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	<title>filosofia-de-vida &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/filosofia-de-vida/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "filosofia-de-vida"</description>
	<pubDate>Fri, 22 Aug 2008 03:32:04 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Os (in)evitáveis pares]]></title>
<link>http://alemdedois.wordpress.com/?p=120</link>
<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 15:29:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>Catherine</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Talvez o livro mais interessante que já li sobre relacionamentos seja o famoso The Ethical Slut:A ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://farm4.static.flickr.com/3153/2778090822_aea6aee124.jpg" alt="respeitar a individualidade leva à liberdade e autonomia" /><br />
Talvez o livro mais interessante que já li sobre relacionamentos seja o famoso <a href="http://www.amazon.com/Ethical-Slut-Infinite-Sexual-Possibilities/dp/1890159018">The Ethical Slut:A Guide to Infinite Sexual Possibilities</a>, escrito por Dossie Easton e Catherine Liszt. É impossível ler algumas páginas sem repensar a própria vida. Sem dúvida, este livro será a inspiração ou base para muitos de meus posts.</p>
<p>Uma das observações do Ethical Slut que me chamou a atenção foi a ênfase na individualidade. Estamos acostumados a pensar nas relações como pares, e tudo conspira para que casais sejam a essência da vida social. Como exemplo, reparem que as mesas em restaurantes são distribuídas em múltiplos de dois e os cardápios raramente têm opções individuais, bancos de ônibus são para duas pessoas, espera-se sempre que casais compareçam juntos a todos os eventos, as pessoas evitam chamar alguém para uma festa quando sabem que seu/sua companheiro/a está viajando, etc.</p>
<p>Com essa pressão toda, até parece que a única forma possível para relacionamentos é o casal. Porém, a organização em pares não é obrigatória! Trata-se de uma pressão social que nos faz esquecer que, na verdade, viemos ao mundo sozinhos, temos de aprender a viver sozinhos, e morreremos sozinhos.  Existem muitas experiências que são tão pessoais (a mais óbvia é a morte; ninguém pode nos acompanhar nela, certo?), que é difícil explicá-las para outras pessoas, pois têm um caráter íntimo demais para ter um código comum de compartilhamento.</p>
<p>As autoras do Ethical Slut levam a noção de individualidade para os relacionamentos, desprezando a visão de que a formação básica da sociedade seriam em par. O livro é fantástico, porque é escrito para <b>a pessoa</b> que o lê, não para casais ou outra forma múltipla de relacionamento. As autoras partem de uma célula única -  o indivíduo - e a partir daí falam da liberdade de tecer redes interligando os relacionamentos. Se serão formados pares, tríades, quartetos, não importa. Os nós da rede podem ser transitórios, a essência é a individualidade.</p>
<p>É por isso que relações poliamorosas são revolucionárias: elas negam a identidade social dos pares, nos lembrando de nossa individualidade, de nossa autonomia e de nossas vontades (que muitas vezes são negadas em prol do "sucesso" dos relacionamentos). É, sem dúvida, uma filosofia de vida bem diferente, e mais adequada à sociedade moderna.</p>
<p>Depois de entender isso, pra mim ficou impossível pensar em relacionamentos sem lembrar antes que sou autônoma, e que eu construo meus relacionamentos e minha vida de acordo com as minhas vontades. É libertador viver assim.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Você é mais razão ou emoção?]]></title>
<link>http://razaoouemocao.wordpress.com/?p=5</link>
<pubDate>Fri, 15 Aug 2008 13:57:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>razaoouemocao</dc:creator>
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<description><![CDATA[Nos comentários deste post, responda à pergunta: você é mais racional ou emocional? E, caso quei]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Nos comentários deste post, responda à pergunta: <strong>você é mais racional ou emocional?</strong> E, caso queira, explique o motivo desta <strong>filosofia de vida</strong>.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Nova apresentação]]></title>
<link>http://luanoliveira.wordpress.com/?p=10</link>
<pubDate>Sat, 09 Aug 2008 17:27:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>pandadev</dc:creator>
<guid>http://luanoliveira.wordpress.com/?p=10</guid>
<description><![CDATA[Oi pessoal, apresentamos no canal 5, no programa Cotidiano da TV Alagoas, o nosso kung fu.
Pra quem ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Oi pessoal, apresentamos no canal 5, no programa Cotidiano da TV Alagoas, o nosso kung fu.</p>
<p>Pra quem não me conhece sou o que aparece com o Ifu amarelo.</p>
<p style="text-align:center;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/qD-Q4ZnXOQg'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/qD-Q4ZnXOQg&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O EXTRAORDINÁRIO MOKITI OKADA]]></title>
<link>http://apoiofraterno.wordpress.com/?p=619</link>
<pubDate>Tue, 05 Aug 2008 16:24:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>Mário Leal</dc:creator>
<guid>http://apoiofraterno.wordpress.com/?p=619</guid>
<description><![CDATA[Nesta época de festividades em face do centenário da imigração japonesa, lembrei-me de uma figur]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:135%;">Nesta época de festividades em face do centenário da imigração japonesa, lembrei-me de uma figura ímpar, literalmente extraordinária, que, conquanto não tenha vindo para o Brasil naquela nau de 1908, a sua filosofia de vida e crenças pessoais vieram e hoje restam mais vivas do que nunca.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:135%;">Mokiti Okada, também conhecido como MEISHU-SAMA, é uma daquelas personagens simplesmente fascinantes. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:135%;">Quem tiver a felicidade de ler algum dos exemplares de "REMINISCÊNCIAS SOBRE MEISHU-SAMA" acabará por conhecer um ser humano disciplinado, perseverante, multi-tarefa, dono de uma rica cultura e detentor de uma das personalidades mais marcantes que este planeta já conheceu.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:135%;">Mensura-se o valor de um homem pela extensão da sua obra e também neste quesito Mokiti Okada se destaca com louvor. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:135%;">Fundou a Igreja Messiânica Mundial (Sekai-Kyusei-Kyo), consolidou a base de toda uma filosofia de vida que extrapola os conceitos meramente religiosos, incentivou a prática da agricultura natural, investiu no desenvolvimento das artes em geral e divulgou o culto ao belo e à verdade. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:135%;">Folheando o relato daqueles que o conheceram e com ele tiveram a oportunidade de conviver diuturnamente, descobre-se que Mokiti Okada foi um homem absolutamente fascinado pela aquisição do conhecimento, além de cientista nato, sempre buscando realizar obras humanitárias, a iniciar pela prática do Johrei que visa transferir energia positiva para enfermos do corpo e da alma, alcançando-se, algumas vezes, a cura de moléstias físicas, muito embora este não seja o principal objetivo desta aplicação energética.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:135%;">Num momento tão conturbado, em que tantas notícias ruins desabam como avalanche sobre cada um de nós, deparar-se com tal exemplificação de fé na humanidade, através do relato biográfico da vida de um autêntico visionário que acreditava piamente na edificação de um Paraíso Terrestre, traz em seu bojo um alento aos nossos corações oprimidos: a sensação de que ainda existe uma mágica eterna à qual chamamos simplesmente de esperança.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:135%;">Fontes referenciais:</span></p>
<p style="text-align:justify;">
<ul>
<li><a href="http://www.izunome.jp/en/izunome/history/" target="_blank"><span style="font-size:125%;">Sekai-Kyusei-Kyo: SEDE JAPONESA (em inglês)<br />
</span></a></li>
<li><a title="Mokiti Okada - Dados Biográficos" href="http://www.fmo.org.br/fmo2/index.html" target="_blank"><span style="font-size:125%;">Fundação Mokiti Okada - FMO</span></a></li>
<li><span style="font-size:125%;"><a href="http://www.fmo.org.br/fmo2/sobre_mokiti_okada.html" target="_blank">Mokiti Okada - Outros Dados Biográficos</a><br />
</span></li>
<li><span style="font-size:125%;"><a href="http://www.solosagrado.org.br/noticias/fotos_interativas.htm" target="_blank">Exemplo de Paraíso Terrestre - Fotos</a></span></li>
<li><span style="font-size:125%;"><a href="http://www.fmo.org.br/scripts/loja.exe/main" target="_blank">Onde Adquirir a Obra Citada neste post</a><br />
</span></li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ff0000;"><span style="font-size:90%;">Nota de Esclarecimento: o post acima não tem objetivos comerciais, eis que o seu autor não está autorizado a intermediar a comercialização dos livros editados pela FMO. Trata-se de divulgação meramente informativa, apenas para melhor situar o leitor no contexto do artigo em tela e possibilitar que, caso queira, se aprofunde na biografia de Mokiti Okada.</span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[BIENVENIDOS!!! A ESTE MES DE AGOSTO]]></title>
<link>http://marisoltrejo.wordpress.com/?p=4</link>
<pubDate>Thu, 31 Jul 2008 18:00:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>marisoltrejo</dc:creator>
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<description><![CDATA[¡Hola! Quiero iniciar este mes con un consejo: usar protector solar es lo único comprobado para cu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:right;">¡Hola! Quiero iniciar este mes con un consejo: usar protector solar es lo único comprobado para cuidar la piel contra los daños de los rayos del sol, lo demás no está comprobado pues depende de la experiencia de cada persona. Te invito a que veas el siguiente video para ejemplificar mi consejo.</p>
<p style="text-align:right;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/DgzHrI61CuM'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/DgzHrI61CuM&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Por um Mundo Mais Humano]]></title>
<link>http://globalaio.wordpress.com/?p=107</link>
<pubDate>Tue, 01 Jul 2008 17:41:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>Andreaha San</dc:creator>
<guid>http://globalaio.wordpress.com/?p=107</guid>
<description><![CDATA[Recentemente surgiu no Youtube uma proposta relacionada ao Forum Social de Davos. Esta proposta soli]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente surgiu no Youtube uma proposta relacionada ao Forum Social de Davos. Esta proposta solicitava as pessoas que deixassem suas idéias em vídeo ou texto sobre o que poderia ser feito para mudar a realidade da América Latina.</p>
<p>Infelizmente eu estava editando um trabalho em vídeo e não consegui dar a minha contribuição. Passado algum tempo entrei no espaço para observar a participação da galera e fiquei sinceramente triste com o que vi. Exceto por 'meia dúzia' de sensíveis depoimentos relacionados à transformação das mentalidades, o resto era de fato: um resto de Humanidade. Desculpem o peso das palavras.</p>
<p>Mas as contribuições postadas eram de um terrivel mal gosto. A verdade é que as pessoas esqueceram do argumento inicial proposto e partiram para agressões de todo o tipo, umas contra as outras. Inclusive detonando a participação do escritor Paulo Coelho. Cá entre nós, independente da velha lenga-lenga de se gostar ou não da escrita do Paulo, o que mais me chamou a atenção foi como o sucesso de alguns atinge frontalmente a miséria de espírito de outros - principalmente quando tentamos construir juntos um momento de reunião e convergência.</p>
<p>Seria tão difícil assim : Pensar em comum? Considerar possibilidades alheias as nossas? Considerar que outras pessoas podem ter sucesso, embora pensem diferente de nós?</p>
<p>Por outro lado é compreensível que num mundo regido pela competição desenfreada e separativísmo absoluto, inclusive como tônica educacional, não ocorram milagres em massa.</p>
<p>Cada vez mais me exercito para acreditar na amplitude das consciências, por que o milagre dos milagres já tornou-se velho chavão: assumir para si a responsabilidade que apontamos ser dos outros.</p>
<p>Como disse, certa vez Einstein: "Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito!"</p>
<p>Parodiando o gênio: Triste realidade esta em que uma proposta de se pensar como sanar nossos problemas torne-se justamente a arena de nossas divergências.</p>
<p>Como perdemos oportunidades! O que no final das contas revela uma enorme falta de esperança e desamor.</p>
<p>Não consegui mais contribuir e fiquei apenas a pensar, que é o que mais tenho feito nos últimos anos. Pensava em como eu posso fazer para direcionar todas as minhas artes em prol de uma maior compreensão pessoal e coletiva. Gostaria que pudessemos em conjunto alcançar maior amplitude de consciência. Tento amadurecer através de minhas expressões. Faço isso, melhor focada, desde 99 e só agora vislumbro lá no final de um imenso e tortuoso túnel, o meu caminho, de certa maneira preambularmente caminhado..</p>
<p>Bom, já que eu não consegui produzir o meu videozinho a tempo de participar daquele fórum, vou expandir aqui o que eu acho que poderia acrescentar positivamente para se mudar a situação não só da América Latina como do mundo.</p>
<p>Quando perambulei pela França, Espanha e Portugal fazendo exposições e ralando de toda maneira, percebi que existiam pessoas vivendo suas filosofias de vida independente da política vigente. O que quer dizer: trabalhavam e educavam seus filhos em comum, umas se servindo do que as outras poderiam oferecer como serviço e assim vivendo da permuta. É claro que ainda assim interagiam com a sociedade condicionada em busca de um ou outro produto ou serviço, mantendo estreita ponte com o sistema de massa, porém sem mais se dispersarem como indivíduos singulares que somos, por uma vida de hábitos e tradições atreladas as aparências. Sem dúvida uma atitude libertária na direção dos próprios valores, tal e qual Thoreau nos legou com o exemplo de sua vida.</p>
<p>Além dos exemplos de autonomia da Europa, em termos de 'reuniões de grupos afins', sei que o mesmo ocorre em várias partes do mundo e mesmo no Brasil. Existe, por exemplo, uma comunidade em Bom Jardim, aqui no Rio de Janeiro, que literalmente 'cria a sua própria realidade' de maneira auto-sustentável, construindo suas casas com materiais alternativos, recicláveis, de maneira muito mais econômica. Realizam também o que chamam de 'leitura da paisagem', ao explorar a natureza local, respeitando suas propriedades e condições inerentes, longe da proposta tecnicamente especializada e intermediária em que se baseia a economia da sociedade industrial. Lá, ao meu ver, se aprende a velha arte xamânica do desapego rumo a sabedoria por ressonância direta com a Natureza.</p>
<p>Por exemplos como os aqui citados, dentre tantos outros, eu acredito ser possível constituir grupos de interesses comuns (cada qual embuído na construção de realidades afins). Grupos de autônomos que interajam entre si de maneira totalmente independente e supram <span style="text-decoration:underline;">boa parte</span> de suas necessidades sem recorrer a velhos hábitos - como quem não tivesse diante de si toda a riqueza de uma vida a ser explorada. Assim estaríamos investindo efetivamente numa realidade intrínseca a nossa humanidade.</p>
<p>O Poder Político está nas nossas mãos...</p>
<p>É preciso compreender a importância vital de nossos investimentos. Onde eles se concentram? Em nossa natureza ou nas aparências? Para tanto é necessário deixar preconceitos separativistas de lado e perceber que a realidade são tantas quantos seres humanos existirem no mundo (na faixa de 6,7 bilhões). Enquanto não percebermos que é o separativismo que nos conduz alienando a todos do princípio vital, continuaremos a investir TODAS as nossas energias em grupos de fanáticos por: política, futebol, intelectualidade, religião ou quaisquer disputas de ego. Jamais seremos seres livres, muito menos, Humanidade.</p>
<p>É legal ler um cara chamado Thoreau, o pai da chamada desobediência civil que inspirou Gandhi a tornar a Índia um país livre através da resistência pacífica e não-violência. CLIQUE no txt do Thoreau!! E Som ligado, por favor!</p>
<p><a href="http://www.globalaio.com/desobediencia_civil.html" target="_blank">http://www.globalaio.com/desobediencia_civil.html</a></p>
<p><a href="http://globalaio.wordpress.com/2008/05/26/em-ano-de-eleicoes-desobediencia-civil" target="_blank">http://globalaio.wordpress.com/2008/05/26/em-ano-de-eleicoes-desobediencia-civil</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Laranja Mecânica e Autonomia Política]]></title>
<link>http://globalaio.wordpress.com/?p=105</link>
<pubDate>Sun, 29 Jun 2008 23:14:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>Andreaha San</dc:creator>
<guid>http://globalaio.wordpress.com/?p=105</guid>
<description><![CDATA[O Filme da vez..
