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	<title>platao &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/platao/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "platao"</description>
	<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 13:38:24 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Por que você fala?]]></title>
<link>http://prestencao.wordpress.com/?p=245</link>
<pubDate>Sat, 05 Jul 2008 22:15:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ana Célia Costa</dc:creator>
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<description><![CDATA[A Linguística está mais presente na vida das pessoas do que elas imaginam. Por que falamos? O hom]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>Linguística</strong> está mais presente na vida das pessoas do que elas imaginam. Por que falamos? O homem de hoje pode falar porque isso foi possibilitado a ele biologicamente. O homem primitivo produzia "grunidos" porque não tinha essa "faculdade" assim como outros animais.</p>
<p>Deixando conflitos religiosos de lado, a linguagem, que é uma forma de comunicação, foi evoluindo. Saímos da linguagem não-verbal e começamos a estabelecer símbolos que formavam os códigos. Os primeiros estudiosos da linguagem foram os gregos, leia-se Platão. Em sua obra denominada <strong>"Crátilo"</strong> ele apresentou a primeira discussão sobre o que é a linguagem. A obra é um ícone da história da Linguística. Os personagens desse ensaio são Crátilo, Hermógenes e Sócrates.</p>
<p>Para os curiosos em saber o por quê da fala, a origem das palavras e das línguas é preciso ler a história da Linguística. É fantástico ler como ocorreu o processo de evolução da linguagem. Mais fantástico é informá-los de que o processo ainda não terminou!</p>
<p>A Linguística ainda tem muito para explorar. Sabia que ainda não há um estudo cronológico sobre o surgimento das diversas línguas no mundo?</p>
<p>Hoje a comunicação é rápida devido a evolução a linguagem. Para se ter uma idéia de como o homem primitivo se comunicava basta jogar <strong>"Imagem e ação",</strong> que é um jogo de mímica. Para se transmitir a mais simples informação de uma palavra é uma dificuldade. Como seria se comunicar assim o tempo todo?</p>
<p>Hoje falamos rápido, misturamos gírias, dialetos e idiomas. Enviamos mensagens, fotos e vídeos pelo telefone celular ou computador. A mensagem que o homem primitivo demoraria dias ou meses para receber, o homem atual recebe em dois segundos. Definitivamente a Linguística está na história da evolução da comunicação humana.</p>
<p>Historia est magistra vitae ( Do latim: A história é a mestra da vida)</p>
<p>Este artigo foi uma análise desta uma humilde jornalista e graduanda em Letras....</p>
<p>Cheers!</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A pala em História da Filosofia Antiga]]></title>
<link>http://deumchutenopatrao.wordpress.com/?p=7</link>
<pubDate>Tue, 01 Jul 2008 14:51:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>lucianamolina</dc:creator>
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<description><![CDATA[Aluno pergunta à professora qual seria a diferença entre a tradução &#8220;mito&#8221; e &#8220;]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Aluno pergunta à professora qual seria a diferença entre a tradução "mito" e "alegoria" no muito famoso "Mito da Caverna", de Platão. Ele se justifica dizendo o pouco que entendeu em outra disciplina sobre o conceito de "mito" (foi bem pouco mesmo, vos digo como testemunha ocular, e, ainda assim, o pouco conceituou o mito como uma visão cosmogônica derivada da religião ou da cultura - ou seja, fenômeno "coletivo").</p>
<p>Professora diz que, embora mito seja regularmente preterido em relação à alegoria por alguns tradutores, ela própria não via nada de errado em usar a palavra "mito" - aliás, achava esta uma tradução mais precisa, pois "alegoria" não dava conta de explicitar as intenções de Platão.</p>
<p>A explicação: Por mito, entendemos uma figura que sugere, simbolicamente, de maneira não-literal e não-discursiva, e que possui força em si - sem carecer de mais explicações.</p>
<p>Após essa concepção extremamente pobre e vaga do que é um mito (que concepção é essa? De algum antropólogo desconhecido?), só me resta perguntar às pessoas sensatas: Qual a definição de alegoria?</p>
<p>--</p>
<p>Adendo 1: Para completar, duas semana para o período acabar e nada  da obra insignificante de Aristóteles. Uhul!</p>
<p>Adendo 2: Os pós-modernistas não me dão um tempo.</p>
<p> </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Psicanálise na FLIP 2008]]></title>
<link>http://pontolacaniano.wordpress.com/?p=346</link>
<pubDate>Sun, 29 Jun 2008 03:00:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>Flávia Albuquerque</dc:creator>
<guid>http://pontolacaniano.wordpress.com/?p=346</guid>
<description><![CDATA[A VI Festa Literária Internacional de Paraty - FLIP 2008 traz como novidade este ano a interlocuç]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2008/06/calligaris.jpg"></a><a href="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2008/06/roudinesco.jpg"></a>A <strong><a href="http://www.flip.org.br/" target="_blank">VI Festa Literária Internacional de Paraty - FLIP 2008</a> </strong>traz como novidade este ano a interlocução com Psicanálise. A festa acontece entre os dias 02 e 06 de Julho e conta com a presença dos psicanalistas Contardo Calligaris e Elisabeth Roudinesco.</p>
<p><a href="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2008/06/calligaris.jpg"></a>           <a href="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2008/06/roudinesco.jpg"></a></p>
<p style="text-align:justify;">Roudinesco estará na quarta-feira, 02 de Julho, às 11:45 na mesa: <em>O Espelho</em>. Em seu último livro, <em>A parte obscura de nós mesmos</em>, a autora interpreta a história da perversidade no Ocidente.</p>
<p><a href="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2008/06/roudinesco.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-348" src="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2008/06/roudinesco.jpg" alt="" /></a>          <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?ProdTypeId=1&#38;ProdId=21384396&#38;St=SE&#38;franq=262638" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-350" src="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2008/06/parteobscura.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align:left;"><em>para comprar o livro através do site Submarino, clique na capa</em></p>
<p style="text-align:justify;">Já Calligaris estará no sábado, 05 de Julho, às 15:00 na mesa: <em>Fábulas Italianas</em>. Em <em>O conto do amor </em>- estréia de Contardo Calligaris no romance - um psicanalista de Nova York vai à Toscana investigar o passado do pai e mergulha no questionamento da própria origem.</p>
<p style="text-align:right;"><a href="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2008/06/calligaris.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-347" src="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2008/06/calligaris.jpg" alt="" /></a>          <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&#38;ProdTypeId=1&#38;ProdId=21355465&#38;ST=SE&#38;franq=262638/" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-349" src="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2008/06/contodoamor.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align:right;"><em>para comprar o livro através do site Submarino, clique na capa</em></p>
<p style="text-align:justify;">Quem não puder comparecer à festa na charmos cidade de Paraty - RJ, pode acompanhar o evento pela internet.</p>
<p style="text-align:right;"><strong>postado por Flávia Albuquerque - Psicanalista - (21) 9792-8326 / </strong><a href="mailto:flavia@pontolacaniano.com.br"><strong>flavia@pontolacaniano.com.br</strong></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[DOWNLOAD GRATUITO DE LIVROS TEOLÓGICOS e FILOSOFICOS]]></title>
<link>http://pregar.wordpress.com/?p=146</link>
<pubDate>Sun, 29 Jun 2008 02:28:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>pregar</dc:creator>
<guid>http://pregar.wordpress.com/?p=146</guid>
<description><![CDATA[





René Descartes -  Discurso Del Método
4SHARED
http://www.4shared.com/file/30449045/d86a1f41/]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h3 class="post-title"><a href="http://claudialucia2007.blogspot.com/2008/04/download-gratuito-de-livros-teolgicos.html"><br />
</a></h3>
<div class="post-body">
<div style="float:right;">
</div>
<div style="text-align:center;"><a href="http://bp3.blogger.com/_wPawpdQw6mI/SAJKk5qQ_8I/AAAAAAAAATU/KYCWOOan76A/s1600-h/RENE.gif"><img style="display:block;cursor:pointer;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://bp3.blogger.com/_wPawpdQw6mI/SAJKk5qQ_8I/AAAAAAAAATU/KYCWOOan76A/s400/RENE.gif" border="0" alt="" /></a></div>
<p><span style="font-size:130%;">René Descartes -  Discurso Del Método</span><br />
4SHARED<br />
<a href="http://www.4shared.com/file/30449045/d86a1f41/Ren_Descartes_-_Discurso_Del_Mtodo.html?dirPwdVerified=8cbd66f9">http://www.4shared.com/file/30449045/d86a1f41/Ren_Descartes_-_Discurso_Del_Mtodo.html?dirPwdVerified=8cbd66f9</a></p>
<p><a href="http://bp0.blogger.com/_wPawpdQw6mI/SAJJ8JqQ_7I/AAAAAAAAATM/yhO1XDS2fL0/s1600-h/PAUL.jpg"><img style="display:block;cursor:pointer;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://bp0.blogger.com/_wPawpdQw6mI/SAJJ8JqQ_7I/AAAAAAAAATM/yhO1XDS2fL0/s400/PAUL.jpg" border="0" alt="" /></a><span style="font-size:130%;"><br />
O Pentateuco - Paul  Hoff</span></p>
<p>4SHARED<br />
<a href="http://www.4shared.com/file/30448656/e449646d/O_Pentateuco_-_Paul_Hoff.html?dirPwdVerified=8cbd66f9">http://www.4shared.com/file/30448656/e449646d/O_Pentateuco_-_Paul_Hoff.html?dirPwdVerified=8cbd66f9</a></p>
<p><a href="http://bp2.blogger.com/_wPawpdQw6mI/SAJJHpqQ_6I/AAAAAAAAATE/cwbjOlVW9TI/s1600-h/KANT.jpg"><img style="display:block;cursor:pointer;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://bp2.blogger.com/_wPawpdQw6mI/SAJJHpqQ_6I/AAAAAAAAATE/cwbjOlVW9TI/s320/KANT.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<div style="text-align:center;"><span style="font-size:130%;"><br />
</span></p>
<div style="text-align:left;"><span style="font-size:130%;">Kant - A critica da  Razao Pura</span></div>
</div>
<p>4SHARED<br />
<a href="http://www.4shared.com/file/30818466/73c2accb/Kant_-_A_critica_da_Razao_Pura.html?dirPwdVerified=8cbd66f9">http://www.4shared.com/file/30818466/73c2accb/Kant_-_A_critica_da_Razao_Pura.html?dirPwdVerified=8cbd66f9</a></p>
<p><a href="http://bp0.blogger.com/_wPawpdQw6mI/SAJGwJqQ_4I/AAAAAAAAAS0/4Y5TNOIG_Ws/s1600-h/p-sofista.jpg"><img style="display:block;cursor:pointer;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://bp0.blogger.com/_wPawpdQw6mI/SAJGwJqQ_4I/AAAAAAAAAS0/4Y5TNOIG_Ws/s400/p-sofista.jpg" border="0" alt="" /></a><br />
<span style="font-size:130%;">Filosofia - Platão - O  Sofista</p>
<p></span>4SHARED<br />
<a href="http://www.4shared.com/file/30664427/a2555b81/Filosofia_-_Plato_-_O_Sofista.html?dirPwdVerified=8cbd66f9">http://www.4shared.com/file/30664427/a2555b81/Filosofia_-_Plato_-_O_Sofista.html?dirPwdVerified=8cbd66f9</a></p>
<p><a href="http://bp2.blogger.com/_wPawpdQw6mI/SAJGFpqQ_3I/AAAAAAAAASs/VJ_qU6sEjKM/s1600-h/EL.jpg"><img style="display:block;cursor:pointer;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://bp2.blogger.com/_wPawpdQw6mI/SAJGFpqQ_3I/AAAAAAAAASs/VJ_qU6sEjKM/s400/EL.jpg" border="0" alt="" /></a><span style="font-size:130%;">Barthes, Roland - El Grado Cero De La  Escritura</span></p>
<p>4SHARED<br />
<a href="http://www.4shared.com/file/30664418/19c715d3/Filosofia_-_Barthes_Roland_-_El_Grado_Cero_De_La_Escritura.html?dirPwdVerified=8cbd66f9">http://www.4shared.com/file/30664418/19c715d3/Filosofia_-_Barthes_Roland_-_El_Grado_Cero_De_La_Escritura.html?dirPwdVerified=8cbd66f9</a></p>
<p><a href="http://bp2.blogger.com/_wPawpdQw6mI/SAJE2pqQ_2I/AAAAAAAAASk/rOK_ojg7hyM/s1600-h/ECO.jpg"><img style="display:block;cursor:pointer;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://bp2.blogger.com/_wPawpdQw6mI/SAJE2pqQ_2I/AAAAAAAAASk/rOK_ojg7hyM/s400/ECO.jpg" border="0" alt="" /></a><br />
<span style="font-size:130%;">Umberto - Tratado de Semiotica  General (Parte 1)</span><br />
4SHARED<br />
<a href="http://www.4shared.com/file/30446616/60fad65a/Eco_Umberto_-_Tratado_de_Semiotica_General__Parte_1_.html?dirPwdVerified=8cbd66f9">http://www.4shared.com/file/30446616/60fad65a/Eco_Umberto_-_Tratado_de_Semiotica_General__Parte_1_.html?dirPwdVerified=8cbd66f9</a><br />
<span style="font-size:130%;"><br />
Umberto - Tratado de Semiotica General (Parte  2)</span><br />
