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	<title>dialogo-inter-religioso &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "dialogo-inter-religioso"</description>
	<pubDate>Sun, 20 Jul 2008 07:59:26 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[História das Religiões nas escolas II]]></title>
<link>http://gremiohebraico.wordpress.com/?p=139</link>
<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 11:50:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>Grémio Hebraico</dc:creator>
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<description><![CDATA[
A história comparada das religiões deveria ser ensinada na escola pública

- defendeu António R]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align:left;">A história comparada das religiões deveria ser ensinada na escola pública</p>
</blockquote>
<p><em><span style="font-style:normal;">- defendeu António Reis, Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano - Maçonaria Portuguesa, no decorrer no colóquio internacional sobre “O Contributo das Religiões para a Paz” que reuniu em Lisboa, nos dias 23 e 24 de Junho, destacados líderes e investigadores das religiões.</span></em></p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-144" src="http://gremiohebraico.wordpress.com/files/2008/07/gol2.jpg" alt="" width="470" height="350" /></p>
<p>Esta afirmação/proposta de António Reis, que lembrou também que há um fenómeno crescente de incultura e analfabetismo religioso, surgiu na sequência do debate durante o qual o cardeal-patriarca de Lisboa, que defende igualmente tal proposta, disse que há um longo caminho a fazer no sentido do conhecimento mútuo entre religiões.</p>
<p>Mário Soares, que preside à Comissão de Liberdade Religiosa (CLR), disse por sua vez que, “apesar de Portugal ser um país de maioria católica, há uma enorme ignorância dos portugueses em relação às questões religiosas, incluindo da própria religião católica”. Neste contexto, defendeu também que uma tal disciplina seria “um contributo importante para o multiculturalismo”.</p>
<p>Por isso, e de acordo com texto assinado no jornal “Público” por António Marujo, que aqui resumimos, a CLR “irá estudar o assunto e propor alguma decisão ao Governo, se os seus membros o entenderem”.</p>
<p>Entretanto, ainda antes de qualquer proposta ter sido enviada ao Ministério da Educação, um assessor da ministra Maria de Lurdes Rodrigues, citado pelo “Público”, adiantou que o ministério “considera a ideia interessante”.<br />
<a id="more-207"></a></p>
<p><strong>Conhecer o outro é essencial</strong></p>
<p>Na sua intervenção António Reis considerou ainda que o analfabetismo religioso “é tanto mais preocupante quanto é certo que a nossa sociedade é cada vez mais multicultural e que conhecer o outro é essencial para conviver” em tolerância.</p>
<p>Sobre a laicidade, um dos temas em debate, o Grão-Mestre do Gol defendeu que ela é um “princípio fundamental da liberdade religiosa”, mas não deve ser tomada “como bandeira ideológica de grupos de cidadãos”. “Pode haver não-crentes e ateus muito mais anti-laicos do que alguns crentes. São os que pretendem fazer do seu ateísmo uma ideologia do Estado”, afirmou.</p>
<p>A ideia de laicidade, sublinhou, não é património apenas de ateus, agnósticos ou não crentes. Nem a pertença a uma confissão religiosa tem que ser anti-laica. Na mesma linha, o Estado laico “não é crente, não é descrente, não é anti-crente, mas acrente”.</p>
<p>António Reis disse que se opõe a “certas práticas radicais do Estado laico”. Citou a proibição do véu islâmico nas escolas decretada em França ou o uso de símbolos religiosos ou não religiosos. “Proibir é tão grave como obrigar”, disse. Mas advogou o direito de criticar as religiões, como no caso das caricaturas de Maomé.</p>
<p style="text-align:justify;">O Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano afirmou ainda que seria “uma descriminação inaceitável” o Estado proibir qualquer manifestação pública das religiões, confinando-as ao seu espaço interno. Com isso, o Estado “estaria a limitar a liberdade de expressão”.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>* Grande Oriente Lusitano</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[História das Religiões nas escolas]]></title>
<link>http://gremiohebraico.wordpress.com/?p=132</link>
<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 10:35:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>Grémio Hebraico</dc:creator>
<guid>http://gremiohebraico.wordpress.com/?p=132</guid>
<description><![CDATA[Ministério da Educação já recebeu parecer da Comissão de Liberdade Religiosa sobre História Co]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong>Ministério da Educação já recebeu parecer da Comissão de Liberdade Religiosa sobre História Comparada das Religiões</strong></p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-133" src="http://gremiohebraico.wordpress.com/files/2008/07/p6240518-1.jpg" alt="" width="470" height="350" /></p>
<p style="text-align:justify;">A criação de uma disciplina de história comparada das religiões seria "um contributo importante" para que o "multiculturalismo possa avançar como necessário", afirmou Mário Soares no encerramento do III Colóquio Internacional sobre Religiões, que decorreu em Lisboa.</p>
