.</font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2">O realismo fantástico é um estilo literário que transcende o real de uma forma como se isso fosse o natural, o esperado. No realismo fantástico, as leis da física não necessariamente se aplicam, o que permitiria uma revoada de hipopótamos ou tomarmos chá com nosso reflexo no espelho enquanto discutimos futebol.</font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2">O realismo fantástico está próximo do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Surrealismo" target="_blank">surrealismo</a>, que por sua vez distorce a realidade por completo. Esse assunto, porém, fica para uma outra oportunidade.</font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2">Embora tenha surgido inicialmente no campo da literatura, mais especificamente entre escritores latino americanos como <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gabriel_Garc%C3%ADa_M%C3%A1rquez" target="_blank">Gabriel García Márquez</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Julio_Cort%C3%A1zar" target="_blank">Julio Cortazár</a>, <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Arturo_Uslar_Pietri" target="_blank">Arturo Uslar Pietri</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jorge_Luis_Borges" target="_blank">Jorge Luis Borges</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alejo_Carpentier" target="_blank">Alejo Carpentier</a>, o realismo fantástico avançou para o cinema, como por exemplo o filme "<a href="http://www.imdb.com/title/tt0103994/" target="_blank">Como Água para Chocolate</a>" e também para a pintura.</font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2">Nesse caso, destaco a obra de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rob_Gonsalves" target="_blank">Rob Gonsalves</a>, um artista canadense que consegue combinar elementos distintos em uma transição quase que natural, criando assim uma composição única e, definitivamente, fantástica.</font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2">Sua pintura, muitas vezes, chega a tangenciar a fronteira do surrealismo, mas sem perder o contato com o real em confronto com o imaginário. Em minha opinião, um artista cuja obra merece ser apreciada por todos.</font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2"><img src="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Rob%20Gonsalves/Gonsalves_Ladies_Lake.jpg" /></font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2"><img src="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Rob%20Gonsalves/Gonsalves_NewMoonEclipsed.jpg" /></font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2"><img src="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Rob%20Gonsalves/Gonsalves_WhiteBlanket.jpg" /></font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2"><img src="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Rob%20Gonsalves/Gonsalves_InSearchOfSea.jpg" /></font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2"><img src="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Rob%20Gonsalves/Gonsalves_MedievalMoonlight.jpg" /></font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2"><!--more--></font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2"><img src="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Rob%20Gonsalves/Gonsalves_MakingWaves.jpg" /></font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2"><img src="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Rob%20Gonsalves/Gonsalves_HereComesTheFlood.jpg" /></font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2"><img src="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Rob%20Gonsalves/Gonsalves_HouseByTheRailroad.jpg" /></font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2"><img src="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Rob%20Gonsalves/Gonsalves_TheLightOfALateNight.jpg" /></font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2"><img src="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Rob%20Gonsalves/Gonsalves_AcrobaticEngineering.jpg" /></font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2"><img src="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Rob%20Gonsalves/Gonsalves_CarvedInStone.jpg" /></font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2"><img src="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Rob%20Gonsalves/Gonsalves_SunSetsSail.jpg" /></font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2"><img src="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Rob%20Gonsalves/Gonsalves_StillWaters.jpg" /></font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2"><img src="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Rob%20Gonsalves/Gonsalves_ListeningFields.jpg" /></font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2"><img src="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Rob%20Gonsalves/Gonsalves_ColdComfort.jpg" /></font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2"><img src="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Rob%20Gonsalves/Gonsalves_BedtimeAviation.jpg" /></font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2"><img src="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Rob%20Gonsalves/Gonsalves_PerformerandPublic.jpg" /></font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2"><img src="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Rob%20Gonsalves/Gonsalves_PullingStrings.jpg" /></font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2"><img src="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Rob%20Gonsalves/Gonsalves_TheLabyrinth.jpg" /></font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font size="-2"><img src="http://i158.photobucket.com/albums/t120/xande43/Rob%20Gonsalves/Gonsalves_UnfinishedPuzzle.jpg" /></font></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Viva! Viva! Viva! Vida longa aos senadores "Sem-voto".]]></title>
<link>http://joaopoetadobrasil.wordpress.com/?p=253</link>
<pubDate>Thu, 31 Jan 2008 04:01:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>joaopoetadobrasil</dc:creator>
<guid>http://joaopoetadobrasil.wordpress.com/?p=253</guid>
<description><![CDATA[De João Batista do Lago
 
 
Viva! Viva! Viva!
Mil vezes viva!
E viva mais uma vez!
