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	<title>dualismo &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/dualismo/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "dualismo"</description>
	<pubDate>Sun, 20 Jul 2008 08:53:02 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[A crítica das religiões ― uma opinião ]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/?p=1328</link>
<pubDate>Fri, 04 Jul 2008 20:36:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.wordpress.com/?p=1328</guid>
<description><![CDATA[

A crítica sistemática à religião surgiu na Europa cristã, principalmente com o advento do Ilu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>
<p style="float:left;width:148px;"><img src="http://espectivas.wordpress.com/files/2008/07/ateismo.jpg" alt="" width="140" height="172" class="alignnone size-full wp-image-1329" style="border:1px solid black;" /></p>
<p>A crítica sistemática à religião surgiu na Europa cristã, principalmente com o advento do Iluminismo, e não aconteceu noutros continentes e em outras religiões (pelo menos com os mesmos contornos). Provavelmente, a razão porque o ateísmo soteriológico se instalou na Europa estará ligada a uma maior tolerância do Cristianismo em relação à crítica do que a manifestada por outras religiões e culturas. </p>
<p>Nem todos os chamados “iluministas” foram contra o Cristianismo (Kant não foi), mas quase todos os iluministas manifestaram um anti-teísmo que se confundiu, muitas vezes, com um anti-clericalismo feroz  ― mas nem por isso a elite iluminista deixou de ser religiosa. Augusto Comte, por exemplo, fez do Positivismo uma espécie de religião monista. </p>
<p>A crítica da religião que se desenvolveu a partir do Iluminismo resultou no surgimento de  perspectivas religiosas como alternativas seculares que enfraqueceram o nível de individualização do ser humano (como aconteceu com o Modernismo) dando azo a que questões próprias do indivíduo ― a doença, a culpa, a morte, etc. ― passassem a ser abordadas como tabu ou tivessem recebido uma solução niilista. </p>
<p>Na esteira de Espinoza seguiram os iluministas que deram depois origem a Feuerbach, Nietzsche, Engels, Marx ―  todos eles construiriam alternativas religiosas monistas ao monoteísmo cristão. O panteísmo de Espinoza é um monismo que desembocou no naturalismo soteriológico iluminista: a nova religião da “não-religião” ― que era sempre conforme a razão subjectiva de cada um dos novos gurus que se pretendiam basear em conhecimentos comprováveis para justificar a sua nova utopia. De certo modo, com o Iluminismo aconteceu um retrocesso na evolução religiosa (decadência), uma vez que o monismo é historicamente anterior ao monoteísmo. </p>
<p style="font-size:9px;font-weight:700;color:navy;">As religiões monoteístas (Cristianismo, Islamismo e Judaísmo ― e a <a href="http://povodebaha.blogspot.com/" target="_blank" />religião Bahai</a> também é um monoteísmo sincrético) baseiam-se na “revelação transcendental”, enquanto que as religiões monistas perfilham o conceito de “conhecimento sagrado” mais ou menos aliado a um panteísmo naturalista. O Confucionismo e o Taoísmo são monismos. Para além dos monismos e dos monoteísmos, existem religiões panenteístas, como o Siquismo e o Budismo moderno com a sua conjugação de Samsara e Nirvana. Finalmente, temos as religiões dualistas, como o Parsismo e o Hinduísmo. Contudo, o dualismo está mais ou menos presente nos outros tipos de religião, e o Cristianismo distingue-se das outras religiões monoteístas pela existência da Trindade (Deus, Logos e Espírito), herdada do grego Plotino (neoplatonismo) e consagrada por S. Agostinho (ele próprio um dualista). </p>
<p>O que o Iluminismo fez foi tentar substituir ― através de uma elite intelectual controlada pela  seita maçónica dos Illuminati ― o monoteísmo cristão por monismos seculares prenhes de manifestações religiosas. O materialismo moderno é a  forma radicalmente secular do monismo. As utopias radicais modernas são fórmulas  religiosas monistas que traduzem novas doutrinas da salvação da humanidade, mas como em todos os monismos não existe um Deus pessoal que possa comprometer o indivíduo, as tentativas de criação do Homem Novo acabam por cair num niilismo, não abrindo qualquer perspectiva de esperança humana. </p>
<p>Embora criticada pelos diferentes monismos utópicos seculares, o Cristianismo continua a desempenhar um papel fundamental (embora mais discreto) na Europa actual em campos em que a religião revelada é competente ― por exemplo, a questão do sentido ― de forma tal que não é de esperar o fim das religiões no futuro, conforme apregoado e defendido pela soteriologia ateísta. </p>
<p style="font-weight:700;color:navy;font-size:9px;">Imagem <a href="http://reasoningrepaired.blogspot.com/2007/03/delusion-of-atheism.html" target="_blank" />daqui</a>. </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ser cego seria a melhor solução?]]></title>
<link>http://pensitivo.wordpress.com/2007/09/14/ser-cego-seria-a-melhor-solucao-2/</link>
<pubDate>Fri, 14 Sep 2007 14:13:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>Santaum</dc:creator>
<guid>http://pensitivo.wordpress.com/2007/09/14/ser-cego-seria-a-melhor-solucao-2/</guid>
<description><![CDATA[Por Santaum!
Ultimamente, muito se ouviu falar sobre a limitação dos nossos sentidos. Por exemplo,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Por <b><a href="http://santaum.org">Santaum</a></b>!</p>
<p>Ultimamente, muito se ouviu falar sobre a limitação dos nossos sentidos. Por exemplo, na física quântica e na cosmologia, os cientistas estudam e se abstraem além da limitação sensorial, imaginando situações que nossos sentidos não conseguem perceber. Por exemplo, é muito difícil, para os cosmólogos, estudar singularidade, considerando essa nossa limitação sensorial. Há que ir além dessa limitação pra se estudar um tema tão difícil. Na física quântica é a mesma coisa.</p>
<p>Além disso, alguns filósofos e outros cientistas reclamam da nossa concepção dual limitada baseada na nossa limitação sensorial. Essa história de bem e mal, de dia e noite, macho e fêmea, vida e morte, céu e inferno, acaba limitando o nosso pensamento. Nem sempre conseguimos imaginar algo além ou no intermédio dessa dualidade. Naturalmente, fomos submetidos a esse jogo dual. Não tivemos culpa e houve, naturalmente, uma adaptação sensorial ao longo do tempo da nossa caminhada humana.</p>
<p>Outros até reclamam que nossa visão, principalmente nossa visão, isso mesmo, limita nossa atividade cerebral. Exemplo clássico, como enxergar um espaço quadrimensional, como prescreveu Einstein na sua teoria relativística? Então seria melhor se fôssemos cegos? Talvez seria melhor utilizar o nosso cérebro sem as nossas vistas?</p>
<p>Sugiro, desde já, que enxergue sem enxergar além do dia e da noite, o céu e o inferno, o tempo e o anti-tempo, o nada e o tudo. Será um bom exercício para ti. Faça-o, mas não exagere. Senão te chamarão de louco!</p>
<p><a href="http://santaum.blogspot.com/2007/09/como-assinar-um-blog.html"></a><br />
Grande abraço a todos.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Debatir es compartir...pero ¿y si estás solo?]]></title>
<link>http://poetabackside.wordpress.com/?p=18</link>
<pubDate>Mon, 23 Jun 2008 17:22:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>poetabackside</dc:creator>
<guid>http://poetabackside.wordpress.com/?p=18</guid>
<description><![CDATA[Bueno vale ahora lo haré.
- ¿Por qué?
Y yo que se.
- ¿Entonces?
¡¡Entonces qué!!
- Nada, ento]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Bueno vale ahora lo haré.<br />
- ¿Por qué?<br />
Y yo que se.<br />
- ¿Entonces?<br />
¡¡Entonces qué!!<br />
- Nada, entonces, di mejor tal vez.<br />
¿Pero qué hago si no se qué hacer?<br />
- Estás indecisico; di lo pensaré.<br />
Pero he de enfrentarme alguna vez.<br />
- ¿Para qué? ¿Para caer?<br />
¿Caer? No, teji antaño mi propia red.<br />
- La solución sería ceder.<br />
Cállate y deja que se lo haga ver.<br />
- ¿En un blog? ¿Sin ni siquiera papel?<br />
Ya lo tengo, ¡eso es!</p>
<p>- Lo único que tienes es estrés.</p>
<p>- Que mal tio. Hazlo, pero no por internet</p>
<p>Tengo que hablarle, se lo diré.<br />
- Como veas. Te va a doler.<br />
Pero podría probar a ver.<br />
- Dicen que llorar es aprender.<br />
Cabecita estallarás como una olla espress<br />
- Corazoncito enamorado, verás como te den...<br />
Me enfrentaré. Espero ,tras, seguir en pie.<br />
- Bueno inténtalo. Poco tienes que perder.<br />
Ahora que me dices eso ,no lo se.<br />
- Ni una vez más te lo diré.<br />
Mejor es quedarse donde uno esté.<br />
- Eres tan solo un corazón sin razón de ser.<br />
¡Mentira! Yo tengo mis porqués.<br />
- Pero estás quieto como una pared...<br />
Lo dejo. Total ¿para que me hiera y me de?<br />
¿Para qué?<br />
- Ánimo que sin coraje no eres ser.<br />
Pareceme que la quiere usted<br />
- Parécete bien.<br />
¿Irías esté donde esté?<br />
- Iría, mas no se si te tendrías que romper.<br />
El tiempo pasa y por mi no se va a detener.<br />
- ¡Entonces di lo haré!<br />
Lo haré. Y aunque sufra no me arrepentiré<br />
- Ahora, díselo<br />
¿El qué? Pero si nadie me lee<br />
- Ella puede o tal vez<br />
En ese caso sin rodeos:<br />
Brisa...<br />
Te quise,<br />
-te quiero<br />
y aunque duela: te querré</p>
<p>Formas parte de mi, porque sin sentimientos no sería nada...</p>
<p>MYOWNPERSONALITY; BACKSIDE LOVES YOU</p>
<p>- CABEZA<br />
   CORAZON</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>¿ke dicen tus minúsculas?</p>
<p> </p>
<p>DUaLisMO REAL &#38; DIAriO</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Materialismo vs. dualismo]]></title>
<link>http://dashnak.wordpress.com/?p=14</link>
<pubDate>Tue, 20 May 2008 18:10:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>dashnak</dc:creator>
<guid>http://dashnak.wordpress.com/?p=14</guid>
<description><![CDATA[He aquí un debate interesante: Materialistas contra Dualistas.
