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	<title>encantos &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "encantos"</description>
	<pubDate>Sun, 27 Jul 2008 09:16:50 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[viva sao joao, santo antonio, sao baco, viva a praça, viva viva viva!]]></title>
<link>http://marianadias.wordpress.com/?p=626</link>
<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 02:48:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>marianadias</dc:creator>
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<description><![CDATA[Meus momentos de inspiração estão passando rapidamente. Mas faço exercícios para que a escrita ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h5 style="text-align:left;"><span lang="PT-BR"><img class="size-full wp-image-627 alignleft" src="http://marianadias.wordpress.com/files/2008/07/junina.jpg" alt="" width="300" height="301" />Meus momentos de inspiração estão passando rapidamente. Mas faço exercícios para que a escrita desencante. E faço exercícios. Hoje, por exemplo, desci sozinha para a praça Santos Dumont – ainda escuto aquela canção que me toca profundo, da zabumba, da sanfona, da minha janela aberta. Também escuto, da minha janela aberta, o som da noite que já chega. Gosto destes sons. É som para quem escreve. E eu me inspiro. Fiz um exercício Clarice Lispector hoje. Desci sozinha à praça Santos-Dumont e assisti a um espetáculo de teatro – lindo, lindo – baseado em “Sonhos de uma Noite de Verão” de Shakespeare. Gosto de teatro e pronto. A adaptação trouxe Shakespeare para perto de nós e virou “Sonho de uma Noite de São João”. Deve ser sabido deles, da trupe da Casa da Gávea, que originalmente isto de ser “Noite de São João” tem tudo a ver mesmo com Shakespeare. Não é mera coincidência, livre adaptação, até porque esta festa de São João e muito de nossos mitos têm origem em festas pagãs adaptadas ao catolicismo, há muito, muito tempo atrás, na Europa. Mas só esse assunto já dá uma outra longa história. Este semestre estudei o “Sonhos” através de uma tradução portuguesa na qual o autor dá o título justamente de “Sonho de uma noite de São João” e o justifica bem embasado nisto. É bem interessante. Em outro post coloco as palavras deste tradutor. Taí, pensei, porque não montaram ainda “Sonhos de uma Noite...” numa grande festa de São João, com muito forró, um musical! As idéias flutuam e hoje fui conferir esta montagem. Que ótimo o que fizeram. A adaptação ficou redonda. E fiquei feliz com o que vi. E foi assim uma alegria assistir a um belo espetáculo, cheio de crianças no chão, eu olhava ao redor e via o público, a praça toda com sorriso no rosto. Não é por nada não, é porque o povo gosta de teatro, gosta de fantasia, gosta, gosta. Por que não merecemos mais disto?! Só lixo, só merda goela abaixo. Poxa, devia ter mais disso de espetáculos, teatros, alegrias pelas praças do Rio de Janeiro. O baixo Gávea ficou tão mais bonito, encantado, do que quando fica com aquele bando de gente – gente parada, bebendo parecendo um bando de ventilador de pé – rodando a cabeça de um lado para outro, olhando, olhando, vendo a vida passando. E sem fazer nada. Nada.</span></h5>
<h5 class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span lang="PT-BR">Vamos chamar o vento, o vinho, a festa na praça. </span><span lang="PT-BR">Blarg! Sou de outro lugar. (Sou de Passárgada, Atlântida, Mesopotâmia, sei lá!)<a href="http://marianadias.files.wordpress.com/2008/07/fogueira_6.png"></a></span></h5>
<h5 class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span lang="PT-BR"> </span></h5>
<h5 class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span lang="PT-BR">Depois quis ficar mais um cadinho por ali, observar mais. Então fui numa barraquinha e pedi um bolo. Um bolo de cenoura com calda de chocolate, me encostei num canto e, devagar, comi pedaço por pedaço, pra fazer hora, enquanto um quarteto tocava música de São João. E <span lang="PT-BR"><a href="http://marianadias.files.wordpress.com/2008/07/fogueira_61.png"></a></span>meu coração sempre, sempre que voa longe quando escuto uma sanfona e uma zabumba, voou mais uma vez. E vai pensamento, vai emoção, criação, idéias, vontades, tudo junto. E isso me fez feliz por minutos, </span></h5>
<h5 class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span lang="PT-BR"><span style="text-decoration:underline;">felicidade que dura o pedaço de um bolo de cenoura com calda de chocolate comido bem devagar, devagarinho, até que acaba</span>. </span></h5>
<h5 class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span lang="PT-BR">Por isso subi para escrever, que há tempos não escrevia. Esse exercício de sentir a praça, o forró, e lembrança e devagar a vontade a alegria pareceu-me um exercício de Clarice, por isso escrever. </span></h5>
<h5 class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span lang="PT-BR"> </span></h5>
<h5 class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span lang="PT-BR">E essa peça na praça me levou para outro lugar, um lugar real onde passei bastante tempo da minha <span lang="PT-BR"><a href="http://marianadias.files.wordpress.com/2008/07/sao-joao1.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-635" src="http://marianadias.wordpress.com/files/2008/07/sao-joao1.jpg?w=252" alt="" width="252" height="300" /></a></span>vida. O Sana. Não sei se vocês conhecem, mas o lugar é encantado. Ou eu é estava sob feitiço de um Puck qualquer... E eu me apaixonei pelo lugar. E também me apaixonei por lá. Risos. Mas essa é uma outra longa história. Boa também, mas outra... E lembrei desse jeito pé no chão, fogueira e festa junina na praça. Lembrei de mim também, sabe. De mim que sou e que fui. Lembrei do teatro que fiz na praça do Sana uma vez com um grupo de amigos atores, montamos “Saltimbancos”, um sonho que eu tinha. Foi bem mambembe, um fiasco, talvez, mas o público gostou, adorou. O povo gosta de encantamento, de uma boa história, bons personagens, boa musica. Coloca na praça pra ver. Coloca na praça pra ver se audiência não cai! Coloca na praça, no horário nobre, teatro em todas as praças, favelas do Rio, do Brasil! Vamos ver se o povo não gosta de coisa boa. Coloca na praça pra ver se a qualidade da programação não muda! Coloca na praça pra ver se a violência não diminui. A lenda, o folclore vem da gente, é da gente. Ainda nos perguntamos sobre a morte, sobre a magia, sobre tudo. E temos muito a falar como Emilia. Como Macunaíma. Chega de fofoca na tv! Viva o Sitio do Pica-Pau Amarelo! Viva Monteiro Lobato, o Casé e a Derci Gonçalves! Ainda não perdemos a possibilidade de nos encantar! Ora, ora. </span></h5>
<h5 class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span lang="PT-BR"><a href="http://marianadias.files.wordpress.com/2008/07/fogueira_61.png"></a></span></h5>
<h5 class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span lang="PT-BR">Blorg! Como eu me contamino pelos meus sonhos. Sempre sonhei assim desse jeito. Contagiar o mundo de espetáculos, de circo, de ciranda, de dança. Pelo menos um pouquinho, vai? Realizar é tão mais difícil. Mas aí está o grande desafio da vida. Viver conforme a obra, a arte e o artista cara a cara, sonho e realidade, se multiplicando em um. </span></h5>
<h5 class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span lang="PT-BR"> </span></h5>
<h5 class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span lang="PT-BR">E lembro de um dia que teve uma quadrilha enorme da praça do Sana e todos dançaram juntos, gente amiga, e gente que não se conhecia também. Tinha muita alegria por lá. Fiz muitos sonhos com aquele lugar. Às vezes penso: e se tivesse ficado? Quem seria eu hoje? Ninguém nunca saberá. Não fiquei e hoje sou uma pessoa muito feliz com tudo que faço, com quem amo, com o que crio. E lá plantei amores, amizades e guardo uma bonita história de mim. Cheia de lembranças e estrelas cadentes. Um dia conto para quem quiser ouvir. Agora, se lembrei, se falei, foi só para matar a saudade. </span></h5>
<h5 class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"></h5>
<h5 class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span lang="PT-BR"><span style="text-decoration:underline;">Porque saudade devia ser um verbo. Verbo Intransitivo, sem objeto de saudade nenhum. Porque saudade é um estado. Não um sentimento. É um estado. Como eu sou, como eu estou, como eu saudade. </span></span></h5>
<h5 class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"></h5>
<h5 class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"></h5>
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<title><![CDATA[Eu quase me cortei...]]></title>
<link>http://nabangue.wordpress.com/?p=33</link>
<pubDate>Tue, 22 Jul 2008 00:37:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>Eduardo Rosas</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Há amor&#8230; olha que coisa mais linda!!!
