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	<title>espaco-tempo &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/espaco-tempo/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "espaco-tempo"</description>
	<pubDate>Sun, 27 Jul 2008 10:17:20 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Li ali]]></title>
<link>http://colorimetria.wordpress.com/?p=63</link>
<pubDate>Tue, 15 Jul 2008 17:42:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>riozebratubo</dc:creator>
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<description><![CDATA[Ouvi ainda ontem. Sim, sim. Estive perplexo. Fui arrastado por um sobressalto incomum e negro, e tal]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Ouvi ainda ontem. Sim, sim. Estive perplexo. Fui arrastado por um sobressalto incomum e negro, e talvez tenha estado parado aqui por esta razão. Não, fui incapaz de chorar. Hoje em dia (<a href="http://riozebratubo.wordpress.com/2008/07/15/a-era-do-absurdo/" target="_blank">hojemdia</a>, deviam vocabularizar este troço), proíbe-se o choro pela única e extrema razão de que não é conosco e não é com os nossos. Clãs? Não, a não ser que você se esteja por clãs referindo a famílias. Não se pode tirar energia de muitos lugares, e talvez um dos menos fecundos seja por si a indignação. Quando tomados de indignação, a energia nuclear que obtemos vem de outras fontes. Talvez o desejo pela mudança, a raiva contida pelo acontecimento, talvez até aquela certa inveja por não ter participação. A coisa é que da indignação o que resulta é aquele sorriso parvo e tolo, um tanto contido e negligente. Foi só o que pude oferecer ao mundo quando fui informado deste fato. Hã? Não, não acho que o mundo só possa esperar isso de mim.</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Thomas Huxley estava errado (2)]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/?p=1368</link>
<pubDate>Fri, 11 Jul 2008 22:15:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
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<description><![CDATA[A consciência universal
No postal anterior vimos como o princípio físico da “complementaridade]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A consciência universal</strong></p>
<p><b><u><a href="http://espectivas.wordpress.com/2008/07/10/thomas-huxley-estava-errado/">No postal anterior</a></b></u> vimos como o princípio físico da “complementaridade” se aplica às relações humanas e ao pensamento, e como a matéria  se dissolveria na indistinção do olvido se não existissem as  observações e pensamentos da “mente universal” ― de que fazemos parte ―  acerca da matéria atómica. Vimos também o processo de auto-construção do pensamento humano, que está ligado à consciência universal onde a nossa consciência se percebe a ela própria.<br />
<!--more--><br />
Sendo que o método de construção do nosso pensamento tem origem antes da materialização da matéria, não faz nenhum sentido falar-se de sequências temporais.  </p>
<p>A Física quântica define a fase de “pré-matéria” como sendo  a “função de onda quântica”, função essa que se encontra calculada de uma forma exacta e rigorosa. Contudo, a onda quântica não é definida pelos físicos quânticos como sendo matéria, porque ― segundo eles ― a onda quântica  não é nada, isto é, pelo menos não pode ser considerada como sendo matéria.</p>
<p>Os físicos quânticos sabem que as ondas quânticas se deslocam a velocidades muito superiores à da luz, embora eles ainda não saibam exactamente as velocidades máximas que as ondas quânticas podem atingir. Sendo mais rápidas que a luz, isso significa que as ondas quânticas podem viajar no tempo, isto é, deslocar-se para trás e para a frente no tempo. A essas ondas quânticas, e por uma questão de facilidade na comunicação, os físicos convencionaram chamá-las de <b><u><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Taquions" target="_blank" />“taquiões”</a></b></u> (que significa “coisas que andam depressa”). </p>
<p>Einstein já tinha pressentido a presença dos taquiões através da observação de sequências temporais invertidas ― alguns observadores no universo veriam as sequências temporais como um filme projectado na sua sequência normal, enquanto outro grupo de observadores veria as sequências temporais como sendo um filme projectado do fim para o princípio. Tudo o que se descreveu até aqui e neste texto está perfeitamente definido através de modelos matemáticos muito complexos.</p>
