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	<title>monarquia &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/monarquia/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "monarquia"</description>
	<pubDate>Thu, 07 Aug 2008 20:57:18 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[por que rui barbosa?]]></title>
<link>http://euescolho.wordpress.com/?p=62</link>
<pubDate>Thu, 07 Aug 2008 17:34:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>manifestoeuescolho</dc:creator>
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<description><![CDATA[&#8220;Desde menino tive os bons livros
dos nossos mestres de linguagem
nas minhas mãos (&#8230;) E]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:right;"><em>"Desde menino tive os bons livros<br />
dos nossos mestres de linguagem<br />
nas minhas mãos (...) E foi esta<br />
a gramática que aprendi".</em></p>
<p style="text-align:right;"><strong>Rui Barbosa</strong></p>
<p style="text-align:justify;">O dia primeiro de março de 2008 carregou os 85 anos da morte do pequeno grande homem. Alguém que ganhou importância e prestígio como orador, jurista, político, jornalista, escritor. Um grande defensor das liberdades civis, um incansável lutador. Por tudo isso, o povo brasileiro reconhece nele um dos pais da pátria, num culto permanente à memória e num estudo recorrente da obra do gigante.</p>
<p style="text-align:justify;">Era um menino baiano de nome Rui que nasceu no dia 5 de novembro de 1849, cresceu e estabeleceu-se no suficiente 1,58 m e nos cabíveis 48 kg. De tão grande, tomou posição com os pés de número 36 contra o Imperador na Questão Religiosa, além de desencadear violenta campanha contra a Monarquia, em 1889, defendendo o Federalismo. Foi fundamental na elaboração da Constituição de 1891, a primeira da República.</p>
<p style="text-align:justify;">Rui Barbosa escolheu debruçar-se nos estudos, na diplomacia, na luta e no orgulho de ser brasileiro. Foi alcunhado "Águia de Haia" pelo Ministro das Relações Exteriores, Barão do Rio Branco, na época em que representou o Brasil na Segunda Conferência Internacional da Paz, em 1907. Rui escolheu ser a voz do Brasil na defesa do princípio da igualdade entre os Estados soberanos e a resistência à depreciação da América Latina.</p>
<p style="text-align:justify;">Escolheu ser um grande brasileiro e, acima de tudo, um grande homem universal.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[IV ANIVERSÁRIO DO FDR-FÓRUM DEMOCRACIA REAL ]]></title>
<link>http://fdrojornal.wordpress.com/?p=127</link>
<pubDate>Wed, 06 Aug 2008 15:51:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>David Garcia</dc:creator>
<guid>http://fdrojornal.wordpress.com/?p=127</guid>
<description><![CDATA[

A 19 de Agosto de 2004 nascia um projecto na Internet que viria a revolucionar toda a conjuntura m]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><img class="aligncenter" src="http://fdr.com.sapo.pt/oficial3.jpg" alt="" width="481" height="642" /></div>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">A 19 de Agosto de 2004 nascia um projecto na Internet que viria a revolucionar toda a conjuntura monárquica da época. Por muito que já existissem sites de algumas organizações monárquicas, como da Real Associação de Lisboa, da extinguida Juventude Lusitana, a verdade é que o então Fórum Monarquia-Portugal veio ocupar um espaço fundamental na divulgação do Ideal Monárquico em Portugal, na Internet. Divulgação que sem ela não teremos restauração ou transição para uma Monarquia Democrática Pluralista, regime político o qual o então Fórum Monarquia-Portugal e depois de mudar de nome para FDR - Fórum Democracia Real, sempre defendeu e defende. Estamos aqui a prestar um serviço acima de tudo a Portugal. Temos defendido, contra ventos e marés, o nosso ideal e pretendemos continuar a fazê-lo.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Por muito que o I FDR se tenha extinguido e tenhamos recomeçado do zero no Verão passado e por muito que tenhamos passado por muitas tempestades, e eu já sabia que as ia atravessar, a verdade é que todas essas tempestades me fizeram ganhar experiência. Soube ver quem de facto era da minha confiança e quem não era ou deixou de o ser. Muita gente, com diversas perspectivas sobre o que é uma Monarquia passou pela Administração do nosso Fórum. Mas nestes 4 anos, olhe-se bem para a evolução da Mensagem Monárquica na Internet e veja-se o que se construíu. De certo modo, até valeu a pena, em nome do Ideal Monárquico, que as pessoas que ao longo da História do FDR passaram pela Administração, criassem outros espaços, desde fóruns a blogs. Nunca foi uma derrota para o FDR e não considero que também tenha sido alguma vez uma derrota pessoal.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">A verdade é que os monárquicos portugueses estão hoje organizados. Mais organizados do que há 4 anos. Algumas das Reais Associações foram criando os seus sites ou blogs. Foram criadas novas organizações como a Aliança Internacional Monárquica Portuguesa e o Instituto da Democracia Portuguesa, ambas as organizações com conhecimento e reconhecimento da Casa Real Portuguesa.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Em Maio deste ano, assumi as funções de Director da Aliança Internacional Monárquica Portuguesa por Lisboa. Ser Dirigente Monárquico não é uma tarefa fácil. Requer muito sacríficio pessoal. Mas faço-o com gosto e com muita honra.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Criei o Fórum Democracia Real para que seja um motor de divulgação do Ideal Monárquico. Estamos bem presentes na Internet e temos as nossas iniciativas. Teremos mais no futuro!</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Em nome destes 4 anos de existência, quero agradecer em primeiro lugar a Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança, pelo seu reconhecimento deste espaço que é um espaço que nunca Lhe foi ingrato. Sabemos quem nos faz bem e sabemos agradecer.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Quero também agradecer a todos os membros da Administração do Fórum Democracia Real pela sua ajuda preciosa em manter um espaço destes com qualidade e alto sentido de missão.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Quero agradecer naturalmente ao Presidente da Direcção da Aliança Internacional Monárquica Portuguesa, Eng. Luís Guerreiro, pelo apoio prestado nas diversas crises que o FDR atravessou. Sem a ajuda da AIMP, teria sido muito difícil ultrapassar algumas tempestades.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">E os últimos são sempre os primeiros! Quero, naturalmente, agradecer a todos os membros do FDR inscritos e faço votos que os que ainda não se inscreveram que se inscrevam e venham participar. Somos, de facto, o maior fórum monárquico português. Aquele que tem mais qualidade e aquele que tem maior sentido de missão nos objectivos que traçou desde o inicio: levar a Mensagem Monárquica a todas as casas portuguesas e a toda a comunidade portuguesa espalhada pelo mundo. Temos tido, de facto, uma projecção muito boa e vamos continuar a trabalhar afincadamente para que cada vez mais faça sentido falar-se em Monarquia para Portugal.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Muito em breve darei conta de novas e óptimas notícias! Boas participações e se ainda não se inscreveu, inscreva-se e junte-se a esta família!</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Leia o Blog do nosso Jornal que semanalmente é actualizado e divulgue aos seus amigos, familiares, colegas, monárquico ou republicanos, mas acima de tudo, pessoas de bem, que queiram o melhor para o seu país e que queiram debater connosco, dentro do respeito democrático, o estado a que Portugal chegou! Contamos consigo!</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">VIVA O REI!</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">VIVA PORTUGAL!</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Monarquia: entenda o porquê a monarquia é muito melhor para o Brasil]]></title>
<link>http://delreicultural.wordpress.com/?p=422</link>
<pubDate>Mon, 04 Aug 2008 21:53:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dionísio Panteu</dc:creator>
<guid>http://delreicultural.wordpress.com/?p=422</guid>
<description><![CDATA[Monarquia é coisa do passado?

Não. Pelo contrário. Hoje, as Monarquias estão na liderança. A M]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h1>Monarquia é coisa do passado?</h1>
<p align="justify">
<p align="justify">Não. Pelo contrário. Hoje, as Monarquias estão na liderança. A Monarquia é a forma mais moderna, mais eficaz e mais barata de governo. Monarquia quer dizer também democracia, liberdade de expressão e de imprensa. As Monarquias atuais são os países mais liberais e mais adiantados do mundo. Eles possuem a melhor distribuição de renda e os padrões de vida mais elevados.</p>
<p align="justify">
<p align="justify">Os exemplos são Suécia, Noruega, Dinamarca, Holanda, Inglaterra, Bélgica, Espanha, Canadá, Austrália e Japão. Juntas, essas nações são responsáveis por uma imensa fatia do chamado PIB mundial. Entre os 25 países mais ricos e democráticos do mundo, 18 são Monarquias. Ou seja: elas constituem a esmagadora maioria. As monarquias são os melhores exemplos de socialismo que funciona na prática. Aí estão a Espanha e a Suécia para comprovar.</p>
<p align="justify">
<h1>E a Monarquia brasileira?</h1>
<p align="justify">
<p align="justify">O Brasil já foi do Primeiro Mundo. No Império, o Brasil tinha uma moeda forte; possuía uma importante indústria naval e uma das maiores redes ferroviárias do mundo. Nos tempos imperiais, o Brasil instalou os primeiros sistemas de correios, telégrafos e comunicações telefônicas das Américas e gozava de ampla liberdade de pensamento, expressão e imprensa. Por tudo isso, o Brasil tinha conquistado a admiração e o respeito das demais nações. No tempo de D. Pedro II, a auto-estima era elevada, como reconhecem historiadores isentos. O povo tinha orgulho de ser brasileiro.</p>
<p align="justify">
<h1>E a nossa República?</h1>
<p align="justify">
<p align="justify">O passado e o presente condenam a República. O golpe militar de 15 de novembro de 1889 nos empurrou goela abaixo a república. O golpe passou por cima da vontade popular que apoiava a Monarquia. A queda da Monarquia teve muito a ver com a abolição da escravatura. Como seu pai, D. Pedro II, a Princesa Isabel jamais teve escravos e, ao assinar a "Lei Áurea", deixou bem claras as suas convicções: perdeu a coroa mas não abriu mão de libertar os escravos; por outro lado, sua condição de herdeira do trono, futura Imperatriz, acirrou o preconceito machista dos generais que iriam derrubar a Monarquia.</p>
<p align="justify">
<p align="justify">República nasceu sem legitimidade e apoiada pelos senhores de escravos.   Deu no que deu: foram 12 estados de sitio, 17 atos institucionais, 6 dissoluções do Congresso, 19 rebeliões militares, 3 renúncias presidenciais, 3 presidentes impedidos de tomar posse, 4 presidentes depostos, 7 constituições diferentes, 2 longos períodos ditatoriais, 9 governos autoritários e um sem-número de cassações, banimentos, exílios, intervenções nos sindicatos e universidades, censura à imprensa e outras arbitrariedades.</p>
<p align="justify">
<p align="justify">Nos últimos 65 anos até 1994, o único presidente civil eleito diretamente pelo povo que completou o seu mandato foi Juscelino Kubitschek; e outro, Getúlio Vargas, foi levado ao suicídio. Luíz Inácio Lula da Silva foi, nos últimos anos, o terceiro presidente a conseguir idêntica proeza na república.</p>
<p align="justify">
<p align="justify">Ruy Barbosa, que viveu na Monarquia e foi um dos fundadores da República, deu a mão à palmatória e, já em 1914, afirmava: "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto. Esta foi a obra da República nos últimos anos." Imagine o que ele diria hoje diante de tantos escândalos sem fim!</p>
<p align="justify">
<h1>Qual é a função do Imperador?</h1>
<p align="justify">
<p align="justify">Estado e Governo são coisas diferentes. Na Monarquia ocorre a separação entre o Estado, que é permanente, e o Governo, que é transitório. O Imperador é o Chefe do Estado; o Primeiro Ministro é o Chefe do Governo. O Imperador não governa: ele é o "Quarto Poder" - um moderador e um árbitro neutro, isento, colocado acima das lutas partidárias e da influência dos grupos econômicos. O Imperador não pensa na próxima eleição, mas na próxima geração. E cuida de educar seu filho para sucedê-lo no trono. O Imperador exerce o Poder Moderador, que, na República, vem sendo indevidamente desempenhado pelas torças armadas através de golpes e insurreições.</p>
<p align="justify">
<p align="justify">O Monarca (Imperador ou Rei) é o fiel da balança e o fiscal do povo junto ao Governo. Sendo apartidário, convive facilmente com um Primeiro Ministro socialista, como ocorre na Espanha e na Suécia, ou com um Chefe de Governo conservador, como na Inglaterra. Nós queremos um Imperador para nos defender do Governo. Queremos um Parlamento forte e responsável. Mas um Primeiro Ministro descartável. Se ele deixar a desejar, se for ruim, não teremos de agüentá-lo por quatro, cinco anos. Muda-se o Primeiro Ministro, mas o povo continua no poder através do Imperador. E para se mudar o Governo, não é preciso nenhum golpe de Estado e, menos ainda, uma revolução. Um jogo que acaba bem. A República Presidencialista é como um jogo de futebol sem juiz. É o que acontece agora no Brasil: ninguém se entende. A República Parlamentarista é como um jogo de futebol onde o juiz pertence a um dos times. Já sabemos o que acontece quando o juiz é "ladrão". A Monarquia Parlamentar é como um jogo de futebol onde o juiz é imparcial. Ele garante o respeito às regras. O jogo acaba bem. Vence o interesse do povo.</p>
<p align="justify">
<h1>Quem será o Imperador?</h1>
<p align="justify">
<p align="justify">O trono do Brasil pertence ao povo. O trono do Brasil tem dono: o povo brasileiro. É ele que, através do Congresso Nacional, reconhece o Imperador. Assim aconteceu com D. Pedro I e D. Pedro II de acordo com a Constituição vigente em nossa Monarquia. Com a restauração da Monarquia, seria reconhecido um dos Príncipes da Casa de Bragança - descendente das Princesas Isabel e Leopoldina, D. Pedro II e D. Pedro I - que, por história e tradição, ocuparia o trono do Brasil como traço de união entre todos os brasileiros.</p>
<p align="justify">
<h1>O Parlamentarismo não pode funcionar com um Presidente?</h1>
<p align="justify">
<p align="justify">O Parlamentarismo só é viável com a Monarquia. Se a Monarquia não desse tão certo, por que estaria o Japão mantendo, há tantos séculos, essa forma de governo? Por que teria a Espanha retornado à Monarquia, e está se dando tão bem? Em nosso país não há uma tradição de Parlamentarismo Republicano. A curta experiência que tivemos foi logo torpedeada e fracassou. Não adianta ser Parlamentarista e manter a República. Só a Monarquia poderá assegurar o Parlamentarismo responsável e sua continuidade no Brasil. Quando necessário, o Imperador dissolverá o Congresso, nos termos da futura Constituição, convocando imediatamente novas eleições, ou seja, deixando o povo falar.</p>
<p align="justify">
<h1>A Restauração da Monarquia seria legítima?</h1>
<p align="justify">