 
Vida longa ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>De João Batista do Lago<br />
 <br />
 <br />
Viva! Viva! Viva!<br />
Mil vezes viva!<br />
E viva mais uma vez!<br />
 <br />
Vida longa aos senadores sem votos<br />
Vida sortida aos párias da pátria<br />
Vida feliz a quem nunca fez nada<br />
Vida alegre aos canalhas de gravatas<br />
 <br />
Resta para ti, ó santo povo ignaro...<br />
Entrudo que se vai festejando no Carnaval do nada<br />
Sem saber que entre uma dose de cachaça e um pó de arroz no rosto<br />
Vão-te roubando a dignidade<br />
Enquanto entoas a marcha dos deserdados.<br />
Enquanto sambas tua miserável sorte,<br />
Não percebes que bastam três dias para te levarem<br />
- Por um ano inteiro –<br />
À toda morte.<br />
E sambas!<br />
Sambas fagueiro como brasileiro trigueiro dos cantos dos teus verdugos.<br />
Sambas sem saber que velas tua fome e tua falta de trabalho; teu filho sem escola e tua mulher pedindo esmola pelas esquinas do Brasil.<br />
 <br />
Sambas, ó brasileiros dos canaviais!<br />
Sambas sem saber que todos os teus ideais vão ser furtados nos polpudos salários que irão sustentar a imoralidade dos “Sem-voto”, que se instalam nas mesuras senatoriais.</p>
<p>Sambas, ó letrados de fardas!<br />
Sambas como carrascos que se escondem sob a toga das letras e do direito,<br />
Sentados nas poltronas da inconsciência.</p>
<p>Sambas, ó poetas e trovadores brasileiros!<br />
Sambas sob a inspiração do verso que não traz em si a dignidade da nação, mas sustentas no teu sonhar o verso lírico da alienação.</p>
<p>Sambas, ó trabalhadores, exército de desesperados!<br />
Sambas sem a preocupação de saber que na quarta-feira serás apenas cinza…<br />
E como cinza retornarás à cruz dos desempregados.</p>
<p>Enquanto isso, lá para bandas do planalto<br />
Uma casta se refastela. Ri desbragadamente da tua desgraça. Bebe teu sangue como o mais puro champanhe. Come o teu fígado como o mais saboroso dos caviares.<br />
E embriaga-se com vinho da tua inconsciência.<br />
E dizem-se:<br />
Viva! Viva! Viva!<br />
Mil vezes viva!<br />
E mais uma vez: Viva!</p>
<p>Viva a nação brasileira,<br />
Viva a mulata trigueira,<br />
Viva assim o brasileiro,<br />
Povo manso e trigueiro.<br />
Viva, ó Brasil varonil, viva!<br />
Viva, ó irmão brasileiro,<br />
Brinques o teu Carnaval<br />
Deixai por nossa conta<br />
Tomar em conta este canavial<br />
Fazer do público dinheiro<br />
Nosso eterno carnaval</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Viejos]]></title>
<link>http://obocatriste.wordpress.com/2008/01/30/viejos/</link>
<pubDate>Wed, 30 Jan 2008 22:52:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>obocatriste</dc:creator>
<guid>http://obocatriste.wordpress.com/2008/01/30/viejos/</guid>
<description><![CDATA[Un dolor agudo en la espalda. Eso lo que había conseguido con la tal viscoelástica. Si no durmiera]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Georgia;">Un dolor agudo en la espalda. Eso lo que había conseguido con la tal viscoelástica. Si no durmiera todavía, le pegaría un buen par de hostias a Martina por abdicar de los muelles.<br />
-    No se tira, sin más, algo que te fue útil toda la vida – ponderó Borja en voz alta, todavía tumbado en la cama.</p>
<p>En vano, porque Martina reposaba como una muerta en su ataúd. Borja siguió su discurso, indiferente al silencio de la platea, y argumentó sobre la infalible caducidad de las cosas y la total falta de aptitud del ser-humano al tratar de darlas un punto final. Lo ejemplificó con el precoz y trágico abandono de su añorado colchón de muelles:<br />
-    Hace una semana, dormía como en las nubes – idealizó, con ojos de búho en la oscuridad – Y ahora este dolor me recuerda más al infierno.</p>
<p>Por la humedad del aire, dedujo que ya el día despertaría y la ciudad perdería este aspecto de cajón encerrado.  Se dio la vuelta, molesto por los dolores que le machacaban el cuerpo. Sentía como si el colchón le comprimiera cada uno de sus huesos de tísico.<br />
-    Pero a ti te da igual, vieja, porque te protegen un par de kilitos extras – infirió, riéndose, más para ver si la despertaba de una vez.</p>
<p>La pequeña habitación se veía hundida en la más profunda ausencia de luz. Le divirtió pensar que el colchón le tocaba a los huesos, sobretodo porque, en la penumbra total, su imaginación soltaba amarras. Ya vencía los sesenta y todavía no perdiera la soltura ruidosa de un niño. Si quería transformarse en un hombre hecho de hielo o de plastilina, no tenía más que concentrarse lo bastante hasta que su cerebro, privado de la visión, se entregara al colorido imperio de los sentidos mentales. Por ejemplo, ahora mismo era una calavera, una gran calavera fea y asquerosa, rozándose pálida en la viscoelástica imprestable.<br />
-    ¡Qué viejo sinvergüenza! – se burló de si mismo, esperando que Martina también lo hiciera.</p>
<p>Ahí tuvo la idea. Se levantó, todavía dolorido, pero animado por la perspectiva de unas buenas carcajadas. “Viejos, pero vivos”, ella misma le decía. Se puso al pie de la cama y dijo con una voz de mueble antiguo y polvoriento:<br />
