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	<title>literatura-italiana &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "literatura-italiana"</description>
	<pubDate>Sun, 27 Jul 2008 04:14:01 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Aluno lê 1,7 livro ao ano por vontade própria]]></title>
<link>http://literaturaecultura.wordpress.com/?p=25</link>
<pubDate>Fri, 18 Jul 2008 15:55:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>blogye19</dc:creator>
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<description><![CDATA[Pesquisa inédita mostra que outros 5,5 exemplares lidos são didáticos
Os estudantes brasileiros l]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="line-height:12pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:#292929;">Pesquisa inédita mostra que outros 5,5 exemplares lidos são didáticos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:#707070;">Os estudantes brasileiros lêem 7,2 livros por ano, mas 5,5 deles são didáticos ou indicados pela escola. Apenas 1,7 livro é lido por vontade e escolha própria. Esses são alguns dos resultados da pesquisa Retratos da Leitura que o Instituto Pró-Livro divulga hoje em Brasília, obtidos com exclusividade pelo Estado. Foi a primeira vez que os hábitos de leitura dos alunos de todas as idades foram analisados no País.</span></p>
<p>O resultado condiz com o mau desempenho dos alunos brasileiros em leitura em avaliações internacionais, como o Pisa. No último exame, feito em 2006, mais de 50% ficaram nos mais baixos níveis de compreensão e interpretação de textos.</p>
<p>A quantidade de livros aumenta conforme a classe social, a escolaridade e a região onde vivem. Entre os que ganham mais de 10 salários mínimos, por exemplo, são 5,3 livros por ano, sem contar os didáticos. O índice é próximo dos registrados em outros países, como Espanha (5 livros por ano) ou Argentina (5,8). Na França, são mais de 7. Já na Região Norte do Brasil, praticamente só se lê o que a escola pede.</p>
<p>Especialistas são unânimes em salientar a importância do livro didático para incentivar a leitura entre estudantes. Mas acreditam que menos de dois livros por ano é uma média baixa. Mesmo com essa média baixa, os estudantes ainda lêem mais do que a população em geral, cujos dados serão divulgados hoje.</p>
<p>"Um bom trecho literário num livro didático leva o aluno a procurar o livro todo, a buscar o autor", diz a educadora e especialista em leitura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Maria Antonieta Cunha.</p>
<p>Para o coordenador da pesquisa, Galeno Amorim, isso mostra a importância dos programas de distribuição de livros didáticos do governo, que existem desde os anos 90. O Ministério da Educação compra exemplares - didáticos e de literatura, para as bibliotecas - para todas as escolas do País.</p>
<p>Apesar disso, 46% dos estudantes do País dizem não freqüentar bibliotecas. "Muitas vezes as escolas têm os acervos enviados pelo governo, mas não montam a biblioteca por falta de funcionário, de espaço. Existe também essa dificuldade de acesso físico ao livro", completa a pesquisadora do Instituto Fernand Braudel, Patrícia Guedes, que coordena um programa que estimula a leitura nas escolas públicas.</p>
<p>Ela conta que, muitas vezes, o estudante afirma não gostar de ler "porque não teve alguém que despertasse essa paixão nele". "Não há políticas públicas nesse sentido, só práticas isoladas de alguns professores", afirma. Na pesquisa, 17% afirmaram não gostar de ler.</p>
<p>TV, música, sair com amigos e descansar são itens que vêm antes da leitura na preferência dos estudantes para ocupar o tempo livre. "Eles não percebem que o livro, assim como a TV e o cinema, também relaxa. A leitura é vista como uma obrigação", diz Maria Antonieta.</p>
<p>As gêmeas Camila e Bianca Silva de Moura, de 9 anos, são exemplos de que há exceções. "Ler é muito mais legal do que ver TV, do que mexer no computador", diz Bianca, que contabiliza "uns 50 livros" lidos desde que foi alfabetizada.</p>
<p>As duas moram no Itaim Paulista, estudam em escola pública e seus pais nem sequer terminaram o ensino médio. A mãe, Laura, sempre incentivou a leitura, trocando livros com os vizinhos e emprestando exemplares da escola. Nesse ponto, a família Silva entra nas estatísticas: 62% dos estudantes dizem que a mãe é uma das pessoas que mais os influenciam a ler.</p>
<p>"O último livro que li foi na 5ª série", diz o estudante do ensino médio Leonardo Matsumura, de 16 anos. Ele conta que, quando os professores solicitam a leitura de um livro, ele procura resumos na internet. Na pesquisa, 8% dos estudantes dizem ler com freqüência na internet.</p>
<p>O Instituto Pró-Livro é uma entidade fundada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e pela Associação Brasileira de Editores de Livros (Abrelivros). "Os índices vêm melhorando, mas ainda são insuficientes", diz o presidente da Abrelivros e do instituto, Jorge Yunes.</p>
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<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:#707070;">Veja os posts anteriores:</span></p>
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<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:#707070;"><a title="Link Permanente para Machado, Rosa e o Brasil" rel="bookmark" href="http://literaturaecultura.wordpress.com/2008/05/20/machado-rosa-e-o-brasil/"><span style="color:#265e15;">Machado, Rosa e o Brasil</span></a></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#707070;"><span style="font-size:10pt;color:#333333;"><a title="Link Permanente para Exposição dedicada a Gilberto Freyre em SP segue até o dia 18 de maio" rel="bookmark" href="http://literaturaecultura.wordpress.com/2008/05/12/exposicao-dedicada-a-gilberto-freyre-em-sp-segue-ate-o-dia-18-de-maio/"><span style="color:#265e15;">Exposição dedicada a Gilberto Freyre em SP segue até o dia 18 de maio</span></a></span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;"><a title="Link Permanente para Manifesto surrealista de André Breton vai a leilão em Paris" rel="bookmark" href="http://literaturaecultura.wordpress.com/2008/05/07/manifesto-surrealista-de-andre-breton-vai-a-leilao-em-paris/"><span style="color:#265e15;">Manifesto surrealista de André Breton vai a leilão em Paris</span></a></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;"><a title="Link Permanente para Um pouco mais de Chico. Budapeste" rel="bookmark" href="http://literaturaecultura.wordpress.com/2008/04/16/um-pouco-mais-de-chico-budapeste/"><span style="color:#265e15;">Um pouco mais de Chico. Budapeste</span></a></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;"><a title="Link Permanente para Biblioteca Virtual" rel="bookmark" href="http://literaturaecultura.wordpress.com/2008/04/08/biblioteca-virtual/"><span style="color:#265e15;">Biblioteca Virtual</span></a></span></p>
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</item>
<item>
<title><![CDATA[Biblioteca Virtual]]></title>
<link>http://literaturaecultura.wordpress.com/?p=14</link>
<pubDate>Tue, 08 Apr 2008 17:47:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>blogye19</dc:creator>
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<description><![CDATA[Oi pessoal
Vou recomendar um site que descobri recentemente e achei muito bacana.
