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	<title>estudos &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/estudos/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "estudos"</description>
	<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 23:14:07 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Fiódor Dostoiévski]]></title>
<link>http://0posmoderno.wordpress.com/?p=1211</link>
<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 18:06:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>Josi Vice</dc:creator>
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<description><![CDATA[Fiódor Mikhailovich Dostoiévski[2] (em russo Фёдор Миха́йлович Достое́вс]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong>Fiódor Mikhailovich Dostoiévski</strong><span class="reference plainlinksneverexpand"><sup><span class="external autonumber">[2]</span></sup></span> (em russo Фёдор Миха́йлович Достое́вский, AFI [ˈfʲodər mʲɪˈxajləvʲɪtɕ dəstɐˈjɛfskʲɪj]; Moscovo, 11 de Novembro de 1821 — São Petersburgo, 9 de Fevereiro de 1881), ocasionalmente grafado como <em>Dostoievsky</em>, foi um dos maiores escritores da <span class="mw-redirect">literatura russa</span>. É tido como o fundador do existencialismo, mais frequentemente por <em>Notas do Subterrâneo</em>, descrito por Walter Kaufmann como a "melhor proposta para existencialismo já escrita."<sup class="reference">[3]</sup></p>
<p style="text-align:justify;">O reconhecimento definitivo de Dostoiévski como escritor universal veio somente depois dos anos 1860, com a publicação dos grandes romances: <em>O Idiota</em> e <em>Crime e Castigo</em>, este publicado em 1866, considerado por muitos como uma das obras mais famosas da literatura mundial.<sup class="reference">[4]</sup> Seu último romance, <em>Os Irmãos Karamazov</em>, foi considerado por <span class="mw-redirect">Freud</span> como o maior romance já escrito.<sup class="reference">[5]</sup></p>
<p style="text-align:justify;">É conhecido por explorar a autodestruição, humilhação e <span class="mw-redirect">assassinatos</span>, além da análise de estados patológicos que levam ao suicídio, loucura e homicídio: seus escritos são chamados por isso de "romances de idéias", pela retratação filosófica e atemporal.<sup class="reference">[6]</sup> O modernismo literário e várias escolas da teologia e psicologia foram influenciadas por suas idéias.</p>
<p style="text-align:justify;">Fiódor foi o segundo dos sete filhos nascidos do casamento entre Mikhail Dostoyevski e Maria Fedorovna. Mikhail era um pai autoritário, então médico no Hospital de pobres <em>Mariinski</em>, em <span class="mw-redirect">Moscou</span>,<sup class="reference">[7]</sup> e a mãe era vista pelos filhos como um paraíso de amor e de proteção do ambiente familiar.</p>
<p style="text-align:justify;">Seu pai tornou-se um nobre em 1828.<sup class="reference">[6]</sup> Até 1833, Fiódor foi educado em casa, mas com a morte precoce da mãe por tuberculose em 1837, e a decorrente depressão e alcoolismo do pai, foi conduzido, com o irmão, Fiódor Mikhail, à <em>Escola Militar de Engenharia</em> de São Petersburgo, onde o jovem Fiódor começou a demonstrar interesse pela Literatura.<sup class="reference">[8]</sup></p>
<p style="text-align:justify;">Em 1839, quando tinha dezoito anos, recebeu a notícia de que seu pai havia morrido. É aceito hoje, porém sem provas concretas, que o doutor Mikhail Dostoiévski, seu pai, foi assassinado pelos próprios <span class="mw-redirect">servos</span> de sua propriedade rural em <em>Daravói</em>, indignados com os maus tratos sofridos.<sup class="reference">[9]</sup> Tal fato exerceu enorme influência sobre o futuro do jovem Dostoiévski, que desejou impetuosamente a morte de seu progenitor e em contrapartida se culpou por isso, fato que motivou <span class="mw-redirect">Freud</span> a escrever o polêmico artigo <em>Dostoiévski e o Parricídio</em>.<sup class="reference">[10]</sup><sup class="reference">[11]</sup></p>
<p style="text-align:justify;">Dostoiévski sofria de epilepsia e seu primeiro ataque ocorreu quando tinha nove anos.<sup class="reference">[12]</sup> Suas experiências epiléticas serviram-lhe de base para a descrição de alguns de seus personagens, como o príncipe <em>Myshkin</em> no romance <em><span class="mw-redirect">O idiota</span></em>, e de <em>Smerdyakov</em> na obra <em>Os Irmãos Karamazov</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Na Academia Militar de Engenharia, em São Petersburgo, Dostoiévski aprendeu matemática, um tema que desprezava. Também estudou a obra de <span class="mw-redirect">Shakespeare</span>, Pascal, Victor Hugo e <span class="mw-redirect">E.T.A. Hoffmann</span>. Nesse mesmo ano, escreveu duas peças românticas, <em>Mary Stuart</em> e <em>Boris Godunov</em>, influenciado pelo poeta romântico alemão Friedrich Schiller. Dostoiévski descrevia-se como um "sonhador" em sua juventude e, em seguida, um admirador de <em>Schiller</em>. Em 1843, terminou seus estudos de engenharia e adquiriu a patente de tenente militar, ingressando na Direcção-Geral dos Engenheiros, em São Petersburgo.</p>
<p style="text-align:justify;">Em 1844, Honoré de Balzac visitou, em São Petersburgo, Dostoiévski, que como uma forma de admiração, fez sua primeira tradução, <em>Eugenia Grandet</em><sup class="reference">[6]</sup>, e saldou uma dívida de 300 rublos com um agiota. Esta tradução despertou sua vocação. Pouco depois, ele abandonaria o exército para dedicar-se exclusivamente à literatura.<sup class="reference">[13]</sup></p>
<p style="text-align:justify;">Trabalhou como desenhista técnico no Ministério da Guerra, em São Petersburgo. Fez traduções de <span class="mw-redirect">Balzac</span> e George Sand.</p>
<p style="text-align:justify;">Aluga, em 1844, uma casa em São Petersburgo e dedica-se à escrita de corpo e alma. Nesse mesmo ano, deixa o exército e começou a escrever sua primeira obra, o romance epistolar <em>Gente Pobre</em>, trabalho que iria fornecer-lhe êxitos da <span class="mw-redirect">crítica literária</span>, cuja leitura de Bielínski, o mais influente crítico da literatura russa, o fez acreditar ser Dostoiévski "a mais nova revelação do cenário literário do pais."</p>
<p style="text-align:justify;">Em <em><span class="mw-redirect">O Diário de um Escritor</span></em>, recorda que após concluir <em>Pobre Gente</em>, deu uma cópia para seu amigo Dmitry Grigorovich, que a entregou ao poeta Nikolai Alekseevich Nekrasov. Com a leitura do manuscrito em voz alta, ambos ficaram extasiados pela percepção psicológica da obra. Às quatro horas da manhã, foram até Dostoiévski para dizer que seu primeiro romance era uma obra-prima. Nekrasov mais tarde entregou a obra a Bielínski. "Um novo Gogol apareceu!", disse Nekrasov. "Com você, a primavera de Gogol nasce como cogumelos!". Bielínski respondeu a Dostoiévski.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Saí da casa dele</em> [Bielínski] <em>em estado de êxtase. Parei por um instante na esquina de sua casa, olhei para o céu, para o sol luminoso, para as pessoas que passavam, e compreendi, no mais fundo do meu ser, que aquele tinha sido um momento solene na minha vida, um marco decisivo, que alguma coisa inteiramente nova havia começado.(</em><strong>Dostoiévski sobre as palavras de Bielínski)</strong></p>
<p style="text-align:justify;">O livro foi publicado no ano seguinte, fazendo de Dostoiévski uma celebridade literária aos vinte e quatro anos de idade. Ao mesmo tempo, começou a contrair algumas dívidas e sofrer mais freqüentemente de epilepsia. Seus romances seguintes, <em>Duas vezes</em> (1846), <em>Noites Brancas</em> (1848), que retrata a mentalidade de um sonhador, <em><span class="mw-redirect">Niétochka Nezvánova</span></em> (1849) e a <em>Inveja do Marido e Esposa de Outro</em>, não tiveram o êxito esperado, e sofreram críticas muito negativas, que fizeram com que Dostoiévski mergulhasse em depressão.<sup class="reference">[11]</sup> Nesta época entrou em contato com alguns grupos de idéias utópicas, chamados <span class="mw-redirect">niilistas</span>, que procuravam a liberdade humana.</p>
<p style="text-align:justify;">Dostoiévski foi detido e preso em <span class="mw-redirect">23 de abril</span> de 1849 por participar de um grupo intelectual liberal chamado <em>Círculo Petrashevski</em>, sob acusação de conspirar contra o Nicolau I da Rússia.<sup class="reference">[6]</sup> Depois das revoluções de 1848, na Europa, Nicolau mostrou-se relutante a qualquer organização clandestina que poderia pôr em risco sua autocracia.</p>
<p style="text-align:justify;">Em <span class="mw-redirect">23 de abril</span> de 1849, ele e os outros membros do Círculo Petrashevski foram presos. Dostoiévski passou oito meses na prisão até que, em <span class="mw-redirect">22 de dezembro</span>, a sentença de morte por fuzilamento foi anunciada. Dostoiévski teve de situar-se em frente ao pelotão de fuzilamento com uma venda e até mesmo ouvir os seus disparos. No último momento, as armas foram abaixadas e um mensageiro trouxe a informação de que czar havia decidido poupar a vida do escritor. Sua pena foi comutada para cinco anos de árduo trabalho em Omsk, na Sibéria.</p>
<p style="text-align:justify;">O príncipe Myshkin, de <em>O Idiota</em>, oferece várias descrições sobre essa mesma experiência. Após a simulação da execução, Fiódor passou a apreciar o próprio processo da vida como um dom incomparável e, ao contrário do determinismo e do pensamento materialista, o valor da liberdade, integridade e responsabilidade individual.</p>
<p style="text-align:justify;">Durante este tempo os ataques epiléticos aumentaram ainda mais. Anos mais tarde, Dostoiévski descreveu seu sofrimento para seu ao irmão, dizendo-se um "silenciado em um caixão "<sup class="reference">[17]</sup> e que o local onde estava "deveria ter sido demolido anos atrás".</p>
<p style="text-align:justify;"><em>No verão, confinamento intolerável, no inverno, frio insuportável. Todos os pisos estavam <span class="mw-redirect">podres</span>. A sujeira no chão tinha uma polegada de espessura; alguém poderia tropeçar e cair... Éramos empilhados como anéis de um barril... Nem sequer havia lugar para caminhar... Era impossível não se comportar como suínos, desde o amanhecer até o pôr-do-sol. Pulgas, piolhos, <span class="mw-redirect">besouros</span> a celemim</em>.(<strong>Dostoiévski sobre seu local de prisão)</strong></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Foi libertado em 1854 e condenado a quatro anos de serviço no Sétimo Batalhão, na fortaleza de Semipalatinsk, no Cazaquistão, além de soldado por tempo indefinido.<sup class="reference">[6]</sup> Apaixona-se por Maria Dimítrievna Issáievna, mulher de um conhecido. Com a morte do marido e já no próximo ano, em fevereiro de 1857, casam-se.<sup class="reference">[19]</sup> Na noite de núpcias Dostoiévski sofreu uma violenta crise de epilepsia.</p>
<p style="text-align:justify;">Depois de dez anos voltou à Rússia.<sup class="reference">[6]</sup> Na Sibéria chamou a experiência de uma "regeneração" das suas convicções, e rejeitou a atitude condescendente de intelectuais, que pretendiam impor seus ideais políticos sobre a sociedade, e chegou a acreditar na bondade fundamental da dignidade e do povo comum. Descreveu esta mudança no esboço que aparece em <em><span class="mw-redirect">O Diário de um Escritor</span></em>, <em>O Mujique Marei</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Sou filho da descrença e da dúvida, até ao presente e mesmo até à sepultura. Que terrível sofrimento me causou, e me causa ainda, a sede de crer, tanto mais forte na minha alma quanto maior é o número de argumentos contrários que em mim existe! Nada há de mais belo, de mais profundo, de mais perfeito do que Cristo. Não só não há nada, mas nem sequer pode haver.(<strong>Páginas escritas durante o seu cativeiro na Sibéria.)</strong></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Estudos médicos permitiram diagnosticar que Fiódor sofria de epilepsia temporal. Suas crises sistemáticas, que ele atribuía a "uma experiência com Deus", tiveram papel importante em sua crise religiosa e em sua conversão durante o desterro, quando a Bíblia era sua única leitura. Dostoiévski se tornou um forte crítico do niilismo e do movimento socialista, e dedicou em seu livro <em><span class="mw-redirect">O Diário de um Escritor</span></em> para expor idéias críticas ao conservadorismo <span class="mw-redirect">socialista</span>.<sup class="reference">[21]</sup><sup class="reference">[22]</sup> Formou uma amizade com o estadista conservador Konstantin Pobedonostsev e abraçou alguns dos princípios do Pochvennichestvo. Por este tempo começou a escrever <em><span class="mw-redirect">Memórias da Casa dos Mortos</span></em>, baseado em suas experiências como prisioneiro.<sup class="reference">[6]</sup></p>
<p style="text-align:justify;">Em 1859, após meses de árduo esforço, conseguiu ser solto sob a condição de residir em qualquer lugar, exceto em São Petersburgo e <span class="mw-redirect">Moscou</span>, e assim, mudou-se para Tver. Ele conseguiu publicar <em>O Sonho do Tio</em> e <em>Adeia Stepánchikovo</em>. As obras não obtiveram as críticas esperadas por Dostoiévski.<sup class="reference">[13]</sup> Em dezembro do mesmo ano, foi finalmente autorizado a regressar a São Petersburgo, onde fundou com seu irmão Mikhail a revista <em>Vremya</em> ("Tempo"), que no primeiro número publicou <em>Humilhados e Ofendidos</em>, também inspirada em seu trabalho na Sibéria.<sup class="reference">[6]</sup> Sua obra <em><span class="mw-redirect">Memórias da Casa dos Mortos</span></em> foi um enorme sucesso quando então publicada em capítulos no jornal <em>O Mundo Russo</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Entre 1862 e 1863, fez várias viagens pela Europa, incluindo Berlim, Paris, Londres, Genebra, Turim, Florença e Viena. Durante essas viagens teve um relacionamento amoroso fugaz com Paulina Súslova, uma estudante de idéias progressistas. Perdeu muito dinheiro jogando e retornou à Rússia no fim de outubro de 1863, sozinho e sem recursos. Durante este tempo o seu jornal tinha sido proibido, por publicar um artigo sobre a Revolução Polaca de 1863.<sup class="reference">[13]</sup></p>