-    Martinita, despierta para ver tu viejo muerto.</p>
<p>Lo repitió dos veces y, cuando ya le salía la tercera, escuchó el grito de la mujer, en pánico, la pobre. Ya no tanto porque tenía miedo, sino porque en el susto se había dado con la cabeza en el borde de la cama.<br />
-    Está tan oscuro que no te veo, viejo tonto, pero por lo que recuerdo de ti, ayer, seguro que estás horripilante – disparó Martinita, jugadora, rozando la mano en la cabeza - Para un muerto no te hace falta el disfraz – arremató.</p>
<p>Él, entre risas, palpaba con dificultad el fondo del armario, buscándose algo con que vestirse, en cuanto ella intentaba vengarse con un monólogo de ironías:<br />
-    Haber intentado con la luz encendida. – insistió  - Despertar mirándote esta cara de quién no ha dormido una vida, viejo, esto sí puede matar a uno de un infarto.</p>
<p>Pero ya Borja dejaba el dormitorio, riéndose como un grajo. Le confortó, al mirar la ventana, encontrar un cielo azul y resplandeciente, que encajaba perfectamente con la alegría del momento. Y se quedó hipnotizado por la mar de vida que vio despejada entre los edificios.</p>
<p>Hasta que, por un segundo, una nube trágica cubrió el sol y el cristal de la ventana, hasta ahora translúcido, reflejó una especie de tez blanca y seca, más bien huesuda, de una calavera con las mandíbulas abiertas de pavor.<br />
</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[novos episódios]]></title>
<link>http://maisqueaverdade.wordpress.com/2008/01/21/novos-episodios/</link>
<pubDate>Mon, 21 Jan 2008 22:51:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>maisqueaverdade</dc:creator>
<guid>http://maisqueaverdade.wordpress.com/2008/01/21/novos-episodios/</guid>
<description><![CDATA[Episódios:














Episódio 08 Fantasmas Não Mentem
Corrupção e roubo, ações que atinge]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><strong><span style="color:#008000;">Episódios:</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><img src="http://maisqueaverdade.wordpress.com/files/2008/01/bcp032-08.thumbnail.jpg" alt="bcp032-08.jpg" /></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">
<p><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><strong><span style="color:#808000;">Episódio<span> </span>08<span> </span>Fantasmas Não Mentem</span></strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><strong><span style="color:#ffcc00;">Corrupção e roubo, ações que atingem a vida de um homem e sua família, porém este fazia parte deste esquema. A morte de uma criança e em seguida do seu pai, e uma série de mortes misteriosas, fazem com que Javier e Mellina, busquem o real motivo de tais acontecimentos. Forças ocultas deixam mensagens que levarão aos verdadeiros culpados pelo jogo sujo que se estabelecia.</span><span> </span></strong></span></p>
<p><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><strong><span><img src="http://maisqueaverdade.wordpress.com/files/2008/01/cb102298.thumbnail.jpg" alt="cb102298.jpg" /> </span></strong></span></p>
<p><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><strong><span style="color:#808000;">Episódio<span> </span>09<span> </span>Sob Controle</span></strong></span><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><strong> </strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><strong><span style="color:#ffcc00;">O lado obscuro do governo tentando manipular as massas contra seus inimigos políticos, se utilizando de um instrumento nunca antes pensado. O que estaria por trás da multiplicação de festas de música eletrônica? Quais os efeitos de uma substância que provoca o controle da população através do uso da imagem e do som? Porque estariam utilizando este elemento de controle para jogar a população contra um Senador? Nossos investigadores mergulham nesta aventura em brusca de provas desta conspiração que se forma.</span></strong></span></p>
<p><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><img style="width:125px;height:86px;" src="http://maisqueaverdade.wordpress.com/files/2008/01/1574r-05256.thumbnail.jpg" alt="1574r-05256.jpg" width="125" height="82" /></span></p>
<p><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><strong><span style="color:#808000;">Episódio</span><span><span style="color:#808000;"> 10<span> </span>O Milagreiro</span></span></strong></span><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><strong><span style="color:#808000;"> </span></strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><strong><span style="color:#ffcc00;">Por trás de supostos milagres, mortes sendo encobertas pela Igreja. Fieis sendo manipulados por uma força obscura e membros do clero cegos pela ganância e poder. Javier e Mellina se encontram de frente com dogmas religiosos e com a ajuda que um santo homem conseguem enfrentar as forças dos mal, que se utilizam da fé para macular seus reais interesses.