É só clicar na i]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Oi pessoal</p>
<p>Vou recomendar um site que descobri recentemente e achei muito bacana.</p>
<p>É só clicar na imagem aqui em baixo que ele abre automaticamente. Aproveitem a sessão dos professores web e essa biblioteca virtual. Muito bacana!</p>
<p>Abraços</p>
<p>:0)</p>
<p><a title="Clique e descubra um mundo novo." href="http://www.educacao24horas.com.br?origem=e19" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-15" src="http://literaturaecultura.wordpress.com/files/2008/04/cultura.jpg?w=500" alt="Educação 24 Horas" width="500" height="488" /></a></p>
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<title><![CDATA[A busca pelo assunto é enorme, aqui estão algumas das palavras que são buscadas quando se pensa em Literatura e Cultura:]]></title>
<link>http://literaturaecultura.wordpress.com/2008/03/17/a-busca-pelo-assunto-e-enorme-aqui-estao-algumas-das-palavras-que-sao-buscadas-quando-se-pensa-em-literatura-e-cultura/</link>
<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 16:54:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>blogye19</dc:creator>
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<description><![CDATA[a historia da literatura, a importancia da literatura, a importancia da literatura como cultura, a l]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="margin:0 0 10pt;" class="MsoNormal"><font face="Calibri">a historia da literatura, a importancia da literatura, a importancia da literatura como cultura, a literatura brasileira, a literatura de cordel, a literatura infantil, american literature, amor, arabe cultura, arte, arte cultura, arte literatura, artes, aula de literatura, autor, autores, autores cultura, autores da literatura, autores da literatura brasileira, barroco, barroco na literatura, biblioteca, caracteristicas da literatura, china cultura, classicos da literatura, clássicos da literatura, conceito de literatura, concurso de literatura, concurso de poesia, concurso literatura, contexto historico, conto, contos, cordel, crônicas, cultura, cultura arabe, cultura arte literatura, cultura azteca, cultura brasileira literatura, cultura caracteristicas, cultura colombiana, cultura contemporanea, cultura da literatura, cultura egipcia, cultura espanola, cultura español, cultura española, cultura gaucha, cultura grecoromana, cultura grega literatura, cultura hispanoamericana, cultura historia, cultura importancia, cultura inca, cultura latinoamericana, cultura literaria, cultura literatura, cultura maya, cultura medieval, cultura medieval literatura, cultura mexicana, cultura moderna, cultura na literatura, cultura peruana, cultura poemas, cultura poesia, cultura popular literatura, cultura revista, cultura romana, cultura romana literatura, cultura romantica, cultura social, cultura teatro, curso de literatura, dia da poesia, editora, english literature, ensino de literatura, escritor, escritores, exercicios de literatura, exercícios de literatura, ficção, filosofia, folclore cultura, folclore literatura, formação da literatura brasileira, funções da literatura, geografia, grecia cultura, grecia literatura, hispanoamericana, historia da literatura, historia da literatura brasileira, historia literatura, história, história da literatura, história da literatura brasileira, humanismo literatura, importancia cultura, importancia da literatura, importancia da literatura como cultura, importancia literatura, importância da literatura, india cultura, india literatura, itau cultural literatura, itaú cultural literatura, jornada de literatura, jornal da poesia, jornal de poesia, leitura, literatura, literatura africana, literatura americana, literatura arabe, literatura arte, literatura autores, literatura barroca, literatura barroco, literatura brasileira, literatura brasileira romantismo, literatura caracteristicas, literatura classica, literatura clássica, literatura colombiana, literatura comentada, literatura como cultura, literatura comparada, literatura contemporanea, literatura contemporânea, literatura cordel, literatura cultural, literatura da cultura medieval, literatura de cordel, literatura de cordeu, literatura de informaçao, literatura de informação, literatura do brasil, literatura economia, literatura egipcia, literatura escritores, literatura espanhola, literatura espanola, literatura español, literatura española, literatura estrangeira, literatura fantastica, literatura fantástica, literatura folclore, literatura francesa, literatura gaucha, literatura gotica, literatura grecia, literatura grega, literatura gótica, literatura hispanoamericana, literatura historia, literatura importancia, literatura inca, literatura infantil, literatura infantil brasileira, literatura infanto juvenil, literatura informativa, literatura inglesa, literatura italiana, literatura juvenil, literatura latina, literatura latinoamericana, literatura lirica, literatura literaria, literatura marginal, literatura medieval, literatura mexicana, literatura moderna, literatura modernismo, literatura modernista, literatura mundial, literatura nacional, literatura narrativa, literatura no brasil, literatura norte americana, literatura obras, literatura on line, literatura oral, literatura peruana, literatura piauiense, literatura poemas, literatura poesia, literatura poetas, literatura popular, literatura portuguesa, literatura realismo, literatura renascentista, literatura romana, literatura romantica, literatura romantismo, literatura russa, literatura social, literatura teatro, literatura trovadorismo, literatura tv cultura, literatura vestibular, literatura é, literature, livraria, livrarias, livro, livro de literatura, livros, livros da literatura brasileira, livros de literatura, livros de literatura infantil, livros literatura, matemática, medieval cultura, mesopotamia cultura, mestrado em literatura, mexicana cultura, modernismo, mulher na literatura, música, narrativa, neoclasicismo, nobel de literatura, nobel literatura, novela cultura, novela literatura, novelas, o que é literatura, o que é literatura de cordel, o que é literatura infantil, o que é poesia, obras literarias, origem da literatura, origem da literatura de cordel, poema, poemas, poemas cultura, poesia, poesia 1, poesia amizade, poesia amor, 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<title><![CDATA[MAL DE PIEDRAS, DE MILENA AGUS]]></title>
