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	<title>ciencia-politica &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/ciencia-politica/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "ciencia-politica"</description>
	<pubDate>Sun, 20 Jul 2008 12:39:22 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Del querer y el preferir]]></title>
<link>http://insomniaco.wordpress.com/?p=224</link>
<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 23:18:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>Insomniaco</dc:creator>
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<description><![CDATA[Dos verbos que tienen cada uno su connotación y su magia. Según la Real Academia de la Lengua Espa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Dos verbos que tienen cada uno su connotación y su magia. Según la <a href="http://wwww.rae.es">Real Academia de la Lengua Española</a> el verbo querer tiene 10 acepciones o significados, sin embargo casi todas hacen referencia al deseo; por su parte, el verbo preferir tiene una sola acepción que hace referencia a la preferencia, lo cual implica optar por algo (o alguien) por encima de otro algo (o alguien). LA diferencia es, creo, clara, mientras cuando queremos las variables son simplemente dos: nosotros mismos y el objeto del deseo. En el caso del preferir las variables son múltiples con un entorno abierto, es decir, somos nosotros mismos frente a un cúmulo de objetos del deseo que debemos ordenar y priorizar. </p>
<p>He aquí el planteamiento filosófico; ¿debemos optar en nuestras vidas por querer mas o preferir mas? <!--more--> Personalmente creo que la respuesta es claro, siempre en todos los actos de nuestras vidas debemos regirnos por el preferir ya que como nos dice la economía el mundo en el cual vivimos es un mundo del <em>second best</em>: no es el mejor mundo posible, sino que es siempre el segundo mejor mundo posible, o incluso el tercero o el cuarto. Y es que la filosofía y las ciencias sociales siempre han tratado el tema de cómo nos movemos en el mundo, con acciones, interacciones, reacciones, entorno, deseos y finalmente, o al menos así debería ser, preferencias. Sin embargo, muchos aun piensan que para caminar por este mundo es solo necesario desear algo, querer algo, y no hacen el ejercicio de evaluar posibilidades y prioridades, se empecinan, se ciegan y caminan hacia la devoración de su objetivo.  Pasar del querer al preferir es uno de los pasos mas grandes que da un ser humano cuando pasa de ser un niño a ser un adulto.</p>
<p>Pero Bolivia, o al menos los políticos bolivianos, viven aun en su etapa de niñez. Quieren, quieren, quiere, pero no evalúan condiciones y posibilidades, no demuestran eso. Son caballos de cochero con un objetivo en frente y nada mas, sin considerar piedras, obstáculos o imposibilidades para llegar a su objetivo, menos aun las consecuencias. En ambos lados de la trinchera quieren algo y es algo que desean devorar, es decir, consumar, para luego poder pasar a devorar algo más y algo más, nunca evaluando, nunca creciendo. Es completamente necesario este cambio, aunque desde este espacio ya nos hemos cansado de decirlo y de dar los mas diversos argumentos sobre esta necesidad de crecer, de madurar, para poder avanzar hacia un destino claro como conjunto. <strong>Es necesario comenzar a ver las cosas dentro de una escala de prioridades, consideran posibilidades, obstáculos, entorno y consecuencias, y dejar aquel instinto de devorar que no mide, que no espera, que no calcula. </strong>Por favor.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[6o. Encontro da Associação Brasileira de Ciência Política]]></title>
<link>http://hrcastro.wordpress.com/?p=362</link>
<pubDate>Sun, 13 Jul 2008 21:00:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Henrique</dc:creator>
<guid>http://hrcastro.wordpress.com/?p=362</guid>
<description><![CDATA[
Data: de 29/7 a 1o. de Agosto de 2008
Local: UNICAMP - Campinas, SP
- Mesas redondas, conferências]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://201.48.149.88/abcp2008/img/logo.jpg" alt="" width="176" height="160" /></p>
<p><strong>Data:</strong> de 29/7 a 1o. de Agosto de 2008</p>
<p><strong>Local:</strong> UNICAMP - Campinas, SP</p>
<p>- Mesas redondas, conferências e apresentação de trabalho nas seguintes áreas temáticas: cultura política e democracia, eleições e representação política, estado e políticas públicas, instituições políticas, política e economia, relações internacionais e teoria política.</p>
<p>Para saber como participar do encontro, <a href="http://201.48.149.88/abcp2008/" target="_blank">acesse aqui o site</a> com todas informações a respeito.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Paulo Egydio conta]]></title>
<link>http://acantus79.wordpress.com/?p=90</link>
<pubDate>Sun, 29 Jun 2008 15:51:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>acantus79</dc:creator>
<guid>http://acantus79.wordpress.com/?p=90</guid>
<description><![CDATA[Mais um livro encontra-se disponível para download na estante virtual. 
Lançado recentemente, em 2]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span>Mais um livro encontra-se disponível para download na estante virtual. </span></p>
<p><span>Lançado recentemente, em 2007, com apoio do Banco Itaú, <strong><em>Paulo  Egydio conta</em></strong> traz a trajetória pessoal e política de Paulo Egydio  Martins, governador do Estado de São Paulo de 1975 a 1979. </span></p>
<p><span>O início de seu mandato - marcado por forte turbulência, o que fez com que em  âmbito nacional a sociedade civil pressionasse cada vez mais sistematicamente  pela abertura política - é evidenciado pelo nítido e firme posicionamento de  diversas instituições contra a tortura, pela campanha para a revogação do <strong>AI-5</strong>,  bem como pelo surgimento e organização do novo sindicalismo. Logo nos primeiros  dias do governo Paulo Egydio, ocorreu o assassinato de <strong>Vladimir Herzog</strong>, em  outubro de 1975 e, meses depois, em janeiro de 1976, de Manuel Fiel Filho nas  dependências do<strong> DOI-CODI</strong>, que causaram grande indignação e comoção no País. </span></p>
<p><span>Paulo Egydio Martins conta neste livro sua participação ou visão dos  acontecimentos que lhe foram dados viver ou testemunhar. Expõe valores que o  nortearam na vida pública e privada. Descreve as realizações de seu governo,  como as ações na área da Saúde, a criação do Instituto do Coração, a criação da  Unesp - Universidade Estadual Paulista, a construção da rodovia dos Bandeirantes  e a criação do <strong>Seade</strong> - Sistema Estadual de Análise de Dados. Narra sua origem e  extensa ramificação familiar, dramas e sonhos, viagens, missões diplomáticas e  comerciais, apresenta amigos, personalidades políticas e empresariais. Conta a  sua versão da polêmica invasão da PUC, interpreta a história a partir de  documentos que guardou ciosamente e com os instrumentos que a memória lhe  permite. No tempo presente, acerta suas contas com o passado. </span></p>
<p><span>(Trecho extraído da Apresentação).<br />
Acesse: <a class="EC_menu1a" href="http://www.cpdoc.fgv.br/producao_intelectual/index.asp?a=PauloEgydio" target="_blank">www.cpdoc.fgv.br/producao_intelectual</a> </span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Por que votamos?]]></title>
<link>http://gustibusgustibus.wordpress.com/?p=7412</link>
<pubDate>Mon, 16 Jun 2008 14:24:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>claudio</dc:creator>
<guid>http://gustibusgustibus.wordpress.com/?p=7412</guid>
<description><![CDATA[Eis um estudo interessante.
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.apa.org/monitor/2008/06/vote.html">Eis um estudo interessante</a>.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ética e política brasileira]]></title>
<link>http://acantus79.wordpress.com/?p=77</link>
<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 00:57:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>acantus79</dc:creator>
<guid>http://acantus79.wordpress.com/?p=77</guid>
<description><![CDATA[Ludimila Coelho Loiola
RESUMO
Entre a ética e a política constatamos uma dialética conflitiva, po]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Ludimila Coelho Loiola</p>
<p class="western" align="justify"><strong>RESUMO</strong></p>
<p class="western" align="justify">Entre a <strong>ética </strong>e a <strong>política</strong> constatamos uma dialética conflitiva, pois há um imenso abismo separando-as. O objetivo desse artigo é verificar os conflitos entre a ética e a política, enfocando como o <strong>poder político</strong> interfere nas relações sociais desde a chegada da política no Brasil, pouco depois do seu descobrimento em 1500, deturpando os valores morais da sociedade hodierna através de mentiras e corrupção, pois muitos políticos só procuram autopromoção; e manipulação da sociedade. O tema é justificado devido às rotineiras denúncias de corrupção por parte dos políticos, que deixam a população brasileira perplexa, mas que infelizmente, não reivindica mudanças nesse quadro. Promessas políticas feitas em período eleitoral, para a obtenção de vantagens não são cumpridas - algumas¬ por pura falta de vontade, e outras por ineficiência ou falta de recursos financeiros do Estado. A metodologia utilizada nesse trabalho é baseada em pesquisa bibliográfica para a melhor compreensão dessa temática. O texto é dividido em cinco partes. Na introdução desenvolvemos uma relação dialética entre a ética e a política. Depois, temos um breve histórico da política brasileira, desde a independência, passando pelo Golpe Militar até chegar aos nossos dias. Posteriormente foram enumeradas algumas posturas antiéticas dos políticos nacionais como a política do "coronelismo". A conclusão traz uma retomada de toda a problemática, com possíveis formas de modificar o pensamento político brasileiro. Por fim, temos as referências bibliográficas que utilizamos para o embasamento teórico do trabalho.</p>
<p class="western" align="justify"><strong>Palavras-chave</strong>: política, coronelismo, minorias populacionais, corrupção.</p>
<p class="western" align="justify"><strong>1. INTRODUÇÃO </strong></p>
<p class="western" align="justify">A ética pode ser entendida como a ciência que estuda as relações morais dos homens entre si. Originada do grego ethos que significa costume, a ética surge para estudar e investigar os princípios, as normas de comportamento, ou seja, as práticas morais e tradicionais consideradas valores que regem as condutas humanas de determinada sociedade. (VAZQUÉZ, 2000).</p>
<p class="western" align="justify">Os princípios éticos de uma sociedade podem e devem evoluir seguindo os valores morais que sofrem mutação conforme as mudanças econômicas, tecnológicas e sociais. Para Adolfo Vazquéz (2000) os princípios éticos evoluem devido a "necessidade de relacioná-los com as condições sociais as quais se referem, com as aspirações e interesses que os inspiram e com o tipo concreto de relações humanas que pretendem regulamentar".</p>
<p class="western" align="justify">Durante a Idade Média a visão teocêntrica do mundo vez com que os valores morais da sociedade fossem substituídos. Essa começava a ser regida pelos valores religiosos, mais precisamente os católicos, que impuseram a dialética do bem X o mal vinculados a fé, e pelos Dez Mandamentos que são seguidos e respeitados até hoje, como: não matar, não roubar, etc.</p>
<p class="western" align="justify">Posteriormente, a visão iluminista transformou os valores éticos da sociedade, pois estes se tornaram secularizados. O fundamento ético passava a ser o próprio homem, e não mais Deus. Na concepção Kantiana (apud ARANHA, 1993), que é iluminista, o agir moralmente se funda exclusivamente na razão. Essa nova visão pressupõe o individualismo, uma vez que o homem é levado a agir seguindo a sua consciência, seus costumes ou a favor do que seria bom para si mesmo.</p>
<p class="western" align="justify">Atualmente Habermas (1980 apud ARANHA, 1993) traz uma nova concepção para a ética. Sua teoria, influenciada por Kant, também pontifica a razão como fundamento básico, porém é uma razão comunicativa, onde o sujeito recorre à comunidade, ao dialogo, a interação social para chegar à razão. Dessa forma, é necessário o entendimento para se conseguir uma única conclusão entre os indivíduos do grupo social, conseguida através da utilização de argumentação racional.</p>
<p class="western" align="justify">Por outro lado, a palavra "política" foi utilizada pela primeira vez por Aristóteles. Este disse que "o homem é um animal político, porque nenhum ser humano vive sozinho e todos precisam da companhia de outros". Dessa forma, "política se refere à vida na polis, ou seja, a vida em comum, as regras de organização dessa vida, aos objetivos da comunidade e as decisões sobre todos esses pontos". (ARISTÓTELES, apud DALLARI, 1999).</p>
<p class="western" align="justify">Weber (1926) traz duas concepções de política. A primeira diz que "por política entenderemos tão somente a direção do agrupamento político hoje denominado 'Estado' ou a influência que se exerce nesse sentido". Nessa concepção, torna-se viável e tolerável o uso da força ou violência pelo Estado para a garantia do seu poder, soberania e ideais. Na Segunda, entende por política "o conjunto de esforços feitos visando a participar do poder ou a influenciar a divisão do poder, seja entre Estados, seja no interior de um único Estado". Dessa maneira, para Weber "qualquer homem que se entrega a política aspira ao poder". O Estado consiste apenas em uma relação de dominação do homem pelo homem.</p>
<p class="western" align="justify">Poderíamos elencar além dessas inúmeras outras definições do que é política, mas tomaremos como base a concepção de Dallari (1999, p.10) : "política é a conjugação das ações de indivíduos e grupos humanos, dirigindo-as a um fim comum". Este fim comum deve ter como ideal o bem-estar, a igualdade entre os componentes da sociedade e a paz social.</p>
<p class="western" align="justify">A política resulta da própria vida em sociedade, das ações humanas e da necessidade de organização dessa sociedade, visando sempre ao bem comum, de tal modo que se atinja uma sociedade justa e livre.</p>
<p class="western" align="justify">Entre a ética e a política parece não existir um ponto em comum, pois agir conforme os padrões políticos significa que as suas atitudes estão distantes dos valores éticos da sociedade. Essa afirmação parece ser contraditória, pois se uma aspira a uma vida justa e feliz, torna-se inseparável da outra. Porém, esta finalidade é mera teoria, pois a política, na prática, não realiza o bem comum, mas o bem dos próprios detentores do poder e seus apadrinhados.</p>
<p class="western" align="justify">A prática dos privilégios acontece no Brasil desde a época colonial. Ficou explicita com a divisão das capitanias hereditárias, pois os donatários que receberam as terras eram os nobres e/ou os amigos do Rei português.</p>
<p class="western" align="justify">Atualmente, as palavras mais ouvidas nos jornais televisionados são promessas não cumpridas, corrupção, má utilização ou desvio de dinheiro público, desonestidade, compra de votos e abuso de poder, contradizendo a vontade dos eleitores que escolhem seus representantes a espera de pessoas honestas e preocupadas com os inúmeros problemas sociais enfrentados pelo Brasil. Os cidadãos exigem um mínimo de postura ética dos seus representantes no poder, mas não há resposta a esse clamor, pois os compromissos assumidos durante as campanhas eleitorais são "esquecidos".</p>