<p style="text-align:justify;">A proposta da existência da disciplina de história comparada das religiões seguiu já para o Ministério da Educação, segundo <strong>Esther Muznick</strong>, vice-presidente da Comunidade Israelita de Lisboa que integra a Comissão de Liberdade Religiosa. A Comissão elaborou já um parecer que fez seguir para o Ministério da Educação e em breve “vamos reunir com Maria de Lurdes Rodrigues para concretizar esta proposta”.</p>
<p style="text-align:justify;">Esther Muznick aponta uma “enorme ignorância em torno das religiões”, incluindo a dominante em Portugal. “O ensino nas escolas de história das religiões serve também para que as pessoas saibam a base da sua própria civilização, contrariando a forma como muitas pessoas estão a ser educadas, sem noção da construção da sua civilização”.</p>
<p style="text-align:justify;">A reunião com Maria de Lurdes Rodrigues, ministra da Educação, visa também uma revisão dos manuais escolares “no que diz respeito às religiões” que, explica, contêm “erros”. A vice-presidente da Comunidade Israelita de Lisboa sublinha que a questão da educação faz parte da agenda da Comissão.</p>
<p style="text-align:justify;">A vice presidente da Comunidade Israelita de Lisboa presente no III Colóquio Internacional indica que, iniciativas como a que a Comissão de Liberdade Religiosa organizou, “sensibilizam quem participou para que possam também assumir estas tarefas como realizáveis”.</p>
<p style="text-align:justify;">Também o Presidente da Comissão, Mário Soares, destacou no discurso de encerramento que “as religiões encerram problemas complexos mas é preciso manter a coexistência importante para o equilíbrio e para a paz mundial, que é um interesse superior”.</p>
<p style="text-align:justify;">Para combater a ignorância sobre as religiões “inclusivamente num país de tradição secular católica”, Mário Soares adiantou que será editado um livro para que “o que aqui foi dito não se restrinja à memória de cada um”.</p>
<p style="text-align:justify;">O ministro da Justiça, Alberto Costa, também presente na sessão de encerramento, referiu-se à tendência de "pluralização dos mundos" e afirmou que compete ao Estado assegurar "uma função de guardião da tolerância e reconhecer os crentes como iguais e igualmente dignos da atenção e da protecção das leis".</p>
<p style="text-align:justify;">Alberto Costa afirmou que a "diversidade e complexidade" da existência religiosa nas sociedades "coloca ao Estado democrático uma especial exigência".</p>
<p style="text-align:justify;">"Não basta a premissa da laicidade e separação que os textos há muito estabelecem. É preciso que ela se concretize num Estado que não possa agir como se esta ou aquela opção religiosa lhe fosse mais amiga ou mais próxima", declarou.</p>
<p style="text-align:justify;">O Pe. Saturino Gomes, membro da Comissão da Liberdade Religiosa por nomeação da Conferência Episcopal Portuguesa analisa de forma positiva o contributo deste encontro para “um diálogo entre as religiões e a sociedade civil”. A própria participação dos vários líderes religiosos põe em evidência que as religiões são “feitas para o diálogo e para a paz dentro da sociedade”.</p>
<p style="text-align:justify;">Para o <strong>Rabino Eliezer Shai Di Martino</strong> a palavra “tolerância” vai além de intenções que possam ser partilhadas em encontros como o Colóquio, que reuniu em Lisboa líderes das religiões mundiais, apresentou. “A manutenção da própria identidade é fundamental para as religiões e no seu interior, a prática da tolerância”.</p>
<p style="text-align:justify;">“A relação entre judaísmo e a Igreja Católica foi já apaziguado”, aponta o Rabino, indicando que o memorial do massacre dos judeus, no Largo de São Domingos, “estabeleceu finalmente a paz” entre as duas confissões. “O diálogo inter-religioso é o caminho para evitar conflitos entre culturas”, acrescentou.</p>
<p style="text-align:justify;">A par da disciplina de história comparadas das religiões, outra sugestão ficou na mente dos participantes do Colóquio. René-Samuel Sirat, Vice-Presidente da Conferência Europeia de Rabinos sugeriu a criação de um G8 que congregue líderes religiosos para a promoção da compreensão entre os povos, apesar de admitir ao jornal Público que "há ainda muito caminho a percorrer".</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Fim de um ciclo</strong></p>
<p style="text-align:justify;">O III Colóquio Internacional sobre Religiões terminou de forma simbólica no Largo de São Domingos, em Lisboa, onde o Grão rabino René-Samuel Sirat fez uma oração junto ao memorial evocativo da intolerância religiosa que há mais de 500 anos o povo judeu foi alvo.</p>
