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	<title>criancas-em-situacao-de-rua &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/criancas-em-situacao-de-rua/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "criancas-em-situacao-de-rua"</description>
	<pubDate>Thu, 21 Aug 2008 01:45:39 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Metade das crianças e dos adolescentes do país vivem na pobreza, diz especialista]]></title>
<link>http://diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/?p=3050</link>
<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 12:02:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rosane</dc:creator>
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<description><![CDATA[
O Brasil tem hoje 62 milhões de crianças e adolescentes, a maior população infantil da América]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#000080;"><img class="alignnone size-medium wp-image-3051" src="http://diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/files/2008/07/atcaaaapqbki65pcyhbfsiwtco9hial3npqxn21o6danbjwh2q6vvtavfh5cwhzcfvnwolrfv3-oht39fvrp6knwv2xwajtu9vck68xlx77psn0ahl6w3zmerv5elq.jpg?w=162" alt="" width="162" height="240" /></span></p>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">O Brasil tem hoje 62 milhões de crianças e adolescentes, a maior população infantil da América Latina. Mas cerca de 30 milhões vivem em situação de pobreza. Os números foram citados nesta terça-feira (15/07) pela subsecretária de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Carmem Silveira de Oliveira, durante o debate 18 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente, Avanços e Desafios, promovido pelo Correio Braziliense.De acordo com ela, os principais avanços trazidos pelo ECA nesses 18 anos são a redução de 45% da taxa de mortalidade e o acesso próximo da universalização à escolaridade. "Mas ainda precisamos melhorar a qualidade da educação brasileira, a começar pela educação infantil. Apenas 15% das crianças de até 3 anos no país têm acesso à educação infantil. Trata-se de um dado preocupante", alerta.</span></div>
<div style="text-align:justify;"> </div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">Para a subsecretária, o ECA não é uma peça acabada, mas, sim, precisa de melhorias e complementos. "O que não podemos admitir é um retrocesso dos direitos da infância", acredita, ao afirmar ainda que o governo precisa liberar recursos para que crianças e adolescentes sejam beneficiados por políticas públicas no país.</span></div>
<div style="text-align:justify;"> </div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;"><strong>Responsabilidade penal</strong></span></div>
<div style="text-align:justify;"> </div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">O promotor de Justiça de Defesa da Infância e da Juventude do Distrito Federal Anderson Pereira de Andrade afirma que o ECA foi responsável por avanços na sociedade brasileira como a redução da mortalidade infantil, maior acesso à educação e o combate ao trabalho infantil. Um dos meios de proteção dos direitos da infância são os conselhos tutelares, criados graças ao ECA. "Os conselhos vieram para atuar na comunidade e fortalecer a defesa dos direitos da criança e do adolescente", diz.</span></div>
<div style="text-align:justify;"> </div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">Mas o ECA não conseguiu ainda avanços na área de responsabilidade penal do adolescente que comete ato infracional, ressalta o promotor. "A prioridade do Estado para com a criança e o adolescente, prevista na Constituição brasileira, tem de sair do papel", alerta. O Distrito Federal, de acordo com ele, tem a menor relação juiz da infância/população do país. "Temos que criar mais varas de infância no DF. Esse é um presente que podemos dar à infância".</span></div>
<div style="text-align:justify;"> </div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;"><strong>Castigos</strong></span></div>
<div style="text-align:justify;"> </div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">O professor Célio da Cunha, representante da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) no debate, também reconhece os progressos trazidos pelo ECA, principalmente com relação ao acesso à educação, mas lembra que ainda é preciso colocar cerca de 600 mil crianças de 7 a 14 anos nas escolas. Para ele, outros direitos ainda devem ser discutidos no país, como o direito ao respeito dos professores e o de não receber castigos corporais.</span></div>
<div style="text-align:justify;"> </div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;"><span style="color:#000080;">"Os castigos corporais levam a sérias consequências para os jovens, como agressividade, problemas psicológicos e crise de identidade", alertou. No Brasil, ele diz, ainda precisamos discutir os males dos castigos. "De mais de 190 nações no mundo, apenas 13 eliminaram os castigos corporais às crianças", afirmou, baseado em um livro publicado pela Unesco este ano na França.</span></span></div>
<div style="text-align:justify;"> </div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">Fonte: Portal UAI</span></div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pedófilo é preso em flagrante com duas meninas ]]></title>
<link>http://diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/?p=2948</link>
<pubDate>Mon, 30 Jun 2008 18:25:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rosane</dc:creator>
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<description><![CDATA[A prisão em flagrante do pedófilo Jackson Lima de Araújo, vendedor ambulante de 44 anos, só foi ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="color:#000080;">A prisão em flagrante do pedófilo Jackson Lima de Araújo, vendedor ambulante de 44 anos, só foi possível porque ele escolheu a hora e o lugar errado para praticar o crime. Ao entrar em um prédio abandonado próximo a Procuradoria Geral do Estado, na Avenida Assis Chateaubriand, no Prado, o homem que estava acompanhado por duas meninas, de nove e 13 anos, foi flagrado pelo circuito de TV da Procuradoria.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="color:#000080;">O cabo Laércio, que estava de plantão na Procuradoria, conta que estranhou quando viu o homem entrando com as crianças em um prédio abandonado e resolveu ir até o local, conseguindo prender o pedófilo em flagrante. “No momento em que cheguei ele estava abaixado praticando sexo oral em uma das meninas”, conta o policial.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="color:#000080;">Jackson foi conduzido à Procuradoria e em seguida levado para a Deplan I, no Farol, por uma guarnição do 1º BPM. Segundo o depoimento das crianças, o acusado estava bebendo em um bar e quando elas passaram por perto, ofereceu R$ 50 para que o acompanhassem.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="color:#000080;">Bastante nervosa, a mãe de uma das menores estava na Deplan acompanhando as crianças. “Eu deixei minha filha na porta de casa, brincando com a filha da vizinha e fui lavar roupa. Quando vi foi o carro da polícia chegando com as meninas”, conta a mulher, que reside no Bom Parto.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="color:#000080;">Ainda segundo o cabo Laércio, as meninas estariam pedindo esmolas nas ruas e serão encaminhadas para o Conselho Tutelar. </span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="color:#000080;">Fonte: Alagoas 24 Horas</span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Agente policial é acusado de molestar meninos em SP]]></title>
