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	<title>pos-modernidade &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/pos-modernidade/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "pos-modernidade"</description>
	<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 14:50:43 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[Suicídio e Pós-Modernidade]]></title>
<link>http://psicologiadareligiao.wordpress.com/?p=137</link>
<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 14:05:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>psicologiadareligiao</dc:creator>
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<description><![CDATA[
(Imagem capturada do site: http://www.spectrumgothic.com.br/gothic/suicidio.htm)

O tema do suicíd]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><a href="http://psicologiadareligiao.files.wordpress.com/2008/07/suicidio01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-141" src="http://psicologiadareligiao.wordpress.com/files/2008/07/suicidio01.jpg" alt="" width="321" height="265" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">(Imagem capturada do site: http://www.spectrumgothic.com.br/gothic/suicidio.htm)</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">O tema do suicídio tem sido estudado por Thaísa Vilhena Silva e Mônica Anechini Campedelli. No presente artigo, as autoras apresentam uma revisão bibliográfica sobre o tema relacionando-o aos processos de produção de subjetividade na modernidade e pós-modernidade. Silva e Campedelli observam que </span><span style="font-size:12pt;"> </span></p>
<blockquote>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;padding-left:30px;"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-size:10pt;">essa nova civilização humana, chamada por alguns autores de pós-modernidade, trouxe para o homem uma nova subjetividade, na qual ele está sozinho, desamparado, sem esperanças e autodestrutivo". </span></span></p>
</blockquote>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-size:10pt;">As autoras discutem, também, "o papel da Psicologia neste contexto, uma vez que se apresenta como uma ciência moderna para dar conta de um sujeito pós-moderno".</span></span></p>
<p class="MsoNormalCxSpFirst" style="margin-bottom:0.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">Acesse o texto: <strong>"Admiravel Mundo Novo:</strong> <a href="http://psicologiadareligiao.files.wordpress.com/2008/07/os-impactos-das-modernidades-e-a-questao-do-suicidio1.pdf">os-impactos-das-modernidades-e-a-questao-do-suicidio1</a><strong></strong></p>
<p class="MsoNormalCxSpFirst" style="margin-bottom:0.0001pt;text-align:justify;line-height:normal;">
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[DESCENTRALIZAÇÃO &gt; INSTITUCIONALIZAÇÃO]]></title>
<link>http://heliopaz.wordpress.com/2008/07/02/descentralizacao-institucionalizacao/</link>
<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 15:21:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>Hélio Sassen Paz</dc:creator>
<guid>http://heliopaz.wordpress.com/2008/07/02/descentralizacao-institucionalizacao/</guid>
<description><![CDATA[O prof. GILSON CARONI, que leciona SOCIOLOGIA na FACHA, é colunista da AGÊNCIA CARTA MAIOR e colab]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>O prof. GILSON CARONI, que leciona SOCIOLOGIA na <a target="_blank" href="http://www.facha.edu.br/">FACHA</a>, é colunista da <a target="_blank" href="http://www.cartamaior.com.br/">AGÊNCIA CARTA MAIOR</a> e colabora com o <a target="_blank" href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/">OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA</a>, defende, em seu <a target="_blank" href="http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=3925">artigo mais recente</a>, que Lula é de esquerda.</p>
<p>Embora minhas leituras sobre Sociologia, Antropologia, Ciência Política, Filosofia, Psicologia e tanto minha militância presencial como minha relativa juventude sejam extremamente incipientes perto de qualquer intelectual (mesmo os de má qualidade - o que não é o caso do prof. Gilson), tenho uma percepção e uma série de referenciais que me permitem emitir minha opinião.</p>
<p>Perrrguntas: </p>
<p>1) A quem interessa defender um partido, um sistema partidário, as empresas globalizadas ou um estado como locus de pertença representativo da alteridade?</p>
<p>2) A quem interessa utilizar figuras semânticas em retóricas vazias sem um verdadeiro sentido de inclusão, tais como "povo", "partido", "sindicato", "cooperativa", etc.?!</p>
<p>Quando em algum momento da história o <a target="_blank" href="http://www.pt.org.br/">PT</a> trabalhou verdadeiramente pelos movimentos sociais a não ser para incluí-los no seu modelo de cidadania e de meritocracia, que inclui somente quem for sindicalizado? Enquanto o cara não for sindicalizado, ele não tem voz. Ele é um mero prospect, ou cliente em potencial. Quando "assina o contrato", o partido trabalha um pouco por ele a fim de ganhar adeptos para todas as suas causas. Contudo, quem verdadeiramente faz um <a target="_blank" href="http://www.forumsocialmundial.org.br/">FORUM SOCIAL MUNDIAL</a> são as entidades globais e locais da sociedade civil organizada. Os partidos, os governos e as empresas têm um papel extremamente reduzido em termos de mobilização e de proposições para as demandas da sociedade.</p>
<p>Mesmo que toda resistência seja necessária, já foi-se o tempo em que fazer bravata, greve, operação-tartaruga e o escambau resolvia alguma coisa de maneira permanente e, sobretudo, garantindo os grevistas ou os sindicalistas no emprego. Hoje em dia, não é o discurso político que é vazio mas, sim, o discurso político-partidário. Não é mais a pertença a um determinado pedaço de terra ou a identificação com um punhado de gente que se criou de maneira semelhante que garante por quem ou para quem se deve lutar a fim de se ter uma vida melhor: o ativismo é pela saúde do planeta que, espera-se, influenciará melhorias substanciais na saúde, na educação, na infra-estrutura, na energia sustentável, no reaproveitamento de material, na redução radical da exploração dos recursos naturais e em uma racionalidade jamais antes vista em transportes e infra-estrutura, contribuindo para uma sociedade cujo maior valor seja a solidariedade.</p>
<p>Mesmo com palavras diferentes dos autores e misturando uma coisa com a outra, tudo o que eu disse no parágrafo anterior aproxima-se bastante dos últimos trabalhos do prof. <a target="_blank" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Boaventura_de_Sousa_Santos">BOAVENTURA DE SOUZA SANTOS</a>, da UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA, e também dos trabalhos de <a target="_blank" href="http://www.nd.edu/%7Enetworks/Publication%20Categories/publications.htm#anchor-bio0002">ALBERT-LASZLÓ BARABÁSI</a> (<a target="_blank" href="http://www.amazon.com/Linked-Everything-Connected-Else-Means/dp/0452284392">LINKED</a>), <a target="_blank" href="http://www.tvcultura.com.br/rodaviva/resultado.asp?programa=1106">STEVEN JOHNSON</a> (<a target="_blank" href="http://www.amazon.com/Emergence-Connected-Brains-Cities-Software/dp/0684868768/ref=pd_sim_b_2">EMERGÊNCIA</a>) e, acima de todos estes, da dupla ANTONIO NEGRI e MICHAEL HARDT (<a target="_blank" href="http://www.amazon.com/Empire-Michael-Hardt/dp/0674006712/ref=pd_bbs_sr_2?ie=UTF8&#38;s=books&#38;qid=1215011914&#38;sr=1-2">IMPÉRIO</a> e <a target="_blank" href="http://www.amazon.com/Multitude-War-Democracy-Age-Empire/dp/1594200246/ref=sr_1_6?ie=UTF8&#38;s=books&#38;qid=1215011914&#38;sr=1-6">MULTIDÃO</a>).</p>
<p>A Grande Imprensa ataca, mente e omite. Mas a audiência NÃO É PASSIVA: ela interpreta a notícia e a coluna de acordo com o referencial cultural (escolaridade, rua, bairro, cidade, clube, profissão, trabalho, praça, trânsito, idiomas, viagens, etc.) e com a sua alteridade (aonde estou, a que/a quem/com quem/com o que me sinto íntimo, à vontade e me dá vontade de ajudar e de aceitar ser ajudado; de defender e de cobrar que seja defendido). A esquerda precisa conhecer autores latino-americanos que escrevem sobre sociedade midiatizada, propaganda, consumo como JESÚS MARTÍN-BARBERO, OROZCO, NESTOR GARCÍA-CANCLINI, ARMAND MATTELART, MUNIZ SODRÉ e também fazer um paralelo entre as histórias sociais do conhecimento e da mídia, através do trabalho dos ingleses ASA BRIGGS e PETER BURKE.</p>
<p>Se todos fossem uns coitadinhos ignorantes, explorados em todos os sentidos, subservientes e obedientes em todas as situações de suas vidas, aí, sim, a Grande Mídia, seus patrocinadores e seus representantes em todos os níveis de governo seriam "os" grandes intelectuais orgânicos. Seu papel é importante para a manutenção do status quo e merece todo o nosso cuidado e as nossas denúncias. Porém, há várias instâncias que devem ser observadas fora da mídia, dos partidos, dos sindicatos e das empresas que envolvem ações globais descentralizadas que, através da internet e dos celulares, ao invés de entregarem o ouro ao bandido, voltam a oferecer força e seriedade às manifestações presenciais. Portanto, o <a target="_blank" href="http://www.amazon.com/Everything-Bad-Good-You-Actually/dp/1573223077">discurso político existe com força</a>, sim, e não é nada vazio.</p>
<p>Concordo com o artigo: Lula não deixou de ser de esquerda e nem tampouco se vendeu ao sistema: todavia, tudo em que sempre acreditou está repleto de referências setentistas do "milagre brasileiro", onde engenharia pesada era sinônimo de desenvolvimento e foda-se a natureza, pois o homem é um animal "superior".</p>
<p>Não importa quem, aonde nem quantos foram os petistas históricos que abandonaram o partido prevendo esse desastre nem quais foram os oportunistas de outras siglas não necessariamente de esquerda que juntaram-se ao PT (e, pior, foram aceitas). O que importa é que, se a falta de escolaridade do presidente o prejudicou em alguma coisa, o prejudicou no fato de que seus antigos "cumpanhêros" com curso superior, viajados, poliglotas e melhor articulados com empresários são hoje consultores da mesma estirpe dos que superpovoavam os gabinetes de Collor e FHC.</p>
<p>Um pseudo-partido de pseudo-esquerda no governo sempre fará menos pior do que um partido de centro-esquerda diante de uma população predominantemente miserável.</p>
<p>Repito: voto no PT, mas porque é o único partido que possui um conteúdo programático que indica menos desonestidade, maior inclusão e maior respeito às minorias. Nas eleições, caso saia de camiseta, bandana, estrela, bótons e adesivos espalhados pelo corpo, será por puro desespero, pelo mais profundo medo de ver o pior dos piores manter-se ditando as regras e privilegiando quem menos precisa de privilégios em toda a sociedade. Como nunca me filiei a partido algum, posso afirmar minha frustração e minha descofiança sem eliminar a sua importância nem o seu valor que, em determinados nichos da sociedade, ainda oferece um alento. Porém, não serve mais como tábua de salvação para um país. </p>
<p>Caso isso se perca, ou mudam na lei a forma de representatividade democrática, ou passarei a votar nulo, pois a militância mais importante não é a do partido, da igreja, do sindicato, do clube, da profissão: é a da cidadania. Mas não da cidadania meramente local para resolver problemas egoístas ou, às vezes, até mesmo pequenos: a verdadeira militância, o verdadeiro ativismo é o da CIDADANIA GLOBAL.</p>
<p>Bato sempre nessa tecla. Enquanto isso não for introjetado em toda a esquerda, enquanto os esquerdistas não crerem mais na desinstitucionalização do que em entidades de classe oportunistas que funcionaram durante décadas mais como intelectuais orgânicos para sustentar os privilégios de uma minoria do que como fonte permanente e honesta de militância, ativismo e luta contra um poder antagônico e excludente, todo e qualquer embate tende a ser vergonhosa e ingenuamente perdido.
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</item>
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<title><![CDATA[eletromilk]]></title>
<link>http://juniormonteiro.wordpress.com/?p=62</link>
<pubDate>Mon, 30 Jun 2008 23:26:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>juniormonteiro</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Entonceees.. Tudo beeeem por aë?
Eu e o Neto fizemos uma nova canção  : D
Nova música ainda se]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://juniormonteiro.wordpress.com/files/2008/06/img436.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-63" src="http://juniormonteiro.wordpress.com/files/2008/06/img436.jpg?w=300" alt="Eletromilk *-*" width="300" height="225" /></a></p>
<p><strong>Entonceees.. Tudo beeeem por aë?</strong></p>
<p>Eu e o <strong><a href="http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=17511224846723763999" target="_blank">Neto</a> </strong>fizemos uma nova canção  : D</p>
<p>Nova música ainda sem nome... e nem gravamos nada ainda, mas ficou muito da hora, esta nova canção será lançada <strong><a title="&#124; Eletromilk &#124;" href="http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=15650523181781684811" target="_blank">no show do dia 12 de Julho do Porão Roque Clube...</a></strong> os ingressos custam apenas R$7 reais e já estão disponíveis na <strong><a title="Livraria da PIB *-*" href="http://www.diaadiacomdeus.com.br" target="_blank">Livraria da PIB Night Club</a> </strong>:: Telefone 41 <strong>3091:4323</strong> ou se você quiser, pode adquirir até comigo *-*</p>
<p>Estamos doidos pra ver a reação da galerë ao ouvir  essa nova canção...</p>
<p>Go! go!<strong> <a href="http://www.purevolume.com/nasalturas" target="_blank">Eletromilk!</a></strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[preço...]]></title>
<link>http://juniormonteiro.wordpress.com/?p=53</link>
<pubDate>Mon, 30 Jun 2008 13:47:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>juniormonteiro</dc:creator>
<guid>http://juniormonteiro.wordpress.com/?p=53</guid>
<description><![CDATA[
&#8220;Eu prefiro pagar caro&#8230; 
por algo que tenha valor.&#8221;
- Susan Brepohl
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://juniormonteiro.files.wordpress.com/2008/06/blutt1.gif"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-54" src="http://juniormonteiro.wordpress.com/files/2008/06/blutt1.gif?w=96" alt="X" width="96" height="96" /></a></p>
<h2><strong>"Eu prefiro pagar caro... </strong></h2>
<h2><strong>por algo que tenha valor."</strong></h2>
<p>- Susan Brepohl</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[sábado :: ]]></title>
<link>http://juniormonteiro.wordpress.com/?p=45</link>
<pubDate>Mon, 30 Jun 2008 06:24:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>juniormonteiro</dc:creator>
<guid>http://juniormonteiro.wordpress.com/?p=45</guid>
<description><![CDATA[
sábado a tarde eu fui na PIB Night Club e encontrei a ,aaK, a Prii e a Haha.. elas foram numa peç]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://juniormonteiro.files.wordpress.com/2008/06/pri-aak-haha.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-46" src="http://juniormonteiro.wordpress.com/files/2008/06/pri-aak-haha.jpg?w=276" alt="pri-aak-haha" width="276" height="300" /></a></p>
<p>sábado a tarde eu fui na PIB Night Club e encontrei a ,aaK, a Prii e a Haha.. elas foram numa peça de teatro que a Bruninha organizou, e a  ,aaK foi atriz lá *-*  ...então a gente riu e conversou um pouco e tals e depois fui no shopping pensar sobre as conspirações do<strong> <a title="O Fantástico Mundo de Junior" href="http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=11059140952846162256" target="_blank">Fantástico Mundo de Junior.</a></strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[sexta-feira ::]]></title>
<link>http://juniormonteiro.wordpress.com/?p=39</link>
<pubDate>Sun, 29 Jun 2008 02:55:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>juniormonteiro</dc:creator>
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<description><![CDATA[
ola que tal?
