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	<title>cegueira &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/cegueira/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "cegueira"</description>
	<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 22:32:21 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Ensaio Sobre a Cegueira (Blindness)]]></title>
<link>http://lella.wordpress.com/?p=1077</link>
<pubDate>Thu, 09 Oct 2008 09:08:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>LELLA</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Acabo de sair do cinema. Me encontro em estado de êxtase contemplativo. Estou pasmo, feliz e um ta]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#031258;"><a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/10/blindness-4.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1086" title="blindness-4" src="http://lella.wordpress.com/files/2008/10/blindness-4.jpg?w=500" alt="" width="500" height="307" /></a></span></p>
<p><span style="color:#031258;">Acabo de sair do cinema. Me encontro em estado de êxtase contemplativo. Estou pasmo, feliz e um tanto quanto emocionado. Um dos meus maiores temores já não tem razão de ser, pois Fernando Meirelles conseguiu a façanha inédita de adaptar com maestria a obra maior de José Saramago. Creio que as palavras que melhor descrevem o meu estado neste momento são estas duas: orgasmo mental.</span></p>
<p><span style="color:#031258;">José Saramago, em minha franca opinião, é o melhor escritor de literatura de todos os tempos. Me desculpem Dostoiévski, Tolstói, Hemingway, Kafka, Dante, Herman Hesse, Fernando Pessoa - também amo todos estes - mas Saramago, além de sua excepcional criatividade, tem uma maneira singular de contar histórias: ele sabe escolher as palavras certas e como encaixá-las no texto, graças a sabedoria popular adquirida durante toda uma vida levada com simplicidade. Sua narrativa é um espetáculo a parte e não posso simplesmente tentar explicar a sensação de ler um texto de Saramago justamente porque as palavras me limitam a fazer justiça à sua obra.</span></p>
<p><span style="color:#031258;">Li o livro Ensaio Sobre a Cegueira em Junho de 2001. Poucos dias se passaram entre o início e o fim, pois a história era tão instigante que não conseguia chegar à um ponto que me bastasse. Acabei por ficar tão envolvido com toda a magia do livro que não queria saber de mais nada, a não ser apreciar lentamente e com delicadeza página-por-página daquela história que nunca saiu de minha mente. Se tivesse que escolher apenas um livro para ler durante toda a minha vida, não hesitaria em escolher o Ensaio Sobre a Cegueira como principal candidato.</span></p>
<p><span style="color:#031258;">Este não é o único livro que li de Saramago. Ao contrário, faltam apenas alguns para que eu tome conhecimento de toda sua obra, porém o Ensaio chega a ser tão bom que ofusca outras histórias. Conforme estes meus comentários, vocês devem imaginar que eu sou uma espécie de fanático pelo autor português, então imaginem a minha preocupação e angústia ao saber que a melhor história de todos os tempos seria filmada?</span></p>
<p><span style="color:#031258;">A primeira coisa que veio em minha mente foi: como? Como uma obra considerada por mim e por muitos como intransponível para as telas poderia ser filmada? Coisa boa é que não poderia surgir de tamanha ousadia. Desta forma, será que os realizadores do filme não iriam assassinar o livro dourado escrito em nosso tempo? Como ficariam os diálogos ácidos de Saramago? Como eles poderiam ser traduzidos em imagens?</span></p>
<p><span style="color:#031258;">Não irei assistir! Pronto! Seria persistente em meu ponto-de-vista e valeria de minha teimosia para bater o pé e não ceder. Porém um vídeo no <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Y1hzDzAvJOY">YouTube</a>, me fez mudar de idéia.</span></p>
<p><span style="color:#031258;">Nele, temos Saramago, ao lado de Meirelles, em lágrimas dizendo que a emoção que estava sentindo era a mesma de quando ele havia terminado de escrever o livro. Fiquei arrepiado dos pés a cabeça! O próprio autor dera o seu parecer, e de forma tão intensa que não havia como a adaptação ter ficado ruim. Enfim, fiquei ainda mais confuso e curioso. De certo, somente a decisão que iria, a qualquer custo, assistir a película no cinema.</span></p>
<p><span style="color:#031258;">Enfim, minha mente era um turbilhão de pensamentos. Eis que chega o grande dia. Quando entro no cinema entro também numa batalha contra todos os pré-conceitos formulados anteriormente. Tenho medo do resultado final. Desejo, com antecedência, que o filme seja ruim, pois então estaria vingado de todos os diretores que insistem em dizimar um autor consagrado ao tentar prostituir uma bela história nos cinemas hollywoodianos.</span></p>
<p><span style="color:#031258;">Deveria ter me recordado que do outro lado não estava qualquer diretor. Estava um que não insulta a mente do telespectador e que respeita a sua inteligência. O brasileiro Fernando Meirelles já provou que é um dos maiores nomes do cinema internacional. Em algumas entrevistas, ele disse que já foi convidado para dirigir grandes blockbusters, mas este não é o seu foco, mas sim fazer filmes tocantes. Foi assim anteriormente com "Cidade de Deus" e "O Jardineiro Fiel". Obviamente ele trataria com carinho o maior clássico de Saramago. Ele não entraria num projeto que considerasse inviável apenas para ganhar projeção. Meirelles, ao aceitar o desafio, teve coragem superior aos espartanos na batalha contra os persas. Era o seu nome e sua carreira que estava em jogo. E ele superou todas as minhas expectativas.<br />
</span></p>
<div style="background-color:#fff2cc;color:#660000;"><span style="color:#031258;"><strong><span style="font-size:small;">ATENÇÃO: Contém SPOILERS a respeito da história. Se não quiser saber o que acontece, então não leia o conteúdo abaixo.</span></strong></span></div>
<p><span style="color:#031258;">O que aconteceria se as pessoas passassem, de súbito, a perder a visão – e não uma cegueira escura, mas branca, como uma luz cintilante e intensa? Este é o tema explorado por Saramago em seu livro de 1995. Por trás de uma idéia simples surge um leque tão grande de possibilidades que Saramago consegue explorar o que há de mais selvagem e humano nos homens e colocar-lhes em frente à um espelho: hora refletimos bestialidade, hora fragilidade.</span></p>
<p><span style="color:#031258;"><a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/10/blindness.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1087" title="blindness" src="http://lella.wordpress.com/files/2008/10/blindness.jpg?w=300" alt="" width="300" height="212" /></a></span></p>
<p><span style="color:#031258;">Um homem, em meio ao trânsito, fica cego. Logo, outros vão ficando. Passa-se algumas semanas, e a proporção de cegos aumenta de forma que o governo e as forças armadas se vêem forçados a tomar medidas drásticas e colocar os infectados pela “<em>maldição branca</em>” em quarentena numa espécie de alojamento, de modo que acredita-se que o vírus seja contagioso. No começo apenas um casal fica encarcerado, mas em pouco tempo surgem dezenas e dezenas de pessoas, a maioria sem saber o que realmente está acontecendo. Quem está dentro desta prisão improvisada não tem contato algum com o mundo exterior.</span></p>
<p><span style="color:#031258;">Dentro desta situação, temos uma mulher que enxerga, que resolveu entrar em quarentena para ajudar o marido em sua cegueira. Porém ninguém, a não ser o próprio marido, sabe de sua condição. Logo, grupos irão se dividir, e eles entrarão em conflito por necessidades básicas. Depois são apenas os demônios presentes em cada ser que irão orientar o seu caminho, de modo que eles chegam a se tornar figuras selvagens de uma selva sem lei.</span></p>
<p><span style="color:#031258;">A primeira coisa a observar é o caráter existencialista da história: inesperadamente somos devastados com uma epidemia de cegueira. Em nenhum momento sabemos como ou porquê. Sendo os homens seres que entendem que são controladores de todas as situações, ao se deparar com tamanho absurdo entram em crise de identidade. Nestas situações extremas, a figura do homem real, sem influências e sem moderações, costuma aparecer de forma intensa e irracional. O homem tem a necessidade de explicar o início e o fim de todas as coisas, logo quando se depara com algo inexplicável, uma dor muito intensa toma conta de si, de modo que ele beira a falta de sanidade e passar a cometer atos inexplicáveis.</span></p>
<p><span style="color:#031258;">Ainda nesta linha existencialista, temos a figura de uma mulher que enxerga num universo de pessoas que só vêem branco a sua frente. No inicio ela acha que é questão de tempo até ficar cega, como todos os outros, porém logo ela entende que não irá perder a visão. Então porque ela? Como ela pode ser imune à algo que atinge a todos? São perguntas que não temos respostas em nenhum momento. O certo é que ela está sozinha. E a aparente vantagem que ela leva em relação ao resto se converge em sofrimento ao vislumbrar o que há de mais bárbaro nos atos dos homens. Como dizem no popular, as vezes é preferível não vermos do que vermos tantas coisas ruins. Esta é uma verdade.</span></p>
<div style="border:medium none;"><span style="color:#031258;">O segundo ponto a ser observado é que a epidemia é de cegueira. Num mundo onde imagem é tudo, não acredito que Samarago inseriu a deficiência coletiva de forma desproposital. Ao contrário, ao retirar a visão das pessoas, o autor removeu toda a referência disponível para seres subordinados a apenas aquilo que vêem. Ele desnudou o homem e o colocou na frente do espelho para mostrar quem realmente é: o homem sem referência de imagens é um homem desesperado, pacato e covarde, que não se entende e não entende o que está ao seu redor. Imagens funcionam como signos de fé. Logo, acredito naquilo que eu vejo, pois o que eu vejo é evidência daquilo que realmente é. Porém com este raciocínio podemos concluir que quando não vemos não entendemos, logo, deixamos de existir.</span></div>
<p><span style="color:#031258;">O terceiro ponto inicial que gostaria de mencionar é a cegueira branca. No escuro, temos a tendência de ficarmos relaxados. Já no claro, ficamos mais agitados. O dia é para viver e a noite para dormir. Agora imagine que quando você fechasse os olhos, ao invés da escuridão, enxergasse um branco ofuscante como se tivesse olhando para o próprio sol? Como você iria conseguir dormir? Nesta linha, Saramago frisa que o homem começa, vagarosamente, uma jornada rumo a loucura. Sendo assim, cada dia que passa, mais próximos estamos de um colapso generalizado.</span></p>
<p><span style="color:#031258;">Somente com estes três pontos podemos apreciar a obra com um olhar mais crítico e contemplativo. Creio que Meirelles entendeu a sacada e se preocupou mais em trabalhar a trama e estes conceitos do que transpor os diálogos e a narrativa de Saramago no livro. E foi por isto que a adaptação foi estupenda. Justamente porque o filme não inibe o prazer de ler o livro mesmo após ter assistido o filme ou vice-versa.</span></p>
<p><span style="color:#031258;">A direção do filme é soberba e exemplar. É sombria, como deveria ser, e transita os nossos sentimentos entre o desespero e o alívio, a indignação e a resignação. A história não foi criada para ser bonita – ainda que seja – mas para dar um tapa em nossa cara e dizer: “Aí esta você! Acorde antes que seja tarde!”. Meirelles trabalha com o branco e o negro de forma mágica: tons desfocados são inseridos no canto da tela e ao fundo, as vezes temos sobreposições de imagens e efeitos fantasmas, quando então ele decide dilatar a pupila da câmera. Então somos arremessados num mar de leite, a tela fica branca, os diálogos são construídos sob a perspectiva das personagens e quase nos tornamos um deles.</span></p>
<p><span style="color:#031258;">Algumas cenas são perturbadoras e deixarão cicatrizes por anos em minha mente. Servirá para lembrar que para situações extremas podemos esperar atitudes extremas, ainda que sem justificativas. É o desencontro do homem. A fuga que ele necessita para acobertar suas atrocidades sem sentimento de culpa. No fim, jogamos a dignidade numa lata de lixo e o que nos sobra é este nada que representa o ser humano no contexto universal. Não um nada no sentido mais vazio, mas um nada quando comparado que ele não é a única força que rege o mundo e que a própria vida tem as suas regras que desconhecemos, sendo que todos estão sujeitos a sofrerem as conseqüências dela.</span></p>
<p><span style="color:#031258;">Na busca pela sobrevivência acabamos por nos encontrar novamente e vemos uma outra face no espelho. Ficamos envergonhados de certos atos ao fazer uma genealogia de nossa vida. É tempo de recomeçar e aceitar as coisas como elas são. Esta é a única maneira de recuperar a nossa dignidade e extrair alguma bonificação que a vida possa nos dar: aprendendo a conviver consigo mesmo, assim como entendendo suas limitações.</span></p>
<p><span style="color:#031258;">Belíssimo! Belíssimo!</span></p>
<p><span style="color:#031258;">Por: EvAnDrO vEnAnCiO  Blog: <a href="http://www.evenancio.com/">EvAnDrO vEnAnCiO</a>.</span></p>
<p><span style="color:#031258;"><strong>Ensaio sobre a Cegueira (Blindness)</strong>. 2008. Brasil. Direção: Fernando Meirelles. Elenco: Julianne Moore, Danny Glover, Alice Braga, Mark Ruffalo, Gael García Bernal, Don McKellar, Maury Chaykin, Martha Burns. Gênero: Drama, Suspense. Duração: 124 minutos. Censura: 16 anos. Adaptação do livro de José Saramago.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O pior cego]]></title>
<link>http://percuciente.wordpress.com/?p=431</link>
<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 19:26:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>Sestércio</dc:creator>
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<description><![CDATA[É o que não quer ver, certo?