4SHARED<br />
<a href="http://www.4shared.com/file/30447079/1a2e779a/Eco_Umberto_-_Tratado_de_Semiotica_General__Parte_2_.html?dirPwdVerified=8cbd66f9">http://www.4shared.com/file/30447079/1a2e779a/Eco_Umberto_-_Tratado_de_Semiotica_General__Parte_2_.html?dirPwdVerified=8cbd66f9</a></p>
<p><a href="http://bp2.blogger.com/_wPawpdQw6mI/SAJEDpqQ_1I/AAAAAAAAASc/5DrllliaDuo/s1600-h/Darwin.jpg"><img style="display:block;cursor:pointer;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://bp2.blogger.com/_wPawpdQw6mI/SAJEDpqQ_1I/AAAAAAAAASc/5DrllliaDuo/s400/Darwin.jpg" border="0" alt="" /></a><span style="font-size:130%;"><br />
Charles Darwin - A Origem Das  Espécies<br />
<span style="font-size:85%;"><br />
<span style="font-size:100%;"><span style="font-weight:bold;">4SHARED</span></span><br />
<a href="http://www.4shared.com/file/30445006/6fd93447/Charles_Darwin_-_A_Origem_Das_Espcies.html?dirPwdVerified=8cbd66f9">http://www.4shared.com/file/30445006/6fd93447/Charles_Darwin_-_A_Origem_Das_Espcies.html?dirPwdVerified=8cbd66f9</a></p>
<p></span></span><a href="http://bp1.blogger.com/_wPawpdQw6mI/SAJDKZqQ_0I/AAAAAAAAASU/TuvVpTMJDDM/s1600-h/images.jpg"><img style="display:block;cursor:pointer;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://bp1.blogger.com/_wPawpdQw6mI/SAJDKZqQ_0I/AAAAAAAAASU/TuvVpTMJDDM/s400/images.jpg" border="0" alt="" /></a><span style="font-size:130%;"><br />
Berkhof, Luis- Teologia  Sistematica</span></p>
<p>4SHARED<br />
<a href="http://www.4shared.com/file/30444843/cd703311/Berkhof_Luis-_Teologia_Sistematica.html?dirPwdVerified=8cbd66f9">http://www.4shared.com/file/30444843/cd703311/Berkhof_Luis-_Teologia_Sistematica.html?dirPwdVerified=8cbd66f9</a></p>
<div style="text-align:center;"><a href="http://www.4shared.com/file/30444843/cd703311/Berkhof_Luis-_Teologia_Sistematica.html?dirPwdVerified=8cbd66f9"><img style="display:block;cursor:pointer;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://bp1.blogger.com/_wPawpdQw6mI/SAJCDZqQ_zI/AAAAAAAAASM/fbuE5ie5WHA/s400/49004d98.jpg" border="0" alt="" /></a></div>
<p><span style="font-size:130%;">A construção estetica e  teorica de personagens no iluminismo alemão Lessing, Moses Mendelssohn, Mozart e  Kant</span></p>
<p>4SHARED<br />
<a href="http://www.4shared.com/file/30444612/cd9edac8/A_construo_estetica_e_teorica_de_personagens_no_iluminismo_alemo_Lessing_Moses_Mendelssohn_Mozart_e_Kant.html?dirPwdVerified=8cbd66f9">http://www.4shared.com/file/30444612/cd9edac8/A_construo_estetica_e_teorica_de_personagens_no_iluminismo_alemo_Lessing_Moses_Mendelssohn_Mozart_e_Kant.html?dirPwdVerified=8cbd66f9</a></p>
<div style="text-align:center;"><a href="http://bp1.blogger.com/_wPawpdQw6mI/SAJAWZqQ_yI/AAAAAAAAASE/U5FDN4bPyqk/s1600-h/4f9db255.jpg"><img style="display:block;cursor:pointer;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://bp1.blogger.com/_wPawpdQw6mI/SAJAWZqQ_yI/AAAAAAAAASE/U5FDN4bPyqk/s400/4f9db255.jpg" border="0" alt="" /></a><br />
<span style="font-size:130%;">Hegel - Introduccion a la  historia de la filosofia</span></p>
<p>4SHARED<br />
<span style="font-size:100%;"><a href="http://www.4shared.com/file/30664478/4f9db255/Hegel_Introduccion_a_la_historia_de_la_filosofia.html?dirPwdVerified=8cbd66f9">http://www.4shared.com/file/30664478/4f9db255/Hegel_Introduccion_a_la_historia_de_la_filosofia.html?dirPwdVerified=8cbd66f9</a></p>
<p></span><br />
<span style="font-size:100%;"><a href="http://bp0.blogger.com/_wPawpdQw6mI/SAI_JJqQ_xI/AAAAAAAAAR8/LyO9OAr5vVU/s1600-h/5d599bd7.jpg"><img style="display:block;cursor:pointer;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://bp0.blogger.com/_wPawpdQw6mI/SAI_JJqQ_xI/AAAAAAAAAR8/LyO9OAr5vVU/s400/5d599bd7.jpg" border="0" alt="" /></a></span></p>
<p><span style="font-size:130%;">Jean Piaget - O  Estruturalismo</span></div>
<p><span style="font-size:130%;"><span style="font-size:100%;">4SHARED</span></span><br />
<span style="font-size:130%;"><span style="font-size:100%;"><span style="font-size:85%;"><a href="http://www.4shared.com/file/30447358/5d599bd7/Jean_Piaget_-_O_Estruturalismo.html?dirPwdVerified=8cbd66f9">http://www.4shared.com/file/30447358/5d599bd7/Jean_Piaget_-_O_Estruturalismo.html?dirPwdVerified=8cbd66f9</a></span></span></span></p>
<div style="text-align:center;"><a href="http://bp0.blogger.com/_wPawpdQw6mI/SAI83JqQ_wI/AAAAAAAAAR0/u5cm3VdSVMI/s1600-h/889f16e9.jpg"><img style="display:block;cursor:pointer;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://bp0.blogger.com/_wPawpdQw6mI/SAI83JqQ_wI/AAAAAAAAAR0/u5cm3VdSVMI/s400/889f16e9.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<p><span style="font-size:130%;">Semiologia e  Semiótica</span></div>
<p>4SHARED:<br />
<a href="http://www.4shared.com/file/30449121/889f16e9/Semiologia_e_Semitica.html?dirPwdVerified=8cbd66f9">http://www.4shared.com/file/30449121/889f16e9/Semiologia_e_Semitica.html</a></div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[DOSSIÊ JACQUES LACAN]]></title>
<link>http://pontolacaniano.wordpress.com/?p=309</link>
<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 20:18:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>Flávia Albuquerque</dc:creator>
<guid>http://pontolacaniano.wordpress.com/?p=309</guid>
<description><![CDATA[A Revista Cult deste mês apresenta como carro chefe da edição o Dossiê: A Resistência Intelect]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://revistacult.uol.com.br/website/dossie.asp?edtCode=00AA9227-6B12-434A-AD45-AE82B2F2E7CB&#38;nwsCode=33648AE1-2CE2-4904-8B1A-B4101265842C" target="_blank"><img class="size-full wp-image-310 alignright" style="float:right;" src="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2008/06/revistacultlacan.jpg" alt="" width="150" height="198" /></a>A <a href="http://revistacult.uol.com.br/" target="_blank">Revista Cult</a> deste mês apresenta como carro chefe da edição o <strong>Dossiê: A Resistência Intelectual de Jacques Lacan</strong>. Pela primeira vez vejo uma revista publicar com real seriedade algo a respeito da Psicanálise e, pela oportunidade, sobre Jacques Lacan. É um exemplar para os psicanalistas e os demais interessados na Psicanálise guardarem.</p>
<p style="text-align:justify;">O Dossiê contém artigos escritos por <em>Vladimir Safatle, Christian Ingo Lenz Dunker, Richard Theisen Simanke, Tania Rivera, Antônio Teixeira e Slavoj Zizek. </em>E ainda conta com um pequeno 'glossário Lacaniano' e uma seleção da obra de Jacques Lacan publicada no Brasil.</p>
<p style="text-align:justify;">Vladimir Safatle destaca bem em seu artigo intitulado <strong>Confrontar-se com o inumano</strong>: "<em>Pois da mesma maneira que é simplesmente impossível entender o século XX com suas promessas utópicas sem apreender o impacto social do pensamento freudiano, talvez seja impossível entender o início do século XXI sem passar por Lacan. Não apenas devido à maneira com que, atualmente, conceitos seus são mobilizados para dar conta de questões maiores no interior da política, da teoria social, da filosofia, da crítica da cultura; mas também devido à maneira com que autores fundamentais para a contemporaneidade, como Michel Foucault, Gilles Deleuze, Jacques Derrida e, mais recentemente, Alain Badiou, Judith Butler, Ernesto Laclau, Slavoj Zizek construíram suas questões em confrontação e diálogo com Lacan.</em>"</p>
<p style="text-align:justify;">Destacam-se os artigos <strong>Revolução na Clínica - </strong>pela escrita acessível de Christan Dunker<strong>; Estética e descentramento do sujeito </strong>- onde Antônio Teixeira é pontual na diferença radical da Psicanálise em relação a qualquer outra teoria ou práxis.</p>
<p style="text-align:right;"><strong>postado por Flávia Albuquerque - Psicanalista - (21) 9792-8326 / </strong><a href="mailto:flavia@pontolacaniano.com.br"><strong>flavia@pontolacaniano.com.br</strong></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Devaneios...vi]]></title>
<link>http://mindmakers.wordpress.com/?p=81</link>
<pubDate>Thu, 26 Jun 2008 01:16:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rui Peres</dc:creator>
<guid>http://mindmakers.wordpress.com/?p=81</guid>
<description><![CDATA[A tentativa de melhorar o mundo. A tentativa de ajudar as pessoas. A tentativa de fazer &#8220;disto]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">A tentativa de melhorar o mundo. A tentativa de ajudar as pessoas. A tentativa de fazer "disto" um local melhor para viver. A tentativa, a tentativa. É interessante irmos para o mais difícil, quando nem o mais fácil é conseguido. Realmente, é mais fácil criticar os outros que a nós mesmos. Isto é um facto que nos acompanha desde crianças. Agora, tentar mudar a mentalidade dos outros, sem tentarmos mudar a nossa é estranho.<strong> É que, entre pensar que mudamos e mudar, ainda vai um abismo descomunal. Só um tolo, para pensar que basta pensar na mudança, para esta acontecer dentro de nós.</strong> Enquanto pensamos que este ou aquele preconceito se foi, vamos a ver e até está bem presente cá dentro. O conseguir mudar o nosso eu é algo que demora uma vida. É um trabalho contínuo e sem pausas. Como é que eu posso querer um mundo melhor, se nem consigo fazer do "meu mundo" aquilo que desejo para o "outro mundo"? É esta questão que devemos fazer a nós mesmos. Por muito que lutemos contra as, ditas, pessoas más, por muito que mostremos à sociedade onde é que ela falha. A verdadeira luta está cá dentro. Há coisas que dependem de nós, outras que não. Mudar a minha mentalidade e a maneira como vejo o mundo depende de mim. O que as outras pessoas pensam não depende de mim. Posso ajudar a tentar ver a verdade, mas no final é a pessoa que decide. É disso, que nos devemos lembrar sempre.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">Tente mover o mundo, o primeiro passo será mover a si mesmo - Platão</p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A racionalidade da decisão]]></title>
<link>http://agrandealface.wordpress.com/?p=218</link>
<pubDate>Wed, 25 Jun 2008 06:31:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>Afonso Azevedo Neves</dc:creator>
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<description><![CDATA[Escreve Vasco Campilho,

A democracia é tanto mais virtuosa quanto mais o conjunto de votantes coin]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Escreve <a href="http://vascocampilho.wordpress.com/2008/06/24/estranha-democracia/" target="_blank">Vasco Campilho</a>,</p>
<p class="MsoNormal">
<p style="text-align:justify;"><em>A democracia é tanto mais virtuosa quanto mais o conjunto de votantes coincide - por via directa ou representativa - com o conjunto de pessoas sujeitas às consequências da votação. Quando essa coincidência não se verifica - quer por serem muitos a decidir sobre o que respeita a poucos, ou por serem poucos a decidir sobre o que respeita a muitos - a democracia começa a perder virtudes.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Quando muitos decidem por poucos, violam-se esferas de autonomia que importa preservar. Quando poucos decidem por muitos, o inevitável </em><em><span style="font-style:normal;">free-riding</span></em><em> anula a racionalidade da decisão.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Vem isto ainda a propósito do referendo irlandês: desde há duas semanas que se assiste à tentativa de transformar uma decisão de poucos numa decisão para todos. Em nome da democracia. Estranha democracia essa.</em></p>
<p class="MsoNormal">Há aqui muito food for fought, a começar pela irracionalidade da própria democracia, como na República de Platão de onde a decisão de ratificar o Tratado de Lisboa é uma consequência directa. Na mesma medida em que governar é uma competência que necessita de aprendizagem, essa competência deve ser exercida por peritos. Sendo a democracia um sistema dominado pela vontade da população e essa não tem competências específicas, logicamente o sistema, a democracia, é irracional.</p>
<p class="MsoNormal">A decisão de deixar nas mãos do povo a aprovação de um Tratado quando a vasta maioria da população não tinha a mínima noção das consequências do mesmo, ou qual o seu papel no futuro da UE e das suas vidas, deve ter parecido absolutamente louca para muito boa gente. A formulação final desse raciocínio resultou na convicção que o Tratado corria o risco de ser rejeitado se sujeito ao veredicto popular, dos que não são peritos na matéria, nem tinham uma noção do que estava em jogo.</p>
<p class="MsoNormal">A decisão da vasta maioria dos países envolvidos de não submeter este Tratado a referendo decorre claramente deste raciocínio e creio que é por isso mesmo que, tanto a decisão da Irlanda, como as suas consequências, são tão incompreendidas.</p>
