<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><!-- generator="wordpress.com" -->
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	>

<channel>
	<title>espiritualidade-religiao-teologia &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/espiritualidade-religiao-teologia/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "espiritualidade-religiao-teologia"</description>
	<pubDate>Sun, 27 Jul 2008 10:15:21 +0000</pubDate>

	<generator>http://wordpress.com/tags/</generator>
	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[Geração rasca?]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2520</link>
<pubDate>Sat, 26 Jul 2008 08:46:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2520</guid>
<description><![CDATA[Uma vida curta mas impressionantemente significativa, em Exegeses e Homilias.
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Uma vida curta mas impressionantemente significativa, em <a href="http://exegesesehomilias.blogspot.com/2008/07/um-marcante-exemplo-de-vida-crist.html">Exegeses e Homilias</a>.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pedofilia na igreja]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2492</link>
<pubDate>Thu, 24 Jul 2008 08:36:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2492</guid>
<description><![CDATA[
Artigo de Rui Rangel no DN. A ler.
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://i203.photobucket.com/albums/aa271/ovelhaperdida/Brissos%20Lino/dia_da_pedofilia_2.jpg" alt="" width="312" height="272" /></p>
<p><a href="http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelID=00000093-0000-0000-0000-000000000093&#38;contentID=5E0FEF50-2B5A-4C3B-807A-632AB575CFB9">Artigo de Rui Rangel</a> no DN. A ler.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ensaio sobre o suicídio, por João Tomaz Parreira]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2497</link>
<pubDate>Thu, 24 Jul 2008 08:36:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2497</guid>
<description><![CDATA[
SUICÍDIO, LINHA DE FRONTEIRA
&#8220;Então, Saul tomou a espada e se lançou sobre ela.&#8221; I S]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://i203.photobucket.com/albums/aa271/ovelhaperdida/Brissos%20Lino/suicidio.gif" alt="" width="392" height="293" /></p>
<p>SUICÍDIO, LINHA DE FRONTEIRA</p>
<p>"Então, Saul tomou a espada e se lançou sobre ela." I Samuel,31:4.</p>
<p>Saul não foi um herói paradigmático, embora trágico, por isso a sua morte é sem louvor bíblico. Embora David tenha feito uma elegia para o Livro dos Justos, mas essa morte entra no acto deplorável e não recomendável do suicídio. E um suicídio levou a outro.</p>
<p>Algumas culturas muito posteriores iriam ver este acto de Saul e do seu escudeiro como uma maneira honrosa de escapar a uma situação de derrota e de vergonha.</p>
<p>Em todo o caso, a Bíblia Sagrada, sem julgar moralmente os suicidas, refere apenas quatro declarados actos de aplicação da morte a si próprio, sendo três de personagens marcantes: Saul, Aitofel e Judas Iscariotes.</p>
<p>O vocábulo não é remoto, embora no latim se dissesse sui caedere. O termo foi criado ou usado pela primeira vez em 1737 por um historiador e jornalista, o abade francês Pierre Desfontaines, contemporâneo e antagonista de Voltaire, e baseia-se na junção das palavras sui (si mesmo) e caederes (acção de matar).</p>
<p>Remoto é, contudo, o acto em si. E no Velho Testamento o suicídio de Aitofel, apesar de antigo, dir-se-ia que já possui em si mesmo os contornos de um suicídio moderno.</p>
<p>Aitofel chega a casa, pondera sobre as impossibilidades de Absalão sair vencedor, arruma os seus papéis, guarda a sua componente de traição a David e enforca-se. Deixou uma nota de suicídio? Desconhece-se, embora as razões do seu acto limite estejam divulgadas em pormenor no livro bíblico de Samuel (II, 17,23).</p>
<p>UM TERMO SOCIAL QUE NÃO SE DESVINCULA DA FILOSOFIA</p>
<p>O suicídio é sempre um atentado contra o Ser. Com um significado de desespero e como um linha de fronteira, entre o ser e a sua essência. Certo poeta e dramaturgo marselhês, do século XX, recomendou mais a si próprio do que aos outros: «antes de me suicidar exijo que me assegurem a respeito do ser, eu gostaria de estar seguro a respeito da morte» (2 ) Este escritor surrealista, Antonin Artaud, teve a coragem de escrever um livro invulgar em que acusa a sociedade de ter suicidado Van Gogh. Mesmo este, ao suicidar-se com 37 anos, escreveu uma mensagem (nota de suicídio) em que dizia: «A tristeza nunca vai embora».</p>
<p>Afigura-se sempre, do lado do observador social, que o suicida é aquele que procura uma saída. O primeiro rei israelita procurou-a. Tal foi também o caso-estudo da história da Literatura anglo-saxónica, no âmbito dos poetas-depressivos, com o suicídio de Sylvia Plath aos 30 anos, em 1963.</p>
<p>"Morrer \ É uma arte, como outra coisa qualquer.\ E eu executo-a excepcionalmente bem."<br />
Sylvia Plath.</p>
<p>O grande mártir da teologia protestante Dietrich Bonhoeffer escreveu no seu livro «Tentação» que o «suicídio é o último acto do drama da tristeza» e apontou o «pecado da tristeza» como um desespero/ desesperatio.</p>
<p>SEM SAÍDA OU O "HUIS CLOS" DE SARTRE</p>
<p>Em qualquer caso de suicídio, que implique sempre a tomada de consciência do acto na linha de fronteira do desespero, que é «o desejo de nos desembaraçarmos do nosso eu», uma espécie de anseio por um repouso sem conflito, existe sempre a ideia de que se está a fugir da existência, salvo nos casos de suicidas com gravíssimas patologias mentais.</p>
<p>Tanto pensadores cristãos como Paul Tillich ou ateus como Jean-Paul Sartre falam da impossibilidade de fuga a nós próprios ou fugir de algo ou de «um quarto» sem saída. Deste último a conhecida peça «Huis Clos»( «Portas Fechadas»), agnóstica e existencialista, trata do sentimento do ser humano fechado com a sua culpa e a dos outros, numa espécie de quarto que é o «inferno» de Sartre, sem saída. As três personagens estão «mortas» e têm que suportar a convivência e a sua culpa, concluindo para si que o inferno são os outros. É uma peça literária de desesperança, com alguma verdade consequente no momento em que uma das personagens tenta matar a outra, é-lhe dito:«O que estás tu a fazer? Tu sabes muito bem que estamos mortas. Nada nos poderá voltar a matar, facas, veneno, cordas. Estamos mortas para sempre.» Naquele mundo / inferno fechado nem o suicídio seria possível.</p>
<p>O CONFLITO COM O PRÓPRIO SER, SEGUNDO TILLICH</p>
<p>Num acto suicida estão implícitas questões como: vida x morte, presença x ausência, e elas fazem do acto perpetrado um enigma. A morte natural, mesmo a por doença, não pode ser considerada um enigma, face à causa bíblica e ontológica da morte (o Pecado), ainda que se possa pensar que se morre sempre demasiado cedo ou demasiado tarde.</p>
<p>Mas o suicídio é uma pretensa fuga. Como uma forma de o homem se livrar de si mesmo, considera o teólogo protestante Paul Tillich, de resto como uma total impossibilidade. Porque é também uma auto-negação da vida. De acordo com Tillich é a Fé que dá coragem para existir apesar das aflições, problemas e tragédias que se abatam sobre o Ser, a coragem é essencial ao Ser.</p>