<p style="text-align:justify;">Este acto simbólico termina um ciclo, pois foi precisamente o rabino René-Samuel Sirat que, há oito anos atrás, “iniciou o processo que deu origem ao memorial dos judeus”.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Concordata</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-weight:normal;">Comentando as declarações do Ministro da Justiça que indicou “estar para breve a apresentação de alguns ante-projectos no âmbito da regulamentação da Concordata referentes à assistência religiosa nas prisões, hospitais e quartéis”, o Pe. Saturino lembra que apesar da brevidade anunciada “haverá ainda outros diplomas que ficam de fora”.</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-weight:normal;">Questões fiscais, o ensino da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica, o estatuto da Universidade Católica Portuguesa, a “caracterização e definição de fins religiosos estabelecidos na Concordata com implicações fiscais”, ou ainda o património cultural são algumas questões que envolvem “o governo e a Santa Sé e que pedem ainda um esclarecimento”, evidencia o Pe. Saturino Gomes.</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-weight:normal;"><strong>* Agência Lusa e Agência Ecclesia</strong></span></strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[III Colóquio da Comissão da Liberdade Religiosa]]></title>
<link>http://gremiohebraico.wordpress.com/?p=120</link>
<pubDate>Mon, 23 Jun 2008 10:31:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>Grémio Hebraico</dc:creator>
<guid>http://gremiohebraico.wordpress.com/?p=120</guid>
<description><![CDATA[“De boas intenções está o inferno cheio”. É necessário, de uma vez por todas, passar das pa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong>“De boas intenções está o inferno cheio”. É necessário, de uma vez por todas, passar das palavras aos actos. É a posição unânime dos participantes num colóquio das religiões para a paz.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-weight:normal;">Este colóquio traz a Lisboa representantes dos principais credos. O grande anseio de paz para o mundo, definido pelo mestre Hindu Swami, mereceu até uma oração em sânscrito, mas reflecte as aspirações de todos os participantes. “Estamos aqui reunidos para uma causa nobre e sincera. O nosso objectivo é construir uma paz duradoura neste planeta”, disse Swami.</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-weight:normal;">Para D. José Policarpo, o problema é passar das palavras aos actos. “Todas as grandes religiões, pelo menos as que eu conheço um bocadinho, afirmam no seu ideal, na sua doutrina, o ideal da paz, mas o seu contributo real para a paz depende não apenas da palavra que proclamam mas da fidelidade em pôr em prática os valores que defendem”, disse o Cardeal Patriarca de Lisboa.</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-weight:normal;">O Grão Rabino René Sirat, com a sua larga experiência no diálogo inter-religioso, também concorda. “É preciso reconhecer honestamente que até agora poucas coisas concretas foram feitas. É certo que os chefes das grandes religiões falam muito de paz. O Papa João Paulo II foi porta-voz disso em Assis e tornou-se aos olhos de todos peregrino da paz. Mas o eco das suas acções sobre o diálogo inter-religioso é fraco e ainda hoje estamos conscientes dos enormes esforços que é preciso fazer. Foi por isso que eu propus a criação de um G8 dos chefes religiosos do mundo paralelo ao G8 dos chefes de estado e de governo das grandes potências da terra”, disse.</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-weight:normal;">Do lado muçulmano, o Iman da Mesquita de Nova Iorque mais próxima do Ground Zero sente-se protagonista da paz e denuncia que falta a vontade política. “Após o 11 de Setembro, a minha tradição religiosa e eu fomos desafiados para encontrar uma solução contra a crescente divisão entre o Ocidente e as civilizações muçulmanas e tentar encontrar impulsos significativos a favor da paz… Só que na esfera política, as soluções para os conflitos políticos não são desconhecidas, o que falta é a vontade política para os resolver”, referiu Feisal Rauf.</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-weight:normal;">O contributo das religiões para a paz e a importância da liberdade religiosa prossegue em debate, até ao dia de amanhã.</span></strong></p>
<p class="lead" style="text-align:justify;"><span><strong>* Aura Miguel (Rádio Renascença)</strong></span></p>
<p class="lead" style="text-align:justify;"> </p>
<p class="lead" style="text-align:center;"><strong>AGENDA DO COLÓQUIO</strong></p>
<p class="lead"><img class="aligncenter size-full wp-image-121" src="http://gremiohebraico.wordpress.com/files/2008/06/coloquio.jpg" alt="" width="450" height="425" /></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Immagine di Dio – essenza, esistenza, vocazione (Rivista teologica ADVENTUS, nr. 17/2007,3        © 2007 Edizioni ADV)]]></title>
<link>http://liviuanastase.wordpress.com/2007/09/05/immagine-di-dio-%e2%80%93-essenza-esistenza-vocazione/</link>
<pubDate>Wed, 05 Sep 2007 17:14:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>Liviu Anastase</dc:creator>
<guid>http://liviuanastase.wordpress.com/2007/09/05/immagine-di-dio-%e2%80%93-essenza-esistenza-vocazione/</guid>
<description><![CDATA[ Concorso CECSUR premio Idi Liviu Anastase
I due pilastri dell’avventismo, evidenziati dal nome st]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong> Concorso CECSUR premio I</strong><strong></strong>di Liviu Anastase</p>