Los Dualistas sostienen que lo que l]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>He aquí un debate interesante: Materialistas contra Dualistas.</p>
<p>Los Dualistas sostienen que lo que llamamos "conciencia" no reside orgánicamente un nuestro cerebro, sino que es algo superior, indetectable e intangible. Básicamente, se refieren al alma. Afirman que, aunque ciertas funciones cognitivas son realizadas en parte en el cerebro orgánico; la conciencia, el ser, y el observador que se observa a sí mimo provienen de algo más que la suma de las partes de la materia gris. Sobra decir que prácticamente la totalidad de las religiones del mundo se adscriben a este credo, al otorgar al ser humano un estado privilegiado por encima de los demás seres terrestres. Según ellos<!--more-->, yo no soy mi cerebro.</p>
<p>Por otra parte, los Materialistas sostenemos que el suceso de la conciencia es un fenómeno emergente de la constitución misma del cerebro orgánico. El ser es consciente de sí mismo y realiza la totalidad de sus funciones cognitivas al "poner a trabajar" a todas y cada una de las áreas del cerebro que, como sabemos, tiene puntos específicos dedicados al procesamiento de diferentes estímulos, sucesos y eventos por medio de neuronas y sinapsis interactuando entre sí. El todo emerge de la suma de las partes que lo componen. Según yo, soy mi cerebro.</p>
<p>A lo largo de los años, y a medida que la tecnología médica avanza, la postura dualista ha sufrido unos cuantos golpes; sin embargo, y a pesar de la creciente evidencia en su contra, el debate sigue más o menos encendido. De hecho, parece que mientras más avanzamos, más gente prefiere creer en pseudociencias, pero en fin; eso es tema de otro post.</p>
<p>Hace unos días, se publicó un estudio que bien puede ayudarnos a comprender otro poco sobre el ser y el cerebro:</p>
<p>Investigadores del Instituto Max Planck para las Ciencias Cognitivas y del Cerebro en Leipzig, en colaboración con el Hospital Universitario Charite y el Centro Bernstein para la Neurociencia Computacional en Berlín realizaron un estudio en el que los participantes tenían que elegir entre presionar un botón con la mano Izquierda o presionarlo con la Derecha. La decisión era libre, y el único requisito era que el sujeto recordara en qué momento "sintió" que ya había tomado la decisión.</p>
<p>Lo que este estudio halló, es que había actividad en el córtex prefrontal y parietal del cerebro que permitía predecir, con un alto porcentaje de acierto, la mano que iba a utilizar el sujeto hasta 7 segundos antes de que la utilizara. El porcentaje de aciertos no fue de ninguna manera 100% (Lo que permite suponer que hay otras partes del cerebro involucradas), pero sí fue muy superior al azar (Lo que permite inferir que hay verdad detrás de estos resultados).</p>
<p>Estos resultados levantan dos puntos, a mi parecer, interesantes:</p>
<p>El primero, es que gradualmente vamos siendo testigos de la correlación entre diferentes partes del cerebro, y su manifestación en los procesos cognitivos del ser humano, incrementando la evidencia en favor de la visión materialista. Probablemente, la única forma de estar completamente seguros y convencer a los dualistas será, una vez que se logre "descifrar" la totalidad del cerebro, si se construye un modelo del cerebro y la conciencia emerge como resultado de las interacciones entre los diferentes componentes lógicos del modelo. Ya veremos...</p>
<p>El segundo, es que este experimento eventualmente nos puede llevar a redefinir lo que entendemos coloquialmente como libre albedrío, no por el hecho de estar "bajo el control" de algo o alguien, pues al final de cuentas, es mi cerebro; sino en relación a la supuesta espontaneidad de éste, si antes de que se tenga conciencia de la decisión, ésta ya pudo haber sido tomada por alguno de nuestros centros de procesamiento.</p>
<p>Al final, el debate continúa, pero puede que nos estemos acercando a su final.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Hermann Hesse - Il gioco delle perle di vetro]]></title>
<link>http://micheblog.wordpress.com/?p=422</link>
<pubDate>Thu, 15 May 2008 12:33:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>Michelangelo</dc:creator>
<guid>http://micheblog.wordpress.com/?p=422</guid>
<description><![CDATA[Hesse H., Il Gioco delle Perle di Vetro, Mondadori

Il Gioco delle Perle di Vetro è un romanzo diff]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;"><span style="font-size:10pt;font-family:'Trebuchet MS';"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:10pt;font-family:'Trebuchet MS';"><span style="color:#808080;"><a title="narciso_boccadoro.jpg" href="http://micheblog.files.wordpress.com/2008/02/narciso_boccadoro.jpg"></a>Hesse H., <em>Il Gioco delle Perle di Vetro, </em>Mondadori</span></span></span></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="font-size:10pt;font-family:'Trebuchet MS';"><span style="color:#000000;"><a href="http://micheblog.files.wordpress.com/2008/05/gioco-delle-perle-di-vetro.jpg" target="_blank"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-438 aligncenter" src="http://micheblog.wordpress.com/files/2008/05/gioco-delle-perle-di-vetro.jpg?w=56" border="0" alt="" width="56" height="96" /></a></span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:'Trebuchet MS';"><span style="color:#000000;">Il <strong>Gioco delle Perle di Vetro</strong> è un romanzo <strong>difficile</strong>. Tuttavia è tra quelli che maggiormente hanno contribuito al conferimento del premio Nobel, nel 1946, all'autore <strong>Hermann Hesse.</strong></span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:'Trebuchet MS';"><span style="color:#000000;">In un futuro immaginario, idealmente consecutivo al medioevo surreale di <a href="http://micheblog.wordpress.com/2008/02/27/hermann-hesse-narciso-e-boccadoro/" target="_blank">"Narciso e Boccadoro"</a> ed al presente tormentato del <a href="http://micheblog.wordpress.com/2008/01/07/hermann-hesse-il-lupo-della-steppa/" target="_blank">"Lupo della Steppa"</a>, la società si avvale di una casta di monaci illuminati, intellettuali e studiosi. Il romanzo ripercorre la parabola della vita di Josef Knecht, <em>Magister Ludi</em>, maestro nel gioco delle perle di vetro.</span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:'Trebuchet MS';"><span style="color:#000000;"><strong>Ma in cosa consiste il gioco delle perle di vetro?</strong> </span></span></p>
<p><!--more--></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:'Trebuchet MS';"><span style="color:#000000;">Tutto trae inizio dalla musica e dalla sua capacità di evocare, emozioni e stati d'animo, nonchè riflessioni e pensieri profondi. Procedendo attraverso associazioni di idee, in un non meglio precisato <em>stream of consciousness</em>, i giocatori si sfidano a duelli di conoscenza e meditazione. Il gioco, la cui descrizione è lasciata all'immaginazione, si basa su regole complesse ed abbraccia tutti i campi della conoscienza, dalla musica all'arte, alla matematica.</span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:'Trebuchet MS';"><span style="color:#000000;">Il gioco è un pretesto per identificare uno stato di conoscenza superiore ed universale. Nell'unione tra conoscenza speculativa ed arte si fa strada l'elevazione dell'uomo verso la Verità.<br />
E' questo un cammino difficile ed insidioso e, nondimeno, riservato a pochi. Un cammino iniziatico per pochi eletti, sul quale è facile impigliarsi.</span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:'Trebuchet MS';"><span style="color:#000000;">Sarà così anche per il maestro Josef Knecht, che pur avendo compreso e superato il limiti che dividevano Narciso e Boccadoro e tanto tormentavano il Lupo della Steppa, ne rimarrà vittima.<br />
Resterà incompiuto, ancora una volta, il cammino verso la Verità, seppur <strong>la vita avrà un senso, nel suo perpetuo avvicendamento tra gli uomini.</strong></span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Cartesio una sintesi]]></title>
<link>http://profarmando.wordpress.com/?p=41</link>
<pubDate>Mon, 21 Apr 2008 21:29:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>profarmando</dc:creator>
<guid>http://profarmando.wordpress.com/?p=41</guid>
<description><![CDATA[In questo ppt vi presento una sintesi del problema epistemolocico e ontologico in Cartesio. Lasciand]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>In questo ppt vi presento una sintesi del problema epistemolocico e ontologico in Cartesio. Lasciandovi con questo quesito: Cartesio un filosofo della rivoluzione scientifica?</p>
<p> <a href="http://www.slideshare.net/secret/7jTGi9Sl4gpU9u">Descartes ppt</a></p>
<p> </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[RELIGIONE &amp; SCIENZA (dialogo con Vito Mancuso)]]></title>
<link>http://liviuanastase.wordpress.com/?p=76</link>
<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 14:54:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>Liviu Anastase</dc:creator>
<guid>http://liviuanastase.wordpress.com/?p=76</guid>
<description><![CDATA[Libro di riferimento: L&#8217;anima e il suo destino, di Vito Mancuso
[Argomento: "protestantesimo"]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Libro di riferimento: <em>L'anima e il suo destino, </em>di Vito Mancuso</p>
<p>[Argomento: "protestantesimo" (inteso nel senso di 'protesta' all'ordine attuale)]</p>
<p>Egr. Prof. Vito Mancuso,</p>
<p> </p>
<div>La sua posizione sull'anima sembra non essere cattolica. Il dualismo platonico / cattolico sembra sia combattutto dalla sua teologia (che secondo me è anche quella biblica) del principio di vita che torna semplicemente al Creatore. La sua, come d'altronde quella biblica, pare un'accezion olistica dell'essere umano che poi lascia spazio ampio alla convinzione che l'inferno ha una sua cronologia (durata) e non e eterno. </div>
<div>Mi coregga se sbaglio.</div>
<div>
<div id="1erk" class="ArwC7c ckChnd">
<div>
<div></div>
</div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Consciência Inexplicável]]></title>
<link>http://brainstormers.wordpress.com/2008/04/02/a-consciencia-inexplicavel/</link>
<pubDate>Wed, 02 Apr 2008 10:05:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>diegocaleiro</dc:creator>
<guid>http://brainstormers.wordpress.com/2008/04/02/a-consciencia-inexplicavel/</guid>
<description><![CDATA[ 	 	 	 	 	
A Consciência Inexplicável

	O estudo da consciência se divide entre o Hard Problem e ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><title></title> 	 	 	 	<!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--> 	</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="center">A Consciência Inexplicável</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="center">
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="left">	<font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">O estudo da consciência se divide entre o Hard Problem e os Easy Problems, caracterizados por David Chalmers. Os easy problems dizem respeito a questões funcionais e estruturais, que podem ser explicados através de reducionismo científico, e que dependem apenas de teorias precisas e aparato empírico para se resolverem, esse problemas incluem o relato verbal, o acesso privilegiado a um dado, a atenção e concentração, a auto-consciência etc... O Hard problem por outro lado é conceitualmente distinto, a pergunta que lhe dá origem é qual é o mecanismo através do qual o mundo físico cria o mundo mental (no sentido de experiência). Ninguém parece compreender bem isso, e a proposta de Chalmers, em oposição a da maioria dos filósofos da mente, é a de que tomemos a experiência como uma propriedade básica, tal qual espaço-tempo ou massa. Não é algo que deve ser explicado em outros termos, mas um termo com o qual podemos explicar coisas (por exemplo como funciona o sistema dos estados mentais e suas relações etc.) um dos constituintes básicos do mundo. Chalmers chama essa posição de dualismo naturalista.</font></font></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="left">