<link>http://mentesynquietas.wordpress.com/?p=501</link>
<pubDate>Thu, 06 Mar 2008 20:52:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>BIKTOR</dc:creator>
<guid>http://mentesynquietas.wordpress.com/?p=501</guid>
<description><![CDATA[Milena Agus se ha convertido en una auténtica revelación en Italia. Con Mal de piedras -primera no]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:13pt;font-family:'Verdana','sans-serif';"><img src="http://i71.photobucket.com/albums/i157/kapixulo1/aeiou.jpg?t=1204836700" alt="" align="left" />Milena Agus se ha convertido en una auténtica revelación en Italia. Con <em><span style="font-family:'Verdana','sans-serif';">Mal de piedras</span></em></span><span style="font-size:13pt;font-family:'Verdana','sans-serif';"> -primera novela editada en español-</span><span style="font-size:13pt;font-family:'Verdana','sans-serif';"> alcanzó a las pocas semanas las listas de los libros más vendidos en el país con forma de bota, al igual que ocurrió en Francia y Alemania. <em><span style="font-family:'Verdana','sans-serif';">Mal de piedras</span></em> es un pequeño tesoro, una novela en la que nada es lo que parece y cuya última página cambia el sentido de la historia. Su originalidad y ternura le están valiendo premios allá donde se publica. </span></p>
<p><span style="font-size:13pt;font-family:'Verdana','sans-serif';">La vida es un juego caprichoso de encuentros y desencuentros y las cosas pasan cuando tienen que pasar.</span><!--more--><span style="font-size:13pt;font-family:'Verdana','sans-serif';"> A Abuela, por ejemplo, todo le llega con retraso, cuando ya no espera nada de la vida: un matrimonio tardío con un hombre que se casa con ella sólo para saldar una deuda con la familia que le hospeda, o un amor que le llega inesperadamente en un Balneario, adonde ella acude para tratar esos odiosos cálculos renales, causa de sus continuos abortos: su «mal de piedra». Este mal terminará identificándose con esas piedras que todos llevamos dentro. Nudos, heridas que parecen no disolverse nunca y con las cuales nos vemos obligados a convivir. ¿Cómo curarlas? Abuela tendrá la suerte de encontrar al Veterano. Los demás tendremos que vivir para descubrirlo...</span></p>
<p><span style="font-size:13pt;font-family:'Verdana','sans-serif';">::MENTES-INQUIETAS::</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sala de lectura, lxix: <em>Si això és un home</em>, de Primo Levi]]></title>
<link>http://unquepassava.wordpress.com/?p=976</link>
<pubDate>Mon, 11 Feb 2008 09:37:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ferran - Un que passava</dc:creator>
<guid>http://unquepassava.wordpress.com/?p=976</guid>
<description><![CDATA[Més guerra mundial. Més conseqüències de l&#8217;auge del feixisme i el nazisme. Sembla que engu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img src="http://unquepassava.wordpress.com/files/2008/02/levi_home.jpg" alt="Primo Levi. Si això és un home. Edicions 62, 2007." align="left" border="1" height="386" width="250" />Més guerra mundial. Més conseqüències de l'auge del feixisme i el nazisme. Sembla que enguany el fil conductor de les meves lectures serà, d'una manera o altra, la Segona Guerra Mundial i els anys previs: <a href="/2008/01/11/sala-de-lectura-lxv-diario-de-hiroshima-de-michihiko-hachiya/" title="Sala de lectura, lxv: Diario de Hiroshima, de Michihiko Hachiya" target="_blank"><i>Diario de Hiroshima</i></a>, <a href="/2008/01/16/sala-de-lectura-lxvi-lluvia-negra-de-masuji-ibuse/" title="Sala de lectura, lxvi: Lluvia negra, de Masuji Ibuse" target="_blank"><i>Lluvia negra</i></a>, <a href="/2008/02/05/sala-de-lectura-lxviii-la-lladre-de-llibres-de-markus-zusak/" title="Sala de lectura, lxviii: La lladre de llibres, de Mark Zusak" target="_blank"><i>La lladre de llibres</i></a>, <i>Si això és un home</i>,<i> El jardí dels Finzi-Contini</i>... i els que esperen a la pila. Més guerra mundial i més exemples de les atrocitats que és capaç de cometre l'ésser humà i d'on és capaç d'arribar per sobreviure. En aquest cas, però, no es tracta de ficció, ni de realitat convertida en ficció: <i>Si això és un home</i> és el testimoni d'un supervivent, escrit por després de sortir del camp de treball en el qual havia estat empresonat. <a href="http://it.wikipedia.org/wiki/Primo_Levi" target="_blank">Primo Levi</a>, jueu torinès químic de professió, fou deportat a Buna-Monowitz, un dels camps de treball de l'àrea d'<a href="http://ca.wikipedia.org/wiki/Auschwitz" target="_blank">Auschwitz-Birkenau</a>, a final de l'any 1943 i on en sortí fins començaments de l'any 1945. Pocs mesos després, escrivia aquest llibre, començat durant els últims mesos d'empresonament, quan fou destinat a un dels laboratoris del camp.</p>
<div align="justify"></div>
<blockquote>
<p align="justify">És justament per aquest motiu que, en escriure aquest llibre, vaig adoptar deliberadament el llenguatge serè i sobri del testimoni, no el queixós de la víctima ni l'irat del venjador: pensava que la meva paraula seria tant o més creïble i útil com més objectiva aparegués i com menys apassionada sonés; només així el testimoni compleix la seva funció en un judici, que és la de preparar el terreny al jutge. Els jutges sou vosaltres. [p. 250]</p>