<p align="justify">A própria Monarquia é legítima. Na realidade, o governo provisório da república recém proclamada havia prometido à Nação, pelo Decreto n° 1, um Plebiscito que determinaria a permanência da República ou a Restauração do Império. Reconhecia, assim, claramente a sua ilegitimidade, por não ter sido consagrada pelo voto popular. A promessa, no entanto, não foi cumprida na ocasião, sendo "desarquivada" 104 anos mais tarde, quando, após a extinção da "cláusula pétrea", realizou-se o Plebiscito de 1993, o qual, por falta de tempo hábil para a divulgação esclarecedora sobre a Monarquia, resultou no prolongamento da república presidencialista. Nem mesmo o Parlamentarismo, um sistema de governo que cobra responsabilidade do Congresso, conseguiu passar. É prudente lembrar que de 1889 até a promulgação da Constituição de 1988 era crime defender a monarquia. Durante todo esse período, a população foi educada para desprezar a monarquia e ver nossos antigos imperadores como pessoas "lascivas" ou "abobadas". Por tudo isso, é natural que o povo brasileiro tenha escolhido a república no plebiscito de 1993. Se eles soubessem o que de fato aconteceu no passado, não teriam feito tão péssima escolha.</p>
<p align="justify">
<h1>Qual será o papel do Congresso na Monarquia?</h1>
<p align="justify">
<p align="justify">Um Congresso melhor, com o voto distrital misto. Para que o povo possa se manifestar, cobrando responsabilidade dos políticos, é preciso adotar o voto distrital misto. É isto que vai permitir ao eleitor votar conscientemente e fiscalizar de fato seus representantes no Congresso. A metade dos parlamentares passará a representar distritos, ou seja, regiões do país. Eles podem ser eleitos até por bairros ou grupos de bairros nas cidades. E terão de prestar contas regularmente de seus atos aos eleitores de seus distritos. O eleitor passa a ter um controle que nunca teve.</p>
<p align="justify">
<p align="justify">A outra metade, a ser eleita pelo critério proporcional, será proveniente de listas partidárias que obrigarão os partidos a apresentar candidatos cuja autoridade moral e competência elevem o nível das campanhas eleitorais, melhorando o padrão de qualidade das Câmaras. A proposta do voto distrital misto inclui ainda a restauração da correta proporcionalidade da representação popular na Câmara dos Deputados. Acaba de vez com o absurdo de um eleitor de Roraima valer o voto de vinte paulistas, quinze mineiros ou doze fluminenses. A representação igualitária dos Estados no Senado continuará como é atualmente. É claro que, com a reorganização da lei eleitoral, decorrente do voto distrital misto, haverá uma tendência natural de reagrupamento das forças políticas em torno de partidos realmente representativos da vontade popular.</p>
<p align="justify">
<h1>Na Monarquia não existem mais mordomias que na República?</h1>
<p align="justify">
<p align="justify">As Monarquias zelam pelo dinheiro público. Nas Monarquias modernas não há cortes suntuosas. Os monarcas não exibem nem usufruem luxos desnecessários e não esbanjam os recursos públicos. Nos momentos difíceis, os monarcas são os primeiros a dar o exemplo: na crise do petróleo, houve monarcas europeus que passaram a andar de bonde e ônibus! Alguém já imaginou um Presidente fazendo isso no Brasil?</p>
<p align="justify">
<p align="justify">A Família Dinástica (Real ou Imperial) vive da dotação orçamentária a ela destinada pelo Poder Legislativo. As Monarquias modernas custam muito menos que as Repúblicas. Mesmo no passado, a nobreza brasileira era puramente nominal: os títulos mais importantes eram concedidos por mérito, não passavam de pai para filho e não geravam mordomias pagas com o dinheiro do povo. Já os Presidentes, vêm e vão, nomeiam a parentada e os cabos eleitorais (que permanecem na folha de pagamento), deixam pesadas contas e projetos faraônicos a serem pagos com o sacrifício da Nação. Certamente você não esqueceu o desperdício de recursos que foi a Transamazônica, aquela estrada que liga nada a coisa nenhuma...</p>
<p align="justify">
<h1>E os partidos de Oposição?</h1>
<p align="justify">O Imperador garante a Oposição. Na Monarquia Parlamentar quem manda é o governo eleito - e não o Imperador, que somente modera e arbitra para defender o povo quando este manifesta insatisfação com o governo. Não pertencendo a nenhum partido, o Imperador não age como os Presidentes de República que perseguem ou compram a Oposição para poder mandar sozinhos... As Oposições podem ser muito mais eficazes tendo garantida a liberdade de manifestação daqueles que são contrários ao governo vigente. Para que se corrijam as distorções e se reduzam as desigualdades de uma sociedade como a nossa, é importante que as Oposições "quebrem o pau" muito mais do que hoje.</p>
<p align="justify">
<h1>Quanto custa urna campanha presidencial?</h1>
<p align="justify">
<p align="justify">R - Uma fortuna! E quem paga é você... A eleição de um Presidente da República custa uma fábula e nenhum candidato dispõe de muitos milhões de dólares para financiá-la pessoalmente. Tem de recorrer aos grandes grupos econômicos, e o resultado é que o Presidente eleito sobe ao poder com mil e um compromissos e "dividas eleitorais" que acabam conduzindo à corrupção e são pagas com o dinheiro do povo. No regime parlamentar monárquico, com o voto distrital misto, o candidato aos cargos legislativos não precisará recorrer ao poder econômico para se eleger, pois sua campanha se limitará a uma área reduzida, isto é, ao distrito pelo qual concorre.</p>
<p align="justify">
<p align="justify">
<h1>E os lideres carismáticos?</h1>
<p align="justify">
<p align="justify">Na Monarquia, o carisma é um atributo da realeza. Na Monarquia, o carisma se fixa na pessoa do Rei, uma vez que ele simbolizará o caráter permanente e a continuidade da Nação através de sua dinastia. É esse atributo da realeza que dificulta a emergência de lideres carismáticos, políticos messiânicos que, como a História comprova, acabam sempre instaurando tiranias e infelicitando o povo.</p>
<p align="justify">
<h1>A idéia da Monarquia está viva no Brasil?</h1>
<p align="justify">
<p align="justify">Tudo que é bom é "rei", é real. No Brasil, o imaginário popular está impregnado da imagem de realeza: o Rei Pelé, a Rainha das Atrizes, o Rei da voz, o Príncipe das Peixadas, a Imperatriz Leopoldinense, o Império Serrano e um sem-número de designações que buscam transmitir qualidade e liderança são provas desse fato. O próprio adjetivo real associa veracidade e autenticidade. Um brasão de armas ou uma coroa figuram em todo produto que busca apresentar-se como fino e requintado.</p>
<p align="justify">
<p align="justify">Um pouco de História: Uma das alegações republicanas para a derrubada da Monarquia era o que eles chamavam de custo excessivo da Família Imperial. Compare e comprove: embora o orçamento Geral do Império tivesse crescido às vezes entre 1841 e 1889, a verba de manutenção da Casa Imperial se manteve a mesma, ou seja, 800 contos de réis anuais. Esse valor significaria 67 contos de réis mensais: pouco mais da metade do ordenado de 120 contos por mês atribuído ao primeiro Presidente republicano. Mordomia e República, estas sim nasceram de mãos dadas no Brasil.</p>
<p align="justify">
<p align="justify">D. Pedro II, quando no exílio, se recusou a aceitar a quantia de 5 mil contos de réis, oferecida pelos golpistas republicanos, indagando com que autoridade dispunham de um dinheiro que não lhes pertencia, mas sim ao povo brasileiro. Essa quantia era o equivalente a quatro toneladas e meia de ouro. Ao recusar a mordomia, D. Pedro II deu ao País mais um exemplo de desprendimento e probidade. Infelizmente, esse exemplo não frutificou na República. Pelo contrário. A participação popular na proclamação da República foi praticamente nula. Receando que o povo chamasse o Imperador de volta, a República manteve os monarquistas na ilegalidade por quase um século.</p>
<p align="justify">
<p align="justify">Somente em 1988 foi derrubada a famigerada Cláusula Pétrea, preceito constitucional que proibia discutir a República e a Federação. No Império, entretanto, o Partido Republicano funcionou sem restrições e com inteira liberdade de organização e propaganda. Chegou mesmo a ter representantes na Câmara dos Deputados: uma bancada de apenas dois deputados no final do Império, o que dava bem a medida de sua impopularidade. Implantada a República, nada disso foi permitido aos monarquistas, numa gritante diferença de tratamento. Quem, de fato, acreditava em democracia e liberdade? Levar a sério a proposta da Monarquia Parlamentar é considerar uma opção real de mudança.</p>
<p align="justify">
<h1>O Brasil precisa de um Imperador ! Apoie a Monarquia</h1>
<p><strong>Fonte</strong>: <a href="http://www.brasilimperial.org.br/">www.brasilimperial.org.br</a>. Cartilha Monárquica. Consulte o site e descubra as outras vantagens da monarquia sobre a república.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mensagens do Senhor Dom Duarte de Bragança aqui no Blogue Portugal1143]]></title>
<link>http://portugal1143.wordpress.com/?p=190</link>
<pubDate>Mon, 04 Aug 2008 15:36:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>David Garcia</dc:creator>
<guid>http://portugal1143.wordpress.com/?p=190</guid>
<description><![CDATA[Caros Leitores,

Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte de Bragança, assumiu a Chefia da Casa Real Por]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://portugal1143.files.wordpress.com/2008/08/19945518_64bc772.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-194" src="http://portugal1143.wordpress.com/files/2008/08/19945518_64bc772.jpg?w=300" alt="" width="300" height="199" /></a>Caros Leitores,</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte de Bragança, assumiu a Chefia da Casa Real Portuguesa poucos meses depois da morte do Senhor Seu Pai, Sua Alteza Real, o Senhor Dom Duarte Nuno de Bragança, falecido a 24 de Dezembro de 1976. A primeira Mensagem aos Portugueses, data de Março de 1977 em que SAR o Senhor Dom Duarte Pio de Bragança assume a sua Herança Histórica.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Decidi, pois, colocar algumas Mensagens do Senhor Dom Duarte aos Portugueses, a maioria das quais foram feitas por ocasião das Celebrações da Restauração da Independência de Portugal, acto ao qual SAR se junta todos os anos e no qual lê precisamente uma Mensagem á Nação.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Tomei esta iniciativa, para que os leitores deste blogue tenham acesso a uma, por vezes, mal encontrada, informação sobre o Pensamento do Senhor Dom Duarte.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Aconselho, todavia, aos interessados a aquisição do livro "Dom Duarte e a Democracia" da autoria de Mendo Castro Henriques, Editora Bertrand, um excelente livro sobre a Biografia do Senhor Dom Duarte e também onde está explicito o pensamento político do Duque de Bragança e Herdeiro do Trono Português.</p>
<p>Quero aproveitar para agradecer aos já muitos leitores deste blogue as suas visitas.</p>
<p>David Garcia.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mensagem de Dom Duarte de Bragança, 1-12-2007]]></title>
<link>http://portugal1143.wordpress.com/?p=187</link>
<pubDate>Mon, 04 Aug 2008 15:21:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>David Garcia</dc:creator>
<guid>http://portugal1143.wordpress.com/?p=187</guid>
<description><![CDATA[Mensagem de S.A.R. 2007
Há 30 anos iniciei o hábito de comunicar com os Portugueses nos dias 1º d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h1><a href="http://portugal1143.files.wordpress.com/2008/08/20775358_0c77b4.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-188" src="http://portugal1143.wordpress.com/files/2008/08/20775358_0c77b4.jpg?w=284" alt="" width="284" height="300" /></a>Mensagem de S.A.R. 2007</h1>
<p class="MsoNormal">Há 30 anos iniciei o hábito de comunicar com os Portugueses nos dias 1º de Dezembro. Sei que as minhas mensagens têm sido bem recebidas em todas as esferas da sociedade portuguesa porque nelas chamo a atenção para as prioridades da vida nacional.</p>
<p>Como herdeiro da Casa Real, e daí com especial responsabilidade na preservação do património histórico do povo português, tenho orgulho em comemorar hoje a restauração de 1640 e sinto que, no futuro, essa independência deve ser cada vez mais bem aproveitada. É no passado que ela tem as suas raízes, mas é no futuro que a devemos projectar.</p>
<p>No nosso país, tem faltado debate sobre as vantagens que nos outorga a independência. Em alguns sectores da sociedade, faz-se correr que a soberania é um conceito esgotado e que, com a globalização e iberização dos mercados, só teríamos vantagens na subsequente união política com a Europa</p>
<p>Se queremos conduzir a bom porto o nosso país, acho que, devemos reflectir com independência, antes de prestar ouvidos a tentações e oportunismo políticos.</p>
<p>Neste preciso contexto está o Tratado Reformador Europeu previsto para ser assinado em Lisboa em Dezembro e cujo processo de ratificação começará nos próximos meses.</p>
<p>Começo por saudar o esforço dos diplomatas portugueses que, honrando a tradição da Secretaria dos Negócios Estrangeiros, criada por D. João V, conseguíram que Portugal saísse prestigiado do modo como conduziu a negociação do Tratado de Lisboa.</p>
<p>A sua ratificação deveria preservar a diversidade e a riqueza cultural dos Povos Europeus. Em Portugal, como noutras nações europeias, as personalidades e os partidos debatem se essa ratificação deve ter lugar por referendo ou aprovação parlamentar.</p>
<p>Seja qual for a decisão, deve haver debate para ficarem claras as principais alterações introduzidas, que ficaram por explicar. O modelo da Europa a adoptar deve ser objecto de uma profunda discussão!</p>
<p>Espero que a introdução do Presidente Europeu, a eleger pelo Conselho, não vá minando a diversidade das nações. A verdade é que ao darem-se passos para uma entidade de tipo federal, os Governos nacionais perdem poder.</p>
<p>É minha firme convicção que a melhor resposta dos Portugueses ao Tratado Europeu é trabalharmos para termos um soberano verdadeiramente independente de todas as forças económicas, políticas e regionais. O Estado dá cada vez mais indícios de estar refém de "interesses especiais". Engordou. Está flácido. É necessário reafirmar a sua autoridade e separar o seu papel central, que tem a ver com as funções de soberania, das outras funções que pertencem à sociedade. Ao assinarmos o Tratado queremos dizer que "Pertencemos à Europa". Termos um rei será dizer que " Portugal continua a pertencer aos portugueses ".</p>
<p>No ano que se aproxima, comemoram-se os centenários dos assassinatos de D. Carlos I e seu filho, D. Luiz Filipe, e da chegada da família Real ao Brasil. Para cada um deles, tomei iniciativas consentâneas com o especial relevo para Portugal desses acontecimentos.</p>
<p>Conforme sondagem à opinião pública de 2002, mais de 75% do povo português considera "um crime horroroso" o regicídio. Sabemos que foi levado a cabo por terroristas ao serviço de uma conspiração contra a Monarquia Democrática então vigente.</p>
<p>E contudo, passados estes anos estou convencido que, se os assassinos verdadeiramente conhecessem o seu Rei, não o teriam morto. Mas tão forte era a campanha de ódio e desinformação sobre o Rei e a Família Real, tão grande era o desconhecimento da sua dedicação ao país, da defesa da nossa independência e da nossa posição no mundo, que veio o trágico desenlace que afastou Portugal, durante décadas, do caminho para uma sociedade mais evoluída.</p>
<p>Por o Rei D. Carlos ser uma figura ainda tão mal conhecida, foi criada a "Comissão Dom Carlos 100 anos". Desde 2008 até 2013, ano do 150º aniversário do seu nascimento, essa Comissão irá apoiar eventos que lembrem a sua obra. É uma tarefa de reconciliação para a qual chamo todos os portugueses e que foi já iniciada pela sociedade civil e pelas nossas Forças Armadas através de exposições, livros, monumentos e conferências.</p>
<p>A 1 de Fevereiro haverá solene Missa de Requiem, em S. Vicente de Fora. Espero que nessa evocação religiosa estejam presentes, com todos os que quiserem honrar a memória do grande rei D. Carlos, as mais altas autoridades do Estado Português numa homenagem ao que foi um Chefe de Estado que projectou a sua Pátria no Estrangeiro...</p>