<p>As ondas quânticas não só fazem parte integrante da nossa consciência (ou pensamento) como estão presentes um pouco por todo o universo (ou universos), fazendo a ligação entre as nossas mentes  (e a “consciência universal”) e o mundo físico. À presença universal das ondas quânticas chamamos de “consciência universal”.</p>
<p>Sendo que as ondas quânticas fazem a ligação entre os nossos pensamentos (consciência) e o mundo físico, e estando ligadas entre si por todo o universo, e sendo mais rápidas que a luz e por isso poderem viajar no tempo, é uma propriedade das ondas quânticas representarem o tempo e o espaço das probabilidades de que algo aconteça, isto é, as ondas quânticas medem as probabilidades de que um determinado acontecimento venha a ocorrer no espaço-tempo. Podemos resumir as ondas quânticas como sendo ondas de probabilidade que se deslocam mais rapidamente que a luz e fazem a ligação entre as nossas mentes, a consciência universal,  e o mundo físico. </p>
<p>Quando o povo fala em “profecias” de um determinado profeta, não está longe da razão. A capacidade de previsão de acontecimentos futuros por parte da mente é possível quando a mente do profeta está sintonizada com os taquiões (ondas quânticas) que constituem a pré-matéria universal. As previsões oníricas, os sonhos premonitórios do ser humano vulgar são a demonstração da interacção entre a nossa mente e os taquiões, sendo que tanto o nosso pensamento como os taquiões fazem parte da consciência universal. </p>
<p style="font-size:11px;">(<a href="http://espectivas.wordpress.com/2008/07/12/thomas-huxley-estava-errado-3/">continua noutro postal</a>, para não cansar quem lê e quem escreve)</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://colorimetria.wordpress.com/?p=61</link>
<pubDate>Sat, 05 Jul 2008 18:31:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>riozebratubo</dc:creator>
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<description><![CDATA[Os diálogos como em music catch
Às vezes sou só mais uma pessoa lerda no mundo. Nos outros moment]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h1>Os diálogos como em <a title="E não só como em music catch." href="http://www.kongregate.com/games/Reflexive/music-catch" target="_blank">music catch</a></h1>
<p>Às vezes sou só mais uma pessoa lerda no mundo. Nos outros momentos, divido-me entre a inexistência e um papel importantíssimo: estar em contato com gente vazia que fala demais. Para essas infindáveis horas, reservo sempre o que sobra da paciência e dos sorrisos vãos, e digo que algum dia desses ainda serei desmascarado. Vão contar-me as vinte e oito abobrinhas costumeiras quando, ao reparar que não sorri (e nem o fiz a começar por um eme), terão um daqueles lapsos infinitesimais de dúvida em que nos perguntamos se viver vale mesmo a pena e se estarão prestando atenção no que dizemos. É tão certo que me defenderei: sairão dos bolsos e dos sapatos todos os restinhos de argumento que vão sendo guardados quando das conversas ricas diretamente como se não precisassem ser ditos nem respondidos, acusarão em rebote por cima das palavras que nos direcionam num jogo de empurra que se estenderá somente até o momento em que, não se sabe ao certo de onde, talvez até dos céus ou das partículas de água em suspensão no ar num dia ensolarado, terá efeito a tachação extrema das conversas, dos relacionamentos e da interpessoalidade frívola que se baseia em rótulos e perfis: és então mais ignorante do que eu, viva consigo.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Report as spam]]></title>
<link>http://colorimetria.wordpress.com/?p=58</link>
<pubDate>Sat, 28 Jun 2008 00:08:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>riozebratubo</dc:creator>
