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	<title>diversidade &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/diversidade/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "diversidade"</description>
	<pubDate>Sun, 20 Jul 2008 06:03:25 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[A ARTE ESTÁ DE LUTO: MORRE DERCY GONÇALVES]]></title>
<link>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=3026</link>
<pubDate>Sat, 19 Jul 2008 22:25:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>Equipe Palavreiros da Hora</dc:creator>
<guid>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=3026</guid>
<description><![CDATA[Morre Dercy Gonçalves aos 101 anos
Ela estava internada no Hospital São Lucas, em Copacabana. A at]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h3><span style="color:#000000;">Morre Dercy Gonçalves aos 101 anos</span></h3>
<p class="gravata">Ela estava internada no Hospital São Lucas, em Copacabana. A atriz era famosa por suas entrevistas irreverentes</p>
<div id="psdotexto" class="v" style="font-size:12px;line-height:16px;">
<p>A atriz <strong>Dercy Gonçalves</strong>, de 101 anos, morreu às 16h45 deste sábado (19) no <strong>Hospital São Lucas</strong>, em Copacabana, Zona Sul do Rio. Segundo a assessoria de imprensa do hospital, Dercy foi internada na madrugada deste sábado, e com um quadro de <strong>pneumonia</strong> comunitária grave, que evoluiu para uma <strong>sepse pulmonar</strong> e insuficiência respiratória.</p>
<p>Dercy Gonçaves era famosa por suas entrevistas irreverentes, pelo seu bom humor e pelo uso constante de palavras de baixo calão. É a maior expoente do teatro de improviso no Brasil.</p>
<p><strong>"Ninguém é mais feliz"</strong></p>
<p>Em entrevista em abril do ano passado, ela disse que ninguém era mais feliz do que ela. Sem um pingo de nostalgia, disse que o passado não interessava. "O ontem acabou. Não tenho mágoa de nada e nem saudade de nada. Vivo o hoje. Tenho alegria de viver, adoro a vida".</p>
<p><a href="http://palavrastodaspalavras.files.wordpress.com/2008/07/derci-goncalves-foto.jpg"><img class="size-medium wp-image-3025 alignleft" src="http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/files/2008/07/derci-goncalves-foto.jpg?w=198" alt="" width="198" height="300" /></a>Vaidosa, a comediante disse que já havia feito mais de dez plásticas. "Não quero ficar feia. Também já fui criança ou você pensa que fui velha a vida inteira?", brincou. Depois de se curar de um câncer e sobreviver a uma tuberculose, ela se achava uma vencedora. "Tudo que passou, acabou. Eu sobrevivi."</p>
<p>Dercy fugiu de casa aos 14 anos e dizia não se arrepender. Argumentava que aprendeu tudo o que sabe da melhor forma possível: vivendo. "Meti a cara, casei. Vivi 20 anos casada, com dignidade. Nada de ruim me aconteceu. Não me envergonho de nada."</p>
<p>Mesmo depois de ter viajado por vários países, Dercy disse que não tinha lugar mais bonito que o Brasil. "Conheço mais da metade do mundo. Não tem país de mais calma e dignidade que o Brasil. Isso aqui é lindo". Ela não se dizia religiosa, mas acreditava na natureza. "Não acredito em santo nenhum. Minha religião é a natureza. Deus é um apelido. Ele pra mim não existe. O que existe é a natureza. Deus é fantasma, mas a natureza é a verdade."</p></div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[BRASILEIRO ESTÁ LENDO MAIS POESIA? por felipe lindoso]]></title>
<link>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=3006</link>
<pubDate>Sat, 19 Jul 2008 00:49:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>Equipe Palavreiros da Hora</dc:creator>
<guid>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=3006</guid>
<description><![CDATA[A recente divulgação da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”[1][i], em sua segunda ediçã]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">A recente divulgação da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”</span><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size:10pt;color:black;"><span><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size:10pt;color:black;"><span style="font-family:Times New Roman;">[1]</span></span></span></span></span></span><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">[i]</span></span><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">, em sua segunda edição (a primeira pesquisa do gênero foi feita em 2000) provocou uma surpresa – agradável, para todos os que comentaram o assunto: foi anunciado que a poesia estava como o quinto gênero de livros mais lidos no Brasil, com 28% dos leitores declarando sua preferência</span><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size:10pt;color:black;"><span><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size:10pt;color:black;"><span style="font-family:Times New Roman;">[1]</span></span></span></span></span></span><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">[ii]</span></span><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">Entre os autores brasileiros mais admirados pelos leitores apareciam Vinícius de Moraes (5º. lugar), Cecília Meireles (6º. lugar), Carlos Drummond de Andrade (7º. lugar), Mário Quintana (11º. lugar) e Manuel Bandeira (14º. lugar) e Castro Alves (21º. Lugar). Todos poetas do cânone. Em outros gêneros o primeiro lugar é uma surpresa: o autor mais admirado é Monteiro Lobato. Seria ótimo se não fosse o fato de Lobato não ter livros nas livrarias quando da pesquisa – a lembrança veio do programa de televisão e das histórias em quadrinho. Depois de Lobato seguem Paulo Coelho, Jorge Amado e Machado de Assis; depois dos três poetas já citados aparecem Érico Veríssimo, José de Alencar e o quadrinista, Maurício de Souza. O resto da lista pode ser visto no site do Instituto Prolivro, que organizou e financiou a pesquisa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"><span>         </span>É verdade que não aparecem poetas contemporâneos e vivos, mas sem dúvida os citados estão entre os melhores da poesia brasileira moderna e o condoreiro fica sempre bem. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">A surpresa se manifestava também pelo fato da “subida” da poesia na preferência dos leitores ter sido significativa, não tanto na posição, mas sim na quantidade de leitores que declaravam essa preferência em relação à pesquisa do ano 2000. Naquela pesquisa, respondendo à pergunta se tinham “consultado, folheado ou lido nos últimos 12 meses”, a poesia aparecia em 6º. Lugar, com 19% dos entrevistados masculinos e 26% dos femininos respondendo afirmativamente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"><span>         </span>Quando perguntados (em 2000) sobre suas preferências por gênero de livro (resposta única, naquela ocasião), a poesia aparecia em 5º. lugar no geral, com um total de 4% dos leitores fazendo essa afirmação (1% dos leitores homens e 5% dos leitores mulheres).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;color:black;"><span style="font-family:Times New Roman;"> <a href="http://palavrastodaspalavras.files.wordpress.com/2008/07/felipe-lindoso-grafico1b.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-3007" src="http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/files/2008/07/felipe-lindoso-grafico1b.gif" alt="" width="500" height="391" /></a></span></span></strong></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:black;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">Em 2008, a quantidade de entrevistados que declarou ter lido pelo menos um livro nos últimos três meses anteriores à pesquisa foi de 95,6 milhões de pessoas (55%) da população estudada. Mas, importante ressaltar, 47,4 milhões desses leitores são estudantes que<span>  </span>lêem livros indicados pelas escolas, incluindo aí os didáticos. Portanto, os leitores que declararam sua preferência por poesia como gênero (não exclusivo) seriam 26,323 milhões, dos quais a metade estudantes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"><span>         </span>Destaque-se também, para referência, que o universo da pesquisa de 2008 incluía toda a população acima de cinco anos de idade, independentemente do nível de escolaridade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">No ano 2000 a situação era diferente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">Em primeiro lugar o universo estudado era diferente: foi pesquisada a população acima de 14 anos de idade e com pelo menos três anos de escolarização.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">Nesse universo a preferência por gêneros de leitura era assim:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;"><strong><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><a href="http://palavrastodaspalavras.files.wordpress.com/2008/07/felipe-lindoso-grafico2b.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-3008" src="http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/files/2008/07/felipe-lindoso-grafico2b.gif" alt="" width="500" height="523" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">Para matizar um pouco mais o quadro vejamos como os leitores do ano 2008 se dividiam por sexo.</p>
<p></span></p>
<p><a href="http://palavrastodaspalavras.files.wordpress.com/2008/07/felipe-lindoso-grafico3b.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-3009" src="http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/files/2008/07/felipe-lindoso-grafico3b.gif" alt="" width="500" height="385" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">A pesquisa do ano 2000 não tem uma tabela idêntica (e nunca esqueçamos que trabalha com universos diferentes). Entretanto apresenta outra tabela também interessante para ser vista. É a tabela formada pelas respostas dadas pelos entrevistados a partir da pergunta sobre se nos últimos doze meses tinham tido contato, folheado ou lido algum livro dos gêneros, com a possibilidade de respostas múltiplas. Ou seja, uma pergunta um pouco mais parecida com a feita em 2008 na primeira tabela. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"><a href="http://palavrastodaspalavras.files.wordpress.com/2008/07/felipe-lindoso-grafico4b.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-3010" src="http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/files/2008/07/felipe-lindoso-grafico4b.gif" alt="" width="500" height="441" /></a></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">Note-se que alguns gêneros, ainda que declarados como preferidos, não foram mencionados entre aqueles lidos ou consultados nos doze meses anteriores (técnicos, fisiologia, jurídico, saúde e sexo/eróticos)</span><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size:10pt;color:black;"><span><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size:10pt;color:black;"><span style="font-family:Times New Roman;">[1]</span></span></span></span></span></span><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">[iii]</span></span><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"><span>         </span>Antes de examinarmos o conjunto dos dados para tentar entender que leitores brasileiros gostam de poesia é importante acrescentar mais duas tabelas, referentes à pesquisa de 2008. Mas desta vez só transcrevemos as informações sobre os leitores de poesia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">Esses resultados estão tabulados por escolaridade, idade, nível de renda familiar e classe social</span><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size:10pt;color:black;"><span><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size:10pt;color:black;"><span style="font-family:Times New Roman;">[1]</span></span></span></span></span></span><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">[iv]</span></span><span style="font-size:10pt;color:black;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><a href="http://palavrastodaspalavras.files.wordpress.com/2008/07/felipe-lindoso-grafico5b.