<p style="text-align:justify;">Em 1864, conseguiu editar com seu irmão o jornal chamado <em>Epoja</em> ("Época"), onde publicou <em><span class="mw-redirect">Memórias do Subsolo</span></em>. Seu ânimo acabou após a morte de sua <span class="mw-redirect">esposa</span>, seguida pouco depois pela de seu irmão. Além disso, seu irmão Mikhail deixou uma viúva, quatro filhos e uma dívida de 25 mil rublos, tendo de sustentá-los.<sup class="reference">[13]</sup> Profundamente depressivo e viciado em jogos, acumulou enormes dívidas. Para sanar seus problemas financeiros, fugiu para o estrangeiro, onde perdeu o restante do dinheiro que ganhara em cassinos.<sup class="reference">[20]</sup> Ali se reencontrou com Paulina Súslova e tentou reatar o relacionamento, mas foi rejeitado.</p>
<p style="text-align:justify;">Em 1865 começou a elaborar <em>Crime e Castigo</em>, uma de suas obras capitais, que apareceu na revista <em>O Mensageiro Russo</em>, com grande sucesso. Quando seu editor determinou um curto prazo para que terminasse o livro, contratou Anna Grigórievna Snítkina, na época com vinte e quatro anos, a quem dedicou, em apenas vinte e seis dias, o livro O Jogador.<sup class="reference">[20]</sup> O relacionamento com a Anna finalmente terminou em casamento em <span class="mw-redirect">15 de fevereiro</span> de 1867.<sup class="reference">[20]</sup></p>
<p style="text-align:justify;">Juntos continuaram a viajar pela Europa e Genebra, onde nasceu e morreu pouco tempo depois sua primeira filha. Em 1868, escreveu <em>O Idiota</em>e em 1871, terminou <em>Os Endemoniados</em>, publicado no ano seguinte. A partir de 1873 publicou em jornal <em><span class="mw-redirect">Diário de um Escritor</span></em>, que escreveu sozinho, compilando histórias curtas, artigos políticos e críticas literárias, obtendo grande sucesso. Esta publicação seria interrompida em 1878, para dar início à elaboração do seu último romance, <em>Os Irmãos Karamazov</em>, que foi publicado em grande parte no jornal russo <em>O Mensageiro</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Em 1880 participou da inauguração do monumento a <span class="mw-redirect">Aleksandr Pushkin</span> em <span class="mw-redirect">Moscou</span>, onde proferiu um discurso memorável sobre o destino da Rússia no mundo. Em <span class="mw-redirect">8 de novembro</span> desse ano, termina <em>Os Irmãos Karamazov</em>, em São Petersburgo. Morreu nesta cidade, em <span class="mw-redirect">9 de fevereiro</span> de 1881, de uma hemorragia <span class="mw-redirect">pulmonar</span> associada com enfisema e ataque epiléptico. Foi enterrado no <em>Cemitério Tijvin</em>, dentro do <span class="mw-redirect">monastério</span> <span class="mw-redirect">Alexander Nevsky</span> em São Petersburgo. Estima-se que o funeral foi assistido por cerca de sessenta mil pessoas.<sup class="reference">[24]</sup> Em sua lápide pode-se ler os seguintes versos de São João, que também serviu como subtítulo de seu último romance, <em>Os Irmãos Karamazov</em>:</p>
<p style="text-align:justify;">Em verdade vos digo que se o grão de trigo que cai na terra não morrer, é por si só, mas se ele morrer produz muito fruto.(<strong>Evangelho segundo João, 12:24)</strong></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Dostoiévski necessitava de dinheiro e sempre fora apressado em concluir suas obras.<sup class="reference">[6]</sup> Por isso disse não conseguir realizar seu pleno poder literário.<sup class="reference">[6]</sup> Ao contrário de escritores que descreviam o círculo familiar moldados na tradição e "belas formas", ele escreveu sobre o caos familiar e os que humilhavam e insultavam.<sup class="reference">[6]</sup></p>
<p style="text-align:justify;">Essencialmente um escritor de mitos (e às vezes comparado por isso a Herman Melville), criou um trabalho com uma enorme vitalidade e de um poder quase hipnótico, caracterizado por cenas febris e dramáticas, onde os personagens apresentam comportamento escandaloso, e atmosferas explosivas, envolvidas em diálogos socráticos apaixonados, a busca de Deus, do mal e do sofrimento dos inocentes.<sup class="reference">[6]</sup></p>
<p style="text-align:justify;">Seus romances ocorrem em um período curto (por vezes apenas alguns dias), o que permite ao autor fugir de uma das características dominantes da prosa realista: a degradação física que ocorre ao longo do tempo. Seus personagens encarnam valores espirituais que são, por definição, atemporais.</p>
<p style="text-align:justify;">Outros temas recorrentes em sua obra são suicídio, orgulho ferido, a destruição dos valores familiares, o renascimento espiritual através do sofrimento, a rejeição do Ocidente e da afirmação da ortodoxia russa e o <span class="mw-redirect">czarismo</span>.<sup class="reference">[27]</sup> Estudiosos como Mikhail Bajtín têm caracterizado o trabalho de Dostoiévski como diferente de outros romancistas; ele parece não aspirar por uma visão única e vai além da descrição sob diferentes ângulos. Dostoiévski engenhou romances cheios de força dramática em que os personagens e os opostos pontos de vista são realizados livremente, em violenta dinâmica.<sup class="reference">[28]</sup></p>
<p style="text-align:justify;">O russo Alexey Rémizov durante exílio em Paris, em 1927, escreveu: "A Rússia é Dostoiévski. Rússia não existe sem Dostoiévski. "<sup class="reference">[24]</sup> A maioria dos críticos concorda que Dostoiévski, Dante Alighieri, William Shakespeare, Miguel de Cervantes, Victor Hugo e outros poucos escolhidos tiveram uma influência decisiva sobre a literatura do século XX, especialmente no existencialismo e expressionismo.<sup class="reference">[29]</sup></p>
<p style="text-align:justify;">Publicou inúmeros contos: <em><span class="mw-redirect">O Mujique Marëi</span></em>, <em>O Sonho de um Homem Ridículo</em>, <em>Bobock</em> e outros, além de novelas: <em>O Senhor Prokhartchin</em>, <em>A Dócil</em>, <em>O Homem Debaixo da Cama</em>, <em><span class="mw-redirect">Uma História Suja</span></em>, <em>O Pequeno Herói</em>, <em>Uma Criatura Gentil</em>, <em>Coração Fraco</em> e <em>Noites Brancas</em>. Criou duas revistas literárias: <em>Tempo</em> (<em>Vrêmia</em>) e <em>Época</em>, colaborando ainda nos principais órgãos da imprensa russa.</p>
<p style="text-align:justify;">Os personagens podem ser classificados em diferentes categorias: <span class="mw-redirect">cristãos</span> humildes e modestos (Príncipe Mishkin, Sonia Marmeládova, Aliosha Karamazov), autodestrutivos e <span class="mw-redirect">niilistas</span> (Svidrigáilov, Smerdiakov, Stavroguin, Maslobóiev), cínicos e libertinos (Fiódor Karamazov, Prince Valkorskij), intelectuais <span class="mw-redirect">rebeldes</span> (Rodion Românovitch Raskólnikov, Ivan Karamazov), enquanto regidos por idéias e não imperações sociais ou biológicas.</p>
<p style="text-align:justify;">A influência de Dostoiévski é imensa, de Hermann Hesse a Marcel Proust, William Faulkner, Albert Camus, Franz Kafka, Yukio Mishima, Roberto Arlt, <span class="mw-redirect">Ernesto Sábato</span> e Gabriel García Márquez, para citar alguns autores.<sup class="reference">[30]</sup><sup class="reference">[24]</sup> Na verdade, nenhum dos grandes escritores do século XX foram alheios ao seu trabalho (com algumas raras exceções, tais como Vladimir Nabokov, Henry James ou <span class="mw-redirect">D.H. Lawrence</span>). O romancista americano Ernest Hemingway também citou Dostoiévski em uma de suas últimas entrevistas como uma das suas principais influências.<sup class="reference">[31]</sup></p>
<p style="text-align:justify;"><span class="mw-redirect">Nietzsche</span> referiu-se a Dostoiévski como "o único psicólogo com que tenho algo a aprender: ele pertence às inesperadas felicidades da minha vida, até mesmo a descoberta Stendhal." Certa vez disse, referindo a <em>Notas do Subsolo</em>: "chorei verdade a partir do sangue". Nietzsche refere-se constantemente a Dostoiévski em suas notas e rascunhos no internato entre 1886 e 1887, além de escrever diversos resumos das obras de Dostoiévski. "Um grande catalisador: Nietzsche e neo-idealismo russo", disse Mihajlo Mihajlov.</p>
<p style="text-align:justify;">Com a publicação de <em>Crime e Castigo</em> em 1866, Fiódor se tornou um dos mais proeminentes autores da Rússia no século XIX, tido como um dos fundadores do movimento filosófico conhecido como existencialismo. Em particular, <em><span class="mw-redirect">Memórias do Subsolo</span></em>, publicado pela primeira vez em 1864, tem sido descrito como o trabalho fundador do existencialismo.<sup class="reference">[27]</sup> Para Dostoiévski, a guerra é a revolta do povo contra a idéia de que a razão orienta tudo.</p>
<p style="text-align:justify;">A falta de critérios mais definidos para a transliteração do alfabeto cirílico para o latino no idioma português faz com que existam diversas variantes da grafia do nome possam ser utilizadas simultaneamente; além de <strong>Fiodor Dostoiévski</strong>, pode-se encontrar comumente a versão anglicizada <strong>Fyodor Dostoievsky</strong>, e híbridos como <strong>Dostoiévsky</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O que preciso ler e fazer]]></title>
<link>http://felipebastos.wordpress.com/?p=67</link>
<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 16:14:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>felipebastos</dc:creator>
<guid>http://felipebastos.wordpress.com/?p=67</guid>
<description><![CDATA[
Livro sobre Teoria dos Grafos - Graduação
Livro sobre Banco de Dados - Estrutura e Segurança - G]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<ol>
<li>Livro sobre Teoria dos Grafos - Graduação</li>
<li>Livro sobre Banco de Dados - Estrutura e Segurança - Graduação</li>
<li>Livro de Organização, Sistemas e Métodos (OSM) - Graduação</li>
<li>Livro Planejamento seu Negócio - Empreendedorismo</li>
<li>Livro sobre Planejamento Estratégico - Empreendedorismo</li>
</ol>
<p>Sobre grafos, socorrrooooo!!! Parece que o professor não segue nenhum livro, e pela rápida olhada que dei em um livro, parece que dá continuidade a algebra, matemática linear, etc. O foco do professor parece que vai ser no SCILAB. Um software gratuito específico para área. Vamos ver nesse final de semana o que vai dar.</p>
<p>O livro Planejando o seu Negócio vi hoje na biblioteca. Parece que vou voltar a frequentá-la. É uma publicação do Sebrae, e baseado na olhadela de 15 segundos pareceu ser bom.</p>
<p>Já o livro sobre Planejamento Estratégico não sei direito. Não parei para olhar, mas pra quem está começando um negócio, ou ao menos pensando em como começar, qualquer leitura sobre a área é bem vinda.</p>
<p>O professor de OSM fez algumas considerações legais na última aula e na de hoje. Inicialmente sobre o surgimento de novas empresas, principalmente aquelas que disputam mercado com grandes empresas, mas que focam seu público na população de baixa renda. Estas começam a ganhar espaço e a incomodar as grandes corporações. São compradas e impedidas por alguns anos de continuar no mercado. As considerações de hoje foram igualmente interessantes. Montar uma equipe interdisciplinar para pesquisa de mercado e conquista de clientes através da oferta de consultoria. Começaria através dos microempresários da região. Estudaria-se a mortalidade das empresas destes empreendedores e prestaria-se consultoria evitando que essas empresas morram. Como ele disse: É melhor ganhar pouco e ter muitos clientes pequenos e com poucos problemas do que começar com clientes grandes e com grandes problemas em um mercado saturado. Vamos tentar fazer a bola rolar.</p>
<p>Caramba, aula de Metodologia de Desenvolvimento de Software amanhã. Ainda não terminei os exercícios em grupo. Meu grupo também, já sabe né ? Tenho de terminar hoje de tarde, imprimir e tentar comunicar com o povo para ver se fizeram algo.</p>
<p>Fico por aqui. Até o próximo post.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Miostatina, tratamentos, explosão de musculos, distrofia muscular]]></title>
<link>http://expeculando.wordpress.com/?p=114</link>
<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 15:23:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>monteverde</dc:creator>
<guid>http://expeculando.wordpress.com/?p=114</guid>
<description><![CDATA[* Comentário: vale a pena testar aqui no Brasil o ácido valpróico, pois o &#8220;tricostatin A]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>* Comentário: vale a pena testar aqui no Brasil o ácido valpróico, pois o "tricostatin A" não é comercializado ainda.</p>
<table border="0">
<tbody>
<tr valign="top">
<td width="100%">Medicação utilizada em câncer melhora a função muscular</td>
<td width="100%" align="right"><a title="PDF" href="//www.asdm-rn.org.br/v1/index2.php?option=com_content&#38;do_pdf=1&#38;id=6', 'win2', 'status=no,toolbar=no,scrollbars=yes,titlebar=no,menubar=no,resizable=yes,width=640,height=480,directories=no,location=no');"><span style="font-size:x-small;color:#29307d;"><strong></strong></span></a></td>
<td><strong></strong></td>
<td><strong></strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table border="0">