<p>Por isso mesmo o atentado do ser humano à sua existência entra na dimensão teológica e bíblica. Com esta perspectiva, as reacções ao suicídio, ao longo dos séculos, têm variado de cultura para cultura. Em muitas religiões, o acto é considerado pecado. Tratando-se de uma interpretação correcta, não é de estranhar que Agostinho de Hipona tenha hiperbolizado a exegese ao afirmar que os cristãos não podem cometer suicídio, pois este está também compreendido no mandamento «Não matarás» (Ex 20,13).</p>
<p>Porém, tal disputa em torno do suicídio é quase sempre relegada para o terreno do social e das patologias mentais.</p>
<p>Mas se a previsibilidade social deste atentado nem sempre está patente, existem hoje, sobretudo hoje numa sociedade mergulhada em depressões e falta de esperança, alegadamente sem saídas, alguns indicadores de risco:</p>
<p>Tentativa anterior ou fantasias de suicídio. Disponibilidade de meios para o suicídio. Ideia de suicídio abertamente falada. Preparação de um testamento. Luto pela perda de alguém próximo. História de suicídio na família. Pessimismo ou falta de esperança. Jovens suicidas.</p>
<p>E, sobretudo, é preciso que se atente para um fenómeno cada vez mais pressionante do homem e da mulher modernos, o que os especialistas consideram como Borderline. A Perturbação de Personalidade Limite (PPL) que produz um equívoco perigoso, a instabilidade estável, que leva a estados de auto-mutilação diversos que podem culminar com a concretização máxima do suicídio.</p>
<p>Normalmente é apresentada no humor, nos relacionamentos com os outros, na imagem que se tem de si mesmo, nos comportamentos mais diversos na vida familiar e profissional.</p>
<p>Apesar de uma Associação Internacional de Prevenção do Suicídio, que estuda e previne o mesmo, os números no mundo continuam assustadores - mais de 3000 por dia -, e, com certeza, desconhecidos os números daqueles que praticam a «deliberate self harm»( o que designa a intenção de suicídio, ou auto-lesão intencionada).</p>
<p>Dramaticamente entre os jovens ( dos 15 aos 24 anos) o suicídio é a terceira causa de morte, atrás dos acidentes, homicídios ou mesmo guerras. Segundo o INE, em 2005 houve 910 casos.</p>
<p>Face a estes e outros números que as estatísticas hoje evidenciem (embora os dados do INE deste ano só estejam disponíveis daqui a dois), finalmente, a tautologia da enfermidade humana: desespero desesperado pela incapacidade de ser, tem no Evangelho de Jesus Cristo o antídoto - o Amor de Deus pelo homem.</p>
<p>Mesmo no desespero continua hoje válido o que afirmou Kierkegaard: «Quem desespera não pode morrer», isto é, desenvencilhar-se do Eu, mas levá-lo aos pés do Salvador Jesus Cristo.</p>
<p>Fonte: João Tomaz Parreira, em Portal Evangélico, via Papéis na Gaveta.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Literalismo bíblico]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2468</link>
<pubDate>Mon, 21 Jul 2008 14:46:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2468</guid>
<description><![CDATA[
A cena aconteceu num restaurante de Nova York e o diálogo decorreu assim:
– A massa da torta é ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://i203.photobucket.com/albums/aa271/ovelhaperdida/Brissos%20Lino/HaredimI.jpg" alt="" width="400" height="266" /></p>
<p>A cena aconteceu num restaurante de Nova York e o diálogo decorreu assim:<br />
– A massa da torta é feita com banha de porco?<br />
– Acho que não, mas vou verificar – responde o empregado.<br />
– Obrigado. É que não posso comer banha de porco.<br />
– Alergia?<br />
– Não, Levítico.</p>
<p>A conversa está relatada num livro do jornalista A.J. Jacobs, no qual ele conta com minúcias hilariantes como é viver um ano em Manhattan seguindo o mais literalmente possível as regras da Bíblia – o que inclui evitar banha de porco. Ele leu a Bíblia e anotou cada regra. No fim, tinha 72 páginas com mais de 700 orientações. Cumpriu-as durante 387 dias. Foram oito meses seguindo o Velho Testamento e quatro seguindo o Novo Testamento.</p>
<p>Entre as regras, estão as mais conhecidas, como amar ao próximo, pagar o dízimo, não cobiçar a mulher alheia. Mas também estão normas absurdas, como apedrejar os blasfemos, bater nas crianças com vara ou arrancar um olho do pecador. Para não acabar na cadeia, Jacobs também dispensou as caudalosas sugestões de pena de morte, aplicadas dos adúlteros aos que conferem o horóscopo. Quantas são as sugestões de pena de morte? Ele, que contabilizou tudo, responde: "Pense na Arábia Saudita, multiplique pelo Texas e triplique o resultado – é isso".</p>
<p>A graça do livro, e de sua denúncia bem-humorada de que o literalismo bíblico pode levar à mais honrada idiotia, está no cumprimento rigoroso das normas mais exóticas. São coisas como evitar roupas com fibras misturadas, especialmente lã e linho. Ou passar azeite de oliva na cabeça, tocar harpa de dez cordas, assoprar uma corneta (um chifre de carneiro resolve) no início de cada mês, andar com dinheiro amarrado à mão e deixar a barba crescer – o que levou a barba do autor a virar presa fácil do zíper da jaqueta e abrigo constante da espuma do cappuccino.</p>
<p>A Bíblia também proíbe tocar nas mulheres menstruadas (o autor pensou em pedir um plano com o ciclo menstrual de suas colegas de trabalho) e manda nunca pronunciar o nome de outros deuses. Como a palavra quinta-feira em inglês (thursday) vem do deus nórdico Thor, Jacobs sentia-se na obrigação bíblica de dizer: "Vamos almoçar no quarto dia útil da semana?".</p>
<p>A mais surpreendente descoberta de Jacobs é a de que ele não está só. "Fiquei surpreso. Parece que, para cada passagem da Bíblia, tem alguém capaz de segui-la literalmente", disse o autor a VEJA. Ele achou um rabino ortodoxo que, microscópio em punho, vai à casa dos fiéis examinar as fibras das roupas para evitar misturas. Descobriu que há 50 mil judeus, em Israel e na Califórnia, que desligam o aquecimento de casa no sábado, dia sagrado de descanso, mesmo durante o inverno. Porque no sábado não se pode trabalhar, e manter o aquecimento ligado é negociar – negociação é trabalho – com a companhia de energia eléctrica.</p>
<p>Há gente que assopra chifre de carneiro e há uma loja em Indiana que já vendeu mais de 1 000 harpas de dez cordas a dezasseis países. Em Israel e em três estados americanos – Texas, Nebraska e Mississippi –, fundamentalistas tentam produzir uma vaca vermelha. A Bíblia diz que a purificação verdadeira está em matar uma vaca vermelha, queimá-la em madeira de cedro e aspergir as cinzas, misturadas em água, sobre a própria cabeça.</p>
<p>Jacobs descobriu uma empresa, em Utah, que aluga todos os filmes de Hollywood com cenas de sexo e violência devidamente cortadas. Claro: ele alugou Kill Bill, de Quentin Tarantino, certo de que não restariam cinco minutos de filme. Deu mais de uma hora. Mas não fez nenhum sentido.<br />
<em><br />
Fonte: Veja, via Pavablog.</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre símbolos e imagens]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2450</link>
<pubDate>Sat, 19 Jul 2008 09:48:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2450</guid>
<description><![CDATA[Anselmo Borges no DN.