<link>http://diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/?p=2947</link>
<pubDate>Mon, 30 Jun 2008 18:13:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rosane</dc:creator>
<guid>http://diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/?p=2947</guid>
<description><![CDATA[Um agente policial, que trabalha como motorista na Central de Operações da Polícia Civil (Cepol) ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">Um agente policial, que trabalha como motorista na Central de Operações da Polícia Civil (Cepol) da capital paulista, foi detido, por volta da 20h30 deste domingo, na região da Barra Funda, zona oeste da cidade, sob a acusação de molestar três meninos de rua, com idades entre 9 e 11 anos de idades. Durante patrulhamento, policiais militares foram informados por um pedestre que um grupo de pessoas tentava agredir um homem sob o Viaduto Antártica, que teria sido flagrado em atitudes libidinosas com crianças.Em seguida, os PMs foram até o local indicado e deram voz de prisão ao acusado. Não se sabe ainda se essa era uma prática comum do agente, cujo nome ainda não foi informado. Segundo os policiais, ele estava desarmado porque era seu dia de folga.</span></div>
<div style="text-align:justify;"> </div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;"><span style="color:#000080;">O agente policial foi encaminhado ao 23º Distrito Policial de Perdizes e, depois, foi transferido para a Corregedoria da Polícia Civil, na região central da cidade.</span></span></div>
<div style="text-align:justify;"> </div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">Fonte: Portal Uai</span></div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Programa tira crianças de lixões]]></title>
<link>http://diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/?p=2733</link>
<pubDate>Fri, 13 Jun 2008 12:55:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rosane</dc:creator>
<guid>http://diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/?p=2733</guid>
<description><![CDATA[
Mudar a realidade de crianças e adolescentes que tiram a sobrevivência de lixões de cidades do N]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#000080;"><img src="http://lh6.ggpht.com/_-VSxkG16Ibw/SFJvCghhL1I/AAAAAAAAAdk/noNpNj-24uw/s400/20080613070519638.jpg" alt="" width="240" height="381" /></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">Mudar a realidade de crianças e adolescentes que tiram a sobrevivência de lixões de cidades do Norte de Minas e da Bacia do Rio São Francisco é o objetivo do programa Reciclando Oportunidades, da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social (Sedese). Para lembrar o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, celebrado ontem, apresentações culturais, debates e palestras foram ministrados em Januária para conscientizar famílias da região. De acordo com a coordenadora Especial de Políticas Pró-Criança e Adolescente da Sedese, Fernanda Flaviana de Souza Martins, a parceria com a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) é fundamental para transformar a vida da população atendida. Para acabar de vez com o trabalho infantil em meios insalubres e contaminantes, a previsão da Feam é de que, em um ano, as 10 cidades selecionadas instalem aterros controlados.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">A coordenadora explica que a Fundação João Pinheiro fez um diagnóstico em 21 cidades mineiras, selecionadas pela extensão territorial e quantidade de habitantes. A radiografia do trabalho infantil foi alarmante: das 3,4 mil crianças e adolescentes entrevistados, 39% trabalham como vendedor ambulante, 15% são guardadores de carros, 13% pedem dinheiro e comida nas ruas e 9% são catadores de papel. Do total de municípios, 10 apresentaram problemas críticos.As cidades de Itacarambi, Jaíba, Janaúba, Januária, Manga, Catuti, Matias Cardoso, Monte Azul, Gameleiras e São Francisco foram selecionadas para aplicação do projeto, nas quais 500 menores trabalham, acompanhados da família, na coleta de material reciclado e até na busca de alimento nos lixões. De acordo com Fernanda, o investimento inicial é de R$ 400 mil e inclui ações voltadas para geração de trabalho e renda, criação de cooperativas de reciclagem, além de favorecer atividades artesanais com garrafas pets e outros produtos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">“São gerações de famílias que sempre retiraram o sustento do lixo. O objetivo é quebrar esse ciclo, criando alternativas de renda para elas. O diagnóstico mostrou que 70% das crianças estavam matriculadas na escola. Mas ficou claro que o trabalho, agravado pela situação degradante do lixão, compromete o aproveitamento escolar. Essas pessoas convivem, diariamente, com larvas, urubus e moscas. O fomento de cooperativas de trabalho e a inclusão das crianças no Programa de Erradicação do Trabalho Infantil( PET) é fundamental”, afirma coordenadora.</span><span style="color:#000080;"><span style="color:#000080;"> </span><span style="color:#000080;"> </span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;"><strong>Controle</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">O presidente da Feam, José Cláudio Junqueira, explica que há 500 lixões em Minas Gerais ou seja, dos 853 municípios, quase 60% não têm disposição adequada de resíduos sólidos. Ele afirma que a instalação de coleta seletiva nas cidades é a força motriz para o sucesso do projeto. “Sabemos que as pessoas sobrevivem coletando material dos lixões. Por isso, a iniciativa não se resume apenas na construção de aterro e pronto. Precisamos criar condições para que essas famílias continuem tendo renda. No mercado de recicláveis, quanto mais selecionado é o material, mais valor ele tem. Assim, com a triagem do material e a implantação de cooperativas, o trabalho dos atuais catadores será mais valorizado”, afirma Junqueira.Segundo ele, a fundação aproveitou a experiência da Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reciclável (Asmare) e vai reproduzi-la no Norte de Minas. “Nosso principal esforço é tirar a criança do lixão. Uma alternativa paliativa e urgente é o aterro controlado e não o sanitário”. A principal diferença entre eles, conforme Junqueira, é que, no primeiro, o lixo é enterrado e compactado, mas o chorume (resíduo líquido formado a partir da decomposição de matéria orgânica presente no lixo) não é drenado.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;"><span style="color:#000080;"><span style="color:#000080;">Já no segundo, que é a melhor opção, o terreno é impermeabilizado, o material é compactado e todo o líquido é drenado e tratado. “No entanto, a ação paliativa, além de mais rápida, reduziria a proliferação de vetores e doenças . Todos os municípios têm condições de construir esse tipo de aterro. É dever da prefeitura levantar recursos para a infra-estrutura e operação do aterro. A previsão é de quem em três meses, não haja mais crianças trabalhando nos lixões”, observa o presidente da Feam.</span></span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">Fonte Portal Uai</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Trabalho infantil no CE aumenta 65% em 4 anos]]></title>
<link>http://diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/?p=2455</link>
<pubDate>Sun, 25 May 2008 12:43:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rosane</dc:creator>
<guid>http://diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/?p=2455</guid>
<description><![CDATA[

