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	<title>meditacao &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/meditacao/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "meditacao"</description>
	<pubDate>Tue, 13 May 2008 19:36:26 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Os Domingos Precisam de Feriados]]></title>
<link>http://desconstruindoamente.wordpress.com/?p=409</link>
<pubDate>Mon, 12 May 2008 11:29:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>Alessandro</dc:creator>
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<description><![CDATA[OS DOMINGOS PRECISAM DE FERIADOS
(Rabino Nilton Bonder)

Toda sexta-feira à noite começa o shabat ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">OS DOMINGOS PRECISAM DE FERIADOS</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">(Rabino Nilton Bonder)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><br />
<span style="font-size:small;">Toda sexta-feira à noite começa o shabat para a tradição judaica. Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino, no sétimo dia da Criação.<br />
Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo.<br />
A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.<br />
Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta.<br />
Hoje, o tempo de \'pausa\' é preenchido por diversão e alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações \'para não nos ocuparmos\'. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão.<br />
O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições. Nossas cidades se parecem cada vez mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo.<br />
Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A Internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme. As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim. Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente. As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado...<br />
Nossos namorados querem \'ficar\', trocando o \'ser\' pelo \'estar\'. Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI - um dia seremos nossos?<br />
Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante. Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos...<br />
Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção. O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair - literalmente, ficar desatento. É um dia de atenção, de ser atencioso consigo e com sua vida. A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é \'o que vamos fazer hoje?\' - já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de Domingo.<br />
Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande \'radical livre\' que envelhece nossa alegria – o sonho de fazer do tempo uma mercadoria.<br />
Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar.<br />
Afinal, por que o Criador descansou? Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada, seja dá-lo como concluído.</p>
<p>* Texto do Rabino Nilton Bonder, da Congregação Judaica</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Meditação, Informação, Política e Sociedade]]></title>
<link>http://globalaio.wordpress.com/?p=66</link>
<pubDate>Mon, 12 May 2008 03:48:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>andreaha_san</dc:creator>
<guid>http://globalaio.wordpress.com/?p=66</guid>
<description><![CDATA[Eu poderia citar aqui dados científicos sobre o exercício da meditação, proporcionando o embasam]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span>Eu poderia citar aqui dados científicos sobre o exercício da meditação, proporcionando o embasamento que a sociedade absorve como relevante. Mencionar a função dos níveis das ondas mentais: beta, alfa, gama e delta, mas o tema é pra lá de badalado, dados não faltam à sociedade da informação e também para o restante dos mortais que não obstante guiam suas escolhas pelas diretrizes apontadas por formadores de opinião. Hoje em dia, o que mais se consome no mundo é justamente: informação. </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span>Na sociedade contemporânea a informação tem mais valor do que a experiência viva.</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span>Através da meditação podemos observar o entorno com certa isenção partidária ou condicionamento social, melhor nos predispondo ao descondicionamento associado à retomada da experiência de vida. O que significa mergulhar numa primeira etapa de prática meditativa e orientada pela limpeza mental e emocional, reduzindo o nível de aceleração da freqüência mental, excessivamente acelerada na atualidade, atingindo o relaxamento e revelando benefícios em toda a constituição corporal. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Se focados numa consciência transformadora e renovada, podemos atingir o esvaziamento de conceitos, opiniões e argumentos de cunho puramente intelectualizados, abrindo espaços próprios de reconhecimento interno e necessidades intrínsecas. É quando estamos aptos à perceber certa vocação existencial ou aonde a vontade ‘in natura’ pode ser melhor acessada. Justo aonde o coração andava adormecido ou à deriva.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>As nossas energias são consumidas até a última gota, </span><span>ao investirmos numa realidade </span><span>baseada na política que nos instrumentaliza através da educação e do trabalho compromentidos com os valores de um sistema corrupto e em franco processo de falência. Por trás desta constatação que não é nenhuma novidade, cada um de nós pode perceber num rápido exercício de observação(= meditar), tudo aquilo que lhe tem ‘roubado’ a energia e constatar o seu grau de envolvimento com o processo. O quanto tem investido numa filosofia de vida que de fato não suporta, pois não atende seus anseios mais íntimos e acaba por lhe frustrar a manifestação expressiva sem a qual somos incompletos e sujeitos a patologias de toda ordem.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Esta realidade, na qual investimos nossas vidas, foi amplamante enraizada pelo senso comum e tornou-se tradição. </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span>À quem serve uma tradição que não se baseia em ressonância interior? </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span>Estamos comprometidos com o continuísmo do ‘progresso’ oriundo de políticas que nada ou muito pouco nos trazem em reais benefícios sociais. </span><strong><span>Não percebemos ainda, concentrados nas vítimas que imaginamos ser, que, quem move o mundo de hoje somos nós, a chamada: Sociedade. </span></strong><span>Embora ainda não tenhamos despertado à consciência que a Humanidade requer, estamos despertando aos poucos<span> </span>através do amor incondicional a Vida, aonde ainda hoje existe separativísmo.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>O separativísmo é a filosofia de vida que rege as diretrizes do mundo. E nem com todo o progresso que conquistamos, tal premissa sucumbiu. Vivemos numa sociedade que valoriza distinções de gênero, raça, moda, ou seja lá qual for o argumento do momento, uma vez escolhido, será devidamente, capitalizado.</span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span>É na construção desta filosofia ’sem pai nem mãe’, um mundo sem alma, que queremos continuar investindo nossos melhores esforços?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span>A meditação orientada em função das questões psico-emocionais que cada vez mais atingem o indivíduo carente de manifestação expressiva adequada, é um bálsamo que auxilia à tranquilizar o pensamento: afoito, ansioso, inseguro, nervoso, selvagem, medroso, inquieto, obsessivo e confuso, que muitas vezes nos leva abruptamente a respirar fundo - como se este simples ato, base de nossa natureza, precisasse de situações limites para que dele nos lembrássemos e somente assim aprofundássemos o inspirar…</span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span>Meditar é intrumento de autoconhecimento</span></strong><span> e pode significar para muitos auto-cura, uma vez que a prática nos auxilia a organizar e a clarear o pensamento que se torna apto a reconhecer motivações genuínas. Portanto: senhor de si e do corpo que conduz. </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span>Somos ainda capazes de experimentar a Vida independente das condições e valores sociais? </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong></strong><span>Ou simplesmente perdemos a capacidade de reconhecer que erramos sistematicamente em não desenvolver capacidades próprias, como pensar e elaborar opiniões ao invés de capturar as opiniões alheias, por que bem conceituadas ou simplesmente porque é cansativo pensar e nem educados para tanto nós fomos?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Somos capazes de tudo aquilo que nos propusermos de maneira consciente, respeitando acima de tudo à nós mesmos. Mas é preciso chamar a responsabilidade para si, com coragem e discernimento pra enfrentar todo um mundo que vem na contramão. Um senhor passo para chegar ao outro com isenção de carências, respeito e compaixão.</span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span>Podemos, por meios políticos, reverter as condições sociais à nosso favor?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span>Mais do que no poder político a orientar massas, eu acredito na consciência desperta individualmente e manifesta pelo livre fluxo de nossas possibilidades em convergência. Não vejo grande futuro para profissões idealizadas como suporte à uma filosofia de mundo em declínio. Os políticos que aí estão(guardadas raríssimas exceções), foram 'educados' para serem funcionários da máquina, não possuem ideais muito menos princípios. É meio óbvio não? Nem tanto, o tal declínio das instituições não 'derruba da noite para o dia' tudo o que é preciso derrubar. Não dá mais para acreditar na Educação que forma funcionários e aborta os homens que poderíamos ser. O autoconhecimento é portanto, pré-requisito de uma educação de valores realmente democráticos, que proporcione a emancipação de consciências através do potencial individual. Sem quaisquer priorização quando a valorização dos potenciais, tendo o princípio ético como referência à Justiça igualitária. Assim é possível o esvaziamento de tudo aquilo que não nos serve à manifestação, e já vem há algum tempo ganhando expressão nas inúmeras instituições sociais que andam perdendo o sentido.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Sem qualquer sombra de desejos destrutivos, o que seria continuar a alimentar a velha civilização com o seu combustível predileto. Mas ciente da dinâmica das energias é natural a troca de ‘ares’...</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Que ultrapassemos a histórica </span><span>saga</span><span> de dependência ao Poder pelo esvaziamento progressivo de um sistema manipulador, através do investimento em relações de elevado valor humano.</span></p>
<p class="MsoNormal">Encerrando eu diria que a Educação não é nada caso não privilegie o Autoconhecimento. E que a meditação é um de seus instrumentos fundamentais, uma vez que propicia manifestação, desenvolvimento e equilíbrio ao campo psico-emocional.</p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Uma teoria]]></title>
<link>http://zesim.wordpress.com/?p=79</link>
<pubDate>Fri, 09 May 2008 13:12:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>zesim</dc:creator>
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<description><![CDATA[Desenvolvi uma teoria sobre a necessidade humana de se juntar em grupos. Não tem qualquer base cien]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Desenvolvi uma teoria sobre a necessidade humana de se juntar em grupos. Não tem qualquer base cientifica, é baseada apenas na observação e constatação de factos.</p>
<p>Todas as pessoas que conheço sentem necessidade de se identificarem com um grupo, seja ele a familia ou uma tertúlia ou uma religião ou um clube de futebol. As minhas conjecturas aparecem ao tentar perceber porquê. Ultimamente tenho observado muito e de forma neutra, sem fazer juizos de valor (pelo menos tento apesar de por vezes mostrar exactamente o contrário). Razões racionais para se pertencer ao tipo de grupos que identifiquei acima não encontrei, são, normalmente, razões emocionais. Estas razões emocionais prendem-se com medos e com a vontade de nos unirmos para sermos só um. Está relacionado com a busca da unidade e como tal juntamo-nos em grupos que tenham factores comuns e que facilitem a integração em conjunto. </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Importância De Um Cérebro Completamente Quieto]]></title>
<link>http://desconstruindoamente.wordpress.com/?p=408</link>
<pubDate>Tue, 06 May 2008 16:07:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>Alessandro</dc:creator>
<guid>http://desconstruindoamente.wordpress.com/?p=408</guid>
<description><![CDATA[A importância de um cérebro completamente quieto
Krishnamurti

A mente embotada, a mente entorpeci]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="line-height:14.4pt;margin:0;"><strong><span style="color:#333333;font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">A importância de um cérebro completamente quieto</span></span></strong><span style="color:#333333;font-family:Arial;"><br />
<span style="font-size:small;">Krishnamurti</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:14.4pt;margin:0;"><span style="color:#333333;font-family:Arial;"><br />
<span style="font-size:small;">A mente embotada, a mente entorpecida pela disciplina, não pode, em circunstância alguma, compreender o que é a realidade. Temos de libertar-nos completa e totalmente do pensamento. Necessitamos de uma mente não deformada, muito lúcida, mente não embotada — e que não esteja seguindo nenhuma diretiva ou propósito. Perguntareis: “É possível alcançar esse estado mental em que não há experimentar?” — “Experimentar” implica uma entidade que está experimentando, por conseguinte, dualidade: o experimentador e a coisa experimentada, o observador e a coisa observada. Quase todos nós desejamos uma certa experiência profunda, maravilhosa, mística; nossas experiências de cada dia são tão triviais, tão banais e superficiais, que desejamos algo de “eletrizante”. Nessa extravagante idéia de termos uma experiência maravilhosa encerra-se a dualidade representada pelo “experimentador” e a “experiência”. Enquanto existir essa dualidade, haverá deformação; porque o experimentador é o passado, com todos os conhecimentos e memórias nele acumulados. Insatisfeito com as atuais experiências, deseja ele uma experiência muito mais grandiosa, “projeta-a” como idéia e trata de alcançar essa “projeção”: mais uma vez, dualidade e deformação.<br />
A verdade não é uma coisa que se possa experimentar. A verdade não pode ser buscada e achada. Está fora do tempo. E o pensamento, que é tempo, nenhuma possibilidade tem de buscá-la e “pegá-la”. Portanto, é necessário compreender profundamente essa questão do desejo de experiência. Vede, por favor, quanto isso é importante. Qualquer forma de esforço, de desejo, de busca da verdade, de exigência de experiência, é o observador a querer algo transcendental e a esforçar-se por alcançá-lo; sua mente, por conseguinte, não é lúcida, incorrompida, não-mecânica. Quando a mente está a buscar uma experiência, por mais maravilhosa que seja, isso significa que o “eu” a está buscando — o “eu”, que é o passado, com todas as suas frustrações, aflições, esperanças.<br />
Observai, por vós mesmo, como funciona o cérebro. Ele é o depósito da memória, do passado. Essa memória está sempre a reagir, “gostando” e “não gostando”, justificando, condenando, etc.; a reagir de acordo com seu condicionamento, de acordo com a cultura, a religião, a educação, nela armazenadas. Esse depósito, de onde surge o pensamento, guia a maior parte de nossa vida. Está dirigindo e moldando nossa vida, a cada minuto do dia, consciente ou inconscientemente; está gerando pensamento, gerando o “eu”, que é a essência mesma do pensa mento e das palavras. Pode esse cérebro, com seu conteúdo — o “velho” — tornar-se completamente quieto — só despertando quando necessário operar, funcionar, falar, agir, porém, a maior parte do tempo, completamente estéril?<br />