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/K3bpf-ZKf28'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/K3bpf-ZKf28&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p style="text-align:center;">Há amor... olha que coisa mais linda!!!</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Pavilhão da música]]></title>
<link>http://denunciacoimbra2.wordpress.com/?p=843</link>
<pubDate>Wed, 25 Jun 2008 02:54:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>Denúncia Coimbrã</dc:creator>
<guid>http://denunciacoimbra2.wordpress.com/?p=843</guid>
<description><![CDATA[
O Pavilhão de Portugal, cedido recentemente à Orquestra Clássica do Centro, depois de ter sido p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-844" src="http://denunciacoimbra2.wordpress.com/files/2008/06/l1280906.jpg" alt="" width="420" height="244" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">O Pavilhão de Portugal, cedido recentemente à Orquestra Clássica do Centro, depois de ter sido programado por Serralves, vai transformar-se num pavilhão cheio de música.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-845" src="http://denunciacoimbra2.wordpress.com/files/2008/06/l1280912.jpg" alt="" width="420" height="236" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Para o Maestro Virgílio Caseiro: «<em>Temos que agarrar no pavilhão e abrir uma porta para Portugal projectando os seus encantos para todo o país</em>». Mário Nunes considera que o Pavilhão contribuirá “<em>para a afirmação de Coimbra como cidade da cultura e do conhecimento</em>». Podem já começar a limpar o espaço envolvente…</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-846" src="http://denunciacoimbra2.wordpress.com/files/2008/06/l1280907.jpg" alt="" width="420" height="242" /></p>
]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[El club Ateneo]]></title>
<link>http://maistro.wordpress.com/?p=288</link>
<pubDate>Fri, 13 Jun 2008 20:58:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>maistro</dc:creator>
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<description><![CDATA[La sesión cultural en el Club Ateneo (fundado en 1900) comienza con la lectura del Orden del Día. ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>La sesión cultural en el Club Ateneo (fundado en 1900) comienza con la lectura del Orden del Día. El evento tiene lugar en la casa del presidente de la Mesa Directiva cuyos miembros se han sentado a lo largo de la mesa del comedor. En esa mesa comen o cenan los días festivos y los fines de semana. Para estas ocasiones la cubren con un mantel verde que también sirve para jugar al póquer o a la canasta. Las cartas de la baraja se deslizan sobre la superficie afelpada como si las estuviera repartiendo un auténtico croupier en Las Vegas, donde nadie jamás ha estado.</p>
<p>La baraja, las fichas y la libretita con los puntajes de partidas añejas y deudas reconocidas con sendas rúbricas, están en el cajón izquierdo de un mueble largo y que ahora sostiene las fuentes rebosantes de papas fritas, chicharrones, palomitas de microondas sabor chedar cheese, cacahuetes japoneses y vasos de plástico para los que deseen servirse agua de jamaica. Las bebidas alcohólicas aparecerán una vez terminada la sesión solemne.</p>
<p>Ella, ahora reportera de la flamante sección cultural del periódico, llega a la sala de juntas del Club Ateneo. Llega tarde, taconeando nerviosa y enfundada en un vestido de una sola pieza, escote de escándalo y abertura que deja al descubierto el muslo de la pierna izquierda. Discute con el marido a punta de susurros y aspavientos. Le increpa que sigue con el nudo de la corbata hecho un desastre, que no se ha peinado y que es evidente que está aburrido y cansado... Ella luce esbelta y de buena figura -sus "bien cuidados cuarenta", perfumada hasta vaya uno a saber dónde y dueña de una coquetería que cuando las demás asistentes la ven, cruzan miradas hasta que la más regordeta, que dormita en una de las últimas sillas dispuestas para la ocasión, mueve su colosal figura para poner un dedo sobre sus labios y pedir silencio: ¡shit!</p>
<p>La lectura del Orden del Día continúa con su solemne monotonía: en quince días conmemorarán un aniversario más del luctuoso y sensible fallecimiento del gran vate local... ¿cuál es su nombre? Alguien se empecinó en imprimir el discurso con letra muy pequeñita para que cupiera en menos hojas. Piensa que así ahorra tinta y papel. De todos modos, cuando el presidente de la mesa directiva consigue decir de quién se trata, Ella, la ahora reportera, no reconoce el nombre del poeta y comenta con su marido: "debe ser famoso en este pueblo nada más".</p>
<p>Cuarentaicinco minutos más tarde Ella ha perdido la noción del tiempo. Su marido se ha unido a los dormitantes. De vez en cuando le da un ligero e inútil codazo. Y cuando Ella cree que también caerá víctima de la modorra, se da cuenta de que alguien la mira. Un hombre sentado a un extremo de la Mesa Directiva y que se pone de pie sin despegarle el ojo para proclamar a viva voz y con una estupenda sonrisa: "se ha cerrado la sesión. Ahora sí, que comience la fiesta".</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Cultura]]></title>
<link>http://maistro.wordpress.com/?p=180</link>
<pubDate>Tue, 06 May 2008 19:39:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>maistro</dc:creator>
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<description><![CDATA[Cuando el editor del periódico se arranca a fumar ya nada puede detenerlo. Fuma un cigarro tras otr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Cuando el editor del periódico se arranca a fumar ya nada puede detenerlo. Fuma un cigarro tras otro. Todos los enciende con ese encendedor metálico con la tapa que levanta ayudándose de las dos manos porque nunca pudo aprender a hacerlo como en el cine: con dos dedos. Pero la mirada de galán nadie se la quita. Ni siquiera el hecho evidente de que a sus cincuenta años ya sólo atrae a las jovencitas que buscan un lugar digno de trabajo y están dispuestas a cualquier cosa con tal de conseguirlo. Por sus manos han pasado casi todas las egresadas de periodismo de la única universidad de esa ciudad. Y cuando ellas renuncian... cuando ellas renuncian luego las ve en la calle, caminando del brazo de un joven con los jeans sujetándose a duras penas de sus piernas, lentes oscuros, cachucha y caminar de cholo y a veces piensa: ¿qué tiene él que no tenga yo?</p>
<p>El editor del periódico vive en una habitación de hotel. Llega hasta allí en la madrugada, sudoroso e insatisfecho, luego de asegurarse de que la edición del día siguiente no tiene ni un solo error ortográfico. A veces llega con cervezas. A veces con alguna nueva asistente. Siempre trae algo en las manos. Y se las arregla para que en ellas quepa un libro. Al editor del periódico le gusta leer historia y política. Y por lo mismo, también es fanático de las novelas afro latinas caribeñas y tropicales, como le gusta decir. También dice que baila cumbia cuando lee a García Márquez.</p>
<p>Y ahora esta foránea de edad madura le pide trabajo. Asegura que sabe mucho de cultura y él pregunta: ¿qué clase de cultura?</p>
<p>Ella levanta los brazos y abre la boca y hasta se le ocurrió decir ópera y ballet pero luego de haber recorrido hasta el último rincón de esta ciudad sabe que sería una necedad creer que el Cascanueces pueda presentarse en el Auditorio Municipal. Aquí sólo actúan los cristianos y conversos, le dijo el de la puerta cuando ella pidió el programa del mes.</p>