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<description><![CDATA[É que não é fácil dizer isso pra você, vai. Com as outras pessoas é tão simples. Eu olho, pis]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>É que não é fácil dizer isso pra você, vai. Com as outras pessoas é tão simples. Eu olho, pisco, dou aquele meio-sorriso de que você gosta tanto e pronto, já posso dizer. Com você é diferente. Pra começar, é preciso toda uma preparação. Tenho que pensar por alguns dias em como falar, andar de um lado pro outro até vir uma idéia iluminadora — pfft. Essas metáforas de desenho animado. — e em geral ela não vem. Não vem, não vem, eu continuo andando até que você aparece tocando a campainha bem quando tenho um sobressalto, e o que dá pra fazer é arrumar o cabelo e colar um sorriso diferente, com receio de que você descubra que atrás dele tem outro. E nesses momentos sinto que há dentro de você todas as calmas do mundo. Escondidas atrás do olhar fixo e vá... Perturbador. Você sempre aparece quando não é convidado — eu não convido quando devia, a bem da minha própria verdade — e quando surge na minha frente desses jeitos, o que eu mais preciso é de um cigarro. E de uma distração interior, porque na fumaça há sempre uma distração escondida. Se as voltinhas são mais interessantes do que o ambiente e as pessoas, deve haver muito o que pensar sobre si mesmo. O que sei sobre mim é isso, o objeto do pensar está escondido debaixo de um edredom no frio, tremendo. Se eu penso, morre congelado. E os cubinhos de gelo chacoalham fazendo barulho. O que eu preciso é de uma coca-cola. Mas você não soa bem, falta gás. Falta açúcar, falta cor, nariz e evidentemente também pessoalidade. Como é que eu vou dizer, como é que... Céus. Você é spam.</p>
<p><a href="http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/06/rasc.html">http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/06/rasc.html</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tremes por tremas]]></title>
<link>http://colorimetria.wordpress.com/?p=55</link>
<pubDate>Sun, 22 Jun 2008 16:53:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>riozebratubo</dc:creator>
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<description><![CDATA[Vêm às vezes as náuseas, e é difícil saber o que fazer com elas. Ainda piores, vêm as resigna]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Vêm às vezes as náuseas, e é difícil saber o que fazer com elas. Ainda piores, vêm as resignações e vêem os atos estúpidos como extingüir os tremas que, sozinhos, têm lá sua beleza. Quero saber onde é que vão arranjar espaço pra guardar tantos pontinhos, porque estão no país inteiro espalhados fazendo a festa e a desgraça de uns tantos.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Algumas outras distinções de mérito]]></title>
<link>http://colorimetria.wordpress.com/?p=56</link>
<pubDate>Mon, 16 Jun 2008 02:49:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>riozebratubo</dc:creator>
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<description><![CDATA[Um poema começa e ele continuam
Com uma comparação abominável.
Dói, apequena e dói o ler.
Tenh]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Um poema começa e ele continuam</p>
<p>Com uma comparação abominável.</p>
<p>Dói, apequena e dói o ler.</p>
<p>Tenha dó, caro autor, tenha só</p>
<p>Um pouquinho de compaixão</p>
<p>Pelos que dedicam o tempo</p>
<p>A contar suas letrinhas encompridadas.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Certa ferida]]></title>
<link>http://colorimetria.wordpress.com/?p=54</link>
<pubDate>Sat, 03 May 2008 22:05:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>riozebratubo</dc:creator>
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<description><![CDATA[Três rápidos anos de ensino médio, oito longos de graduação e residência e temos um médico se]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Três rápidos anos de ensino médio, oito longos de graduação e residência e temos um médico semi-pronto. Basta adicionar água, confiança em pó e cartões-manutenção da vida social e mundana. Nosso médico levanta, abre portas e senta-se bastante em mesas branquinhas. Há uma evidência clara de mal-estar quando é preciso consertar o conserto, mas ela é rapidamente esquecida. Os médicos são fortes e pequenas provações são absolutamente normais.</p>
<p>Dói. Dói bastante, não sabemos muito bem onde é que dói mas dói. E nenhum, mas nenhunzinho dos nossos médicos é capaz de diagnosticar um <em>status quo</em> ferido e indicar um tratamento adequado.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Quem viu.]]></title>
<link>http://colorimetria.wordpress.com/?p=50</link>