Meditação é descobrir se o cérebro, com todas as suas experiências, pode tornar-se absolutamente quieto. Não forçado a isso, porque, no momento em que o forçamos, torna a surgir a dualidade, a entidade que diz “Eu gostaria de ter experiências maravilhosas e, portanto, tenho de obrigar o meu cérebro a quietar-se.” Nunca o conseguirá! Mas, se começardes a investigar, a olhar, a observar, a “escutar” todos os movimentos do pensamento, seu condicionamento, seus alvos, seus temores e prazeres; observar como o cérebro funciona — vereis então que ele se tornará sobremodo quieto; essa quietação não é um estado de sono, pois o cérebro se acha então sumamente ativo e, portanto, em silêncio. Um dínamo grande, em perfeito estado de funcionamento, quase não faz barulho; só quando há atrito, há barulho.<br />
Cumpre-nos descobrir se nosso corpo é capaz de ficar sentado ou deitado, em completa quietação, sem nenhum movimento, sem estar sendo forçado. Podem o corpo e o cérebro — pois estão psicossomaticamente relacionados — tornar-se quietos? Há vários exercícios para pôr o corpo quieto, mas tais exercícios implicam coerção; o corpo quer erguer-se e andar, mas lhe impomos que fique quieto, e começa a batalha: querer sair à rua e querer ficar sentado e quieto.<br />
A palavra “ioga” significa “ajuntar”. O próprio termo “ajuntar” é impróprio, porque implica dualidade. Provavelmente a ioga, como uma determinada série de exercícios e movimentos respiratórios, foi inventada na Índia há milhares de anos. Sua finalidade é manter as glândulas, os nervos e todo o organismo funcionando saudavelmente, sem remédios, e sobremodo sensível. O corpo precisa ser sensível, porque de outro modo não se pode ter um cérebro claro. É fácil ver este simples fato que precisamos ter um corpo perfeitamente são, sensível, alertado, e um cérebro a funcionar muito claramente, não emocionalmente, não pessoalmente; o cérebro é então capaz de pôr-se absolutamente quieto. Mas, como conseguir isso? Como pode o cérebro, que anda sempre tão ativo — não apenas durante o dia, mas também quando dormimos — ficar em completo repouso, inteiramente quieto? Decerto, nenhum método produzirá esse efeito, já que todo método implica repetição mecânica, que entorpece e embota o cérebro; e, nesse estado de embotamento, pensais ter experiências maravilhosas!<br />
Como pode o cérebro, que anda sempre a monologar ou a palrar, sempre julgando, avaliando, “gostando” e “não gostando”, constantemente variando, quietar-se de todo? Estais vendo, por vós mesmo, quanto é importante ter o cérebro completamente quieto? Porque, em qualquer momento em que o cérebro está agindo, sua ação é reação do passado, traduzida em pensamento. Só quando totalmente quieto, é ele capaz de observar uma nuvem, uma árvore, a correnteza de um rio. Podeis ver quanto é bela a luz que brilha naquelas montanhas e, contudo, estar com o cérebro totalmente quieto. Já deveis ter observado isso, não? Como sucede? A mente, em presença de algo extraordinário, como um mecanismo extremamente complicado, um maravilhoso computador, ou um esplendoroso pôr do Sol, fica perfeitamente quieta, ainda que por uma fração de segundo. Sabeis, quando se dá um brinquedo a uma criança, como o brinquedo a absorve, como a criança fica toda interessada nele. Do mesmo modo, a majestade das montanhas, a beleza de uma árvore, a correnteza das águas, absorvem a mente e a põem quieta. Mas, nesses casos, o cérebro é posto quieto por alguma coisa. Pode o cérebro imobilizar-se sem a ingerência de nenhum fator externo? Não descobrindo nenhuma maneira de quietá-lo, certas pessoas esperam pela graça de Deus, rezam, têm fé, absorvem-se em Jesus, nisto ou naquilo. É bem evidente que essa absorção numa coisa externa só pode verificar-se numa mente embotada, entorpecida. O cérebro está em contínua atividade, do despertar ao adormecer — e mesmo então a atividade cerebral prossegue. Essa atividade, na forma de sonhos, é o mesmo movimento do dia, continuado durante o sono. O cérebro nunca tem um momento de repouso, nunca diz “Acabei”. Leva para as horas de sono os problemas que acumulou durante o dia, e, ao despertardes, os mesmos problemas continuam, ininterruptamente: um círculo vicioso. O cérebro, para que possa quietar-se, não deve ter sonhos. Quando o cérebro está quieto durante o sono, introduz-se na mente uma capacidade inteiramente nova. Como pode o cérebro, sempre tão intensa e ardorosamente ativo, imobilizar-se, natural e simplesmente, sem nenhum esforço ou coerção? Eu vo-lo mostrarei.<br />
Como dissemos, durante o dia o cérebro está incessantemente ativo. Se ao despertardes e olhardes pela janela, exclamais “Oh, que chuva!” ou “Que dia maravilhoso, mas quente demais” — já pusestes o cérebro em movimento! Assim, no momento de olhardes pela janela, não digais para vós mesmo uma só palavra. Isso não significa reprimir as palavras, porém, apenas, compreender que no momento em que dizeis “Que linda manhã!” ou “Que tempo horrível!” — o cérebro se põe em movimento. Mas se, olhando pela janela, observais as coisas sem pronunciardes uma única palavra (e isso não é reprimir a palavra), se ficais apenas observando, sem a imediata intromissão da atividade cerebral, tendes então a solução, a chave do problema (de pôr o cérebro quieto). Quando não reage o velho cérebro, começa a despontar o cérebro novo. Podeis observar as montanhas, os rios, os vales, as sombras, as árvores formosas, as maravilhosas nuvens, totalmente iluminadas, além das montanhas — sem pronunciar uma palavra, sem comparar.<br />
Mas, isso se torna bem mais difícil quando se observa outra pessoa, porque, aí, já tendes imagens estabelecidas. Observai, ainda assim! Assim observando, com claro percebimento, vereis que a ação assume uma extraordinária vitalidade: é a ação completa, que nunca é levada para o próximo minuto. Compreendeis?<br />
Todos nós temos problemas, profundos ou superficiais — insônia, brigas com a mulher, problemas que vamos levando de dia para dia. Os sonhos são a repetição desses mesmos problemas, a interminável repetição do medo e do prazer. Isso, decerto, entorpece a mente e embota o cérebro. Ora, é possível pôr fim a cada problema, no momento de surgir? — não levá-lo para diante? Tomemos um problema: alguém me insulta, chama-me “idiota”. Instantaneamente, o velho cérebro reage, dizendo “Idiota é você!” Se, antes de o cérebro reagir, me torno perfeitamente cônscio do que foi dito — uma coisa desagradável — abro um intervalo, de modo que o cérebro não pode logo precipitar-se para a arena. Assim, se durante o dia observardes, em vossos atos, o movimento do pensamento, percebereis que ele está a criar problemas, e que problemas são coisas incompletas e, por conseguinte, têm de ser levados para diante. Mas, se observardes com o cérebro realmente quieto, vereis que a ação é completa, instantânea; não se leva para diante o problema, não se leva para diante o insulto, o elogio: é coisa acabada. E, depois, durante o sono, o cérebro já não levará consigo as “velhas” atividades do dia, estará em completo repouso. E, estando o cérebro quieto durante o sono, verifica-se um rejuvenescimento de toda a sua estrutura — desponta a inocência. A mente “inocente” é capaz de ver o verdadeiro — não a complicada mentalidade do filósofo ou do sacerdote.<br />
A mente inocente abrange aquele todo em que está contido o corpo, o coração, o cérebro e a mente propriamente dita. A mente inocente, jamais atingida pelo pensamento, pode ver o verdadeiro, o real. Isso é meditação. Para alcançar-se aquela maravilhosa beleza da verdade e seu êxtase, é necessário lançar a base adequada. Essa base é a compreensão do pensamento, que gera medo e nutre o prazer; é a compreensão da ordem e, por tanto, virtude. Fica-se, assim, livre de todo conflito, de toda agressividade, brutalidade e violência. Lançada essa base da liberdade, desponta uma sensibilidade que é a culminância da inteligência, e a vida do homem se torna, em todos os seus aspectos, inteiramente diferente.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Meditação e Produtividade]]></title>
<link>http://desconstruindoamente.wordpress.com/?p=406</link>
<pubDate>Tue, 06 May 2008 15:31:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>Alessandro</dc:creator>
<guid>http://desconstruindoamente.wordpress.com/?p=406</guid>
<description><![CDATA[Meditação e Produtividade
  Conceição Trucom
  Imagine uma garrafa cheia de areia e água. Ago]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="color:#333333;font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Meditação e Produtividade</p>
<p>  Conceição Trucom</p>
<p>  Imagine uma garrafa cheia de areia e água. Agora mantenha esta garrafa sob contínua agitação. O que enxergamos através dessa garrafa? Certamente uma lama opaca e turva. Pois é dessa maneira, que a mente humana funciona a maior parte do tempo, mesmo dormindo. Mas, se interrompermos a agitação da garrafa por alguns minutos, a areia se depositará harmoniosa no fundo, e a água se tornará transparente. A meditação faz o mesmo com a nossa mente, e, ao serená-la, libera a inteligência e a criatividade. A meditação não deve ser encarada como um esforço, basta encontrarmos a técnica mais adequada aos nossos objetivos, momento ou espaço. Em geral, o que mais atrai as pessoas para a meditação é a promessa de fazer com que a pessoa fique mais relaxada e serena, a maior parte do tempo.</p>
<p>  Mas algumas das pessoas que sofrem muita pressão, principalmente no trabalho, parecem considerar o relaxamento uma idéia inconveniente. Quando Herbert Benson, da escola de Medicina de Harvard, escreveu um artigo na Harvard Business Review, recomendando que os empresários permitissem que os seus funcionários (inclusive os próprios), tivessem um tempo para relaxar, houve uma avalanche de cartas de protesto, afirmando que a tensão e o estresse são matérias- prima essenciais para a administração eficiente dos negócios. Mas, por experiência própria, e dos muitos meditadores que estudo ou conheço, a meditação produz pessoas mais ativas, criativas e positivas.</p>
<p>  As pesquisas sobre os efeitos da meditação no cérebro revelam que a meditação treina a capacidade de prestar atenção, de estar alerta e presente a cada instante do nosso dia-a-dia. Isso a diferencia de muitas outras formas de relaxamento, que permitem que a mente divague livre, leve e solta. Esse aguçamento da atenção dura além da própria sessão de meditação. A atenção irá manifestar-se de várias formas ao longo do dia da pessoa que medita. Verificou-se, por exemplo, que a meditação aperfeiçoa a habilidade da pessoa de captar sutis manifestações no ambiente, e de prestar atenção ao que está acontecendo, em vez de permitir que a mente se disperse com pré-ocupações e pensamentos não pertinentes àquele momento. Essa habilidade significa que, ao conversar com alguém, a pessoa que medita regularmente, estabelece uma relação de maior empatia com as pessoas e seu ambiente, porque consegue prestar uma atenção especial no que acontece a sua volta, conseguindo inclusive, captar melhor as mensagens ocultas que estão sendo transmitidas. Meditar é deleitar-se com o próprio ser, quando então podemos desfrutar da nossa serenidade interna.</p>
<p><em>  Conceição Trucom é química, cientista, palestrante e escritora sobre temas voltados para o bem-estar e qualidade de vida.</em></span></span><em></em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Aprenda técnicas de relaxamento]]></title>
<link>http://vivaavida.wordpress.com/?p=932</link>
<pubDate>Sun, 04 May 2008 16:34:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>soares7</dc:creator>
<guid>http://vivaavida.wordpress.com/?p=932</guid>
<description><![CDATA[Uso os conselhos de um médico, Philip Bain, sobre o relaxamento. O relaxamento pode ser um recurso ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Uso os conselhos de um médico, Philip Bain, sobre o relaxamento. O relaxamento pode ser um recurso importante para lidar com alguns tipos de dores de cabeça, com o estresse e com a ansiedade. Algumas pessoas usam analgésicos, anti-depressivos e relaxantes químicos além do recomendado pelo médico. É uma grande burrice.<br />
Você pode melhorar em um minuto ou menos, a ponto de notar o decréscimo da tensão dos músculos, sobretudo no pescoço e na cabeça.<br />
Algumas pessoas se satisfazem com o uso ocasional desses exercícios, usualmente quando se sentem mal, estressados etc. Outros agem antes. Um período de relaxamento de menos de um minuto pode melhorar uma dor de cabeça sem os efeitos colaterais dos analgésicos.</p>
<p>O sucesso dos exercícios de relaxamento depende do compromisso de quem os faz. Evidentemente, exercício que não é feito não produz efeito. Exercícios regulares, os mais inteligentes, evitam estresse e dores de cabeça. Exercícios respiratóriosOs exercícios respiratórios são fáceis de fazer e são eficientes. Um minuto – ou menos – de exercícios podem bastar.<br />
Como?<br />
É necessário respirar mais devagar. É preciso concentrar na respiração (e não pensar em outras coisas) com os olhos fechados e respirar profundamente. Aprender a ajudar a respiração com a “barriga” é uma grande ajuda. Para começar seus treinos, faça o seguinte:<br />
1. Deite de costas, com uma das mãos na barriga e a outra no peito;<br />
2. Respire devagar pelo nariz;<br />
3. Quando estiver terminando a inspiração, estique a barriga para cima, como se estivesse empurrando a sua mão na direção do teto;<br />
4. Vagarosamente respire  pelo nariz, sentindo o peito com a mão;<br />
5. Faça esse exercício por tantas respirações quantas puder, mas faça várias vezes, diariamente. Há um tempinho, faça.<br />
6. Quando expirar (colocar o ar para fora). Algumas pessoas acham que ajuda dizer vagarosamente “relaxa” ou “descansa” enquanto coloca o ar para fora. Depois de alguma prática, meia dúzia de respirar/expirar já são suficientes para dar uma baixa legal na tensão muscular;<br />
7. Também pode ajudar contar de um a quatro quando inspirar, segurar a respiração um pouquinho, jogar o ar para fora ainda mais devagar, contando devagar até sete.</p>
<p>Trabalhar com imagens aumenta muito a eficiência dos exercícios respiratórios. É algo que pode ser feito de muitas maneiras. Abaixo, uma das mais fáceis:<br />
1. Imagine um lugar quieto, calmo, agradável. Qualquer lugar que faça você se sentir bem. As preferências variam com as pessoas. Uns preferem um quarto, outros uma sala perto de uma lareira, outros preferem pensar numa praia tranqüila, outros em um gramado e assim por diante. Pode ser o céu também. É o lugar que faz com que você se sinta bem.<br />
2. Depois de começar os exercícios respiratórios, coloque-se nesse lugar querido. Se o lugar tiver sons, música, sensações, cheiros e mais, imagine-os também, como se os estivesse sentindo. E continue respirando profundamente o tempo todo.<br />
Essas técnicas são mais fáceis de aprender do que parecem. Todas as pessoas com dores de cabeça, estresse etc deveriam tentar uma das muitas formas de relaxamento, biofeedback, meditação. Temos muitas pesquisas que mostram uma redução de dores e de estresse, assim como medidas de tensão muscular. Funciona!</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Nobreza na Disciplina]]></title>
<link>http://naoestoula.wordpress.com/?p=14</link>
<pubDate>Sat, 03 May 2008 23:58:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Sávio</dc:creator>
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<description><![CDATA[Disciplina, bem como o amor, deve ampliar a dignidade pessoal.