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Anselmo Borges no <a href="http://dn.sapo.pt/2008/07/19/opiniao/predominio_imagem_e_pobreza_simbolo.html">DN.</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A igreja católica e o futuro, segundo Anselmo Borges]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2381</link>
<pubDate>Sun, 13 Jul 2008 12:10:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2381</guid>
<description><![CDATA[
Foi notícia nos média: a diocese de Lisboa perdeu nos últimos sete anos à volta de cem mil fié]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://i203.photobucket.com/albums/aa271/ovelhaperdida/Brissos%20Lino/SemanaBentoMissa.jpg" alt="" width="358" height="247" /></p>
<p>Foi notícia nos média: a diocese de Lisboa perdeu nos últimos sete anos à volta de cem mil fiéis praticantes.</p>
<p>O próprio cardeal-patriarca reconheceu que há muita negatividade nas celebrações e na Igreja: inadaptação aos novos tempos; deficiências na formação dos padres; má proclamação da Palavra de Deus; má qualidade e falta de mensagem religiosa dos cânticos; homilias inadequadas e deficientes.</p>
<p>Os jovens queixam-se de que as celebrações são um seca e, frequentemente, têm razão. Onde estão a possibilidade de participação e de diálogo e homilias iluminantes da vida e dos seus problemas e a festa?</p>
<p>Por outro lado, há a invasão do materialismo e do consumismo hedonista. Ora, numa sociedade que procura fundamentalmente o bem-estar material, Deus tem cada vez menos lugar. Mesmo que haja - e há - procura de espiritualidade, já não é necessariamente através da mediação da Igreja. Aliás, há uma imensa crise de fé, que atinge o próprio clero, e sinais de que o cristianismo se pode tornar minoritário na Europa.</p>
<p>Mas é necessário também prevenir para equívocos e falsas idealizações. Assim, como mostrou J. Delumeau, não se pense, por exemplo, que a Idade Média foi sempre modelo de vida cristã. Apesar de tudo, talvez a Igreja hoje seja mais autêntica do que em todas as outras épocas, com excepção dos primeiros tempos do cristianismo. Não se pode esquecer que o mais importante é a prática cristã na vida: praticar a justiça, amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo. A outra prática - a frequência da missa -- deveria vir na sequência da primeira.</p>
<p>De qualquer forma, embora, segundo estudo recente, mais de dois terços dos portugueses apresentem o ser católico como factor de identidade nacional, há uma crescente desafeição em relação à Igreja institucional. De facto, ela não acompanha os tempos e é vista como retrógrada: veja-se, por exemplo, a moral sexual e a relação entre fé e ciência.</p>
<p>Ainda recentemente dizia Eduardo Lourenço: "Lamento que o catolicismo se refugie em coisas arcaizantes que têm efeitos éticos e sociais deploráveis. Não sei se está condenado a morrer, mas está condenado a transformar-se."</p>
<p>Quando se pensa nas transformações do mundo moderno, percebe-se quanto será necessário, sem perder o núcleo da sua mensagem, a Igreja mudar. Dificilmente serão aceitáveis estruturas piramidais, sem participação activa, democrática. As mulheres andam magoadas com a Igreja e vão, legitimamente, exigir tratamento de igualdade. A Igreja não pode pregar os direitos humanos para fora, não os praticando dentro dela. Um dogmatismo rígido e inflexível, sem uma sadia opinião pública, não lhe é de modo nenhum favorável.</p>
<p>Depois, há vícios que é preciso combater, como proclama, do alto dos seus 81 anos, o cardeal Carlo Martini, considerado papabilis durante anos. Para ele, "o vício clerical por excelência" é a inveja. Há muitas pessoas dentro da Igreja "consumidas" pela inveja, perguntando: "Que mal cometi eu para nomearem fulano como bispo e não a mim?"</p>
<p>Para Martini, há outros pecados capitais fortemente presentes na Igreja: a vaidade e a calúnia. "Que grande é a vaidade na Igreja! Vê-se nos hábitos. Antes, os cardeais exibiam capas de seis metros de cauda de seda. A Igreja reveste-se continuamente de ornamentos inúteis. Tem essa tendência para a ostentação, o alarde."</p>
<p>E "o terrível carreirismo" clerical, especialmente na Cúria Romana, "onde todos querem ser mais"? Por isso, "certas coisas não se dizem, já que se sabe que bloqueiam a carreira". Isso é "péssimo para a Igreja". A verdade brilha pela ausência, pois "procura-se dizer o que agrada ao superior e age-se como cada um imagina que o superior gostaria, prestando deste modo um fraco serviço ao Papa".</p>
<p>Autênticas comunidades cristãs têm de assentar em três pilares: fé viva e capaz de dar razões, prática do amor e da justiça, celebrações belas a fortalecer a vida e a fé e a dar horizonte de sentido último à existência.</p>
<p>A Igreja só pode ter futuro, cumprindo o núcleo da sua missão: manter a pergunta acesa e activa a compaixão.<br />
<em><br />
Fonte: <a href="http://dn.sapo.pt/2008/07/12/opiniao/sobre_o_futuro_igreja_catolica.html">DN.</a></em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Hora do strip-tease]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2363</link>
<pubDate>Sat, 12 Jul 2008 09:28:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2363</guid>
<description><![CDATA[
“Tive que fazer quebra de maldições porque estava presa às pessoas que beijei antes de me conv]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://i203.photobucket.com/albums/aa271/ovelhaperdida/Brissos%20Lino/castidade_interno2.jpg" alt="" width="378" height="271" /></p>
<p>“Tive que fazer quebra de maldições porque estava presa às pessoas que beijei antes de me converter. Assim como o sexo ilícito traz doenças, o beijo passa espíritos de uma pessoa para outra.”</p>
<p>O testemunho acima está na comunidade Beijo só no dia do casamento!, no Orkut. O grupo reúne mais de 2.500 jovens. Dezenas de tópicos giram em torno do mesmo tema: beijar é proibido para a galera cristã.</p>
<p>A decisão radical e voluntária remete à rigidez com que o tema já era tratado na década de 70. Alguns acampamentos inspiraram piadas em profusão ao vetar que casais de namorados cometessem o ato devasso de caminhar de mãos dadas. Nas piscinas, os guardiões da moral emulavam Jânio Quadros ao proibir biquínis. Só pensavam naquilo... como todos os jovens!</p>
<p>Após o diagnóstico dos primeiros casos de Aids no início dos anos 80, o discurso endureceu ainda mais. “O meu prazer agora é risco de vida”, cantava Cazuza. Católicos e evangélicos adotaram o discurso ecumênico da falibilidade da camisinha. Enquanto isso, crianças eram abusadas por padres e zilhares de moças solteiras engravidavam e precisavam “reparar o mal” por meio de casamentos marcados pela efemeridade.</p>