<pubDate>Wed, 09 Apr 2008 19:44:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>riozebratubo</dc:creator>
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<description><![CDATA[Antes de sair, sempre faço a contabilidade geral de sorrisos espalhados pelos tantos bolsos. Certa ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de sair, sempre faço a contabilidade geral de sorrisos espalhados pelos tantos bolsos. Certa vez, saindo com pressa, esqueci cinco sorrisos em cima da mesa da sala. Eram meus únicos. Que podia fazer, então, quando fui encontrar com uma amiga baixinha à noite e vi um rosto tão triste? Era preciso um mínimo de sinceridade. Procurei rapidamente nos vãos da roupa, nada. Olhei-a sem perceber exatamente como, mas muito rapidamente.</p>
<p>Até agora não sei ao certo o que aconteceu. Chegando em casa, vi quatro sorrisos displicentemente jogados em cima da mesa. Havia também uma mensagem baixinha de obrigado com dois corações.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O sonho daqueles]]></title>
<link>http://colorimetria.wordpress.com/?p=45</link>
<pubDate>Sat, 01 Mar 2008 15:13:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>riozebratubo</dc:creator>
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<description><![CDATA[Meu travesseiro é um desses travesseiros modernos espertinhos. Absorve sem alarde todos os meus son]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Meu travesseiro é um desses travesseiros modernos espertinhos. Absorve sem alarde todos os meus sonhos, de forma que sou incapaz de lembrar de qualquer detalhezinho deles. Queria poder abri-lo, organizar toda uma operação cirúrgica para extrair todas essas historinhas em filme. Só não saberia guardar, onde é mesmo que se guarda um desses? No pote de biscoitos? Eu gostaria de ver a reação de alguém que, inadvertidamente, come um sonho no lugar de um biscoito. Acho que só pelo olhar já se pode ter uma idéia da dimensão do problema; se o seu amigo eventualmente nunca mais quiser ver ou falar com você, esse é um bom indício: temos aí um sonho daqueles.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Quanto espaço, afinal]]></title>
<link>http://colorimetria.wordpress.com/2008/02/19/quanto-espaco-afinal/</link>
<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 03:05:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>riozebratubo</dc:creator>
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<description><![CDATA[— Mas quem foi que perguntou?
— Não sei, ué. Eu não perguntei nada não.
— Alguém pergunto]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>— Mas quem foi que perguntou?</p>
<p>— Não sei, ué. Eu não perguntei nada não.</p>
<p>— Alguém perguntou, não é possível. As pessoas estão sempre tentando saber das coisas, há toda essa inquisição a respeito dos menores e menos importantes fatos, como se algo mudasse por conta disso. Não muda nada, é tudo tão inútil. Duzentas perguntas e nenhum conhecimento novo, sabe. Parece que há gente por aí especializada em coisa nenhuma, enormes buracos negros de idéias e pensamentos gerais. Concordam e não concordam aleatoriamente com o que lhes é exposto, brigam por ínfimos detalhes, e por fim são incapazes de formular um pensamento original, uma junção única de idéias ainda não vista. São seguidores eternos de ideologias e bases filosóficas que ouviram por aí — porque afinal não lêem — e nesta massaroca fermentada de pontos desconexos encontram-se tão à vontade que até nos oferecem fatias do que não possuem, em vão cortam o ar com uma espátula, esperando que alguém prepare uma torta e chegue com um daqueles sorrisos matreiros contidos e um tênue olhar de aprovação, dizendo mas que nada, a torta era sua, você a fez, não conheço essa torta.</p>
<p>— Hmmm. Torta.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Já chovi]]></title>
<link>http://colorimetria.wordpress.com/2008/01/17/ja-chovi/</link>
<pubDate>Thu, 17 Jan 2008 18:26:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>riozebratubo</dc:creator>