Disciplina saudável deve estimular a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;padding-left:30px;">Disciplina, bem como o amor, deve ampliar a dignidade pessoal.<br />
Disciplina saudável deve estimular a auto-estima e ajudar a extrair o melhor de uma pessoa, cultivando sua soberania. Esta expressão de disciplina não compromete a disciplina, pelo contrário, encoraja-a e a amplia. (<a href="http://www.sedentario.org/colunas/teoria-da-conspiracao/sefirat-ha-omer-partes-2-e-3-5216/" target="_blank">http://www.sedentario.org/…/sefirat-ha-omer-partes-2-e-3-5216/</a>)</p>
<p style="text-align:justify;">Há uns três meses, no final de janeiro, comecei a freqüentar uma academia. Não sei que força maior me fez ir todos os dias, com uma disciplina e uma disposição que eu não conhecia. Nunca gostei de exercícios físicos, e a única ocasião em que freqüentei uma academia por mais de um mês foi quando um amigo me deu uma caixa de chocolates pra fazer um plano trimestral.</p>
<p style="text-align:justify;">Só nas duas últimas semanas é que mal freqüentei a tal academia, por conta da faculdade, que começou a me encher de provas – mas mostra de que pretendo continuar é ter feito agora um plano semestral.</p>
<p style="text-align:justify;">Desde que começaram as aulas, contudo, sou obrigado a ir malhar bem cedinho, às 6h da manhã (até porque à noite chegaria esgotado da aula, sem ânimo para atividade física nenhuma). Descobri que gosto muito do período que antecede o nascer do sol. Sinto-me renovado e cheio de energia para o dia que vem à frente, e o nascer do sol é algo simplesmente mágico. Até simpatizo mais com o pessoal que vai malhar às 6: são também pessoas fora de forma, e vez em quando aparece algum velhinho (adoro pessoas velhinhas, mas isso é assunto para outro post). Em geral, ninguém sarado além da professora gostosa (mais uma razão para ir às 6h). O único inconveniente é a escassez de tempo, uma vez que sou obrigado a fazer toda a série de exercícios em menos de uma hora.</p>
<p style="text-align:justify;">Alguns dias atrás, acho que há umas duas semanas, um amigo  comentou que eu deveria parar de freqüentar a academia nesse horário, porque eu estava ficando muito mau-humorado. Eu, que vejo a mim mesmo como um modelo de estabilidade emocional: raramente pra baixo, quase sempre feliz, mas sem exaltações. Nenhuma outra pessoa havia me chamado a atenção para isso antes, nem a chamou depois, mas isso ficou na minha cabeça, e comecei a associar a algumas coisas que não estavam dando certo.</p>
<p><!--more--></p>
<p style="text-align:justify;">Hoje, meditando sobre Nobreza de Disciplina, foi-me posto esse questionamento: minha disciplina está me enfraquecendo, degradando meu espírito? Os termos podem ser um tanto fortes, mas, de certo modo, talvez seja isso mesmo que acontece. A primeira solução que me vem à cabeça seria deixar a academia, já que me é impossível ir em outro horário, mas se não quiser virar um velho decrépito e cheio de artrites e reumatismos, o jeito é continuar com atividades físicas. Eu, que com 21 anos já sinto dores fortes na coluna lombar se ficar tempo demais sentado.</p>
<p style="text-align:justify;">É quase a escolha de Sofia (filme que eu nunca vi): permitir que a disciplina me degrade o espírito, ou que a falta dela me degrade o corpo? :-P</p>
<p style="text-align:justify;">Vou continuar com a academia. Estou ligeiramente acima do peso, e com muita gordura excessiva. Tenho seis desvios de postura, e sinto dores na coluna. Levo uma vida sedentária e não me alimento propriamente. Pra piorar, ainda faço um curso que só potencializa esses problemas (alguém já viu um promotor que não estivesse fora de forma? Algum desembargador que não fosse ou excessivamente magro ou com uma pança considerável? Alguém? Obrigado). Preciso dar o melhor de mim para ser alguém agradável, mesmo indo dormir às 11h da noite e acordando às 5h da manhã do dia seguinte. E me alimentar bem! Ou isso, ou vou acabar morrendo muito, muito cedo… (Medo de morrer eu não tenho, mas seria frustrante fazê-lo antes da hora. Mais uma vez, assunto para outro post!)</p>
<p style="text-align:justify;">Exercício para amanhã: encorajar a auto-estima dos outros!</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Essência da Meditação]]></title>
<link>http://xpressurf.wordpress.com/?p=306</link>
<pubDate>Fri, 02 May 2008 12:36:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>xpressurf</dc:creator>
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<description><![CDATA[A meditação permite-te ouvir a palavra do silêncio, discernir a sua Clara-luz, no interior de ti.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>A meditação permite-te ouvir a palavra do silêncio, discernir a sua Clara-luz, no interior de ti. Essa visão não será possível se estiveres numa atitude sonolenta, que provoca o devaneio. Senta-te para meditar, com o busto direito, como uma árvore, com os olhos fechados, na posição do vigilante.</p>
<p>Observa muito longe em ti, sem afrouxar a tua atenção, com o espírito vazio, evitando o movimento dos pensamentos. É a atitude do guerreiro espiritual, do Acordado.</p>
<p>Nenhum pensamento está, na realidade, completamente isolado. O verdadeiro espaço está no interior. O que se passa no espírito repercute-se em todo o universo.</p>
<p>A vida é uma disciplina que se conjuga no presente. Realiza cada ato plenamente. Não te interesses senão pela vida, em todas as suas formas, pois ninguém sairá vivo desse jogo.</p>
<p>Não tenhas medo da solidão quando ela vem ao teu encontro. Ela é a ocasião de te reencontrar e de te fortificar.</p>
<p>Aprende primeiro a acalmar o teu espírito e a relaxar o teu corpo, depois desce em ti, como o mergulhador. Não tenhas medo de conhecer a plenitude e a completa vacuidade. Só tens uma vida, mas é infinita. Com a meditação, entras naquilo que não pode ser nem dividido nem separado.</p>
<p>Muda de ponto de vista para guardar distanciamento. Desconfia das paixões, ganha recuo recolhendo-te.<br />
A meditação aproxima-te do centro de ti próprio, logo que fechas os olhos. Não está ligada ao curso do pensamento, nem ao jogo fantasmagórico das emoções. Aprende a calar-te e o teu coração abrir-se-á.</p>
<p>A origem das coisas não está situada no passado. Produz-se agora, em cada instante, no teu espírito. Aprende a pensar de outra maneira.</p>
<p>Podes utilizar um sonho, uma recordação, como suporte para a tua meditação. Não analises, não reflitas. Contenta-te em observar, sem palavra, sem pensamento, como o animal fascinado observa o fogo. Transforma os teus desejos, as tuas sensações, em energia pura. Considera-os como pedras preciosas, que brilham desligadas de ti.</p>
<p>A meditação transforma a crença em realidade vivida. Utiliza o seu poder, se queres mudar o mundo.</p>
<p>Não é necessário que medites sobre as mandalas nem sobre as figuras tradicionais do Vajrayana. Toma o teu próprio desejo como objeto da tua meditação. Observa-o, de longe, sem perder o encantamento, e segue-o como se sobe um rio, até à sua nascente. Ele é a chave que abre todas as portas.</p>
<p>Aprende o poder de amor da meditação: ela abre o coração e faz nele penetrar o universo inteiro. Reúne o que foi separado pela ilusão. Eis-te imerso no fluxo da vida e deslizando com ele.</p>
<p>Aprende também a meditar com os olhos abertos. Concentra-te na beleza de uma flor, no murmúrio das ondas, no barulho do vento. Suprime a distância que te separa das coisas. Meditar é um ato de amor.</p>
<p>Cada paixão dominada acende um novo sol.</p>
<p>Toma refúgio muito longe em ti próprio, se queres encontrar os outros.</p>
<p>Se estás infeliz e num estado de caos interior, não acuses o mundo pois ele não é senão o reflexo de ti próprio. O que tu és, o mundo é-o também. Cura-te e o mundo curar-se-á.</p>
<p>Deves derrubar os teus hábitos de pensamento. Desce em ti, com o espírito livre, consciente da tua própria divindade, à maneira de um espelho que reflete o sol.</p>
<p>Medita por entre o tumulto da vida quotidiana, no meio dos engarrafamentos, andando na rua. Descondicione-se. Toma de repente altitude, e considera o espetáculo do mundo como um fluxo eterno, sem começo nem fim. Estás no centro, o único ponto fixo, com a tua consciência, as tuas sensações, as tuas reflexões. Meditar assim renova a energia, e evita a lassidão.</p>
<p>Meditar, é renunciar ao universo conhecido e descer aos bastidores, aí onde o espírito puxa os cordéis do jogo. É tornar a ser o grande maquinista, o criador do universo.</p>
<p>A meditação começa sempre por uma total descontração do corpo físico, que elimina as tensões. Aprende a respirar, isto é, a tornar vivos os mecanismos habituais do corpo.</p>
<p>Reúne os teus pensamentos no centro de ti próprio, e impede-os de derivar. Visualiza esse centro como sendo a única realidade, se queres que a tua meditação se torne numa arma que desperta.</p>
<p>Nós não temos nenhuma consciência de nós próprios, é por isso que o menor choque exterior nos surpreende e perturba. Reencontra o domínio interior, sem perder a inocência do olhar, e a bondade do coração.</p>
<p>A meditação permite-te ocupar realmente o teu lugar, reencontrar o equilíbrio e a harmonia. Ela é a via real que leva à felicidade, o caminho mais curto, pois evita os maus hábitos do exterior, os artifícios, as ilusões.</p>
<p>Considera o teu espírito como o templo de ouro, que contém todo o universo.</p>
<p>A meditação permite reunir as energias, evitando a dispersão e o desperdício. Orientando os teus pensamentos para os outros, podes curar os que sofrem, vir em auxílio dos desgraçados e fazer muito bem. A meditação acorda os poderes do espírito.</p>
<p>Se queres deslocar-te e aproximar-te de alguém, podes utilizar o poder todo-poderoso do pensamento. Visualiza o lugar que queres atingir, reunindo as tuas emoções, os teus desejos, sem te perder em vagos devaneios. Para isso, não deves deixar o teu espírito vagabundear, mas, pelo contrário, torna a trazê-lo para o centro de ti próprio, pela meditação, sem nunca perder a consciência do Instante.</p>
<p>Durante a tua meditação, deixa flutuar as idéias e as sensações vagabundas, sem procurar retê-las. Deixa o vazio invadir o teu espírito, e ressentirás um calor maravilhoso, assim como uma imensa alegria. Será então que a distância entre ti e o mundo há de desaparecer. Estás no lugar do espírito que reúne todas as coisas. A partir deste lugar, podes agir sobre ti próprio e sobre o mundo.</p>
<p>Descobre a profundidade da meditação, e encontrarás a imediatitude do mundo. Os mestres de sabedoria ensinam que esse instante é a única realidade. Dele nascem os universos e os mundos.</p>
<p>Os conflitos, o ódio, a violência, provêm de um desconhecimento de si, que gera dor e confusão. Não duvides do teu próprio esplendor interior. Cada ser vivo é uma estrela.</p>
<p><strong>Dugpa Rinpoche</strong></p>
<p><strong>Texto extraído do site:  www.dharmanet.com.br</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Zen no Parque Barigui - Imperdível!]]></title>
<link>http://zanotta.wordpress.com/?p=149</link>
<pubDate>Thu, 01 May 2008 16:47:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>zanotta</dc:creator>
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<description><![CDATA[Um convite de amigos do Centro Zen de Curitiba:
Caso você tenha interesse em experimentar os benef]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://zennoparque.files.wordpress.com/2008/02/logo-zen-no-parque-pqna-blog.jpg" alt="" align="right" />Um convite de amigos do Centro Zen de Curitiba:</p>
<p>Caso você tenha interesse em experimentar os benefícios da meditação, venha participar do ZEN no parque.<br />
Em meia hora, respiramos, caminhamos e sentamos sentindo a própria respiração, o ar à nossa volta, os sons, os odores - a vida, enfim…<br />
SERVIÇO:</p>
<p>MEDITAÇÃO NO PARQUE - Curitiba/PR<br />
TODOS OS DOMINGOS<br />
local: Parque Barigui<br />
Entrada pela Cândido Hartmann.<br />
Em frente ao ponto de ônibus entre a Guarda Municipal e Museu do Automóvel (Ver MAPA ABAIXO).<br />
horário: das 11hs às 11h30<br />
Haverá prática mesmo em caso de chuva!<br />
(Vá com uma roupa adequada e leve seu guarda-chuva, pois faremos uma “caminhada meditativa na chuva”, nas pistas circulares do parque)</p>
<p><a href="http://zennoparque.wordpress.com/">http://zennoparque.wordpress.com/</a></p>
<p><img src="http://zennoparque.files.wordpress.com/2008/03/mapa-local-da-pratica.jpg?w=459&#38;h=494" alt="" align="middle" /></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Meditação]]></title>
<link>http://inconscientecoletivo.wordpress.com/?p=36</link>
<pubDate>Thu, 01 May 2008 15:01:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>inconscientecoletivo</dc:creator>
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<description><![CDATA[Vídeo retirado do DVD do &#8221; O Segredo 2&#8243;, fala sobre a importância da meditação, não]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Vídeo retirado do DVD do " O Segredo 2", fala sobre a importância da meditação, não só para relaxamento (como normalmente é utilizada e indicada), mas para silenciar a mente e possibilitar a obtenção de energia que irá fortalecer o corpo, a mente e o intelecto. Recomendável a todos que desejam uma mudança profunda de vida.</p>
<p style="text-align:center;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/N8NR8KwW51A'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/N8NR8KwW51A&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Conferências com Alfredo Sfeir-Younis]]></title>
<link>http://gotadeorvalho.wordpress.com/?p=122</link>
<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 14:38:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>coeurpur</dc:creator>
<guid>http://gotadeorvalho.wordpress.com/?p=122</guid>
<description><![CDATA[