Do original : &#8216;A Clockwork Orange&#8217;, de Stanley Kubrick, rodado em 70 e ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>O Filme da vez..</p>
<p>Do original : 'A Clockwork Orange', de Stanley Kubrick, rodado em 70 e lançado em 1971.</p>
<p>Vi este filme pela primeira vez na adolescência, há uns 20 anos. Pela crítica social que implica me senti como que em catarse. Exatamente o mesmo ocorreu poucos anos depois quando assisti: 'Saló 120 dias de Sodoma' de Pasolini.<strong> </strong></p>
<p>Adorei a plástica psicodélica das ambientações e figurinos de Laranja Mecânica, um misto de jardim de infância com cheiro de sexo e rebeldia, enfatizado pelos acessos de selvageria intelectualizada expressas com primor por Malcolm McDowell. Era tudo o que eu acreditava precisar para externar a minha própria fúria mediante um mundo que entendia como algoz.</p>
<p>Muita coisa mudou de lá para cá.</p>
<p>Primeiro, o filme não me atiça o instinto como antes. Segundo, vejo com clareza que apesar de todo o culto a violência, no qual investimos de várias formas, o mundo não é a porcaria que eu enxergava há duas décadas atrás. Apesar dos pesares, tenho em alta conta os seres humanos e um mundo não se constrói por si só.. No final das contas a responsabilidade é sempre nossa: atuando, concebendo, reagindo, omitindo, fugindo, alienando ou construindo.</p>
<p>Pr' além da ingenuidade assim como da ignorância dos tempos de juventude - independente se um mal do próprio espírito, contexto familiar, genética ou ambas as alternativas, como acredito ser - o importante é perceber a gênese do julgamento, instrumento da moral em que se baseia uma sociedade que desconhece a própria natureza.</p>
<p>É sempre um bálsamo lembrar de Madre Teresa de Calcutá: 'Quem julga não tem tempo pra amar'.</p>
<p>Era aí que eu gostaria de chegar. Ao julgarmos utilizamos o tal senso crítico para nos separar do que possuímos de mais genuíno : o sentimento natural de compaixão que nos reune ao semelhante, ou à nós mesmos. Ao criticar e não compreender, mergulhando nas dores e misérias alheias, assim como nas próprias (por que também é comum julgarmos a nós mesmos de maneira cruel e implacável), estamos construindo uma sociedade moralista e preconceituosa, que não enxerga além de preceitos sociais separativístas, barganhando a própria humanidade - nossos valores e potenciais intrínsecos - pela ilusão de segurança que nem a saga que a corrupção política desenvolveu e desenvolve durante toda a sua história, é capaz de encerrar.</p>
<p>Laranja Mecânica não faz o mesmo sentido pra mim. Sem sombra de dúvidas é um filme maravilhosamente realizado. O argumento é baseado na corrupção sócio-política, delinquência juvenil e desumanidade sem limite. Infelizmente ainda se sustenta através investimos massivos numa filosofia de vida que ao meu ver já nos revelou o que tinha pra revelar. Eis aqui um retrato de nossa sociedade tão atual quanto há quase 40 anos, época do lançamento do filme.</p>
<p>Por outro lado eu fui além daquela compreensão juvenil quando aprendi a escoar a minha própria selvageria adquirindo nova consciência dos fatos que reprimiam o meu espírito. Penso que a partir do momento em que percebemos a nossa participação no enredo da vida, os horizontes se alargam sem mais chance de se estreitarem. Neste caso, fica claro e cristalino quando estamos simplesmente reagindo a ação de outros ou quando estamos inspirados pela nossa própria natureza a conceber uma vida independente e paralela: o nosso caminho de origem e propriedade.</p>
<p>Criticar ou reprimir são paradoxos os quais a Humanidade precisa se ver livre, uma vez que investe-se energia vital naquilo que não se deseja desenvolver ao invés de investir nos próprios interesses. Ao fazer desta atitude rotina, já era a energia pra se realizar os próprios sonhos.</p>
<p>Uma vez redirecionada a energia, caminha-se adiante. Vale a pena refletir com coragem, simplidade e desapego :</p>
<p>Onde, por natureza e propriedade se encontram os nossos verdadeiros interesses e sonhos?</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[10 razões para blogar]]></title>
<link>http://as10coisas.wordpress.com/?p=3</link>
<pubDate>Sat, 21 Jun 2008 23:54:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>os10mais</dc:creator>
<guid>http://as10coisas.wordpress.com/?p=3</guid>
<description><![CDATA[
Trabalhar quando quiser
Escrever sobre assuntos interessantes
Divulgar informação útil para soci]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<ol>
<li>Trabalhar quando quiser</li>
<li>Escrever sobre assuntos interessantes</li>
<li>Divulgar informação útil para sociedade</li>
<li>Ocupar o tempo com algo útil</li>
<li>Ganhar muito dinheiro com publicidade online</li>
<li>Ganhar ainda mais dinheiro com comissão de venda de produtos</li>
<li>Participar da blogosfera</li>
<li>Mostrar que é possível fazer dinheiro a partir do nada na Internet</li>
<li>Exercitar a criatividade</li>
<li>Manter-se atualizado sobre as tecnologias mais recentes</li>
</ol>
<pre></pre>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Hasta fin de año....]]></title>
<link>http://roxanasegura.wordpress.com/?p=9</link>
<pubDate>Wed, 18 Jun 2008 10:08:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>roxanasegura</dc:creator>
<guid>http://roxanasegura.wordpress.com/?p=9</guid>
<description><![CDATA[Bueno, no es para hundir a nadie, pero las vacaciones de verano están a la vuelta de la esquina par]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Bueno, no es para hundir a nadie, pero las vacaciones de verano están a la vuelta de la esquina para algunos.....</p>
<p>Pero qué digo!!!  que llega san Juan!!!  a invadir las playas de noche!!! Ni chill out ni ná, una buena cena bajo velas con los amigos, coca de cremita, una botella de cava para cada dos, y que entren las brujas!!!!</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Paulistano e paranóico: Um carnívoro diferente]]></title>
<link>http://depressaoposcafeina.wordpress.com/?p=192</link>
<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 02:56:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>Solari</dc:creator>
<guid>http://depressaoposcafeina.wordpress.com/?p=192</guid>
<description><![CDATA[
[CC/Stuart Holmes]
A minha recente reflexão acerca da falta da personalidade de alguns vegetariano]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/28749138@N00/286793116/"><img class="aligncenter size-full wp-image-193" src="http://depressaoposcafeina.wordpress.com/files/2008/06/286793116_4f6d3cf1aa.jpg" alt="" width="500" height="384" /></a></p>
<p>[<a href="http://www.flickr.com/people/28749138@N00/">CC/Stuart Holmes</a>]</p>
<p>A minha <a href="http://depressaoposcafeina.wordpress.com/2008/05/17/paulistano-e-paranoico-quer-ser-vegetariano-seja-com-vontade/">recente reflexão acerca da falta da personalidade de alguns vegetarianos</a> criou uma certa polêmica entre os frequentadores de meu diminuto círculo social. Alguns me consideraram moralista e desrespeitoso em minhas considerações (ainda vamos resolver quem está correto no sinuca, Alexandre, que salvo melhor juízo é o único hippie do planeta que anda com camiseta do Iron Maiden). No entanto, outros demonstraram grande apoio e inseriram ainda outras críticas bem, digamos, incisivas com relação a vegetarianos que insistem em comer "carne" e "leite" de soja como se "soja" fosse a raça da vaca.</p>
<p>Em uma dessas noites, em uma de minhas breves escapadelas para fora de minha caverna, me encontrei recentemente em um bar com conhecidos da redação e o assunto veio à tona. Alguns carnívoros fanáticos citaram dados "científicos" sobre a importância da carne na dieta. Quase sempre que alguém joga a palavra "científico" em um argumento, pode crer que não é. Crianças precisariam de carne para "dar firmeza aos ossos", outro falou que vegetarianos precisavam dormir doze horas por dia ou que se tornavam fracos e afeminados. Tudo muito científico, é claro.</p>
<p>Outro colega, mais empirista, citou estatísticas sobre a quantidade de milho necessária para alimentar um frango, o que inviabilizava a sua produção do ponto de vista lógico. Duas vegetarianas estavam presentes, uma que citava razões de saúde para não consumir carne e outra que falava que afirmou ter pena dos animais. Alguém perguntou se ela não tinha pena da salada à sua frente, ela disse que salada não tinha sentimentos, o outro replicou "como você sabe?" e assim por diante. Uma noite agradável.</p>
<p>Até que o nosso colega empirista citou a ideologia particular de um conhecido. Segundo a filosofia desse fulano, o problema de ingerir a carne é a forma como ela é, digamos, "coletada". O leão come o cervo porque ele é mais forte, nada mais lógico, porém o ser humano não é mais forte do que grande parte dos animais que consome, portanto, tal prática é injusta. E como é que o nosso filósofo de darwinismo de botequim se livra desse paradoxo alimentar? Que bom que você perguntou.</p>
<p>"Ele só come animais que venceria na porrada", continuou o meu colega. Foi como se o tempo tivesse parado subitamente. Meu cérebro varreu desesperada os arquivos internos de minha memória em busca de qualquer pista que me ajudasse a compreender o funcionamento da mente de alguém que imagina esse tipo de filosofia para sua vida. Em vão. Vivesse eu mil anos, por mil anos não entraria na minha cabeça como alguém pode basear escolhas alimentares sob o critério de que "venceria na porrada".</p>
<p>Segundo a ideologia do fulano, peixes e frangos são território limpo. Bastaria torcer o pescoço e o serviço estava feito. Carne vermelha está fora de questão para ele, porém ele acredita que alguns seres humanos mais fortes poderiam comer. "E porcos?" eu perguntei. Meu amigo respondeu como se ele mesmo tivesse feito uma pergunta semelhante ao se deparar com a curiosa filosofia de seu colega. "Ele falou que depende do tamanho do porco. Leitão sim, javali não, feijoada ele tenta estimar o tamanho do bicho pelo pé". Ah... sim. Isso sim faz bastante sentido.</p>
<p>Não possuo uma religião fixa (nem mesmo o ateísmo, que é um tipo de religião), mas em horas como essa sou arrebatado por uma forte certeza de que se Deus existe, ele estava de sacanagem quando criou isso daqui. E agora ri até chorar.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Na Companhia de Homens]]></title>
<link>http://globalaio.wordpress.com/?p=80</link>
<pubDate>Sun, 08 Jun 2008 19:21:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>Andreaha San</dc:creator>
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<description><![CDATA[‘Na Companhia de Homens’ é um filme que me impressionou. A grosso modo ele fala de manipulaçã]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">‘Na Companhia de Homens’ é um filme que me impressionou. A grosso modo ele fala de manipulação, mas vai muito mais longe. Trata-se de um filme aparentemente despretensioso, mas que surpreende pela enorme categoria com a qual tira partido de uma construção narrativa impecavelmente bem elaborada.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">Planos e roteiro muito bem arquitetados, diálogos inteligentes, cenas produzidas sob medida, <span> </span>sem o menor desperdício. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">A opção pelo preto e branco que impregna as cenas de rigor estético – ao invés de limitar, surpreendentemente empresta certa atemporalidade à composição. Show!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">A trama é engraçada, dramática e sarcasticamente instigante. Vou desenvolver o raciocínio sobre a narrativa, mas não vou dar ‘o pulo do gato’ da trama por que não quero ser estraga prazer. O filme merece ser degustado sem maiores interferência. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">Dois colegas de trabalho, chutados por suas respectivas companheiras, resolvem se vingar das mulheres orientando todo o ódio que nutrem por elas focando em uma mulher frágil e ainda por cima surda. Uma jovem que possui recalques face a própria deficiência, torna-se a vítima perfeita pela qual esperavam.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">É verdade que eu cheguei a duvidar quando o bonitão do filme revelou ao amigo e colega de trabalho que sua companheira de mais de 4 anos o havia largado. Cá entre nós, naquele princípio de filme e poucas referências no ar, querendo ou não as aparências tem o seu momento chave resguardado de maiores(ou menores) conotações. E aquele era o tipo de homem que terminaria com as convicções de qualquer solteira convicta. Mas no que o filme vai se desenvolvendo, você vai percebendo um ‘babaca profissional’ em forma de Apolo. Nem tudo é perfeito. A escolha do ator sim, foi – deliciosamente – magistral. Ele encarna um sujeito que aos poucos vai se revelando especulativo e manipulador, embora transmita desde as primeiras cenas ser alguém seguro de si. O que obviamente não significa equilibrado, mas de relance pode ser compreendido como tal.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">O outro sujeito, seu amigo de vingança, torna-se chefe de equipe, o que inclui comandar o Apolo-babaca (desculpem, mas a quem interessar nomes de atores, o Google pode dar conta do serviço, o nosso negócio aqui são impressões sensíveis acerca da narrativa e construção audiovisual). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">O chefe é um cara sem sal, perguntem a qualquer mulher e não darão mais que isso. Mas também um ator muito bem orientado pelo perfil de seu personagem, desempenhando seu papel com dignidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">Ao iniciarem, em paralelo, as investidas sobre a jovem deficiente, o Apolo leva larga vantagem, como qualquer pessoa poderia presumir sem qualquer presunção, era possibilidade certa. Mas o chefinho sem sal também sai com a moça. Não tarda para que descubramos que há muito ela não tem relações com homens – como o Apolo havia vislumbrado ser o tipo de mulher ideal para que o plano fosse realmente fatal à vítima escolhida. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">Ao perceber que o chefinho sem sal estava se interessando verdadeiramente por ela, a moça que já mantinha relações íntimas com Apolo, revela ao chefinho que há muito não se sentia desejada pelos homens e que portanto ultrapassara os limites da conveniência ao aceitar sair com dois ao mesmo tempo. Ela então resolve dispensá-lo, mas ele não se contém e resolve dar pra trás no jogo arquitetado com o Apolo, revelando à moça toda a armação.