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="left"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">	A posição que pretendo defender aqui é uma posição enfraquecida da idéia de Chalmers.  Chamo-a de Dualismo Naturalista Inacessível. Descrevo-a:   O Dualista Naturalista Inacessibilista considera que o mundo físico seja causalmente fechado. Assim sendo, dada uma sequência causal bem-formulada de eventos a,b,c,d,e etc...  somente a,b,c e d podem ser responsáveis causalmente por e. Não existe interferência de nenhum evento não físico, não existe nenhuma causalidade de cima para baixo, todos os interagentes causalmente relevantes para um determinado evento físico futuro são, necessariamente, eventos físicos.  O Dualista Naturalista Inacessibilista acredita também que exista um conjunto de elementos no mundo que não são descritíveis pelas leis físicas que regem a causalidade fechada do mundo físico como o concebemos hoje. Em outras palavras, sejam a,b,c,d,e etc... todos os eventos físicos  inferíveis a respeito do universo. </font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><i>Mesmo se</i></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;"> essa enumeração esgotar todos os eventos, presentes, passados e futuros que descrevem esse universo fechado, </span></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><i>ainda assim </i></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;">existem outros elementos constituintes do universo, chamá-los-emos</span></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">  M1, M2,M3 .... onde M é um referente fraco ao conceito de mental. Nenhum elemento mental é causalmente efetivo, ou seja, M1, M2, M3 .... não agem sobre o mundo físico, de nenhuma maneira, são causalmente ineficazes.   </font></font></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="left"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">	Repare que até aqui, não caracterizei de forma alguma se existe, ou qual seja, a relação entre eventos mentais e eventos físicos, e retornarei a esse ponto mais tarde. </font></font></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="left"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">	</font></font></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="left"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">	Um elemento do universo do Dualista Naturalista Inacessibilista é a informação, que não é o mesmo do que um evento físico.  Um evento físico contêm, ou instancia, informação. A informação é instanciada num determinado evento físico. Ora, se é instanciada, ela existe, ela tem algum grau de existência no nosso universo em questão. Nenhuma informação é um evento físico, e nenhum evento físico é uma informação. Toda informação precisa de uma mídia para ser instanciada, ou seja, não existe informação “à deriva”, toda informação só o é se está sendo instanciada em uma mídia, ou seja, em um evento físico. Um evento físico, portanto </font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><i>implica</i></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;"> uma determinada informação. Pode-se dizer que, já que um evento físico e outro evento físico igual sempre implicam a mesma informação, e no entanto a mesma informação pode ser instanciada em dois eventos físicos distintos, então é razoável (não é incoerente) dizer que o evento físico </span></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><i>causa</i></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;"> a informação. Ao optarmos por qualificar o universo físico como causalmente fechado (causalmente suficiente para explicar a si mesmo) libertamos o universo informacional de ter de ser causalmente efetivo no universo físico. Ele poderia ser apenas uma forma de </span></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><i>projeção</i></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;"> dos eventos físicos, sem jamais impor-se, ou modificar os mesmos. </span></font></font></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="left"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;">	</span></font></font></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="left"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;">	Voltemos a caracterização dos eventos mentais. Os eventos mentais foram até agora caracterizados como não físicos, e não causalmente efetivos. Nada foi dito sobre sua constituição, matéria prima, natureza ou demais relações que possa ter com quaisquer outros objetos. Isso não se dá sem razão, vejamos: </span></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><i>Se um determinado evento não é físico, e não possui qualquer efetividade causal sobre o que é físico, então não há nenhuma maneira de detectar sua existência, ou conhecer suas propriedades internas.</i></font></font></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="left"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><i>	</i></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;">Isso não torna a noção de um evento mental desinteressante, inescrutinável, metafísica e talvez até mesmo inconsistente? É possível.  No entanto, não é tão fácil quanto parece garantir a certeza da frase em itálico. Utilizaremos o contra-exemplo da informação:  Dada uma serie de informações (por exemplo a sequência de informações sendo processada por um computador) é possível inferir quais informações serão instanciadas em seguida. Isso em aparência violaria a caracterização de que a informação não é causalmente eficaz, afinal, como é possível que eu tenha acesso a ela, se ela não deixa nenhum rastro de sua passagem?  O que ocorre é que a natureza da relação entre informação e eventos físicos é tal que os eventos físicos “contam a história” ao menos em parte, da informação que carregavam no passado. “Contar a história” é exibir marcas do passado, e essas marcas foram gravadas fisicamente, a gravação física em si não teve nenhuma interferência de cima para baixo, da informação </span></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><i>agindo sobre </i></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;">a matéria, no entanto, conforme a operação se deu, a informação foi se modificando junto com a matéria, e por isso a história da informação pode ser retroativamente projetada a partir da matéria futura.   Para um observador que só pudesse ver a informação, a história seria subdeterminada (ou seja, ela possibilitaria mais de um futuro, porque dois estados físicos podem conter a mesma informação) mas ela não seria “incompreensível”, apenas não totalmente determinista.  Se a relação entre os eventos físicos e a informação fosse exatamente de 1 para 1, ou seja, biunívoca, seria apenas uma questão de escolha optarmos por um ou por outro na hora de descrever fenômenos, e seria incorreto dizer que há uma relação de causalidade entre uma e outra, sem ser entre ambas, ou há uma causalidade instantânea para os dois lados, ou (mais razoavelmente) o termo “causalidade” está mal colocado, e elas são apenas coisas interconectadas. O caso real, no entanto é que a informação é determinada pelo físico e o físico é subdeterminado pela informação.  De qualquer maneira, como existe </span></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><i>algum grau</i></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;"> de deteminação inversa (mesmo que sem relação causal) isso implica que é possível </span></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><i>algum grau </i></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;">de conhecimento a respeito do funcionamento da informação. Algum dado informacional pode ser recuperado, ou ao menos probabilisticamente distribuído (i.e. é 90% provável que a informação X tenha precedido a informação Y). Podemos então refrasear: </span></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><i>Se um determinado evento não é físico, e não possui qualquer efetividade causal sobre o que é físico, então qualquer maneira de detectar sua existência, ou conhecer suas propriedades internas, será subdeterminada na medida X em que a relação entre os eventos físicos e esse evento for uma relação de X para 1.</i></font></font></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="left"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><i>	</i></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;">Se a relação for 1 para 1, ela será equivalente a uma simulação perfeita, se for de 1,5 para 1, teremos um passado indeterminado no nível de análise daquele evento, mas não muito indeterminado. Se for de 10 para 1 (10 eventos físicos são capazes de gerar o mesmo 1 evento do tipo E)  então um historiador de E estaria de fato com problemas ao tentar proceder sua análise. Um futurólogo teria o mesmo problema, considerando que lhe foram dados apenas peças de informação e não da própria realidade. </span></font></font></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="left"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;">	Assim sendo, resta-nos saber se os eventos mentais M1, M2, M3 são acessíveis a nós através desse método de análise, através do qual, como vimos, é possível inferir um passado informacional mesmo que esse não resguarde qualquer relação causal com o objeto a partir do qual estamos tentando inferir a história. Uma inferência, ou teoria, ou descrição são todos informações, em uma determinada linguagem. Assim sendo, em verdade, todo o conhecimento que temos é composto de informação, e portanto nosso acesso privilegiado é a informação, e não ao sistema físico no qual ela é instanciada. Qualquer outro efeito dos eventos físicos, qualquer outra coisa instanciada neles, seria acessível apenas através de 2 graus de subdeterminação, o primeiro deles fazendo o caminho entre a informação que temos, e os eventos físicos que poderiam tê-la gerado, e depois a causalidade entre os eventos físicos que o geraram e ele próprio (no caso da informação, nesse nível não há subdeterminação por definição, já que cada evento físico determina 1 e somente 1 informação). </span></font></font></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="left"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;">	Quando o Dualista Naturalista Inacessibilista fala sobre eventos mentais, ele </span></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><i>não quer</i></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;">, ele </span></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><i>não se compromete</i></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;"> a dizer de que maneira os eventos físicos determinam os eventos mentais, porque compreende que o </span></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><i>problema da subdeterminação é indecidível, </i></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;"> ou em outras palavras: </span></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><i>não há como, a partir de informações geradas por eventos físicos, saber a respeito de </i></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><i><b>se</b></i></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;"><b> </b></span></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><i><span>ou </span></i></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><i><b>como</b></i></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><i><span> eventos físicos anteriores possam haver gerado outras coisas que não informação.</span></i></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;"><span> Esse procedimento é consoante com a posição de um universo causalmente fechado, que produz informação. </span></span></font></font></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="left"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;"><span>	Uma pergunta se coloca: Ora, não havendo razão para saber sequer </span></span></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><i><b>se</b></i></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;"><span> os eventos físicos determinam outras coisas que não informação, porque não abandonar essa hipótese (por definição desnecessária, por exemplo à física) segundo a navalha de Ockham? </span></span></font></font></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="left"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;"><span>	A resposta natural, que seria dada pela maioria das pessoas é a de que elas sentem, percebem e familiarizam-se com os eventos mentais, e que portanto eles não podem ser descartados. Versões dessa resposta podem ser encontradas em Searle e no próprio Chalmers. No entanto, relatos verbais, declarações de sensação e familiaridade são todos sentenças de linguagem, e portanto são informações. Se são informações, são determinados fisicamente, </span></span></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><i><span>e não podem ser a respeito de nada não físico ou informacional, </span></i></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;"><span> ao menos não podem ser </span></span></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><i><span>privilegiadamente </span></i></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;"><span>sobre algo não físico ou informacional, em outras palavras, não são melhores que uma tacada de golfe no escuro.  </span></span></font></font></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="left"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;"><span>	Mas então, se </span></span></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><i><span>sabemos</span></i></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;"><span> que nossos relatos verbais e teorias </span></span></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><i><span>jamais </span></i></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;"><span>serão capazes de atingir qualquer compreensão a respeito dos tais eventos mentais, se isso é completamente impossível, o que leva o Dualista Naturalista Inacessibilista a defender a existência dos tais complexos chamados estados mentais?  </span></span></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><i><span>A suposição de que seja mais provável que exista algo análogo ao que alegamos sentir como estados mentais do que que não. </span></i></font></font></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="left"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;"><span>	Um filósofo, ao confrontar-se com a questão de se é ateu ou agnóstico reponde: Não posso provar a não existência de Deus, portanto, filosoficamente, sou agnóstico. No entanto, como sujeito com crenças, tenho para mim que é infinitamente mais provável que Deus não exista, e portanto, em crença, sou ateu. </span></span></font></font></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="left"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;"><span>	Analogamente, o Dualista Naturalista Inacessibilista diria, ao ser questionado sobre se acredita em estados mentais: Não posso provar a existência de estados mentais, no entanto me considero capaz de provar que </span></span></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><i><span>não se pode provar nem a existência, nem a não existência de estados mentais</span></i></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;"><span>. Considero essa questão não metafísica, mas indecidível, e assim sendo, qualquer posição a respeito dela é artigo de fé. Além disso, tenho uma forte intuição da existência de estados mentais, e acredito (por artigo de fé, e não por um encadeamento lógico) que essa intuição possa estar correlacionada, de alguma maneira, a existência de fato de um elemento com propriedades similares ao objeto intuído. A esse elemento, que se parece (formal e imprecisamente) com a intuição que tenho do que seja um evento mental, dou o nome de “evento mental”. E por artigo de fé, considero sua existência mais provável do que sua não existência.  </span></span></font></font></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="left"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;"><span>	Essa é a caracterização do posicionamento do Dualista Naturalista Inacessibilista. 	Diferentemente de Chalmers, por exemplo, não posso crer que seja factível uma teorização do mental, porque não tenho acesso teórico a ele. Em verdade, uma teorização do mental seria até factível, no entanto nunca poderia ser comprovada, explico:  Para obtermos uma informação a respeito de algo não físico, esse algo haveria de ser informação. Não caracterizamos a substância, constituição ou material do qual são feitos os eventos mentais. E pode ser o caso que eles sejam feitos de informação. Se esse for o caso, então é possível, como considera Chalmers, que façamos uma teorização interna do mental, com explicações e divisões, análises e heurísticas positivas e negativas, no sentido de Lakatos. No entanto, </span></span></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><i><span>não existe nenhum procedimento verificacional</span></i></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;"><span> que possa confirmar se esse é o caso. Seria interessante então </span></span></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><i><span>postular</span></i></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;"><span> tal hipótese para podermos obter uma teorização do mental? Sim, no entanto, essa teorização não seria sobre o mental, seria sobre as informações que geram em nós a disposição de versar sobre o mental. E não há razão para chamarmos isso de mental no sentido intuitivo ao qual nos estamos agarrando (já que não estamos agarrando a nenhum outro sentido pré-definido). Podemos chamar isso de uma teoria da percepção (já que a percepção é caracterizada cientificamente, falseavelmente) ou teoria da transcrição linguistica do input-informacional humano, ou, mais simples e eficazmente, podemos seguir Dennett e chamá-la de hetero-fenomenologia.</span></span></font></font></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="left"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;"><span>	O Dualismo Naturalista Inacessível, dirão os críticos, não é capaz de estabelecer previsões a respeito do mundo, não auxilia o desenvolvimento da ciência cognitiva, e é uma hipótese desnecessária ao realista científico. De fato. No entanto, o Dualismo Naturalista Inacessível não objetiva tornar-se um paradigma científico, mas pretende tornar clara uma posição a respeito do mundo, uma forma de pensar a respeito dele. Numa palavra, uma crença.  A caracterização dessa crença não é de maneira nenhuma contrária à um projeto de pesquisa sobre o caráter informacional do comportamento, a previsão do passado etc... Ela apenas serve para ilustrar uma crença que é a meu ver sustentada por mais pessoas do que se imagina, e que fica ofuscada por teorias mais “fortes” cujos poderes previsivos fazem com que seus proponentes por vezes postulem, ou finjam acreditar em, certos objetos para conduzir determinados programas de pesquisa. </span></span></font></font></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="left"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;"><span>	O teorema de Gödel demonstrou, na axiomatização matemática, que dado um sistema lógico, sempre há uma proposição indecidível nesse sistema. Naqueles casos, se o único problema fosse </span></span></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><i><span>aquela</span></i></font></font><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;"><span> proposição em particular, era possível construir um sistema mais forte que provasse sua verdade. A posição do Dualista Naturalista Inacessibilista se encontra nesse momento intermediário. Acreditamos que seja indecidível a existência ou não existência de estados mentais, mas temos poucas esperanças que se possa construir um sistema de raciocínio mais “forte” que permita decidir essa questão de uma vez e livrar-se do problema da subdeterminação. O que nos define é a crença nessa existência e a suposição de que, o que que que sejam os estados mentais, eles são determinados por estados físicos, e não os determinam. </span></span></font></font></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="left"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;"><span>	</span></span></font></font></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="left"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;">	</span></font></font></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="left"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span style="font-style:normal;">	</span></font></font></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Hermann Hesse - Narciso e Boccadoro]]></title>
<link>http://micheblog.wordpress.com/?p=293</link>
<pubDate>Wed, 27 Feb 2008 20:50:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>Michelangelo</dc:creator>
<guid>http://micheblog.wordpress.com/?p=293</guid>
<description><![CDATA[Hesse H., Narciso e Boccadoro, Mondadori




Narciso e Boccadoro è un capolavoro assoluto, attraver]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:10pt;font-family:'Trebuchet MS';"><font color="#808080"><a href="http://micheblog.wordpress.com/files/2008/02/narciso_boccadoro.jpg" title="narciso_boccadoro.jpg"></a>Hesse H., <em>Narciso e Boccadoro, </em>Mondadori</font></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:'Trebuchet MS';"><font color="#808080"><a href="http://micheblog.wordpress.com/files/2008/02/narciso_boccadoro.jpg" title="narciso_boccadoro.jpg"></a></font></span><span style="font-size:10pt;font-family:'Trebuchet MS';"><font color="#808080"><a target="_blank" href="http://micheblog.wordpress.com/files/2008/02/narciso_boccadoro.jpg"></a></font></span><span style="font-size:10pt;font-family:'Trebuchet MS';"><font color="#808080"><a target="_blank" href="http://micheblog.wordpress.com/files/2008/02/narciso_boccadoro.jpg"></p>
<div style="text-align:center;"><img border="0" src="http://micheblog.wordpress.com/files/2008/02/narciso_boccadoro.thumbnail.jpg" alt="narciso_boccadoro.jpg" /></div>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:'Trebuchet MS';"></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:'Trebuchet MS';"></span></p>
<p></a></font></span><span style="font-size:10pt;font-family:'Trebuchet MS';"><font color="#000000"><strong>Narciso e Boccadoro</strong> è un capolavoro assoluto, attraverso il quale <strong>Hermann Hesse</strong> raggiunge un impareggiabile speculazione filosofica, racchiudendola in un opera comunque fruibile e di ampio respiro.</font></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:'Trebuchet MS';"><font color="#000000">In un medioevo ideale senza tempo, il romanzo racconta la vicenda di due giovani amici, le cui strade si incrociano e si allontano per poi ritrovarsi di nuovo. Narciso, diligente studioso, da bravo monaco, dedicherà la sua vita con impegno allo studio e all'ascesi cercando la via attraverso la conoscenza e la contemplazione. Boccadoro, dilaniato da vibranti impulsi, vivrà la sua vita da artista vagabondo, attraverso fugaci incontri di luoghi e persone, segni indelebili nella sua memoria <strong>in un tormentato rapporto con l'arte.</strong></font></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:'Trebuchet MS';"><font color="#000000"><!--more--><strong></strong></font></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:'Trebuchet MS';"><font color="#000000">Come nel </font><a target="_blank" href="http://micheblog.wordpress.com/2008/01/07/hermann-hesse-il-lupo-della-steppa/"><font color="#000000">Lupo della Steppa</font></a><font color="#000000">, il romanzo si impernia su un dualismo fondamentale, tra<strong> la ragione e l'istinto</strong>, tra lo spirito ed il corpo, alla ricerca di un senso profondo della vita. </font></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:'Trebuchet MS';"><font color="#000000">Da una parte vivere "lasciando giocare i propri sensi", cedendo all'effimero, sapendo di non salvarsi dalla caducità, dall'altra distaccarsi, chiusi nello studio e cercando nella propria opera un viatico verso l'immortalità, ma rinunciando al vero vivere...</font></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Aristóteles para tiempos oscuros (I)]]></title>
<link>http://contranat.wordpress.com/2008/01/25/aristoteles-para-tiempos-oscuros/</link>
<pubDate>Fri, 25 Jan 2008 15:24:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>Nacho</dc:creator>
<guid>http://contranat.wordpress.com/2008/01/25/aristoteles-para-tiempos-oscuros/</guid>
<description><![CDATA[En estos tiempos es importante leer a Aristóteles, digo Aristóteles como podría decir muchos otro]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>En estos tiempos es importante leer a Aristóteles, digo Aristóteles como podría decir muchos otros, pero he elegido Aristóteles por varios motivos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Quizá en términos modernos, teniendo en cuenta la ciencia y sociedad moderna, Aristóteles nos parezca caduco y desfasado, pero se puede releer de muchas formas, de ahí lo imperecedero de su pensamiento. Aunque no es esto lo que más me llama la atención de él, sino ciertas características psicológicas que nos dicen mucho de cómo afrontar las cosas, y en parte también su propia mirada hacia la psicología (su concepción de la psique).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Primero, es el <i>estereotipo</i> de hombre racional, por encima de sus impulsos. A la vez, es un hombre equilibrado y templado, él mismo ponía mucho énfasis en el punto medio (está la virtud), así que a pesar de ser razonado no negaba la pasión y el romanticismo (por decirlo de alguna forma) inherente al hombre, desde un punto de vista moderno se sabe que ambas <i>naturalezas</i> tienen su origen en la fisiología del cerebro y el aparato neuroendocrino y negar esto es suicida y sólo puede que crear desajustes psicológicos. Este impulso a veces irracional, este romanticismo, es lo que Freud denominó <i>ello</i>, pero contrariamente a lo que Freud creía, el ello y el <i>superyó</i> no son diferentes, forman parte de una misma <i>naturaleza</i>. No se sabe con exactitud, pero muy probablemente la <i>ética connatural</i> tenga orígenes irracionales y atribuibles al mismo aparato fisiológico al que Freud atribuía las pulsiones (que él redujo a las pulsiones sexuales, en un ejercicio de reduccionismo un tanto ingenuo por otra parte). Este aparato es el cerebro reptiliano, primigenio, y en gran medida modulado por neurotransmisores. Por otra parte tenemos nuestro gran computador, la neocorteza, la casa de la razón y de la conciencia (el <i>yo</i> de Freud).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Conocer esto es el primer paso hacia una vida más sana y equilibrada, y Aristóteles, a su manera, lo sabía. Platón en su mito del carro alado nos habla de los tres tipos de almas, y caracteriza a los hombres por estos tres tipos, los hombres que <i>tiran</i> más del neocortex, que lo procesan todo y lo racionalizan, son aquellos en los que su alma racional (el auriga) es la más imperante. Aquellos más impetuosos pero movidos por sentimientos altivos como el honor son los que poseen un alma irascible, esta clase de personas son conducidas ya más por su cerebro reptiliano y sobre todo por ciertos neurotransmisores, y por último está la dimensión que se identifica con el <i>ello</i> de Freud, los deseos irreprimibles, aquellos en los que prima este comportamiento que no <i>utilizan</i> demasiado el neocortex. Por supuesto todo esto es una simplificación, pero es suficiente para ilustrar la cuestión. Lo curioso de todo esto es ver cuan equivocado estaba Platón: el auriga no es la razón, sino más bien los dos caballos son los que tiran del auriga, y estos dos caballos en realidad no son más que uno, pero este caballo tendrá un carácter u otro dependiendo de varios factores epigenéticos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Así, replanteo la metáfora de Platón de otro modo: el alma (luego hablaremos de que es esto del “alma”) es la unidad, es el jinete que galopa con su caballo, pero no es el jinete el que dirige este caballo impetuoso, sino es muchas veces más bien el caballo el que decide su destino. El jinete (que es la percepción consciente de uno mismo y las circunstancias) y el caballo (las pulsiones “irracionales” o inconscientes de la naturaleza) se hallan en constante lucha, y ambos tiran a la vez en direcciones contrarias. La persona más racional es aquella en la que el jinete suele dominar al caballo, y la persona irracional es aquella en la que el caballo domina al jinete. El punto medio de Aristóteles se puede encontrar en el cariño entre el jinete y el caballo. Si ambos se tienen cariño, y se conocen y respetan, entonces ambos encontrarán el camino más fácilmente. Aunque a veces disientan, se podrán de acuerdo con mayor simplicidad; y cuando disientan, les será más fácil tanto encontrar el camino de nuevo, como respetarse mutuamente. Ahora bien, hasta qué punto es posible ejercitar este conocimiento mutuo entre las dos realidades de nuestra <i>naturaleza</i>, me es imposible contestar. Se sabe todavía muy poco sobre qué facetas de la personalidad y el carácter son fenotipos, y en qué grado interactúan con el ambiente (cuál es la regulación subyacente al proceso); pero aunque parezca difícil de creer, tener conocimiento de que esto es así, ser consciente del funcionamiento de nuestra “alma”, es un paso para lograr el punto medio.