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-3011" src="http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/files/2008/07/felipe-lindoso-grafico5b.gif" alt="" width="500" height="622" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">O que nos dizem esses números?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"><span>         </span>A pesquisa de 2008 mostra que os leitores que declararam sua preferência pelo gênero poesia são em sua maioria menores de 14 anos e estudantes (48,3% do total). Pelo perfil de renda e socioeconômico é provável que a maioria deles esteja na escola pública. Esses leitores estavam fora da pesquisa de 2000.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"><span>         </span>A tabela disponível que permite especular um pouco sobre as duas pesquisas é a que distribui os leitores de poesia por gênero (masculino e feminino). Em 2000 a proporção era de 19% dos leitores masculinos e 26% dos leitores femininos. Já em 2008 essa proporção era de 22% para os homens e 32% para as mulheres.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"><span>         </span>No perfil demográfico da amostra de 2008 a população com menos de 14 anos de idade representa 20% do total. Entretanto, é nessa população que se concentram 48,3% dos leitores de poesia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"><span>         </span>O que os números nos mostram, portanto, é que a escola é a grande fonte dos leitores do gênero. Mais importante ainda é que esses jovens declaram que a poesia é seu gênero preferido de leitura. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"><span>         </span>A partir desses números, entretanto, não se sustenta a idéia de que “os brasileiros” em geral estão lendo mais poesia. É impossível comparar com precisão os dados das pesquisas de 2000 e 2008 a respeito, mas as poucas porcentagens que vimos mostram que as diferenças para a população acima de 14 anos não são tão significativas quanto poderiam parecer.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"><span>         </span>A persistência da preferência pela poesia na idade adulta desses jovens que estão com menos de 14 anos hoje é algo que só poderemos ver quando fizermos, no futuro, novas pesquisas do gênero Retratos da Leitura no Brasil.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"><span>         </span>Até lá os poetas têm que trabalhar – muito além de escrever as poesias – para que essa preferência não esmoreça. Ao contrário, que se consolide. Para isso é importante que os poetas sigam o velho chamado de Castro Alves e se dirijam ao encontro de seus jovens leitores nas escolas, nas feiras de livros, em festivais de poesia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"><span>         </span>O animador é que existe essa receptividade para poesia. E lembrem-se que há trinta ou quarenta anos atrás os poetas lidos pelos adolescentes se mediam pelo padrão J. G. de Araújo Jorge. Acho que já melhorou, e pode melhorar ainda mais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"><span>         </span>É preciso ter esperança de que não apenas os índices de leitura de poesia cresçam, mas que aumentem os índices de leitura em geral, para todos os gêneros, em todas as idades e situações sócio-econômicas. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"><span>         </span>Se os livros estiverem mais disponíveis para todos e se o nível educacional da população continuar melhorando é certo que isso acontecerá, e isso define nossa equação para que o Brasil seja um país de leitores:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"><span>         </span>Mais livros disponíveis = mais bibliotecas + mais educação de qualidade = mais leitores.</span><span style="color:black;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="color:black;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></span></p>
<div class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><br />
<hr size="1" /></span></span></div>
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"><span><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">[1]</span></span></span></span></span><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size:7.5pt;color:black;font-family:Verdana;">[i]</span></span><span style="font-size:7.5pt;color:black;font-family:Verdana;"> <strong>RETRATOS DA LEITURA NO BRASIL</strong> ver em www.prolivro.org.br</span><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></p>
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"><span><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">[1]</span></span></span></span></span><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size:7.5pt;color:black;font-family:Verdana;">[ii]</span></span><span style="font-size:7.5pt;color:black;font-family:Verdana;"> Resposta estimulada ao questionário da pesquisa em que o leitor podia escolher mais de uma opção.</span><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></p>
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"><span><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">[1]</span></span></span></span></span><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size:7.5pt;color:black;font-family:Verdana;">[iii]</span></span><span style="font-size:7.5pt;color:black;font-family:Verdana;"> Essas incongruências mostram uma das características de pesquisas de opinião. Os entrevistados respondem a todas as perguntas, mas quando as respostas puxam pela memória – no caso, lembranças de um ano – nem sempre elas correspondem entre si.</span><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></p>
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"><span><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">[1]</span></span></span></span></span><span class="MsoEndnoteReference"><span style="font-size:7.5pt;color:black;font-family:Verdana;">[iv]</span></span><span style="font-size:7.5pt;color:black;font-family:Verdana;"> O critério de “classe social” é o da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa - ABEP</span><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></p>
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><span style="font-size:7.5pt;color:black;font-family:Verdana;"><strong>Felipe Lindoso</strong></span><span> é editor, antropólogo, e estudioso do mercado editorial e das políticas públicas para o livro no Brasil. Tem vários artigos publicados sobre o tema e o livro “O Brasil pode ser um pais de leitores?”. Trabalhou em instituições</span><span style="font-size:10pt;"> </span><span>da área cultural e do livro, e hoje dá assessoria sobre a questão. Criou e desenvolve um projeto que, apoiado pela Lei Rouanet, instala Bancas-Bibliotecas por todo o país. </span><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[QUANDO MORRE UM POETA por pedro salgueiro]]></title>
<link>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=3002</link>
<pubDate>Fri, 18 Jul 2008 14:56:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>Equipe Palavreiros da Hora</dc:creator>
<guid>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=3002</guid>
<description><![CDATA[“Eu sou eu, íntegro e inviolável dentro de mim mesmo. (&#8230;) O que está no limiar e afogado ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:right;margin:0 0 0 106.2pt;" align="right"><em><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">“Eu sou eu, íntegro e inviolável dentro de mim mesmo. </span></em><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">(...)<em> O que está no limiar e afogado no abismo.”</em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;text-align:right;margin:0;" align="right"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">(José Alcides Pinto, 10/09/1923 — 03/06/0 oito)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;line-height:200%;font-family:&#34;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:200%;font-family:&#34;">Quando morre um poeta o mundo fica lastimavelmente mais pobre.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:200%;font-family:&#34;">Terrivelmente mais triste. Inevitavelmente mais feio.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:200%;font-family:&#34;">Às 11h15min de um sábado, dia 31 de maio de 2008, um imenso dragão, disfarçado de motocicleta, atacou impiedosamente o velho poeta, de 85 anos, José Alcides Pinto, em plena Rua General Sampaio, bem em frente ao palacete conhecido como Vila do Barão, de ladinho da Praça da Bandeira, nos arredores da Faculdade de Direito do Ceará.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:200%;font-family:&#34;">O rapaz da banca de revista próxima disse que ele havia passado cedo com alguns envelopes na mão, “dessa vez não vinha com a moça loura”, completou; no envelope iam os dois livros recém publicados, mas ainda não lançados, que despacharia para alguns amigos do Rio e São Paulo. Voltava devagarinho (talvez ainda não recuperado do cobreiro que o maltratara meses atrás), esperou debaixo de uma árvore o trânsito acalmar, apressou o passo e... Parou no meio da pista ainda molhada pela garoa de fins de maio, quando finalmente avistou o pássaro enorme em vôo rasante, ainda deu pra notar o vermelho dos olhos da fera, as teias de aranhas das asas e o barro seco das garras, que era com certeza lá das coroas do rio Acaraú.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:200%;font-family:&#34;">O poeta saiu quebrado numa ambulância, o motoqueiro foi manquitolando atrás; a moto esquecida na sarjeta. 40 minutos depois sua filha passa tranqüilamente na mesma calçada; o rapaz da banca grita para avisar do acidente, ela apressa o passo fugindo do enxerimento. Quem deve ter lhe contado a triste notícia?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:200%;font-family:&#34;">No dia 02 de junho a alma, também magérrima, do nosso saudoso poeta maldito foi, na frente, esperar pelo corpo que já ia em cortejo rumo a São Francisco do Estreito, Santana do Acaraú, Fazenda “Terras do Dragão”, comboiado por Sérgio Braga, Lustosa da Costa, Audifax, José Teles, Carlos Augusto Viana e outros amigos do peito. Deu tempo ainda de pôr os últimos números em sua lápide, que havia sido meticulosamente preparada por ele anos antes. Não havia tido coragem de adivinhar o último algarismo. Reencontrava enfim seu pai, sua terra, sua paz...</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:200%;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-size:10pt;line-height:200%;font-family:&#34;">SOB O SIGNO DA POLÊMICA</span></span></strong><span style="text-decoration:underline;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:200%;font-family:&#34;">Na juventude freqüentava a casa de Otacílio de Azevedo, convivendo com os filhos do pintor e poeta, Rubens, Miguel Ângelo (Nirez) e Rafael Sânzio; já tinha um jeito despojado e falaz.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:200%;font-family:&#34;">Sua alcunha entre os estudantes era “Alma de Gato”, talvez pela magreza exagerada.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:200%;font-family:&#34;">Sua ida para o Rio, sua volta à terrinha, sua saída do emprego na Universidade Federal do Ceará, seu uso de um traje franciscano, sua adesão ao nascente concretismo, seus amores e desamores, enfim, seu comportamento de uma vida inteira foi marcado pela polêmica.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:200%;font-family:&#34;">Enquanto os outros grandes poetas de sua geração vestiram o paletó e(ou) a camisa da oficialidade e(ou) o da reclusão, ele arriscou a jaqueta surrada da marginalidade e da maldição; enquanto uns cavavam prêmios e condecorações e outros se fechavam mais e mais em seus casulos, ele corria calçadas, mexendo com as moças, instigando jovens poetas sujos e cabeludos, espalhando boatos difamatórios sobre si mesmo. Criou uma imagem tão forte e polêmica sobre ele próprio, que às vezes ele mesmo esquecia quem realmente era: um sujeito frágil e religioso, bom pai, que ia à missa toda semana e rezava antes de dormir. E tinha uma das gargalhadas mais sinceras que conheci.