<p>I due pilastri dell’avventismo, evidenziati dal nome stesso (avventisti del settimo giorno) sono il sabato e l’avvento di Cristo. Primo è l’essenza dell’avventismo, il senso, il segno dell’appartenenza al popolo rimanente di Dio e il dono della compartecipazione (esistenza) con Dio nella dimensione temporale; il secondo la destinazione (vocazione) a cui tale comunione porta. Il sabato scandisce l’arco dell’esistenza del credente e si proietta sull’eternità che inizierà con l’avvento. “Il mondo senza il sabato, come ben diceva A. J. Heschel, sarebbe un mondo senza una finestra che dall’eternità si apra sul tempo”. Il presente è una categoria dell’essere, ed è sperimentabile come esistenza immediata (comprendiamo invece il passato come ricordo e il futuro come aspettativa). La nostra disponibilità verso Dio si misura nel tempo concesso a Dio nella nostra esistenza, nel investire in questo “presente” chiamato sabato che è parte del nostro essere e un tempo speciale dedicato alla ricerca di Dio e degli altri. Il riposo sabatico, che costituisce ciò che noi abbiamo già nella nostra interiorità, è l’anticipazione del sabato escatologico eterno cui l’avvento darà inizio. Il sabato che è inizio e presente (dono della creazione) insieme all’avvento che rappresenta il futuro (dono escatologico) sono azioni esclusive di Dio. Però i due eventi cointeressano direttamente l’uomo. Il sabato costituisce, dalla creazione in poi, già parte dell’uomo; l’avvento invece non è che un evento di cui si può avere, per adesso, al massimo l’anticipazione della partecipazione futura. Quest’ultimo non è mera interruzione del tempo bensì conversione, cambiamento radicale e imprevidibile con il quale Dio viene incontro all’uomo e lo sorprende portadogli l’eternità, congiungendo l’essere con la potenzialità verso la perfetta somiglianza con Dio.Nel trattare l’argomento dell’immagine e somiglianza con Dio, alle categorie più vicine a noi avventisti (sabato e avvento) si potrebbe trovare un corrispondente terminologico più generico: essenza (presente) e vocazione(futuro). In questo senso l’immagine di Dio nell’uomo non è monolitica, è articolata in momenti collocati nell’inizio (creazione) e nel futuro (avvento). Fra l’evento primordiale e quello escatologico sta il percorso esistenziale del credente, periodo tensionato dalla presenza del male che distorce parzialmente l’immagine di Dio. L’essenza, l’origine, il motore che è l’aspetto creaturale dell’essere umano è affermato dal pensiero pre-moderno e anche dal cristianesimo. L’immagine non solo non è l’originale, ma non è nulla senza l’originale poiché l’immagine non è qualcosa di vuoto, ma ha l’origine in Dio. Pertanto si tratta del condizionamento dell’uomo a Dio, il suo radicamento in Dio, la sua struttura che è di natura divina e simile al Creatore e della predisposizione alla somiglianza con Dio. La prospettiva moderna invece descrive l’uomo ridotto alla pura dimensione dell’esistenza, sradicato rispetto alla divinità. L’uomo è, in questa versione, un essere aperto al futuro (alla guarigione, al progresso) ma senza origini. Questa tendenza moderna fa dell’essenza dell’uomo solo compito, ed è per questo, che è una visione profondamente ‘anti-essenzialista’.L’esistenzialismo è la corrente che descrive la condizione dell’uomo alienato. La teologia (che rovescia il primato che l’esistenzialismo dà all’esisteza sull’essenza) trova il suo posto nel dialogo inserendosi nel discorso sulla tensione che esiste tra l’essenza dell’uomo e la sua situazione esistenziale alienata. Il peccato è qualcosa dalle dimensioni universali che descrive l’uomo alienato dalla sua essenza. L’essenza ricorda gli inizi, quando, nella sua struttura essenziale l’uomo è stato creato in perfetta corrispondenza all’immagine di Dio. Anche e soprattutto per questo che la creazione era buona (Gen. 1: 31).La vocazione (destino) è il secondo aspetto dell’immagine. L’uomo non porta in sé solo l’immagine dattagli all’inizio, bensì si apre al futuro, riconoscendo la sua incompiutezza, perché esso non è solo ‘contenuto’ ma anche ‘compito’. La partecipazione al divino non si attua in seguito alla nostra azione, piuttosto è una disposizione di essere riempiti dal divino. Il percorso in cui l’uomo diventa immagine di Dio è un processo storico con esito escatologico piuttosto che uno ‘stato’ poiché l’uomo non è (ha) una natura fissa ma è una storia aperta. Quindi, “esser-uomo” significa “diventar-uomo” secondo l’immagine di Dio.L’uomo è stato creato con questo grande potenziale: essere immagine di Dio e somigliare sempre di più al suo Creatore. La potenzialità non è perfezione: questo fatto significa che si lascia spazio alla crescita continua. Tale processo non è la somma di tanti momenti di imperfezione che culmina con la pienezza e la completezza. Ogni momento detiene la sua perfezione che non è però ancora completa rispetto “all’altezza della statura perfetta di Cristo”(Efesini 4:13). In questi momenti significativi la presenza spirituale di Cristo fa sì che nonostante l’attuale condizione umana, la vita umana si dedichi all’essenzializzazione. Con il ritorno all’essenza avviene un ritorno allo stato primordiale umano. Si anticipa così il senso dell’armonia che appartiene all’essenza umana come sua struttura propria. Di conseguenza lo squilibrio e la disarmonia dell’esistenza alienata appaiano nella loro vera luce, uscendo dai loro camuffamenti