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	<title>questionamentos &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/questionamentos/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "questionamentos"</description>
	<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 15:02:02 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://astroquatica.wordpress.com/?p=9</link>
<pubDate>Sun, 07 Sep 2008 22:29:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>astroquatica</dc:creator>
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<description><![CDATA[Esses dias eu tava ouvindo o CD da Lykke Li e a minha mãe entrou no quarto falando que pensou que e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Esses dias eu tava ouvindo o CD da Lykke Li e a minha mãe entrou no quarto falando que pensou que era eu cantando. (?)</p>
<p>Tecnicamente não sei se isso é bom ou ruim..</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/modXbqbsAvs'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/modXbqbsAvs&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Pensamentos acerca da maternidade]]></title>
<link>http://scrapbia.wordpress.com/?p=548</link>
<pubDate>Tue, 02 Sep 2008 20:00:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>Bia Bonduki</dc:creator>
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<description><![CDATA[Essas são as coisas que me passam pela cabeça quando eu lembro que um dia pretendo ser mãe. Favor]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Essas são as coisas que me passam pela cabeça quando eu lembro que um dia pretendo ser mãe. Favor não levar a sério.</p>
<p>- E se meu filho nascer feio? Que diz que mãe acha os filho tudo lindo, mas tem um limite, né? </p>
<p>- Depois dos sete anos, quando a criança fica dentuça e respondona, dá prá continuar amando na mesma intensidade? Ó lá, sejam sinceros.</p>
<p>- Meus bacuri não vão ter orkut e fotolog desde o parto, disso eu sei. Mas sei também que vou fotografar cada momento e ficar repetindo pros outros <em>todasasmilgracinhas</em> que eles fizerem, como se fossem pequenos Einsteins. Digo porque faço o mesmo com meu sobrinho JP. (Aliás, já contei que ele me chama de BIBIA? Awn.)</p>
<p>- É possível superar a decepção da criança sair a cara da tia? Que o propósito de ter filho é esse, gente, ver se sai parecido com os PAIS, não com os periféricos.</p>
<p>- É algum tipo de doença isso de vestir a menina inteira de cor-de-rosa, com saia, legging e bota? Pega na saída da maternidade? Se for, tenho um nome prá isso: Mal de <em>Lilicus ripilicus</em>. Tô me vacinando é hoje.</p>
<p>- Aquele programa das mães lá vai passar a TER GRAÇA pra mim? (Du-vi-do.)</p>
<p>Acho que é só. Mães, respondam-me. Mães sem-noção, neurastênicas e mudérnas, fiquem bem quietinhas.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mais um encontro (e talvez menos uma dor)]]></title>
<link>http://pensamentosdesconexos.wordpress.com/?p=110</link>
<pubDate>Tue, 02 Sep 2008 01:35:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>pensamentosdesconexos</dc:creator>
<guid>http://pensamentosdesconexos.wordpress.com/?p=110</guid>
<description><![CDATA[
E o sentimento insistia em permanecer ali&#8230; Mesmo depois da chuva ter caído. Mesmo depois da ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"><a href="http://pensamentosdesconexos.files.wordpress.com/2008/09/sol_da_meia-noite2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-111" src="http://pensamentosdesconexos.wordpress.com/files/2008/09/sol_da_meia-noite2.jpg" alt="" width="193" height="252" /></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">E o sentimento insistia em permanecer ali... Mesmo depois da chuva ter caído. Mesmo depois da noite nublada, dos sonhos desfeitos, do dia frio. O amor não queimou até o fim. Na verdade estava ainda muito longe disso. Ela sonhava de um jeito que a fazia sentir muita dor. Quis conversar. Na tentativa de fazer doer menos. De chorar mais baixinho.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Mais uma vez se desnudou. Despiu a vergonha e falou. Ou será que não falou? No fundo acho que foi apenas mais um sonho. Um sonho de encontrar alguém. Exatamente como ela queria, exatamente como ela desejava. Mas será que era mesmo? Estava ali quem ela pensou que fosse?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Ela estava certa. A impossibilidade de estar completa lhe diminuiu as chances. Isso não era apenas um pensamento, uma idéia. Era seco e real. Fez falta, muita falta. Um desejo que por algum tempo demorou para se materializar. Por que não ardeu? Por que não deixou queimar? Por que não foi até o fim? Mais questionamentos se juntaram aos já antigos tormentos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">E com que armas ela poderia lutar? Não deixaram nada para que ela pudesse atacar. Nem mesmo disseram que ela podia atacar. Mas ninguém entendia. Era uma guerreira, de armadura, capa e espada. Mas ali, não era nada. Naquele cenário nada podia fazer. Onde estava sua alma lutadora? Talvez não aparecesse, por pensar que o adversário era mais forte, mais poderoso. Talvez até fosse, mas ela também sabia que a perda maior não era dela. Que a dor maior não pertencia a ela. Que o futuro obscuro passava bem longe dela.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;">Mas disse que não ia esperar. A vida não espera. Um amor que nem tinha idéia da força que tinha, que poderia ter tido, que ainda poderia ter. Se tivesse a menor faísca de noção, teria vestido a armadura e iniciado a luta com o brado dos guerreiros que não desistem, que não se entregam. O tempo constrói as histórias. As decisões erradas as destroem. Será possível reconstruí-las? Ou os castelos serão ruínas que apenas lembrarão que ali já houve um tempo de prosperidade? <span> </span><span> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">No fim de tudo, só o que ela desejava era mandá-lo para a gaveta das boas lembranças. Para tirá-lo de lá num dia frio, numa tarde chuvosa qualquer e sorrir. Sorrir como quem sabe que já foi amada. Lembrar como quem tem a certeza de que um dia já encontrou o sentimento mais puro. Alguém que já desejou arder sem sequer ter tempo de pensar no futuro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Flávia Gomes</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pensamentos...]]></title>
<link>http://flaviasilva.wordpress.com/?p=201</link>
<pubDate>Mon, 01 Sep 2008 00:00:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Flávia</dc:creator>
<guid>http://flaviasilva.wordpress.com/?p=201</guid>
<description><![CDATA[
&#8220;If God is a DJ,
Life is a dance floor,
Love is a rhythm,  
You are the music.&#8221;
 
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h2><img class="alignright" src="http://www1.istockphoto.com/file_thumbview_approve/5458680/2/istockphoto_5458680-music.jpg" alt="" width="351" height="380" /></h2>
<h2><span style="color:#ff0000;">"If God is a DJ,</span></h2>
<h2><span style="color:#ff0000;">Life is a dance floor,</span></h2>
<h2><span style="color:#ff0000;">Love is a rhythm,  </span></h2>
<h2><span style="color:#ff0000;">You are the music."</span></h2>
<h3> </h3>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Iniciando]]></title>
<link>http://ulcera.wordpress.com/?p=18</link>
<pubDate>Thu, 28 Aug 2008 20:02:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>tosco</dc:creator>
<guid>http://ulcera.wordpress.com/?p=18</guid>
<description><![CDATA[Por varias vezes tentei (re)iniciar este blog, mas sempre desistia. Talvez por não ter o que escrev]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Por varias vezes tentei (re)iniciar este blog, mas sempre desistia. Talvez por não ter o que escrever, ou falta de paciência, mas desta vez vamos ver se vai.</p>
<p>Minha idéia sempre foi de montar algo onde eu pudesse escrever sobre vários assuntos de que gosto, como comics, filmes, jogos, séries... Além de coisas com que trabalho como design, CSS, tableless, e que me interessam, compartilhar opiniões e levantar questionamentos.</p>
<p>Pois então, para iniciar, vou aproveitar que hoje é meu aniversário (obrigado) e questionar um pouco sobre esta data. Deixo claro de que tudo que eu escrever aqui, que não seja algo sem algum fundamento, como alguma notícia de lançamento de tecnologia ou algo meio sem importância, vem de minhas opiniões e questionamentos, coisas que fico pensando e tentando chegar a alguma conclusão, algo que geralmente não consigo.</p>
<p>O que é realmente o <em>aniversário</em>? Qual o significado disto realmente?</p>
<p>"<em>Ora, é a comemoração do nascimento de alguém</em>", alguns podem dizer, e claro que esta correto. Mas só isto? Mas de onde surgiu esta tradição de comemorar o aniversário? Eu sinceramente não sei de onde vem isto, e penso que a maioria das pessoas também não sabe, apenas comemoram.</p>
<p>Eu não consigo ver como uma única data no ano pode ser mais importante do que as outras. Para mim, todas as datas são importantes, ou nenhuma data tem uma importância significativa.</p>
<p>Aniversários para mim são hipócritas. Geralmente no seu aniversário aquelas pessoas com que você nunca conversou, ou que você não se dá muito bem mas todo mundo ignora o fato, vem lhe cumprimentar e lhe desejar felicidades, algo que você tem certeza de que é mentira ou que não é realmente sincero.</p>
<p>Aniversários servem para aumentar o desejo consumista de todos, assim como feriados natalinos, pois desde cedo, crianças e bebês, mesmo com 1 ano, já comemoram seu próprio aniversário. Ora, uma criança de 1 ano não consegue nem se limpar sozinha, como vai entender o significado (se é que existe algum) de aniversário? O que ela entende é que existe uma festa, várias pessoas, comidas e doces e claro, presentes. Esta é a questão, ninguém se importa com o significado na verdade, todos querem presentes. E com isto a criança já esta treinada a comemorar aniversário para apenas receber presentes, comer bolo e chutar palhaços.</p>
<p>Bom, para finalizar e não me prolongar demais, era isso.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Devaneios - Flávia Silva]]></title>
<link>http://flaviasilva.wordpress.com/?p=186</link>
<pubDate>Wed, 27 Aug 2008 23:56:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>Flávia</dc:creator>
<guid>http://flaviasilva.wordpress.com/?p=186</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Fechando meus olhos,
Seu espectro aparece embaixo de minhas pálpebras,
Na névoa de meus pen]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#cc99ff;"><em>"Fechando meus olhos,<br />
Seu espectro aparece embaixo de minhas pálpebras,<br />
Na névoa de meus pensamentos<br />
Tomando bela forma<br />
Arrancando suspiros de minh'alma<br />
Conseguindo, assim, libertar meu espírito selvagem</em></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#cc99ff;"><em>Se ao menos você soubesse<br />
Que o poder do seu toque<br />
Derreteu-me por dentro<br />
E ganhou meu coração<br />
Estaria já eu perdida</em></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#cc99ff;"><em>O que você deseja de mim?<br />
Uma aventura?<br />
A chave de minha alma?<br />
A chave do meu espírito?<br />
A chave do meu coração?<br />
Todas? Nenhuma?</em></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#cc99ff;"></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Seu toque,<br />
Sua essência,<br />
Sua sedução,<br />
Seu olhar,<br />
Seus lábios.<br />
Como é bom poder sonhar com o que tivemos,<br />
<span style="color:#cc99ff;">Como é bom poder sonhar.</span></em>
</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Você me deu a comparação." </em></p>
<p></span></strong></p>
<p> </p>
<p> 
</p>
<p style="text-align:justify;">Flávia Silva</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A vida é uma viagem.]]></title>
<link>http://conexaoarruda.wordpress.com/?p=38</link>
<pubDate>Fri, 22 Aug 2008 21:21:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>Kris Arruda</dc:creator>
<guid>http://conexaoarruda.wordpress.com/?p=38</guid>
<description><![CDATA[
O ditado é conhecido, a vida é uma viagem, não um destino. Mas como devem ser os últimos moment]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-39" src="http://conexaoarruda.wordpress.com/files/2008/08/terceira-idade.jpg" alt="" width="460" height="328" /></p>
<p>O ditado é conhecido, a vida é uma viagem, não um destino. Mas como devem ser os últimos momentos dessa viagem? Depende.</p>
<p>Nos Estados Unidos e Europa,  aqueles que já viveram obrigações por tempo o suficiente, podem verdadeiramente aproveitar suas aposentadorias, sejam de trabalho em si ou da própria vida de deveres.</p>
<p>As viagens para a terceira idade movem um mercado de “zigalhões” de dólares nos paises desenvolvidos. Isto prova que uma das preferências dos “velhinhos” é mesmo viajar.</p>
<p>Por isso, a <a title="Intune" href="http://www.intunegroup.co.uk/" target="_blank">Intune</a>, seguradora brtânica, hoje é reconhecida como uma especialista em seguro viagem específico para viajantes acima dos 60 anos. Adaptando sua estrutura e parcerias para servir este tipo de consumidor.<br />
A Intune aproveitou uma oportunidade ótima, explorando um mercado promissor, alem é claro de prover um ótimo serviço social.</p>
<p>O Brasil tem progredido a passos largos no que diz respeito a qualidade e expectativa de vida. Ainda que se esteja muito distante da realidade americana e européia é bom ficarmos de olho nesse mercado. Para crescermos profissionalmente e espiritualmente.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[É devagar, devagarinho... ]]></title>
<link>http://conexaoarruda.wordpress.com/?p=34</link>
<pubDate>Fri, 22 Aug 2008 21:15:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>Alex Sami de Arruda</dc:creator>
<guid>http://conexaoarruda.wordpress.com/?p=34</guid>
<description><![CDATA[Vocês por acaso já ouviram falar dos chamados, “slow” alguma coisa? 