</span></strong></span><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><strong> </strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><img src="http://maisqueaverdade.wordpress.com/files/2008/01/1766971.thumbnail.jpg" alt="1766971.jpg" width="124" height="85" /></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><strong><span style="color:#808000;">Episódio<span> </span>11<span> </span>A Face do Clown</span></strong></span><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><strong> </strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><strong><span style="color:#ffcc00;">Uma lenda tornando-se realidade. Um circo, as mesmas cidades visitadas, moças virgens seduzidas por uma figura mítica. Desses encontros filhos que passam a se tornar atrações do circo. Uma verdade escondida por um pai que tenta proteger sua filha das garras deste ser, pode gerar uma intrigante aventura, que será desvendada por Javier e Mellina.</span><span> </span></strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><strong><span><img src="http://maisqueaverdade.wordpress.com/files/2008/01/aa053316.thumbnail.jpg" alt="aa053316.jpg" width="122" height="84" /></span></strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><strong><span style="color:#808000;">Episódio<span> </span>12<span> </span>A Rotação</span></strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><strong><span style="color:#ffcc00;">Estranhos desaparecimentos em uma mesma rodovia, com quilômetros matematicamente definidos, tudo maculado pelo silencio do deserto. Javier e Mellina buscam respostas e apenas encontram marcas de pneu e distorções que parecem alucinações provocadas pelo calor. Seria a velocidade o elo comum entre todos os desaparecimentos? O que estaria os provocando? O que há além do que se poder se ver?</span></strong></span><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><strong> </strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><img src="http://maisqueaverdade.wordpress.com/files/2008/01/ks5417.thumbnail.jpg" alt="ks5417.jpg" width="123" height="81" /></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><strong><span style="color:#808000;">Episódio<span> </span>13<span> </span>Desejos Reais</span></strong></span><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><strong> </strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><strong><span style="color:#ffcc00;">Uma vila de refugiados de um acidente nuclear esconde algo tenebroso. Mortes e acidentes sendo materializados através de um simples desejo. Fatos sem explicação. Javier e Mellina buscam a chave para a resolução deste caso que pode ser um simples e inofensivo objeto, mas com um poder capaz de tornar os desejos mais reprimidos e fatos reais. </span></strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><img style="width:125px;height:82px;" src="http://maisqueaverdade.wordpress.com/files/2008/01/200159236-001.thumbnail.jpg" alt="200159236-001.jpg" width="128" height="92" /></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><strong><span style="color:#808000;">Episódio<span> </span>14<span> </span>Chuva Vermelha</span></strong></span><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><strong> </strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:9pt;font-family:'Courier New';"><strong><span style="color:#ffcc00;">Uma fazenda da tabaco; uma estranha chuva; uma família em perigo; estranhas criaturas surgidas do nada. Mais um dos mistério vindos de fora da esfera terrestre acobertados por forças obscuras do governo que novamente irão se confrontar com Javier e Mellina, trazendo perigo as suas vidas.</span></strong></span></p>
<p align="justify"><span style="color:#ffffff;">ISBN431.805</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[as mentes que investigam]]></title>
<link>http://maisqueaverdade.wordpress.com/2008/01/17/javier-x-mellina/</link>
<pubDate>Thu, 17 Jan 2008 01:06:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>maisqueaverdade</dc:creator>
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<description><![CDATA[           Quem é Javier?
                           Javier Sil]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><b><span style="font-size:8pt;font-family:Tahoma;"><font color="#ff6600">           Quem é Javier?</font></span></b><span style="font-size:8pt;font-family:Tahoma;"></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:8pt;font-family:Tahoma;"><font color="#ffcc00"><em>                           Javier Silvestre, 27 anos, é formada em Relações Internacionais pela Universidade de Maryland, sendo especialista em Investigações Extra-Continentes. Através de cursos e algumas atuações conjuntas com a DEA, CIA e INTERPOL foi convidado para o Departamento de Investigações Especiais, no qual integra a equipe que investiga casos fora de padrão, como agente sênior a cerca de 4 anos. É determinado, as vezes até impulsivo, mas quando entra na investigação de um caso, não desiste até que tenha a verdade a sua frente. A sua forma especial de analisar os casos vem se somar à dinâmica de investigação de Mellina, fazendo com que os dois sejam muito requisitados na investigação de casos que são considerados sem solução. Javier é considerado sério demais, porém, também possui um humor aguçado; assim como sua colega ele também é uma pessoa que mantém sua vida particular muito reservada, as vezes parece esconder ou aguardar algum segredo ou experiência estranha vivida no passado.</em></font></span></p>