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">Seguindo a lógica do Apolo, eles deixariam a vítima se apegar para depois abandoná-la sumariamente a própria infelicidade. Assim estariam vingados de suas respectivas ex-mulheres, ou melhor: vacas, como mencionara repetidas vezes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">Além de babaca o Apolo é realmente personagem múltiplo, ele revela toda a sua dualidade ao manipular um de seus subordinados instigando-o a abaixar as calças demonstrando, literalmente ter culhões para integrar a empresa. Embora a atitude revele o lado negro do ‘bonitão profissional’, muito antes de descobrirmos que Apolo manipulara até mesmo seu </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">velho colega de trabalho, a cena é mais um indício de que Apolo tem profundos complexos. Informação muito bem plantada com o auxílio de cortinas que restringem a visão do ambiente e criam um clima de maior intimidade e intimidação<span> </span>entre o patrão e o subordinado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">Mas o pior<span> </span>ainda estava por vir e desabou sobre o chefe sem sal e a jovem surda, quando este se viu apaixonado pelo alvo da vingança enquanto a percebia literalmente ‘de quatro’ por seu amigo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">Daí em diante desandou tudo num enredo de carências mútuas em manipulações sem quaisquer pudores, orquestradas pela<span> </span>ambição desmedida de Apolo por ascenção no trabalho. Apesar de Apolo ter conquistado o posto de seu colega tornando-se o chefe da vez, seu sorriso e indiferença as carícias da companheira mais remetem à insanidade de sua solidão interior do que ao triunfo profissional.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">Por outro lado a cena final é maravilhosa. O ex-chefe sem sal, desesperado pela traição sofrida, vai ao encontro da surda e não consegue se comunicar com ela apesar dos berros em pleno ambiente de trabalho. A surda, sabiamente opta por desviar o olhar da situação – tirando partido de sua deficiência como auto-defesa, e fim de história. Magistral! </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">O filme é de Neil LaBute e coleciona inúmeros prêmios, como o melhor filme do Sundance Film Festival de 1997. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">Uma pérola para quem gosta de tramas bem construídas e desenvolvidas com inteligência e grande poder de persuadir até o mais rigoroso dos expectadores.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pensamento do dia...]]></title>
<link>http://deliciascremosas.wordpress.com/?p=124</link>
<pubDate>Sat, 07 Jun 2008 15:48:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>Manu</dc:creator>
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<description><![CDATA[&#8220;A balanced diet is a cookie in each hand.&#8221;
Só pra tirar um pouco da poeira, mas ainda ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align:center;"><strong>"A balanced diet is a cookie in each hand."</strong></h1>
<p style="text-align:left;">Só pra tirar um pouco da poeira, mas ainda mantendo o clima :)</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[De que árvore você caiu?]]></title>
<link>http://bobagensuteis.wordpress.com/?p=80</link>
<pubDate>Sat, 07 Jun 2008 06:00:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>Júlio César Baldi</dc:creator>
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<description><![CDATA[Para aqueles que acreditam&#8230; Eu, particularmente, sou contra rotular ou agrupar pessoas por dat]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class="EC_EC_MsoNormal">Para aqueles que acreditam... Eu, particularmente, sou contra rotular ou agrupar pessoas por data de aniversário ou qualquer coisa que seja. Cada pessoa tem sua peculiaridade, embora, em linhas gerais, dê até para dividir entre homens e mulheres e, talvez, subdividir isso mais um pouco. No meu caso, nascido em 24 de novembro, a descrição me pareceu bem adequada. Sou impulsivo, exigente, confiável, minhas relações são sérias e por aí vai...</div>
<div class="EC_EC_MsoNormal"><strong><br />
<span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Busque o dia do seu aniversário e encontre sua árvore; uma vez localizada, busque abaixo a explicação sobre a mesma.<br />
É interessante e de alguma maneira preciso. Além do mais, faz parte da  astrologia Celta.<br />
Quando souber a que árvore pertence, ponha o nome de sua árvore acima no 'Assunto' e envie para seus amigos.</span></span></strong></div>
<div class="EC_EC_MsoNormal"><span><br />
<span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></span></div>
<div class="EC_EC_MsoNormal"><strong><span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">23 de Dezembro até 01 de Janeiro - Árvore de Maçã<br />
02 de Janeiro até 11 de Janeiro - Árvore de Abeto<br />
12 de Janeiro até 24 de Janeiro - Árvore de Olmo<br />
25 de Janeiro até 03 de Fevereiro - Cipreste<br />
04 de Fevereiro até 08 de Fevereiro - Álamo<br />
09 de Fevereiro até 18 de Fevereiro - Cedro<br />
19 de Fevereiro até 28 de Fevereiro - Pinheiro<br />
01 de Março até 10 de Março - Sauce Llorón - Salgueiro Chorão<br />
11 de Março até 20 de Março - Árvore de Limas<br />
21 de Março - Carvalho<br />
22 de Março até 31 de Março - Árvore de Avelã<br />
01 de Abril até 10 de Abril - Árvore Rowan<br />
11 de Abril até 20 de Abril - Árvore de Arce<br />
21 de Abril até 30 de Abril - Nogueira<br />
01 de Maio até 14 de Maio - Álamo<br />
15 de Maio até 24 de Maio - Árvore de Castanhas<br />
25 de Maio até 03 de Junho - Árvore de Cinzas<br />
04 de Junho até 13 de Junho - Árvore Hornbeam<br />
14 de Junho até 23 de Junho - Figueira</span></span></span></strong></div>
<div class="EC_EC_MsoNormal"><strong><span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">24 de Junho - Árvore de Abedul<br />
25 de Junho até 04 de Julho - Árvore de Maçã<br />
05 de Julho até 14 de Julho - Árvore de Abeto<br />
15 de Julho até 25 de Julho - Árvore de Olmo<br />
<span> </span>26 de Julho até 04 de Agosto - Cipreste<br />
05 de Agosto até 13 de Agosto - álamo<br />
14 de Agosto até 23 de Agosto - Cedro<br />
24 de Agosto até 02 de Setembro - Pinheiro<br />
03 de Setembro até 12 de Setembro - O Sauce Llorón - Salgueiro Chorão<br />
13 de Setembro até 22 de Setembro - Árvore de Limas<br />
23 de Setembro - Oliveira<br />
24 de Setembro até 03 de Outubro - Árvore de Avelã<br />
04 de Outubro até 13 de Outubro - Árvore de Rowan<br />
14 de Outubro até 23 de Outubro - Árvore de Arce<br />
24 de Outubro até 11 de Novembro - Nogueira<br />
12 de Novembro até 21 de Novembro - Árvore de Castanhas<br />
22 de Novembro até 01 de Dezembro - Árvore de Cinzas<br />
02 de Dezembro até 11 de Dezembro - Árvore Hornbeam<br />
12 de Dezembro até 21 de Dezembro - Figueira<br />
22 de Dezembro - Árvore de Faia</span></span></span></strong></div>
<div class="EC_EC_MsoNormal"><strong><span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">ÁLAMO (A Incerteza)<br />
É uma pessoa com um alto sentido de estética, não é muito segura de si  mesma, valente se for necessário, precisa estar em um ambiente  agradável, é muito seletiva, as vezes solitária, muito alegre, de natureza artística, boa organizadora, tenta aprender através da filosofia, confiável em  qualquer situação, assume as relações muito seriamente .</span></span></span></strong></div>
<div class="EC_EC_MsoNormal"><strong><span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">ÁRVORE DE ABEDUL (A Inspiração)<br />
Uma pessoa vigorosa atrativa, elegante, amistosa, não é pretensiosa, é  modesta, não gosta de excessos, se aborrece com coisas vulgares, ama a  vida a natureza e a calma, não é muito apaixonada, cheia de imaginação, um pouco ambiciosa, acredita numa atmosfera de calma e satisfação.</span></span></span></strong></div>
<div class="EC_EC_MsoNormal"><strong><span><br />
<span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">ÁRVORE DE ABETO (O Mistério)<br />
É um pessoa de extraordinário bom gosto, dignidade, sofisticada, ama a  beleza, temperamental, teimosa, tende para o egoísmo mas se preocupa  com as pessoas que estão ao seu redor, é modesta, muito ambiciosa de muitos talentos, criativa, amante insatisfeita, de muitos amigos e inimigos, muito confiável.</p>
<p>ÁRVORE DE ARCE (A Mente Aberta)<br />
Uma pessoa fora do comum , cheia de imaginação e originalidade, tímida  e reservada, ambiciosa, orgulhosa, segura de si mesma, com sede de  novas experiências, algumas vezes nervosas, tem muitas complexidades,  possui boa memória, aprende rapidamente, com uma vida amorosa  complicada, gosta de impressionar. Deve buscar ter uma relação seria que encha sua vida, isso lhe fará feliz.</p>
<p>ÁRVORE DE AVELÃ (O Extraordinário)<br />
É uma pessoa encantadora, não pede nada, muito compreensiva, sabe como impressionar as pessoas, é uma pessoa segura, mente aberta, positivista, ativa na luta por causas sociais, popular, temperamental e amante caprichoso, sensual e excessivamente apaixonado, belo, sensível, honesto e companheiro tolerante, com um sentido de justiça muito preciso.</p>
<p></span></span></span></strong></div>
<div class="EC_EC_MsoNormal"><strong><span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">A OLIVEIRA (A Sabedoria)<br />
Ama o sol, de sentimentos quentes e ternos, razoável é uma pessoa equilibrada, evita agressão e a violência, tolerante, alegre, calma, tem um sentido desenvolvido para a justiça, sensível, empática, não conhece os ciúmes, lhe encanta a leitura e a companhia de pessoas sofisticadas.</p>
<p>A NOGUEIRA (A Paixão)<br />
Implacável, é uma pessoa estranha e cheia de contrastes, não é egoísta, agressiva quando precisa, amorosa, nobre, de horizontes amplos, de reações inesperadas, espontânea, de ambição sem limites,  pouco flexível, é uma companhia pouco comum, nem sempre agrada mas é admirável, comum gênio estratégico, muito zelosa e apaixonada, não se compromete se não conhece.</p>
<p>A FIGUEIRA (A Sensibilidade)<br />
Muito forte, é uma pessoa pouco voluntariosa, independente, não permite as contradições ou discussões, ama a vida, sua família, as crianças e os animais, um pouco volátil socialmente, bom sentido do humor, tímida mas um pouco extrovertida. Gosta da ociosidade e da preguiça tem um talento pratico e inteligência. Pessoa muito sensual e atrativa ao sexo oposto. Grande elegância e porte.</p>
<p>ÁRVORE DE CASTANHAS (A Honestidade)<br />
De beleza incomum, não deseja impressionar, com um desenvolvido sentido de justiça, vigorosa é uma pessoa interessada, diplomática de nascimento, se irrita facilmente e é sensível com companhia, muitas vezes por insegurança em si mesma, as vezes atua com sentido de superioridade, se sente incompreendida, ama uma só vez, tem dificuldades para encontrar seu parceiro.</p>
<p>ÁRVORE DE CINZAS (A Ambição)<br />
É uma pessoa excepcionalmente atrativa, vigorosa , impulsiva, exigente, não se importa com as criticas, ambiciosa, inteligente, cheia de talentos, gosta de jogar com o destino, pode ser egoísta, muito confiável e digna de confiança, amante fiel e prudente, algumas vezes o cérebro controla o coração, mas assume suas relações muito seriamente.</p>
<p>ÁRVORE DE FAIA (A Criatividade)<br />
Tem bom gosto, se preocupa com as aparências, materialista, organiza bem sua vida e sua carreira, é uma pessoa econômica, bom líder, não toma riscos  desnecessários, é razoável, esplendida companheira de vida, gosta de manter a linha (dieta, esportes, etc).</p>
<p></span></span></span></strong></div>
<div class="EC_EC_MsoNormal"><strong><span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">ÁRVORE HORNBEAM (O Bom Gosto)<br />
De uma beleza muito franca, se preocupa por sua aparência e sua condição econômica, de bom gosto, não é egoísta , vive de forma mais cômoda possível<br />
de maneira razoável e disciplinada, busca bondade e conhecimento em  uma parceira emotiva, sonha com amantes incomum, aos poucos é feliz com seus sentimentos, desconfia da maioria das pessoas, nunca está segura de suas decisões, muito consciente.</p>
<p></span></span></span></strong></div>
<div class="EC_EC_MsoNormal"><strong><span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">ÁRVORE DE LIMAS (A Dúvida)<br />
Aceita o que a vida lhe dá de uma maneira muito complexa, odeia brigar, o estresse, e o trabalho, mas não gosta de preguiça e da ociosidade, é suave e  sabe ceder, faz sacrifícios pelos amigos, tem muito talento, mas não o suficiente tenaz para explorá-los, se lamenta e se queixa um pouco, é uma pessoa muito zelosa e leal.</p>
<p>ÁRVORE DE MAÇÃ (O Amor)<br />
De contexto leviana, muito carismática, é uma pessoa chamativa e atrativa, de uma aura agradável, aventureira, sensível , sempre apaixonada, quer amar<br />
e ser amada, companheira fiel e terna, muito generosa, de talentos  específicos, vive o dia a dia, filosofa despreocupada com imaginação. Totalmente distraída.</p>
<p>ÁRVORE DE OLMO ( A Mentalidade Nobre)<br />
Figura agradável, bom gosto em se vestir, de exigências modestas, tende a não esquecer os erros, alegre, gosta de mandar porém não obedece, é uma companhia honesta e fiel, gosta de tomar decisões pelos demais, de mentalidade nobre, generosa, com bom humor, prática.</p>
<p>ÁRVORE ROWAN (A Sensibilidade)<br />
Cheia de encantos, alegre, da sem expectativas de receber, gosta de chamar atenção, ama a vida, as emoções, não descansa, e inclusive gosta das complicações, é tanto dependente como independente, tem bom gosto, é uma pessoa artística, apaixonada, emocional, boa companhia, não  esquece.</p>
<p></span></span></span></strong></div>
<div class="EC_EC_MsoNormal"><strong><span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">O CEDRO (A Confiança)</span></span></strong><strong><span><br />
<strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">De uma beleza estranha, sabe se adaptar, gosta do luxo, de boa saúde, não é uma pessoa tímida, não gosta de ver muitas pessoas, é segura de si, tem determinação, impaciente, gosta de impressionar os outros, tem  muitos talentos, criativa, saudavelmente otimista, e vive na espera do único e verdadeiro amor, capaz de tomar decisões rapidamente. </span></span></strong></span></strong></div>
<div class="EC_EC_MsoNormal"><strong><span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">O </span></span></strong><strong><span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">CIPRESTE (A Felicidade)<br />
Forte, adaptável, toma o que a vida tem para dar, é uma pessoa satisfeita, otimista, aspira dinheiro e reconhecimento, odeia a solidão, é uma companhia<br />
apaixonada e sempre insatisfeita, fiel, se altera facilmente, não é dócil, e desinteressada.</p>
<p>O PINHEIRO (O Particular)<br />
Encanta a companhia agradável, é uma pessoa muito robusta, sabe fazer sua vida algo confortável, muito ativa, natural, boa companhia mas nem<br />
sempre amistosa, se apaixona facilmente mas sua paixão se apaga em pouco tempo, se rende facilmente, se decepciona de todo até que encontra seu ideal, é de confiança e de caráter prático.</p>
<p></span></span></span></strong></div>
<div class="EC_EC_MsoNormal"><strong><span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">O ROBLE (A Valentia)<br />
É uma pessoa robusta da natureza, valente, forte, implacável, independente, sensível, não gosta de mudanças, mantém seus pés no chão e gosta de ação.</p>
<p></span></span></span></strong></div>
<p><strong><span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">O SAUCE LLORÓN - SALGUEIRO CHORÃO (A Melancolia)<br />
Uma pessoa bela mas melancólica, atrativa, muito empática, ama as coisas belas e tem bom gosto, ama viajar, sonhadora sem descanso, caprichosa, honesta, pode ser influenciada mas é difícil para conviver, exigente, perfeccionista, boa intuição, sofre no amor mas as vezes encontra apoio em sua companhia. Por ser um gênio estratégico as vezes gosta de mentir, é bastante amigável. </span></span></span></strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Curso teórico pode não agradar à família, mas dá boa formação ]]></title>
<link>http://universidadeefaculdade.wordpress.com/?p=35</link>
<pubDate>Tue, 27 May 2008 16:55:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>blogye13</dc:creator>
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<description><![CDATA[Quando Cauê Alves, 31, disse que iria prestar vestibular para filosofia, em 1996, a sua família fi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Quando Cauê Alves, 31, disse que iria prestar vestibular para filosofia, em 1996, a sua família ficou preocupada. "Lá em casa, minha mãe falava que eu ia ser um duro", lembra, rindo. "Levamos um susto com a notícia, mas, logo no primeiro ano, percebemos que a coisa era séria, pois ele passava os finais de semana estudando", diz a mãe de Cauê, Margarida Alves, 62, professora aposentada. </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Assim como Alves, muitos vestibulandos encontram resistência da família quando escolhem carreiras cujo curso é mais teórico, como filosofia, ciências sociais ou mesmo no campo das ciências exatas, como matemática ou física. </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">No entanto, casos de sucesso mostram que essa formação pluralista pode ser valiosa para a carreira. A maioria segue na área acadêmica, como professor ou pesquisador, mas há quem encontre oportunidade em outras searas. </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Alves, por exemplo, é hoje curador de arte do MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo). Em seu trabalho, ele aproveita os conhecimentos de estética, uma das áreas da filosofia, em que se especializou com um mestrado e um doutorado. Ele diz que hoje a sua família está mais tranqüila e dá um conselho a quem vai prestar vestibular: "Não adianta fazer medicina para pendurar diploma na parede ou entregar o diploma para os pais". </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Anderson Pássaro, 26, sonhava em fazer medicina. No entanto, depois de não passar no primeiro ano em que prestou vestibular, decidiu colocar a física como segunda opção na prova da PUC-SP, que oferece uma ênfase em física médica em seu curso. Aprendeu sobre a atuação do físico em hospitais e hoje trabalha com treinamento na Varian, empresa multinacional que fabrica aparelhos de radioterapia. </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Ele conta que foi "picado pelo mosquito da física" logo no início do curso. "Muita gente desistiu quando viu a física pura, mas eu gostei, sempre fui bom em exatas", contou Pássaro ao Fovest, entre uma viagem e outra a trabalho. </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Para o chefe do departamento de filosofia do Mackenzie, Marcelo Martins Bueno, os egressos de cursos com uma forte carga de teoria têm muita chance de colocação no mercado de trabalho. </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Ele diz que houve uma evolução nas carreiras da área de humanas nos últimos vinte anos. Para Bueno, a democratização do conhecimento promoveu uma mudança na mentalidade da sociedade e do mercado em relação a esses profissionais. "Há ainda um preconceito pela sociedade e pelo mercado. Mas depois as pessoas acabam percebendo que esse profissional tem um diferencial, uma outra visão de mundo." </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Entre as empresas que valorizam formações variadas, está a Munduscarbo, uma consultoria ambiental especializada em serviços relacionados à mudança do clima. "Temos desde sociólogos e cientistas políticos, como eu, até economistas, engenheiros e biólogos", conta o gerente de projetos da empresa, Henrique de Almeida Pereira. </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Fonte: Folha online</span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;">Veja mais em:</p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><a href="http://universidadeefaculdade.wordpress.com/2008/05/21/estudando-pela-internet/" target="_blank">Estudando pela internet</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Seja seu Próprio Terapeuta - Canal 26 ]]></title>
<link>http://globalaio.wordpress.com/?p=70</link>
<pubDate>Wed, 21 May 2008 16:18:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>Andreaha San</dc:creator>
<guid>http://globalaio.wordpress.com/?p=70</guid>
<description><![CDATA[ 
 






Assista a Entrevista que a professora Vera Calvet no próximo dia 27 na Rede Vida, Canal 2]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="color:#3366ff;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="color:#3366ff;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">
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<p>Assista a Entrevista que a professora Vera Calvet no próximo dia 27 na Rede Vida, Canal 29 da NET, as 8:00.</p>
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<p>Esta é uma ótima oportunidade para entender a Filosofia Ráshuah e apresentá-la aos amigos e familiares que ainda não tiveram a oportunidade de conhecer as técnicas e propostas de autoconhecimento abordadas no Instituto Ráshuah.</p>
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<p>Como autora de vários livros sobre autoconhecimento, co-fundadora e vice-presidente do Instituto Ráshuah, Vera Calvet, é um importante porta-voz e a pessoa mais indicada para falar sobre os princípios da filosofia Ráshuah. Além disso, ela ensinará a importância da respiração, como fazer a reprogramação mental, tornar-se seu próprio terapeuta, dentre outros assuntos abordados nas entrevistas.</p>
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<p><strong>A primeira entrevista irá ao ar no Programa: <em>'</em>Relaxe e Viva Feliz' do Canal 26, Rede Vida, às 8 horas da manhã do dia 27 de maio.</strong></p>
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<p>Ao todo serão 5 entrevistas divididas em cinco semanas. <span> </span>Cada programa terá a duração de 25 minutos e abordará temas diferentes.</p>
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<p>Abaixo segue a grade de programação para que vocês possam anotar e acompanhar. Assistam, divulguem e comentem.</p>
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<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong></strong></p>
<p><strong>Programa : Relaxe e Viva Feliz - Canal Rede Vida Canal 26 - TV NET - as 8:00 hs</strong><strong>.</strong></p>
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<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Tahoma;color:#3366ff;"> </span></p>
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<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:18pt;font-family:Tahoma;color:#3366ff;"> </span></p>
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<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:18pt;font-family:Tahoma;color:#3366ff;"> </span></p>
<table class="MsoTableGrid" style="border:medium none;border-collapse:collapse;text-align:left;height:242px;" border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" width="449">
<tbody>
<tr>
<td style="border:1pt solid purple;background:#e0e0e0 none repeat scroll 0 50%;width:165.65pt;padding:0 5.4pt;" width="221" valign="top">
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:18pt;font-family:Tahoma;color:#3366ff;">PROGRAMAS</span></p>
</td>
<td style="background:#e0e0e0 none repeat scroll 0 50%;width:203.35pt;border:1pt 1pt 1pt medium solid solid solid none purple purple purple #f0f0f0;padding:0 5.4pt;" width="271" valign="top">
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:18pt;font-family:Tahoma;color:#3366ff;">TEMAS</span></p>
</td>
<td style="background:#e0e0e0 none repeat scroll 0 50%;width:135pt;border:1pt 1pt 1pt medium solid solid solid none purple purple purple #f0f0f0;padding:0 5.4pt;" width="180" valign="top">
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:18pt;font-family:Tahoma;color:#3366ff;">NO AR</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="width:165.65pt;background-color:transparent;padding:0 5.4pt;" width="221" valign="top">
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:14pt;font-family:Tahoma;color:#3366ff;">Primeiro</span></p>
</td>
<td style="width:203.35pt;background-color:transparent;padding:0 5.4pt;" width="271" valign="top">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;font-family:Tahoma;color:#3366ff;">Seja seu próprio terapeuta</span></p>
</td>
<td style="width:135pt;background-color:transparent;padding:0 5.4pt;" width="180" valign="top">
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:14pt;font-family:Tahoma;color:#3366ff;">27/05/2008</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="width:165.65pt;background-color:transparent;padding:0 5.4pt;" width="221" valign="top">
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:14pt;font-family:Tahoma;color:#3366ff;">Segundo</span></p>
</td>
<td style="width:203.35pt;background-color:transparent;padding:0 5.4pt;" width="271" valign="top">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;font-family:Tahoma;color:#3366ff;">As sete respirações</span></p>
</td>
<td style="width:135pt;background-color:transparent;padding:0 5.4pt;" width="180" valign="top">
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:14pt;font-family:Tahoma;color:#3366ff;">03/06/2008</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="width:165.65pt;background-color:transparent;padding:0 5.4pt;" width="221" valign="top">
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:14pt;font-family:Tahoma;color:#3366ff;">Terceiro</span></p>
</td>
<td style="background-color:transparent;border:medium 1pt 1pt medium none solid solid none #f0f0f0 purple purple #f0f0f0;padding:0 5.4pt;" width="271" valign="top">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;font-family:Tahoma;color:#3366ff;">Como lidar com a raiva?</span></p>
</td>
<td style="width:135pt;background-color:transparent;padding:0 5.4pt;" width="180" valign="top">
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:14pt;font-family:Tahoma;color:#3366ff;">10/06/2008</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="width:165.65pt;background-color:transparent;padding:0 5.4pt;" width="221" valign="top">
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:14pt;font-family:Tahoma;color:#3366ff;">Quarto</span></p>
</td>
<td style="width:203.35pt;background-color:transparent;padding:0 5.4pt;" width="271" valign="top">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;font-family:Tahoma;color:#3366ff;">Comportamento Controlador</span></p>
</td>
<td style="width:135pt;background-color:transparent;padding:0 5.4pt;" width="180" valign="top">
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:14pt;font-family:Tahoma;color:#3366ff;">17/06/2008</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="width:165.65pt;background-color:transparent;padding:0 5.4pt;" width="221" valign="top">
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:14pt;font-family:Tahoma;color:#3366ff;">Quinto</span></p>
</td>
<td style="width:203.35pt;background-color:transparent;padding:0 5.4pt;" width="271" valign="top">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:14pt;font-family:Tahoma;color:#3366ff;">Reprogramação Mental</span></p>
</td>
<td style="width:135pt;background-color:transparent;padding:0 5.4pt;" width="180" valign="top">
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:14pt;font-family:Tahoma;color:#3366ff;">24/06/2008</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Senado aprova filosofia e sociologia no ensino médio.]]></title>
<link>http://professorparticular.wordpress.com/?p=29</link>
<pubDate>Fri, 09 May 2008 18:47:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>blogye26</dc:creator>