sexta-feira foi um dia estranho.. acordei deprezinho.. e não sei se isso foi a causa ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://juniormonteiro.files.wordpress.com/2008/06/img082.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-42" src="http://juniormonteiro.wordpress.com/files/2008/06/img082.jpg?w=300" alt="Junior.Monteiro" width="300" height="225" /></a></p>
<p>ola que tal?</p>
<p>sexta-feira foi um dia estranho.. acordei deprezinho.. e não sei se isso foi a causa ou consequência, mas todo o dia foi diferente... um dia de trabalho corrido, e uma reunião com dpto de RH. Bom... o preconceito explodiu... hora ou outra isso aconteceria; enfim... eu e um dos colegas de trabalho [amigo e guitarrista da banda Eletromilk] recebemos a ordem de que à partir de segunda feira, além de usarmos roupas sociais para trabalhar, agora teríamos que usar cabelos mais 'normais' ou de alguma forma que não ficasse com cabelo na cara, e que também não estivesse arrepiado  ¬¬          ...uma tarefa muito difícil para alguém que ainda acredita na liberdade de expressão e para alguém que ainda tem criatividade e vida fluindo em suas veias... se tentamos conversar? Sim! Sim! ...Claro! E a nossa decisão? O Neto eu não sei... mas eu vou comprar gel na segunda-feira...</p>
<p>Junior.Monteiro</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ANÚNCIOS PAGOS NA MÍDIA CORPORATIVA]]></title>
<link>http://heliopaz.wordpress.com/2008/06/27/anuncios-pagos-na-midia-corporativa/</link>
<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 22:15:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>Hélio Sassen Paz</dc:creator>
<guid>http://heliopaz.wordpress.com/2008/06/27/anuncios-pagos-na-midia-corporativa/</guid>
<description><![CDATA[Há uma série de ações na internet cujo efeito é inócuo. Talvez a principal delas seja a petiç]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Há uma série de ações na internet cujo efeito é inócuo. Talvez a principal delas seja a petição. O problema das petições é que elas não possuem nenhum valor legal em função da facilidade de preencher um nome que não pode ser comprovado em outro país (p. ex. o CPF só funciona no Brasil e o security number só funciona nos EUA).</p>
<p>Além disso, qualquer um pode reunir milhões de endereços de e-mail. E nenhum endereço de e-mail funciona como identificação válida. Portanto, a esmagadora maioria de quem recebe uma petição por e-mail considera-o como spam. Portanto, é um mau produto para as esquerdas, já que está fora do fluxo natural de informação, de consumo e de sociabilidade da classe média urbana, que é a parte da sociedade que DEVERIA ser mais bem informada a respeito da cidadania global.</p>
<p>Descobri uma nova forma de investir em mensagens com amplo alcance nos meios de comunicação de massa. No entanto, os movimentos sociais precisam entrar na lógica do mercado e do consumo tal como ele se apresenta para o senso comum SEM PRECONCEITO.</p>
<p>Como exemplo disso, a <a target="_blank" href="http://www.igrejauniversal.org.br/">IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS</a> adquiriu um império através de uma mensagem que dizimou a base da <a target="_blank" href="http://www.catolico.org.br/">IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA</a> no BRASIL porque o discurso católico, além de ultra-conservador, é uma pregação da era do rádio ou, voltando mais ainda no tempo, da cultura oral. A partir do contestado <a target="_blank" href="http://www.padremarcelorossi.org.br/">PADRE MARCELO ROSSI</a> é que os católicos passaram a investir em marketing para conhecer o seu MERCADO potencial, como atingi-lo e como GERAR CONSUMO. Apesar da ampla gama de padres serem velhos e da maioria dos crentes romanos também possuir idade avançada, mesmo que tenha perdido o bonde da história, já está obtendo resultados positivos.</p>
<p>No site da <a target="_blank" href="http://www.avaaz.org/po/">AVAAZ</a>, paguei 5 dólares por uma fração do valor de um anúncio de página inteira para ser veiculado no principal jornal da África do Sul relativo à questão do <a target="_blank" href="http://www.avaaz.org/po/democracy_for_zimbabwe">ZIMBÁBUE</a>. Não precisa juntar mais do que 130 ou 140 doadores de cinco "verdinhas" pra bancar o anúncio.</p>
<p>O PIG define suas pautas da seguinte forma: os assuntos são incluídas e excluídas da edição em função do comercial: novos anúncios = editor deleta, reduz ou amplia uma determinada matéria, de acordo com a necessidade. Se o anúncio e o fato não são mentirosos, como há um cliente e eles estão interessados no dinheiro, se a esquerda se mobilizar, pode mudar toda a face de um jornal impresso.</p>
<p>Caso um jornal negue um anúncio; caso uma rádio negue um spot ou um jingle; caso um site comercial negue-se a publicar um banner; e caso uma emissora de TV se negue a veicular um comercial, <a target="_blank" href="http://www.procon.rs.gov.br/procon_nova/principal.php">PROCON</a> e <a target="_blank" href="http://www.conar.org.br/">CONAR</a> neles.</p>
<p>O importante é o negociador gravar e salvar todos os contatos que tiver com o comercial dos veículos, publicar qualquer negativa em blogs e acionar o Ministério Público.</p>
<p>Se eu estiver errado, por favor, algum advogado me ajude!
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]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[AVAAZ E GLOBAL VOICES: CIDADANIA GLOBAL]]></title>
<link>http://heliopaz.wordpress.com/2008/06/27/avaaz-o-mundo-em-acao-de-resistencia/</link>
<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 17:16:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Hélio Sassen Paz</dc:creator>
<guid>http://heliopaz.wordpress.com/2008/06/27/avaaz-o-mundo-em-acao-de-resistencia/</guid>
<description><![CDATA[
A resistência pós-moderna é realizada por uma multidão descentralizada, cujo ponto em comum é ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/RlgJiMJOhZ8'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/RlgJiMJOhZ8&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p>A resistência pós-moderna é realizada por uma multidão descentralizada, cujo ponto em comum é a consciência de que eles pertencem ao mundo todo e não apenas a um continente, país, estado, cidade, partido, associação, sindicato ou movimento social. A pertença e a territorialidade perdem o sentido identitário e revelam uma nova faceta do indivíduo, que é a de defender seus princípios e ajudar àqueles que mais precisam independentemente de onde eles estejam geograficamente.</p>
<p>Ser um cidadão do mundo não é ser estudado, viajado, poliglota, rico ou famoso: é estar ligado nas demandas sociais mais remotas. E, estar ligado em uma dessas demandas é estar ligado em todas ao mesmo tempo. Afinal de contas, elas são GLOBAIS: se ajudarem a resolver um problema no Zimbábue, terão ajuda para resolver um problema semelhante em Porto Alegre e assim sucessivamente.</p>
<p>As ferramentas da disseminação de idéias e a linguagem utilizada são as mesmas que fazem o turbocapitalismo girar: internet, celular, vender idéias políticas sob a forma de bens de consumo midiáticos, a partir de discursos curtos, dinâmicos, cujo conteúdo não precisa repetir o que a mídia corporativa mostra, agindo apenas como uma quebra, como um choque na linearidade do pensamento dirigido.</p>
<p>Se eles querem guerra, NÃO terão guerra: a solução de demandas sociais não funciona de maneira rápida através de leis burguesas, nem da esperança por uma mudança na Lei de Imprensa ou na Lei Geral das Telecomunicações e tampouco pela simples espera pela oferta de novas tecnologias de informação baratas.</p>
<p>Ao contrário do que muitos pensam, não existe alienação, ausência de sentido e nem tampouco esvaziamento da instância política: a esfera pública e o papel do estado agora estão nas mãos de certas instâncias da mídia corporativa e de seus patrocinadores. O estado é fraco e, portanto, é muito mais fácil combater diretamente os donos do mundo (empresas transnacionais de bens simbólicos) do que seguir acreditando que devemos ou alterar, ou defender o estado segundo o falho modelo democrático e legal que não consegue dar conta da sociedade em rede.</p>
<p>Hoje, o vencedor não surge através da tomada do poder político (nem das urnas, nem da força), nem do confronto de palavras em um ambiente totalmente controlado pelo oponente (mídia corporativa) e tampouco através de embates físicos (ocupação, barricada, invasão, destruição, pilhagem, etc.) contra os donos do poder econômico, coercitivo e simbólico: o vencedor é aquele que, pontualmente, consegue massa crítica suficiente para satisfazer demandas diferentes com um cunho semelhante espalhadas ao redor do planeta.</p>
<p>Enfim... Se eu não consigo massa crítica suficiente pra me ajudar aqui, então devo buscá-la no resto do mundo. Um blog não atinge milhões o tempo inteiro e pouca gente acessa internet. Mas a maioria da população mundial possui celular. Em breve, mais gente terá computador em casa do que televisores.</p>
<p>O foco - creio eu - é chegarmos antes no Primeiro Mundo, onde esse modus vivendi já está consolidado na esmagadora maioria da população urbana e, de lá para cá, através de outra forma de enxergar o nosso problema, acompanharmos a preocupação deles conosco e percebermos que empresas, governos, partidos, etc. daqui podem ter suas rédeas puxadas exatamente pela repercussão quase silenciosa que chega com força nos olhos e ouvidos do consumidor, que é quem pode fazê-los quebrar se não consumir seus produtos.</p>
<p>Não é uma simples questão de boicote: é a vergonha de ter seu discurso politicamente correto desmascarado como um reles embuste que, de responsabilidade social e de desenvolvimento sustentável não apresenta nada.</p>
<p>"Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas."</p>
<p>Não para fugir, nem para matá-los mas, sim, para cercá-los. Quem cerca, desarma. Quem desarma, mobiliza a si desmobilizando o outro.</p>
<p>Isso não significa que tal movimento seja simples nem que o sucesso seja garantido, assim como também não anula a importância nem a possibilidade de sucesso em focos nos quais ainda haja sociedades vivendo em mundos pré-históricos, medievais e modernos em plena pós-modernidade. Contudo, a resistência mais adequada a cada era é aquela que faz o melhor uso possível da tecnologia contemporânea. Usos equivocados de tecnologias inadequadas à época histórica daqueles que detêm a hegemonia só servirão para que sejamos esmagados por eles.</p>
<p>Milhões unem-se pela internet para <a href="http://avaaz.org/po/g8_climate_wakeup">forçar o G8 a obedecer o Protocolo de Kioto</a>; para <a href="https://secure.avaaz.org/po/burma_cyclone">ajudar mais de um milhão de vítimas de um ciclone no Mianmar</a>; para <a href="http://avaaz.org/po/democracy_for_zimbabwe">acabar com o clima de guerra civil e realizar novas eleições no Zimbábue</a>; e, assim como nos mostrou o vídeo do começo deste post, também para <a href="http://avaaz.org/po/stop_the_clash">impedir o choque de civilizações entre o islã e o cristianismo</a>.</p>
<p>Dois dos caminhos possíveis são os propostos pela <a href="http://avaaz.org/po/about.php">AVAAZ</a> e também pelo <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/">GLOBAL VOICES ONLINE</a>:</p>
<p>"O Global Voices <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">agrega, organiza e amplifica a conversação global na rede</a> - jogando luz nos lugares e pessoas que o resto da mídia geralmente ignora."</p>
<div class="flockcredit" style="text-align:right;color:#CCC;font-size:x-small;">Blogged with the <a title="Flock Browser" href="http://www.flock.com/blogged-with-flock" target="_new">Flock Browser</a></div>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[RETROSPECTIVA SOBRE RESISTÊNCIA PÓS-MODERNA]]></title>
<link>http://heliopaz.wordpress.com/2008/06/27/retrospectiva-sobre-resistencia-pos-moderna/</link>
<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 15:40:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>Hélio Sassen Paz</dc:creator>
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<description><![CDATA[Percebo na blogosfera dúvidas e discussões que não entram na prioridade comunicacional onde estou]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Percebo na blogosfera dúvidas e discussões que não entram na prioridade comunicacional onde estou envolvido. Ofereço abaixo links para artigos pouco lidos e pouco comentados que escrevi nos últimos meses a fim de reativarmos a discussão. Ei-los:</p>
<p><a target="_blank" href="http://heliopaz.wordpress.com/2008/06/25/avaaz-exemplo-ativista-pos-moderno/">http://heliopaz.wordpress.com/2008/06/25/avaaz-exemplo-ativista-pos-moderno/</a></p>
<p><a target="_blank" href="http://heliopaz.wordpress.com/2008/06/25/comunicacao-comparada-e-desconstrucao/">http://heliopaz.wordpress.com/2008/06/25/comunicacao-comparada-e-desconstrucao/</a></p>
<p><a target="_blank" href="http://heliopaz.wordpress.com/2008/06/21/projeto-palanque-do-blackao-2009/">http://heliopaz.wordpress.com/2008/06/21/projeto-palanque-do-blackao-2009/</a></p>
<p><a target="_blank" href="http://heliopaz.wordpress.com/2008/06/21/projeto-palanque-do-blackao-2009/">http://heliopaz.wordpress.com/2008/06/19/a-comunicacao-resistente/</a></p>
<p><a target="_blank" href="http://heliopaz.wordpress.com/2008/06/21/projeto-palanque-do-blackao-2009/">http://heliopaz.wordpress.com/2008/06/16/os-ultimos-dias-de-yeda/</a></p>
<p><a target="_blank" href="http://heliopaz.wordpress.com/2008/06/21/projeto-palanque-do-blackao-2009/">http://heliopaz.wordpress.com/2008/06/13/a-resistencia-inteligente-sem-tecnologia/</a><br /><a target="_blank" href="http://heliopaz.wordpress.com/2008/06/21/projeto-palanque-do-blackao-2009/"><br />http://heliopaz.wordpress.com/2008/06/13/politica-de-demandas-sem-tomar-o-poder/</a></p>
<p><a target="_blank" href="http://heliopaz.wordpress.com/2008/06/21/projeto-palanque-do-blackao-2009/">http://heliopaz.wordpress.com/2008/05/29/a-noticia-como-mercadoria/</a></p>
<p><a target="_blank" href="http://heliopaz.wordpress.com/2008/06/21/projeto-palanque-do-blackao-2009/">http://heliopaz.wordpress.com/2008/05/26/a-volta-ao-espaco-publico-presencial-passa-pela-internet/</a></p>
<p><a target="_blank" href="http://heliopaz.wordpress.com/2008/06/21/projeto-palanque-do-blackao-2009/">http://heliopaz.wordpress.com/2008/05/14/bioinseguranca-e-subdesenvolvimento-insustentavel/</a></p>
<p><a target="_blank" href="http://heliopaz.wordpress.com/2008/05/10/porque-a-pedagogia-tradicional-nao-funciona-na-era-digital/">http://heliopaz.wordpress.com/2008/05/10/porque-a-pedagogia-tradicional-nao-funciona-na-era-digital/</a><br /><a target="_blank" href="//heliopaz.wordpress.com/2008/05/06/visitem-o-generacion-y/"><br />http://heliopaz.wordpress.com/2008/05/06/visitem-o-generacion-y/</a></p>