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<description><![CDATA[Num pequeno facho de janela aberta entrevejo trechos de prédios escurecidos pelo tempo abaixo de um]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Num pequeno facho de janela aberta entrevejo trechos de prédios escurecidos pelo tempo abaixo de um céu azul-abranqueado insistentemente chuvoso. Os céus chovem abertamente, sem preocupações com desejos de sóis quentes e águas frescas. Meu pequeno retângulo vítreo recebe águas e águas, distorcem-se os prédios e a partir deles os pensamentos. Se ao menos eu fosse leve o suficiente para pisar nas gotas de chuva conforme caem, poderia andar pelo ar, com alguma habilidade até conseguiria subir nas nuvens. Uma vez lá em cima, eu poderia por mim mesmo chover. E a quem viesse dizer depois que chover é verbo impessoal, responderia: "Eu não acho não. É até muito pessoal, eu mesmo já chovi.".</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Paradoxos do Tempo]]></title>
<link>http://otemponaopara.wordpress.com/2007/11/24/paradoxos-do-tempo/</link>
<pubDate>Sat, 24 Nov 2007 02:40:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>otemponaopara</dc:creator>
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<description><![CDATA[    Um belo dia de sol, estava eu dentro de um ônibus com mais 3 amigos indo para uma cachoeira em ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>    Um belo dia de sol, estava eu dentro de um ônibus com mais 3 amigos indo para uma cachoeira em Petrópolis e derrepente eis que Daniel começa uma discussão sobre um paradoxo interessante sobre o tempo. Desde então, a discussão não sai da minha mente e não arranjo tanta resposta pra ela.</p>
<p>A questão era a possibilidade de uma viagem no tempo. Algumas teses foram defendidas, uma delas era a de que só é possível VER o passado, e não modificá-lo. Outra foi a de que é possível sim modificá-lo! Isso é o suficiente pra fazer a gente pensar por horas e horas.</p>
<p>De acordo com minha pouca sabedoria sobre o assunto,  Einstein disse em sua teoria sobre Espaço-Tempo, que a gravidade tem a capacidade de, resumidamente, aumentar a velocidade que o tempo passa, ou seja, pensemos no seguinte caso:</p>
<p><i>"Há dois irmãos gêmeos de 40 anos cada um. Um deles vai viajar para fora do planeta Terra e ficar em lugares onde a gravidade é muito menor como a lua, o outro viverá normalmente na Terra. 10 anos depois, esse irmão que está no espaço, volta ao planeta. O irmão que ficou na Terra já tem cabelos brancos e algumas rugas a mais, talvez até um pouco de calvice. Porém, surpreendentemente o irmão que voltou do espaço, volta sem cabelos brancos, muito menos rugas e nada de calvice. Quase como saiu do planeta."</i></p>
<p><b>Como isso é possível!? </b></p>
<p>Pois é, de acordo com as teorias desenvolvidas a esse respeito pelo genioso Einstein, isso ocorreria!</p>
<p>Pois bem, tendo essa confirmação em mãos, sabe-se que o tempo de um passou mais devagar do que para o outro. Ou seja, se eu vivo num planeta com mais gravidade do que a Terra, eu estaria avançando no tempo? Ou seja, eu estaria no futuro em relação a terra.</p>
<p>Sabe-se que é possível ver o passado através do fluxo de luz.  Hoje em dia, quando os cientistas vêem um planeta a muitos anos luz, geralmente eles o vêem quase que acabando sua formação, o que ocorre com muitas estrelas avistadas a grandes distâncias. Porém, isso é apenas o passado do que é a realidade, pois a luz está caminhando até nós, ou seja, vemos as coisas atrasadas. Se uma estrela é avistada a 100 mil anos luz de distância, a estrela na verdade está atualmente a 100 mil anos luz a frente do que estamos vendo agora! Ficou claro?</p>
<p>Mas o fato de podermos mudar o passado é realmente difícil de compreender. Mas também não saberia provar que não é possível. Pois se eu estou numa situação daquela descrita no exemplo dos gêmeos, quando eu volto do espaço, eu estou no futuro em relação ao tempo que eu estava! Ou seja, se eu tivesse um calendário com cada um dos gêmeos, o que tivesse sempre no planeta Terra estaria vários dias a frente do outro irmão que voltou do espaço. Estranho pra você? Confuso? Pra mim também!</p>
<p>Pra terminar, gostaria de propôr uma situação nada possível, apenas hipotética pra explicar a intenção do que gostaria de passar.</p>