<tbody>
<tr>
<td colspan="2" valign="top">
<div>• <em>Medicação utilizada em câncer melhora a função muscular e diminui as alterações patológicas em camundongos com distrofia muscular (18/09/06)</em></div>
<div><strong>Itália e Estados Unidos</strong> - Neste estudos os pesquisadores estudaram três drogas: o ácido valpróico, fenilbutirato e tricostatin A; destas três drogas a triscostatin A (TSA), que é usada no tratamento do câncer,  foi a que apresentou melhor resultado. Estas drogas são inibidores da enzima deacetilase.</div>
<div> </div>
<div>Na distrofia muscular de camundongos a droga aumenta a expressão da folistatina, que causa aumento da fibra muscular antagonizando o efeito da miostatina. Além de reduzir de forma  importante as alterações patológicas dos músculos a droga também causou aumento da força da muscular. Além disso a droga foi utilizada em camundongos com três meses demonstrando efeito mesmo quando a degeneração muscular já tinha se manifestado. Esta é mais uma linha promissora de drogas para retardar a evolução da doença até que um tratamento definitivo possa surgir.</div>
<div> </div>
<div>O resumo em inglês do artigo pode ser lido abaixo:</div>
<div> </div>
<div>(IN PRESS:NATURE MEDICINE, 2006) - Functional and morphological recovery of dystrophic muscles in mice treated with deacetylase inhibitors<br />
G C Minetti, C Colussi, R Adami, C Serra, C Mozzetta, V Parente, S Fortuni, S Straino, M Sampaolesi, M Di Padova, B Illi, P Gallinari, C Steinkühler, M C Capogrossi, V Sartorelli, R Bottinelli, C Gaetano &#38; P L Puri - Italy and USA<br />
Pharmacological interventions that increase myofiber size counter the functional decline of dystrophic muscles. We show that deacetylase inhibitors increase the size of myofibers in dystrophin-deficient (MDX) and  -sarcoglycan ( -SG)–deficient mice by inducing the _expression of the myostatin antagonist follistatin in satellite cells. Deacetylase inhibitor treatment conferred on dystrophic muscles resistance to contraction-coupled degeneration and alleviated both morphological and functional consequences of the primary genetic defect. These results provide a rationale for using deacetylase inhibitors in the pharmacological therapy of muscular dystrophies.</div>
<div> </div>
<div>Fonte: <a href="http://www.distrofiamuscular.net/"><strong><span style="font-size:x-small;color:#29307d;">http://www.distrofiamuscular.net/</span></strong></a></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A capacidade de ouvir e atender aos clientes em Marketing]]></title>
<link>http://rmmmarketing.wordpress.com/?p=761</link>
<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 13:39:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rafael Mauricio Menshhein</dc:creator>
<guid>http://rmmmarketing.wordpress.com/?p=761</guid>
<description><![CDATA[Uma das tarefas mais difíceis para muitas empresas é entregar o que o cliente deseja, atendê-lo d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><span style="font-family:trebuchet ms;">Uma das tarefas mais difíceis para muitas empresas é entregar o que o cliente deseja, atendê-lo de forma apropriada ou permitir que o consumidor faça a escolha de um produto ou serviço.<br />
</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:trebuchet ms;">Atender aos desejos dos clientes pode ser uma tarefa muito simples quando a empresa faz uso de um foco único e adequado, mas muitas tendem a exagerar a percepção da importância da empresa em si, como se o consumidor fizesse o favor de adquirir os produtos ou serviços oferecidos.<br />
</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:trebuchet ms;">Diante de uma percepção distorcida é provável que muitas organizações percam clientes diariamente, deixem de satisfazer os consumidores por querer oferecer algo além do solicitado, como se todos os clientes fossem obrigados a aceitar e receber o que não pediram com um grande sorriso no rosto.<br />
</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:trebuchet ms;">Talvez as empresas tenham que passar por momentos de crise para aprender realmente como devem lidar com o mercado, muitos produtos ou serviços podem ser oferecidos por um período maior quando o cliente é ouvido, e a organização tem como objetivo satisfazê-lo.<br />
</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:trebuchet ms;">Então o atendimento passa a ser fundamental em qualquer estratégia e área da organização, mas poucas são as pessoas que atendem aos clientes que sabem que na verdade não representam a si próprias na loja, pois são a figura do presidente da empresa naquele momento e a responsabilidade de todas as pessoas da empresa é igual quando um cliente está no ponto de vendas.<br />
</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:trebuchet ms;">Chega a ser interessante a forma como as pessoas agem em muitas empresas, existem culturas já impregnadas que fazem uso de expressões que retiram a responsabilidade de uma determinada pessoa, e este é um dos passos que possibilita a partida do consumidor em busca de uma empresa mais competente.<br />
</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:trebuchet ms;">Também é necessário entender que se o cliente pede algo é porque tem interesse naquele produto ou serviço, mas oferecer o que o cliente não pediu pode ser algo muito comum em muitas organizações, só que se o cliente desejasse mesmo receber o que foi oferecido ele demonstraria interesse.<br />
</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:trebuchet ms;">As organizações podem aprender com o tempo que em grande parte de suas ações a única coisa que podem fazer é atender ao cliente e não empurrar o que a empresa acha que serve para o cliente, mas ainda assim é comum perceber que muitas empresas investem em treinamentos para aperfeiçoar técnicas de venda direcionadas a empurrar produtos ou serviços não solicitados.<br />
</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:trebuchet ms;">No dia em que as empresas acordarem e perceberem que devem fazer para o cliente o que desejam que façam com elas é provável que muitas coisas se transformem e que talvez já seja tarde, pois um concorrente mais inteligente, que pensou no cliente e que fez um treinamento para atender ao cliente conseguiu tomar a sua fatia de mercado.<br />
</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:trebuchet ms;">Para muitas empresas fazer o mais fácil é o mais difícil, pois as pessoas perderam ao longo dos anos a capacidade de facilitar as coisas, imaginando que o complicado pode satisfazer seus clientes, quando na verdade o que o cliente deseja é apenas ser atendido e ouvido.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[CORAÇÃO AD GENTES NA IGREJA DA CIDADE. Para um rosto missionário das paróquias num mundo em mudança]]></title>
<link>http://mesadepalavras.wordpress.com/?p=40</link>
<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 09:59:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>mesadepalavras</dc:creator>
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<description><![CDATA[Estamos, sem dúvida, num mundo em profunda mudança. Na cidade hodierna cruzam-se pessoas de difere]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"><!--more-->Estamos, sem dúvida, num mundo em profunda mudança. Na cidade hodierna cruzam-se pessoas de diferentes cores, culturas, línguas e credos. A busca de melhores condições de vida tão depressa traz para a cidade pessoas de outros países e de diferentes situações sociais, culturais e religiosas, como faz partir muitos dos seus anteriores habitantes. Dado o crescente pluralismo cultural e religioso, já não são os campanários das igrejas que marcam o ritmo da vida das pessoas da cidade. O Evangelho de Jesus Cristo é cada vez menos conhecido. E mesmo para aqueles que o conhecem, já perdeu muito do seu significado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Este cenário é preocupante e pede, com urgência, à Igreja presente na cidade dos homens uma nova cultura de evangelização, que vá muito para além de uma simples pastoral de manutenção. Deve notar-se que o termo <em>euaggélion</em> não é um mero <em>nomen status</em>, mas um <em>nomen actionis</em>: não pode ser traduzido por «evangelho» nem pode confundir-se com um livro colocado na estante; na verdade, significa «evangelização». E evangelização implica movimento e comunicação, e requer tempo, formação, entranhas e coração.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">As páginas que se seguem traçam as principais etapas da evangelização, detendo-se na terceira, por ser aquela em que estamos hoje. Olhando atentamente o nosso mundo e analisando a documentação da Igreja, teremos ainda presentes os desafios que o Papa Bento XVI lançou recentemente à Igreja em Portugal (Discurso ao Bispos portugueses, <em>Visita</em> <em>ad Limina</em>, Novembro de 2007), e retiraremos, no final, algumas inevitáveis conclusões.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">I. AS TRÊS ETAPAS DA MISSÃO</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;top:-3pt;">1.1. Primeira etapa da missão</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;top:-3pt;">Na tarde daquele primeiro dia da semana, o Ressuscitado convoca-nos para a missão nova e frágil da paz e do perdão e do sopro criador:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;top:-3pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:0;line-height:normal;margin:0 0 0 3cm;"><span>«<strong>20</strong>,<sup>21</sup>Disse-lhes então Jesus outra vez: “A paz convosco! <span style="text-decoration:underline;">Como</span> (<em>kathôs</em>) me <span style="text-decoration:underline;">enviou</span> (<em>apéstalken</em>: perf. de <em>apostéllô</em>) o Pai, também Eu vos <span style="text-decoration:underline;">mando ir</span> (<em>pémpô</em>)”» (Jo 20,21). 22E tendo dito isto, <span>soprou</span> (<em>enephýsêsen</em><span>)</span> e diz-lhes: “Recebei o Espírito Santo. 23</span><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, serão retidos”» (Jo 20,21-23).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Como em muitas outras passagens, o uso do verbo <em>apostéllô</em> (enviar) acentua o papel do «enviado», que é Jesus, do mesmo modo que o uso do verbo <em>pémpô</em> (também enviar) sublinha o papel do «enviante»</span><a name="_ftnref1" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftn1"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">[1]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">, que, neste caso, continua a ser Jesus. Por outro lado ainda, o envio de Jesus apresenta-se no perfeito grego, pelo que a sua missão começou e continua. Não terminou. Ele continua em missão. A nossa missão está no presente. O presente da nossa missão aparece, portanto, agrafado à missão de Jesus</span><a name="_ftnref2" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftn2"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">[2]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">, e não faz sentido sem ela e sem Ele: «<em>Como</em> me enviou o Pai, também eu vos mando ir». Nós implicados e imbricados n’Ele e na missão d’Ele, sabendo nós que Ele está connosco todos os dias (cf. Mt 28,20). E aquele <em>como</em> define o estilo da nossa missão de acordo com o estilo da missão de Jesus, que nos ama descendo ao nosso nível</span><a name="_ftnref3" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftn3"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">[3]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Assim, a missão nova e frágil da paz e do perdão e do sopro criador foi-se espalhando pelas diferentes parcelas do mundo. É a primeira, e sempre paradigmática, etapa da missão. Sem pesos atrás, sem móveis nem imóveis, sem tiques nem rotinas, sem ouro nem prata nem cobre, sem alforge nem duas túnicas, com Cristo apenas (cf. Mt 10,9-10; Act 3,6).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">1.2. Segunda etapa da missão</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Durante a Idade Média, pensou-se mesmo que o Evangelho já tinha chegado ao mundo inteiro, e que o mundo inteiro era cristão</span><a name="_ftnref4" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftn4"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">[4]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">. Mas as grandes descobertas dos séculos XV e XVI vieram mostrar a existência de um vasto mundo que ainda não conhecia o Evangelho. Deu-se então início à segunda etapa da missão. E então as grandes Ordens Religiosas (Jesuítas, Dominicanos, Franciscanos) começaram a partir da Europa («território de cristandade») para os territórios não evangelizados («territórios de missão»). Este esforço de missionação recebeu um novo impulso nos séculos XIX e XX com o contributo de Institutos especializados (Padres Brancos, Combonianos, Espiritanos, Oblatos de Maria Imaculada, Sociedades Missionárias de Vida Apostólica).