<p class="western" align="justify">Depreendemos daí que os políticos não se preocupam com os problemas sociais que aterrorizam a população, o que seria a sua obrigação. Ao contrario, são guiados pela sede do poder, o único fim a que se dedicam. Dessa forma, a ética é "esquecida", torna-se mera especulação e inspiração para filósofos e escritores.</p>
<p class="western" align="justify"><strong>2. HISTÓRIA DA POLÍTICA NO BRASIL </strong></p>
<p class="western" align="justify">No século XVIII, o sistema colonial encontrava-se em verdadeira decomposição. Os novos ideais de liberdade e racionalidade inseridos pelo Iluminismo substituiram o quadro religioso pelo racionalista, a procura de privilégios sociais, econômicos e políticos para a população. Aos poucos o racionalismo acabou com o ideário do mercantilismo e a perseguição aos entraves ao trabalho, até acabar de vez com a servidão, e a escravidão.</p>
<p class="western" align="justify">Nessa época também percebemos a exacerbação do nacionalismo e do liberalismo. Essas novas perspectivas criaram uma consciência emancipadora, pois os brasileiros não queriam se deixar dominar pela metrópole.</p>
<p class="western" align="justify">Em 1808, Dom João juntamente com toda a corte desembarcou no Brasil. Nesse período foi criado o Banco do Brasil, a fundação da Imprensa Regia, o incentivo a exploração mineral, criação do Jardim Botânico, Biblioteca Nacional, abertura de escolas de primeiras letras e de ensino de artes e oficio, dentre outras benfeitorias executadas pelo Rei português no Brasil, o que trouxe grande progresso econômico, cultural e social à colônia.</p>
<p class="western" align="justify">Com o regresso de Dom João VI para Portugal em 1822, instalou-se no Brasil a monarquia exercida pelo príncipe regente Dom Pedro I, após a proclamação da independência em 7 de setembro de 1822.</p>
<p class="western" align="justify">Para Caio Prado Júnior (1979, apud IGLÉSIAS, 1993, p. 115) "fez-se a independência praticamente à revelia do povo, e se isto lhe poupou sacrifícios, também afastou por completo sua participação na nova ordem política. A independência brasileira é fruto mais de uma classe que da nação tomada em conjunto.</p>
<p class="western" align="justify">Conseqüências desagradáveis surgiram com a independência, como o não reconhecimento de países como os Estados Unidos. Além disso, houve a outorgação da Carta Constitucional em 1824 por Dom Pedro I, após a dissolução da Assembléia Constituinte.</p>
<p class="western" align="justify">Inúmeros protestos surgem no Brasil contra a monarquia, contra o absolutismo, culminando na abdicação de Dom Pedro I em 1831, passando a fase política do Segundo Reinado. A ética continua escanteada, pois o seu papel na sociedade política é secundário, talvez até desconhecido. Nesse período, tivemos proclamado primeiro Regente Dom Pedro II que tinha cinco anos de idade. Depois vieram as Regências Trinas e, já no final desse período, a Regência Una exercida por Feijó.</p>
<p class="western" align="justify">Porém, em 1832, Dom Pedro II retoma o poder, e dessa vez, como Imperador. Seu segundo reinado dura quarenta e nove anos.</p>
<p class="western" align="justify">O escravismo viu o seu fim em 1888 nos últimos anos de Império (derrubado em 1889) com a Lei Áurea.</p>
<p class="western" align="justify">A República foi instaurada em 1889 e vai até 1964. Podemos dividir essa fase em:</p>
<p class="western" align="justify">1) de 1889 a 1894, a República dos Marechais; 2) de 1894 a 1930, da convencional retomada do poder pelas oligarquias ao início de ruptura, de 1922 a chamada Revolução de 1930; 3) de 1930 a 1937, uma grande virada, com o governo de Vargas, primeiro como ditadura, depois constitucional, com a pregação das ideologias de direita e esquerda; 4) de 1937 a 1945, o Estado Novo com o corporativismo de Vargas; 5) de 1945 a 1964, (subdividido) com o interregno presidencial de 1949 a 1950, incluindo com a volta de Vargas à presidência, agora eleito, e de 1955 a 1964, com a chamada Era JK, de 1956 a 1961, completada com a instabilidade e a crise de 1961 a 1964, quando a chefia do Estado se conduz com insegurança e termina com o Golpe Militar de 1964, que depõe o governo e instaura outra ordem, na alegada revolução regeneradora dos militares. (IGLÉSIAS,1993, p.193).</p>
<p class="western" align="justify">Assim, concluímos que as movimentações políticas do país, em geral, não levaram em conta a vontade da maioria da população. É um poder antiético e elitista, centrado no acúmulo de poder político-econômico nas mãos de poucos cidadãos para o beneficiamento da mesma massa populacional.</p>
<p class="western" align="justify"><strong>3. CONDUTAS E POSTURAS POLÍTICAS NO BRASIL </strong></p>
<p class="western" align="justify">Desde o início da República no Brasil, o poder é exercido pelas elites do país e para essas elites. Durante a República Velha (1889 - 1930)</p>
<p class="western" align="justify">acertada a indicação [para a presidência], contudo, isso já equivalia à eleição, de vez que os governos estaduais tinham poder para dirigir as eleições e não hesitavam em manipular os resultados para enquadrá-los nos seus arranjos pré-eleitorais. Com o apoio dos líderes políticos de um número de estados suficiente para assegurar a maioria eleitoral, e o candidato indicado, amparado pelo regime vigente, temia muito pouco a derrota. À medida que o século XX avançava e as cidades cresciam, a manipulação do eleitorado tornava-se mais difícil. Mas os resultados nas cidades ainda podiam ser neutralizados pelos 'currais' eleitorais dos chefões do interior (conhecidos como "coronéis"), que governavam seus domínios patriarcais com mão de ferro. Se bem que o sistema político de coronelismo estivesse em declínio, como resultado das mudanças econômicas que minavam a tradicional estrutura econômica do atrasado interior brasileiro, ainda era considerado como um fator importante durante as negociações pré-eleitorais de 1929. (SKIDMORE, 1982, p.21-22).</p>
<p class="western" align="justify">Dessa forma, apesar de nas eleições de 1929 Júlio Prestes ter sido o candidato à presidência mais votado, não pode tomar posse. Era mais interessante, do ponto de vista político, que o candidato derrotado, Getulio Vargas, exercesse o poder para garantir que a elite brasileira (composta naquela época principalmente por cafeicultores) continuaria sendo privilegiada.</p>
<p class="western" align="justify">Essa política de apadrinhamento e coronelismo decorre até os dias de hoje. O coronelismo ocorre principalmente nas cidades do interior onde a população é mais pobre e carente, tornando-se mais facilmente manipulada.</p>
<p class="western" align="justify">Os "coronéis" utilizam-se da máquina do poder e da boa fé dos cidadãos para garantir à população residente em seu domínio eleitoral uma educação básica de péssima qualidade, não permitindo a esse povo perceber o seu estado de absoluta alienação.</p>
<p class="western" align="justify">Realizam alguma obra em favor da população através da troca de favores: o beneficiamento social X o voto. Por não perceberem essa manipulação, os "coronéis" são vistos pelos eleitores como os "bons homens", "aqueles que fazem tudo por nós". Pura ilusão. Não há por que pensar e agir eticamente se dessa forma não haverá retorno financeiro.</p>
<p class="western" align="justify">Na década de 30 já era evidente a marginalização da sociedade e a discrepância social entre as diferentes camadas populacionais, aumentando cada vez mais o imenso abismo social hoje existente.</p>
<p class="western" align="justify">A elite brasileira permaneceu diretamente no poder durante toda a república (de 1930 a 1964) nos governos de Getúlio Vargas, Dutra, Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros e João Goulart, pois estes presidentes não lutaram efetivamente pelo bem-estar, igualdade, moradia, educação e saúde para a população. Ao contrário, fortaleciam o poder da minoria populacional mais rica.</p>
<p class="western" align="justify">Após o Golpe Militar (1964), apoiado pela elite, com a passagem dos presidentes Castelo Branco, Costa e Silva, Médici, Geisel, Figueiredo e Tancredo Neves, percebemos que as diferenças sociais não foram cuidadas nesse período.</p>
<p class="western" align="justify">As várias políticas econômicas utilizadas no referido momento histórico contribuíram em grande escala para vastos períodos de recessão e o conseqüente empobrecimento da população.</p>
<p class="western" align="justify">Não havia uma preocupação ética com a população. O próprio Golpe Militar foi uma ação antiética, pois privou toda a população de usufruir dos seus direitos individuais, como o direito de ir e vir, o direito a liberdade de expressão, dentre outros, além da repressão política sofrida pela população em geral.</p>
<p class="western" align="justify"><strong>4. CONCLUSÃO </strong></p>
<p class="western" align="justify">Conforme pudemos observar acima, o processo político brasileiro, desde o seu início, não se preocupou na prática com princípios éticos e sociais durante a formação da sociedade. Dessa forma, formou-se uma sociedade patriarcal, com uma população pobre, destinada a viver na miséria, e com uma cultura individualista que reflete em todas as áreas de atuação populacional.</p>
<p class="western" align="justify">De tão acostumado com escândalos políticos, os brasileiros pouco se comovem, e continuam estáticos em relação a todos os impasses provocados pelas políticas elitistas dos governantes.</p>
<p class="western" align="justify">Apesar de a população a cada dia tornar-se mais pobre, não é capaz de transformar ou proporcionar um maior esclarecimento sobre os deveres ético-políticos dos governantes. Além desses, parece que a população em geral também está se esquecendo dos valores e princípios éticos que todos devem seguir e respeitar. Talvez esteja indiferente.</p>
<p class="western" align="justify">Só conseguiremos mudar essa realidade quando houver garantia à população de uma boa educação, o que trará consciência e resultados éticos muito mais satisfatórios que os presenciados atualmente, pois não se aprende mais a ética durante o período escolar. Deve ser pressuposta na medida em que se torna indispensável para a convivência entre os homens.</p>
<p class="western" align="justify">Essa realidade deve ser repensada, pois sem a junção entre a ética e a política, não poderemos viver em um país solidário e humano, que lute pela igualdade entre as inúmeras camadas sociais hoje existentes. Da forma que nossa sociedade está de conduzindo, a medida que os anos passam, o caos social irá aumentar gradativamente e chegará a um ponto em que a vida, a interação social entre os homens será impossível.</p>
<p class="western" align="justify"><strong>5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS </strong></p>
<p class="western" align="justify">ARANHA, Maria Lucia. Filosofando. 2. ed. São Paulo: Moderna, 1993.</p>
<p class="western" align="justify">IGLÉSIAS, Francisco. Trajetória política do Brasil: 1500-1964. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.</p>
<p class="western" align="justify">MAAR, Wolfgang Leo. O que é política. 16. ed. São Paulo: Brasiliense, 1994.</p>
<p class="western" align="justify">NOVAES, Adauto. Ética. 8. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.</p>
<p class="western" align="justify">SARTORI, Giovanni. A política. 2. ed. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1997.</p>
<p class="western" align="justify">SKIDMORE, Thomas. Brasil: de Getúlio Vargas a Castelo Branco. 12. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.</p>
<p class="western" align="justify">________ Brasil: de Castelo a Tancredo. 6. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988.</p>
<p class="western" align="justify">TUGENDHAT, Ernest. Lições sobre ética. 5. Ed. Petrópolis: Vozes, 2003.</p>
<p class="western" align="justify">VÁZQUEZ, Adolfo Sanchez. Ética. 20. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.</p>
<p class="western" align="justify">WEIL, Pierre. A nova ética. 4. ed. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2002.</p>
<p class="western" align="justify">
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Príncipe e a arte de governar em Maquiavel]]></title>
<link>http://acantus79.wordpress.com/?p=67</link>
<pubDate>Sat, 07 Jun 2008 21:33:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>acantus79</dc:creator>
<guid>http://acantus79.wordpress.com/?p=67</guid>
<description><![CDATA[
Robson Stigar
A presente resenha do livro de Maquiavel apresenta alguns elementos necessários, par]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h2 class="western"></h2>
<p class="western" align="right">Robson Stigar</p>
<p class="western">A presente resenha do livro de <strong>Maquiavel </strong>apresenta alguns elementos necessários, para que o<strong> príncipe</strong> designa funções como bom administrador de sua monarquia, o qual é o verdadeiro sentido de manter-se o governo, o bom uso do dinheiro público a motivação dos soldados em defesa de seu principado. Como manter seu povo feliz e satisfeito com seus procedimentos.</p>
<p class="western">Devido à força existente no comando de um príncipe de uma linguagem de comando já tradicional. Sendo desta maneira uma continuação de um estado já existente Mesmo assim Maquiavel tem por ponto central a forma de controle que pode ser fácil ou problemática. Algumas soluções são apontadas: Eliminação da linguagem; Alteração da organização de leis impostas preexistentes; Instalação de colunistas; Mudanças do novo dominador para o local conquistado; E aos povos vizinhos que o apóiem.</p>
<p class="western">Tais questões das leis, o autor dedica um capitulo da obra para tratar apenas desse assunto; e quais maneiras que se devem governar as cidades, antes da conquista que tinham suas leis próprias. Partindo este ponto o autor utiliza características e exemplos para ilustrar a partir daqui, neste caso a respeito dos principados mistos, verificamos o nome, diversas vezes citados é o de Luís XII.</p>
<p class="western">Maquiavel apresenta como exemplo o reino de Dacio, ocupado por Alexandre o Grande, não se rebelou contra seus sucessores após sua morte, contrastando com os territórios ocupados pela França. A forma de organização da monarquia no reino de Dacio, extinto a figura de maior importância no poder o príncipe, sendo desta maneira os outros servos, os reinos governados pela França, "O rei é posto em meio uma multidão de senhores de linguagem antiga, reconhecida pelos seus súditos", criando uma figura central forte assim não possa ser contestado.</p>
<p class="western">Retornando a temática dos principados, este agora são diferenciados pela forma que foram conquistados, contrastando, "Os principados conquistados com as próprias armas e qualidades pessoais". Enfim, tem-se os principados civil e eclesiástico; O qual um cidadão comum torna-se príncipe por amor e favor do seus compatrícios segundo Maquiavel "...se chega a este principado graças ao favor do povo ou dos nobres".</p>