]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>É o que não quer ver, certo?</p>
<p><a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1345317"><img class="aligncenter size-full wp-image-432" title="maisreformas" src="http://percuciente.wordpress.com/files/2008/10/maisreformas.jpg" alt="" width="340" height="189" /></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[14h10 - encontro]]></title>
<link>http://jornaldepoeta.wordpress.com/?p=169</link>
<pubDate>Sat, 04 Oct 2008 15:40:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>contemporaneando</dc:creator>
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<description><![CDATA[Quando seus olhos vazados de tormenta cruzaram comigo, deixaram nestas retinas cegas a marca da ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoBlockText" style="text-indent:0;margin:0 0 .0001pt;" align="justify"><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';">Quando seus olhos vazados de tormenta cruzaram comigo, deixaram nestas retinas cegas a marca da desgraça</span><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';">. </span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[19h52 - parada]]></title>
<link>http://jornaldepoeta.wordpress.com/?p=167</link>
<pubDate>Fri, 03 Oct 2008 12:52:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>contemporaneando</dc:creator>
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<description><![CDATA[Sou cega e me atiro, toda incandescências. Quero ir, ir. Para onde não importa. Coragem? Medo de p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoBlockText" style="text-indent:0;margin:0 0 .0001pt;" align="justify"><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';">Sou cega e me atiro, toda incandescências. Quero ir, ir. Para onde não importa. Coragem? Medo de pousar</span><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';">. </span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A que ponto chegou a cegueira]]></title>
<link>http://andretoso.wordpress.com/?p=94</link>
<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 15:04:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>andretoso</dc:creator>
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<description><![CDATA[Hoje perdi o humor ao ler que a Federação dos Cegos dos EUA planeja uma manifestação no dia da e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;">Hoje perdi o humor ao ler que a Federação dos Cegos dos EUA planeja uma manifestação no dia da estréia do filme "Ensaio Sobre a Cegueira", de Fernando Meirelles. O argumento: “É um retrato ofensivo e assustador que pode minar os esforços de integrar os cegos à vida em comunidade. O filme retrata cegos como monstros, e vejo isso como uma mentira", disse o presidente da tal Federação.</p>
<p>Será que esse babaca sabe o que é uma metáfora? Será que ele não percebeu que a cegueira a que se refere o filme e o livro vai muito além da falta de visão? Ou será que ele é esperto e só quer que sua associaçãozinha apareça um pouco na mídia? Meu Deus do Ceú. Quando leio uma coisa dessa me dá desespero. Isso é burrice, estupidez, ignorância. É falta de sensibilidade, de humanidade, de racionalidade. Estamos no século XXI e as pessoas estão cada vez mais estúpidas? Essa Federação é realmente formada por cegos em todos os sentidos possíveis da palavra. Se eu fosse cego teria vergonha de ser representado por ela.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ensaio Sobre a Cegueira (Fernando Meirelles, 2008)]]></title>
<link>http://naoseisercult.wordpress.com/?p=33</link>
<pubDate>Sat, 27 Sep 2008 22:48:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>Djonata</dc:creator>
<guid>http://naoseisercult.wordpress.com/2008/09/27/ensaio-sobre-a-cegueira-fernando-meirelles-2008/</guid>
<description><![CDATA[eu li o livro do Saramago, e independente de todos os prêmios e babações de ovo em cima da obra d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://img.photobucket.com/albums/v190/rockdude/2008/blindness_01_502.jpg"><img class="aligncenter" src="http://img.photobucket.com/albums/v190/rockdude/2008/blindness_01_502.jpg" alt="" width="502" height="335" /></a>eu li o livro do Saramago, e independente de todos os prêmios e babações de ovo em cima da obra do autor português, eu não gostei. engraçado que eu lia e pensava: <em>esse livro é chato, escrito de uma forma irritante pra parecer revolucionário, moderninho, diferente...</em> mas eu, só conseguia achar xarope; no entanto, reconhecia ali no meio, que, aquela idéia era sim, muito original e promissora, frustei-me então por constatar que tal brilhante idéia havia sido disperdiçada pela aparente necessidade do Saramago em mostra-se um sublime escritor. para minha sorte e de muitas outras pessoas, o competente diretor brasileiro Fernando Meirelles (<em>Cidade de Deus, O Jardineiro Fiel</em>) resolveu adaptar a estória, aí residia minha grande expectativa, ora, diretor bom+boa idéia = bom filme, no mínimo e, pra minha sorte, eu estava certo. o filme é, de fato, ótimo. têm um elenco muito sólido e bem selecionado, belíssimas imagens, uma fotografia óbvia, mas que eu não consigo imaginar uma melhor para a situação, e uma direção segura, ousada, com planos elegantes.</p>
<p>todo mundo tem sua interpretação sobre "o que o filme quer dizer", eu também tenho a minha. acho que a maior crítica (na falta de um termo melhor) é em cima da sociedade hipócrita que temos, que vive de aparências e que na falta de olhos, se revela quem de fato é. e eu fiquei me perguntando ao final do filme, será que a garota de programa voltando a enxergar, ficará mesmo com o velho senhor negro? fica pra pensar.</p>
<p>NOTA: 3/4</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Blindness - Ensaio Sobre a Cegueira]]></title>
<link>http://catorzeblog.wordpress.com/?p=63</link>
<pubDate>Sat, 27 Sep 2008 03:44:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>fabiofariasf</dc:creator>
<guid>http://catorzeblog.wordpress.com/2008/09/27/blindness-ensaio-sobre-a-cegueira/</guid>
<description><![CDATA[
Cego. É dessa forma que o leitor se sente ao apreciar as linhas escritas por José Saramago no seu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ump.edu.br/metro/files/image/cultura/blindness_01.jpg"><img class="aligncenter" src="http://www.ump.edu.br/metro/files/image/cultura/blindness_01.jpg" alt="" width="491" height="328" /></a></p>
<p align="justify">Cego. É dessa forma que o leitor se sente ao apreciar as linhas escritas por José Saramago no seu nobel de literatura "Ensaio Sobre a Cegueira" lançado em 1995. Dez anos depois, um dos melhores diretores da nova safra do cinema nacional, por trás de uma supreprodução que reúne Canadá, Japão e Brasil decide adaptar a obra para o cinema. O resultado: Blindness, filme dirigido por Fernando Meirelles que está sendo exibido no circuito nacional, mas que ainda não deu as caras em terras potiguares.<!--more--></p>
<p align="justify">No elenco a bela Jullianne Moore, que interpreta a protagonista e única personagem que não perdeu a visão. Ela é a esposa do doutor, um dos primeiros a serem infectados pela cegueira branca. Inexplicavelmente imune a doença, ela vai parar na quarentena junto com os outros cegos e literalmente vê a degeneração humana que a nova condição impõe aos pacientes. E é aí que mora toda a genialidade da história criada por José Saramago e a força do filme de Meirelles.</p>
<p align="justify">Adaptações de livros para cinema normalmente ficam bem ruins. A de Meirelles foge à regra. Quem leu "Ensaio Sobre a Cegueira" com toda certeza não se decepciona com a forma com que a história foi construída nas telinhas. O diretor brasileiro consegue nos fazer sentir cegos com cenas brancas demais, takes confusos que conseguem gerar uma sensação de agitação no espectador. Tudo muito bem regrado e embasado na bela atuação de Julianne Moore e ao som do grupo mineiro Ukati.</p>
<p align="justify">Vale muito a pena assistir.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[À Contardo Calligaris]]></title>
<link>http://cinelounge.wordpress.com/?p=378</link>
<pubDate>Tue, 23 Sep 2008 21:53:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>Paula Andregheto</dc:creator>
<guid>http://cinelounge.wordpress.com/2008/09/23/a-contardo-calligaris/</guid>
<description><![CDATA[Calligares é um psicanálista que escreve todas às quintas-feiras para a Folha de S. Paulo. Sua co]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Calligares é um psicanálista que escreve todas às quintas-feiras para a Folha de S. Paulo. Sua coluna fica na página Ilustrada. Acredito que vale a pena lê-lo. Gostaria de compartilhar com vocês a carta que lhe escrevi sobre o filme "Ensaio sobre a Cegueira", de Fernando Meirelhes, baseado na obra de José Saramago.</p>
<p><a href="http://cinelounge.files.wordpress.com/2008/09/blindness_011.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-380" title="blindness_011" src="http://cinelounge.wordpress.com/files/2008/09/blindness_011.jpg?w=460" alt="" width="460" height="307" /></a></p>
<p>Boa noite, Contardo<br />
 <br />
Há tempos leio semanalmente sua coluna e, pela primeira vez, crio coragem para te escrever. Admirei muito sua posição e análise sobre o filme "Ensaio sobre a Cegueira", além, é claro, de admirar seu trabalho.<br />
 <br />
Gostaria de elogiar sua sensibilidade em relação ao questionamento de valores das pessoas a partir de posições das quais se encontram em um "Juízo Final" e afirmar que concordo com o que  escreveu sobre as mulheres. De fato o filme nos mostra uma coragem acima de qualquer ciúmes e valores impostos culturalmente pelos homens. Parabéns.<br />
 <br />
Quanto a nota de Manohla Dargis, concordo novamente com você. O passado e a história de vida, o que as pessoas fizeram de bom ou ruim, ou deixaram de fazer, não importa, quando todas são colocadas em algo que as iguala, e as deixa, como se diria, "no mesmo barco". Cabe a cada um tomar atitudes e fazer suas escolhas a partir do que estão passando no momento.<br />
 <br />
Acredito que, quando o homem se encontra em uma situação de ausência, sem saída, as atitudes e valores não importam mais. Por isso criam guerras, ditaduras, para ter motivação e uma forma de viver.<br />
Não acredito que o filme tenha uma visão maniqueísta, mesmo porque, como todos os seres humanos, os personagens "bons" do filme podem errar, trair, mentir e matar, afinal, estão todos cegos, ou quase todos.<br />
 <br />
É difícil. Não posso afirmar que é um filme legal, porém, na minha concepção, digo que é um filme bom. Um amigo me questionou, logo após assistirmos ao filme, como saberia se sua percepção é coerente ao que o diretor quis passar. Respondi que não sabemos, o importante é se te passou algo, independente do que é de fato.<br />
 <br />
Uma epidemia se difundi com uma rapidez, em uma cidade onde todos são desconhecidos, porém ligados pela mesma doença. Os nomes nem importam mais. A doença aproxima os individuos, atingindo a todas as classes e raças.<br />
 <br />
O homem, ao deparar-se com uma situação de ausência, de perda, de desilusão e desmotivação, questiona seus valores e escolhe seu caminho.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ensaio sobre a Cegueira - o filme]]></title>
<link>http://pibbjovem.wordpress.com/?p=757</link>
<pubDate>Tue, 23 Sep 2008 18:11:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>João Guilherme dos Anjos</dc:creator>
<guid>http://pibbjovem.wordpress.com/2008/09/23/ensaio-sobre-a-cegueira/</guid>