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Neste período, a actividade missionária «privilegiou o anúncio do Evangelho em vista da salvação das almas e da <em>plantatio ecclesiae</em> entre os povos ainda não-cristãos» e «desenvolvia-se sobretudo à margem da vida eclesial, sendo delegada quase completamente em instituições específicas, e, como tal, estava pouco inserida na comunidade eclesial local, a qual, não deixando embora de cooperar na obra missionária, não se sentia directa e explicitamente responsável por ela»</span><a name="_ftnref5" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftn5"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">[5]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Este imenso esforço de missionação tinha o seu centro de organização e orientação em Roma (os Bispos das Igrejas dos «territórios de cristandade» estavam fora deste planeamento), onde, em 1572, foi criada a Comissão Pontifícia <em>De Propaganda Fide</em>, convertida em Congregação <em>De Propaganda</em><em> Fide</em> em 1622</span><a name="_ftnref6" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftn6"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">[6]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Enquadrando-se já no contexto da terceira etapa da missão, é significativa a sua transformação em Congregação para a Evangelização dos Povos em 1967, fazendo ver que é agora à Igreja inteira que compete a causa missionária: todos os Bispos, e, com eles, todas as Igrejas locais, são «colegialmente» responsáveis pela evangelização do mundo</span><a name="_ftnref7" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftn7"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">[7]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">1.3. Terceira etapa da missão</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span>Com o Concílio Vaticano II abre-se a terceira etapa da missão. O Decreto<span style="text-decoration:underline;"> </span><em>Ad Gentes</em> (AG), de 7 de Dezembro de 1965, afirma logo a abrir que «A Igreja é por sua natureza missionária» (n.º 2), e convoca a Igreja inteira para a tarefa missionária. Este aspecto será desenvolvido e acentuado por documentos posteriores, como a Exortação Apostólica <em>Evangelii Nuntiandi</em> (EN), de 8 de Dezembro de 1975, de Paulo VI, a Instrução <em>Postquam Apostoli</em> (PA) sobre a necessidade da cooperação entre as Igrejas particulares, de 25 de Março de 1980, da Congregação para o Clero, o Documento «Diálogo e Missão» (DM), de 10 de Junho de 1984, do Secretariado para os não-cristãos, a Carta Apostólica <em>Redemptoris Missio</em> (RM), de 7 de Dezembro de 1990, de João Paulo II, a Instrução «Diálogo e Anúncio» (DA), de 19 de Maio de 1991, do Pontifício Conselho para o Diálogo inter-religioso e da Congregação para a Evangelização dos Povos, a Carta Apostólica <em>Novo Millenio Ineunte</em><span> (NMI)</span>, de João Paulo II, de 6 de Janeiro de 2001.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Tendo em conta que o objectivo principal é mudar o coração e a atitude das paróquias, não podemos deixar de referir aqui também cinco importantes documentos da Conferência Episcopal Italiana (CEI): 1) <em>O empenho missionário da Igreja italiana</em> (IM)</span><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">, Documento Pastoral da Comissão Episcopal para a cooperação entre as Igrejas, de 25 de Março de 1982</span><a name="_ftnref8" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftn8"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">[8]</span></span></span></span></span></span></a><span>; 2) <em>Comunicar o Evangelho num mundo em mudança. Orientações pastorais do episcopado italiano para o primeiro decénio de 2000</em></span><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"> (CEMM)</span><a name="_ftnref9" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftn9"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">[9]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">, de 29 de Junho de 2001; 3) <em>O rosto missionário das paróquias num mundo em mudança. Nota pastoral </em>(RMP)</span><a name="_ftnref10" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftn10"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">[10]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">, de 30 de Maio de 2004; 4) <em>Esta é a nossa fé. Nota pastoral sobre o primeiro anúncio do Evangelho</em> (ENF)</span><a name="_ftnref11" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftn11"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">[11]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">, de 15 de Maio de 2005; 5) <em>«Regenerados para uma esperança viva» (1 Pt 1,3): testemunhas do grande «sim» de Deus ao homem. Nota pastoral do Episcopado italiano depois do 4.º Congresso eclesial nacional</em> (REV)</span><a name="_ftnref12" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftn12"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">[12]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">, de 29 de Junho de 2007. A elaboração de <em>O rosto missionário das paróquias num mundo em mudança</em> mobilizou a Igreja italiana e recolheu contributos de especialistas, agentes de pastoral e leigos, empenhou os Bispos da CEI durante mais de dois anos, em várias sessões do Conselho Permanente e três Assembleias Plenárias: a de Maio de 2003, em Roma, dedicada à «Iniciação Cristã»; a de Novembro de 2003, em Assis, sobre «A Paróquia: Igreja que vive no meio das casas dos homens»; a de Maio de 2004, em Roma, em que se ultimou este Documento que visa delinear o rosto missionário que devem assumir as paróquias.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Todos estes Documentos insistem em que a missão é tarefa da Igreja toda e de cada uma das Igrejas, que a missão diz respeito a todos os cristãos, a todas as dioceses e paróquias, instituições e associações eclesiais, aos bispos, aos presbíteros, aos religiosos e aos fiéis leigos. Para esta terceira etapa da missão, todos, mesmo todos, estamos convocados. E todos não somos demais. Em 1965, o Concílio calculava em dois mil milhões (2.000.000.000) o número de não-cristãos (AG, n.º 10). Vinte e cinco anos depois, em 1990, João Paulo II refere que este número quase duplicou (RM, n.º 3). A missiografia calculava para esse ano de 1990 três mil quatrocentos e quarenta e nove milhões e oitenta e quatro mil (3.449.084.000) não-cristãos</span><a name="_ftnref13" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftn13"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">[13]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">, e para o ano 2.000 o número de quatro mil e sessenta e nove milhões e seiscentos e setenta e dois mil (4.069.672.000) não-cristãos</span><a name="_ftnref14" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftn14"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">[14]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">.</span><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"> Em 2006 esse número subia para quatro mil e trezentos e setenta e três milhões e setenta e seis mil (4.373.076.000) não-cristãos</span><a name="_ftnref15" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftn15"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">[15]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">. As estimativas apontam para 2025 uma população mundial de 7.851.455.000, com 2.630.559.000 cristãos (1.334.338.000 católicos), e 5.220.896.000 não-cristãos</span><a name="_ftnref16" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftn16"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">[16]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">II. TEXTOS SELECTOS DA TERCEIRA ETAPA DA MISSÃO</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">2.1. Textos do magistério</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">- «A Igreja é por sua natureza missionária» (AG, n.º 2; RM, n.º 62).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">- «O mandato de Cristo não é algo de contingente e exterior, mas atinge o próprio coração da Igreja» (RM, n.º 62).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">- «A Igreja toda e cada uma das Igrejas é enviada aos não-crentes» (RM, n.º 62).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">- «A missão compete a todos os cristãos, a todas as dioceses e paróquias, instituições e associações eclesiais» (RM, n.º 2).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">- Os Bispos são directamente responsáveis pela evangelização do mundo na sua dupla qualidade de membros do colégio episcopal e de Pastores das Igrejas particulares (AG, nº 38; EN, n.º 68; PA, n.º 4; RM, n.º 63).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">- Os Presbíteros são ordenados, «não para uma missão limitada e restrita, mas para uma vastíssima e universal missão de salvação “até aos confins da terra”» (AG, n.º 39; EN, n.º 68; PA, n.º 5; RM, n.º 67).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">- Os Religiosos, «por força da sua consagração, ficam (igualmente) obrigados a prestar o seu serviço especialmente na acção missionária» (AG, n.º 40; EN, n.º 69; PA, n.º 6; RM, n.º 69).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">- E também aos fiéis leigos, não apenas por uma «questão de eficácia apostólica», mas em virtude da sua «dignidade baptismal» (RM, n.º 71), incumbe a tarefa da missão, uma vez que se trata de uma tarefa de todos os fiéis (AG, n.º 11.21.36.41; EN, n.º 70-73; PA, n.º 7; RM, nº 71-74).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">- «Cada Igreja particular é responsável de toda a missão. E mesmo cada cristão, em virtude do baptismo, é chamado a exercitá-la de algum modo toda» (DM, n.º 14).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">- «A missionariedade é para cada cristão expressão normal da sua fé» (DM, n.º 10).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">- </span><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">«O esforço missionário não pode ser deixado a algumas pessoas, instituições ou organismos especializados, que, todavia, são indispensáveis. Tão-pouco pode ser assumido e desenvolvido unicamente no quadro de movimentos espontâneos e voluntários, mesmo se a sua contribuição é desejada e preciosa» (IM, n.º 30).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">- </span><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">«Esta paixão (“Ai de mim se não evangelizar!”: 1 Cor 9,16) não deixará de suscitar na Igreja uma nova missionariedade, que não poderá ser delegada a um grupo de “especialistas”, mas deverá corresponsabilizar todos os membros do povo de Deus. Quem verdadeiramente encontrou Cristo, não pode guardá-l’O para si; tem de O anunciar» (NMI, n.º 40; CEMM, n.º 46).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">- «A evangelização é uma questão de amor» (REV, n.º 9).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">- «A paróquia será tanto mais capaz de redefinir a sua tarefa missionária no seu território quanto mais saiba projectar-se no horizonte do mundo, sem delegar apenas em alguns a responsabilidade da evangelização dos povos. […] Não é um empenhamento ulterior» (RMP, n.º 1 e 6): está no início, não no fim (CEMM, n.º 32).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">- «A missão <em>ad gentes</em> não é apenas o ponto conclusivo do empenho pastoral, mas o seu constante horizonte e o seu paradigma por excelência» (CEMM, n.º 32; RMP, n.º 1 e 6).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">- «Interpelam-nos os imensos horizontes da missão <em>ad gentes</em>, paradigma da evangelização também no nosso País» (REV, n.º 9).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">- «Pedimos, portanto, aos Centros missionários diocesanos que, juntamente com outras realidades de animação missionária, ajudem a tornar possível que a missionariedade atravesse todos os âmbitos da pastoral e da vida cristã» (REV, n.º 9).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">- «Acabou o tempo da paróquia auto-suficiente» (RMP, n.º 11), «fechada sobre si mesma» (RMP, n.º 13).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">2.2. Todos operadores da missão</span></span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Traduzindo de forma sintética o conteúdo dos números que compõem o Capítulo VI da Carta Apostólica <em>Redemptoris Missio</em> (n.º 61-76) que trata de «Os responsáveis e os agentes da pastoral missionária», refere o missiólogo Francesco Pavese: «Fica claro que a RM, de forma diferente do <em>Ad Gentes</em>, recenseia os sacerdotes, os consagrados e os leigos, não entre os “cooperadores”, mas entre os “operadores” da missão, modificando desta forma substancialmente o ângulo de visão e impedindo qualquer futuro equívoco acerca da natureza da sua vocação missionária»</span><a name="_ftnref17" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftn17"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">[17]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">III. LEITURA DA ACTUAL REALIDADE RELIGIOSA: RELIGIOSIDADE SELVAGEM E CRISTIANISMO SEM VOCATIVO</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">3.1. Um erro de diagnóstico</span></strong></p>
<p class="MsoFootnoteText" style="text-indent:42.55pt;line-height:24pt;margin:0;"><span style="font-size:12pt;position:relative;top:0;"><span style="font-family:Times New Roman;">O Cardeal G. Danneels referia, na sua intervenção no Sínodo especial sobre a Europa, em 4 de Dezembro de 1991, que, nos anos 60, a Igreja se preparou para evangelizar um homem secularizado e ateu tranquilo. Só que este homem não chegou verdadeiramente a aparecer. O que apareceu e temos por aí hoje neste fim de século [e início de novo milénio] é um homem espantosamente religioso, mas de uma religiosidade selvagem, absolutamente imprevisível há vinte anos atrás</span></span><a name="_ftnref18" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftn18"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">[18]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:12pt;position:relative;top:0;"><span style="font-family:Times New Roman;">.</span></span></p>