Tema: ‘O Desenvolvimento Espiritual Como Única Fonte Para Combater o Stress’, sábado 3 de Mai]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><a href="http://gotadeorvalho.wordpress.com/files/2008/04/sfeiryounisbio2.jpg"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-121" src="http://gotadeorvalho.wordpress.com/files/2008/04/sfeiryounisbio2.jpg?w=77" alt="" width="77" height="96" /></a></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Tema: <strong><span style="font-family:Arial;">‘O Desenvolvimento Espiritual Como Única Fonte Para Combater o Stress’</span></strong>, sábado 3 de Maio, às 15h30, no Auditório da Junta de Freguesia de Paranhos, Rua Álvaro Castelões, 811 Porto (organização Instituto Zambuling Para a Transformação Humana e o Núcleo Portal de Luz)</span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Tema: ‘<strong>Como evitar a queda interior e exterior</strong>‘<span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span><span style="font-size:11pt;font-family:Calibri;">(<em>"How to avoid inner and outer breakdown</em>") </span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">sábado 3 de Maio</span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> às 20h30, na UBP Porto, rua da Restauração, 463, 2.º Porto (organização Instituto Zambuling Para a Transformação Humana e delegação do Porto da União Budista Portuguesa)</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> A participação é gratuita e não depende de inscrição prévia.</span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p style="text-align:justify;"><!--more--></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><strong>Alfredo Sfeir-Younis</strong> foi durante 29 anos economista do Banco Mundial, onde lançou os alicerces para uma economia ambiental. Foi director do escritório do Banco Mundial em Genebra. Foi ainda, representante especial para as Nações Unidas e para a Sociedade das Nações. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Actualmente é presidente do <a title="Silent Meditation" href="http://www.silentpeacemeditation.com/" target="_blank">Instituto Zambuling para a Transformação Humana</a>. Galardoado com o Lifetime Ambassador of Peace, o Peace Award, o World Healer Award, e o Social Corporate Responsibility Award. </span></p>
<p class="MsoNormal">Alfredo Sfeir-Younis na Net: na <a href="http://www.oeste.tv/televisao/?v=MTg0" target="_blank">Oeste TV</a>, no <a href="http://www.youtube.com/watch?v=JzGed8exxj0" target="_blank">You Tube</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Meditação passo a passo]]></title>
<link>http://teosofia.wordpress.com/?p=293</link>
<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 13:04:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>Teósofo</dc:creator>
<guid>http://teosofia.wordpress.com/?p=293</guid>
<description><![CDATA[Sakyong Mipham Rimpochê, líder da linhagem Shambhala do budismo tibetano, ensina todos os detalhes]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Sakyong Mipham Rimpochê, líder da linhagem Shambhala do budismo tibetano, ensina todos os detalhes da meditação para você. <!--more--><br />
Sakyong Mipham Rimpochê, 39 anos, pratica arco-e-flexa a cavalo, é mestre em caligrafia tibetana e conhece profundamente o antigo idioma sagrado dos indianos, o sânscrito. Como líder espiritual da linhagem Shambhala, recebe o tratamento de príncipe. Ao mesmo tempo, estudou em colégios ingleses, mora no Canadá e se sente perfeitamente à vontade no Ocidente. Essas duas influências opostas o tornam um grande mestre de meditação: ele conhece as dificuldades que uma pessoa comum pode ter enquanto medita, como também sabe de todos os recursos das tradições orientais para ajudá-la nesse processo. Em visita ao Brasil em março deste ano, Sakyong falou sobre essa prática espiritual num bate-papo com os internautas de Bons Fluidos. Também ensinou aos brasileiros os princípios de uma técnica básica, chamada de shâmatha, que você pode praticar em casa. "As pessoas precisam compreender que a meditação não é só ficar parado e sentado por anos a fio. Meditamos para conhecer quem somos, a natureza real de nossos pensamentos e emoções", diz ele. Para Sakyong, com essa prática podemos nos abrir para sentimentos como o amor e a compaixão. "Meditar ajuda a despertar nossa natureza mais essencial, que é amorosa e iluminada", afirma com convicção.<br />
Existem vários tipos: de olhos abertos ou fechados, no claro ou no escuro, em posição sentada ou até caminhando. Elas podem incluir mantras (palavras sagradas), mudras (gestos sagrados) e visualizações. Mas, na tradição Shambhala, começa-se com uma técnica básica, chamada de shâmatha (que significa "apoiando-se na calma", em sânscrito). Acompanhe a seguir o passo-a-passo.</p>
<p><strong>Dezessete passos para tranqüilizar a mente</strong></p>
<p>1. Escolha um lugar calmo, onde você se sinta bem e confortável. É preferível que você medite sempre no mesmo espaço todos os dias - o hábito ajuda você a manter a prática diária.<br />
2. Se desejar, pode fazer ao lado de um pequeno altar com imagens de sua devoção, cristais, flores e incenso. Mas, se você não tiver espaço para isso, não tem importância: sua prática não será prejudicada.<br />
3. O melhor horário para fazer a meditação é logo ao acordar, depois da higiene matinal e antes do café da manhã. Logo cedo, a mente está mais calma. Nos momentos que antecedem a ela, procure deixar suas preocupações de lado e, principalmente, evite pensar nos compromissos do dia. Agora é hora de silenciar e ganhar energia.<br />
4. Sente-se numa cadeira com as costas retas ou numa almofada mais dura com as pernas cruzadas, se tiver acostumado a isso. Ajuste o corpo e tente ficar relaxado.<br />
5. Procure ficar com coluna reta, sem forçá-la. Assim as energias circulam corretamente em todo o corpo. No Oriente, o ser humano é considerado uma ponte entre o céu e a terra, e o bom posicionamento da coluna facilita a conexão entre as energias celestes e terrestres.<br />
6. Encaixe a cabeça no topo da coluna. Traga o queixo um pouco para trás de modo que a cabeça fique em linha reta, nem inclinada para frente nem jogada para trás. Deixe a língua relaxada na boca, com a ponta atrás dos dentes inferiores. Coloque as mãos, bem soltas, sobre as coxas.<br />
7. Olhe para um ponto no chão a cerca de 1,5m a sua frente. Sua visão deve ficar imóvel. Uma das maneiras de tranqüilizar a mente é dar a ela um objeto de atenção fixo, como o olhar e a respiração. Nas meditações em grupo, um sininho ou um gongo anunciam o começo e o fim da prática. Em casa, ela começa quando você se sentir preparado para iniciá-la.<br />
8. Preste atenção na sua respiração, no ar que entra e sai. Não interfira em seu ritmo, apenas preste atenção. A respiração será o seu apoio principal, as rédeas que vão controlar sua mente.<br />
9. Se perceber que suas emoções ou pensamentos já voaram para longe, gentilmente, mas com firmeza, volte a atenção para a respiração. Quando perceber um pensamento, apenas diga para você mesmo: "Pensando". Com essa "etiqueta mental", você percebe que existe um espaço entre você e suas preocupações.<br />
10. Ver seus pensamentos é uma ação inédita para sua mente. É como sair de um rio turbulento, turvo, e ver que você é muito mais do que ele. Algo se separa. Desta nova perspectiva, você pode perceber como esteve submerso no rio de suas idéias sem perceber.<br />
11. Ao distanciar-se dos pensamentos e vê-los de longe como nuvens que passam, você perceberá o quanto a mente é espaçosa e cristalina. No começo, você terá essa sensação apenas em breves segundos. Depois, a sensação de calma e pureza começa a durar mais tempo. Consciente do espaço que existe entre você e sua atividade mental, você passa a observá-los - e assim eles se acalmarão. Você os verá de longe, como quem olha um cavalo que come sereno no pasto.<br />
12. Os pensamentos ainda insistirão em voltar, são como um potro selvagem que não quer ser domado. Aquilo que chamamos ego quer retornar para assumir seus pensamentos e preocupações.<br />
13. Continue apenas prestando atenção na respiração. Se pensar, coloque a etiqueta "pensando" e volte à respiração. Sinta o corpo ir relaxando, mas mantenha a postura. Depois do combate inicial, a tendência natural da mente é ir se aquietando, aquietando...<br />
14. Comece a meditar entre dez e 15 minutos por dia. Chegue aos 20 e se conseguir, depois de algum período de prática, chegue aos 40 ou 50 minutos. Você também poderá praticar na hora de dormir por mais 20 minutos ou meia hora.<br />
15. Você sairá da meditação em outro estado. As emoções e os pensamentos estarão mais tranqüilos e sua mente estará mais alerta. A acumulação dessa força fará muito bem a sua saúde. É como se você se encharcasse cada vez mais de boas e sutis energias.<br />
16. Disciplina e constância são necessárias - a meditação é uma prática diária. Para isso acontecer, é preciso se convencer dos benefícios dela - e eles realmente acontecem ao longo do tempo.<br />
17. Procure se ligar a algum grupo que pratique meditação ao menos uma vez por semana. Assim fica mais fácil manter a disciplina.</p>
<p style="text-align:right;">Texto:<a href="http://bonsfluidos.abril.com.br/edicoes/0036/bemestar/d.shtml" target="_blank">Liane Camargo de Almeida Alves</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Aulas de Hatha Yoga e Meditação]]></title>
<link>http://xpressurf.wordpress.com/?p=302</link>
<pubDate>Tue, 29 Apr 2008 11:24:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>xpressurf</dc:creator>
<guid>http://xpressurf.wordpress.com/?p=302</guid>
<description><![CDATA[Quando: segundas e quartas
Horário: 18h às 19h
Investimento mensal: R$60,00
Matrícula: R$ 15,00
P]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Quando:</strong> segundas e quartas<br />
<strong>Horário:</strong> 18h às 19h<br />
<strong>Investimento mensal:</strong> R$60,00<br />
<strong>Matrícula:</strong> R$ 15,00<br />
<strong>Professor:</strong> Fabiano Cunha Almeida<br />
<strong>Início:</strong> 05/05/2008</p>
<p><strong>Meditação </strong>- Exercício que desenvolve a atenção plena.<br />
<strong>Hatha Yoga</strong> - Método de desenvolvimento pessoal através de exercícios de integração corpo e mente.</p>
<p>O objetivo do curso é oferecer ao praticante ferramentas que lhe darão mais equilíbrio e motivação para vencer os obstáculos do dia-a-dia, reduzindo o estresse e outros males.</p>
<p>A prática do Hatha-Yoga - que inclui controle e expansão respiratória, respirações com movimentos, posturas e vocalizações de mantras - promove gradualmente uma evolução na saúde física, mental e emocional, trazendo autoconhecimento e consciência corporal.</p>
<p>Instrutor Fabiano - Formado pelo Curso de Formação e Aprofundamento em Yoga e Meditação Simplesmente Yoga, Coordenado pelo professor Marco Shultz, vem realizando um bem sucedido trabalho com adultos de todas as idades. O seu estilo de ensinar preza por um respeito às capacidades e potencialidades de cada um, com uma didática simples e dinâmica, numa linguagem acessível a todos.</p>
<p><strong>Informações e Inscrições: </strong></p>
<p><strong>Local:</strong> Rua Joaquim Silva, 17, Lapa, Rio de Janeiro - RJ</p>
<p><strong>Tel.</strong> (21) 2508-9126 - 8740-9126</p>
<p><strong>E-mail:</strong> contato@recordatorio.com.br</p>
<p>Peace&#60;!--<br />
 document.write( '&#60;span style=\'display: none;\'&#62;' );<br />
 //--&#62;<br />
 <span style="display:none;">Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar ativado para que possa visualizar o endereço de email<br />
 &#60;!--<br />
 document.write( '&#60;/' );<br />
 document.write( 'span&#62;' );<br />
 //--&#62; <br />
 </span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Concerto meditativo]]></title>
<link>http://gotadeorvalho.wordpress.com/?p=109</link>
<pubDate>Tue, 29 Apr 2008 10:19:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>coeurpur</dc:creator>
<guid>http://gotadeorvalho.wordpress.com/?p=109</guid>
<description><![CDATA[
Com taças tibetanas e voz

Nuno Peixoto (Lobsang Dorge) e Teresa Gabriel
(Taças Tibetanas, gongo,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://gotadeorvalho.wordpress.com/files/2008/04/porto-geral.jpg" alt="" width="166" height="234" /></p>
<p>Com taças tibetanas e voz<a href="http://gotadeorvalho.files.wordpress.com/2008/04/243336666.jpg"><br />
</a></p>
<p>Nuno Peixoto (Lobsang Dorge) e Teresa Gabriel</p>
<p>(Taças Tibetanas, gongo, harmónicos, voz e guitarra)</p>
<p><strong>data</strong>: na quarta-feira, dia 7 de Maio, às 21h<br />
<strong>local</strong>: UBP Porto, rua da Restauração, 463, 2.º<br />
<strong>contribuição</strong>: €10 (€5 estudantes e membros da UBP)<br />
<strong>inscrição</strong>: ubporto@gmail.com ou 91 7088371</p>
<p>Biografias</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:30pt;"><!--more--></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;">Teresa Gabriel</span></p>
<p style="text-align:justify;text-indent:30pt;"><span class="st1"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Teresa</span></span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> Gabriel é uma cantautora de 25 anos, nascida em Lisboa.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Começou a tocar guitarra aos 9 anos e piano aos 12, tendo passado por várias bandas rock e celta durante a sua adolescência, mas aos 15 anos despertou para a folk de Jeff Buckley e Joni Mitchell e, mais recentemente, para a world music (Ravi Shankar, Vozes Búlgaras, Música Sufi, Flamenco...) Estudou canto lírico durante 2 anos em Lisboa e canto hindu em Londres com Swati Natekar.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Em 2001 o seu tema "Dream Sister" foi incluído na colectânea Optimus, o que lhe abriu as portas do circuito dos festivais (Festival Vilar Mouros, Festival Sudoeste, Festival Tejo), FNAC's, e pequenos teatros um pouco por todo o país. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Em 2003 abriu para Beth Gibbons (cantora dos Portishead), no coliseu de Lisboa e do Porto, para 3000 pessoas com excelentes críticas.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Em 2004 lançou o seu álbum de estreia com o BLITZ, mas encontra-se neste momento a trabalhar em temas novos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Os últimos três anos foram recheados de viagens (Barcelona, México, Turquia, Inglaterra), pesquisas e colaborações variadas (ALAP, Lupanar, Zee, Orchid Star, Jamie Woon, Olive Tree, Ambiens Indages, Miss Nutz, Taj Mahal, Terrakota, Spiritual Hi Tek) , e concertos em Portugal (BOOM festival 2006, Andanças 2005 e 2006, Contagiarte, espaço 555, festival VAGOS em Aveiro, Music Box, Maxime, Crew Hassan, Espaço Sou, Tuatara, Projecto Sinergia, festival Avis a Rasgar, Freedom Festival) e em Inglaterra (Sunrise Celebration, The Synergy Project, Kingston Green Fair, Guerrilla Zoo), onde o circuito acústico é imenso.</span></p>
<p>Teresa tem uma voz dotada de uma rara maleabilidade expressiva, e utiliza a guitarra de forma inventiva, imaginativa e original, misturando vários estilos de uma forma fluida e espontânea, dando às músicas tanto ritmos quase percussivos, como progressões de harmonias ricas e arrepiantes. As suas letras, tão poéticas como filosóficas, são inspiradas em sonhos, visões, viagens, reflexões, com melodias de uma subtileza quase onírica, mas com fortes mensagens.</p>