<p class="western">Fazendo necessário conquistar a simpatia – confiança – dessa etnia, sendo assim os levará – príncipe – a seus reais objetivos – poder – Maquiavel retrata que "... somente os principados são seguros e felizes, devido as condições que somente domínio religioso oferece a estes príncipes, Estados e súditos: desta maneira os príncipes detêm o Estado, mesmo não sendo governados, não os defendem pois há risco de se perder o poder, e os súditos por sua vez não pensam numa ruptura com seu príncipe. Destas explicações destes principados, o autor discorre a respeito da forma "como medir forças a todos os principados, a ponto que ajuda a partir do momento a força de um príncipe e tão grande a ponto de não precisar de apoio para se defender.</p>
<p class="western">Partindo para uma outra fase – intermediaria da obra – Maquiavel. São as bases principais de sustentação do poder, ao lado boas leis, e ambos tem uma forte ligação entre si. Os tipos de milícia podem ser quatro categorias, próprias, mercenárias, auxiliares ou mistas. Sendo as mercenárias não são de nenhuma utilidade, pois oferecem perigos, devido ao vínculo praticamente ausente com os que defendem – cabendo neste contexto auxiliares. Desta forma cabe ao príncipe fugir desta milícia, mercenárias e auxiliares; pois a verdadeira vitória só é saboreada quando conquistadas com as próprias armas – qualidades – não levando em consideração o prestígio alcançado entre soldados e súditos.</p>
<p class="western">Desta maneira Maquiavel retrata arte da guerra deve ser exercitada, tantos com ações como mentalmente, para que o Estado esteja sempre preparado e alerto para emergências inesperadas. E forma para que seus soldados o estimem – príncipe – e possam ter confiança. Concluindo Maquiavel em sua ultima parte da obra cita quais devem ser as características e personalidade dos princípios; a leitura do texto define que os príncipes não reúnam qualidades boas, pois a sensibilidade humana na permite que sejam todas distintas e acrescentem muita a opinião dos seus súditos ao seu respeito.</p>
<p class="western">Deste modo concentrar em absorver aquelas que lhe asseguram no poder. Neste contexto o autor ressalta que o príncipe deva evitar de todas as maneiras o ódio e o desprezo de seus súditos. As qualidades apontadas são generosidade; O bom controle,das finanças – transparecer o bom gerenciamento os valores arrecadados através dos impostos. Ser cauteloso em agradar um e desfavorecem outro, - criando atritos entre seus súditos e posteriormente em seu governo-.</p>
<p class="western">Deve evitando a todo preço, em seguida crueldade e piedade. Desta forma, as considerações a este respeito fizeram parte da fama de Maquiavel, com suas afirmações em relação a ser temível ou amado, na impossibilidade de reunir ambas características ou renunciar uma delas que, não seja a temível. Pois tal apreço em trair alguém a quem se teme é bem mais difícil do que a quem se ama. Caso nisto conquiste o amor, deve-se evitar o ódio, respeitando os bens e as mulheres dos súditos. No entanto vale ressaltar a importância com seus exércitos, não devendo importar-se com a fama de cruel para com eles, pois "Sem esta fama, nunca se mantém um exercito unido nem disposto a qualquer combate".</p>
<p class="western">E quanto sua palavra deve mantê-la de acordo com seus interesses, usando mecanismos para "confundir a mente dos homens". Segundo Maquiavel o príncipe prudente não pode nem deve manter sua palavra quando lhe for prejudicar. O capítulo mais extenso da obra discute "como evitar o desprezo e o ódio". Sendo que ódio surge quando perdem seus bens e honra, pois seus súditos passam viver insatisfeito.</p>
<p class="western">Em suas atitudes devem ser vistas boas qualidades como coragem, força e certeza, evitando voltar atrás de alguma decisão. Com isso, o príncipe adquire boa reputação, e o surgimento de uma conspiração contra sua pessoa torna-se difícil pela admiração de seus súditos por ele. Ressaltar nestas relações cabe ao príncipe tanto mo povo quanto aos nobres, fazendo boas ações, mas também as más, pois agradar um grupo podem ser necessário, recorre as ações ilícitas – corrupção – benéficas partindo do contexto de agradar os súditos. Enfim Maquiavel trata as atitudes que deva ser procedido para ser admirado, por suas grandes realizações, exemplos raros, uma grande demonstração de bom convívio na política interna e externa e de amizade ou inimizade verdadeira.</p>
<p class="western">Desta forma Maquiavel aponta diversas considerações que deveriam ser considerados o fio condutor a respeito dos assuntos que norteiam a conduta do príncipe. Entre eles estão a utilidade da fortaleza e outros valores cotidianos, secretários, aduladores, influência da fortuna e a respeito da Itália. Na sua própria segurança, caso tenha insegurança de seu povo, mas caso contrário, deve abandonar. Sobre os secretários, os de melhor escolha, são os que pensam sobretudo no príncipe, sem procurar útil para si próprio em todas ações os que comete adulatórios.</p>
<p class="western">Evitando adulações fazendo com que os homens compreendam que não ofender ao príncipe se disserem a verdade a respeito do que lhes for perguntado. Maquiavel sobre a Itália escreve dois capítulos de sua obra. "Porque os príncipes da Itália perderam seus estados" e "Exortação para retomar a Itália e libertá-la dos Bárbaros" que expõem motivos e soluções para as questões, de sua pátria.</p>
<p class="western">Em toda obra vale salientar os eixos temáticos, para arte de governar estabeleça que a função do Estado vai além de manter seu povo ser feliz; Seus soldados motivados na defesa da pátria e a conquista de outros. Manter o clero – igreja – satisfeita em relação à religião; seus articuladores – aqueles de são sustentação do poder – é fundamentalmente é fazer valer a presença do príncipe governo – no poder.</p>
<p class="western">Desta maneira passarão amenizar e controlar conflitos – administrar conflitos- e por ultimo fazer-se justo no poder existente. Sem os quais preceitos é impossível fazer-se presente no Estado em que administra.</p>
<p class="western">Bibliografia:</p>
<p class="western">MAQUIAVEL, Nicolau. O príncipe.Ed. Paz e Terra, RJ, 1996.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Princípios Básicos da Administração Pública]]></title>
<link>http://acantus79.wordpress.com/?p=57</link>
<pubDate>Sat, 07 Jun 2008 19:41:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>acantus79</dc:creator>
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<description><![CDATA[O FAMOSO  L  I  M  P  E

PRINCÍPIOS BÁSICOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Os princípios básicos da]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>O FAMOSO  L  I  M  P  E</p>
<div class="PostContent">
<p><span>PRINCÍPIOS BÁSICOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA</span></p>
<p><span>Os princípios básicos da Administração Pública estão previstos no Art. 37 da Constituição Federal Brasileira. A eles, somam-se outros expressos ou implícitos no texto da Carta Magna, e outros enunciados no Art. 2ºda Lei Federal 9.784, de 29.01.1999. Esta Lei, embora Federal, tem verdadeiro conteúdo de normas gerais da atividade administrativa, não só da União, mas também dos Estados e Municípios.</span></p>
<p><span>Estes princípios básicos da Administração Pública, à luz do Art. 37 da CRFB/88 são: <em>legalidade</em>, segundo o qual ao administrador somente é dado realizar o quanto previsto em lei e as exigências do bem comum, e deles não pode se afastar ou desviar, sob pena de praticar ato inválido, expondo-se às sanções cabíveis para o caso; <em>impessoalidade</em>, porquanto a atuação deve voltar-se ao atendimento impessoal, impondo ao administrador público a prática do ato para o seu fim legal (também chamado, por isso, de princípio da <em>finalidade</em>); <em>moralidade</em>, sendo esta condição necessária à validade da conduta do administrador público, que visa ao atendimento, a um só tempo à lei, a moral, à eqüidade, aos deveres de boa administração; <em>publicidade</em>, que vem a ser a divulgação oficial do ato praticado para conhecimento público e início de seus efeitos externos e internos; <em>eficiência</em>, ou seja, a exigência de que a atividade administrativa seja exercida com presteza, perfeição, e profissionalismo, que assegurem o melhor resultado possível, abolindo-se qualquer forma amadorística, obrigando a entidade a organizar-se de modo eficiente.</span></p>
<p><span>Estes princípios aqui elencados não encerram os princípios da Administração Pública, mas declaram-se norteadores da mesma. Assim podemos enunciar a <em>razoabilidade</em>, a <em>proporcionalidade</em>, a <em>ampla defesa</em>, o <em>contraditório</em>, a <em>segurança jurídica</em>, a <em>motivação e supremacia do interesse público</em>, como outros princípios que balizam a Administração Pública.</span></p>
<p><span>Nosso trabalho não encerra o assunto, apenas tem por escopo declarar que estes princípios dispostos na Constituição Federal, basicamente em seu artigo 37, são importantes para o ordenamento jurídico nacional, sendo que os mesmos alcançam as três esferas do poder e regem diversos aspectos administrativos e públicos da vida nacional.</span></p>
<p><span>O certo é que a moralidade do ato administrativo, juntamente com a sua legalidade, impessoalidade, publicidade e eficiência, além da sua adequação aos demais princípios, constituem pressupostos de validade sem os quais toda a atividade pública será ilegítima.</span></p>
<p><span>Ao dizermos que não somente o Art. 37 da CRFB/88 encerraria os princípios da Administração Pública, fazemos isso em função de outras inserções, na própria Carta Magnaque traduzem também princípios norteadores. Por exemplo, podemos citar o previsto no Art. 5º, II e XXXV e 84, IV. Assim, ao dispor que <em>ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei</em>, o Poder Originário Constituinte impediu ao administrador de, salvo expresso em lei, impor qualquer obrigação ou dever aos administrados.</span></p>
<p><span>Do mesmo modo, nenhuma lesão ou ameaça de lesão, ainda que efetuada pela Administração, está a salvo de apreciação judicial. Assim sendo, nenhum ato que vá de encontro ao interesse público ficará fora da observância jurídica, por parte do próprio Estado.</span></p>
<p><span>No confronte entre o interesse do particular e o interesse público, prevalecerá o segundo. Isto não significa o esquecimento do interesse e direito do particular, mas simplesmente garante a prevalência do interesse público, no qual se concentra o interesse da coletividade, como ocorre, por exemplo, na hipótese que a Administração Pública reconhece de utilidade pública um bem imóvel e declara a sua expropriação.</span></p>
<p><span>Existem limites para a supremacia deste Poder Público. O Estado não pode tudo e tampouco agir ao seu talante, sem observar os princípios norteadores de tais ações. Existem as limitações impostas ao próprio Estado, para que este não exorbite de suas funções, mesmo que o faça em nome da coletividade. Este Poder Público não está desobrigado de respeitar direitos individuais – muito ao contrário – e nem pode deixar de atender ao comando da lei (princípio da legalidade).</span></p>
<p><span>Dessarte, promana dessa breve reflexão o entendimento de que o estudo do Direito, em suas várias áreas, é conduzido de tal forma que, em vários momentos, visualizamos, claramente, a interligação dessas diversas fontes. Por indispensável, por exemplo, temos a caracterização do Estado com Constituição para regê-lo; por conseguinte, esse mesmo Estado democrático terá a necessidade de contemplar a tripartição orgânica dos poderes, atribuindo-lhes funções legais e restrições às suas possíveis exorbitâncias legais.</span></p>
<p><span>Os princípios gerais do Direito, combinados com outros princípios e os anunciados na Carta Magna, corroboram a necessidade de o Estado possuir organicidade para a sua complexa função de conduzir os seus concidadãos ao bem comum, através da estrita observância das normas, visando a satisfação das necessidades coletivas e segundo fins desejados pelo Estado.</span></p>
<p><span>Por fim, depreendemos deste breve estudo que a <em>segurança jurídica</em> é considerada como uma das vigas mestres da ordem jurídica, sendo, segundo J. Gomes Canotilho, um dos subprincípios básicos do próprio conceito de Direito. A prestação negativa deste princípio enseja, em toda a sociedade, uma instabilidade ímpar, podendo redundar em conflitos de dimensões incalculáveis. Desta forma, a observância pela população e o competente resguardo por parte do Estado dos seus conceitos e fundamentos, são de suma importância para o funcionamento de toda a máquina estatal e para a pacificação e a solução de conflitos, baseada em normas e regras aceitas por todos da sociedade.</span></p>
<p><span>BIBLIOGRAFIA</span></p>
<p><span>ROSA, Márcio Fernando Elias – DIREITO ADMINISTRATIVO – Editora Saraiva – SP – 8ª edição – 2ª tiragem -2007.</span></p>
<p><span>MEIRELLES, Hely Lopes – DIREITO ADMINISTRATIVO BRASILEIRO – Malheiros Editores – 33ª edição – SP – 2007.</span></p>
<p><span>Constituição da República Federativa do Brasil – Atlas Editora – 2007.</span></p>
<p><span>ATALIBA, Geraldo – REPÚBLICA E CONSTITUIÇÃO – Malheiros Editores – 2ª edição – 3ª tiragem – Atualizada por Rosalea Folgosi – SP – 2004.</span></p>
<p><span>SANTOS, Abraão Soares dos, e GOMES, Fernando Alves – DIREITO CONSTITUCIONAL – Tomo I – Coleção Praetorium – Lumen Juris Editora – 1ª edição – RJ – 2008.</span></p>
<p>Texto de Marcelo de Oliveira</p>
<p>Estudante de Direito e Filosofia</p></div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Campaign Craft: The Strategies, Tactics, and Art of Political Campaign Managemen]]></title>
<link>http://acantus79.wordpress.com/?p=30</link>
<pubDate>Thu, 01 May 2008 15:42:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>acantus79</dc:creator>
<guid>http://acantus79.wordpress.com/?p=30</guid>
<description><![CDATA[Campaign Craft: The Strategies, Tactics, and Art of Political Campaign Managemen,
Campaign craft; th]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="western" style="line-height:0.5cm;"><strong><span style="font-size:small;">Campaign Craft: The Strategies, Tactics, and Art of Political Campaign Managemen,</span></strong></p>
<p class="western" style="line-height:0.5cm;"><span style="font-size:small;">Campaign craft; the strategies, tactics, and art of political campaign managemen, 3d ed.</span></p>
<p class="western" style="line-height:0.5cm;"><span style="font-size:small;">Shea, Daniel M. and Michael John Burton. Praeger, 2006, 235 pages, $97.95, Hardcover Praeger series in political communication</span></p>
<p class="western" style="line-height:0.5cm;"><span style="font-size:small;">JK2281</span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.97cm;line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">Aptly named, because campaigning is a craft as well as a science and an art, this updated undergraduate text describes the history and logic of campaigns up to the highly technological and consultant-centered present. Shea (political science, Allegheny College) and Burton (political science, Ohio U.) maintain that this new style of campaigning now affects local elections as well as those at the national level, describing the typical campaign plan, the methods for understanding contexts of the race through demographic research and profiles of candidates and opponents. They examine the strategic thinking behind electoral targeting and polling, and cover voter contact techniques such as fundraising, strategic communications, news coverage, and returning to the grass roots. They close with commentary on the future of political campaign organization.</span></p>