Segundo dados do IBGE, há cerca de 330 mil crianças e adolescentes (de cinco a 17 anos) explorad]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div id="Texto">
<p><em><img src="http://lh4.ggpht.com/rosanemmarques2006/SDleFvZMxLI/AAAAAAAAA6E/8718FYNgO7Y/s400/Cear%C3%A1.jpg" alt="" width="400" height="304" /></em></p>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#333399;">Segundo dados do IBGE, há cerca de 330 mil crianças e adolescentes (de cinco a 17 anos) explorados no Estado.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#333399;">O Ceará passou de 8º para 4º lugar no ranking brasileiro, com percentual maior do que média nacional de crianças e adolescentes em situação de trabalho, segundo aponta a Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em 2006. Em 2004, estava no oitavo lugar, com 200 mil crianças e adolescentes trabalhando, e, em 2005, em quinto.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#333399;">O Ceará, que tem 15% da população de crianças e adolescentes trabalhando, só ganhados estados do Piauí (17,4%), Maranhão (17,1%) e Tocantins (15,3%). De acordo com dados do IBGE, há cerca de 330 mil crianças e adolescentes (de cinco a 17 anos) explorados, o que representa 15% da população nessa faixa etária no Estado. Houve um aumento, portanto, de 65% de 2004 até este ano.A disparidade é ainda maior entre as crianças e adolescentes de cinco a 13 anos. Nessa faixa etária (em que o trabalho é proibido inclusive como aprendiz), o Ceará apresenta índice de 8% (77,77% maior que a média nacional: 4,5%).</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#333399;"><strong>Seminário</strong></span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#333399;">Para debater essa realidade, o Ministério Público do Trabalho (MPT) realizará, amanhã, em Fortaleza, o Seminário Regional de Articulação de Políticas Públicas para a Erradicação do Trabalho Infantil. O evento acontecerá no auditório da Escola de Saúde Pública, das 8 às 14 horas.“O Estado vai se aproximando cada vez mais da liderança de uma estatística que, em vez de motivo de orgulho, é razão para vergonha”, observa o Procurador do Trabalho, Antônio de Oliveira Lima, coordenador regional e vice-coordenador nacional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente.</span></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#333399;">Oliveira Lima explica que o trabalho infantil no Brasil é totalmente proibido até os 13 anos de idade. Dos 14 aos 15 anos, é permitido somente na condição de aprendiz.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#333399;">Na faixa dos 16 a 17, o trabalho é aceito pela legislação brasileira, desde que não se dê em condições perigosas, insalubres, penosas ou em horário noturno.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#333399;">“Quanto mais precoce é a entrada no mercado de trabalho, menor é a renda média obtida ao longo da vida adulta”, observa o procurador.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#333399;">O procurador do Trabalho cita, ainda, que o rendimento médio mensal obtido pelo trabalho infantil, em 2006, foi de R$ 210, o que equivalia a 60% do salário mínimo da época (R$ 350).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#333399;">“Preocupa saber que, apesar disso, desde 1996, a bolsa paga à criança assistida pelo Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) ainda seja de R$ 25 em zona rural e R$ 40 em zona urbana”.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#333399;">O novo encontro marcará o encerramento da série de seminários regionais, que aconteceram em Limoeiro do Norte, Sobral e Juazeiro do Norte. Os eventos reuniram cerca de 500 participantes com representantes de 100 municípios.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#333399;">O seminário contará com a presença de representantes dos municípios da Região Metropolitana de Fortaleza, do Maciço de Baturité, além de parte do litoral Oeste. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#333399;"><strong>BENEFÍCIO</strong> - Famílias cadastradas em programa federal</span></p>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#333399;">Com o objetivo de cadastrar crianças e adolescentes na faixa etária entre cinco e 15 anos no Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), do governo Federal, e de conscientizar seus pais sobre as exigências para sua participação, a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) reuniu ontem 40 famílias na Secretaria Executiva Regional (SER) III, em Fortaleza.Entre as principais condições para o recebimento do benefício, uma bolsa no valor de R$ 40,00, estão a presença das crianças e adolescentes na Jornada Socioeducativa. O projeto é realizado por equipes de educadores sociais qualificados no intuito de sensibilizar contra o trabalho infantil e ocupar a parte do dia em que não estão na escola, e a regularidade na escola e no posto de saúde.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#333399;">Segundo a assistente social do cadastro único da Semas, Tisha Galvão, o objetivo maior desse cadastramento e do programa em si é tirar de vez a criança da situação de trabalho e garantir a ela seu direito ao estudo e ao lazer.Para tanto, a assistente social da Semas, Márcia Nogueira, assegurou que o Município atende de acordo com a demanda, não havendo limite para o atendimento.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#333399;">Francisca Bezerra de Menezes, feirante mãe de três filhos, comemorou: “Não há coisa melhor, estou gostando muito de participar. Agora meus filhos não ficarão desocupados no meio da rua após a escola”. </span></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#333399;">Fonte: Diário do Nordeste</span></p>
</div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Adolescentes eram exploradas sexualmente por homem de 45 anos.]]></title>
<link>http://diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/?p=2454</link>
<pubDate>Sun, 25 May 2008 12:29:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rosane</dc:creator>
<guid>http://diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/?p=2454</guid>
<description><![CDATA[Uma operação conjunta da Delegacia Especializada para a Repressão de Crimes Contra a Criança e o]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="color:#333399;">Uma operação conjunta da Delegacia Especializada para a Repressão de Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Derca) e do Grupo de Diligências Especiais da 2a Vara da Infância e Juventude desarticulou, na manhã de ontem, um esquema de exploração sexual e prostituição infantil, no bairro do Uruguai, na cidade baixa. </span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="color:#333399;">A polícia havia recebido uma denúncia anônima e constatou que seis adolescentes, com idades entre 14 e 16 anos, moravam na casa do segurança identificado apenas como José Fernando, 45 anos, conhecido como Gogão, que está foragido. Algumas delas viviam há mais de três meses no local e mantinham relações sexuais com o proprietário da casa em troca de dinheiro. Além disso, tinham garantidas moradia, alimentação e roupas.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="color:#333399;">No momento da diligência, Gogão não estava em casa. Apenas as seis meninas e Rodolfo Pontes da Silva, 22, que alegou ser namorado de uma delas, estavam dormindo no local. Encaminhados à Derca, e posteriormente à 6ª Delegacia (Brotas), as vítimas e o rapaz foram ouvidos pela delegada plantonista Maria Andrade Ramos, que lavrou o auto de flagrante de Rodolfo por exploração sexual e prostituição infantil. Gogão responderá pelo mesmo crime. O Artigo 244 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê pena de reclusão de quatro a dez anos e multa a quem “submeter criança ou adolescente, como tais definidos no caput do Art. 2o desta lei, à prostituição ou à exploração sexual”.