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:200%;font-family:&#34;">Sempre estava cercado (e ajudado) por uma leva de boas almas, mas também por uma corja de parasitas, cujas benesses (e elogios) ele sabia manipular com maestria; todos admiradores de seus poemas e de seu comportamento arrojado. Sobre os de boa-fé quase sempre despejava injúrias, não raro alguns de seus melhores amigos e colaboradores saíram magoados de seu convívio; em cima dos oportunistas jogava iscas, elogios falsos e prefácios não escritos. Sempre esteve acima do bem e, principalmente, do mal; todos debitavam suas ações polêmicas ao seu gênio literário. Os ofendidos perdoavam sempre; os canalhas engordavam à sombra de suas asas negras.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:200%;font-family:&#34;">Estava acima do bem e do mal: tanto fazia engendrar um poema genial (e pendurá-lo no arame do varal) como caluniar um amigo que tanto o ajudara. Todos o perdoavam com um rizinho de escárnio.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:200%;font-family:&#34;">Estava acima do bem e do mal.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:200%;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-size:10pt;line-height:200%;font-family:&#34;">UNS ALTOS MUITO ALTOS, UNS BAIXOS...</span></span></strong><span style="text-decoration:underline;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:200%;font-family:&#34;">Ao amigo que me dizia que ele tinha altos e baixos, eu retrucava: “— E qual o poeta que não os têm!?”. Depois lembrava que para cada poema fraco dedicado a Lady Diana ou Chico Mendes (ou algumas rimas escatológicas) ele tinha no mínimo uma dúzia de versos endiabrados.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:200%;font-family:&#34;">Precisaríamos de alguém com muito talento, coragem e ética para fazer um inventário de sua vida e obra; alguém com isenção estética e moral para mapear suas forças e fraquezas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:200%;font-family:&#34;">Talvez com a devida distância do corpo físico.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;line-height:200%;font-family:&#34;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-size:10pt;line-height:200%;font-family:&#34;">A CAVERNA DO DRAGÃO</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:200%;font-family:&#34;">Na minha “Crônica da Gentilândia”, do livro <em>Fortaleza Voadora</em>, digo: “...e o velho dragão Alcides Pinto sobrevoando as copas das árvores, com suas asas negras — quando ele se cansa de resmungar sozinho em sua caverna e sai para assustar os últimos bêbados da Gentilândia”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:200%;font-family:&#34;">À sua casa corriam as mais diversas faunas literárias; escritores de várias idades, ideologias e estéticas, principalmente os mais jovens, que ficavam embevecidos com as atitudes despojadas, estridentes e loquazes do velho poeta.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:200%;font-family:&#34;">Sua residência mais famosa foi a da Rua Rodrigues Junior, casa grande, sempre muito freqüentada; ainda hoje muitos contas histórias e causos nem sempre verídicos, muitas fantasias e traquinagens ficaram no anedotário boêmio-intelectual dessa nossa loirinha desmiolada pelo sol, tão pródiga em tipos populares e bodes YoYôs, literários ou não.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:200%;font-family:&#34;">Já o conheci na Vila Cordeiro, na Av. Tristão Gonçalves, bem próximo à vilinha em que ainda hoje mora minha mãe. Habitava uma casa conjugada, numa pobreza franciscana mas digna, com sua querida filha Jamaica. Também conheci seu filho Antonin Artaud, um rapaz magro como o pai, porém de temperamento calmo, com uma timidez oposta à tagarelice do seu progenitor.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:200%;font-family:&#34;">Convivi por um bom tempo com o poeta (era meados dos anos 1990), através dele e de suas muitas visitas fiquei sabendo dos subterrâneos de nossa literatura, tão pródiga em fofocas e vaidades. Ali tive um curso intensivo de como transitar, e sair sem arranhões (embora eu não tenha tirado boas notas em algumas matérias) da famigerada guerrilha literárias e suas disputas por farelos e migalhas. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:200%;font-family:&#34;">Um dia me pediu para que organizasse seus contos, que estavam dispersos em um livro, <em>Editor de Insônias</em> (1965), e uma miscelânea, <em>Reflexões, terror, sobrenatural</em> (1984), além de alguns inéditos datilografados em folhar amarelecidas. Em 1997, o Dr. Martins Filho publica essa edição de seus contos completos, <em>Editor de Insônias e outros contos</em>, pela Coleção Alagadiço Novo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:200%;font-family:&#34;">Depois soube que ele andou criticando umas palavras que inseri como “Nota do Organizador”, ou sugerindo que eu estava querendo aparecer às suas custas. Nunca passei recibo nem tomei satisfação, apenas me afastei um pouco de seu convívio. Depois disso ele sempre repetia para mim ou para alguns amigos: “Se não fosse você, o livro não teria saído”, no que eu sempre respondia: “Pois não é, poeta. Quem sabe se um dia a gente não tira uma 2ª edição, não é!?”. No seu último livro tem um poema dedicado a mim (quem sabe ainda resquício de uma consciência pesada) e a Nilto Maciel, a quem levei, depois da volta definitiva deste ao Ceará, à sua casa e anunciei alto da porta:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:200%;font-family:&#34;">“— Poeta, tô aqui com o maior contista do Ceará!”, no que ele perguntou lá de dentro: “— Quem, poeta, o Airton Monte?”, acabando de vestir as calças; caímos na gargalhada.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:200%;font-family:&#34;">A última vez que o vi ele estava saindo da sua vilinha com a Jamaica, cumprimentei-o e ele me perguntou onde era o “Buraco da Gia”, pois estava querendo arranjar uma empregada e lhe deram um endereço, falei que era na Princesa Isabel, vizinho à minha casa, e fomos caminhando devagar. Quando chegou perto do beco ele parou, receoso, e disse que só entraria lá se eu fosse com eles, depois puxou uma pequena faca de mesa, dessas de cortar bife, e disse que estava preparado (mas que era bom eu entrar com ele, disse assombrado). Olhei para Jamaica, que também estava rindo, e disse que não tivesse receio que ali só morava gente de bem, e me despedi alegando ainda ir pegar minha filhinha no colégio.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:200%;font-family:&#34;">Não tive coragem de ir vê-lo em seu velório na Academia Cearense de Letras. Queria ficar com a lembrança dele vivo, alegre e brincalhão.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:200%;font-family:&#34;">E parece que estou vendo aquele sujeito magro (“tão magro que parecia estar sempre de perfil”, como bem disse, em seu <em>A Guerra</em><em> do Fim do Mundo</em>, Vargas Llosa), com sua gargalhada sempre sincera, dizendo — e apontando pra si mesmo — para os muitos anjinhos (ou demoninhos, tanto faz) que lhe cercam em algazarra:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:200%;font-family:&#34;">“— Agora quem manda aqui é esse poeta ‘Viadão Pós-Moderno’!”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:right;margin:0;" align="right"><span style="font-size:10pt;color:#333333;line-height:200%;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45.1pt;text-align:right;margin:0;" align="right"><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:&#34;">“Eu sou aquele que come as flores do aniversário.”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45.1pt;text-align:right;margin:0;" align="right"><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:&#34;">(José Alcides Pinto, </span><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">10/09/1923 — 03/06/2008</span><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:&#34;">)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;margin:0;"><strong><span style="text-decoration:underline;"></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:right;margin:0;" align="right"><strong><span style="text-decoration:underline;"></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:right;margin:0;" align="right">
<p class="MsoNormal" style="text-indent:45pt;line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p><strong><em><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:&#34;"><a href="http://palavrastodaspalavras.files.wordpress.com/2008/07/pedro-salgueiro-foto-poema_jose_alcides_pinto.jpg"><img class="size-full wp-image-3003  aligncenter" src="http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/files/2008/07/pedro-salgueiro-foto-poema_jose_alcides_pinto.jpg" alt="" width="500" height="475" /></a> </span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><strong><em><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:&#34;"> </span></em></strong></p>
<p><em><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"><strong>Pedro Salgueiro</strong> tem dois filhos, dez irmãos e derrubou algumas árvores para fazer diversos livros. Faz uns continhos que, de tão curtos, estão quase desaparecendo. Tem uma mãe que faz o melhor capote da cidade. Sente muita saudade de um pai que era sapateiro de chinelos e idéias.</span></em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O RESTO DA MINHA VIDA  poema de tonicato miranda]]></title>
<link>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=3000</link>
<pubDate>Fri, 18 Jul 2008 13:55:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>Equipe Palavreiros da Hora</dc:creator>
<guid>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=3000</guid>
<description><![CDATA[para os amigos do Varandaes
Triste&#8230; é assim
meus olhos choram
cinza&#8230; o jasmim
refletind]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><em><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">para os amigos do <strong>Varandaes</strong></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Triste... é assim</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">meus olhos choram</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">cinza... o jasmim</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">refletindo a cor do céu</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 12pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">cinzas no jardim e em mim</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">O que fazer agora</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">com o resto da minha vida...</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">ouvir Bill Evans, por horas</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">a tristeza escorrendo, se deixando levar</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 12pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">rio abaixo, tempo afora</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">O piano deixa cair um plim</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">notas musicais em seqüência</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">lentamente caem também de mim</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">são folhas da memória descendo</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 12pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">calmamente do rio ao mar, e ao fim</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">O que fazer amanhã</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">com o resto da minha vida</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">passear no parque envolto em lã</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">sentar num banco, mirar passarinhos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 12pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">ver na pedra Bashô e o salto da sua rã</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">O piano convida e eu vim</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">emprestar o ouvido à emoção</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">a lágrima pulando do olhar assim</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">mais do que rio, ela é o barco da alma</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 12pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">reflexo musical, um acorde: meu plim</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">O que fazer na próxima semana</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">com o resto da minha vida</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">papéis antigos, fumaça na cabana</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">neste inverno rigoroso revejo amigos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 12pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">um bom vinho pode me levar a Havana</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Triste... é assim</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">meus olhos choram</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">cinza... o jasmim</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">refletindo a cor do céu</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 18pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">cinzas no jardim e em mim</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Aos Senhores Burgueses e seus Capachos Políticos - poema de ubirajara passos]]></title>