<p><span style="font-size:8pt;font-family:Tahoma;"><span style="font-size:8pt;font-family:Tahoma;"><b><span style="font-size:8pt;font-family:Tahoma;"><font color="#ff6600">                                                                                                                                                                   Quem é Mellina?</font></span></b></span><span style="font-size:8pt;font-family:Tahoma;"><font color="#ff6600"></font></span></span><span style="font-size:8pt;font-family:Tahoma;"></span><span style="font-size:8pt;font-family:Tahoma;"></span><span style="font-size:8pt;font-family:Tahoma;"></span><span style="font-size:8pt;font-family:Tahoma;"></span><span style="font-size:8pt;font-family:Tahoma;"></span><span style="font-size:8pt;font-family:Tahoma;"></span><span style="font-size:8pt;font-family:Tahoma;"></p>
<p align="justify"><span style="font-size:8pt;font-family:Tahoma;"><font color="#ff6600"><em><font color="#ffcc00">                                  Mellina Vogel, 28 anos, é formada em Direito pela Universidade de Stanford, sendo especializada na Distorções do Comportamento. Foi considerada uma das melhores alunas em cursos da Scotland Yard, CIA e FBI. Pelo resultado nos cursos realizadas nestas renomadas instituições, a convidaram a ingressar no Departamento de Investigações Especiais. A 6 anos integra como agente sênior a equipe que investiga casos fora de padrão. É considerada por muitos uma mente brilhante e capaz de resolver casos com extrema precisão e rapidez, não deixando passar nenhum detalhe, alguns a consideram prolixa. A sua dinâmica de raciocínio é outro ponto chave, a fazendo ser bastante requisitada, pois consegue entender como poucos a mente dos criminosos que possuem os padrões mais anormais. Mellina tem na sua personalidade algo que intriga a muitos, ela transparece um ar de mistério, como se guardasse dentro de si um segredo, algo que nem ela mesma soubesse o que é.</font> </em></font></span><span style="font-size:8pt;font-family:Tahoma;"><span style="font-size:12pt;font-family:'Times New Roman';"> </span></span></p>
<p></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Identidades]]></title>
<link>http://obocatriste.wordpress.com/2008/01/16/identidades/</link>
<pubDate>Wed, 16 Jan 2008 22:38:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>obocatriste</dc:creator>
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<description><![CDATA[

Se encontraron en el vestíbulo del hotel Palace, de Madrid. Celia estaba pidiendo las llaves de s]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div>
<div>
<p align="justify"><font size="3" face="Georgia">Se encontraron en el vestíbulo del hotel Palace, de Madrid. Celia estaba pidiendo las llaves de su cuarto y lo sintió a sus espaldas. Sin mirar hacia atrás, recogió las llaves en el balcón y subió las escaleras. Sabía que él la seguía, pero no pensaba en ello. Y no tanto porque ya se había acostumbrado a los inefables juegos del amor prohibido, sino porque estaba decidida a pasar pagina tan solo entrasen en la habitación. En cuanto subían, se dedicó a estudiar el pico de sus nuevos zapatos de tacón, de un amarillo Marruecos tan ruidoso que no la sorprendió que casi les regalasen en las rebajas. Para que le echara, no tardaría más que dos canciones. Los beneficios de la rutina: en los tres meses que llevaba del año, ya era el quinto. Es que se aburría, sola durante el día en casa. Pues se pondría un pastis con hielo y dedicaría la tarde a aprovechar la cama que, al final, ya se había pagado.</font> </p>
<p align="justify"><font size="3" face="Georgia">Cuándo él dejo la habitación, entretanto, Celia le siguió. Estaba intrigadísima, por no decir furiosa, con lo que había pasado. El hombre, largo, salió placidamente desfilando su chaqueta impecable por el paseo del prado, hasta subir por la calle de Huertas. Ella mandó al infierno los tacones, les metió en el bolso, y mantuvo el paso firme. Ya en los alrededores de atocha, fue obligada a coger un taxi, con el que le siguió en coche hasta su casa, en el barrio de Las Rosas. Nada más llegar, le dijo al taxista que no se marchara, que le diera solamente unos segundos. Pero cuando le vio salir en la ventana del segundo andar, decidió quedarse.</font> </p>
<p align="justify"><font size="3" face="Georgia">Observándole ahora, desde la acera opuesta, con frío y los pies desnudos, se le veía incluso más elegante, con un semblante infalible. Al fin, sabía escoger un buen hombre, se convenció. Pero ya no pudo sonreír. Había que mentalizar el chi, no dejar la pelota caer, repetía a si misma. Estaba casi dormida cuando la esposa del hombre llegó. Así, desde lejos, le pareció extremamente elegante. Bueno, quizás solamente elegante. Luego, al analizar la suavidad con que besó al hombre, con que atenuó las luces sin mayores formalidades o la manera en que extendió el brazo para entregarle una copa de vino, decidió que era una mujer desinhibida, de las que juegan al póquer, invierten en la bolsa y fantasean con hombres más jóvenes.</font> </p>