<p>Os resultados pífios das cruzadas anti-sexo levaram alguns clérigos a radicalizar o jogo. Muitos só oficiavam casamentos de moças grávidas se elas usassem uma tarja negra no alvíssimo vestido de noiva. Os rapazes também não foram esquecidos. Lembro-me de um pastor que recomendou a um seminarista a ingestão de hormônios para aplacar os desejos sexuais. É mole?</p>
<p><strong>Beleza americana</strong></p>
<p>A preocupação em manter a juventude afastada do sexo continua na agenda da maioria das igrejas. Nos Estados Unidos, atingiu maior grau de sofisticação sob o belicismo tresloucado do governo Bush. Não importa se são soldados iraquianos ou adolescentes com os hormônios açulados, guerra é guerra. Deus salve a América.</p>
<p>Em 2007, o Estado americano investiu US$ 191 milhões em mais de 700 programas que preconizam a abstinência sexual. Calcula-se que no ano passado foram realizados mais de 1.500 “Bailes da Pureza” em todo o país. No evento, adolescentes e pais assumem o compromisso de zelar pela castidade. Segundo a mídia, cerca de 16% das garotas americanas já assinaram compromissos de virgindade. Ao que parece, Deus estranhamente não está na lista de convidados do rega-bofe das imaculadas.</p>
<p><strong>Ao sul do Equador</strong></p>
<p>“Toda religião que, em nome de uma ordem espiritual, impõe sobre o corpo um regime de sistemática repressão, tende a produzir personalidades neuróticas.” A asserção do teólogo e educador Rubem Alves infelizmente tem sido comprovada com freqüência no seio da igreja.</p>
<p>Perdidos em meio ao tiroteio entre os que têm vida sexual regular e os xerifes da castidade, muitos jovens cristãos são confusos a respeito da virgindade, por exemplo. Não é raro que alguns casais tenham total liberdade no namoro, desde que o hímen permaneça zero quilômetro. Desconheço qual o parâmetro usado para os rapazes nesse raciocínio tosco.</p>
<p>A consumação do casamento infelizmente não resolve os problemas na área. Ao contrário, aí é que se manifestam os efeitos retardados decorrentes dos discursos policialescos e castradores ouvidos durante anos. Muitos casais nunca estão sozinhos na cama. Culpa, vergonha e medo são presenças freqüentes, destruindo a beleza desse presente sublime do Criador. Igrejas frias e camas mornas (ou o contrário) não são recomendáveis para nenhum lar cristão.</p>
<p>Manter-se afastado dos prazeres sexuais não garante por si só a presença divina em quaisquer faixas etárias. Melhor seria investir tempo e energia na busca de intimidade com Deus. Pra começar, é necessário limar toda a aura de hipocrisia em torno do assunto, como fez a galera do Sexxx Church. O escritor irlandês Oscar Wilde afirmou que “a maioria das pessoas apenas existe”. Passou a hora de o rebanho se despir do discurso moralista de fachada e, com os braços livres, abraçar a vida em abundância que nos foi prometida. Prazer igual não há!</p>
<p>(texto da minha coluna na próxima edição da revista "Cristianismo Hoje".)<br />
<em><br />
Fonte: Sérgio Pavarini em Pavablog.</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Jung e o Protestantismo]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2328</link>
<pubDate>Thu, 10 Jul 2008 09:25:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2328</guid>
<description><![CDATA[
Tese de Mestrado em Ciências da Religião, defendida por Sílvio Lopes Perez na Universidade Presb]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://i203.photobucket.com/albums/aa271/ovelhaperdida/Brissos%20Lino/jungwriting.jpg" alt="" /></p>
<p>Tese de Mestrado em Ciências da Religião, defendida por Sílvio Lopes Perez na Universidade Presbiteriana Mackenzie</p>
<p>A presente pesquisa trata do pensamento de Carl Gustav Jung, acerca do Protestantismo como religião. Declarando-se protestante, Jung faz considerações pertinentes quanto às influências que o Protestantismo sofreu e desempenhou na história do Cristianismo, e os resultados que seus fiéis logram, por pertencer a ele, desde os períodos anteriores à Reforma do século XVI, focalizando sua atenção no Iluminismo dos finais do século XVII e todo o século XVIII, chegando aos seus dias, no século XX. O objectivo do trabalho é apresentar como Jung entendeu o Protestantismo como risco e possibilidade religiosa, isto é, seus aspectos negativos e positivos. Para isto foram reportados alguns conceitos científicos elaborados por Jung, com o objectivo de compreender os fundamentos das suas observações quanto à fé protestante, visto serem suas experiências pessoais, o ponto principal das suas análises científicas, quanto ao Protestantismo.</p>
<p><a href="http://mx.mackenzie.com.br/tede/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=496">Leia o texto completo aqui.</a></p>
<p>Fonte: Pavablog, via <a href="http://papeisnagaveta.blogspot.com/2008/07/jung-e-o-protestantismo.html">Papéis na Gaveta</a>.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sabedoria judaica]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2325</link>
<pubDate>Wed, 09 Jul 2008 20:55:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2325</guid>
<description><![CDATA[
Rir das sandices dos tolos é um dos mais antigos divertimentos da humanidade. Reside em cada pesso]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://i203.photobucket.com/albums/aa271/ovelhaperdida/Brissos%20Lino/allesauzuck.jpg" alt="" /></p>
<p>Rir das sandices dos tolos é um dos mais antigos divertimentos da humanidade. Reside em cada pessoa o profundo impulso psicológico de se engrandecer à custa da diminuição dos outros, considerados menos brilhantes. Tolo, naturalmente, é sempre o outro; nós, nunca! Entretando,como todos já tropeçaram nos cadarços dos sapatos, falaram bobagens e pensaram sandices, resta tirar da tontice, lições para a vida.</p>
<p>Os judeus transmitiam seus valores éticos e verdades espirituais com a sabedoria proverbial. Contavam anedotas, adágios e máximas para comunicar preceitos riquíssimos. Ninguém riu mais de si e de sua cultura do que o judeu.</p>
<p>“O tolo procurou o rabino:</p>
<p>- Eu sei que sou tolo, rabi, mas não sei o que fazer a respeito. Por favor, aconselhe-me.</p>
<p>- Ora, meu filho! – exclamou o rabino, simpático – Se sabe que é tolo, é porque não é, com toda certeza.</p>
<p>- Então por que todo mundo diz que eu sou?</p>
<p>O rabino olhou para ele um instante, pensativo:</p>
<p>- Se você próprio percebe que não é tolo – disse o rabino, áspero – e fica dando atenção ao que as pessoas dizem, então é tolo mesmo”.</p>
<p>Na Bíblia, o tolo é chamado de simples ou insensato e vários provérbios lhe foram dedicados “O tolo quando se cala, passa por sábio”; “o simples acredita em tudo o que ouve”; “a língua dos sábios torna atraente o conhecimento, mas a boca dos tolos derrama insensatez”.</p>
<p>“Arranjaram um casamento para um rapaz que era meio bobo, coitado. Não tinha a menor idéia de como se comportar com outras pessoas. A fim de evitar que ele passasse vergonha, o pai, que sabia das coisas, deu-lhe a seguinte orientação.</p>