<link>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=2997</link>
<pubDate>Fri, 18 Jul 2008 12:40:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>Equipe Palavreiros da Hora</dc:creator>
<guid>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=2997</guid>
<description><![CDATA[Quando a revolução bater à vossa porta
Não  lamentareis pela expropriação
Dos vossos caros ja]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;" align="center"><em><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Quando a revolução bater à vossa porta</span></em><em><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;"><br />
<em><span style="font-family:&#34;">Não  lamentareis pela expropriação</span></em><br />
<em><span style="font-family:&#34;">Dos vossos caros jatinhos e mansões.</span></em></span></em><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;"></span></p>
<p style="text-align:center;" align="center"><em><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Quando a revolução interromper vossas orgias,</span></em><em><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;"><br />
<em><span style="font-family:&#34;">Regadas a vinho cujo preço</span></em><br />
<em><span style="font-family:&#34;">De alguns milhares de reais é o máximo requinte,</span></em><br />
<em><span style="font-family:&#34;">Não sofrereis com o clamor dos “peões”</span></em><br />
<em><span style="font-family:&#34;">Pelo fuzilamento imediato</span></em><br />
<em><span style="font-family:&#34;">De vossos corpos vestidos do glamour</span></em><br />
<em><span style="font-family:&#34;">Que o trabalho exaustivo e acachapante</span></em><br />
<em><span style="font-family:&#34;">Da manada humana propicia.</span></em></span></em><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;"></span></p>
<p style="text-align:center;" align="center"><em><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Quando a insurreição incendiar-nos</span></em><em><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;"><br />
<em><span style="font-family:&#34;">E a liberdade iluminar a Terra,</span></em><br />
<em><span style="font-family:&#34;">Quando perderdes a “celebridade”</span></em><br />
<em><span style="font-family:&#34;">E a adoração abestalhada e inciente</span></em><br />
<em><span style="font-family:&#34;">Das mentes hipnotizadas</span></em><br />
<em><span style="font-family:&#34;">Pela vossa oca e envolvente “mídia”,</span></em><br />
<em><span style="font-family:&#34;">Não vos desesperareis, tanto,</span></em><br />
<em><span style="font-family:&#34;">Na falta do escravo assalariado,</span></em><br />
<em><span style="font-family:&#34;">Com a extinção de vossa vadiagem chique.</span></em></span></em><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;"></span></p>
<p style="text-align:center;" align="center"><em><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Vós sofrereis, sim,</span></em><em><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;"><br />
<em><span style="font-family:&#34;">Por não poder</span></em><br />
<em><span style="font-family:&#34;">Pisotear mais as cabeças de bilhões,</span></em><br />
<em><span style="font-family:&#34;">Nem gozar, histéricos, babando,</span></em><br />
<em><span style="font-family:&#34;">Com a tortura e o aniquilamento</span></em><br />
<em><span style="font-family:&#34;">Quotidiano das nossas vidas simples,</span></em><br />
<em><span style="font-family:&#34;">Que desgraçais, tornando ocas e infelizes,</span></em><br />
<em><span style="font-family:&#34;">Com o sádico tacão de vosso mando!</span></em></span></em><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;"></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ZULEIKA DOS REIS COMENTA EM "É E NÃO ESTÁ"]]></title>
<link>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=2989</link>
<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 19:59:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>Equipe Palavreiros da Hora</dc:creator>
<guid>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=2989</guid>
<description><![CDATA[COMENTÁRIO:
Zuleika dos Reis
Na lucidez dos lúcidos, fielmente loucos de si feito você (assim o p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 18pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"><a href="http://palavrastodaspalavras.files.wordpress.com/2008/07/zuleika-dos-reis-foto-2-copia-zuka-06-de-janeiro-de-2008.jpg"></a><a href="http://palavrastodaspalavras.files.wordpress.com/2008/07/zuleika-dos-reis-foto-2-copia-zuka-06-de-janeiro-de-20081.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-2993" src="http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/files/2008/07/zuleika-dos-reis-foto-2-copia-zuka-06-de-janeiro-de-20081.jpg?w=91" alt="" width="91" height="96" /></a>COMENTÁRIO:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 18pt;"><cite><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Zuleika dos Reis</span></cite></p>
<p style="margin-left:36pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Na lucidez dos lúcidos, fielmente loucos de si feito você (assim o poema atesta), nenhum ciclo é exato, pode nunca.Viver é mesmo muito perigoso, ah, mestre Rosa, mestre Rosa! E todo louco-lúcido/lúcido- louco, Lúcifer de si-mesmo, jamais desiste da Esperança da Epifania, jamais, muito menos ainda em Mundo-Falso-Eterno-Presente-Este-Estrangeiro de Si- do Outro.<br />
Abraço forte<br />
Zuleika.</span>
</p>
<p style="margin-left:36pt;"> </p>
<p style="margin-left:36pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">VEJA o tema : <a href="http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/2008/07/08/e-e-nao-esta-poema-de-jb-vidal/#comments">AQUI.</a></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[MANOEL DE ANDRADE COMENTA EM "O LIVREIRO DE CABUL"]]></title>
<link>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=2985</link>
<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 19:48:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>Equipe Palavreiros da Hora</dc:creator>
<guid>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=2985</guid>
<description><![CDATA[COMENTÁRIO:

Manoel de Andrade
É bem isso aí, caro Salomão. A industria editorial, como a fonogr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"><cite><span style="font-family:&#34;"><a href="http://palavrastodaspalavras.files.wordpress.com/2008/07/manoel-de-andrade-foto-dele-img_7355.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-2995" src="http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/files/2008/07/manoel-de-andrade-foto-dele-img_7355.jpg?w=64" alt="" width="64" height="96" /></a>COMENTÁRIO:</span></cite></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"><cite></cite></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"><cite><span style="font-family:&#34;">Manoel de Andrade</span></cite></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">É bem isso aí, caro Salomão. A industria editorial, como a fonográfica, no mundo inteiro, está promovendo a cultura unicamente pelos “valores” de mercado. “Campeõs de venda” nas listas de grandes jornais e revistas??? “Formadores de opinião literária”??? Esta encomenda faz parte do marketing mafioso das editoras. É preciso resistir. O que é difícil…, numa cultura cada vez mais marcada pela alienação e pela aparência. Nesse shopping de ilusões que é o mundo, só se consome o que está na vitrine e, infeslizmente, a grife está marcando também a literatura. É imprescíndível ter espírito crítico quando se entra nesse bazar sedutor da pós-modernidade, onde estão expostas as “novas tendências”, a decantada “conceitualidade” e todo esse irreverente varejo intelectual. Mas tudo isso faz parte do jogo globalizado. Temos que resistir até a últimas trincheiras. Sobre este livro, tenho-o visto por aí, quase todo dia, por que também sou um rato a procura de um bom pedaço de queijo. Agora…, como não uso meu tempo com a leitura de best-sellers, nada posso comentar.</span></p>
<p> </p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"><em>VEJA completo: </em><a href="http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/2008/01/07/o-livreiro-de-cabul-reportagem-ficcao-ou-farsa-por-salomao-rovedo/"><em>AQUI.</em></a></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[CARLO PAOLUCCI COMENTA em "A PASSEATA DOS CEM MIL"]]></title>
<link>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=2983</link>
<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 19:39:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>Equipe Palavreiros da Hora</dc:creator>
<guid>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=2983</guid>
<description><![CDATA[Comentário:
1968, o ano q nunca terminará
O mundo de 68 começa a revidar às bestialidades patroc]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Comentário:<br />
1968, o ano q nunca terminará</p>
<p>O mundo de 68 começa a revidar às bestialidades patrocinadas pela direita-profissional na guerra fria e aos genocídios de Che Guevara e do povo vietnamita, e dá inicio a luta urbana através da esquerda-com-raiva, q deflagra sua cratera-lunar(expressão belga: desprezo à perfídia norte-canalha-americana e seu (i)mundo hollywoodiano). Inicia-se pelo movimento universitário em Nanterre-França, onde, liderados p Bendit-Le-Rouge, invade a Europa e toma universidades/ruas do mundo (pasmem, até em Bercley-Califórnia). Ameaçados pelos terroristas da c.i.a. de intervenção da OTAN, a direita-profissional promove a carnificina na cidade-luz. A mídia pró-ocidental omite esses fatos, assim como o fez nas barbáries argelina(63) &#38;amp; vietnamita(67/75). Lá, HOCHIMIN inicia a expulsão da canalha americana da Indochina, iniciada em Quang Tri(73). Essa canalha já vem ofertando ao mundo inúmeros crimes de lesa-humanidade, a saber: A)extermínio da nação indígena. B)Ku Klus<br />
Klan. C)450 mil calcinados em Hiroxima e Nagazaki. D)genocídio de 3,5 milhões de heróis vietnamitas. E)invasões de Granada, Panamá, Belize. F)gasolina p vidas no Iraque. G)a hipocrisia ilegal em Guantánamo. Na década de 60, Kennedy, o gãngster-mor, ñ conseguindo invadir Cuba(varridos na Baía dos Porcos-61) fabrica a crise dos mísseis cubanos p camuflar os 75 mísseis atômicos apontados p Moscou instalados na Turquia. Depõe governos democraticamente eleitos no Cone Sul e implanta a tortura através de sua infame Aliança p o Progresso. Mas Dan Mitrione, um Torquemada da Operação Condor(travestido de monitor de tráfego) é heroicamente justiçado pelos Montoneros argentinos. Após o golpe de 64 os terroristas da c.i.a. se reapresentam e instruem a direita-profissional tupiniquim com técnicas de tortura &#38;amp; assassinato. Com a Passeata dos 100 Mil(Rio) se iniciam os anos de chumbo através do AI-5 e Operação Obam, e o BRAZIL se transforma no país-vomitório dos<br />