<p><a target="_blank" href="http://heliopaz.wordpress.com/2008/04/25/o-que-fazemos-em-nossos-blogs/">http://heliopaz.wordpress.com/2008/04/25/o-que-fazemos-em-nossos-blogs/</a></p>
<p><a target="_blank" href="http://heliopaz.wordpress.com/2008/04/16/resistencia-pos-moderna/">http://heliopaz.wordpress.com/2008/04/16/resistencia-pos-moderna/</a></p>
<p><a target="_blank" href="http://heliopaz.wordpress.com/2008/04/17/resistencia-pos-moderna-no-brasil/">http://heliopaz.wordpress.com/2008/04/17/resistencia-pos-moderna-no-brasil/</a></p>
<p><a target="_blank" href="http://heliopaz.wordpress.com/2008/04/19/os-movimentos-sociais-e-a-blogosfera/">http://heliopaz.wordpress.com/2008/04/19/os-movimentos-sociais-e-a-blogosfera/</a></p>
<p><a target="_blank" href="http://heliopaz.wordpress.com/2008/04/15/jornalismo-politico-brasileiro/">http://heliopaz.wordpress.com/2008/04/15/jornalismo-politico-brasileiro/</a>
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</item>
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<title><![CDATA[Espectros]]></title>
<link>http://0posmoderno.wordpress.com/?p=1014</link>
<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 13:58:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>Josi Vice</dc:creator>
<guid>http://0posmoderno.wordpress.com/?p=1014</guid>
<description><![CDATA[
Espectros
Foi a primeira vez que levou um soco. Acabava de descobrir uma fraqueza, a impotência, s]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://0posmoderno.files.wordpress.com/2008/06/atuaaaanpx155cj0dxhrjs0rkgo7c9hwijo00hesddc1wobu1j4lll0wz7-szae7jtsqfewn7th40u5edhinmqui3lsoajtu9vam-ijy2qid3b5kc-hygbehsviltw.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1019" src="http://0posmoderno.wordpress.com/files/2008/06/atuaaaanpx155cj0dxhrjs0rkgo7c9hwijo00hesddc1wobu1j4lll0wz7-szae7jtsqfewn7th40u5edhinmqui3lsoajtu9vam-ijy2qid3b5kc-hygbehsviltw.jpg" alt="" width="240" height="320" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Espectros</p>
<p>Foi a primeira vez que levou um soco. Acabava de descobrir uma fraqueza, a impotência, sem ar, estendido na sua miséria. Ser um fraco.<br />
Os carros passavam: muito barulho; as vozes, vários rostos, várias tensões, mas só o ciúme comia sua razão. A mente parecia um turbilhão e o corpo padecia.<br />
Um abraço que cortou seu corpo com um fio invisível de amargura. Era a despedida e ele sabia. Pois era ele que partia. Ela nem sabia sua intenção, mas ele não podia mais continuar. Prosseguir para que? Não havia mais como, mais feria que ajudava aqueles encontros e palavras, quando o amor se interpõe entre amigos, é preciso saber partir, pois há uma certeza em um caso desses, onde há o amor a amizade não pode morar. Esses dois moradores não se combinam. Como disse Rubem Fonseca.<br />
Pegou todos os papéis, cartas poemas e empilhou. Seria um belo espetáculo de fogo. Ensopou tudo de álcool, e o fogo veio em seguida, com aquele fósforo girando no ar até cair sobre aquele palco.<br />
A amizade estava sendo desfeita, mas súbito um toque na porta, abriu e viu que ela estava de volta. Havia se despedido e ela mesmo estava arrependida e queria voltar. Não fazia meia hora que havia saído pela mesma porta. Amigos novamente. Hoje eu sei por que. Sem ela eu não me sinto vivo de verdade.<br />
A noite mal havia começado e já estava cansado, dançava freneticamente. Mas já havia cansado. Não se sentia bem. Estava tenso. Já não conseguia curtir como antes. O que será que acontecia lá dentro? Será que era mesmo amor? Estava namorando, a namorada longe e isso nunca havia sido empecilho. Mas não dessa vez. Algo lhe doía. O peso de ser um canalha. Só mais um canalha.<br />
Descia a rua e começava a sentir certa leveza, sabia que a noite seria diferente. Seis comprimidos e já sabia que deveria ter procurado equilíbrio. Caminhava. Eufórico. Mas não sabia que vararia a noite, caminhando, e o silêncio, sempre junto, e o vômito ao passar pelos esgotos, e a tontura, o sono, o mal estar, o arrependimento tardio e bem leve, latejando. Sem um cigarro. Acordou algum tempo depois, na calçada, na subida da rua, jogado no chão. Patético.<br />
Só mais uns tragos, para libertar um pouco aquele grito. A fumaça, e logo o mal estar, o corpo já reagia à maconha. Subia os degraus como se carregasse chumbo nas pernas. Nunca era a última vez. Até que um dia, decidiu. Nunca mais. E parece que tudo foi mudando.<br />
Era finalmente o beijo tão esperado. O coração disparado, mas para quê? Se pensar bem, do que vale? E beijou aqueles lábios tão desejados, e recebia as mordiscadas da sua amada. Era o beijo mais diferente que já recebera. Nada que os poetas poderiam ter dito poderia descrever aqueles beijos e aquele momento. E depois a despedida, o portão fechando e indo só, com o silêncio e a lembrança, apagando-se do beijo impresso nos lábios, sumindo. Não sabia o porquê.<br />
Dormia; bela, no colo dele. Ele observava aquele rosto, os lábios, queria ser dela. Mas só o silêncio do ônibus, o silêncio do sono da moça, o silêncio daquele amor apertado no peito. E em breve estaria em casa e tudo seria só um momento na memória. Essa vaga idéia das coisas.<br />
Não há o que falar sobre a traição. Golpe de faca enferrujada. Golpe de faca. Como agora.</p>
<p>Assim que é minha vida. Cheia de pedaços, guardados na cabeça, todos doem.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O filme “O Apaixonado Thomas” - (Thomas est Amoureux). Uma ótima película da temática da cibercultura.]]></title>
<link>http://relatividade.wordpress.com/?p=554</link>
<pubDate>Sun, 22 Jun 2008 23:46:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>relatividade</dc:creator>
<guid>http://relatividade.wordpress.com/?p=554</guid>
<description><![CDATA[O filme “O Apaixonado Thomas” (Thomas est Amoureux) é uma ótima película da temática da cibe]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="western" style="margin-bottom:0;text-align:justify;"><a href="http://relatividade.files.wordpress.com/2008/06/o-apaixonado_thomas.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-555" src="http://relatividade.wordpress.com/files/2008/06/o-apaixonado_thomas.jpg?w=222" alt="" width="222" height="300" /></a>O filme “O Apaixonado Thomas” (Thomas est Amoureux) é uma ótima película da temática da cibercultura. Thomas Thomas, um rapaz de 33 anos, em um futuro não muito distante, cheio de cores e símbolos, onde todos so serviços podem serem feitos a distância, do psicologo ao conserto do aspirados de pó, sofre de uma doença chamada Agorafobia que o faz viver há oito anos sem sair de casa. Thomas Thomas, vive financeiramente de uma apólice de seguro, devido sua saúde e uma “certa resistência” pessoal, não tem “contato físico” com outras pessoas e comunica-se com o mundo exterior apenas por um vídeo-fone. O filme vai trazer a discussão da sociabilidade de forma completa, em especial a mediada por computadores e a internet de nosso presente atual, ainda que de forma exagerada. Thomas Thomas ainda que conivente com essa mediação das relações, bem como consciente de sua doença, tentará romper e tornar a ver e tocar as pessoas, o motivo dessa aventura? O amor. Pontos altos: Os diálogos, as cores e os Video-poemas de Melodie. Curiosidades: Thomas Thomas só aparece em imagens quando pequeno e no final ao longe e de costas, o filme todo filmado via monitor do video-fone.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;text-align:justify;">Torrent do filme com legenda <strong><em><a href="http://www.makingoff.org/forum/index.php?act=attach&#38;type=post&#38;id=7187">AQUI</a></em></strong>. Créditos do<strong><em> <a href="http://www.makingoff.org/forum/index.php?showtopic=7815">Makingoff</a> </em></strong>e do <strong><em><a href="http://www.makingoff.org/forum/index.php?showuser=1389">Finaendor</a></em></strong>.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Um texto para a VEJA...]]></title>
<link>http://relatividade.wordpress.com/?p=534</link>
<pubDate>Sat, 21 Jun 2008 15:08:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>relatividade</dc:creator>
<guid>http://relatividade.wordpress.com/?p=534</guid>
<description><![CDATA[Lendo o DIÁRIO GAUCHE hoje cedo, acabei por passar os olhos na carta &#8220;A VEJA e o meu pai]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Lendo o <b><i><a href="http://www.diariogauche.blogspot.com/">DIÁRIO GAUCHE</a></i></b> hoje cedo, acabei por passar os olhos na carta "A VEJA e o meu pai" de Roberto Efrem Filho (leia <a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=3917"><i><b>AQUI</b></i></a> na Agência Carta Maior). Mas o que tem de interessante afinal essa carta?</p>
<p style="text-align:justify;">Na sociedade contemporânea, engolir a informação apenas não basta, é necessário aos velhos “dominantes” terem o domínio do leque de percepções que fundamentarão a forma que os ditos “dominados” entendem a si próprios e a suas vidas, ou seja, a necessidade da hegemonia é romper com a lógica dual de dominantes/dominados e ser definitivamente internalizada em ambos. Desta forma, mais importante ainda que a informação, é ter do outro lado um igual, um sujeito dócil para com aquela informação, ou que no mínimo ele(a), não consigam formular sozinho (a) uma crítica forte capaz de romper com o que lê.</p>
<p style="text-align:justify;">Pois bem, o pai de Efrem, mais radical para umas coisas, mais conservador para outras, de classe média, era um sujeito dócil, mas rompeu a reprodução/aceitação acerca de uma informação "X", usando exclusivamente suas recordações, liberdade e crítica. Nessa carta está a retomada da autonomia de um leitor capaz de avaliar o que lê a partir de suas próprias recordações. Por mais modernamente-contraditório e perigoso que isso seja, isso é cada vez mais importante.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sexta-feira 13, dia oficial do azar. Mas quanto azar você tem?]]></title>
<link>http://quetal.wordpress.com/?p=112</link>
<pubDate>Sat, 14 Jun 2008 14:03:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>diogorafael</dc:creator>
<guid>http://quetal.wordpress.com/?p=112</guid>
<description><![CDATA[
Eu vinha aqui relatar que acredito estar sofrendo um período de uruca, tropeçando aos bocados e q]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://quetal.wordpress.com/files/2008/06/sexta-feira-13.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-114" src="http://quetal.wordpress.com/files/2008/06/sexta-feira-13.jpg" alt="" width="460" height="306" /></a><a href="http://quetal.files.wordpress.com/2008/06/sexta-feira-13.jpg"></a></p>
<p style="text-align:justify;">Eu vinha aqui relatar que acredito estar sofrendo um período de uruca, tropeçando aos bocados e quebrando tudo o que toco, precisando de muito incenso de arruda, sal grosso e sessão de descarrego, mas a verdade é que uma série de acontecimentos simples me levaram a outra questão. O principal foi ter assistido o filme "Samantha e Nellie" (Samantha, An American Girl Holiday) pela Warner Channel, foi após isso que passei a refletir que azar é esse que eu penso ter.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://quetal.files.wordpress.com/2008/06/samantha.jpg"><img class="size-medium wp-image-113 aligncenter" src="http://quetal.wordpress.com/files/2008/06/samantha.jpg?w=203" alt="" width="203" height="300" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Para quem não conhece, o longa relata um Estados Unidos antigo que comemorava a vinda do progresso: a instauração de várias fábricas. No início do filme Samantha, uma menina órfã que mora com sua avó rica em uma cidade do interior, cria uma amizade com uma menina pobre da região que possui três irmãs e um pai. O tio de Samantha se casa e a convida para passar um tempo com ele e a mulher em Nova Iorque. Durante esse período, Samantha escreve frequentemente para a amiga. Respondendo a uma das cartas, Nellie diz que não tem escrito muito porque o seu pai está com gripe e ela precisa trabalhar. Semanas se passam e nenhuma carta chega, até que uma da avó rica revela que o pai da amiguinha de Samantha morreu e que por isso Nellie e as irmãs foram levadas a um orfanato em Nova Iorque. O orfanato é um lugar horrível, frio, sujo e com direito a diretora que desvia verba e tudo. Samantha, a burguesinha politicamente engajada, traz as meninas para casa e as esconde no sótão.</p>
<p style="text-align:justify;">É um drama muito bem construído. Embora tenha o formato de contos de fada, há fatos de alta relevância e crítica social. A tia de Samantha é feminista e há um foco bem grande no problema do trabalho infantil. Nellie se vê obrigada a trabalhar em uma fábrica, manuseando máquinas de costura, sem nenhum direito trabalhista. Já encaminhando-se para o final do filme, Samantha no concurso de oratória faz um discurso simples e bonito, questionando o que seria progresso. Em meio a uma sociedade em que crianças passam frio, não vão à escola e têm de trabalhar dia e noite, as fábricas são o progresso?</p>
<p style="text-align:justify;">Em "Os mutantes: caminhos do coração", Gór, uma das grandes vilãs, em conversa com a super doce menina da cura Clara, conta o seu passado sem família. "Você teve família, garota. E quem tem lar, tem tudo"</p>
<p style="text-align:justify;">Como se não bastasse, no <a href="http://www.clipestesia.com.br/" target="_blank">artigo sobre melodrama</a> do meu amigo Marcelo Mendonça, li sobre o grande problema pós-moderno da desestruturação da família e da parede de vidro muito bem representados no clipe de "Confessions of a broken heart (Daughter to father)" da Lindsay Lohan do álbum <em>A little more personal</em>.</p>
<p style="text-align:center;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/Q8nVh4RNgP4'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/Q8nVh4RNgP4&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p style="text-align:justify;">Depois de tudo isso, eu fico só pensando... quanto azar que eu tenho mesmo?</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Resistindo ao choque - Naomi Klein na Cult 125 (jun/08)]]></title>
<link>http://relatividade.wordpress.com/?p=295</link>
<pubDate>Wed, 11 Jun 2008 16:28:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>relatividade</dc:creator>
<guid>http://relatividade.wordpress.com/?p=295</guid>