</blockquote>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">En aquest paràgraf de l'apèndix que afegí Levi a l'edició escolar de 1976, apèndix compost per les respostes a les preguntes a què havia de fer front tot sovint durant les presentacions del seu llibre a escoles i instituts, l'autor deixa clara la motivació no només del llibre, sinó de l'estil. Reconeix que no és escriptor i que s'ha vista abocat a l'escriptura a conseqüència de la seve experiència a Buna-Monowitz. I és precisament, al meu entendre, aquest estil objectiu, sobri i serè (per utilitzar els mateixos adjectius que utilitza Levi), el que fa que el resultat sigui tan desolador, tan angoixant, tan colpidor.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Levi no fa literatura. Només descriu la seva experiència al camp de treball (el <i>lager</i>) de Buna-Monowitz: una fàbrica de goma sintètica que mai no va entrar en funcionament, però on treballaven com esclaus els presoners dels nazis, controlats pels pocs d'ells que, per una raó o altra, havien assolint un lloc prominent en la jerarquia del camp, jerarquia que tenia en l'escalafó més baix els jueus. Cada capítol de la narració presenta una característica de la vida al camp: la deshumanització a què són sotmesos els presoners dia rere dia, les dificultats per aconseguir assaciar la fam o protegir-se del fred, la normativa a vegades absurda a què han de cenyir-se, la por constant a ser un dels «seleccionats» (seleccionats per a morir), les feines que han de fer, la brutalitat dels que han aconseguit una mica de poder, la fugida final dels alemanys, que s'emporten amb ells els homes sans (uns vint mil, dels quals no en sobreviurà pràcticament cap) i deixen abandonats els malalts als camps, a la seva sort, perquè morin. Una galeria de personatges dels patiments dels quals el lector no es pot sostreure com si fossin personatges de ficció, perquè sap que no ho són; personatges als quals acompanya en la seva degradació, víctimes de la inquitat, de la deshumanització a què els porta un sistema pensat per a convertir els homes en menys que bèsties.</p>
<div align="justify"></div>
<blockquote>
<p align="justify">Els personatges d'aquestes pàgines no són homes. La seva humanitat està enterrada, o ells mateixos l'han enterrada, sota l'ofensa soferta o infligida a altres. Els SS malvats i estúpids, els <i>Kapos</i>, els polítics, els criminals, els prominents grans i petits, fins arribar als <i>Häftlinge</i> indiferenciats i esclaus, tots els graus de la folla jerarquia volguda pels alemanys estan paradoxalment emparentat en una unitària desolació interna. [p. 174]</p>
</blockquote>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Malgrat tot, hi ha sempre una espurna d'esperança que es manifesta en aquells homes i dones que es neguen a perdre del tot la seva humanitat, entre els quals hi ha Lorenzo, el civil que ajuda Levi sense esperar res a canvi; o Alberto, amic de Levi, amb qui compartiran negocis i conxorxes per aconseguir petits avantatges; o el mateix Levi, que no es va rendir mai:</p>
<div align="justify"></div>
<blockquote>
<p align="justify">Potser també em va ajudar el meu interès, que no va minvar mai, per l'ànima humana i la voluntat no sols de sobreviure (que era comuna en molts), sinó de sobreviure amb la finalitat concreta d'explicar les coses que havíem presenciat i que havíem suportat. I finalment potser també hi va jugar la voluntat, que vaig conservar amb tossuderia, de reconèixer sempre, fins i tot durant els dies més foscos, en els meus companys i en mi mateix, homes i no coses, i sostreure'm així a aquella total humiliació i desmoralització que duia a molts al naufragi espiritual. [p. 284]</p>
</blockquote>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Levi es va salvar perquè va ser d'aquells malalts que van ser deixats enrere quan els russos s'acostaven a Buna-Monowitz. Va escriure aquest llibre i d'altres basats en la seva experiència al camp de treball perquè aquest episodi no fos obligat, i va comentar-los als escolars que hi estaven interessats i que el convidaven a les seves escoles per parlar-ne. Perquè no fos oblidat, no perquè fos entès: ell mateix reconeix que aquests fets no es poden comprendre, perquè comprendre vol dir posar-se en el lloc de l'altre, i l'assassinat premeditat i sistemàtic de milers de persones que va promoure el règim nazi no pot ser comprès. D'aquí també l'horror que sent el lector, en enfrontar-se a tot el que és capaç de fer l'ésser humà contra ell mateix. A La Vanguardia de dimarts Pilar Rahola en la seva columna esmenta una de les històries que explica Levi a <i>Si això és un home</i>: un SS està a punt de matar un nen que feia contraban i un vell rabí li pregunta per què. Aquí no hi ha perquès, respon l'SS. O, en paraules d'un altre company del camp de concentració, «ne pas chercher à comprendre».</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Levi se suïcidà el 1987.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">El llibre:</p>
<div align="justify"></div>
<ul>
<li>
<div align="justify">Primo Levi. <i>Si això és un home</i>. Tr. Francesc Miravitlles. Pr. Vicenç Villatoro. Barcelona: Edicions 62, 2007. 284 p. ISBN 978-84-297-4902-1. (Butxaca 62 ; 41)</div>
</li>
</ul>
<p align="justify">&#160;</p>
<p align="justify"><span class="tags">Technorati Tags: <a href="http://www.technorati.com/tags/llibres" rel="tag">llibres</a> — <a href="http://www.technorati.com/tags/primo+levi" rel="tag">Primo Levi</a> — <a href="http://www.technorati.com/tags/si+aixo+es+un+home" rel="tag"><i>Si això és un home</i></a></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Cien cepilladas antes de dormir]]></title>
<link>http://xnipereye.wordpress.com/2007/10/22/cien-cepilladas-antes-de-dormir/</link>
<pubDate>Mon, 22 Oct 2007 06:48:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>Xniper</dc:creator>
<guid>http://xnipereye.wordpress.com/2007/10/22/cien-cepilladas-antes-de-dormir/</guid>
<description><![CDATA[
Que puedo decir de este libro, es accidentalmente por decirlo de esta manera, una analogía del Dia]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://ec1.images-amazon.com/images/I/418S86C413L._AA240_.jpg" height="308" width="308" /></p>