<p>"Esta ciudad tiene sus encantos". Ella sólo recuerda letreros de burdeles y cantinas con putas. Calor. Tiendas que se gritan ofertas unas a otras a través de altavoces. Vendedores ambulantes estacionados en la vereda. Gente que tiene que caminar por la pista y coches que parecen detenidos en fila india porque no pueden avanzar. El semáforo está en rojo.</p>
<p>"Tiene que haber algo de cultura, usted dígame".</p>
<p>"Háblame de tú", pide el editor del periódico que se queda pensativo pero sin despegar su mirada de los ojos de esa señora que se ve tan elegante en ese vestido de pieza entera que le llega hasta los muslos y con unos tirantitos que seguramente su esposo la ayudó a anudar.</p>
<p>Y antes de que ella sugiriera reseñar obras clásicas, como El amante de lady Chatterley, de... el editor del periódico le sugiere que por qué no comienza por visitar las instalaciones del Club Ateneo. "Allí se reúne pura gente culta... a veces voy a sus fiestas".</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Encantos]]></title>
<link>http://maistro.wordpress.com/?p=178</link>
<pubDate>Mon, 05 May 2008 00:47:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>maistro</dc:creator>
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<description><![CDATA[Llegan a este calor infernal. Un sitio donde hierven piratas y quimeras; donde las fiestas no burbuj]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Llegan a este calor infernal. Un sitio donde hierven piratas y quimeras; donde las fiestas no burbujean champán y las conversaciones no se detienen ante el nuevo perfume del embajador. La playa no es como la pintan y...  por eso creen que están en el lugar equivocado.</p>
<p>El plan es un paraíso y no esta ciudad que gotea sudores y jadeos. Pensaron que los recibirían con los brazos abiertos y no con esas miradas suspicaces y largos silencios sin salida. Se sienten promiscuos en la estrechez de aquella habitación minúscula que les asignaron y miserables cuando se enteran lo que él va a ganar. El miedo... el miedo lo siente ella cuando pregunta: "¿Y qué carajos voy a hacer en este lugar de mierda?" Y él no sabe qué contestar y sale hacia la universidad, a dar su primera clase. Ella, sentada al borde de una cama desordenada, desnuda y con las piernas abiertas siente la profunda necesidad de volver a fumar.</p>
<p>Fuma delante del rector, del secretario de Educación y del líder sindical. Fuma en la calle y en su habitación. Fuma entre comidas y también cuando, sudorosa e insatisfecha, anuncia que va a buscar trabajo porque así -esto- no va a funcionar.</p>
<p>Y busca y busca hasta que alguien por fin se anima a encenderle el cigarrillo con el que sus dedos juguetean. La llama la enciende el editor de un periódico local: "así que usted es la esposa del nuevo profesor" y antes de decirle que la acepta como redactora en la flamante sección cultural de los domingos, enciende su propio cigarro para decir a modo de encabezado: "esta ciudad tiene sus encantos".</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[maio - maria]]></title>
<link>http://marianadias.wordpress.com/?p=558</link>
<pubDate>Sun, 04 May 2008 19:53:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>marianadias</dc:creator>
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<description><![CDATA[Gosto do mês de maio. Acho que é o mês que mais gosto. Me parece um mês generoso. Não é a toa:]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="color:#d83070;">Gosto do mês de maio. Acho que é o mês que mais gosto. Me parece um mês generoso. Não é a toa: é mês de Maria. Mês de mãe. Mês de ser mãe, ou de se tornar uma. Acho que em maio tudo fica mais leve. Acontece. No maio tem a Flor de Maio que é linda linda. Trouxe, em uma vez, aqui para casa, uma muda desta flor, mas ela nunca desabrochou. É tão triste isto. Seu Josefino, que está me ensinado a cuidar de plantas, disse que este ano ela vai florir. Vou sempre lá, conversar com ela, mas talvez não tenha dado carinho suficiente a ela ... sei lá. Às vezes acho que não entendo nada de flor e de todas essas palavras que rimam com ela. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#d83070;">Espero que neste maio minha Flor me surpreenda. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#d83070;">Hoje tive um dia; daqueles dias que gosto de ter. Acordar tranquila, no tempo, andar de bicileta, ver gente na rua, andando na praia. Rezar pro mar, do arpoador, ver um homem vendendo quejo qualho andando descalço e o mar batendo no pé dele. Arrumar a casa, cuidar da casa é cuidar de mim. Tomar um banho cantando leve. E escolhi Chet Baker para ouvir nesta tarde onde todos estão ligados no futebol e eu aproveito para ficar em silêncio, cavucar passados, reler palavras dadas, histórias minhas, me inspirar de cheiros de flor, de maio, e lá no fundinho dá uma cócega, vontade de chorar, mas não choro. Tomo um café para comemorar. </span><span style="color:#d83070;">O mês, o maio, o meu amor, Maria. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#d83070;"><em>(acho engraçado, quando escrevo, sou tão romântica... vivo minha escrita tão alegre... mas existem outras... vou tentar exercitá-las em papel também, se isto for possível! Há mistérios que não se revelam - pois, senão, não seriam mais mistérios)</em></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[adoro!]]></title>
<link>http://marianadias.wordpress.com/?p=553</link>
<pubDate>Thu, 10 Apr 2008 19:41:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>marianadias</dc:creator>
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<description><![CDATA[
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:center;"><span style="font-size:x-small;font-family:Arial;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/tmotSxLYKr4'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/tmotSxLYKr4&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></span></div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[...ai, a boa preguiça!]]></title>
<link>http://marianadias.wordpress.com/?p=545</link>
<pubDate>Sun, 06 Apr 2008 23:37:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>marianadias</dc:creator>
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<description><![CDATA[
A preguiça não é uma característica estritamente humana, na natureza muitas vezes é uma forma ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:center;"><img src="http://marianadias.wordpress.com/files/2008/03/preguica.jpg" alt="preguica.jpg" /></div>
<h5 style="text-align:center;"><span style="color:#b11a3b;">A</span><span style="color:#b11a3b;"> preguiça não é uma característica estritamente humana, na natureza muitas vezes é uma forma de preservar energia por longos períodos.</span></h5>
<p> </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tour Amazonía]]></title>
<link>http://ciudadlojagencia.wordpress.com/2008/03/26/tour-amazonia/</link>
<pubDate>Wed, 26 Mar 2008 20:22:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>ciudadlojagencia</dc:creator>
<guid>http://ciudadlojagencia.wordpress.com/2008/03/26/tour-amazonia/</guid>
<description><![CDATA[2 Dias / 1 Noche
   	 	 	 	 	 	
Primer Día