storici e individuali. Dunque, la realizzazione dell’immagine di Dio nell’uomo non esclude né l’essenza, che è il motore che vivifica la sua esistenza, né la vocazione, che avverrà nel futuro. Le due parti si complementano, si intrecciano verso la perfezione escatologica dell’immagine.Vi è altrettanto un rapporto di contrapposizione fra l’essenza e la vocazione. Per ‘diventare’ occorre rinunciare a qualcosa. L’uomo rinuncia a sé per lasciare spazio al divino nella sua vita. Nell’incontro con il divino, l’uomo supera se stesso, però, è Gesù che adempiendo un prolungamento spirituale, ha creato il passaggio verso la divinità. Cristo riveste sia il nostro profondo con forza divina, sia in nostro esterno con un mantello di grazia; quello che ci ha messo dentro di noi s’incontra con quello che Lui porta verso di noi, dando spazialità alla nostra natura. In comunione con Lui gli uomini diventano ciò per cui sono stati destinati: immagine di Dio.Gesù è il ritratto di Dio, vera immagine di Dio sulla terra. Cristo è il Primogenito, cui i fedeli vengono configurati (Rom. 8,29). In Gesù Cristo il vero volto dell’uomo appare come in un’immagine chiaramente illuminata, senza quelle deformazioni e punti oscuri insiti in ogni immagine di sé o dell’atro. In Gesù Dio ci pone davanti agli occhi l’immagine e somiglianza più chiara che possa esserci, affinché riconosciamo a quale dignità siamo chiamati. Attraverso l’umanizzazione di Gesù Cristo non si altera la bellezza dell’immagine divina, bensì la si esalta in una rivelazione di carattere cosmico perché con il suo sacrificio Gesù rivendica la partecipazione umana alla comunione con Dio e all’immagine di Dio.La categoria dell’immagine porta in se stessa la dimensione dell’alterità, della diversità, della differenza, perché la sua essenza è di essere immagine di un altro e il suo compito è quello di far vedere l’altro; porta in se stessa anche la dimensione della pluralità e della comunione, perché il Dio che è la ragione della sua iconicità è il Dio Uno in tre persone, è la sorgente della comunione e della reciprocità.L’idea dell’immagine divina serve a descrivere lo stato d’incompiutezza in cui si trova l’umanità. Dall’altra parte, il futuro della vocazione alla somiglianza con Dio va concepito anche come ciò che costituisce già l’uomo nelle caratteristiche della sua esistenza naturale, poiché soltanto a tale condizione quel futuro può essere affermato come realizzazione della vocazione stessa dell’uomo. Comunque, il ritorno all’essenzialità sarà completo solo con la nuova creazione, quando il Creatore non si pone più di fronte al creato, ma dimora in esso. Tutto è ora partecipe della pienezza inesauribile della vita divina a causa dell'inabitazione di Dio. Adesso la somiglianza è completamente ripristinata. L’uomo diventerà, come agli inizi, l’immagine perfetta del suo Creatore.</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ 'Unica Chiesa', dialogo con Vito Mancuso]]></title>
<link>http://liviuanastase.wordpress.com/?p=80</link>
<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 15:46:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>Liviu Anastase</dc:creator>
<guid>http://liviuanastase.wordpress.com/?p=80</guid>
<description><![CDATA[Vedi anche la pagina: 
http://www.repubblica.it/2007/06/sezioni/esteri/benedettoxvi-15/cattolica-un]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Vedi anche la pagina: </p>
<p>http://www.repubblica.it/2007/06/sezioni/esteri/benedettoxvi-15/cattolica-unica-chiesa/cattolica-unica-chiesa.html</p>
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<div id="1eqd">
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<div class="ObUWHc qNeRme ckChnd">
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<td class="zyVlgb XZlFIc">
<table class="O5Harb" border="0">
<tbody>
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<div class="xUReW"><span class="lHQn1d KaaYad"><img class="eChx3e QgQaBc" src="http://mail.google.com/mail/images/cleardot.gif" alt="" /></span><span class="JDpiNd"><img class="ilX2xb QrVm3d" src="http://mail.google.com/mail/images/cleardot.gif" alt="" width="16px" height="16px" /></span><span class="EP8xU">Liviu Anastase</span> <span class="tQWRdd">to <span class="Zv5tZd">Vito</span></span></div>
</td>
</tr>
</tbody>
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</td>
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<div class="XZlFIc"><span class="D05ws">show details</span> <span class="rziBod" title="10 AM">Mar 22</span></div>
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</tr>
</tbody>
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</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<div id="1er8" class="ArwC7c ckChnd">
<p>Egregio sg. Vito Mancuso,</p>
<p> </p>
<p>Vorrei chiedere il suo parere sulla questione dell'ortodossia del concetto di Unica Chiesa. È ammirevole la disponibilità al dialogo fra i "diversi" nel campo religioso (e non solo) auspicata dal Mons. Ravasi, idea espressa magistralmente anche il 27.02.08 a Roma (Università La Sapienza). Pensiero concordante con la<em>Nostra Aetate</em> del concilio Vaticano II - ma che sembra purtroppo leggermente diversa dalla nozione di "Chiesa unica". Accettiamo il dialogo almeno come un valore morale (il luogo dove si esprimono le relazioni umane) se non si riesce farlo per quanto riguarda la sua validità teologica (intravediamo Dio anche attraverso l'immagine di Dio insita nell'altro)! Penso che la concezione della comunità ecclesiastica esclusiva dei candidati alla redenzione non accolga appunto l'eventuale contributo di un'economia parziale proposto magari da un cristiano anonimo (Karl Rahner) o perfino da un laico.</p>