<p class="western" style="line-height:0.5cm;"><span style="font-size:small;">([c]20062005 Book News, Inc., Portland, OR)</span></p>
<p class="western" style="line-height:0.5cm;"><span style="font-size:small;">COPYRIGHT 2006 Book News, Inc.<br />
COPYRIGHT 2006 Gale Group</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Matar ou morrer - estratégias para campanhas políticas]]></title>
<link>http://acantus79.wordpress.com/?p=29</link>
<pubDate>Thu, 01 May 2008 15:39:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>acantus79</dc:creator>
<guid>http://acantus79.wordpress.com/?p=29</guid>
<description><![CDATA[Kill or be killed - political campaign strategies
Thomas Sweitzer
Military Strategies Can Help Win C]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="western" style="line-height:0.5cm;" align="center"><strong><span style="font-size:small;">Kill or be killed - political campaign strategies</span></strong></p>
<p class="western" style="line-height:0.5cm;" align="center"><span style="font-size:small;">Thomas Sweitzer</span></p>
<p class="western" style="line-height:0.5cm;" align="center"><span style="font-size:small;">Military Strategies Can Help Win Campaigns</span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.92cm;line-height:0.5cm;" align="justify">
<p class="western" style="text-indent:1.92cm;line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">Winston Churchill wrote, "Politics are as exciting as war and quite as dangerous. In war you can only be killed once, but in politics, many times."</span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.92cm;line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">Politics and war follow the same principles: armies face off in battle, each with different plans, different strengths and weaknesses, limited resources, generals with different styles, and all sharing the same goal of crushing the enemy. All the planning, training and strategy collide at a single place and time. In war, the battlefield is Waterloo or Gettysburg. In politics, the battlefield is the voter's mind.</span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.92cm;line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">Military academies spell out war principles in a simple acronym: MOOSEMUSS. These principles, when applied to politics, are invaluable. When all hell breaks loose in a campaign, they help you focus on what is important and guide you through your battle.</span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.92cm;line-height:0.5cm;" align="justify"><strong>Mass</strong></p>
<p class="western" style="text-indent:1.92cm;line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">The first principle of war, according to Klaus von Clausewitz, is to "keep your forces concentrated in an overpowering mass." Put another way, concentrate your strength against an opponent's weakness. In Desert Storm, the United States amassed its superior air forces and technological advantages at the border before a concentrated attack on Iraq. In 1994, the Clinton campaign's mantra, "It's the economy, stupid," guided them to concentrate their attacks on George Bush's weakness.</span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.92cm;line-height:0.5cm;" align="justify">I<span style="font-size:small;">n 1984, pollster Pat Caddell used the same principle to devise Gary Hart's primary strategy against Walter Mondale. He focused on Hart's independence against the Mondale's line up of "special interest" supporters and compared the attack to the German blitzkrieg of the French Maginot Line of World War II.</span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.92cm;line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">In designing and delivering your message, direct your strength at your opponent's weakness. As Napoleon believed, "God is on the side of big battalions."</span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.92cm;line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;"><strong>Objective</strong></span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.92cm;line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">"The first principle of the general-in-chief is to calculate what he must do to see if he has all the means to surmount the obstacles with which the enemy can oppose him, and when he has made a decision, do everything to overcome him." It was much of the genius of Robert E. Lee, to engage the North on the turf he chose and in the battles he wanted to fight, and to run when he faced insurmountable odds only to regroup and fight another day. Sun Tzu believed that the smartest generals only fought wars they could win.</span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.92cm;line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">Bush campaign manager Lee Atwater had a clear objective in 1988 when he said," I'm going to scrape the bark off of Michael Dukakis. The winning campaign scored more points by knocking down Dukakis than by building up Bush.</span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.92cm;line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">Pick your fights. Throw everything at that objective: every handshake, every dollar, every minute.</span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.92cm;line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;"><strong>Offense</strong></span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.92cm;line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">Defense may win football games, but offense wins wars and political campaigns. There are few fortifications or candidates that can withstand continuous assaults without falling, so the goal is to constantly take turf from the opponent. Observe President Clinton, who is now seizing every opportunity to cannibalize potential Republican messages. School uniforms, welfare reform, tax cuts. Sure, been there, done that. "Getting there first with the most" would make Napoleon proud.</span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.92cm;line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">Stay on the attack, because each day a different set of voters are either making up their minds or preparing to make a decision. Be the aggressor. As James Carville observes, "It's hard for someone to hit you when you have your fist in their face."</span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.92cm;line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;"><strong>Simplicity</strong></span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.92cm;line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">Clausewitz said, "In war everything is very simple, but the simplest thing is difficult." In a campaign, it is simple to say that candidates will knock on doors as part of the strategy. But whose doors? Republicans, Democrats, or Independents? Where will they knock? In rural or urban? In the base or in the area with the most undecideds or ticket splitters? Will they leave any literature behind? If so, what will it say? Will volunteers assist? What will be the follow up, if any? Knocking on doors is simple. Knocking on doors in a systematic and effective way is difficult.</span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.92cm;line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">The chief job of any campaign strategist is to take what appears complex and then simplify it. How will we use our time? How will we raise and spend money? What will the candidate say and do? What is our message and how will we deliver it? Answering these simple questions can turn the complex into simple, achievable goals.</span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.92cm;line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;"><strong>Economy of Force</strong></span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.92cm;line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">I learned about campaigns from Paul Tully, a talented Democratic campaign pro whose untimely passing several years ago was a great loss to the whole process. When I was working with him as a fundraiser, I asked if I could rent a desk so I could have drawers for all the paperwork I was accumulating. Paul, in his unimitable style, said, "Desks cost $10 per month, tables cost $5." Translated, it meant we needed to save all the money we could to buy media and persuade voters. Indeed, with or without drawers, desks don't persuade voters.</span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.92cm;line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">Economy of force means using the fewest possible resources to keep the operation going while concentrating the bulk of resources on the objective. Don't spend money on fancy offices at headquarters, but rather give the troops good shoes, good food, and plenty of bullets.</span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.92cm;line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">I am often asked, "How much of the budget should be spent on media?" The answer is as much as possible. What is the goal of the campaign? To talk to voters. And how do voters get information? Depends. In most districts the best way to reach voters is through broadcast or cable television, newspapers, direct mail, or radio. In other districts voters may get their information from a sample ballot. The goal is to get to the voters the right information in the most effective and efficient way.</span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.92cm;line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;"><strong>Maneuver or Strategy</strong></span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.92cm;line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">In any campaign you will use a combination of three or more strategies. Here are eleven that are commonly used:</span></p>
<ol>
<li>
<p class="western" style="line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">Positive. 	If people are favorable to your candidacy, they are more likely to 	vote for you. </span></p>
</li>
<li>
<p class="western" style="line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">You 	can wage a war of attrition. If you have the assets, you can swamp 	your opponent. </span></p>
</li>
<li>
<p class="western" style="line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">If 	you represent an issue, you equate a vote for you as a vote for that 	issue.</span></p>
</li>
<li>
<p class="western" style="line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">Dividing 	voters on ideological lines is a potential strategy. It's a tactic 	that Jesse Helms has employed so successfully.</span></p>
</li>
<li>
<p class="western" style="line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">Win 	your base.</span></p>
</li>
<li>
<p class="western" style="line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">Put 	together a winning coalition.</span></p>
</li>
<li>
<p class="western" style="line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">Change 	the nature of the electorate. In a low turnout election, who turns 	out is important.</span></p>
</li>
<li>
<p class="western" style="line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">Draw 	differences with your opponent.</span></p>
</li>
<li>
<p class="western" style="line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">Draw 	blood from your opponent with negative attacks. </span></p>
</li>
<li>
<p class="western" style="line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">Diversion.</span></p>
</li>
<li>
<p class="western" style="line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">Make 	it a referendum on a larger issue.</span></p>
</li>
</ol>
<p class="western" style="text-indent:1.92cm;line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;"><strong>Unity of Command</strong></span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.92cm;line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">Napoleon believed there is nothing more important than unity of command. Campaigns should be run by dictatorships, not committees. Time is everything, and decision making moves much too quickly for you to sit around and get everybody's input. Few statues were ever built to honor a committee.</span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.92cm;line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">This principle is illustrated by comparing George Bush's two presidential bids. His 1988 campaign, under the unified command of Atwater, Ailes and Baker, triumphed. The 1992 campaign, in which no one knew who was in charge, failed miserably.</span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.95cm;line-height:0.5cm;"><span style="font-size:small;"><strong>Surprise</strong></span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.92cm;line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">War is based on deception. "When able to attack, we must seem unable. When we are near, we must make the enemy believe we are far away. When we are far away, we must make the enemy believe we are near. Hold on to entice the enemy, feign disorder, and crush him."</span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.92cm;line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">The year was 1988. The scene, Boston Harbor. Candidate Michael Dukakis, who spent a lifetime as an environmentalist, quietly tried to sit on a lead in the race for President. Then, in one of many surprise attacks, the Bush Armada, along with the national press, cruised into Boston Harbor to attack Dukakis' environmental record. In his best Captain Reno, Bush said "I'm shocked" at the pollution in Boston Harbor. It was a surprise attack that forced the Dukakis campaign to defend its own turf. The Japanese didn't do it any better at Pearl Harbor.</span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.92cm;line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">The element of surprise is one of the greatest tactics, particularly for challengers. Attila the Hun believed, "Perhaps the single most important element of decision making is timing." And Napoleon declared, "I may lose battles, but I do not lose minutes."</span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.92cm;line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;"><strong>Secrecy</strong></span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.92cm;line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">Secrecy is so necessary for a general that the ancients have said that there was no human able to hold his tongue," said Frederick the Great. "But there is a reason for secrecy. If you form the finest plans in the world, they might be divulged... then what good are they!"</span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.92cm;line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">Political candidates who blab their plans to friends and staffers shouldn't be surprised when it all gets back to the opposition. If a plan is worth the time it takes to develop it, then it is worth keeping from the opponent.</span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.92cm;line-height:0.5cm;" align="justify"><span style="font-size:small;">Don't let valuable information fall into the hands of the enemy. Remember, "Loose lips sinks ships." Or, as political analyst Jeff Greenfield said, "There is no such thing as paranoia in politics, because they really are out to get you."</span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.92cm;line-height:0.5cm;" align="justify">Thomas "Doc" Sweitzer is a principal in <span style="font-size:small;">the </span>Democratic political consulting firm, The Campaign Group, which is based in Philadelphia and San Diego.</p>