<p style="text-align:justify;"><span class="st1"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Teresa</span></span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> tem uma voz dotada de uma rara maleabilidade expressiva, e utiliza a guitarra de forma inventiva, imaginativa e original, misturando vários estilos de uma forma fluida e espontânea, dando às músicas tanto ritmos quase percussivos, como progressões de harmonias ricas e arrepiantes.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">As suas letras, tão poéticas como filosóficas, são inspiradas em sonhos, visões, viagens, reflexões, com melodias de uma subtileza quase onírica, mas com fortes mensagens.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:30pt;"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Workshops de Cura pela Voz</span></span></strong><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"> :</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:30pt;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">- Monte Mariposa (centro de cura) - 2001 to 2006</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:30pt;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">- ECOTOPIA (2007)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:30pt;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">- Maaiana (centros de cura) - 2007</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:30pt;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">- Quinta dos Lobos (centro de cura) - 2008</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:30pt;"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">Viagem Sonora meditative:</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:30pt;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">-Maaiana (2007)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:30pt;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">-Quinta dos Lobos (2008)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:30pt;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">- Feira Alternativa de Lisboa (2008)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:30pt;"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;">- Espaço Anima (2008)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:30pt;"><span style="font-family:Arial;">Lobsang Dorge</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:30pt;"><span class="style1"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Nasceu às 22h30 no Porto em 1978, norte de Portugal.<br />
</span></span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><br />
<span class="style1">Foi no mosteiro budista de Humkara Dzong no Malhão, que em 1988, recebeu o primeiro ensinamento dado por Lama Kunzang. Em 2003 tomou refúgio com S.S. Kyabje Trulshik Rinpoche, um dos grandes mestres de S.S. Dalai Lama, desde então é um praticante budista e tem vindo a receber vários ensinamentos de seu mestre S.S. Kyabje Trulshik Rinpoche.</span><br />
<span class="style1">Lobsang Dorge tem vindo a aprender e a desenvolver técnicas de cura com base nos ensinamentos da medicina tibetana, o Tsa-Lung (toque energético), o Lu-Jong (Treino do corpo) e Lo-Jong (Treino da mente), sob a orientação de Tulku Lama Lobsang Thamcho Nyima.</span></span></p>
<p><span class="style1">Realizou a formação completa da Massagem do Som com Taças Tibetanas e Gongo, do sistema Peter Hess – Alemanha com Ingrid Ortelbach e Elisabeth Dierlich.</span><br />
<span class="style1">É membro da Direcção do Centro de Medicina Tibetana – Nangten Menlang Porto e membro da equipa <a href="http://www.askyourwish.com/">AskyourWish.com</a></span></p>
<p><span class="style1">Em 2005, iniciou o seu percurso como orador e orientador. Dá palestras, conferências e workshops sobre o Poder do Som e práticas tradicionais meditativas para a transformação das emoções perturbadoras, como também realiza concertos com taças tibetanas, gongo e mantras tibetanos (harmónicos).</span></p>
<p><span class="style1">Orienta regularmente retiros em Portugal, com o objectivo de religar os seus irmãos, seres humanos ao céu e à terra.</span></p>
<p><span class="style1"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">" Consciente eu estou da minha parte de responsabilidade para o futuro da Humanidade, por isso comprometo-me: na minha vida diária, na minha família, no meu trabalho, na minha comunidade, no meu país a : Respeitar toda a vida, rejeitar a violência, partilhar com os outros, ouvir para compreender, preservar o planeta e redescobrir a solidariedade que habita todos os seres sencientes."</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:30pt;"><span style="font-size:13pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:30pt;"><span style="font-size:13pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:30pt;"><span style="font-size:13pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:30pt;"><span style="font-size:13pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:30pt;"><span style="font-size:13pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:9.5pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;"> </span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Meditação]]></title>
<link>http://yoganataraja.wordpress.com/2008/04/29/meditacao/</link>
<pubDate>Tue, 29 Apr 2008 00:10:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>nataraja8</dc:creator>
<guid>http://yoganataraja.wordpress.com/2008/04/29/meditacao/</guid>
<description><![CDATA[

OM (self portrait)
Upload feito originalmente por Sami Taipale

Falar sobre meditação não é f]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div style="float:right;margin-left:10px;margin-bottom:10px;"><a title="photo sharing" href="http://www.flickr.com/photos/staipale/2153603039/"><img style="border:solid 2px #000000;" src="http://farm3.static.flickr.com/2051/2153603039_85f2905f2b_m.jpg" alt="" /></a></p>
<p><span style="font-size:0.9em;margin-top:0;"><br />
<a href="http://www.flickr.com/photos/staipale/2153603039/">OM (self portrait)</a></span></p>
<p>Upload feito originalmente por <a href="http://www.flickr.com/people/staipale/">Sami Taipale</a></p>
</div>
<p>Falar sobre meditação não é fácil. É necessário experimentá-la.</p>
<p>Quando imaginamos em alguém meditando, logo nos vêm a imagem de uma pessoa sentada com pernas cruzadas, olhos fechados e séria. Geralmente pensando sabe-se lá o que?</p>
<p>Para mim, criou-se uma falsa idéia de meditação, algo distorcido, que para meditar, é necessário, tristeza e cara feia. Assustando os futuros meditadores.</p>
<p>Na verdade a meditação nos traz exatamente o contrário. Trazendo satisfação e tranquilidade, nos proporcionando mais contentamento.</p>
<p>Durante a meditação, se queremos meditar e tranquilidade, precisamos trabalhar nossos pensamentos e sentimentos. E assim fica mais fácil quando damos a nossa mente algo para fazer,pois ela dispersa facilmente. Dessa forma ela focaliza em um objeto de concentração, treinando-a a parar de divagar, e se mantendo quieta, lenta e relaxada.<!--more--></p>
<p>Contudo gradativamente ela vai se transformando, deixando de ser controlados por nossos pensamentos podendo dessa forma usarmos habilidades singulares da nossa mente, com propósitos elevados.</p>
<p>Podemos usar qualquer forma de concentração. Como mantras, orações, vizualizações. Ou qualquer outro objeto, como nossa própria respiração, o mais usado ao longo do tempo, e mais verdadeiro.<br />
Várias culturas já foram berço de técnicas meditativas, cristãos,os budistas, tribos africanas, os sufis, ídios e esquimós. Entre outros.</p>
<p>Para meditar não é necessário pertencer a nenhuma dessa cultura, ou religião específica, nem mesmo é exigido mudanças ao indivíduo.</p>
<p>As mudanças se ocorrerem serão espontâneas e pertencem a cada um particularmente.<br />
O melhor da meditação é nos conectar além de tudo com o momento presente,uma forma genuína de se ligar ao mundo real, estimulando uma reação sadia e equilibrada diante da vida.</p>
<p>Om Namah Shivaya!</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[COMO UMA CRIANÇA]]></title>
<link>http://infosol.wordpress.com/?p=121</link>
<pubDate>Sat, 19 Apr 2008 04:29:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>Yara Regina</dc:creator>
<guid>http://infosol.wordpress.com/?p=121</guid>
<description><![CDATA[OOOOOOOOOOOOiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii Gente!
É com muita alegria que estamos iniciando no]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><a href="Nenhum"></a>OOOOOOOOOOOOiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii Gente!</span></p>
<p><span style="font-size:12pt;line-height:115%;">É com muita alegria que estamos iniciando nossa coluna Meditação em Música no Blog do Infosol. Aqui, além de você ler as meditações, será possível também ouvir as lindas canções de louvor e adoração ao nosso Deus e fazer seus comentários.<span>  </span>Isto é maravilhoso! </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><img class="alignnone size-medium wp-image-122" src="http://infosol.wordpress.com/files/2008/04/crystal-lewis-1.jpg" alt="" width="200" height="300" /></span></span><a href="Nenhum"></a></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;">E para começar com o pé direito, temos aqui a interpretação da canção <strong>Like a Child</strong> (Como uma criança) da cantora americana Crystal Lewis (foto). O clipe da canção (que está<span> </span>lindo)<span> </span>está disponível no Canal Infosol e logo abaixo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="color:#ff0000;"> </span><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><strong><span style="color:#993300;"><span style="text-decoration:underline;">LIKE A CHILD</span></span></strong> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><span style="color:#ff6600;"><em></em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><span style="color:#ff6600;"><em>Venho cansado a este lugar distante </em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><span style="color:#ff6600;"><em>Procuro a paz </em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><span style="color:#ff6600;"><em>Para me ajudar na travessia </em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><span style="color:#ff6600;"><em>Aqui está a minha vida, Senhor </em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><span style="color:#ff6600;"><em>Aqui estar a minha súplica</em></span></span><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><span style="color:#ff6600;"><em> </em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><em></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><span style="color:#808000;"><em></em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><span style="color:#808000;"><em><span style="text-decoration:underline;">Quero ver tua face </span></em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><span style="color:#808000;"><em><span style="text-decoration:underline;">Sentir o Teu abraço </span></em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><span><em><span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#808000;">E deitar aqui como uma criança<span>  </span></span></span></em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><span style="color:#808000;"><em><span style="text-decoration:underline;">Em Teus braços amorosos</span></em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><span style="color:#808000;"><em><span style="text-decoration:underline;">Onde estou<span>  </span>segura </span></em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><span style="color:#808000;"><em><span style="text-decoration:underline;">E o sofrimento se vai </span></em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><span style="color:#808000;"><em><span style="text-decoration:underline;">Se vai </span></em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><em><span style="text-decoration:underline;"></span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><span style="color:#ff6600;"><em></em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><span style="color:#ff6600;"><em>Há cura em Teu nome </em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><span style="color:#ff6600;"><em>Então clamo por Ti </em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><span style="color:#ff6600;"><em>O perdão é o teu caminho </em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><span style="color:#ff6600;"><em>Não acompanharás a minha travessia?</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;line-height:115%;"></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;line-height:115%;"><span style="color:#993300;"><span style="text-decoration:underline;">Crystal Lewis</span></span> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><strong></strong></p>
<p> </p>
<p style="text-align:center;"><img class="alignnone size-medium wp-image-123" src="http://infosol.wordpress.com/files/2008/04/crystal-lewis-5.jpg" alt="" width="200" height="300" /></p>
<p style="text-align:center;"> </p>
<p><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/aEe-9tieshk'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/aEe-9tieshk&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></span> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;">A letra da música é um clamor ao Deus altíssimo por sua presença, o desejo<span>  </span>de contemplar sua face e a confissão de que Ele é o<span>  </span>lugar onde encontraremos paz, descanso e amor. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;">Quando li a letra confesso que não resisti e me emocionei em lembrar dos momentos mais difíceis da minha vida onde Deus foi o meu único refúgio. Nos seus braços temos carinho e cuidado, pois somos a menina de seus olhos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;">A canção nos ensina que mesmo nas dificuldades, em Deus, sempre teremos o consolo e o bálsamo para as dores e sofrimento. Em Isaías 53 quando o profeta afirma que Ele levou sobre si as nossas dores e necessidades, ele não quis dizer que não sofreremos aqui na terra e sim que o nosso Pai nos ajudará a atravessar os desertos da vida até que estejamos prontos para o grande encontro nos céus. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;">As aflições da vida nos trazem dor, decepções e de certa forma muitas frustrações,<span>  </span>porém, também nos<span>  </span>leva a vislumbrar que o nosso lugar não é aqui e nos remete a olhar para Jesus que é o nosso caminho. Essa verdade foi expressa por Paulo<span> </span>aos Coríntios em sua segunda epístola: </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong><em><span style="font-size:small;font-family:Arial;">“Por isso não desanimemos: pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo o nosso homem interior se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda a comparação, não atentando nós nas cousas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque<span>  </span>as que se vêem são temporais e as que se não vêem são eternas. II Co 4:16-18.</span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong><em></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong><em></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;">Nunca esqueça meu querido irmão e irmã por mais que o caminho seja estreito e cheio de espinhos, Deus nos ajudará na travessia e sempre que for preciso nos carregará em seus braços. Ele derramou a sua alma como oferta para o pecado e ficará satisfeito conosco ao ver o resultado do seu penoso trabalho: eu e você justificados por seu sangue e ao seu lado no céu.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;">O perdão é realmente o caminho.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;">Glória a Deus nas maiores alturas!<span>  </span></span> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong>Yara Regina</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Medicina Doente]]></title>