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<description><![CDATA[O Senado aprovou quinta-feira ( 8 ) um projeto de lei que determina a inclusão de disciplinas de fi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">O Senado aprovou quinta-feira ( 8 ) um projeto de lei que determina a inclusão de disciplinas de filosofia e sociologia nas três séries do ensino médio. O texto prevê que a lei entre em vigor na data de sua publicação, mas não especifica quando deve ser implementada. Já aprovado pela Câmara, o projeto será submetido agora ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que poderá sancioná-lo ou vetá-lo. </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Em 2006, uma resolução no mesmo sentido já havia sido publicada pelo CNE (Conselho Nacional de Educação) e homologada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Segundo levantamento do colegiado, ao menos 17 Estados implantaram as duas disciplinas no ensino médio. Outras escolas, muitas delas particulares, já oferecem as disciplinas há anos. </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">De acordo com a conselheira Clélia Brandão, porém, a lei é importante porque houve contestações de alguns Estados. </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Uma delas, afirma, ocorreu em São Paulo, onde o Conselho Estadual de Educação publicou uma resolução em que negava a obrigatoriedade das escolas de seguirem as normas do CNE. </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">No mês passado, a Secretaria Estadual da Educação de São Paulo anunciou que os alunos teriam sociologia em um dos três anos do ensino médio --filosofia já estava na grade obrigatória em dois anos do antigo colegial. </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">O projeto de lei aprovado ontem, de autoria do deputado Ribamar Alves (PSB-MA), inclui as duas disciplinas na LDB (Lei de Diretrizes e Bases), que tem de ser seguida por Estados e municípios. </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;">Veto em 2001</span></strong><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Filosofia e sociologia foram retiradas do currículo obrigatório do ensino médio durante o regime militar (1964-1985) e substituídas por educação moral e cívica e OSPB. </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Em 2001, o presidente Fernando Henrique Cardoso vetou um projeto de lei que incluía as disciplinas novamente. </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">O texto, proposto pelo petista Padre Roque (PT-RR), havia sido aprovado pela Câmara e pelo Senado. </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Sob a gestão tucana, o Ministério da Educação argumentou que o texto criava ônus para os Estados, que teriam de contratar mais professores, e era anacrônico, já que os currículos modernos deveriam, para o ex-ministro Paulo Renato Souza, pregar a interdisciplinaridade. </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Célia Brandão, do Conselho Nacional de Educação, discorda. Ela aponta que as escolas que estruturam seus currículos por grandes áreas de conhecimento, e não por tema, não são obrigadas a incluir novas disciplinas, mas colocar filosofia e sociologia entre os temas.</span></p>
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<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;">Posts Anteriores:</p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><a href="http://professorparticular.wordpress.com/2008/05/07/medicina-da-ufba-aceita-renuncia-de-coordenador/" target="_blank">Medicina da UFBA aceita renúncia de coordenador.</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O dragão azul e o dragão amarelo]]></title>
<link>http://interculturalidades.wordpress.com/?p=76</link>
<pubDate>Thu, 08 May 2008 21:03:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>contadores.destorias</dc:creator>
<guid>http://interculturalidades.wordpress.com/?p=76</guid>
<description><![CDATA[O dragão azul e o dragão amarelo
No país do sol nascente, pelo vigésimo aniversário da sua coro]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><strong>O dragão azul e o dragão amarelo</strong></p>
<p align="justify">No país do sol nascente, pelo vigésimo aniversário da sua coroação, o imperador resolveu decorar a sala do trono do palácio com o mais belo biombo que alguma vez se vira.</p>
<p align="justify">Convocou o pintor mais célebre do império que vivia numa gruta longe da cidade.</p>
<p align="justify">O artista dirigiu-se imediatamente à corte e o imperador deu-lhe a conhecer o seu propósito: no biombo da sala do trono deviam figurar dois dragões, um azul e outro amarelo, para simbolizarem o poder do Império e a paz que tinha caracterizado o seu tempo de reinado. O pintor fez uma vénia e respondeu que pintaria dois dragões em seda preta, mas com uma condição: para o biombo ser tão belo como era vontade do imperador, precisava de um tecido de seda, mas a seda teria de ser mais fina do que todas as sedas alguma vez tecidas.</p>
<p align="justify">— Vou retirar-me para a minha gruta — acrescentou o pintor — até que a seda seja tecida; assim terei tempo de me preparar para fazer a pintura dos dragões.</p>
<p align="justify">Em seguida, o pintor abandonou a corte e regressou à sua gruta, começando logo a trabalhar.</p>
<p align="justify">O imperador ordenou que começassem imediatamente a fabricar a mais fina das sedas que alguma se vira.</p>
<p align="justify">Mas o fabrico foi muito mais difícil do que o imperador imaginara.</p>
<p align="justify">Primeiro, foi preciso escolher meticulosamente os bichos-da-seda, porque os que até então tinham sido criados não podiam secretar uma seda assim tão fina como a que o pintor pedira.</p>
<p align="justify">Os bichos-da-seda, tão cuidadosamente escolhidos, exigiam uma alimentação particularmente delicada, e as folhas da amoreira com que eram alimentados deviam ser seleccionadas com o máximo cuidado.</p>
<p align="justify">Apesar de todas as precauções, apenas alguns dos casulos sobreviveram.</p>
<p align="justify">Muito tempo decorreu até se conseguir um número suficiente de casulos para obter a quantidade de seda necessária para o biombo do imperador.</p>
<p align="justify">Mas, naquele momento, surgiu uma nova dificuldade: a seda era tão fina, que muito poucos tecelões se mostravam capazes de a tecer. Foi preciso apelar aos melhores artesãos do império.</p>
<p align="justify">Por fim, ultrapassou-se esta dificuldade e a seda destinada ao biombo acabou por ser tecida. Não havia memória de uma seda tão fina. O imperador ordenou que fosse pregada numa moldura de marfim.</p>
<p align="justify">Concluído o trabalho, o imperador enviou um mensageiro avisar o pintor de que a seda estava tecida e de que devia sem demora pintar os dragões.</p>
<p align="justify">O pintor pediu ao mensageiro que dissesse ao imperador que ainda não tinha acabado de preparar o seu trabalho e pedia-lhe que esperasse.</p>
<p align="justify">O imperador, que já tinha esperado muito tempo até ser tecida a seda, não escondeu a sua decepção, mas lá acabou por compreender que o pintor queria preparar uma obra-prima, e esperou. Contudo, sempre que passava diante do biombo, perdia a paciência.</p>
<p align="justify">Um dia, não aguentando mais, enviou um mensageiro para lembrar ao pintor a sua promessa. Este mandou dizer que, para aceder ao pedido do imperador, ainda não seria capaz de pintar dragões dignos do mais belo biombo algum dia visto. Precisava, dizia ele, de continuar com os seus ensaios e pediu um novo prazo.</p>
<p align="justify">O imperador, apesar da impaciência, não teve outro remédio senão esperar. Mas o tempo ia passando e o pintor não dava sinais de vida. E, sempre que o imperador passava diante do biombo inacabado, sentia crescer a sua irritação.</p>
<p align="justify">Um dia, no limite da paciência, enviou um mensageiro, ordenando-lhe que trouxesse o pintor à corte, a bem ou a mal.</p>
<p align="justify">O pintor aceitou finalmente acompanhar o mensageiro.</p>
<p align="justify">Quando chegou diante do imperador, disse-lhe que já se sentia capaz de pintar os dragões. O imperador manifestou a sua alegria.</p>
<p align="justify">O artista mandou que lhe trouxessem tinta amarela, tinta azul e dois grandes pincéis, e aproximou-se do biombo.</p>
<p align="justify">De uma pincelada, fez um traço amarelo; depois, outra pincelada, e fez um traço azul.</p>
<p align="justify">Em seguida, pousou os pincéis e declarou que o trabalho estava concluído.</p>
<p align="justify">Mal soube da notícia, o imperador, feliz por pensar que o mais belo biombo alguma vez visto iria finalmente ornamentar a sala do trono, precipitou-se para admirar a obra de tão célebre pintor.</p>
<p align="justify">Quando chegou diante do biombo, nem acreditava no que os seus olhos viam: apenas dois traços grossos, um azul e outro amarelo.</p>
<p align="justify">Convencido de que o pintor tinha querido troçar dele, ficou furioso. Com toda a calma e um ar muito sério, o pintor disse que aqueles dois traços eram fruto de longos estudos levados a cabo durante anos e anos.</p>
<p align="justify">Em seguida, fez uma vénia e quis retirar-se. Mas o imperador, fora de si e sempre convicto de que o pintor fizera uma brincadeira de mau gosto, que tinha estragado irremediavelmente a maravilhosa seda cujo fabrico levara tanto tempo e tinha exigido tanto cuidado, mandou prendê-lo.</p>
<p align="justify">O imperador estava de tal modo encolerizado, que não pregou olho naquela noite. Na escuridão, os dois traços, o azul e o amarelo, passavam e voltavam a passar diante dos seus olhos. Quando fechava as pálpebras, iam e vinham e pareciam ganhar dimensão e mover-se. Para seu grande espanto, aqueles dois traços transformavam-se em dragões a lutar. E os dragões eram rápidos e possantes. O que mais o surpreendeu, é que pareciam ter vida e mover-se, eram leves e fortes ao mesmo tempo, e aquela força, aquele poder e aquela grandeza e leveza estavam resumidas nos dois traços que o pintor tinha traçado na maravilhosa seda.</p>
<p align="justify">Depois de uma noite em branco e de ter admirado os dois dragões que o pintor simbolizara, o imperador decidiu ir descobrir o segredo do artista que tinha conseguido uma tal obra-prima.</p>
<p align="justify">De madrugada, mandou selar o cavalo e, acompanhado pela sua guarda de honra, partiu em direcção à gruta onde o pintor trabalhara muitos anos antes de pintar os dois dragões no biombo.</p>
<p align="justify">A tempestade dificultou-lhes o caminho; a neve, o vento e o nevoeiro obrigaram-nos a voltar atrás. Mesmo assim, o imperador ordenou que se fizessem de novo ao caminho. Ao fim de vários dias e noites de viagem, chegaram à gruta do pintor. Acenderam as tochas. Ao entrar, o imperador viu dois dragões pintados nas paredes: um era azul e o outro amarelo.</p>
<p align="justify">Estavam desenhados com a maior exactidão, distinguia-se cada escama, cada dente, e as narinas lançavam fogo. Cada pormenor era azul e amarelo.</p>
<p align="justify">Por baixo da pintura estava uma data: a do dia em que o imperador tinha pedido ao pintor para começar a pintar o mais belo biombo alguma vez visto.</p>
<p align="justify">Ao lado desta pintura, uma outra, a de dois dragões, um azul e outro amarelo. Ao lado desta segunda pintura, uma terceira, depois uma quarta, uma quinta, uma sexta…</p>
<p align="justify">Todas as paredes da gruta estavam cobertas de pinturas que representavam dois dragões, um azul, outro amarelo. Todas as imagens estavam datadas, ano após ano.</p>
<p align="justify">À luz das tochas, o imperador não conseguia despregar os olhos do trabalho árduo do pintor.</p>
<p align="justify">As imagens sucediam-se às imagens, os esboços aos esboços.</p>
<p align="justify">Mês após mês, o pintor ia simplificando a pintura dos dois dragões, um azul e outro amarelo. Depois de uma longa sequência de dragões, o pintor traçara finalmente nas paredes da gruta os dois traços, um azul, outro amarelo, que pintara no biombo.</p>
<p align="justify">Naquelas duas últimas imagens estava resumida toda a potência dos inúmeros dragões que o pintor desenhara durante muitos anos nas paredes da gruta.</p>
<p align="justify">O imperador reconheceu os dois dragões do biombo e deu-se conta de que as duas últimas imagens não podiam de modo nenhum comparar-se às que as precediam.</p>
<p align="justify">Ao olhar para as pinturas, o imperador começou por ficar admirado, depois foi ficando cada vez mais alegre, até sentir, no final, um imenso júbilo.</p>
<p align="justify">Depois de ter observado por uma última vez os dois traços azul e amarelo, deu ordem imediata de selar os cavalos, pois queria regressar à capital. Tinha pressa de mandar libertar o pintor para o honrar e lhe agradecer, porque este lhe tinha permitido compreender o poder e o significado dos dois traços, um azul, outro amarelo, que simbolizavam os dois dragões.</p>
<p align="justify">O pintor foi posto em liberdade e o imperador mandou colocar o biombo dos dois dragões na sala do trono.</p>
<p style="text-align:right;">Ré e Philippe Soupault<br />
<em>Dragon bleu — Dragon jaune</em><br />
Paris, Père Castor Flamarion, 1995<br />
Texto traduzido e adaptado</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A árvore que falava]]></title>
<link>http://interculturalidades.wordpress.com/?p=71</link>
<pubDate>Wed, 07 May 2008 11:04:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>contadores.destorias</dc:creator>
<guid>http://interculturalidades.wordpress.com/?p=71</guid>
<description><![CDATA[A árvore que falava
Longe, muito longe… bem no coração da savana, vivia uma árvore maior e mai]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><strong>A árvore que falava</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Longe, muito longe… bem no coração da savana, vivia uma árvore maior e mais velha do que qualquer outra.<br />
Abrigava, sob a sua corcha, toda a sabedoria de África.<br />
A seus pés, por entre as altas ervas, a leoa espiava o antílope ou a zebra que se tinham afastado do grupo. Como era a única árvore das redondezas, os pássaros, que se empoleiravam nos ramos mais altos, conheciam-na bem. Também as girafas, que comiam as folhas dos ramos do meio, a conheciam. E os leões, que se estendiam sob os ramos baixos para fazerem a sesta…<br />
E assim a árvore conhecia todos os segredos dos pássaros, dos leões, das girafas, das zebras e de muitos outros animais. É que ela escutava com todas as suas folhas.<br />
Até os homens vinham sentar-se debaixo da árvore no momento das grandes decisões, discutindo os assuntos sérios à sombra dos seus ramos.<br />
A árvore sabia mais sobre o povo dos homens do que o mais velho dos anciãos e o mais sábio dos sábios. Porque ela sabia calar-se, enquanto eles gostavam de falar.<br />