<p>Que puedo decir de este libro, es accidentalmente por decirlo de esta manera, una analogía del Diario de Ana Frank pero en un contexto mucho mas para el siglo XXI. El entorno, año 2000, en un pueblo de la Sicilia italiana. Confieso que cuando lo leí, desde el primer momento me quedé pasmado ante la narrativa tan detallada, natural y sin pudor alguno, sobre los aspectos que rodean a una chica en la etapa de la pubertad, asi como existencialismo y busqueda de la identidad. Recomendación para adolescentes de hoy, ya que aborda de una manera elegante, sin palabras vulgares (al menos en la versión traducida en Argentina), sobre el inicio de la sexualidad que evoluciona a distintos grados de perversión, como va avanzando el diario, desde experiencias autoeróticas y heterosexueles comunes, hasta perversiones orgiásticas, lésbicas, vouyeristas, y sadomasoquistas, todo en nombre de la busqueda del amor. Es, lo que probablemente una persona común vive en toda su vida, la autora lo vive en casi 3 años. Se convirtió rapidamente en un <em>best seller</em> en Italia y aqui en México no es la excepción, ya que personalmente, cuando lo fuí a comprar hace como 8 meses, me dijeron que era el último de la librería.</p>
<p>Nombre: Cien cepilladas antes de dormir  (100 colpi di spazzola prima di andare a dormire)</p>
<p>Autora: Melissa P. (Panarello)</p>
<p>País: Italia</p>
<p>Año: 2003</p>
<p>Traducción al español: Argentina</p>
<p>Editorial (Libro en español): Émece</p>
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</item>
<item>
<title><![CDATA[Cesare Pavese - "Meseria de a trai"]]></title>
<link>http://citatecitite.wordpress.com/2007/10/15/cesare-pavese-meseria-de-a-trai/</link>
<pubDate>Mon, 15 Oct 2007 10:37:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>danfintescu</dc:creator>
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<description><![CDATA[Pentru acei indivizi de moda veche care nu sunt pe deplin convinsi ca Dumnezeu nu exista, dar care, ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Pentru acei indivizi de moda veche care nu sunt pe deplin convinsi ca Dumnezeu nu exista, dar care, desi nu le pasa de El, Il simt mereu in sinea lor, a injura e o treaba dintre cele mai placute. Pe om il apuca un acces de astma si injura cu manie si incapatanare, cu intentia speciala de a-L jigni pe acest eventual Dumnezeu. Si se gandeste ca, la urma urmelor, daca exista, orice injuratura este o lovitura de ciocan in cuiele de pe cruce si o NEPLACERE pricinuita lui Dumnezeu. Dumnezeu se va razbuna - acesta e sistemul lui - va face pe dracu' in patru, va lasa sa cada tot felul de nenorociri asupra pacatosului, il va trimite in infern, dar chiar de va intoarce lumea pe dos, nimeni nu-L va face sa uite neplacerea pe care a suferit-o, lovituirle de ciocan pe care le-a incasat. NIMENI! E o strasnica consolare. Si asta arata limpede ca, in definitiv, acest Dumnezeu n-a prevazut chiar totul. Ganditi-va; El e stapanul absolut, tiranul, totul; omul e un rahat, un nimic si, cu toate astea, omul are posibilitatea sa-L manie si sa-L nemultumeasca si sa-I tulbure cat de cat fericita Lui existenta. Asta este intr-adevar "le meilleur temoignage que nous puissions donner de notre dignite". Cum de n-a facut Baudelaire o poezie din asta?</p>
]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Absurdo]]></title>
<link>http://olivrodosseresimaginarios.wordpress.com/?p=51</link>
<pubDate>Thu, 10 Jul 2008 18:34:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>australopiteka</dc:creator>
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<description><![CDATA[A vida, graças aos deslavados absurdos, pequenos  e grandes, de que se acha tranquilamente repleta]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#ffffff;">A vida, graças aos deslavados absurdos, pequenos  e grandes, de que se acha tranquilamente repleta, tem o inestimável privilégio de poder eximir-se daquela estupidíssima verossimilhamça, à qual a arte considera seu dever obedecer.</span></p>
<p><span style="color:#ffffff;">As absurdidades da vida nao precisam parecer verossímeis, porque são verdadeiras; ao contrário daquelas da arte, que, para parecerem verdadeiras, precisam ser verossímeis. E, então, verossímeis, nao são mais absurdidades.</span></p>
<p><span style="color:#ffffff;">by</span></p>
<p><span style="color:#ffffff;">Luigi Pirandello, <em>in Sobre os escrupulos da fantasia</em></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O tailleur cinza, de Andrea Camilleri]]></title>
<link>http://paisagensdacritica.wordpress.com/?p=69</link>
<pubDate>Tue, 24 Jun 2008 14:22:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>paisagensdacritica</dc:creator>
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<description><![CDATA[
O tailleur cinza – il tailleur grigio – é um romance sobre a velhice. Andrea Camilleri abriu m]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><!--[if gte mso 9]&#62;  Normal 0   21   false false false  PT-BR X-NONE X-NONE              MicrosoftInternetExplorer4              &#60;![endif]--><!--[if gte mso 9]&#62;                                                                                                                                            &#60;![endif]--><!--[if !mso]&#62;--></p>