<p>Distinti saluti,<br />
 <br />
Liviu Anastase</p>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
<p> </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sulla risurrezione (Trasmissione TV "Infedele")]]></title>
<link>http://liviuanastase.wordpress.com/?p=55</link>
<pubDate>Wed, 19 Mar 2008 22:29:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>Liviu Anastase</dc:creator>
<guid>http://liviuanastase.wordpress.com/?p=55</guid>
<description><![CDATA[
1. Il cristianesimo senza la fede è solo un’ideologia vuota. CREDERE è un atto di fede in un si]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.gadlerner.it/index.php/2008/03/19/ma-tu-ci-credi-che-gesu-e-risorto.html"></a></p>
<p><a href="http://www.gadlerner.it/index.php/2008/03/19/ma-tu-ci-credi-che-gesu-e-risorto.html">1. Il cristianesimo senza la fede è solo un’ideologia vuota. CREDERE è un atto di fede in un simbolo, non in un fatto storico. L’evento ‘risurrezione’ non si può dimostrare si può solo vivere.2. La fede e la razionalità si complementano, qualora Dio, nel nostro vissuto, ci richiede di credere per primo per poi darci anche degli elementi ’scientifici’ o prove razionali per appoggiare il nostro credere.3. La nostra esperienza mistica della risurrezione (l’attuazione della morte verso il peccato e la risurrezione verso la vita) può darci forse un indizio interessante anche della risurrezione come dato storico.</p>
<p></a></p>
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<title><![CDATA[Ecumenismo, (intervista Mons. Ravasi)]]></title>
<link>http://liviuanastase.wordpress.com/2008/02/28/ecumenismo/</link>
<pubDate>Thu, 28 Feb 2008 16:42:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>Liviu Anastase</dc:creator>
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<description><![CDATA[Ammirevole la disponibilità al dialogo fra i “diversi” nel campo religioso (e non solo) auspica]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://liviuanastase.wordpress.com/2007/09/17/il-disprezzo-esclude-il-dialogo/"></a><a href="http://paparatzinger-blograffaella.blogspot.com/2007/11/mons-ravasi-la-religione-una.html"></a><a href="http://paparatzinger-blograffaella.blogspot.com/2007/11/mons-ravasi-la-religione-una.html">Ammirevole la disponibilità al dialogo fra i “diversi” nel campo religioso (e non solo) auspicata dal Mons. Ravasi, idea espressa magistralmente anche il 27.02.08 a Roma (Università La Sapienza). Pensiero concordante con la Nostra Aetate del concilio Vaticano II - ma che sembra purtroppo leggermente diversa dalla nozione di “Chiesa unica”. Accettiamo  il dialogo almeno come un valore morale (il luogo dove si esprimono le relazioni umane) se non si riesce farlo per quanto riguarda la sua validità teologica (intravediamo Dio anche attraverso l’immagine di Dio insita nell’altro)! Penso che la concezione della comunità ecclesiastica esclusiva dei candidati alla redenzione non accolga appunto l’eventuale contributo di un’economia parziale proposto magari da un cristiano anonimo (Karl Rahner) o perfino da un laico.</a></p>
]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Il Sabato]]></title>
<link>http://liviuanastase.wordpress.com/2007/11/21/il-sabato/</link>
<pubDate>Wed, 21 Nov 2007 17:36:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>Liviu Anastase</dc:creator>
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<description><![CDATA[
 Sabato, dimensione temporale della compartecipazione al divino
 
 Libro di riferimento:  “Il]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><!--StartFragment--></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:-2.85pt;text-align:center;line-height:150%;" align="center"><strong><span> </span>Sabato, dimensione temporale della compartecipazione al divino</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:-2.85pt;text-align:center;line-height:150%;" align="center"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:-2.85pt;text-align:center;line-height:150%;" align="center"><span> </span>Libro di riferimento:<span>  </span>“Il Sabato” di Abraham J. Heschel</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:-2.85pt;text-align:center;line-height:150%;" align="center"><span>                                                      </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;line-height:150%;" align="center">Motto:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:-2.85pt;text-align:center;line-height:150%;" align="center"><em>Tutto quello che occorre per santificare il tempo è Dio, un’anima, e un momento.