<p>Fui convidado pelas autoridades Brasileiras a tomar parte nas cerimónias Comemorativas dos duzentos anos da chegada de D. João VI ao Brasil, em Maio de 2008. Quero aproveitar esta ocasião para saudar o presidente Lula da Silva bem como todos os seus diplomatas, que têm sabido conduzir o Brasil para uma prestigiada posição nas relações internacionais. É minha convicção de que, conjuntamente, podemos mostrar ao mundo Iberoamericano a nossa competência técnica e apoiar as acções dos nossos empresários no Mercosul, numa região onde estão situados dos maiores recursos mundiais de hidrocarbonetos.</p>
<p>Neste contexto, saúdo a atitude do Rei de Espanha, defendendo no estrangeiro a honra dos seus compatriotas. Mas também saúdo a Venezuela, onde trabalham mais de quatrocentos mil portugueses. Eles sentem-se naturalmente honrados com a aproximação que o Chefe de Estado Venezuelano fez a Portugal, valorizando a tão prestigiada comunidade portuguesa e abrindo caminhos para uma mais eficaz cooperação.</p>
<p>A celebração da independência de 1640 é também um compromisso para com a Lusofonia e a diáspora portuguesa. No espaço da Lusofonia, as nossas hesitações na política externa resultam em percas de terreno a favor de outros países….</p>
<p>Saúdo aqui especialmente a Guiné Equatorial e a China/Região Autónoma de Macau, que pediram respectivamente a adesão e o estatuto de observador à CPLP. A Lusofonia é uma mensagem cada vez mais vibrante e que acolhe novos povos.</p>
<p>Ao visitar recentemente os Estados Unidos e o Canadá , tive ocasião de contactar e colaborar de novo com as comunidades portuguesas , que lutam para que as novas gerações não se esqueçam das suas raízes .</p>
<p>Creio ter dado exemplos suficientes de como, na minha qualidade de chefe da Casa Real Portuguesa, me tenho pronunciado e agido, para defender os nossos compatriotas e os outros povos lusófonos. Saúdo aqui Timor, com uma mensagem especial na pessoa do bom amigo Dr. Ramos Horta, nesta nova fase da sua vida política.</p>
<p>Não posso deixar de me preocupar com o tema da educação. Ainda recentemente um grande poeta português vivo que é também um patriota, escreveu que.... "Temos muito passado e muita História e cada vez menos memória" E de facto o principal problema está na rejeição de valores como a exigência e o esforço, e as referências de história e de cidadania, seja na escola pública, seja na privada.</p>
<p>O sistema actual prejudica em especial os alunos com menores capacidades, e não prepara bem os jovens para o mercado do trabalho. Por exemplo, as deficiências na aprendizagem da língua portuguesa afectam a compreensão de todas as disciplinas.</p>
<p>Constituindo o ensino um dos principais pilares para o desenvolvimento do País, dever-se-á investir fortemente na qualificação de professores e generalizar a aplicação das melhores práticas nacionais e internacionais ao sistema de ensino português. A educação terá que ser a grande e urgente aposta do País, com objectivos bem definidos e estáveis.</p>
<p>Numa época de grande fragmentação familiar, as escolas deverão exercer um papel na educação cívica muito mais actuante que no passado, adoptando, desde a pré-primaria. Métodos de ensino que incluam hábitos de disciplina e rigor e valores éticos e morais.</p>
<p>O correcto ensino da nossa História assume importância crescente. O conhecimento do papel desempenhado pelos seus principais protagonistas manterá vivas as referências identificadoras das nossas raízes, provocando um efeito estimulador no sentido de futuras iniciativas.</p>
<p>Neste âmbito, o nosso sistema de ensino deverá estimular nos estudantes o espírito empreendedor em todas as áreas do conhecimento e que, mais tarde, será aplicado no reconhecimento e aproveitamento das oportunidades que o mundo lhes proporcionará. Para isso seria de grande utilidade incrementar quanto antes, uma maior cooperação entre Universidades e Empresas, por forma a que o investimento efectuado durante o percurso académico seja consequente sob o ponto de vista de realização pessoal e de desenvolvimento do País</p>
<p>As Famílias portuguesas merecem uma referência particular: fazem enormes sacrifícios, apostando no futuro através da instrução dos filhos, suportando grandes encargos, e se necessário ou possível enviando os filhos para o ensino no estrangeiro. É necessário que o Estado melhor corresponda a este enorme esforço.</p>
<p>Quero ainda saudar todos os que contribuíram para a campanha pelo "Não ao Aborto ".</p>
<p>Creio que a defesa da Família não é apenas boa moral; é também boa política, dado o envelhecimento da população portuguesa. Mas mesmo legitimamente acreditando em determinados valores, como Chefe da Casa Real Portuguesa respeito os que discordam da minha posição; perante o drama do aborto, devemos principalmente proporcionar condições às futuras mães que vivem situações difíceis.</p>
<p>A incapacidade que o Estado vem manifestando de, por si só, conseguir encontrar soluções para lutar contra a exclusão social de pessoas carenciadas e imigrantes torna imperiosa uma maior participação de todos nós através do desenvolvimento de iniciativas inovadoras e solidárias.</p>
<p>É difícil de compreender como é que – segundo dados de um estudo do Observatório da imigração publicado este mês – o País desperdiça o aproveitamento de tantos imigrantes qualificados tanto da Europa do Leste como Lusófonos. Na realidade, apenas 1 em cada 5 imigrantes com um curso superior consegue emprego adequado ás suas habilitações.</p>
<p>Num momento em que se começa a falar da celebração do centenário da revolução de 5 de Outubro, creio dever mencionar os ataques que voltam a surgir à Igreja e aos seus valores, sabendo que a Conferência Episcopal Portuguesa já exigiu ter uma palavra a dizer no âmbito dessas comemorações.</p>
<p>Preocupa-me que o Estado não aproveite devidamente os contributos da sociedade civil em favor do progresso material e espiritual da população, e a Igreja é, na sociedade civil, a principal interveniente nos campos assistencial e cultural.</p>
<p>Temos no entanto assistido a preocupantes ataques ao seu trabalho nos mais diversos domínios: capelães hospitalares e prisionais, património religioso, comunicação social nacional e regional, educação religiosa e moral cristã, ensino secundário e superior. Perante este panorama, creio que a Igreja precisa não de protecção ou favor, mas sim de reconhecimento das suas potencialidades e do seu serviço efectivo à sociedade.</p>
<p>Deixei para o fim uma grave preocupação. Muitos dos Portugueses mais capazes e bem formados afastam-se actualmente da política e preferem usar o seu tempo exclusiva­mente em ocupações profissionais. Preocupa-me o afastamento da população em relação à participação eleitoral, como se tem observado</p>
<p>A aprendizagem da democracia moderna começou em Portugal com a monarquia constitucional em 1820 mas foi profundamente perturbada com a balbúrdia sanguinolenta da 1ª república e com o autoritarismo da 2ª república. Temos de assimilar melhor um mecanismo essencial da Democracia, que é a participação na coisa pública.</p>
<p>Sem uma verdadeira "cultura democrática" de participação das pessoas e de responsabilização dos eleitos perante os eleitores cresce a abstenção e a indiferença e em, momentos de crise das instituições democráticas poderemos vir a ser desafiados pela tentação de aceitar ditador "que nos governe".</p>
<p>A independência nacional é também um compromisso com a democracia....</p>
<p>Foram estas considerações que me levaram a fundar em Agosto deste ano o "Instituto da Democracia Portuguesa", que junta personalidades de sectores políticos e culturais muito diferentes, mas unidos na preocupação de que Portugal seja um País livre e independente, numa Europa unida pelos valores que decorrem das suas raízes culturais e espirituais cristãs, gregas e judaicas.</p>
<p>As iniciativas deste Instituto que se preparam sobre o ordenamento do território nacional contam com o apoio de académicos, empresários, quadros e jovens de todo o país. Espero para elas todo o apoio dos que entendem que chegou a hora de um movimento de cidadania que reúna as pessoas pelo que elas têm de melhor e de participação na vida pública mediante resoluções e propostas concretas sobre o ordenamento, a segurança e estratégia nacional, entre outras.</p>
<p>Queria terminar salientando o compromisso da minha Família para com o futuro. Connosco estão aqui presentes a Duquesa de Bragança, e os nossos filhos. Sobre eles já escrevi que "o mais notável que me aconteceu foi ter casado com a melhor mulher do mundo e termos recebido de Deus os nossos três filhos que tanta felicidade nos trazem".</p>
<p>Juntos, comprometemo-nos a desempenhar uma missão importante na construção do futuro colectivo de Portugal e em apoiar a independência nacional com todas as nossas forças.</p>
<p><em><strong>Dom Duarte de Bragança</strong></em></p>
<p><!-- :::::::::::::::::::::: CONTENT END :::::::::::::::::::::: --></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Mensagem de Dom Duarte de Bragança, 1-12-2006]]></title>
<link>http://portugal1143.wordpress.com/?p=183</link>
<pubDate>Mon, 04 Aug 2008 15:14:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>David Garcia</dc:creator>
<guid>http://portugal1143.wordpress.com/?p=183</guid>
<description><![CDATA[Mensagem de S.A.R. 2006
Acaba de ser editado uma biografia minha, da autoria do Professor Mendo Cast]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align:justify;"><a href="http://portugal1143.files.wordpress.com/2008/08/2006_11_dom_duarte_s.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-184" src="http://portugal1143.wordpress.com/files/2008/08/2006_11_dom_duarte_s.jpg?w=202" alt="" width="202" height="300" /></a>Mensagem de S.A.R. 2006</h1>
<p style="text-align:justify;">Acaba de ser editado uma biografia minha, da autoria do Professor Mendo Castro Henriques intitulada</p>
<p style="text-align:justify;">“ D. Duarte e a Democracia”.</p>
<p style="text-align:justify;">Esta Obra aborda as minhas preocupações e actividades no campo da cultura, da solidariedade e da política, e inspira-me algumas reflexões que gostaria de compartilhar convosco</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Penso que nós Portugueses, atravessamos há muito, como país, uma crise depressiva. Iludimo-nos com esperanças ingénuas, procuramos panaceias para as angústias que nos acometem e deixámo-nos embalar por vezes com a ideia de que a nossa vida será fácil, mesmo sem grande esforço.</p>
<p style="text-align:justify;">Tivemos determinadas indicações que nos deram a ilusão que estaríamos a recuperar atrasos relativos já seculares.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Tanto bastou para que nos antecipássemos precipitadamente a desperdiçar rendimentos que ainda nem sequer tínhamos gerado. Hipotecámos parte do nosso futuro, que estava longe de estar assegurado, na pressa de adoptarmos padrões de vida, hábitos de consumo e regalias sociais que excediam as possibilidades ao nosso alcance.</p>
<p style="text-align:justify;">Estamos a pagar essa ilusão efémera com uma profunda e demorada crise que não se limita a ser financeira, mas é económica, social e cultural.</p>
<p style="text-align:justify;">Pior. Tornou-se numa crise de auto-confiança. Saltou-nos mesmo a dúvida sobre a capacidade de nos mantermos como país independente.</p>
<p style="text-align:justify;">Recentemente, chegámos ao ponto de sondar, em plena crise, a opinião pública sobre a hipótese de nos integrarmos na Espanha. E alguns, mais desesperados, acharam mesmo que podia ser alternativa a considerar</p>
<p style="text-align:justify;">o entregarmo-nos voluntariamente na dependência política dos nossos vizinhos, sem se lembrarem de que passamos por uma conjuntura em que eles ostentam pujança e prosperidade e nós exibimos em tudo debilidades.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Não é apenas de hoje uma certa tendência para o desânimo quando as coisas não correm de feição.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Os Portugueses já provaram que são capazes de resistir, de sofrer com estoicismo e de operar grandes realizações. Os Portugueses espalhados pelo mundo evidenciam virtualidades que muitas vezes aqui são omitidas e desconhecidas.</p>
<p style="text-align:justify;">Por toda a parte são, com frequência, tidos entre os melhores, não apenas em tarefas menos qualificadas, mas também nas mais sofisticadas actividades. Os emigrantes portugueses honram a portugalidade.</p>
<p style="text-align:justify;">E há presentemente provas já dadas de competitividade no mundo, de muitas empresas portuguesas em qualquer dos sectores da actividade económica, desde a produção agrícola aos sectores secundários e terciários.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Nomes portugueses na ciência, na cultura, nas artes, no desporto, não têm deixado de emergir com notoriedade no estrangeiro.</p>
<p style="text-align:justify;">Sobretudo não nos podemos esquecer que há boas razões para crer que, feitos os ajustamentos indispensáveis nas nossas estruturas e mentalidades, se torna possível o arranque para recuperar atrasos agravados no último século. O simples facto de estarmos, em liberdade, por determinação própria, a atravessar dolorosos sacrifícios e a passar por transes difíceis, nos deve animar para que, longe de nos perdermos em azedume derrotista, sigamos o exemplo de tantos que, entre nós pelo trabalho, pela perseverança, pela criatividade, pela seriedade, desmentem a generalização dos defeitos que nos são atribuídos.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Alimentada com o nosso passado de verdadeiros criadores</p>
<p style="text-align:justify;">da primeira globalização, a nossa posição de charneira na Europa assente na lusofonia espalhada pelo Mundo, conferindo-nos vantagens que não podemos deixar aproveitar.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Há muito de aventura na receita para o nosso triunfo,</p>
<p style="text-align:justify;">é certo. Mas sempre foi a sã ousadia que nos trouxe as maiores realizações. É preciso melhorar a componente cultural do ensino e demonstrar que Portugal é um país viável.</p>
<p style="text-align:justify;">O ensino da História pode contribuir muito para a nossa auto-estima se for ministrado com uma pedagogia inteligente e respeito pela verdade. Infelizmente tem servido mais como instrumento de manipulação ideológica ou simplesmente esquecido…</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Em particular nas questões do Mar, Portugal tem uma oportunidade à sua escala, se apostar no conhecimento e na qualidade. Não se pode adiar mais a implantação de meios e sistemas de coordenação entre autoridades competentes que conhecem os abundantes recursos marinhos nos dois milhões de quilómetros quadrados da nossa Zona Económica Exclusiva.</p>