<p class="MsoNormal">A questão reside em saber onde está o problema da racionalidade da decisão, se na <strong>origem</strong> – total ausência de vontade dos “peritos” em partilhar o seu conhecimento com quem é objecto da sua decisão (afinal até os médicos tentam explicar os seus diagnósticos aos pacientes) – ou no <strong>fim</strong>, ou seja, <span style="text-decoration:underline;">a <em>tentativa de transformar uma decisão de poucos numa decisão para todos</em>, não será mais do que a consequência directa da (ir)racionalidade dos peritos?</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Platão e o Rei-Filósofo]]></title>
<link>http://ghiraldelli.wordpress.com/?p=584</link>
<pubDate>Sat, 21 Jun 2008 03:46:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>Paulo Ghiraldelli Jr.</dc:creator>
<guid>http://ghiraldelli.wordpress.com/?p=584</guid>
<description><![CDATA[Platão nada tinha contra as mulheres, mas gostava de homens. Dentre estes, preferia os que fossem j]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;font-family:&#34;"><a href="http://ghiraldelli.files.wordpress.com/2008/06/cisne.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-586" style="float:left;border:1px solid black;margin:10px;" src="http://ghiraldelli.wordpress.com/files/2008/06/cisne.jpg?w=300" alt="Cisne" width="300" height="279" /></a>Platão nada tinha contra as mulheres, mas gostava de homens. Dentre estes, preferia os que fossem jovens o suficiente para que ainda tivessem o corpo sem pelos e sem cheiros fortes, mantendo assim uma aparência feminina. É o que ele disse no <em>Fedro</em>, um pouco distinto do que disse em outro lugares, onde poderia ter estado mais próximo do que ficou conhecido, entre nós, como “amor platônico”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;font-family:&#34;">Platão era corpulento, mas de voz fina, que contrastava com seu físico, e talvez mais ainda como sua reconhecida capacidade de eloqüência. Conta Diógenes Laertius que Sócrates sonhou com um cisne que veio perto de seus joelhos e logo abriu as asas e voou bem alto – no dia seguinte, ele conheceu Platão. Sócrates, não raro, interpretava seus próprios sonhos como mensagens divinas. E dado que Platão era da linhagem de Solon, legislador e um dos Sete Sábios da Grécia que, por sua vez, havia traçado sua descendência a partir do deus Netuno, então não deve ter sido difícil para que todos ali ao redor de Platão o tomassem como divino. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;font-family:&#34;">Essa sua condição deve ter pesado na sua ousadia: escapar do que qualificou como crença e opinião, que não eram propriamente conhecimento, e alçar vôo, como o cisne de Sócrates, em direção ao mundo das Formas. Contemplando-as, teria o conhecimento.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;font-family:&#34;">Mas, para quê o conhecimento?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;font-family:&#34;">Ao contrário do que alguns poderiam imaginar a respeito de um típico filósofo grego, Platão não desprezava essa pergunta, a do “para quê?”. Ele não era daqueles que insistiriam – para passarem por idiossincráticos – que a filosofia não tem utilidade. Ele tinha um objetivo definido sobre utilidades da filosofia. Todavia, ele não achava que tudo que nós falamos que é conhecimento poderia ganhar esse nome. Costumeiramente, chamamos de “saber” uma série de afirmações de vários níveis. A filosofia ou, principalmente Platão, não faz isso. Uma sensação ou percepção ou mesmo uma crença (“eu acredito que <em>X</em>”) não podem, rigorosamente falando, dar lugar a uma frase “eu sei que ____”. Para Platão, o conhecimento é a crença verdadeira e justificada. Uma crença falsa não é conhecimento. Uma crença verdadeira, mas sem uma justificação, também não é conhecimento. Platão elevou o conhecimento a algo distinto de crenças e opiniões, e isso porque atribuiu ao conhecimento uma função especial e importantíssima no mundo grego: o saber de governo, o conjunto de disposições para o exercício da política, que nada deve ser senão a propiciadora do bem viver da <em>polis</em>.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;font-family:&#34;">Ter conhecimento ou ser sábio tem uma grande utilidade, que é não só a de permitir a alguém ser filósofo, mas a de propiciar a alguém ser governante. Ou melhor: governante e filósofo. Ou melhor ainda: governante-filósofo. Governante de qualquer lugar? Não, só da cidade justa, como garantia de que ela possa permanecer justa. Essa foi a idéia de Platão a respeito de sua articulação entre filosofia e política, a de que a cidade justa ideal teria de ser governada pelo rei-filósofo. Eis aí uma idéia difícil de aceitar. Platão tinha consciência disso!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;font-family:&#34;">Em <em>A República</em>, Platão colocou seu irmão Glauco conversando com Sócrates a respeito desse assunto, o de aceitação, por parte de homens cultos de uma cidade – mas não filósofos –, que o filósofo fosse aquele com real legitimidade para o governo. Em hipótese alguma tais homens concordariam. No entanto, se a tal idéia era inaceitável, qual a razão de Platão de tê-la tomada como legítima, como a melhor solução para a sua cidade justa?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;font-family:&#34;">A resposta para tal é simples: os filósofos são os que são educados, no plano pedagógico que <em>A República</em> mostra ser necessário aos governantes, no estudo da filosofia no sentido do encontro com as Formas. Os anciãos, todos eles versados em filosofia, não divergiriam daquele que, entre eles, foi o escolhido como governante. Eles estariam todos, em determinado momento, diante das Formas e diante da Forma das Formas, o Bem, e assim, estando na contemplação do Real, poderiam facilmente saber o que fazer com os casos particulares correspondentes a cada Forma. Levariam adiante julgamentos justos, uma vez que teriam acesso à Justiça – ao que é a Justiça. E assim fariam com todos os casos particulares; para cada caso, recorreriam ao conhecimento, ou seja, <em>a visão</em> das Formas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;font-family:&#34;">No plano puramente político, isso deixaria a elite unida. Os sábios não divergiriam, uma vez que todos e cada um saberiam o que é o Real. Então, não se criariam partidos e não haveria disputa capaz de arrastar o resto da população para guerras. A harmonia da divisão do trabalho na forma tripartite prevaleceria, e a cidade, uma vez harmônica, seria justa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;font-family:&#34;">Ora, mas será que Platão realmente acreditava que as divergências entre as elites, em especial entre os membros do conselho dos anciãos, dos sábios, seria algo eliminável; eles, os sábios, chegariam a um fácil acordo? Isso seria realmente plausível? Em outras palavras: como garantir que o filósofo viesse a ser capaz de reconhecer as Formas e, então, ser de fato filósofo e, por conseguinte, o melhor rei?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;font-family:&#34;">O helenista norte americano David Sedley tem uma resposta. Ele acredita que não é atingindo o Bem, a Forma das Formas, para então ter a noção de excelência e reconhecer cada Forma, que se daria o processo pelo qual o filósofo seria filósofo e, assim, estaria de acordo com outros filósofos, uma vez que todos apreenderiam o Real. Ele defende a idéia de que, se nós prestarmos atenção no plano pedagógico que Platão elabora para os estudos dos que irão ser filósofos e possíveis governantes, implica em anos de trabalho em matemática e dialética. Esse tempo todo seria para que cada um viesse a lidar com as Formas, e discernir quanto de bem se apresenta no que julgam ser uma Forma, de modo a ter de fato conhecimento. Ter a compreensão do Bem é devido ao fato de ter a compreensão – por meio de um alto nível de educação – de cada Forma. A definição de Justiça que expõe a Justiça em si – a Forma Justiça – certamente incorporará o bem. O mesmo vale para todas as outras definições.<a name="_ftnref1" href="http://ghiraldelli.wordpress.com/wp-admin/#_ftn1"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:&#34;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;font-family:&#34;">[1]</span></span></span></span></span></a> Afinal, seria pouco inteligente, nesse tipo de raciocínio, admitir que a Justiça em si ou qualquer outro “em si” não desse, junto com ele, a sua excelência.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;font-family:&#34;">O filósofo chega a tal capacidade por educação. Ele só começará a iniciar-se na dialética, no raciocínio completamente desfeito de ligações com o sensível ou o empírico após os trinta anos de idade. Antes, ele terá um longo treinamento na matemática. Qual a razão disso? É que as Formas possuem, como ante sala, os objetos matemáticos. As Formas são completamente não sensíveis. A matemática educa para um tipo de, digamos assim, objetividade, que é o que Platão cobra do Real, das Formas. A matemática ainda tem um pé no empírico, no sensível, uma vez que, sendo geometria, às vezes chama quem a pratica para a observação de elementos que inicialmente são aprendidos em ligação com o sensível. Mas o treinamento matemático é um bom exercício para o desligamento paulatino do mundo sensível. Então, nesse treinamento, em determinado momento, eis que se está pensando somente a partir de princípios puros – nesse caso, quem assim fizer, estará de posse do que Platão pode chamar de conhecimento.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;font-family:&#34;">A dialética é um exercício de “dar e fornecer razões” e explicações. Mas esse jogo seria apenas um bate papo se exercido por homens sem formação adequada. Todavia, exercido por homens que tiveram treinamento matemático, esse jogo se eleva ao “dar e fornecer razões” em um nível abstrato, sem qualquer contato com elementos que nos trariam de volta ao campo opinativo, e não ao campo do saber. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;font-family:&#34;">O que Platão propõe é, assim, aquilo que o professor de Nova York Nickolas Pappas insiste em seu livro sobre <em>A República</em>: o filósofo como um homem utópico, aquele que reúne o saber teórico de um <em>scholar</em> com o discernimento ético de um sábio.</span><a name="_ftnref2" href="http://ghiraldelli.wordpress.com/wp-admin/#_ftn2"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;font-family:&#34;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;font-family:&#34;">[2]</span></span></span></span></span></a><span style="font-size:10pt;line-height:115%;font-family:&#34;"> Ele estuda em direção a um campo abstrato, mas o seu saber é um saber para voltar ao mundo, ao cotidiano da cidade, para lidar com as questões mundanas e comezinhas da administração da <em>polis.</em> O rei-filósofo deverá <em>fazer</em> política.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;font-family:&#34;">Quando nós estudamos o que é justo na lei ou o que é a beleza em um homem, isso é possível pelo fato de que os exemplares – a lei X e o homem Y – compartilham, naquilo que possuem de excelência, da Justiça e da Beleza. Ou seja, cada elemento individual que tomamos como objeto, deve nos remeter à Forma, pois ele “compartilha” dela com outros objetos do mesmo tipo (leis, homens), e nosso conhecimento, ou seja, nossa capacidade de reconhecer as Formas é que permite distinguir bem a distância deste objeto estudado em relação à realidade dele, as Formas correspondentes, a justiça em si (a Justiça) e a beleza em si (a Beleza). Quando somos <em>experts</em> nisso, podemos estar perto da condição de reis-filósofos, na conta de Platão. Caso alguém sonhe conosco, nos vendo como cisnes brancos voando alto, podemos nos convencer que somos deuses.</span><span style="font-size:10pt;line-height:115%;font-family:&#34;"> </span></p>
<div>
<hr size="1" />
<div id="ftn1">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn1" href="http://ghiraldelli.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref1"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:&#34;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;font-family:&#34;">[1]</span></span></span></span></span></a><span lang="EN-US"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Calibri;"> Sedley, D. <span>Philosophy, the Forms and the Art of Ruling. </span></span></span></span></p>
</div>