<p class="MsoFootnoteText" style="text-indent:42.55pt;line-height:24pt;margin:0;"><span style="font-size:12pt;position:relative;top:0;"><span style="font-family:Times New Roman;">Feitos os cálculos, a Igreja desenhou a estratégia de evangelização achada oportuna, e Paulo VI empreendeu, em 1975, duas iniciativas consonantes: a) a criação do Secretariado para o diálogo com os não-crentes; b) encarregou os Jesuítas de travar o desafio do ateísmo.</span></span></p>
<p class="MsoFootnoteText" style="text-indent:42.55pt;line-height:24pt;margin:0;"><span style="font-size:12pt;position:relative;top:0;"><span style="font-family:Times New Roman;">Não se tendo verificado as previsões, foi também necessário mudar as estratégias. Nesse sentido, em Maio de 1993, João Paulo II integrou o referido organismo para o diálogo com os não-crentes no Pontifício Conselho da Cultura, do mesmo modo que os Jesuítas, reunidos em Assembleia Geral, dão grande relevo ao termo «cultura», sendo o termo «ateísmo» apenas aflorado. A descrença e a indiferença religiosa movem-se hoje, não no plano ideológico, mas cultural</span></span><a name="_ftnref19" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftn19"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">[19]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:12pt;position:relative;top:0;"><span style="font-family:Times New Roman;">. Aí está a voz autorizada do Cardeal Martini: «Evangelizar hoje significa falar numa sociedade que se esforça por se organizar publicamente sem fazer referência a valores confessionais, e é atravessada em toda a parte por fermentos de secularização»</span></span><a name="_ftnref20" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftn20"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">[20]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:12pt;position:relative;top:0;"><span style="font-family:Times New Roman;">.</span></span></p>
<p class="MsoFootnoteText" style="text-indent:42.55pt;line-height:24pt;margin:0;"><span><span style="font-size:x-small;font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">3.2. Valores evangélicos sem Cristo</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Mas há ainda outra ruptura a que não podemos deixar de prestar atenção: a que separa os valores evangélicos da pessoa de Cristo vivo. Por outras palavras, trata-se da separação entre a ética e o culto. Muita gente, nas nossas paróquias, escolas e movimentos, permanece firmemente agarrada aos valores evangélicos, sobretudo aqueles que temos em comum com todos os homens de boa vontade, tais como a liberdade, a justiça, a paz, a solidariedade, o respeito pela criação. Mas este culto dos valores está separado do culto da pessoa viva de Cristo, e manifesta-se no <em>deficit</em> da oração, da adoração, da prática sacramental. Cristo é então relegado para um discurso no passado e na 3.ª pessoa, do género: «ele disse isto», «ele fez aquilo». Neste discurso, há uma ausência significativa do vocativo da oração e do encontro sacramental. Um tal cristianismo, reduzido a uma ética, não pode resistir muito tempo</span><a name="_ftnref21" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftn21"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">[21]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Somos todos contemporâneos do Ressuscitado. Não simples continuadores. Ele está connosco todos os dias (Mt 28,20), presidindo-nos, precedendo-nos, chamando-nos e enviando-nos, implicando-nos na sua missão. A igreja é a esposa de Cristo. Não a sua viúva nem a sua filha.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">3.3. Metodologia da evangelização</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Já a Exortação Apostólica <em>Evangelii Nuntiandi </em>lançava à Igreja a questão da eficácia com estas palavras: «Segundo que métodos é preciso proclamar o Evangelho para que a sua força seja eficaz?» (EN, n.º 4). E no n.º 40, refere a mesmo Exortação Apostólica, que «é preciso remodelar com ousadia e prudência os processos da evangelização».</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">3.3.1. «Primeiro anúncio» alargado e intensificado</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">No n.º 52, a <em>Evangelii Nuntiandi</em> enuncia assim os destinatários do chamado «primeiro anúncio»: «Se este primeiro anúncio (expressão usada pelo Sínodo dos Bispos, 1974) se dirige especialmente àqueles que nunca ouviram a Boa Nova de Jesus ou às crianças, ele mostra-se cada vez mais necessário também, por causa das situações de descristianização frequentes nos nossos dias, para as multidões de pessoas que receberam o baptismo mas vivem fora de toda a vida cristã, para as pessoas simples que têm uma certa fé mas conhecem mal os fundamentos desta fé, para os intelectuais que sentem a necessidade de conhecer Jesus Cristo sob uma luz diferente do ensinamento recebido na sua infância, e para muitos outros casos».</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">A Nota Pastoral da CEI, intitulada <em>O rosto missionário das paróquias num mundo em mudança</em> (n.º 1) adverte que «uma pastoral que vise apenas a manutenção da fé e o cuidado pastoral da comunidade cristã não é suficiente», acrescentando logo que «é necessária uma pastoral missionária que anuncie novamente o Evangelho».</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">É, portanto, imensa a dimensão do «primeiro anúncio». E o anúncio é como o amor. Só sendo primeiro é verdadeiro. Mas como pode ser primeiro com tantas coisas ou posses, móveis e imóveis, tiques e velhos hábitos atrás, a atrapalhar, que a poeira do tempo amontoou? Impõe-se a conversão a estilos de vida verdadeiramente evangélicos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">3.3.2. Para além do anúncio, o testemunho</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">É, portanto, necessário ir para além das palavras e das «muitas coisas» (Lc 10,41) e das posses acumuladas, móveis e imóveis, tiques e rotinas. «O testemunho da vida cristã é caminho privilegiado de evangelização»</span><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"> (ENF, n.º 9)</span><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">. O testemunho conta sempre mais, porque é a vida exposta, sem outros argumentos. E a experiência da testemunha é sempre mais forte e mais radical do que as provas que eventualmente queira dar. É por isso que Filipe fala de Jesus a Natanael, mas face às objecções deste, não lhe dissipa as dúvidas (Jo 1,45-46). Diz-lhe simplesmente: «Vem e vê!» (Jo 1,46), no seguimento do paradigmático «vinde e vede» (Jo 1,39) de Jesus aos dois discípulos de João Baptista que o seguiam. O testemunho não é eficaz senão quando incita o destinatário, não a inclinar-se perante as provas, mas a fazer, por sua vez, a experiência.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">O Decreto <em>Ad Gentes</em> deixou admiravelmente expresso, no n.º 21, que «sem a presença activa dos leigos, o Evangelho não pode gravar-se profundamente nos espíritos, na vida e no trabalho de um povo», acrescentando logo que «o principal dever deles, homens e mulheres, é o testemunho de Cristo, que todos têm obrigação de dar, pela sua vida e palavras, na família, no grupo social, no meio profissional». No seu discurso aos Membros do <em>Consilium de Laicis</em>, proferido em 02 de Outubro de 1974</span><a name="_ftnref22" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftn22"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">[22]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">, Paulo VI fez uma importante afirmação, que depois retomou na Exortação Apostólica <em>Evangelii Nuntiandi</em>, n.º 41: «O homem contemporâneo escuta com melhor boa vontade as testemunhas do que os mestres, ou então, se escuta os mestres, é porque eles são testemunhas». Na mesma linha de ideias, são marcantes as palavras que Mons. Luigi Giussani, fundador do movimento «Comunhão e Libertação», proferiu na sua intervenção no Sínodo dos Bispos sobre os leigos, em Roma, em 09 de Outubro de 1987: «O que faz falta mesmo não é a repetição verbal ou cultural do anúncio, mas a experiência do encontro com pessoas em cuja vida Cristo se tornou uma realidade de tal modo presente, que a sua vida mudou»</span><a name="_ftnref23" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftn23"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">[23]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">.</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-indent:42.55pt;line-height:24pt;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">É aqui que se pode regressar sempre ao «maior missionário de todos os tempos»</span><a name="_ftnref24" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftn24"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">[24]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">: Paulo. Diz ele: «Ai de mim se não evangelizar!» (1 Cor 9,16). Paulo anuncia convictamente a notícia da Ressurreição de Jesus, e oferece como garante o relato da transformação operada na sua própria vida, confessando que deixou muitas coisas para trás, e que se atira agora para as coisas que estão à sua frente (Fl 3,13). Aí está o retrato e o relato da testemunha credível.</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-indent:42.55pt;line-height:24pt;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Com tantas coisas atrás, móveis e imóveis, tiques e rotinas, como podemos falar do «primeiro anúncio» de forma credível?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">3.3.3. Do território (não se evangelizam territórios) ao coração</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">A nova situação que fez emergir um vocabulário novo é a mundialização da missão, assim traduzida pelo dominicano Claude Geffré, do Instituto Católico de Paris: «O espaço da missão define-se menos por um <em>território</em> do que pelo mundo ao qual a Igreja é enviada, o qual, como mundo pagão, se encontra quer num espaço geográfico, quer num ambiente social e cultural, quer no coração de cada homem»</span><a name="_ftnref25" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftn25"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">[25]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">3.3.4. «Vou falar-lhe ao coração». A missão parte do coração, dirige-se ao coração, passa de coração a coração</span></span></span></strong></p>
<p class="ital" style="text-indent:42.55pt;line-height:24pt;margin:0;"><span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Por isso, vou falar-lhe ao coração (Os 2,16), diz Deus, falai-lhe ao coração (Is 40,2), diz Deus. Convulsão (<em>hafak</em>), palpitação, frémito de amor no coração de Deus e nas suas entranhas maternas (Os 11,8). Eis o perdão que muda o nosso coração: perdão verdadeiro, sempre primeiro, que antecede e provoca a conversão (Ez 16,62-63; 36,31; Rm 5,8; 1 Jo 4,10)</span></span><a name="_ftnref26" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftn26"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">[26]</span></span></span></span></span></span></a><span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">, convulsão, palpitação, frémito no nosso coração. O anúncio, ou é primeiro, ou não é anúncio. A Missão é o «primeiro anúncio», a Nova Anunciação deste amor novo e subversivo, feito por alguém já habitado por este amor novo e subversivo, que gera e dá à luz novos filhos de Deus. Ver outra vez os filhos gerados (<em>gennáô</em>) (1 Cor 4,14-15; Flm 10), as dores de parto (<em>ôdínô</em>) (Gl 4,19) e a ternura maternal (<em>thálpô</em>) de Paulo (1 Ts 2,7-8). O amor verdadeiro está lá sempre primeiro. «A Evangelização é uma questão de amor» (REV, n.º 9). O amor como vocação, como motor da missão (RM, n.º 60; <em>Mensagem para o Dia Mundial das Missões </em>(2006), n.º 3). A missão coração a coração, sem coisas atrás ou a mais, a atrapalhar.</span></span></span></p>
<p class="ital" style="text-indent:42.55pt;line-height:24pt;margin:0;"><span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Em 2004, por ocasião dos 1250 anos do martírio de S. Bonifácio, Apóstolo da Alemanha, o Cardeal Karl Lehmann, Arcebispo de Mainz, dirigiu à sua Diocese uma Carta Pastoral, intitulada <em>Testemunho missionário</em>, em que se lê:</span></span></span></p>
<p class="ital" style="text-indent:42.55pt;line-height:24pt;margin:0;"><span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="ital" style="text-indent:0;margin:0 0 0 3cm;"><span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">«Tornámo-nos um mundo velho. Deixámo-nos vencer pelo cansaço (…). É necessário um radical revigoramento missionário da nossa Igreja. Não se trata apenas de reformar as estruturas. É preciso começar por cada um de nós. Se não estivermos entusiasmados pela profundidade e pela beleza da nossa fé, não podemos verdadeiramente transmiti-la nem aos vizinhos nem aos filhos nem às gerações futuras. (…) É necessário também ganhar outras pessoas para a nossa fé cristã e arrastar os cristãos que cederam ao cansaço ou que até abandonaram a Igreja (…). Devemos difundir verdadeiramente o Evangelho de casa em casa, de coração a coração».</span></span></span></p>
<p class="ital" style="text-indent:42.55pt;margin:0;"><span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="ital" style="text-indent:42.55pt;line-height:24pt;margin:0;"><span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Nesta Carta Pastoral, o Cardeal Lehmann traça um quadro realista de uma Igreja que parece envelhecida e cansada, mas aponta também, com mestria e clarividência, as coordenadas que devem moldar o rumo do futuro: não basta reformar por fora estruturas e edifícios; é preciso reformar por dentro, mudar o coração, acendê-lo com a luz nova de Cristo e do seu Evangelho.</span></span></span></p>