<p style="text-align:justify;">Por exemplo, é urgente lutar pela manutenção da Escola de Pesca da Marinha Mercante, única em Portugal e em risco de desaparecer!</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Quero aproveitar para saudar o Presidente Lula da Silva, convicto defensor da lusofonia, ao instaurar o dia 12 de Outubro como o “ Dia da Língua Portuguesa”. Não podemos ficar atrás do interesse brasileiro pela língua comum.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Pessoalmente louvo aqui dois exemplos. A Biblioteca Nacional da Lisboa apresentou a exposição “Henrique Barrilaro Ruas: erudito monárquico na república”. Está lá a sua actividade religiosa e política, actividade camoniana, actividade cultural – de um homem e um pensamento pouco conhecidos que marcou, com a discrição que se lhe reconhecia, mais de meio século da vida cultural nacional.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Recordo, a propósito, o Centenário do nascimento de Agostinho da Silva, figura ímpar da cultura luso-brasileira. Intuiu a superior vocação da cultura portuguesa e lusófona como a de oferecer ao mundo o seu espírito fraterno e universalista. E assim foi ele o inspirador da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, propondo o diálogo da cultura lusófona.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Dizia Agostinho da Silva que o Portugal na Idade Média, era um país “Mono - Árquico, cujo Rei era um arco, uma ponte, entre as várias facções do país. Dizia também que quem “manda” não é o chefe do governo ou das facções do país, mas quem as concilia e lhes dá sentido comum.</p>
<p style="text-align:justify;">É esse o Rei. Não um Rei que legisle: Não um Rei que governe; não um Rei que se apresente como salvador espiritual. Mas um Conciliador informado do sentido comum que o País quer.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Não posso também deixar de denunciar o processo de desertificação do País que se vem agravando. Para tal contribui o desequipamento do interior, o “encerramento” das aldeias, o fecho das maternidades, o empurrar da população para o litoral, o crescimento suburbano desordenado, o desaparecimento da agricultura local.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Como disse em Mensagem anterior, “ A destruição da memória e das culturas e a desertificação não podem ser travadas por visões sectoriais e economicistas do desenvolvimento regional, porque desconhecem a essência dos diferentes elementos vivos constituintes do território,</p>
<p style="text-align:justify;">a complexidade do seu relacionamento, a evolução das suas formas e o funcionamento dos sistemas ecológicos em que se integram.” Creio que todas as falsas soluções agitadas resultam de um grande vazio cultural e ideológico.</p>
<p style="text-align:justify;">O chamado “choque tecnológico” tem-se traduzido, sobretudo, no desaparecimento da diversidade, e a diversidade é essencial à manutenção da cultura.</p>
<p style="text-align:justify;">E o vazio cultural e ideológico está sempre à espera de ser ocupado pelas boas ou pelas más doutrinas.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Parece-me urgente a criação de um período de “Serviço Cívico” no qual os jovens adquirissem um sentido de responsabilidade perante a sua comunidade e o país. De certo modo iria compensar a falta que faz na formação da personalidade o antigo serviço militar colmatando assim uma lacuna, que temo, que o futuro venha a penalizar.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">À medida que se aproxima o Centenário do 5 de Outubro, querem alguns convencer-nos que a saudável convivência entre Portugueses, espelhada numa Constituição, é uma criação da República.</p>
<p style="text-align:justify;">Não podemos aceitar esta falsificação. O Constitucionalismo português não nasceu em 1910, nasceu com a Monarquia no séc. XIX.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim pensam os novos historiadores, sociólogos, juristas e filósofos. Assim pensam todos os que se informam.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Foi o Estado Novo, ou II República, que apagou a memória da monarquia constitucional, com o intuito de justificar a ditadura, atribuindo ao parlamentarismo e às liberdades públicas a origem dos males do país.</p>
<p style="text-align:justify;">Não deixemos que agora, na democracia da III República, cujas imperfeições temos apontado, se esqueçam as profundas verdades do Constitucionalismo Monárquico, as verdades da tradição portuguesa, de que as várias constituições republicanas se têm desviado com graves custos para o povo português.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">A Carta Constitucional continha os princípios do Portugal contemporâneo e da modernidade política: o Estado de Direito com os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos; o direito civil codificado com a defesa do indivíduo e da propriedade, o parlamento pluripartidário, a separação dos poderes, a independência do poder judicial, o direito de voto, o respeito pela religião e finalmente, o poder moderador do rei. E essas “grandes conquistas” do séc. XIX foram prejudicadas com a queda da monarquia. Os tiros brutais do regicídio cortaram a evolução do país em direcção aos países europeus da época, assassinando o Rei e o Príncipe Real mas também deitando por terra um regime e uma representação que nos integrava na Europa desenvolvida.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">A Carta, longe de ser uma curiosidade morta de um passado distante, é um código fundamental da experiência histórica portuguesa. É um enunciado de princípios e de regras de validade perene.</p>
<p style="text-align:justify;">Deve inspirar-nos no tempo presente. Apesar das vicissitudes que sofreu, serviu como Lei Fundamental do País entre 1826 e 1910 e foi tida em conta na elaboração de todos os textos constitucionais subsequentes. Consagrava grandes princípios como sejam a continuidade constitucional, o Primado da Lei, a liberdade individual, a separação de poderes e a partilha da soberania.</p>
<p style="text-align:justify;">Perante a vitalidade destes grandes princípios, a Constituição de 1976 repôs o caminho para a democracia embora ainda com preconceitos ao consagrar a exclusividade republicana do regime. Mas como escrevi recentemente, em prefácio à minha biografia «necessitamos de uma revolução cultural que permita encontrar um caminho viável para o nosso futuro, um caminho respeitador da vontade nacional que seja pedagógico, que não se conforme com as decisões erradas, fruto da ignorância, prepotência, desonestidade ou demagogia dos responsáveis e por isso mesmo, um caminho para uma verdadeira e autêntica democracia».</p>
<p style="text-align:justify;">A instituição real é fonte de soluções neste caminho : a chefia de Estado dinástica aperfeiçoa elementos positivos da evolução da democracia.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">D. Afonso que perfaz dez anos, está hoje aqui presente. Também eu acompanhei o meu querido Pai a partir dessa idade, seguindo-lhe os passos e os actos com o discernimento que então me era possível. Dele sempre recordo as palavras que uma vez proferiu:</p>
<p style="text-align:justify;">“ não sou monárquico porque sou príncipe, sou monárquico por convicção”. Transmitirei esse ensinamento aos meus filhos.</p>
<p style="text-align:justify;">Com a sua juventude, é penhor fundamental de que a dinastia está associada à modernidade politica em Portugal e ao caminho para uma plena democracia;</p>
<p style="text-align:justify;">Nele e nos seus irmãos Maria Francisca e Dinis, depositamos a esperança de que venham a servir Portugal como o fizeram os reis meus avós a bem do futuro do nosso querido país.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Viva Portugal!</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Mensagem de Dom Duarte de Bragança, 1-12-2005]]></title>
<link>http://portugal1143.wordpress.com/?p=181</link>
<pubDate>Mon, 04 Aug 2008 14:04:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>David Garcia</dc:creator>
<guid>http://portugal1143.wordpress.com/?p=181</guid>
<description><![CDATA[Mensagem do 1º de Dezembro de 2005

Neste 1º de Dezembro passam 365 anos sobre a data em que o pov]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align:justify;"><a href="http://portugal1143.files.wordpress.com/2008/08/2004_dd_2004_6_2_foto_entrevista_focus.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-180" src="http://portugal1143.wordpress.com/files/2008/08/2004_dd_2004_6_2_foto_entrevista_focus.jpg?w=300" alt="" width="300" height="192" /></a>Mensagem do 1º de Dezembro de 2005</h3>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Neste 1º de Dezembro passam 365 anos sobre a data em que o povo português pegou em armas para reafirmar a sua independência.</p>
<p style="text-align:justify;">São tantos anos quanto os dias do calendário, e que nos convidam a um balanço da vida nacional.</p>
<p style="text-align:justify;">Enquanto à nossa volta, a natureza faz cair as folhas de Outono e assistimos a efémeras agitações políticas, devemos auscultar as expectativas mais profundas dos portugueses, tal como o fizeram os Restauradores de 1640.</p>
<p style="text-align:justify;">Durante este ano, no território continental e nas regiões autónomas, visitei numerosos concelhos, quer a convite das autoridades locais, quer das Reais Associações e outras personalidades.</p>
<p style="text-align:justify;">Vi progressos económicos que, infelizmente, nem sempre respeitam essas outras riquezas que são o nosso património natural e arquitectónico.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas também tive a oportunidade de ver que o Estado gasta parte dos nossos recursos em obras de luxo de país rico, enquanto continuamos a ter um nível de desenvolvimento humano próximo de alguns países, com os quais não gostaríamos de nos comparar.</p>
<p style="text-align:justify;">Não podemos gastar como se fossemos um país do «Primeiro Mundo» e ter uma formação, uma educação e um estilo de vida próximo do «Terceiro Mundo».</p>
<p style="text-align:justify;">Ou seja, gastamos como ricos e trabalhamos como os países pobres, de uma maneira desorganizada e com falta de planificação.</p>
<p style="text-align:justify;">Num ano de confrontos com minorias étnicas e religiosas em França, visitei em Portugal Associações de Solidariedade Social que realizam um bom trabalho de integração de jovens já nascidos em Portugal.</p>
<p style="text-align:justify;">Considero muito importante o apoio destas instituições na educação da chamada terceira geração e creio que todos deveriam ajudar esses jovens, seja por solidariedade, seja por prudência.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Tal como em anos anteriores, realizei viagens e visitas de representação ao exterior, por vezes com minha mulher, viagens que, é oportuno referi-lo, jamais custaram um único euro ao erário nacional.</p>
<p style="text-align:justify;">Na Europa Central, a convite dos governantes, visitei a Bulgária e a Sérvia-Montenegro onde tive contactos com a população.</p>
<p style="text-align:justify;">São países que aspiram a integrar-se na União Europeia: mas nas suas bandeiras e escudos restabeleceram as coroas nacionais, como já sucedera na Rússia, Polónia e Hungria. Afirmam assim a vontade de iniciar um novo ciclo histórico, sem perda de identidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Por convite dos respectivos Governos Regionais, visitei a região da Galiza e a cidade autónoma de Ceuta.</p>
<p style="text-align:justify;">Em ambas fui muito bem recebido e testemunhei o apreço que essas regiões espanholas têm para com o Herdeiro dos Reis de Portugal.</p>
<p style="text-align:justify;">Visitei Comunidades Portuguesas na Bélgica, França, Luxemburgo, Suíça e Estados Unidos, e mantive contactos com personalidades desses países.</p>
<p style="text-align:justify;">São 4 milhões e meio de portugueses que lamentam que o português não seja uma língua ainda mais internacionalizada, devido à falta de uma grafia uniforme entre portugueses e brasileiros.</p>
<p style="text-align:justify;">Devemos bater-nos para que a língua de Fernando Pessoa e Luís de Camões, a língua de Gilberto Freyre e de Jorge Amado, a língua de Craveirinha e Luandino seja língua de trabalho na Organização das Nações Unidas.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Entretanto, o calendário nacional é marcado pela aproximação das eleições presidenciais de 2006.</p>
<p style="text-align:justify;">Em primeiro lugar, saúdo os candidatos presidenciais. Desde 1976, o cargo de Presidente tem sido desempenhado por personalidades dignas e com provas públicas dadas.</p>
<p style="text-align:justify;">Teoricamente, o cargo é uma instituição democrática para a qual qualquer cidadão nacional pode ser eleito e permite ao eleitorado uma importante decisão sobre o nosso futuro.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas apesar do formalismo da Constituição, só é candidato viável quem atingiu o topo de uma carreira político-partidária, promovido pelos aparelhos partidários, dificilmente encontrará independência fora deles.</p>
<p style="text-align:justify;">Em segundo lugar, congratulo-me que nas Comissões de Apoio dos candidatos mais destacados participem monárquicos convictos, tal como me congratulo que muitos outros permaneçam de fora.</p>
<p style="text-align:justify;">Para mim, isso significa que a ideia de monarquia se tornou transversal ao sistema político.</p>
<p style="text-align:justify;">Como tive ocasião de afirmar “Os portugueses devem perceber que a proposta dos monárquicos não é de "derrubar a República" e as suas instituições democráticas, mas sim de "dar um Rei à República."</p>
<p style="text-align:justify;">E agora acrescento que o nosso objectivo deverá ser a “democracia real”, a democracia presente aperfeiçoada pela identidade histórica e pelas expectativas de um Portugal mais justo.</p>
<p style="text-align:justify;">Em terceiro lugar, e pensando no art.º 288 da Constituição que impõe “a forma republicana de governo”, quero agradecer publicamente a todos quantos se têm batido nas Revisões Constitucionais – na de 1982, de 1992, de 1996, de 2004 – para que desapareça esse “ferrolho ferrugento”.</p>
<p style="text-align:justify;">Em Abril de 2004, em sede de revisão constitucional, 108 deputados – contra 89 – votaram a favor da eliminação do “ferrolho” constitucional, aproximando-se bastante da maioria necessária de 2/3.</p>
<p style="text-align:justify;">Em representação de todos os deputados que ao longo destes anos continuam a apoiar esta causa, destaco, por já falecidos, os nomes de José Luís Nunes, Nuno Abecassis, e Francisco Sousa Tavares.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Como herdeiro dos Reis de Portugal, continuo disponível para os grandes desafios colocados aos Portugueses, para servir a Pátria e para garantir a democracia através da instituição real.</p>
<p style="text-align:justify;">Um Rei representa não só o Estado democrático, de que é o garante, mas a Nação de cujos interesses permanentes é o guardião.</p>
<p style="text-align:justify;">Creio – e cada vez mais acompanhado me sinto – que a mais valia das instituições republicanas diminui à medida que se consolida a democracia e novas ameaças surgem em Portugal.</p>
<p style="text-align:justify;">Não vou insistir que as instituições republicanas nasceram sob o signo do sangue de D. Carlos e D. Luís Filipe de Bragança. Sobre esse sangue derramado no Terreiro do Paço, erigiu-se a República e os seus primeiros 16 anos de instabilidade seguidos por 48 anos de ditadura também republicana.</p>
<p style="text-align:justify;">Cortado brutalmente o fio condutor da evolução para formas superiores de liberdade e realização histórica, Portugal afastou-se do progresso político das nações politicamente mais felizes da Europa.</p>
<p style="text-align:justify;">Sabemos hoje que esse atentado terrorista da Carbonária merece a esmagadora repulsa do povo português.</p>
<p style="text-align:justify;">Conforme sondagem recente, 76.5 % da população considera-o “um crime horroroso”, 18,8% “um mal necessário” e 4,6% “uma coisa boa para o país”.</p>
<p style="text-align:justify;">Aproximando-se mais um aniversário do regicídio, quero exprimir o meu profundo repúdio pela violência e pelo terrorismo como forma de afirmação política, em qualquer parte do mundo.</p>
<p style="text-align:justify;">A 1ª República destronou o Rei mas a Democracia e a defesa da <em>Res publica</em> jamais foi o programa dos que a si próprios se designavam por "democráticos" e "republicanos".</p>