<description><![CDATA[Antes de falar propriamente do filme. Preciso dizer como estou feliz em ver o cinema brasileiro cres]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de falar propriamente do filme. Preciso dizer como estou feliz em ver o cinema brasileiro crescendo, melhorando e ganhando reconhecimento. Finalmente estamos conseguindo nos livrar das pornochanchadas! Embora o Ensaio sobre a cegueira não seja exatamente brasileiro.</p>
<p>Sobre o filme Ensaio sobre a cegueira de Fernando Meireles, baseado no livro homônimo do português José Saramago, confesso que para fazer uma análise melhor dos "questionamentos existenciais" do filme é necessário ler o livro (o que ainda não fiz mas estou louco para fazê-lo). Porém, analisando os aspectos, digamos, cinematográficos, digo que há tempos não via um filme tão bom. Não é a toa que o próprio Saramago se emocionou com o filme.</p>
<p>Com cenas fortes e a técnica de deixar alguns espaços "vazios" com a tela branca ou preta, Meireles realmente consegue nos envolver e nos fazer sentir como se estivéssemos fazendo parte da história e compartilhando o desespero dos personagens diante do fim da civilização como a conhecemos e da revelação do ser humano em sua completa brutalidade.</p>
<p>Obviamente o filme terá, como já tem, muitos críticos que não irão gostar disso ou daquilo e podem até reclamar do tema invocado por José Saramago. Mas é fato que foi um filme bem feito, envolvente e comovente.</p>
<p>Indico a todos.</p>
<p>Assista ao trailer:</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/12zOOaLBlnE'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/12zOOaLBlnE&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p><em>Sigo servindo certo da Salvação em Cristo!</em><br />
João Guilherme dos Anjos</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ensaio sobre a cegueira - uma breve análise]]></title>
<link>http://qchose.wordpress.com/?p=829</link>
<pubDate>Tue, 23 Sep 2008 18:10:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rafael</dc:creator>
<guid>http://qchose.wordpress.com/2008/09/23/ensaio-sobre-a-cegueira-uma-breve-analise/</guid>
<description><![CDATA[ 

Na semana passada, eu assisti a versão do Fernando Meirelles do livro do Saramago, Ensaio Sobre]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignnone" src="http://guelph.ca/uploads/business/BlindnessPoster.jpg" alt="" width="350" height="500" /></p>
<p style="text-align:justify;">Na semana passada, eu assisti a versão do Fernando Meirelles do livro do Saramago, Ensaio Sobre a Cegueira. Desde então, o filme me trouxe tantos questionamentos que me sinto compelido a escrever a respeito, tanto que cheguei a comentar que o faria lá no <a href="http://vidaordinaria.com/2008/09/18/cegueira-nao-e-desculpa-para-voce-nao-ver/"><strong>Vida Ordinária</strong></a>. Me entregarei portanto, agora, à dura missão de tentar analisar (ainda que brevemente) esse filme, que trás consigo milhares de questões complexas a respeito de nós mesmos e da nossa sociedade, gerando trocentas interpretações diferentes para a cegueira dos personagens.</p>
<p style="text-align:justify;">Como já devo ter deixado claro no texto acima, não li o livro (ainda). Mas mesmo sem ter como comprovar, acredito que o Meirelles fez um bom trabalho ao transcrever a obra para esta outra mídia, e acredito, conseguiu trazer consigo os principais questionamentos do livro (bom, o Saramago concorda <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Y1hzDzAvJOY">comigo</a>).</p>
<p style="text-align:justify;">Tentarei fazer algo no mesmo esquema que fiz com <a href="http://qchose.wordpress.com/2008/07/01/reflexoes-acerca-de-wall%e2%80%a2e/">Wall-E</a>: portanto, não se trata de uma crítica do filme, e sim de uma análise dos seus pontos mais relevantes (seguindo <span style="text-decoration:underline;"><strong>minha</strong></span> <strong>opinião</strong> e <strong>interpretação</strong>, obviamente). Mas vamos lá:</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="text-decoration:underline;">A Cegueira Branca</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignnone" title="Imagem gentilmente roubada dos nossos amigos do Vida Ordinária" src="http://vidaordinaria.files.wordpress.com/2008/09/blindness_01_502.jpg?w=450&#38;h=300" alt="" width="449" height="300" /></p>
<p style="text-align:justify;">Logo no início do filme, vemos um personagem sendo "atacado", de súbito, por uma estranha forma de cegueira. De repente, sua visão turva, mas, ao invés de simplesmente deixar de enxergar (e passar a enxergar tudo preto, como uma cegueira "comum" faria), tem sua visão mergulhada em um mar branco sem fim. <strong>(continue lendo)</strong> <!--more--></p>
<p style="text-align:justify;">Vamos começar a considerar. Nós vivemos em uma sociedade completamente dependente da visão, onde tudo é imagem. Somos cercados e bombardeados por imagens de todos os tipos, e não satisfeitos, queremos ver mais e mais, mesmo onde não é possível, o que lembra diretamente as cenas de outros filmes com "câmeras" que perseguem balas e as mostram perfurando o corpo de suas vitimas, ou mesmo as imagens de seriados como House M.D. - que eu adoro - mostrando o interior do corpo humano reagindo aos tratamentos impostos pela equipe do Dr. House.  Somos incapazes de imaginar determinadas coisas sem enxergá-las, e mesmo representações de elementos não-visuais são feitas de forma visual, como o som. Quem, por exemplo, nunca viu uma representação visual do funcionamento dos nossos ouvidos, com as ondas sonoras chegando representadas por aquelas formas visuais curvas: ")))" ?</p>
<p style="text-align:justify;">Então essa "cegueira branca" do Saramago representa, ao meu ver, este <em>excesso de visão</em>. Nós não estamos deixando de enxergar: estamos <strong>enxergando demais</strong>. Estamos vendo tanto, mas tanto, que deixamos de ver. Como em uma foto superexposta, onde o diafragma foi aberto e o tempo de exposição extendido (recurso que é sabiamente utilizado pelo Fernando Meirelles e pelo César Charlone para ambientar o filme).</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignnone" src="http://img143.imageshack.us/img143/3055/blindness01fv9.jpg" alt="" width="425" height="283" /></p>
<p style="text-align:justify;">Nesse ponto não consegui deixar de me lembrar de um dos autores que conheci através da pós-graduação que estou fazendo, o <strong>Norval Baitello Jr.</strong> e seu conceito de <strong><em>Iconofagia</em></strong>. Baitello é um pesquisador ligado à PUC-SP, e, bastante atento à nossa sociedade, criou este termo. Iconofagia, pela própria morfologia da palavra, se refere à devoração de imagens (ou pelas imagens). Nós devoramos imagens o tempo todo. Temos fome delas. Quando não temos essas imagens, tentamos recriá-las. O problema é que, ao devorar estas imagens, também somos devorados por elas. Um devora outro e ambos nunca se satisfazem. Baitello chega mesmo à dizer que essa coisa de devorar imagens ultrapassa o campo metafórico e chega ao real, em fast foods e lanchonetes do gênero. Nós vamos em McDonalds e lanchonetes do tipo para comer imagens. Imagens de sanduíches perfeitos, imagens de felicidade. E nunca nos satisfazemos. (e <a href="http://www.conjecturas.com.br/edicao05/cerebrar/norval.htm">neste link</a> tem uma entrevista com ele, à qual eu recomendo a leitura, fortemente) <strong>¹</strong></p>
<p style="text-align:justify;">E nesse ponto nós notamos como a crítica tem sido imbecil ao analisar o filme, pois ouvi falar que tem crítico por aí reclamando da cegueira branca pelo fato dela ser "cientificamente improvável". Come on, buddy, leia nas entrelinhas.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="text-decoration:underline;">Identidade</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;">No filme (e no livro) ninguém tem um nome. Repito, não li o livro, mas até onde eu sei, o Saramago se refere aos personagens somente como "homem da venda preta", "mulher de óculos escuros", etc, sem dar mais detalhes de suas aparências. Neste ponto eu enxergo duas coisas:</p>
<p style="text-align:justify;">1- Uma certa estratégia do Saramago que de certa forma "cega" igualmente o leitor do livro, impedindo-o de saber detalhes fisicos destas pessoas (além dos mencionados) e forçando-o, como aos personagens do livro, a tentar imaginar estas pessoas de acordo com a forma que se comportam. Eu não ficaria impressionado se a maior parte das pessoas imaginasse os "vilões" da história com a aparência mais feia do que os protagonistas, sendo que isto não é necessariamente verdade (e neste ponto, temos um diálogo no filme onde um dos personagens chega à conclusão de que o personagem de Gael Gárcia Bernal é negro, simplesmente pela forma que ele se comporta, deixando transparecer a visão - sem trocadilhos - preconceituosa que ele tem do ser humano. E o mais irônico é que ele faz este comentário a um de seus colegas de querentena no qual confia: um negro.)</p>
<p style="text-align:justify;">2- Nossa identidade está claramente associada à nossa aparência; mais diretamente ao nosso rosto. Qual a forma mais comum (e incompleta) de resumir a identidade de alguém? Uma foto 3x4. Sempre que alguém morre em um acidente, nós temos aquela clássica imagen da foto que consta na carteira de <em>identidade</em> da pessoa, com a sua foto, para que possamos vislumbrar por um último momento o rosto desta pessoa. Por outro lado, identificamos pessoas que não conhecemos bem justamente pela atividade que executam ou por detalhes como "óculos escuros", "careca", "camisa xadrez", etc, e assim elas passam a serem "resumidas", sem necessidade de identificação através de um nome. Neste caso, eu enxergo portanto - olha o trocadilho - uma certa "diluição" da identidade de cada um, decorrente da ausência da visão generalizada. E uma crítica a essa forma de "enxergar-sem-enxergar" as pessoas que costumamos utilizar no dia-a-dia. De que adianta enxergar se tudo que nossos olhos vêem é "a mocinha da recepção" e "a faxineira", sem se preocupar em conhecê-las direito, saber seus nomes?</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignnone" src="http://www.cinemaemcena.com.br/filmes/6078/cinenews/blindness_03.jpg" alt="" width="450" height="300" /></p>
<p style="text-align:justify;">Neste ponto também surge outra questão. Sabe aquela coisa já meio batida da "beleza interior"? Pois é, de certa forma eu vejo isso na história do filme/livro também. Algumas pessoas, ao ficarem cegas, se aproveitam da situação para tirar vantagens, de forma extremamente suja e cruel. Outras acabam se unindo. Mas podemos dizer que a maior parte da sociedade volta para o estado de barbárie, praticamente pré-histórico. Ao perdemos nosso sentido mais importante, no qual a sociedade moderna está completamente baseada, voltamos à idade da pedra, uma sociedade sem leis e na qual quem conseguir algum tipo de vantagem vence. E é o que acontece no filme.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="text-decoration:underline;">A Diferença</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;">Um aspecto importante da nossa sociedade e que é bastante estudado atualmente é a forma de interação com o "outro", com o diferente. Neste filme/livro, temos uma situação que faz com que pessoas completamente diferentes sejam amontoadas em um velho hospital (é o que parece).</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignnone" src="http://www.collider.com/uploads/imageGallery/Blindness/blindness_movie_image_julianne_moore_.jpg" alt="" width="420" height="280" /></p>