<p class="MsoNormal"><strong><em><span style="font-size:12pt;">O tailleur cinza</span></em></strong><strong><span style="font-size:12pt;"> </span></strong><span style="font-size:10pt;">– <em>il tailleur grigio</em> – é um romance sobre a velhice. Andrea Camilleri abriu mão da estrutura regular do policial, investiu bastante na construção psicológica dos dois personagens que se aproximam e se afastam no decorrer da trama e escreveu o mais francês de seus livros.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;">Luigi e Adele – nomes que evocam Pierre Louys, Guy de Maupassant e François Truffaut – formam um casal. Ele, bem passado dos sessenta anos, acaba de se aposentar. Ela, chegando aos 40, leva uma intensa vida social, correndo entre associações e reuniões. O narrador segue os passos de Luigi e, pelos olhos dele, reconstitui algo do passado: a bem sucedida carreira no banco, o primeiro casamento e o filho, a viuvez, o encontro com Adele, a paixão e a atração sexual súbitas, o casamento entre eles. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;">É a rígida rotina de Luigi, alterada pela aposentadoria, que o faz mirar o passado e relembrar a primeira vez que soube que a mulher o traía. Daí em diante, uma longa história de traições que, cauteloso, fingia não ver. Adele, afinal, era todo seu mundo e seu fascínio, mesmo depois que a relação entre eles perdeu as cores do princípio e passou a ser mais um item da rotina doméstica.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;">Aposentar-se, diz um clichê, é libertar-se. Aposentar-se, diz outro clichê, é morrer. Luigi, entre as duas possibilidades, prefere apenas olhar para sua mulher e entender seus jogos e artimanhas. <em>La donna è mobile</em>, diz uma ópera, e Luigi enxerga o exemplo em Adele, na sua obsessão pelo corpo e na fidelidade impossível. Um dia lhe pergunta, temeroso da resposta, sobre a razão dela ter-se casado com ele, e ouve uma peculiar e indireta confissão de amor. Simultaneamente, Adele mantém, no anexo de seu quarto, um sobrinho forte, belo e jovem, disponível para todas as noites: <em>cual piuma al vento, muta d’accento e di pensiero</em>.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;">O drama de Luigi não é apenas íntimo. O mundo siciliano – como era de se esperar em Camilleri – o invade, sob a forma de uma obscura proposta de emprego e de sua hábil, mas honesta, relação profissional com supostos mafiosos. Também sua maneira de entender o que o cerca repõe as figurações sicilianas que Camilleri herdou de Vittorini, Verga, Lampedusa, Pirandello, Sciascia e tantos outros. Os diálogos se constróem e ganham significado nos olhares e no silêncio. Afetos e desafetos se definem nas pequenas relações quotidianas, enviesadas e recheadas de pequenos rituais de sedução e de engano.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;">Seu universo pessoal, porém, é o que prevalece e Luigi, aos poucos, se fecha. Ocorre que tudo, nele, espelha Adele, a personagem feminina melhor esculpida da obra de Camilleri. É linda, arrasadora e perigosa como muitas mulheres de Camilleri. É forte, segura e capaz de representar como outras tantas. Mas é também ambígua nos sentimentos e nas ações, nas verdades e nas mentiras, na infantilidade e na maturidade. <em>Sempre um amabile leggiadro viso, in pianto o in riso è menzognera</em>. Luigi espera unificar as duas Adele para negar que </span><em><span style="font-size:10pt;">è sempre misero chi a lei s'affida, chi le confida mal cauto il core!</span></em><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;">E, na porta da morte, tem uma revelação. Uma, não: duas. A primeira encerra a citação da ária: Luigi constata, reconciliado com Adele, com o passado e o presente que é impossível viver sem ela, afinal <em>p</em></span><em><span style="font-size:10pt;">ur mai non sentesi felice appieno chi su quel seno non liba amore!</span></em><span style="font-size:10pt;"> E, em seguida, enxerga algo que justifica o título do livro – roupa que aparece poucas vezes no romance, mas nunca sai da cabeça do leitor. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;">O romance sobre a velhice de Camilleri – com seus 83 anos – não tem, felizmente, a diluição e a auto-complacência do que García Márquez escreveu pouco antes dos 80. Tampouco tem a densidade amarga e o rigor narrativo, uma pena, do de Philip Roth. Mas tem o que é essencial: o reconhecimento da duplicidade do tempo e de nossa complicada e irresolvida relação com ele.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;" lang="EN-US"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size:10pt;" lang="EN-US">Andrea Camilleri</span></strong><span style="font-size:10pt;" lang="EN-US">. <em>Il tailleur grigio</em>. Milão: Arnoldo Mondadori, 2008</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;" lang="EN-US"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;">Paisagens da Crítica já publicou comentários sobre outros oito livros de Andrea Camilleri: <em>La  pensione Eva</em> (24 de março de 2006), <em>La vampa d’agosto</em> (12 de maio de 2006), <em>Le ali della sfinge</em> (22 de março de 2007), <em>Il colore del sole</em> (3 de maio de 2007), <em>La pista di sabbia</em> (1 de novembro de 2007), <em>Maruzza Musumecci</em> (3 de dezembro de 2007), <em>Il campo del vasaio</em> (12 de junho de 2008) e <em>Le pecore e il pastore</em> (19 de junho de 2008). Os seis primeiros estão no endereço antigo (<a href="http://www.paisagensdacritica.zip.net/"><span style="color:#17365d;">www.paisagensdacritica.zip.net</span></a>); o sétimo e o oitavo, neste mesmo endereço. </span></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[As ovelhas e o pastor, de Andrea Camilleri]]></title>
<link>http://paisagensdacritica.wordpress.com/?p=67</link>
<pubDate>Thu, 19 Jun 2008 13:06:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>paisagensdacritica</dc:creator>
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<description><![CDATA[
As ovelhas e o pastor – Le pecore e il pastore – é um livro ambicioso. Andrea Camilleri ousa m]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><!--[if gte mso 9]&#38;gt;  Normal 0   21   false false false  PT-BR X-NONE X-NONE              MicrosoftInternetExplorer4              &#38;lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&#38;gt;                                                                                                                                            &#38;lt;![endif]--><!--[if !mso]&#38;gt;--></p>