 Inicio del tour en la ciudad del Tena. Traslado al Lodg]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><b>2 Dias / 1 Noche</b></p>
<p>   	<title></title> 	 	 	 	<!-- 		@page { size: 21cm 29.7cm; margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--> 	</p>
<p style="margin-bottom:0;"><i><font face="Comic Sans MS, cursive">Primer Día</font></i></p>
<p style="margin-bottom:0;"><font face="Comic Sans MS, cursive"> </font><font face="Comic Sans MS, cursive">Inicio del tour en la ciudad del Tena. </font><font face="Comic Sans MS, cursive">Traslado al Lodge por la vía a Puerto Misahualli donde visitaremos el parque de los monos Machin. Ubicación de los pasajeros. Caminata Nocturna; fogata y brindis de bienvenida “Guayusa”.</font></p>
<p style="margin-bottom:0;">&#160;</p>
<div style="text-align:center;"><img src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:2GWOBOZ0soMDlM:http://www.zocalo.cl/brujita/escritos/selvamachin.jpg" alt="Mono Machn" height="119" width="159" /></div>
<p style="margin-bottom:0;" align="justify"><i><font face="Comic Sans MS, cursive">Segundo Día</font></i></p>
<p style="margin-bottom:0;" align="justify"><b><font face="Comic Sans MS, cursive">Opción 1</font></b></p>
<p style="margin-bottom:0;" align="justify"><font face="Comic Sans MS, cursive">Luego del desayuno realizaremos el Lavado de Oro, este es un trabajo que lo realizan las familias del Oriente a lo largo del río Napo, usando el canelón y la batea, continuaremos con una caminata guiada hasta la espectacular Cascada Rayu Cocha. Durante el recorrido podremos observar y conocer la variedad de especies de flora y fauna típica que existen en los Bosques Secundarios y Primarios de la Amazonía Ecuatoriana, explicada por el Guía. Box Lunch en la Cascada, siguiendo con el recorrido visitaremos la Comunidad Kichwa; participaremos de la elaboración de la </font><font face="Comic Sans MS, cursive"><i>chicha de yuca</i></font><font face="Comic Sans MS, cursive">. Al regreso podremos tomar un refrescante baño en el río. Traslado hacia Puerto Misahualli y a la ciudad del Tena.</font></p>
<p style="margin-bottom:0;" align="justify"><b><font face="Comic Sans MS, cursive">Opción 2</font></b></p>
<p style="margin-bottom:0;" align="justify"><font face="Comic Sans MS, cursive">Desayuno,  Lavado de Oro. Caminata hacia el Mirador, en el transcurso de la caminata conoceremos de plantas medicinales del lugar. Almuerzo en el Lodge.</font></p>
<p style="margin-bottom:0;" align="justify"><font face="Comic Sans MS, cursive">Visita a una familia kichwa donde participaremos de la elaboración de la chicha de Yuca. Dotación de chalecos salvavidas, para navegar por los ríos Amazónicos en canoas a motor hasta la isla de los Oatzín (pájaros prehistóricos). </font></p>
<p style="margin-bottom:0;" align="justify"><font face="Comic Sans MS, cursive">Opción 3: (Mínimo 4 paxs): Luego del desayuno realizaremos el Lavado de Oro, este es un trabajo que lo realizan las familias del Oriente a lo largo del río Napo, usando el canelón y la batea, continuaremos con una caminata guiada hasta la espectacular Cascada Rayu Cocha. Durante el recorrido podremos observar y conocer la variedad de especies de flora y fauna típica que existen en los Bosques Secundarios y Primarios de la Amazonía Ecuatoriana, explicada por el Guía. Box Lunch en la Cascada, siguiendo con el recorrido visitaremos la Comunidad Kichwa; participaremos de la elaboración de la </font><font face="Comic Sans MS, cursive"><i>chicha de yuca</i></font><font face="Comic Sans MS, cursive">. Al regreso podremos tomar un refrescante baño en el río. Traslado hacia Puerto Misahualli y a la ciudad del Tena.</font></p>
<p style="margin-bottom:0;" align="justify">Y mayor información en: <font color="#0000ff"><u><a href="mailto:avciuloja@gmail.com">avciuloja@gmail.com</a></u></font> o al 091565242 o 093143551</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[palmas para a lua]]></title>
<link>http://marianadias.wordpress.com/?p=526</link>
<pubDate>Fri, 22 Feb 2008 00:31:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>marianadias</dc:creator>
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<description><![CDATA[A lua. Sempre olho para ela, é fato. Nunca me esqueço dela. Normalmente, em dias especiais, ela e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font color="#ffff99">A lua. Sempre olho para ela, é fato. Nunca me esqueço dela. Normalmente, em dias especiais, ela está plena, cheia. Aqui no Rio, ela vem surgindo do mar... é a coisa mais forte que sinto, não há nada no mundo mais lindo... Pra mim é coisa ancestral, sinto todo o passado e o futuro do mundo ali presentes. (E vou confessar, sinto suas fases em mim, ela me altera, sim.) Todas as fases da lua são belas, sábias marés, coisa feminina, coisa de mulher. Tenho paixão por ela. É a minha deusa. Volta e meia fico tão encantada que faço pedidos para ela, sem mesmo pensar no que pedi, quando vi já foi, muitas vezes realiza... Algumas vezes tenho a sensação de que é ela quem faz os pedidos através de mim, pura inspiração. A lua é quem dá notícias de mim - e do mondo. Ontem o sol fez sombra nela... acho que ela deve ter gostado...</font> </p>
<p><a href="http://marianadias.wordpress.com/files/2008/02/a-lua-azul.jpg" title="a-lua-azul.jpg"></a></p>
<div style="text-align:center;"><img src="http://marianadias.wordpress.com/files/2008/02/a-lua-azul.jpg" alt="a-lua-azul.jpg" /></div>
<p><a href="http://marianadias.wordpress.com/files/2008/02/a-lua-azul.jpg" title="a-lua-azul.jpg"></a><font color="#ffff99">(pra q serve a poesia? o q persegue a poesia? por que me persegue? por que não abandono o pensamento poético? por que a fantasia? <em>- acho que hj estou meio menina...</em>)</font></p>
<p><a href="http://marianadias.wordpress.com/files/2008/02/a-lua-azul.jpg" title="a-lua-azul.jpg"></a><a href="http://marianadias.wordpress.com/files/2008/02/a-lua-azul.jpg" title="a-lua-azul.jpg"></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[é hj q o mundo se acaba]]></title>
<link>http://marianadias.wordpress.com/2008/02/10/e-hj-q-o-mundo-se-acaba/</link>
<pubDate>Sun, 10 Feb 2008 13:35:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>marianadias</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Acordar 6:40 da manhã num dia de domingo é coisa rara. Então está decretado: a semana começa n]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:center;"><img width="637" src="http://marianadias.wordpress.com/files/2008/02/bicicleta_medium.jpg" alt="bicicleta_medium.jpg" height="320" style="width:451px;height:244px;" /></div>
<p align="justify"><b><span style="font-size:14pt;color:#33cccc;font-family:'Goudy Old Style';">Acordar 6:40 da manhã num dia de domingo é coisa rara. </span></b><b><span style="font-size:14pt;color:#33cccc;font-family:'Goudy Old Style';">Então está decretado: a semana começa neste domingo, e o ano também. </span></b><b><span style="font-size:14pt;color:#33cccc;font-family:'Goudy Old Style';">2008 começa neste domingo de 10 de fevereiro. <span> </span>Por isso, pedalar é preciso... Ops, a bicicleta conserta. </span></b><b><span style="font-size:14pt;color:#33cccc;font-family:'Goudy Old Style';">Preciso é correr com os próprios pés, passo por passo, na praia, no calçadão, 9:30 da manhã, num dia de domingo. Cansaço e alegria.</span></b></p>