<p class="western" style="line-height:0.5cm;"><span style="font-size:small;">COPYRIGHT 1996 Campaigns &#38; Elections, Inc.<br />
COPYRIGHT 2004 Gale Group</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><span style="color:#000080;"><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://findarticles.com/p/articles/mi_m2519/is_n9_v17/ai_18792751"><span style="font-size:small;">http://findarticles.com/p/articles/mi_m2519/is_n9_v17/ai_18792751</span></a></span></span><span style="font-size:small;"> em 26 de abril de 2008.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Nova Ciência Política]]></title>
<link>http://acantus79.wordpress.com/?p=26</link>
<pubDate>Sun, 20 Apr 2008 23:57:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>acantus79</dc:creator>
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<description><![CDATA[Nova ciência política da comunicação
José Paulo Bandeira da Silveira
08-09-2003
 
C. Wright Mil]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h2 class="western"><a href="http://paginas.terra.com.br/noticias/bandeira">Nova ciência política da comunicação</a></h2>
<h6 class="western">José Paulo Bandeira da Silveira</h6>
<p class="western" align="center">08-09-2003</p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;"> </span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">C. Wright Mills escreveu páginas indeléveis sobre a América em </span></span><em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">A elite do poder,</span></span></em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;"> na década de 50 do século passado. Ele anunciou o futuro de uma América totalitária: "De quase todos os ângulos em que possamos colocar, quando examinamos o público, compreendemos que já avançamos bastante na direção da sociedade de massas. No fim da estrada está o totalitarismo, como na Alemanha nazista, ou na Rússia comunista. Ainda não chegamos a esse ponto. Nos Estados Unidos de hoje, o mercado dos veículos de comunicação em massa ainda não predomina totalmente sobre os públicos primários. Mas certamente podemos ver que muitos aspectos da vida pública de nossa época são antes características de uma sociedade de massa do que uma comunidade de públicos"(1).</span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">Na década de sessenta, os públicos primários e a comunidade de públicos não são mais categorias políticas da vida americana. Não obstante, intelectuais americanos continuavam a produzir livros importantes sobre economia liberal e democracia. </span></span><em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">Etapas do desenvolvimento econômico </span></span></em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">é um livro</span></span><em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;"> </span></span></em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">que compõe o cenário ideológico americano da América sem comunidade de públicos e sem públicos primários. O livro é uma crítica do determinismo econômico de Marx em nome da democracia: " A declaração de Morison sobre o credo democrático pode ser facilmente traduzida nos termos de outras culturas: ela é, falando de maneira lata, o que a maioria dos seres humanos escolheria, se lhes fosse dado o direito de escolha". Rostow é o autor destas linhas que glorificam a democracia. Professor do Instituto Tecnológico de Massachusetts, Rostow também trabalhava para a CIA. Este livro parece ter sido encomendado pela famigerada agência de inteligência dos EUA. A política do Departamento de Estado financiou a publicação, em vários continentes, de livros sobre democracia </span></span><em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">versus</span></span></em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;"> comunismo. Financiou também artistas plásticos e outras modalidades de artes. </span></span><em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">A civilização democrática </span></span></em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">de Leslie Lipson, eis um livro que se encaixa bem na política cultural do Departamento de Estado americano. A Editora Zahar publicou uma longa lista de livros desta espécie.</span></span></p>
<p class="western"><em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">Um Prefácio à teoria democrática</span></span></em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;"> é um livro de Robert Dahl da década de cinqüenta. Não é um livro da política cultural do governo, é um livro sério. Dahl fala de uma democracia americana poliárquica. Dahl apresenta a distinção entre a poliarquia - a democracia pluralista - e o totalitarismo no capítulo "A democracia poliárquica". Este livro é claramente uma mercadoria no</span></span><em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;"> processo de "fabricação</span></span></em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">" de uma ideologia política americana. Tal ideologia tinha como objetivo ocultar o caminho totalitário apontado por Wrigt Mills. Durante mais de uma década, os governos dos EUA e as melhores universidades americanas se associaram na fabricação da ideologia democrática americana do pós-guerra. Curiosamente, a categoria poliarquia foi empregada por Tucídides na acepção pejorativa de comando militar exercido por muitas pessoas, criando desordem e confusão. Em Mills, a categoria elite do poder designa a esfera da decisão política em pequenos círculos. Mills fala de uma elite unificada e antidemocrática que comanda a vida americana. Ela não é o lugar da desordem e da confusão e tão pouco do pluralismo democrático; a governabilidade dos pequenos círculos não gera uma elite pluralista. Ao contrário, a elite do poder deve ser observada pela ótica de uma categoria política - oligarquia totalitária. </span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">Alguns fenômenos desenham a estrutura da totalitária da América no pós-guerra: a emergência do "complexo industrial-militar"; a natureza capitalista corporativa internacional da economia americana; o Estado de vigilância policial. No sistema político, o bipartidarismo do capitalismo corporativo completa as ferramentas da farsa democrática americana no plano político. Além desses, o sistema de comunicação capitalista completa o domínio totalitário americano. Todas as teorias democráticas desta era alimentaram a comédia da ideologia democrática americana. Só para ficar na América Latina, enquanto os EUA aplicavam a política totalitária dos golpes de Estado militar neste continente, universidades e intelectuais do sistema de comunicação latino-americanos glorificavam a democracia na América. Na guerra-fria, eles estavam ao lado da democracia Americana contra o Totalitarismo Soviético. A guerra-fria foi a maior farsa vivida pelos povos do terceiro mundo. Na leitura de Mills, a guerra-fria foi o choque entre duas formas de totalitarismo - a soviética e a americana. E elas se apresentavam com paladinos da causa democrática. Este foi apenas o primeiro ato da comédia totalitária.</span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">Nos EUA, os mecanismos da representação política continuam operando no domínio totalitário. Mills fala do controle e do uso da opinião pública pelas forças totalitárias americanas. Neste domínio, há disputa, pelo poder político, entre forças econômicas e políticas. Todavia, esta disputa é parte da construção capitalista e política do domínio totalitário da comunicação. Na comédia política dos últimos cinqüenta anos, a democracia americana é o máscara da política totalitária no domínio da comunicação capitalista. Não se trata mais da passagem da comunidade de públicos para a sociedade de massas. Nesta era, assiste-se a passagem da soberania do domínio político para a soberania do domínio da comunicação na vida americana. De quebra, uma política de educação capitalista substituiu a tradicional educação política em todos os ramos e setores do sistema escolar americano. Neste período, a educação passou a existir, para a sociedade e o Estado, em função do discurso do capitalista. Foi a captura da educação pela razão instrumental!</span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">Houve resistências legítimas ao domínio totalitário, pois este domínio já seguia a lógica do modo de produção flexível. É preciso sublinhar a distinção entre o totalitarismo flexível e o inflexível. Esta é uma característica central na diferença entre o totalitarismo americano e os totalitarismos nazista e stalinista. O americano sempre foi um totalitarismo flexível! Assim, ele acolheu a política do multiculturalismo e a farsa da globalização da economia entre as nações como fatos legítimos da política totalitária. Todavia no final deste ato de resistência democrática, a reação do eleitor-totalitário foi fulminante. Ele elegeu o magnata do petróleo Bush II e pôs um fim no multiculturalismo e na globalização. </span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">Com Bush II, a política totalitária encontrou , no Islã, o inimigo perfeito: o terrorismo. Este inimigo invisível e secreto é a continuação, por outros meios e formas - da política da sociedades secreta americana sem escala. Esta é, no pós-guerra, um esteio central não apenas do Estado de vigilância policial americano. Ela é a materialidade de ideologias, práticas e atos que formam com o terrorismo internacional uma potente e verdadeira sociedade secreta mundial sem escala. Uma sociedade em rede mundial sem escala. Neste aspecto, a globalização foi a passagem em ato da diplomacia política para a guerra contra os povos e as nações e o para o confronto terrorista das sociedades secretas no eixo Ocidente-Oriente. O 11 de Setembro americano emergiu como o primeiro grande sintoma social da sociedade secreta mundial. É precisamente um sintoma social freudiano de um inconsciente político mundial. </span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">O EUA invadiu o Iraque e destruiu o Estado nacional e o exército iraquianos em poucas semanas. Depois da guerra entre as duas nações, a elite da Guarda Republicana não sobreviveu como sociedade secreta? Desta, inúmeros grupos terroristas parecem brotar, e eles são capazes de prolongar, até o fim dos tempos, a guerra terroristas levada secretamente entre os dominadores e os dominados. Na guerra entre nações, os soldados vestem fardas - para se identificarem como alvo do inimigo -, e são comandados por sargentos, tenentes, capitães e generais. O exército tem uma cadeia de comando com um general-comandante no topo dela. A guerra pressupões um campo de batalha com inimigos visíveis e com um comportamento orientado por táticas e estratégias militares da arte da guerra ou da ciência da guerra. A guerra existe com indivíduos, fatos e paisagem militar no campo de um território- consciência. Na luta terrorista, os inimigos são invisíveis e os lutadores não são soldados e militares de carreira; eles não usam farda! O motivo da guerra terrorista é, em geral, político. Não obstante, a política terrorista tem como objetivo - sendo uma política totalitária - deixar um rastro de sangue, ou fabricar um banho de sangue, para o espetáculo da comunicação. Hoje, o terrorismo é uma política do domínio da comunicação. Neste, ela aparece como atos espetaculares de indivíduos , fatos e paisagens macabras da ordem de um inconsciente político. </span></span></p>
<p class="western">
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">O domínio totalitário da comunicação é uma invenção, na América, do capitalismo corporativo internacional. Este fenômeno não aniquilou apenas o público primário e a comunidade de públicos. Ele é o fim da própria categoria <span style="text-decoration:underline;">experiência</span>. Esta categoria foi a base da compreensão da vida guiada pelas relações sociais de "comunicação direta" na família, na vizinhança, na escola e no trabalho. O senso comum e o bom senso são duas formas de percepção da vida produzidas na "cultura da experiência". Como falsa consciência, a ideologia foi uma categoria da "cultura da experiência". Assim como foi também a categoria de alienação e tantas outras. Quando a comunicação passou a modelar a vida americana, a cultura da experiência - sustentando uma forma de vida democrática - foi sendo substituída por formas de comunicação abstratas: formas totalitárias de comunicação intersubjetiva. Este fenômeno é, provavelmente, uma das causas da patologia da violência física na vida cotidiana das cidades pequenas, médias e grandes nos EUA. As formas totalitárias alienam a vida como experiência e se apresentam como formas de abstração da experiência do homem comum americano. Com o domínio da comunicação, formas patológicas agressivas inauguram a era do espetáculo da violência abstrata inter-individual como espetáculo da vida civil. </span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">Na América, o espetáculo da violência civil é a condensação estética mais valorizada no domínio totalitário da comunicação. É de tal magnitude a força dessa estética totalitária que ela já contaminou outros povos e nações. Com ela, a velha distinção entre um Ocidente civilizado e um Oriente bárbaro virou fumaça. No domínio da comunicação, a sociedade civil não é mais o lugar da paz, da busca do viver-bem e da felicidade. A sociedade pode ser o lugar do exercício permanente da crueldade. A crueldade é agenciada como um valor e um dispositivo de sedução do domínio da comunicação. </span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">Na vida atual, as ideologias do domínio da comunicação são o relé dos circuitos do "senso comum" e da "opinião geral". Neste domínio, o indivíduo desaparece como ponto de resistência ao poder dominante. A resistência encontra-se na política, no Estado e nas religiões. Estas resistências formam a matéria de aplicação do poder da comunicação capitalista. Este disputa, sem cessar, a subjetivação do público</span></span><em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;"> </span></span></em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">com a política, os aparelhos de Estado e as religiões. Na era do domínio da comunicação, outros públicos apareceram por causa e por dentro desse domínio.</span></span><em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;"> </span></span></em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">Eles foram produzidos pelo exercício do poder da comunicação sobre a política, o Estado, a religião e outros materiais sociais resistentes. Junto com eles, ideologias emergiram como grandes narrativas da comunicação. Entre elas, destacam-se o feminismo e o ambientalismo</span></span><em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">.