<p>"<i>Imagine que existam dois planetas "pertos um do outro" como Terra e Marte que chamaremos de planeta Alfa e Beta. O Alfa tem uma gravidade muito maior que o Beta</i>,<i> ou seja, o tempo no planeta Alfa passa mais rápido do que no planeta Beta. Porém, imagine que eu tenha a incrível habilidade de esticar minhas pernas até a distância que eu quiser! Eu estou residindo no planeta Alfa, e estico minhas pernas até o planeta Beta. Se nos basearmos no comentado acima, minhas pernas estariam num tempo mais devagar que no planeta Alfa, ou seja, meu corpo estaria em dois tempos diferentes ao mesmo tempo!?" .</i></p>
<p>Aguardo FeedBack de todos!</p>
<p>Abraços!</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Não por muito esforço]]></title>
<link>http://colorimetria.wordpress.com/2007/11/17/nao-por-muito-esforco/</link>
<pubDate>Sat, 17 Nov 2007 23:52:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>riozebratubo</dc:creator>
<guid>http://colorimetria.wordpress.com/2007/11/17/nao-por-muito-esforco/</guid>
<description><![CDATA[Você espreme meio substantivo e o enquadra sob locução adverbial, separando-a por vírgula como s]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Você espreme meio substantivo e o enquadra sob locução adverbial, separando-a por vírgula como se lidasse com um vocativo. Ao final, respira fundo e descansa. Repassa em pensamento o enorme trabalho que teve, todos os casos de leitura interpretativa devidamente pensados; tem em mãos um efeito bárbaro e dizimador, então sente que é a hora de descansar. Não por muito tempo. Ao menos só até que um professor de redação o achincalhe como burocrata de um estado totalitarista e lhe diga que não tem licença para tal acinte lingüístico: és um desprovido de penas mágicas, dos pensamentos retorcidos e nebulosos. Tens somente idéias quadradinhas e encaixáveis entre si, formato propício também a que se as empilhe para nunca mais serem encontradas. Não és como um autor conhecido, desses conhecidos que se conhece bastante, desses que por vezes desembainham sua reluzente licença poética em nome de uma luta amarga, a resistência do pensar. Ruminas, ruminas já sem tempo a grama verde-amarela e precisas lucupletar-te dela antes que possas sonhar com qualquer grandiosidade que torne possível menear substantivos em advérbios e escrever idéias suficientemente espertas para que não veja ninguém ali uma afronta aos nossos conhecidos.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Uma menina]]></title>
<link>http://colorimetria.wordpress.com/2007/11/12/uma-menina/</link>
<pubDate>Mon, 12 Nov 2007 03:39:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>riozebratubo</dc:creator>
<guid>http://colorimetria.wordpress.com/2007/11/12/uma-menina/</guid>
<description><![CDATA[I
Morava ali na casa ao lado uma menina. Você talvez se pergunte por que uma menina merece ser menc]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>I</p>
<p>Morava ali na casa ao lado uma menina. Você talvez se pergunte por que uma menina merece ser mencionada, quando há por aí tantas meninas indistintas com laços e flores. Há sim um detalhezinho: essa menina não tolerava ser amada. Olhando de fora, nós, meros observadores, vemos que essa menina não só foi amada durante toda a sua vida como talvez ainda tenha muito, enormemente o que ser amada. Não, ela não anda sobre a ponta dos pés, não sorri provocando desarmamentos em almas pouco prevenidas, e provavelmente nunca morreu. Quem sabe ela não gosta da idéia de morrer algum dia, é algo em que venho pensando. As eternidades, pra ela, são congelantes e tomam de arrepios.</p>
<p>A casa ao lado é uma casa contígua, até onde podem as casas ser. Nasceu mais ou menos junto com todas as outras casas, e se orgulha de estar por vezes tão próxima que podemos alcançá-la ao esticar os braços; mas o mais comum é mesmo que tenhamos que correr um pouquinho e dêem-nos alguns minutos. Toda a região tinha um nome de floresta, dessas que hoje se pode ver muito em todo canto com suas árvores iguaizinhas e regularmente espaçadas para que ali não se viva, mas seja possível passar e recolher todo o desejado. Não é assim que são nossas florestas?</p>