<div id="ftn2">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn2" href="http://ghiraldelli.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref2"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:&#34;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;font-family:&#34;">[2]</span></span></span></span></span></a><span lang="EN-US"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Calibri;"> Pappas, N. <em>Plato and the Republic</em>. Londres e Nova York: Routledge, 1995.</span></span></span></p>
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><span lang="EN-US"><span style="font-size:x-small;"></span></span></p>
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><span lang="EN-US"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Calibri;">Paulo Ghiraldelli Jr, "O filósofo da cidade de São Paulo"</span></span></span></p>
</div>
</div>
<p><a href="http://ghiraldelli.wordpress.com/files/2008/02/fran_modelo_4.jpg"></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[É 'preciso' excluir o amor?]]></title>
<link>http://pontolacaniano.wordpress.com/?p=296</link>
<pubDate>Thu, 12 Jun 2008 14:55:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>Flávia Albuquerque</dc:creator>
<guid>http://pontolacaniano.wordpress.com/?p=296</guid>
<description><![CDATA[



Com o título: “Não precisa casar. Sozinho é melhor”, o site da Revista Veja veicula esta ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">
<div></div>
<p><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span style="font-size:14pt;"><a href="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2008/06/divirtaseemboacomapnhia.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-297 aligncenter" src="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2008/06/divirtaseemboacomapnhia.jpg" alt="" width="464" height="332" /></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;">Com o título: “<a href="http://veja.abril.uol.com.br/entrevistas/flavio_gikovate.shtml" target="_blank">Não precisa casar. Sozinho é melhor</a>”, o site da Revista Veja veicula esta semana uma entrevista com o Psiquiatra Flávio Gikovate. Num primeiro momento, encarei este título com uma certa desconfiança a respeito do conteúdo que seria encontrado ali partindo do princípio que a imprensa faz alarde do quê e da maneira que bem entende.</span></p>
<p><font face="Times New Roman" size="3"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;">Um Gikovate posando com uma expressão de um ceticismo cruel ilustra a entrevista que ao ser lida confirma o chamariz. Bastante curioso e providencial uma matéria on-line sobre o amor (ou a ausência dele) vinculada à Edição da Revista que chega às bancas na véspera do Dia dos Namorados. Ao contrário do que se poderia supor pretender, não me parece que as palavras do Psiquiatra confortem os corações aflitos do solitários de plantão. Pelo contrário! Acaba por arrasar qualquer intenção (e intensão) de uma vida que se inclua o amor.</span> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;">Logo ao lado da foto, a citação: “Para os meus pacientes, eu sempre digo: se você tiver que escolher entre o amor e a individualidade, opte pelo segundo.” O choque não foi suficiente no título. Agora temos uma declaração bombástica de uma conduta terapêutica que serviria à ‘todos’ como se o sujeito pudesse ser visto, escutado e orientado de uma maneira padronizada. Não foi Freud, o pai da Psicanálise, que de uma forma pontual a todo momento em sua obra disse para tomarmos cada caso como único? E ele dizia do lugar de quem descobriu o Inconsciente, descoberta esta que tem valor de uma ferida narcísica por revelar que ‘o ser humano não é senhor de sua própria casa’. Há algo que nos escapa. Não há padrão!</span> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;">É claro que o casamento pode não ser uma boa escolha na vida. O que serve a uns, não necessariamente serve a outros. Uma coisa é achar que um caminho é bom, outra coisa é achar que este caminho é o único. Portanto essa constatação não pode nos fazer excluir toda e qualquer possibilidade de uma relação amorosa. É pelo e para o amor que se vive. Sem medo de ser piegas com essa frase, a questão é que: é em referência ao amor ofertado - ou não - por aqueles que cuidaram daquela criança que ela dará todos os passos na sua subjetividade. Sabemos por Lacan que toda demanda, em ultima instância, é demanda de amor.</span> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;">Falar por uma via estatística de que apenas 5% de sua clientela que é casada é feliz é colocar cálculo onde ele não cabe. E se coubesse, 5% já seria um dado enganoso, porque ouso dizer que nem 5% o são. Não há felicidade garantida numa relação amorosa, ela se trata de um encontro necessariamente faltoso! Momentos felizes certamente, mas... felicidade?!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;">Relatando 'as diferenças', entre dois que constituem um casal, como as vilãs de um relacionamento não me parece que Gikovate tenha feito uma grande descoberta. E ainda dizer que os solitários ‘levam uma vida serena e sem conflitos’ por ‘resolverem a questão sem ajuda’ mantendo-se ‘ocupados, cultivando bons amigos, lendo um bom livro, indo ao cinema’ me parece auto-ajuda demais! Os ‘acompanhados’ também estão bastante ocupados respondendo a uma exigência de ‘fazer tudo pra ontem’ da modernidade, em chopps com os amigos, lendo maravilhosos livros e freqüentando muito cinema por aí... além de ter um tom a mais na vida com alguém por quem e em quem pensar, se dedicar e compartilhar inclusive os efeitos de toda essa ‘ocupação’.</span> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;">Tomar a solidão como a melhor maneira de se viver é anular a própria condição humana que consiste em reconhecer e encarar que algo nos falta. E poder investir num outro como se apostasse que ele tem o que nos completa – não sem se dar conta, até dolorosamente, que isso não é realizável – é delicioso! Dá muito trabalho – é bem verdade! - causa sofrimento, mas é bem mais visceral do que se guardar num mundinho fechado para não ter que se esbarrar com o complicado que é conviver com um outro.</span> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;">O amor de filmes, romances e novelas não está com os dias contados, ele é impossível mesmo! Desde sempre e pra sempre. Mas é vital que o sujeito possa realizar algo possível no impossível que é o amor.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">
<div></div>
<p><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:14pt;">Portanto, não só hoje (pelo Dia dos Namorados), mas sempre que for viável se permitir, divirta-se em boa companhia!</span></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;"><strong>postado por Flávia Albuquerque - Psicanalista - (21) 9792-8326 / </strong><a href="mailto:flavia@pontolacaniano.com.br"><strong>flavia@pontolacaniano.com.br</strong></a></p>
<p></font></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"> </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Belo em Platão]]></title>
<link>http://lilimachado.wordpress.com/?p=87</link>
<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 18:26:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>lilimachado</dc:creator>
<guid>http://lilimachado.wordpress.com/?p=87</guid>
<description><![CDATA[ANEXO - Hípias Maior – análise extraída dos Diálogos de Platão
Diálogo entre Sócrates e Hí]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:small;"><strong><span lang="PT">ANEXO - Hípias</span></strong><strong><span lang="PT"> Maior – análise extraída dos Diálogos de <a title="Wikipedia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Plat%C3%A3o" target="_blank">Platão</a></span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:center;margin:0;" align="center"><span><span style="font-size:small;">Diálogo entre <a title="Wikipedia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%B3crates" target="_blank">Sócrates</a> e <a title="Wikipedia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%ADpias_de_Elis" target="_blank">Hípias de Élis</a>, que tem por assunto: “O Belo <span style="color:#000000;">em si (<em>auto to kalon</em>), um traço que seja comum a todos os objetos supostamente belos.</span>”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span><span style="font-size:small;">O que é a beleza? É preciso lembrar que para um Grego, o belo não é apenas um valor estético; a beleza possui uma dimensão moral. Entre o belo e o bem, o Grego não distingue, dois universos. O que é o belo? Sócrates tem grande dificuldade em explicar a necessidade de formulação de uma definição universal (não se define o belo por um exemplo particular: uma bonita mulher). </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="color:#333333;"><span style="font-size:small;">Eis a questão: <em>Como tu fazes, para saber quais as coisas que são belas e quais as coisas que são feias? Vejamos, serias, tu, capaz de dizer o que é o Belo? </em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="color:#333333;"><span style="font-size:small;">Hípias começa a sua exposição, primeiramente, diz que <em>o Belo é uma bela virgem</em>. <span> </span>Sócrates refuta a definição, afirmando que uma coisa particular não pode ser o <em>Belo. </em>Além do mais, apresenta a relatividade de uma coisa particular.<span>  </span>Por exemplo, uma <em>bela</em> virgem é feia diante de uma deusa; o jumento, <em>é belo</em>, assim como <em>é bela</em> uma panela de barro cozida. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="color:#333333;"><span style="font-size:small;">Para os Gregos, não é possível dissociar o sentido ético do sentido estético. É neste sentido que a panela de barro bem cozido <em>é bela</em>, pois ela é útil. A <em>beleza</em> a qual se refere Platão é, além daquilo que se apresenta nos corpos e nos objetos, como nas obras de arte, a que observamos ou julgamos; ela também se diz das pessoas, das condutas, dos utensílios de cozinha, das leis, da educação, como também dos prazeres, e, de todas as realidades das quais estimamos o valor e a excelência. Então, <em>o Belo</em> não pode ser uma coisa particular, pois existe uma multiplicidade de coisas <em>belas</em>, no entanto, é a causa e se manifesta nas coisas particulares, como se, delas, tomasse posse, porque lhe é intrínseca a necessidade de se manifestar. Neste sentido, é <em>Bela</em> a panela de barro cozido como é <em>Bela</em> a colher de pau retirada de uma figueira. Esta, inclusive, <em>mais bela</em> do que o ouro.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="color:#333333;"><span style="font-size:small;">Hípias diz que o <em>Belo</em> <em>é o ouro</em>. Mais uma vez, Sócrates apresenta a limitação da proposta, apontando a estátua da deusa <em>Atena</em>, esculpida por Fídias, que é <em>bela</em>, ainda que seja construída em marfim.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="color:#333333;"><span style="font-size:small;">Hípias é conduzido a reconhecer que <em>o Belo é o que convém</em>. Então aparece, mais uma vez, a <em>bela</em> panela de barro cozido. Desta vez, como a que melhor convém para cozinhar um puré de legumes. Sócrates mostra que seria mais conveniente que este puré de legumes fosse mexido com uma colher retirada de uma árvore de figueira do que com uma colher de ouro. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="color:#333333;"><span style="font-size:small;">Hípias afirma que <em>O que há de mais belo para um homem em todos os tempos e lugares e para todos é ser rico, bem situado e honrado pelos Gregos; alcançar a velhice, ter feito aos seus parentes belos funerais e receber, ele próprio, dos seus filhos um belo e magnífico enterro</em>. Sócrates ironiza as palavras do sofista.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="color:#333333;"><span style="font-size:small;">Sócrates é requisitado para trazer as suas definições. Primeiramente, afirma que <em>o Belo é aquilo que é útil</em>. Por sua vez, o que é inútil é feio.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="color:#333333;"><span style="font-size:small;">A seguir, Sócrates afirma que aquilo que é <em>vantajoso é o Belo</em>. As duas definições situam-se tanto no campo ético quanto no estético, mostrando que não há, para os Gregos, a separação. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span>Afinal, o filósofo define </span><em><span style="color:#333333;"><span style="font-family:Courier New;">o Belo</span></span></em><span> </span><em><span style="color:#333333;"><span style="font-family:Courier New;">como o que nos dá prazer</span></span></em><span>, sendo este proporcionado pela visão e pelo ouvido, ou seja, <em>o Belo</em> é permissível através dos sentidos. Chega-se à conclusão de que </span><em><span style="color:#333333;"><span style="font-family:Courier New;">o Belo</span></span></em><span> somente se dá a conhecer, utilizando canais sensitivos. Por outro lado, </span><em><span style="color:#333333;"><span style="font-family:Courier New;">Ele</span></span></em><span> somente existe porque existem a música, as artes plásticas, a poesia, a arquitetura. O </span><em><span style="color:#333333;"><span style="font-family:Courier New;">Belo é o prazer que sentimos nas coisas oferecidas pela visão e pelo ouvido</span></span></em><span>.<span>  </span>Portanto, <em>o Belo</em> é tanto o que é útil como o que convém; também é <em>Belo</em> o que podemos ver ou ouvir: uma escultura de Fídias como uma panela de barro cozido ou uma colher de figueira; uma bela música, um poema ou um belo discurso.</span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sócrates]]></title>