Traduzindo pro nosso jeit]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Vocês por acaso já ouviram falar dos chamados, “slow” alguma coisa? <br></p>
<p>Traduzindo pro nosso jeitão, seria algo como fazer as coisas assim:<br>&#160;<br>É devagar; É devagar, <br>É devagar; É devagar, <br>Devagarinho . . .<br><br>&#160;É isso ! Viver do jeito que dita Martinho da Vila.<br>&#160;<br>“Slow Food” foi o primeiro deles, se contrapondo ao “Fast Food” que todos conhecemos. E diga-se a verdade, comer devagar é bem melhor. Esse conceito foi bem aceito mundo a fora, iniciando-se na Itália e se ramificando em outras partes do globo. No Japão, se transformou em algo maior chamado, “Slow Life”. Para os adeptos do movimento, devemos dar mais, ou pelo menos a mesma, importância ao percentual de horas trabalhadas às demais horas, onde nos alimentamos, dormimos, nos divertimos e socializamos.<br><br>Já no velho continente, também se ouve falar do “Slow Europe”, na contramão da globalização acelerada, onde são praticadas semanas de trabalho com menos de 44 horas. Na França por exemplo, se trabalham 35 horas semanais, enquanto na Alemanha, algo em torno de 28. Essas escolhas fizeram a produtividade crescer em 20% alem de trazer maior qualidade de vida aos envolvidos.<br><br>Nos EUA, os conceitos “Slow Movement” ou “Slow Atitude”&#160; já estão tendo considerável adesão, mesmo pelos apologistas do “Fast” e do “Do it” .<br>&#160;<br>Em resumo, “Slow Something”, que acabei de criar, é fazer qualquer coisa, como li a pouco, retomando os valores familiares e das amizades verdadeiras, de ter realmente tempo livre, de viver em “pequenas” comunidades mais locais e menos globais, com menos indefinição e anonimato.<br><br>O assunto é vasto, requer muitas compilações, um pouco de estudo, mas sem pressa.<br><br>Algum dia desses, com muita calma; voltamos a falar sobre “Slow Something” <br><br>Autenticidade e Simplicidade em Viver !<br><br>Desejo mais leveza e suavidade na vida de todos vocês!<br><br></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O procurador Geral do Município de Belford Roxo Lorival Almeida de Oliveira]]></title>
<link>http://faizakhalida.wordpress.com/?p=211</link>
<pubDate>Thu, 21 Aug 2008 11:02:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>faizakhalida</dc:creator>
<guid>http://faizakhalida.wordpress.com/?p=211</guid>
<description><![CDATA[
&#8221; Rio de Janeiro cresce menos do que outros estados brasileiros
Quando a gente pensa em quali]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class="post hentry uncustomized-post-template">
<p>" Rio de Janeiro cresce menos do que outros estados brasileiros</p>
<div class="post-body entry-content">Quando a gente pensa em qualidade de vida dos moradores, vê que o Rio de Janeiro está crescendo. Só que esse desenvolvimento é menor do que em outros estados do Brasil.</p>
<p>Uma pesquisa da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) feita nos 92 municípios do estado mostrou que alguns avançaram pouco na oferta de saúde e educação. Outros até pioraram.</p>
<p>Elza Gregório é diarista. Os filhos estão desempregados. O marido dela, Expedito da Silva, é o único que tem carteira assinada. A renda da família é de R$ 800 por mês, e fica apertada para pagar todas as contas.</p>
<p>“O salário é pouco. As despesas com condução, colégio entre outras coisas levam todo o dinheiro. Há mais de dez anos que estou tentando concluir a construção da minha casa”, conta Expedito.</p>
<p>A família da Dona Elza mora na periferia de Belford Roxo há 16 anos. Durante todo esse tempo, as condições de vida melhoraram muito pouco. São moradores que representam o que vem acontecendo no município. Belford Roxo está entre as cidades do estado do Rio que menos se desenvolveram." ( Reportagem de TV )</p>
<p>Puxa eu tou escutando a música monstro invisível do Rappa .</p>
<div>Muito legal essa música : " Monstro invisível que comanda a horda ".</div>
<div>Cara! o máximo essa música .<br />
Outra hora falo sobre a música<br />
Agora</div>
<div>Eu queria falar sobre</div>
<div>quando ...</div>
<p><a href="http://2.bp.blogspot.com/_m_71Nz01nkU/SJmj6et99nI/AAAAAAAAALI/12774iW0Dbo/s1600-h/Imagem+103.jpg"><img style="display:block;text-align:center;cursor:pointer;margin:0 auto 10px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_m_71Nz01nkU/SJmj6et99nI/AAAAAAAAALI/12774iW0Dbo/s400/Imagem+103.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<div>
<p>Quando eu recebi a intimação na Escola Municipal Jorge Ayres de Lima ,da intimação para a apresentação de defesa em um inquérito administrativo disciplinar em um prazo de 10 dias .</p>
<div>Me dirigi até a Procuradoria do Município de Belford Roxo que fica no próprio prédio da Prefeitura para tentar entender do que estava sendo acusada , pois no próprio papel que me forneceram , havia a menção a outros papéis , mas não discriminava o conteúdo deles .</div>
<p><a href="http://1.bp.blogspot.com/_m_71Nz01nkU/SJmkYCZN1JI/AAAAAAAAALQ/nqE8K75qbN4/s1600-h/Imagem+057.jpg"><img style="display:block;text-align:center;cursor:pointer;margin:0 auto 10px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_m_71Nz01nkU/SJmkYCZN1JI/AAAAAAAAALQ/nqE8K75qbN4/s400/Imagem+057.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<div>Eu sabia que eu estava sendo julgada por algo , mas não dava para entender do que .</div>
<div>Fui até a Procuradoria numa sexta-feira onde para a minha sorte o Procurador , era obrigado por um decreto a dar audiências a população .</div>
<div>Fui conversar com ele , porque a conversa com o presidente da Comissão disciplinar e nada foi a mesma coisa . Ele me atendeu com má vontade . Já estava esperando por ele há algumas horas . Mas mesmo assim ele foi seco e me atendeu com má vontade . Falando que eu teria feito algo que alguém não gostou , e que foi isso .</div>
<div>Eu relatei para o presidente da Comissão de inquério todo o contexto de discriminação e constrangimento que eu estava enfrentando na Escola Municipal Jorge Ayres .</div>
<div>Mas ele não se interessou em saber nada . Dizia que tinha mais o que fazer .</div>
<div>E eu percebia que o presidente da Comissão de Inquérito Administrativo Disciplinar já tinha um pré julgamento e nem se interessou de ouvir a minha defesa .</div>
<div>Fui conversar com o Senhor Procurador Geral do Município Lorival Almeida de Oliveira que dizem que é irmão ou parente de um político de longa data chamado LUISINHO .</div>
<div>Na sala dele , O procurador , acho que o nome dele é Lourival Almeida de Oliveira , ele me falou que foi ele mesmo que mandou abrir o processo .</div>
<div>Que se fosse qualquer outra coisa ele deixava o processo tipo engavetado , ou tipo que o processo não daria em nada .</div>
<div>Mas que eu teria feito falado algo que alguém não gostou .</div>
<div>O procurador Lourival disse que conhecia e acompanhava todo o conteúdo do meu fotoblog Escola Municipal Jorge Ayres e</div>
<div>que ele também acompanhava as minhas manifestações na comunidade dos funcionários públicos de Belford Roxo no tópico a PREPOTÊNCIA DA SECRETÁRIA .</div>
<div>Por associação deu para perceber que o inquérito foi aberto pelo motivo de eu ter manifestado alguma opinião na internet que desagradou A Ex-SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO e também O PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO .</div>
<div>O procurador Lourival mostrou preocupação em eu estar sendo assistida por um advogado .</div>
<div>Fez várias perguntas . Queria saber quem era o advogado que estava me defendendo.</div>
<div>Disse que o meu advogado de defesa teria de ser de Belford Roxo .</div>
<div>Como pode isso o advogado tem que ser de Belford Roxo . Isso não existe !</div>
<div>Porque ele tem o controle dos advogados em Belford Roxo .</div>
<div>O procurador Lourival mostrou preocupação em a advogada ser da Secretaria de Direitos Difusos do Governo do Estado do Rio de Janeiro .</p>
<p>Fez perguntas dela onde trabalhava, onde tinha escritório , como que acharia UM JEITO para intimidá-la.</p></div>
<div>Disse que o processo não se tratava de Direitos Difusos .</div>
<div>Que ele não aceitaria essa palavra no processo.</div>
<div>Que não se tratava de Direitos Difusos .</div>
<div>Que não se tratava de discriminação .</div>
<div>Ele disse que a procuração da advogada estava errada .</div>
<div>Deu para entender por associação que o Procurador Geral Lourival</div>
<div>não tinha interesse que eu me defendesse no processo administrativo disciplinar .</div>
<div>A minha advogada fez uma petição dentro dos " conformes " pedindo para ter acesso</div>
<div>a todo o conteúdo do processo lá onde ela trabalha , na Secretaria de Direitos Difusos  .</div>
<div>Mas o procurador disse que não faria isso .</div>
<div>É muito constrangedor tudo isso .</div>
<div>Depois na Secretaria de Educação a funcionária Ivanir</div>
<div>me chamou lá para tomar ciência do resultado do processo .</div>
<div>Também depois de esperar bastante . Perde-se um dia  para cada ída para se perder tempo</div>
<div>tentando se defender .</div>
<div>Ela disse que era para eu assinar um papel .</div>
<div>Eu pedi a ela para ter cópia do processo .</div>
<div>A funcionária Ivanir disse que eu não poderia ter cópias do processo .</div>
<div>Que se eu não assinasse a minha situação ficaria pior .</div>
<div>Eu aproveitei o descuido da funcionária Ivanir .</div>
<div>Peguei o processo na Secretaria de Educação abri e resolvi copiar o processo</div>
<div>à mão para tentar entender afinal o processo .</div>
<div>E copiei tudo que eu consegui durante o descuido da funcionária . Que disse que eu não poderia copiar o processo .</div>
<div>Mas eu percebia outras pessoas do meu lado tirando cópias de vários processos dentro da Secretaria de Educação .</div>
<div>Não custava nada ela tirar cópias do processo para mim .</div>
<div>Aí eu tentei falar com a Ex-Secretária Maíses Rangel Suhett.</div>
<div>Que disse que não iria me receber .</div>
<div>A Secretária dela foi gentil e agendou um dia para eu comparecer</div>
<div>para conversar com a Ex-Secretária de Educação , mas não garantiu que eu seria atendida .</div>
<div>Que poderia haver outros compromissos .</div>
<div>No site da Polícia Federal o procurador Lourival tenta justificar ou explicar a suspeita do desvio</div>
<div>de verbas de 1,4 milhões de reais em obras para o esgoto em Belford Roxo .</div>
<div>Ele disse que a Prefeitura não recebeu o dinheiro .</div>
<div>Que o dinheiro estaria na Caixa .</div>
<div>É tanto esgoto a céu aberto .</div>
<div>Muito triste o sumiço desse dinheiro .</div>
<div>Acaba que ninguém sabe onde o dinheiro do esgoto foi parar .</div>
<div>Uns dizem que essa operação joão de barro não vai dar em nada .</div>
<div>Que as notícias de  corrupção , desvios do dinheiro público para obras de esgoto , etc</div>
<div>continuarão a acontecer .</div>
<div>A minha opinião é que se existe uma operação da Polícia Federal para se investigar</div>
<div>desvios do dinheiro do povo . Não se deveria medir esforços em descobrir onde foi parar</div>
<div>esse dinheiro sagrado .</div>
<div>Até para que a população , A Polícia Federal,  a opinião pública fique com</div>
<div>a certeza absoluta de que a falta de saneamento básico , A falta de asfalto , de conservação</div>
<div>de praças, ruas , morros , a lama tudo isso não tem origem numa omissão.</div>
<div><span style="font-size:85%;font-family:Arial;">Respeito muito a posição , o cargo que ocupa esse senhor o Procurador Lourival. Mas não tenho medo dele . Não posso ter medo dele . Das ameaças dele .</span></div>
<div><span style="font-size:85%;font-family:Arial;">Dele , por exemplo, ter mandado abrir um processo administrativo disciplinar . Por ele ter o poder de abrir ou arquivar um inquérito a vontade dele , de acordo se eu agradar ou desagradar ele ou um determinado sistema ou determinados gestores .</span></div>
<div><span style="font-size:85%;font-family:Arial;">Além de ser anti - ético . É injusto .</span></div>
<div><span style="font-size:85%;font-family:Arial;">Não é a pessoa que está sendo julgada  .</span></div>
<div><span style="font-size:85%;font-family:Arial;">Ele faz vista grossa ou não dependendo da pessoa.  Não acho isso correto. </span></div>
<div><span style="font-size:85%;font-family:Arial;">A hipocrisia é coisa de fariseu. De gente que busca  a obediência da lei , das tradições , de acordo com os seus interesses  .</span></div>
<div><strong><span style="font-size:85%;font-family:Arial;">Posso levar um tiro . Posso perder o emprego  .<br />
Posso trabalhar todos os dias com pessoas com o ouvido colado atrás das portas pegando cada palavra<br />
mal colocada num momento de estresse,<br />
</span><span style="font-size:85%;font-family:Arial;"> Posso trabalhar todos os dias com pessoas</span><span style="font-size:85%;font-family:Arial;"> me colocando em situações constrangedoras em momentos estressantes com alunos na escola , com pais de alunos , em reuniões .</span></strong></div>
<div><span style="font-size:85%;font-family:Arial;"><strong>Trabalhando a cabeça de pais de alunos para eu sair da escola .</strong>Não importa.<br />
Não tenho medo .<br />
</span></div>
<div><span style="font-size:85%;font-family:Arial;">Mas nunca vou perder a minha dignidade , a minha  honestidade e o meu caráter.</span></div>
<div><span style="font-size:85%;font-family:Arial;">O mal nos ataca no sistema . Investigando as nossas  fragilidades . E estabelecendo o medo .</span></div>
<div><span style="font-size:85%;font-family:Arial;">Esse é o mal . Esse é o monstro invisível  .</span></div>
<div><span style="font-size:85%;font-family:Arial;">Eu sou mais Jesus . E nada vai nos afastar do amor  de Deus . Nem as perseguições .</span></div>
<div><span style="font-size:85%;font-family:Arial;">Nem a morte.</span></div>
<div><span style="font-size:85%;font-family:Arial;">O amor de Jesus é incondicional .</span></div>
<div><span style="font-size:85%;font-family:Arial;">Esse povo todo que está nas mãos desses poderosos que não servem a Deus . São vazias, falsas, mentirosas. Para não dizer a palavra malígna .</span></div>
<div><span style="font-size:85%;font-family:Arial;">Continuemos a pedir todos os dias a graça do  discernimento .</span></div>
<div><span style="font-size:85%;font-family:Arial;">para saber o que é o bem .</span></div>
<div><span style="font-size:85%;font-family:Arial;">O que é o mal.</span></div>
<div><span style="font-size:85%;font-family:Arial;">E a sabedoria para ensinar não apenas com palavras  . </span></div>
<div><span style="font-size:85%;font-family:Arial;">Mas com testemunhos .</span></div>
<div><span style="font-size:85%;font-family:Arial;">Dia-a-dia.</span></div>
<div><span style="font-size:85%;font-family:Arial;">Minuto-a-minuto.</span></div>