<p>- Na primeira visita à sua noiva, é certo que ficará sem saber o que falar. Portanto, se quiser causar boa impressão, ouça o meu conselho. Primeiro, fale de amor, de gostar; em seguida, mencione a família. Finalmente, um pouco de filosofia para encerrar a conversa. O noivo balançou a cabeça, e garantiu que entendera perfeitamente. Com a bênção do pai, saiu então para a primeira visita à sua prometida.</p>
<p>No começo, com os pais dela presentes, o constrangimento foi enorme. Depois que saíram da sala, delicadamente, ele relaxou um pouco. Lembrando-se do conselho do pai – falar de amor, de gostar – ele perguntou à moça, à queima-roupa:</p>
<p>- Gosta de macarrão?</p>
<p>- Claro, - ela respondeu, surpresa – Por que não haveria de gostar?</p>
<p>Passado um momento de silêncio, ele voltou à carga:</p>
<p>- Você tem um irmão?</p>
<p>- Não, não tenho.</p>
<p>O rapaz estava feliz. Cumpria brilhantemente as duas primeiras instruções do pai, tendo falado de gostar e tocado em questões de família. Faltava o toque filosófico:</p>
<p>- Kaleh – perguntou ele, franzindo a testa.  – Se tivesse um  irmão, será que ele gostaria de macarrão?</p>
<p>Assim, com poesia e humor, parábolas e crônicas, tragédias e profecia, os judeus transmitiram sua fé, seus valores e sua organização social que sobreviveu séculos, mesmo enquanto vagaram errantes pela terra.</p>
<p>PS. As anedotas foram colhidas em "Um tesouro do folclore judaico" de Nathan Ausbel - A. Koogan, Editor - Rio de Janeiro.</p>
<p>Soli Deo Gloria.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.ricardogondim.com.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=65&#38;sg=0&#38;id=1905">Ricardo Gondim.</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Música cristã em cantonense]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2275</link>
<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 18:59:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2275</guid>
<description><![CDATA[
Via: Christian’s Network.


]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/mIke3QiALaA'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/mIke3QiALaA&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p>Via: Christian’s Network.</p>
<p><a href="//www.speedyshare.com/data/411376604/11815398/43825100/La%20Rambla.mp3]"><br />
</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Os outros 300]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2229</link>
<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 09:07:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2229</guid>
<description><![CDATA[
“300” é a adaptação ao cinema da novela com o mesmo nome, cujo argumento se constrói em tor]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://i203.photobucket.com/albums/aa271/ovelhaperdida/Brissos%20Lino/300-movie03.jpg" alt="" width="421" height="229" /></p>
<p>“300” é a adaptação ao cinema da novela com o mesmo nome, cujo argumento se constrói em torno da antiga batalha de Termópilas. A história apresenta Leónidas, Rei de Esparta, que conduz a sua guarda pessoal de 300 homens a  Termópilas, nome cujo significado literal é o de “Portões Quentes”, um local onde os persas planeavam invadir a Grécia. Nesta ocasião, Leónidas comanda apenas a sua guarda pessoal porque o exército não tem permissão para sair do território espartano durante o festival da Carnéia. A história termina com os guerreiros de Leónidas mortos na batalha, apenas se salvando um, Dílios, que vai a Esparta contar a história dos 300. As sua mortes gloriosas capacitam o resto dos exércitos gregos a preparar as suas defesas e a repelir os invasores estrangeiros.</p>
<p>Esta impressionante história de guerra faz-nos lembrar uma outra que envolve também 300 homens. Durante sete longos anos, Israel foi oprimido pelos midianitas que destruíam sistematicamente os seus campos de cultivo (Juízes 6:1-10), mantendo-os na miséria e em aflição, até ao dia em que o povo na sua angústia clamou ao Senhor. Então Deus levantou Gideão, o filho de Joás, que libertou Israel das suas mãos.</p>
<p>Depois de destruir o altar de Baal e ter cortado o bosque ( 6:25-32), Gideão reuniu 32000 homens para batalhar contra a poderosa aliança entre midianitas e amalequitas (Juízes 6:33-35). Deus, no entanto, tinha um plano completamente diferente que implicava logo à partida uma redução drástica deste número, conforme explicou a Gideão: “…muito é o povo que está contigo, para eu dar os midianitas em sua mão; a fim de que Israel se não glorie contra mim dizendo:  “a minha mão me livrou”(Juízes 7:2). Deste modo, Deus esperava que o povo compreendesse claramente que a glória pertence ao Deus de Israel e somente a Ele.</p>
<p>Se, no âmbito individual ou colectivo, estamos empenhados em submeter-nos ao plano de Deus ao invés de seguirmos com o nosso próprio plano por muito bem arquitectado que seja, então é necessário prestar atenção a alguns aspectos desse mesmo plano.<br />
Avançar de acordo com a direcção de Deus é garantia de vitória, a avaliar pelo que aconteceu com Gideão. Ignorar o Seu plano é insensato, tal como nos sugere Tiago na sua Carta no capítulo 4, versículo 13 a 17, ao lembrar-nos que deve ser Deus a ter sempre a palavra final nos nossos planos e projectos. Aprender a incluí-l’O em tudo o que pensamos fazer é sábio da nossa parte, pois depressa concluiremos que, de facto, Ele sabe o que é melhor para nós.</p>
<p><strong>1. Deus tem sempre o melhor plano</strong><br />
Pode não ser o plano mais fácil, agradável ou popular, mas é seguramente o melhor.    Tomemos como exemplo o caso de Pedro após uma noite a tentar pescar, sem qualquer resultado. O seu plano seria, provavelmente, chegar a terra, guardar os apetrechos da pesca e ir para casa descansar. Porém, depois de obedecer à ordem de Jesus (Lucas 5:4-8), descobriu que afinal o Senhor tinha um plano bem melhor para ele.</p>
<p><strong>2. É seguramente um plano diferente</strong><br />
Gideão preparou-se para a batalha com 32000 soldados, acreditando que seria um número razoável para vencer os midianitas, mas Deus pensou de modo diferente. Temos a tendência para fazer planos que nos tragam satisfação e nos favoreçam mediante o esforço que neles empregamos. Paulo, aliás Saulo de Tarso, usou de todos os meios ao seu alcance para destruir os cristãos. No entanto, Deus tinha um plano bem diferente para ele.</p>
<p><strong>3. Tem características muito próprias</strong><br />
Qualquer plano tem as suas especificidades. Comandados por Gideão, aqueles 300 homens rodearam milhares de midianitas durante a noite, armados não com armas letais, mas com trombetas, cântaros e tochas. Foi em resultado da aceitação  das características específicas do plano de Deus que o Senhor se mostrou fiel com tão poucos. Se eles não estivessem dispostos a seguir à risca cada detalhe do plano que Deus elaborou, certamente que teriam perdido algo de muito bom para as suas vidas.<br />