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Bien, continuando con Aristóteles, este desechó en gran medida todo lo que Platón había dicho acerca del alma, su doctrina. Y planteó un modelo que estaba infinitamente más cercano a la realidad que el de Platón. En un primer momento desecho el dualismo de Platón. Hasta que punto esto es importante es inimaginable. Encontró un apoyo racional en su sistema metafísico para ello, pero en cualquier caso desechar la desvinculación del alma y la materia es algo capital. No cabe atribuir el mérito tan sólo a Aristóteles en este sentido, la importancia de los presocráticos es vital, pero desconozco sus escritos en profundidad (y es poco lo que ha llegado a nuestros días por otra parte, y muchas veces por boca de otro) y no fueron tan sistemáticos como Aristóteles (otra de sus grandes virtudes, de las que hablaré más tarde). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>En este sentido destacaría a Tales, como iniciador de todo este embrollo, cuyos pensamientos implican la negación del dualismo al ser todo reducible a la materia. Luego vino Pitágoras y fue el que comenzó todo el lio que nos ha durado hasta nuestros días: la enfermedad (porque es una maldita enfermedad) del dualismo. El dualismo implica muchas cosas, tantas que tratarlo ahora me llevaría demasiado tiempo, pero de modo somero luego realizaré algunos comentarios. Que Pitágoras y los pitagóricos se inventarán el dualismo es una consecuencia lógica de su forma de pensar, si idealizas la idea del número y las matemáticas. Si <i>entitizas</i> las matemáticas (sobre la filosofía de las matemáticas trataré en otro momento), ¿cómo no <i>entetizar</i> el pensamiento, cosa en apariencia mucho más lógica? El alma, la psique, es una consecuencia de <i>entetizar</i> el pensamiento. El pensamiento se abstrae y se concretiza en un ente al que llamamos alma, un ente a parte del mundo material. El dualismo es la gran mentira de la humanidad, y muy dañina, pero como digo, ya hablaré sobre esto a su debido momento.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Después de Tales destacaría a Alcmeón, que estudió la percepción y realizó disecciones, además de situar el pensamiento en el cerebro y a Empédocles que también realizó sus teorías sobre la percepción, además de fundar el empirismo (el empirismo es una de esas consecuencias del dualismo, aunque esto sea simplificarlo excesivamente, y ya será tratado ulteriormente). Aunque no hablaran sistemáticamente sobre el alma (pero si realizarón consideraciones como el determinismo, o la habilidad de la razón para penetrar la realidad) soy fan de Leucipo y Demócrito, esta gente eran unos verdaderos lumbreras y su acercamiento a la realidad es el más moderno de todos, aunque escaso; así que no tengo más remedio que nombrarlos. Mi identificación con Demócrito es profunda, y creo que no tuvo el impacto suficiente posteriormente, tampoco me puedo aferrar completamente a su doctrina ética, pero creo que es un nombre que debe ser honrado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Como ya me desvío en demasía del tema, retornaré a los cauces. No considero a los sofistas ni a Sócrates porque desconozco bien lo que decían a cerca del alma (o si decían algo), pero al menos Sócrates me parece un dualista más que otra cosa (es una deducción lógica de su forma de pensar, puesto que si existen las ideas, ¿por qué no ha de existir el alma? El mismo caso que Pitágoras). El resto es historia, Platón, del cual ya conocemos su pensamiento y luego Aristóteles. En Aristóteles no acaba la historia por supuesto, pero por algún lado he de cortar, y como he empezado hablando de Aristóteles, en Aristóteles he de acabar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Vuelvo a donde lo deje: él vuelve a vincular el alma a la materia y realiza un considerable esfuerzo en dar una explicación al alma, que como dije, es más cercana a la realidad que la que propuso Platón. Empero, es insuficiente, habiéndose establecido el dualismo con anterioridad, yace un poso en el pensamiento que es el alma, aunque Aristóteles intenta reconciliar el alma con la materia y con su sistema metafísico, no puede eliminarla, porque ya tiene una concepción de la misma. No se vuelve así a las consideraciones de Tales o Demócrito, sino que, por otra parte no tan ilógicamente, se percibe la necesidad de la psique. Digo que no tan ilógicamente porque las conclusiones de Tales y Demócrito, aunque adelantadas a su tiempo en milenios y producto de una singular genialidad, tampoco son tan perceptibles a simple vista. Aristóteles no es irracional al asumir el alma, y de hecho es enteramente racional al intentar reconciliarla con la materia, no cae en el “platonismo” de Platón, perdón por la redundancia, que tiene su origen en Pitágoras.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>El resto ya se sabe, no considero la etapa helénica porque su impacto en el pensamiento posterior en cuanto a la <i>arquitectura y ontología</i> del alma es mucho menor. En principio todo se baso en Aristóteles y Platón, y las interpretaciones variaban conforme a la doctrina eclesiástica del momento. En algún momento se consideró al alma y cuerpo como unívocamente unidos, como realmente lo consideraba Aristóteles. Pero claro, llega un momento en que lo de la muerte y resurrección de la carne no cuela, y parece que hay que volver a las andadas y separar alma y cuerpo (que serán unidos de nuevo después del juicio). No sé hasta qué punto estoy en lo cierto o en lo erróneo, pero fuera como fuese, hemos llegado con el problema heredado del monismo contra dualismo a nuestros tiempos. Por supuesto, si preguntas a un <i>filósofo de la mente</i>, neurocientífico (y psiquiatras, neurólogos) y en menor medida los psicólogos (pero me gusta cree que también, y como estudiante de psicología al menos yo lo creo con fortaleza), la mayoría <i>apuestan</i> por el <i>monismo</i> (aúno bajo este nombre una gran multitud de teorías por supuesto, pero que en su esencia no piensan que exista un alma aparte de la materia). Pero la cuestión no es que los especialistas de la materia lo sepan, sino lo que la inmensa mayoría de la población piense, y por desgracia el dualismo es el pensamiento imperante. Yo diría que incluso entre ateos y agnósticos hay bastantes dualistas a su modo, pero es que la religión necesita del <b>dualismo</b> para explicarse (que no “Dios”, como bien podría ser el motor inmóvil de nuestro Aristóteles, o el Dios de Espinoza y Einstein). Y ahora comprenderéis porque digo que es un gran mal, aunque no sólo por la religión, sino por otros problemas a los que ha dado lugar de corte filosófico (ontológicos) y epistemológico, que sería demasiado largo de tratar y lo dejo para otra ocasión.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="border:medium none;text-align:justify;padding:0;"><span>En vez de seguir por la línea de Aristóteles e intentar acercarla a la de Demócrito o Tales, se ha intentado hacer lo contrario, cada vez desvincular más el alma de la materia. Aquellos que intentaron rechazar el dualismo siguieron en gran medida con el estigma del dualismo, lo cual hace concebir a la persona como una realidad distinta de la realidad a la que pertenece (y esto, por extensión, da lugar a los problemas de corte filosófico-epistemológico, como ya he dicho). Dejemos de lado esto y dirijamos nuestras miradas a otros aspectos de nuestro querido Aristóteles.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Aunque antes quiero realizar una puntualización. Aunque los haya apuntado con el dedo (a Pitágoras y Platón), ni mucho menos les echo la culpa de todo el embrollo y todos los males. El <i>espiritualismo</i>, y la concepción del alma como una entidad real, no es culpa tan sólo de ellos. De hecho, estoy plenamente convencido que tiene una explicación científica arraigada en nuestro inconsciente, en este cerebro reptiliano que interactúa con nuestra otra mitad, la neocorteza, y ya es sabido que los antropólogos han encontrado muestras ancestrales de comportamiento religioso, tan antiguas como nuestra especie. (Continuará...)</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Dualismo e holismo no exame da consciência após a morte]]></title>
<link>http://ministerioss.wordpress.com/2008/01/03/dualismo-e-holismo-no-exame-da-consciencia-apos-a-morte/</link>
<pubDate>Thu, 03 Jan 2008 17:15:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>vandehugo</dc:creator>
<guid>http://ministerioss.wordpress.com/2008/01/03/dualismo-e-holismo-no-exame-da-consciencia-apos-a-morte/</guid>
<description><![CDATA[Samuele Bacchiocchi
A crença na imortalidade da alma deriva de um entendimento dualístico da compo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div align="right">Samuele Bacchiocchi</div>
<p>A crença na imortalidade da alma deriva de um entendimento dualístico da composição da natureza humana. Historicamente, a vasta maioria dos cristãos tem crido e ainda crê que a natureza humana é dualística, consistindo de um corpo material e mortal, e uma alma imaterial, imortal. Por ocasião da morte, a alma se desligaria do corpo e sobreviveria num estado desincorporado, seja no gozo do paraíso ou no tormento do inferno. Isso significa que a primeira etapa em analisar de uma perspectiva bíblica a crença popular na vida desincorporada após a morte é estudar o que a Bíblia nos ensina com respeito à  composição da natureza humana. Este será o enfoque e nossa atenção neste estudo.<br />
Até recentemente apenas um punhado de denominações evangélicas, nem sempre  consideradas cristãs, ensinavam e pregavam que a natureza humana é holística, consistindo de um ser indivisível, sendo o corpo, alma, e espírito somente  características da mesma pessoa. A alma é o princípio animado do corpo manifesto na consciência, pensamento—os aspectos da vida de um indivíduo. Por  ocasião da morte, o corpo e alma não se separam, mas simplesmente cessam de  existir e descansam de modo inconsciente na sepultura até a ressurreição. Nesse  tempo, a pessoa mortal integral será ressuscitada, seja para a vida eterna ou  para a morte eterna.</p>
<p><!--more-->Católicos e protestantes têm historicamente rejeitado a visão holística da  natureza do homem e rotulado como "sectária" as poucas  igrejas observadoras do sábado que mantêm tal ponto de vista. Mas comprazo-me em  relatar que uma mudança radical vem ocorrendo durante os últimos 50 anos no  pensamento da comunidade de eruditos.</p>
<p>Destacados eruditos católicos e protestantes têm reexaminado o ponto de vista  bíblico da natureza do homem e têm concluído que não existe na Bíblia qualquer  dicotomia entre um corpo mortal e uma alma imortal que se  separa quando da morte. Tanto o corpo quanto a alma são unidades  indivisíveis que deixam de existir ao tempo da morte, até a ressurreição. Em  resumo, o veredito da erudição moderna é de que o ponto de vista holístico é  bíblico, enquanto o entendimento dualístico popular é antibíblico, derivado que  é do dualismo platônico, antes que das Escrituras.</p>
<p>Esses fatos têm suscitado sérias preocupações de parte daqueles que vêem seu  entendimento dualístico da natureza humana severamente desafiado e minado. De  fato, alguns líderes evangélicos têm reagido vigorosamente, adotando em alguns  casos táticas ameaçadoras.</p>
<p>Oscar Cullmann, renomado teólogo suíço, por exemplo, viu-se ferrenhamente  atacado por muitos que faziam fortes objeções a seu livro Immortality of the  Soul or Resurrection of the Dead? [Imortalidade da alma ou ressurreição dos  mortos?]  Ele escreveu: "Nenhuma de minhas publicações provocou tal  entusiasmo ou tão violenta hostilidade". De fato, a crítica tornou-se  tão intensa e tantos revelaram-se ofendidos com suas declarações que ele decidiu  manter-se deliberadamente em silêncio por um tempo. Devo acrescentar que  Cullmann não se deixou impressionar pelos ataque contra seu livro porque entende  serem baseados, não em argumentos exegéticos, mas em considerações de ordem  emocional, psicológica e sentimental.</p>
<p>O respeitado teólogo canadense Clark Pinnock menciona algumas das "táticas de pressão" usadas para desacreditar aqueles  eruditos evangélicos que abandonaram o ponto de vista dualístico tradicional da  natureza humana e sua doutrina relacionada de tormento eterno num inferno de  fogo. Uma das táticas tem sido associar tais teólogos com liberais ou sectários,  como os adventistas. Escreve Pinock: "Parece que um novo critério para  a verdade foi descoberto, segundo o qual, se os adventistas ou os liberais  mantêm algum ponto de vista, esse deve estar errado. Aparentemente, a defesa de  uma verdade pode ser decidida por sua associação e não precisa ser testada por  critérios públicos em debate aberto. Tal argumento, conquanto inútil em  discussão inteligente, pode surtir efeito com os ignorantes que são ludibriados  por tal retórica".</p>
<p>A despeito das táticas de pressão, o ponto de vista holístico da natureza  humana que nega a imortalidade natural da alma e, conseqüentemente, o tormento  eterno dos perdidos no inferno, está ganhando terreno entre os evangélicos. Seu  endosso público por John R. W. Stott, teólogo britânico altamente respeitado e  pregador popular, está certamente encorajando essa tendência. "Numa  deliciosa peça de ironia", escreve Pinnock, "isto está  criando uma medida de crédito por associação, contrariando as táticas mesmas  usadas contra ela. Tem-se tornado quase impossível alegar que somente heréticos  e quase-heréticos [como os adventistas do sétimo dia] mantêm essa posição,  embora esteja seguro de que alguns descartarão a ortodoxia de Stott precisamente  sobre esse terreno".</p>