norte-canalha-americanos. A ditadura tupiniquim acrescenta o exílio aos q reagem c ações armadas ou políticas. Quem ñ é jogado vivo ao mar é jogado semimorto em Argel/Paris/Bruxelas. A Igreja, cúmplice do golpe na 1ª hora, sai às ruas após freis Beto/Tito, Herzog, Manoel Fiel Filho, Stuart Angel. Hoje, com as piores lembranças supostamente pacificadas, eu posso dizer EU LUTEI! Mas por que torturadores ñ podem dizer EU TORTUREI? Simples, o (i)mundo hollywoodiano ñ os quer perto dos holofotes, pois lhes reserva o lugar de sua eterna desonra, os porões. O mundo de 68 jamais terminará p os bufões da direita-profissional!!!!</span>
</p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>VEJA completo: </em><a href="http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/2008/05/05/1968-a-passeata-dos-cem-mil-por-manoel-de-andrade/#comments"><em>AQUI</em></a></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[VALORES na VIDA em SOCIEDADE - por vicente martins]]></title>
<link>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=2981</link>
<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 19:19:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>Equipe Palavreiros da Hora</dc:creator>
<guid>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=2981</guid>
<description><![CDATA[

Os valores não surgem na vida em sociedade como um trovão no céu. São construídos na vida fam]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-indent:11.35pt;margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="text-indent:11.35pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;"></span></p>
<p><strong><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Os valores não surgem na vida em sociedade como um trovão no céu. São construídos na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas escolas, nas manifestações culturais, nos movimentos e organizações locais. Conhecê-los, compreendê-los e praticá-los é uma questão fundamental da sociedade atual.</span></strong><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:11.35pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:11.35pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Perguntei à minha filha Mariana, de 11 anos, o que pensava da seguinte situação: um pai, vendo um filho passar fome, resolve roubar alimentos em um supermercado no bairro em que mora. Ele agiu certo ou errado ao cometer esse delito? Ela me respondeu: “Acho que ele agiu certo porque ao ver o filho com fome não suportou a cena de miséria em sua casa e não teve saída senão roubar. Por outro lado, também agiu errado por ter roubado o supermercado; afinal, roubar é uma ação feia”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:11.35pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">O exemplo acima pode nos dar uma idéia da complexidade que é viver em sociedade. A luta por um mundo melhor, por uma civilização mais humana, mais democrática e mais justa tem sido, historicamente, construída pelo homem.<span>  </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:11.35pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Atualmente, os governos, as organizações não-governamentais e os cidadãos do mundo lutam pela eqüidade. O que é a eqüidade? É uma forma de praticar a Justiça, isto é, o respeito à igualdade de direito de cada um, que independe do que está escrito nos códigos jurídicos. No século 21, a sociedade civil e política quer que todos pratiquem a eqüidade como expressão de um sentimento do que se considera justo, que seja expressa em forma de virtude de quem ou do que (atitude, comportamento, fato etc.) manifesta senso de justiça, imparcialidade, respeito à igualdade de direitos dos homens. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:11.35pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Por isso, na Filosofia, a ética é o ramo de estudos que cuida particularmente de investigar os princípios que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano. Ela reflete especialmente a respeito da essência das normas, valores, prescrições e exortações presentes em qualquer realidade social. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:11.35pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Podemos observar que as ações humanas, em face de sentimentos, estímulos sociais ou de necessidades íntimas, requerem, para a boa convivência na vida social, bons costumes, boa conduta, segundo os preceitos socialmente estabelecidos pela sociedade. Uma pessoa, mesmo com as mais contundentes e sensíveis justificativas, em situação de privação material ou de fome, comete um crime ao roubar para alimentar-se. Roubar é um ato que fere a moral e os bons costumes. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:11.35pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Entre as diferentes ambiências humanas, a escola tem sido, historicamente, a instituição escolhida pelo Estado e pela família, como o melhor lugar para o ensino-aprendizagem dos valores, de modo a cumprir (em se tratando de educação para a vida em sociedade) a finalidade do pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o mundo do trabalho. Sem a prática de valores, não podemos nem falar em cidadania.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:11.35pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Sendo assim, caberá às instituições de ensino a missão de ensinar valores no âmbito do desenvolvimento moral dos educandos. Através da seleção de conteúdos e metodologias que favoreçam temas transversais (Justiça, Solidariedade, Ética etc.), presentes em todas as matérias do currículo escolar, os valores podem ser conhecidos e aplicados na vida diária.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:11.35pt;margin:0;"><em><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:11.35pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:11.35pt;text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Decálogo dos valores</span></strong><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:11.35pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Confira abaixo dez conceitos que podem ser desenvolvidos para melhorar a nossa vida em sociedade:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:11.35pt;text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Autonomia:</span></strong><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;"> Refere-se ao valor que reconhece o direito de um indivíduo tomar decisões livremente, ter sua liberdade, independência moral ou intelectual. É a capacidade apresentada pela vontade humana de se autodeterminar segundo uma norma moral por ela mesma estabelecida, livre de qualquer fator estranho ou externo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:11.35pt;text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Capacidade de convivência:</span></strong><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;"> Valor que desenvolve a capacidade de viver em comunidade, na escola, na família, nas igrejas, nos parques, enfim, em todos os lugares onde se concentram pessoas, de modo a garantir uma coexistência interpessoal harmoniosa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:11.35pt;text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Diálogo: </span></strong><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Valor que reconhece na conversa um momento da interação entre dois ou mais indivíduos, em busca de um acordo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:11.35pt;text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Dignidade da pessoa humana: </span></strong><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Valor absoluto que cada ser humano tem. A pessoa é fim, não meio. A pessoa tem valor, não preço.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:11.35pt;text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Igualdade de direitos: </span></strong><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Valor inspirado no princípio segundo o qual todos os homens são submetidos à lei e gozam dos mesmos direitos e obrigações.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:11.35pt;text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Justiça:</span></strong><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;"> É o valor mais forte. Manifesta-se quando a pessoa é capaz de perceber ou avaliar aquilo que é direito, que é justo. É o princípio moral em nome do qual o direito deve ser respeitado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:11.35pt;text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Participação social:</span></strong><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;"> Valor que se desenvolve à medida que nos tornamos parte da vida em sociedade e leva-nos a compartilhar com os demais membros da comunidade conflitos, aflições e aspirações comuns.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:11.35pt;text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Respeito mútuo: </span></strong><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Valor que leva uma pessoa a tratar outra com grande atenção, profunda deferência, consideração e reverência. A reação da outra será no mesmo nível: o respeito mútuo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:11.35pt;text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Solidariedade: </span></strong><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Valor que se manifesta no compromisso pelo qual as pessoas se obrigam umas às outras e cada uma delas a todas, particularmente, diante dos pobres, dos desprotegidos, dos que sofrem, dos injustiçados, com o intuito de confortar, consolar e oferecer ajuda.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:11.35pt;text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Tolerância: </span></strong><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Valor que se manifesta na tendência a admitir, nos outros, maneiras de pensar, de agir e de sentir diferentes ou mesmo diametralmente opostas às nossas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:11.35pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:11.35pt;margin:0;"><em><strong><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">Vicente Martins, </span></strong><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:&#34;">professor da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), Sobral, CE. </span></em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[SEM CÍRCULO VICIOSO - por darlan cunha]]></title>
<link>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=2979</link>
<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 18:49:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>Equipe Palavreiros da Hora</dc:creator>
<guid>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=2979</guid>
<description><![CDATA[O jardim, o quintal e a garagem onde se deposita 
quinquilharias, em tudo tu entras
e sais de lá de]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">O jardim, o quintal e a garagem onde se deposita </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">quinquilharias, em tudo tu entras</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">e sais de lá deixando o rastro inerente</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">a quem prepara uma artimanha ou uma surpresa no meio</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">da noite, e eu me arguo querendo saber mais</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">sobre o ofício de viver, em vão</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">calço botas e visto luvas, me asseguro de beber e comer algo</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">antes de pôr os pés onde as mãos não vão, de pôr as mãos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">onde primeiro deveria ir a prudência, mas</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">em se tratando de ti, de ti que ilude </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">a ilusão, melhor assim esteja eu: abrindo-me devagar</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">como um olho ou uma 'munheca' de samambaia,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">porque o sol volta e re-volta há noites e pesadelos, há</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">sonhos novos e envelhecidos.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[COLÔNIA CECÍLIA a TERRA PROMETIDA - por deborah o'lins de barros]]></title>