<description><![CDATA[A jornalista e ativista canadense Naomi Klein analisa o novo estágio do capitalismo pós-11 de sete]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft" style="float:left;" src="http://revistacult.uol.com.br/website/images/website/naomi_site.jpg" alt="" width="128" height="191" />A jornalista e ativista canadense Naomi Klein analisa o novo estágio do capitalismo pós-11 de setembro: a privatização do desastre. Seu nome circula em todo debate que questiona a arrogância do pensamento único e a imposição do neoliberalismo como modelo econômico irrevogável na era da globalização. Naomi Klein, 38, tornou-se mundialmente conhecida depois do sucesso de Sem logo -  A tirania das marcas em um planeta vendido. Lançado em 2001 e traduzido para 28 idiomas, o livro superou a marca de um milhão de cópias vendidas, fato surpreendente para um volume de 500 páginas que se propõe a denunciar em detalhes os efeitos nocivos do branding, além das práticas de extorsão e exploração do trabalho de corporações como Nike, The Gap, Microsoft e McDonalds. Tornou-se rapidamente um dos maiores manifestos do movimento anti-globalização. <em><strong><a href="http://revistacult.uol.com.br/website/news.asp?edtCode=00AA9227-6B12-434A-AD45-AE82B2F2E7CB&#38;nwsCode=A8B21DCC-EBF2-4F96-A13F-A0C5D381CCF9">AQUI.</a></strong></em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O pós-cyberpunk]]></title>
<link>http://0posmoderno.wordpress.com/?p=792</link>
<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 00:28:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>Josi Vice</dc:creator>
<guid>http://0posmoderno.wordpress.com/?p=792</guid>
<description><![CDATA[O pós-cyberpunk descreve um sub-gênero da literatura de ficção científica que se supõe que há]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">O <strong>pós-cyberpunk</strong> descreve um sub-gênero da literatura de ficção científica que se supõe que há emergido desde o movimento Cyberpunk. Como seu predecessor, o pós-cyberpunk se centra em avanços tecnológicos em sociedades dum futuro próximo, geralmente examinando os efeitos sociais das telecomunicações globais, a engenharia genética ou a nanotecnologia. Mas a diferença do cyberpunk "clássico", as obras desta categoria se caracterizam por ter personagens que atuam pra melhorar as condições sociais, ou ao menos pra proteger o status quo da crescente decadência.</p>
<p style="text-align:justify;">O termo "pós-cyberpunk" se usou pela primeira vez em 1991 descrevendo a edição de bolso do livro de Neal Stephenson "Snow Crash". Lawrence Person argumentava que o termo devia aplicar-se a um gênero emergente, que ele procedia a identificar. Em 1998 publicou um artigo titulado "Notes Towards a Postcyberpunk Manifesto" (Notas Dirigidas a um Manifesto Pós-cyberpunk) no magazine Nova Express; no ano seguinte publicou o artigo no popular site sobre tecnologia Slashdot. O artigo identificava o nascimento do pós-cyberpunk como um evolução do gênero cyberpunk da ficção científica popular dos finais de anos 70 e grande parte dos anos 80, caracterizado por films como Blade Runner e obras como Neuromancer de William Gibson.</p>
<p style="text-align:justify;">Como seu predecessor, o pós-cyberpunk nos pinta realistas futuros próximos mais que histórias do futuro distantes do estilo das Space Operas. O interesse se centra nos efeitos sociais da tecnologia na própria Terra mais que na viagem espacial. Se diz que o pós-cyberpunk é distinto do cyberpunk nos seguintes aspectos:</p>
<ul style="text-align:justify;">
<li>O cyberpunk geralmente trata com individualistas solitários e alienados dentro de uma distopia. O pós-cyberpunk pelo contrário tende a tratar com personagens mais envolvidos em sua sociedade, que atuam pra defender uma ordem social estabelecida ou pra criar uma sociedade melhor.</li>
<li>No cyberpunk, se enfatiza o efeito alienante das novas tecnologias, enquanto que no pós-cyberpunk, "a tecnologia é sociedade" (incluindo mais tecnocracia e temas "cyberprep" que o cyberpunk tradicional).</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">Outras possíveis características:</p>
<ul style="text-align:justify;">
<li>Uma descrição mais realista dos PCs, como por exemplo substituir a realidade virtual por algum tipo de rede baseada em Internet com uma sistema de vídeo/voz (ou talvez holográfico) avançado.</li>
<li>Uma substitución da ênfase nos implantes metálicos pela biotecnologia.</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">É possível que o pós-cyberpunk surgisse do uso generalizado, tanto entre os autores de ficção científica como entre o público em geral, de PCs, Internet, PDA, etc, sem que ocorresse uma fragmentação social massiva, tal e como se preveu (e preveu o cyberpunk) nos 70 e 80.</p>
<ul style="text-align:justify;">
<li>Tocando Fundo de Cory Doctorow</li>
<li>Transmetropolitan de Warren Ellis y Darick Robertson</li>
<li>Mendigos na Espanha de Nancy Kress</li>
<li>The Star Fraction e The Stone Canal de Ken MacLeod</li>
<li>Snow Crash e La era del diamante de Neal Stephenson</li>
<li>Distração de Bruce Sterling</li>
<li>A série Otherland de Tad Williams</li>
<li>Feed de M.T. Anderson</li>
<li>Nos comics BLAME! de Tsutomu Nihei</li>
<li>Acelerando de Charles Stross</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">Alguns dos autores aos que se lhes hão aplicado esta etiqueta a hão adotado. Mas em outros casos a classificação é complicada: há demasiadas obras que exploram os temas pós-cyberpunk mas desde um ponto de vista distópico. Por exemplo, Fairyland de Paul McAuley. Outros autores são de difícil classificação, como é o caso do Greg Egan, demasiado original como pra classificá-lo em movimiento ou sub-gênero algum.</p>
<p style="text-align:justify;">O termo pós-cyberpunk poderia se converter em um termo de todo tipo de historias interessantes do futuro próximo, tanto no cine como na literatura. Até 2004 os livros e films pós-cyberpunk não tem logrado ainda a popularidade que hão alcançado suas precursoras (A trilogia de films de Matrix são consideradas cyberpunk). P otimismo tecnológico pode, ironicamente, remontar-se ate as leis da robótica de Isaac Asimov, ou inclusive a los benévolos robôs Helen O. Loy e Adam Link que faze 1/2 século dos que se alimentaram o cyberpunk.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Cyberpunk]]></title>
<link>http://0posmoderno.wordpress.com/?p=790</link>
<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 00:24:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>Josi Vice</dc:creator>
<guid>http://0posmoderno.wordpress.com/?p=790</guid>
<description><![CDATA[
Ciberpunk (de Ciber(nética) + punk) é um sub-gênero de ficção científica que utiliza elemento]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://0posmoderno.files.wordpress.com/2008/06/punk.jpg"><img src="http://0posmoderno.wordpress.com/files/2008/06/punk.jpg" alt="" width="500" height="378" class="alignnone size-full wp-image-918" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Ciberpunk</strong> (de <em>Ciber(nética) + punk</em>) é um sub-gênero de ficção científica que utiliza elementos de romances policiais, film noir, desenhos animados japoneses e prosa pós-moderna.</p>
<p style="text-align:justify;">Cyberpunk é um subgênero da ficção científica, conhecido por seu enfoque de "Alta tecnologia e baixo nível de vida" ("High tech, Low life") e toma seu nome da combinação de cibernética e punk. Mescla ciência avançada, como as tecnologias de informação e a cibernética junto com algum grau de desintegração o mudança radical na ordem social. De acordo com Lawrence Person: <em>"Os personagens do cyberpunk clássico são seres marginalizados, distanciados, solitários, que vivem à margem da sociedade, geralmente em futuros despóticos onde a vida diária é impactada pela rápida mudança tecnológica, uma atmosfera de informação computadorizada ambígua e a modificação invasiva do corpo humano."</em></p>
<p style="text-align:justify;">Segundo William Gibson, em seu livro Neuromancer, o indivíduo ciberpunk é uma espécie de "pichador virtual" que se utiliza de seu conhecimento acima da média dos usuários para realizar protestos contra a sistemática vigente das grandes corporações, sob a forma de vandalismo com cunho depreciativo, a fim de inflingir-lhes prejuízos sem, contudo, auferir qualquer ganho pessoal com tais atos.</p>
<p style="text-align:justify;">O termo ciberpunk também significa uma subcultura, uma vez que dele fazem parte a mistura entre a música eletrônica e o rock, moda, animações, quadrinhos, etc.</p>
<p style="text-align:justify;">O estilo ciberpunk descreve o lado niilista e underground da sociedade digital que começou a se desenvolver nas últimas duas décadas do século XX. Um mundo ciberpunk distópico é chamado de antítese das visões utópicas de mundos de ficção científica e meados do século XX como tipificadas pelo mundo de Jornada nas Estrelas (<em>Star Trek</em>), embora incorporando algumas dessas utopias, principalmente na questão do mito da separação entre corpo e mente, muito discutida na filosofia cartesiana.</p>
<p style="text-align:justify;">Na literatura ciberpunk, muito da ação se ambienta virtualmente, no ciberespaço - a fronteira evidente entre o real e o virtual fica embaçada. Uma característica típica (ainda que não universal) desse gênero é uma ligação direta entre o cérebro humano e sistemas de computador.</p>
<p style="text-align:justify;">O mundo ciberpunk é um lugar sinistro, sombrio, com computadores ligados em rede que dominam todos os aspectos da vida cotidiana. Empresas multinacionais gigantes substituíram o Estado como centros de poder. A batalha do excluído alienado contra um sistema totalitário é um tema comum na ficção científica; entretanto, na FC convencional tais sistemas tendem a ser estéreis, ordenados, e controlados pelo Estado. Em contraste a isso, no ciberpunk, mostram-se as entranhas da corporatocracia, e a batalha sisífica entre seu poder por renegados desiludidos.</p>
<p style="text-align:justify;">As histórias ciberpunk são vistas como representações ficcionais do presente a partir de uma extrapolação e especulação das tecnologias de comunicação, como por exemplo, a internet.</p>
<p style="text-align:justify;">O argumento da escrita cyberpunk se centra em um conflito entre hackers, inteligências artificiais, e megacorporações, tendentes a serem postos dentro da Terra num futuro próximo, em oposição do futuro distante panorama de encontros galáticos em romances como a Fundação de Isaac Asimov ou Dune de Frank Herbert. As visões deste futuro tenden a ser distopias pós-industriais, mas estão normalmente marcadas por um fomento cultural extraordinário e o uso de tecnologias em âmbitos nunca antecipados por seus criadores ("A rua encontra suas próprias aplicações pras coisas"). A atmosfera do gênero em sua maioria faz eco no cine negro e se utiliza pouco neste gênero técnicas de romances policiais. Entre os primeiros expoentes do gênero cyberpunk se encontran William Gibson, Bruce Sterling, Pat Cadigan, Rudy Rucker e John Shirley. O termo Cyberpunk se cunhou nos anos 80 e continua sendo atual.</p>
<p style="text-align:justify;">Diferente da ficção científica da Nova onda, que importou as técnicas e as preocupações estilísticas que já existiam na literatura e na cultura, o cyberpunk se originou na ficção científica primeiro, antes de incrementar a tendência dominante de sua exposição. No começo e meio dos anos 80, o cyberpunk se converteu num tema de moda nos círculos acadêmicos, onde começou a ser objeto de investigação do pós-modernismo. Neste mesmo período, o gênero ingressou a Hollywood e se converteu em um dos estilos de la ficção científica do segmento do cine. Muitos filmes influentes tais como Blade Runner e a trilogia de Matrix se podem ver como conseqüências proeminentes dos estilos e dos temas do gênero. Os jogos de computador, os jogos de tabuleiro e os jogos de rpg, tais como Shadowrun, ou o apropriadamente nomeado Cyberpunk 2020, oferecem a miúdo roteiros que estão fortemente influenciados pelos filmes e a literatura cyberpunk. Iniciando os anos 90, algumas tendências da moda e a música foran etiquetadas como cyberpunk.</p>
<p style="text-align:justify;">Enquanto que uma grande variedade de escritores começou a trabalhar com conceitos do cyberpunk, novos sub-gêneros emergiram, que se centravam na tecnologia e seus efeitos sociais duma maneira diferente. Os exemplos incluem o steampunk, iniciado por Tim Powers, Kevin Wayne Jeter e James Blaylock, e o biopunk (ou alternativamente ribofunk), no qual Paul Di Filippo é proeminente. Adicionalmente algumas pessoas consideram trabalhos tais como A era do Diamante de Neal Stephenson como o inicio da categoria postcyberpunk.</p>
<p style="text-align:justify;">Na literatura ciberpunk, muito da ação se ambienta virtualmente, no ciberespaço - a fronteira evidente entre o real e o virtual fica embaçada. Uma característica típica (ainda que não universal) desse gênero é uma ligação direta entre o cérebro humano e sistemas de computador.</p>
<p style="text-align:justify;">O mundo ciberpunk é um lugar sinistro, sombrio, com computadores ligados em rede que dominam todos os aspectos da vida cotidiana. Empresas multinacionais gigantes substituíram o Estado como centros de poder. A batalha do excluído alienado contra um sistema totalitário é um tema comum na ficção científica e particularmente no cyberpunk, ainda que na ficção científica convencional os sistemas totalitários tendem a ser estéreis, ordenados e controlados pelo Estado.</p>
<p style="text-align:justify;">Os protagonistas da literatura cyberpunk geralmente são hackers moldados freqüentemente na idéia de herói solitário que combate a injustiça: cowboy, ronin, etc. Normalmente são pessoas desprivilegiadas, colocadas em situações extraordinárias, que mais se adaptam ao perfil de cientistas brilhantes buscando avanços ou aventura do que aos de verdadeiros “heróis”, (uma comparação conveniente pode ser la ambigüidade moral do personagem de Clint Eastwood na Trilogía do dólar).</p>
<p style="text-align:justify;">Um dos personagens protótipo do gênero cyberpunk é Case, do romance Neuromancer de William Gibson. Case é um “cowboy do pc”, um hacker brilhante, que trai seus sócios do crime organizado. Roubado de seu talento por lesão que o deixa aleijado, fruto de uma vingança por parte de seus sócios criminosos, Case recebe uma inesperada e única oportunidade na vida de ser curado com assistência médica avançada, contudo, em troca de sua participação em outra empresa criminosa com uma nova equipe. Como Case, muitos protagonistas cyberpunk são manipulados, postos em situações onde têm pouca ou nenhuma opção, e ainda que eles podem ver-se nisto, não necessariamente chegam a estar mais longe do que previamente estavam. Estes anti-heróis – “criminosos, párias, visionários, desertores e inadaptados” – não experimentam o “caminho de herói” de Campbell como um protagonista da epopéia homérica ou um romance de Alexandre Dumas. Eles em troca, traem à memoria o investigador privado do romance policial, que poderia solucionar os casos mais complexos, mas nunca receber uma recompensa justa. Esta ênfase sobre os inadaptados e descontentes - que Thomas Pynchon chama o "pretérito" e Frank Zappa o "esquecimento da Grande Sociedade" - é o componente "punk" do cyberpunk.</p>