<p>Pois nos íamos esquecendo da menina. Hoje, hoje ela está triste. Sempre poderemos argumentar que em geral as pessoas são o que são criadas para que sejam, e no caso da menina é um argumento que soa estranho. Ela olha com desdém a parede branca e imagina uma porta de vidro. Uma grande porta que cobre toda a extensão de parede e ainda mais, é só uma marca a transpor. Por que é que fariam portas de vidro se não fosse pra atravessá-las, ela pensa às vezes, e percebe que são necessárias por outros motivos também. Sorri. Sorri levemente e a parede continua impassível, silenciosa como em geral são as paredes. Ao contrário do senso comum, as paredes não têm ouvidos, muito menos são capazes de falar. E às vezes, muito raramente, vêem. Mas são paredes, e nada podem fazer com o que vêem senão continuar vendo. Um sorriso tão tênue é visto, e a impressão que a menina tem nas suas impressões de menina é de que a parede gostaria de sorrir de volta. Mas são tão poucas as paredes que têm sentimentos! Ah, se ao menos ela soubesse. Mas por que nos detemos tão demoradamente em um sorriso tão rápido? É simples. Um sorriso ligeiro esconde as alegrias perturbadoras. Estremeço um pouco ao imaginar em que espécie de perturbações não estaria a menina pensando. Ela provavelmente vê uma beleza comum na maioria das coisas em que nós vemos belezas extraordinárias, porque nossa menina tem também uma percepção mergulhadora. O que o suspiro seguinte escondeu, não conseguimos vislumbrar, mesmo com tanto tempo como temos agora.</p>
<p>Dona menina se levanta, e é melhor que a acompanhemos. Precisamos ser rápidos: num só movimento ela já está descendo as escadas e não vemos pernas nem pés nem nuvens. Ela quase flutua. Como é que as pessoas flutuam quando estão tristes, você pode estar com uma pulga orelhuda, afinal o que é comum é que as pessoas flutuem em sua própria alegria. Ah, as tristezas imitam tantos sentimentos. Imitam as alegrias quando você sorri triste, imitam o tédio quando há uma expressão impassível de parede (aqui as paredes têm sentimentos) e imitam até a dor, ao chorarmos lágrimas tão salgadas que têm cheiro de praia. Pois vemos cabelos descendo a escada e no momento seguinte vemos narizes fechando portas e ganhando ruas tortas que vão dar sabe-se-lá onde.</p>
<p>II</p>
<p>Do lado verde da cidade subia uma névoa espessa tão especialmente densa que metáfora nenhuma seria capaz de descrevê-la com precisão. Era ali que morava um menino; você deve ter adivinhado que precisávamos de um menino ou de outra menina nessa história, não? Em todo caso, era mesmo um menino de sobrancelhas grossas e sorriso impensável.</p>
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<title><![CDATA[Viagem no Tempo [VIDEOS]]]></title>
<link>http://otemponaopara.wordpress.com/2007/10/31/viagem-no-tempo-videos/</link>
<pubDate>Wed, 31 Oct 2007 14:21:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>otemponaopara</dc:creator>
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<description><![CDATA[Encontrei alguns Videos no Youtube dublados em Português de Portugal exibidos pela Discovery Channe]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Encontrei alguns Videos no Youtube dublados em Português de Portugal exibidos pela Discovery Channel.</p>
<p>Trata de teorias sobre o Tempo e fala do assunto muito discutido, Viagem através do Tempo.</p>
<p>É um documentário dividido em 6 partes. Estou colocando o primeiro video podendo ver direto daqui do Blog, e as continuações, estão nos links abaixo do video.</p>
<p>Espero que gostem! ;)</p>
<p><code><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/zrs_J826DmU'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/zrs_J826DmU&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></code></p>
<p>Continuações:<br />
Parte 2: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=s4fnTpLOWo4" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=s4fnTpLOWo4</a><br />
Parte 3: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=11_zzPVv7Ug" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=11_zzPVv7Ug</a><br />
Parte 4: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=3782AUAJ3e8" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=3782AUAJ3e8</a><br />
Parte 5: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=b5OYIOnbATg" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=b5OYIOnbATg</a><br />
Parte 6: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=MtKrJMWwEQI" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=MtKrJMWwEQI</a></p>
<p>Boa diversão!</p>
<p align="right">Rafael Soares</p>
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