<link>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=2976</link>
<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 13:18:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>Equipe Palavreiros da Hora</dc:creator>
<guid>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=2976</guid>
<description><![CDATA[No século XIX gostava-se de novidades&#8230;
D. Pedro II adorava fotografia,
nos trouxe o telephone]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">No século XIX gostava-se de novidades...</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">D. Pedro II adorava fotografia,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">nos trouxe o telephone</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">e sua esposa, Teresa Cristina,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">estudou até arqueologia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">E tamanha foi a curiosidade,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">que quando um italiano propôs uma "experiência",</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">vejam só que ironia:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">o Brasil, na época da monarquia,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">foi Terra Prometida até para a Anarquia!</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O CARTUNISTA "PAIXÃO" (gazeta do povo) ABRE EXPOSIÇÃO de  CARTUNS, HOJE!]]></title>
<link>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=2971</link>
<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 12:49:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>Equipe Palavreiros da Hora</dc:creator>
<guid>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=2971</guid>
<description><![CDATA[Cartunista Ademir Paixão apresenta mostra de cartuns políticos no Beto Batata
 
O cartunista Adem]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"><span style="color:#ff0000;">Cartunista Ademir Paixão apresenta mostra de cartuns políticos no Beto Batata</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">O cartunista Ademir Paixão abre a exposição Paixão e Cidadania nesta quinta-feira, dia 17, às 20 horas no Espaço Cultural Beto Batata (R. Professor Brandão, 678 – Alto da XV). A mostra individual apresenta uma espécie de retrospectiva de carreira com 50 cartuns originais – recentes e mais antigos – escolhidos por Paixão como parte de sua obra mais significativa nos últimos anos. Na galeria de personagens desenhados estão muitos políticos – nacionais e internacionais – que servem como fonte de inspiração para Paixão mostrar com bom humor as notícias que tiram a gente do sério.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Dono de um traço singular, Paixão é cartunista titular do jornal Gazeta do Povo onde diariamente busca com seus desenhos revelar de forma sucinta o que está acontecendo no Brasil e no mundo. Apesar do olhar crítico, seus pincéis oferecem sempre um viés curioso e suave da notícia escolhida por ele. Nessa exposição o presidente Lula aparece em um momento como “O Aviador”, personagem de cinema estrelado por Leonardo Di Caprio. Em outro o presidente Bush comemora o afastamento de Fidel Castro do governo cubano. Em outro desenho, mais recente, Paixão é implacável e mostra o banqueiro Daniel Dantas entrando numa prisão com porta giratória do tipo:entra-e-sai.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Assim, nessa exposição o público vai poder contemplar um pouco desse universo de Paixão que trata com bom humor e cidadania a vida contemporânea brasileira e internacional. O melhor de tudo é que contemplando os desenhos da mostra o espectador, quando menos espera, está dando risada de personagens que normalmente dá vontade de chorar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Serviço:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Exposição Paixão e Cidadania – com 50 obras d o cartunista Ademir Paixão. Neste quinta-feira, dia 17, às 20 horas no Espaço Cultural Beto Batata (R. Professor Brandão, 678). Tel: 3262-0840. Horário de visitação: diariamente, do meio-dia à meia-noite. Entrada franca. A exposição fica em cartaz até o dia 31 de agosto.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Mais informações e entrevistas:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">RB – Escritório de Comunicação</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Rodrigo Browne (41) 9145-7027</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"><a href="http://palavrastodaspalavras.files.wordpress.com/2008/07/paixao.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2972" src="http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/files/2008/07/paixao.jpg" alt="" width="500" height="322" /></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">-------------------------------------------------</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"><a href="http://palavrastodaspalavras.files.wordpress.com/2008/07/paixao1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2973" src="http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/files/2008/07/paixao1.jpg" alt="" width="500" height="329" /></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">-----------------------------------------------------------</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"><a href="http://palavrastodaspalavras.files.wordpress.com/2008/07/paixao4.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2974" src="http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/files/2008/07/paixao4.jpg" alt="" width="500" height="329" /></a></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[DELIRIUM GINICOLÓGICUS poema de marilda confortim]]></title>
<link>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=2969</link>
<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 23:46:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>Equipe Palavreiros da Hora</dc:creator>
<guid>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=2969</guid>
<description><![CDATA[ 
Um estado febril me abate
O corpo dolorido, reclama
Passo os dias em meu catre
Presa em minha po]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Um estado febril me abate</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">O corpo dolorido, reclama</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Passo os dias em meu catre</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Presa em minha pobre cama.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">É gripe, dizem os otimistas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Tome um chá que logo passa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Uma aspirina, talvez um uisqui.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Guaco, limão, mel e cachaça.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Talvez seja a menopausa...</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Faço exames, reviro tudo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">“Não querida, não é essa a causa!”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Me diz o doutor voz de veludo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Então é aids, estou morrendo?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Eu mato aquele desgraçado!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Deus me livre! Eu me arrependo!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Juro! Nunca mais cometo pecado. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">E o médico ri, às gargalhadas</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">"Veja lá com quem estás saindo"</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Fico vermelha, encabulada,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Pego a roupa e vou vestindo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">"Fique tranqüila. Deu negativo</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">E tire essa roupa de uma vez"</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Doutor, não faça isso comigo...</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Eu volto daqui a um mês.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Examina o termômetro: 36.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Puxo assunto:  será que chove?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">"Respire fundo e diga 33"</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Doutor, pode ser sessenta e nove?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Nem ri da piada e apalpa meus seios.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Pensa que sou de ferro, o rapaz.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">"Tem um carocinho, aqui no meio"</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Só um? Procure bem, que tem mais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Ele não dá bola pra minha fantasia</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">e metódico inicia o papanicolau.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Sádico, pega o bico de pato e enfia</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">aquele especulo frio no canal vaginal.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Com se eu fosse uma melancia<span>  </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">recolhe amostras do meu interior.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Pensa que sou um vegetal, fria...</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">É um insensível, esse doutor !</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">“Pronto. Pode se vestir, Dona Maria.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Está tudo bem, é só uma gripe.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Traga-me o resultado da mamografia</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">e trate de controlar seu apetite“</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Filho da ....<span>  </span>que alívio doutor!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Eu estava tão preocupada.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Pensava que fosse um tumor.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Já me sentia desenganada.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">“Não brinque com coisas sérias.<span>  </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Doença não é assunto pra poesia. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Tome um analgésico, tire férias</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">E cuidado com a hipocondria”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Cabeça de mulher é complicada</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">É um trem barulhento, confuso </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Tem que manter bem lubrificadas</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 70.9pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">As idéias, porcas e parafusos. </span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ENSAIO PARA UM POEMA de philomena gebran]]></title>
<link>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=2966</link>
<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 18:51:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>Equipe Palavreiros da Hora</dc:creator>
<guid>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=2966</guid>
<description><![CDATA[Empilhei minhas palavras
Arrumei todas as frases
Pondo todos os pingos nos is.