<p style="text-align:justify;">A literatura cyberpunk é usada constantemente como uma metáfora pras preocupações atuais sobre os efeitos e o controle das corporações e multinacionais capitalistas sobre as pessoas, a corrupção nos governos, la alienação e a vigilância tecnológica. O cyberpunk pode ser entendido como uma inquietude aos leitores e um chamado à ação. Isto sempre expressa o sentido de rebelião, sugerindo que um pudera descrevê-lo como um tipo de ficção científica contra-cultural. Nas palavras do autor e crítico David Brin,</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Uma olhada mais próxima, [dos autores cyberpunk], revela que retratam quase sempre a sociedades futuras com governos absurdos e patéticos... Contos populares de ficção científica de Gibson, Cadigan e outros são uma representação Orwelliana da acumulação do poder no próximo século, mas quase sempre em mãos secretas mais endinheiradas ou em corporações de elite.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">As histórias cyberpunk se tem considerado as vezes como prognósticos fictícios da evolução da Internet. O mundo virtual agora conhecido como Internet, aparece sempre baixo vários nomes, incluindo "Cyberespaço", "a Rede" e "a Matriz". Neste contexto é importante observar que as descrições mais precoces duma rede global de comunicações vieram muito antes que a World Wide Web se incorporasse ao conhecimento popular, ainda que não antes de que os escritores tradicionais da ficção científica tais como Arthur Charles Clarke e alguns comentaristas sociais como James Burke começaram a prever que tais redes eventualmente se formariam.</p>
<p style="text-align:justify;">O filme Blade Runner (1982), adaptado do livro "Sonham os andróides com ovelhas elétricas?" de Philip Kindred Dick, se centra em uma distopia futura na qual seres manufaturados chamados replicantes são usados como escravos em colônias do espaço, na Terra presa de vários caçadores de recompensas, os quais se encarregam de “aposentá-los” (matá-los). Ainda que Blade Runner não foi um éxito em seu lançamento, encontrou um grande nicho no mercado de aluguel de filmes. Posto que o filme omite os elementos religiosos e místicos do livro de Dick (e.g, caixas de empatia e Wilbur Mercer) cai mais estritamente dentro do genero cyberpunk que a obra. William Gibson revelaria depois que a primeira vez que viu o filme, se havia surpreendido muito de como a aparência deste filme era similar a sua visão quando estava trabalhando em Neuromancer.</p>
<p style="text-align:justify;">Segundo o mencionado anteriormente, a série de TV "Max Headroom" também expandiu o cyberpunk, quiçá com um êxito mais popular que os primeiros trabalhos escritos do gênero.</p>
<p style="text-align:justify;">O número de filmes deste gênero, ou pelo menos de um de seus elementos há crescido constantemente desde Blade Runner. Vários dos trabalhos de Philip Kindred Dick se hão adaptado à telona, com elementos cyberpunk chegando a ser tipicamente dominantes, os exemplos incluem Screamers (1996 ), Minority Report (2002), Paycheck (2003 ) y A Scanner Darkly (2006). Mas infelizmente pro argumento original, o filme Jhony Mnemonic (1995) foi um fracasso, comercialmente e pra crítica. Os fãs de Gibson reclamam que o argumento se desviou substancialmente do trabalho original, ainda quando o mesmo Gibson escreveu o roteiro final.</p>
<p style="text-align:justify;">O diretor Darren Aronofsky direciona sua obra-prima π (1998 ) em uma Nova York atual, mas construiu o livreto com influências da estética cyberpunk. De acordo com comentários do DVD, ele fez esta produção usando deliberadamente máquinas antigas (como o diskete de 5-¼ de polegada), imitando o estilo tecnológico de "Brazil" (1985 ), pra criar una “sensação” cyberpunk. Aronofsky descreve o Chinatown, onde se dirige o filme, como “a vizinhança cyberpunk depois de Nova York”.</p>
<p style="text-align:justify;">A série Robocop se ajusta mais ao futuro próximo onde há pelo menos uma corporação, Omni Produtos de Consumo, que é uma empresa toda-poderosa na cidade de Detroit. Até o fim do mundo (1991 ) mostra outro exemplo onde o cyberpunk é o tema de fundo, e uma estratégia de argumento, pra vê-la de outro modo e dirigir o personagem da história. Gattaca (1997) dirigida por Andrew Niccol é um filme negro futurista cujo empapado modo distópico provem um bom exemplo do biopunk.</p>
<p style="text-align:justify;">A série Matrix, que iniciou em 1999 com "The Matrix" (conformada também por Matrix Reloaded, Matrix Revolutions y The Animatrix) usam uma ampla variedade de elementos cyberpunk.</p>
<p style="text-align:justify;">O estilo cyberpunk e o desenho futurista hão encontrado uma grande acolhida (e vasta exposição) no anime, incluindo "Akira" (1° referente anime do gênero), "Cowboy Bebop","Desert Punk", "Gunnm - Battle Angel", "Bubblegum Crisis", "Armitage III", "Silent Möbius", "Serial Experiments Lain ", "Texhnolyze", "Boogiepop Phamtom" e "Ghost in the Shell", Sendo esta última a que mais há influenciado a juventude contemporânea japonesa que vive com uma relativa proximidade à ambientação da serie, que mostra um Japão com tecnologias de ponta e que adverte sobre os riscos que pode causar isto ante uma possível perda de identidade humana.</p>
<p style="text-align:justify;">O anime também há proporcionado exemplos do sub-gênero steampunk, particularmente em muitos dos trabalhos de Hayao Miyazaki, mas também notavelmente em "Last Exile" (2003) criado pelo estúdio "GONZO" e dirigido por Koichi Chigira, que oferece uma curiosa mescla de sociedade vitoriana e batalhas futurísticas entre naves aéreas. Também é notável "Steamboy" (2004) dirigido por Katsuhiro Otomo e mais recentemente "Ergo Proxy" produzida por Manglobe.</p>
<p style="text-align:justify;">O termo “música cyberpunk” pode referir-se a 2 categorias pouco superpostas. 1° pode denotar a ampla gama dos trabalhos musicais que os filmes cyberpunk utilizam como trilha sonora. Estes trabalhos variam em gênero desde a música clássica e o jazz –usado en Blade Runner, e que por outra parte evoca o ambiente do cine negro- até o noise e a música eletrônica. Tipicamente os filmes fazem uso do eletrônico, EBM, música industrial, noise, future-pop, rock alternativo, rock gótico e intelligent dance music pra criar a sensação “apropriada”. O mesmo principio aplica aos videogames. Naturalmente, enquanto os trabalhos escritos não estão associados a trilhas sonoras com tanta freqüência como os filmes, a alusão a trabalhos musicais é usada pro mesmo efeito. Por exemplo o romance gráfico "Kling Klang Klatch" (1992), uma fantasia obscura sobre um mundo de brinquedos vivos, onde um urso de pelúcia amargado tem uma atração pelo açúcar e uma paixão pelo jazz.</p>
<p style="text-align:justify;">A “música cyberpunk” também descreve os trabalhos associados com a tendência da moda que emergiu do desenvolvimento da ficção científica. O livro "Future Shock" de Alvin Toffler desenhou influências tanto pro grupo techno de Detroit Cybortron, que surgiu nos inícios de 1980, como pros pioneiros europeus do sinth-pop Kraftwerk, produzindo canções que evocam um claro modo distópico.Nos anos 90, a cultura popular começou a incluir um movimento na música e na moda que chamaram também “cyberpunk” e que chegou a ser particularmente associada com as sub-culturas rave e techno. Com o novo milênio chegou um novo movimento de bandas industriais que faziam música de “portátil”. Punks e invasores sem lar se armaram com equipe digital e fundiram a tecnologia com sons de rua. A sub-cultura hacker documentada em lugares como o arquivo da gíria contempla este movimento com sentimentos encontrados, desde os auto-proclamados cyberpunks que estão freqüentemente “inclinados” ate o couro negro e o cromo os quais falam entusiasmados de tecnologia em lugar de aprender ou ver-se envolvidos nisto. (“A atitude não substitue a capacidade”, entrada do Arquivo). Mas estes auto-proclamados cyberpunks ao menos estão “excitados com as coisas corretas” e tipicamente respeitam às pessoas que atualmente trabalham com isto – isto de “a natureza hacker”.</p>
<p style="text-align:justify;">Certos gêneros musicais como o "drum and bass" foram diretamente influenciados pelo cyberpunk, inclusive gerando um sub-gênero completo chamado Neurofunk.</p>
<p style="text-align:justify;">Os games freqüentemente usam o cyberpunk como fuente de inspiração, alguns destes como Blade Runner ou Enter the Matrix, são baseados nos filmes do gênero, enquanto outros como Deus Ex e System Shock, Final Fantasy VII e as séries de Metal Gear são trabalhos originais.</p>
<p style="text-align:justify;">Existem vários jogos de RPG chamados Cyberpunk: Cyberpunk 2013, Cyberpunk 2020 e Cyberpunk V.3 de Talsorian Games e GURPS Cyberpunk, publicado por Steve Jackson Games como um módulo da família GURPS de jogos de RPG. Cyberpunk 2020 foi desenhado com o argumento dos escritos de William Gibson em mente, e até certo ponto com sua aprovação, diferente da aproximação (quiçá mais criativa) feita pela FASA na produção do jogo Shadowrun. Ambos jogos se ambientam num futuro próximo, num mundo onde a cibernética é proeminente. Netrunner é um jogo de cartas colecionáveis introduzido em 1996, baseado no jogo de RPG Cyberpunk 2020; foi lançado junto a um popular jogo de realidade virtual chamado Webrunner, que permite aos jogadores ingressar ao mainframe duma perversa organização futurista. Em adição Iron Crown Enterprises lançou o RPG chamado Cyberspace, agora fora de edição.</p>
<p style="text-align:justify;">Em 1990, em uma inusual união entre a realidade e a ficção do cyberpunk, o Serviço Secreto dos EUA chegou às instalações de Steve Jackson Games e confiscaram todos seus PCs baixo a Operaçao Sundevil, que foi um massivo golpe aos hackers e crackers de PC. Isto se deveu a que– supostamente – o livro de GURPS Cyberpunk poderia ser usado pra preparar crimes via PC. Esta, por efeito, não foi a principal razão pra blitz, mas trás o evento já foi muito tarde pra corrigir a impressão do público.[9] Mais tarde Steve Jackson Games ganhou o processo contra o Serviço Secreto, ajudados pela Electronic Frontier Foundation, de mente mais ampla. Este evento alcançou algo de notoriedade, o que se estendeu também ao livro. Todas as edições publicadas de GURPS Cyberpunk contém, uma citação na capa que diz “O livro que foi confiscado pelo Serviço Secreto dos EUA!”. Em seu interior o livro exibe um resumo da blitz e suas conseqüências.</p>
<p style="text-align:justify;">2004 trouxe numerosas publicações novas de RPG's cyberpunk, destaque entre elas Ex Machina, um jogo mais cinematográfico com 4 cenários completos e focado em atualizar o lado divertido do gênero a temas correntes dentro da ficção cyberpunk. Estas mudanças incluem um maior ângulo político, transferindo o alinhamento do gênero e inclusive incorporando temas trans-humanos. 2006 viu a largamente esperada publicação de Cyberpunk V.3 de Talsorian Games, a seqüela de Cyberpunk 2020, mas muitos a viram mais como uma edição trans-humanista ou pós-cyberpunk que realmente é cyberpunk.</p>
<p style="text-align:justify;">Os jogos de RPG também hão produzido uma das mais originais tomadas do gênero na forma das séries de jogos Shadowrun de 1989. Aqui, o cenário é um distópico futuro próximo; Mas também incorpora elementos da fantasia e literatura, como magia, espíritos, duendes e dragões. As facetas cyberpunk de Shadowrun foram modeladas em grande parte baseadas nos escritos de William Gibson, e a FASA, que o publicaram originalmente, hão sido acusados por alguns de copiar o trabalho de Gibson sem sequer mencionar sua influência. Gibson, enquanto tanto, há mostrado seu desagrado pela inclusão de elementos de fantasia dentro dos cenários que ele ajudou a desenvolver. Mas Shadowrun há introduzido muitos ao gênero, e segue sendo popular entre os jogadores.</p>
<p style="text-align:justify;">O jogo de RPG Torg, publicado por West End Games também incluiu uma variante do cenário (ou cosmos) cyberpunk chamado Cyberpapado. Este cenário foi inicialmente uma distopia religiosa medieval que repentinamente sofreu um surgimento tecnológico. Em vez de corporações e governos corruptos, o Cyberpapado foi dominado pelo “Falso Papado de Avignon”. Em lugar da Internet, os hackers navegam pela “GodNet”, uma red comum de computadores com simbolismo religioso, lar de anjos, demônios e outras figuras bíblicas. Outro “cosmos” a parte do jogo Torg foi Nippon Tech, o qual incorporava outros aspectos do cyberpunk como corporações dominantes com assassinos profissionais, mas não inclue redes de computadores como parte fundamental do cenário.</p>
<p style="text-align:justify;">O cyberpunk também há sido usado em jogos de aventura pra computadores, destacam o agora freeware Beneath a Steel Sky, publicado por Revolution Software, Neuromancer, publicado por Interplay em 1988, Bloodnet, publicado por Microprose em 1993 e Hell: A Cyberpunk Thriller, por Gametek em 1994. O jogo de ação e aventura Neuromancer está baseado diretamente no romance, incluindo Chiba City, alguns dos personagens, hacking de bases de dados e plataformas cyberespaciais.</p>
<p style="text-align:justify;"><a title="A literatura cyberpunk" href="http://0posmoderno.wordpress.com/2008/06/09/o-perfil-cyberpunk-e-a-literatura-cyberpunk/" target="_blank">A LITERATURA CYBERPUNK</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Perfil Cyberpunk e a Literatura Cyberpunk]]></title>
<link>http://0posmoderno.wordpress.com/?p=791</link>
<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 00:22:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>Josi Vice</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Uma pessoa pode ser considerada um Cyberpunk pelos seus pares se reunir grande parte das caracterí]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://0posmoderno.files.wordpress.com/2008/06/mbmp.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-803" src="http://0posmoderno.wordpress.com/files/2008/06/mbmp.jpg" alt="" width="265" height="238" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Uma pessoa pode ser considerada um Cyberpunk pelos seus pares se reunir grande parte das características seguintes:</p>
<ul style="text-align:justify;">
<li>É em geral inteligente.</li>
<li>É um Hacker (pelo bom sentido da definição).</li>
<li>Na escola costuma(va) corrigir os seus professores.</li>
<li>Embora alguns não vão bem na escola, uma vez que muitos se consideram autônomos o suficiente na aprendizagem a ponto de não se preocuparem com a organização de cadernos ou os trabalhos de casa.</li>
<li>Geralmente usa algum sistema operacional Unix, de preferência livre, como o GNU/Linux ou algum da família BSD.</li>