</span></span></em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;"> Nem estatal ou privado, o terceiro setor das ONGs é já uma política do domínio da comunicação em escala planetária. Hoje, os ambientalistas e as ONGs. americanas se opões à ALCA na defesa da ideologia ambientalista da segurança alimentar. Defendendo um alto padrão de qualidade para o consumo de alimentos na América, eles formam uma resistência não-econômica para a ALCA; também não são uma resistência da política moderna, e sim uma força política ativa do próprio domínio da comunicação! Como uma força de dentro do domínio da comunicação, eles fazem a pauta ideológica da grande imprensa da comunicação capitalista. Trata-se do ambientalismo como defesa da qualidade de vida dos americanos. Este é precisamente o lugar da inscrição das ONGS ambientalistas como aparelho de reprodução de uma nova ideologia americana. Os ambientalistas representam os interesses alimentares do povo americano na competição econômica entre países. </span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">As transformações da vida política fornecem uma catálogo impressionante de temas para a nova ciência política: a ciência política da comunicação. Na era atual, a soberania popular deixa de ser um fenômeno do domínio político. Para a ciência política clássica, esta formulação é pura heresia. Todavia, os próprios políticos já não olham o mundo através das linhas interpretativas da categoria soberania popular. Os políticos continuam usando uma retórica da soberania popular, mas, na prática, eles sabem que o povo-nação já foi substituído pelo povo-eletrônico da comunicação. Vejamos um problema da nova ciência política. Não existe subdivisão subjetiva no povo. Ele não é um sujeito subdividido em cidadão, espectador, rebanho da igreja, etc. O povo-eletrônico é o lugar de uma subjetivação que produz e reproduz o sujeito-espectro da comunicação. Tal sujeito é conhecido pelo nome de espectador. Trata-se de um único sujeito cercado pelas forças de subjetivação da política, do Estado e das religiões. A subjetivação é o lugar da guerra civil permanente na esfera da comunicação. Na eleição, a política moderna mergulha no domínio da comunicação para conquistar o cidadão-espectro. Mas ela submete-se à técnica de representação da comunicação para conquistar os votos do povo-eletrônico. O sufrágio universal é um mecanismo político da esfera da comunicação, antes de ser um mecanismo da esfera política. Soberania popular, representação e sufrágio universal são categorias políticas do domínio da comunicação. </span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">Todo político de sucesso possui, de algum modo, o saber da materialidade política do domínio da comunicação. Para começar, ele sabe que a política não é mais o Senhor político da sociedade; ele sabe que o Senhor político é o domínio da comunicação. Não obstante na servidão da comunicação capitalista, o político encontra forças para governar o aparelho de Estado e a sociedade; às vezes, ele é capaz de equilibrar a relação de forças entre a esfera política e o domínio da comunicação. Tal espécie de político é capazes de criar uma nova arquitetura de poder e novos modos políticos de governabilidade do Estado e da sociedade por dentro do domínio da comunicação. A política é o lugar de maior resistência ao domínio da comunicação. Isto se deve a vocacional vontade de poder da própria política. Assim é preciso considerar uma nova espécie de político. Aquele que vai governar o domínio da comunicação e com o domínio da comunicação! A nova classe política será a classe política da comunicação. A elite política da comunicação está nascendo!</span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">No século XXI, as "massas"nutrem uma suspeita cega em relação à subjetivação política moderna. Este niilismo político é um efeito do fim do indivíduo na dominação totalitária da comunicação. O Estado nacional é o principal objeto do niilismo das massas da comunicação. Todavia, como elas só conhecem a existência na forma de uma subjetivação totalitária, tornam-se massas disponíveis, por exemplo, para as recentes religiões totalitárias. É a política deslocando-se da esfera pública para a esfera privada. Tais religiões têm clareza da necessidade de inscrição religiosa no domínio eletrônico da comunicação, como modo de expansão e de disputa de hegemonia no campo religioso. Para avançar na esfera privada do campo religiosos, as religiões precisam disputar a subjetivação das massas no domínio político da comunicação. Logo para estas religiões, trata-se de disputar a subjetivação de um rebanho-eletrônico, que está no lugar do povo-nação e da soberania popular. Nas relações de forças com a esfera política e o Estado, a comunicação capitalista usa o niilismo totalitário contra os políticos, os governos e o aparelho de Estado. Mas, curiosamente, ela estabelece as religiões como um lugar sagrado no domínio da comunicação. Ao contrário da política moderna, ela não opera com a dialética laico </span></span><em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">versus</span></span></em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;"> religioso, A servidão da esfera política canaliza as energias de uma autêntica vontade de poder do domínio da comunicação. A nova elite política da comunicação será portadora de um subjetivação anti-Estado nacional ; será também modelada pelo lugar do sagrado religioso na dimensão política do domínio da comunicação. Uma nova era de metafísica política pode renascer das cinzas e dos destroços do domínio político moderno. </span></span></p>
<p class="western">
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">REGIMES POLÍTICOS E COMUNICAÇÃO.</span></span></p>
<p class="western">
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">A evolução das forças produtivas pode alterar a natureza, a forma e o funcionamento do domínio da comunicação? A internet e a televisão digital vão criar uma nova cartografia de regimes políticos da comunicação? Estas interrogações já não indicam uma problemática( Althusser) sustentando um novo campo epistêmico na ciência política da comunicação? </span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">O domínio da comunicação eletrônica de massa tem um funcionamento( Adorno e Horkeimer) e uma estrutura de linguagem( Marcuse) totalitários. Todavia, W. Mills mostrou que ele possui mais de um regime. A nova ciência política está sendo fundada com os materiais fornecidos por filósofos, cientistas políticos, sociólogos heterodoxos e cientistas e intelectuais do campo específico da comunicação. Retorno ao problema dos regimes da comunicação! Se o sistema é baseado na concorrência mercantil, o regime pode funcionar de um modo liberal. Neste caso, a fragmentação é a realidade ideológica e o meio da transmissão de mensagem, signos, imagens e informação nas mídias eletrônicas de massa. No sentido de Dahl, o regime pode ser até poliárquico. Mas se o sistema é um quase monopólio de capitalismo de Estado ou de capitalismo corporativo da comunicação, um regime totalitário se impõe. Na China (capitalismo de Estado) e nos EUA (capitalismo corporativo mundial), o domínio da comunicação tem um regime totalitário. Entretanto, não se deve ignorar as diferenças no plano da cultura política na China e nos EUA. Nos EUA, uma cultura democrática ainda oferece resistência ao funcionamento do totalitarismo da comunicação. Esta resistência é um aspecto político-ideológico da estrutura e do funcionamento do domínio da comunicação. Na China, o despotismo asiático é a cultura do domínio da comunicação. Para a vida do homem comum, esta diferença pode significar uma verdadeira catástrofe pessoal e familiar. </span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">Na Europa, há uma gama de regimes que vão de um quase monopólio privado da comunicação até a forma de um regime estruturado pelo capitalismo social europeu. Na América Latina, o regime oligárquico parece ter a preferência no capitalismo da comunicação. As lógicas do regime são um objeto estratégico para o analista da conjuntura política. Na era do domínio da comunicação, a tomada do poder e a permanência no poder dependem da lógica do regime do domínio da comunicação. Quando Paul Virilio falou de um golpe de Estado permanente da comunicação, ele ainda não havia percebido o valor de uso desta categoria política da comunicação na análise de conjunturas políticas. O golpe de Estado permanente da comunicação instaura um Estado eletrônico no lugar do Estado nacional; instaura uma política eletrônica no lugar da política moderna. Um Príncipe político da comunicação emerge neste novo estado político das sociedades para além da modernidade. </span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">Com a evolução das forças produtivas, as novas tecnologias podem levar a uma alteração efetiva dos regimes? A tv por assinatura, a internet e a tv digital podem alterar a natureza dos regimes? Um linha de força digital vai se impondo no domínio da comunicação capitalista. Ela pode preparar uma era de democracia no domínio da comunicação? A evolução das forças produtivas da comunicação tem condições de estabelecer uma contradição material irredutível e irreversível entre o domínio da comunicação e o capitalismo corporativo mundial?</span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">Nicos Poulantzas mostrou que o totalitarismo "fabricou" uma gama de regimes políticos - bonapartismo, fascismo, nazismo, ditaduras militares, etc - no mundo moderno. O domínio totalitário da comunicação também já fabricou uma plêiade de regimes políticos. Todavia, a esfera da comunicação não sabe nada, ainda, da experiência de um domínio político democrático. As novas forças produtivas tem o poder de criar um domínio democrático da comunicação na era do capitalismo corporativo mundial? O leitor já pode ter a certeza que a nova ciência política está lidando com problemas, estruturas e fatos que abolem a lógica cultural pós-moderna do capitalismo tardio. Agora, o capitalismo tardio é o capitalismo corporativo mundial. </span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">Na política, o bonapartismo é a forma moderna de emergência do domínio totalitário. Ele aparece, na segunda metade do século XIX francês, na forma do império bonapartista. Como na Antiguidade romana, ele emerge de dentro da república. Marx estudou o bonapartismo também como uma categoria político-estética. O Segundo Império bonapartista é observado, por Marx, como a paródia do império de Napoleão Bonaparte. O Primeiro Império é da ordem estética do sério e da tragédia. Já o Segundo Império é da ordem da comédia e da farsa. Este não é uma categoria política autêntica; é a repetição cômica de uma categoria séria. Ele é uma categoria política do reino da comédia moderna.. O domínio da comunicação é também do reino da comédia, pois ele é uma paródia do domínio político totalitário. Trata-se de um domínio que lança as categorias políticas autênticas e sérias na esfera do riso. </span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">Vamos passar para um outro tipo de problema da nova ciência política da comunicação. O problema do uso da estética na política do domínio da comunicação. A lógica da comédia modela as práticas e o funcionamento da mídia eletrônica-visual de massas. Isto aparece, por exemplo, na fabricação das imagens-objetos. É o caso da construção do povo-eletrônico como imagem-objeto. A fabricação da imagem eletrônica do povo como barbárie é da ordem da paródia. O povo-eletrônico é uma paródia da barbárie. Não se trata da construção de uma percepção séria da barbárie popular, mas de uma construção cômica de um povo-eletrônico bárbaro. O povo-bárbaro é a imagem do povo para todo mundo rir dela. É a imagem para o próprio povo rir de si próprio. Neste plano, a comunicação desloca-se do reino da comédia para o reino do grotesco. Mas se trata, também, da paródia do grotesco autêntico. No domínio da comunicação, não existe um lugar para as categorias respirarem. Nesta estrada da comunicação, as categorias políticas não estabelecem um latifúndio como na política moderna. Não dimensão política da comunicação, não existe a menor possibilidade de territorialização virtual das categorias políticas. O cavaleiro nômade do deserto é a forma mais acabada das categorias políticas do domínio da comunicação. A máquina de guerra do deserto é o sujeito político na paisagem solar da comunicação. E a sociedade secreta é a ausência de sujeito político na paisagem lunar do deserto da comunicação. </span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">No grotesco original, o povo ri de si próprio como um ato da revolução social. Rir de si é um modo de desmontar a subjetivação popular realizada pelos dispositivos do poder político. Outra coisa é o totalitarismo da comunicação fazer o povo rir de si próprio. Esta fórmula estética é uma técnica de reprodução da servidão popular no domínio da comunicação. Rir de si próprio; tudo é cômico; uma nação ri de si própria; a nação é um fenômeno cômico! O povo-eletrônico é uma paródia grotesca do povo-nação! E a associação do povo com imagens do baixo corporal é uma técnica central para a construção da paródia eletrônica da estética do grotesco. O baixo corporal é o tema mais vulgar de todo o humor dirigido para o povo. Com o domínio da comunicação, ele foi alçado a um lugar sagrado. É o poço do cavaleiro nômade do deserto da comunicação. O terrorismo é a forma de uma ideologia macabra no domínio grotesco da comunicação; é a ideologia no lugar do sagrado; ele é a primeira forma de metafísica política do deserto do domínio da comunicação. </span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">Passemos para a inclusão da microfísica do poder no campo da nova ciência política da comunicação. Um exemplo é o uso do poder panóptico no domínio da comunicação. O panoptismo é um dispositivo associado a uma certa arquitetura de vigilância da prisão. Jeremy Bentham(1748-1832) é o autor intelectual desta forma de poder. O vigia vê o prisioneiro sem ser visto. Foucault viu, no panoptismo, um modo de governabilidade da sociedade como um exercício das instituições disciplinares da sociedade moderna. Em Michel Foucault, trata-se de uma categoria séria. Mas na governabilidade da comunicação, o panóptico é um categoria do riso. A nova ciência política vê o uso da microfísica na lógica da paródia. A vigilância policial da comunicação é um paródia de um dispositivo de poder policial foucaultiano. Ela funciona para o espectador rir da vigilância policial da comunicação. Neste sentido, o grotesco eletrônico é a soberania do infame como um regime estético de imagens eletrônicas. </span></span></p>
<p class="western">
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">DO PRÍNCIPE INFAME</span></span></p>
<p class="western">