<link>http://feiraconceitual.wordpress.com/?p=58</link>
<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 16:00:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>acouto</dc:creator>
<guid>http://feiraconceitual.wordpress.com/?p=58</guid>
<description><![CDATA[Com a magnífica contribuição de  Juliana Pompiani que nos enviou este arquivo, estamos disponibil]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Com a magnífica contribuição de  <strong><span style="color:#800000;">Juliana Pompiani </span></strong>que nos enviou este arquivo, estamos disponibilizando "Socrátes" da Coleção os Pensadores.</p>
<p>Boa degustação...é de abrir o apetite.</p>
<p>ah...se você for baixar o arquivo não esqueça de agradecer a Juju e quem sabe assim ela nos manda mais coisas, né?</p>
<p><a href="http://feiraconceitual.files.wordpress.com/2008/06/sefbfbdcrates-coleefbfbdefbfbdo-os-pensadores-_doc__rev_.pdf" target="_blank">Sócrates - Diálogos - Coleção os Pensadores</a></p>
<p>Basta clicar no arquivo e <em>bon apetit </em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Mito da Caverna]]></title>
<link>http://raivaescondida.wordpress.com/?p=358</link>
<pubDate>Thu, 29 May 2008 08:35:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>raiva</dc:creator>
<guid>http://raivaescondida.wordpress.com/?p=358</guid>
<description><![CDATA[Extraído de &#8220;A República&#8221; de Platão
Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align:justify;">Extraído de "A República" de Platão</h4>
<h4 style="text-align:justify;">Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após geração, seres humanos estão aprisionados. Suas pernas e seus pescoços estão algemados de tal modo que são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar e a olhar apenas a frente, não podendo girar a cabaça nem para trás nem para os lados. A entrada da caverna permite que alguma luz exterior ali penetre, de modo que se possa, na semi-obscuridade, enxergar o que se passa no interior.</h4>
<h4 style="text-align:justify;">A luz que ali entra provém de uma imensa a alta fogueira externa. Entre ele e os prisioneiros - no exterior, portanto - há um caminho ascendente ao longo do qual foi erguida uma mureta, como se fosse a parte fronteira de um palco de marionetes. Ao longo dessa mureta-palco, homens transportam estatuetas de todo tipo, com figuras de seres humanos, animais e todas as coisas.</h4>
<h4 style="text-align:justify;">Por causa da luz da fogueira e da posição ocupada por ela os prisioneiros enxergam na parede no fundo da caverna as sombras das estatuetas transportadas, mas sem poderem ver as próprias estatuetas, nem os homens que as transportam.</h4>
<h4 style="text-align:justify;">Como jamais viram outra coisa, os prisioneiros imaginavam que as sombras vistas são as próprias coisas. Ou seja, não podem saber que são sombras, nem podem saber que são imagens (estatuetas de coisas), nem que há outros seres humanos reais fora da caverna. Também não podem saber que enxergam porque há a fogueira e a luz no exterior e imaginam que toda a luminosidade possível é a que reina na caverna.</h4>
<h4 style="text-align:justify;">Que aconteceria, indaga Platão, se alguém libertasse os prisioneiros? Que faria um prisioneiro libertado? Em primeiro lugar, olharia toda a caverna, veria os outros seres humanos, a mureta, as estatuetas e a fogueira. Embora dolorido pelos anos de imobilidade, começaria a caminhar, dirigindo-se à entrada da caverna e, deparando com o caminho ascendente, nele adentraria.</h4>
<h4 style="text-align:justify;">Num primeiro momento ficaria completamente cego, pois a fogueira na verdade é a luz do sol e ele ficaria inteiramente ofuscado por ela. Depois, acostumando-se com a claridade, veria os homens que transportam as estatuetas e, prosseguindo no caminho, enxergaria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda a sua vida, não vira senão sombra de imagens (as sombras das estatuetas projetadas no fundo da caverna) e que somente agora está contemplando a própria realidade.</h4>
<h4 style="text-align:justify;">Libertado e conhecedor do mundo, o prisioneiro regressaria à caverna, ficaria desnorteado pela escuridão, contaria aos outros o que viu e tentaria libertá-los.</h4>
<h4 style="text-align:justify;">Que lhe aconteceria nesse retorno? Os demais prisioneiros zombariam dele, não acreditariam em suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com suas caçoadas, tentariam fazê-lo espancando-o e, se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por matá-lo. Mas, quem sabe alguns poderiam ouvi-lo e, contra a vontade dos demais, também decidissem sair da caverna rumo à realidade.</h4>
<h4 style="text-align:justify;">O que é a caverna?</h4>
<h4 style="text-align:justify;">Que são as sombras das estatuetas?</h4>
<h4 style="text-align:justify;">Quem é o prisioneiro que se liberta e sai da caverna?</h4>
<h4 style="text-align:justify;">O que é a luz exterior do sol?</h4>
<h4 style="text-align:justify;">O que é o mundo exterior?</h4>
<h4 style="text-align:justify;">Qual o instrumento que liberta o filósofo e com o qual ele deseja libertar os outros prisioneiros?</h4>
<h4 style="text-align:justify;">O que é a visão do mundo real iluminado?</h4>
<h4 style="text-align:justify;">Por que os prisioneiros zombam, espancam e matam o filósofo (Platão está se referindo à condenação de Sócrates à morte pela assembléia ateniense)?</h4>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Entenda a crise entre Equador, Colômbia e Venezuela.]]></title>
<link>http://resumohistoria.wordpress.com/?p=21</link>
<pubDate>Fri, 16 May 2008 13:50:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>blogye23</dc:creator>
<guid>http://resumohistoria.wordpress.com/?p=21</guid>
<description><![CDATA[
A crise diplomática entre o Equador, Colômbia e Venezuela teve início após um ataque do governo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class="snap_preview">
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">A crise diplomática entre o Equador, Colômbia e Venezuela teve início após um ataque do governo colombiano contra as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) dentro de território equatoriano. </span><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Verdana;">No ataque morreu Raúl Reyes, um dos principais líderes das Farc, considerado o “número dois” da guerrilha. Ao menos outros 16 guerrilheiros também morreram na ação colombiana. O governo de Quito afirma que, no total, seriam 22 mortos. </span></p>
<p style="line-height:12.75pt;"><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Verdana;"><img src="http://asatualidades.files.wordpress.com/2008/04/mapa-colombia.jpg" alt="mapa-colombia.jpg" /></span></p>
<p style="line-height:12.75pt;"><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Verdana;">No dia seguinte (2), o presidente venezuelano, Hugo Chávez, aliado do presidente equatoriano Rafael Correa, ordenou o fechamento da embaixada da Venezuela na Colômbia e a mobilização de “dez batalhões” militares na fronteira entre os dois países. Quito também retirou seu embaixador em Bogotá. </span></p>
<p style="line-height:12.75pt;"><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Logo depois, ainda no domingo, Correa anunciou a “expulsão imediata” do embaixador da Colômbia em Quito e solicitou uma reunião urgente da OEA (Organização dos Estados Americanos) e da CAN (Comunidade Andina de Nações) para tratar do ataque colombiano ao território equatoriano. Correa disse que tinha ordenado a “mobilização de tropas” na fronteira com a Colômbia e exigiu do governo colombiano não só desculpas, mas “compromissos firmes de respeito ao Equador”. </span></p>
<p style="line-height:12.75pt;"><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Logo em seguida, o governo da Colômbia afirmou ter encontrado informações sobre supostas ligações do governo equatoriano com as Farc em computadores que pertenciam ao guerrilheiro Raúl Reyes, morto na operação militar de sábado. A informação foi imediatamente desmentida por Quito. </span></p>
<p style="line-height:12.75pt;"><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Na segunda-feira (3), l</span><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Verdana;">íderes e governantes de todo o mundo se manifestaram sobre a crise. A Venezuela ordenou a “expulsão imediata” do embaixador da Colômbia e do corpo diplomático da embaixada colombiana em Caracas. </span></p>
<p> </p>
<table class="MsoNormalTable" style="width:247.5pt;border-collapse:collapse;margin:auto auto auto 7.5pt;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="330">
<tbody>
<tr>
<td style="background-color:transparent;border-color:#ece9d8;padding:0;" valign="top">
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p><span style="color:#000000;"> </span><span style="color:#000000;"><img src="http://asatualidades.files.wordpress.com/2008/04/chabo.jpg" alt="chabo.jpg" /> </span> </td>
</tr>
<tr>
<td style="background-color:transparent;border-color:#ece9d8;padding:0;" valign="top"><em><span style="font-size:8.5pt;color:#000000;font-family:Arial;">(Da esq. para a dir.) Os presidentes da Venezuela (Hugo Chávez), da Colômbia (Álvaro Uribe) e do Equador (Rafael Correa)</span></em></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Verdana;">As decisões de Caracas e Quito de romper relações diplomáticas com a Colômbia foram adotadas depois que Bogotá revelou a suposta existência de acordos das Farc com os governos de Equador e Venezuela. Bogotá informou que as revelações serão apresentadas à OEA. </span></p>
<p style="line-height:12.75pt;"><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Depois de denunciar a suposta ligação do Equador com as Farc, o governo colombiano anunciou que pediria à OEA que investigue uma suposta doação de US$ 300 milhões (cerca de R$ 504 milhões) que o governo da Venezuela teria feito às Farc, assim como um fornecimento de armas. </span></p>
<p style="line-height:12.75pt;"><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Na terça-feira (4), a Colômbia denunciou a intenção das Farc de obter material radioativo para a fabricação de uma “bomba suja” –artefato explosivo convencional misturado com componentes nucleares (ou ainda químicos ou biológicos). As informações estariam em dois computadores de Reyes apreendidos no fim de semana. </span></p>
<p style="line-height:12.75pt;"><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Pouco depois da nova denúncia colombiana, a Venezuela anunciou o fechamento de suas fronteiras com a Colômbia. </span></p>
<p> <span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Na sexta-feira (7), o presidente equatoriano, Rafael Correa, aceitou as desculpas de seu colega colombiano, Álvaro Uribe, e com um aperto de mãos deram por encerrado o conflito diplomático que envolveu também os presidentes da Venezuela e da Nicarágua. A paz foi selada na Cúpula do Grupo do Rio, em Santo Domingo, capital da República Dominicana. </span> </p>
<p> </p>
<p><strong>Posts anteriores:</strong></p>
<p><a title="Permanent Link to Entendendo a História" rel="bookmark" href="http://resumohistoria.wordpress.com/2008/04/08/entendendo-a-historia/"><span style="color:#888888;">Entendendo a História</span></a></p>
<p><a title="integração em crise? - tentando entender." rel="bookmark" href="http://resumohistoria.wordpress.com/2008/04/03/mercosul-integracao-em-crise-tentando-entender/"><span style="color:#888888;">Mercosul: integração em crise? - tentando entender.</span></a></p>
<p><a title="Permanent Link to Por que Brasil" rel="bookmark" href="http://resumohistoria.wordpress.com/2008/04/02/por-que-brasil/"><span style="color:#888888;">Por que Brasil</span></a></p>
<p><a title="Permanent Link to Guerra Fria" rel="bookmark" href="http://resumohistoria.wordpress.com/2008/03/27/guerra-fria/"><span style="color:#888888;">Guerra Fria</span></a></p>
<p> </p>