Pergunto: Será que à semelhança de Gideão e dos seus homens Deus nos quer  igualmente dirigir numa direcção diferente que jamais imaginámos?</p>
<p><strong> 4. O êxito do plano depende de:</strong><br />
<strong> a. Confiança na ajuda do Senhor.</strong> Gideão sentiu-se inadequado para desempenhar a tarefa (6:15), acabando convencido de que o Senhor o ajudaria. Tal como Gideão não raras vezes nos sentimos incapazes diante das tarefas que temos para executar. Precisamos então de confiar no Senhor, que deseja mostrar-se fiel connosco.<br />
<strong> b. Submissão.</strong> Para que o plano de Deus resultasse em pleno, Gideão e os seus homens teriam que submeter-se incondicionalmente ao Senhor, o que nem sempre é fácil. O que terá pensado Gideão ao ver uma redução tão drástica no número de guerreiros que Deus designou? Nunca saberemos, mas fica o retrato de alguém que preferiu o caminho da submissão à vontade de Deus. Esta é a marca distintiva de uma vida que pretende agradar ao Senhor.<br />
<strong> c. Perseverança.</strong> É preciso uma grande convicção e uma fé determinada para avançar com 300 homens desarmados contra um exército de vários milhares. Deus honrou a fé deles conduzindo-os numa grande vitória. De igual modo, Deus deseja dar-nos a vitória que precisamos se O honrarmos em fé (Hebreus 11:6).<br />
<strong> d. Convicção.</strong> Muitas pessoas têm opiniões interessantes, mas poucas permanecem nas suas convicções. Ali estavam 300 homens, mas “ ficou-se cada um no seu lugar ao redor do arraial” (7:21). Já pensou nos resultados que seriam alcançados hoje se cada um de nós permanecesse no seu lugar, em fidelidade?</p>
<p>Vários séculos antes de Leónidas e os seus 300 guerreiros morrerem na luta contra os Persas, Gideão e os seus 300 homens derrotaram os inimigos de Deus. Daqui aprendemos a seguinte lição: “Deus escolheu as coisas loucas deste mundo, para confundir as sábias; e escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes”. “…para que nenhuma carne se glorie na sua presença” (I Coríntios 1:27,29).</p>
<p>Muito mais podemos aprender com Gideão e a forma como Deus o guiou. Concluimos que a união é requerida no caminho para a vitória, a certeza de que o sucesso não depende de números e, finalmente, que Deus está activo na história.</p>
<p>Fonte: Abel Tomé (ABLA).<em> </em></p>
<p><em><br />
</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O impacto da espiritualidade na saúde física]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2223</link>
<pubDate>Sun, 06 Jul 2008 13:58:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2223</guid>
<description><![CDATA[
Artigo escrito por Hélio Penna Guimarães e Álvaro Avezum para o periódico &#8220;Revista de Psi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://i203.photobucket.com/albums/aa271/ovelhaperdida/Brissos%20Lino/9809ih.jpg" alt="" /></p>
<p>Artigo escrito por Hélio Penna Guimarães e Álvaro Avezum para o periódico "Revista de Psiquiatria Clínica"</p>
<p>Contexto: As implicações da espiritualidade na saúde vêm sendo cientificamente avaliadas e documentadas em centenas de artigos, demonstrando sua relação com vários aspectos das saúdes física e mental, provavelmente positivos e possivelmente causais.</p>
<p>Objetivo: Apresentar de forma concisa as evidências recentes do papel da espiritualidade e da religiosidade em diversos campos da prática clínica diária.</p>
<p><a href="http://www.hcnet.usp.br/ipq/revista/vol34/s1/88.html">Ler o artigo completo aqui.</a></p>
<p>Via Pavablog.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pacheco Pereira e a escatologia bíblica]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2197</link>
<pubDate>Fri, 04 Jul 2008 10:28:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2197</guid>
<description><![CDATA[
Já agora, o Pacheco Pereira podia ser um pouco mais humilde e explicar aonde foi buscar esta ideia]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://i203.photobucket.com/albums/aa271/ovelhaperdida/Brissos%20Lino/666-b.jpg" alt="" width="200" height="200" /></p>
<p>Já agora, o Pacheco Pereira podia ser um pouco mais humilde e explicar aonde foi buscar <a href="http://abrupto.blogspot.com/2008/07/coisas-da-sbado-comeou-com-os-ces.html">esta ideia</a>: a algumas interpretações de livros bíblicos de carácter profético. Sem preconceitos.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A pedagogia de D. José Policarpo]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2074</link>
<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 10:36:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2074</guid>
<description><![CDATA[
“A Igreja tem que tomar consciência de que hoje exerce a sua missão numa sociedade que não se ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://i203.photobucket.com/albums/aa271/ovelhaperdida/Brissos%20Lino/sociedade.jpg" alt="" width="364" height="259" /></p>
<p><strong>“A Igreja tem que tomar consciência de que hoje exerce a sua missão numa sociedade que não se identifica com ela, no sentido em que a Igreja não é a sociedade. No nosso caso, há uma maioria de católicos mas há também outros e isso faz com que a Igreja não possa situar-se no quadro da sociedade exercendo um antigo poder de influência e uma antiga relação Igreja/sociedade que já não existe”, indicou.</strong></p>
<p><strong>Cardeal-Patriarca de Lisboa, aos microfones da "Rádio Renascença".</strong></p>
<p>A reflexão do chefe da igreja católica em Portugal é honesta e correctíssima. Mas importaria acrescentar que a denominada "maioria de católicos" é uma maioria cultural e não religiosa. A maioria dos portugueses diz-se católica por uma questão de identificação cultural e de tradição familiar, mas não praticam, não conhecem a doutrina, em grande parte discordam de muita dessa doutrina, não são comprometidos com ela. E vão à igreja apenas nas cerimónias religiosas que funcionam como ritos de passagem (baptizados, casamentos, funerais).</p>
<p>Por sua vez, os "outros", que tornam a sociedade heterogénea, em termos religiosos, apesar desta confissão (e pedagogia?) continuam a ser discriminados na dita sociedade, perante os poderes públicos, a comunicação social, e até a igreja dominante. Essa é a verdade. Mas é sempre bom ouvir intervenções pedagógicas como esta.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Cisão no anglicanismo]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2129</link>
<pubDate>Tue, 01 Jul 2008 13:14:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2129</guid>
<description><![CDATA[Devido à agenda gay. Aqui.