<p style="text-align:justify;">O regime implantado em 5 de Outubro de 1910 instituiu, em rigor, o "governo de uma plutocracia contra os interesses de uma grande massa de deserdados".</p>
<p style="text-align:justify;">No Estado Novo, governou um homem solitário; a representação política seguiu o modelo do partido único.</p>
<p style="text-align:justify;">A oposição emocional entre república e monarquia, como o ainda faz certa propaganda republicana, tem pouco sentido no mundo actual da democracia.</p>
<p style="text-align:justify;">Em Portugal diz-se "Estado democrático" e em França "Estado Republicano" para designar a mesma realidade: o regime baseado no livre exercício dos direitos políticos e no respeito pelos direitos humanos.</p>
<p style="text-align:justify;">Enquanto em Portugal se falaria das "instituições democráticas", em França referem-se as "instituições republicanas".”</p>
<p style="text-align:justify;">Do mesmo modo, causa estranheza falar de “ética republicana”, quando existe uma só ética universal, expressa pelas religiões e pela moral nos princípios da liberdade, justiça e compaixão.</p>
<p style="text-align:justify;">Os velhos mitos da propaganda republicana são como um feitiço que se vira contra o feiticeiro.</p>
<p style="text-align:justify;">Recentemente, uma publicação nacional demonstrou que, conforme os Orçamentos de 2005, o Rei de Espanha receberá 7,8 milhões de Euros enquanto ao Presidente português cabem 13,32 milhões de Euros.</p>
<p style="text-align:justify;">A Casa Civil portuguesa gasta mais 41,7% do que a Casa Real espanhola.</p>
<p style="text-align:justify;">Contas feitas ao PIB e à população, a Presidência da República portuguesa custa dezoito vezes mais por habitante que o Rei de Espanha!</p>
<p style="text-align:justify;">Nós preferimos naturalmente Portugal, mas decerto que não é por este motivo!</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Tenho apelado na comunicação social, nacional e internacional que vivemos um tempo de vésperas, um tempo de novos desafios a enfrentar com novas soluções…</p>
<p style="text-align:justify;">Na actual globalização das actividades económicas e financeiras, da tecnologia e da informação, o modelo clássico do Estado republicano atravessa uma profunda crise porque não responde às aspirações de identidade nacional.</p>
<p style="text-align:justify;">Os especialistas têm demonstrado esta crise em poucas palavras.</p>
<p style="text-align:justify;">E como creio que disse Albert Einstein, “os problemas de uma sociedade não podem ser resolvidos ao nível das soluções que os criaram”.</p>
<p style="text-align:justify;">Os mercados nacionais, isto é, os espaços económicos protegidos do exterior que se afirmaram no passado, já não passam de sobrevivências, sem significado decisivo, a não ser para as pequenas empresas.</p>
<p style="text-align:justify;">O espaço económico europeu está aberto à maior parte das empresas que no caso das multinacionais que operam em Portugal, até preferem deslocalizar-se para Espanha.</p>
<p style="text-align:justify;">É cada vez maior o grau de autonomia dessas grandes empresas em relação às políticas definidas pelos governos dos Estados nacionais.</p>
<p style="text-align:justify;">Os Estados Europeus perderam o poder de cunhar moeda – como o escudo da República em Portugal – e de controlar os instrumentos das politicas monetárias, e vêem a sua liberdade orçamental gradualmente limitada.</p>
<p style="text-align:justify;">Com a abertura das fronteiras, têm dificuldades nas políticas fiscais e no domínio da redistribuição, para já não falar das dúvidas sobre a evolução do Estado Providência, e sobre a capacidade para garantir o pleno emprego.</p>
<p style="text-align:justify;">O declínio das prerrogativas nacionais é patente nas áreas da informação, da comunicação e da cultura.</p>
<p style="text-align:justify;">As novas tecnologias mudaram as fronteiras.</p>
<p style="text-align:justify;">À escala mundial afirma-se uma cultura mediática que condiciona todas as culturas nacionais.</p>
<p style="text-align:justify;">Se a isto somarmos a internacionalização do crime organizado, o terrorismo, o tráfico de armas e de drogas, a proliferação nuclear, as questões ambientais e os fluxos migratórios, conclui-se que se reduziu de forma drástica a margem de manobra dos Estados europeus, nos planos interno e externo.</p>
<p style="text-align:justify;">Muitos dos domínios de acção que no passado estavam reservados à soberania nacional deram lugar a uma soberania partilhada e a um processo de integração que parece incontornável.</p>
<p style="text-align:justify;">Ao mesmo tempo, constato que as monarquias europeias se encontram entre os Estados mais desenvolvidos do mundo, conforme relatórios da OCDE e das Nações Unidas.</p>
<p style="text-align:justify;">Não afirmo que um rei resolve tudo; afirmo, sim, que um rei é sinal do caminho das boas soluções.</p>
<p style="text-align:justify;">No país e no mundo, surgem novos movimentos de revitalização regional, de revalorização dos poderes locais e de fascínio pelas singularidades culturais e pelas identidades territoriais.</p>
<p style="text-align:justify;">Cada Povo sente a necessidade de contrabalançar o esvaziamento do papel do Estado pela afirmação da sua identidade, entendida como realidade sociológica gerada a partir do património histórico e cultural da Nação.</p>
<p style="text-align:justify;">A rejeição do Tratado Constitucional Europeu, contra a opinião das elites governantes, teve muito a ver com isto.</p>
<p style="text-align:justify;">Com todo o respeito, não se trata de problemas para um Presidente da República.</p>
<p style="text-align:justify;">São problemas de uma outra escala; de como iniciar uma nova época histórica e de criar pontes entre civilizações.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O nosso país merece um novo protagonismo nesta nova época.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">É neste contexto que a democracia real ganha cada vez mais adeptos em Portugal.</p>
<p style="text-align:justify;">Um dos desafios que se colocam aos portugueses é o de melhor utilizarem o seu sentimento identitário, em nada contraditório com a sua integração europeia, a sua pertença lusófona e a sua presença atlântica.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Das últimas eleições presidenciais, conhecemos a elevada abstenção e a ausência de participação popular.</p>
<p style="text-align:justify;">Destas, só conhecemos ainda a falta de recenseamento dos jovens até 21 anos (só 30% se recensearam), que não recebem qualquer educação para a cidadania.</p>
<p style="text-align:justify;">Sendo ponto assente, em democracia, que o eleitorado tem sempre razão, então a maioria do Povo não se revê na imagem que a chefia do estado republicano tem dado de si própria.</p>
<p style="text-align:justify;">E isto não pode deixar de constituir matéria de reflexão política para o futuro.</p>
<p style="text-align:justify;">Os enormes desafios que se colocam ao País exigem mais do que nunca um Chefe de Estado que seja o representante simbólico da identidade nacional, o garante da coesão e um factor de união entre todos os portugueses, a instância suprema capaz de imprimir ao Estado o sentido permanente da prossecução do interesse nacional.</p>
<p style="text-align:justify;">Tenho para mim que só a figura de um Rei pode ser referência indiscutível para a Justiça, para a Defesa Nacional, para as Relações Externas, para a Administração Pública.</p>
<p style="text-align:justify;">Julgo que os monárquicos aprenderam a lição. Um Rei não se deixa envolver em querelas partidárias.</p>
<p style="text-align:justify;">Se os Partidos Políticos são o "sal e pimenta" das democracias, e da liberdade de expressão, alguém tem de estar aparte deles – os Tribunais – e acima deles – o Rei, mantendo a chama da Identidade Nacional, tão importante num mundo cada vez mais globalizado e culturalmente indiferenciado.</p>
<p style="text-align:justify;">A magistratura de influência, não se resolve com a figura passageira de um Presidente da República; o nosso modelo constitucional semipresidencialista confere-lhe poderes demasiados para intervir no governo mas não lhe dará nunca a distância nem a imparcialidade suficiente perante os portugueses.</p>
<p style="text-align:justify;">Por isso, a instituição real que durante oito séculos corporizou a identidade nacional surge, enquanto referência moral e histórica, como uma solução política de normalidade constitucional a merecer cada vez mais a reflexão nacional.</p>
<p style="text-align:justify;">Nesta nova fase de democracia consolidada mas de independência ameaçada, Portugal precisa de um Chefe de Estado que tenha a consciência que somos Europeus, Atlânticos e Lusófonos, nesse verdadeiro triângulo estratégico, referido há cem anos por um dos mais puros paladinos monárquicos do séc. XX, o então capitão Henrique de Paiva Couceiro.</p>
<p style="text-align:justify;">Comecei por afirmar que os anos que passam consolidam o prestígio das nações.</p>
<p style="text-align:justify;">Mais ainda no caso de uma Pátria como Portugal.</p>
<p style="text-align:justify;">Neste sentido queria concluir anunciando duas novidades, em meu nome e da Duquesa da Bragança.</p>
<p style="text-align:justify;">Em primeiro lugar, anuncio a intenção de criar em 2006 um “Prémio” que recompense os talentos e o serviço à comunidade prestados por cidadãos nacionais e no espaço da lusofonia.</p>
<p style="text-align:justify;">Finalmente, conto que, para o ano, se Deus quiser, o nosso filho Afonso, ao fazer dez anos esteja presente no seu “primeiro” 1º de Dezembro. Tal como sempre eu e a minha família, ele está a ser preparado para servir Portugal.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong>Dom Duarte de Bragança</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mensagem de Dom Duarte de Bragança, 1-12-2001]]></title>
<link>http://portugal1143.wordpress.com/?p=167</link>
<pubDate>Sun, 03 Aug 2008 23:29:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>David Garcia</dc:creator>
<guid>http://portugal1143.wordpress.com/?p=167</guid>
<description><![CDATA[Mensagem do 1º de Dezembro por S. A. R. o Duque de Bragança 2001
 
Vim celebrar esta data no berç]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h3><a href="http://portugal1143.files.wordpress.com/2008/08/arms-braganza-hrh.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-168" src="http://portugal1143.wordpress.com/files/2008/08/arms-braganza-hrh.jpg?w=266" alt="" width="266" height="300" /></a><span style="font-family:Verdana;">Mensagem do 1º de Dezembro </span><span style="font-size:12pt;font-family:Verdana;">por S. A. R. o Duque de Bragança</span><span style="font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:12pt;font-family:Verdana;">2001</span></h3>
<p style="line-height:150%;margin:0 0 0.0001pt;"><span style="font-size:8.5pt;line-height:150%;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p style="line-height:150%;margin:0 0 0.0001pt;"><span style="font-size:8.5pt;line-height:150%;font-family:Verdana;">Vim celebrar esta data no berço da nossa nacionalidade, para dar o meu apoio à nobre iniciativa tomada pela autarquia de Guimarães, que pretende que o Centro Histórico da cidade seja reconhecida como Património Cultural da Humanidade.</span></p>
<p>Aproveito também para agradecer aos Vimaranenses e aos Minhotos em geral, a maneira como acolheram a minha Família quando o nosso filho Afonso aqui recebeu a água do baptismo.</p>
<p>Após mais de oito Séculos da sua História, durante os quais a Soberania Nacional manteve um dos seus instrumentos mais importantes - uma moeda própria - Portugal vai deixar, dentro de semanas, de ter o seu Escudo. Ficará, com o Euro, assim ainda mais dependente de decisões tomadas além fronteira, sobre as suas questões financeiras. Corremos assim o risco de que opções da maior importância para Portugal, sejam tomadas em centros de poder, quase totalmente alheios aos interesses nacionais porque fundamentalmente "obedientes" aos interesse das potências dominantes na Europa. Isto apesar dos eventuais esforços dos Governos Portugueses. É pois indispensável que sejam encontrados mecanismos, internos e a nível da Europa, que evitem estas nefastas mas possíveis consequências, de modo a que o Euro se torne efectivamente num útil meio de desenvolvimento económico, respeitador das culturas diferenciadas que fizeram da Europa um expoente de civilizações no Mundo.</p>
<p>Quando a 1 de Dezembro de 1640 os Portugueses recuperaram a sua independência aclamando o Duque de Bragança, D. João, Rei de Portugal, voltaram a colocar a nossa Pátria no seu caminho histórico.</p>
<p>Actualmente debatem-se propostas alternativas para a inserção de Portugal na Europa. Para uns, deveria realizar-se um generoso projecto de união solidária entre as Nações Europeias; para outros deve avançar-se no sentido de extinguir os actuais Estados, formando uma "República Federal Europeia"; outros ainda procuram conciliar qualquer dessas duas soluções com uma clara linha de actuação que aproxime a Europa de outros Estados que com ela tenham grandes afinidades culturais e históricas.</p>
<p>Seja qual for o caminho, compete aos Portugueses pronunciarem-se sobre o seu futuro. Esse direito ainda não lhes foi claramente facultado, apesar dos preocupantes sintomas já perceptíveis, como sejam a massificação de comportamentos importados, a erosão de princípios fundamentais herdados, a perda de poder sobre grande parte do nosso património a que não escapa o modo como é utilizado o solo de todos nós Tudo isto sem que o Povo tenha decidido.</p>
<p>Recordo que se define um Estado como formado por Um Povo, Um Território, Uma identidade cultural que unia e justificava o território, e depois um poder Legislativo e Coercitivo. Assim, com a destruição ou diluição dos valores culturais que dão forma à identidade de um Povo, se destroiem ou diluem os direitos de soberania.</p>
<p>Não saber conservar aquilo que o Tempo não devorou e a mão do Homem poupou, deturpar em gesto de vã glória o que escapou de autentico, representa uma missão não cumprida, e sujeita-nos à condenação das gerações vindouras.</p>
<p>A causa do Património é uma Cruzada em que se combate pela identidade de Portugal, onde se realiza a melhor e mais elevada expressão da herança colectiva, que se completa quando alcança a preservação da identidade Cultural.</p>
<p>Os povos sem memória não têm futuro, e a degradação progressiva da nossa paisagem natural, ou construída pelo homem, é simultaneamente uma causa e uma consequência da progressiva perca de identidade nacional que estamos a sofrer. Felizmente muitos responsáveis lutam com coragem contra esta degradação. No entanto, não basta salvarmos algumas áreas do país como quem cria museus vivos ou parques naturais, é necessário criarmos as condições para que o desenvolvimento seja orientado no respeito por este património que nos foi legado pelos nossos antepassados, e que temos a obrigação de preservar e melhorar para os nossos descendentes. Neste sentido encorajamos todos os responsáveis, nos diversos níveis da decisão, nomeadamente os que agora se apresentam para assumir responsabilidades autárquicas, para que se excedam no sentido de serviço para que forem eleitos, e zelem por um desenvolvimento urbanístico orientado para o Homem e preservando as condições ambientais que o futuro da humanidade exige</p>