<link>http://comosereformaumplaneta.wordpress.com/?p=93</link>
<pubDate>Fri, 18 Apr 2008 05:13:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>zhannko</dc:creator>
<guid>http://comosereformaumplaneta.wordpress.com/?p=93</guid>
<description><![CDATA[Por Jomar Morais
(Capa da Revista Super Interessante em maio de 2001)
Mortes provocadas por remédio]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Jomar Morais</em></p>
<p>(Capa da Revista Super Interessante em maio de 2001)</p>
<p>Mortes provocadas por remédios que deveriam curar, exames e cirurgias caros e desnecessários, tratamento desumano de pacientes. Um conjunto de distorções abala a confiança nos médicos e expõe a crise sem precedentes por que passa a medicina.</p>
<p>Flagrante do cotidiano em um consultório médico do terceiro milênio: o executivo Roberto entrega ao doutor um calhamaço de exames e logo fica sabendo que sua saúde não anda bem. O colesterol alcançou a estratosférica taxa de 800 miligramas por decilitro – mesmo no futuro, uma taxa superior a 250 miligramas indica que o sujeito vai mal –, o que faz de Roberto um candidato fortíssimo a ter um infarto fulminante. O caso exige cuidados imediatos. Mas, ao contrário do que ocorre hoje, o médico não saca a caneta para gerar uma prescrição. Limita-se a digitar em um banco de dados online a seqüência de genes das células sangüíneas do executivo e a aguardar, por alguns instantes, o trabalho de uma pequena impressora. É dali que emerge uma receita completa e específica com a indicação, entre quase 200 remédios disponíveis no mercado, daquele que melhor interage com o paciente.</p>
<p>É tudo tão rápido que a tradicional consulta médica dura só alguns minutos. Afinal, são máquinas inteligentes, conectadas a bancos de dados colossais, que se encarregam praticamente sozinhas do diagnóstico, levando em consideração todas as características orgânicas e genéticas do paciente, seu histórico médico, entre outros parâmetros. Transformado em simples intermediário entre o paciente e a tecnologia, ao doutor cabe apenas alimentar o sistema com dados de análises de sangue e tecidos orgânicos realizadas – adivinhe – por outros engenhos eletrônicos. É o máximo em automação e customização do atendimento, num contexto em que a prescrição de uma simples aspirina pode mobilizar e cruzar milhões de informações.</p>
<p>Com certeza você ainda não conhece nenhum médico que trabalhe assim, apesar da parafernália tecnológica já utilizada pela medicina moderna. Mas o quadro descrito acima deverá fazer parte da vida real nos próximos cinco anos, graças a um novo ramo da ciência que une a farmacopéia às descobertas recentes sobre o genoma humano – a farmacogenômica. O curioso é que, em vez de trazer a certeza de que, nessa cena futurista, os serviços médicos atingirão o ápice em qualidade, a promessa de mais automatismo na medicina só atiça uma polêmica emergente em todo o mundo: o modelo biomédico, sobre o qual se apóiam as rotinas atuais de clínicas e hospitais – e também a produção de medicamentos –, atende, de fato, às necessidades do homem no campo da saúde?</p>
<p>Eis aí um paradoxo. Enquanto a intimidade microscópica do organismo é devassada pela ciência e mais e mais recursos high-tech são incorporados aos sistemas de diagnóstico e terapia, cresce também a insatisfação das pessoas com os custos, o atendimento, e, sobretudo, com a promessa fria de eficácia dos procedimentos médicos. "Em todos os setores a sofisticação tecnológica reduziu custos e aumentou a satisfação do cliente, exceto na medicina", diz Flávio Corrêa Próspero, presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida. Hoje as pessoas buscam muito mais os médicos do que no passado, gastam pequenas fortunas com exames, estão quase que continuamente tomando algum remédio e, no final, sempre descobrem que não se livraram de antigas complicações ou que contraíram alguma das novas doenças que não param de engordar a lista oficial de moléstias catalogadas – ela já soma 30 000 itens. Além disso, a tecnologia médica parece ter promovido o distanciamento entre o terapeuta e o paciente, desumanizando a prática profissional e abalando uma relação milenar associada ao processo de cura. A julgar pelo novo horizonte trazido pela farmacogenômica, esse fosso deverá ampliar-se ainda mais quando as máquinas de prescrição invadirem os consultórios.</p>
<p>A noção de que há algo errado com a medicina como a conhecemos é consensual. Falam disso usuários e críticos dos serviços de saúde. E também os próprios médicos, tradicionalmente uma das categorias profissionais mais marcadas pelo corporativismo. O que varia são as leituras da situação, que apontam causas e soluções distintas para o problema. Outro sinalizador da crise que, aos poucos, se instala na área da saúde é a corrida de usuários da medicina convencional para as chamadas terapias alternativas, métodos de cura baseados em paradigmas que se opõem ao modelo médico hegemônico, geralmente originárias do Oriente. Na França, estima-se que 82% dos pacientes superpõem a seus tratamentos na medicina oficial as terapias alternativas. Nos Estados Unidos, 35% da população já freqüenta consultórios de homeopatas, acupunturistas e outros terapeutas que não fazem uso de drogas químicas, os chamados remédios alopatas. Inflando a onda de contestações, há uma série de falhas que contribuem para minar a confiança de pacientes nos ritos médicos tradicionais.</p>
<p><strong>Medicamentos matam mais de 100.000 norte-americanos por ano</strong></p>
<p>Tomem-se, por exemplo, alguns números dos Estados Unidos, o centro médico mais avançado do mundo. Ali, segundo estimativa da própria Associação Médica Americana, a cada ano 2,2 milhões de pessoas contraem doenças e outras 106 000 morrem devido a efeitos colaterais de medicamentos, a quarta causa de óbitos no país. Um espanto quando se considera o rigor da FDA, a agência federal de controle de drogas. O órgão costuma autorizar a comercialização de um novo remédio somente após uma seqüência de estudos que envolvem milhares de pacientes ao longo de cinco ou mais anos. (No Brasil, quinto país do mundo em consumo de medicamentos, a Fundação Oswaldo Cruz estima em 24 000 as mortes anuais por intoxicação medicamentosa.) Nos hospitais, 98 000 americanos teriam morrido, no ano passado, vitimados por erros médicos grosseiros. Mas Janet Corrigan, diretora de Serviços de Saúde do Instituto de Medicina (IoM), um órgão do governo, acha que o número foi subestimado. "O erro médico tem sido ocultado", diz Janet. O número seria maior se computados os casos ocorridos em casas de repouso, prontos-socorros e consultórios. Incluam-se nesse rol de problemas as queixas contra efeitos colaterais das vacinas – foram 108 000, no ano passado, apenas através do site do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos – e se perceberá que o raio-x da medicina oficial está marcado por nódulos e obstruções.</p>
<p>Seria loucura negar, sob o pretexto dessas distorções, a contribuição dos serviços médicos à melhoria da qualidade de vida e à longevidade no mundo atual. Quem, vivendo em algum lugar minimamente civilizado, não conhece pelo menos um caso de alguém salvo da morte ou libertado da doença graças à pronta intervenção médica? O que os problemas em debate revelam é que essa contribuição pode estar aquém do que se imagina, numa relação custo-benefício bastante desfavorável para quem paga a conta – o paciente. Um estudo da Universidade Stanford, dos Estados Unidos, com o objetivo de aferir os fatores que levam uma pessoa a viver mais de 65 anos, mostrou que a assistência médica é o que menos pesa: apenas 10% num conjunto em que o estilo de vida participa com 53%, as condições ambientais com 20% e a herança genética com 17%. É muito pouco quando se compara esse percentual aos preços salgados e aos lucros gordos que envolvem a assistência médica.</p>
<p><strong>Cerca de 85% dos exames solicitados têm resultados negativos</strong></p>
<p>Na última década, os serviços médico-hospitalares cresceram em torno de 12% ao ano nos Estados Unidos. Estima-se que eles responderão por 15% do PIB americano este ano, algo em torno de 1,3 trilhão de dólares. (Isso dá mais de duas vezes o PIB brasileiro.) Em média, cada cidadão americano gasta 4 800 dólares por ano com consultas médicas, exames e internações. No Brasil, onde a assistência médica compõe 4% do PIB (algo como 24 bilhões de dólares), a Fundação Getúlio Vargas estima que na cidade de São Paulo, o maior centro médico do país, a indústria da saúde cresce em torno de 15% ao ano.</p>
<p>Os números de Stanford apontam para problemas que, até há pouco, se mantinham encobertos pela suposição de que a simples sofisticação tecnológica e a variedade de drogas produzidas pela indústria farmacêutica bastavam para derrotar tanto as velhas doenças quanto as novas moléstias. Sabe-se agora que é enorme o desperdício na utilização da tecnologia – um dos principais fatores dos altos custos médicos –, bem como o abuso na prescrição de remédios e indicação de cirurgias. "A escola americana de medicina, modelo seguido no Brasil, é muito intervencionista", afirma a doutora Regina Parizi, presidente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo. "Nesse modelo apela-se demais à cirurgia e aos procedimentos agressivos." Compare: enquanto no Japão apenas um em cada 100 000 habitantes é submetido a algum tipo de cirurgia coronária por ano, nos Estados Unidos essa proporção sobe para 61 por 100 000. Não há também justificativa lógica para o fato de 51% dos partos no Estado de São Paulo acontecerem mediante operações cesarianas.</p>
<p>Na verdade, diz o psiquiatra paulistano e doutor em psicossomática Wilhelm Kenzler, cerca de 85% dos exames solicitados pelos médicos – o número varia de seis a 28 na consulta inicial – apresentam resultados negativos. E mais de 90% dos diagnósticos se resumem nas siglas NDN (nada digno de nota) ou DNV (distúrbio neurovegetativo, ou seja, uma crise nervosa). Mesmo assim a maioria dos pacientes volta para casa com uma receita de medicamento, cujo uso – dispensável na maioria dos casos, como se pode perceber – pode ser o ponto de partida de "doenças iatrogênicas", aquelas que são causadas por tratamentos médicos inadequados.</p>
<p>Eis aqui outro paradoxo. Enquanto se queixam do relacionamento frio e impessoal com a medicina, os pacientes cada vez mais transferem para os médicos e seu arsenal químico e tecnológico a responsabilidade pela própria saúde e a de seus familiares. Não raro, são eles próprios que acionam o circuito do desperdício e da dependência, pressionando pela prescrição de exames e de drogas. Se isso não acontece, costumam entrar em pânico ou duvidar do profissional, como afirma o pediatra americano Wells Shoemaker. Ao atender em seu consultório, no interior da Califórnia, um menino acometido de resfriado comum, o médico recomendou apenas repouso e boa alimentação. Para sua surpresa, a mãe da criança, inconformada, exclamou que não voltaria para casa sem uma receita. "Meu filho precisa de antibióticos", disse a mulher. "É assim que ele cura seus resfriados." O pediatra ainda tentou explicar que antibióticos combatem bactérias e não vírus, os causadores de resfriados, além de serem substâncias perigosas, com muitos efeitos adversos no organismo. Em vão. Aos berros, a mãe do menino encerrou a consulta: "Vou procurar um doutor que saiba cuidar de crianças".</p>
<p>Mas, afinal, o que está mesmo acontecendo com a medicina? Por que tantos exageros e descontentamentos numa época em que o conhecimento das ciências médicas, segundo o doutor em neurofisiologia Renato Sabbatini, da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, em Campinas, dobra a cada três anos e em que não existe limite para a tecnologia que desbrava o corpo humano? "Isso ocorre devido a três pontos críticos", diz Wilhelm. "À despersonalização, à tecnificação e à mercantilização da medicina." Na raiz desses males estaria o próprio conjunto de conceitos e hipóteses que fundamentam a moderna prática médica – o modelo biomédico moldado há três séculos.</p>
<p>Para entendê-lo é necessário recuar no tempo para encontrar dois marcos na história do conhecimento: o físico inglês Isaac Newton e o filósofo francês René Descartes. No século XVII, Newton concebeu o universo como um imenso mecanismo de relógio, possível de ser compreendido a partir do estudo de suas partes. Na mesma época, Descartes estabeleceu a visão dualista do homem, separando mente e corpo como entidades independentes. Nos séculos seguintes, tais idéias constituíram o cerne do que hoje é conhecido como o paradigma cartesiano-newtoniano, base de todos os sistemas conceituais nos diversos ramos da ciência. Na medicina, a aplicação do paradigma mecanicista deu ênfase ao estudo isolado de órgãos e tecidos, o que foi reforçado ainda mais pelos grandes avanços da microbiologia no século XIX.</p>
<p>O modelo biomédico consiste basicamente em três premissas: o corpo é uma máquina, a doença é conseqüência de uma avaria em alguma de suas peças e a tarefa do médico é consertá-la. A partir daí é que se determinou a prática médica atual, a organização da assistência à saúde e a formação dos recursos humanos nessa área, caracterizando-se a ruptura com a tradição inspirada no grego Hipócrates (século V a.C.) e seus valores humanísticos. "As raízes da medicina hipocrática se assentavam na filosofia da natureza e seu sistema teórico partia de uma visão holística que entendia o homem como um ser dotado de corpo e espírito", afirma Dante Gallian, pesquisador do Centro de História e Filosofia das Ciências da Saúde da Universidade Federal de São Paulo. O médico clássico era um filósofo. Conhecia a alma humana e a cultura local, andava muito próximo de seus pacientes e atuava como conselheiro em assuntos como o despertar da sexualidade nos adolescentes, os problemas de relacionamento do casal e outras questões da vida familiar. Diante das limitações terapêuticas, permanecia ao lado do enfermo e seus familiares, ajudando-os no sofrimento e na preparação para a morte. A figura romântica desse clínico geral foi sepultada pela explosão das especializações no século XX, quando o reducionismo impôs-se de vez à prática médica ocidental. O médico, então, tornou-se um técnico, um especialista com grande conhecimento específico e quase sempre sem noção do todo.</p>