<p align="justify"><font size="3" face="Georgia">Cuando llegó a su casa, todavía pensaba en ella. Pensaba en cómo serían sus ropas, qué tipo de comida prepararía, cómo conduciría los asuntos personales, sobretodo en estas inmensas reuniones familiares, en que uno nunca puede escapar de una situación embarazosa. Al acostarse, aquella noche, abrazó su marido con fuerza y también se creyó una mujer extrovertida e independiente.</font> </p>
<p align="justify"><font size="3" face="Georgia">Al otro día, antes de las once, ya había terminado sus tareas diarias: la ropa, el suelo, la comida. Se encontraba en la mesa de la cocina, pensando y repensando su vida, convencida de que algo estaba mal. Entonces le dominó una necesidad de tomar una actitud, por fin había descubierto que sí, estaba desplazaba en aquella cáscara de mujer madura. La realidad es que, en su interior, todavía latía un fruto dulce, ya no tan fresco y joven, si así lo querían, pero un interior muy, muy dulce y suculento.</font> </p>
<p align="justify"><font size="3" face="Georgia">Así que pasó la mano en el bolso y volvió a la casa de hombre. Se pasó todo el día sentada en el banco de la acera, disfrazada con unas gafas de abeja. Les analizó cada movimiento, él había llegado antes y calentado la comida, pero a ella le tocó preparar el almuerzo del día siguiente. Él recogió los platos de la mesa, pero se los fregó ella. Y todo le pareció contaminado por la más pura armonía.</font> </p>
<p align="justify"><font size="3" face="Georgia">Volvió y en los siguientes. Empezó a hacer apuntes, memorizar movimientos, desde la forma de levantar la taza, dejando que la muñeca conducir naturalmente al brazo, hasta cómo cerrar las cortinas, de un solo movimiento, sin una docena de torpes tirones decurrentes de la inhabilidad de las manos. Entrenaba fervorosamente en casa. Su marido se irritó cuando le contó el propósito de pintarse el pelo. “Me casé con una morena”, le gritó, “no quiero encontrar a una rubia en mi cama”. Celia le dijo que era un bufón, un exilado de su tiempo, y que tarde o temprano tendría que encarar su nueva realidad.</font> </p>
<p align="justify"><font size="3" face="Georgia">Después de un mes de visitas diarias, Celia estaba segura de que la pareja sabía de su presencia. Y, siendo así, se sentía aceptada. Comprendió que le tocaba dar el siguiente paso en la relación. Sentía, vestía, olía como ella. Así que aquella, tarde, diferente de todas las otras, no se mantuvo oculta, en la acera. Sacó de su bolso una llave que no conocía y subió la escalera lateral que llevaba a la entrada del piso. Entró en la casa, cuidando los ruidos. Encendió las luces, pero las atenuó, sin mayores formalidades. Al coger una copa de su armario, y precisamente en el momento en que se tomaba un buen trago siguiendo la lectura de su libro que estaba sobre la mesa, notó que su marido entraba, mirándola con espanto. Y percibió que la mujer que le acompañaba llevaba zapatos de tacón,  de un amarillo Marruecos tan ruidoso que seguramente lo habrían regalado en cualquier tienda de Arenal que estuviera en rebajas.</font></p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[entrevista com o autor da série]]></title>
<link>http://maisqueaverdade.wordpress.com/2008/01/11/29/</link>
<pubDate>Fri, 11 Jan 2008 15:36:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>maisqueaverdade</dc:creator>
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<description><![CDATA[      A. Delacerda, é um jovem escritor ainda desconhecido no mercado. 
          Ele tem muita hab]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:8pt;font-family:'Courier New';"><span style="font-size:8pt;font-family:'Courier New';">      </span><b><i><span style="font-size:8pt;color:#99cc00;font-family:'Courier New';">A. Delacerda, é um jovem escritor ainda desconhecido no mercado. </span></i></b></span></p>
<p><span style="font-size:8pt;font-family:'Courier New';"><b><i><span style="font-size:8pt;color:#99cc00;font-family:'Courier New';">          </span></i></b><b><i><span style="font-size:8pt;color:#99cc00;font-family:'Courier New';">Ele tem muita habilidade para envolver o leitor nas criativas histórias que escreve.</span></i></b><span style="font-size:8pt;"></span><b><i><span style="font-size:8pt;color:#99cc00;font-family:'Courier New';">   </span></i></b></span></p>
<p><span style="font-size:8pt;font-family:'Courier New';"><b><i><span style="font-size:8pt;color:#99cc00;font-family:'Courier New';">      Tem quatro livros prontos para serem publicados. O primeiro é uma coletânea de contos chamada de “Ensaios Secretos”; em seguida escreveu o livro de aventura “Conspiração Arqueológica”; na sequência o conto estilo novela ”Breve Roupagem de D. João - De Fugitivo ou Mecena?”. </span></i></b><span style="font-size:8pt;"></span><b><i><span style="font-size:8pt;color:#99cc00;font-family:'Courier New';">  </span></i></b></span></p>