Mas a árvore não guardava para si o seu saber: àqueles que tinham os ouvidos atentos, ela murmurava, em confidência, a resposta a muitas questões.<br />
Quando os seus filhotes estavam suficientemente grandes para voar, as andorinhas, as cotovias e os estorninhos tinham por hábito levá-los até à árvore. Ao cair da noite, a árvore enchia-se de chilreios. Passado algum tempo, com três bicadas, os pais faziam calar os mais palradores. E cada um escutava o murmúrio que subia da raiz mais profunda até ao raminho mais alto.<br />
No dia seguinte, os jovens sabiam um pouco mais da arte de voar em ziguezague para enganar as aves de rapina que mergulham sobre as presas. E a águia ou o milhafre regressavam às montanhas de mãos a abanar, perguntando-se por que milagre todos os passarinhos daquele canto da savana se tinham tornado, de repente, tão espertos!<br />
E cada girafinha que partia a mascar um punhado de folhas da árvore ficava a saber um pouco melhor como evitar a leoa que caçava. E, misteriosamente, cada leãozinho, depois da sesta ao pé da árvore, desconfiava um pouco mais do riso da hiena que rondava à procura de uma presa fácil.<br />
Mas os homens, esses, partiam tão sisudos e estúpidos como tinham vindo, e a sua tagarelice nada lhes tinha ensinado porque não sabiam escutar.<br />
Eram orgulhosos e arrogantes. Incendiavam a savana com os seus fogos e matavam mais animais do que aqueles que precisavam para se alimentar. Matavam-se até uns aos outros. E chamavam a isso «a guerra». A árvore falava-lhes, como a todos, mas os homens não a escutavam. Por causa deles, a árvore ficou triste. Pela primeira vez, sentiu-se velha e cansada. Se pudesse, ter-se-ia deitado para esquecer. Mas quando se é uma árvore, é preciso ficar de pé a recordar…<br />
Foi então que as suas folhas amareleceram e secaram e, em breve, ficou nua no meio da savana. Os pássaros começaram a desdenhar dos seus ramos e os leões e as girafas também, porque ela deixou de lhes falar.<br />
E todos diziam que ela estava morta.</p>
<p style="text-align:center;">
* * *</p>
<p style="text-align:justify;">
Por muito tempo a árvore seca ficou de pé. E parecia que nada viria alguma vez a mudar… O milhafre da montanha estava contente e as hienas riam-se. A leoa perdeu um leãozinho, a girafa, uma girafinha e a andorinha, três passarinhos que mal sabiam voar.<br />
Mas, uma manhã, veio um pequeno homem com um ar decidido. Tinha o olhar de uma criança, e esse olhar não reflectia nem fogo nem sangue. As suas mãos não agarravam nem arco nem zagaia. Contudo, era um homem.<br />
Parou ao pé da árvore seca, estendeu os braços e, com as pontas dos dedos, tocou no tronco, muito devagar, ao de leve, como se acordasse alguém que dorme. A corcha estremeceu. E a voz do pequeno homem subiu ao longo da árvore, terna como um cântico muito antigo. O homem falava à árvore, cheio de simplicidade. Depois, calou-se. E encostando a orelha ao tronco, escutou. O vento nos ramos parecia formar palavras e frases. E quanto mais a árvore falava, mais a expressão do homem se iluminava.<br />
Quando a árvore terminou, o homem partiu. Quando voltou, trazia um machado aos ombros. Uma vez perto da árvore, levantou a cabeça em direcção aos ramos e murmurou algumas palavras em tom de desculpa. Depois, firme nas suas pernas, com o cabo do machado bem preso nas mãos, começou a cortar o tronco.<br />
E a madeira ressoou na savana, até aos limites do deserto e das montanhas.<br />
Cada pássaro, cada leão e cada girafa reconheceram a voz da velha árvore.<br />
Em conjunto, acorreram para junto dela, mas apenas encontraram um cepo e algumas aparas espalhadas pelo solo.<br />
É que o pequeno homem, ajudado por alguns da sua aldeia, tinha levado a árvore até casa. E, com medo dos homens, os animais não se atreveram a segui-lo.<br />
Uma vez chegados à aldeia, o homem pôs-se a trabalhar. Tinha uma grande ideia: para que a voz de madeira da velha sábia percorresse de novo a savana, iria fazer um tantã.<br />
Um tantã mais sonoro e maior do que qualquer outro. Suficientemente longo para que todos os homens da tribo pudessem tocar em conjunto.<br />
Como o homem pegava de novo no machado para podar os ramos e deixar, assim, o tronco livre, aqueles que tinham carregado a árvore com ele fizeram -lhe sinal que parasse:<br />
― Pequeno homem, nós ajudámos-te ― disseram os homens fortes com as suas vozes grossas. ― O nosso trabalho deve ser pago.<br />
― Mas… com que é que vos vou pagar? Eu não tenho nada, bem sabem!<br />
― Deixa-te disso! ― insistiram os homens fortes. ― Trouxemos a tua árvore, dá-nos a nossa parte.<br />
― Não pode ser ― protestou o homem. ― É preciso que o tronco fique inteiro para este tantã. Se não, como é que a tribo poderá tocar?<br />
Os homens obstinavam-se a reclamar a sua parte da madeira e o assunto foi levado ao Conselho dos Anciãos.</p>
<p style="text-align:center;">
* * *</p>
<p style="text-align:justify;">Era uma assembleia de homens muito velhos e muito tagarelas. Sempre prontos a pronunciar uma sentença ou um julgamento, tanto a propósito do que conheciam como do que ignoravam. Nada lhes agradava mais do que reunirem-se quando lhes pediam um conselho, e também quando não lho pediam! Ora, o Conselho tinha por hábito reunir-se debaixo da grande árvore, e os velhos sentiam-se desamparados… pois a árvore tinha sido cortada! O mais velho dos Anciãos, um pequeno velhinho com a face enrugada como uma ameixa seca, agitou o cachimbo por cima da cabeça e tomou a palavra:<br />
― O Conselho não se pode reunir por falta de um lugar adequado.<br />
E expeliu uma baforada do seu cachimbo.<br />
Os outros membros do Conselho, sentados em círculo, aprovaram com um movimento de cabeça, expeliram, cada um, uma baforada do seu cachimbo e guardaram silêncio.<br />
Os homens fortes, que queriam a sua parte da árvore, e o pequeno homem, que nada queria, não sabiam o que fazer.<br />
Impaciente por começar o trabalho, o homem avançou para dentro do círculo, curvou-se respeitosamente diante do mais velho dos Anciãos:<br />
― Digam-me apenas se posso começar o meu trabalho, já que estais aqui reunidos.<br />
― Ah, não! É verdade que estamos aqui ― respondeu o Ancião.<br />
— Mas o Conselho não está reunido. Por isso, não pode dar a sua opinião.<br />
Expeliu uma outra baforada e calou-se.<br />
Os homens fortes, impacientes por levar a madeira que lhes cabia, inclinaram-se, por sua vez, diante dos Anciãos e disseram:<br />
― Digam-nos apenas se podemos pegar na nossa parte.<br />
O Ancião nem se deu ao trabalho de responder. Limitou-se a expelir uma baforada do cachimbo e permaneceu em silêncio.<br />
Mas o mais forte, que também era o mais impaciente, deu um passo em frente.<br />
De imediato, o velho homem largou o cachimbo e, com uma voz trémula, acrescentou precipitadamente:<br />
― O Conselho vai reunir… para decidir onde terá lugar o próximo Conselho.<br />
O discurso enfadonho que se seguiu poderia ter durado até ao final dos tempos, se o Conselho não tivesse acabado por decidir… que decidiria mais tarde!<br />
De seguida, os velhos aconselharam o pequeno homem a dar aos homens fortes o que eles pediam. Depois, reclamaram, por sua vez, um pedaço da árvore como recompensa pelo sábio conselho. E o pequeno homem assim o fez porque era costume dar uma prenda aos Anciãos, como agradecimento pelos seus conselhos.<br />
E cada um se apressou a serrar, a rachar e a atar.<br />
E o pedaço de árvore não tardou a transformar-se em achas, toros e feixes para queimar. Os homens acendiam fogueiras à volta da aldeia para manter afastados os animais selvagens. Ignoravam que os animais tinham ainda mais medo deles do que das suas fogueiras.</p>
<p style="text-align:center;">
* * *</p>
<p style="text-align:justify;">Um pouco desiludido, o pequeno homem reparou na diminuição do tronco, mas disse para si mesmo que, apesar de tudo, ainda chegava para fazer um bom tambor para a tribo.<br />
Lançou-se ao trabalho, cheio de coragem. O machado, no entanto, não era muito adequado para o descortiçamento, por isso decidiu ir a casa de um vizinho pedir emprestado um podão, cuja lâmina curvada faria melhor o serviço. Como era hábito, o vizinho estava a fazer a sesta e o pequeno homem acordou-o para lhe fazer o pedido.<br />
― Ah! És tu? ― disse o vizinho, bocejando como um hipopótamo. ― O que queres de mim?<br />
― Se fazes favor, podias emprestar-me o teu podão? ― perguntou muito educadamente o pequeno homem.<br />
― Eh! ― respondeu o vizinho, tão amável quanto um crocodilo a quem interromperam a digestão. ― Não me deixas dormir com esse barulho todo… E ainda por cima queres que te empreste o meu podão! E se eu precisar dele?<br />
― Mas… é só por um dia! Amanhã já terei acabado!<br />
― O que me dás em troca?<br />
― Sabes bem que não tenho nada de meu.<br />
― Ah não? E essa árvore? É tua, não é?<br />
― Sim, mas… ― começou o pequeno homem.<br />
― Pois bem, dá-me um pedaço para alimentar a minha fogueira e emprestar-te-ei o meu podão.<br />
Assim se fez, já que mais ninguém na aldeia tinha a ferramenta de que o pequeno homem precisava.<br />
Um pouco desiludido, atentou no tronco, agora mais pequeno. No entanto, havia ainda madeira para fazer um tantã para a tribo.<br />
Lançou-se ao trabalho, cheio de coragem. E o descortiçamento depressa terminou.<br />
Mas, quando quis cavar o tronco, apercebeu-se de que não tinha cinzel para o fazer.<br />
De certeza que o vizinho tinha um, mas será que lho emprestaria sem reclamar mais um pedaço da árvore?<br />
Infelizmente, mais ninguém da aldeia tinha cinzel. E era preciso acordar novamente o hipopótamo, amável como um crocodilo.<br />
― Tu, outra vez! ― bocejou o vizinho. ― O que queres?<br />
― Desculpa ― disse o pequeno homem com a sua voz gentil. ― Vim devolver-te o podão… e pedir-te, em troca, um cinzel, se fazes o favor.<br />
― Em troca? ― zombou o vizinho. ― Não há troca nenhuma porque o podão é meu. Dá-me um pedaço de madeira para a minha fogueira e emprestar-te-ei o meu cinzel.</p>
<p style="text-align:center;">
* * *</p>
<p style="text-align:justify;">Assim foi feito. E o pequeno homem, um pouco desiludido, atentou no tronco muito curto. Ainda podia fazer um bonito tantã, não para toda a tribo, mas, mesmo assim, um bonito tantã. Cheio de coragem, meteu mãos à obra e depressa cavou o tronco. Faltava apenas endurecê-lo ao lume, para que fosse mais sólido e para que o seu som chegasse mais longe. Mas o pequeno homem não tinha fogueira e já havia dado tanta madeira aos outros que não possuía o suficiente nem para atear uma fogueira. Claro que a fogueira do vizinho crepitava, um pouco mais longe, mas não ousava acordá-lo pela terceira vez.<br />
Foi então pedir aos homens fortes, que faziam uma grande fogueira, a permissão de passar o seu tantã pelo fogo.<br />
― De acordo, ― disseram eles ― mas com a condição de pores uma acha na nossa fogueira, como todos fazem.<br />
― Mas… já não tenho madeira, já vos dei tudo! ― respondeu.<br />
― Ah sim? E isto, não é madeira? ― perguntou o mais forte dos homens fortes, indicando o pequeno tantã.<br />
Com a morte na alma, o pequeno homem teve de se resolver a cortar um pedaço do tantã antes mesmo de lhe ter ouvido a voz.<br />
E quando pensou naquilo que lhe restava do imenso tronco que a árvore lhe tinha dado, esteve quase para se sentar a chorar e abandonar o seu belo projecto.<br />
Mas caiu de novo em si e disse para si mesmo que, apesar de tudo, se não chegasse para um tantã, chegaria para fazer um grande tambor.<br />
Cheio de coragem, meteu mãos à obra e o que restava do tantã foi rapidamente convertido em <em>djembé</em>. (<em>Djembé</em> é o nome que se dá a esta espécie de tambor, em África). Mas o pequeno homem apercebeu-se de que lhe faltava uma pele de cabra para o tambor.<br />
Partiu então à procura do rebanho de cabras. A rapariga que as guardava era ainda quase uma criança, e o pequeno homem pensou que seria mais fácil falar com ela.<br />
― Bom dia ― disse à criança.<br />
― Bom dia ― respondeu ela. ― És tu que dás madeira a toda a gente em troca de uma ferramenta ou de lume?<br />
― Sim, quer dizer… ― começou ele.<br />
― O que queres de mim? ― interrompeu a criança.<br />
― Apenas uma pele de cabra, uma daquelas que tens por aí. Mas já não tenho madeira para te dar.<br />
― É pena ― disse a rapariga. ― Justamente, também eu necessito de um pouco de madeira. Para afastar os leões do meu rebanho não há nada melhor do que uma boa fogueira, disseram-me os Anciãos.<br />
― Oh, por favor, dá-me uma pele. Bem vejo que não te fazem falta ― suplicou o pequeno homem.<br />
― Pelo contrário, as minhas peles, troco-as por madeira! ― retorquiu a criança.<br />
E, como mais ninguém na aldeia tinha peles de cabra, o homem foi obrigado, uma vez mais, a cortar um pedaço do tambor.</p>
<p style="text-align:center;">
* * *</p>
<p style="text-align:justify;">A pele de cabra era dura e seca, frágil como uma corcha. Antes de a colocar no tambor, era preciso macerá-la, fervê-la, esticá-la, batê-la para a tornar mais suave e tão sólida como o couro.<br />
Só faltava levá-la ao curtidor.<br />
Aquele que curtia todas as peles da tribo morava sozinho fora da aldeia, perto do rio. O seu trabalho requeria muita água. E os outros não teriam querido que ele se instalasse perto, devido ao cheiro insuportável das peles molhadas.<br />
Mas, por mais longe que o curtidor morasse, também ele tinha ouvido falar da árvore abatida. Por sua vez, reclamou uma parte, como prémio do seu trabalho.<br />
― Mas já não há nenhuma árvore! ― lamentou-se o pequeno homem. Ficou apenas um tambor!<br />
― De acordo ― concluiu o curtidor. ― Contentar-me-ei com um bocado do tambor.<br />
E o pequeno homem cortou e deu-lhe a madeira, e a pele foi curtida, seca e ficou pronta a ser colocada no <em>djembé</em>.<br />
Quando quis esticá-la, deu-se conta de que lhe faltava uma corda para o fazer.<br />
Foi então à procura daquele que na aldeia melhor sabia entrançar cordas. É que a corda que estica a pele de um <em>djembé</em> tem de ser sólida.<br />
Tal como os outros, o entrançador de cordas pediu um pouco de madeira. Apesar dos seus protestos e lamentos, o pequeno homem nada conseguiu. E o tambor ficou ainda mais pequeno.<br />