<li>Gosta de musica industrial.</li>
<li>Gosta muito de computadores (muitos deles sabendo programá-los).</li>
<li>Gosta de jogos de computador.</li>
<li>Gosta de tudo relacionado a alta tecnologia e eletrônica.</li>
<li>Gosta de ficção cientifica.</li>
<li>Tem seu jeito proprio de se vestir.</li>
<li>Tem seu jeito proprio de dançar.</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">
<p>O editor de ficção científica Gartner Dozois é geralmente conhecido como a pessoa que popularizou o uso do termo cyberpunk como um tipo de literatura. O escritor Bruce Bethke cunhou o termo em 1980 pra sua historia curta Cyberpunk, ainda que a historia não se publicou até novembro de 1983, em Histórias Assombrosas de Ficção Científica, Volume 57, Número 4.</p>
<p style="text-align:justify;">O termo foi rapidamente acolhido como uma etiqueta aplicada aos trabalhos de William Gibson, Bruce Sterling, John Shirley, Rudy Rucker, Michael Swanwick, Pat Cadigan, Lewis Shiner, Richard Kadrey e outros. Destes Sterling iniciou o movimento, liderando a ideologia, graças a seu fanzine Verdade Barata.</p>
<p style="text-align:justify;">Os elementos cyberpunk estão presentes nos Cantos Hyperion de Dan Simmons; o planeta Lusus possue muitas características do mundo distópico de Neuromante e os níveis cibernéticos da vida e a existência da I.A. tem óbvias influências dos trabalhos de Gibson.</p>
<p style="text-align:justify;">William Gibson com seu Neuromancer, é provavelmente o mais famoso escritor conectado com o termo. O estilo enfático, a fascinação com a superfície e a “aparência e sensação” de futuro, e a atmosfera já tradicional na ficção é vista como a ruptura e às vezes como “o trabalho arquetípico do ciberpunk”. [1] Neuromancer foi agraciado com os prêmios Hugo, Nébula y Philip K. Dick. De acordo com o arquivo do jargão “A total ignorância de Gibson sobre computadores a cultura hacker atual o permitiram especular sobre o rpg dos computadores e hackers no futuro de modo que ambas são desde então irritativamente ingênuas e tremendamente estimulantes”. [4]</p>
<p style="text-align:justify;">Cedo o cyberpunk foi aclamado como uma ruptura radical dos padrões da ficção científica e uma nova manifestação de vitalidade, mas pouco tempo depois, surgiram muitos críticos pra mudar seu status a movimento revolucionário. Estes críticos dizem que a ficção científica de “Nova onda” dos anos 60 era muito mais inovadora quanto ao estilo e técnicas narrativas. [5] Além disso, enquanto o narrador de Neuromancer pôde ter uma “voz” inusual pra ficção científica, se podem encontrar muitos outros exemplos anteriores a este: a voz narrativa de Gibson, por exemplo se assemelha à do atualissimo Raymond Chandler em seu romance O Grande Sonho (1939). Outros consideram que os rasgos considerados únicos do ciberpunk, de fato se podem encontrar em trabalhos mais antigos de outros escritores, dos que podemos citar James Graham Ballard, Philip K. Dick, Harlan Ellison, Stanislaw Lem, Samuel R. Delany e inclusive William Burroughs. Por exemplo os trabalhos de Philip K. Dick contém temas recorrentes de decaimento social, inteligência artificial, paranóia e linhas ocultas entre a realidad e uma espécie de realidade virtual; o filme ciberpunk Blade Runner está baseado num destes livros. Humanos vinculados com maquinas são o cimento do romance "Wolfbane de Frederik Pohl" , "Cyril M. Kornbluth (1959)" , "Criaturas de luz" e "obscuridade" de Roger Zelazny (1986).</p>
<p style="text-align:justify;">Em 1994 o acadêmico Brian Stonehill insinuou que o romance "O arco-íris de gravidade" de Thomas Pynchon “não só insulta senão que plagia aos precursores do cyberespaço”. [6] Outros importantes predecessores incluem a 2 romances muito celebrados de Alfred Bester, "O homem demolido" e "as estrelas meu destino", assim como o romance de Vernor Vinge "Nomes Verdadeiros".</p>
<p style="text-align:justify;">O escritor de ficção científica David Brin descreve o cyberpunk como “…a campanha de promoção gratuita mais fina empreendida a nome da ficção científica”. Este pode não haver atraído aos “verdadeiros punks ”, Mas este atraiu a muitos novos leitores, e isto dispôs a classe de movimento que a literatura pós-modernista buscava comentar.(Uma ilustração disto é o "Manifesto Cyborg" de Donna Haraway, uma tentativa de construir um “mito político” usando cyborgs como metáforas da “realidade social” contemporânea) [7] . O cyberpunk fez mais atrativa a ficção científica pros acadêmicos, argumenta Brin, além disso, fez a ficção científica mais lucrativa pra Hollywood e as artes visuais em geral. Ainda quando sua “importância retórica e queixas de perseguição” da parte dos aficcionados cyberpunk era irritante no pior e cômico no melhor dos casos, Brin declara que “Os rebeldes puseram as cosas de pernas pro ar, lhes temos uma dívida […]”. Mas, ele pergunta “Foram eles originais?” [8] .</p>
<p style="text-align:justify;">O futuro cyberpunk inspirou a muitos escritores profissionais que não se encontravam entre os cyberpunks “originais” ao incorporar idéias cyberpunk em seus próprios trabalhos, tais como Walter Jon Williams com "Hardwired" e "Voz da tormenta", e George Alec Effinger com sua obra "Quando a gravidade falha". Enquanto novos escritores e artistas começaram a experimentar com idéias cyberpunk, novas variedades de ficção emergiram, às vezes manejando o mesmo nível de crítica que as histórias do cyberpunk original.Lawrence Person escreveu em um ensaio publicado no fórum de Internet Slashdot,</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Muitos escritores que cresceram lendo em 1980 agora estão publicando suas histórias e novelas. Para eles o cyberpunk não foi uma revolução ou uma filosofia alien que invadiu a ficção científica, mas era outro sabor da ficção científica. Como os escritores dos anos 1970 e 1980 que assimilaram as obras clássicas e técnicas estilísticas da nova onda sem necessariamente conhecer ou conservar o estilo dos manifestos e as ideologias que nasceram com eles, os novos escritores muito bem puderam haver lido Neuromancer ao tempo que a Fundação de Asimov, Todos sobre "Zanzibar" de John Brunner, o "Mundo Anel" de Larry Niven e não ver uma descontinuidade, senão uma série contínua.</em></p>
<p style="text-align:justify;">O ensaio de Person advoga usando o termo “pós-cyberpunk” pra etiquetar os novos trabalhos que estes escritores produzem. Nesta visão, as histórias típicas do pós-cyberpunk continuam enfocando-se numa atmosfera de dados ubíqua de informação computarizada e o aumento cibernético no corpo humano, mas sem assumir a distopía. Bons exemplos podem ser "A era do diamante" de Neal Stephenson ou "Transmetropolitan" de Warren Ellis e Darick Robertson. Como todas as categorias incluídas na ficção científica, os limites do pós-cyberpunk são suscetíveis de mudar ou serem mal definidos. Pra complicar o assunto, há um mercado contínuo de romances cyberpunk “puros” fortemente influenciados pelo trabalho precoce de Gibson, tal como "Carbono Alterado" de Richard Morgan.</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Henry David Thoreau]]></title>
<link>http://0posmoderno.wordpress.com/?p=783</link>
<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 00:09:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>Josi Vice</dc:creator>
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<description><![CDATA[Henry David Thoreau (Concord, 12 de julho de 1817 — Concord, 6 de maio de 1862) foi um ensaísta, ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong>Henry David Thoreau</strong> (Concord, 12 de julho de 1817 — Concord, 6 de maio de 1862) foi um ensaísta, poeta, naturalista e filósofo estado-unidense.</p>
<p style="text-align:justify;">Estudou em Harvard, e depois de sua formatura passou dois anos isolado da civilização, num barraco, às margens do lago Walden, absorto na contemplação da natureza. Retornando à civilização, tornou-se professor no liceu de Concord, onde exerceria até sua morte. Fez muitas viagens, descobrindo a beleza de florestas e paisagens naturais.</p>
<p style="text-align:justify;">Entre suas obras destaca-se <em>Walden, or life in the woods, 1854</em>, que é a descrição de sua experiência de dois anos solitário, sobrevivendo apenas do trabalho natural, um livro de descrições exatas e mesmo assim poéticas. Tornou-se um clássico da literatura estado-unidense como sendo um livro de proporções místicas. Um de seus trechos foi repetido em todo mundo na produção cinematográfica Sociedade dos Poetas Mortos: "eu fui à Floresta porque queria viver livre. Eu queria viver profundamente, e sugar a própria essência da vida... expurgar tudo o que não fosse vida; e não, ao morrer, descobrir que não havia vivido".</p>
<p style="text-align:justify;">Thoreau era abolicionista, amava intensamente a natureza, detestava notícias (poluíam a nossa mente, templo de reflexões, com banalidades), era contra o trabalho desvinculado do prazer (degradava o homem), panteísta, místico, solteirão convicto e contra as "boas maneiras".</p>
<p style="text-align:justify;">Thoreau foi preso quando deu uma passada pela cidade, para pegar suas botas que estavam no conserto, e apareceram uns guardas - ele não pagara determinados impostos que financiavam a guerra do México havia seis anos. Passou apenas uma noite na cadeia porque um anônimo (possivelmente sua tia, Marie Thoreau) pagou sua dívida - fato por ele reprovado. Na cadeia - curiosa, para ele - , refletiu sobre a mediocridade do estado, que se comportava como "uma criança aborrecida que chuta o cão de seu desafeto". Prender seu corpo não era nada; sua mente estava inalterada.</p>
<p style="text-align:justify;">Outra obra importante é o ensaio <em>On the Duty, of Civil Disobedience</em> de 1849, que foi escrito após o autor ter sido preso por se negar a pagar impostos (alegando que estes financiavam a exploração contra o México, que na época teve grande parte de seu território dominado pelos EUA).</p>
<p style="text-align:justify;">Henry-David sofreu grande influência de Rousseau e exerceu forte influência sobre os conceitos de resistência pacífica, desenvolvido por Gandhi e o movimento hippie. As suas obras influenciaram ainda Martin Luther King Junior e Leo Tolstoi. Ele descobriu a paisagem da Nova Inglaterra; influenciado por Emerson, defendeu a tese segundo a qual só no contato com a natureza, longe da civilização, o sonho da liberdade norte-americana se realizaria. Thoreau faleceu em sua cidade natal, em 6 de maio de 1862.</p>
<p style="text-align:justify;">Uma de suas frases foi: <em>“Justiça e liberdade são alicerces da paz”</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">A segunda metade do século XX assistiu a um processo sem precedentes de mudanças na história do pensamento e da técnica. Ao lado da aceleração avassaladora nas tecnologias de comunicação, de artes, de materiais e de genética, ocorreram mudanças paradigmáticas no modo de se pensar a sociedade e suas instituições.</p>
<p style="text-align:justify;">De modo geral, as críticas apontam para as raízes da maioria dos conceitos sobre o Homem e seus aspectos, constituídas no século XV e consolidadas no século XVIII. A Modernidade surgida nesse período é criticada em seus pilares fundamentais, como a crença na Verdade, alcançável pela <em>Razão</em>, e na <em>linearidade histórica rumo ao progresso</em>. Para substituir estes dogmas, são propostos novos valores, menos fechados e categorizantes. Estes serviriam de base para o período que se tenta anunciar - no pensamento, na ciência e na tecnologia - de superação da Modernidade. Seria, então, o primeiro período histórico a já nascer batizado: a pós-modernidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Se os fatores determinantes forem infra-estruturais, pode-se dizer que a pós-modernidade começa com a passagem das <em>relações de produção industriais</em> para as <em>pós-industriais</em>, baseadas fundamentalmente em serviços e em trocas de <em>bens simbólicos</em> ou abstratos, como a informação e a circulação de "dinheiro" nos caminhos virtuais da especulação financeira. Neste caso, ela seria de distribuição desigual: realidade já presente em algumas regiões e ainda muito distante para outras, pois a organização das relações de produção não se dá de forma homogênea em todas as partes do mundo.</p>
<p style="text-align:justify;">Contudo, se for a superestrutura o que define as alterações, a pós-modernidade nasce no processo de contestação das certezas metafísicas do pensamento moderno na segunda metade do século XX, quando uma onda de revisionismo e romantismo varreu o pensamento ocidental e cosmopolita.</p>
<p style="text-align:justify;">Gradualmente, cresceu a concepção de que nem o capitalismo seria demoníaco e nem o socialismo seria libertador, ou vice-versa. A Pós-Modernidade corresponderia a essa configuração da cultura. Não por acaso as contestações relativistas surgiram justamente na Europa Ocidental e na América do Norte, em países onde a economia se encaminhava para o estágio de produção pós-industrial. Nesses países verificou-se o conjunto de fenômenos sócio-culturais que permitiram identificar esses novos valores.</p>
<p style="text-align:justify;">Os meios audiovisuais, utilizando-se da sua capacidade de atingir mais sentidos humanos (visão e audição, responsáveis por mais de ¾ das informações que chegam ao cérebro), têm um potencial mais rico e imediato para transmitir sua mensagem e sua visão de realidade. A literatura, a música e a poesia dependem de um grau mais alto de abstração e interação lógica com o intelecto. Não obstante, outras artes “mais antigas” já tiveram seus momentos de mescla entre ficção e realidade, como as pinturas rupestres das cavernas (que “eram” os próprios animais pintados, e não representações deles) ou a escultura das primeiras civilizações (que buscavam a própria forma do real). Hoje, entretanto, estão na esfera da arte, ou ficção. Pode ser que, num futuro incerto, o homem ria do vídeo, perguntando-se como pôde um dia acreditar numa imagem formada por circuitos eletrônicos. Mas, até lá, continuará em dúvida sobre sua validação ou não como parte da realidade.</p>
<p style="text-align:justify;">A estética pós-moderna apresenta diferenças fundamentais em relação a tudo o que veio antes dela, incluindo todas as estéticas modernistas. Os próprios critérios-chave da estética moderna, do novo, da ruptura e da vanguarda são desconsiderados pelo Pós-Moderno. Já não é preciso inovar nem ser original, e a repetição de formas passadas é não apenas tolerada como encorajada.</p>