<div><span style="font-size:85%;font-family:Arial;">Eu não sou dona da verdade e você também  não.</span></div>
<div><span style="font-size:85%;font-family:Arial;">Mas Deus nunca me abandonou .</span></div>
<div><span style="font-size:85%;font-family:Arial;">Nem nos momentos de pressão. Vilolências .  Injúrias.</span></div>
<div><span style="font-size:85%;font-family:Arial;">Mas todos esses problemas que eram para mudar a  minha sorte .</span></div>
<div><span style="font-size:85%;font-family:Arial;">Deus transformou em bênçãos.</p>
<p>Quando eu fiz vários questionamentos ao Senhor Procurador Lourival<br />
como por exemplo<br />
porque eu tinha de trabalhar com 50 55 alunos por turma .<br />
Ele disse que não tinha como, que ele tinha na mesa dele<br />
vários prédios para se desapropriar  para virar sala de aula , mas não teria feito ainda</p>
<p>E por que ficam esses prédios para desapropriação na mesa dele<br />
e ele ainda não desapropriou ?</p>
<p>TERIA REALMENTE ESSAS PESSOAS INTERESSE NA EDUCAÇÃO DO POVO ?</p>
<p>A EDUCAÇÃO MUDA A SOCIEDADE .</p>
<p>EU ACHO QUE ESSE POVO QUER QUE O POVO CONTINUE ALIENADO<br />
DAS INJUSTIÇAS QUE ACONTECEM .</p>
<p>DESSAS DENÚNCIAS DE DESVIOS DO DINHEIRO DO ESGOTO.</p>
<p>DE DENÚNCIAS DE TURMAS COM 55 ALUNOS .</p>
<p></span></div>
<h3 class="smller">Escreveram na comunidade dos funcionários públicos</h3>
<h3 class="smller">de Belford Roxo</h3>
<h3 class="smller">VERGONHA PARA BELFORD ROXO</h3>
<div class="para">Rio de Janeiro cresce menos do que outros estados brasileiros<br />
Quando a gente pensa em qualidade de vida dos moradores, vê que o Rio de Janeiro está crescendo. Só que esse desenvolvimento é menor do que em outros estados do Brasil.</p>
<p>Uma pesquisa da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) feita nos 92 municípios do estado mostrou que alguns avançaram pouco na oferta de saúde e educação. Outros até pioraram.</p>
<p>Elza Gregório é diarista. Os filhos estão desempregados. O marido dela, Expedito da Silva, é o único que tem carteira assinada. A renda da família é de R$ 800 por mês, e fica apertada para pagar todas as contas.</p>
<p>“O salário é pouco. As despesas com condução, colégio entre outras coisas levam todo o dinheiro. Há mais de dez anos que estou tentando concluir a construção da minha casa”, conta Expedito.</p>
<p>A família da Dona Elza mora na periferia de Belford Roxo há 16 anos. Durante todo esse tempo, as condições de vida melhoraram muito pouco. São moradores que representam o que vem acontecendo no município. Belford Roxo está entre as cidades do estado do Rio que menos se desenvolveram.</p></div>
</div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://faizakhalida.wordpress.com/?p=203</link>
<pubDate>Thu, 21 Aug 2008 10:27:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>faizakhalida</dc:creator>
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<description><![CDATA[. Ano pasado, a orientadora pedagógica Maria da Conceição da Silva Pereira me chamou na sala dela]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>. Ano pasado, a orientadora pedagógica Maria da Conceição da Silva Pereira me chamou na sala dela com a porta fechada para dizer que um pai de um aluno achava que o filho dele não podia estudar comigo porque eu seria transexual e então eu teria de sair da escola.</p>
<p>. A orientadora pedagógica Maria da Conceição da Silva Pereira então disse que ela era muito cristã e que ela conhecia muito bem a Bíblia e que a Bíblia condenaria, na opinião dela, o transexualismo . E misturou o assunto desse pai com uma folha de exercícios que eu tinha passado para as turmas da série daquele aluno .</p>
<p>. A orientadora pedagógica Maria da Conceição da Silva Pereira disse que ela não queria fazer isso, mas que tinha feito um registro disso e enviado para a SEMED. Que ela não tinha a intenção de me prejudicar, mas que ela foi obrigada a fazer isso , culpando o pai do aluno , da atitude dela de ter registrado o fato e levado este assunto para outras instâncias onde eu poderia vir a ser prejudicada, caso entendessem meus procedimentos de educadora da forma distorcida como a orientadora pedagógica Maria da Conceição da Silva Pereira e aquele pai estavam entendendo.</p>
<p>. A orientadora pedagógica Maria da Conceição da Silva Pereira quis saber o que eu iria fazer . Eu disse para a orientadora pedagógica Maria da Conceição da Silva Pereira que se o pai do menino não queria que seu filho não estudasse comigo, que havia muitos outros alunos da escola, que ficavam me pedindo para eu dar aulas para eles , e , que eu não tinha a oportunidade de dar aulas para esses alunos . Que eu poderia trocar a turma desse aluno por qualquer outra turma da escola com a outra professora de Inglês, Eliane , se a outra professora concordasse. Ou que o aluno poderia trocar de turma e estudar numa outra classe que a outra professora de Inglês , Eliane, desse aula .</p>
<p>. A orientadora pedagógica Maria da Conceição da Silva Pereira disse que o problema não era esse. A orientadora pedagógica Maria da Conceição da Silva Pereira então disse que a intenção do pai era me ver fora daquela escola , porque o pai do menino seria algo como um pastor, teria conhecimento da Bíblia e achava que a escola tinha que tomar alguma providência disto , do que o pai teria descrito para ela como um absurdo. Que o absurdo era eu ser professora não apenas do filho dele , mas também da escola.</p>
<p>. A orientadora pedagógica Maria da Conceição da Silva Pereira disse que ela tinha Informações de que eu era uma professora corajosa , destemida e aguerrida. A orientadora pedagógica Maria da Conceição da Silva Pereira ficou usando de uma linguagem de duplo sentido para dizer que eu poderia tomar um tiro ou algo parecido , que isso era possível mas que ela não queria dizer aquilo, o que me deixava apavorada porque eu percebia que estava sendo ameaçada de tomar um tiro e ao mesmo tempo tratava-se de uma ameaça dissimulada ...</p>
<p>. A orientadora pedagógica Maria da Conceição da Silva Pereira disse que eu não podia escrever o meu nome em folhas de exercícios e nem podia colocar nenhuma foto minha . E perguntou o que eu faria.</p>
<p>. A orientadora pedagógica Maria da Conceição da Silva Pereira falou que esse pai tinha cobrado uma providência dela . E que ela não queria , mas que teve que tomar alguma providência. E levar esse assunto adiante. Mas que eu não comentasse nada com ninguém , muito menos com o diretor José Carlos Neto e a cordenadora do turno Cássia , que naquele momento estavam na sala dos professores, porque ela era minha amiga e queria me ajudar .</p>
<p>. Neste momento , eu não consegui ficar ali mais na frente da orientadora Maria da Conceição da Silva Pereira . Me levantei e saí da sala dela. E a orientadora Maria da Conceição da Silva Pereira veio atrás de mim . Eu entrei na sala de aula e os alunos começaram a me mostrar a apostila de Inglês respondida com um texto produzido por eles , colocando as Informações pessoais deles , que eles tinham praticado comigo naquela folhinha . Parecia a multiplicação das Redações , todos os alunos ansiosos esticando os livros ao mesmo tempo para eu ver que eles tinham escrito um texto . A Rosane , uma funcionária da escola especializada em leitura fez um comentário naquele momento , que aquilo era a prova da competência do meu trabalho.</p>
<p>. Futuramente eu fiquei sabendo por comentário de buchicho que a orientadora Maria da Conceição da Silva Pereira tinha feito um Relatório disso e tinha enviado para alguém . Fiquei sabendo por comentário de buchicho que esse Relatório não foi adiante , porque alguém teria olhado os cadernos dos alunos, e chegado a conclusão de que a folha de exercício foi feita de uma forma que levou os alunos a fazer em Inglês uma redação e a responder a apostila de Inglês .</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[sistema do faz-de-conta ]]></title>
<link>http://faizakhalida.wordpress.com/?p=196</link>
<pubDate>Wed, 20 Aug 2008 22:46:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>faizakhalida</dc:creator>
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<description><![CDATA[Entrei numa turma de sétimo ano de escolaridade .
Estavam tendo aula de matemática com Pedreti .
P]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Entrei numa turma de sétimo ano de escolaridade .<br />
Estavam tendo aula de matemática com Pedreti .<br />
Passei a observar mais as aulas de matemática porque o professor de matemática da Escola Municipal Jorge Ayres está sempre perto de mim o tempo todo , a semana toda , com outro professor Paulo que também deve fazer dobras na escola .<br />
Quando juntam os 2 professores mais outra pessoa começam as conversas e provocações a pessoas que são gays , se portariam como gays , que eles julgam como gays , num tom , como se estas pessoas fossem ridículas .<br />
Um horror essas conversas .<br />
Visivelmente são conversas que visam a me desestabilizar emocionalmente .<br />
Coisa que até agora não ocorreu , porque essas conversas chegam ser ridículas apesar de lamentáveis .<br />
Também sempre acontece de eu estar na sala de aula , e entrar a outra pessoa falando alto na sala , que na sala não tem professora , sempre dando essa indireta , entrando , simulando que minha aula seria uma bagunça , essas coisas, também no sentido de me desestabilizar emocionalmente , mas até agora , essa outra pessoa nada conseguiu com esses comentários ridículos , porque nem os alunos deram muita atenção para os comentários da outra pessoa também .<br />
E a outra pessoa acaba indo embora porque ninguém deu muita atenção a seus comentários até agora<br />
. Nas salas estão todos os 3 trabalhando . Mas, se eu estou na escola, logo são avisados, e saem das salas para ficar na sala dos professores .<br />
Pedretti dizia que ele era amigo de hacker . Que ele poderia saber a senha do orkut , de e-mails e de blogs de qualquer pessoa .<br />
Ficava fazendo ameaças veladas de que uma coisa horrível me aconteceria durante a reunião dos pais .<br />
Os 3 ficam na sala dos professores me fazendo pressão psicológica , emocional .<br />
Tipo falando algo que deboche de GLTBs , visando alguma irritação emocional minha ...<br />
Muito ridículo tudo isso ... mas deixa pra lá ... A realidade é de pessoas assim , e vamos trabalhar ao lado dessas pessoas com essa mentalidade .<br />
Fui para a sétima série .<br />
Os alunos estavam quietos , imóveis após umas horas de aulas do Pedreti .<br />
Olhavam para o quadro, para o caderno e pareciam muito disciplinados e aplicados , pois permaneciam em silêncio e sentados .<br />
Ao sentar na mesa , os alunos passaram a se levantar de suas cadeiras e se dirigirem a minha mesa para me perguntar quanto era 4 vezes 4 , oito vezes 2 , eu dizia que era 16 e que essas coisas eles deveriam ter aprendido em séries anteriores , mas que havia tabuada e era bom que eles pudessem estudar tabuada .<br />
Então começaram a vir a minha mesa alunos me merguntando como faziam expressões que estavam no quadro , pois eles não sabiam nada de matemática e já no primeiro bimestre achavam que vão ficar reprovados .<br />
Então tentei explicar cada exercício do quadro para que eles fizessem , terminassem o dever de matemática antes de iniciar o dever de inglês , porque eles estavam me fazendo perguntas sobre os deveres do quadro de matemática .<br />
Percebo que nem todo mundo tem paciência para explicar um dever para o aluno .<br />
Nem todos os alunos tem facilidades para aprender com determinado professor .<br />
As vezes o trabalho de um professor é considerado exemplar e os alunos não sabem nada daquela matéria , nem aprende o que o professor ensina .<br />
Termina o ano e não sabe nada daquele conteúdo programático .<br />
Então para que colocar num planejamento toda aquela parafernália que todo mundo copia e ninguem aprende ?<br />
O professor mesmo faz dobra a semana toda , e já viciou no esquema de mandar todo mundo copiar do quadro e calar a boca .<br />
E escrever no planejamento vários projetos para inglês ver e conteúdos não aprendidos pela grande parte dos alunos .<br />
Pois a realidade é de alunos com defasagens na aprendizagem .<br />
Para que escrever no planejamento vários projetos para inglês ver ?<br />
Outro dia uma professora da escola reclamava porque o diretor da escola pegou as dobras de História da Escola que outra professora de História da Escola queria pegar .<br />
E que ele largava os alunos no horário da aula de história para ficar jogando bola ou brincando de tênis de mesa .<br />
Não haveria nada errado .<br />
Se ele permanecesse próximo aos alunos , numa conversa informal .<br />
Mas o professor que era diretor da escola teria falado que não daria aulas pois estava estressado e precisava relaxar .<br />
Muito boa a iniciativa do professor de História , mas os alunos poderiam naquele momento se tivessem algum interesse de aprender alguma coisa de História ter a oportunidade de bater um papo sobre alguma situação do dia-a-dia , do noticiário , do dia-a-dia dos alunos .<br />
Um contato professor-aluno que poderia ser importante , pois são raras as vezes que na nossa realidade de turmas lotadas de aluno ter esse contato mais a vontade e mais informal .<br />
Pergunto eu o que é ter compromisso ? O que é ser uma pessoa comprometida ? É manter as aparências de que tudo funciona a contento .<br />
Evitar o mal estar de ver nas salas de aulas superlotadas os alunos falando se expressando porém havendo uma interação professor aluno onde se passa algum conteúdo por menor que seja .<br />
Ou uma realidade onde todos ficam quietos , calados, copiam do quadro e o professor manda todos calarem a boca , ou o professor manda todo mundo brincar de futebol , tênis de mesa e as garotas ficam lá olhando os meninos e o professor sai da escola para desestressar ?<br />
Muita gente gosta de criticar os outros dizendo que os outros não tem compromisso . Não sabem planejar . Mas se forem avaliados, vão ver nas suas próprias atitudes muito descomprometimento .<br />
Muita coisa que dizem que fizeram no planejamento e ninguém sabe nada daquilo .<br />
Pergunto eu A Educacao é isso? Um faz de conta que se ensina . E que se aprende? UM sistema do faz de conta . Isso que existe . E porque o sistema é assim . Porque muita gente ganha com isso .<br />
Ganha para manter esse sistema assim .<br />
E calar a boca dos outros que se manifestam contra essa falta de Ética . Dessa falta de Educação . E essa falta de compromisso. Essa falta de Eficiência .<br />
Muita gente se especializa dentro da educação em demonstrar que a coisa funciona . Isso é política .<br />
Mas demonstrar que uma coisa que não funciona funciona é enganação .<br />
Os alunos mal sabem o Português .<br />
É lamentável essa nossa realidade .<br />