<p>O próprio Stott expressa ansiedade quanto às conseqüências divisivas de seus  novos pontos de vista na comunidade evangélica onde é um renomado líder. Ele  escreve: "Sinto-me hesitante em ter escrito essas coisas, em parte  porque tenho grande respeito pela longa tradição que reivindica ser uma correta  interpretação da Escritura, e não a ponho de parte levianamente, e em parte  porque a unidade da comunidade evangélica mundial sempre significou muito para  mim. Contudo, o assunto é por demais importante para ser suprimido, e estou-lhe  grato (a David Edwards) por desafiar-me a declarar meu atual modo de pensar. Não  dogmatizo a respeito da posição a que cheguei. Eu a mantenho tentativamente. Mas  eu apelo a diálogo franco entre os evangélicos com base nas  Escrituras".</p>
<p>O apelo de Stott por um "diálogo franco entre evangélicos com base  nas Escrituras" pode ser muito difícil, se não impossível, de  materializar-se. A razão é simples. Os evangélicos são condicionados a seus  ensinos denominacionais tradicionais, assim como o são os católicos-romanos e  ortodoxos orientais. Em teoria, eles apelam à <i>Sola Scriptura</i> porém na prática os  evangélicos muitas vezes interpretam as Escrituras de acordo com seus ensinos  denominacionais tradicionais. Se novas pesquisas bíblicas desafiam suas  doutrinas tradicionais, na maioria dos casos as igrejas evangélicas preferirão  apegar-se à tradição antes que à <i>Sola Scriptura</i>. A diferença real entre  evangélicos e católicos romanos é que os católicos dão grande destaque à  autoridade normativa de sua tradição eclesiástica, enquanto as igrejas  evangélicas não o fazem.</p>
<p>Ser um "evangélico" significa sustentar certas doutrinas  tradicionais fundamentais sem questionamento. Quem quer que questione a validade  bíblica de uma doutrina tradicional pode tornar-se suspeito de ser um "herege". Numa importante conferência em 1989 para discutir  o que significa ser um evangélico, sérias questões foram suscitadas quanto a se  pessoas como John Stott ou Philip Hughes deveriam ser considerados tais, uma vez  que adotaram o ponto de vista da imortalidade condicional e da aniquilação dos  que não se salvarão. O voto para excluir tais teólogos apenas não se confirmou  por pouco.</p>
<p>Por que os evangélicos são tão teimosos em recusar reconsiderar os ensinos  bíblicos sobre a natureza e destino humanos? Afinal de contas, eles tomaram a  liberdade de mudar outros ensinos tradicionais.</p>
<p>Talvez uma razão de sua insistência em conservar o ponto de vista dualístico  é que isso causa impacto sobre muitas outras doutrinas. Fizemos notar  anteriormente que o que os cristãos crêem sobre a composição da natureza humana  determina em grande medida o que crêem sobre o destino humano. Abandonar o  dualismo também provoca o abandono de todo um conjunto de doutrinas que resultam  disso, especialmente a acariciada crença na consciência da vida após a morte.  Isso pode se chamar "efeito dominó". Se uma doutrina cai,  várias outras cairão junto.<br />
Para os leitores apreciarem a importância de uma  correta compreensão do ponto de vista bíblico da natureza do homem, neste  primeiro artigo desejamos comparar brevemente e contrastar as implicações  práticas e doutrinárias do entendimento dualístico e holístico da natureza  humana.</p>
<p>Implicações Práticas do Dualismo versus Holismo</p>
<p>O Ponto de Vista Dualístico da Vida</p>
<p>Os cristãos que mantêm o entendimento  dualístico da natureza humana conceitualizam a vida presente dualisticamente.  Encaram a vida espiritual da alma como mais importante do que a vida física do  corpo. Historicamente, esse ponto de vista dualístico tem retratado os santos  como pessoas que se dedicam primariamente à vita contemplativa (vida  contemplativa), desligando-se da <i>vita activa</i> (vida secular). Uma vez que o  cultivo da alma tem sido visto como mais importante do que cuidar do corpo, o  bem-estar físico do corpo muitas vezes tem sido intencionalmente ignorado ou até  suprimido.</p>
<p>Eu testemunhei essa mentalidade dualística durante os cinco anos que passei  na Universidade Pontifícia Gregoriana de Roma, Itália. Muitas vezes vi alguns de  meus colegas de classe, a maioria deles monges e sacerdotes católicos de todo o  mundo, primeiro indo para a capela para cultivarem sua alma mediante oração e  meditação, e daí indo até o bar ao final do corredor para intoxicar seus corpos  tomando bebidas alcoólicas e fumando. Eles não viam conflito entre as duas  atividades, porque, segundo sua mentalidade dualística, o que faziam com seus  corpos não afetava a salvação de suas almas.</p>
<p>A mesma mentalidade dualística prevalece hoje no mundo protestante, onde a  redenção é vastamente associada à salvação da alma, antes que ao cuidado do  corpo. Muitos cristãos são culpados de divorciar o corpo humano de sua alma  tornando a salvação uma experiência interna da alma, antes que uma transformação  total da pessoa inteira.</p>
<p>Ouve-se constantemente o comentário em várias discussões de grupo de que  participo compartilhando o que a Bíblia ensina sobre questões de estilo de vida,  como a observância do sábado, vestuário e adornos, uso de bebidas alcoólicas,  casamento, relações sexuais pré-matrimoniais: "Está dando muita  importância a coisas de menor valor! Isso não é o evangelho. A salvação tem que  ver com aceitar e professar a Cristo como nosso Salvador pessoal, e não com  questões de estilo de vida". Tais comentários refletem uma mentalidade  dualística: Na medida em que as pessoas aceitam a Cristo com a mente, o que  fazemos com nossos corpos de fato não importa.</p>
<p>A Visão Holística da Vida</p>
<p>Essa mentalidade dualística é abertamente rebatida  na Bíblia, que nos ensina a glorificar a Deus não somente com nossa mente, mas  também com nosso corpo, porque nosso corpo é “o templo do Espírito  Santo” (1 Cor. 6:19) para ser apresentado como um  “sacrifício vivo” a Deus (Rom. 12:1). Temos há muito  reconhecido e enfatizado que o modo como tratamos nosso corpo reflete a condição  espiritual de nossa alma, porque nossos corpos e almas são um. Se poluímos o  corpo com fumo, drogas, alimentos prejudiciais ou estilo de vida intemperantes  provocamos não só a poluição de nossos corpos, como também a poluição espiritual  de nossas almas.</p>
<p>O desafio que os cristãos que mantêm o ponto de vista holístico da Bíblia  enfrentam hoje é integrar tal ponto de vista mais plenamente a seus programas de  ensino, pregação, instrução e assistência médica.</p>
<p>O ponto de vista bíblico da natureza humana nos desafia a preocupar-nos com a  pessoa inteira. Isso significa que em nossa pregação e ensino, precisamos não só  atender às necessidades espirituais da alma, mas também as necessidades físicas  do corpo. Precisamos ensinar as pessoas não só a cultivar sua vida espiritual,  como também cuidar de seus corpos físicos.</p>
<p>O evangelho não nos dá base para uma doutrina de redenção que salva a alma à  parte do corpo ao qual pertence. A comissão evangélica não é salvar almas, mas  pessoas inteiras. O que Deus juntou por ocasião da criação e redenção na cruz,  nenhum cristão tem o direito de separar.</p>
<p>Na educação bíblica cristã o holismo significa que devemos ter por alvo o  desenvolvimento dos aspectos mentais, físicos e espirituais da vida. Um bom  programa de educação física deve ser considerado tão importante quanto o seu  programa acadêmico e religioso.</p>
<p>Na medicina, o holismo bíblico significa que os médicos devem tratar a pessoa  integral, incluindo a condição nutricional, espiritual, emocional e espiritual  do paciente. O holismo bíblico nos desafia também a servir o mundo, e não  evitá-lo.<br />
Implicações Doutrinárias do Dualismo. As implicações doutrinárias do ponto de  vista dualístico da naturezas humana são até mesmo alarmantes. Uma enorme  quantidade de heresias que estão perturbando o mundo cristão hoje derivam do  dualismo. Por exemplo, o dualismo deu lugar ao desenvolvimento do engano popular  da vida consciente após a morte que se está espalhando hoje como fogo na palha,  um engano que é promovido de forma bem sucedida pela sutil loucura do movimento  da Nova Era e pela pesquisa de experiências de bem próximo da morte. Esta última  tem, por seu turno, fomentado tais crenças como a intercessão dos santos, a  oração pelos mortos, indulgências, purgatório, religação da alma quando da  ressurreição, o tormento eterno do inferno, uma visão etérea do Paraíso onde  almas glorificadas passarão a eternidade em eterna contemplação e meditação.</p>
<p>É-nos impossível calcular o impacto negativo dessas crenças enganosas sobre a  fé e prática cristã. De um lado, essas crenças têm enfraquecido e obscurecido a  expectativa da segunda vinda de Cristo. Se por ocasião da morte a alma do crente  vai imediatamente para a bem-aventurança do Paraíso para estar com o Senhor,  dificilmente haverá qualquer senso de expectativa para Cristo vir até aqui  ressuscitar os santos adormecidos. A preocupação primária desses cristãos é ir  para o céu para encontrar a Cristo imediatamente após a morte, conquanto isso  seja com almas desincorporadas, não preparar-se a si próprios e outros para  encontrarem a Cristo quando Ele vier a este planeta quando de Seu Retorno.</p>
<p>Na Bíblia, a esperança do Advento significa uma reunião real sobre a Terra  entre crentes em seus corpos e Cristo no glorioso dia do Seu retorno. Dessa  reunião de fato derivará uma transformação radical que afetará a humanidade e a  natureza. Essa grande expectativa é obscurecida pela crença na imortalidade  individual e no gozo celestial imediatamente após a morte.</p>
<p>O dualismo tem também contribuído para incompreensões sobre o mundo por vir.  A maioria dos cristãos entende que o paraíso é um tipo de retiro espiritual em  algum lugar do espaço, onde almas glorificadas passarão a eternidade em  infindável contemplação e meditação. Como diz a letra de certo hino,   “In mansion of glory and endless delight I will ever adore Thee in  heaven so bright” [Na mansão de glória e infindável deleite eu para  sempre Te adorarei no tão luminoso céu].</p>
<p>Essa visão etérea do mundo por vir tem sido mais inspirado pelo dualismo  platônico do que pelo realismo bíblico. A visão bíblica do mundo futuro não é a  de um retiro espiritual habitado por almas glorificadas, mas este planeta  povoado por santos ressuscitados (Isa. 66:22; Apoc. 21:1).</p>
<p>Nas Escrituras, Cristo vem a segunda vez, não para ajudar os santos a  escaparem deste planeta, mas para transformar a Terra devolvendo-lhe a perfeição  original. Sim, o mundo do porvir é um mundo real, habitado, não por almas  desincorporadas, mas por corpos ressurretos, ou seja, pessoas reais como você e  eu.</p>
<p>Implicações Doutrinárias do Holismo</p>
<p>O ponto de vista holístico da Bíblia  quanto à natureza humana pressupõe uma visão cósmica da redenção que abrange o  corpo e a alma, o mundo material e o espiritual. A separação entre corpo e alma  ou espírito é freqüentemente comparada à divisão entre o reino da Criação e o  reino da redenção. O último tem sido associado em grande medida, tanto no  catolicismo quanto no protestantismo, à salvação das almas dos indivíduos às  expensas das dimensões físicas e cósmicas da redenção. Os santos são amiúde  retratados como peregrinos que vivem sobre a terra mas são desligados do mundo,  cujas almas na morte deixam de imediato seus corpos materiais para ascender a um  lugar abstrato chamado “céu’. Esse ponto de vista reflete o  dualismo clássico, mas fracassa, como veremos nesta série de estudos, em  representar o ponto de vista holístico bíblico da criação humana e sub-humana.</p>
<p>Notamos que o dualismo tradicional produziu uma atitude de desprezo para com  o corpo e o mundo natural. Esse distanciamento do mundo em linguagem de hinos  tais como  “Este Mundo Não é Meu Lar”, “Sou um  estranho aqui, o céu é o meu lar; a terra é um árido deserto, o céu é o meu  lar”.</p>
<p>Tal atitude de desprezo para com nosso planeta está ausente dos Salmos, o  hinário hebreu, onde o tema central é o louvor de Deus por Suas obras  magníficas. No Salmo 139:14, Davi declara: “Eu te louvarei pois fui  formado de modo tremendo e maravilhoso: grandiosas são as Tuas obras; isso minha  alma conhece muito bem” (NIV). Aqui o salmista louva a Deus por seu  maravilhoso corpo, um fato bem conhecido por sua alma (mente). Este é um bom  exemplo do pensamento holístico, onde o corpo e alma são parte da maravilhosa  criação de Deus.</p>
<p>No Salmo 92, o salmista insta todos a louvarem a Deus com instrumentos  musicais, porque, diz ele, “Tu, ó Senhor, alegraste-me por Tuas obras;  canto de alegria pelas obras de Tuas mãos. Quão grande são as Tuas obras, ó  Senhor!” (Sal. 92:4-5). O regozijo do salmista com seu maravilhoso  corpo e maravilhosa criação baseiam-se em sua concepção holística do mundo  criado como parte integral de todo o drama da criação e redenção.</p>
<p>O ponto de vista bíblico da natureza humana também causa impacto sobre nossa  visão do mundo por vir. Num estudo futuro veremos que a Bíblia não retrata o  mundo por vir como um paraíso etéreo onde almas glorificadas passsarão a  eternidade trajando vestes brancas, cantando, tocando harpas, orando,  perseguindo nuvens e bebendo leite de ambrósia. Em vez disso, a Bíblia fala dos  santos ressurretos habitando este planeta que será purificado, transformado e  tornado perfeito por ocasião e mediante a vinda do Senhor (2 Ped. 3:11-13; Rom.  8:19-25; Apoc. 21:1). Os “novos céus e uma nova terra” (Isa.  65:17) não são um retiro espiritual remoto e inconseqüente em algum recanto do  espaço; antes, são o céu e a terra presentes renovados à sua perfeição original.</p>