<p style="text-align:justify;">Entretanto, ainda que diversas obras estéticas, de diferentes categorias, apresentem características semelhantes e recorrentes, não parece correto nem possível falar de um “estilo pós-moderno”, muito menos de um “movimento pós-moderno”. Tais conceitos prescindiriam de um certo nível de organização, articulação ou mesmo intercâmbio que simplesmente não existe entre os produtores de estética. Se foi possível falar em movimento modernista, isso é devido ao fato de haver grupos relativamente próximos e em certa freqüência de contato na Europa do início do século XX. Na Pós-Modernidade' , entretanto, os artistas até têm maiores possibilidades de se comunicar, mas a quantidade incalculável de tendências e linguagens torna impossível alguma unicidade formal.</p>
<p style="text-align:justify;">As similaridades estéticas entre os produtos provavelmente são conseqüência das condições de produção e de circulação, dado que um dos efeitos sabidos da Globalização é a homogeneização das relações de produção e dos hábitos de consumo. Daí advém o neo-historismo (na verdade, um não-historismo, na medida em que desconsidera a História), que é a mistura de todos os estilos históricos em produtos sem período definido.</p>
<p style="text-align:justify;">A entropia que se prega no Pós-Moderno diz respeito ao fim da proibição, à admissão de todo e qualquer produto, pois, se regulamento caberá ao mercado, toda produção é considerada mercadoria.</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[O Comunismo e a Pós-modernidade]]></title>
<link>http://0posmoderno.wordpress.com/?p=787</link>
<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 00:04:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>Josi Vice</dc:creator>
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<description><![CDATA[Segundo alguns estudiosos, o pós-modernismo teria origem no marxismo. Trata-se de uma posição pol]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Segundo alguns estudiosos, o pós-modernismo teria origem no marxismo. Trata-se de uma posição polêmica, já que o marxismo é uma filosofia materialista segundo a qual as forças de produção são determinantes das estructuras sociais. Ainda por cima, o marxismo afirmava-se científico enquanto os intelectuais pós-modernos colocam em questão precisamente a possibilidade de se chegar a uma visão única.</p>
<dl>
<dd>
<dl>
<dd>"Mas isso foi há muito tempo, numa madrugada em que era uma glória bem-aventurada permanecer-se vivo, e muita água passou pela ponte desde então. A qualidade exclusiva-absolutista da "revelação" marxista e a forma pela qual ela foi apresentada e perpetuada significavam que os Marxistas sempre tiveram dificuldade em creditar de boa fé aqueles que não aceitavam a sua visão. Mais ainda, a sua própria teoria requeria-os a <em>explicar</em> aqueles dissidentes sociologicamente. O erro não era aleatório mas uma função da (posição na) sociedade: a especificação da sua função não apenas identificava e desmascarava o herético, mas também iluminava a cena social. As visões erróneas do inimigo desmascaravam a sua posição, os males sociais que ele se preocupava em defender, e os meios a ele disponíveis no seu intento nefasto. A denúncia e o desmascarar (desse inimigo) eram uma forma de educação, bem como um prazer. O marxista rapidamente adquiriu um grande gosto e perícia em tais explicações redutivas, e a explicação de opiniões críticas (ao marxismo) em termos de pertença de classe e interesse dos críticos tornou-se um estilo literário bem estabelecido, com os seus cânones, os seus clássicos, os seus procedimentos habituais". </dd>
</dl>
</dd>
</dl>
<dl>
<dd>
<dl>
<dd>"Com a passagem do tempo, e especialmente após o estabelecimento da União Soviética, a quantidade de criticismo hostil que necessitava de ser explicado cresceu a um novo ritmo e a proporção do Marxismo que consistia nas explicações denunciando os críticos do Marxismo aumentou correspondentemente. O marxismo quase se tornou uma espécie de tema especial cuja ocupação era a desilusão das construções-de-mundo dos <em>outros</em>". </dd>
</dl>
</dd>
</dl>
<p style="text-align:justify;">No entanto, nesta fase, os marxistas acreditam ainda numa verdade única, que eles próprios detinham, como é óbvio. Os críticos falhavam em alcançá-la, por culpa própria.</p>
<p style="text-align:justify;">A entrada da Escola de Frankfurt:</p>
<p style="text-align:justify;">Com o fim do Estalinismo, as reformas de Khrushchov e a crescente dúvida no empreendimento comunista, o panorama tinha evoluido num sentido ainda mais radical (e absurdo, para alguns).</p>
<dl>
<dd>
<dl>
<dd>"Toda esta tendência foi desenvolvida ainda mais por um movimento influente que já não se encontrava ligado ao comunismo internacional e desde logo se encontrava livre da obrigação da defesa do balanço do marximo aplicado na prática - o movimento filosófico conhecido como a Escola de Frankfurt e a sua chamada teoria crítica. Este facto foi típico da libertação da "intelligentsia" esquerdista internacional da autoridade e disciplina do partido comunista, que se seguiu às revelações de Khrushchov no Vigésimo Congresso do Partido Comunista da União Soviética. Ele forneceu muito da ideologia para o protesto estudantil dos anos 60 do século XX, que era crítico de ambos os lados dominantes na cena internacional. </dd>
<dd>A escola de Frankfurt tinha muitos traços em comum com os marxistas do partido, dado que explicava ao lado das visões dos seus opositores; mas havia uma diferença interessante. Os marxistas da velha guarda não se opunham à noção de objectividade como tal, eles apenas argumentavam que os seus oponentes tinham falhado em serem <em>genuinamente</em> objectivos, e meramente tinham fingido observar as normas da objectividade científica, quando na verdade serviam e eram guiados pelos seus interesses de classe. Mas a verdadeira ciência permanecia (para os Marxistas) e era contrastada pela falsa consciência, inspirada por interesses de classe". </dd>
<dd>...A objectividade real requeria acima de tudo um saudável posicionamento de classe e político. Era muito fácil deslizar disto para a visão de que uma posição saudável é suficiente em si mesmo e finalmente a visão de que não há visões objectivas saudáveis de todo. A verdadeira ilusão era a crença na possibilidade de verdade única, objectiva. O pensamento vive sob significados, significados são específicos da cultura. Ergo, vida é subjectividade. </dd>
<dd>Um verdadeiro, esclarecido pensador <em>crítico</em> (<em>à la Frankfurt</em>) não desperdiçava muito tempo, ou provavelmente não desperdiçava tempo nenhum em descobrir precisamente aquilo que <em>era</em>, ele ia directamente à substância escondida sob a superfície, as profundas características que explicavam porque é que o que <em>era</em>, era, e também à igualmente profunda iluminação quanto a <em>o que deveria ser</em>. Liberto do culto positivista do que <em>é</em>, cuja investigação seria apenas uma ratificação camuflada do <em>statu quo</em>, um espírito livre genuinamente crítico encontra-se na bela posição de determinar precisamente aquilo que deveria ser, em oposição dialéctica ao que meramente <em>é</em>. </dd>
<dd>Acabaram-se os dias em que um "positivista" era alguém que invoca factos contra o Marxismo. Agora, o positivista é alguém que faz uso de quaisquer factos de todo, ou permite a sua existência, qualquer que seja o seu objectivo". </dd>
</dl>
</dd>
</dl>
<p style="text-align:justify;">"Os pós-modernistas deram um passo mais. Tal como os Frankfurters, eles repudiam o culto e busca de factos externos, que tinham sido o caminho (supostamente errado) da percepção da realidade social, mas os pós-modernos não substituem esse caminho por um outro alternativo (obscuramente especificado pelos Frankfurters), e sim pela afirmação de que nenhum tal caminho é possível, necessário ou desejável. Não é a objectividade <em>superficial</em> que é repudiada, mas a objectividade como tal".</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Ernest Gellner e o pós-modernismo]]></title>
<link>http://0posmoderno.wordpress.com/?p=786</link>
<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 00:00:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>Josi Vice</dc:creator>
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<description><![CDATA[Ernest Gellner debateu-se com o fenómeno do pós-modernismo, que ele vê como um movimento que é u]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Ernest Gellner debateu-se com o fenómeno do pós-modernismo, que ele vê como um movimento que é uma das principais orientações em debate na actualidade, no nível das grandes ideias. As outras sendo:</p>
<ul style="text-align:justify;">
<li>O fundamentalismo religioso</li>
<li>A razão, ou o fundamentalismo do Iluminismo</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">Em "Pós-modernismo, razão e religião", de 1992, Gellner refere-se ao pós-modernismo da seguinte forma:</p>
<dl>
<dd>"O pós-modernismo é um movimento contemporâneo. É forte e está na moda. E sobretudo, não é completamente claro o que diabo ele é. Na verdade, a claridade não se encontra entre os seus principais atributos. Ele não apenas falha em praticar a claridade mas em ocasiões até a repudia abertamente... </dd>
<dd>A influência do movimento pode ser discernida na Antropologia, nos estudos literários, filosofia... </dd>
<dd>As noções de que tudo é um "texto", que o material básico de textos, sociedades e quase tudo é significado, que significados estão aí para serem descodificados ou "desconstruidos", que a noção de realidade objectiva é suspeita - tudo isto parece ser parte da atmosfera, ou nevoeiro, no qual o pós-modernismo floresce, ou que o pós-modernismo ajuda a espalhar. </dd>
<dd>O pós-modernismo parece ser claramente favorável ao relativismo, tanto quanto ele é capaz de claridade alguma, e hostil à ideia de uma verdade única, exclusiva, objectiva, externa ou transcendente. A verdade é ilusiva, polimorfa, íntima, subjectiva ... e provavelmente algumas outras coisas também. Simples é que ela não é... </dd>
<dd>Tudo é significado e significado é tudo e a hermenêutica o seu profeta. Qualquer coisa que seja, é feita pelo significado conferido a ela... </dd>
</dl>
<p style="text-align:justify;">Obviamente, esta nova "moda" não é compatível com o Positivismo, que Gellner define como: "...a crença na existência e disponibilidade de factos objectivos, e sobretudo da possibilidade de explicar os ditos factos por meio de uma teoria objectiva e testável, ela própria não essencialmente ligada a nenhuma cultura particular, observador ou estado de espírito".</p>
<p style="text-align:justify;">José Merquior viu nesta confrontação uma repetição da batalha entre o classicismo e o romantismo, o primeiro associado com a dominação pela Europa por uma côrte francesa e suas maneiras e padrões, o último com a reacção pelas outras nações, afirmando os valores das suas próprias culturas populares.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas Gellner aponta uma diferença:</p>
<dl>
<dd>"Mas os românticos escreveram poesia. Os pós-modernos também se entregam ao subjectivismo, mas o seu repúdio por disciplina formal, a sua expressão de profunda turbulência interna, é expressa em prosa académica, destinada à publicação em distintos jornais, um meio de assegurar a promoção ao impressionar os comités apropriados. "Sturm und Drang und Cargo" pode muito bem ser o seu slogan.". </dd>
<dd>Gellner vê duas ou três grandes etapas na evolução do tipo de pensamento que culminaria no Pós-Modernismo. Para compreender o Pós-Modernismo há que compreender a evolução do marxismo.</p>
<ol>
<li>Marxismo teórico</li>
<li>Marxismo na prática, tal como este foi vivido na União Soviética. Poder-se-ia falar de Estalinismo, apesar de Gellner não usar a expressão.</li>
<li>Escola de Frankfurt</li>
</ol>
<p>No fundo, as linhas da árvore genealógica do Pós-Modernismo são traçadas ao longo da evolução do Marxismo, da teoria para a sua aplicação prática (e os sinais do seu fracasso). Comecemos pela raiz.</p>
</dd>
</dl>
<p style="text-align:justify;"> </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pós-modernidade]]></title>
<link>http://0posmoderno.wordpress.com/?p=785</link>
<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 23:59:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>Josi Vice</dc:creator>
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<description><![CDATA[Pós-modernidade é a condição sócio-cultural e estética do capitalismo contemporâneo, também ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong>Pós-modernidade</strong> é a condição sócio-cultural e estética do capitalismo contemporâneo, também denominado <em>pós-industrial</em> ou <em>financeiro</em>. O uso do termo se tornou corrente, embora haja controvérsias quanto ao seu significado e pertinência. Tais controvérsias possivelmente resultem da dificuldade de se examinarem processos em curso com suficiente distanciamento e, principalmente, de se perceber com clareza os limites ou os sinais de ruptura nesses processos.</p>
<p style="text-align:justify;">Segundo um dos pioneiros no emprego do termo, o francês François Lyotard, a "condição pós-moderna" caracteriza-se pelo fim das metanarrativas. Os grandes esquemas explicativos teriam caído em descrédito e não haveria mais "garantias", posto que mesmo a "ciência" já não poderia ser considerada como a fonte da verdade.</p>
<p style="text-align:justify;">Para o crítico marxista norte-americano Fredric Jameson, a Pós-Modernidade é a "lógica cultural do capitalismo tardio", correspondente à terceira fase do capitalismo, conforme o esquema proposto por Ernest Mandel.</p>
<p style="text-align:justify;">Outros autores preferem evitar o termo. O sociólogo polonês Zygmunt Bauman, um dos principais popularizadores do termo Pós-Modernidade no sentido de forma póstuma da modernidade, atualmente prefere usar a expressão "modernidade líquida" - uma realidade ambígua, multiforme, na qual, como na clássica expressão marxiana, <em>tudo o que é sólido se desmancha no ar</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">O filósofo francês Gilles Lipovetsky prefere o termo "hipermodernidade", por considerar não ter havido de fato uma ruptura com os tempos modernos - como o prefixo "pós" dá a entender. Segundo Lipovetsky, os tempos atuais são "modernos", com uma exarcebação de certas características das sociedades modernas, tais como o individualismo, o consumismo, a ética hedonista, a fragmentação do tempo e do espaço.</p>
<p style="text-align:justify;">Já o filósofo alemão Jürgen Habermas relaciona o conceito de Pós-Modernidade a tendências políticas e culturais neoconservadoras, determinadas a combater os ideais iluministas.</p>
<p style="text-align:justify;">Desde a década de 1980, desenvolve-se um processo de construção de uma cultura em nível global. Não apenas a cultura de massa, já desenvolvida e consolidada desde meados do século XX, mas um verdadeiro sistema-mundo cultural que acompanha o sistema-mundo político-econômico resultante da globalização.</p>