<p align="justify"><b><span style="font-size:14pt;color:#33cccc;font-family:'Goudy Old Style';"></span></b><b><span style="font-size:14pt;color:#33cccc;font-family:'Goudy Old Style';">Um senhor traz uma tapioca para sua senhora que vende água de coco na praia. Ela diz que já é o seu almoço. Ele observa: como tudo está calmo hoje, um silêncio danado! É hoje que o mundo se acaba.  </span></b><b><span style="font-size:14pt;color:#33cccc;font-family:'Goudy Old Style';">Será hoje? </span></b><b><span style="font-size:14pt;color:#33cccc;font-family:'Goudy Old Style';">Ela come a tapioca: já diziam isso há muito tempo atrás... E se acabar, o senhor fica rico! É... Outro dia disse para um rapaz que o mundo ia se acabar e que eu ia ficar rico, porque ia vender todas as terras que sobrassem. O rapaz perguntou: e vai vender as terras para quem se o mundo se acabou? Para alguém que ainda faz essa pergunta idiota que nem você! E deu uma gargalhada enorme com um dente dourado entre a boca... </span></b><b><span style="font-size:14pt;color:#33cccc;font-family:'Goudy Old Style';">Se o mundo se acabar, logo hoje que o sol saiu, se acaba em dourado! </span></b></p>
<div align="justify" style="text-align:center;"><b><span style="font-size:14pt;color:#33cccc;font-family:'Goudy Old Style';"></span></b></div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[cata-me-vento]]></title>
<link>http://marianadias.wordpress.com/2008/01/24/cata-me-vento/</link>
<pubDate>Sat, 02 Feb 2008 05:10:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>marianadias</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Sobre os leitores e os leitores que os autores inventam&#8230;
E El Kady existe? Me pergunto. Este ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><img width="203" src="http://marianadias.wordpress.com/files/2008/01/ventilador.gif" alt="ventilador.gif" height="227" style="width:164px;height:215px;" /></p>
<h5 class="MsoNormal"><span><font color="#ab54a7">Sobre os leitores e os leitores que os autores inventam...</font></span></h5>
<h5 class="MsoNormal"><span><font color="#ab54a7">E El Kady existe? Me pergunto. Este mais novo leitor, que por aqui ventou, foi inventado? Por quem? Foi leitor imaginado?</font></span></h5>
<h5 class="MsoNormal"><span><font color="#ab54a7">E me divirto com suas palavras jogadas por aqui, palavras meio vadias, sem ser catadas, despudoradas... serão zoadas? ... ah... o que importa? ...é poesia! Que inspiração é essa de El Kady? De onde vem essa música: “que nossos corpos aquecidos pelas lembranças do além orgânico, nos däo leite de cajus...”?</font></span></h5>
<h5 class="MsoNormal"><span><font color="#ab54a7">Quero beber leite de cajus pro dia nascer feliz no além orgânico!</font></span></h5>
<h5 class="MsoNormal"><span><font color="#ab54a7">Quero sapatear a sapucaia. </font></span></h5>
<h5 class="MsoNormal"><span><font color="#ab54a7">Quero os quero-eros que a escripariu! Quero os pássaros do além Paraíba. </font></span></h5>
<h5 class="MsoNormal"><span></span><span><font color="#ab54a7">Quero que palavras soltas voltem, porque palavras plumam, inventam e ventilam. </font></span></h5>
<h5 class="MsoNormal"><span><font color="#ab54a7">E lembro-me de meus amigos poetas pula-pulas. Luca Prazeres hoje falou para mim um poema com a palavra abóbora! Êta palavra boa para poesia. Eu aborei! Adoro o pensamento fluido dos poetas. O pensamento gustativo dos poetas. Delicio leitores inventados da minha imaginação e para eles escrevo sempre. Leitores enigmas, ruidosos, el Kadianos... Assim são os escritores – escrevem para quem inventam que os lerão. Eu tenho alguns leitores para quem escrevo, eternos, que são espelhos de mim, para quem escrevo em paixão. Imaginação. Vida real. Pois que a obra sai, ganha vida na boca de quem quer que seja. Desejo que as palavras que saem das pontas de meus dedos ganhem o espaço em “ventos vadios”, que “sacudam entranhas”, e gerem “gosto de leite de cajus por aí...” </font></span></h5>
<h5 class="MsoNormal"><span><font color="#ab54a7">São 16 mil visitas que já completei nesta rede. 16 mil vistas, passadas, lidas, sentidas visões. Os leitores procuram na rede poesias sobre AMOR e ROSA (são as palavras mais procuradas pelo meu blog) e acham-me escrevendo sobre elas. Que bom que as pessoas ainda procuram sobre amor e rosas. Há os que procuram sobre pererecas tb – e olha... acham o meu poema mais puro, sobre minha infância... tremenda decepção! Ah, essa coisa de leitor me fascina. <span> </span>Me ventila idéias!</font></span></h5>
<h5 class="MsoNormal"><span><font color="#ab54a7">(ATENDENDO A PEDIDOS, AUMENTEI O TAMANHO DA LETRA PARA SER MELHOR LIDA, SEMPRE LIDA!)</font></span></h5>
<p align="center">&#160;</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[no Cinematéque ]]></title>
<link>http://marianadias.wordpress.com/2008/01/22/no-cinemateque/</link>
<pubDate>Tue, 22 Jan 2008 16:51:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>marianadias</dc:creator>
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<description><![CDATA[ | View  Show | Create  Your Own
Depois do dilúvio que caiu no Rio e que fez Botafogo boiar&#8230; ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><embed src='http://apps.rockyou.com/rockyou.swf?instanceid=99708327&ver=102906' quality='high'  salign='lt' width='426' height='320' wmode='transparent' name='rockyou' type='application/x-shockwave-flash' pluginspage=' http://www.macromedia.com/go/getflashplayer'/><br><a target='_BLANK' href=' http://www.rockyou.com/slideshow-create.php?refid=99708327'><img title='RockYou slideshow' src='http://apps.rockyou.com/images/logo-mini.gif ' border='0'></a> | <a target='_BLANK' alt='Comment, Add to Favorite' href='http://www.rockyou.com/show_my_gallery.php?instanceid=99708327'>View  Show</a> | <a target='_BLANK' href='http://www.rockyou.com/slideshow-create.php?refid=99708327'>Create  Your Own</a></p>
<h6 align="center"><font color="#ff6600"><span>Depois do dilúvio que caiu no Rio e que fez Botafogo boiar... para o nossa surpresa, o público compareceu em peso e belamente! </span>E fez a festa ficar animadíssima no show do lançamento do CD do Claudio Lyra no Cinematéque Jam Club. Foi maravilhoso! <span>As participações de Carlinhos Lyra e Fátima Guedes, a banda Nave Mãe botando para quebrar (Leo Peçanha, Vitu, Talita Vilar), e Claudio alegre, engraçado, poético. Minha parceria nos vocais com Dani Antunes foi uma delícia! Adorei trabalhar com Dani (obrigada por tudo, figura), Claudio foi um perfeito comandante e amei fazer parte desta tripulação! Obrigada Marcelle Braga pela produça e divulgação. E um carinho especial a todos que compareceram: Joaquim Assis, Leninha Lyra, Magda Botafogo, Henrique Badke, Priscilla Teixeira (quem tirou as fotos! nossa fotógrafa oficial), Marcelo Temer, Joana Alencar, José Ricardo Dias, Sonia Dias, Sandra Guagliardi, João Macaxeira (câmera e irmãozão), Letícia Rio Branco – Lelé amiga, Thais Salema, Thiago Florêncio, Célia Maria, Rodrigo Tigre, Bela, Lúcia Render, Moema Moura, Amanda Gabriel... e todos, todos, sem esquecer o rosto de ninguém! </span><span>O show foi redondo, crescente (acabou em folia de Carnaval!) e bom, muito bom! </span><span>(acho que dá para sentir pelas fotos)</span></font></h6>
<p align="center">&#160;</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[experimento o hj]]></title>
<link>http://marianadias.wordpress.com/2008/01/13/hj/</link>