Mas o que fazer se pessoas assim estão por toda parte e lutam ferrenhamente para manterem esse sistema do faz de conta .</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://faizakhalida.wordpress.com/?p=191</link>
<pubDate>Wed, 20 Aug 2008 21:35:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>faizakhalida</dc:creator>
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<description><![CDATA[Em 2007, fui informada que deveria comparecer a sala da orientadora pedagógica Maria da Conceição]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2007, fui informada que deveria comparecer a sala da orientadora pedagógica Maria da Conceição da Silva Pereira na escola municipal Jorge Ayres de Lima. Chegando lá, encontrei a Mãe do aluno Yago da 602 muito transtornada, chorando , bastante triste . A orientadora pedagógica Maria da Conceição da Silva Pereira me disse que havia me chamado na sala dela porque o filho daquela Mãe, que era aluno da escola só lembrava do professor de matemática Pedretti e da professora Faíza como professores dele. A orientadora pedagógica Maria da Conceição da Silva Pereira estava visivelmente deixando a Mãe do aluno Yago numa situação muito constrangedora na sala dela . A porta se encontrava encostada, fechada, e a orientadora pedagógica Maria da Conceição da Silva Pereira dizia que o filho daquela Mãe estava fora da escola porque ele não vinha para a escola estudar . Mas a Mãe<br />
do aluno insistia em dizer que o filho dela tinha problemas sérios com funcionário Rogério da escola municipal , que chamava ele de viado, embora ele não fosse, mas que estava sendo vítima de preconceito.<br />
. A Mãe do aluno disse perante mim e a orientadora pedagógica Maria da Conceição da Silva Pereira, na sala da orientadora pedagógica Maria da Conceição da Silva Pereira, outras coisas muito graves, como que o filho foi barrado de entrar na escola porque não tinha tênis. Que o filho dela tinha problemas quando estava dentro da escola com o funcionário Rogério que chamava ele de viado, mas que ele não seria homossexual. A orientadora pedagógica Maria da Conceição da Silva Pereira disse se eu conhecia o filho daquela Mãe porque o aluno Yago já estava reprovado por falta , mas que o menino e a Mãe do menino insistiam em dizer que eles reconheciam a professora Faíza e outro professor como professores dele na escola.<br />
. A mim me pareceu que a orientadora pedagógica Maria da Conceição da Silva Pereira agia de má-fé querendo tirar o garoto da escola , mas como a Mãe falava coisas graves , a mim me pareceu que a orientadora pedagógica Maria da Conceição da Silva Pereira queria amarrar bem o assunto para que o garoto saísse da escola, mas que ficasse garantido que o assunto morreria ali. Me pareceu que a orientadora pedagógica Maria da Conceição da Silva Pereira cerceava o direito de defesa do garoto e a Mãe do garoto . E ela agia com autoritarismo.<br />
. Eu disse para a orientadora pedagógica Maria da Conceição da Silva Pereira que para responder qualquer coisa para ela eu preferia olhar as Anotações que eu teria escrito no meu<br />
Diário da classe deste aluno , e peguei o meu Diário da classe que se encontrava ali mesmo ao lado da orientadora pedagógica Maria da Conceição da Silva Pereira .<br />
. Para a surpresa da orientadora pedagógica Maria da Conceição da Silva Pereira , o nome do menino estava escrito a mão no meu Diário desta turma , com Presenças em minhas aulas. Eu expliquei para a orientadora pedagógica Maria da Conceição da Silva Pereira que tinha tomado a decisão de escrever a mão o nome do aluno Yago de caneta no Diário, durante uma aula , porque ele participava das minhas aulas , mas não colocaram o nome dele no Diário . E eu precisava registrar a Presença do menino na aula e anotar os números de trabalhos concluídos na sala de aula , então tinha escrito a mão nome dele .</p>
<p>A orientadora pedagógica Maria da Conceição da Silva Pereira perguntou a Mãe do menino se ela trabalhava , onde ela trabalhava, e ela respondeu para a orientadora Maria da Conceição da Silva Pereira que tinha trabalho sim. E também trabalhava em algo como uma Evangelização , não entendi bem , mas acho que seria como uma Missionária que leva a mensagem da Bíblia para outras pessoas .</p>
<p>A Mãe do aluno Yago falou para a orientadora pedagógica Maria da Conceição da Silva Pereira que ela precisava deixar o menino naquele horário na escola, porque ela temia que se o menino , fosse impedido de estudar que o menino pudesse vir a ficar sem fazer nada naquele horário.</p>
<p>Eu disse para a orientadora pedagógica Maria da Conceição da Silva Pereira que seria importante ter na escola um time de futebol, porque eu percebia que esse aluno gostava de futebol e ele estaria ocupado, treinando e fazendo algo muito bom . E, que isso inclusive, provavelmente, melhoraria o rendimento e a Freqüência dele com os outros professores, pois o menino gostava de esporte.</p>
<p>A Mãe deste aluno então contou que ela já tinha levado o menino para jogar, treinar bola em lugar pros lados de Madureira , mas que era longe e ela achava ótima a idéia de ter futebol na escola , porque o esporte seria muito bom e que seu filho gostava muito de esporte .</p>
<p>. A Mãe deste aluno estava falando estas coisas chorando , muito atingida, porque tratava-se do filho dela . A Mãe do Menino ainda disse outras coisas muito graves, tipo que o menino era barrado na porta da escola porque não tinha uniforme .</p>
<p>. Depois que a Mãe do menino saiu, a orientadora pedagógica Maria da Conceição da Silva Pereira veio me falar que ela daria um jeito naquela situação e que a Mãe do garoto não ía poder fazer mais nada pelo menino , porque pela lei tal de tal o garoto já tinha o número de faltas e o ano para ele já estaria perdido e , que aquela Mãe iria ver só ( me pareceu que a orientadora pedagógica Maria da Conceição da Silva Pereira estava se vingando da Mãe do menino ou do menino , talvez pelo fato de a Mãe do menino , ter questionado ela , me pareceu que ela não havia gostado da Mãe do menino ter questionado ela , que ela queria mostrar poder , tipo quem mandava ou dava ordens seria ela ) .</p>
<p>.   Um dia eu pude presenciar  que  esse menino chegou até o portão da escola para estudar e não conseguiu entrar na escola,<br />
o inspetor Rogério mandou ele ir embora, dizendo que ele não poderia entrar . Outro dia , chegando na escola , tomei a iniciativa de convidar o menino para entrar comigo e a coordenadora Cássia disse que ele não poderia entrar . Eu disse para a Cássia que eu iria dar aula naquele momento para a classe dele e que eu daria uma prova valendo nota , e que esse aluno deveria entrar, pois ficaria prejudicado , se não pudesse fazer a prova . Mesmo assim a coordenadora Cássia não deixou ele entrar.</p>
<p>. Comecei a perceber que não apenas ele , mas outros alunos ficavam na porta da escola e não entravam . Via mais alunos ao redor da escola . Ficavam ali na rua , ao redor da escola . Eu penso que lugar de aluno é dentro da escola . Penso que devemos, sim, criar regras , mas não usar dessas regras para excluir a comunidade .</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ser ou não ser, eis a questão]]></title>
<link>http://seninguemfalar.wordpress.com/?p=453</link>
<pubDate>Sat, 16 Aug 2008 22:58:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>Camila</dc:creator>
<guid>http://seninguemfalar.wordpress.com/?p=453</guid>
<description><![CDATA[Prosa ou poesia? Comédia ou drama? Rock ou Pop? Ser ou não ser? São tantas dúvidas, tantas escol]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Prosa ou poesia? Comédia ou drama? Rock ou Pop? Ser ou não ser? São tantas dúvidas, tantas escolhas a serem feitas que eu nem sei por onde começar. Passamos a vida inteiraa tendo de escolher a melhor opção, o melhor caminho e, vez por outra, erramos. Não há regra pré-estabelecida, não há manual de instruções: a escolha é nossa. Entretanto, escolhas erradas podem nos custar vários fios de cabelo, tempo e até mesmo dinheiro.</p>
<p style="text-align:justify;">Meses atrás, recebi um telegrama da prefeitura convocando-me a ocupar uma das vagas oferecidas por um concurso realizado em 2006. Eu era a candidata aprovada nº 548 e no edital constavam 30 vagas. Nem pensava mais nesse concurso e nem queria pensar. Tinha a convicção que o serviço público não era para mim. Porém, ao ler o telegrama, algumas vozes (não as da minha cabeça, as de outras pessoas mesmo) me disseram: assume a vaga! Foi uma decisão difícil, pois eu era estagiária, não tinha estabilidade no emprego, mas gostava do que fazia. E eu, sem muita confiança, deixei o estágio e parti para a nomeação. No primeiro dia no novo trabalho, quase morri... de chorar. Fiquei num lugar péssimo, com pessoas péssimas e eu queria desistir. Papai concordou, mamãe não deixou. Tentei pensar positivo; um dia as coisas melhorariam, eu tinha que deixar de ser pessimista. Muitos dias e humilhações depois, porém, perdi as esperanças  e resolvi mudar.<!--more--></p>
<p style="text-align:justify;">Desta vez, estou diante de mais uma escolha: sair ou não? O que é melhor: continuar no emprego, terminar a faculdade e só depois tentar algo novo ou realizar isso já? Embora eu já tenha aceitado mudar, ainda fico na dúvida sobre o que fazer. Preciso de tempo para estudar, preciso de um pouco de paz para que o stress não me atinja tanto, mas também preciso do bendito dinheiro. Só que a tal estabilidade não está inclusa no pacote. O que fazer?</p>
<p style="text-align:justify;">A vida seria mais fácil se viesse com um manual de instruções.</p>
[caption id="attachment_454" align="aligncenter" width="356" caption="São tantas opções!"]<img class="size-full wp-image-454" src="http://seninguemfalar.wordpress.com/files/2008/08/choice.jpg" alt="From Gettyimages" width="356" height="436" />[/caption]
<p>Image from <a title="Gettyimages" href="http://www.gettyimages.com" target="_blank">Gettyimages</a>.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Prefeitura Municipal de Belford Roxo processo 04/001497/03 ( semed )  INCLUSÃO DE ATIVIDADE PEDAGÓGICA TRANSFOBIA E GLBTTs 04/06/2003]]></title>
<link>http://faizakhalida.wordpress.com/?p=3</link>
<pubDate>Thu, 14 Aug 2008 17:48:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>faizakhalida</dc:creator>
<guid>http://faizakhalida.wordpress.com/?p=3</guid>
<description><![CDATA[04/06/2003
Para a equipe pedagógica da SEMED
Ano passado recebi numerosas acusações : de que eu n]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>04/06/2003</p>
<p>Para a equipe pedagógica da SEMED</p>
<p>Ano passado recebi numerosas acusações : de que eu não trabalhava direito; de que era uma péssima professora; de que eu perturbava a Escola .</p>
<p>Sempre atuei com dedicação , dando o melhor de mim sempre.</p>
<p>Em relação ao planejamento , solicito orientações para as orientadoras pedagógicas ( incluindo Fátima e Maria da Conceição da Silva Pereira ) a fim de que não usem da obrigatoriedade de se entregar por escrito o documento planejamento, em uma oportunidade para a realização de ameaças, constrangimentos , etc.</p>
<p>Solicito que se oriente orientadoras para que as orientadoras ajam com Ética , e não usem de tudo o que falamos contra nós mesmas.</p>
<p>Em relação ao documento por escrito chamado de planejamento, solicito orientações para as orientadoras pedagógicas a fim de que procurem tabalhar efetivamente no sentido de auxiliar na realização prática do documento . De que procurem trabalhar efetivamente no esclarecimento das novas formas de preenchimento , que vem se alterando a cada ano .  De que não procurem trabalhar apenas na cobrança do documento. De que não procurem trabalhar apenas no julgamento de cada profissional de acordo se o professor ou professora sabe ou não sabe entregar um documento chamado planejamento por escrito ou se determinado professor ou professora pode permanecer naquela Escola . Mas, principalmente, que procurem trabalhar  no sentido de estar ao lado, sem hipocrisia , colaborando para que o profissional ou a profissional consiga adequar o seu real planejamento a todo o desenho , e amparato burocrático que vem sendo alterado ano-a-ano.</p>
<p>Solicito que seja incluída na grade, na proposta pedagógica do Município de Belford Roxo , nas reuniões, nos grupos de estudos , efetivamente , pelo menos, 1 vez a cada bimestre, os temas transexualismo, transexualidade, transfobia . Pude observar que existe muita gente que possui ódio . O preconceito é muito grande nas Escolas. É um ambiente doentio. Eu sendo professora não aguentei. Imagine uma travesti da comunidade que queira se formar no ensino fundamental. Imagine uma transexual que queira estudar e concluir os seus estudos. Imagine um ser humano ainda visto externamente  pela sociedade como " um menino mais assumido e afeminado ", que, talvez até esteja precisando de um encaminhamento concreto para  um acompanhamento hormonal e assistencial , será com certeza apredejado dentro da escola como eu fui humilhada muitas vezes.</p>
<p>Solicito a quem POSSUI COMPETÊNCIA , inclusive no âmbito educacional,  uma ação política efetiva permanente de combate ao preconceito a essa clientela.</p>
<p>Que se fale de como se manifesta essa discriminação dentro da sociedade, da família, da escola .</p>
<p>Que se fale de solidariedade e de tolerância durante as reuniões para os gestores educacionais e as orientadoras pedagógicas. Para que nós trabalhemos principalmente no sentido de tolerar os defeitos que cada pessoa possui, e que é próprio de todo ser humano.</p>
<p>Disseram que eu teria de ser perfeita se quisesse continuar a ser professora .</p>
<p>Eu digo desde já que não sou perfeita . Não pretendo ser perfeita. Nem ser reconhecida por ser perfeita. Cometo erros como todas as pessoas cometem. Algumas pessoas , sim, possuem maior tolerância, humildade, solidariedade, amor,  que outras. E estão numa dinâmica de valorizar o que outro tem de melhor.</p>
<p>Que se eu algum dia vier a errar . Como qualquer outra professora , ou aluna.</p>
<p>Que esse erro não seja o fim de um trabalho, de uma caminhada.</p>
<p>. Ou que esse "erro " ( se é que existe "erro " quando se tem amor e vontade no que faz ) não se tenha um sentido maior que apenas algo que por alguém é visto como " erro " .</p>
<p>Professora Faíza Khálida Fagundes Coutinho</p>
<p>Professora de Língua Inglesa</p>
<p>Matrículas 5508 e 14725</p>
<p>04/06/2003</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A vida vale a pena?]]></title>
<link>http://flaviasilva.wordpress.com/?p=164</link>
<pubDate>Thu, 07 Aug 2008 13:48:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>Flávia</dc:creator>
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<description><![CDATA[
&#8220;Metallica e Filosofia - Um curso intenso de cirurgia cerebral&#8221;.