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="color:#333399;">De acordo com a delegada, as meninas iam para a casa de Gogão após brigar com os pais. Rodolfo e Gogão chegaram a propor às garotas fazerem programa com os colegas de trabalho, mas elas se recusaram. As adolescentes conheceram Gogão por meio de uma amiga, também menor de idade, vizinha dele. “Estávamos passando uns tempos lá”, contaram. Três estavam há meses no local e duas há apenas dias. A vizinha de 14 anos que intermediou a ida das amigas está grávida de três meses do namorado.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="color:#333399;">Oriundas dos bairros de Plataforma, Alto do Cabrito e Liberdade, as adolescentes informaram que foram viver na Ribeira para se encontrar com os namorados. Elas ainda contaram que apenas quatro se prostituíam com Gogão. O preço do “programa” variava entre R$10 e R$45, segundo as meninas. Uma delas estava há tanto tempo fora de casa que descobriu, na delegacia, que a mãe havia morrido poucos dias atrás. “Ela ficou bastante comovida, chorou e mostrou remorso por ter deixado o lar”, revelou a delegada.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="color:#333399;">O primeiro familiar a chegar à Derca foi a irmã de uma das meninas com 16 anos, que preferiu não se identificar com medo de represálias. Ela conta que a família sabia onde a menina estava, e não aceitava a decisão dela. “Tentei buscá-la duas vezes, mas não adiantou. Ele (Gogão) ainda disse que não adiantava dar queixa porque ele tinha amigos na polícia e o caso não ia dar em nada. E ameaçou matar a gente”, acusou. Já sobre a exploração sexual e prostituição infantil, ela afirmou não ter conhecimento. As seis garotas estão no Juizado da Infância e Adolescência e devem ser transferidas para um abrigo.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="color:#333399;">Negligência- A defensora pública e professora de direito da criança Hélia Barbosa, também ex-diretora do Cedeca, soube do caso pela imprensa. Apesar de considerar uma questão delicada, acredita que houve certa negligência por parte dos pais, já que as adolescentes estavam há tanto tempo fora de casa e não houve procura das delegacias, OAB, Defensoria Pública, entre outros órgãos. “Tem que analisar por que as meninas deixaram o lar. Inúmeros fatores podem ter contribuído para elas permanecerem nessa situação”, opinou.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="color:#333399;">A coordenadora do Cedeca, Karin Koshima, explica que o fato de as adolescentes dizerem que foram à residência de Gogão por livre e espontânea vontade não significa aceitação, mas sim um consentimento induzido. “Elas foram levadas por outros fatores, que as deixaram vulneráveis”, avalia. A defensora pública ainda reforça que, de acordo com o ECA, adolescentes entre 12 e 18 anos não possuem autonomia para decidir sobre a própria vida, sendo responsabilidade dos pais “o dever de sustento, guarda e educação dos filhos menores, cabendo-lhes ainda, no interesse destes, a obrigação de cumprir e fazer cumprir as determinações judiciais”.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="color:#333399;">Reincidente - Esta não é a primeira vez que o segurança clandestino José Fernando, o Gogão, é caçado pela polícia sob a acusação de pedofilia. Reincidente, o tarado molestara antes um menino de 8 anos na Rua do Maruim, onde mora, no bairro do Uruguai. A denúncia é da mãe da criança, a costureira Ionar dos Mares Ventura, 25, que reage indignada à fuga dele do cerco policial. “Ele é um monstro! Deveria estar atrás das grades como o comparsa (Rodolfo)”, esbravejou. </span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="color:#333399;">Vizinha de Gogão, Ionar conta que, há cerca de um ano, o filho brincava na rua, quando o segurança o convenceu a entrar em sua casa, oferecendo doces e brinquedos. Na ocasião, o tarado teria se masturbado e praticado atos libidinosos com o garoto. Dias depois, a mãe desconfiou do comportamento do filho e terminou conseguindo que ele lhe relatasse o ocorrido. Embora José Fernando ostentasse no bairro a fama de policial, a costureira o denunciou à Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Criança e o Adolescente (Derca).</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="color:#333399;">Ao receber a intimação para comparecer à delegacia especializada, José Fernando deixou o bairro e passou três meses na casa de parentes no subúrbio ferroviário. Nesse período, ele teria violentado duas meninas e um menino. “Ele saiu corrido de lá. Os moradores tentaram surrá-lo quando descobriram tudo”, contou o auxiliar de produção Robson dos Mares Ventura, 24, irmão de Iomar.<br />
Repúdio - Escorraçado, José Fernando voltou para casa, no Uruguai, e foi flagrado algumas vezes praticando atos obscenos. Segundo a aposentada Valmira Lima Guimarães, 63, uma das moradoras mais antigas da Rua do Maruim, “Gogão” costumava se masturbar, observando as alunas da Escola Estadual Maria José de Paula Moreira, cuja quadra de esportes fica em frente à residência dele. “Isso era constante. Ele ficava da janela e não estava nem aí para as pessoas”, delata.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="color:#333399;">Valmira relatou que a casa do acusado é bastante freqüentada por meninas entre 12 e 16 anos, a maioria delas, moradoras de rua, que recebiam dinheiro depois dos programas. “Cansamos de ver o entra-e-sai na casa. Era de se assustar”, indignou-se. A aposentada disse ainda que, recentemente, uma menina de 13, que várias vezes foi vista na companhia de “Gogão”, teria comentado estar grávida. “Temendo a reação dele, ela nunca mais apareceu”, contou. </span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="color:#333399;">Fonte: Correio da Bahia</span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Adolescente grávida morre queimada]]></title>
<link>http://diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/?p=2290</link>
<pubDate>Mon, 12 May 2008 03:33:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ana</dc:creator>
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<description><![CDATA[Dois adolescentes moradores de rua foram queimados sob o Viaduto dos Marinheiros, Centro do Rio de J]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">Dois adolescentes moradores de rua foram queimados sob o Viaduto dos Marinheiros, Centro do Rio de Janeiro, por volta das 4h30 deste domingo. Outras quatro pessoas, a maioria menores, que estavam no abrigo que pegou fogo conseguiram escapar e não ficaram feridas.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">Flávia Souza, de 15 anos, que estava grávida de um mês, morreu na hora. Já Welington Alves, de 16 anos, teve 100% do corpo queimado e está internado em estado gravíssimono Hospital Souza Aguiar, no Centro. As lesões são de segundo e terceiro graus. De acordo com os médicos, são mínimas as chances de sobrevivência.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#000080;">Suspeito detido</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">O também morador de rua Paulo Roberto de Oliveira Ribeiro, o Tupira, 19 anos, foi detido por agentes da 20ª DP (Vila Isabel) na manhã deste domingo. Ele, que é apontado por outros moradores de rua como o principal suspeito, presta depoimento.