</em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:36pt;line-height:150%;">L’osservanza del comandamento di riposare nel settimo giorno vuol dire lavorare sei giorni con le cose dello <em>spazio</em><span style="font-style:normal;"> ma essere innamorati dell’eternità (Sabato). Nei giorni lavorativi lottiamo con il mondo (</span><em>presenza nello spazio</em><span style="font-style:normal;">); nel settimo giorno cerchiamo di dominare il nostro io, stando in umiltà davanti a Dio (</span><em>presenza nel tempo</em><span style="font-style:normal;">). La gioia del possesso è forse un antidoto al terrore del </span><em>tempo</em><span style="font-style:normal;">, però non possiamo conquistare il </span><em>tempo</em><span style="font-style:normal;"> attraverso lo </span><em>spazio</em><span style="font-style:normal;">. Questo è la realtà che noi affrontiamo, ma non possediamo in quanto inafferrabile. Possiamo dominare il </span><em>tempo</em><span style="font-style:normal;"> soltanto nel </span><em>tempo</em><span style="font-style:normal;">. L’atto con cui possiamo farlo è la </span><em>presenza</em><span style="font-style:normal;"> spirituale nel </span><em>tempo</em><span style="font-style:normal;">. Il Sabato è lo spirito sotto forma di </span><em>tempo</em><span style="font-style:normal;">, è la presenza di Dio nel mondo, aperta all’anima dell’uomo. Il momento presente esiste perché Dio è presente. Il Sabato esiste perchè Dio esiste.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:-2.85pt;text-align:justify;text-indent:38.85pt;line-height:150%;">Il problema è come non essere assenti quando il <em>tempo</em><span style="font-style:normal;"> è presente. E ogni momento è una </span><em>presenza</em><span style="font-style:normal;"> che reca con sé una grande distinzione, ed è peccato credere nella identicità, poiché nessun istante ha dei precedenti. Ogni momento è un nuovo<span>  </span>arrivo della presenza di Dio nel mondo. Questo arrivo chiede di essere salutato, chiede che l’umano abbracci il divino. Non dobbiamo lasciarci sfuggire il momento, anzi dobbiamo riempirlo di un significato. Ciò che resta nell’anima è quel momento di intuizione più che un luogo dove l’atto si è svolto. Un momento d’intuizione è una fortuna che ci trasporta oltre i confini del </span><em>tempo</em><span style="font-style:normal;"> misurato. La vita spirituale comincia a decadere quando non riusciamo più a sentire la grandiosità di ciò che è eterno nel </span><em>tempo</em><span style="font-style:normal;">. Sabato non è un interludio, ma un culmine del vivere. Il riposo perfetto è un’arte, il risultato di un’armonia tra il corpo, la mente e l’immaginazione. La ragione è che il settimo giorno è una miniera nella quale si può trovare il prezioso metallo dello spirito con cui costruire il palazzo nel </span><em>tempo</em><span style="font-style:normal;">, una dimensione in cui l’umano si sente come se fosse in </span><em>presenza</em><span style="font-style:normal;"> con il divino; una dimensione in cui l’uomo aspira a raggiungere la somiglianza con il divino.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:-2.85pt;text-align:justify;text-indent:38.85pt;line-height:150%;">Il rituale ebraico può essere caratterizzato come l’arte delle forme significative nel <em>tempo</em><span style="font-style:normal;">, come architettura del </span><em>tempo</em><span style="font-style:normal;">. Non c’è santità nello </span><em>spazio</em><span style="font-style:normal;">. Dio è dappertutto, non può essere in un luogo preciso. A nessun oggetto dello </span><em>spazio</em><span style="font-style:normal;"> viene attribuito il carattere della santità come per il </span><em>tempo</em><span style="font-style:normal;"> (Sabato). La santità del </span><em>tempo</em><span style="font-style:normal;"> sabatico stabilitasi alla creazione, sarebbe stata sufficiente per il mondo; ma la santità dello </span><em>spazio</em><span style="font-style:normal;"> (Santuario) era un compromesso necessario per corrispondere a una richiesta che il popolo rivolgeva a Dio. L’essenza del Sabato è completamente al di fuori dello </span><em>spazio</em><span style="font-style:normal;">. Sabato ed eternità sono una cosa sola – o della medesima essenza. Il Sabato ci mette in sintonia con la </span><em>santità del tempo</em><span style="font-style:normal;">. Il Sabato è un esempio del mondo futuro. In questo giorno siamo chiamati a partecipare a ciò che è eterno nel </span><em>tempo</em><span style="font-style:normal;">, a volgerci dai risultati della creazione al mistero della creazione; dal mondo della creazione alla creazione del mondo. Infatti, il Sabato è un ricordo dei due mondi: questo mondo e il mondo futuro; esso è un esempio di entrambi i mondi. Il Sabato è gioia, santità e riposo; la gioia è parte di questo mondo, la santità e il riposo sono del mondo futuro. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:-2.85pt;text-align:justify;text-indent:38.85pt;line-height:150%;">Sperimentare il sapore dell’eternità è la vita eterna nell’ambito del <em>tempo</em><span style="font-style:normal;">. Un requisito importante per essere capaci di affrontare e accogliere il presente è il senso di anticipazione, il cui opposto è, invece, l’evasione e il timore dei momenti futuri. L’uomo agisce e reagisce nei confronti di quel che incontra o conosce, cioè degli esseri che gli sono concomitanti, che gli stanno di fronte. Ma stabilisce un rapporto anche con ciò che non è ancora entrato nell’esistenza. L’uomo si rapporta tanto a ciò che esiste quanto a ciò che potrà o non potrà esistere. Pertanto i due modi fondamentali con cui egli si pone in rapporto con le cose sono il confronto e l’anticipazione. La benedizione dell’esistenza si rivela nella facoltà di anticipare il futuro. L’esistenza comporta la visione, la speranza, la capacità di attendere.