Coordenação William ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align:justify;"><img class="alignleft" src="http://farm3.static.flickr.com/2044/2442639555_c9c79907f8_m.jpg" alt="" width="240" height="240" /></h2>
<h2 style="text-align:justify;">"Metallica e Filosofia - Um curso intenso de cirurgia cerebral".</h2>
<p style="text-align:justify;">Coordenação William Irwin. São Paulo: Editora Madras, 2008, pp. 65 - 73.</p>
<p style="text-align:justify;">Este livro é muito bom, pois faz uma leitura comparativa entre diversas correntes filosóficas e o Metallica... Não o Metallica em si, mas o James Hetfield como pessoa, as letras da banda, etc. É uma leitura agradável para quem gosta de Metallica e gosta de filosofia; pois tem capítulos que alguns autores entram a fundo em algumas correntes (exemplo: capítulo 1, quando o autor faz uma comparação entre a música "One" e Kant, e sobre este ser contra o suicídio).</p>
<p style="text-align:justify;">O livro é intenso e provê uma reflexão e questionamento ao fã e ao amante de heavy metal (e de música também). O livro aborda autores como Immanuel Kant, Friedrich Nietzsche, Platão, Aristóteles, Nicholas Maquiavel, Thomas Hobbes, Karl Marx, budismo, entre outras correntes filosóficas. Não é uma leitura superficial, entretanto é uma leitura agradável e prazerosa. Vale MUITO a pena ler!! </p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<h3 style="text-align:justify;">"Capítulo 5 - A Milícia do Metal e o Clube Existencialista</h3>
<p style="text-align:justify;">Quando eu era adolescente, o Metallica captava e expressava minha indignação com o mundo. Eles rejeitavam a normalidade e o conformismo e abordavam temas que não se ouvia no <em>Top 40</em>. Eles tinham uma fibra que não era para os super-humildes, desafiando as expectativas sociais e defendendo a individualidade. Em todos esses aspectos, o Metallica era - embora eu só descobrisse isso anos depois - uma banda existencialista.</p>
<p style="text-align:justify;">O Existencialismo é um movimento filosófico e literário cujas raízes se encontram na Europa dos séculos XIX e XX. Como a maioria dos "ismos", o termos "existencialismo" não pode ser definidido com precisão. A raiz da palavra, claro, é "existência" - e o interesse pela unicidade e dificuldade da existência humana é a preocupação central dos existencialistas. O mesmo se pode dizer do Metallica: a banda desafia qualquer definição, mas sua música aborda, de uma forma ou de outra, temas cruciais da vida humana.</p>
<p style="text-align:justify;">E a vida humana <em>deve</em> ser abordada, se quisermos vivê-la. A vida humana é marcada por alguns fatos perturbadores, incluindo o de não perdirmos para nascer. Nós simplesmente nos encontramos vivos, e somos forçados a lidar com o mundo que vemos - entre outras coisas, com seus padrões e ideais que não são os nossos. Grande parte do que vivenciamos não tem significado algum. Somos, porém, essencialmente livres, embora iso nos coloque diante de uma grande escolhe existencial: o que devemos nos tornar? Se o mundo não tem sentido - se há em seu cerne um certo absurdo - como devemos viver nossa vida?</p>
<p style="text-align:justify;">As canções do Metallica exploram a condição humana de maneira incrivelmente lúcida e intrigante: a inevitabilidade da morte, a presença constante do absurdo e as dificuldades que acompanham nossos melhores esforços para ser <em>nós mesmos</em> - esses são temas que permeiam a música inicial do Metallica. Mas o Metallica faz mais que apenas explorar nossa condição. A música também exige que tomemos uma decisão de como viveremos a vida - como responderemos à nossa situação existencial. E é isso, eu afirmo, que faz do Metallica uma banda existencialista.</p>
<h3 style="text-align:justify;">Kill 'Em All: bem-vindo ao absurdo</h3>
<p style="text-align:justify;">O filosófo existencialista Albert Camus<strong>*</strong> (1913-1960) fez a famosa afirmação de que a única pergunta verdadeiramente filosófica era se a vida valia a pena, tema abordado numerosas vezes pelo Metallica. Só o fato de fazer essa pergunta já isola o indivíduo da multidão, pois demonstra que ele não aceita como fato inquestionável que a vida tem valor. Para os existencialistas, a idéia de que o mundo - e a vida - tem um significado definitivo o tempo todo não passa de um pensamento fantasioso. Se formos honestos com nós mesmos, afirmam os existencialisas, devemos reconhecer que o mundo é absurdo: que ele existe, e que não há razão para a sua existência; que ele quer ser compreendido, mas não pode ser.</p>
<p style="text-align:justify;">Para acrescentar insulto à injúria (ou talvez injúria ao insulto?), se conseguirmos encontrar um parco significado neste mundo absurdo, ele logo será dizimado pela nossa morte - e a morte é inevitável. portanto, aqui está o resumo do absurdo: nós existimos em um mundo onde não pedimos para estar. Somos forçados a lidar com este mundo - tentar encontrar algum sentido nele. Mas, no fim das contas, não importa se encontrarmos ou não. Morreremos do mesmo jeito.</p>
<p style="text-align:justify;">Somos, enfim, presenteados com uma escolha - e nada menos que a nossa vida depende dessa decisão. "É essencial saber se é possível viver com o absurdo ou se, por outro lado, a lógica nos obriga a morrer dele" (Albert Camus, <em>The Myths Os Sisyphus</em> - Nova York: Vintage Press, 1991, p. 50). Para alguns, essa questão é demais. Essas pessoas "enegrecem" ("Fade To Black"), respondendo a essa pergunta com o suicídio. Para a maioria, é melhor evitar esse tipo de reflexão. A excolha existência, para a maioria, envolve conformismo, às normas do mundo nas quais as pessoas são jogadas: elas simplesmente aceitam o significado que lhes disseram das coisas. Para alguns poucos indivíduos que sobram - os que não estão dispostos a morrer, e que não se contentam em se conformar - isso não é satisfatório. Esses outros querem <em>se expressar</em> no mundo - desejam afirmar sua individualidade, separar-se do rebanho. Eles anseiam, enfim, ser <em>donos</em> da própria vida - ser indivíduos autênticos que <em>criam</em> significados em um mundo onde não pediram para nascer.</p>
<p style="text-align:justify;">O existencialista <em>desafia</em> o absurdo. Criar uma vida significativa <em>apesar</em> da falta de sentido intrínseca da vida - esse é um ato heróico. Nós devemos encarar a vida como arte - escolher a participação em projetos que não tenham valor intrínsec simplesmente porque <em>podemos</em>. Em um mundo desprovido de qualquer significado transcendental, devemos <em>inventar</em> o nosso significado. É a tentativa de criar significado, sentido, diante do absurdo que domina <em>Kill 'Em All, </em>primeiro álbum do Metallica.</p>
<p style="text-align:justify;">As canções aparentemente vazias de <em>Kill 'Em All</em> abordam um ponto existencial profundo - a questão do que podemos fazer diante de um mundo absurdo. Canções como <em>Metal Militia</em> e <em>Hit The Lights</em> nos ajudam a reconhecer a plasticidade e a falta de fundamento nas ações diárias: você pode ser advogado ou membro da mílicia, entrar para o sistema ou "dar umas porradas esta noite" ("kick some ass tonight"). Qualquer coisa que faça é injustificável. O mundo absurdo não fornece orientação. Mas todos nós morreremos; por isso, a escolha deve ser uma que expresse individualidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Muitas das canções em <em>Kill 'Em All</em> fazem exatamente isso: expressam uma forma de vida - uma m que os membros (e fãs) do Metallica principiante adotavam. Essa escolha existencial implica rejeitar os padrões comuns daquilo que se deve fazer na vida. o poder do pagamento em dinheiro é abandonado em troca de uma sinergia entre banda e público ("When our fans start screaming/It's right well alright.../Late at night all systems go/You have come to see the show/We do our best, You're the rest/You make it real you know"  [<em>Quando nossos fãs começam a gritar/É porque está certo.../Tarde da noite, todos os sistemas estão funcionando/Você veio para ver o show/Nós fazemos o melhor, o resto é com vocês/Vocês fazem isso acontecer, vocês sabem</em>]). Uma vida de confortos diários é trocada por uma vida de enrgias e adrenalina ("Life in the fast lane is just how it seems/ It's hot and it is heavy, dirty and mean/ Motorbreath/ It's how I live my life/ I can't take it any other way" [ A vida em alta velocidade é bem o que parece: quente e pesada, suja e má. O hálito de motor, é assim que eu vivo minha vida. Não sei viver de outro jeito]). Nossas atividades normais (como ir ao cinema, assistir TV e assim por diante) são abandonadas por aquelas que desafiam as expectativas sociais ("We are scanning the scene in the city tonight/ Looking for you/ to start up a fight" [Nós estamos vasculhando a cena na cidade esta noite. Estamos procurando você, para começar a luta]).</p>
<p style="text-align:justify;">O que a princípio parece vazio é tão profundo quanto qualquer outra atividade na qual nos envolvemos. O mundo não oferece nenhum significado definitivo. Nossa resposta a esse absurdo pode ser ou fazer tudo o que todos fazem, ou nos expressarmos no mundo. O modo como respondemos ao absurdo é <em>a</em> questão existencial central. <em>Kill 'Em All</em> do Metallica oferece uma alternativa ao suicídio: onde não houver significado, nós criamos um. Reagiremos ao absurdo fazendo nossa vida expressar realmente aquilo que é importante para nós - e isso faremos <em>apesar</em> do absurdo. A única justificação para essa forma de vida é que <em>nós a escolhemos</em>. "Now is the time to let it rip/ to let it fuckin' loose/ we are gathered here to maim and kill/'cause this is what we choose" (Agora está na hora de detonar, mandar ver nessa porra. Nós estamos aqui para aleijar e matar, porque é isso que queremos fazer).</p>
<h3 style="text-align:justify;">Ride The Lightning: um hino existencialista</h3>
<p style="text-align:justify;">Um tema recorrente na música inicial do Metallica - mas principalmente em <em>Ride The Lightning</em> - é a inevitabilidade da morte. As canções deste álbum servem a um propósito existencialista: elas revelam a finitude humana, o fato de a vuda chegar a um fim inevitável. A unicidade da morte de cada indivíduo serve para distinguir um ser humano de outro. O filósofo Martin Heidegger (1889-1976) afirmava que a morte é a única coisa que os seres humanos precisam fazer sozinhos. E por causa disso, a morte individualiza as pessoas. Quando percebo que só eu posso morrer minha morte, Heidegger diz, reconheço que sou fundamentalmente diferente de você. Nossa morte iminente nos obriga a ver que somos indivíduos - que nossa existência não pode ser reduzida à existência da multidão.</p>
<p style="text-align:justify;">Viver <em>apesar</em> do fato de que não se pode fugir da morte é uma resposta existencial ao absurdo. <em>Ride The Lightning</em> nos oferece várias mortes possíveis: o holocausto nuclear ("Fight Fire With Fire"), execução na cadeira elétrica ("Ride The Lightning"), guerra ("For Whom THe Bell Tolls"), suicídio ("Fade To Black") e pestilência ("Creeping Death"). Mas o álbum não apresenta apenas a <em>inevitabilidade</em> de nossa aniquilação final. Entre canções de destruição, encontramos uma que celebra nossa liberdade individual - ou, no mínimo, a chance que temos de achá-la. Afirmar a individualidade quando a morte espreita a cada esquina é uma marca do pensamento existencialisa. Embora talvez a morte seja inevitável, e a vida em si não tenha significado, nossa vida ainda é <em>nossa</em>, para fazer com ela o que quisermos. Essa crença é esboçada no hino existencialista "Escape". O refrão dessa canção é um testamento a favor do valor da individualidade, apesar da perspectiva sempre presente da morte:</p>
<p style="text-align:justify;">Out for my own, out to be free - <strong><em>Sair por mim mesmo, sair para estar livre</em></strong><br />
'One' with my mind, they jsut can't see - <strong><em>Eu e minha mente somos um, eles não conseguem ver</em></strong><br />
No need to hear things that they say - <strong><em>Não é preciso ouvir as coisas que eles dizem</em></strong><br />
Life is for my own to live my own way - <strong><em>A vida é minha para viver do meu jeito</em></strong>
</p>
<p style="text-align:justify;">Mas a "fuga" ("Escape") de "Escape" não é da morte. Não há como escapar dela. É uma fuga de um mundo que não foi feito por nós. Escolher a vida a despeito da morte e do absurdo - dar um significado à vida simplesmente porque podemos dar - essa é a posição do existencialista. E "Escape" defende justamente isso: nós precisamos escapar dessa visão do mundo que herdamos. ("Feed my brain with your so-called standards/ Who says that I ain't right?" [Alimento meu cérebro com os seus chamados padrões. Quem diz que eu não estou certo?]) Nós precisamos criar o <em>nosso</em> padrão, viver do <em>nosso</em> jeito ("Break away from your common fashion" [Me liberto de seus modos comuns]) - e com isso, devemos reconhecer que a visão comum das coisas que a maioria das pessoas tem <em>não</em> é a correta ("See through your blurry sight" [Vejo além da sua visão embaçada]). É muito difícil, porém, fazer isso - é uma tentativa que pode ser frustrada a qualquer momento.</p>
<h3 style="text-align:justify;">Master Of Puppets: Uma lição existencial sobre as dificuldades da autenticidade</h3>
<p style="text-align:justify;"><em>Master Of Puppets</em>, do Metallica, examina, com detalhes brilhantes, os modos como nossas tentativas de sermos indivíduos podem ser frustradas pelo mundo - por outras pessoas, eventos aleatórios e até as nossas ações. "Battery" fala de como os instintos animais podem nos dominar - como os impulsos destrutivos podem controlar nossa vida ("Smashing through the boundaries/ Lunacy has found me/ Cannot stop the battery" [Derrubando as fronteiras. A demência me encontrou, não se pode para a bateria]). Mesmo as tentativas de lidar com nossos impulsos violentos ("Pounding out agression" [Golpeando com agressão]) podem nos dominar ("Turn into obssession" [viram obssessão]).</p>
<p style="text-align:justify;">Mas nossa natureza animal não é, de forma alguma, a única coisa que nos impede de conhecer a vida e expressá-la livremente no mundo. Nossas <em>escolhas</em> pessoais podem nos afastar da liberdade. o vício - resultado final de uma série de escolhas - chega e interfere com a nossa habilidade para <em>fazer</em> escolhas. ("Taste me and you will see/ More is all you need/ You're dedicated to/ How I'm killing you" [Prove-me e verás, você só precisa de mais. Você é dedicado a... Como eu estou matando você]). Essa é uma das dolorosas lições existenciais de <em>Master Of Puppets</em>: nossa liberdade pe valorizada, mas não pode ser subestimada. Uma pessoa precisa <em>se esforçar</em> para permanecer livre - e, portanto, plenamente humana. Afinal, somos aquilo que fazemos de nós mesmos.</p>
<p style="text-align:justify;">Mesmo quando dominamos nossos impulsos, o mundo pode tornar a liberdade difícil. Nossos obstáculos geralmente são demasiado humanos. As instituições sociais (hospícios, Forças Armadas e Igreja) exercem imenso controle sobre nossa opções e, em alguns casos, até ações. Somos forçados ao <em>status quo</em> por noções comuns do que seria o "normal" (<em>Sanitarium</em>). Ficamos perdidos no maquinário anônimo das instituições - engolidos por paéis que devemos interpretar ("Disposable Heroes"). Vivemos cercados de mensagens nos impelindo a acreditar em determinadas coisas - e somos seduzidos por essa enganação ("Leper Messiah").</p>
<p style="text-align:justify;">Jean Paul-Sartre (1905-80), talvez o mais famoso dos existencialistas, tinha total consciência dos perigos que o mundo social impunha à autenticidade (viver sua verdadeira vida). Ele reconhecia, assim como o faz <em>Master Of Puppets</em>, que temos uma tendência a fugirde nossa liberdade, a encobri-la com desculpas. Fazemos isso, dizia Sartre, porque somos totalmente responsáveis por casa aspecto de nossa vida, e não aguentamos o peso dessa responsabilidade. Perder o foco da total responsabilidade por nós mesmos é cair naquilo que Sartre chamava de "má-fé", uma forma de auto-engano no qual nos reduzimos a meras coisas. tentamos nos ver (ou aos outros) como meros objetos sem escolha alguma, em vez de seres plenamente livres e, portanto, totalmente responsáveis por aquilo que somos. "O homem nada mais é do que aquilo que ele faz de si mesmo" (Sartre, <em>Existencialism and Human Emotions</em> (Secaucus e Toronto: Citadel Press, 1984), p. 15).</p>