<p style="text-align:justify;">E aí entra o meu lado lado crítico: isso me incomodou de certa forma, pela dificuldade que tive em crer que isso realmente aconteceria. Pelo menos no Brasil - o filme foi filmado aqui, mas em nenhum momento é especificada a cidade onde o filme se passa, podendo ser qualquer cidade grande do mundo - eu duvido muito que juntassem ricos almofadinhas com "pobres sujos" no mesmo lugar, ainda que eles não pudessem enxergar o que estava acontecendo nem quem estava ao seu lado. Depois de alguns dias pensando a respeito, entendi que a crítica residia justamente aí: se não enxergamos quem está do nosso lado, não vamos criar mil impressões sobre essa pessoa antes de conversar com ela; e só a partir daí começaremos a criar identidades para estas pessoas.</p>
<p style="text-align:justify;">De qualquer forma, ainda acho difícil que as autoridades realmente agissem desta forma, pelo simples fato da nossa sociedade estar orientada de uma forma muito clara: ricos de um lado, pobres do outro. Mas ignorando a verossimilhança disso, e aproveitando como uma hipotética experiência sociológica (um experiência de verdade, ao contrário de Big Brothers e coisas do tipo), ao tirar o "filtro" da visão, vemos pessoas diferente se associando de formas inesperadas (como o racista que fica amigo do negro), ou mesmo o rapaz que conversa tranquilamente com a moça nua ao seu lado.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignnone" src="http://bp0.blogger.com/_Wk9jhIuVcig/SB9-3StWXgI/AAAAAAAADNg/6wwJql3I7FU/s400/blindness.jpg" alt="" width="400" height="278" /></p>
<p style="text-align:justify;">Por outro lado, a diferença traz obviamente problemas, como traz em qualquer lugar. Nós enfrentamos a diferença o tempo todo, em diferentes níveis: desde o vizinho do condomínio que gosta de música sertaneja até o menino que enfia a cara no vidro do seu carro pra pedir esmola no sinal. E no filme, ao juntar pessoas diferentes, obviamente são formados diferentes grupos, que, ao invés de cooperar,  começam a entrar em conflito e tudo fica complicado. Mesmo cegas as pessoas continuam se separando em grupos e entrando em conflito.</p>
<p style="text-align:justify;">--------------------------------------------------</p>
<p style="text-align:justify;">Enfim, se eu fosse fazer uma análise de verdade, teria que comentar as trocentas cenas bem arquitetadas pelo Meirelles (algumas delas muito bonitas; outras, pelo contrário, chocantes, como devem ser), os excelentes recursos visuais que "embaçam" e estouram a cena quando os personagens estão ficando cegos, ou mesmo comentários a respeito do excelente final do filme e da personagem da Juliane Moore, que carrega o fardo de ser a única pessoa que não perde a visão neste mundo barbarizado. E isso renderia assunto pra uns 9 posts enormes. Mas acredito aqui ter abordado as principais questões - no meu ponto de vista - desta complexa narrativa neste post (ou não, são tantas que devo ter esquecido de algo importante).</p>
<p style="text-align:justify;">Ensaio Sobre a Cegueira (chamá-lo de <em>Blindness</em> não faria sentido algum, considerando que a obra original é portuguesa) não é um filme fácil. Ao contrário, é incômodo e demanda interpretações do espectador - tanto que já vi várias pessoas interpretando a narrativa e as metáforas do Saramago das mais diferentes formas, e considero todas válidas. Não a toa está sendo detonado pela crítica mundo afora. Crítica esta que parece mais cega que os personagens da história, se recusando a enxergar o que existe de importante por trás desta sensacional história.</p>
<p style="text-align:justify;">Só sei que depois desse filme eu resolvi que lerei tudo do Saramago.</p>
<p style="text-align:justify;">--------------------------------------------------------</p>
<p style="text-align:justify;">¹ Este post tem até "referência bibliográfica". Estamos chiques.</p>
<p style="text-align:justify;">² Devido ao trabalho de escrever este post e à extrema preguiça, não hospedei nenhuma dessas imagens. Saí pegando "emprestado" de outros sites e blogs. Caso você seja um deles e não queira a imagem aí, é só pedir que eu tiro.</p>
<p style="text-align:justify;">³ Já comentei que vocês devem assitir "Ensaio Sobre a Cegueira"?</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Coincidências]]></title>
<link>http://ossosdoescritorio.wordpress.com/?p=12</link>
<pubDate>Fri, 19 Sep 2008 20:20:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>apartamento52</dc:creator>
<guid>http://ossosdoescritorio.wordpress.com/2008/09/19/coincidencias/</guid>
<description><![CDATA[[Outro texto já postado no Apartamento 52 - se não me engano - mas que vale a pena postar novament]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>[Outro texto já postado no Apartamento 52 - se não me engano - mas que vale a pena postar novamente]</p>
<p><strong>Coincidências</strong></p>
<p><!--[if gte mso 9]&#62;  Normal 0   21   false false false  PT-BR X-NONE X-NONE              MicrosoftInternetExplorer4              &#60;![endif]--><!--[if gte mso 9]&#62;                                                                                                                                            &#60;![endif]--></p>
<p class="MsoNormal">Será que a vida é mesmo uma série de coincidências? Por que se a gente pensar bem, as coincidências de maior importância passam despercebidas. Pessoas vêm e vão. Todos os dias, despercebidas.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">A vida passa pelos nossos olhos gritando: “Ei, olha eu aqui!” e a gente continua cego. Depois quando é tarde demais pra alcançá-la, bate o arrependimento. E a gente pensa: “Como que eu não vi isso antes! Como que eu não percebi?”. A vida escorregando pelos dedos. Foi e não volta nunca mais.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Ai eu penso... Como nós podemos olhar pros outros se não conseguimos nem olhar pra nós mesmos? É realmente tão difícil se livrar da cegueira? Abrir os olhos pra quem sabe um dia encontrar o olhar do outro? Encontrar o olhar do outro olhando para dentro de nós. E encontrar no outro a nossa verdade. A nossa essência. Sem máscaras, sem preconceito, sem julgamento. Totalmente livre de intenções. Um olhar puro e verdadeiro. Um suporte.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Geralmente, se você estivesse na rua e encontrasse o olhar de um desconhecido, a primeira coisa que faria seria desviar seu olhar. Ficaria sem graça, tímido e deslocado.</p>
<p class="MsoNormal">A vergonha é maior do que a vontade de se entregar. O medo é maior do que a vontade de ser amado (mesmo que por uns segundos).</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Aceitar um olhar é aceitar o amor. Pelo menos é o que eu acho. Dizem que os olhos são o espelho da alma. Então o que há de melhor para traduzir o amor do que um olhar?!</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Agora vem a coincidência! Que, por incrível que pareça, não passou despercebida! Os grandes amigos que fiz, não fiz no bar ou na balada. Fiz num silêncio de um olhar. E a gente se entendeu naquele silêncio, mesmo sendo desconhecidos. E a cada dia que passa, os olhares se tornam transparentes. Sem preocupações, sem julgamentos.</p>
<p class="MsoNormal">Cada olhar é único. Cada olhar marca um momento da minha vida, pois é cheio de luz. E essa luz se transmite de várias formas. Num abraço, num toque suave de mãos, num carinho. Ela se propaga pelo olhar. É um ciclo energético... Uma coisa tão poderosa, tão clara, e ao mesmo tempo difícil de encontrar (ou de se ver). A luz que nos une é a mesma que nos liberta da cegueira.<span> </span>Uma energia que invade o corpo e transborda a alma. O amor.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><em>Gabriela Maltos</em></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Dedicado aos meus amigos! =)</p>
<p class="MsoNormal">Amo vcs</p>
<p class="MsoNormal">
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Parcerias Nadaver!]]></title>
<link>http://rebecavieira.wordpress.com/?p=175</link>
<pubDate>Fri, 19 Sep 2008 13:59:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rebeca Vieira</dc:creator>
<guid>http://rebecavieira.wordpress.com/2008/09/19/parcerias-nadaver/</guid>
<description><![CDATA[
Mais parcerias com o Nadaver.com, apresentamos desta vez, o Absorvente Musical e o novo filme em ca]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-176  aligncenter" title="parceria" src="http://rebecavieira.wordpress.com/files/2008/09/parceria.jpg" alt="" width="470" height="55" /></p>
<p>Mais parcerias com o <a href="http://nadaver.com" target="_blank">Nadaver.com</a>, apresentamos desta vez, o Absorvente Musical e o novo filme em cartaz! Olhem que beleza! <span style="text-decoration:line-through;">(hahahahaha...)</span></p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-178  aligncenter" title="alwayscomabba" src="http://rebecavieira.wordpress.com/files/2008/09/alwayscomabba450.jpg" alt="" width="450" height="303" /></p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-large wp-image-179  aligncenter" title="ensaiocegueira2" src="http://rebecavieira.wordpress.com/files/2008/09/ensaiocegueira2.jpg?w=497" alt="" width="497" height="738" /></p>
<p>Eu e <a href="http://nadaver.com" target="_blank">Victor Mazzei</a> não podemos perder a primeira sessão. kkkk...</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O pior cego é aquele que não quer ver]]></title>
<link>http://theovertaker.wordpress.com/?p=122</link>
<pubDate>Wed, 17 Sep 2008 18:27:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fernando Fischer</dc:creator>
<guid>http://theovertaker.wordpress.com/2008/09/17/o-pior-cego-e-aquele-que-nao-quer-ver/</guid>
<description><![CDATA[“Deprimente”, opinou o jornal The New York Times. Praticamente toda a crítica norte-americana m]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://theovertaker.files.wordpress.com/2008/09/blindness_poster.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-138" title="blindness_poster" src="http://theovertaker.wordpress.com/files/2008/09/blindness_poster.jpg" alt="" width="205" height="300" /></a>“Deprimente”, opinou o jornal The New York Times. Praticamente toda a crítica norte-americana massacrou ‘Ensaio sobre a cegueira’, novo longa de Fernando Meirelles, que ficou conhecido lá fora por ter dirigido Cidade de Deus, outro daqueles filmes do movimento favelista pelo qual o cinema brasileiro passou nos últimos anos. O estado de sítio brasileiro, mais especificamente do Rio de Janeiro, tem se mostrado um ótimo mote para o cinema nacional. Rende frutos mil. Já a ficção nunca foi nosso forte, ao menos fora das novelas. E nunca será, ao que parece, se depender da aprovação da terra dos grandes blockbusters.</p>
<p>A ditadura hollywoodiana prega que terceiro-mundistas não sabem contar histórias que não sejam baseadas na miséria de suas terras natais. Se uma população deve ser dizimada, que seja a de Nova Iorque. Se uma cidade deve ser destruída, que seja São Francisco. São Paulo não é digna de tal honra, ainda que, como acontece na história de ‘Ensaio’, seja uma cidade fictícia, representação genérica de qualquer cidade do mundo, habitada por quaisquer pessoas, não à toa chamadas apenas por ‘médico’, ‘mulher’ ou ‘velho’. São avatares do mundo moderno. São eu, você e também são os críticos que reclamaram do filme, ainda que estes não aceitem sê-los.</p>