<p>Os crentes entram na nova terra, não como almas desincorporadas, mas como  pessoas ressuscitadas em seus corpos (Apoc. 20:4; João 5:28-29; 1 Tess 4:14-17).  Conquanto nada impuro entre na Nova Jerusalém, é-nos dito que “os reis  da terra trarão para ela a sua glória . . . a ela trarão a glória e honra das  nações” (Apoc. 21:24, 26). Tais versos sugerem que tudo quanto tem  real valor no velho céu e terra, inclusive as realizações da inventividade  artística e conquistas intelectuais, encontrarão seu lugar na ordem da  eternidade. A própria imagem da “cidade” transmite a idéia  de atividade, vitalidade, criatividade e relacionamentos reais.</p>
<p>É lamentável que essa visão terrena fundamentalmente concreta do novo mundo  de Deus retratado nas Escrituras tenha sido em grande parte perdida de vista e  substituída na religiosidade popular por um conceito etéreo, espiritualizado do  céu. O último tem sido influenciado pelo dualismo platônico, antes que pelo  realismo bíblico.</p>
<p>Conclusão</p>
<p>Historicamente, duas visões principais, radicalmente diferentes da  natureza humana, têm sido mantidas. Uma é designada como dualismo clássico e a  outra como holismo bíblico. O ponto de vista dualístico mantém que a natureza  humana consiste de um corpo material, mortal, e uma alma espiritual, imortal. A  última sobrevive à morte do corpo e parte para o céu, ou purgatório ou inferno.  Por ocasião da ressurreição, a alma é reunida ao corpo. Essa concepção  dualística tem exercido um enorme impacto sobre a vida e pensamentos cristãos,  afetando a visão que as pessoas têm da vida humana, este mundo presente, a  redenção e o mundo do além.</p>
<p>Em tempos recentes, a visão dualística da natureza humana tem sofrido ataques  de eruditos que reexaminaram o ponto de vista bíblico do corpo, alma e espírito.  Eles concluíram que a visão bíblica da natureza humana não é de modo algum  dualística, mas claramente holística. Muitas vozes de diferentes direções estão  afirmando hoje que o dualismo está perdendo terreno e o holismo ganhando.</p>
<p>Este breve relatório sobre o debate em andamento da posição bíblica da  natureza humana demonstrou a importância fundamental deste assunto para toda a  estrutura das crenças e práticas cristãs. Faz-se, pois, imperativo que  diligentemente examinemos o que a Bíblia realmente ensina sobre esse tema vital.<br />
II – O ponto de vista bíblico da natureza humana</p>
<p>O primeiro estudo mostrou que a crença na vida consciente após a morte deriva  de uma visão dualística da natureza humana que é estranha à Bíblia.</p>
<p>Este estudo explora a visão bíblica da natureza humana a partir de três  perspectivas: Criação, Queda e Redenção. Consideraremos como era a natureza  humana por ocasião da Criação, o que se tornou após a Queda, e como se tornará  em resultado da Redenção. Estes pensamentos são extraídos de meu livro  <i>Immortality or Resurrection? A Biblical Study on Human Nature and Destiny</i>  [Imortalidade ou Ressurreição, Um Estudo Bíblico Sobre a Natureza e Destino  Humanos], onde o leitor encontrará um tratamento abrangente do assunto. 1 Tal  livro foi lançado em dezembro de 1997, e já recebeu críticas favoráveis por mais  de 50 eruditos de diferentes persuasões.</p>
<p>Desejo inicialmente chamar a atenção do leitor para dois importantes pontos  encontrados no estudo a que agora se dedicará. O primeiro é a referência  freqüente em Gênesis aos animais como “almas  viventes”—que é a mesma expressão usada para caracterizar os  seres humanos. Isto é significativo porque demonstra que a  “alma” não é uma substância imaterial, imortal, que somente  os seres humanos possuem, mas um princípio ativo de vida comum a todas as  criaturas viventes. O segundo ponto é a referência de Paulo a  “espírito” 146 vezes, comparado com 13 referências a  “alma”. Ademais, Paulo nunca emprega a  “alma-psyche” para denotar a vida que sobrevive à morte.  Muito provavelmente isso se deu porque tal termo poderia levar seus conversos  gentios a pensarem na vida eterna segundo o ponto de vista grego da imortalidade  inata.</p>
<p>A Natureza Humana na Criação</p>
<p>O relato da criação nos informa que Deus criou a natureza humana como um  organismo holístico, consistindo de corpo, sopro de vida, e alma, sendo tudo  características da mesma pessoa. Essas características distintivas da natureza  humana são expressas em dois textos principais. O primeiro é Gên. 1:26-27, que  nos conta como Deus planejou os seres humanos criados, e o segundo é Gên. 2:7,  que nos relata como Ele o fez. “Então disse Deus: ‘Façamos o  homem à nossa imagem, segundo a nossa semelhança . . . Assim criou Deus o homem  à Sua própria imagem, à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os  criou” (Gên.1:26-27).</p>
<p>Tentativas elaboradas têm sido feitas para definir o que a “imagem  de Deus” é na qual o homem foi criado. Alguns argumentam que a imagem  de Deus é a alma imaterial, espiritual implantada no corpo humano. Assim,  Calvino afirma: “Não se pode duvidar que a apropriada posição da  imagem de Deus é a alma”.2 Esse ponto de vista pressupõe um dualismo  entre o corpo e a alma que não se acha no relatório da criação. O homem não  recebeu uma alma de Deus; ele foi feito uma alma vivente. Os animais também  foram feitos “almas viventes” (Gên.1:20, 21, 24, 30; 2:19),  contudo, não foram criados à imagem de Deus.</p>
<p>A imagem de Deus na humanidade deve ser encontrada na singular capacidade  concedida aos seres humanos de refletir o Seu caráter moral. Entende-se a  conformidade com a imagem de Cristo (Rom. 8:29; 1 Cor. 15:49) não em termos de  uma alma imortal implantada na natureza humana, mas em termos de justiça e  santidade: “Revesti-vos da nova natureza que está sendo renovada em  conhecimento segundo a imagem de seu Criador” (Col. 3:10; cf. Efé.  4:24). Em vitude de serem criados à imagem de Deus, os seres humanos são capazes  de refletir o Seu caráter em suas próprias vidas.</p>
<p>A imortalidade nunca é mencionada na Bíblia em conexão com a imagem de Deus  nos seres humanos. A árvore da vida representava imortalidade em comunhão com o  Criador, mas em resultado do pecado, Adão e Eva tiveram barrado o acesso à fonte  de vida contínua.<br />
Gênesis 2:7: “Uma Alma Vivente”. A segunda importante  declaração bíblica para entender a natureza humana por ocasião da Criação é o  breve relato da própria crição do homem: “Então formou Deus o homem do  pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego de vida; e o homem tornou-se uma  alma vivente” (Gên. 2:7). Historicamente, este texto tem sido lido  através das lentes do dualismo. Tem-se presumido que o fôlego de vida que Deus  soprou nas narinas de Adão foi simplesmente uma alma imaterial, imortal, que  Deus implantou em seu corpo. Assim, a frase “o homem tornou-se uma  alma vivente” (Gên. 2:7) tem sido interpretada como significando que  “o homem obteve uma alma vivente”. E assim como a vida  terrena começou com a implantação de uma alma imortal num corpo físico, dessa  sorte, segundo os dualistas, termina quando a alma deixa o corpo.</p>
<p>O problema com essa interpretação jaz no fato de que o “fôlego de  vida [neshamah]” que Deus soprou nas narinas de Adão não foi uma alma  imortal, mas o Espírito divino que transmite vida e é freqüentemente  caracterizado como o “sopro de Deus”. Assim, lemos em Jó  33:4: “O espírito [ruach] de Deus me criou, e o sopro [neshamah] do  Todo-poderoso me concede vida”. O paralelismo entre o  “espírito de Deus” e “o sopro do  Todo-poderoso”, que se acha com freqüência na Bíblia (Isa. 42:5; Jó  27:3; 34:14-15), sugere que os dois termos são usados intercambiavelmente porque  ambos fazem referência ao dom da vida concedido por Deus a Suas criaturas.</p>
<p>O Espírito de Deus que concede vida é descrito pela sugestiva imagem do  “fôlego de vida”, porque a respiração é uma manifestação  tangível de vida. Uma pessoa que não mais respira está morta. Jó declara:  “Enquanto estiver em mim o meu fôlego [neshamah], e o espírito [ruach]  de Deus estiver em minhas narinas; meus lábios não falarão a  falsidade” (Jó 27:3). Aqui o “fôlego” humano e o  “espírito” divino são equiparados, porque respirar é visto  como uma manifestação do poder sustenedor do Espírito de Deus.</p>
<p>A posse do “fôlego de vida” não confere em si mesmo  imortalidade, porque, por ocasião da morte, “o fôlego de  vida” retorna para Deus. A vida deriva de Deus, é sustida por Deus, e  retorna para Deus. Essa verdade é expressa em Eclesiastes 12:7: “O pó  volta à terra, como era, e o espírito volta para Deus que o deu”. O  que retorna para Deus não é a alma imortal humana, mas o Espírito divino que  transmite vida e que nas Escrituras são igualadas ao fôlego de Deus:  “Se Ele [Deus] tomasse de volta o Seu espírito [ruach] para Si, e  reavesse o Seu fôlego [neshamah], toda carne pereceria juntamente, e o homem  retornaria ao pó” (Jó 34:14-15). O paralelismo indica que o fôlego de  Deus é o Seu Espírito transmissor de vida.</p>
<p>O fato de que a morte é caracterizada como a retirada do fôlego de vida (o  Espírito divino que concede vida), demonstra que o “fôlego de  vida” não é um espírito ou alma imortal que Deus confere a Suas  criaturas, mas o dom da vida que os seres humanos possuem pela duração de sua  existência terrena. Enquanto permanecer o “sopro de vida”,  os seres humanos são “almas viventes”. Mas quando o sopro se  vai, tornam-se almas mortas. Isso explica porque a Bíblia freqüentemente se  refere à morte humana como a morte da alma (Lev. 19:28; 21:1, 11; 22:4; Núm.  5:2; 6:6,11; 9:6, 7, 10; 19:11, 13; Ageu 2:13).</p>
<p>Corpo é Alma Visível. A maior parte dos eruditos bíblicos reconhece que a  “alma-nephesh” em Gênesis 2:7 não é uma essência imaterial,  imortal distinta, implantada no corpo, mas simplesmente o princípio que anima o  corpo. Comentando sobre Gên. 2:7, o erudito católico Dom Wulstan Mork, escreve:  “É nephesh [alma] que dá vida ao bashar [corpo]. O corpo, longe de ser  separado de seu princípio que anima o corpo, é a alma [nephesh].”3 Em  idêntica linha de pensamento, Hans Walter Wolff, autor de um avançadíssimo  estudo de Antropologia do Velho Testamento, pergunta: “O que nephesh  [alma] significa aqui? Certamente não a alma [no sentido dualístico  tradicional]. . . . O homem não possui nephesh [alma], ele é nephesh [alma], ele  vive como nephesh [alma].”4</p>
<p>Sumariando, a expressão “o homem se tornou uma alma  vivente—nephesh hayyah” simplesmente significa que como  resultado do sopro divino, o corpo inanimado tornou-se um ser vivente, que  respirava— não mais e não menos do que isso. O coração começou a  bater, o sangue a circular, o cérebro a pensar, e todos os sinais vitais foram  ativados. Declarado em termos simples, “uma alma vivente”  significa “um ser vivo”, e não “uma alma  imortal”.<br />
Os animais como "almas viventes"</p>
<p>Uma prova muito patente  de que a expressão “alma vivente” não significa  “alma imortal” é o repetido emprego da mesma frase  “alma vivente-<i>nephesh hayyah</i>” para descrever a criação dos  animais (Gên. 1:20, 21, 24, 30; 2:19; 9:10, 12, 15, 16; Lev. 11:46). Este  importante fato é desconhecido da maioria das pessoas porque os tradutores da  maioria das versões decidiram traduzir a frase hebraica “nephesh  hayyah” como “criaturas viventes” quando  referindo-se aos animais, e como “alma vivente” quando  empregada para seres humanos. Por quê? Simplesmente porque os tradutores estavam  tão condicionados por suas crenças de que tão-só os seres humanos contam com uma  alma imortal não possuída pelos animais, que tomaram a liberdade de traduzir o  nephesh do hebraico como “criatura”, antes que  “alma”, quando quer que era empregada para animais.</p>
<p>Norman Snaith condena com justiça esse interpretação arbitrária como  “bastante repreensível” porque a frase hebraica devia ser  traduzida exatamente do mesmo modo em ambos os casos. Fazê-lo doutro modo é  enganar todos quantos não lêem o hebraico. Não há desculpas nem defesa  apropriada.”5</p>
<p>O repetido emprego de <i>nephesh</i>-alma como referência a toda sorte de animais  claramente revela que a <i>nephesh</i>-alma não é uma essência concedida aos seres  humanos, mas o princípio que anima a vida ou o “fôlego de  vida” que está presente tanto nas pessoas quanto nos animais porque  ambos são seres conscientes. O que distingue os seres humanos dos animais não é  a alma, mas o fato de que os seres humanos foram criados à imagem de Deus, isto  é, com possibilidades semelhantes às de Deus, não disponíveis aos animais.<br />
O  relato bíblico da criação do homem indica que a natureza humana consiste de um  todo indivisível onde o corpo, o fôlego de vida, e a alma funcionam, não como  entidades separadas, mas como características da mesma pessoa. O corpo é uma  pessoa como um ser concreto; a alma é uma pessoa como um indivíduo vivo; o  fôlego ou espírito de vida é uma pessoa tendo sua fonte em Deus. Esta é a  essência do ponto de vista criacional da natureza humana, expandida no restante  da Bíblia.</p>
<p>A Natureza Humana Após a Queda</p>
<p>A Queda não mudou a constituição da natureza humana, mas alterou seu estado  ou condição. De um estado em que era impossível para os seres humanos morrer  (imortalidade condicional), passaram a um estado em que era impossível que não  morressem (mortalidade incondicional). Antes da Queda, a segurança da  imortalidade era transmitida por partilharem da árvore da vida, não pela posse  de uma alma imortal. A presença da “árvore da vida” no  Jardim do Éden indica que a imortalidade era condicional à participação no fruto  daquela árvore.<br />