<p style="text-align:justify;">Chamaruma pessoa de "insana" é, para Sartre, um exemplo de má-fé. Nós somos o que escolhemos ser. Ser "rotulado de mentalmente perturbado" é apenas isso: um rótulo. Nós somos criaturas complicadas, e não podemos ser reduzidas a um traço, ou conjunto de traços. Além disso, somos muito mais que o papel específico que desempenhamos. O garçom é muito mais que um garçom, James Hetfield é mais que um membro do Metallica, um soldado é muito mais que um corpo na linha de frente. <em>Playing soldier</em> é um exemplo tão bom de má-fé quanto "garantir-me que sou insano". Quando nós tentamos moldar as pessoas em papéis específicos ("Soldier boy, made of clay/ Now an empty shell" [Menino soldado, feito de argila. Agora uma casca vazia]) e controlar cada uma de suas ações ("You will do what I say, when I say" [Você vai fazer o que eu mandar, quando eu mandar]), estamos perdendo algo essencial na condição humana: ser humano, segundo o existencialista, é ser livre. Nas palavras cruas de Sartre: "O homem é liberdade".</p>
<p style="text-align:justify;">A autenticidade envolve, entre outras coisas, evitar a má-fé - pelo menos até onde for possível. Exige que vejamos como somos de fato: seres livres totalmente responsáveis por nós mesmos. Também envolve reconhecer o mundo como ele é: absurdo, sem significado permanente. Portanto, não aceita que sigamos os outros em nosso modo de pensar acerca do mundo. O Metallica está certo ao afirmar que essa devoção cega apodrece o cérebro ("Leper Messiah"). É importante frisar, porém, que isso <em>não</em> significa que não podemos acreditar em determinadas coisas. Não há fórmula assim. Nós acreditamos naquilo que escolhemos - e temos total liberdade de crer em qualquer coisa. Se formos autênticos, porém, nossas crenças serão verdadeiramente<em> nossas</em> - não nos apegaremos a algum herói; não "nos juntaremos à corrente interminável, levados por seu <em>glamour</em>" ("join the endless chain/ Taken by hiz glamour").</p>
<p style="text-align:justify;">Um indivíduo pode escolher, portanto, uma vida de violência, ou uma vida de religião, ou uma vida de <em>thrash metal</em>. O crucial é que as escolhas que faz sejam de fato dele, e não um mero conformismo às normas sociais. Para o existencialista, a vida autêntica - ainda que incrivelmente difícil, ou talvez até fatal - é preferível à vida inautêntica. E é melhor apenas porque a verdade é preferível à falsidade. Em "Damage Inc.", o Metallica nos dá essa opção "ou... ou...": "Living on your knees, conformity/ Or dying on your feet for honesty" [Vivendo ajoelhado, conformismo; ou morrer de pé pela honestidade].</p>
<h3 style="text-align:justify;">Damage Inc.: escolhas perturbadoras</h3>
<p style="text-align:justify;">A escolha defendida - morrer pela honestidade - é óbvia, mas também perturbadora, A opção feita em "Damage Inc." parece ser a da retaliação violenta: "Inbred, our bodies work as one? Bloody, but never cry submission/ Following our instinct not a trend/ Go against the grain until the end" [Intimamente, nossos corpos funcionam como um/ ensagüentado, mas nunca suplicam submissão. Seguindo nosso instinto, e não uma tendência; vá contra as convenções até o fim]. A escolha aqui é se rebelar contra as expectativas comuns, mas também contra pessoas.</p>
<p style="text-align:justify;">É tentador dizer que a opção feita nesse caso é moralmente suspeita, mas isso seria apenas mais um exemplo de má-fé. A única moralidade é aquela que decidimos ter. Não existe uma "moralidade eterna", que possa guiar nossas ações. Há apenas a escolha. Se for honesta - se a fizermos com autenticidade - pouco se pode dizer (com objetividade) contra ela. A <em>persona</em> por trás da canção (talvez Hetfield, talvez um narrador imaginário) parece reconhecer justamente isso: "Honesty is my only excuse/ Try to rob us of it, but it's no use/ Steamroller action crushing all/ Victim is your name and you shall fall" [A honestidade é minha única desculpa. Eles tentam roubá-la de nós, mas não adianta. um rolo compressor esmagando tudo. Vítima é o seu nome, e você cairá].</p>
<p style="text-align:justify;">Diante do absurdo, nós fazemos escolhas. Elas são incrivelmente difíceis, porque não há padrão objetivo que possamos usar para fazê-las. Isso leva a maioria das pessoas a fugir da autenticidade: o peso da responsabilidade é grande demais. Ser autêntico é escolher a sua vida, assumir plena e total responsabilidade por ela - e essa pe uma perspectiva perturbadora.</p>
<p style="text-align:justify;">Por causa dessa perspectiva perturbadora, a <em>angústia</em> é um conceito crucial para o existencialista. Nós precisamos escolher, mas não temos diretrizes. Sartre, portanto, afirmava que "nós estamos condenados a ser livres". Reconhecer a condição humana é enfrentar essa condenação. Depois de reconhecer os modos como o mundo nos afasta da autenticidade e nos oferece histórias de como devemos nos comportar - depois de nos suprir com papéis já prontos que podemos usar para nos redefinir - poucas pessoas têm a coragem de simplesmente abraçar uma escolha como sendo <em>sua</em>. Poucos podem dizer o que o Metallica diz: "Fuck it all and no regrets" [Foda-se tudo e nenhuma porra de arrependimento], embora a maioria perceba por que, na condição existencialista como a nossa, "nunca há finais felizes nesses cenários escuros" [<em>never happy endings on these dark sets</em>].</p>
<h3 style="text-align:justify;">... And Jsutice for All: uma nota a respeito das escolhas alternativas</h3>
<p style="text-align:justify;">Mas nós podemos fazer outras escolhas também. Um ponto importante é que a autenticidade não exige crenças específicas, tampouco exige a rejeição de crenças específicas. Apenas requer que <em>aquilo em que você</em> acredita seja realmente sua crença. Angústia e violência não são só destinos do pensamento existencialista - embora estejam entrer as possibilidades. Sartre foi famoso por participar ativamente de várias causas sociais (ele escreveu um livro criticando o envolvimento dos Estados Unidos no Vietnã, por exemplo). Assim, um reconhecimento do absurdo e a inevitabilidade da morte não precisam relegar nossa vida ao desespero total; tampouco nos tornar violentos e anti-sociais.</p>
<p style="text-align:justify;">Muitas das canções do álbum <em>... And Justice For All</em> levantam questões que estão muito além da retaliação de "Damage Inc.". Preocupações com o meio ambiente ("Blackened"), corrupção ("... And Justice For All"), o preconceito e a discriminação ("Shortest Straw") são a ordem do dia - e são enfatizados <em>como</em> temas existenciais tradicionais, não <em>no lugar</em> deles. A morte ainda espreita a cada esquina, assim como as preocupações com os modos como as instituições nos levam a viver uma vida inautêntica.</p>
<p style="text-align:justify;">O interesse pela individualidade e autenticidade é apresentado de maneira poderosa em "Eye Of The Beholder", onde somos forçados a examinar o valor da liberdade: "Do you need what I need? Boundaries overthrown/ Look inside, to each his own" [Você precisa do que preciso? Fronteiras derrubadas. Olhe para dentro, a cada um o que é seu]. As perguntas em "Eye Of The Beholder" são dirigidas para o <em>ouvinte</em> - e apresentadas de maneira cruel: "Do you want what I want? Desire not a thing/ I hinger after independence, lengthen freedom's ring" [Você quer o que eu quero? Não deseje coisa alguma. Tenho fome de independência, de ampliar o círculo da minha liberdade]. A cada pergunta, temos que responder onde estamos como indivíduos. E depois, a letra nos diz onde está a <em>persona</em> (talvez Hetfield) por trás da canção. A ênfase está em autenticidade.</p>
<p style="text-align:justify;">A condição existencial pode facilmente nos fazer confrontar os problemas sociais, uma vez que talvez causaria ira e desespero. Deixe-me enfatizar esse ponto uma última vez: simplesmente não há fórmula para lidar com o absurdo. É preciso escolher. Não há nada menos e nada mais envolvido na condição humana.</p>
<p style="text-align:justify;">A música do Metallica nos permite explorar essa condição em todo o seu horrendo esplendor. Mas, além disso, o Metallica exige que confrontemos o predicamente humano, e que nossa vida seja de fato nossa. Por essa razão, podemos dizer, sem erro, que o Metallica é uma banda existencialista.</p>
<h3 style="text-align:justify;">Um pensamente para concluir: o Metallica se vendeu?</h3>
<p style="text-align:justify;">Quando o Álbum Negro (o <em>Black Album</em>) foi lançado em 1991, muitos fãs não gostaram. O disco não era como os anteriores, como tantos de nõs, desesperados, queríamos que fosse. O Metallica havia "se vendido", diziam as pessoas. Diabos, acho que eu mesmo afirmei.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas essas acusações haviam sido feitas antes. "Fade To Black" e "Escape" foram citados como evidências de "se vender" quando <em>Ride The Lightning</em> foi lançado. Muitos de nós esperávamos que a música pós <em>Black Album</em> voltasse às raízes<em> thrash</em> do Metallica. Qualquer esperança que tivéssemos nesse sentido "enegreceu" com <em>Load/Reload</em>. As acusações de que a banda havia se vendido foram mais altas que antes, e feitas por mais pessoas. Muitas pessoas que insistiam que no <em>Black Album</em> eles não estavam se vendendo não diziam nada, agora, em defesa do Metallica.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas se nõs levarmos a sério a idéia de que o Metallica é uma banda existencialista, a idéia de se vender não faz sentido. Não existe padrão pré-definido para o que se deve fazer. Afirmar que o Metallica se vendeu é um exemplo de má-fé. Presume que existe algum conteúdo determinado para a autenticidade, quando, na verdade, não há. O mundo é absurdo. Quando o Metallica lançou o <em>Black Album</em>, o <em>próprio heavy metal</em> já tinha virado padrão. Diante disso, talvez a atitude <em>verdadeiramente</em> autêntica fora a mudança do tipo de música - para eles se libertarem, mais uma vez, da multidão.</p>
<p style="text-align:justify;">Essa questão final pode ser compreendida em uma piada (espero): se o membro fundador de um clube existencialista fizesse um pôster, o lema seria: "Se você se afiliar a nós, não é um de nós". Romper com o <em>thrash metal</em> depois que este ganhou popularidade - pela qual o Metallica tem grande parte da responsabilidade - é mais uma evidência de que o Metallica é uma banda existencialista.<strong>"</strong> </p>
<p><strong>* obs: lê-se Câmi, pois é francês.</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lâminas;]]></title>
<link>http://prisionofthemind.wordpress.com/?p=594</link>
<pubDate>Wed, 30 Jul 2008 01:09:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Legião</dc:creator>
<guid>http://prisionofthemind.wordpress.com/?p=594</guid>
<description><![CDATA[
O que dizer quando se não tem mais nada a dizer? O que se pode falar a alguém que não mais quer ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img src="http://prisionofthemind.files.wordpress.com/2008/07/073008-0109-lminas1.jpg" alt="" /></p>
<p>O que dizer quando se não tem mais nada a dizer? O que se pode falar a alguém que não mais quer escutar?</p>
<p>Quando as palavras já se tornaram pedras, e a alma uma muralha intransponível não há mais nada que se possa fazer neste mundo.</p>
<p>Apenas esperar, e esperar.</p>
<p>Pois até mesmo agir em certos momentos não se torna a reação apropriada. Pois assim como Sun Tzu uma vez disse, é necessário reconhecer a derrota, pôr a espada na bainha, e se preparar para um outro dia, uma outra batalha onde os números sejam mais favoráveis.</p>
<p style="text-align:center;"><span style="font-family:Bell MT;"><strong>Sharp like an edge of a samurai sword<br />
the mental blade cut through flesh and bone<br />
though my mind's at peace, the world out of order<br />
missing the inner heat, life gets colder<br />
oh yes, I have to find my path<br />
no less, walk on earth, water, and fire<br />
the elements compose a magnum opus<br />
my modus operandi is amalgam<br />
steel packed tight in microchip<br />
on my arm a sign of all-pro<br />
the ultimate reward is honor, not awards<br />
at odds with the times in wars with no lords</strong><br />
</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="font-family:Bell MT;"><strong>a freelancer,<br />
a battle cry of a hawk make a dove fly and a tear dry<br />
wonder why the lone wolf don't run with a klan<br />
only trust instincts and be one with the plan</strong><br />
</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="font-family:Bell MT;"><strong>some days, some nights<br />
some live, some die<br />
in the way of the samurai<br />
some fight, some bleed<br />
sun up to sun down<br />
the sons of a battlecry</strong><br />
</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="font-family:Bell MT;"><strong>look, just the air around him<br />
an aura surrounding the heir apparent<br />
he might be a peasant but shine like grand royalty<br />
he to the people and land, loyalty<br />
we witness above all to hear this,<br />
sea sickness in the ocean of wickedness<br />
set sail to the sun set no second guessing<br />
far east style with the spirit of wild west<br />
the "quote-unquote" code stands the test of<br />
time for the chosen ones to find the best of<br />
noble minds that ever graced the face of<br />
a hemisphere with no fear, fly over</strong><br />
</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="font-family:Bell MT;"><strong>the blue yonder<br />
where the sky meets the sea<br />
and eye meets no eye<br />
and boy meets world<br />
and became a man to serve the world to<br />
save the day, the night, and the girl too</strong><br />
</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Eu também quero!]]></title>
<link>http://seninguemfalar.wordpress.com/?p=399</link>
<pubDate>Tue, 22 Jul 2008 00:49:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>Camila</dc:creator>
<guid>http://seninguemfalar.wordpress.com/?p=399</guid>
<description><![CDATA[Você aceitaria exibir um banner do Senado Federal no seu site/blog de graça? Bom, eu não. Por que]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Você aceitaria exibir um banner do Senado Federal no seu site/blog de graça? Bom, eu não. Por que eu faria propaganda do Senado se detesto política e afins? Ah, mas se pagassem pela exibição do banner, "tipo assim" uns R$ 48.000,00 <strong>MENSAIS</strong>, eu poderia mudar de idéia. Acho que foi isso que o pessoal do site paraiba.com.br fez. Confira essa história <a href="http://www.contraditorium.com/2008/07/13/no-vou-falar-mal-do-projeto-do-azeredo-para-o-senado-anunciar-aqui" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">Por R$ 48.000 eu não colocaria um só banner, eu colocaria <strong>vários</strong> deles! Senado, eu também quero essa mamata, digo, oportunidade, ora!!!</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Metallica e Filosofia - Um curso intenso de cirurgia cerebral" - Capítulo 2]]></title>
<link>http://flaviadiasmelo.wordpress.com/?p=221</link>
<pubDate>Mon, 21 Jul 2008 19:48:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>Flávia</dc:creator>
<guid>http://flaviadiasmelo.wordpress.com/?p=221</guid>
<description><![CDATA[
&#8220;Metallica e Filosofia - Um curso intenso de cirurgia cerebral&#8221;. Coordenação William ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://farm3.static.flickr.com/2044/2442639555_c9c79907f8_m.jpg" alt="" width="240" height="240" /></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>"Metallica e Filosofia - Um curso intenso de cirurgia cerebral".</strong> Coordenação William Irwin. São Paulo: Editora Madras, 2008, pp. 29 - 40.</p>
<p style="text-align:justify;">Este livro é muito bom, pois faz uma leitura comparativa entre diversas correntes filosóficas e o Metallica... Não o Metallica em si, mas o James Hetfield como pessoa, as letras da banda, etc. É uma leitura agradável para quem gosta de Metallica e gosta de filosofia; pois tem capítulos que alguns autores entram a fundo em algumas correntes (exemplo: capítulo 1, quando o autor faz uma comparação entre a música "One" e Kant, e sobre este ser contra o suicídio).</p>