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:-2.85pt;text-align:justify;text-indent:38.85pt;line-height:150%;">Il <em>tempo</em><span style="font-style:normal;"> è il prodotto dell’eternità in azione, ossia l’eternità in movimento. I giorni dello spirito non svaniscono mai. La materia si disolve ma un atto non muore mai. La materia è ricordo di momenti, è </span><em>tempo</em><span style="font-style:normal;"> accumulato, congelato. Così la fede è il concretizzarsi di tanti momenti di meraviglia. Vivere in modo spirituale, creativo è convertire le cose dello </span><em>spazio</em><span style="font-style:normal;"> in momenti di </span><em>tempo</em><span style="font-style:normal;">. Il sacro non è presente nella materia stessa; è una preziosità che viene conferita alle cose da un atto di consacrazione e persiste in forza del rapporto con Dio. Come eternità, l’essenza del </span><em>tempo</em><span style="font-style:normal;"> è attaccamento, la comunione. Il settimo giorno è come un palazzo nel </span><em>tempo</em><span style="font-style:normal;"> come un regno per tutti. Il </span><em>tempo</em><span style="font-style:normal;"> non è perso quando sai esaltare la coincidenza del tuo essere con tutti gli esseri: lo </span><em>spazio</em><span style="font-style:normal;"> divide (Babele) invece il </span><em>tempo</em><span style="font-style:normal;"> (Sabato) unisce. Non è una data ma un’atmosfera; non un diverso livello di coscienza ma un clima diverso; è come se in qualche modo fosse cambiato l’aspetto di tutte le cose.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:-2.85pt;text-align:justify;text-indent:38.85pt;line-height:150%;">L’immagine, una cosa dello <em>spazio</em><span style="font-style:normal;">, divenne portatrice delle verità, involucro di una presenza, di una grazia, dotata non soltanto di santità ma anche di vita. Siamo chiamati a essere un’immagine nel </span><em>tempo</em><span style="font-style:normal;">, a vivire come immagine ed esempio di Dio. La Sua presenza non è una cosa dello </span><em>spazio</em><span style="font-style:normal;">, ma la continuità stessa per cui io sono. Egli non è soltanto di fronte a me, ma è il mio stesso essere come continuo essere creato. La creazione è il linguaggio di Dio, e il Tempio è il Suo canto, mentre le cose dello </span><em>spazio</em><span style="font-style:normal;"> ne costituiscono le consonanti. Santificare il </span><em>tempo</em><span style="font-style:normal;"> significa cantare le vocali all’unisono con Lui.</span></p>
<p class="MsoNormal"> </p>
<p><!--EndFragment--></p>
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<title><![CDATA[Il disprezzo esclude il dialogo]]></title>
<link>http://liviuanastase.wordpress.com/2007/09/17/il-disprezzo-esclude-il-dialogo/</link>
<pubDate>Mon, 17 Sep 2007 09:11:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>Liviu Anastase</dc:creator>
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<description><![CDATA[Egr. sg. Augias,Vorrei esprimermi, prendendo spunto dall&#8217;ariticolo &#8220;La Chiesa e lo Stato]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Egr. sg. Augias,Vorrei esprimermi, prendendo spunto dall'ariticolo "La Chiesa e lo Stato e l'arroganza della verità", <i>La Repubblica </i> del 14 sett. 2007. La mia perplessità è legata alla posizione dell’"unica Chiesa" come la ricorda un documento della Congregazione della Dottrina della Fede vaticana, a differenza delle chiese protestanti (che non possono godere dello statuto di 'chiesa' secondo tale dichiarazione). Oltre le divergenze dottrinale bisogna considerare però che la nostra società pluralista e secolarizzata ha la necessità di dialogo, almeno per rispetto alla democrazia e il buon senso che pretendiamo di difendere, resistendo alla tentazione dell’arroganza della fede che ritiene abbia tutta la verità. Non Le sembra che la Chiesa Cattolica si ponga, nei confronti delle altre chiese in un rapporto di competizione per non dire sopraffazione?Per esprimere la stessa Verità (su cui si pretende l’esclusività) e per promuovere un clima di dialog, non occorre un’offerta di disponibilità cristiana reciproca e l’umiltà che ammette di poter imparare anche dagli altri? Può una chiesa pretendere la gestione assoluta della Verità e nello stesso tempo lasciare spazio al dialogo (di fede)?Forse la mancante infallibilità del passato (riconosciuta dalla Chiesa quando ha chiesto scusa - cosa decisamente lodevole) darebbe spazio anche alla possibilità  di venirne meno anche nel presente. La convinzione che la perfezione cristiana richiesta dal Padre nel Vangelo, non è ancora raggiunta del tutto dà umiltà per tollerare e relazionare meglio con gli altri, in quanto si è cosciente delle proprie mancanze.Distinti salutiLiviu Anastase</p>
]]></content:encoded>
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