<p><strong>A indústria farmacêutica quer faturar 400 bilhões de dólares em 2002</strong></p>
<p>Note: a implantação do modelo biomédico não emergiu do nada, mas de uma convergência de fatores históricos e culturais que validaram, na época, os axiomas básicos da medicina ocidental como a conhecemos. O trabalho do químico francês Louis Pasteur, pioneiro no estudo dos microorganismos, é talvez o pilar mais importante desse modelo. Pasteur demonstrou a correlação entre bactérias e doenças e atribuiu a micróbios específicos a causação de doenças específicas. Opôs-se assim a Claude Bernard, cuja teoria, muito difundida no século XIX, apresentava a doença como resultado de uma perda de equilíbrio do organismo provocada por fatores externos e internos. Bernard afirmava que os micróbios são inócuos e que o corpo do homem é hábitat natural de bactérias, úteis à eliminação de toxinas. Em apenas 1 mililitro de saliva humana, por exemplo, existem 150 milhões de bactérias. Essa coexistência pacífica dos microorganismos com o nosso corpo só seria rompida, segundo Bernard, quando este, agredido por fatores ambientais e hábitos não saudáveis, se desregulasse e se transformasse em um "terreno" propício ao surgimento de doenças. Em vez de ser a causa primária das doenças, as bactérias seriam manifestações sintomáticas de um distúrbio fisiológico oculto. Os danos a tecidos e órgãos, na tese de Bernard, decorreriam da reação excessiva do organismo provocada por descontrole dos mecanismos de defesa.</p>
<p>Pasteur, que, além de pesquisador meticuloso era um polemista hábil, acabou infundindo sua teoria, favorecido pela eclosão, na Europa, de epidemias que lhe permitiram demonstrar o conceito de causação específica. Desde então, o combate aos microorganismos geradores de doenças passou a ser o foco da medicina ocidental em sua pretensão de tornar-se uma ciência exata. No século XX, o desenvolvimento de vacinas e medicamentos contra enfermidades infecciosas, especialmente os antibióticos, os antidepressivos e a descoberta do hormônio cortisona e seu poder antiinflamatório, selaram o triunfo do modelo biomédico no controle de males devastadores. Também a eficácia da medicina de emergência em casos de acidentes, infecções agudas e outros imprevistos contribuiu para esse êxito. Os novos recursos da medicina e da farmacologia passaram a ser vistos como os grandes responsáveis pela melhoria das condições de saúde e o aumento da expectativa de vida nos últimos 100 anos. (Em 1900 um brasileiro vivia, em média, 37 anos; hoje vive 68, quase o dobro.)</p>
<p>O brilho de tanto sucesso ofuscou por várias décadas questões como o perigo dos efeitos colaterais dos medicamentos, a influência dos fatores sociais, econômicos e culturais no aumento da expectativa de vida e a contribuição poderosa dos processos psíquicos e dos hábitos para a saúde do organismo. Mas, nos últimos tempos, pesquisas como a da Universidade Harvard, atestando a supremacia do estilo de vida entre os fatores de saúde e longevidade, trouxeram para o centro do debate antigos argumentos. Um deles, apresentado pelo inglês Thomas Mckown, em seu livro The Role of Medicine: Mirage or Nemesis (O papel da medicina: ilusão ou castigo), ainda inédito no Brasil, é o que atribui o enorme declínio da mortalidade, a partir do século XVIII, ao aumento da produção de alimentos, com reflexos na nutrição das pessoas, à melhoria das condições de higiene e saneamento e à redução da pobreza. Segundo Thomas, as principais doenças infecciosas já tinham atingido o seu pico e estavam em declínio bem antes da chegada dos antibióticos ou das campanhas de imunização, fato que demonstraria a responsabilidade modesta que a intervenção médica teve naqueles casos. Quando a vacina contra sarampo foi adotada nos Estados Unidos, em 1964, por exemplo, o índice de mortes provocadas pela doença já havia declinado 95% desde 1915.</p>
<p><strong>Metade dos médicos brasileiros atua no eixo Rio-São Paulo</strong></p>
<p>Seja como for, os medicamentos passaram a ser vistos como a chave para a cura de todos os problemas de saúde. E, como conseqüência, a produção de remédios tornou-se um dos negócios mais lucrativos do planeta, detalhe que veio a influenciar profundamente o ensino e a prática da medicina. A aliança das ciências médicas com a indústria farmacêutica, ainda hoje um dos muitos temas tabus entre os médicos, foi notada pela primeira vez no início do século XX, quando a Associação Médica Americana promoveu uma pesquisa sobre as escolas de medicina. O objetivo do estudo era proporcionar uma base científica à formação do médico. Mas havia um objetivo paralelo: selecionar escolas que receberiam verbas vultosas de fundações como a Rockefeller e a Carnegie, desde que atendessem a critérios preestabelecidos. A pesquisa deu origem ao chamado Relatório Flexner, documento que influenciou a reforma do ensino médico nos Estados Unidos.</p>
<p>"O interesse do big business não é curar, mas manter as doenças sob controle de remédios", diz Wilhelm. Segundo o psiquiatra, que também é professor de medicina psicossomática na Faculdade de Medicina Santo Amaro, em São Paulo, a grande indústria farmacêutica mobiliza bilhões de dólares para financiar escolas e centros de pesquisa médica, além de cortejar médicos e pesquisadores com mordomias que incluem viagens a congressos e estágios no exterior. "O pesquisador passa a ser praticamente um colaborador do laboratório farmacêutico e o médico, um de seus propagandistas", afirma Wilhelm. A finalidade desses estudos seria quase sempre validar novos produtos prestes a entrar num mercado novo.</p>
<p>Há 20 anos, o mercado global de medicamentos movimentava apenas 12 bilhões de dólares. Agora a indústria farmacêutica quer chegar a 2002 faturando 400 bilhões de dólares. É como se dois terços de toda a riqueza produzida no Brasil no ano passado fosse empregada apenas na compra de remédios alopáticos. Mas o que move a parceria da indústria farmacêutica com a pesquisa e o ensino médico não é o mero desejo de lucro, diz Serafim Branco Neto, secretário Executivo da Abifarma, a Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica. "Perde-se muito dinheiro em pesquisas que não chegam a nada ou desaconselham o uso de algum novo produto." Segundo Serafim, o valor médio investido na pesquisa de uma única nova droga é de 400 milhões de dólares.</p>
<p>"Não há nada errado no modelo biomédico. O paradigma da patologia celular continua válido e é suficiente para explicar as doenças e buscar a sua cura", diz Renato Sabbatini. "A boa medicina é científica, apóia-se em evidências." Para Renato, muitas das limitações da medicina convencional, entre elas os efeitos adversos dos remédios, devem ser superadas nos próximos anos graças aos progressos da biologia molecular. Medicamentos feitos sob medida, a partir do conhecimento do código genético do paciente, serão mais precisos. E as intervenções no DNA poderão tornar o organismo humano mais resistente às condições ambientais ou dotado de habilidades próprias de outras espécies como, por exemplo, enxergar no escuro.</p>
<p>O problema da medicina, diz Renato, está circunscrito à exploração econômica da atividade, que transformou o médico num assalariado mal pago e afetou a qualidade do ensino da medicina com a proliferação desordenada de cursos – outro grande filão na área da saúde. O Brasil possui 104 faculdades de medicina. Apenas em Ribeirão Preto, cidade média do interior de São Paulo, existem quatro. Entre as 81 faculdades submetidas, no ano passado, ao exame de avaliação do MEC, o provão, mais de um terço recebeu conceito ruim ou péssimo.</p>
<p>Lançados em ritmo de linha de montagem no mercado urbano (há três anos metade dos 216 000 médicos atuantes no Brasil trabalhava em São Paulo e no Rio de Janeiro), muitos desses profissionais acabam incorrendo em transgressões éticas que vão além da indiferença no trato com o paciente. "O que esperar de um médico que ganha 3 reais por consulta no Sistema Único de Saúde, o SUS, se ele pode ganhar 400 solicitando uma tomografia ou 40 000 numa cirurgia paga pelo cliente?", pergunta Renato. Uma expressiva parcela dos médicos tornou-se, enfim, vítima de situações estressantes, nem sempre levadas em conta quando eles cuidam da própria saúde e da de seus pacientes.</p>
<p>Chega a ser irônico que a expectativa de vida dos profissionais da área médica, mesmo em países desenvolvidos, como os Estados Unidos, seja cerca de dez anos menor que a média das outras pessoas. Também causa espanto que o alcoolismo, o abuso de drogas e o suicídio apresente elevados índices entre os médicos. Um estudo da Universidade da Califórnia, realizado no ano passado entre 9 600 médicos americanos, mostrou que 20% deles usaram drogas derivadas de ópio, prática facilitada pelo acesso rotineiro à morfina e substâncias similares utilizadas em hospitais. O alcoolismo é um vício tão espraiado entre médicos que foi criada uma versão especial dos grupos de auto-ajuda Alcoólicos Anônimos só para atendê-los – o International Doctors in Alcoholics Anonymous, IDAA. O mais grave em tudo isso é que, com raras exceções, os médicos dependentes de drogas continuam na ativa, às vezes atendendo em UTIs e realizando cirurgias.</p>
<p>Como entram os pacientes nessa história? Para começo de conversa, é preciso frisar que muitos dos males apontados na medicina ocidental têm relação causal com a postura passiva de indivíduos como eu e você. De modo geral, os pacientes delegam aos médicos a responsabilidade integral pelo diagnóstico da doença e pela decisão sobre que terapia adotar. Essa tradição paternalista agrada à maioria dos pacientes, que não está nem um pouco interessada numa participação que lhes exija algum tipo de esforço. Afinal, por que operar sofridas mudanças de comportamento e de hábitos alimentares, por exemplo, se é tão mais fácil engolir uma pílula mágica? Essa atitude, no entanto, começou a mudar. E, com isso, alguns pilares da rotina médica ocidental passaram a se mover.</p>
<p>"A voz dos pacientes precisa ser ouvida", diz Patrick Terry, líder de um grupo de pacientes de Sharon, Massachusetts, nos Estados Unidos, acometidos de PXE, doença que resulta da acumulação de cálcio nos tecidos e pode cegar suas vítimas. A voz dos usuários começa a ser ouvida em diferentes estágios da cadeia médica. Grupos similares ao de Patrick, como o Genetic Interest Group, da Inglaterra, e outros na Holanda, na Bélgica e nos Estados Unidos não se mobilizam apenas por mais humanismo na medicina. Eles querem influenciar o desenvolvimento de drogas contra doenças incuráveis, inclusive propondo-se a adquirir patentes de novos remédios com a intenção de barateá-los.</p>
<p>Iniciativas como essa já produzem resultados lá fora. E no Brasil também. Nos últimos anos, por exemplo, centenas de escolas de medicina dos países desenvolvidos anunciaram ajustes em sua grade de conteúdos, com a inclusão de disciplinas que abrangem relações humanas, dinâmica familiar, violência doméstica e até fé e compaixão. "No Brasil também estamos discutindo a reformulação do ensino médico", diz Regina. "O objetivo é formar profissionais mais generalistas e capazes de lidar com pessoas, seguindo os passos das principais faculdades de medicina do mundo." Uma pesquisa patrocinada pelo governo americano revelou que, para 85% dos pacientes, o valor de um médico se deve mais à sua capacidade de ouvir e explicar do que ao peso do seu currículo.</p>
<p><strong>Estudo indica que 20% dos médicos norte-americanos são dependentes do ópio</strong></p>
<p>É pouco provável que o modelo de medicina hegemônico no Ocidente venha a ser alterado em sua base nos próximos anos. Mesmo com as limitações e distorções agora em debate, a medicina convencional ainda é o recurso mais próximo e mais rápido para o enfrentamento de situações extremas no campo da saúde. Mas é bom prestar atenção ao que se passa na vizinhança do establishment médico. Neste momento, cerca de 200 hospitais americanos já utilizam terapias não-alopáticas para complementar o tratamento de seus pacientes. Escolas de medicina do primeiro time, como as das universidades Harvard, Stanford e Columbia, mantêm departamentos voltados exclusivamente para a pesquisa de terapias alternativas e de práticas holísticas baseadas no conhecimento oriental. Grupos de médicos brasileiros ligados a grandes hospitais, como o Hospital do Servidor Municipal de São Paulo, e à Universidade de São Paulo, discutem uma abertura da medicina convencional na direção de outros sistemas de cura. Como em qualquer crise, a da medicina moderna pode ser um sinal de renovação.</p>
<p><strong>Ai!</strong><br />
<em>A dor ainda é um dos maiores desafios à medicina e aos médicos, que não sabem lidar com ela</em></p>
<p>A dor é o sintoma patológico que mais leva pessoas aos médicos. Só no Brasil 80% das consultas são relacionadas a esse fenômeno biológico, o mais explícito dos sinais do organismo. Recentemente, a dor foi considerada o quinto sinal vital. Apesar disso, a incapacidade dos médicos de lidar com a dor de seus pacientes continua a ser um dos pontos críticos da medicina moderna. Como a dor não pode ser medida objetivamente, a exemplo da pressão do sangue e dos níveis de colesterol, é difícil para a maioria dos profissionais avaliar sua extensão e efeitos sobre o doente. O tema tem sido enfocado em congressos internacionais e, neste mês, será debatido em São Paulo durante o Simpósio Brasileiro e Internacional sobre Dor, organizado pelo especialista Cláudio Fernandes Correa.</p>
<p>Há alguns avanços nesse campo. O dolorímetro, aparelho que capta ondas infravermelhas produzidas pelo calor do corpo, já permite ao médico obter uma medida aproximada da intensidade da dor física. Outra técnica menos sofisticada, mas eficaz principalmente em crianças, é a escala de dor – uma faixa contendo cores, números ou figuras com expressões que vão do sorriso à careta. O paciente, então, é solicitado a dizer qual ícone ou número expressa com mais exatidão a sua dor. Mesmo diante de um número concreto, o médico deve ponderar que a percepção da dor varia de paciente para paciente. Problemas psicológicos podem aumentar em até 20% a sensação dolorosa de uma pessoa. Por outro lado, dores crônicas costumam gerar depressão e problemas de relacionamento.</p>
<p>Em clínicas especializadas, como a do Hospital Nove de Julho, em São Paulo, a cura da dor é tentada com a utilização de eletrodos para bloquear as vias nervosas que transportam a sensação desagradável ao cérebro. Os terapeutas holísticos acham isso um erro. "A dor é a luz vermelha que nos adverte. Suprimi-la com remédios ou outros recursos é como tapar a boca de quem está se afogando", diz o psiquiatra e terapeuta holístico Wilhelm Kenzler.</p>