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">Segundo três pessoas que moram perto do viaduto e que também foram levadas para a delegacia para falar sobre o caso, Tupira vinha praticando pequenos roubos e furtos a pedestres na região, o que desagradava outros moradores de rua, que acabavam sendo alvos constantes de revistas policiais.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">Um morador identificado como Eduardo de Souza, de 15 anos, teria discutido e até se envolvido em luta corporal com Tupira na semana passada. Segundo as testemunhas, teria sido naquele momento que Tupira teria ameaçado atear fogo no local onde Eduardo dormia.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">Peritos estiveram no abrigo sob o viaduto nesta manhã. A destruição foi tão grande que não há pistas sobre o material usado no incêndio. O caso será investigado pela  20ª DP (Vila Isabel).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#000080;">Namorado inconformado</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">Leonardo Souza, 17 anos, companheiro da jovem que morreu queimada, se diz inconformado com o ocorrido. Segundo ele, os dois já tinham se mudado do local e a mãe de Flávia até pagaria seis meses de aluguel, mas como ele conseguiu um emprego em uma gráfica durante a madrugada, deixou a namorada ficar no antigo local junto com outros conhecidos. "Ela ainda pediu para que eu não a deixasse sozinha, mas era o meu primeiro dia no trabalho e não poderia faltar. Não imaginava que tudo isso poderia acontecer", lamentou Leonardo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">FONTE: O DIA ONLINE</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mães são presas por explorar trabalho infantil]]></title>
<link>http://diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/?p=2209</link>
<pubDate>Mon, 05 May 2008 22:37:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ana</dc:creator>
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<description><![CDATA[
 
A Feira de Arte e Artesanato da Afonso Pena foi palco, neste domingo, de uma ação conjunta con]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://lh3.ggpht.com/_-VSxkG16Ibw/SB8CsJ67LKI/AAAAAAAAAUg/CmGYGS-_5wo/s400/20080504134042132.jpg" alt="" width="240" height="280" /></p>
<p style="text-align:left;"> </p>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#333399;">A Feira de Arte e Artesanato da Afonso Pena foi palco, neste domingo, de uma ação conjunta contra a exploração do trabalho infantil. “Os casos mais graves encontrados são de quatro crianças levadas para abrigos porque as famílias não têm a mínima condição de garantir as necessidades básicas. Duas mães foram presas e indiciadas”, afirma a Coordenadora do Fórum Estadual de Combate ao Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente, Elvira Cosendey.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#333399;">Cerca de 50 meninos e meninas foram abordados por técnicos de diversas entidades que lutam pela erradicação do uso de mão-de-obra de crianças e adolescentes. Os pais flagrados explorando os próprios filhos foram notificados pelo Ministério Público do Estadual e terão que assinar um Termo de Ajustamento de Conduta.<br />
Atração turística da capital mineira, a feira acolhe todos os domingos compradores vindos de diversas cidades mineiras e de outros estados. Muitos ambulantes não-cadastrados usam o trabalho infantil para tentar aumentar as vendas. Também é comum encontrar crianças carregando caixas cheias de balas e bugigangas entre as barracas.<br />
Já havíamos realizado outras ações aqui na feira, mas não surtiram os efeitos desejados. Por isso, decidimos fazer hoje (domingo) uma abordagem direta, com a retirada da ruas das crianças exploradas”, afirma a coordenadora. As famílias notificadas terão suas atividades acompanhadas por autoridades para evitar a permanência de situações degradantes.</span><span style="color:#333399;"> </span></div>
<div style="text-align:justify;"> </div>
<div style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#333399;">Ação contínua</span></strong></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#333399;">“Vamos fazer o mesmo tipo de abordagem em outras feiras e eventos da capital para coibir o trabalho infantil, seja ele explorado por familiares ou por terceiros”, garante Elvira. Participaram da ação neste domingo representantes da Prefeitura de Belo Horizonte, Ministério Público Estadual, Juizado da Infância e da Juventude, conselhos tutelares e Polícia Militar.</span></div>
<div style="text-align:justify;"> </div>
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#333399;"><strong>Veja como funciona o trabalho de abordagem:</strong></span></div>
<div id="noticia_palavras" class="autor" style="text-align:justify;padding:5px 0 0;"><em><span style="color:#333399;">Tirar das ruas crianças e adolescentes em situação de abandono e lhes oferecer melhores perspectivas de vida é a tarefa que equipes de assistentes sociais cumprem todos os dias.</span></em></div>
<div class="autor" style="text-align:justify;padding:5px 0 0;"><span style="color:#333399;">São 15h de uma tarde ensolarada, em Belo Horizonte. Como se saísse do nada, o pequeno Gabriel (nome fictício), de 6 anos, dobra a esquina com o rosto coberto por uma camisa, tendo apenas os olhos arregalados à mostra e uma pistola de água em punho. Numa brincadeira, em tom de ameaça, ele grita: “Vou te pegar, vou te pegar!” O disparo da arma de plástico acerta em cheio as mãos da dupla de técnicos de abordagem Edwaldo Pereira Reis, de 39, e Edvaldo Anastácio, de 31. Lidar com essas surpresas e se manter firme diante de mais uma cena da dura realidade das ruas de Belo Horizonte faz parte da rotina dos dois funcionários da Secretaria Municipal Adjunta de Assistência Social. Todos os dias, eles cumprem uma missão digna de heróis: dar a crianças e adolescentes, vítimas da exploração do trabalho infantil e em situação de mendicância, a perspectiva de um futuro melhor e de uma vida mais digna.O mais recente levantamento da prefeitura apontou a existência de 1.099 menores trabalhando ilegalmente ou pedindo esmolas nas ruas da capital. A mendicância foi apontada como a atividade mais comum, sendo praticada por 18,7% desses jovens. Em seguida, aparecem os vendedores ambulantes, que representam 17,4% do grupo, os guardadores de carro (15,4%) e os malabaristas (14,6%). A pesquisa ainda mostra que 72% dessas crianças e adolescentes são do sexo masculino e 96% deles moram com parentes e dormem em casa regularmente. Por fim, o trabalho indicou que cerca de 70% deles são da capital e o restante é proveniente de cidades do interior de Minas.</span></div>
<div class="autor" style="text-align:justify;padding:5px 0 0;"> </div>
<div class="autor" style="text-align:justify;padding:5px 0 0;"><span style="font-weight:bold;"><span style="color:#333399;">Roteiro</span></span></div>