O pequeno homem regressou a casa perturbado, com a corda ao ombro. Ao ver o tambor tão pequeno, perguntou-se se teria valido a pena o trabalho.<br />
Depois, recordou a árvore que se erguia no meio da savana. Lembrou-se da promessa que lhe tinha feito e a coragem voltou-lhe. Depressa a pele de cabra foi colocada no <em>djembé</em>, em arco, e muito esticada por uma rede de nós sólidos e complicados.</p>
<p style="text-align:center;">
* * *</p>
<p style="text-align:justify;">O homem olhou para o seu <em>djembé</em>, finalmente pronto! Claro que era um <em>djembé</em> muito pequenino, bem diferente daquele tantã que ele quereria ter talhado e no qual toda a tribo teria tocado em conjunto. No entanto, o homem não ficou decepcionado, porque era um belo <em>djembé</em>: esculpido, polido, suficientemente largo para as suas pequenas mãos, e suficientemente grande para lhe caber entre os joelhos. Então, o homem quis experimentá-lo. Com as palmas e os dedos pôs-se a tocar. E a voz que saía deste tambor, tão pequenino que mais parecia um tambor de criança, era ampla e vasta e profunda como a floresta.</p>
<p style="text-align:justify;">O homem sentiu-se arrebatado e as suas mãos continuaram a tocar… E a voz imponente do pequeno <em>djembé</em> estendeu-se a toda a aldeia e à savana inteira.<br />
Um por um, todos os da tribo se aproximaram dele. Tinham vindo todos: desde o mais ancião dos Anciãos à pequena guardadora de cabras, do mais forte dos homens fortes ao vizinho crocodilo. Tinham deixado as suas fogueiras, as suas conversas enfadonhas e as suas sestas, para formar um círculo em redor do pequeno tambor. E faziam silêncio.</p>
<p style="text-align:justify;">Do pequeno <em>djembé</em> elevavam-se palavras e frases que diziam toda a savana: o medo da zebra que foge à azagaia do caçador ávido, o sofrimento da erva que curva perante a chama acesa pelo homem, a doçura do vento que murmura nos ramos da árvore… E os homens escutavam. Eles, que só pensavam na caça, na guerra e nas fogueiras, faziam silêncio.<br />
Assim, até aos limites da montanha e do deserto, cada pássaro, cada leão e cada girafa reconheceram a voz da velha árvore. E, graças às mãos do pequeno homem, todos partilharam de novo o seu saber, por muito tempo ainda. Porque, ao som do <em>djembé</em>, o cepo da antiga árvore germinou. Do jovem rebento brotou uma nova árvore.<br />
E, sob a sua corcha de árvore, corria a seiva da sabedoria de África.<br />
A seus pés, por entre as ervas altas, a leoa espiava o antílope ou a zebra que se tinham afastado do grupo. Os pássaros, que se empoleiravam nos ramos mais altos, conheciam-na bem. E as girafas, que comiam as folhas dos ramos do meio, e os leões, que se estendiam sob os ramos baixos para fazerem a sesta.<br />
Até os homens…</p>
<p style="text-align:right;">Do Spillers<br />
<em>L’arbre qui parle</em><br />
Toulouse, Milan Poche, 1999<br />
Tradução e adaptação</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A guerra]]></title>
<link>http://interculturalidades.wordpress.com/?p=66</link>
<pubDate>Wed, 07 May 2008 10:52:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>contadores.destorias</dc:creator>
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<description><![CDATA[A guerra

Era a guerra. Todas as manhãs os homens partiam para os campos de batalha. Os que regress]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><strong>A guerra</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong></strong><br />
Era a guerra. Todas as manhãs os homens partiam para os campos de batalha. Os que regressavam à noite traziam os mortos e os estropiados. Havia guerra há tanto tempo que já ninguém se lembrava da razão por que ela tinha começado.<br />
Vítor II, rei dos Vermelhos, contava e recontava os soldados do seu reino. “Dez mais vinte faz trinta; ainda posso acrescentar cinquenta… Oitenta homens! Oitenta homens não chegam para ganhar a guerra.” E começava a chorar. Felizmente para ele, Vítor II, rei dos Vermelhos, tinha um filho que se chamava Júlio. Júlio entrava na sala do trono e dizia: — Coragem, Pai! — E o rei tornava a ter coragem.<br />
Armando – XII, rei dos Azuis, também só tinha oitenta soldados e um filho. Mas, quando Armando XII ficava desanimado, o filho não sabia o que dizer. O filho de Armando XII chamava-se Fabiano e interessava-se pouco pela guerra. Passava os dias no parque, sentado num ramo. Um dia, Fabiano recebeu uma carta do príncipe Júlio:</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Os nossos pais já quase não têm soldados; portanto, se és homem, pega no teu cavalo e na tua armadura. Marco-te encontro para amanhã de manhã no campo de batalha; bater-nos-emos em duelo e aquele que ganhar o combate ganhará ao mesmo tempo a guerra.</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>Assinado: Júlio</em></p>
<p style="text-align:justify;">Fabiano suspirou. Nem por isso gostava muito de montar a cavalo. No dia seguinte, Fabiano chegou ao encontro montado numa ovelha.<br />
— Em guarda! — disse Júlio.<br />
— Béééé! — fez a ovelha.<br />
Isto assustou o cavalo que se empinou na vertical. Júlio caiu.<br />
— Estás ferido? — perguntou Fabiano.<br />
Mas Júlio estava mais do que ferido, estava morto. Os soldados vermelhos berraram: — O combate foi falseado!<br />
Fabiano quis explicar-lhes que tinha sido um acidente, mas, como eles tinham piques e lanças, preferiu fugir.<br />
Armando XII, rei dos Azuis, esperava-o.<br />
— Devias ter vergonha! — ralhou ele.<br />
— Mas eu não fiz nada — disse Fabiano.<br />
— Justamente — respondeu o pai. — Vergonha e vergonha a dobrar; expulso-te do meu reino.<br />
Fabiano escondeu-se no parque. Era de tarde e os soldados tinham recomeçado a guerra; então, Fabiano decidiu fazer uma coisa: decidiu escrever duas cartas, uma para Armando XII e outra para Vítor II. As duas cartas diziam exactamente a mesma coisa:</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Estou em casa do rei Amarelo, Basílio IV, que me deu um grande exército. Portanto, se sois homens, pegai nos vossos cavalos e nas vossas armaduras. Marco-vos encontro para amanhã de manhã no campo de batalha.</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>Assinado: Fabiano</em></p>
<p style="text-align:justify;">Armando XII recebeu a carta nessa noite. — A nulidade do meu filho, um grande exército? — disse ele. — Devem ser só para aí uns oito e eu faço picado deles.<br />
Quando Vítor II recebeu a carta, encolheu os ombros; declarou que esmagaria esse vencedor de combates falseados. Meteu a carta no bolso e foi deitar-se.<br />
Quando viu chegar o exército Azul, o rei dos Vermelhos exclamou:<br />
— Que fazeis vós aqui, Senhores? Nós temos encontro marcado com o exército Amarelo; portanto, abandonem este local.<br />
— Imaginai, Senhores, que nós também temos encontro marcado com o exército Amarelo.<br />
— Não compreendo — disse Vítor II, rei dos Vermelhos.<br />
— Eu também não — disse Armando XII, rei dos Azuis.<br />
Compararam as duas cartas.<br />
— Na sua opinião, quantos serão os soldados Amarelos?<br />
— Talvez oito ou oitenta ou, talvez, oitocentos…<br />
— Que importa, se os Azuis são verdadeiros heróis? — disse Armando XII.<br />
E Vítor II replicou: — Os Vermelhos não temem ninguém.<br />
Ao meio-dia, os Amarelos ainda não tinham chegado. Embora bravos e não receando ninguém, o que é certo é que a espera enerva:<br />
— Senhores — disse Armando XII — creio que, face a oitocentos homens, devíamos aliar os nossos exércitos.<br />
— É justo! — respondeu Vítor II.<br />
Esperaram ainda toda a tarde. Às sete, os reis discutiram se haviam de regressar aos seus castelos, mas decidiram que não, que era melhor ficar, para o caso de os Amarelos chegarem de noite; e mandaram vir sanduíches. No dia seguinte, os Amarelos continuavam sem chegar. Então, começaram a instalar tendas e a acender fogueiras. Ao terceiro dia, as mulheres dos soldados vieram com as suas caçarolas e colheres, porque não era possível sustentar dois exércitos a sanduíches. Ao quarto dia, trouxeram os bebés. E, ao quinto dia, as outras crianças, que se aborreciam sozinhas em casa. Os mais velhos montaram comércios. Ao décimo dia, o campo de batalha parecia uma aldeia.<br />
Fabiano pensou: “Não tenho exército nem nunca tive; mas, graças a mim, a guerra acabou.” Então Fabiano foi a casa de Basílio IV, rei dos Amarelos, para lhe contar a história. Basílio riu muito quando ele falou no exército imaginário, mas chorou um pouco pelo príncipe Júlio, morto tão estupidamente; e chorou até por todos os soldados dos quais nem mesmo sabia o nome.<br />
Basílio IV achou que Fabiano era o mais esperto e também o mais ajuizado; e, como não tinha filhos, pediu-lhe que fosse o príncipe dos Amarelos e que reinasse, mais tarde, no seu reino. O rei Fabiano foi um excelente rei. E, é claro, durante o seu reinado, nunca houve nenhuma guerra.</p>
<p style="text-align:right;">Anaïs Vaugelade<br />
<em>A guerra</em><br />
Porto, Editora AMBAR, 2002<br />
Adaptação</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Faz aos outros o que…]]></title>
<link>http://interculturalidades.wordpress.com/?p=57</link>
<pubDate>Tue, 06 May 2008 10:30:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>contadores.destorias</dc:creator>
<guid>http://interculturalidades.wordpress.com/?p=57</guid>
<description><![CDATA[Faz aos outros o que…
Um dia a Vida decidiu dar uma volta pelo mundo. Já tinha viajado muito quan]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><strong>Faz aos outros o que…</strong></p>
<p align="justify">Um dia a Vida decidiu dar uma volta pelo mundo. Já tinha viajado muito quando encontrou um homem doente que tinha o corpo tão inchado que mal se podia mexer.</p>
<p align="justify">— Quem és tu? — perguntou o homem ao vê-la.</p>
<p align="justify">— Sou a Vida.</p>
<p align="justify">— Então, já que és a Vida, será que me podias tirar este inchaço que nem me deixa mexer nem trabalhar?</p>
<p align="justify">— Sim, eu poderia devolver-te a saúde, mas tu depressa te esquecerás de mim e da doença de que padeces.</p>
<p align="justify">— Como iria eu esquecer-me? Um milagre assim recordá-lo-ei toda a minha vida.</p>
<p align="justify">— Está bem! Vou curar-te. No entanto voltarei daqui a sete anos para verificar se és um homem de palavra — disse a Vida.</p>
<p align="justify">Esta pegou num pouco de pó do caminho e espalhou-o na cabeça do hidrópico que, de imediato, ficou são e ágil.</p>
<p align="justify">A Vida prosseguiu a viagem e andou muitos dias até que chegou à cabana de um leproso.</p>
<p align="justify">— Quem é? — perguntou o leproso.</p>
<p align="justify">— Eu sou a Vida.</p>
<p align="justify">— A Vida? — replicou o doente. — Pois então podias curar a minha lepra.</p>
<p align="justify">— Claro que posso — disse a Vida. — Mas se o fizer, logo esqueces a tua doença e o teu benfeitor.</p>
<p align="justify">— Impossível! Toda a minha vida hei-de recordar-me desse milagre — assegurou o leproso.</p>
<p align="justify">— Bem, voltarei dentro de sete anos e então veremos se sabes manter as promessas — replicou a Vida.</p>
<p align="justify">Pegou então numa mão-cheia de terra da estrada, espalhou-a na cabeça do leproso, e a lepra, como por encanto, desapareceu, deixando ficar o homem com a pele limpa e jovem.</p>
<p align="justify">A Vida despediu-se e pôs-se de novo a caminho. Andou mais alguns dias e, por fim, encontrou um cego. Este, ouvindo que passava alguém estranho junto à sua cabana, perguntou:</p>
<p align="justify">— Quem és tu?</p>
<p align="justify">— Sou a Vida.</p>
<p align="justify">— És realmente a Vida? — continuou o cego. — Então suplico-te que me devolvas a vista.</p>
<p align="justify">— Sim; vou devolver-te a vista, mas não podes esquecer-te nem de mim nem da tua cegueira — disse a Vida.</p>
<p align="justify">— De modo algum! Serei tão feliz que me lembrarei toda a vida e vou-te agradecer até à morte — prometeu o cego.</p>
<p align="justify">— Muito bem. Agora vou devolver-te a vista. Voltarei daqui a sete anos e veremos então se a tua palavra tem algum valor e se é de fiar — disse a Vida.</p>
<p align="justify">A Vida baixou-se, recolheu um pouco de poeira do chão e espalhou-a solenemente na cabeça do cego, que, de imediato, recuperou a visão e começou a gritar de alegria.</p>
<p align="justify">Sete anos passaram. Muitas coisas mudaram. O hidrópico, o leproso e o cego começaram a trabalhar esforçadamente para a sua família. O mundo estava muito diferente. Nessa altura, a Vida empreendeu de novo a sua caminhada pela Terra para poder visitar aqueles a quem tinha socorrido e curado.</p>
<p align="justify">Primeiro fingiu-se cega e começou por visitar a casa do homem a quem tinha devolvido a visão. Bateu à porta:</p>
<p align="justify">— Quem é? — perguntou aquele que tinha sido cego.</p>
<p align="justify">— Sou um homem cego, posso passar a noite em tua casa?</p>
<p align="justify">— Lamento — gritou o homem — Aqui não há espaço. Os cegos são teimosos e eu não quero gente dessa em minha casa. Segue o teu caminho.</p>
<p align="justify">— Eu é que lamento — disse a Vida. — Mas já previa isto há sete anos. Tu eras cego e eu devolvi-te a vista. Nessa altura tu prometeste-me que não te esquecerias nem de mim nem da tua doença; pelo contrário...</p>
<p align="justify">— É que eu...</p>
<p align="justify">Era tarde de mais, pois a Vida tinha pegado num pouco de pó do chão e espalhou-o na cabeça do ingrato. Este, no mesmo instante, voltou a ficar cego.</p>
<p align="justify">A Vida retomou a sua caminhada e foi visitar o antigo leproso. Vestiu-se como um leproso e bateu à porta da cabana.</p>
<p align="justify">— Quem é? — perguntou o homem.</p>
<p align="justify">— Sou um pobre leproso. Posso passar a noite em tua casa?</p>
<p align="justify">— Um leproso? Podes é ir-te embora; não quero que me pegues a tua doença.</p>
<p align="justify">— Já to tinha dito — replicou a Vida. — Há sete anos curei-te e tu prometeste-me que nunca te esquecerias desse prodígio. A tua palavra não vale nada; podes voltar a ser como dantes.</p>
<p align="justify">A Vida pegou outra vez em poeira do caminho e lançou-a sobre o homem que, de repente, voltou a ser leproso.</p>
<p align="justify">De novo, a Vida prosseguiu viagem e vestiu-se de modo a que o seu corpo parecesse inchado. Logo se apresentou na cabana do hidrópico que tinha curado há sete anos.</p>