<p>Este apelo à preservação do Património Territorial e Cultural mais não visa que convidar as Portuguesas e os Portugueses a concentrarem-se no que é nosso, mais não procura que alertar, em tempo útil, as Instituições do Estado a fortalecer o que nos une, afastando os sinais de degradação que emergem da cena política. A credibilidade da classe política e das instituições políticas no exercício do poder aglutinador de defesa do que é Portugal, constitui alicerce principal para preservar a ligação entre "eleitores" e "eleitos", base fundamental para o exercício democrático do poder. A ninguém serve o desprestígio das nossas instituições políticas. Por outro lado o País espera dos seus chefes e representantes, uma corajosa defesa da nossa forma de ser e estar, exige deles firmeza, capacidade de decisão e tomadas de posição de modo a que não seja ferido o seu brio e fiquem defendidos os legítimos direitos de um estado soberano. Devemos escrupuloso respeito aos outros estados; mas temos que, com tranquilidade e sem vacilar, terminar iniciativas iníquas que grandes ou pequenos nos queiram impor.</p>
<p>E melhor não encontramos para assegurar o êxito deste processo que a Instituição Real, sendo o Rei que surge na vida da nação como uma solução consensual, e um instrumento de pacificação e de progresso. Ainda recentemente o Rei Simeão da Bulgária, que, independentemente do êxito que venha a conseguir, ofereceu para o Serviço da Pátria o prestígio da sua dinastia, a experiência de uma vida de trabalho, a independência dos seus pontos de vista e das suas intenções.</p>
<p>Veio a seguir o caso do Afeganistão, em que um soberano, afastado do trono há três décadas, é reconhecido por muitas forças políticas e até pela Organização das Nações Unidas, como elo de ligação, ponto de convergência, a mais alta garantia de concórdia para um futuro difícil. Em ambos os casos trata-se de Monarcas que já ocuparam o trono, e que estão prontos a servir os seus povos no posto que as circunstâncias revelarem mais útil. Não é, em qualquer desses casos, uma renúncia à dignidade e grandeza da instituição, é sim, a prova mais clara dessa grandeza e desse prestígio, um reflexo (ainda que sujeito à refracção da conjuntura) da alta virtude da Realeza.</p>
<p>A história de Portugal, constitui, quando olhada de certo ângulo, uma lição oportuna para o momento que a humanidade está a viver.</p>
<p>Por um lado houve na nossa História, séculos de hostilidade, de incompreensão, de mortal conflito, entra Cristãos e Muçulmanos. Por outro lado, sempre se procurou, para além da linguagem das armas, uma outra linguagem, mais interior e mais fecunda: a linguagem das almas, na busca de compreensão e até de comunhão à volta dos mesmos valores espirituais. Os Reis de Portugal, foram durante longo tempo "soberanos das três religiões", guardas, guias e juízes de todos aqueles que, por caminhos diferentes, prestavam culto ao Deus do Universo e do Homem, e reconheciam o significado essencial da Revelação através do Livro Sagrado, sem esquecer o que há também de revelação divina, na Ordem do Mundo e na consciência humana. Quando hoje se está em risco de identificar o crente de outra religião com o próprio mal, é urgente aprofundar o sentimento das crenças e dos cultos, é indispensável que proclamemos a autêntica fraternidade espiritual e afectiva entre os fieis das grandes religiões, não para cada qual abandonar a sua, mas para provarmos todos em comum que não são exclusivamente os nossos interesses e as nossa ideologias que pretendemos servir. A Realeza não tem que ser confessional, mas a Realeza sempre foi em Portugal uma instituição ao serviço das Pessoas e das comunidades. Por isso tive a honra e o privilégio de receber em Fátima o Dalai Lama, e com ele privar, em prol da Paz, em momentos de raro recolhimento. Também tive recentemente a oportunidade de confraternizar, em Nova Iorque, com individualidades representativas do judaísmo Sefardita de origem portuguesa, assim como tive o enorme prazer de ser acolhido por Sua Alteza o Príncipe Herdeiro da Arábia Saudita, em  Riade. Se acrescentarmos a minha presença como Patrono do "Forum das três Fés", que reúne personalidades representativas do Cristianismo, Judaísmo, e do Islão, creio ter demonstrado a preocupação ecuménica que sempre procuro pôr em prática.</p>
<p>Porque a referida visita que efectuei a Nova Iorque teve também como objectivo participar com Portugueses na missa de sufrágio pelos desaparecidos nas trágicas ocorrências do 11 de Setembro, não posso deixar de manifestar o meu repúdio pelas acções terroristas que desde então se abatem sobre os Estados Unidos e, simultaneamente, trazer algumas reflexões quanto a causas e consequências dos factos verificados. A massificação do acesso à tecnologia aliada à globalização dos meios de comunicação, torna possível a qualquer descontente desesperado, de formação adequada, extravasar a sua ira através de métodos ou processos letais de destruição maciça. E são tão diversificados os meios utilizáveis, que se torna difícil, senão impossível, impedir, em qualquer parte do mundo, a sua efectivação. Há ,pois, que aceitar uma realidade de risco, e com ela saber conviver em consciência mas sem tibieza, enquanto prevalecem condições propícias ao desespero impulsionador. O sofrimento de muitos confrontado com o desperdício de uns quantos, a insensibilidade de opressores desrespeitando a essência humana de oprimidos, a prioridade material a sobrepor-se ao respeito pelo indivíduo, o esquecimento, a marginalização, e a injustiça são apenas algumas motivações convidativas a procedimentos extremos a que o mundo está sujeito. É por isso indispensável encontrar novos modelos de desenvolvimento que diminuam as assimetrias porque não é sustentável tantos milhões de pessoas viverem em escandalosa pobreza ou sob desesperante opressão.</p>
<p>Deus queira que nova consciência cívica tenha nascido em 11 de Setembro, de efeitos proveitosos e duradouros, embora não afastando a necessidade a curto prazo, de dotar os Estados com forças armadas aptas a enfrentar, neutralizar e levar a julgamento os mentores dos horrores do terrorismo.</p>
<p>Portugal não se pode eximir de assumir compromissos militares de natureza colectiva, sendo necessário uma Instituição Militar credora da nossa confiança e portadora de valores onde o País se reveja. Para o conseguir lembro os Serviços centenários prestados pelo Colégio Militar, formador de grandes figuras que orgulharam a Pátria. Ser militar, tal como ser sacerdote, requer uma verdadeira vocação, e o Colégio Militar sempre soube despertar esta vocação nos jovens que o frequentaram. Extingui-lo por mesquinhas razões economicistas, seria um péssimo negócio para Portugal.</p>
<p>Deste berço de Guimarães fomos capazes de nos erguer e dar os primeiros passos. Começando no Continente e depois pelos quatro cantos do Mundo. Passados mais de oito séculos de tenaz luta pela sobrevivência, deixámos pedaços do que levámos e acreditávamos, e ainda hoje, já sem o exercício de soberania, mantemos ligações de privilégio com muitos dos Estados que ajudámos a erguer. Próximo de todos eles, lembro Timor que se apresta para celebrar a Liberdade, e que tantos sacrifícios soube suportar e com determinação ultrapassar. Apesar das dificuldades, confio na capacidade dos Timorenses em sobrepor diferenças e ressentimentos, transformando Timor em exemplo para todos os povos. Também recordo Cabinda, com especificidade ainda não reconhecida, Angola, onde a Paz tarda a ser encontrada, Moçambique, Cabo Verde, Guiné e S. Tomé e Príncipe, numa procura permanente da afirmação que merecem. Macau, vivendo uma nova realidade que desejamos frutuosa e feliz e , finalmente, o grande Brasil, grande na dimensão, na riqueza da sua diversidade cultural, no potencial da sua capacidade criadora, na generosidade das suas gentes, fruto da sua Fé que os nossos antepassados levaram de cá. A todos saúdo neste idioma que deverá cada vez mais ser um laço de união entre nós, se soubermos evitar a sua divisão em várias linguagens diferentes.</p>
<p>Nesta histórica Guimarães, no inicio do novo milénio, a Isabel e eu renovamos, com solenidade, a afirmação da nossa disponibilidade para cumprir o destino que os Portugueses nos queiram traçar. Que Deus nos dê a Graça de os saber servir e assim corresponder ao que de nós for exigido.</p>
<p>Viva Portugal.</p>
<p>Dom Duarte de Bragança</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mensagem de Dom Duarte de Bragança, 1-12-1999]]></title>
<link>http://portugal1143.wordpress.com/?p=160</link>
<pubDate>Sun, 03 Aug 2008 23:23:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>David Garcia</dc:creator>
<guid>http://portugal1143.wordpress.com/?p=160</guid>
<description><![CDATA[Mensagem de S. A. R. o Duque de Bragança, 1 de Dezembro de 1999
Neste primeiro dia de Dezembro em q]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h3><a href="http://portugal1143.files.wordpress.com/2008/08/duarte.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-161" src="http://portugal1143.wordpress.com/files/2008/08/duarte.jpg?w=233" alt="" width="233" height="300" /></a>Mensagem de S. A. R. o Duque de Bragança, 1 de Dezembro de 1999</h3>
<p>Neste primeiro dia de Dezembro em que mais uma vez lembramos a restauração da  independência de Portugal, invoco com respeito e serena atenção o martirizado  Timor!</p>
<p>É em Timor que nos revemos. A luta desse povo valente e nobre não  foi só contra a falta de Liberdade imposta pelo regime militar que ocupou a sua  terra em 1975, foi especialmente em defesa da sua identidade cultural e  espiritual que estava a ser destruída. E aí os timorenses dão-nos a nós, os  portugueses da Europa, uma lição importantíssima nesta época em que tantos  parecem desistir da nossa identidade e independência em troca de duvidosos  benefícios materiais.</p>
<p>A reacção da imensa maioria do povo português aos  acontecimentos de Timor reveste-se de enorme importância porque mostra e  demonstra a toda a gente que Portugal, como Nação, continua bem vivo.</p>
<p>É a  manifestação da consciência da nossa identidade, mas é também, uma manifestação  de unidade no essencial, uma revelação do que é essencial para o povo português,  tanto mais legítima quanto desinteressada.</p>
<p>Após a conquista de Malaca por  Afonso de Albuquerque, os navegadores portugueses herdaram os circuitos  comerciais que os malaios tinham desenvolvido nos arquipélagos que hoje  constituem a Indonésia. Acabaram de chegar à última ilha antes da Austrália, por  volta de 1515.</p>
<p>Os reis timorenses, ou Liurais ficaram bem, impressionados  com a nossa gente, esses estranhos "malais" com grandes barbas, que decidiram  estabelecer um pacto eterno com o Rei de Portugal. Os Liurais dizem que esse  pacto se mantém válido até hoje...</p>
<p>Durante os cerca de quatrocentos e  cinquenta anos seguintes, assistiu-se a um caso único na colonização europeia:  Na generalidade os Timorenses governaram-se a si próprios, apoiando-se na  orientação espiritual e temporal da Igreja, e na defesa organizada pelo  representante do Rei de Portugal.</p>
<p>Ao longo do tempo, houve alguns  desentendimentos, e mesmo alguns conflitos. Houve até um governador que os  timorenses devolveram ao Rei. Essa História de um povo guerreiro e livre que  estabelece uma aliança eterna com outro povo, do outro lado do mundo, merece ser  melhor conhecida, livre de manipulações políticas; veja-se o caso do Liurai D.  Boaventura que entra em conflito armado com o Governo da Província e que em 1912  restaura a Monarquia Portuguesa em Timor...</p>
<p>Desde a campanha "Timor 87 -  Vamos ajudar", que mobilizou dezenas de milhares de portugueses em favor dos  refugiados no Vale do Jamor, até às apoteóticas recepções do Bispo de Dili e  Comandante Xanana Gusmão, ficou claro que a ligação entre os dois povos é alheia  a critérios políticos ou económicos; é afectiva, é uma relação de amor que  sobreviveu às loucuras de 1975 e a 25 anos de ocupação pelo país vizinho, e é  encarada por ambos os povos, como uma responsabilidade.</p>
<p>Algumas pessoas  estranharam o facto de eu próprio após estes anos de militância a favor do povo  de Timor me ter remetido a um discreto silêncio e até me ter sujeitado a alguns  constrangimentos quando Timor ganhava os escaparates e encabeçava os noticiários  e as agendas dos políticos em todo o mundo.</p>
<p>Quero que fique bem claro que  Timor, a causa de Timor vale por si própria e a sonoridade que obteve na opinião  publica era a maior compensação que eu podia ter por anos de luta incessante que  comungo em silêncio com os timorenses. Para além das iniciativas que tenha  tomado, estarei sempre disponível para o que os timorenses entenderem como útil,  se o serviço de Portugal o justificar. Acredito assim que cumpro com fidelidade  a aliança eterna estabelecida entre os Reis de Timor e os de Portugal, que hoje  me orgulho de representar. Também não podemos esquecer o caso de Angola, país  que está no coração dos portugueses e continua longe da Paz. Em ligação, mas sem  identificação com o povo angolano, olhemos para Cabinda, que se uniu a Portugal  pelo <a href="http://www.angelfire.com/pq/unica/causa_real_simulambuco.htm">Tratado de  Simulambuco</a>, assinado no Séc. XIX e reconhecido pela Conferência de Berlim,  como base jurídica para a nossa presença na margem direita do Rio  Zaire.</p>
<p>Espero que angolanos e cabindas encontrem em breve uma solução  satisfatória para o que os divide, situação por nós legada por erros da  colonização e desastrosa descolonização.</p>
<p>Acompanho a auspiciosa evolução  de Moçambique, Cabo Verde, Guiné Bissau e S. Tomé e Príncipe, países nossos  irmãos que se a monarquia fosse restaurada em Portugal, poderiam ter connosco  uma relação mais profunda e profícua assente na instituição real e nas raízes  históricas, sem quaisquer equívocos.</p>
<p>Por outro lado, dentro de dias a  administração de Macau é transferida para a Republica Popular da China e será  retirada a bandeira das Quinas que há 4 séculos protege esse  território.</p>
<p>No entanto, estou seguro que a multissecular amizade que une  os nossos dois povos e a multimilenar sabedoria chinesa garantirão a todos os  macaenses um futuro próspero em liberdade. Mas a continuidade da presença  cultural portuguesa dependerá muito da vontade dos nossos governos e da  capacidade dos nossos empresários.</p>
<p>No próximo ano celebra-se o quinto  centenário da chegada de Pedro Alvares Cabral a Porto Seguro e essa comemoração  deveria ser aproveitada para um trabalho sério de esclarecimento e de  investigação da nossa história comum com o Brasil. Para além da necessidade de  reforçar a colaboração das nossas economias de que há já exemplos bem  encorajadores, é preciso não esquecermos o extraordinário manancial que pode  advir do entendimento justo dos dois povos.</p>
<p>Vamos entrar no último ano do  século e do milénio, ocasião propícia para fazermos uma curta reflexão sobre o  estado do corpo e da alma do nosso país que se definiu como nação independente,  no dealbar deste milénio.</p>
<p>Começo por perguntar o que é feito da nossa  identidade histórica quando nos encontramos agregados a uma comunidade cujo  modelo de desenvolvimento e textura de interesses colide muitas vezes com a  nossa experiência, com o cimento das nossas alianças e parcerias tradicionais  dos domínios vitais da Agricultura e das Pescas.</p>
<p>Se é evidente a crise na  justiça e na saúde, por razões de inépcia ou de indevida sobreposição de  interesses, não é menos verdade que tem faltado uma visão estratégica que  enfrente com coragem e empenho as questões de fundo sem que os objectivos  esmoreçam perante a gramática dos votos apenas sensível a interesses imediatos e  supérfluos.</p>
<p>Por outro lado apercebemo-nos de que os investimentos  consagram prioridades que não derivam da lógica do desenvolvimento equilibrado  em função do aproveitamento dos recursos e da qualidade de vida dos portugueses,  mas obedecem a figurinos de ostentação e protagonismo fácil: Uma capa de país  rico a cobrir realidades próximas de terceiro mundo.</p>