<div class="autor" style="text-align:justify;padding:5px 0 0;"><span style="color:#333399;">O dia da equipe de abordagem começa às 13h. Depois de definir um roteiro de ruas, avenidas e praças a serem percorridas, eles saem à procura de jovens que trabalham nos sinais de trânsito, pedem esmolas nas esquinas, cheiram cola e tíner ou perambulam pela capital, longe da escola e da família. O primeiro contato é marcado por um aperto de mãos, que abre espaço para uma conversa difícil, nem sempre bem aceita pelos menores, mas necessária. “O desafio é criar um vínculo, uma relação de confiança com os garotos. Nosso trabalho é retirá-los das ruas, mas isso não pode ser feito à força. Mostramos a eles um novo caminho, seja um abrigo público, seja a volta para casa. E o importante é que eles saibam que, quando quiserem mudar de vida, nós estaremos perto para ajudá-los”, diz Edwaldo.</span></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#333399;">Há seis anos como técnico de abordagem de rua da prefeitura, o assistente social Edwaldo – baixo e de pele e olhos claros – usa a persistência e a amizade como estratégia para vencer a resistência dos jovens. Ao seu lado, está sempre o parceiro Edvaldo Anastácio – um negro alto e forte, formado em filosofia e há mais de dois anos na abordagem. A dupla, cuja jornada só termina às 19h, integra uma equipe de 28 técnicos da secretaria. Com o apoio dos colegas psicólogos, pedagogos, geógrafos e advogados, os dois lutam diariamente por vagas em creches, escolas, projetos de trabalho protegido, atividades socioeducativas em horário complementar à sala de aula e abrigos temporários e permanentes para pôr um ponto final na trajetória de rua de crianças e adolescentes.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#333399;">Depois da abordagem inicial, a missão da equipe prossegue com o preenchimento de uma ficha com dados do jovem. As informações, prestadas pelos garotos durante uma conversa informal com os técnicos, são checadas posteriormente pela secretaria, por meio de visitas domiciliares e contatos com escolas, abrigos, conselhos tutelares, Promotoria e Juizado da Infância e da Juventude. “Fazemos relatórios diários com a identificação e o encaminhamento dado à criança. Conseguimos levar muitos para os abrigos ou de volta para a casa da família, mas alguns retornam rapidamente às ruas. Eles têm dificuldade de cumprir regras impostas pelos educadores ou pelos pais e também sentem falta da liberdade, das drogas, do sexo e do dinheiro que têm na condição de menino de rua”, conta o filósofo.</span><span style="color:#333399;"> </span></p>
<div class="autor" style="text-align:justify;padding:5px 0 0;"><span><span style="color:#333399;">Fonte: Portal Uai</span></span></div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Medida para tirar crianças da ruas gera polêmica em Brasília ]]></title>
<link>http://diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/2007/11/27/medida-para-tirar-criancas-da-ruas-gera-polemica-em-brasilia/</link>
<pubDate>Tue, 27 Nov 2007 15:20:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ana</dc:creator>
<guid>http://diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/2007/11/27/medida-para-tirar-criancas-da-ruas-gera-polemica-em-brasilia/</guid>
<description><![CDATA[
Mylena Fiori
Repórter da Agência Brasil 
Brasília - Entrou em vigor neste final de semana, no Di]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/files/2007/11/pct_rua_009.jpg" alt="pct_rua_009.jpg" /></p>
<p align="justify"><font color="#000080">Mylena Fiori<br />
<em>Repórter da Agência Brasil</em> </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080">Brasília - Entrou em vigor neste final de semana, no Distrito Federal, uma lei que que proíbe crianças menores de 12 anos, desacompanhadas ou sem autorização da Vara da Infância e da Juventude, de utilizarem o transporte coletivo das 19 horas às 6 horas. A norma pretende tirar as crianças das ruas - problema comum a todas as grandes cidades brasileiras.</p>
<p>“O foco principal são estas crianças que estão à noite na porta dos cinemas, restaurantes, dos bares, dos estacionamentos, já praticando a profissão de flanelinha”, justifica a autora do projeto, deputada Eurides Brito (PMDB). 'É uma lei protetora da criança”, defende. Segundo ela, a lei foi fruto de estudos e pesquisas de entidades de assistência social que indicam que essas crianças em geral estudam, mas há sempre uma adulto que as obriga ir vender balas, tomar conta de carros ou pedir dinheiro depois da escola.</p>
<p>A nova regra causa polêmica pois a fiscalização ficará a cargo do DFTrans, antigo Departamento Metropolitano de Transportes Urbanos. Além disso, quem receberá a punição será a empresa prestadora do serviço de transporte, que terá que pagar multa de R$ 1.000, e, em caso de reincidência, terá a concessão do serviço suspensa por 30 dias.</p>
<p>“A iniciativa é muito boa mas foi mal construída, não temos a mínima condição de fazer a fiscalização e cobrar o cumprimento dessa lei”, alega o Secretário de Transportes do DF, Alberto Fraga, informando que o sistema conta com apenas 70 fiscais – e nenhum trabalha entre 19 horas e 6 horas.</p>
<p>Ele acredita que a fiscalização deveria ficar a cargo de secretarias como a de Ação Social ou de Justiça e Cidadania. “A Secretaria de Transportes não tem ninguém treinado suficientemente para lidar com essa questão da criança. Imagine um fiscal de transportes pegando uma criança pelo braço e essa criança reagindo”, pondera. Também levanta outra questão: “O fiscal vai entregar essa criança para quem, quem será o responsável por essa crianças?”, indaga.</p>
<p>Brisabel Rocha, presidente da Fundação de Assistência Social (FASC) da Prefeitura de Porto Alegre, sugere a imediata orientação de motoristas e fiscais para que saibam como lidar com essas crianças. Ainda assim, duvida da eficácia da nova lei. “O adulto terá uma atitude não educativa, agressiva com a criança”, opina. Ela coordena o chamado programa “Ação Rua”, da prefeitura de Porto Alegre – iniciativa que aposta na prevenção para afastar crianças e adolescentes da vida nas ruas.</font>
</p>
<p align="justify" class="western"><font color="#000080">A estratégia do programa é abordar estas crianças e adolescentes e fazer um diagnóstico de cada caso, com plano de ação individual envolvendo familiares e organizações não governamentais. O trabalho é feito por educadores e implica na reinserção na família e na escola, além de desenvolvimento de atividades extra classe uma vez que 75% das crianças já estão na escola mas ficam pelas ruas depois da aula e retornam para casa no final do dia. “O programa é o somatório de várias experiências anteriores, analisando o que deu certo ou não. Identificamos que crianças são essas e por que estão nas ruas e trabalhamos de forma integrada em uma rede de prevenção que envolve poder público e sociedade civil”, afirma Brisabel Rocha. “Ações de repressão sem prevenção não são eficientes”, conclui.</font></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Retratos do Brasil: Crianças de rua assediam visitantes em Salvador]]></title>
<link>http://diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/2007/10/30/retratos-do-brasil-criancas-de-rua-assediam-visitantes-em-salvador/</link>
<pubDate>Tue, 30 Oct 2007 04:31:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ana</dc:creator>
<guid>http://diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/2007/10/30/retratos-do-brasil-criancas-de-rua-assediam-visitantes-em-salvador/</guid>
<description><![CDATA[
As carinhas sujas, as roupas grandes demais para seus corpos franzinos e os pés descalços continu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/files/2007/10/imgg064.jpg" alt="imgg064.jpg" /></p>