<p>O filme de Meirelles é sublime no que se propõe: adaptar a obra consagrada de José Saramago, ganhador do Nobel de Literatura, que trata do comportamento humano com a delicadeza de um elefante bêbado correndo num campo de margaridas. É direto. É reto. Não acoberta e nem sublimina. Joga a merda no ventilador e que se limpe quem achar que merece mais crédito do que as personagens do filme. Personagens estas que perdem, junto com a visão, a pose de racional do ser humano. Ironicamente, a única que se mantém ‘pessoa’ em meio a tantas ‘criaturas’ é quem se vê cega quando percebe que conheceu a verdadeira natureza do homem.</p>
<p>Alguns críticos reclamam do fato de o filme ser pesado, sórdido. Enganam-se. Pesado e sórdido, além de deprimente, é saber que ali estamos nós retratados. Do patrão que grita com o funcionário para satisfazer o próprio ego ao ladrão que quer tirar vantagem do trabalhador, estamos representados na metáfora da perda da visão que traz consigo o abandono da necessidade de se manter a pose frente ao próximo. Rebaixados à condição de animais, do médico à prostituta, todos mostramos - e, para apreciar o filme, temos que nos incluir nisso - o que somos por trás da carapaça que a sociedade nos faz usar.</p>
<p>Se a experiência comportamental está toda lá e é fiel à obra original, que analisem a parte técnica do longa. E aí as críticas se tornam mais infundadas ainda. A câmera de Meirelles é inquieta como deve se tornar a mente de alguém que perde um dos sentidos básicos e se vê enjaulado como um animal selvagem e descartado da sociedade. Os ângulos incomodam e a irregularidade é inquietante aos nossos olhos assim como a história é ao nosso orgulho. As cenas mais fortes são amenizadas pela falta ou pelo excesso de luz, e só contribuem para salientar a sensação de impotência e medo do desconhecido que a cegueira proporciona. O estupro coletivo não é mostrado, mas é sentido. A edição de Daniel Rezende é curta e grossa. É realista, eficaz e, ao mesmo tempo, contestadora assim como a direção. O arroz-com-feijão de takes que poderiam ser básicos como em todo grande blockbuster é substituído por uma salada de beterraba com chuchu que te faz perguntar o porque de estar vendo aquilo. Não gosta de beterraba com chuchu? Nem eu. Meirelles parece saber disso e usa contra nós, mas a favor de seu filme aos que conseguem perceber a janela por trás do pano fino da cortina. A cada novo grupo de ‘internos’ que chega ao complexo onde os doentes são colocados em quarentena, a cegueira nos brinda com seres esguios e deformados, quase imagens caricatas de extraterrestres, mostrando o desconhecido pavoroso que representam a um deficiente visual desde um simples obstáculo no caminho até um semelhante a dez metros de distância. Pelo incômodo, a direção, a edição e a fotografia de ’Ensaio’ chocam. E brilham.</p>
<p>Críticas às atuações também não faltaram. Tentemos partir do princípio de que em terra de atores ex-BBB quem tem olho é rei, com o perdão do trocadilho temático. Hollywood com suas apresentações burocráticas há muito deixou de ser referência para atuações majestosas. Temos, claro, casos que se sobressaem. Tanto para o bem quanto para o mal. Mas de Tom Hanks a Ben Affleck, atuar nada mais é que um ofício. Questionar atores como Mark Ruffalo, Julianne Moore e Danny Glover em tempos de Ísis Valverde como exemplo é, no mínimo, contraditório. Deixemos os americanos, que vêem mais magia no Gollum computadorizado de ‘Senhor dos Anéis’ do que no ser humano exposto aos seus limites, reclamarem de seus próprios atores.</p>
<p>‘Ensaio sobre a cegueira’, em mãos erradas, poderia sair um belo filme de zumbis digno de George Romero e suas noites, tardes e madrugadas dos mortos. Em certos pontos, a metáfora de desordem social até se assemelha aos clássicos filmes apocalípticos. Mas o monstro em questão é o próprio ser humano. Não transformado aqui em zumbi e com fome de cérebro, mas exposto à sua condição de animal e com fome de amor, carinho, zelo, aceitação, comida, orgulho, sexo, poder e tantas outras coisas de tal modo que, na ausência de tudo que preza, perde totalmente a dignidade que ostenta quando mantém as aparências.</p>
<p>Mas como argumento incontestável a favor do filme, Meirelles tem um trunfo que pode garantir boas noites de sono com sabor de dever cumprido. Saramago, sempre avesso a qualquer tentativa de adaptação de seu best-seller para as telonas sob a alegação de que o cinema contribui para a destruição da imaginação, deu muito mais do que seu aval ao filme. Ao final da pré-estréia, quando as luzes se acenderam, Saramago chorava. “Fernando”, disse o escritor, “estou tão feliz por ter visto este filme quanto estava quando acabei de escrever o livro”. Meirelles agradeceu com um beijo na testa de Saramago, que continuou tentando conter as lágrimas. Com a mão no rosto, o diretor parecia não acreditar no que havia ouvido. A imprensa americana que diga o que quiser. Meirelles já ganhou o melhor presente que um diretor pode querer por uma adaptação.<!-- / message --><!-- sig --></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Blindness]]></title>
<link>http://vejabien.wordpress.com/?p=136</link>
<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 19:58:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lucas</dc:creator>
<guid>http://vejabien.wordpress.com/2008/09/15/blindness/</guid>
<description><![CDATA[Foram 3 dias para eu conseguiur digerir completamente o mais novo filme do baladíssimo diretor bras]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Foram 3 dias para eu conseguiur digerir completamente o mais novo filme do baladíssimo diretor brasileiro Fernando Meirelles, <em>Blindness (Ensaio Sobre a Cegueira)</em>, adaptado do romance homônimo do escritor português José Saramago. E depois de tanto tempo, posso dizer com certeza que não só acho o filme o melhor da temporada, como certamente merecerá cada um dos <em>Oscars</em> aos quais deverá concorrer.</p>
<p>A primeira coisa que me impressionou foi o fato de quase todos os <em>takes</em> externos terem sido feitos em São Paulo. Ou seja, o filme é ambientado em São Paulo, não no Canadá, não no Japão, não no Chile. Acho que a única hora em que eles não estão mesmo na cidade brasileira é no finalzinho de <em>Blindness</em>, quando depois de o manicômio ter pegado fogo e eles terem todos fugido, a Mulher do Médico e o Médico resolvem ir atrás de comida em um supermercado.</p>
<p>E as cenas são lindas. A fotografia do filme não merece apenas aplausos. Merece MUITO mais. Não sou entendido de cinema ou especialista, e acho que por isso mesmo a opinião deve ter credibilidade, afinal, o objetivo é agradar ao público, não é? Mas duvido também que alguém que entenda ache alguma coisa para reclamar. Meirelles conseguiu passar a sensação da "cegueira branca" durante todo o filme. A cor é muito usada em todas as cenas, e o excesso de branco é que cega, muitas vezes, o espectador, que através do recurso escolhido pelo diretor, sente-se também um cego.</p>
<p>Além de bonito esteticamente, o filme é bastante fiel ao livro. E isso é o que causa tanta repulsa. A condição humana é levada ao extremo quando toda a população de um país fica cega; não de uma cegueira comum, mas de uma cegueira definida como "um mar branco de leite". Para conter a situação, o governo resolve ir internando os primeiros cegos em um manicômio sem lhes dar comida suficiente ou condições de sobrevivência básicas. E em pouco tempo, como ninguém além da Mulher do Médico vê, a situação torna-se caótica e desumana, antisocial e vergonhosa.</p>
<p>Assim como no livro, ninguém sabe o motivo de a cegueira ter atingido o país. E ninguém entende também porquê a Mulher do Médico é a única que enxerga. Mas justamente esse fato a faz surtar e ter suas recaídas, pois em uma terra de cegos, sendo ela a única que enxerga mas sem poder contar isso aos outros, ela se torna escrava por escolha própria das pessoas de sua camarata. E ela é a única que, enxergando, dá ao espectador a visão; ela é quem mantém um resto de dignidade em um local aonde a palavra deixa de existir; ela é o resto de social e humano que resta ali.</p>
<p>Assim como no livro, os personagens não são nomeados. Também não teria motivo para isso. Não há importância em saber o nome de uma pessoa que não vemos em um lugar em que o conceito de convivência em sociedade deixa de existir de certa forma. E o filme também não usa de sua liberdade para adaptar a história de outra forma. Há cenas que são cortadas, afinal nem tudo caberia na telona, mas a história em si é igual.</p>
<p><em>Ensaio Sobre a Cegueira</em> certamente agradará à grande maioria, e não é de se espantar se levar mais de uma estatueta de ouro no ano que vem. Fernando Meirelles fez o que é, até hoje, sua obra-prima. E gostem os críticos ou não, sejam os cinéfilos sejam os literários que não gostam de adaptações de livro, o importante é que a quem o filme tinha que agradar - ao próprio Saramago -, ele não so agradou como arrancou lágrimas. A opinião de quem realmente a precisava dar já foi dada com emoção. Agora resta ao público apreciar a obra de arte.</p>
<p> </p>
<p>vBi</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ensaio sobre a Cegueira]]></title>
<link>http://umacuspida.wordpress.com/?p=14</link>
<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 18:11:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>bibianaveronica</dc:creator>
<guid>http://umacuspida.wordpress.com/2008/09/15/ensaio-sobre-a-cegueira/</guid>
<description><![CDATA[Quando li este livro a primeira vez fiquei nervosa. porque pra mim, é um retrato da natureza humana]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Quando li este livro a primeira vez fiquei nervosa. porque pra mim, é um retrato da natureza humana. mesmo soando clichê. todos porcos, imundos. todos sofrendo, fazendo sofrer. tentando manter uma sanidade mental.<br />
Me recordo de um dia estar em uma roda de amigos e estarmos falando sobre o quanto tem de autoral uma obra. pelo que você passa para escrever (ou filmar) daquela maneira? pensei sobre <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Saramago">Saramago</a> e o que ele pensou.<br />
Eu particularmente tenho uma certa aflição de lugares com muita gente junta. seja num show, seja numa sala. um monte de gente junta, numa sala com fome. um monte de gente junta, numa sala, com fome e cegos. e sem sexo. e sem dignidade.<br />
A cada pagina virada, eu esperava pelo pior.<br />
Pensei na amizade. na beleza, na dor. nos limites de cada um. nos meus próprios limites. pensei nas adaptações que a gente faz. e em como não é difícil não. como é fácil. você se adapta. você se molda de acordo com o que te mostram, te oferecem.</p>
<p>O filme não deixa a desejar. como eu já havia lido o livro, senti o filme um pouco aquém. faltou sujeira. gostei muito da escolha dos personagens. quando eu li o livro, pra mim todos eram caucasianos, brancos, cabelos escuros. foi ótimo um japonês como primeiro cego. um negro como o cego da venda preta. não pensaria nisto como diretora (talvez por isso não o seja). boa a iluminação estourada. eu gostei. como disse um amigo meu "não é o filme da minha vida, mas é muito bom.".</p>
<p>O Livro Ensaio Sobre a Cegueira é de 1.995.<br />
li a edição da Companhia das Letras.</p>
<p>O Filme é de 2.008.<br />
é dirigido pelo Fernando Meirelles.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[[Filme] Ensaio sobre a Cegueira [Crítica]]]></title>
<link>http://xcine.wordpress.com/?p=324</link>