<p>Lembro o instante  problema da educação, da necessidade de contemplar com realismo o ensino  técnico, estimulando a qualidade e a perícia que sempre foram atributos do  trabalho português.</p>
<p>O ensino da História sem sectarismos nem maniqueísmos  pondo os portugueses em Paz com a sua memória e conscientes das suas  responsabilidades no futuro, sobretudo na salvaguarda do Património Cultural,  que requer um trabalho titânico para a qual devem ser afectados recursos com  urgência e com prioridade sobre a animação cultural sempre dispendiosa, volátil  e de eficácia duvidosa.</p>
<p>Diz-se com alguma ênfase que Portugal está na  moda para o exterior; mas é necessário que Portugal esteja na moda antes de mais  para os próprios portugueses.</p>
<p>A obra cultural mais significativa de um  povo, ao desbravar a terra e fixar-se num território, é a paisagem, cuja  construção, evolução e transformação sempre acompanhou o desenrolar da  civilização.</p>
<p>Dentro e fora do Homem, reina a multiplicidade, que só não  será desordem e caos se houver um principio ordenador que garanta um equilíbrio  dinâmico e a evolução harmoniosa entre os elementos constituintes, dando  continuamente unidade ao todo.</p>
<p>O advento de uma nova era, onde os valores  do espírito, da ética e da moral, bem como o respeito pelas coisas e leis da  natureza, terão uma posição de destaque que obriga a que, desde já, se inicie um  planeamento integrado do território segundo aqueles valores e  princípios.</p>
<p>O Ordenamento do Território não deve ser a sobreposição de  diferentes interesses nem a compatibilização entre sectores, pelo contrário  deverá realizar a síntese dos sistemas de vida e garantir a defesa dos valores e  potencialidades de que depende a perenidade dos recursos vivos e o  desenvolvimento da cultura.</p>
<p>Temos que desenvolver condições para resolver  as carências das populações que temos e não para aquelas que imaginamos  ter.</p>
<p>O desequilíbrio ecológico, a degradação social, a decadência  estética, a saturação demográfica das metrópoles e dormitórios, o despovoamento  dos campos e serras, a destruição da memória e das culturas e a desertificação  não podem ser travadas por visões sectoriais e economicistas do desenvolvimento  regional, porque desconhecem a essência dos diferentes elementos vivos  constituintes do território, a complexidade do seu relacionamento, a evolução  das suas formas e o funcionamento dos sistemas ecológicos em que se  integram.</p>
<p>Além de tudo, nunca é demais salientar que, para além de  produzir, a agricultura tem a importante função de fixar as populações no  território, em condições de dignidade.</p>
<p>Traçado este pequeno esboço, a que  não posso deixar de emprestar algum dramatismo, sei que a têmpera de que somos  feitos faz com que olhemos o futuro não só com confiança mas com optimismo,  cientes dos desafios da era que se aproxima.</p>
<p>A crise do estado moderno,  que todos reconhecem, deriva de uma espécie de ruptura entre a Nação e o Estado.  Como se sabe, são as instituições que criam os elos entre a Nação e o  Estado.</p>
<p>Em Portugal a Realeza foi sempre a instituição determinante e  nuclear da sólida harmonia entre a Nação e o Estado conjugada com o fundamento  democrático que é o voto individual e o fundamento burocrático que se substituiu  ao fundamento aristocrático que estava ligado à noção de virtude no  serviço.</p>
<p>No Estado Republicano, afastada que foi a Realeza perdeu-se o  elemento agregador por excelência de todas as instituições, provocando a ruptura  entre a Nação sempre viva e multifacetada e o Estado que sofre a forte  incidência do fundamento burocrático, alheando os cidadãos da realidade  política, e criando um desinteresse gravíssimo pelo sistema democrático. É  visível o cada vez maior aumento percentual da abstenção, o que revela a ruptura  de que falo.</p>
<p>A Monarquia e o compromisso dinástico é uma necessidade que  os novos tempos evidenciam e que os monárquicos têm a obrigação moral de  testemunhar, sem cansaço, sem divisões pueris, com um vibrante entusiasmo de  quem serve, mais do que uma causa um povo e uma nação que todos os dias acolhe  os nossos passos, as nossas esperanças, e promete um futuro para os nossos  filhos.</p>
<p>Na primeira linha do serviço estarei sempre eu e a minha família,  sem olhar a dificuldades, obstáculos ou incómodos atentos ao milénio que aqui  nos trouxe e ao que nos espera. Assim Deus nos Ajude.</p>
<p><strong>Dom Duarte de Bragança</strong> <!--msnavigation--></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mensagem de Sua Alteza Real o Duque de Bragança de Março de 1977]]></title>
<link>http://portugal1143.wordpress.com/?p=147</link>
<pubDate>Sun, 03 Aug 2008 23:13:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>David Garcia</dc:creator>
<guid>http://portugal1143.wordpress.com/?p=147</guid>
<description><![CDATA[Ao Povo Português
Aos Povos dos Novos Países de Expressão Portuguesa
Às Comunidades de Raiz Lusa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align:justify;"><a href="http://portugal1143.files.wordpress.com/2008/08/b_16.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-148" src="http://portugal1143.wordpress.com/files/2008/08/b_16.jpg?w=213" alt="" width="213" height="300" /></a>Ao Povo Português</h3>
<h4 style="text-align:justify;">Aos Povos dos Novos Países de Expressão Portuguesa</h4>
<h4 style="text-align:justify;">Às Comunidades de Raiz Lusa do Mundo Inteiro</h4>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Na véspera de Natal do ano findo, ao falecer o meu querido Pai, o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança, encontrei-me investido na chefia da nossa Família e na Representação do Princípio Monárquico, sobre o qual a Nação Portuguesa se organizou, consolidou e desenvolveu, projectando no Mundo benefícios e valores indiscutíveis. Assim, por força de uma sucessão dinástica a que me sinto completamente vinculado, achei-me perante deveres recebidos de meu Pai e dos Reis de Portugal, nossos Antepassados, que a eles nunca se escusaram.</p>
<p style="text-align:justify;">Sejam quais forem as circunstâncias, tais deveres não prescrevem pois constituem a justificação essencial do Princípio que represento; a Instituição Real explica-se por uma dádiva total ao País, para além da existência ou inexistência do Trono. Os Reis e os seus Herdeiros nascem para servir a colectividade e para amá-la, reinando ou não, em mandato natural que não cessa de obrigá-los e, todavia, deve afastá-los da competição pelo Poder. Atentos à vontade do Povo, livremente expressa, poderá caber-lhes reinar, mas jamais disputar; explicam-se para unir, no Trono ou na vida mais discreta, no devotamento público ou na dedicação mais silenciosa. Se de tal forma procederem, serão sempre coerentes face à Realeza que detêm, independentemente do respectivo exercício.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Farei do cumprimento desses deveres a razão da minha vida, não esquecendo que a Instituição Real, como elo entre o Passado, o Presente e o Futuro, tem uma função de síntese e obriga a visão conciliadora, onde, por vezes, se tenham cavado notórias diversidades. Não estranhareis, assim, o meu cuidado em dirigir-me a vós no imenso conjunto formado por este Povo antigo, pelos Povos dos novos Países de expressão portuguesa e, de modo geral, por todas aquelas Comunidades que na Europa, em África, na Ásia, na América e na Oceânia guardam raízes culturais e formas de sentir que nos irmanam, mesmo para além das alterações mais recentes e, por isso, mais vivas. Não poderia dirigir-me apenas ao Povo Português nos seus limites geográficos quase iniciais, muito embora sejam para ele, naturalmente, a minha primeira dedicação e a minha fidelidade total. Se tal fizesse, faltaria à amplitude do Princípio que encarno, traço de união no tempo, permanência no desenvolvimento das circunstâncias, sinal de identidade nas separações. Embora na devida consideração pelas soberanias dos novos Países de expressão portuguesa, consciente de realidades bem patentes e da sua irreversibilidade, não poderia deixar de me dirigir aos respectivos Povos neste meu primeiro acto formal: jamais deixarei de olhar-vos, meus irmãos na expressão lusa, com a imensa afeição com que sempre o fiz, sem paternalismo, mas antes na perspectiva de quem, personificando valores comuns, vos encara e à Nação Portuguesa, como indissoluvelmente ligados. As nossas fisionomias nacionais não seriam o que são caso não tivéssemos vivido, durante séculos, um Destino comum. Nada conseguirá apagar esta realidade em todos nós! Ao ver, ao ouvir e ao sentir Portugal, vejo-vos, ouço-vos e sinto-vos sempre; foi sobretudo através das vossas Terras que nós, Portugueses, sentimos a Terra inteira. Tenho fé em que distinguireis um dia, serenamente, entre colonialismo e colonização (correspondente, esta, a movimentos naturais dos povos) e atingireis a conclusão de que Portugal foi no Mundo um obreiro de experiências ímpares, de que muito haveis beneficiado. Tenho fé em que encontraremos, no futuro, fórmulas de convívio também excepcionais, assentes no respeito pelos direitos dos Estados e cimentadas pelo património lusíada e pelas vossas culturas.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Desejaria de todo o coração que esta minha fé fosse partilhada por todos os Portugueses! Desejaria ver-vos, meus Compatriotas, completamente libertos de uma certa má-consciência que, a dado momento, vos foi instilada... Má-consciência que minou o justo orgulho por quanto, ao longo de séculos, foi tarefa colectiva Além-Mar. Desse sentimento de frustração, insinuado entre nós havia muito, aproveitou um processo de «descolonização» que, por mim, prefiro não qualificar; a Nação Portuguesa o fará, se acaso o não fez ainda, como também sucederá ou já sucedeu com os próprios Povos dos novos Países de expressão portuguesa. Em vós, saúdo a Grei magnífica, humilde e grande, sofredora e combativa, que na força das suas virtudes e na humana crueza dos seus defeitos marcou de forma excepcionalmente positiva uma presença por onde quer que tenha passado, escrevendo comunicação na História como mais ninguém soube fazê-lo.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Assim, dizendo, recordo certas Comunidades de raiz lusa, como Goa, Damão e Diu, e lembro dolorosamente o Povo de Timor, traído na sua aspiração de Portugalidade. Com mágoa funda e a mais fraterna solidariedade, dirijo uma saudação especial àqueles Portugueses das mais variadas etnias que, atingidos por um processo de descolonização sobre o qual não lhes foi feita qualquer consulta, sofrem entre nós, a amargura das suas vidas destroçadas e as dores da saudade: ânimo, meus Compatriotas, pois muito tereis a dar e a receber neste velho País! Sede pacientes e guardai a cabeça levantada pelo muito que haveis feito; os factos vos darão, também aqui, ensejo de utilizardes a grande riqueza da vossa experiência e da vossa abertura.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">O equilibrado orgulho, a convicção de nós próprios, o sentido de uma identidade nacional são-nos fundamentais na fase histórica que atravessamos. Nenhum Povo digno desse nome se apresentou jamais perante a História ou perante a Comunidade Internacional como réu do seu Passado! Tal equivaleria a pedir desculpa de existir... É necessário que tenhamos consciência disso para podermos preservar a nossa fisionomia e realizar, sobre nós mesmos, um exame de consciência, uma reforma da mentalidade, direi mesmo uma pedagogia colectiva. Disso carecemos para conseguirmos, enfim, rever sem espírito destruidor, reconstruir sobre valores imperecíveis, dialogar sem a brecha da malquerença, reformular sem criar situações de vácuo, defender a liberdade sem resvalar para a demagogia. Nesta se instalam as tentações totalitárias e se insinuam os messianismos ditatoriais, que as gentes fatigadas e desejosas de ordem acolhem com natural alívio para, depois, perigosamente neles delegarem a consciência.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Ao dirigir-vos estas palavras, interrogo-me sobre se serão elas, efectivamente, as que muita gente esperaria ouvir de mim. Em consciência, sei serem as que me competem. Notai bem que não sou chefe político. Não me identifico com partido algum. Não procuro propagandas eleitorais, nem dependo delas. Não me cabe, em suma, fazer política na acepção comum da palavra. O Herdeiro dos Reis de Portugal não tem que pretender; ele detém a Representação imprescritível de um Princípio, cabendo-lhe aguardar quanto os Portugueses possam, porventura, decidir sobre as Instituições. Não cabe à Realeza impor-se, mas sim escutar o chamamento do Povo. Não me cabe pois pretender; cabe-me estar ao vosso dispor. O Rei só se justifica como Chefe livre de uma Nação livre. Para que ele possa ser livre, é imprescindível que a Nação o consagre em liberdade, ou por amor da liberdade, como aconteceu com El-Rei Dom Afonso Henriques, com El-Rei Dom João I e com El-Rei Dom João IV.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Nas circunstâncias actuais, cabe-me prestar em interessada abstenção o meu desvelo a todos os Portugueses, de quaisquer correntes políticas, desde que respeitem e preservem a independência da Pátria, sirvam o interesse colectivo, cumpram os deveres inerentes à cidadania, no usufruto da sua liberdade, respeitem a liberdade dos outros e reconheçam a dignidade transcendente da pessoa humana. Integrado neste Povo de que sou parte, cabe-me servi-lo por todos os meios, consoante a lição recebida dos meus Antepassados e vivida no dia a dia da minha Família, com a elevação inerente à Instituição que personifico. Tal me obriga a uma dádiva aberta, a uma militância constante ao serviço do interesse nacional, a uma disponibilidade discreta mas atenta. Assim Deus me ajude, fortalecendo-me na Fé Católica, como ajudou os Reis Fidelíssimos meus Avós. Pois creio interpretar quanto o Povo Português desejaria fosse, por parte do Rei, a compreensão do Princípio Real, caso um dia decida aclamá-lo.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Rogo a Deus vos tenha a todos em Sua Santa Guarda.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Lisboa, Março de 1977</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Dom Duarte de Bragança</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Consensos, União, Cooperação e Independência. O Futuro da Causa em Jogo!]]></title>
<link>http://portugal1143.wordpress.com/?p=141</link>
<pubDate>Fri, 01 Aug 2008 21:50:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>David Garcia</dc:creator>
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<description><![CDATA[Depois de grandes turbulências que desgastaram, de certo modo, na Internet a imagem de alguns moná]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><a href="http://portugal1143.files.wordpress.com/2008/08/bandeiramonarquicabmp1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-145" src="http://portugal1143.wordpress.com/files/2008/08/bandeiramonarquicabmp1.jpg?w=300" alt="" width="300" height="280" /></a>Depois de grandes turbulências que desgastaram, de certo modo, na Internet a imagem de alguns monárquicos, comecei a pensar sobre as verdadeiras consequências dessa situação e gostaria de partilhar convosco as minhas conclusões e propostas para o futuro.</p>