<p align="justify"><font color="#000080">As carinhas sujas, as roupas grandes demais para seus corpos franzinos e os pés descalços continuam a ser uma das marcas registradas das crianças e adolescentes que circulam pelo Centro Histórico. Eles passam o dia pedindo dinheiro ou comida, praticando furtos contra turistas e nativos, cheirando cola ou fumando crack pelos cantos escuros de um dos maiores pontos turísticos da cidade. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080">Ontem, às 16 horas, na esquina das ruas Gregório de Mattos com Laranjeiras um grupo de espanhóis foi colocado às pressas pela guia da CVC dentro da Loja Planeta Bahia. A chegada de algumas crianças de rua causou temor a muitos turistas. Sem se identificar, um dos visitantes disse ficar mais incomodado com a insistência de alguns vendedores de colares, mas já ouviu falar que algumas pessoas de seu país foram roubadas por jovens nas ruas do Pelô. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080">Mais adiante, em pleno Terreiro de Jesus, às 16h15, uma cena de confronto entre um taxista e um garoto que o ameaça com um grande pedaço do calçamento de pedra portuguesa. Duas clientes dele, apavoradas, temiam até se mexer para entrar no carro, enquanto o motorista exigia a intercessão de um jovem um pouco mais velho, declarando em alto tom: “Tome logo uma providência senão eu apago esse pivete! Você sabe qual é a minha!”. Ele acabou entrando no veículo, mas a última palavra foi do menino ao desferir uma pedrada junto ao pneu. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080"><strong>LEITE E BISCOITOS</strong> – Numa padaria próxima muita gente observa a cena, mas prefere não interferir. “O menino tá com a cabeça cheia de porcaria. Louco é quem mexe com eles”, disse um homem. Ao mesmo tempo, sai do local um adolescente negro, bigode ralo, carregando duas latinhas de cerveja e duas garrafas pet, vazias. Ele circula ao redor do estabelecimento e acaba abordando uma mulher branca, a quem faz um pedido. Ela concorda, entra na loja acompanhada por ele que confirma o pedido: um pacote de leite longa vida e um de biscoito. Paga a compra (R$ 4,90), o jovem agradece e sai rapidamente agarrado às compras, olhando desconfiado. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080">Ao ser abordado pela reportagem do lado de fora da loja, o garoto não pára de caminhar, mas responde a algumas perguntas. Diz se chamar M. e que mora no abrigo da Mãe Preta. De cabeça baixa, fala que vai levar a comida para dividir com seus irmãos e se afasta na direção da Praça da Sé. Esta cena se repete várias vezes ao longo do dia segundo os funcionários do estabelecimento, para quem as crianças usam o argumento da fome para sensibilizar as pessoas. Mais tarde, vendem ou trocam os produtos para comprar drogas na Rua 28 de Setembro, acreditam. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080">PROJETO S – O secretário de Turismo do Estado, Domingo Leonelli, acha que o projeto global que será implantado no Centro Histórico prevê uma atuação conjunta entre a Secretaria de Cultura e a de Desenvolvimento Social. Também lembra que cuidar destas crianças é a principal atribuição do CidadeMãe (administração municipal). Mas ressaltou que este é um problema que tem que ser resolvido com cuidado. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080">”Não devemos expulsar essas crianças e sim procurar uma forma de acolhê-las, de encontrar uma maneira de ajudá-las. Não pelos danos que possam causar ao Turismo, mas sim por causa delas próprias. A primeira preocupação deste governo deve ser com as crianças, assegurando um tratamento adequado de forma a não piorar ainda mais este grave problema social”, declarou. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080"><strong>SOLUÇÕES</strong> – Para a promotora da Infância e da Juventude Márcia Guedes algumas das principais providências neste sentido está prevista no Termo de Ajustamento de Conduta 127/03, assinado pelo prefeito João Henrique Carneiro em 29/08/2006. Mais especificamente em relação aos viciados em drogas, o cláusula sétima determina a implementação, no prazo de um ano, junto à Secretaria Municipal de Saúde, programa de prevenção e tratamento especializado para crianças, adolescentes e responsáveis usuários de substâncias psicoativas e portadores de distúrbios psicológicos. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080">De acordo com a promotora o TAC encontra-se em avaliação no Conselho Superior do Ministério Público e assim que for devolvido para sua promotoria começará a ser executado. O documento prevê outros tipos de políticas públicas para assistir às famílias das crianças e permitir sua reintegração à sociedade, explicou. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080">“Existem políticas públicas para quem tem força de vontade para sair das ruas e quer estudar mesmo levando uma vida mais modesta”, ressalvou o conselheiro Luciano Carlos Dórea de Oliveira Júnior, do Conselho Tutelar II, (do Barbalho a Ondina). “O problema é que a maioria dos que estão na rua são muito vulneráveis e não têm como lutar contra os vícios e contra a situação de abandono em que se encontram”, contrapôs. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080">Ele lembra que o papel dos conselhos tutelares é oferecer proteção e orientação para crianças de até 12 anos. Mas quando é preciso aplicar medidas de proteção não existem locais onde possam ter um acompanhamento mais atento. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080">“Os abrigos servem apenas para que não durmam nas ruas, mas não tratam nem ajudam crianças usuárias de drogas”, declarou.</font></p>
<p><em>Fonte: A Tarde Online</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pesquisa identifica quase 2.000 crianças vivendo nas ruas em SP]]></title>
<link>http://diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/2007/09/15/pesquisa-identifica-quase-2000-criancas-vivendo-nas-ruas-em-sp/</link>
<pubDate>Sat, 15 Sep 2007 23:27:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ana</dc:creator>
<guid>http://diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/2007/09/15/pesquisa-identifica-quase-2000-criancas-vivendo-nas-ruas-em-sp/</guid>
<description><![CDATA[Crianças já passaram metade da vida na rua
Maioria com até 5 anos vive há 2 em risco, diz pesqui]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h3 align="justify"><font color="#ff0000">Crianças já passaram metade da vida na rua</font></h3>
<p align="justify"><font color="#ff0000">Maioria com até 5 anos vive há 2 em risco, diz pesquisa</font></p>
<p> <img src="http://diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/files/2007/09/menino_rua.jpg" alt="menino_rua.jpg" /></p>
<p><font color="#000080">Das crianças com menos de 5 anos que vivem ou trabalham nas ruas da Subprefeitura da Sé, no centro, e de Pinheiros, na zona oeste, mais da metade está há mais de dois anos nessa situação. O dado, divulgado ontem, foi revelado pela pesquisa qualitativa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), encomendada pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads), no início do ano.</font><font color="#000080"> </font><font color="#000080"></p>
<p align="justify">Como o Estado adiantou na edição de segunda-feira, a pesquisa quantitativa mostrou que, durante quatro horas (das 16 às 20 horas) do dia 18 de junho, os recenseadores contaram 1.842 crianças e adolescentes em situação de rua em São Paulo, sendo que 1.196 estavam no centro expandido.</p>
<p align="justify">Partindo desse dado, a coordenadora da pesquisa, Silvia Schor, realizou um trabalho qualitativo com 805 pessoas da região central e de Pinheiros. "O objetivo era responder quem são essas crianças, depois de já ter descoberto quantas eram e onde estavam", explicou a pesquisadora.</p>