<p class="ital" style="text-indent:42.55pt;line-height:24pt;margin:0;"><span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A Exortação Apostólica <em>Evangelii Nuntiandi</em>, n.º 46, depois de falar da importância da pregação feita para todos, refere logo também a validade e a importância da transmissão «de pessoa para pessoa». E a já referida Nota Pastoral da CEI, intitulada <em>O rosto missionário das paróquias num mundo em mudança</em> (n. 6), acentua que «para a evangelização é essencial a comunicação de crente para crente, de pessoa a pessoa», aspecto que volta a ser salientado na recente <em>Nota doutrinal sobre alguns aspectos da evangelização</em>, n.º 11, da Congregação para a Doutrina da Fé, de 3 de Dezembro de 2007</span></span><a name="_ftnref27" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftn27"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">[27]</span></span></span></span></span></span></a><span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">.</span></span></span></p>
<p class="ital" style="text-indent:42.55pt;line-height:24pt;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>No mesmo sentido, na cerimónia de encerramento do Congresso Internacional realizado em Roma, de 09 a 11 de Março de 2006, para celebrar e reflectir sobre o Decreto Conciliar <em>Ad Gentes</em>, no quadragésimo ano da sua promulgação (07 de Dezembro de 1965), referiu o Papa Bento XVI, entre outras coisas, que: </span><span>«Não são, de facto, somente os povos não-cristãos e as terras distantes, mas também os âmbitos sócio-culturais, e, principalmente os corações, os verdadeiros destinatários da actividade missionária do Povo de Deus».</span></span></span></p>
<p class="ital" style="text-indent:42.55pt;line-height:24pt;margin:0;"><span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">E, nas palavras proferidas antes da Oração do <em>Angelus</em> do 80.º Dia Missionário Mundial (22.10.2006), Bento XVI acentuou esta dinâmica afirmando agora que «A missão parte do coração».</span></span></span></p>
<p class="ital" style="text-indent:42.55pt;line-height:24pt;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>Novo tempo, novo modo, nova Anunciação, nova missão coração a coração. Aí está muito do novo estilo e da nova mentalidade que Bento XVI acaba de pedir à comunidade eclesial portuguesa, no seu Discurso, de 10 de Novembro de 2007, aos Bispos portugueses na recente <em>Visita ad Limina</em>. Bento XVI partiu da constatação de que «a confissão mais frequente nos lábios dos cristãos foi a falta de participação na vida comunitária», para referir, sem meios termos, que «é preciso mudar o estilo de organização da comunidade eclesial portuguesa e a mentalidade dos seus membros», e acrescentou que na «eclesiologia de comunhão na senda do Concílio», os clérigos e os leigos, cada um nas suas funções, devem tomar consciência de que «todos somos um, desde quando fomos baptizados e integrados na família dos filhos de Deus, e todos somos corresponsáveis pelo crescimento da Igreja».</span></span></span></p>
<p class="ital" style="text-indent:42.55pt;line-height:24pt;margin:0;"><span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">3.3.5. Evangelizar é a <span style="text-decoration:underline;">nossa</span> maneira de ser</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Diz Paulo a Timóteo, mas nós podemos também receber estas palavras oportunas: «Recordo-te (<em>anamimnêskô</em>) que reavives (<em>anazôpyreîn</em>) o carisma (<em>tò chárisma</em>) de Deus que está em ti» (cf. 2 Tm 1,6). Reavivar o carisma é reacender o dom de Deus, como o fogo que se reacende das cinzas, como se vê pelo verbo grego, e como bem explica o Papa João Paulo II na Exortação Apostólica <em>Pastores Dabo Vobis</em> (1992), n.º 70. Para que o dom de anunciar o Evangelho arda no nosso coração, mas arda também no coração de cada baptizado, dado que evangelizar é a nossa maneira de ser, mas é também a maneira de ser da Igreja, de toda a Igreja (EN, n.º 14; RM, n.º 62; ENF, n.º 2), isto é, de todos os cristãos, de todas as dioceses e paróquias, instituições e associações eclesiais (RM, n.º 2 e 61-76; NMI, n.º 40; DA, n.º 82; DM, n.º 10 e 14).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">O nosso serviço de evangelização já não consiste simplesmente em evangelizar o outro até um certo ponto, mas em evangelizá-lo até que ele sinta a necessidade de se constituir em evangelizador. Então sim, evangelizar será a nossa (de todos) maneira de ser.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">IV. ALGUMAS CONCLUSÕES</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">4.1. Evangelizar</span></strong></p>
<p class="ital" style="text-indent:42.55pt;line-height:24pt;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>A Igreja é por sua natureza missionária. Evangelizar é a sua, e, portanto, também a nossa maneira de ser. «U</span><span>ma pastoral que vise apenas a manutenção da fé e o cuidado pastoral da comunidade cristã não é suficiente». (…) «É necessária uma pastoral missionária que anuncie novamente o Evangelho» (RMP, n.º 1). «A Igreja existe para evangelizar» (EN, n.º 14; ENF, n.º 2). </span><span>«Interpelam-nos os imensos horizontes da missão <em>ad gentes</em>, paradigma da evangelização também no nosso País» (REV, n.º 9). </span><span>Nada nos pode distrair da «verdadeira missão da Igreja: esta não deve falar primariamente de si mesma, mas de Deus» (</span><span>Bento XVI, Discurso aos Bispos portugueses em <em>Visita ad Limina</em>, 10 de Novembro de 2007).</span></span></span></p>
<p class="ital" style="text-indent:42.55pt;line-height:24pt;margin:0;"><span style="font-size:small;"></span></p>
<p class="ital" style="text-indent:42.55pt;line-height:24pt;text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:small;"></span><strong><span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">4.2. Fiéis leigos: vocação, missão e formação</span></span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Para levar o Evangelho ao coração da sociedade e de cada homem e mulher, é necessária a presença activa dos fiéis leigos. Sem essa acção, o Evangelho não pode gravar-se profundamente nos espíritos, na vida e no trabalho de um povo. É a eles que compete, pela presença, pelo testemunho e pela palavra, levar o fermento do Evangelho à família, ao grupo social, ao meio profissional (<em>Ad Gentes</em>, n.º 21).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">É necessário tirar todas as conclusões da lição do Papa aos Bispos portugueses na recente <em>Visita ad Limina</em> (Novembro de 2007). Partindo da constatação de que «a confissão mais frequente nos lábios dos cristãos foi a falta de participação na vida comunitária», Bento XVI referiu, sem meios termos, que «é preciso mudar o estilo de organização da comunidade eclesial portuguesa e a mentalidade dos seus membros», e acrescentou que, na «eclesiologia de comunhão na senda do Concílio», os clérigos e os leigos devem tomar consciência de que «todos somos um, desde quando fomos baptizados e integrados na família dos filhos de Deus, e todos somos corresponsáveis pelo crescimento da Igreja».</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Neste sentido, é importante, da parte do clero, uma nova sensibilidade para a estima e o incentivo de bons cooperadores leigos. Além disso, é necessário tomar consciência de que a formação dos fiéis leigos representa hoje uma tarefa urgente a realizar na óptica da «pastoral integrada» e numa dupla direcção: em primeiro lugar, uma formação ampla, endereçada ao crescimento da qualidade testemunhal da fé cristã no seu todo; em segundo lugar, uma formação específica visando determinadas tarefas pastorais (RMP, n.º 12).</span></p>
<p class="ital" style="text-indent:42.55pt;line-height:24pt;margin:0;"><span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">4.3. «Primeiro anúncio» do Evangelho, dimensão essencial da Igreja e da paróquia</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Num mundo plural, diversificado e cada vez mais descristianizado, é necessário e urgente descobrir o primeiro anúncio do Evangelho como dimensão essencial, e não apenas residual ou excedentária, da Igreja e da paróquia. E que esta dimensão não seja vista apenas como etapa final do percurso de uma dinâmica pastoral programada e conseguida, mas que seja o próprio paradigma e condição da vida pastoral paroquial (CEMM, n.º 32; RMP, n.º 1 e 6).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">4.4. Rosto missionário da paróquia</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">A paróquia, que é a Igreja a residir no meio das casas dos homens (RMP, n.º 4 e 13), tem de assumir o seu verdadeiro rosto missionário, anunciando o Evangelho de Jesus Cristo, não apenas dentro das suas fronteiras, mas até ao fim do mundo. «Pedimos, portanto, aos Centros missionários diocesanos que, juntamente com outras realidades de animação missionária, ajudem a tornar possível que a missionariedade atravesse todos os âmbitos da pastoral e da vida cristã» (REV, n.º 9).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">4.5. Novos «protagonistas» e novos ministérios</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Nascerão na paróquia novos «protagonistas» e novos ministérios, de resto, já entrevistos na Exortação Apostólica <em>Evangelii Nuntiandi</em>, n.º 73, onde se prospecta a «abertura para ministérios eclesiais susceptíveis de rejuvenescer e de reforçar o dinamismo evangelizador». Um grupo de evangelização é indispensável e tem, hoje por hoje, de estar na primeira linha do rosto da pastoral paroquial. Mas também as dimensões da Caridade, do Acolhimento e da Procura (como Jesus em busca da ovelha perdida), visita às famílias em dificuldades, «grupos de escuta», acompanhamento de jovens casais, terão de estar presentes e de ter visibilidade (CEMM, n.º 62; RMP, n.º 6 e 12).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">4.6. Cultura do Domingo e da Eucaristia</span></strong><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">O Domingo e a Eucaristia terão de assumir centralidade e visibilidade na dinâmica pastoral, fontes propulsoras da alegria pascal e da evangelização, átrio e escola de filialidade e de fraternidade, onde todos aprendemos a alegria e a riqueza de estar juntos: crianças, jovens, adultos e idosos, pobres e ricos, agricultores e doutores. É decisivo que as comunidades cristãs tomem consciência viva de «viver segundo o Domingo», para usar uma expressão que remonta a Santo Inácio de Antioquia</span><a name="_ftnref28" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftn28"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">[28]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">, e que Bento XVI assumiu na Exortação Apostólica <em>Sacramentum Caritatis</em>, n.º 72, de 22 de Fevereiro de 2007, nestes termos: «“Viver segundo o Domingo” quer dizer tomar consciência e viver de acordo com a libertação trazida por Cristo e viver a própria existência como oferta de si mesmos a Deus»</span><a name="_ftnref29" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftn29"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">[29]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">4.7. Cristo, primeira referência pessoal</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Quem vive na paróquia e quem vem à paróquia e quem vê a paróquia tem de encontrar Cristo Ressuscitado, e de aprender a ver n’Ele a sua principal referência pessoal. Quem verdadeiramente encontrou Cristo, não pode guardá-l’O para si; tem de O seguir e de O anunciar (NMI, n.º 40; CEMM, n.º 46).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">4.8. Cristianismo com vocativo</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">O encontro com Cristo presente no meio de nós deve levar-nos a cultivar o vocativo da oração e a vivência dos sacramentos. Não podemos contentar-nos apenas com a adesão a um cristianismo ético. É absolutamente necessário cultivar um cristianismo com vocativo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"><span>                   </span>António Couto</span></p>
<div>
<hr size="1" />
<div id="ftn1">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn1" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref1"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span style="font-family:Times New Roman;">[1]</span></span></span></span></span></span></a><span style="position:relative;top:0;" lang="IT"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"> E. TESTA, <em>La missione e la catechesi nella Bibbia</em>, Roma – Brescia, Urbaniana University Press – Paideia, 1981, p. 170-171.</span></span></span></p>
</div>
<div id="ftn2">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn2" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref2"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span style="font-family:Times New Roman;">[2]</span></span></span></span></span></span></a><span style="position:relative;top:0;" lang="EN-GB"><span style="font-size:x-small;font-family:Times New Roman;"> F. BLANQUART, <em>Le premier jour (Jn 20)</em>, Paris, Cerf, 1991, p. 97.</span></span></p>
</div>
<div id="ftn3">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn3" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref3"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span style="font-family:Times New Roman;">[3]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="position:relative;top:0;" lang="EN-GB"> </span><span style="position:relative;top:0;" lang="IT">Sobre este «como», ver CONFERÊNCIA EPISCOPAL ITALIANA, <em>Comunicare il Vangelo in un mondo che cambia. Orientamenti pastorali dell’Episcopato Italiano per il primo decennio del 2000</em> (29 de Junho de 2001), n.º 10 e 63.</span></span></span></p>