Cuidei de todas as v]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Empilhei minhas palavras</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Arrumei todas as frases</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Pondo todos os pingos nos is.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Cuidei de todas as vírgulas</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Dei especial atenção</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">As crases e aos fraseados</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Enfileirei reticências</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Coloquei exclamações</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Ordenei os pontos e vírgulas</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">O til os acentos graves</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Não esqueci o circunflexo</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Nem tão pouco o agudo</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Compus bem a concordância</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Exclui a interrogação</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Pra que ninguém duvidasse</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Do cuidado que tomei</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">No preparo do discurso.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">E tem mais</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Palavras não repetidas</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Pronomes verbos certinhos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Sem desprezar advérbios</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Artigos e tudo o mais</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Adjetivos escassos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Pra não cansar o leitor.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Apenas o necessário</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Cabível dentro do texto</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">E pronto!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Tudo bem arrumadinho</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Pra começar a escrever</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Posso escolher com cuidado</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Está tudo a minha frente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Mas.... o que é mesmo</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Que eu tinha a dizer?</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Por que os homens procuram prostitutas? Urso explica!]]></title>
<link>http://pergunteaourso.wordpress.com/?p=275</link>
<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 13:15:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>Urso Branco</dc:creator>
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<description><![CDATA[Ainda tem gente que pergunta...
Caro Urso, dado os últimos acontecimentos envolvendo jogadores de f]]></description>
<content:encoded><![CDATA[[caption id="attachment_276" align="aligncenter" width="400" caption="Ainda tem gente que pergunta..."]<img class="size-full wp-image-276" src="http://pergunteaourso.wordpress.com/files/2008/07/sexy_400x140.png" alt="Ainda tem gente que pergunta..." width="400" height="140" />[/caption]
<p>Caro Urso, dado os últimos acontecimentos envolvendo jogadores de futebol e garotas de programa, gostaria de saber sua opinião sobre a prostituição. Por que os homens procuram prostitutas? Rogéria</p>
<p>Olá “Astolfo”! Para quem não entendeu a ironia, vai aqui a legenda, Astolfo é o nome no registro do travesti carioca mais famoso do Brasil, a Rogéria. Se quiser saber mais procura no Google...</p>
<p>Bom, adorei a pergunta e prometo tentar não me alongar muito na resposta, apesar do assunto render, ok?</p>
<p>A prostituição, como muitos sabem, é uma profissão das mais antigas do mundo, acredito que começou no tempo das cavernas, o cidadão saia com sua clava atrás de algo para comer e depois de uma batalha de vida ou morte voltava para casa com o sustento da família. Acontece que no meio do caminho ficava a caverna da Dona Uga, viúva de outro caçador que fora devorado pela caça, daí é só somar dois mais dois. Como ela não tinha força física para caçar e nem inteligência suficiente para produzir algo que pudesse trocar, ela só sabia fazer uma coisa: entreter os homens! Essa troca de felicidade momentânea pelo sustento originou toda essa putaria que vemos agora, outro dia escreverei sobre os motivos que levam uma mulher a prostituir-se.</p>
<p>É preciso entender que, no Brasil, a prática da prostituição não é crime, mas sim o local destinado a promovê-la. Trocando em miúdos, se você quer vender o corpo, problema seu, se alguém quiser vende-lo já é outra história. O que leva a outra pergunta: Como alguém consegue abrir uma zona? Muito simples, abrem com alvará de bar, restaurante, casa de shows e até mesmo hotel. Os proprietários alegam que não sabem nada sobre acordos financeiros entre as garotas e os clientes.<!--more--></p>
<address>
<p style="margin:0 0 0.0001pt;"><a title="Clique aqui e saiba mais" href="http://www.insightpublicidade.com.br/blog/red/urso_sq.asp" target="_blank"><img class="alignright" style="border:0 none;margin:0 5px;" src="http://www.insightpublicidade.com.br/blog/red/urso_sq.gif" alt="" width="180" height="150" /></a></p>
</address>
<p>Antes que alguma leitora me pergunte se existem prostíbulos destinados ao público feminino, existem, mas eu não recomendo, a freqüência nestes locais é muito maior por parte de outros “homens”.</p>
<p>Agora que já entendemos um pouco mais a questão de forma geral, vamos às respostas de sua pergunta, sim, respostas. Não existe um motivo exclusivo que faça os homens procurarem as moçoilas, vamos aos principais:</p>
<p><strong>Poder</strong><br />
Muitos homens têm fixação pelo poder, consideram o ato de possuir uma mulher sem que ela o deseje, apenas em troca de grana, uma experiência muito prazerosa.</p>
<p><strong>Necessidade</strong><br />
Lembra da história do cara de 36 anos que ainda é virgem? Então, ele já se pronunciou afirmando que não procurará ajuda profissional, boa sorte! Porém, existem outros homens que também não tem muita habilidade no trato com as mulheres, mas decidiram não se acabar na “mão”. Pode até parecer impossível, mas conheço figuras que só dão uma se pagarem.</p>
<p><strong>Deficiência</strong><br />
Não raro é a presença de pessoas com algum tipo de deficiência física ou mental nos locais destinados a prostituição. Aqueles que têm problemas com a aparência são figurinhas carimbadas, pois não são discriminados como acontece normalmente. Homens com certos tipos de retardo mental costumam ficar agressivos se não liberarem a tensão sexual... E tem gente que diz que a vida delas é fácil...</p>
<p><strong>Desejos reprimidos</strong><br />
Cerca de 50% dos homens consumidores assíduos desse produto são adeptos ao famoso fio-terra, o Data Urso, através de uma pesquisa extensa, descobriu que um em cada dez homens que pagam prostitutas gostam de ser dominados, com consolo e tudo mais.</p>
<p>Muitos pedem para que as moças andem (de salto) em cima do rapaz, urinem nele, chamem-no de corno ou batam nele.</p>
<p><strong>Auto-afirmação</strong><br />
Existem também aqueles que vão com a onda, se os amigos vão, ele também vai, assim não fica de fora da turma.</p>
<p><strong>Praticidade</strong><br />
Homens têm testosterona e esse hormônio mexe com a cabeça, ou melhor, com as cabeças dos rapazes. Daí muitos querem apenas uma relação sexual sem maiores comprometimentos, sem ter que conhecer pai e mãe, sem criar vínculo afetivo com a mulher, essas coisas. Resumindo, querem tirar a porra da cabeça de forma não-burocrática!</p>
<p><strong>Diversidade</strong><br />
Foi feita uma pesquisa com um boi e uma vaca, depois que o boi acasala com determinada vaca ele não quer dar um repeteco na bichinha. Chegaram até a pintar a vaca de outra cor e nada. O boi continua querendo comer coisa diferente. Têm caras que funcionam nessa toada, não agüentam comer a mesma coisa todos os dias.</p>
<p><strong>Pacote completo</strong><br />
Em alguns casos, pode ser que a falta de alguns itens na relação convencional leve o cidadão a procurar as profissionais. “Sexo oral até o fim” e “sexo anal” são os mais requisitados as “moças de família”, algumas cobram extras por esses “benefícios”</p>
<p>Cara Rogéria “Astolfo”, não sei se era isso que você queria ler, talvez você esteja procurando uma brecha para aumentar as vendas do setor de travestis, mas está aí.</p>
<p>Abraço do Urso</p>
<p><a href="http://pergunteaourso.wordpress.com/2008/07/10/encontro-dos-leitores-e-blogueiros-em-foco-chegamos-a-500000-visitas-confira-o-que-pegou-fogo/" target="_blank"><em>Obs.: Pessoal, apenas para lembrá-los, amanhã, a partir das 20:30h, teremos mais um encontro dos leitores em São Paulo. Será no Yamaai – Rua Julio Diniz, 158 – Vila Olímpia. Óbvio que estarei lá!</em></a></p>
<p><em><a href="http://clubedolar.promocaocultural.com.br" target="_blank">Obs.2: Participem da promoção cultural do Clube do Lar, são 100 prêmios para as 100 melhores frases, basta clicar aqui!.</a></em></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://www.insightpublicidade.com.br/blog/red/urso_banner.asp" target="_blank"><img class="aligncenter" style="vertical-align:middle;" src="http://www.insightpublicidade.com.br/blog/red/urso_banner.gif" alt="" width="440" height="71" /></a></p>
<address><span style="color:#993366;">Não esqueçam de votar na enquete na coluna direito do blog ou no <a title="Clique e vote na enquete no Orkut" href="http://www.orkut.com/CommPollVote.aspx?cmm=40636111&#38;pct=1209416833&#38;pid=443602977" target="_blank">orkut</a>!</span></address>
<address><span style="color:#993366;">Meu Msn é pergunteaourso@gmail.com, fico bastante offline, mas de vez em quando dou plantão!</span></address>
<address><span style="color:#993366;">Enviem perguntas para o e-mail: <a href="mailto:pergunteaourso@gmail.com" target="_blank">pergunteaourso@gmail.com</a></span></address>
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<address>Leia também:</address>
<address> </address>
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]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[MARÍTIMO poema de manoel de andrade]]></title>
<link>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=2949</link>
<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 13:04:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>Equipe Palavreiros da Hora</dc:creator>
<guid>http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/?p=2949</guid>
<description><![CDATA[ 
 
 