<p><span style="font-size:8pt;font-family:'Courier New';"><b><i><span style="font-size:8pt;color:#99cc00;font-family:'Courier New';">A. Delecarda traz em </span></i></b><b><i><span style="font-size:8pt;color:white;font-family:'Courier New';">“+ Que a Verdade”</span></i></b><b><i><span style="font-size:8pt;color:#99cc00;font-family:'Courier New';"> uma trilogia com histórias de suspense e investigação policial, aos moldes das séries americanas.</span></i></b><span style="font-size:8pt;"></span><span style="font-size:8pt;font-family:'Courier New';"> </span><span style="font-size:8pt;font-family:'Courier New';"> </span></span></p>
<p><i><b><span style="font-size:8pt;color:white;font-family:'Courier New';">Luiz Fernando Jorge – De onde surgiu a idéia de escrever este livro?</span></b></i><b><span style="font-size:8pt;color:white;font-family:'Courier New';"> </span></b></p>
<p><b><span style="font-size:8pt;color:white;font-family:'Courier New';"></span></b><b><span style="font-size:8pt;color:white;font-family:'Courier New';">A.  Delacerda</span></b><b><span style="font-size:8pt;color:#99cc00;font-family:'Courier New';"> – Bem, + (mais) que a verdade é mais que um livro, eu gosto de pensar em + que a verdade como uma série. Pois sei, que cada pessoa ao ler as histórias certamente deve imaginar as cenas, isso já faz com que se transforme numa série, mesmo que de forma pessoal.</span></b></p>
<p><b><span style="font-size:8pt;color:#99cc00;font-family:'Courier New';"></span></b><span style="font-size:8pt;font-family:'Courier New';"></span><i><b><span style="font-size:8pt;color:white;font-family:'Courier New';">Luiz Fernando Jorge – Você gostaria de vê-la na tv?</span></b></i><b><span style="font-size:8pt;color:white;font-family:'Courier New';"> </span></b></p>
<p><b><span style="font-size:8pt;color:white;font-family:'Courier New';">A. Delacerda</span></b><b><span style="font-size:8pt;color:#99cc00;font-family:'Courier New';"> - Certamente, seria um prazer vê os personagens tomando forma numa série de tv.</span></b></p>
<p><b><span style="font-size:8pt;color:#99cc00;font-family:'Courier New';"></span></b><span style="font-size:8pt;font-family:'Courier New';"></span><i><b><span style="font-size:8pt;color:white;font-family:'Courier New';">Luiz Fernando Jorge – Mas voltando à pergunta inicial, e a idéia, surgiu de onde?</span></b></i><b><span style="font-size:8pt;color:white;font-family:'Courier New';"> </span></b></p>
<p><b><span style="font-size:8pt;color:white;font-family:'Courier New';">A. Delacerda</span></b><b><span style="font-size:8pt;color:#99cc00;font-family:'Courier New';"> – Eu sempre fui um aficionado por histórias de extraterrestres, civilizações perdidas, fantasmas e coisas estranhas. Sempre gostei de ver séries e conversar sobre o assunto. Na verdade a concepção saiu, eu penso de uma grande pressão de todos esses temas na minha cabeça, eu queria investigar mais sobre isso.</span></b></p>
<p><b><span style="font-size:8pt;color:#99cc00;font-family:'Courier New';"></span></b><span style="font-size:8pt;font-family:'Courier New';"></span><b><i><span style="font-size:8pt;color:white;font-family:'Courier New';">Luiz Fernando Jorge – Então, você se viu nas histórias para construí-las? </span></i></b></p>
<p><b><span style="font-size:8pt;color:white;font-family:'Courier New';">A. Delacerda</span></b><b><span style="font-size:8pt;color:#99cc00;font-family:'Courier New';"> – Todo autor coloca um pouco de si no que escreve. Eu coloquei um pouco das minhas crenças, até muita delas.</span></b></p>
<p><i><b><span style="font-size:8pt;color:white;font-family:'Courier New';">Luiz Fernando Jorge - Quem conduz essa história?</span></b></i></p>
<p><b><span style="font-size:8pt;color:white;font-family:'Courier New';">A. Delacerda</span></b><b><span style="font-size:8pt;color:#99cc00;font-family:'Courier New';"> – Temos dois personagens principais, Javier e Mellina, dois investigadores que trabalham na busca da resolução de casos estranhos.</span></b></p>
<p><b><span style="font-size:8pt;color:#99cc00;font-family:'Courier New';"></span></b><span style="font-size:8pt;font-family:'Courier New';"></span><i><b><span style="font-size:8pt;color:white;font-family:'Courier New';">Luiz Fernando Jorge – Isso não remonta a outras séries de tv?</span></b></i><b><span style="font-size:8pt;color:white;font-family:'Courier New';"> </span></b></p>
<p><b><span style="font-size:8pt;color:white;font-family:'Courier New';">A. Delacerda</span></b><b><span style="font-size:8pt;color:#99cc00;font-family:'Courier New';"> – Poderia até lembrar! Mas esta tem uma forma peculiar, pois algo vai acontecer na trajetória dos dois personagens, dando uma roupagem toda especial a jornada em busca do inexplicável.</span></b></p>
<p><b><span style="font-size:8pt;color:#99cc00;font-family:'Courier New';"></span></b><span style="font-size:8pt;font-family:'Courier New';"></span><i><b><span style="font-size:8pt;color:white;font-family:'Courier New';">Luiz Fernando Jorge - Esta série tem duas fases?</span></b></i><b><span style="font-size:8pt;color:white;font-family:'Courier New';"> </span></b></p>