<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 01:46:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>xcine</dc:creator>
<guid>http://xcine.wordpress.com/2008/09/15/filme-ensaio-sobre-a-cegueira-critica/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Ainda ha tempo de mudar&#8230;A cada dia que passa, estamos ficando mais cegos.&#8220;

Ensai]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div><a href="http://xcine.files.wordpress.com/2008/09/ensaiosobreacegueira.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-325" title="ensaiosobreacegueira" src="http://xcine.wordpress.com/files/2008/09/ensaiosobreacegueira.jpg" alt="" width="468" height="77" /></a><span style="color:#ff0000;"><span style="color:#000000;"><strong><span style="color:#ff0000;"><strong><span style="color:#ff0000;"><strong><span style="color:#ff0000;"><strong><span style="color:#ff0000;"><span style="color:#000000;"><span style="color:#ff0000;">"</span>Ainda ha tempo de mudar...A cada dia que passa, estamos ficando mais cegos.</span><span style="color:#ff0000;">"<br />
</span></span></strong></span></strong></span></strong></span></strong><br />
Ensaio sobre a cegueira e de longe um filme ruim, muito pelo contrário, independente da idéia original de Fernando Meirelles, o filme consegue incomodar com cenas fortes e ao mesmo tempo consegue ser muito bonito.</p>
<p></span></span></div>
<p>Baseado na obra homônima de José Saramago e adaptada para o cinema com roteiro de Don McKellar, dirigido por Fernando Meirelles (Cidade de Deus), conta a história de uma inédita epidemia de cegueira inexplicável que se abate sobre uma cidade não identificada. "Cegueira branca" - assim chamada, pois as pessoas infectadas passam a ver apenas uma superfície leitosa - manifesta-se primeiramente em um homem no trânsito e, rapidamente, espalha-se pelo país. Aos poucos, todos acabam cegos e reduzidos a meros seres lutando por suas necessidades básicas, expondo seus instintos primários à medida que os afetados pela epidemia são colocados em quarentena e os serviços do Estado começam a falhar, a trama segue a mulher de um médico, a única pessoa que não é afetada pela doença. O foco do filme, no entanto, não é desvendar a causa da doença ou sua cura, mas mostrar o desmoronar completo da sociedade que, perde tudo aquilo que considera civilizado.</p>
<p>Vamos imaginar o seguinte, Ensaio sobre a Cegueira (O Filme) é um instrumento enviado por Deus para ser examinado por toda a humanidade e os Juizes do festival de Cannes são os Demônios que querem impedir que este material se espalhe tirando vantagem de suas influentes opiniões.</p>
<p>Foi cruel minha observação, mas olha o que um crítico Britânico do festival falou "não há espaço para a meditação, o que é um desastre para um filme cuja história pede que a sociedade recoste-se, respire e 'veja' o que está fazendo consigo mesma", meu Deus, se todos pensarem como este cara ai o mundo sô tende a piorar. Não é aquele filme que você vai sair do cinema dando pulinhos gritando: Estou Curado, Mas com certeza, se você tem um pingo de moral, vai te cutucar com uma pequena e difícil questão. Porque não tentar?.</p>
<p>Ótimas atuações, Ótimas mesmo, com destaque a Julianne Moore, Alice Braga, Yusuke Iseya, Gael García Bernal e Mark Rufallo, se eu estiver esquecendo outro pelo amor de Deus, me desculpem... A fotografia e surpreendente, abusando e usando na maioria das cenas a luz branca para nos fazer tão envolvidos quanto os cegos, somos apresentados a uma visão assustadora e apocalíptica, Literalmente... Ver São Paulo devastada, o minhocão cheio de fezes, papeis e sacos plásticos me fez aguçar os olhos. Mas no meio de tanto caos e tragédias, o filme também procura levantar o astral do telespectador com um pouco de humor, um humor que soa tão bem no longa e se aloja em momentos apropriados que em espaço algum destrutura seu desenvolvimento.</p>
<p>Não façam como alguns vão fazer, ir pela idéia dos críticos do Cannês que detestaram o filme, eles são todos uns bandos de frescos MotherFuckers que se sentiram enojados com a crueldade do longa, que se dane eles (com exceção de Sean Penn claro ^^), vá ao cinema e tire suas próprias conclusões.</p>
<p>Como sempre, li em muitas críticas que o livro e ainda mais forte, e que o pessoal que não o leu tem mais chances de gostar do filme... Bom, a julgar por alguns indivíduos que visitam o xcine e que não conseguem ler nem uma parágrafo de 5 linhas, posso concluir que estes não leram o livro, logo... chego a conclusão de que estes vão adorar o filme rsrs.</p>
<p>As Cruéis cenas de tortura incluindo as condições de estado do local onde residem cujo chão e coberto de mijo e fezes, a falta de atendimento médico, a falta de comida suficiente, o abuso dos mais ''malvados'' para com os inocentes, a falta total de higiene e a desvantagem de não poder enxergar se tornam ingredientes que vão incomodar fortemente o telespectador, Com o passar do tempo, damos importância a mais bens materiais, e passamos a ignorar as pessoas cometendo um grande preconceito, pela condição social, pela raça, sem ao menos conhecê-la. Nos ficamos cegos. Quando ficamos cegos, sem olhar para a pessoa, apenas percebemos o que ela pode fazer por nós, e que a única coisa que importa e que estamos bem com ela por perto mesmo não enxergando sua imagem. Nas cenas finais do filme isso fica bem claro, todos convivendo em harmonia depois de tanto sofrimento, conversando e interagindo uns com os outros, na luz ou no escuro tanto faz, ate no sexo, a diferença do amor e da transa enfim, tais ingredientes nos são apresentados de maneira clara como principal lição.</p>
<p>Recheado de cenas belas e que conseguem tocar o telespectador profundamente, Ensaio sobre a Cegueira deixa de ser apenas um filme dramático e se torna uma longa aula a favor da moralidade, destaque a cena em que A mulher do médico senta na escada e vê os cachorros de fome devorando um corpo morto, enquanto um cachorro se aproxima dela e começa a lamber seu rosto, ou da cena em que a chuva começa a cair e as pessoas começam a sair de seus esconderijos para se banhar da água, cara, essa cena trás uma simbologia muito, mas muito forte. ou da cena final nos últimos 3 minutos restantes, arrepiam demais de tão bonitas, deu vontade de chorar ;).</p>
<p>No final da exibição, umas 3 pessoas começaram a aplaudir, eu sou meio tímido, tentei entrar na onda mas não entrei, como os aplausos não se espalharam por uma maioria desmotivada, o publico caiu na risada...EU Também kkkk, mas mesmo assim eu associei este ocorrido com a mensagem do filme, e logo percebi que algo aprendi com este filme... você deveria tentar^^.</p>
<p>Se você não aguenta uma tortura psicológica, vá ver Mamma Mia!, um musical legal cujo a trama gira em torno de Quem engravidou Meryl Streep rs.</p>
<p><strong><span style="color:#ff0000;">Nota:</span> 5/5</strong></p>
<p><strong>Para conferir fotos, videos, trailers, informações:<br />
</strong><a href="http://www.xcine.com.br/filme_ensaiosobreacegueira.html" target="_blank"><strong><span style="color:#0000ff;">www.xcine.com.br/filme_ensaiosobreacegueira.html</span></strong></a></p>
<p> <span class="style71"><span style="color:#ff0000;"><strong>Quer assistir ”O Cavaleiro das Trevas” com ótima qualidade, legendado e sem precisar baixar??? </strong></span></span>simples, o xcine irá disponibilizar o filme assim que a nossa <a href="http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=48138198" target="_blank"><span style="color:#000000;"><strong>comunidade do orkut </strong></span></a>atingir a marca de 100 pessoas:<br />
então vamo la galera, quanto mais cedo melhor <img class="wp-smiley" src="http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=")" /></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Blindness estréia]]></title>
<link>http://kanafilmes.wordpress.com/?p=289</link>
<pubDate>Fri, 12 Sep 2008 20:57:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>kanafilmes</dc:creator>
<guid>http://kanafilmes.wordpress.com/2008/09/12/blindness-estreia/</guid>
<description><![CDATA[Entrou hoje em cartaz, oficialmente, o filme Blindness, de Fernando Meirelles. Todos ansisos. (O Sa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Entrou hoje em cartaz, oficialmente, o filme <em>Blindness</em>, de Fernando Meirelles. Todos ansisos. (O Saramago ficou emocionado, <a href="http://kanafilmes.wordpress.com/2008/05/22/saramago-assiste-a-ensaio-sobre-a-cegueira/" target="_blank">lembra?</a>).</p>
<p>Para aqueles que não vão enfrentar as filas do primeiro fim de semana:</p>
<p>  - O <a title="saite blindness" href="http://www.blindness-themovie.com/" target="_blank">site do filme </a>é muito interessante, vale a pena conferir e ir entrando no clima.</p>
<p>  - Abaixo, uma cena amadora das filmagens em São Paulo (viva a handycam!).</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/W9lqQL_Nubk'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/W9lqQL_Nubk&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p> </p>
<p>Pra quem pretende assistir neste fim de semana, confira os horários <a title="onde ver" href="http://cidades.terra.com.br/sao/filmes/0,7548,I:6704,00.html" target="_blank">aqui</a>, escolha uma boa sessão e bom filme (estamos torcendo).</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://cegueiraensaiada.wordpress.com/?p=3</link>
<pubDate>Wed, 10 Sep 2008 19:55:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>cegueiraensaiada</dc:creator>
<guid>http://cegueiraensaiada.wordpress.com/2008/09/10/3/</guid>
<description><![CDATA[ 
O filme “Ensaio sobre a Cegueira”, do diretor Fernando Meirelles, baseado em um livro homônim]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><span style="font-family:inherit;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">O filme “Ensaio sobre a Cegueira”, do diretor <span class="yshortcuts">Fernando Meirelles</span>, baseado em um livro homônimo, do escritor <span class="yshortcuts">José Saramago</span>. Faz refletir sobre um país sem nome, mas contemporâneo. Em que sua população vive em um colapso.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">O filme me fez lembrar ainda que este mesmo país, viveu colapso semelhante há décadas atrás, mas que tinha, de fato e regra, forma oficial.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">O colapso que ora se abate neste país sem nome, e nas cidades sem nome deste país do qual estamos falando. Que por motivo superior, preferimos guardar o nome, para preservar a identidade dos seus habitantes, que vivem neste instante algo que beira a uma epidemia sem precedentes. Pois está deixa seus habitantes cegos e mudos. É algo a ser analisado.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Há décadas atrás, o tal país sem nome viveu um período obscuro, e muito difícil. Tudo o que se tentava expressa, era silenciado por um vírus muito forte, que surgia de forma oficial e atacava a população de forma letal. Tendo como sintomas a necessidade de fuga dos indivíduos para outras terras, para tentar sobreviver a moléstia. Cicatrizes no corpo, como se fossem estes, objeto de alguma prática de tortura. O silêncio involuntário. Chegando até à casos mais graves, no qual o vírus que assolava esta nação sem nome, levava o indivíduo a morte em poucas horas, e em alguns casos, com o doloroso sofrimento de alguns dias.