Quando a vida te exilou num cais de pedra,                        ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Quando a vida te exilou num cais de pedra,<span>                                                                        </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">teus vinte anos desabaram numa tarde do mundo...</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">e tu ficaste...</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">ficaste tão somente com o sal das tuas lágrimas,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">preso à magia dos teus barcos de papel</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">e ao feitiço sonoro dos grandes caramujos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">que te embalaram a infância com a sinfonia íntima dos mares.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Tuas lágrimas nunca molharam a tua face</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">mas transformaram tua alma numa laguna imensa.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Teu olhar... translúcido de pérola e verde</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">restou... sem a tatuagem dos oceanos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Teu barco,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">atrelado à fantasia,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">soçobrou nas brechas das calçadas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Teu canto, sem proa e sem rumo,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">silenciou nos abismos do teu ser.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">E tu... ficaste</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">impotente...</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">atado ao mistério do destino.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Sim, tu ficaste</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">tu... o grande marítimo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">e teu coração afogou-se na vazante</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">e a vida te partiu em dois pedaços</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">e tiveste que sobreviver entre as lembranças indeléveis do teu sonho</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">e a súbita consciência de um dever a ser cumprido.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">E tu... ficaste</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">na penumbra</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">na desfigurada penumbra das margens</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">sem a passagem do Gibraltar</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">sem cruzar o Helesponto</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">sem o farol na noite,<span>  </span>sem a terra à vista</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">sem a visão do iceberg solitário.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Tu ficaste sem a aurora<span>  </span>e<span>  </span>o crepúsculo perfeitos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">sem o vôo do<span>  </span>albatroz e a dança das baleias</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">sem as monções, sem os alísios</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">sem o marulho e a calmaria.<span>                                                                                                    </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Tu herdaste apenas<span>  </span>uma onda solitária</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">apagando sempre os teus passos na areia</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>                                                                                                                                                           </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Sim... tu ficaste!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">algemado à pesada âncora do sonho<span>                                                                     </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">escamoteando os teus suspiros</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">e a tua inconfessável angústia.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">De todos os navios,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">de todas as tripulações,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">restou apenas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">a tua efígie de grumete</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">como um clandestino escondido no sacrário do teu ser,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">a banhar-se agora nas marés e no orvalho da poesia...</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">refrigério</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">ressurreição</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">alaúde soluçante.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Já não ousas sonhar com a fascinante travessia dos fiordes</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">com a paisagem insular da Polinésia</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">com a visão das ilhas distantes</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">quais manchas cinzentas recortadas no azul</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">miragens impassíveis flutuando na linha do horizonte.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Já não sonhas com a marinha imensidão marinha</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">com a brisa aromática dos golfos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">e as sonâmbulas gaivotas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">e contudo... sentes,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">pressentes que sempre haverá um norte,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">haverá sempre um porto à tua espera</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">que haverá outros navios como o Granma</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">transportando oitenta e dois heróis e o sonho imenso de um povo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">e eis que agora te ilumina o farol ofuscante desta Ilha</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">e eis que o fogo dessa pira acesa no Caribe</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">será a forja que acenderá<span>  </span>nova utopia</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">iluminando os caminhos de outras Sierras</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">e o rumo dos novos navegantes.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>                                                               </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Com essa luz recriarás teu canto</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">anunciando a saga dos novos comandantes</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">e teu verso cuspirá na face indisfarçável dos verdugos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">e beijará o rosto deslumbrante da esperança</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">e tu cantarás um sol atrás dessa penumbra</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">porque além dessa<span>  </span>insuportável sombra sobre a pátria</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">seremos sempre um povo navegando</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">porque haverá outros veleiros como o Mayflower</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">transportando os patriarcas de uma nova raça</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">navegando<span>  </span>na própria Via Láctea</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">navegando sob o signo do Cruzeiro</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">ao sul do Continente</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">no roteiro de um destino luminoso.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Tu ficaste...<span>                                                                          </span><span>                                                      </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">e contudo... no âmago da alma,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">impassível,<span>                                                                                                                   </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">ontem, hoje, amanhã...sempre,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">como um enigma.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">restará o mar...</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">o mar que se espraia em tua vida</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">o mar que salga os teus pés e lava a tua alma</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">o mar onde teu sonho desde sempre singra os mares</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">navegando nas trirremes e nas galeras<span>  </span>do Mar Egeu</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">nos galeões de todas as bandeiras</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">no convés movimentado dos paquetes </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">na proa das chalupas na costa americana do Pacífico</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">nos grandes vapores oceânicos que riscaram os mares no século passado</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">na navegação de cabotagem</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">e no longo curso dos modernos navios mercantes.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Ah... o mar...<span>  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">o mar onde teu olhar navega em tudo que flutua</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">o mar onde um dia teu sonho buscou um capitão<span>                                                                                                                       </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">o mar que ainda te espera</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">o mar...</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">sempre o mar</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>                                                               </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">o mar de sempre<span>    </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">o mar de todos os tempos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">os cálidos mares primordiais</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">o mar sem navegantes</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">o mar da solidão perfeita</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">o berço da vida</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">o laboratório milenar das espécies<span>                     </span><span>                                                                                                      </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">o mar mitológico dos argonautas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">o mar homérico nos mares adversos de Ulisses</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">o mar dos navegadores micênicos</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">o mar dos gregos e fenícios</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">talassa, talassa, o mar dos dez mil retirantes</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">talassa, talassa...</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">enfim... o mar, o mar... diz Xenofonte.<span>                                                                                                     </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">O Mare Nostrum...</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">o berço do Ocidente</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">o mar dos romanos e cartagineses</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">dos venezianos e genoveses</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">a rota marítima dos grandes navegantes</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">o mar da Coroa Espanhola</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">o mar Mediterrâneo de Filipe II.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">O Mar do Norte</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">o mar cortado pela proa alta dos vikings</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">o mar dos navegadores noruegueses<span>                                  </span><span>                                          </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">dos batedores marítimos do primeiro milênio</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">o mar cantado nos versos imortais de Heine.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">O mar quinhentista, o mar da Escola de Sagres</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">os mares remotos sonhados por Dom Henrique, o Infante, o Navegador,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">o mar das caravelas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">o mar que descobriu o Novo Mundo<span>                                         