<pubDate>Sun, 13 Jan 2008 00:52:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>marianadias</dc:creator>
<guid>http://marianadias.wordpress.com/2008/01/13/hj/</guid>
<description><![CDATA[


hj = + 1 dia de verão
[a clave do segredo]
: gira mundo em sol maior:

]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h6 align="center"><font color="#ffff00"><a href="http://marianadias.wordpress.com/files/2008/01/sol-girassol.jpg" title="sol-girassol.jpg"></a></font></h6>
<h6 align="center"><img width="572" src="http://marianadias.wordpress.com/files/2008/01/sol-girassol.jpg" alt="sol-girassol.jpg" height="225" style="width:471px;height:229px;" /></h6>
<h6 align="center"><font color="#ffff00"></p>
<h6 align="center"><font color="#ffff00"><a href="http://marianadias.wordpress.com/files/2008/01/sol-girassol.jpg" title="sol-girassol.jpg"></a>hj = + 1 dia de verão</font></h6>
<h6 align="center"><font color="#ffff00">[a clave do segredo]</font></h6>
<h6 align="center"><font color="#ffff00">: gira mundo em sol maior:</font></h6>
<p></font></h6>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Encantos escondidos en el sur]]></title>
<link>http://ciudadlojagencia.wordpress.com/2008/01/08/encantos-escondidos-en-el-sur/</link>
<pubDate>Tue, 08 Jan 2008 23:18:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>ciudadlojagencia</dc:creator>
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<description><![CDATA[Encanto escondido en el sur
&nbsp;
Nuestra agencia te presenta esta oferta ideal para familias, grup]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><b>Encanto escondido en el sur</b></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:100%;" align="justify">&#160;</p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:100%;" align="justify">Nuestra agencia te presenta esta oferta ideal para familias, grupos estudiantiles que desean reencontrarse con la naturaleza, visitando la provincia de las aves y las cascadas, de éstas últimas visitas a ‘la velo de novia’, ‘la rápida’, ‘piedra el mazo’, visita al refugio Tzanka y sobretodo el hospedaje será en la Hostería “El arenal”.</p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:100%;" align="justify">&#160;</p>
<div style="text-align:center;"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2097/2186853233_cebb50a3db_m.jpg" height="180" width="240" /></div>
<p style="margin-bottom:0;line-height:100%;" align="justify">&#160;</p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:100%;" align="justify">Revisa el itinerario: <a href="http://ciudadlojagencia.wordpress.com/2008/01/08/encantos-escondidos-en-el-sur/itinerario/" rel="attachment wp-att-6" title="itinerario">itinerario</a></p>
<p style="margin-bottom:0;line-height:100%;" align="justify">Y mayor información en: <font color="#0000ff"><u><a href="mailto:avciuloja@gmail.com">avciuloja@gmail.com</a></u></font> o al 091565242 o 093143551.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ e 2008]]></title>
<link>http://marianadias.wordpress.com/2008/01/02/e-2008/</link>
<pubDate>Wed, 02 Jan 2008 00:33:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>marianadias</dc:creator>
<guid>http://marianadias.wordpress.com/2008/01/02/e-2008/</guid>
<description><![CDATA[

&#8230;começa em azul. E eu joguei rosas para minha mãe. Jogo sempre. E o ano começou igual]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font color="#999999"></p>
<div style="text-align:center;"><img src="http://marianadias.wordpress.com/files/2008/01/iemanja.gif" alt="iemanja.gif" /></div>
<p>...começa em azul. E eu joguei rosas para minha mãe. Jogo sempre. E o ano começou igual... É apenas mais um ano que passa, uma folha que vira, uma ciranda que gira. E tudo continuará... e mesmo assim sempre queremos que o mundo comece em azul. E que seja outro. Gosto do tudo o que se acaba. Porque o tudo logo recomeça. Que o tudo renasça sempre. Que o Tudo para o Sempre comece...  Em dança, em canto, em poesia.</font></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[a ilusão ]]></title>
<link>http://marianadias.wordpress.com/2007/12/07/a-ilusao/</link>
<pubDate>Fri, 07 Dec 2007 15:08:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>marianadias</dc:creator>
<guid>http://marianadias.wordpress.com/2007/12/07/a-ilusao/</guid>
<description><![CDATA[ 
 &#8221;Tire a ilusão de um homem e ele será um tolo, morto de tédio.&#8221;  - Gustav Ekdah]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h5><font color="#808000"> </font><img src="http://marianadias.wordpress.com/files/2007/12/fanny-742259.jpg" alt="fanny-742259.jpg" /></h5>
<h6 align="center"><font color="#99cc00"> "Tire a ilusão de um homem e ele será um tolo, morto de tédio."  - Gustav Ekdahl (<em>Fanny e Alexander</em> - Ingmar Bergman)</font></h6>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ainda sobre a preguiça! - esparramo-me]]></title>
<link>http://marianadias.wordpress.com/?p=548</link>
<pubDate>Sat, 05 Apr 2008 20:36:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>marianadias</dc:creator>
<guid>http://marianadias.wordpress.com/?p=548</guid>
<description><![CDATA[
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<br />
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[rio adentro]]></title>
<link>http://imagomundo.wordpress.com/?p=26</link>
<pubDate>Mon, 31 Mar 2008 21:57:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>pepe</dc:creator>
<guid>http://imagomundo.wordpress.com/?p=26</guid>
<description><![CDATA[
As águas sempre tiveram um encanto perigoso, iludindo quem passa num jogo de reflexos e transparê]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="left"><a href="http://imagomundo.wordpress.com/files/2008/03/bridge-over-stormy-waters_edited-1.jpg" title="bridge-over-stormy-waters_edited-1.jpg"><img width="586" src="http://imagomundo.wordpress.com/files/2008/03/bridge-over-stormy-waters_edited-1.jpg" alt="bridge-over-stormy-waters_edited-1.jpg" height="464" /></a></p>
<p align="left"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;font-family:'Tw Cen MT';">As águas sempre tiveram um encanto perigoso, iludindo quem passa num jogo de reflexos e transparências. E porque haveriam suas imagens ser menos verdadeiras, porque teria de ser seu fundo mais apaziguador? Tranquilas à superfície, nada dizem da agitação que as move. Ou dizem muito… se calhar, dizem mesmo tudo. Talvez só o digam a quem nelas se afundar…</span></p>
<p align="left"><!--more--></p>
<p align="left"><a href="http://imagomundo.wordpress.com/files/2008/03/castle-upon-river.jpg" title="castle-upon-river.jpg"></a></p>
<p align="left"><a href="http://imagomundo.wordpress.com/files/2008/03/bush-river.jpg" title="bush-river.jpg"><img src="http://imagomundo.wordpress.com/files/2008/03/bush-river.jpg" alt="bush-river.jpg" /></a></p>
<p align="left"><span style="font-size:14pt;font-family:'Tw Cen MT';">Quem siga por estas vias entra num mosaico de luz e sombra, mas só se perdem aqueles que não aprenderem a evitar a luz do sol, só se encontram os que desaparecem na penumbra. Aqui, os pássaros cantam para afastar intrusos ou soltam avisos agudos e urgentes, como quem grita <i>Vem gente!</i> De dia, como de noite, o silêncio é santo e senha para aqueles que querem entrar neste mundo</span></p>