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">A pesquisa foucaultiana pode ajudar a integrar o grotesco político no domínio da comunicação? Em Foucault, as técnicas "sociais"(3)são um instrumento útil na análise da dominação do capitalismo eletrônico da comunicação? Na pesquisa sobre as culturas greco-romana, medieval e moderna, Foucault define um campo de análise materialista das relações do poder com os indivíduos. E a partir deste campo materialista, ele elabora um outro modo de abordar o Estado moderno e o Estado, em geral. Trata-se, principalmente, das pesquisas sobre o poder de "polícia"(4) e o biopoder. Aí, o poder funciona através de práticas, de estratégias e de táticas, enfim, de técnicas de saber e de poder como um modo de sujeição do indivíduo ao poder. Em Foucault, a administração estatal é um ponto em um campo de relações de forças: campo de relações de poder. Neste campo diagramático, o poder de polícia e o biopoder são exercícios de poder sobre o corpo e sobre a população. </span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">Na relação entre o "Estado moderno" e o indivíduo, as tecnologias de poder são a base de um funcionamento "administrativo-policial" do individual na sociedade moderna. Neste modo de governar a sociedade moderna, as ciências sociais são, por exemplo, parte de um dispositivo de poder governamental; são um saber da governamentalidade no lugar da tradicional ciência do Estado. Isto faz emergir um novo "Estado de polícia", um tipo de racionalidade que constitui um dos traços essenciais da racionalidade política moderna. O Estado de polícia é uma figura da razão política antiga, como um modo da sociedade garantir a governabilidade de um regime político normal. Sobre este Estado de polícia ou de vigilância, o leitor pode consultar, particularmente, os livros sete e oito do </span></span><em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">Política</span></span></em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;"> de Aristóteles. Em Aristóteles, a arte da subjetivação política é a lógica da governabilidade da pólis como um Estado de vigilância permanente sobre homens, mulheres e crianças. Uma sociedade de espetáculo grega emerge como modo de governabilidade de vigilância nas páginas imemoriais da escritura política aristotélica. A arte do domínio de si da antiguidade grega deve ser comparada, como categoria política, com as tecnologias do eu da era moderna? Ao contrário do Estado antigo e do Estado medieval, o Estado moderno é um modo de governar que não se ocupa da produção do indivíduo como domínio de si, no sentido da antiguidade, nem do indivíduo como sujeito jurídico. Ele se ocupa do indivíduo como homem: seres vivos que trabalham e comerciam. E o objetivo da administração do homem é a integração dos indivíduos, pela normalização disciplinar, à sociedade moderna. Em " Vigiar e Punir", Foucault mostra uma forma de "Estado de polícia" que ( em Foucault, não existe Estado, existe estatização) parece estabelecer um tecnologia de poder, o poder panóptico, capaz de agenciar o capitalismo eletrônico da comunicação como administração da vida cotidiana e como um modo de governar a vida cotidiana. O poder panóptico é a ferramenta mais adequada para a análise materialista do "Estado eletrônico"? Trata-se de uma ferramenta útil na análise materialista das relações materiais de poder entre o "Estado eletrônico" e os homens, as mulheres e as crianças? Aqui, nos confrontamos com os problemas que anunciam o fim da modernidade foucaultina. </span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">A prática panóptica de poder é o modo de governar os indivíduos como homem. Nesta razão governamental, este poder agencia o "conceito" de homem das modernas ciências sociais ou ciências do homem(5). Trata-se dos seres humanos na moderna sociedade capitalista. Ora, não há um limite para o uso da teoria foucaultiana do poder moderno? Na atual fase do capitalismo mundial, o homem não existe mais. E isto é apenas um dos problemas desta teoria foucaultiana do poder moderno. Por outro lado, o método de Foucault permanece como uma das melhores ferramentas intelectuais para a abordagem da situação atual do Estado. </span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">Na era do capitalismo corporativo mundial, o capitalismo eletrônico da comunicação organizou um novo campo de forças. Trata-se de um campo de poder que usa os campos de saberes do século XX - freudiano; estruturalista; pós-estruturalista; pós-modernista; ecologia; biociências, ciência de redes, etc. - para articular um inédita administração eletrônico-virtual da vida cotidiana. Esta não é uma administração do Sujeito Jurídico, e muito menos uma administração do Sujeito Homem. Trata-se simplesmente da administração " virtual" de homens, mulheres e crianças. Uma administração das relações entre eles, de cada um consigo, deles com a sociedade eletrônica e o Estado e deles com a fauna e a flora.</span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">O domínio da comunicação usa o poder panóptico de Foucault;. Mas usa-o como um simulacro de poder panóptico; usa de um modo cômico, de um modo ridículo, a categoria poder panóptico. Na verdade, ele usa qualquer exercício de poder disponível no mercado. Mas o totalitarismo eletrônico já é uma relação de poder que subverte a representação moderna do poder político, do Estado e da microfísica do poder. Como paródia de qualquer forma de poder, ele é o grotesco eletrônico como soberania do infame. É o Príncipe infame. Este aspecto será esclarecido mais adiante. </span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">Há duas concepções modernas básicas do Estado. Na primeira, Hegel definiu o Estado-sujeito. Tal Estado hegeliano é um Estado ético, educador, um Estado civilizatório. Na versão hegeliana, o Estado detém o poder. Esta concepção foi desenvolvida, no século XX, por Gramsci no marxismo ocidental. É a fórmula do Estado ampliado, do Estado-hegemônico, do Estado dos aparelhos de hegemonia de uma classe social. Em Hegel, a burocracia estatal é um categoria universal; ela está além dos interesses particulares, privados, capitalistas e das práticas políticas particulares e dos aparelhos sociais da sociedade civil. Nesta posição, o Estado universal tem a consistência para assegurar a unidade de um país, de uma nação e de outras formações sociais. Em Gramsci, o Estado- hegemônico é uma estratégia do poder burguês para assegurar a dominação de classe. Nesta estratégia, o Estado articula uma adesão cultural das classes subalternas à civilização moderna. A crítica da civilização moderna é o método de Gramsci para estabelecer a estratégia da revolução socialista no século XX. Mas em Gramsci, o poder de Estado é exercido, por uma classe social, nos aparelhos de hegemonia da classe dominante. </span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">Em Marx, há a concepção do Estado-coisa, Estado- instrumento de uma classe social dominante. Para Marx, o Estado não detém poder. O poder de Estado é sempre o exercício de poder de uma classe social. E para Marx, o Estado liberal é apenas o uso de violência social, isto é, um aparelho de repressão. O Estado liberal só é civilizatório no plano da ideologia. Há uma confluência das concepções de Hegel e Marx em Weber. Para este, o Estado moderno é a probabilidade dele possuir o monopólio legítimo da força física: Estado-coação. Trata-se de um conceito virtual. Além da repressão, o Estado moderno existe como um tipo puro de dominação weberiana. </span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">Para Weber, a dominação racional-legal, dominação burocrático-moderna, pode existir como um mecanismo de integração dos indivíduos à ordem moderna. Uma leitura hegeliana de Weber, já usa esta idéia para caracterizar a burocracia como um discurso social. Nesta leitura, o Estado é o uso da violência mais um discurso social. Neste caso, o Estado não é apenas a soma dos aparelhos de Estado, das instituições, dos grupos que o povoam, das práticas administrativas e dos indivíduos que tomam as decisões. Aqui, a burocracia é matriz simbólica de um determinado discurso social. Este existe no funcionamento dos aparelhos, das instituições, das práticas estatais, das ações individuais dos agentes estatais, dos grupos estatais, das redes de poder e de fluxos econômicos que amealham permanentemente o Estado e sobredeterminam todo o resto: aparelhos, instituições etc. Nesta leitura, o Estado existe em função de uma campo de poder. Trata-se de um campo de relações de forças que funciona através das redes de poder e de fluxos de uma economia geral do excedente econômico. </span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">Na questão do Estado, Foucault segue Marx. Para ele assim como para Marx, o Estado não é o poder. O Estado é uma instituição, e as instituições: " São práticas, mecanismos operatórios que não explicam o poder, já que supõe as relações e se contentam em fixá-las sob uma função reprodutora e não produtiva"(6). Na era moderna, a forma-estado capturou um número considerável de relações de poder e isto é a "estatização contínua" - na ordem pedagógica, na judiciária, na econômica, na familiar, na sexual - visando uma integração global. uma linha de força geral no campo dos poderes. Para Foucault, o "governo"( o poder de afetar sob todos os aspectos o " modo de governar" as crianças, as almas, os doentes etc.) ilumina mais o poder do que o Estado. E neste ponto a pesquisa se dirige para um objeto mais consistente no campo do Estado. Trata-se do conceito de biopolítica(7). Tal conceito já é uma prática das tecnologias governamentais. O governo, agora, deve ser olhado não como uma instituição-governo, mas como a atividade que consiste em reger a conduta dos homens em uma conjuntura histórica e com instrumentos estatais. A tecnologia governamental tem como objeto os problemas da população: saúde, natalidade, higiene etc. Trata-se de uma racionalização da prática governamental. </span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">O biopoder é uma fórmula foucaultiana que surge na pesquisa sobre a "questão" da soberania. Se a fórmula do velho poder soberano é o " direito de causar a morte ou deixar morrer, o biopoder é o "direito de causar a vida ou deixar morrer". O biopoder já é uma tecnologia associada ao capitalismo(8) como cultura produtivista, e ele não existe sem a normalização da sociedade. Esta é um efeito histórico de uma tecnologia de poder centrada na vida. Neste ponto, por exemplo, o "dispositivo da sexualidade" torna-se um " fato" da modernidade política. " Cuidar da população", eis uma fórmula de poder da era moderna, uma fórmula agenciada pelo capitalismo como lógica do significante. No caso do "sexo", trata-se do "Sexo" como lógica do significante que prepara uma "linha de força geral" no plano dos cuidados com a população. Esta matriz de "prática governamental" não dá um passo além do dispositivo sexual no capitalismo corporativo mundial? </span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">Com o desenvolvimento da biociência, no campo micro, o biopoder não se torna uma bio-soberania? O poder de causar a vida e deixar morrer não é uma prática governamental que articula o capitalismo corporativo mundial? Deixar as populações da África morrerem de pestes! Isto não é parte da governamentalidade do capitalismo corporativo mundial? Ter o direito de ser a causa da longa vida das populações dos países centrais, eis uma outra prática do CCM! Ou deixar 11000 idosos morrerem de calor no verão francês de 2003. Ora para governar a Terra, o Capitalismo Mundial precisa agenciar todas as fórmulas e poder possíveis e existentes. Uma destas fórmulas é o modo de governar eletrônico. Nesta governabilidade, um regime de imagens traduz os efeitos visíveis do biopoder sobre a população para o campo estético eletrônico. Trata-se do grotesco eletrônico. Aqui já nos encontramos na passagem do domínio político foucaultiano para o domínio da comunicação. A microfísica do poder é um dos agenciamentos possíveis do poder do capitalismo corporativo mundial no campo da nova ciência politica da comunicação. </span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">O grotesco eletrônico é a soberania do infame como um regime estético de imagens eletrônicas. Ele é o modo mais desenvolvido da engrenagem do grotesco na mecânica do poder. Segundo Foucault:</span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">"O terror ubuesco, a soberania grotesca ou, em termos mais austeros, a maximização dos efeitos do poder a partir da desqualificação de quem os produz: isso, creio eu, não é um acidente na história do poder, não é uma falha mecânica. Parece-me que é uma das engrenagens que são parte inerente dos mecanismos do poder. O poder político, pelo menos em certas sociedades, em todo caso na nossa, pode se atribuir , e efetivamente se atribuiu, a possibilidade de transmitir seus efeitos, e muito mais que isso, de encontrar a origem de seus efeitos num canto que é manifestamente, explicitamente, voluntariamente desqualificado pelo odioso, pelo infame, pelo ridículo."(9) </span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">O Estado eletrônico da comunicação é o exercício permanente de fabricação de uma imagem grotesca do soberano. Trata-se de uma permanente desqualificação do Príncipe. Neste estado, o Príncipe eletrônico não é uma tradução do Príncipe de Maquiavel, e tão pouco é a imagem do partido político moderno no lugar do Príncipe de maquiavélico. Pois trata-se de um Príncipe desqualificado, infame, ridículo:</span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">"essa desqualificação que faz aquele que é o detentor da majesta - desse algo mais de poder em relação a todo poder, qualquer que seja ele - ser ao mesmo tempo, em sua pessoa, em sua personagem, em sua realidade física, em seus trajes, em seu gesto, em seu corpo, em sua sexualidade em sua maneira de ser, um personagem infame, grotesco, ridículo"(10)</span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">A "governabilidade eletrônica" é, de certa maneira, o uso da "cultura de vídeo" como tecnologia política. Trata-se de uma tecnologia dirigida, simultaneamente, para os indivíduos e para a população. Mas trata-se de uma tecnologia que opera com a lógica da pós-modernidade para além dela. No écran, o espaço é o equivalente do trabalho de "compulsão da repetição" da imagem-objeto em uma sucessão espiralada regida pela lógica do significante vídeo. Trata-se de um espaço pouco aderente para o figurativo, o representativo e para qualquer ato do mundo do enunciado. Esta tecnologia exige agentes-simulacros do "ato da fala", agentes capazes de simular o ato de enunciação. Ela é a continuação do inconsciente freudiano por meios da governabilidade eletrônica, da governabilidade do Príncipe infame. Trata-se de um "dispositivo de poder" do capitalismo eletrônico da comunicação. Na crise do totalitarismo do capitalismo corporativo mundial, o Príncipe infame exerce as funções de estado-maior dos exércitos capitalistas de Napoleão na retirada da Rússia. Mas atenção! O Príncipe infame jamais ensarilhara as armas do grotesco eletrônico.</span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">As novas forças produtivas da comunicação instalam-se em contradição com a natureza totalitária do capitalismo corporativo mundial. Elas são a nova resistência material ao domínio da comunicação. Não obstante, trata-se de organizar tal domínio como uma relação democrática entre o indivíduo e a esfera da comunicação. Existem agentes para transformar as forças produtivas democráticas da comunicação em paradigma do domínio da comunicação. Contar somente com o determinismo tecnológico para alterar o totalitarismo da comunicação, é apenas o começo de uma derrota certa da utopia materialista democrática na era da comunicação! No início do século XXI, o capitalismo corporativo mundial está começando a gerar táticas e estratégias para derrotar a democracia no domínio da comunicação. O futuro será desenhado, primeiro, no terreno deste campo de batalha. O futuro está sendo decidido no espetáculo da comunicação! </span></span></p>
<p class="western">