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Hoje, neste mesmo país sem nome, uma nova epidemia surge sem explicação lógica, mas tendo uma identificação já anunciada. Esta traz consigo os sintomas do medo, que provoca o silêncio dos seus habitantes, pois estes se tornam mudos. E em muitos casos chegando a raias de uma morte trágica.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span class="yshortcuts">Como</span> toda epidemia, esta começa com alguns sintomas fáceis de serem identificados. O primeiro deles é a sensação de medo que ronda o indivíduo. Aos poucos a visão do mesmo vai perdendo a capacidade e esse não passa à enxergar o que ocorre a sua volta. Alguns estudiosos da epidemia, falam que o indivíduo ao chegar a esse estágio da doença, passa a um estado que eles denominam de “ser omisso”. O indivíduo nesta fase, busca somente realizar ações básicas a sobrevivência.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Parece, segundo explicações de estudiosos, que o vírus também ataca o sistema nervoso. Assim, pelo instinto de sobrevivência, os habitantes desse país sem nome, preferem ficar mudos, do que proferirem alguma sonoridade vocal. O que por certo, provocaria uma reação violenta do complexo vírus.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Isso demonstrar que existe de alguma forma, ações que possibilitam retardar os efeitos mais fortes do vírus. Porém, para isso o indivíduo acaba se tornando refém de si mesmo, e por que não dizer, em um cativeiro orquestrado por tal vírus.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Voltando a fase da cegueira, o que nos faz lembrar a cegueira branca que atinge os habitantes da cidade sem nome do filme “Ensaio sobre a Cegueira”. Pode-se observar que neste país sem nome, o qual nos referimos neste artigo. Que tal cegueira tem um papel muito importante. Não somente porque é o primeiro sintoma, mas porque esta parece acompanhar o indivíduo infectado por este complexo vírus letal, por toda a vida. Obrigados a se tornarem cegos, os habitantes desse país sem nome, e das cidades sem identificação deste país, passam a somente ver as coisas de forma míope, como se tivessem com um plástico fosco, que impede a visão de seus globos oculares, de tudo o que existe e/ou ocorre ao redor.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Um dado que não se pode deixar de ser mencionado, é que existem indivíduos neste país sem nome, que não são acometidos de todos os sintomas desta epidemia. O vírus neste caso, só atinge em parte desses cidadãos sem nome, provocando uma anomalia, chamada de “distúrbio de desvio de conduta”. Por a grande maioria da população está cega e muda, por seqüelas da epidemia, esta não se permite ver, os tais desvios.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Alguns estudiosos vindos de terras longínquas, e que corajosamente estão no meio da perigosa epidemia a analisando, falam que o vírus mutante está criando um novo tipo de ser neste país, o que eles classificam “silenciador”. Este indivíduo tem como características psicológicas, a necessidade de provocar o medo; de obter o que não lhes pertence, a qualquer custo; além do voraz desejo de provocar atos que em sociedades civilizadas seriam classificados de barbárie.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Como no filme, a medida que a epidemia avança neste país sem nome, o qual estamos relatando, o Estado começa a falhar, e a perder suas ações principais, sucumbe à falência, entrando a beira de um colapso sem precedentes.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Assim os inocentes, e porque não dizer os omissos habitantes deste país sem nome, passam a se submeter a uma ditadura epidêmica, que se mostra a <span class="yshortcuts">cada dia</span> mais incontrolável.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Por sugestão de especialistas em infectologia, este vírus deve ser combatido com uma dosagem talvez radical. Outros falam, no uso da inteligência. Na verdade seriam, segundo estes especialistas, ações em várias frentes, fazendo uma espécie de “cerco” ao delinqüente vírus.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Mas, como se sabe, a estrutura do Estado, desse país sem nome, foi atingida e posta em cheque com a epidemia, e estas ações que levariam a cura parecem cada vez mais difíceis. Deixando dessa forma, os habitantes sem nome, das cidades sem nome, desse país sem nome. A mercê de uma ação talvez divina, para não dizer impossível, que lhes devolvam a visão e a voz, e lhes restaure a liberdade tomada de assalto por esta epidemia “ditatorial visível invisível” que assola essa nação sem nome.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Como se pode ver, existe um parâmetro entre o filme “Ensaio sobre a Cegueira” e esta nação sem nome da qual estamos fazendo a análise. A grande dificuldade não é diagnosticar a causa da doença, pois esta já é sabida. O fator chave tanto no filme, como neste país sem nome, é a forma como estas sociedades retratadas desmoronaram, se deterioraram e perderam tudo aquilo que elas acreditavam ser mais civilizado.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">A epidemia que se instalou quase que de forma definitiva no país sem nome, nas cidades sem nome, e nos corpos e mentes dos habitantes sem nome, suprimiu algo de mais valioso no ser humano. A percepção de quem está ao lado. Roubou o lado humano, civilizado desses seres humanos que ora vivem nesta localidade sem nome, existente em um tempo contemporâneo, porém, não muito longe de nós.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Es que fica uma pergunta, ainda sem resposta. Será que os mínimos vestigios de civilização no intimo dos indivíduos do país sem nome, reprimido pelo feroz vírus, vão sucumbir à barbárie?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">A resposta talvez não tenha um conceito pronto. O que se sabe, é que estes indivíduos terão que redescobrir os valores simples do que é ser uma civilização.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/6Rk8ZLjhTXI'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/6Rk8ZLjhTXI&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">André Delacerda</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mais um prêmio]]></title>
<link>http://nadamuitodoce.wordpress.com/?p=117</link>
<pubDate>Tue, 09 Sep 2008 03:28:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>luisfernandomoura</dc:creator>
<guid>http://nadamuitodoce.wordpress.com/2008/09/09/mais-um-premio/</guid>
<description><![CDATA[E o troféu de âncora mais bem preparada vai para&#8230;
Lilian Wite Fibe, pelo Roda Viva. O entrev]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>E o troféu de âncora mais bem preparada vai para...</p>
<p>Lilian Wite Fibe, pelo Roda Viva. O entrevistado de hoje foi Fernando Meirelles e infelizmente ainda não há video no YouTube. Lilian demonstrou um conhecimento sensacional e, se um dia viveu o clássico episódio da velhinha do viagra, hoje fez jus àqueles jornalistas que, além de ter senso de humor, baseiam-se em fontes precisas e background enciclopédico. Só relembrando alguns trechos espontaneamente adaptados da minha memória (se Wite Fibe pode, eu também posso):</p>
<p>Lilian: As cenas exibidas agora são do filme O Menino Maluquinho 2, primeiro longa dirigido por Fernando Meirelles. Fernando, o que você acha do cinema infantil nacional? Porque aqui não tem filme infantil, não tem animação...<br />
Fernando: Animação tem sim.<br />
Lilian: Ah, tem?<br />
Fernando: Tem muita gente muito boa e... [5 minutos de discurso]<br />
Lilian (interrompendo): Mas só uma coisa. Essas animações não são comerciais, né?</p>
<p>Lilian: Estamos de volta com o Roda Viva que hoje entrevista o cineasta Fernando Meirelles que, a propósito,  como eu li, tem uma grande referência no cinema e quer ser o Pedro Almodóvar!<br />
Fernando: Epa, não, como assim?<br />
Lilian: Ah, não? É que eu li... então, vamos corrigir!</p>
<p>Lilian: Fernando, eu li que você... que você considera o Walter Salles muito melhor que você - vamos ver se dessa vez li errado também. O que você diz em relação a isso?<br />
Fernando: Ah, eu considero o Walter um mestre... [5 minutos de discurso] Eu sei muito pouco sobre cinema.<br />
Lilian: Ai, gente, o Fernando diz que sabe muito pouco! Coitados da gente, né?</p>
<p>Lilian: Fernando, eu queria saber quais são suas referências de diretores, cineastas, gente que te influencia.<br />
Fernando: Cineastas em atividade?<br />
Lilian: Pode ser, não necessariamente.<br />
Fernando: Ah, meu preferido é o Paul Thomas Anderson. Adoro a forma que ele conta histórias [2 minutos], e os irmãos Cohen que [2 minutos]...<br />
Lilian: Certo, e, sei lá, o Woddy Allen?<br />
Fernando: Hum.</p>
<p>Lilian: Então esse foi o Roda Viva de hoje. Fernando, apesar da crítica estar dividida, estamos torcendo por você com Cegueira, que estréia essa semana... pra nós, é como se você fosse um campeão olímpico!</p>
<p>Enquanto isso, Merten desenvolvia sua teoria de que Meirelles é seu melhor amigo em todo um clima de intimidade.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Robôs, memórias e presente]]></title>
<link>http://simpless.wordpress.com/?p=7</link>
<pubDate>Fri, 05 Sep 2008 19:33:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ricardo B. Motta</dc:creator>
<guid>http://simpless.wordpress.com/2008/09/05/robos-memorias-e-presente/</guid>
<description><![CDATA[
Olá, leitor. Quando fui convidado pelo meu amigo Guilherme Thies, editor deste jornal, para escrev]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span lang="EN-GB"><a href="http://simpless.wordpress.com/files/2008/09/android.png"><img class="alignnone size-full wp-image-9" title="android" src="http://simpless.wordpress.com/files/2008/09/android.png" alt="" width="436" height="218" /></a></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span lang="EN-GB"><a href="http://simpless.wordpress.com/files/2008/09/android.png"></a>Olá, leitor. Quando fui convidado pelo meu amigo Guilherme Thies, editor deste jornal, para escrever uma coluna sobre marcas e comunicação, a primeira coisa que pensei foi: será que as pessoas querem mesmo ler sobre isso? Compre isso, experimente aquilo, etc, etc, etc. Que fique claro, sou publicitário! Escrevo conceitos, campanhas de propaganda e promoção todo dia. Mas não sei ao certo se o tema agrada, quando o objetivo é ler uma coluna jornalística. O raciocínio é simples. A comunicação empresarial é desenvolvida com o propósito de fazer as pessoas comprarem seus produtos, ou seja, é “papo de vendedor”. (atenção, nada contra a profissão que, afinal das contas, eu também exerço). E por mais que você ache divertido assistir a um filme publicitário de 30 segundos na TV, não é a mesma coisa que curtir o DVD da sua banda preferida, certo? Pois é, mas existe um lado da comunicação que pode ser muito interessante se você observar com atenção o que está por trás dela. Como um termômetro social, ela sinaliza como lidamos com as coisas do dia-a-dia. Mais que isso, ela expõe a filosofia contemporânea mais atual que existe da humanidade. E, nesse caso, falar sobre marcas ganha um <em>status</em></span><span lang="EN-GB"> muito diferente do esforço em vender produtos. É possível, por exemplo, perceber que uma empresa de <em>whisky</em></span><span lang="EN-GB"> utiliza a sensibilidade de um robô para mostrar que os executivos estão se robotizando, de tanto trabalhar. A campanha é linda. Um robô em uma biblioteca virtual diz que ele tem mais capacidade de realizar operações do que você, mas não sabe o que é ter sentimentos, esperanças e angústias que resumem o sentido da vida – <em>não vou contar tudo, quem não viu, acesse o <a href="http://www.youtube.com" target="_blank">youtube.com</a> e pesquise “keep walking”.