A fim de impedir à humanidade pecadora a possibilidade de  “viver para sempre” (Gên. 3:22), após a Queda Deus barrou o  acesso à árvore da vida (Gên. 3:22, 23). Esse ato divino per si revela que por  ocasião da Criação a imortalidade não era uma concessão que residia na alma, mas  uma possibilidade condicional à obediência humana.<br />
Os que insistem em  encontrar a imortalidade na alma, lêem na criação humana idéias do dualismo  grego estranhas à Bíblia.<br />
Após a Queda, Adão e Eva não mais tiveram acesso à  árvore da vida (Gên. 3:22-23) e, conseqüentemente, começaram a experimentar a  realidade do processo da morte. O fato de que Adão e Eva não morreram no dia de  sua transgressão como Deus lhes havia advertido (Gên. 2:17), tem levado alguns a  concluir que não morreram porque eram dotados de uma alma imortal. Essa  interterpretação imaginativa dificilmente pode ser sustentada pelo texto, que,  literalmente traduzido reza: “morrendo morrereis”. O que  Deus quis simplesmente dizer é que no dia em que eles desobedecessem, o processo  da morte teria início.</p>
<p>A Pessoa Inteira Morre</p>
<p>A advertência divina (Gên.2:17) estabelece uma clara  ligação ética entre a vida e a obediência versus morte e desobediência. A  natureza humana não foi criada com uma alma imortal, mas com a possibilidade de  tornar-se imortal. A desobediência resultou em morte, não apenas para o corpo,  mas para a pessoa inteira. Deus não disse: “no dia em que comerdes  dela, vossos corpos morrerão enquanto vossa alma sobreviverá num estado  desincorporado”. Antes, declarou: “Vós”, ou seja,  a pessoa inteira, “morrereis”.<br />
Este é um ensino  fundamental da Bíblia. O salário do pecado é a morte, não apenas para o corpo,  mas para a pessoa inteira (Rom 6:23; Eze. 18:4, 20). “A alma que  pecar, essa morrerá” (Eze. 18:4). A morte do corpo está ligada à morte  da alma porque o corpo é a forma visível da alma. Isto explica por que a morte  de uma pessoa é amiúde descrita como a morte da alma. (Núm. 31:19; 35:15,30;  Jos. 20:3, 9; Gên. 37:21; Deut. 19:6, 11; Jer. 40:14, 15; Juí. 16:30; Núm  23:10). É-nos dito repetidamente que quando Josué conquistou as várias cidades  além do Jordão “ele destruiu totalmente toda alma [nephesh]”  (Jos. 10:28, 30, 31, 34, 36, 38). A destruição do corpo é vista como a  destruição da alma porque por ocasião da morte a alma deixa de funcionar como o  princípio transmissor de vida do corpo.<br />
Sumariando, a natureza humana após a  Queda passou de um estado de imortalidade condicional para um estado de  mortalidade incondicional para a pessoa inteira. A crença popular e tradicional  de que a alma sobrevive ao corpo quando da morte pode ter sua origem  identificada na mentira de Satanás, “certamente não  morrereis” (Gên.3:4). Essa sutil mentira tem perdurado em diferentes  formas através da história humana até nosso tempo.<br />
Nossa única proteção  contra esse engano popular deve ser encontrada mediante um claro entendimento do  ponto de vista bíblico da natureza e destino humanos. As Escrituras ensinam que  a imortalidade não é uma possessão natural da alma, mas o dom de Deus (Rom.  6:23) para ser buscada (Rom. 2:7) e dela se revestir (1 Cor. 15:53) por ocasião  da resurreição por aqueles que aceitaram a graciosa provisão da salvação (João  17:2-3; Mat. 19:29).</p>
<p>A Natureza Humana Resultante da Redenção</p>
<p>A redenção revela o valor que Deus atribui à natureza humana porque nos fala  de que Ele decidiu redimir a natureza humana assumindo-a mediante a encarnação  de Seu Filho. O Verbo “Se fez carne e habitou entre nós”  (João 1:14). A idéia do Filho de Deus assumindo uma natureza humana física era  incompreensível para os gnósticos, um movimento cristão primitivo influente  vastamente influenciado pelo dualismo grego. Eles rejeitavam abertamente a  encarnação de Cristo porque não viam valor no aspecto físico da natureza humana.  Isso ilustra vigorosamente a diferença entre o ponto de vista holístico bíblico,  que considera o corpo como prisão da alma a ser descartado ao tempo da morte.<br />
O fato de que o divino Filho de Deus assumiu um corpo humano mortal quando  de Seu nascimento e reteve um corpo humano glorificado por ocasião de Sua  Ressurreição (João 20:27), demonstra do modo mais claro possível que a natureza  humana tem o seu lugar no eterno propósito de Deus. Fala-nos que o corpo não é  uma prisão temporária ou um meio para propiciar espaço para  “almas”, mas nossa personalidade total que Deus Se dispõe a  preservar e trazer de volta à vida no dia da ressurreição.</p>
<p>A Regeneração Moral da Natureza Humana</p>
<p>O propósito da missão redentora de  Cristo não é a libertação da alma do corpo, mas a regeneração da pessoa inteira  nesta presente vida e a ressurreição da pessoa inteira no mundo por vir. O  Espírito de Deus é o agente ativo tanto na criação quanto na recriação da  natureza humana. A recriação da natureza humana tem lugar em duas fases: a  regeneração moral tem lugar na vida presente e a transformação física da  mortalidade para a imortalidade ocorrerá por ocasião da ressurreição. A função  do Espírito—pneuma como princípio vital—é expandido no Novo  Testamento para incluir tanto a regeneração moral presente quanto a  transformação física futura.</p>
<p>Ao tempo da Criação o homem foi feito uma alma vivente pelo Espírito de Deus  (Gên. 2:7). Em resultado da redenção os crentes são tornados uma nova criação  pela obra do Espírito Santo. A regeneração moral realizada pelo Espírito Santo é  descrita por João como renascimento (João 3:5) e por Paulo como nova criação.<br />
Paulo atribui importância vital ao papel do Espírito na nova vida do crente  (2 Cor. 5:17; cf. 1 Cor. 6:11; Gál. 3:27; 6:15; Efé. 4:24). Isto é indicado pelo  fato de que em suas cartas ele se refere ao “espírito” 146  vezes, comparado com somente 13 referências à “alma”.  Ademais, Paulo nunca emprega a “alma-psyche” para denotar a  vida que prossegue além da morte. Pelo contrário, ele emprega a frase soma  psychikon, que literalmente significa “corpo espiritual”,  para descrever o corpo físico que será transformado em corpo espiritual (soma  pneumatikon) quando da ressurreição. A razão por que Paulo evita o emprego do  termo “alma-psyche” para designar a vida por vir é muito  provavelmente porque tal termo poderia confundir seus conversos gentílicos  levando-os a pensar na vida eterna segundo o ponto de vista grego da  imortalidade inata.</p>
<p>Para assegurar que a salvação deve ser entendida exclusivamente como um dom  divino de graça mediante “o espírito de vida em Cristo  Jesus” (Rom. 8:2), Paulo destaca o papel do Espírito Santo tanto na  regeneração moral desta vida presente (Efé. 4:23; Rom. 8:5) quanto na  transformação física da vida por vir (Rom. 8:11, 22-23). Tanto a criação quanto  a recriação, nascimento e renascimento, são atos do Espírito porque, como Jesus  explicou, “o Espírito é o que vivifica” (João 6:63).</p>
<p>A Transformação Física da Natureza Humana.</p>
<p>A transformação derradeira da  natureza humana se realizará no glorioso dia da Vinda de Cristo  “quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e  isto que é mortal se revestir da imortalidade” (1 Cor. 15:54). Paulo  assegura aos crentes que “o Espírito Daquele que dos mortos  ressuscitou a Jesus . . . também vivificará os vossos corpos mortais”  (Rom. 8:11). É evidente que a imortalidade não é uma possessão natural da alma,  mas um dom divino que os corpos mortais receberão (“se  revestirão”) quando da ressurreição.</p>
<p>A transformação final da natureza humana é descrita como “a  resurreição  do corpo” porque o Novo Testamento nunca aceita a crença  na imortalidade da alma. A vida sem o corpo é inconcebível na Bíblia, porque o  corpo é a expressão concreta da pessoa inteira. Sua ressurreição é indispensável  para assegurar personalidade e vida plenas na novo terra.</p>
<p>É digno de nota que em 1 Coríntios 15, o único capítulo na Bíblia  inteiramente dedicado à ressurreição/trasladação dos crentes, não há referência  à religação dos corpos ressurretos a almas espirituais. De fato, no capítulo  inteiro Paulo nunca menciona a “alma-psyche”. Se a  ressurreição envolvesse a religação do corpo à alma, como os católicos e a maior  parte dos protestantes crêem, não seria estranho que Paulo deixasse de mencionar  isso inteiramente em sua discussão da natureza da ressurreição? Afinal de  contas, tal conceito é fundamental para entender o que se dá com o corpo e a  alma por ocasião da ressurreição . A ausência de qualquer referência à alma  claramente indica que Paulo cria na ressurreição  da pessoa inteira, não na  religação do corpo à alma.<br />
O Sentido da Ressurreição  do Corpo. A ressurreição  do corpo não significa  reabilitação de nossos corpos físicos presentes, que freqüentemente estão  enfermos ou em sofrimento, mas a restauração de nossa pessoa integral. Na Bíblia  o corpo se apresenta como referindo-se à pessoa inteira. Quando Paulo escreve:  “Aguardamos a adoção como filhos, a redenção de nossos  corpos” (Rom 8:23), ele simplesmente quer dizer a restauração de nosso  ser total. Crer na ressurreição/trasladação do corpo significa crer que o meu eu  humano, o ser humano que “eu” sou, será restaurado à vida  novamente. Significa que não serei alguém diferente de quem eu sou agora. Serei  exclusivamente eu mesmo. Em suma, significa que Deus Se comprometeu a preservar  minha individualidade, personalidade e caráter.</p>
<p>É meu caráter ou personalidade que desenvolvemos nesta vda que Deus preserva  em Sua memória e reunirá à pessoa ressuscitada. Não há dois caracteres iguais  porque não há duas pessoas que enfrentem as mesma tentações, lutas, derrotas,  desapontamentos, vitórias e crescimento em sua vida cristã. Isso elimina a  possibilidade de “duplicação” de pessoas por ocasião da  ressurreição, todos se parecendo, agindo e pensando igual. Cada um de nós tem um  caráter ou personalidade único que Deus preserva e unirá ao corpo ressuscitado.  Isso explica a importância de desenvolver um caráter cristão nesta vida  presente, porque essa será nossa identidade pessoal no mundo por vir.</p>
<p>A pesquisa precedente demonstrou que o ponto de vista bíblico da natureza  humana é holística, consistindo de uma pessoa indivisível onde a alma é o  princípio animado do corpo. Descobrimos que o relato da criação nos conta que  originalmente a natureza humana integral era condicionalmente imortal. A Queda  nos informa que a natureza humana integral tornou-se incondicionalmente mortal.  A redenção nos reassegura que Deus fez provisões para a natureza humana integral  ser moralmente renovada nesta vida presente e fisicamente restaurada no mundo  por vir. Este é o plano glorioso de Deus para nossa natureza e destino humanos;  um plano que abrange a criação, redenção e restauração final da natureza humana  inteira, bem como do planeta todo.</p>
<p>Nosso próximo estudo bíblico trata com “A Visão Bíblica da  Morte”. Ensina a Bíblia que a morte é a separação da alma imortal do  corpo mortal? Ou ensina que a morte é a terminação da vida para a pessoa  inteira, corpo e alma? Para encontrar as respostas a estas perguntas  pesquisaremos as Escrituras examinando todas as passagens pertinentes. Este é um  importante estudo para desmascarar o prevalecente engano da vida consciente após  a morte.</p>
<p>REFERÊNCIAS</p>
<p>1. Para adquirir um exemplar de Immortality or Ressurrection? A Biblical  Study  of  Human Nature  and  Destiny,<br />
(em  inglês)  dirija-se  ao   seguinte  endereço:  Biblical  Perspectives —  4990  Appian  Way,    Berrien  Springs,<br />
Mich.,  49103, USA. Também poderá dirigir-se ao e-mail:  samuele@andrews.edu ou Sbacchiocchi@csi.com.<br />
2.  John Calvin, Institutes of  the Christian Religion I, XV, 3 (Londres, 1949), Vol. 1, pp. 162, 165.<br />
3.   Dom Wulstan Mork, The Biblical Meaning of Man (Milwaukee, Wisconsin, 1967), p.  34.<br />
4.  Hans Walter Wolff, Anthropology of the Old Testament (Filadélfia,  1974), p. 10.<br />
5.  Norman  Snaith,  “Justice and  Immortality,”  Scottish  Journal  of  Theology 17, 3, (setembro de  1964), pp. 312-</p>
]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[La ilusión de la ilusión]]></title>
<link>http://caracteres.wordpress.com/2007/12/05/la-ilusion-de-la-ilusion/</link>
<pubDate>Wed, 05 Dec 2007 16:30:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>neuer</dc:creator>
<guid>http://caracteres.wordpress.com/2007/12/05/la-ilusion-de-la-ilusion/</guid>
<description><![CDATA[Como pasa en todas las doctrinas monistas o no dualistas, tampoco en el Gaudapada Gita (de la escuel]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Como pasa en todas las doctrinas monistas o no dualistas, tampoco en el <em>Gaudapada Gita</em> (de la escuela advaita vedanta) se consigue explicar la ilusión.</p>
<p>Sí, todo es ilusión (maya), no hay esto y lo otro, no hay ni siquiera Atman y Brahman, sino que todo es imaginario e ilusorio. Pero si es así, ¿cómo de algo no dual surge la ilusión? Es un problema idéntico al que ellos mismos critican en los que, como los cristianos, creen en un Dios eterno fuera del tiempo (¿cómo puede intervenir lo eterno (y siempre actual) en lo transitorio (y potencial) sin dejar de ser eterno?</p>
<p>Por qué en algo indiferenciado puede darse algo como al ilusión. ¿Acaso no es diferente la ilusión de lo que es sólo real y no ilusorio? Las respuestas a esta cuestión son en las doctrinas indias semejantes a las cristianas: pura verbosidad, enredo y palabrería.</p>
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