<p class="MsoNormal"><strong><em><span style="font-size:12pt;">As ovelhas e o pastor</span></em></strong><span> </span><span style="font-size:10pt;">– <em>Le pecore e il pastore</em> – é um livro ambicioso. Andrea Camilleri ousa mais em seus romances históricos – como este – do que nas aventuras do Coimissário Salvo Montalbano. Tem sentido: embora toda a obra de Camilleri seja bastante lida (é o escritor italiano da atualidade que mais vende na Itália e no exterior), os livros de Montalbano adquiriram bastante popularidade, chegaram às telas da televisão em cuidadosas adaptações e aumentaram muito seu público, incluindo leitores nem tão dispostos a acompanhar as experiências narrativas de Camilleri. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;">Apesar da diferença literária, as questões e preocupações de Camilleri nas tramas de Montalbano e nas históricas são semelhantes. A principal delas é com a leitura: cada vez seus personagens lêem mais e cada vez os livros são mais decisivos na decifração das histórias e seus mistérios. O recente <em>Il colore del sole</em> (de 2007), nesse sentido, é exemplar: está em jogo, ali, um suposto diário de Caravaggio, a ser lido pelo próprio Camilleri. Também o já clássico <em>La scomparsa di Patò</em> (de 2000), citado e lido por Montalbano no recente <em>Il campo del vasaio</em>, é composto de fragmentos de notícias e de documentos que tentam identificar o destino de Antonio Patò, que desapareceu – segundo observação de Leonardo Sciascia em <em>A cada um o seu</em> – quando fazia o papel de Judas numa representação da Paixão de Cristo. Em outro livro recente – <em>Voi non sapete</em>, de 2007 – verdade e ficção se misturam na leitura de bilhetes do chefe mafioso Bernardo Provenzano.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size:10pt;">Le pecore e il pastore</span></em><span style="font-size:10pt;"> também reconhece que no princípio de toda escritura está a leitura. No caso, para compreender dois mistérios do verão de 1945: o que esteve por trás da morte de dez jovens religiosas – ovelhas enclausuradas num convento – e do atentado contra o bispo Giovanni Battista Peruzzo, pastor anti-comunista que defendeu, nos tempos sombrios do fascismo, justiça social e respeito à diferença. Os casos são reais; a documentação estudada por Camilleri (cartas, documentos oficiais, textos literários), nem sempre. A investigação retrocede ao século XII para entender o lugar do monastério em que o atentado se deu e sua história de ermitões e bandidos, de fé e perfídia. A solução dos casos, claro, pode não ser verdadeira, mas certamente é um achado. A relação entre literatura e história, de resto, é sempre conturbada e composta de diálogos e contaminações; ela pode prescindir de diferenciação se for colocada em uma base imaginativa, um livro de ficção. E Camilleri explora a ambigüidade até seu limite para ensinar que Noel Rosa e Pôncio Pilatos tinham razão ao dizer que a verdade existe, mas mora num poço. O leitor sedento de verdades absolutas fica, então, desorientado, perdido entre notas de rodapé e longas citações documentais: a sugestão falseada da precisão, embalada na narrativa ficcional.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;">Por esses jogos de sedução e engano é que Camilleri continua essencial. Perto de fazer oitenta e três anos e apenas quatorze após seu sucesso literário, escreve em ritmo acelerado, chega a publicar três livros num ano e mantém uma quase inacreditável capacidade de surpreender o leitor com narrativas divertidas e tantas vezes sofisticadas na concepção e no desenvolvimento. Às vezes, a surpresa vem até do fato do livro ser escrito inteiramente em italiano – caso de <em>Le pecore e il pastore</em> –, sem as interferências dialetais e as marcas da oralidade siciliana que particularizam quase toda sua obra e caracterizam a língua que inventou. Porque a novidade, às vezes, pode vir da tradição – depende da forma como a olhamos e a representamos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size:10pt;">Andrea Camilleri</span></strong><span style="font-size:10pt;">. <em>Le pecore e il pastore</em>. Palermo: Sellerio, 2007</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;">Paisagens da Crítica já publicou comentários sobre outros sete livros de Andrea Camilleri: <em>La pensione Eva</em> (24 de março de 2006), <em>La vampa d’agosto</em> (12 de maio de 2006), <em>Le ali della sfinge</em> (22 de março de 2007), <em>Il colore del sole</em> (3 de maio de 2007), <em>La pista di sabbia</em> (1 de novembro de 2007), <em>Maruzza Musumecci</em> (3 de dezembro de 2007) e <em>Il campo del vasaio</em> (12 de junho de 2008). Os seis primeiros estão no endereço antigo (<a href="http://www.paisagensdacritica.zip.net/"><span style="color:#000000;">www.paisagensdacritica.zip.net</span></a>); o sétimo, neste mesmo endereço. Na próxima semana, encerrando a “temporada Camilleri”, o blog publicará comentário sobre <em>Il tailleur grigio</em>.</span></p>
]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[O campo do oleiro, de Andrea Camilleri]]></title>
<link>http://paisagensdacritica.wordpress.com/?p=60</link>
<pubDate>Thu, 12 Jun 2008 14:35:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>paisagensdacritica</dc:creator>
<guid>http://paisagensdacritica.wordpress.com/?p=60</guid>