<p align="left"><a href="http://imagomundo.wordpress.com/files/2008/03/boatman1.jpg" title="boatman1.jpg"><img src="http://imagomundo.wordpress.com/files/2008/03/boatman1.jpg" alt="boatman1.jpg" /></a></p>
<p align="left"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;font-family:'Tw Cen MT';">Mais raros e elusivos são aqueles que ainda conhecem os antigos leitos fluviais: ocultos do olhar alheio, manobram, silenciosa e discretamente, a barcaça que os leva. Sem ruído e sem pressa, como convém a quem segue o sável, cobiça a lampreia e aguarda pela enguia. E por temor aos encantos de mouras e marinhas.</span></p>
<p align="left"><a href="http://imagomundo.wordpress.com/files/2008/03/castle-upon-river.jpg" title="castle-upon-river.jpg"><img width="613" src="http://imagomundo.wordpress.com/files/2008/03/castle-upon-river.jpg" alt="castle-upon-river.jpg" height="346" /></a></p>
<p align="left" style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;font-family:'Tw Cen MT';">À noite é que mais se agitam os trilhos que vão dar às águas. Em ambos sentidos, como muito caçador aprendeu às próprias custas. Ao sol, os penedos grandes que atraem o olhar de quem passa são grandes penedos. Nas noites de luar, revelam-se naquilo que são: castelos esquecidos da memória dos Homens, palácios encantados onde se acoita a Serpe.</span></p>
<p align="left">&#160;</p>
<p align="left"><a href="http://imagomundo.wordpress.com/files/2008/03/early-morning-meadows.jpg" title="early-morning-meadows.jpg"><img src="http://imagomundo.wordpress.com/files/2008/03/early-morning-meadows.jpg" alt="early-morning-meadows.jpg" /></a></p>
<p align="left"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;font-family:'Tw Cen MT';">Com a madrugada coberta pela geada, reforça-se o silêncio. Mesmo quando o sol nasce e os pássaros vigilantes dão uma nota alegre. Ou não cantasse o rio este estribilho: <i>nada do que é, será/ ninguém, nestas águas, duas vezes banho tomará.</i></span></p>
<p align="left"><a href="http://imagomundo.wordpress.com/files/2008/03/in-the-river.jpg" title="in-the-river.jpg"><img width="502" src="http://imagomundo.wordpress.com/files/2008/03/in-the-river.jpg" alt="in-the-river.jpg" height="451" /></a></p>
<p align="left"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;font-family:'Tw Cen MT';">Os Homens não se dão bem com o mundo selvagem e incerto: contra a força da corrente impuseram seu ritmo, contra luas e marés ultrapassaram limites, contra ventos e baixios abriram rotas e canais. Com pequenas embarcações de madeira, movidas a remo ou à vela ou monstros de ferro e aço puxados a cavalos-vapor.</span></p>
<p align="left"><a href="http://imagomundo.wordpress.com/files/2008/03/old-harbour.jpg" title="old-harbour.jpg"><img width="584" src="http://imagomundo.wordpress.com/files/2008/03/old-harbour.jpg" alt="old-harbour.jpg" height="442" /></a></p>
<p align="left"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;font-family:'Tw Cen MT';">Alterando a fisionomia dos rios, indiferentes à vida que estes abrigam. Mas, tantas vezes, encalhados por excesso de calado, assoreadas as saídas para o mar a ponto de as fechar, na ânsia de domesticar as águas e pô-las a seu serviço. Os espíritos do Tempo e das Águas fazem o resto, cobrindo de ferrugem e limo naves envelhecidas,</span></p>
<p align="left"><a href="http://imagomundo.wordpress.com/files/2008/03/velho-estaleiro.jpg" title="velho-estaleiro.jpg"><img src="http://imagomundo.wordpress.com/files/2008/03/velho-estaleiro.jpg" alt="velho-estaleiro.jpg" /></a></p>
<p align="left"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;font-family:'Tw Cen MT';">velando numa aura romântica as indústrias quase extintas, numa demonstração de que os encantos reaparecem onde menos se espera, esquecidos foram seus nomes. Mais do que um caçador de borboletas, de sonhos ou de lendas, se deixou enfeitiçar por esses horrores mutilados, traídos e abandonados.</span></p>
<p align="left"><a href="http://imagomundo.wordpress.com/files/2008/03/sucata.jpg" title="sucata.jpg"></a></p>
<p align="left"><a href="http://imagomundo.wordpress.com/files/2008/03/barco-novo-mundo.jpg" title="barco-novo-mundo.jpg"><img src="http://imagomundo.wordpress.com/files/2008/03/barco-novo-mundo.jpg" alt="barco-novo-mundo.jpg" /></a></p>
<p align="left"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;font-family:'Tw Cen MT';">Haja vagar, arte e engenho, e gosto pela aventura, um novo mundo sempre nos aguarda mais além.</span></p>
<p align="left"><a href="http://imagomundo.wordpress.com/files/2008/03/sucata.jpg" title="sucata.jpg"><img src="http://imagomundo.wordpress.com/files/2008/03/sucata.jpg" alt="sucata.jpg" /></a></p>
<p align="left"><span style="font-size:14pt;font-family:'Tw Cen MT';">As margens, despidas de vegetação e utilizadas sem pudor, são abandonadas juntamente com monstros de latão e escória que foram arautos de progresso e tiveram sua época de glória. Praga renitente que sempre reaparece, renovada e daninha para gáudio dos sucateiros, essas aves necrófagas da paisagem actual.</span></p>
<p align="left"><a href="http://imagomundo.wordpress.com/files/2008/03/cidade-a-beira-rio.jpg" title="cidade-a-beira-rio.jpg"><img src="http://imagomundo.wordpress.com/files/2008/03/cidade-a-beira-rio.jpg" alt="cidade-a-beira-rio.jpg" /></a></p>
<p align="left"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;font-family:'Tw Cen MT';">Destruídas raízes, nascentes e ilimitados horizontes, o que fica? </span></p>
<p align="left">&#160;</p>
<p align="left"><a href="http://imagomundo.wordpress.com/files/2008/03/wide-river.jpg" title="wide-river.jpg"><img src="http://imagomundo.wordpress.com/files/2008/03/wide-river.jpg" alt="wide-river.jpg" /></a></p>
<p align="left"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;font-family:'Tw Cen MT';">Amodorrados pelas barragens, os rios continuam a ser vias para uma (re-) descoberta, em direcção a tantos horizontes quantos os olhos abarquem. É bem verdade que há turbulência no mais tranquilo dos rios.</span></p>
<p align="left"><a href="http://imagomundo.wordpress.com/files/2008/03/old-town-by-the-river.jpg" title="old-town-by-the-river.jpg"><img src="http://imagomundo.wordpress.com/files/2008/03/old-town-by-the-river.jpg" alt="old-town-by-the-river.jpg" /></a></p>
<p align="left"><span style="font-size:14pt;font-family:'Tw Cen MT';">As águas perdem transparência e profundidade se perdida a paixão no olhar que as percorre. Como se a alternativa fosse o tempo em que a mudança progredia ao ritmo duma carroça puxada por burro velho, tempo de riqueza tão escassa que, por isso, era reservada para alguns poucos.</span></p>
<p align="left"><a href="http://imagomundo.wordpress.com/files/2008/03/galeao.jpg" title="galeao.jpg"><img src="http://imagomundo.wordpress.com/files/2008/03/galeao.jpg" alt="galeao.jpg" /></a></p>
<p align="left"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;font-family:'Tw Cen MT';">Sem paixão não há canto de sereia que arraste os Homens para o mar aberto. Nem barqueiro que nos leve para outra margem.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[olhar sobre a lucidez]]></title>
<link>http://marianadias.wordpress.com/2008/01/29/512/</link>
<pubDate>Tue, 29 Jan 2008 14:57:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>marianadias</dc:creator>
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<description><![CDATA[

 




     O meu olhar é nítido como um girassol.