<p style="text-align:justify;">Nas diversas conversas que tive nos últimos dias com alguns monárquicos e tendo em conta que estamos muito perto do Centenário da Republica, propus num mail cuja resposta era o que menos esperava, mas valeu a intenção, o seguinte:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong>- que os responsáveis dos fóruns monárquicos façam o que têm a fazer e não ataquem os seus próprios correlegionários, isto é, uma pessoa pode não gostar de outra, mas haja ao menos o bom senso de deixar os monárquicos activos trabalharem, no fim veremos os resultados.</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">E graças a esta ideia, tenho notado que efectivamente o Fórum Realistas nunca mais atacou o FDR, nem a mim nem ao Luís Guerreiro e muito menos à AIMP. Anda é tudo na expectativa relativamente ao site da AIMP, o que é normal. Mas já faltou mais para a inauguração do nosso site! Haja paciência porque o lema da AIMP é "ou faz bem ou não faz" - (ok inventei esta agora, mas tenho a certeza que o Presidente Luís Guerreiro concorda, assim como os colegas das diversas directorias <!--[if gte vml 1]&#62;                    &#60;![endif]--><!--[if !vml]--><img src="http://illiweb.com/fa/i/smiles/icon_lol.gif" alt="Laughing" width="15" height="15" /><!--[endif]-->).</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">É realmente fundamental que a nível de Fóruns se consigam <strong>Consensos</strong> - nós somos os motores da propaganda monárquica na net, não podemos falhar na nossa missão!</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">É fundamental pugnar pela <strong>União </strong>e deixarmos de olhar para o nosso próprio úmbigo. Todos cometeram os seus erros. É tempo de parar para a pensar se realmente vale a pena continuar a haver rancor entre as pessoas ou não será antes melhor concordar que efectivamente a União dos Monárquicos é essencial, estando nós, tão perto do Centenário da Republica?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Proponho <strong>Cooperação</strong> com as diversas entidades monárquicas. Isto é, apesar de eu ter deixado de ser sócio fundador do Instituto da Democracia Portuguesa, considero que os trabalhos que têm estado a ser desenvolvidos e que estão disponíveis na net, têm o seu interesse, porque o IDP é um organismo da Sociedade Civil que procura apresentar propostas para resolver as graves crises nacionais.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Finalmente a <strong>Independência</strong> de cada organismo monárquico é possível, porque podemos na mesma criar consensos, nada nos impede. Podemos estar unidos no objectivo fundamental. Podemos cooperar sempre que tal se justifique.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Porque Independência não significa intromissão de mais nenhum organismo monárquico em outro.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Porque Independência não significa virar as costas a todos os monárquicos de bom senso e boa fé que sempre estiveram do lado de SAR o Senhor Dom Duarte de Bragança.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Porque Independência dá liberdade de trabalho sem depender de nada nem ninguém.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">E mesmo assim é possível criar consensos, estarmos unidos e cooperarmos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Porque o futuro da Causa está em jogo! E acima da Causa está Portugal!</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Agora digam-me lá com sinceridade:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">- É mais importante as querelas ou trabalhar para Consensos, União, Cooperação mantendo cada organismo monárquico a sua Independência?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Eu podia estar cheio de rancor relativamente a muita gente que me maltratou. Mas não leva a nada e é uma perca de tempo para a Causa em si!</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Creio que este tópico é muito importante e gostaria que os membros participantes deste fórum dissessem de sua justiça.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Um abraço a todos!</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">David Garcia</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">AIMP-LISBOA</p>
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]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A insustentável leveza do despotismo]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/?p=1879</link>
<pubDate>Thu, 31 Jul 2008 15:40:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.wordpress.com/?p=1879</guid>
<description><![CDATA[Segundo o nosso quadro constitucional, a Presidência da República existe como um contra-poder; nã]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo o nosso quadro constitucional, a Presidência da República existe como um contra-poder; não tenhamos ilusões acerca disto. Aliás, é assim que o povo português tem entendido a função do PR ao longo de três décadas, e esse contra-poder tem existido sempre durante a III República desde Ramalho Eanes a Jorge Sampaio. Nem poderia ser de outro modo, porque a nossa democracia representativa consiste exactamente no equilíbrio de três poderes: legislativo, executivo e presidencial ― <strong>porque o poder judicial não existe</strong>. Se o poder judicial existisse em Portugal, o Tratado de Lisboa não estaria hoje ratificado sem que a Constituição Portuguesa fosse alterada pela Assembleia da República. </p>
<p>Pela primeira vez temos um Presidente da República que se comporta como um César. <a href="http://tempoquepassa.blogspot.com/2008/07/uma-rede-de-pequenas-regras-complicadas.html" target="_blank">Este texto do Prof. Maltez é escorreito e certeiro</a>:</p>
<div style="margin-left:10em;width:700px;font-weight:550;border:1px solid black;font-size:11px;text-align:justify;background-color:antiquewhite;padding:10px;">O despotismo surge assim através de novos aspectos, nomeadamente quando o soberano estende os braços para abarcar a sociedade inteira, e cobre-a de uma rede de pequenas regras complicadas, minuciosas e uniformes, através da qual mesmo os espíritos mais originais e as almas mais fortes não conseguirão romper para se distinguirem da multidão. Surge assim uma servidão, ordenada, calma e doce, uma espécie de compromisso entre o despotismo e a soberania do povo. Tocqueville referia o despotismo democrático e a tirania colectiva, considerados como o governo de um único que, à distância, tem sempre por efeito inevitável tornar os homens semelhantes entre si e mutuamente indiferentes à sua sorte. </div>
<p>Ademais, este PR não se comporta como um monarca moderno, porque os reis modernos praticamente não têm poder a não ser aquele que a confiança do povo neles possa inspirar. O poder do monarca moderno é simbólico, como que se de uma emanação moral do povo se tratasse.<br />
Em vez de se constituir como um contra-poder, este PR alimenta a sanha de um despotismo que englobe e domestique os seus próprios adversários políticos. </p>
<p>Cavaco Silva vai falar hoje na TV para nos dizer, resumidamente, que está tudo “porreiro, pá!” e que os 400 milhões que o governo quer gastar na Educação por causa da parceria com a Intel é susceptível da sua imperial indulgência.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Mulher da Realeza no Poder]]></title>
<link>http://delreicultural.wordpress.com/?p=334</link>
<pubDate>Tue, 29 Jul 2008 16:06:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dionísio Panteu</dc:creator>
<guid>http://delreicultural.wordpress.com/?p=334</guid>
<description><![CDATA[
Autor: Jorge José Bitar1
No decorrer do século XIX, apenas nove mulheres, em todo o mundo, absolu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><!-- 	 	 --></p>
<p align="right"><strong>Autor: </strong>Jorge José Bitar<a name="sdfootnote1anc" href="#sdfootnote1sym"><sup>1</sup></a></p>
<p align="justify">No decorrer do século XIX, apenas nove mulheres, em todo o mundo, absolutamente machista, ocuparam o comando político de nações, no posto de autoridade máxima de seus países, seja no papel de monarcas ou de regentes, informa o brasilianista Roderick J. Barman em sua obra: "<em>Princesa Isabel do Brasil: gênero e poder no século XIX"</em> (Ed. Unesp).</p>
<p align="justify">Assim, na condição de rainhas foram cinco: 1- D. Maria II, de Portugal; 2- Vitória I, da Grã-Bretanha; 3- D. Isabel II, da Espanha; 4- Liliuokalani, do Havaí; 5- Guilhermina, da Holanda; e como regentes quatro: 6- D. Maria Cristina de Bourbon, de Nápoles; 7- D. Maria Cristina, de Habsburgo (ambas as rainhas-mães foram regentes da Espanha); 8-Emma, de Waldeck e Pyrmont e 9- D. Isabel, do Brasil.</p>
[caption id="attachment_336" align="alignleft" width="125" caption="Retrato da Princesa Isabel"]<a href="http://delreicultural.wordpress.com/files/2008/07/retrato-da-princesa-isabel.jpg"><img class="size-medium wp-image-336" style="margin-left:10px;margin-right:10px;" src="http://delreicultural.wordpress.com/files/2008/07/retrato-da-princesa-isabel.jpg?w=234" alt="" width="125" height="153" /></a>[/caption]
<p align="justify">Destarte, vemos que entre elas havia uma brasileira, a Princesa Imperial Regente D. Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon, legítima herdeira do trono de D. Pedro II. Fato que mesmo a propalada república do norte, tida como <em>"berço da democracia"</em>, até hoje só a figura masculina esteve à frente de seus governos. Isso sem contar ainda, as nossas outras monarcas, não relacionadas pelo referido historiador, como D. Maria I, embora declarada incapaz, continuou reinando nominalmente, sendo a primeira rainha a pisar nos Trópicos; e a princesa D. Leopoldina, como regente, foi a primeira mulher das Américas a assumir efetivamente o governo de um país, na ocasião em que rompeu <em>os "laços entre o Brasil e Portugal"</em>, que resultou na Independência do Brasil.</p>
<p align="justify">Somados os três períodos regenciais, ocupados pela princesa D. Isabel, totalizam mais de três anos e meio, que equivalem a quase um mandato presidencial, sobretudo se ainda levar em conta que a média nacional, em um século e pouco de república, tem sido de dois anos por presidente.</p>
<p align="justify">D. Isabel não obstante mereça, pouca ou nenhuma atenção tem recebido. Após sua morte no exílio em 1921 apenas três biografias suas foram editadas até 1989, quando ainda celebravam o centenário da <em>"Abolição"</em>: a de Lourenço Lacombe que fechou as comemorações, além de duas antecessoras: uma de Pedro Calmon e outra de Hermes Vieira, de 1941.</p>
<p align="justify">Por fim, o historiador Robert Dailbert Júnior, doutorado pela Unicamp publicou <em>"Isabel, a redentora dos escravos"</em> (Edusc), de sua dissertação do mestrado. Sendo a última publicação a tradução da supracitada obra de Barman.</p>
<p align="justify">Para arrematar, três edições da revista especializada <em>"Nossa História"</em> (Ed. Vera Cruz) <em>"caíram como uma bomba entre os historiadores brasileiros"</em> segundo frisou sua editora, Cristiane Costa. Novos estudos demonstram fatos inimagináveis, ainda não comprovados, de um plano secreto para indenizar os ex-escravos e, de quebra, nesse documento inédito, D. Isabel fala, além disso, em sufrágio feminino. Desse feito, faz com que se redimensione o papel da monarquia na Abolição e redesenhe o perfil da cognominada a <em>"Redentora"</em>.</p>
<p align="justify">Portanto, que seja dado o devido reconhecimento a quem o mereça, sobretudo, à princesa que não hesitou em sacrificar sua dinastia para libertar um povo. E que a despeito disso algumas facções de plantão, ainda procuram por todos os meios, escamotear a realidade histórica.</p>
<p align="justify"><a name="sdfootnote1sym" href="#sdfootnote1anc">1</a><strong> Jorge José Bitar</strong> - <em>Ibn Al-Hafide 	Al-Sheik men Andket-Akkar</em> é formado em Direito pela <em>FADIR</em>, 	em Letras pela <em>UNESP</em>, 	pós-graduado, em Literatura, Educação e 	Desenvolvimento pela <em>UNESP/FAPERP</em>. 	bitarjorge@ig.com.br</p>
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<title><![CDATA[Qual é a vocação do Brasil?]]></title>
<link>http://delreicultural.wordpress.com/?p=279</link>
<pubDate>Sun, 27 Jul 2008 17:17:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dionísio Panteu</dc:creator>
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Autor: Jorge José Bitar1

Aristóteles e São Tomás ensinam que qualquer forma de governo pode se]]></description>
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<p align="right"><strong>Autor</strong>: Jorge José Bitar<a name="sdfootnote1anc" href="#sdfootnote1sym"><sup>1</sup></a></p>
<p align="justify">
<p align="justify">Aristóteles e São Tomás ensinam que qualquer forma de governo pode ser boa ou ruim, despótica ou democrática, segundo as leis em que se sustenta. Isso significa que tanto podemos ser democratas sob a égide de rei, bem como sob o barrete frígio de um republicano. Contudo, destacamos que sob a égide de um monarca não há uma só Monarquia despótica no mundo moderno. No entanto, em relação às Repúblicas não podemos igualmente assegurar.</p>
<p align="justify">Ao longo dos séculos de experiências políticas, as Monarquias evoluíram, modernizaram, se adaptando ao seu tempo. Ao contrário a forma republicana se valeu, não da experiência, mas de intelecções cerebrinas e invenções laboratoriais. Depois de seu surgimento, no final do século 18, não evoluiu mais.</p>
<p align="justify">A macaqueação brasileira de adotar a forma de governo forjada pelos EUA, que considerou a formação histórica, política, social e religiosa, daquele país, que não coincide com a nossa, nem a dos outros, resultou em evidente desastre para o Brasil, seus vizinhos e demais países que a adotaram. O sistema presidencialista, vigente só nos países do 3º Mundo, além dos EUA, é a adoção hoje, em pleno Século 21, do <em>Absolutismo</em> surgido na <em>Renascença</em> do Século 16, com a diferença de ter prazo determinado.</p>
<p align="justify">A partir do Segundo Reinado, quando já funcionava a Monarquia Constitucional Parlamentar, sem copiar de país algum, tivemos no Século 19 prova de experiência autóctone. Com efeito, vigia nesse período o parlamentarismo, que é o atual sistema de governo, adotado pelos países mais avançados do Mundo, criado e desenvolvido pela Monarquia. Depois, até copiado por Repúblicas Parlamentaristas, que apresentam flagrantes progressos frente às demais. Entretanto, à luz das Ciências Políticas é reconhecido que os atuais sistemas Parlamentares Monárquicos são em muito superiores e cientificamente mais perfeitos que as Repúblicas Parlamentaristas.</p>
<p align="justify">Basta citar as Monarquias da Bélgica, Dinamarca, Espanha, Holanda, Inglaterra, Liechtenstein, Luxemburgo, Mônaco, Noruega, Suécia na Europa e o Japão na Ásia. Ou ainda a Austrália e a Nova Zelândia, além do Canadá na América, que nem Rei tem, mas uma Rainha que fica do outro lado do Atlântico. Esses países detêm os mais altos índices de Desenvolvimento Humano (IDH) Mundial. Não há República com resultados tão elevados como dessas benfazejas Monarquias, onde a prosperidade, a paz social, a eqüidade democrática e a estabilidade política são as mais justas e igualitárias do Globo. Por mais antagônico que possa parecer é justamente nessas Monarquias que o "ideal socialista" funciona de forma mais exemplar e duradoura.</p>
<p align="justify">Em vista das revisões Históricas, suscitadas pela efeméride dos 200 Anos da Vinda da Corte Portuguesa ao Brasil, é oportuno rever acerca da razão espúria do raciocínio depreciativo à Monarquia, que associa essa forma de governo à coisa do passado, a retrocesso, assimilado, principalmente, por aqueles que nunca refletiram e deram conta do patrulhamento ideológico levado a cabo pelos próceres da República.</p>
<p align="justify"><a name="sdfootnote1sym" href="#sdfootnote1anc">1</a><em> Ibn Al-Hafide Al-Sheik men Andket-Akkar</em> é formado em Direito pela <em>FADIR</em>, 	em Letras pela <em>UNESP</em>, 	pós-graduado, em Literatura, Educação e 	Desenvolvimento pela <em>UNESP/FAPERP</em>. 	Fonte<strong>: </strong><strong>WNEWS 	- REFLEXÃO</strong> Página 62 Ano 1 Nº. 3 - 