<p><strong>Um outro jeito de curar</strong></p>
<p><em>Mais suaves e nada invasivas, as terapias alternativas roubam clientes da medicina oficial.  Mas ainda têm muito a explicar</em></p>
<p>A medicina convencional, baseada na alopatia, no combate aos sintomas e em intervenções de modo geral agressivas ao organismo do paciente, está aos poucos perdendo a sua posição hegemônica nos países ocidentais. Surpreendida pela revolução comportamental que varreu o Ocidente nas últimas décadas do século XX, questionando vários dos princípios iluministas que regem a cultura européia – e seus herdeiros nas Américas -, a medicina convencional passou a dividir espaço com a homeopatia, a acupuntura, o yoga, a meditação e dezenas de outras práticas terapêuticas não-invasivas, quase todas de origem oriental, antes confinadas entre nós ao terreno do curandeirismo.</p>
<p>Chame-se isso de medicina alternativa ou complementar, integrativa ou holística, a verdade é que algo está mudando numa área vital para as pessoas: a manutenção da sua saúde. E a tendência de mudança não reflete apenas o interesse dos indivíduos por tratamentos mais suaves e com menos riscos de efeitos adversos. Há aí também indícios de uma abertura em direção a um novo paradigma científico, cujo impacto na maneira de o homem lidar com a medicina, com as doenças e com sua própria vida promete ser avassalador.</p>
<p>A velocidade com que as coisas estão acontecendo espanta. Atualmente, 75% das escolas de medicina dos Estados Unidos já oferecem cursos de especialização em terapias alternativas ou desenvolvem estudos sobre o tema. Calcula-se que metade dos 270 milhões de americanos costuma recorrer a algum tipo de tratamento não-convencional, o que representa um enorme fator de pressão sobre os prestadores de serviços de saúde. Sem falar nos lucros de um mercado que se constrói à margem da medicina convencional e que já movimenta 30 bilhões de dólares por ano nos Estados Unidos. É o próprio governo americano, através do Instituto Nacional de Saúde (NIH), um órgão equivalente ao Ministério da Saúde no Brasil, que comanda um mutirão de pesquisas para medir a eficácia dessas terapias. Na Inglaterra já há hospitais formados apenas por homeopatas e o Canadá acaba de tornar-se o primeiro país das Américas a reconhecer a medicina tradicional chinesa como especialidade médica e a autorizar a formação regular de profissionais nessa área.</p>
<p>O fenômeno se repete no Brasil, ainda que em menor escala. O país possui cerca de 14 000 médicos homeopatas, 48 vezes mais do que há duas décadas, quando a homeopatia foi reconhecida como especialidade médica pela Associação Médica Brasileira. Mais de 5 000 médicos se dedicam à acupuntura no país, outra terapia alternativa só há pouco elevada à condição de especialidade médica. Da mesma forma, sob o pretexto de debater a humanização da medicina, cresce o número de médicos alopatas, formados à luz da medicina oficial, que promovem reuniões discretas e encontros públicos nos quais as terapias alternativas são apresentadas como métodos substitutivos de tratamentos baseados em drogas e cirurgias. "Está na hora de admitirmos que existem outras formas de curar doenças", diz a cardiologista Diana Ribeiro Dantas, que coordenará o próximo encontro a ser realizado em Natal, em junho.</p>
<p>O adjetivo holístico é, com certeza, o que melhor expressa a natureza desses novos tipos de cura. O holismo é uma teoria que vê o homem como um todo indivisível, impossível de ser explicado como se seus componentes físico, psicológico e espiritual pudessem existir separadamente. A medicina holística é, assim, a antítese do modelo biomédico, mecanicista, que se concentra no estudo isolado das partes da "máquina" humana e dos processos químicos específicos que a fazem funcionar. Diante de um doente qualquer, um terapeuta holístico subestimará a classificação da doença, voltando a atenção para o estilo de vida do doente, suas relações sociais, seu estado emocional, sua alimentação. Esse processo de interação com o paciente faria toda a diferença. As entrevistas demoradas, um traço marcante da medicina alternativa, transformam consultas simples em verdadeiras sessões de terapia psicológica nas quais laços de confiança e afeto unem o doente ao terapeuta.</p>
<p>As principais terapias holísticas compõem o repertório de recursos da medicina tradicional chinesa e da medicina ayurvédica, da Índia, com seus sistemas inspirados no taoísmo e no hinduísmo. A grande exceção é a homeopatia, criada pelo médico alemão Samuel Hahnemann no século XVIII. A rápida expansão de todas elas, no entanto, só foi possível depois que algumas descobertas da ciência no século XX proporcionaram outro tipo de sustentação às idéias holísticas.</p>
<p>"As teorias da física quântica, dos sistemas auto-organizadores e da psicologia transpessoal demonstraram com as próprias ferramentas da ciência cartesiana-newtoniana que somos parte de algo mais vasto que os nossos organismos", afirma o neurocirurgião fluminense Francisco di Biase. Ele é um dos autores do livro "Science and the primacy of consciousness" (A ciência e a primazia da consciência), em parceria com especialistas americanos em física quântica e psicologia transpessoal, ainda inédito no Brasil. O grande aval foi dado pela teoria quântica, ao demonstrar que as unidades subatômicas da matéria são abstratas e podem se apresentar ora como partículas, ora como ondas. Tais padrões dinâmicos, segundo a teoria, formam as estruturas estáveis que constituem a matéria e lhe conferem o aspecto sólido no nível macroscópico, que percebemos a olho nu. Ou seja: tudo o que enxergamos, inclusive nossos corpos, seria resultado da condensação de energias, padrões dinâmicos imateriais. Uma explicação muito semelhante à cosmovisão de antigas doutrinas místicas.</p>
<p>"É bobagem", rebate o neurofisiologista Renato Sabbatini, da Unicamp. "Os princípios da mecânica quântica só se aplicam ao mundo subatômico e não existe nada que comprove efeitos quânticos na consciência e nas estruturas macromoleculares". Verdade? "Sim, mas só em parte", treplica o indiano Harbas Lal Arora, doutor em física pela Universidade de Waterloo, no Canadá, e terapeuta holístico com atuação em hospitais de Fortaleza. O próprio Einstein, autor da equação que demonstra que a matéria é energia condensada, no último ano de sua vida, segundo Harbas, admitiu a existência de formas de energias sutis que ainda não podem ser medidas diretamente mas que são muito poderosas. Tais energias, deduz Harbas, manifestariam-se, entre outras formas, como emoções, sentimentos, vontades e intuições. E seus efeitos no corpo poderiam ser mensurados por meio de mudanças nas ondas cerebrais, ritmos respiratório e cardíaco e secreções glandulares. "São energias que atuam no nível subatômico. Seus campos transcendem às limitações do espaço, do tempo e das energias físicas. E elas têm extrema relevância nos estados de doença, saúde e bem-estar", diz Harbas.</p>
<p>Ao espetar agulhas em pontos estratégicos do corpo, um acupunturista chinês se propõe a desbloquear as trilhas, conhecidas como meridianos, por onde fluiria a energia vital, o chi. Um médico convencional dirá que ele apenas estimula pontos especiais do sistema nervoso capazes de provocar a liberação pelo cérebro de endorfinas, neurotransmissores de ação sedativa cujas moléculas se assemelham às da heroína. Já a homeopatia, aos olhos da medicina convencional, não conta com explicações plausíveis. A tese homeopata parte do princípio de que qualquer mal pode ser curado por uma substância vegetal ou mineral que produza em um homem são o mesmo sintoma da doença (exatamente o oposto do que faz a alopatia), mas nesse caso utiliza-se apenas a quintessência do princípio ativo, ou seja, a sua energia.</p>
<p>"Medicina alternativa é apenas o nome politicamente correto para o que normalmente chamamos de fraude", diz Leon Jaroff, ex-editor da revista americana Discover, especializada em ciência. O rápido crescimento da medicina alternativa e a livre prática de suas modalidades, de fato, trazem embutido o risco do surgimento de picaretagens ou, no mínimo, esquisitices como a urinoterapia, que consiste em o paciente beber a própria urina, um excremento rico em toxinas. Só que, de um lado, há doutrinas orientais com milhares de anos de eficácia. E, de outro, até defensores ferrenhos da medicina alopática admitem que as terapias holísticas produzem, sim, um benefício, mesmo que não exatamente por causa de suas propriedades intrínsecas.</p>
<p>"O que funciona é o efeito placebo", afirma Renato, numa referência aos resultados obtidos com grupos de controle em pesquisas de medicamentos alopáticos. Tais indivíduos, tratados com substâncias sem ação específica sobre os sintomas da doença, como pílulas de farinha e açúcar, acabam apresentando sinais de melhoria simplesmente por suporem estar recebendo o remédio real. "A crença do paciente no tratamento é fundamental e, sabe-se hoje, que ela responde por 50% da eficácia de qualquer medicamento, inclusive antidepressivos", diz Renato. O assunto ganhou tamanha importância no meio científico que o NIH promoveu em novembro passado um painel com cientistas das principais universidades americanas com o único propósito de debater a adoção de placebos na rotina médica. Seria um meio de evitar o uso excessivo ou desnecessário de drogas. "O efeito placebo é uma conseqüência da participação do estado psíquico na cura do paciente, o que nos leva a inferir que a saúde física resulta do bem-estar psicossomático. Infelizmente essa inter-relação entre corpo e mente é praticamente desprezada na medicina convencional", afirma Harbas.</p>
<p>Holistas como o psicólogo Giulio Vicini, membro da equipe que implanta, no Senac de São Paulo, um curso de graduação em medicina tradicional chinesa, e a especialista em alimentação e educação Hildegard Richter prevêem que a medicina do futuro será totalmente "vibracional", baseada nas energias sutis e nos processos psíquicos. Mas a médio prazo o que se espera é uma composição entre sistemas médicos divergentes. "A medicina acadêmica e a medicina alternativa não são antagônicas, mas complementares", lembra o homeopata paulistano Antonio César Ribeiro Deveza da Silva. O único receio de boa parte dos terapeutas holísticos é que a medicina oficial acabe assimilando as terapias alternativas, adaptando-as ao modelo biomédico e restringindo seu exercício aos médicos. "Isso desfiguraria por completo aspectos terapêuticos que são parte de um sistema coerente," afirma Eduardo Alexsander Amaral de Souza, terapeuta oriental e reichiano no Rio de Janeiro.</p>
<p><strong>Para saber mais</strong></p>
<p><em>Na livraria:</em><br />
- Reclaiming Our Health, John Robbins, HJKramer, Estados Unidos, 1996.<br />
- O Ponto de Mutação, Fritjof Capra, Cultrix, 1999.<br />
- The Placebo Effect, Anne Harrigton, Harvard University Press, Estados Unidos, 1999.<br />
- O Homem Holistico, Francisco di Biase, Vozes, 2001.</p>
<p><em>Na internet:</em><br />
- http://nccam.nih.gov &#60;http://nccam.nih.gov/&#62;<br />
- www.nib.unicamp.br/publ.htm<br />
- www.taps.org.br/biblio.htm</p>
<p><em>Fonte: http://super.abril.com.br/superarquivo/2001/conteudo_119366.shtml</em></p>
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<title><![CDATA[A Meditação e a Mente]]></title>
<link>http://xpressurf.wordpress.com/?p=284</link>
<pubDate>Thu, 17 Apr 2008 20:44:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>xpressurf</dc:creator>
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<description><![CDATA[A Meditação
Domar a mente e trazê-la à compreensão da realidade não é um trabalho fácil. Req]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span class="style2"><strong><span style="text-decoration:underline;">A Meditação</span></strong></span></p>
<p><span class="style4">Domar a mente e trazê-la à compreensão da realidade não é um trabalho fácil. Requer um processo lento e gradual de ouvir e ler explicações sobre a natureza das coisas; pensar e analisar cuidadosamente sobre esta informação; e finalmente transformar a mente através da meditação.</span></p>
<p><span class="style4">A mente pode ser dividida em consciência sensorial — visão, audição, olfato, paladar, tato — e consciência mental. A consciência mental vai desde as nossas experiências mais grosseiras de ódio ou desejo, por exemplo, até o nível mais sutil da calma e claridade completas. Ela inclui nossos processos intelectuais, nossos sentimentos e emoções, nossa memória e nossos sonhos.</span></p>
<p><span class="style4">A meditação é uma atividade da consciência mental. Ela envolve uma parte da mente observando, analisando e lidando com o resto da mente. A meditação pode tomar várias formas: concentrar-se unidirecionadamente em um objeto (interno), tentar compreender algum problema pessoal, gerar um amor alegre por toda a humanidade, rezar a um objeto de devoção, ou se comunicar com nossa sabedoria interna. Seu objetivo final é despertar um nível muito sutil de consciência e usá-lo para descobrir a realidade, direta e intuitivamente.</span></p>
<p><span class="style4">Esta consciência direta e intuitiva de como as coisas são é conhecida como a iluminação, e é o resultado final da prática da Meditação. O objetivo de alcançá-la — e a força condutora por trás de toda a prática — é para ajudar os outros a alcançá-la também. </span></p>
<p><span class="style2"><strong><span style="text-decoration:underline;">A Mente</span></strong></span></p>
<p><span class="style4"> A mente, ou consciência, está no coração da teoria e prática da meditação, e nos últimos 2.500 anos, meditadores  vêm investigando-a e usando-a como um meio de transcender a existência insatisfatória e de atingir a paz perfeita.  Diz-se que toda felicidade, comum e sublime, é atingida pela compreensão e transformação de nossa própria mente.</span></p>
<p><span class="style4">Um tipo de energia não-física, a função da mente é conhecer, experienciar. É a própria consciência. É clara por natureza e reflete tudo o que experiencia, assim como um lago calmo reflete as montanhas e florestas que estão ao seu redor.<br />
A mente muda de momento a momento. É um continuum sem início, como um fluxo sempre em movimento. A mente não é uma coisa física que tem pensamentos e sentimentos; essas próprias experiências são a mente. Por ser sem matéria, ela é diferente do corpo, apesar de mente e corpo serem interconectados e interdependentes. Este relacionamento explica porque, por exemplo, as doenças e desconfortos físicos podem afetar a mente, e por que as atitudes mentais, por sua vez, podem dar origem tanto à cura quanto aos problemas físicos.</span></p>
<p><span class="style4">A mente pode ser comparada a um oceano, e os eventos mentais momentâneos — como a felicidade, a irritação, as fantasias e a tristeza — às ondas que sobem e descem 