     Tenho o costume de andar pelas e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<blockquote>
<p align="center"><img width="104" src="http://marianadias.wordpress.com/files/2008/01/pessoa3.jpg" alt="pessoa3.jpg" height="411" style="width:80px;height:180px;" /> </p>
</blockquote>
<table>
<tr>
<td>
<p align="center"><font color="#e91515">    <b> O meu olhar é nítido como um girassol.</b><br />
<b>     Tenho o costume de andar pelas estradas</b><br />
<b>     Olhando para a direita e para a esquerda,</b><br />
<b>     E de, vez em quando olhando para trás... </b><br />
<b>     E o que vejo a cada momento</b><br />
<b>     É aquilo que nunca antes eu tinha visto,</b><br />
<b>     E eu sei dar por isso muito bem...</b><br />
<b>     Sei ter o pasmo essencial</b><br />
<b>     Que tem uma criança se, ao nascer, </b><br />
<b>     Reparasse que nascera deveras...</b><br />
<b>     Sinto-me nascido a cada momento</b><br />
<b>     Para a eterna novidade do Mundo...</b><b></b> </font></p>
<p align="center"><font color="#e91515"><b>     Creio no mundo como num malmequer,</b><br />
<b>     Porque o vejo.  Mas não penso nele</b><br />
<b>     Porque pensar é não compreender ...</b><b></b> </font></p>
<p align="center"><font color="#e91515"><b>     O Mundo não se fez para pensarmos nele</b><br />
<b>     (Pensar é estar doente dos olhos)                  </b><br />
<b>     Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...</b><b></b> </font></p>
<p align="center"><font color="#e91515"><b>     Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...</b><br />
<b>     Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,</b><br />
<b>     Mas porque a amo, e amo-a por isso,</b><br />
<b>     Porque quem ama nunca sabe o que ama </b><br />
<b>     Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...</b><br />
<b>     Amar é a eterna inocência,</b><br />
<b>     E a única inocência não pensar...</b></font></td>
</tr>
</table>
<h6><font color="#ff00ff">                                       Meu Olhar - Alberto Caeiro</font></h6>
</blockquote>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sorvete de Pistache]]></title>
<link>http://marianadias.wordpress.com/2008/01/24/sorvete-de-pistache/</link>
<pubDate>Thu, 24 Jan 2008 05:00:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>marianadias</dc:creator>
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<description><![CDATA[

  E rio, sorrio, com o que me foi escrito. Tb acredito na nossa inconstância e desconfio das mar]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span><font size="3" face="Times New Roman"><font color="#99cc00"></font></font></span><span><font size="3" face="Times New Roman"><font color="#99cc00"></font></font></span><span><font size="3" face="Times New Roman"><font color="#99cc00"></font></font></span><span><font size="3" face="Times New Roman"><font color="#99cc00"></p>
<div style="text-align:center;"><img width="269" src="http://marianadias.wordpress.com/files/2008/01/g_pistache.jpg" alt="g_pistache.jpg" height="238" style="width:260px;height:229px;" /><a href="http://marianadias.wordpress.com/files/2008/01/pistac7.jpg" title="pistac7.jpg"></a></div>
<p>  E rio, sorrio, com o que me foi escrito. Tb acredito na nossa inconstância e <span><font size="3" face="Times New Roman"><font color="#99cc00">desconfio das marés das palavras que ora cabem cheias nos poemas, ora ardem </font></font></span><span><font size="3" face="Times New Roman"><font color="#99cc00">secas, estranhamente. Tem coisas que escrevo que desentendo até hoje... é curioso, </font></font></span><span><font size="3" face="Times New Roman"><font color="#99cc00">são coisas escritas que mais me interessam... Como o poema “Boneca de Pano” ao </font></font></span><span><font size="3" face="Times New Roman"><font color="#99cc00">lado. Acho ele tão estranho. Mas gosto tanto dele. Diz tanta coisa. Acho que ele </font></font></span><span><font size="3" face="Times New Roman"><font color="#99cc00">amedronta as pessoas... ninguém o sente, comente.... engraçado isto. É como este de </font></font></span><span><font size="3" face="Times New Roman"><font color="#99cc00">pistache que tb acho muito estranho (será que é porque não é poesias, não será </font></font></span><span><font size="3" face="Times New Roman"><font color="#99cc00">nada,  será porque não tem rima, métrica, fruto e flor...), mas fala dessa estranha </font></font></span><span><font size="3" face="Times New Roman"><font color="#99cc00">inconstância das marés da vida: o que nos rege. Nossas lembranças, nossas ficções...</font>  </font></span><span><font size="3" color="#99cc00" face="Times New Roman">E eu lembro da boneca de sorvete de pistache</font></span></p>
<p></font></font></span></p>
<h5 align="center"><span style="font-weight:normal;font-size:16pt;line-height:150%;font-family:Garamond;"><strong><font color="#99cc00">A boneca<span>  </span>de sorvete de pistache que meu pai me deu </font></strong></span></h5>
<h5 align="center"><span style="font-weight:normal;font-size:16pt;line-height:150%;font-family:Garamond;"><strong><font color="#99cc00">me fez lembrar que esse eu que eu sou hoje</font></strong></span></h5>
<h5 align="center"><span style="font-weight:normal;font-size:16pt;line-height:150%;font-family:Garamond;"><font color="#339966"><strong><font color="#99cc00">eu nunca fui.</font><span>  </span></strong></font></span></h5>
<h5 align="center"><span style="font-weight:normal;font-size:16pt;line-height:150%;font-family:Garamond;"><font color="#339966"><strong><span></span></strong></font></span></h5>
]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