<p style="text-align:justify;">O livro é intenso e provê uma reflexão e questionamento ao fã e ao amante de heavy metal (e de música também). O livro aborda autores como Immanuel Kant, Friedrich Nietzsche, Platão, Aristóteles, Nicholas Maquiavel, Thomas Hobbes, Karl Marx, budismo, entre outras correntes filosóficas. Não é uma leitura superficial, entretanto é uma leitura agradável e prazerosa. Vale MUITO a pena ler!!</p>
<p style="text-align:justify;">Em seguida vou deixar o capítulo 2 do livro, que fala especialmente sobre James Hetfield e sobre sua personalidade, sua luta contra o alcoolismo, sua mudança de caráter e na forma de escrever. Espero que gostem.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">"<strong>Capítulo 2</strong><strong><br />
Essa busca continua: Cristão, guerreiro, budista - Willian Irwin</strong>
</p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Sendo buscadores incansáveis, não contentes em pensar e parecer sempre os mesmos, o Metallica mudou, James Hetfield mudou, não só na música mas também pessoalmente. Como vocalista e principal letrista, Hetfield é o membro da banda com quem mais os fãs se identificam. A luta dele é a nossa luta, suas virtudes e vícios são os nossos.</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">As virtudes são traços de caráter que fazem uma pessoa boa. Costumamos considerar a paciência, o autocontrole e a honestidade virtudes, mas o poder, a agressividade bem colocada e até a manipulação podem ser virtudes, segundo alguns. As letras e a biografia de Hetfield sugerem que ele explorou três tipos diferentes de virtudes<a name="_ftnref1" href="http://flaviadiasmelo.wordpress.com/wp-admin/#_ftn1"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:10pt;color:black;line-height:115%;font-family:&#34;">[1]</span></span></span></span></a>. A exploração – a busca – começa na juventude de Hetfield com a rejeição das virtudes cristãs impostas pela família. No lugar delas, vêm virtudes de guerreiro adotadas na adolescência e na idade adulta, as quais – alimentadas pelo álcool – um dia falharam. O resultado, talvez involuntário, é a aceitação das virtudes budistas.</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">O Deus que falhou: rejeição das virtudes cristãs</span></strong></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Orgulho, inveja, gula, luxúria, ira, avareza e preguiça são os Sete Pecados Capitais. Para compreender melhor as virtudes cristãs, considere os opostos dos Sete Pecados Capitais: humildade, benevolência, temperança, castidade, amabilidade, generosidade e empenho. Pense também no Sermão da Montanha, de Jesus (Mateus 5:1-17), que ressalta as virtudes cristãs de humildade, misericórdia, amor pelos inimigos, fazer paz, aceitar as perseguições, não julgar e perdoar (“mostrar a outra face”).<a name="_ftnref2" href="http://flaviadiasmelo.wordpress.com/wp-admin/#_ftn2"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:10pt;color:black;line-height:115%;font-family:&#34;">[2]</span></span></span></span></a></span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">As virtudes cristãs formam parte do que o filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900) chamava de <em>moralidade do escravo</em> – uma moralidade de negação do mundo para aqueles que são tímidos demais para agarrar a vida com unhas e dentes. Sem o objetivo de libertar uma pessoa do sofrimento terreno, as virtudes cristãs apenas ajudam a tolerá-lo. Tais virtudes servem para os oprimidos, as pessoas que não têm poder mundano, que estão dispostas a ingerir o que Karl Marx (1818-83) chamava de <em>ópio do povo</em> (religião).</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Rejeitando a moralidade do escravo, Nietzsche fez a famosa proclamação de que “Deus está morto”. Nem tanto uma declaração de ateísmo, mas antes um diagnóstico de uma doença, essa afirmação significa que a crença no Deus cristão se tornou desgastada, praticamente impossível, morta – como uma festa onde se serve cerveja quente. As virtudes cristãs não têm uma base transcendental (não estão escritas na pedra em algum reino dos céus, porque <em>não existe</em> um reino dos céus), e só beneficiam os fracos. Embora seja difícil e doloroso, seria melhor nós aterrarmos o “Deus que falhou” e seguir adiante.</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Claro que o jovem James Hetfield podia se identificar com esse sentimento, ainda que nunca tivesse lido Nietzsche ou Marx. Hetfield foi criado na tradição da Igreja de Cristo Cientista (também conhecida como Igreja da Ciência Cristã), que, além de pregas as tradicionais virtudes cristãs, proíbe a prática da Medicina. Por estranho que pareça, na Ciência Cristã a Medicina é proibida porque de nada adiantaria curar o corpo. Segundo as doutrinas dessa igreja, o corpo é apenas um invólucro ilusório para a alma e, se alguém fica doente, só o que podemos fazer é rezar para que Deus cure essa pessoa. Se ela vive ou morre – doente ou não – cabe somente a Deus. Acrescente-se a isso a idéia de que o mais importante é a alma e o que acontece ela na vida após a morte, e perceberemos que a Igreja de Cristo Cientista parece dogmática e negadora do mundo. Não foi à toa que Hetfield rejeitou a religião em que foi criado e, com ela, muitas das virtudes que antes lhe eram importantes.</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">“Jovens guerreiros, unam-se agora...”</span></strong><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;"></span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Mas para onde você vai quando rejeita as virtudes cristãs de sua criação? Uma possibilidade é adotar as virtudes do guerreiro. Sob a perspectiva histórica, as virtudes do guerreiro surgem de castas e classes de guerreiros normalmente associadas a antigas civilizações e tribos nômades. Antes do Cristianismo, os gregos e os romanos viam seus guerreiros com grande admiração por exibirem virtudes tais como coragem, força e honra. Pense, por exemplo, em Aquile da <em>Ilíada</em>, de Homero, interpretado por Brad Pitt em <em>Tróia</em>. Pense em Conan, o Bárbaro, interpretado por Schwarzenegger, que nos permite vislumbrar a vida governada por virtudes não refinadas do guerreiro. Quando lhe perguntam o que é a melhor coisa na vida, Conan responde: “Esmagar seus inimigos, vê-los ser dizimados e ouvir a lamentação das mulheres deles”. Com essas palavras, Conan reflete uma citação atribuída ao grande conquistador Gêngis Khan (<em>c.</em> 1162-1227): “O maior prazer é destruir os inimigos e persegui-los enquanto tentam fugir, roubar a riqueza deles e ver aqueles que lhes são queridos se banhando em lágrimas, montar em seus cavalos e agarrar contra o próprio peito suas esposas e filhas”.</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Embora a palavra <em>virtude</em> possa ter uma conotação bastante feminina hoje em dia, sendo associada às virtudes cristãs como humildade e castidade, o termo deriva do latim <em>virtus</em>, que significa “masculinidade” (da raiz <em>vir</em>, homem, como na palavra “viril”). Isso, com certeza, agrada Hetfield, que caça junto com Ted Nugent, assiste a velhos filmes de faroeste, e se suja todo de graxa com carros clássicos e bicicletas feitas sob encomenda. Ele é sem dúvida um homem varonil, um guerreiro – não um garotinho bonitinho, ou um astro de <em>rock</em> politicamente correto.</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">As virtudes do guerreiro estão muito presentes nas música do Metallica. Veja, por exemplo, estas: <em>coragem</em> (“bloody, but never cry submission” [ensaguentado, mas nunca chorar, submisso]), <em>dureza de coração</em> (“No Remorse is the one command” [sem remorso é o único mandamento]), <em>auto-suficiência</em> (“by myself but not alone/I ask no one” [comigo mesmo, mas não sozinho; não preço ajuda a ninguém]), <em>devido orgulho</em> (“I have stripped of all but pride/ so in her I do confide/ and she keeps me satisfied/ gives me all I need” [larguei tudo, menos o orgulho; com ela eu confidencio e ela me deixa satisfeito; ela me dá tudo de que preciso]), <em>agressividade</em> (“pouding out agression” [golpeando com agressão]), <em>força física e saúde</em> (“move swift all senses clean” [me mexo com rapidez, todos os sentidos em forma]), <em>individualidade</em> (“following our instinct, not a trend/ GO against the grain until the end” [seguindo nossos instintos, e não uma tendência; vá contra as convenções até o fim]),<em> perseverança e resistência</em> (“We will never stop/ we will never quit/ ‘cause we are the Metallica” [nós nunca pararemos, nunca desistiremos, porque somos o Metallica]), <em>honra</em> (“dying on your feet for honesty” [morrer de pé pela honestidade]), <em>lealdade</em> (“We are as one as we all are the same/ fighting for one cause” [nós somos como um só, assim como somos todos o mesmo, lutando pela causa]) e <em>controle emocional</em> (“I adapt to the unknown” [eu me adapto ao desconhecido]). Mas não é só a letra; a própria música reforça as virtudes do guerreiro, de modo especial a agressividade e a individualidade.</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Com canções como “Metal Militia”, “Phantom Lord”, “No Remorse”, “Seek And Destroy” e “The Four Horsemen”, <em>Kill ‘Em All</em> é uma pura celebração das virtudes do guerreiro. Usando o imaginário para representar a rebeldia e crises adolescentes existenciais, a mensagem é clara: a vida é uma guerra, “guerra sem fim”. A vida PE uma luta sem Deus ou um anjo da guarda cuidando de você (“I know I’m best friend” [eu sei que sou meu melhor amigo]). Só os fortes sobrevivem. Para o Metallica, indivíduos com uma mente parecida podem escolher – não ser obrigados a – se unirem em uma “milícia do metal”. E podem também sair dela assim que quiserem. Não há uniformes, apenas “couros e pregos”. As causas não são nobres e envolvem uma certa destruição insensível no mundo do tipo matar-ou-ser-morto, onde a vida, segundo Thomas Hobbes (1588-1679), é “solitária, pobre, sórdida, brutal e curta”.</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">A luta não deve ser interpretada literalmente, claro. <em>Kill ‘Em All</em> tem um apelo único e irresistível a rapazes adolescentes brancos, irados, alienados, suburbanos (como eu) para quem a vida era uma luta, embora não precisassem luta em uma guerra real e vivessem em circunstâncias aparentemente confortáveis. Em vez de simplesmente aceitar que a vida é uma droga e tudo tende para o preto, nós entrávamos na luta contra qualquer um, qualquer coisa. Do modo como víamos, a guerra era o inferno, e a vida em si é uma guerra.</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">O estilo “Kill ‘Em All” (“matar todos”) nos lembra a “transmutação de todos os valores” de Nietzsche. Ao declarar que “Deus está morto” e afirmar que as virtudes do Cristianismo são venenosas, Nietzsche defendia uma nova moralidade. Nossa nova resolução e mandamento, como diz Zaratustra, é “Permaneça fiel à terra”. Parra Nietzsche, uma ação é boa se for feita a partir da força, e ruim se realizada por fraqueza. Assim “scanning the scene in the city tonight/looking for you to start up the fight” [vasculhando a cena na cidade esta noite, procurando você para começar a briga] é bom, se for feito com um sentimento de força, de poder. “Remorse for the helpless one” [remorso pelo desamparado] é ruim porque surge da fraqueza. O guerreiro deve ser emocionalmente durão, imune a sentimentos de pena e remorso.</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">A vida, como Nietzsche a vê, é regida pela “vontade de poder” (ou <em>vontade da potência</em>), o impulso natural de ganhar e expressar poder. Ficar com cara-de-bunda e, por raiva, causar destruição é um jeito não refinado de exercer a vontade de poder, mas uma forma mais produtiva seria você governar um país, ganhar bilhões como Bill Gates, tornar-se astro do cinema ou até fazer um tipo de música que une músicos e público. O lixo agressivo de <em>Kill ‘Em All</em> nada mais é que uma expressão de poder, um ato criativo a ser partilhado com o público, “when our fans start screaming/ it’s right” [quando nossos fãs começam a gritar, é porque está certo].</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Mas enquanto o poder individual de uma pessoa pode ser exprimido e celebrado, o dos outros deve ser visto com desconfiança. Assim, começando por “Ride The Lightning” e “Master Of Puppets”, as letras às vezes criticam a guerra literal, refletindo no abuso do guerreiro individual por parte daqueles que estão no poder. “For Whom The Bell Tolls” e “Disposable Heroes” retratam indivíduos que são peões nos jogos dos poderosos porcos de guerra. Em uma guerra que não foi escolha deles, o guerreiro mata por motivos também alheios. </span><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;" lang="EN-US">“Shouting gun, on they run through the endless Gray/ On the fight, for they are right, Yes, but who’s to say?/ </span><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">For a hill men would kill, why?/ They do not know” [A arma grita, e eles correm em meio ao cinza incessante, à luta, pois eles estão certos, mas quem pode saber? Por uma colina, os homens matariam, por quê? Eles não sabem]. O guerreiro obedece às ordens daqueles que não se importam com ele – “Back to the front/ you Will do what I say, when I say/ back to the front/ you will die when I say, you must die” [De volta à frente de batalha, você vai fazer o que eu mandar, quando eu mandar. De volta à frente de batalha, você vai morrer quando eu mandar, você deve morrer] e àqueles que tampouco se importam se ele morrer – “Soldier boy, made of Clay/ now na empty Shell/ twenty-one, only son/ but He serverd us well” [Menino soldado, feito de argila. Agora uma casca vazia. Vinte e um anos, filho único. Mas ele nos serviu bem]. Pior ainda “One” do álbum <em>Justice</em>, mostra os resultados infelizes de um solado que não teve a sorte de morrer em combate, cujos ferimentos catastróficos o transformaram em nada mais que uma “novidades dos tempos de guerra”.</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">As virtudes do guerreiro do Metallica têm semelhança com as de <em>Rambo</em>, interpretado por Stallone, que justifica suas ações pelo princípio do “derramar sangue primeiro”. O outro lado derramou sangue primeiro; portanto, a retaliação é justificada: “never begins it, never, but once engaged.../ never surrenders, showing the fangs of rage” [nunca comece, mas uma vez envolvido nela... nunca se entregue, mostrando as presas da ira]. (Se dois errados não fazem um certo, então o que faz?) Rambo foi mal-usado como soldado. Após combater em uma luta injusta no Vietnã, ele retornou e não foi bem tratado como veterano. Rambo continua sendo um guerreiro em suas virtudes, embora se oponha a guerras injustas e não confie no governo. De modo semelhante, o Metallica defende com veemência as virtudes do guerreiro, embora critique duramente a perda da vida e da liberdade por causa do abuso do poder militar e governamental.</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Mesmo assim, o Metallica não é um grupo de <em>rock</em> chorão, cujas convicções não passam da superfície e que só grita as mensagens no palco<a name="_ftnref3" href="http://flaviadiasmelo.wordpress.com/wp-admin/#_ftn3"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:10pt;color:black;line-height:115%;font-family:&#34;">[3]</span></span></span></span></a>. E a maioria das canções antiguerra deles não é abertamente política. ”Fight Fire With Fire”, por exemplo, não apresenta nenhuma crítica séria das pessoas cujas decisões levam à tragédia. Pelo contrário, a triste conseqüência parece simplesmente ser o resultado inevitável da virtude de vingança do guerreiro em um mundo absurdo. </span><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;" lang="EN-US">“Do unto other as they have done unto you/ But what the hell is this world coming to?/ Blow the universe into nothingness/ Nuclear warface shall lay us to rest” [Faça com os outros o que eles fizeram com você. </span><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Mas que inferno este mundo está virando? Explodir o universo em nada. A guerra nuclear nos fará a todos descansar].