</div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Platão, Sócrates e os modos de filosofar (ou: Existe Filosofia Clínica?)]]></title>
<link>http://ghiraldelli.wordpress.com/?p=481</link>
<pubDate>Wed, 14 May 2008 19:40:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>Paulo Ghiraldelli Jr.</dc:creator>
<guid>http://ghiraldelli.wordpress.com/?p=481</guid>
<description><![CDATA[1.    O charlatanismo e a confusão
“Filosofia Clínica” existe? É algo válido? Alguns sofi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div><span style="font-size:10pt;line-height:115%;"><span>1.<span style="font:7pt;">    </span></span></span><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;">O charlatanismo e a confusão</span></span></div>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;">“Filosofia Clínica” existe? É algo válido? Alguns sofistas chegaram a ter “clínicas” que lembram um pouco nossa atividade atual do psicólogo ou psiquiatra dedicados à clínica e à terapia ou terapias. Mas isso não legitima ninguém a dizer que, com algum tipo de formação em filosofia, possa vir a “clinicar”. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;"><span><a href="http://ghiraldelli.files.wordpress.com/2008/05/lixo.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-488" style="float:left;border:black 1px solid;margin:10px;" src="http://ghiraldelli.wordpress.com/files/2008/05/lixo.jpg" alt="Freud vê FC como lixo - e está certo!" width="166" height="398" /></a></span></span>A atividade da clínica – no sentido corriqueiro do termo – é específica e, em geral, os psicólogos e psiquiatras têm certa razão ao privilegiarem uma longa formação e uma experiência prática não menor <span style="font-size:10pt;line-height:115%;"><span><a href="http://ghiraldelli.wordpress.com/files/2008/05/socrates_plato_freud_amber2.jpg"></a></span></span>para, enfim, dar aval para a atividade clínica. Não é com frases filosóficas disparatadas ou com saberes de conta gotas filosóficos – como os que eu encontro em livros e cursinhos de “filosofia clínica” no Brasil – que alguém poderia clinicar. <span> </span>No Brasil há psiquiatras famosos com formação filosófica, como Jurandir Freire Costa ou Contardo Calligaris por exemplo, mas duvido que endossariam algo como o que está aí, na praça, sendo denominado de filosofia clínica. Antes um psiquiatra culto que qualquer figura se dizendo filósofo clínico.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;">Abro parênteses.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;">Todavia, como a formação do psicólogo e do psiquiatra, no Brasil, deixa muito a desejar, então ninguém vai estranhar se alguém com formação filosófica tão ruim quanto a deles vier a abrir uma clínica. Da minha parte, espero apenas que os brasileiros tenham dinheiro suficiente para pagar clínicos autênticos com formação sólida. O que encontro clinicando, mesmo sendo psiquiatras velhos, em geral, são fracos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;">Volto à filosofia e sua relação com a clínica.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;">Talvez nem mesmo um conhecimento mais extenso em filosofia permita a alguém, hoje em dia, sem formação médica acompanhada de outras formações, a realmente clinicar. Seria um absoluto <em>non sense</em> imaginar que a atividade da clínica, atualmente, está dissociada da atividade farmacológica e com os estudos de fisiologia aplicada feitos seriamente. Por isso, quando eu vejo esses cursinhos de “filosofia clínica” e, pior ainda, quando deparo com alguém se intitulando “filósofo clínico”, procuro desconversar até para evitar dissabor. Pois como em tudo em que há muita vontade corporativista e pouco saber, há só dor de cabeça. Não vale a pena “bater boca” com algum “filósofo clínico” – em geral é completa perda de tempo. Virou mais uma seita corporativa, se é que já não nasceu com essa intenção. Mais um sindicato. Logo a Associação de Pós-graduação em Filosofia (ANPOF), que também virou uma seita, irá endossar isso. Tudo em nome da idéia de “companheirada”. Só se dá bem quem tem seu grupo, sua religião, seu sindicato – o Brasil de Mussolini e Chico Ciência venceu. E daqui uns dias essas corporações todas terão seu dinheiro vindo do Estado! Ou de contribuição obrigatória, regrada pelo Estado! Um imposto sindical obrigatório para profissionais quaisquer, inclusive filósofos clínicos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;">Mas, então, se é só isso, não há nenhuma razão para algo como a clínica-com-uso-de-filosofia fazer algum sentido efetivo? Ela foi uma invenção de puro charlatanismo? Seria apenas fruto de uma vontade de ganhar algum dinheiro com a “modinha da filosofia”, que invade alguns grupos de classe média alta e acolhe senhoras com muito tempo disponível? Seria um coadjuvante da modinha dos “cafés filosóficos” e “casinhas do saber”? É o vale tudo de professores frustrados para ainda continuarem a ser considerados como classe média?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;">No cotidiano brasileiro, eu duvido que possamos realmente dar algum sustento para o que está aí como “filosofia clínica”. Todavia, a idéia de filosofia como uma atividade em que os problemas centrais da metafísica não estão colocados, e que saberes da ordem da <em>condução da vida </em>devem ser priorizados, não é estranha à tradição ocidental filosófica. Ela está na base da possível distinção entre Sócrates e Platão. Então, vale a pena pegar exatamente a questão do surgimento da filosofia clínica para abordar essa distinção. Do que é ruim, vamos tirar uma bola lição?</span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;"><span>2.<span style="font:7pt;">    </span></span></span><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;">Dois tipos de filosofar</span></span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;">Suponha você que encontrou um Gênio, desses que aparecem aí para o Aladim e Cia. Como esse gênio está no Brasil e aqui é um lugar onde o hino diz que se está em berço esplêndido, o Gênio acredita que seria muito conceder três pedidos, então ele oferece apenas um. O que você pediria? Saúde ou dinheiro ou poder (inclusive com relação ao sexo)? Ora, se isso ocorresse com um filósofo, ele pediria “para errar menos”. Pois saúde, dinheiro e poder são coisas que podemos perder quando não sabemos discernir prioridades em situações, avaliar comportamentos, compreender problemas, julgar ações etc. O que o filósofo mais teme, desde Parmênides, é pegar a “via da opinião” antes que a “vida da verdade”. “Herrar e umano” – eis aí algo que o filósofo não gosta de ouvir a respeito dos humanos, uma vez que ele próprio é humano. </span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;">Assim, a atividade filosófica sempre foi, desde seu início, uma atividade ligada ao saber enquanto aquilo que deve evitar o erro e a ilusão. Simples, não? Quase simples, mas nem tanto, pois é aqui que a filosofia se divide e que todo um rol de problemas se colocam.</span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;">Descartes nos ensinou nas <em>Meditações</em> a não confundir o <em>erro psicológico</em> com a <em>ilusão metafísica</em>. A ilusão metafísica ele trata nas três primeiras meditações, o erro psicológico ele trata na quarta meditação. Essa distinção foi a que colocou Sócrates e as “escolas socráticas” do helenismo tardio de um lado, e Platão e o platonismo de outro.</span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;">Platão descreveu de modo alegórico a ilusão metafísica por meio da Alegoria da Caverna. Sócrates buscou sanar o erro comum seguindo sua máxima “uma vida não examinada não vale a pena ser vivida”. Vamos a ambas.</span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;">A Alegoria da Caverna não deve ser tomada como alguma coisa que descreve uma situação aplicada a qualquer um: um grupo viveria na ilusão e, então, teria de sair dela e encontrar a realidade. Nada disso. A caverna é a nossa vida mesmo. Não vamos sair dela – não enquanto estivermos vivos. Quem saiu foi o filósofo – só ele. Mas em parte. Saiu pelo intelecto, não “de corpo e alma”. E ser filósofo não é para qualquer um. Tanto é que Platão faz do filósofo um candidato sério a rei e ao rei obriga a filosofia. Isso não deve ser visto como um elitismo. Pode até ser, mas não tem de ser lido exclusivamente por esse lado, político e social, digamos assim. Isso tudo tem de ser entendido da seguinte forma: não saímos da Caverna por que ali não estamos cometendo um erro psicológico, que poderia ser sanado pela instrução ou por um aviso ou informação, mas estamos envoltos em uma ilusão que, ela própria, faz parte da estrutura da vida em que estamos – faz parte da existência. Não estamos em um erro na Caverna, estamos vivendo numa Caverna. Em outras palavras: a Matrix é um exemplo de Caverna mais apropriado, em que se sabemos ou não da ilusão, nada muda. </span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;">Agora, com Sócrates a questão é diferente. Ele foi nomeado pelo Oráculo de Delfos como o ateniense mais sábio, e então ele passou a investigar sua vida de modo a contestar o Oráculo, para tentar, pela negativa, ver o que a pitonisa teria realmente dito com aquela conversa de que não havia ninguém mais sábio que ele, Sócrates. Ele foi exercer o “conhece-te a ti mesmo”. E para tal, não entrou em nenhuma atividade de introspecção. Fez o que era o de bom senso para um grego antigo: investigou seus concidadãos a respeito do que diziam saber. Ao que se denominava corajoso perguntou o que é a coragem e ao que se denominava devoto perguntou o que é a devoção. E fez assim, lançou perguntas do tipo “o que é F?” Queria conceitos ou, melhor dizendo, definições. Pois Sócrates entendia que não se poderia de fato afirmar ser corajoso se não se sabia o que era a coragem. E mais: Sócrates não acreditava que alguém poderia errar por outra coisa que não a falta de conhecimento autêntico. Evitar o erro era, antes de tudo, ter nas mãos algum saber e, então, poder responder sobre a natureza do que estava envolvido em questões do tipo “O que é F?”. </span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;">Sócrates acreditava piamente que ele poderia encontrar respostas. Caso alguém as tivesse, poderia então escapar do erro. Teria sido informado. Com melhor capacidade intelectual a partir da informação, sua formação melhoraria. Conduziria sua vida de modo a errar menos. Teria uma vida sábia e, portanto, virtuosa – saber e virtude se igualavam para Sócrates. Virtude é conhecimento – endossou ele.</span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;">Mas esse não foi o caso de Platão. Este, por sua vez, se cansou de ver Sócrates gastar uma vida toda e não encontrar nenhuma resposta. Então, passou a imaginar que a questão não era a do erro psicológico, do erro que é fruto do não saber e do equívoco. Passou a achar que o erro era um tipo especial de ilusão, e que, em princípio, não poderia ser sanado, pois era inerente à própria estrutura da vida, do mundo. Assim, o mundo não nos diria alguma coisa sobre o “caminho da verdade”, mas já conteria o “caminho da verdade” e também, conjuntamente, o “caminho da opinião”. O vivido existente comportaria a própria ilusão como real. É a Caverna. É ali que vivemos – enfatizou Platão. </span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;">Caso você se entenda na Caverna, não passará a achar que as sombras que vê são apenas sombras por alguém ter lhe contado ou, mesmo, por ter pensado sobre o assunto. Mesmo o filósofo, que é quem sai da Caverna, uma vez dentro da Caverna pela segunda vez não conseguirá desmascarar a situação. Pois é a própria estrutura da Caverna que funciona daquele modo – ele teria de destruir a Caverna para tal. Mas isso significaria arruinar a existência.</span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;">A atividade de Platão proliferou no âmbito filosófico. Criou a filosofia como uma investigação metafísica e epistemológica. <span> </span>Outros tentaram reestruturar a teoria da ilusão metafísica, como Kant, que a tornou necessária a partir das “idéias da razão” – Deus, Mundo, etc. Ou como Marx, que a tornou estruturalmente ligada à sociedade capitalista de mercado, pelo fetichismo e pela reificação – a ideologia.</span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;">Em nossos dias – a exemplo do que ocorreu com os medievais –, desenvolvemos essa atividade como uma atividade de investigação da linguagem. Hoje em dia, pragmatistas e anti-representacionistas disputam terreno com realistas e representacionistas sobre temas que envolvem filosofia da linguagem, mas que são, não raro, investigações da metafísica e da epistemologia. Muito da filosofia acadêmica se faz no âmbito do rol de questões que envolvem as teorias semânticas e disputas entre realismo e não realismo. A filosofia acadêmica (talvez no caso da filosofia, o nome Academia tenha mais história para contar do que em outras áreas) se tornou uma área técnica, antes de professores especialistas do que de “grandes filósofos”. Mesmo a área moral, que era o campo de Sócrates, ao se transformar no campo da ética passou a ser assim vista. Mas, isso não significa que a filosofia tenha se resumido a isso.</span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;">Há ainda filósofos que seguem a atividade de se livrar de erros, e não dão muito crédito para a conversa sobre a Caverna ou sobre questões que nos levariam a achar, parmenedianamente, que temos na estrutura do vivido o “caminho da verdade” e o “caminho da opinião” conjuntamente. Esses filósofos, não raro, são aqueles filósofos que até podem levar adiante a atividade técnica, platônica, mas que estão preocupados também em entrar no debate sobre temas mundanos – problemas das indústrias, de administração, de sexo, bebida, drogas, amor, guerra, dinheiro, inflação, governabilidade, bondade, histórias em quadrinhos, internet, TV, glândulas mamárias, HIV, loterias, comunismo etc. Eles querem se informar e querem informar outros. Acham que a informação traz formação e conhecimento autêntico, e conhecimento é virtude. São socráticos.</span></p>