<description><![CDATA[O campo do oleiro – Il campo del vasaio – não é a melhor, mas talvez seja a mais tocante hist]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><strong><em><span style="font-size:12pt;">O campo do oleiro</span></em></strong><span style="font-size:10pt;"> – Il campo del vasaio – não é a melhor, mas talvez seja a mais tocante história do Comissário Salvo Montalbano, detetive criado pelo siciliano Andrea Camilleri. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;">Montalbano chega cada vez mais cansado a seu décimo-terceiro romance – fora os trinta e seis contos e as três novelas. O tempo passa e pesa para ele: tem agora 58 anos e os rumos da política e da polícia o desiludem. Vê o mundo sombrio e acredita pouco na justiça. Se não bastasse, atravessa uma história de traições, indicadas já no título do livro: o campo do oleiro, conta o Evangelho de Mateus, é onde foram gastas as trinta moedas do Judas arrependido. E num campo assim encontram um cadáver despedaçado em trinta partes, levantado da lama pelas chuvas.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;">Camilleri domina como poucos, na atualidade, os mecanismos do policial: conhece as matrizes clássicas do gênero, deprecia sutilmente a vertente americana e inventa novos caminhos para a escrita de mistério. Em parte, o policial moderno de Camilleri é herdeiro de Leonardo Sciascia, outro siciliano, escritor do que Italo Calvino chamou de “gialli non gialli” – policiais não policiais. Tal qual em Sciascia, a verdade para Camilleri não é absoluta ou decisiva e nem sempre vem e fica à tona. Algumas de suas versões, sim. É em busca delas – verdades relativas, consensuais – que seus detetives vão, cruzando um mundo insalubre, recheado de velhos e novos mafiosos, de políticos inescrupulosos. Também à semelhança de Sciascia, é o silêncio da Sicília, seus não-ditos e os olhares eloqüentes que, juntamente com a forte entonação oralizada da língua, dão especificidade e dinâmica para a trama e seu desvendamento.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;">Se o campo do oleiro simboliza uma traição, a original, muitos são os traidores, e de diversos tipos, que circulam ao redor dessa narrativa sombria, que combina assassinatos em mais de um tempo, vinganças e falsos testemunhos. Há traição conjugal, traição à <em>famiglia</em> mafiosa, traição a si mesmo e a que parece pior aos olhos de Montalbano: a da confiança entre amigos. É Mimì Augello quem está na baila e cuja amizade longa parece em risco. Mimì é o vice-comissário de Montalbano e, após ter ganho destaque em várias histórias, andou meio sumido nos três últimos romances. Agora volta à baila e obriga Montalbano a investigar secretamente o homicídio do campo do oleiro e seus desdobramentos do passado e no futuro.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;">O método de Montalbano nunca foi sherloquiano, linearmente lógico. Ao contrário: Camilleri já o descreveu como semelhante aos ramos cruzados de uma oliveira, intrincado, confuso, caótico, às vezes intuitivo, sempre crivado de variações e, na sua teatralização, de conversas consigo mesmo. A diferença agora é que Montalbano se põe a escrever e é no texto – em longas cartas a si mesmo – que estrutura sua pesquisa e percebe as razões que ligam e justificam as pistas. Nenhum escritor, porém, pode existir se antes não houver um leitor; e Montalbano, para redigir sua versão, antes lê, e lê um Camilleri: <em>La scomparsa di Patò</em>, que já é, por si mesmo, um diálogo com livros anteriores e o desenvolvimento da trajetória de um personagem ficcional de Sciascia. Do universo da leitura e pelo fio da escrita, a decifração. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;">O sentido é obviamente metaliterário, mas sem qualquer peso para o leitor comum, que pode escolher o nível de leitura que prefere, do entretenimento rápido ao reconhecimento das muitas instâncias narrativas que Camilleri conjuga para dar mais complexidade a seu personagem famoso e variar suas histórias. Também cabe ao leitor entender e avaliar a forma peculiar como Montalbano desenreda a teia de traições e repõe as relações em seus devidos lugares. Emocionalmente.<span> </span>Sobretudo silenciosamente, que é como os sicilianos tratam as coisas importantes.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size:10pt;">Andrea Camilleri</span></strong><span style="font-size:10pt;">. <em>Il campo del vasaio</em>. Palermo: Sellerio, 2008</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;">Os treze romances protagonizados por Salvo Montalbano são: <em>A forma da água </em>(1994 – no Brasil, 1999), <em>O cão de terracota</em> (1996 - no Brasil, 2000), <em>Ladrão de merendas</em> (1996 – no Brasil, 2000), <em>A voz do violino</em> (1998 – no Brasil, 2001), <em>Excursão a Tindari</em>, (2000 – no Brasil, 2002), <em>O cheiro da noite</em> (2001 – no Brasil, 2003), <em>Il giro di boa</em> (2003 – no Brasil, <em>Guinada na vida</em>, 2005), <em>La pazienza del ragno</em> (2004), <em>La luna di carta</em> (2005 – no Brasil, <em>A lua de papel</em>, 2007), <em>La vampa d’agosto</em> (2006), <em>Le ali della sfinge</em> (2006) e <em>La pista di sabbia</em> (2007). Além desses, há quatro volumes de narrativas curtas: <em>Um mês com Montalbano</em> (1998 – no Brasil, 2002), <em>Gli arancini di </em>Montalbano (1999), <em>La paura di Montalbano</em> (2002), <em>La prima indagine di Montalbano</em> (2004 – no Brasil, 2008).</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;">Provavelmente a tradução brasileira deste livro demore. Das treze aventuras de Montalbano, como se pode ver acima, já foram traduzidos as sete primeiras e a nona, pulando – sabe lá Deus por quê – a oitava (<em>A paciência da aranha</em>). Além deste, ainda faltam traduções de <em>O calor de agosto</em>, <em>As asas da esfinge</em> e <em>A pista de areia</em> para que se chegue a <em>O campo do oleiro</em>.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p><span style="font-size:10pt;">Paisagens da Crítica já publicou (no endereço antigo: <a href="http://www.paisagensdacritica.zip.net/"><span style="color:#943634;">www.paisagensdacritica.zip.net</span></a>) comentários sobre outros seis livros de Andrea Camilleri: <em>La  pensione Eva</em> (24 de março de 2006), <em>La vampa d’agosto</em> (12 de maio de 2006), <em>Le ali della sfinge</em> (22 de março de 2007), <em>Il colore del sole</em> (3 de maio de 2007), <em>La pista di sabbia</em> (1 de novembro de 2007) e <em>Maruzza Musumecci</em> (3 de dezembro de 2007). Nas próximas semanas, publicarei comentários sobre mais dois livros de Camilleri: <em>Le pecore e il pastore</em> (2007) e <em>Il tailleur grigio</em> (2008).</span></p>
]]></content:encoded>
</item>

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