<p style="text-align:justify;">A Pós-Modernidade, que é o aspecto cultural da sociedade pós-industrial, inscreve-se neste contexto como conjunto de valores que norteiam a produção cultural subseqüente. Entre estes, a multiplicidade, a fragmentação, a desreferencialização e a entropia - que, com a aceitação de todos os estilos e estéticas, pretende a inclusão de todas as culturas como mercados consumidores. No modelo pós-industrial de produção, que privilegia serviços e informação sobre a produção material, a Comunicação e a Indústria Cultural ganham papéis fundamentais na difusão de valores e idéias do novo sistema.</p>
<p style="text-align:justify;">O que se denomina "Crise da Representação", que assombra a arte e as linguagens no contexto pós-moderno, é um fenômeno diretamente ligado à destruição dos referenciais que vinham norteando o pensamento até bem recentemente. O registro do real (figurativismo) era o principal eixo da pintura até 1870, assim como de resto de toda a arte, até o pós-guerra. Dali em diante, valoriza-se a entropia; “tudo vale”, e todos os discursos são válidos. O resultado é que não há mais padrões limitados para representar a realidade, resultando numa crise ética e estética.</p>
<p style="text-align:justify;">A justificativa para essa mudança pode ser mais objetiva: com a História apontando para a formação de uma sociedade global (nível macro), nenhuma das visões de mundo preexistentes (nível micro) poderia ser descartada, sob pena de excluir interessantes mercados consumidores do sistema-mundo capitalista. O pós-moderno, assim, pelo seu caráter policultural, sua multiplicidade, sua hiperinformação, serve bem à constituição de uma rede inclusiva de consumidores. E dentro disso está inserida a dejeção dos referenciais de representação.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Refletindo História, Memória e Patrimônio]]></title>
<link>http://historiografianarede.wordpress.com/?p=36</link>
<pubDate>Sat, 07 Jun 2008 12:47:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Anita Lucchesi</dc:creator>
<guid>http://historiografianarede.wordpress.com/?p=36</guid>
<description><![CDATA[[3] Na pós-modernidade patrimonializamos
A pós-modernidade é imersa em grandes transformações. ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h1><span style="font-family:Arial,sans-serif;color:#003300;"><span style="font-size:small;">[3] Na pós-modernidade patrimonializamos</span></span></h1>
<p style="text-indent:1.25cm;margin-top:0.49cm;margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;">A pós-modernidade é imersa em grandes transformações. A todo tempo o homem "empreende novidades". São novos desejos; novas culinárias; novos modelos de carro, de casa, de roupa; descobertas no espaço; a invenção e as constantes inovações do ciberespaço; se fazem muitas descobertas também no campo das biologias, inclusive biotecnologias; etc. A globalização é real e a metáfora da diminuição do globo é somente virtual, o que não significa que as pessoas estejam mais próximas. A vulgarmente chamada "correria" é apenas uma das formas que denunciam a revaloraçao do tempo. Tudo é aindamuito fluido para se dizer que novo valor é esse. Nem mesmo sabemos se queremos de fato atribuir um valor. Na pos-modernidade a liquidez dos conceitos é a queda dos absolutos. Por outro lado porém, o contraste:a patrimonializaçao parece querer resgatar a concretude, parece fazer, vulgarmente falando, um back-up dos nossos referenciais, teoricamente acessivel a todos... uma busca por estabilidade e absolutos em meio a um surto de relativismos numa realidade por nada estatica.</span></span></p>
<p style="margin-top:0.49cm;margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;"> Entao por que monamentalizar e patrimonializar? De onde vem este apego ao passado, este querer de memória?</span></span></p>
<p style="margin-top:0.49cm;margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><a name="116a5521fb3fa9f3_sdfootnote7anc"></a> <span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;"> A resposta para esta questão tem uma dimensão subjetiva que só pode ser compreendida a luz da história cultural, que nao teve muito espaço com a historia social. Para entendermos esta crescente busca pela memória, podemos recorrer às causas do que Beatriz Sarlo chama de "mercantilização da memória". Isto é, o processo de vender e comprar memória, o que implica dizer, necessariamente, que existe uma demanda por esta memória e, se vem num crescente este processo, isto nos aponta que esta demanda encontrou ecos e està aumentando continuamente. </span></span></p>
<p style="margin-top:0.49cm;margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;"> A razão para uma simples busca pela memória poderiam ser muitas e variadas, imaginemos por exemplo que algumas pessoas poderiam - destacadamente - querer comprar ou preservar objetos que lhes resgatassem a memória simplesmente por um despretensioso capricho ou por uma mania, o que poderiamos ler também como um <em>hobby</em>, entretanto seria ingênuo e muito simplista usar o <em>hobby </em>como explicação para o que vivemos hoje e seria inadequado pensar desta forma pois teríamos que conceber a grande coincidência de um <em>hobby</em> de massas. A questão que se coloca por trás deste grande apego à memória tem raízes em todas aquelas transformações que explicitamos anteriormente. É sob esta perspectiva que nos convém pensar a patrimonialização, entendendo que este é um fenômeno que reflete toda esta grande busca pela memória, algo que é sintomático e, apesar de esta parecer uma discussão muito do campo das idéias, medidas concretas foram tomadas para "normatizar" ou viabilizar a normatização, a criação de códigos comuns para que os países pudessem "cuidar" (no sentido de conservação) dos seus patrimônios. Atualmente existe todo um aparato estatal envolvido na conservação do patrimônio e este assunto vem sendo discutido, inclusive em conferências internacionais, começando pela que originou a <a href="http://www.unisc.br/universidade/estrutura_administrativa/nucleos/npu/npu_patrimonio/legislacao/internacional/patr_cultural/cartas/atenas_1931.pdf">Carta de Atenas, de 1931</a>, onde se discutiu, pela primeira vez em um âmbito supra-nacional, a questão da preservação dos monumentos históricos, se dedicando principalmente a estabelecer regras sobre a administração, restauração e conservação dos monumentos. </span></span></p>
<p style="margin-top:0.49cm;margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;"> Para ilustrar apenas um caso onde junto com a patrimonializaçao outras medidas que dizem respeito ao tratamento da “memoria” sao tomadas vale dizer que em 2005 a ONU instituiu o dia 27 de janeiro como o <a href="http://www.un.org/av/radio/portuguese/detail/5101.html">Dia Mundial da Memoria</a> (em memoria das vitimas do holocausto), nao por acaso em 2003 começava a a ser construçao do <a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,1098142,00.html">Memorial para os Judeus Assassinados da Europa</a>, em Berlim, cujo projeto tinha sido idealizado em 1999 pelo parlamento alemao, assim como o dia 27 de janeiro ja era considerado desde 1996 o dia da memória das vítimas do nazismo, pois a data marca a libertação dos judeus do campo de concentração de Auschwitz em 1945.</span></span></p>
<p style="margin-top:0.49cm;margin-bottom:0;line-height:150%;text-align:center;"><span style="text-decoration:underline;">*aguarde continuaçao no proximo post: <span style="text-decoration:underline;">[4] Contra o pavor da perecibilidade:</span></span><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;"> Memória</span></span></span><span style="text-decoration:underline;"><span style="text-decoration:underline;"> (Vide Bula)</span><br />
</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Eletromilk]]></title>
<link>http://juniormonteiro.wordpress.com/?p=31</link>
<pubDate>Thu, 05 Jun 2008 03:13:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>juniormonteiro</dc:creator>
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<description><![CDATA[Sábado dia 07/06/2008 a banda Eletromilk estará ensaiando no estúdio&#8230; à partir das 11:00h ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Sábado dia 07/06/2008 a banda Eletromilk estará ensaiando no estúdio... à partir das 11:00h da manhã, até às 15:00h da tarde. Se de repente você e seus amigos quiserem ir para curtir o nosso som durante o ensaio e dar um apoio ou apenas conversar um pouco conosco após o ensaio, sinta-se bem vindo. O Endereço é:</p>
<p>Estúdio do Nadinho</p>
<p>Rua Emiliano Perneta &#124; 509 &#124; sala 05 &#124; Centro Curitiba &#124; Paraná.</p>
]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[GEPOM - Sessão de abertura]]></title>
<link>http://framos.wordpress.com/?p=126</link>
<pubDate>Tue, 13 May 2008 11:04:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>framos</dc:creator>
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<description><![CDATA[Um grupo de estudantes curiosos - inicialmente restritos ao curso de Ciências Sociais - sentiu a ne]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Um grupo de estudantes curiosos - inicialmente restritos ao curso de Ciências Sociais - sentiu a necessidade de discutir e estudar mais profundamente o tema "pós-modernidade". Tal conceito, enquanto termo por si só, tem levantado diversas polêmicas e até mesmo rechaçamento por parte da Universidade brasileira. Por vezes visto como "mera negação", outras como "reacionarismo neoliberal contra a luta de classes", a condição pós-moderna está na pauta do dia nas ciências sociais e humanas ao redor do mundo, o que fica provado devido ao grande número de publicações nesse sentido de diversos autores consagrados (de Frederic Jameson, François Lyotard, Jean Baudrillard, Gianni Vattimo à David Harvey, Zygmunt Bauman, Boaventura de Sousa Santos, Anthony Giddens dentre tantos outros). Assim, fica evidente a necessidade de irmos além dos currículos acadêmicos e buscarmos entender autonomamente - e sem ideologias <em>a priori</em> - tema tão crucial.</p>
<p>Com este intuito, foi criado o Grupo de Estudos sobre a Pós-Modernidade (GEPOM), congregando, já neste momento, interessados de outras áreas do conhecimento, para além das Ciências Sociais. Trata-se de um grupo que objetiva trazer tal tema à tona a partir de encontros periódicos para apresentação de textos e discussão coletiva. Serão discutidos a seleção de textos, o cronograma e a periodicidade dos encontros, etc. Poderá ser criado um blog para melhor divulgar o grupo.</p>
<p>Para a primeira sessão pública do GEPOM, serão discutidos dois textos: "Introdução" de <em>Era dos Extremos</em> de Eric Hobsbawn e três capítulos da <em>Condição Pós-Moderna</em> de David Harvey. Os apresentadores dos textos serão Dimitri Martins e Felippe Ramos, respectivamente. A pasta do GEPOM com os textos está na xerox da Escola de Administração da UFBA, no térreo, logo depois da cantina. A sessão ocorrerá no dia 15/05, às 16h, na EAUFBA, em sala a combinar no local (encontro no hall do 3º andar).</p>
<p style="text-align:justify;">Interessados favor enviar e-mail com antecedência para felippejoplin@gmail.com</p>
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<title><![CDATA[Pós-modernidade]]></title>
<link>http://contracapa1.wordpress.com/?p=73</link>
<pubDate>Fri, 09 May 2008 11:49:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>robsonvieira</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Vivemos em um tempo denominado de pós-modernidade.
Uma característica marcante neste tempo é a v]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%;"><a href="http://contracapa1.files.wordpress.com/2008/05/liliane.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-74" src="http://contracapa1.wordpress.com/files/2008/05/liliane.jpg?w=160" alt="" width="160" height="120" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%;"><em><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;">Vivemos em um tempo denominado de pós-modernidade.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%;"><em><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;">Uma característica marcante neste tempo é a velocidade com que somos informados de tudo que acontece em todo mundo. Em tempo real somos informados sobre guerras, assaltos, trânsito, meteorologia, o desmatamento apavorante de nossa mata amazônica, avanços científicos, bombardeios, celebridades, acidentes e mortes, o efeito dominó na bolsa de valores e enfim tudo que direta e indiretamente reflete em cada um de nós.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%;"><em><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;">Um dos riscos que corremos é que tanta informação, e a rapidez com que são substituídas minuto a minuto, nos façam banalizar as barbáries com que convivemos diariamente.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%;"><em><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;">No livro “O pequeno príncipe” encontramos a celebre frase “Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativas” se pensarmos nessas conquistas enquanto heranças que passaremos para a próxima geração, que também se renova muito mais cedo, pergunto: Que tipo de conquista você é responsável e que refletirá em seus filhos? </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%;"><em><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;">O que sugiro é que aproveitemos o conforto que a pós-modernidade nos oferece, mas que não nos esqueçamos de apreciar as coisas mais belas que nos são dadas todos os dias, como o pôr-do-sol refletido nas águas de nossa lagoa, uma conversa descompromissada com os amigos, ler um bom livro, ouvir uma boa música enfim, tudo aquilo que te faz parar por um momento, e energizado, você permita que o ar entre suavemente e te renove a cada instante.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%;"><em><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;">Pois o que passa mesmo, muito rápido é o tempo, que leva com ele as chances que temos<span> </span>e muitas vezes desperdiçamos<span> </span>de celebrar o maior milagre recebido: nossa vida. </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><em><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><em><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;">Liliane Borges</span></em><em></em></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:9pt;">P.S.: Liliane Borges é lagoense, estudante de psicologia e autora do livro “A beleza simples de ser”</span></p>
]]></content:encoded>
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