</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Na verdade, “um fogo que inicia uma dança doentia dos mortos” sugere, sem dúvida, a imagem de hordas de desvalidos fugindo ao horror de um inverno nuclear. Apesar de transmitir horror e desaprovação, o Metallica faz uma coisa trágica parecer interessante. A única condenação é da “conseqüência da hipocrisia”, uma falta, sim, mas de todos nós, até certo ponto.</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Apesar da exposição da guerra literal, a ênfase do Metallica continua sendo a batalha metafórica, a luta interior. É preferível escolher sua guerra – ver um membro vigilante da milícia do metal ou Damage Inc. – a ser vítima da guerra dos outros. Nós precisamos estar alertas e prontos para lutar em defesa de nossa liberdade pessoal. Como “Don’t Tread On Me” instrui, “To secure peace is to prepare for war” [garantir paz é se preparer para a guerra].<a name="_ftnref4" href="http://flaviadiasmelo.wordpress.com/wp-admin/#_ftn4"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:10pt;color:black;line-height:115%;font-family:&#34;">[4]</span></span></span></span></a></span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Mesmo assim, não devemos concluir levianamente que o Metallica aceita e defende <em>todas</em> as virtudes do guerreiro. “O homem deve ser educado para a guerra e a mulher para o entretenimento do guerreiro; tudo o mais é estupidez” (Zaratustra, p. 66). Assim falava o personagem de Nietzsche, Zaratustra. De fato, a potência sexual costuma ser considerada uma das virtudes do guerreiro; mas, por ser um clichê do <em>rock ‘n roll</em>, não recebe muita atenção do Metallica. Só a canção de capa de Nick Cave, “Loverman” a expressa. Embora se saiba que James e Lars freqüentavam clubes de <em>strip-tease</em>, as letras do Metallica são completamente destituídas da baboseira tão comum sobre mulheres fáceis e carros rápidos (exceto “Fuel”). O Metallica se destaca entre as bandas de <em>rock</em> por sua falta de sordidez e misoginia, reconhecendo que na guerra da vida, assim como na <em>República</em> de Platão, tanto os homens quanto as mulheres devem brandir a lâmina. Nem Platão nem o Metallica são feministas declarados, mas ambos reconhecem que as mulheres podem “dar umas porradas hoje à noite” (<em>kick some ass tonight</em>).</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">E dar porrada significa encarar o inimigo. A astúcia – enganar e iludir o inimigo que Nicolò Machiavalli (1460-1527) defendia – também é considerada uma das virtudes do guerreiro. Pense no cavalo de Tróia no qual os gregos passaram pelas muralhas de Tróia. Mas a astúcia não é uma virtude endossada pelo Metallica. Pelo contrário, eles defenderam uma espécie de morte no lugar da desonra, “dying on your feet for honesty” [morre de pé pela honestidade]. Pelo menos para o Metallica, a honestidade é uma virtude do guerreiro. Como vemos em “Honesty is my only excuse” [a honestidade é minha única desculpa] e “When a man lies He murders/ some part of the world” [quando um homem mente, ele assassina uma parte do mundo].</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Há outra virtude do guerreiro (em especial, antes de <em>St. Anger</em>) que o Metallica não defende: o controle emocional. Na cultura ocidental, essa é a virtude mais associada ao estoicismo, a filosofia que recomenda o autocontrole, o distanciamento e a aceitação do destino de uma pessoa. Sem dúvida, não há muito estoicismo no Metallica. Pelo contrário, há bastante atitude a partir da emoção; o guerreiro expõe toda a sua agressividade. Mas com <em>Load/Reload</em>, as letras de Hetfield se tornam introspectivas e críticas de uma habilidade para administrar a emoção. Considere o desejo autodestrutivo de <em>King Nothing</em> por controle e a inutilidade de se sentir mal por <em>Poor Twisted Me</em>. Considere ainda a súbita percepção da futilidade das virtudes do guerreiro expressadas pelo sentimento “won’t waste my hate on you” [não vou desperdiçar meu ódio em você].</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">As virtudes do guerreiro só podem ser bem-sucedidas com uma dose saudável de estoicismo, e o estoicismo falha sem uma profunda confiança no destino. Entretanto, o estoicismo e a confiança no destino são justamente o que o Metallica não tem. Hetfield e companhia são movidos pelas emoções envolventes, e não pela razão fria e aceitação espiritual. Sem o estoicismo, a vida das virtudes do guerreiro leva ao niilismo – uma crença em nada ancorado em lugar nenhum – e a incapacidade para se libertar do sofrimento pessoal ou dos outros. Procurar uma luta externa é mera distração. As virtudes do guerreiro não aliviam o sofrimento interior. As letras de <em>St. Anger</em> refletem essa derrota, essa inabilidade para vencer o sofrimento. </span><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;" lang="EN-US">Veja os seguinte versos de “Frantic”: “I’ve worn out always being afraid/ An endless stream of fear that I’ve made/ Treading water full of worry/ This ‘Frantic’ tick tick talk of hurry [Cansei de estar sempre com medo. </span><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Uma corrente interminável de medo que eu criei. Pisando em águas, cheio de preocupação. O frenético blábláblá da pressa]”. </span><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;" lang="EN-US">E estes de “The Unnamed Feeling”: “I Just wanna get the fuck away from me/ I rage, I glaze, I hurt, I hate/ I wanna hate it all away [Eu vou ficar longe dessa porra que sou eu. </span><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Praguejo, ardo em raiva, machuco, odeio. Eu quero mandar tudo embora com meu ódio]”.</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">O guerreiro vive segundo o código de olho por olho, o que acaba deixando todo o mundo cego. Considere, por exemplo, a conseqüência de “Fight Fire With Fire”. As virtudes do guerreiro são adotadas para preencher o vácuo, o vazio de dentro, mas os guerreiros que não morrem jovens acabam percebendo que o vácuo os engole inteiros. “Meu estilo de vida determina meu estilo de morte”. Com o tempo, essa dor mental e emocional que vem de “lidar com nossa agonia interior” é demais para agüentar. As virtudes do guerreiro levam à autodestruição na forma de vício, loucura e desespero. Triste, mas é verdade.</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Queimando o carma</span></strong><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;"></span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Se você for Hetfield, o que vai fazer, agora? Seguiu dois caminhos extremos. A vida de virtudes do guerreiro há está pesando sobre você, e agora não pode voltar para as virtudes cristãs. O Cristianismo fê-lo se ajoelhar, e a Santa Raiva (<em>St. Anger</em>) o sufocou. Para onde você vai? A boa notícia é que o Buda pode remover o espinho lá de dentro. O Budismo aconselha seguir o “caminho do meio” em todas as coisas. E o caminho meio, nesse caso, é o meio-termo entre os extremos das virtudes cristãs e do guerreiro. As virtudes budistas são sabedoria, bondade, compaixão e liberdade do sofrimento<a name="_ftnref5" href="http://flaviadiasmelo.wordpress.com/wp-admin/#_ftn5"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:10pt;color:black;line-height:115%;font-family:&#34;">[5]</span></span></span></span></a>.</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Embora Kirk Hammet medite e leia filosofia oriental, eu não estou sugerindo que os membros do Metallica se tornaram budistas, tampouco que no passado eram verdadeiros guerreiros ou leitores devotos de Nietzsche. O Budismo tem muito em comum com o Estoicismo e a disciplina das emoções. Mas, à medida que as letras de Hetfield foram gradualmente mudando, com maturidade – da <em>reação</em> de ira do guerreiro para <em>reflexão</em> introspectiva do budista – a busca pelo controle emocional tem agora mais a ver com as virtudes budistas que com o estoicismo das do guerreiro.</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Desde o início, há algumas ligações superficiais Metalli-budistas. Consideremos um fato pouco conhecido: Buda negava a existência dos deuses e da alma. Em contraste com o hinduísmo de sua época, que acreditava em muitos deuses e ensinava que a iluminação só podia ser alcançada depois de muitas vidas por meio da reencarnação, Buda ofereceu um ensinamento para alcançar a iluminação, nirvana, nesta vida. De maneira semelhante, o Metallica olha para esta vida e permanece fiel à terra. Para alguns de seus colegas do <em>rock</em> – em especial Venom, Slayer e Exodus – a rejeição das virtudes cristãs tomou a forma de uma defesa cartunista de virtudes satânicas. O Metallica, porém, apesar de incitante convite para pular no fogo, permaneceu fiel à Terra e, ao mesmo tempo, evita a tola espiritualidade satânica do oculto.</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Acredite ou não, os budistas recebem a seguinte instrução. “Se você vir Buda na estrada, mate o Buda”. A mensagem é simples. O Buda histórico não é um deus, apenas um exemplo de tudo o que nós podemos ser. Portatno, o lugar para você encontrar Buda não é lá fora, não é “na estrada” nem nos templos. O Buda está dentro de você. Você também pode alcançar o nirvana. Do mesmo modo, pelo menos no começo, os membros do Metallica não era deuses nem astros do <em>rock</em>. Eram fã de <em>heavy metal</em> tocando em uma banda de<em> heavy metal</em>.<em> </em>O mantra punk “fodam-se os seus heróis” (<em>fuck your heroes</em>) serve perfeitamente para eles. No palco ou fora, o Metallica usava as mesmas roupas que os fãs: <em>jeans</em>, camisetas de <em>show</em>, brim e jaqueta de couro. Eles se recusavam a fazer vídeos para a MTV; a música deles era um presente para os fãs, que eles consideravam família. Eles não queriam ser venerados. Em outras palavras, se você vir o astro de <em>rock</em> no palco, mate-o.<a name="_ftnref6" href="http://flaviadiasmelo.wordpress.com/wp-admin/#_ftn6"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:10pt;color:black;line-height:115%;font-family:&#34;">[6]</span></span></span></span></a></span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">A primeira verdade nobre do Budismo é que “toda a vida é sofrimento”, algo que o Metallica conhece na pele desde seus primeiros dias. </span><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;" lang="EN-US">“Life in the fast Lane is Just how it seems/ hard and it is heavy/ dirty and mean” [A vida em alta velocidade é bem o que parece: dura e pesada, suja e má]. </span><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">A segunda verdade nobre, que o desejo (ou anseio) é a causa do sofrimento, é algo de que o Metallica tinha uma vaga – embora não plena – consciência, desde o começo.<a name="_ftnref7" href="http://flaviadiasmelo.wordpress.com/wp-admin/#_ftn7"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:10pt;color:black;line-height:115%;font-family:&#34;">[7]</span></span></span></span></a> Com certeza havia a mentalidade antimaterialista de fazer as coisas ao seu jeito. Eles não se curvavam à MTV nem ao rádio comercial só para ganhar dinheiro. Eram contra “as salas da justiça pintada verde (onde) o dinheiro fala” (<em>halls os justice painted green/m</em>”One”<em>y talking</em>). Mas tristemente eles acabaram se tornando astros de <em>rock</em> com carros rápidos, <em>Lear jets</em>, casas caras e divórcios. </span><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;" lang="EN-US">Embora Hetfield cantasse “Do you want what I want? </span><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Desire not a thing [Você quer o que eu quero? Não deseje coisa alguma]”, o desejo se tornou o mestre das marionetes. Em <em>Load</em>, a ligação entre sofrimento e desejo começou a ficar clara, e se tornou um ponto de real preocupação em <em>St. Anger</em>, em que há maior reconhecimento da necessidade de se distanciar do eu e do desejo.</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Compaixão do ego e aceitação podem trazer uma potencial liberdade do sofrimento. Essas virtudes budistas também são as qualidades da recuperação, como aprendeu Hetfield. Deflação do ego e aceitação começam a se manifestar na letra de <em>St. Anger</em>. Considere a menção em “Frantic” da “queima de carma” e da percepção de que “meu estilo de vida determina meu estilo de morte” (“my lifestyle determines my deathstyle”) essa sabedoria foi alcançada mediante dolorosa experiência. Hetfield reconhece a tendência insalubre de interpretar o papel triplo de juiz, jurado e executor em “Cirty Windows” uma canção que também mostra um reconhecimento do sofrimento como causa de uma auto-imagem falsa – certamente, um mal ocupacional. “All Within My Hands” caçoa da própria necessidade de Hetfield de controlar as pessoas e situações: “Love is controll/ I’ll die if I let go... </span><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;" lang="EN-US">All within my hands/ Squeeze it in, crush it down/ All within my hands/ Hold it dear, hold it suffocate... I will only let you breathe/ My air that you receive/ Then we’ll see ih I let you love me [Amor é controle. </span><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Eu morro se abrir mão dele. Tudo em minhas mãos. Espremer tudo, esmagar tudo. Tudo em minhas mãos. Abraço com carinho, abraço até sufocar... Eu vou deixar você respirar meu ar que você recebe. Então, nó veremos se eu deixo você me amar]”. Se for sábio e afortunado, o guerreiro convertido a budista aprende que a vida não é uma guerra (nem mesmo como metáfora) e paradoxalmente é preciso se render, ou se entregar, para vencer. Você não pode nadar contra a correnteza do Universo sem ser puxado para baixo.</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Vimos que <em>St. Anger</em> desenvolve as virtudes da sabedoria e da liberdade do sofrimento; mas a compaixão e a bondade são subdesenvolvidas. Essas virtudes envolvem mais que a mera renúncia da abordagem “sem remorso” da vida. Elas abrangem um gesto ativo para aliviar o sofrimento dos outros. Em sua vida pessoal, desde <em>St. Anger</em>, Hetfield mostra sinais de desenvolvimento em compaixão e bondade aproximando-se do ideal budista, o <em>bodisatva</em>, aquele que, após eliminar seu sofrimento pessoal, procura aliviar e exterminar a dor dos outros. Enquanto Hetfield, como todos nós, está longe de ser perfeito e não é nenhuma Madre Teresa, seu trabalho na recuperação de outros alcoólatras e viciados mostra admirável compaixão. Em 12 de maio de 2006, Hetfield recebeu o prêmio Stevie Ray Vaughn pela “dedicação e apoio ao MusiCares MAP Fund e seu empenho em ajudar outros viciados no processo de recuperação”. É curo imaginar o guerreiro Hetfield de <em>Kill ‘Em All</em> sendo homenageado por serviço prestado aos outros. Mas o Hetfield de hoje mudou, do indivíduo que causava sofrimento aos outros – sem dúvida, sua família – para o que alivia o padecimento dos semelhantes.</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Assim, <em>St. Anger</em> começa a mostrar algumas virtudes budistas, e se Hetfield continuas no caminho da recuperação, os álbuns futuros provavelmente tratarão de outras virtudes budistas também. </span><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;" lang="EN-US">Em <em>St. Anger</em>, Hetfield canta “I want my anger to be healthy... </span><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">[Eu quero que a minha raiva seja saudável]”. Claro que seria melhor não ter raiva alguma, mas lidar com ela de maneira construtiva é, no mínimo, um passo na direção certa. O guerreiro ainda não está morto, como demonstra a mentalidade “atire em mim novamente” (“Shoot me again”), mas o Budismo, assim como a recuperação, é uma questão de progresso e não de perfeição.</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Exercitar as virtudes do guerreiro naofaz necessariamente um indivíduo se tornar guerreiro, assim como a prática das qualidades cristãs não faz de ninguém um cristão. Portanto, adotar as virtudes budistas não faz de Hetfield um budista. Embora Kirk se torne um com a onda quando está surfando, leia filosofia budista e pratique meditação, nós não devemos prender a respiração e esperar que Hetfield comece a olhar para o umbigo e entoar OM. Por mais que nos identifiquemos com ele, Hetfield não é um santo e com certeza ainda enfrentará desafios futuros. Entretanto, para muitos de nós, a jornada dele é a nossa jornada. A vida e as letras de Hetfield falam em nome de nossa experiência.</span></