<p align="justify">Além de constatar que em média as crianças e adolescentes dessas regiões vivem três anos e meio em situação de rua, a pesquisa mostrou que 49,6% dos 805 entrevistados declararam que retornam toda noite para suas casas, enquanto 15,4% não voltam. O restante visita a família pelo menos uma vez por semana, ou em intervalos maiores.</p>
<p align="justify">Um resultado que surpreendeu Silvia foi a quantidade de crianças com menos de 6 anos encontradas nas ruas: 15,7% nas duas regiões escolhidas para as entrevistas, o equivalente a 126 garotos.</p>
<p align="justify">"Isso me chocou muito. A responsabilidade de uma criança estar na rua não é dela mesma. Alguma coisa errada há na família", afirmou a pesquisadora. Os motivos para estarem nas ruas não foi abordado durante a pesquisa.</p>
<p align="justify"><strong>LAÇOS FAMILIARES</strong></p>
<p align="justify">Por isso, o secretário de Assistência e Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro, enfatizou que o trabalho da Prefeitura tem que dar prioridade aos mais novos. "Quanto mais eles vão se afastando de suas casas e ficando mais tempo na rua, é mais difícil retomar os laços familiares", afirmou.</p>
<p align="justify">Um dado à parte, repassado pelo secretário, é que 70% das crianças que possuem cadastros nos Centros de Referencias da secretaria, os Crecas, sofreram abusos sexuais. "Que criança quer voltar para uma casa dessa? Por isso o trabalho tem que ser com a família toda", afirmou Pesaro.</p>
<p align="justify">Até o fim do ano a secretaria deve começar a treinar mais 100 pessoas especialmente para fazer abordagens de crianças. O dinheiro para isso deve vir do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o qual já financiou parte da pesquisa da Fipe, dentro do programa de revitalização do centro.</p>
<p align="justify"><strong>ESCOLARIDADE</strong></p>
<p align="justify">A pesquisa mostrou também que 54,5% das crianças e adolescentes da Sé e de Pinheiros não vão à escola e que o grau de escolaridade cai quando aumenta a idade do entrevistado.</p>
<p align="justify">Quanto à freqüência com que vão para as ruas, a grande maioria (82,6%) declarou que vai pelo menos cinco dias por semana, sendo que 66,9% dos 805 disseram que também ficam à noite.</p>
<p align="justify">Silvia que já fez pesquisa parecida com moradores de rua adultos, confessou que teve mais dificuldade com as crianças. "Trabalhar com crianças e adolescentes é mais complicado, mas delicado", afirmou.</p>
<p align="justify"><strong>NÚMEROS</strong></p>
<p align="justify">1.842 crianças foram contadas pelos recenseadores nas ruas, das 16 às 20 horas de 18 de julho. Dessas, 805 foram alvo de um trabalho qualitativo, na região central e em Pinheiros (zona oeste)</p>
<p align="justify">1.196 dos pesquisados estavam no centro expandido da capital paulista</p>
<p align="justify">70% das crianças que têm cadastros nos Centros de Referência da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Crecas) já sofreram abusos sexuais.</p>
<p></font><em>Fonte: Estadão</em></p>
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<title><![CDATA[O quadro negro da infância e adolescência no Brasil ]]></title>
<link>http://diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/2007/08/02/o-quadro-negro-da-infancia-e-adolescencia-no-brasil/</link>
<pubDate>Thu, 02 Aug 2007 03:17:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ana</dc:creator>
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<description><![CDATA[Relatório entregue à ONU denuncia omissão dos governantes e da sociedade

Quase 15 anos após a a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><strong><font color="#ff0000">Relatório entregue à ONU denuncia omissão dos governantes e da sociedade</font></strong></p>
<p align="justify"><img src="http://diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/files/2007/08/meninosderua.jpg" alt="meninosderua.jpg" /></p>
<p align="justify"><font color="#000080">Quase 15 anos após a assinatura pelo Brasil da Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança, foi entregue ontem ao Comitê dos Direitos da Criança, órgão das Nações Unidas, em Genebra (Suíça), o primeiro Relatório sobre a Situação dos Direitos da Criança e do Adolescente no Brasil. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080">O documento denuncia que a desnutrição, a educação deficiente e o estado de abandono em que se encontram milhares de crianças demonstram o descaso do governo brasileiro e da sociedade. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080">O Brasil, de acordo com o documento, é um país que ainda está longe de reconhecer suas crianças e adolescentes como sujeitos de direitos na prática. Os direitos de mais de 23% das crianças e adolescentes (14 milhões) estão sendo completamente negados, acrescenta o documento. Um milhão de crianças entre 7 e 14 anos estão fora da escola, 1,9 milhão são analfabetas e 2,9 milhões de crianças entre 5 e 14 anos trabalham, a maioria como empregadas domésticas e em lixões. É alto o número de crianças e adolescentes que passam fome e chegam a usar entorpecentes para enganar a falta de comida, ainda segundo o relatório. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080">De acordo com o censo de 2000 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de mortalidade infantil, apesar da queda nos últimos anos, está na média de 29,6 mortes para cada mil crianças nascidas. Entre 1988 e 1990, 4.661 crianças e adolescentes foram mortos, o que significa quatro assassinatos por dia, em sua maioria meninos pobres e negros. Desses, 52% foram mortos pela polícia ou por seguranças privados. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080">Para o coordenador da Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente (Anced), Renato Roseno, a expectativa é de que com a apresentação do relatório à ONU o Estado brasileiro realize os investimentos necessários para a implementação de políticas que promovam os direitos das crianças e dos adolescentes ratificados pelo país. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080">- Esperamos que o sistema de diagnóstico das violações de direitos humanos também seja aprimorado para sua plena garantia - destacou. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080">O relatório sobre a situação dos direitos da criança e do adolescente no Brasil foi elaborado pela Anced em parceria com o Fórum Nacional Permanente das Entidades Não-Governamentais de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente. Será apresentado no dia 14 setembro durante a 37ª reunião do Comitê dos Direitos da Criança, também em Genebra. O Comitê esperava há 12 anos a entrega do documento brasileiro. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080">Além de apresentar deficiências na garantia dos direitos e deveres das crianças e dos adolescentes brasileiros, o documento também traz sugestões para a resolução de problemas na situação infanto-juvenil. Entre elas: promover a construção de uma prática política institucional de reconhecimento da necessidade de luta pelos direitos da criança e do adolescente; mobilizar as organizações da sociedade em favor da proteção dos direitos humanos; ampliar o número de delegacias de polícia especializadas na apuração de infrações contra crianças e adolescentes; e coibir prioritariamente a tortura praticada por agentes policiais. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000080">Agência Brasil - Matéria de 2004</font></p>
<p align="justify">&#160;</p>
]]></content:encoded>
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