</em></span><span lang="EN-GB"> E isso é verdade. Quando chego no escritório de manhã, dezenas de executivos marcham com destino ao seu posto de batalha. Quase se atropelam no entra e sai do elevador. Ninguém fala bom dia ou sorri. E muito menos sente a presença de outro ser humano, igual a ele, ao seu lado – <em>bom, agora sim, chegamos ao ponto onde desejo estar em todos textos que publicar aqui</em></span><span lang="EN-GB">. Através desta campanha, podemos perceber que a humanidade vive cada vez mais automatizada em processos inúteis. Levantamos da cama sem perceber que ainda estamos sonhando. Andamos nas ruas sem levar em conta que a vida está passando a cada segundo. E voltamos para casa sem o prazer de experimentar o sabor de cada instante. Gilberto Gil, genial como sempre, escreveu a música “cérebro eletrônico” em 1969, prevendo mais do que a simples evolução da tecnologia. Sua letra mistura a sensibilidade de falar da morte, valorizando a vida focada na experiência emocional que só nós, seres humanos, temos – <em>escute a música no site do Gil em <span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.gilbertogil.com.br" target="_blank">www.gilbertogil.com.br</a></span></em></span><span lang="EN-GB">. Você também sente isso? Então, responda a si mesmo agora: como você está vivendo a sua vida? Seu cérebro é eletronicamente cego e prático? Ou você também é vivo pra cachorro para saber que o futuro e o passado não são um presente? Acessar memórias é uma função do computador. E desejar tudo lá na frente é apenas projetar um filme no telão. Por isso, pare tudo neste instante e sinta seu coração bater. Respire fundo e solte o ar como se a expiração fosse a coisa mais valiosa do mundo. Pronto. Bem-vindo ao presente!</span> </p>
<p><span style="font-weight:normal;"><span style="color:#808080;"><span style="color:#333333;">©Texto publicado no jornal Grande SP em outubro de 2007.</span></span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA]]></title>
<link>http://tluk.wordpress.com/?p=37</link>
<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 12:37:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>tluk</dc:creator>
<guid>http://tluk.wordpress.com/2008/09/04/ensaio-sobre-a-cegueira/</guid>
<description><![CDATA[




Ensaio sobre a Cegueira (Blindness)



Elenco: Julianne Moore, Danny Glover, Alice Braga, Mark ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://tluk.wordpress.com/files/2008/09/ensaiosobrecegueira_5.jpg"><img class="size-full wp-image-38  aligncenter" src="http://tluk.wordpress.com/files/2008/09/ensaiosobrecegueira_5.jpg" alt="" width="300" height="433" /></a></p>
<table style="width:430px;height:420px;" border="0" cellspacing="4" cellpadding="2" width="430">
<tbody>
<tr>
<td height="25" bgcolor="#f9fcff">
<div><span style="font-size:large;color:#333333;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">Ensaio sobre a Cegueira <span style="font-size:x-small;">(Blindness)</span></span></div>
</td>
</tr>
<tr valign="top">
<td height="2" bgcolor="#f9fcff"><span style="color:#000000;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong>Elenco:</strong> Julianne Moore, Danny Glover, Alice Braga, Mark Ruffalo, Gael García Bernal, Don McKellar, Maury Chaykin, Martha Burns.</span></td>
</tr>
<tr valign="top">
<td height="2" bgcolor="#f9fcff"><span style="color:#000000;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong>Direção:</strong> Fernando Meirelles</span></td>
</tr>
<tr valign="top">
<td height="6" bgcolor="#f9fcff"><span style="color:#000000;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong>Gênero:</strong> Drama</span></td>
</tr>
<tr valign="top">
<td height="6" bgcolor="#f9fcff"><span style="color:#000000;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong>Duração:</strong> ---</span></td>
</tr>
<tr valign="top">
<td height="22" bgcolor="#f9fcff"><span style="color:#000000;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong>Distribuidora:</strong> Fox Filmes</span></td>
</tr>
<tr valign="top">
<td height="18" bgcolor="#f9fcff"><span style="color:#000000;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong>Estréia: </strong>12 de Setembro de 2008</span></td>
</tr>
<tr valign="top">
<td height="29" bgcolor="#f9fcff"><span style="color:#000000;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong>Sinopse:</strong> </span><span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA conta a história de uma inédita epidemia de cegueira, inexplicável, que se abate sobre uma cidade não identificada. Tal "cegueira branca" - assim chamada, pois as pessoas infectadas passam a ver apenas uma superfície leitosa - manifesta-se primeiramente em um homem no trânsito e, lentamente, espalha-se pelo país. Aos poucos, todos acabam cegos e reduzidos a meros seres lutando por suas necessidades básicas, expondo seus instintos primários. À medida que os afetados pela epidemia são colocados em quarentena e os serviços do Estado começam a falhar, a trama segue a mulher de um médico, a única pessoa que não é afetada pela doença.</span><span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">O foco do filme, no entanto, não é desvendar a causa da doença ou sua cura, mas mostrar o desmoronar completo da sociedade que, perde tudo aquilo que considera civilizado. Ao mesmo tempo em que vemos o colapso da civilização, um grupo de internos tenta reencontrar a humanidade perdida. O brilho branco da cegueira ilumina as percepções das personagens principais, e a história torna-se não só um registro da sobrevivência física das multidões cegas, mas, também, dos seus mundos emocionais e da dignidade que tentam manter. Mais do que olhar, importa reparar no outro. Só dessa forma o homem se humaniza novamente.</span></td>
</tr>
<tr valign="top">
<td height="38" bgcolor="#f9fcff"><span style="color:#000000;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong>Curiosidades:</strong><br />
» Gael García Bernal ('Babel'), Danny Glover ('Máquina Mortífera 3') e Alice Braga ('Eu Sou a Lenda') também estão no elenco. Meirelles já havia trabalhado com Alice Braga anteriormente em 'Cidade de Deus'.</span><span style="color:#000000;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">» 'Ensaio sobre a Cegueira' é do escritor português José Saramago, vencedor do prêmio Nobel. O roteiro ficou a cargo de Don Mckellar, de 'O Violino Vermelho'.</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Em terra de cego...]]></title>
<link>http://voudetaxi.wordpress.com/?p=20</link>
<pubDate>Thu, 28 Aug 2008 16:59:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>omirim</dc:creator>
<guid>http://voudetaxi.wordpress.com/2008/08/28/em-terra-de-cego/</guid>
<description><![CDATA[Frase da semana: &#8220;Se em terra de cego quem tem olho é rei, quem tem dois é a Julianne Moore]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Frase da semana:</strong> "Se em terra de cego quem tem olho é rei, quem tem dois é a Julianne Moore".</p>
<p>Ok, confesso que é infame, mas minha criação merece lá seus louros. Em tempos de lançamento de "Ensaio sobre a Cegueira" ninguém pensou isso, então minha criatividade tem seu valor - ainda mais nesses tempos do 'tudo se copia'. Enfim, o que importa é que ela veio pra cá, eu fui lá ver o filme, de quebra a vi, e melhor ainda, vi a Alice Braga. Ela é foda. Cada vez mais [é tendência] eu acho a vilamadalenense mais linda, simpática e bonita. </p>
<p>Mas deixando a tietagem de lado, o filme é bom, conforme especulei por <a href="http://ewaldosfilhos.wordpress.com/2008/04/04/blindness-trailer-teaser-e-primeiras-impressoes/">aqui</a>, mas duvido que seja sucesso de bilheteria. Ao menos é o que espera a Fox: no Brasil estréia com cem cópias e nos Estados Unidos, com 1500. Acho difícil que tantas cenas - boas - de excesso/falta de luz e enquadramentos diferentões arrebatem muitos espectadores. Tomara que sim, porque são realmente boas, mas acho difícil.</p>
<p>Quem quiser degustar, confere o trailer abaixo. Se gostar disso, provavelmente goste da <em>full version.</em></p>
<p style="text-align:center;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/12zOOaLBlnE'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/12zOOaLBlnE&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Fernando Meirelles teve que tirar cena de estupro de filme ]]></title>
<link>http://gavetadoautor.wordpress.com/?p=712</link>
<pubDate>Tue, 26 Aug 2008 14:24:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>gavetadoautor</dc:creator>
<guid>http://gavetadoautor.wordpress.com/2008/08/26/fernando-meirelles-teve-que-tirar-cena-de-estupro-de-filme/</guid>
<description><![CDATA[
Foto: Reinaldo Marques
x
Terra - O diretor Fernando Meirelles, que levou às telas a obra de José ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-713" src="http://gavetadoautor.wordpress.com/files/2008/08/cego.jpg" alt="" width="212" height="300" /><br />
<em>Foto: Reinaldo Marques<br />
<span style="color:#ffffff;">x</span></em></p>
<p align="justify"><span style="font-family:arial;"><a href="http://cinema.terra.com.br/interna/0,,OI3134928-EI1176,00.html" target="_blank"><span style="color:#3366ff;"><strong>Terra</strong></span></a> - O diretor Fernando Meirelles, que levou às telas a obra de José Saramago, <em>Ensaio sobre a Cegueira</em>, disse que teve que cortar uma cena de estupro do longa-metragem para não chocar as platéias. "A seqüência era muito violenta. Fizemos umas sessões-teste e as pessoas saíam da sala. Senti que estava expulsando o público", contou. </span><span style="font-family:arial;">Em entrevista com jornalistas, Meirelles adiantou que as cenas deverão estar presentes no DVD, para quem quiser assisti-las, e que sofreu muito antes de fazer os cortes na produção de 2 horas. "Isso é um processo normal em filme. Começamos com quase três horas de duração, mas você vai cortando até que ela se transforma", continua.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:arial;">Em <em>Ensaio Sobre a Cegueira</em>, Meirelles retrata o drama de um grupo de pessoas que foi contaminado por uma epidemia inexplicável de cegueira ¿ que gradativamente vai atingindo toda a população. Sem explicação para a doença, os grupos são confinados em sanatórios pelo governo, que quer mantê-los isolados. Em um deles está um médico (Mark Ruffalo) e sua mulher (Julianne Moore), a única capaz de enxergar em meio ao caos.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:arial;">Adaptar a obra de Jose Saramago não foi fácil. Mesmo antes de rodar <em>Cidade de Deus</em>, Meirelles já tinha idéia de comprar os direitos do livro, mas não obteve sucesso. A tarefa só veio depois que o diretor apresentou ao mundo <em>O Jardineiro Fiel</em> e se uniu ao produtor Niv Fichman e o roteirista Don McKellar, que faz uma participação no longa-metragem, para fazer o pedido a Saramago. </span><span style="font-family:arial;">O escritor português não queria que seu livro, aclamado no mundo inteiro, fosse adaptado para as telas, por medo que ele se transformasse num 'disaster movie' de zumbis. "Eu não sei se ele foi gentil, mas estávamos numa entrevista em Portugal e um jornalista perguntou a ele se venderia novamente os direitos de algum romance dele para mim. Ele disse que sim", recorda o bem-humorado Meirelles.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>

</channel>
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