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Devido à agenda gay. <a href="http://dn.sapo.pt/2008/07/01/internacional/anglicanos_antigay_criam_igreja_diss.html">Aqui.</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Não é só o diabo que veste Prada]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2124</link>
<pubDate>Tue, 01 Jul 2008 12:01:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2124</guid>
<description><![CDATA[
Os famosos sapatos vermelhos do Papa, supostamente da marca Prada, e encarados por alguns como um e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://i203.photobucket.com/albums/aa271/ovelhaperdida/Brissos%20Lino/47302.jpg" alt="" width="227" height="317" /></p>
<p>Os famosos sapatos vermelhos do Papa, supostamente da marca Prada, e encarados por alguns como um elemento de vaidade, deram aso a uma declaração do Vaticano, via "Osservatore Romano": "O Papa não usa Prada, usa Cristo"... É caso para dizer que um disparate gerou outro. Que se saiba Cristo não usava sapatos, e muito menos vermelhos. E se os do Papa fossem mesmo Prada, qual era o problema?</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Rembrandt e a influência puritana]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2092</link>
<pubDate>Sat, 28 Jun 2008 08:49:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2092</guid>
<description><![CDATA[
Carolina Pulici escreveu um texto para o periódico &#8220;Religião &amp; Sociedade&#8221;, onde d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://i203.photobucket.com/albums/aa271/ovelhaperdida/Brissos%20Lino/rembrandtlamentacionesdejeremias.jpg" alt="" width="287" height="368" /></p>
<p>Carolina Pulici escreveu um texto para o periódico "Religião &#38; Sociedade", onde desenvolve uma pista levantada por Max Weber em "A ética protestante e o espírito do capitalismo": trata-se da influência da ascese protestante na pintura de Rembrandt. Com base na sociologia da religião de Weber e em algumas análises sobre o pintor holandês e a Holanda do século XVII, argumenta-se ser possível ver numa parte do itinerário artístico rembrandtiano o equivalente pictórico da sensibilidade puritana descrita por Weber.<br />
<a href="http://www.scielo.br/pdf/rs/v27n1/a03v27n1.pdf"><br />
Ler aqui.</a></p>
<p>Via: Pavablob.</p>
<p><a href="http://www.scielo.br/pdf/rs/v27n1/a03v27n1.pdf"><br />
</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A sonoridade das Escrituras]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2076</link>
<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 12:03:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2076</guid>
<description><![CDATA[Perante os teólogos liberais. Aqui.
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Perante os teólogos liberais. <a href="http://papeisnagaveta.blogspot.com/2008/06/as-sagradas-escrituras-no-so-mudas.html">Aqui.</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A representação da mulher na cultura ocidental]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2072</link>
<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 08:16:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2072</guid>
<description><![CDATA[Parte de um pequeno ensaio de João Marcelo Trindade da Silva. Pode ler todo o texto no Cronópios:
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Parte de um pequeno ensaio de João Marcelo Trindade da Silva. Pode ler todo o texto no <a href="http://www.cronopios.com.br/site/ensaios.asp?id=3255">Cronópios</a>:</strong></p>
<p><img class="alignnone" src="http://i203.photobucket.com/albums/aa271/ovelhaperdida/Brissos%20Lino/masaccio-adamandevintheeden.jpg" alt="" width="247" height="565" /></p>
<p>Encontramos na Bíblia, que é um precioso documento literário da cultura religiosa ocidental, referências ao feminino, que serviram de modelos para as representações antropológicas da mulher:</p>
<p>Em Génesis, 2,18, 25, no que se refere ao matrimónio, “a mulher aceita o marido como Senhor; existia a bigamia masculina, mas não a feminina”. (LOBO, 1997, p. 2.)</p>
<p>Conforme registado no texto, a primeira mulher, Eva, foi criada a partir de um modelo, Adão. Eva, portanto, é parte de um homem, originada de sua costela e não concebida directamente por Deus, que criou o homem à sua imagem e semelhança. Nesta representação, ela assume uma posição de inferioridade.</p>
<p>Eva é a extensão de Adão, que é filho de um Deus masculino. Carrega, ainda, a responsabilidade de tê-lo induzido a comer o fruto da Árvore do Conhecimento, acarretando-lhes a expulsão do Paraíso, tendo o homem de trabalhar para garantir a sua subsistência e a mulher de ser submissa e de sentir dor na hora do parto.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Palavras perdidas (84)]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=1999</link>
<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 07:45:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=1999</guid>
<description><![CDATA[&#8220;O ateísmo tornou-se militante, irado, e quer que Deus desapareça. Não se trata mais de uma]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>"O ateísmo tornou-se militante, irado, e quer que Deus desapareça. Não se trata mais de uma filosófica declaração de que Deus está morto, mas de um imperativo de que ele deve ser enterrado."<br />
(João Villar)</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Um frade metálico]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2066</link>
<pubDate>Thu, 26 Jun 2008 10:31:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2066</guid>
<description><![CDATA[
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/cE70TnrMwnM'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/cE70TnrMwnM&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Palavras perdidas (83)]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=1994</link>
<pubDate>Thu, 26 Jun 2008 09:16:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=1994</guid>
<description><![CDATA[As belezas da vida perdem a fragrância e significado quando o homem põe Deus de lado.&#8221;
(Elbe]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>As belezas da vida perdem a fragrância e significado quando o homem põe Deus de lado."</p>
<p>(Elben M. Lenz César, Ultimato 311)</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Potencial infinito... de engano!]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2042</link>
<pubDate>Tue, 24 Jun 2008 15:21:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2042</guid>
<description><![CDATA[