<p class="MsoListParagraphCxSpLast" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;"><span>3.<span style="font:7pt;">    </span></span></span><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;">A Clínica que não há</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;">A atividade da clínica <em>em filosofia</em>, uma vez ligada às revistas<em> </em>que querem dar saberes para alguns viverem melhor, está articulada a um pouco de orientalismo que poderíamos encontrar na atividade de Sócrates, antes que da de Platão. Talvez essa modinha de “filosofia para a felicidade” seja um restinho de orientalismo dos anos sessenta, um cheiro de vovós que viveram no tempo dos hippies e que contam (mentirosamente) que participaram do “Maio de 68”. Elas teriam feito melhor caso tivessem comprado um calendário da Seicho No Ie. Mas, infelizmente, abriram “casas do saber”. E há professores de filosofia nisso! Para professor, antes que para filósofo, emprego é emprego. Há muito essa gente confundiu <em>work</em> com <em>job</em>.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;">Todavia, todo cuidado aqui, nessa crítica, é pouco. A filosofia como um saber eminentemente prático é algo do Oriente, certamente. Mas, no caso de Sócrates, a atividade prática é, ainda, uma atividade investigativa. Nisso reside seu ocidentalismo. Sócrates não colocou a razão prática sobre a razão teórica. Aliás, ele não participou dessa divisão kantiana. Ele se manteve na idéia de que virtude é conhecimento, e que o saber leva a agir de modo mais correto. Assim, a “vida examinada” que “merece ser vivida” não é uma vida que deveria passar no exame moral, é uma vida que precisaria passar em um exame moral que é, antes de tudo, um contínuo exame intelectual.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;">Aqui as coisas ficam facilitadas para a idéia de filosofia clínica. Seria correto imaginar uma “filosofia clínica” não como resultado de uma “formação acadêmica”, um “cursinho” ou um “curso de especialização”, e sim como uma possibilidade a partir de uma via socrática. Nesse caso, então, sairíamos do puro charlatanismo que existe no Brasil com o nome de “filosofia clínica” e voltaríamos para uma autêntica filosofia. Ora, teríamos, então, a própria filosofia em uma de suas vertentes, e não precisaríamos adjetivar o nome filosofia. Mas, a essa altura do campeonato, é besteira pensar nessa possibilidade, pois o equívoco já dominou o território nacional.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;">A adjetivação do nome filosofia com o termo clínica é um sinal que diz muito: o “clínico” aparece na frente do nome “filósofo” exatamente como um tiro pela culatra. Ele termina por revelar a verdade que não deveria aparecer: eis alguém que não é filósofo, é filósofo clínico. Como o termo “filósofo” já inclui as possibilidades da clínica, levada seriamente (socraticamente), quando o termo “clínico” aparece como predicado está aí a revelação de que não estamos diante de um filósofo. O filósofo clínico não é <em>mais</em> que o filósofo, ele é <em>menos</em>. Assim era com “filósofo da educação” no passado. Assim aparece, de vez em quando, com “filósofo de crianças”. Em todos esses casos o predicado mostra que não se está diante de um filósofo, e sim de alguém que gostaria de ser filósofo, mas não conseguiu.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;">O filósofo é filósofo. No mundo atual ele é aquele que se dá bem com os problemas técnicos e, também, com as questões de informação. Ele é uma união entre Sócrates e Platão. Ora, o próprio Platão literato era assim, e ao pegarmos sua obra completa podemos ver com tranqüilidade um pensador que revela essa união. Assim, foram filósofos Sartre, Pedro Abelardo, Dewey, Rorty, Santo Agostinho, Habermas e Derrida. Poderia citar outros, mas exemplos já mostram como age um filósofo autêntico, aquele que é capaz de ser platônico e socrático <em>quase</em> ao mesmo tempo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;">Paulo Ghiraldelli Jr. “O filósofo da cidade de São Paulo”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;">Texto em favor dos programas 1 e 2 do Filô das 11 como “curso introdutório de filosofia” na TV Filosofia: <a href="http://www.mogulus.com/filosofia"><span><span style="color:#0000ff;">WWW.mogulus.com/filosofia</span></span></a> </span></p>
<p class="MsoListParagraph" style="text-align:justify;">
<div style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;"> </span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;line-height:115%;"> </span></div>
<div><span style="font-size:10pt;line-height:115%;"><a href="http://ghiraldelli.wordpress.com/files/2008/05/socrates_plato_freud_amber1.jpg?w=112"></a></span></div>
<div><span style="font-size:10pt;line-height:115%;"> </span></div>
<div><span style="font-size:10pt;line-height:115%;"> </span></div>
<div><span style="font-size:10pt;line-height:115%;"> </span></div>
<div><span style="font-size:10pt;line-height:115%;"> </span></div>
<p><span style="font-size:10pt;line-height:115%;"> </p>
<p></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Colecção JN/DN " Os Grandes Filósofos"]]></title>
<link>http://voutecontarumacoisa.wordpress.com/?p=44</link>
<pubDate>Sun, 11 May 2008 15:13:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>Inf3rno</dc:creator>
<guid>http://voutecontarumacoisa.wordpress.com/?p=44</guid>
<description><![CDATA[Comentei aqui o facto de o JN/DN não terem disponível no site a lista dos vários autores e respec]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Comentei <a href="http://absurdo.wordpress.com/2008/05/04/o-elogio-do-amor/#comment-11358" target="_blank">aqui</a> o facto de o JN/DN não terem disponível no site a lista dos vários autores e respectivos livros da colecção <strong> Os Grandes Filósofos.</strong> Ontem ao acaso encontrei a tal listagem misteriosa numa das revistas de fim de semana do JN.</p>
<p><strong>A Lista completa dos filósofos e respectivas obras:</strong></p>
<p><strong>18 Abril - Platão</strong> <em>O Banquete, Fedra, Apologia de Sócrates</em></p>
<p><strong>25 Abril</strong> - <strong>Aristóteles</strong> <em>Política</em></p>
<p><strong>2 Maio - Séneca (Os Estóicos) </strong><em>A Vida Feliz, Manual (Epicteto), Pensamentos (Marco Aurélio)</em></p>
<p><strong>9 Maio - Santo Agostinho </strong><em>Confissões</em></p>
<p><strong>16 Maio - Maquiavel</strong> <em>O Príncipe, A Arte da Guerra</em></p>
<p><strong>23 Maio - Descartes</strong> <em>Discurso do Método, Meditações Metafísicas</em></p>
<p><strong>30 Maio - Pascal</strong> <em>Pensamentos</em></p>
<p><strong>6 Junho - Kierkegaard</strong> <em>O Desespero Humano</em></p>
<p><strong>13 Junho - Locke</strong> <em>Dois Tratados do Governo Civil, Carta e Ensaio sobre a Tolerância</em></p>
<p><strong>20 Junho - Leibniz</strong> <em>Discurso da Metafísica, Monadologia</em></p>
<p><strong>27 Junho - Voltaire</strong> <em>Cândido ou o Optimismo, Tratado sobre a Tolerância</em></p>
<p><strong>4 Julho - Hume</strong> <em>Investigação sobre o Entendimento Humano, Diálogos sobre a Religião Natural</em></p>
<p><strong>11 Julho - Kant</strong> <em>Fundamento da Metafísica dos costumes, Crítica da Razão Prática</em></p>
<p><strong>18 Julho - Tocqueville</strong> <em>Da Democracia na América</em></p>
<p><strong>25 Julho - Marx</strong> <em>Manifesto do Partido Comunista, Manuscritos de 1844, Antologia do Capital</em></p>
<p><strong>1 Agosto - Hegel</strong> <em>A Introdução à História da Filosofia, O Sistema da Vida Ética</em></p>
<p><strong>8 Agosto - Schopenhauer</strong> <em>Mundo com Vontade de Representação</em></p>
<p><strong>15 Agosto - Nietzsche</strong> <em>Assim Falava Zaratustra, Crepúsculo dos Ídolos, Ecce Homo</em></p>
<p><strong>22 Agosto - Husserl</strong> <em>Meditações Cartesianas</em></p>
<p><strong>29 Agosto - Bergson</strong> <em>As Duas Fontes da Moral e da Religião, A Evolução Criadora</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[TV Globo estréia estúdio de vidro em São Paulo]]></title>
<link>http://revistaonline.wordpress.com/?p=524</link>
<pubDate>Sat, 10 May 2008 21:45:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>Revista Online ;-)</dc:creator>
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<description><![CDATA[ Rede Globo informou neste sábado que, a partir da próxima segunda-feira (12), os telejornais loc]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p> Rede Globo informou neste sábado que, a partir da próxima segunda-feira (12), os telejornais locais de São Paulo serão transmitidos de um estúdio de vidro, que fica na sede da emissora na Capital paulista. A novidade estava prevista para entrar no ar no dia 1º de abril, porém teve de ser adiada em função de ajustes técnicos.</p>
<p style="text-align:center;"><a title="cenário de vidro" href="http://revistaonline.wordpress.com"><img src="http://revistaonline.files.wordpress.com/2008/05/08131381.jpg" alt="" /></a></p>
<p>Os novos cenários farão parte do "Bom Dia São Paulo" e das duas edições do "SPTV". De acordo com a Rede Globo, a apresentação da previsão do tempo do "SPTV 1ª edição" também será feita no estúdio, o que "permitirá uma interação com os jornalistas em suas bancadas".</p>
<p>O estúdio de vidro reúne diversas novidades tecnológicas, como mini gruas e câmeras HD (alta definição). Para controlar a luz, o espaço conta com um sistema moderno e automatizado de iluminação. Com este recurso é possível dosar a intensidade de calor do ambiente. A comunicação entre o estúdio e a sala de controle de produção será feita por meio de fibra ótica, pois há 800 metros de distância entre os dois pontos.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Comunidade virtual lança site de relacionamento para hackers ]]></title>
<link>http://revistaonline.wordpress.com/?p=523</link>
<pubDate>Sat, 10 May 2008 21:28:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Revista Online ;-)</dc:creator>
<guid>http://revistaonline.wordpress.com/?p=523</guid>
<description><![CDATA[Nesta semana, alguns membros da comunidade Gnucitzen fizeram o anúncio de que lançariam uma rede s]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta semana, alguns membros da comunidade Gnucitzen fizeram o anúncio de que lançariam uma rede social, tal qual o Orkut que seria utilizada para reunir apenas hackers. No site, de nome <a href="http://houseofhackers.ning.com/">House of Hacker</a>, os internautas terão a possibilidade de compartilhar projetos e formar grupos, entre outros.</p>
<p>No entanto, segundo informações postadas em seu blog, o site não fará promoção de atividades criminosas e deve ser uma forma de apoio à cultura e ao modo de viver do hacker. <br />
Até esta sexta-feira (09), segundo informa a Folha Online, a rede social já continha mais de 1,3 mil membros. Existe, inclusive, uma comunidade de usuários brasileiros, com 23 membros.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Caverna de Platão ainda]]></title>
<link>http://bethlee.wordpress.com/?p=8</link>
<pubDate>Fri, 09 May 2008 01:07:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>Elizabeth Pamela Lee</dc:creator>
<guid>http://bethlee.wordpress.com/?p=8</guid>
<description><![CDATA[
Ainda não sei o que é real, onde estão as sombras e onde está a luz.