<p align="justify">— Posso passar uma noite em tua casa? — perguntou a Vida batendo à porta.</p>
<p align="justify">— Claro — disse este. — Entra, entra. Senta-te aqui, vou buscar alguma coisa para comeres e beberes. Eu sei como é penoso estar nesse estado. Eu também já tive essa doença. Mas há sete anos, passou por aqui a Vida e curou-me. Naquela altura disse-me que voltava e ainda não a vi. Se esperares aqui em minha casa, Ela não tardará a vir e poderá, de certeza, também curar a tua doença.</p>
<p align="justify">— Eu sou a Vida — disse o caminhante. — E tu és o único de todos os que eu curei que ainda se lembra de mim e da sua antiga doença. Por isso, ficarás são toda a tua vida. Olha, a vida pode mudar constantemente. A sorte pode tornar-se em desgraça, a riqueza em pobreza, o amor em ódio. Ai daquele que não se lembrar disto e não tirar daí a devida lição!</p>
<p align="justify">— Adeus — concluiu a Vida, e retomou pela última vez o seu caminho.</p>
<p align="justify">Esta fábula africana mostra-nos a importância de ajudar os outros. Tens muitas oportunidades na vida de estender a mão a quem necessita. Não deixes de o fazer.</p>
<p><em>Fábulas africanas</em><br />
Lisboa, Editorial Além-mar, 1991</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[As três árvores]]></title>
<link>http://interculturalidades.wordpress.com/?p=43</link>
<pubDate>Sat, 03 May 2008 21:43:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>contadores.destorias</dc:creator>
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<description><![CDATA[As três árvores
lenda popular
No cimo de uma montanha nasceram um dia três pequenas árvores. Nos]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><strong>As três árvores</strong></p>
<p style="text-align:center;"><em>lenda popular</em></p>
<p style="text-align:justify;">No cimo de uma montanha nasceram um dia três pequenas árvores. Nos primeiros tempos eram tão frágeis e verdes, que se confundiam com a erva e as flores que despontavam à sua volta.<br />
Mas, Primavera após Primavera, o seu pequeno tronco foi ficando cada dia mais robusto. E enfrentavam corajosamente os desafios outonais e invernais, que as fortaleciam ainda mais. Do cimo da colina contemplavam o mundo e sonhavam no que seriam quando fossem grandes.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:center;"><strong>Três pequenos grandes sonhos</strong></p>
<p style="text-align:justify;">A primeira árvore olhava para as estrelas que brilhavam como diamantes incrustados no vestido negro da noite. E disse:<br />
— Eu, acima de tudo, gostaria de ser bela e de guardar um tesouro. Desejaria ser coberta de ouro e conter pedras preciosas.<br />
A segunda árvore contemplava o rio que descia serpenteando a montanha e abrindo caminho em direcção ao mar. A água corria por entre os seixos e ninguém a podia parar. E disse:<br />
— Eu desejaria ser forte. Ser um grande barco! Navegar nos mares imensos e transportar capitães e reis poderosos. Ser o galeão mais forte do mundo.<br />
A terceira árvore contemplava o vale que se estendia aos pés da montanha, e olhava para a cidade lá ao longe, onde se movimentavam as pessoas. E disse:<br />
— Eu não quero deixar esta montanha. Quero crescer tanto, que as pessoas parem a olhar para mim. Elas, erguendo os olhos para o céu, pensarão em Deus. Serei a maior árvore do mundo!</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:center;"><strong>Três lenhadores com os seus machados</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Passaram os anos. Caíram as chuvas e as pequenas árvores tornaram-se três árvores altas e imponentes.<br />
Um dia, três lenhadores subiram à montanha com os seus machados a tiracolo. Um deles observou bem a primeira árvore e disse:<br />
— É uma bela árvore! É perfeita.<br />
Passados poucos minutos, depois de algumas machadadas desferidas no seu tronco, a primeira árvore caiu ao chão. Pensou então: “Agora estou para me transformar num magnífico cofre”.<br />
O segundo lenhador olhou para a segunda árvore e disse:<br />
— Esta árvore é vigorosa e sólida. É precisamente a que eu procuro. Levantou o machado, que brilhava ao sol, e abateu a árvore.<br />
A árvore pensou: “Serei uma nave importante. Navegarei nos vastos oceanos!”<br />
A terceira árvore sentiu a respiração a faltar-lhe quando o lenhador a fixou. Este disse:<br />
— Para mim qualquer árvore serve.<br />
Ergueu o machado e, pouco tempo depois, também a terceira árvore jazia no chão.<br />
Os seus belos ramos, que até há pouco serviam de abrigo aos passarinhos, foram cortados um a um.<br />
Os três troncos, cortados, rolaram pela encosta abaixo até à planície.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:center;"><strong>“Por que me acontece isto?”</strong></p>
<p style="text-align:justify;">A primeira árvore exultou quando o lenhador a levou a um carpinteiro. Mas o carpinteiro não tinha precisamente a ideia de fabricar cofres. Com as suas mãos calejadas transformou a árvore numa manjedoira para animais. A árvore, que era outrora tão linda, não foi revestida de lâminas de ouro nem coberta de jóias. Foi cheia de feno para alimentar os animais famintos da quinta.<br />
A segunda árvore sorriu quando o lenhador a levou para um estaleiro naval, mas naquele dia ninguém pensava em construir um veleiro. Com grandes golpes de martelo e com a serra, a árvore foi transformada numa simples barca para pescadores. Muito pequena, muito frágil para navegar nos oceanos, a barca foi levada para um lago. Todos os dias transportava carregamentos de peixe, que a impregnavam de um cheiro desagradável.<br />
A terceira árvore ficou muito triste quando o lenhador a partiu para fazer toscas traves, que guardou no pátio da sua casa. A árvore perguntava:<br />
— Porque me sucede isto? Tudo o que eu queria era estar erguida no cimo da montanha e convidar as pessoas a pensar em Deus.<br />
E recordava o tempo em que lutava com o vento no alto da montanha.<br />
Passaram-se muitos dias e muitas noites. As três árvores quase que esqueceram os seus sonhos.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:center;"><strong>Uma criança, um viajante, um condenado</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Mas, uma noite, a luz dourada de uma estrela acariciou com os seus raios a primeira árvore, precisamente no momento em que uma jovem mulher com infinita ternura depositava na manjedoira o menino acabado de nascer.<br />
O seu marido murmurou:<br />
— Teria preferido fazer-lhe um berço.<br />
A jovem mãe sorriu e respondeu:<br />
— Esta manjedoira é magnífica.<br />
Naquele momento, a primeira árvore compreendeu que continha o tesouro mais precioso do mundo.<br />
Passaram-se outros dias e outras noites. Uma ocasião, um viajante cansado e os seus amigos embarcaram num velho barco de pesca, que outrora tinha sido a segunda árvore.<br />
Enquanto a segunda árvore, feita barca, deslizava tranquilamente nas águas do lago, o viajante adormeceu.<br />
De improviso, depois de um raio acompanhado de forte trovão, desencadeou-se a tempestade.<br />
As ondas do lago eram alterosas e a pequena barca tremeu. Sabia que não tinha força para transportar, são e salvo, a tantas pessoas, com aquele vento e com a violência daquelas ondas.<br />
Preocupados, os amigos acordaram o misterioso viajante. O homem levantou-se, estendeu os braços, gritou ao vento e disse às águas do lago:<br />
— Acalmai-vos!<br />
A tempestade parou imediatamente e fez-se uma grande bonança.<br />
Naquele momento, a segunda árvore percebeu que estava a transportar o rei dos céus, da terra e dos mares infinitos.<br />
Pouco tempo depois, numa sexta-feira de manhã, a terceira árvore ficou muito surpreendida quando as suas toscas traves foram tiradas da arrecadação de madeira. Foram transportadas para o meio de uma multidão irada, postas às costas feridas de um homem, que depois foi nelas crucificado. A pobre árvore sentiu-se muito mal. Chorava ao segurar aquele pobre corpo ensanguentado.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:center;"><strong>Quando o sol nasceu</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Mas no Domingo de manhã, quando o sol se elevou nos céus e toda a terra vibrou de uma alegria imensa, a terceira árvore soube que o amor de Deus tinha transformado tudo.<br />
Tinha feito da primeira árvore o maravilhoso cofre do mais terno e incrível dos tesouros: o menino Jesus. Tinha feito da segunda árvore um portador do Filho de Deus através do lago. E todas as vezes que uma pessoa pensasse na terceira árvore, em forma de cruz, pensaria imediatamente no Céu.<br />
E isto era muito melhor do que ser apenas a mais bela, a mais forte e a maior árvore do mundo.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:right;">Pedrosa Ferreira<br />
<em>Histórias com sumo</em><br />
Porto, Edições Salesianas, 1995</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Uma chávena de chá]]></title>
<link>http://interculturalidades.wordpress.com/?p=39</link>
<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 08:40:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>contadores.destorias</dc:creator>
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<description><![CDATA[Uma chávena de chá

Um sábio japonês, conhecido pela profundidade e justeza das suas doutrinas, ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><strong>Uma chávena de chá</strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p align="justify">Um sábio japonês, conhecido pela profundidade e justeza das suas doutrinas, recebeu a visita de um professor universitário que tinha ido inquirir acerca dos seus pensamentos.</p>
<p align="justify">O professor universitário tinha fama de ser orgulhoso, nunca prestando atenção às sugestões dos outros, julgando-se sempre na posse de toda a verdade.</p>
<p align="justify">O sábio quis dar-lhe uma lição. Para tal quis servir-lhe uma chávena de chá.</p>
<p align="justify">Começou por deitar o chá pouco a pouco. E logo a chávena se encheu.</p>
<p align="justify">O sábio, fingindo não dar conta de que a chávena já estava cheia, continuou a deitar o líquido até que este transbordou e começou a molhar a toalha. O velho japonês mantinha a sua expressão serena e sorridente.</p>
<p align="justify">O professor universitário viu o chá a transbordar e ficou sem perceber como era possível uma tal distracção, tão contrária às normas das boas maneiras. Mas, a dado momento, não pôde conter-se mais e disse ao sábio:</p>
<p align="justify">— Já está cheia! Não cabe mais!</p>
<p align="justify">O sábio, imperturbável, disse-lhe então:</p>
<p align="justify">— Tal como esta taça, também tu estás cheio da tua cultura, das tuas opiniões, de um amontoado de conjecturas eruditas e complexas. Como posso eu falar-te da sabedoria, que só é compreendida pelas pessoas simples e disponíveis, se antes não esvaziares a tua chávena?</p>
<p align="justify">O professor compreendeu a lição. A partir desse dia, esforçou-se por se “esvaziar” das suas certezas e por escutar as opiniões dos outros, sem desprezar nenhuma delas.</p>
<p style="text-align:right;">Pedrosa Ferreira<br />
<em>Educar contando</em><br />
Porto, Ed. Salesianas, 1995</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[SER POSITIVO]]></title>
<link>http://marisoltrejo.wordpress.com/?p=31</link>
<pubDate>Thu, 31 Jul 2008 17:18:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>marisoltrejo</dc:creator>
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<description><![CDATA[¿Cuántas veces nos levantamos de la cama de mal humor para iniciar un nuevo día? Y por si fuera p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>¿Cuántas veces nos levantamos de la cama de mal humor para iniciar un nuevo día? Y por si fuera poco todo nos sale mal en el transcurso de ese día, precisamente porque lo hacemos de mala gana, de mal humor o de forma negativa, es lo que mitiga el bienestar de nuestros estados emocional, mental y físico, ya que nos convertimos en una persona destructiva de nuestro ser:</p>
<p>"Nuestro cuerpo emocional, se llena de sentimientos y emociones no gratos para experimentar la paz, tranquilidad y armonía; nuestro cuerpo mental, crea pensamientos enfermizos que socavan el equilibrio de nuestro ser como un efecto contaminante del desarrollo de nuestras actividades; nuestro cuerpo físico es quien recibe los sentimientos, las emociones y los pensamientos negativos ocasionando realmente un mal día".</p>
<p>El reconocer que recibimos constantemente bondades en nuestra vida, es una forma de ser agradecidos con lo que recibimos a diario, de tal forma, que la gratitud se torna en mayores bondades por recibir. Hacer conciencia y agradecer las bondades recibidas, es activar el ciclo de dar y recibir, en donde hacer conciencia se refiere a identificar y agradecer significa valorar las bondades recibidas.</p>
<p>El ciclo de dar y recibir, por medio de la conciencia y la gratitud, es una forma de, generar un ciclo positivo que atrae mayores bondades a nuestra vida, y tornarnos de una persona negativa a una positiva.</p>
<p>Sugiero el siguiente ejercicio como una herramienta para ser positivos y recibir mayores bondades cada día:</p>
<ol>
<li>Identificar las bondades recibidas durante todo un día.</li>
<li>Anotar mínimo 20 bondades recibidas durante todo un día con el fin de hacer conciencia de las bondades recibidas.</li>
<li>Agradecer cada una de las bondades anotadas.</li>
<li>Seguir el ejercicio por los días necesarios según sea el caso, tratando de no repetir las bondades anotadas.</li>
</ol>
<p>Algunos ejemplos de bondades son:</p>
<ul>
<li>Poder respirar.</li>
<li>Dormir bajo un techo y en una cama.</li>
<li>Escuchar el canto de los pájaros al amanecer.</li>
<li>Tomar café caliente por la mañana.</li>
<li>Encontrar rápido estacionamiento para mi coche.</li>
<li>Llegar a tiempo a mis labores matutinas.</li>
<li>Acordarse de un hermoso sueño.</li>
<li>Haber descansado por la noche.</li>
<li>Poder caminar.</li>
<li>Poder ver.</li>
</ul>
<p>Al realizar este ejercicio, estaremos viendo nuestra vida con un cristal transparente y de forma positiva en el camino de la felicidad.</p>
]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