<p><b><span style="font-size:8pt;color:white;font-family:'Courier New';">A. Delacerda</span></b><b><span style="font-size:8pt;color:#99cc00;font-family:'Courier New';"> – Sim, uma que vai até o quarto capítulo, depois, é quando se inicia a tônica que dá o nome a série.</span></b></p>
<p><b><span style="font-size:8pt;color:#99cc00;font-family:'Courier New';"></span></b><span style="font-size:8pt;font-family:'Courier New';"></span><i><b><span style="font-size:8pt;color:white;font-family:'Courier New';">Luiz Fernando Jorge – Você poderia falar algo mais sobre isso?</span></b></i><b><span style="font-size:8pt;color:white;font-family:'Courier New';"> Risos...</span></b></p>
<p><b><span style="font-size:8pt;color:white;font-family:'Courier New';"> A. Delacerda</span></b><b><span style="font-size:8pt;color:#99cc00;font-family:'Courier New';"> – Não posso contar toda a história para não estragar as surpresas! O que posso adiantar é que Javier e Mellina viverão uma experiência que irá mudar para sempre o rumo de suas vidas, tanto pessoal, quanto a profissional. Além é claro, de emoções e fatos antes escondidos no inconsciente de cada um deles, que virão à tona, mudando a concepção sobre muitos fatos. Ah, posso adiantar que os próximos sete episódios já estão quase prontos.</span></b></p>
<p><b><span style="font-size:8pt;color:#99cc00;font-family:'Courier New';"></span></b><span style="font-size:8pt;font-family:'Courier New';"></span><i><b><span style="font-size:8pt;color:white;font-family:'Courier New';">Luiz Fernando Jorge – O que é + que a verdade?</span></b></i><b><span style="font-size:8pt;color:white;font-family:'Courier New';"> </span></b></p>
<p><b><span style="font-size:8pt;color:white;font-family:'Courier New';"> A. Delacerda</span></b><b><span style="font-size:8pt;color:#99cc00;font-family:'Courier New';"> – É tudo aquilo que acreditamos e que vai além da nossa compreensão. É algo que foge a uma explicação lógica, são coisas que podem acontecer ao lado, no nosso dia-a-dia, e que talvez passem despercebidas aos nossos olhos. Eu acredito que atrás de uma verdade visível, exista uma outra verdade sobreposta. </span></b></p>
<p><b><span style="font-size:8pt;color:#99cc00;font-family:'Courier New';"></span></b><span style="font-size:8pt;font-family:'Courier New';"></span><i><b><span style="font-size:8pt;color:white;font-family:'Courier New';">Luiz Fernando Jorge – Uma última pergunta... E o que você espera do blog da série?</span></b></i></p>
<p><b><span style="font-size:8pt;color:white;font-family:'Courier New';">A. Delacerda</span></b><b><span style="font-size:8pt;color:#99cc00;font-family:'Courier New';"> – Que o público participe interagindo com + que a verdade!</span></b><span style="font-size:8pt;color:#99cc00;font-family:'Courier New';"> </span><span style="font-size:8pt;font-family:'Courier New';"></span><span style="font-size:8pt;color:#99cc00;font-family:'Courier New';"> </span></p>
<p><span style="font-size:8pt;color:#99cc00;font-family:'Courier New';">   </span><span style="font-size:8pt;font-family:'Courier New';"></span><span style="font-size:8pt;color:white;font-family:'Courier New';">Entrevista concedida por A. Delacerda, ao jornalista, produtor e locutor de rádio Luiz Fernando Jorge</span><span style="font-size:8pt;font-family:'Courier New';"></span><span style="font-size:8pt;font-family:'Courier New';"> </span></p>
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<title><![CDATA[SEPULCRO (soneto)]]></title>
<link>http://joaopoetadobrasil.wordpress.com/2008/01/06/sepulcro-soneto/</link>
<pubDate>Sun, 06 Jan 2008 02:11:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>joaopoetadobrasil</dc:creator>
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SEPULCRO
© De João Batista do Lago
Ainda hoje tive notícias de ti
Soube do teu sepulcro em vid]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="license" href="http://babelfish.altavista.com/babelfish/trurl_pagecontent?lp=en_pt&#38;trurl=http%3a%2f%2fcreativecommons.org%2flicenses%2fby-nc-nd%2f3.0%2f"><br />
<img src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/88x31.png" alt="Licença Creativa Das Terras comuns" style="border-width:0;" /><br />
</a></p>
<p><font color="#ff0000"><b>SEPULCRO</b></font></p>
<p><font color="#ff0000"><b>© De João Batista do Lago</b></font></p>
<p><font color="#ff0000"><b>Ainda hoje tive notícias de ti<br />
Soube do teu sepulcro em vida:<br />
Carregas dor de não ser querida.<br />
Pouco falaram, mas eu pressenti!</b></font></p>
<p><font color="#ff0000"><b>Toda infelicidade, ó como a senti!<br />
O duro golpe de ser desvalida,<br />
De não ser deusa, mas jóia corroída;<br />
Anestesiada pelo sonho do jaborandi.</b></font></p>
<p><font color="#ff0000"><b>Eu que te venho amando por toda vida<br />
Nada posso fazer por mim ou por ti<br />
Nem minha paixão há tanto esquecida</b></font></p>
<p><font color="#ff0000"><b>Conseguirá salvar este amor, ó querida!<br />
Viver solitário foi tudo que consegui;<br />
Já nós dois somos nós no olhar da partida.</b></font></p>
]]></content:encoded>
</item>

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