Aquilo que Bob Proctor veio fazer a Lisboa, há dias, no Pavilhão Atlântico, perante dez mil pess]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://i203.photobucket.com/albums/aa271/ovelhaperdida/Brissos%20Lino/F1-P271.jpg" alt="" width="396" height="247" /></p>
<p>Aquilo que Bob Proctor veio fazer a Lisboa, há dias, no Pavilhão Atlântico, perante dez mil pessoas, não está muito longe do que alguns pregadores de prosperidade alardeiam pelo mundo fora. Pensamento positivo ("querer é poder"), acreditar, imaginar mentalmente.</p>
<p>É óbvia uma dimensão religiosa no evento, pelo menos pelo testemunho de uma participante, registado pelo<a href="http://aeiou.semanal.expresso.pt/1caderno/pais.asp?edition=1860&#38;articleid=ES294545"> jornal "Expresso"</a>, que se refere ao livro de auto-ajuda ali divulgado, um best-seller:<span class="news_txt"><em>“‘O Segredo’ é mais importante do que a Bíblia. É ele que nos revela a Verdade e não a Igreja Católica”, exclama a ex-freira de uma ordem franciscana, que traz sempre o livro na mala. “Chego a ler passagens aos passageiros do comboio. Muitos compraram esta obra por minha causa”, admite. No final da noite, Helena aplaude de pé o orador canadiano, como se acabasse de ver desvendados os segredos do universo: “Estou rendida.”</em> </span></p>
<p>Até o lema proposto, "pedir, acreditar e receber", tem um cheirinho de Evangelho. O livro defende a ideia de que<span class="news_txt"> através da lei da atracção cada um de nós tem a possibilidade de alcançar os objectivos que pretende, bastando para tal criar na mente a imagem deles. Psicologia barata, como se vê.<br />
</span></p>
<p><span class="news_txt">Os autores garantem que o livro é útil para as finanças, saúde e relações pessoais. Ora isto é exactamente a teologia dos grupos neopentecostais: prosperidade, confissão positiva, cura.<br />
</span></p>
<p><span class="news_txt">Mas estes, ao menos, ainda invocam a fé em Deus, o seu amor e promessas. Aqui não, aqui é mesmo fé na própria pessoa. O problema é quando não funciona (certamente a maior parte dos casos). Lá vão mais uns quantos cidadãos a caminho do psiquiatra...<br />
</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Palavras perdidas (81)]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=1992</link>
<pubDate>Tue, 24 Jun 2008 10:01:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=1992</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Creio no Deus que fez os homens e não no Deus que os homens fizeram.&#8221;
(Alphonse Karr)
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>"Creio no Deus que fez os homens e não no Deus que os homens fizeram."<br />
(Alphonse Karr)</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A integridade do Evangelho: uma avaliação do neopentecostalismo (3)]]></title>
<link>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2020</link>
<pubDate>Mon, 23 Jun 2008 14:22:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>A Ovelha Perdida</dc:creator>
<guid>http://ovelhaperdida.wordpress.com/?p=2020</guid>
<description><![CDATA[

Publicamos hoje a terceira e última parte de um excelente artigo de Alderi Souza de Matos, histor]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;line-height:normal;"><strong>Publicamos hoje a terceira e última parte de um excelente artigo de Alderi Souza de Matos, historiador, autor e doutor em História da Igreja pela Universidade de Boston, originalmente publicado pela revista “Ultimato”.</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;line-height:normal;"><img class="alignnone" src="http://i203.photobucket.com/albums/aa271/ovelhaperdida/Brissos%20Lino/pastorexummontedecoisas.jpg" alt="" width="469" height="253" /></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;line-height:normal;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;line-height:normal;">
<p><strong>Fundamento questionável</strong></p>
<p>A teologia da prosperidade, que serve de base para boa parte da pregação e das práticas neopentecostais, é uma das mais graves distorções do evangelho já vistas na história cristã. Essa abordagem teve início nos Estados Unidos há várias décadas, sob o nome de “health and wealth gospel”, ou seja, evangelho da saúde e da riqueza. No neopentecostalismo, essa se torna a principal chave hermenêutica das Escrituras. Tudo passa a ser visto dessa perspectiva reducionista acerca do relacionamento entre Deus e os seres humanos. O raciocínio é que Cristo, através da sua obra na cruz, veio trazer solução para todos os tipos de problemas humanos. Na prática, acaba se dando maior prioridade às carências materiais e emocionais, em detrimento das morais e espirituais, muito mais importantes.</p>
<p>Tradicionalmente, as maiores bênçãos que o homem podia receber de Deus incluíam o perdão dos pecados, a reconciliação, a paz interior e, num sentido mais amplo, a salvação. Dentro da nova perspectiva teológica, as coisas mais importantes que Deus tem a oferecer são um bom emprego, estabilidade financeira, uma vida confortável, felicidade no amor e coisas do gênero. É uma nova versão da tese do sociólogo alemão Max Weber, segundo o qual os calvinistas buscavam no sucesso econômico a evidência da sua eleição. Os problemas da teologia da prosperidade são diversos: (a) falta de suporte bíblico — a Escritura aponta na direção oposta, mostrando a armadilha em que caem os que se preocupam com as riquezas; (b) empobrecimento da relação com Deus, concebida em termos interesseiros e mercantilistas; (c) incentivo a atitudes de individualismo, egocentrismo e falta de solidariedade; (d) tendência para a alienação quanto aos problemas da sociedade.</p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p>O neopentecostalismo representa um grande desafio para as igrejas históricas e mesmo para as pentecostais clássicas. Esse movimento tem encontrado novas formas de atrair as massas que não estão sendo alcançadas pelas igrejas mais antigas. Nem todos os grupos padecem dos males apontados atrás. Muitas igrejas neopentecostais são modestas, evangelizam com autenticidade e não se rendem à tentação dos resultados rápidos, dos projetos megalomaníacos e dos métodos incompatíveis com o evangelho. O grande problema está nas megaigrejas e seus líderes centralizadores, ávidos de fama, poder e dinheiro. Estes precisam arrepender-se e voltar às prioridades da mensagem cristã, buscando em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, para que então as demais coisas lhes sejam acrescentadas.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;line-height:normal;"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;line-height:normal;"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