Fotografia infravermelha. ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bethlee.files.wordpress.com/2008/05/img_1208blog.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-9" src="http://bethlee.wordpress.com/files/2008/05/img_1208blog.jpg?w=224" alt="" width="324" height="400" /></a></p>
<p>Ainda não sei o que é real, onde estão as sombras e onde está a luz.</p>
<p>Fotografia infravermelha. Escrevendo o T.C.C. e assistindo ao filme "Soy Cuba", fiquei pensando sobre a minha necessidade de representar as coisas que penso em infravermelho.<br />
Mostrar o que não se vê.</p>
<p>Uma idéia, ideal.</p>
<p>Ao escolhê-lo, estou tentando chegar num cenário inalcançável, inexistente, utópico. Que apenas poderia ser encontrado e visualizado em sonhos. Ou imagens.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[o elogio do amor (ii)]]></title>
<link>http://absurdo.wordpress.com/?p=712</link>
<pubDate>Thu, 08 May 2008 12:19:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>Eduarda Sousa</dc:creator>
<guid>http://absurdo.wordpress.com/?p=712</guid>
<description><![CDATA[às vezes, procura-se insistentemente algo para escrever mas não surge nada. são dias secos, da im]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">às vezes, procura-se insistentemente algo para escrever mas não surge nada. são dias secos, da imaginação e do desejo. do que todos falam, não vale a pena repetir. do que não falam, as forças andam fracas para descobrir. e, por vezes, ainda lemos algo que nos esmaga, seja pela beleza ou pelos efeitos que provoca. por isso me confesso: <a href="http://absurdo.wordpress.com/2008/05/04/o-elogio-do-amor/" target="_blank">o elogio ao amor</a>, de Platão, aniquilou-me e desde então ainda não consegui recompor-me. (e que delicia é este estado).</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[República Nova (1945-1964)]]></title>
<link>http://historiadobrasil.wordpress.com/?p=17</link>
<pubDate>Wed, 07 May 2008 15:45:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>blogye22</dc:creator>
<guid>http://historiadobrasil.wordpress.com/?p=17</guid>
<description><![CDATA[República Nova (1945-1964)



O período conhecido como República Nova ou República de 46 inicia ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h3 style="margin:auto 0;"><span style="font-size:medium;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span class="mw-headline"><span>República Nova (1945-1964)</span></span></span></span></h3>
<div></div>
<div><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"></span></span></div>
<p><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#000000;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;color:#000000;">O período conhecido como <strong>República Nova</strong> ou <strong>República de 46</strong> inicia com a renúncia forçada de Vargas, em outubro de 1945. O General Eurico Gaspar Dutra foi o presidente eleito e empossado no ano seguinte. Em 1946 foi promulgada nova Constituição, mais democrática que a anterior, restaurando direitos individuais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;color:#000000;">Em 1950, Getúlio Vargas foi mais uma vez eleito presidente, desta vez pelo voto direto. Em seu segundo governo foi criada a Petrobrás, fruto de tendências nacionalistas que receberam suporte das camadas operárias, dos intelectuais e do movimento estudantil. Porém, os tempos não eram mais os mesmos, e Getúlio não conseguiu conduzir tão bem o seu governo. Pressionado por uma série de eventos, em 1954 Getúlio Vargas comete suicídio dentro do Palácio do Catete. Assumiu o vice-presidente, João Fernandes Campos Café Filho.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;color:#000000;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;color:#000000;">Juscelino Kubitschek (JK), o presidente Bossa Nova</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;color:#000000;">Em 1955, Juscelino Kubitschek foi eleito presidente e tomou posse em janeiro de 1956, ainda que tenha enfrentado tentativas de golpe. Seu governo caracterizou-se pelo chamado desenvolvimentismo, doutrina que se detinha nos avanços técnico-industriais como suposta evidência de um avanço geral do país. O lema do desenvolvimentismo sob Juscelino foi <em>50 anos em 5</em>. Em 1960, Kubitschek inaugurou Brasília, a nova capital do Brasil.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;color:#000000;">Já em 1961, Jânio Quadros (eleito em 1960) assumiu a presidência, mas renunciou em agosto do mesmo ano. Jânio, um ex-professor paulista que pregava a moralização do governo e era membro da UDN, fez um governo contraditório: ao lado de medidas esdrúxulas (como a proibição de biquínis nas praias), o presidente condecorou o revolucionário argentino Ernesto Che Guevara, para a supresa da UDN. Com a condecoração, Jânio tentava uma aproximação com o bloco socialista para fins estritamente econômicos, mas assim não foi a interpretação da direita no Brasil, que passou a alardear o pânico com a "iminência" do comunismo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;color:#000000;">Jânio Quadros</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;color:#000000;">Acredita-se atualmente que Jânio Quadros tentou promover o auto-golpe, ou seja, renunciar para voltar com plenos poderes, apostando que o congresso não aceitaria a renúncia por causa do vice, ligado à esquerda trabalhista. Mas, se for verdade, falhou, e o congresso aceitou sua renúncia.</span></p>
<div><span style="font-family:Times New Roman;"></span></div>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#000000;"><font face="Times New Roman"><font color="#000000"><font face="Times New Roman"><font color="#000000"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;color:#000000;">O vice-presidente João Goulart, conhecido como Jango, assumiu após uma rápida crise política: os militares não queriam aceitá-lo na presidência, alegando o "perigo comunista". Além de ex-ministro trabalhista, Goulart encontrava-se na China quando da renúncia de Jânio Quadros (que, pela teoria do auto-golpe, tentou aproveitar-se dessa viagem de seu vice). Uma solução intermediária é acertada e instala-se o parlamentarismo no Brasil. Em 1963, entretanto, João Goulart recuperou a chefia de governo com o plebiscito que aprovou a volta do presidencialismo. Governa até 1964, com constantes problemas criados pela oposição militar, em parte devido a seu nacionalismo</span></p>
<p></font></font></font></font></span><font face="Times New Roman"><font color="#000000"><font face="Times New Roman"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p></font></font></font></span><font face="Times New Roman"><font color="#000000"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p></font></font></span><font face="Times New Roman"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p></font></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"> </p>
<p></span></p>
<p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<div></div>
<div></div>
<div></div>
<div><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><strong></strong></span></span></div>
<div><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"></p>
<div><strong></strong></div>
<p></span></span></div>
<p><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><strong><span style="color:#000000;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:16pt;color:#000000;">Posts relacionados:</span></strong></p>
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<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><strong></strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13.5pt;color:#8c4a4a;font-family:Sylfaen;"><a title="Permanent Link to Muita história a ser contada." href="http://historiadobrasil.wordpress.com/2008/04/08/muita-historia-a-ser-contada/"><strong><span>Muita história a ser contada.</span></strong></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13.5pt;color:#8c4a4a;font-family:Sylfaen;"><a title="Permanent Link to República - Getúlio Vargas" href="http://historiadobrasil.wordpress.com/2008/04/16/republica-getulio-vargas/"><strong><span>República - Getúlio Vargas</span></strong></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13.5pt;color:#8c4a4a;font-family:Sylfaen;"><a title="Permanent Link to República - República Velha" href="http://historiadobrasil.wordpress.com/2008/04/11/republica-republica-velha/"><strong><span>República - República Velha</span></strong></a></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[o elogio do amor]]></title>
<link>http://absurdo.wordpress.com/?p=707</link>
<pubDate>Sun, 04 May 2008 10:45:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>Eduarda Sousa</dc:creator>
<guid>http://absurdo.wordpress.com/?p=707</guid>
<description><![CDATA[O Diário de Notícias e o Jornal de Notícias andam a distribuir uma colecção de livros intitulad]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://absurdo.wordpress.com/files/2008/05/platao2.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-708" src="http://absurdo.wordpress.com/files/2008/05/platao2.jpg?w=74" alt="" width="74" height="96" /></a>O Diário de Notícias e o Jornal de Notícias andam a distribuir uma colecção de livros intitulada <strong>Os Grandes Filósofos</strong>. Curiosamente, não consegui encontrar no site dos dois jornais qualquer referência a esta colecção. No mínimo, estranho! O primeiro tomo da série - Platão - já saiu e teve como preço de lançamento a módica quantia de 1,99 euros. <em>O Banquete</em>, <em>Fedro</em>, <em>Apologia de Sócrates</em>/<em>Críton</em> são as obras que praticamente nos ofereceram. De referir ainda, que a tradução pertence às Edições 70. Ontem, deleitei-me com o regresso ao Banquete. Ficam aqui algumas passagens,</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">Mais, é essencial que os homens que se dispõem a viver uma vida plenamente bela se capacitem deste facto: nem a nobreza de parentesco, nem os cargos de alto prestígio, nem a riqueza, nem qualquer outra coisa são capazes de inspirar feitos tão belos como o amor (p. 39)</p>
<p style="text-align:justify;">Aí está, por minha parte o que tenho a declarar-vos sobre o Amor: ele não é só o mais antigo e venerável dos deuses como o que tem mais poder para levar os homens a alcançar o mérito e a felicidade, tanto na vida como após a morte (p. 43)</p>
<p style="text-align:justify;">Assim acontece quando amamos: nem toda a espécie de amor é bela e digna de elogios, mas apenas aquela que nos incita a amar com nobreza (p. 44)</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Logo, amanhã e depois continuarei a deliciar-me com a jantarada.</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[PSICANÁLISE: UMA INTRODUÇÃO em Nova Friburgo - RJ]]></title>
<link>http://pontolacaniano.wordpress.com/?p=218</link>
<pubDate>Fri, 02 May 2008 18:08:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>Flávia Albuquerque</dc:creator>
<guid>http://pontolacaniano.wordpress.com/?p=218</guid>
<description><![CDATA[
É com muito prazer que volto à Friburgo com o curso Psicanálise: uma introdução.
As incriçõ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2008/05/cursofriburgo.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-219 aligncenter" src="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2008/05/cursofriburgo.jpg" alt="" width="500" height="707" /></a></p>
<p style="text-align:center;">É com muito prazer que volto à Friburgo com o curso <strong>Psicanálise: uma introdução</strong>.</p>
<p style="text-align:center;">As incrições devem ser feitas através do próprio <a href="http://www.institutoflordelotus.com.br/" target="_blank"><strong>Instituto Flor de Lótus</strong></a>, onde acontecerá o evento no dia <strong>21 de Junho de 2008</strong>. A formas de contato são: <a href="mailto:contato@institutoflordelotus.com.br">contato@institutoflordelotus.com.br</a> ou (22) 2523-9372</p>
<p style="text-align:center;"> </p>
<p style="text-align:right;"><strong>postado por Flávia Albuquerque - Psicanalista - (21) 9792-8326 / </strong><a href="mailto:flavia@pontolacaniano.com.br"><strong>flavia@</strong></a><a href="mailto:pontolacaniano.com.br@uol.com.br">pontolacaniano.com.br</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O AMOR À MESA - O Banquete de Platão]]></title>
<link>http://pontolacaniano.wordpress.com/?p=209</link>
<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 02:36:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>Flávia Albuquerque</dc:creator>
<guid>http://pontolacaniano.wordpress.com/?p=209</guid>
<description><![CDATA[

A Casa do Saber do Rio oferece o curso: O AMOR À MESA - O Banquete de Platão. Com Alexande Costa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2008/04/infitnito.gif"></a><a href="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2008/04/casadosaber.gif"><img class="alignnone size-full wp-image-160" src="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2008/04/casadosaber.gif" alt="" width="343" height="103" /></a><a href="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2008/04/infitnito.gif"><img class="alignnone size-full wp-image-159" src="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2008/04/infitnito.gif" alt="" width="144" height="88" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2008/04/amorbanqueteplatao.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-210" src="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2008/04/amorbanqueteplatao.jpg" alt="" width="195" height="100" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">A <a href="http://www.casadosaber.com.br/" target="_blank">Casa do Saber</a> do Rio oferece o curso: <strong>O AMOR À MESA - O Banquete de Platão</strong>. Com Alexande Costa, professor de Estética e Teoria da Arte no Instituto de Artes da UERJ. Mestre em Filosofia pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ e doutorando da Universidade de Osnabrueck, Alemanha.</p>
<p style="text-align:justify;">"O curso vai analisar os vários discursos sobre o amor expostos no diálogo "O banquete", de Platão, cada um deles responsável por uma abordagem e uma perspectiva específicas, propiciando uma reflexão sobre diversos temas relacionados ao amor: o amor e a beleza; o amor e o apetite sexual; o amor e a medicina; o amor e a complementaridade entre o feminino e o masculino; o amor como divindade e o amor como desejo de conhecimento. "</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Início:</strong> 19 MAI<br />
<strong>Duração:</strong> 6 encontros<br />
<strong>Dias/horários:</strong> Segundas-Feiras, às 17h (19/05, 26/05, 02/06, 09/06, 16/06, 23/06)</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span class="coral">19 MAI</span> &#124; 1. INTRODUÇÃO AO DIÁLOGO BANQUETE</strong><br />
Contexto geral e apresentação do tema. O amor e a beleza. Primeiro discurso, Fedro: o primado e a excelência de Eros e seu caráter divino. A genealogia mítica do amor. <strong></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span class="coral">26 MAI</span> &#124; 2. PAUSÂNIAS E A DUPLA TIPOLOGIA AMOROSA</strong><br />
O amor vulgar e a satisfação do apetite sensual do homem em contraste com o amor que promove o bem do amado. Amor e liberdade. O amor como orientação à virtude. <strong></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span class="coral">02 JUN</span> &#124; 3. ERIXÍMACO E O OLHAR NATURALISTA DA MEDICINA</strong><br />
O amor como potência motora da natureza. Amor e harmonia, medicina e música. A concessão ao prazer consoante a medida: o amor deve promover o bem, não a corrupção. <strong></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span class="coral">09 JUN</span> &#124; 4. ARISTÓFANES: AMOR E COMPLEMETARIDADE</strong><br />
O masculino e o feminino. A distinção sexual e a unidade amorosa. A interdependência entre a parte e o todo. <strong></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span class="coral">16 JUN</span> &#124; 5. AGATÃO: O RETORNO AO EROS MÍTICO</strong><br />
A identidade entre o amor e o belo. O amor como o “lugar” de todas as virtudes, o maior e melhor dos deuses. <strong></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span class="coral">23 JUN</span> &#124; 6. SÓCRATES E DIOTIMA, O AMOR COMO AGENTE EDUCATIVO</strong><br />
A aspiração à verdade. O amor como desejo de conhecimento (filosofia) e orientação afetiva para o belo, o bom e o justo. A atitude do filósofo.</p>
<p style="text-align:center;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><strong>INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES:</strong> </p>
<p style="text-align:justify;">Tel.: <strong>(21) 2227-2237 ou </strong><a class="descricao_box_01 a" href="mailto:inforio@casadosaber.com.br">inforio@casadosaber.com.br</a> </p>
<p style="text-align:right;"><strong>postado por Flávia Albuquerque - Psicanalista - (21) 9792-8326 / <a href="mailto:flavia@pontolacaniano.com.br">flavia@pontolacaniano.com.br</a> ou <a href="mailto:fmaa@uol.com.br">fmaa@uol.com.br</a></strong></p>
]]></content:encoded>
</item>

</channel>
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