</div>
<div id="ftn4">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn4" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref4"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span style="font-family:Times New Roman;">[4]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span lang="EN-GB"> </span><span>Veja-se, por exemplo, TOMÁS DE AQUINO, <em>Summa Theologica. Prima Secundae</em></span><span>, Quaestio CVI, Articulus IV; G. COLZANI, <em>Teologia della missione. Vivere la fede donandola</em>, Pádua, Edizioni Messaggero, 1996, p.13.</span></span></span></p>
</div>
<div id="ftn5">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn5" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref5"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span style="font-family:Times New Roman;">[5]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="position:relative;top:0;" lang="EN-GB"> </span><span style="position:relative;top:0;">CONFERÊNCIA EPISCOPAL ITALIANA, <em>L’impegno missionario della Chiesa italiana</em>, Documento Pastoral da Comissão Episcopal para a cooperação entre as Igrejas, de 25 de Março de 1982, n.º 6</span></span></span></p>
</div>
<div id="ftn6">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn6" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref6"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span style="font-family:Times New Roman;">[6]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="position:relative;top:0;"> Sobre o assunto, ver G. COLZANI, <em>Teologia della missione</em>, p. 22.</span></span></span></p>
</div>
<div id="ftn7">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn7" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref7"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span style="font-family:Times New Roman;">[7]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="position:relative;top:0;" lang="IT"> Cl. GEFFRÉ, <em>L’evoluzione della teologia della missione. Dalla </em>Evangelii Nuntiandi<em> alla </em>Redemptoris Missio, in G. COLZANI, T. TSHIBANGU, M. ZAGO, C. GEFFRÉ, F. CIARDI, F. KABASELE, B. NZUZI, D. N. POWER, R. LUNEAU, A. BWANGA, J. B. MALENGE, <em>Le sfide missionarie del nostro tempo</em> [Tradução das Actas do Colóquio Internacional de Missiologia, realizado em Kinshasa, 20-26 de Fevereiro de 1994], Bolonha, Editrice Missionaria Italiana, 1996, p. 65.</span></span></span></p>
</div>
<div id="ftn8">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn8" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref8"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span style="font-family:Times New Roman;">[8]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span lang="EN-GB"> </span><span style="position:relative;top:0;">CONFERÊNCIA EPISCOPAL ITALIANA, <em>L’impegno missionario della Chiesa italiana</em>, Documento Pastoral da Comissão Episcopal para a cooperação entre as Igrejas, de 25 de Março de 1982.</span></span></span></p>
</div>
<div id="ftn9">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn9" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref9"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span style="font-family:Times New Roman;">[9]</span></span></span></span></span></span></a><span style="position:relative;top:0;" lang="IT"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"> CONFERÊNCIA EPISCOPAL ITALIANA, <em>Comunicare il Vangelo in un mondo che cambia. Orientamenti pastorali dell’Episcopato Italiano per il primo decennio del 2000</em> (29 de Junho de 2001).</span></span></span></p>
</div>
<div id="ftn10">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn10" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref10"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span style="font-family:Times New Roman;">[10]</span></span></span></span></span></span></a><span style="position:relative;top:0;" lang="IT"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"> CONFERÊNCIA EPISCOPAL ITALIANA, <em>Il volto missionario delle parrocchie in un mondo che cambia. Nota Pastorale</em> (30 de Maio de 2004).</span></span></span></p>
</div>
<div id="ftn11">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn11" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref11"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span style="font-family:Times New Roman;">[11]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span lang="EN-GB"> </span><span style="position:relative;top:0;" lang="IT">CONFERÊNCIA EPISCOPAL ITALIANA, <em>Questa è la Nostra Fede. Nota pastorale sul primo annuncio del Vangelo</em> (15 de Maio de 2005).</span></span></span></p>
</div>
<div id="ftn12">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn12" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref12"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span style="font-family:Times New Roman;">[12]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="position:relative;top:0;" lang="IT"> CONFERÊNCIA EPISCOPAL ITALIANA, <em>«Rigenerati per una speranza viva» (1 Pt 1,3): testimoni del grande «sì» di Dio all’uomo. Nota pastorale dell’Episcopato italiano dopo il 4.º Convegno ecclesiale nazionale</em> (29 de Junho de 2007).</span></span></span></p>
</div>
<div id="ftn13">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn13" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref13"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span style="font-family:Times New Roman;">[13]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span lang="EN-GB"> </span><span style="position:relative;top:0;" lang="IT">M. ZAGO, <em>La missione a dimensione mondiale. Aspetti missionografici secondo la Redemptoris Missio</em>, in G. COLZANI..., <em>Le sfide missionarie del nostro tempo</em> <span> </span>p. 40.</span></span></span></p>
</div>
<div id="ftn14">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn14" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref14"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span style="font-family:Times New Roman;">[14]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span lang="EN-GB"> </span><span style="position:relative;top:0;">Os números referidos constam no <em>International Bulletin of Missionary Research</em>., Janeiro de 2000.</span></span></span></p>
</div>
<div id="ftn15">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn15" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref15"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span style="font-family:Times New Roman;">[15]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="position:relative;top:0;"> Números citados no <em>International Bulletin of Missionary Research</em>, Janeiro de 2006.</span></span></span></p>
</div>
<div id="ftn16">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn16" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref16"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span style="font-family:Times New Roman;">[16]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="position:relative;top:0;"> Números citados no <em>International Bulletin of Missionary Research</em>, Janeiro de 2006.</span></span></span></p>
</div>
<div id="ftn17">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn17" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref17"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span style="font-family:Times New Roman;">[17]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="position:relative;top:0;"> F. PAVESE, <em>Vocazione missionaria</em>, in <em>Dizionario di missiologia</em>, Bolonha, EDB – Urbaniana University Press, 1993, p. 544.</span></span></span></p>
</div>
<div id="ftn18">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn18" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref18"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span style="font-family:Times New Roman;">[18]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span lang="EN-GB"> </span><span style="position:relative;top:0;">Cardeal G. DANNEELS, <em>Intervention au synode spécial sur l'Europe (décembre 1991)</em>, in <em>Lumen Vitae</em>, 47, 1992, p. 7-13.</span></span></span></p>
</div>
<div id="ftn19">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn19" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref19"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span style="font-family:Times New Roman;">[19]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span lang="EN-GB"> </span><span style="position:relative;top:0;">M. P. GALLAGHER, <em>Nuevos horizontes ante el desafío de la increencia</em>, in <em>Razón y Fe</em>, 232, 1995, p. 279-293.</span></span></span></p>
</div>
<div id="ftn20">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn20" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref20"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span style="font-family:Times New Roman;">[20]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="position:relative;top:0;" lang="IT"> C. M. MARTINI, <em>Vivere I valori del Vangelo</em>, Turim, Einaudi, 1996, p. 94.</span></span></span></p>
</div>
<div id="ftn21">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn21" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref21"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span style="font-family:Times New Roman;">[21]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span lang="EN-GB"> </span><span style="position:relative;top:0;" lang="EN-GB">Cardeal G. DANNEELS, <em>Intervention</em>, p. 9-10.</span></span></span></p>
</div>
<div id="ftn22">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn22" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref22"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span style="font-family:Times New Roman;">[22]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span> <em>AAS</em>, 66, 1974, p. 568.</span></span></span></p>
</div>
<div id="ftn23">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn23" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref23"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span style="font-family:Times New Roman;">[23]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="position:relative;top:0;" lang="EN-GB"> </span><span style="position:relative;top:0;" lang="IT">Publicada em L. GIUSSANI, <em>L’avvenimento cristiano</em>, Milão, Bur, 2003, p. 23-24.</span></span></span></p>
</div>
<div id="ftn24">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn24" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref24"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span style="font-family:Times New Roman;">[24]</span></span></span></span></span></span></a><span style="position:relative;top:0;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"> O Papa Bento XVI consagra esta expressão na sua <em>Mensagem para a XVI Jornada de Oração pelas Vocações 2008</em>, n.º 3, publicada em 3 de Dezembro de 2007.</span></span></span></p>
</div>
<div id="ftn25">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn25" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref25"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span style="font-family:Times New Roman;">[25]</span></span></span></span></span></span></a><span style="position:relative;top:0;" lang="IT"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"> Cl. GEFFRÉ, <em>L’evoluzione della teologia della missione</em>, in G. COLZANI..., <em>Le sfide missionarie del nostro tempo</em>, p. 65.</span></span></span></p>
</div>
<div id="ftn26">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn26" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref26"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span style="font-family:Times New Roman;">[26]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span> J. L. SICRE, <em>Profetismo en Israel. El Profeta. Los Profetas. El Mensaje</em></span><span style="position:relative;top:0;" lang="IT">, Estella, Verbo Divino, 7.ª ed., 2005, p. 278.</span></span></span></p>
</div>
<div id="ftn27">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn27" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref27"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span style="font-family:Times New Roman;">[27]</span></span></span></span></span></span></a><span style="position:relative;top:0;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"> CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ, <em>Nota dottrinale su alcuni aspetti dell’evangelizzazione</em>, 3 de Dezembro de 2007.</span></span></span></p>
</div>
<div id="ftn28">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn28" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref28"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span style="font-family:Times New Roman;">[28]</span></span></span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span> <em>Epístola aos Magnésios</em>, 9,1; PG 5,670.</span></span></span></p>
</div>
<div id="ftn29">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn29" href="http://mesadepalavras.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref29"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:8pt;" lang="EN-GB"><span style="font-family:Times New Roman;">[29]</span></span></span></span></span></span></a><span style="position:relative;top:0;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"> A expressão foi também retomada pela CONFERÊNCIA EPISCOPAL ITALIANA, <em>«Rigenerati per una speranza viva» (1 Pt 1,3): testimoni del grande «Sì» di Dio all’uomo</em>, n.º 7, Nota Pastoral aprovada durante a 57.ª Assembleia Geral (Roma, 21-25 de Maio de 2007) no seguimento do 4.º Convénio eclesial nacional (Verona, 16-20 de Outubro de 2006).</span></span></span></p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Criação - Pluralidade dos Mundos]]></title>