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">1 W. Mills</span></span><em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;"> Elite do poder.</span></span></em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;"> RJ. Zahar. 1976: 357</span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">2 Rostow. </span></span><em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">Etapas do desenvolvimento econômico. </span></span></em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">RJ. Zahar. 1974: 196</span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">3. Michel Foucault. </span></span><em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">Dits et écrits</span></span></em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">, v. IV. 1954-1988. Paris. Gallimard. 1994:Les techniques de soi. </span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">4. Sobre o Estado "policial" francês, ver: François Ewald.</span></span><em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;"> L`Etat providence</span></span></em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">. Paris. Grasset. 1986.</span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">5. Foucault. op cit: La technologie politique des individus.</span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">6. Gilles Deleuze. </span></span><em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">Foucault</span></span></em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">. SP. Brasiliense. 1988: 83. </span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">7. Sobre este conceito, ver: Foucault. </span></span><em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">História da sexualidade</span></span></em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">. </span></span><em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">A vontade de saber</span></span></em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">, v. I. RJ. Graal. 1980; Nassance de la biopolitique, in: Foucault. </span></span><em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">Dits et écrits</span></span></em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">, v. III. 1994. </span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">8. Foucault. </span></span><em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">História da sexualidade</span></span></em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">, v. I, op cit: 132.</span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">9. Michel Foucault. </span></span><em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">Os anormais</span></span></em><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">. SP. Martisn Fontes. 2001:15.</span></span></p>
<p class="western"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:medium;">10. Idem: 15-16.</span></span></p>
<p class="western"><img src="http://uv.terra.com.br/UV?c=planeta" border="0" alt="" width="2" height="2" align="left" />
</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p><img src="http://uv.terra.com.br/UV?c=planeta" border="0" alt="" width="1" height="1" align="left" /></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ciência Política]]></title>
<link>http://acantus79.wordpress.com/?p=24</link>
<pubDate>Sun, 20 Apr 2008 23:34:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>acantus79</dc:creator>
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<description><![CDATA[CIÊNCIA POLÍTICA

A ciência política é a teoria e prática da política e a descrição e anál]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="center">CIÊNCIA POLÍTICA</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="center">
<p class="western" style="text-indent:1.97cm;" align="justify">A <strong>ciência política</strong> é a teoria e prática da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADtica">política</a> e a descrição e análise dos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_pol%C3%ADtico">sistemas políticos</a> e do comportamento político.</p>
<p class="western" style="text-indent:1.97cm;" align="justify">A ciência política abrange diversos campos, como a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_pol%C3%ADtica">teoria</a> e a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Filosofia_pol%C3%ADtica">filosofia políticas</a>, os sistemas políticos, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ideologia">ideologia</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_dos_jogos">teoria dos jogos</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_pol%C3%ADtica">economia política</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Geopol%C3%ADtica">geopolítica</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Geografia_pol%C3%ADtica">geografia política</a>, análise de políticas públicas, política comparada, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rela%C3%A7%C3%B5es_internacionais">relações internacionais</a>, análise de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rela%C3%A7%C3%B5es_internacionais">relações exteriores</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADtica_internacional">política</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Direito_internacional">direito internacionais</a>, estudos de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Administra%C3%A7%C3%A3o_p%C3%BAblica">administração pública</a> e governo, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Processo_legislativo">processo legislativo</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Direito_p%C3%BAblico">direito público</a> (como o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Direito_constitucional">direito constitucional</a>) e outros.</p>
<p class="western" style="text-indent:1.97cm;" align="justify">A ciência política emprega diversos tipos de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Metodologia">metodologia</a>. As abordagens da disciplina incluem a filosofia política clássica, <a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Interpretacionismo&#38;action=edit&#38;redlink=1">interpretacionismo</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Estruturalismo">estruturalismo</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Behaviorismo">behaviorismo</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Racionalismo">racionalismo</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Realismo">realismo</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Pluralismo&#38;action=edit&#38;redlink=1">pluralismo</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Institucionalismo">institucionalismo</a>. Na qualidade de uma das <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ci%C3%AAncias_sociais">ciências sociais</a>, a ciência política usa métodos e técnicas que podem envolver tanto fontes primárias (documentos históricos, registros oficiais) quanto secundárias (artigos acadêmicos, pesquisas, análise estatística, estudos de caso e construção de modelos).</p>
<h2 class="western" style="text-indent:1.97cm;"><span style="font-size:small;">A Ciência Política</span></h2>
<p class="western" style="text-indent:1.97cm;" align="justify">A Ciência Política constitui um conceito operacional e possível, difícil de definir, porque existem várias definições para ela. A omnipresença virtual da política nos fatos ou a sua politização pode depender da correlação entre as forças políticas e ainda de acontecimentos que tenham maior ou menor impacto na opinião pública. Também o contexto internacional pode contribuir para a politização de um determinado facto.</p>
<p class="western" style="text-indent:1.97cm;" align="justify">Como Ciência do Estado</p>
<p class="western" style="text-indent:1.97cm;" align="justify">Já desde a Antiga Grécia que a ação política desenvolvida na Polis (cidade) se encontrava estreitamente ligada ao Estado. Mais tarde, também Prélot veio reafirmar esta ideia clássica de que a ciência política estava ligada e que se centrava no Estado. Esta posição assumida por Prélot foi criticada pelos seus colegas por considerarem o Estado uma parcela redutora de tudo aquilo que a ciência política estuda. No entanto, e em sua defesa, Prélot defende que o Estado tem de ser visto de uma forma mais profunda, daí que chamasse a atenção para os fenômenos que dele decorriam (inter-estatais; supra-estatais; infra-estatais; e para-estatais). A crítica, no entanto, manteve-se, por considerarem que era uma idéia desatualizada, uma vez que apenas considera o Estado enquanto Soberano.</p>
<h3 class="western" style="text-indent:1.97cm;"><span style="font-size:small;">Objeto de estudo da Ciência Política</span></h3>
<p class="western" style="text-indent:1.97cm;" align="justify">A ciência política estuda o Estado e as suas relações com os grupos humanos. Estuda, ainda, os agentes políticos internos que lutam pela conquista, aquisição e pelo exercício do poder, ou pelo menos de influencia-lo, visando a satisfação dos seus interesses. Estuda, também, os agentes políticos internacionais que influenciam ou tentam influenciar o comportamento dos órgãos que no quadro de uma sociedade nacional exercem o poder político máximo.</p>
<h2 class="western" style="text-indent:1.97cm;"><span style="font-size:small;">Afirmação da Ciência Política como disciplina indispensável nas Universidades</span></h2>
<p class="western" style="text-indent:1.97cm;" align="justify">Na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gr%C3%A9cia_Antiga">Grécia Antiga</a>, para <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Arist%C3%B3teles">Aristóteles</a> a política deveria estudar a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%B3lis">pólis</a> e as suas estruturas e instituições (a sua constituição e conduta). É considerado o pai da Ciência Política, porque considerou a política a ciência “maior”, ou mais importante do seu tempo. Criou, ainda, um método de observação que permitiu uma sistematização e explicação dos fenômenos sociais. Preocupava-se com um governo capaz de garantir o bem-estar geral (o bom governo).</p>
<p class="western" style="text-indent:1.97cm;" align="justify">No <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9culo_XVI">século XVI</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Maquiavel">Maquiavel</a> e a sua obra dão origem à modernidade política. A sua preocupação era a criação de um governo eficaz que unificasse e secularizasse a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/It%C3%A1lia">Itália</a>. Defende um príncipe ou dirigente de governo sem preocupações morais ou éticas, um dirigente que não olha a sensibilidades para atingir os seus fins. A política, era assim a arte de governar, ou seja, uma técnica que permitisse ao dirigente ou governante alcançar os fins independentemente dos meios, não visa a realização geral mas sim pessoal. Introduziu, ainda, um método comparativo-histórico, fazendo comparação entre dirigentes da sua época e de épocas anteriores através de exemplos. Introduziu, também, e reforçou a importância do Estado e da Instituição Estatal.</p>
<p class="western" style="text-indent:1.97cm;" align="justify">Na segunda metade do século XVI, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_Bodin">Jean Bodin</a> escreve “República”, obra que era também uma sistematização e explicação dos fenômenos políticos. Dá também grande relevância à idéia de soberania do Estado, é com base nesta teoria de soberania do Estado que Bodin cria o conceito de soberania (segundo o qual, o poder não tem igual na ordem interna e nem superior na ordem externa). Divide, portanto, o Estado em ordem interna e ordem externa e apenas considera um Estado soberano, se este for superior nestas duas dimensões.</p>
<p class="western" style="text-indent:1.97cm;" align="justify">No <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9culo_XVIII">século XVIII</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Montesquieu">Montesquieu</a> em pleno <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Iluminismo">iluminismo</a>, difunde idéias políticas que têm por base a ação humana. Esta surge, assim, como alternativa às ideias de Aristóteles, chamando a atenção para a “natureza das coisas”. Procurou explicar a natureza das coisas pelas suas <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Idiossincrasias">idiossincrasias</a>. Foi com Montesquieau que a geografia dos Estados ou a geopolítica se tornou um elemento importante na análise política. Introduz o método comparativo de base geográfica. Faz a distinção entre república, monarquia e despotismo, afirmando que este último deveria ser erradicado e afastado, na república o poder pertence ao povo ou a uma parte esclarecida deste, na monarquia o poder pertence ao monarca, no despotismo, o poder pertence a um indivíduo, o déspota que governa sem honra e que utiliza o terror e a violência como forma de governação. Para erradicar o despotismo, Montesquieu apresenta a teoria da separação de poderes, de forma que o poder seja descentralizado das mãos de uma só pessoa para que não o use em proveito próprio. Resolvia-se então o perigo do despotismo com a institucionalização da separação de poderes.</p>
<p class="western" style="text-indent:1.97cm;" align="justify">A partir da segunda metade do século XVIII, a investigação dos fenômenos políticos começaram a perder terreno e a dar lugar a ciências como a sociologia, o direito e a economia. Embora a ciência política não tenha desaparecido.</p>
<p class="western" style="text-indent:1.97cm;" align="justify">A prová-lo está o contributo dado por três autores e pensadores do século XIX. A. Comte (alertou para a necessidade de analisar com objectividade os fenômenos ou fatos políticos); <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alexis_de_Tocqueville">Alexis de Tocqueville</a> (chama a atenção para o estudo do sistema político norte-americano, na sua análise introduziu um conjunto de entrevistas, o que lhe permitiu uma comparação entre estas e irradiar erros ou alguma falha possível. Fazendo um quadro onde apresentava detalhadamente o sistema político norte-americano como se de uma fotografia se tratasse); Karl Marx (introduz uma nova perspectiva de abordagem dos fenômenos políticos e de poder, uma vez que faz uma análise do ponto de vista econômico e social, o fenômeno político é uma conseqüência das relações de produção, e o regime político era o reflexo da organização das forças produtivas). É também nesta altura que surgem as ciências políticas especializadas em determinados fenômenos (economia política, direito político, geografia política, etc.)</p>
<p class="western" style="text-indent:1.97cm;" align="justify">Nos finais do século XIX a Ciência Política é reconhecida nos EUA nas universidades, como forma de combater o caciquismo no poder local e a corrupção nos partidos políticos.</p>
<p class="western" style="text-indent:1.97cm;" align="justify">Só após a Segunda Guerra Mundial, a Ciência Política volta a ganhar relevo e a tornar-se também uma disciplina autónoma nos quadros das universidades europeias. Além disso ganha força a análise de sistemas eleitorais, e também do comportamento do eleitorado.</p>
<p class="western" style="text-indent:1.97cm;" align="justify">Os fenômenos que contribuíram para o reforço da ciência política foram a proliferação dos sistemas democráticos, dos partidos políticos, dos mass media, de organizações internacionais, pelo próprio sistema internacional, etc. Estes fatos levaram ao aumento de estudos sobre estes assuntos, o que suscitou também uma maior proliferação da ciência política (criação da IPSA, associação onde cientistas políticos discutiam as suas posições e que deu origem a outras organizações sobre a mesma temática)</p>
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<p class="western" style="border:1px solid #eeeeee;padding:0.08cm;">Site da ABCP - Associação Brasileira de Ciência 	Política: <a href="http://www.cienciapolitica.org.br/">http://www.cienciapolitica.org.b