<link>http://batuira.wordpress.com/?p=60</link>
<pubDate>Thu, 24 Jul 2008 19:32:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>piubellateixeira</dc:creator>
<guid>http://batuira.wordpress.com/?p=60</guid>
<description><![CDATA[Tema do trabalho de 17/07/2008 

Capítulo III Do Livro dos espíritos




Pergunta 	55 - Todos os g]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="western" style="margin-bottom:0;text-align:left;"><em><strong>Tema do trabalho de 17/07/2008 </strong></em></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="center">
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="center"><em><strong>Capítulo III Do Livro dos espíritos</strong></em></p>
<div id="Seção1" dir="ltr">
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
</div>
<div id="Seção6" dir="ltr">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a name="m3ey"></a><strong>Pergunta 	55</strong> - Todos os globos que circulam no espaço são 	habitados ?</p>
</div>
<div id="Seção7" dir="ltr">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a name="m3ey0"></a><strong>R:</strong> Sim, e o homem da Terra está longe de ser, como pensa, o 	primeiro em inteligência, bondade e perfeição. 	Entretanto, há homens que se julgam superiores à tudo 	e imaginam que somente este pequeno globo tem o privilégio de 	ter seres racionais. Orgulho e vaidade ! Acreditam que Deus criou o 	universo só pra eles.</p>
</div>
<div id="Seção8" dir="ltr">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a name="pdcx"></a><strong>Comentário 	de Kardec:</strong> Deus povoou os mundos com seres vivos, todos 	convergindo para o objetivo final da Providência. acreditar 	que só existem seres vivos no planeta que habitamos seria 	colocar em dúvida a sabedoria de Deus, que não faz 	nada inútil. a cada um desses mundos Deus deve ter dado uma 	destinação mais séria do que divertir nossas 	vistas.</p>
</div>
<div id="Seção9" dir="ltr">
<p class="western" style="margin-bottom:0;">Nada, alias nem pela 	posição, nem pelo volume, nem pela constituição 	física da Terra, pode razoavelmente fazer supor que seja a 	única a ter o privilégio de ser habitada, com exclusão 	de tantos milhares de mundos semelhantes.</p>
</div>
<div id="Seção10" dir="ltr">
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
</div>
<div id="Seção11" dir="ltr">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><strong>Pergunta 56</strong> - A 	constituição física dos diferentes globos é 	a mesma ?</p>
</div>
<div id="Seção12" dir="ltr">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><strong>R:</strong> Não. 	Não se assemelham à nada.</p>
</div>
<div id="Seção13" dir="ltr">
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
</div>
<div id="Seção14" dir="ltr">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><strong>Pergunta 57</strong> - 	Como a constituição física dos mundos não 	é a mesma, podemos concluir que os seres que os habitam tem 	corpos e uma organização diferente :</p>
</div>
<div id="Seção15" dir="ltr">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><strong>R:</strong> Sem dúvida, 	como entre vós os peixes são feitos para viver na água 	e os pássaros no ar.</p>
</div>
<div id="Seção16" dir="ltr">
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
</div>
<div id="Seção17" dir="ltr">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><strong>Pergunta 58 </strong>- 	Os mundos mais afastados do Sol, são privados da luz e do 	calor, já que o sol apenas  se mostra para eles com a 	aparência de uma estrela?</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><strong>R:</strong> Acreditais 	então que não há outras fontes de luz e de 	calor além do Sol, e não considerais o valor e a 	importância da eletricidade que, em alguns mundos, desempenha 	um papel que vos é desconhecido e muito mais importantes que 	na Terra ? Aliás, já dissemos que os seres desses 	mundos não são nem da mesma matéria, nem tem 	órgãos dispostos como os vossos.</p>
</div>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><strong>Comentário de Kardec : </strong>As condições de existência dos seres que habitam os diferentes mundos devem ser apropriadas ao meio em que vivem. Se nunca tivéssemos visto peixes, não compreenderíamos que seres pudessem viver na água. E assim, em outros mundos, que contêm sem dúvida, elementos que nos são desconhecidos. Não vemos na Terra, longas noites polares iluminadas pela eletricidade das auroras boreais ? O que há de impossível em que em certos mundos,  a eletricidade seja mais abundante que na Terra e tenha aplicações e funções, cujo efeitos não podemos compreender ?</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">Esse mundos podem, portanto, conter em si mesmo as fontes de calor e luz necessárias aos seus habitantes.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Princípios básicos para o evangelismo pessoal]]></title>
<link>http://adoracaosemlimite.wordpress.com/?p=487</link>
<pubDate>Thu, 24 Jul 2008 19:15:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>fabriciodf</dc:creator>
<guid>http://adoracaosemlimite.wordpress.com/?p=487</guid>
<description><![CDATA[

Hey people!!!
Eu estava pensando sobre como podemos compartilhar nossa fé de maneira simples, ino]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:11.5pt;font-family:Verdana;color:#000000;"><img class="alignnone" src="http://www.igrejavidaepaz.com/images/imagem-evangelismo.jpg" alt="" width="246" height="188" /></span></p>
<p class="western" style="text-indent:0.02cm;" align="justify"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Hey people!!!</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.37cm;" align="justify"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="color:#000000;">Eu estava pensando sobre como podemos compartilhar nossa fé de maneira simples, inofensiva e efetiva como Jesus fez. Participar do evangelismo na igreja têm me edificado e busco cada vez mais estar na presença de Deus. Como podemos nos envolver no evangelismo? Devemos assumir a responsabilidade de transmitir o evangelho. A Bíblia diz em Mateus 9:37-38 “Então disse a seus discípulos: Na verdade, a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.”</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.37cm;" align="justify"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="color:#000000;">O evangelismo é um trabalho para todos em todo o mundo. A Bíblia diz em Mateus 28:19-20 “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.”</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-indent:2.01cm;" align="justify"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="color:#000000;">Compartilhar Jesus Cristo com outros deve ser parte do nosso estilo de vida. A Bíblia diz em Colossenses 1:26-29 “O mistério que esteve oculto dos séculos, e das gerações; mas agora foi manifesto aos seus santos, a quem Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, a esperança da glória; o qual nós anunciamos, admoestando a todo homem, e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito em Cristo; para isso também trabalho, lutando segundo a sua eficácia, que opera em mim poderosamente.”<br />
As Boas Novas devem ser pregadas em toda a parte antes de Jesus voltar. A Bíblia diz em Mateus 24:14 “E este evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.” Leia alguns princípios básicos para o evangelismo pessoal escrito por Claudeilson Cesar, Vice-Dirigente do Grupo de Evangelismo Noturno Palavra da Vida.</span></span></span><br />
<!--more-->
</p>
<p class="western" style="text-indent:0.02cm;" align="center"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong><span style="text-decoration:underline;">O que é Evangelismo?</span></strong></span></span></span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.37cm;" align="justify"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Porque foi a única ordem que Deus deixou para toda igreja, e é necessário para resgatar aqueles que estão perdidos, ou seja, que ainda não foram alcançados por Jesus Cristo, ou que ainda precisam ser libertos do Pecado que os aprisionam por terem os seus corações endurecidos.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.32cm;margin-bottom:0;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Como Evangelizar?</span></span></span></p>
<ol>
<li> <span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:small;">É 	necessário lermos continuamente a palavra de Deus. (II Tm 2: 	15);</span></span></span></li>
<li><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Levar 	o critério de consagração como ponto relevante 	para o evangelismo (Mt 4: 2 e 17) a exemplo do Mestre que só 	começara a exercer seu ministério evangelístico 	após consagrar-se ao Eterno. (vv.17)</span></span></span></li>
<li><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Ter 	uma vida de oração (I Tss 5:17);</span></span></span></li>
<li><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Ter 	Confiança em Deus, crer que Jesus é com você (Mt 	28: 20b)</span></span></span></li>
<li><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Mostrar 	ao pecador a necessidade da Salvação em Cristo (Rm 	3:23)</span></span></span></li>
<li><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Mostrar 	Possibilidade da Salvação em Cristo (Lc 9:56)</span></span></span></li>
<li><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Mostrar 	a exclusividade da Salvação em Cristo (Jo 14: 6)</span></span></span></li>
</ol>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a href="http://adoracaosemlimite.wordpress.com/2008/07/24/principios-basicos-para-o-evangelismo-pessoal/2/" target="_self">Continua...</a></p>
<p><!--nextpage--></p>
<p class="western" style="text-indent:1.28cm;margin-bottom:0;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em>Porque Evangelizar?</em></span></span></span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.28cm;margin-bottom:0;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Porque foi a única ordem que Deus deixou para toda igreja, e é necessário para resgatar aqueles que estão perdidos, ou seja, que ainda não foram alcançados por Jesus Cristo, ou que ainda precisam ser libertos do Pecado que os aprisionam por terem os seus corações endurecidos.</span></span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Erros que não devemos cometer:</span></span></span></p>
<ol>
<li><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Deixar 	celular ligado ou atendê-lo enquanto se evangeliza;</span></span></span></li>
<li><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Consumir 	guloseimas (Balas, Chicletes, etc.), durante o ato do evangelismo;</span></span></span></li>
<li><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Não 	interceder, é bom sempre se ter uma consciência que 	estamos numa guerra (Ef 6:10-18);</span></span></span></li>
<li><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Nunca 	interromper quem está evangelizando;</span></span></span></li>
<li><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Se 	for o caso da pessoa evangelizada quiser desabafar, escutá-la, 	para que logo em seguida seja dado o diagnóstico correto;</span></span></span></li>
<li><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Nunca 	se distraia, dê o máximo de atenção 	naquilo que você está fazendo, para que o adversário 	não encontre brechas para atrapalhar o evangelismo. </span></span></span></li>
</ol>
<p class="western" style="text-indent:2.01cm;" align="right"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Por: Claudeilson Cesar<br />
Vice-Dirigente do Grupo de Evangelismo Noturno Palavra da Vida </span></span></span>
</p>
<p class="western" style="text-indent:-0.02cm;" align="left"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="color:#000000;">Abração do Fabrição...e animação!!!!</span></span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Música Gospel: Padrões de Deus ou padrão do mundo?]]></title>
<link>http://adoracaosemlimite.wordpress.com/?p=453</link>
<pubDate>Thu, 24 Jul 2008 17:41:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>fabriciodf</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Hey people!!
Estava pensando sobre o quê o Pr. Ian comentou na palestra do dia 23/07 no EPEDT e li]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h2><img class="alignnone" src="http://www1.istockphoto.com/file_thumbview_approve/3627918/2/istockphoto_3627918_beautifull_song.jpg" alt="" width="168" height="205" /></h2>
<p><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Hey people!!</span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Estava pensando sobre o quê o Pr. Ian comentou na palestra do dia 23/07 no EPEDT e li este texto sobre música gospel. Ele é muito interessante. Gostaria de ver os comentários que surgirão mediante este documento de Ronaldo Bezerra. Vale a pena dar uma lida e tirar algumas dúvidas sobre música gospel. Aproveite a leitura!! Very good de boa!!</span></span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><!--more--><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:small;"><span style="text-decoration:underline;">Música Gospel: Padrões de Deus ou padrão do mundo?</span></span></span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;">
<h2 style="text-align:justify;margin:auto 0;"><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 		H2 { margin-bottom: 0.21cm } --></h2>
<p class="west