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	<title>biocombustiveis &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/biocombustiveis/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "biocombustiveis"</description>
	<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 16:13:54 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Reação química na água abre o caminho para biocombustíveis de segunda geração (29.07.2008)]]></title>
<link>http://comosereformaumplaneta.wordpress.com/?p=201</link>
<pubDate>Sat, 04 Oct 2008 02:11:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>zhannko</dc:creator>
<guid>http://comosereformaumplaneta.wordpress.com/2008/10/04/reacao-quimica-na-agua-abre-o-caminho-para-biocombustiveis-de-segunda-geracao-29072008/</guid>
<description><![CDATA[Pesquisadores chineses abriram definitivamente os caminhos para os biocombustíveis de segunda gera]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Pesquisadores chineses abriram definitivamente os caminhos para os biocombustíveis de segunda geração - aqueles que não competem com a produção de alimentos - ao descobrir uma reação que quebra a lignina da madeira, criando os compostos químicos básicos para produção dos biocombustíveis.</p>
<p><strong>Quebra da lignina</strong></p>
<p>A lignina é uma molécula complexa que mantém unidas as fibras da madeira, sendo o segundo polímero natural mais abundante depois da celulose. As reações conhecidas até hoje quebram a lignina de forma imprevisível, gerando uma grande gama de compostos químicos, sendo apenas alguns deles úteis para a produção dos biocombustíveis.</p>
<p>A lignina contém ligações carbono-oxigênio-carbono que unem pequenas cadeias de hidrocarbonos. A chave para a quebra da lignina é justamente quebrar essas ligações C-O-C, liberando os hidrocarbonos menores, que podem então ser tratados para produzir alcanos e álcool.</p>
<p><strong>Quebra molecular seletiva</strong></p>
<p>Mas a coisa não é tão simples, porque existem ligações C-O-C também dentro dos pequenos hidrocarbonos, que devem ser mantidas intactas, sob pena de inviabilizar a produção de álcool.</p>
<p>O método, desenvolvido pela equipe do Dr. Yuan Kou, da Universidade de Pequim, utiliza água pressurizada sob alta temperatura para alcançar esse equilíbrio delicado.</p>
<p><strong>Biocombustíveis da madeira</strong></p>
<p>Os pesquisadores fizeram seus primeiros testes com pó-de-serra, o resíduo gerado pela indústria madeireira. Mas virtualmente qualquer biomassa vegetal poderá ser tratada com a nova técnica.</p>
<p>Sob condições ideais, é teoricamente possível produzir monômeros e dímeros com rendimentos de 44 a 56% e de 28 a 29%, respectivamente, em termos de peso. Testando várias combinações de catalisadores e aditivos orgânicos, os cientistas chineses aproximaram-se muito desses níveis teóricos, obtendo 45% de monômeros e 12% de dímeros - o dobro do que já havia sido alcançado anteriormente.</p>
<p>Depois que a água é esfriada, os óleos separam-se dela naturalmente, resultando em três componentes: alcanos com oito ou nove átomos de carbono, adequados para a produção de gasolina, alcanos com 12 a 18 átomos de carbono, adequados para a produção de diesel, e metanol.</p>
<p><strong>Aprimoramento do processo</strong></p>
<p>Agora os pesquisadores planejam trabalhar na simplificação da técnica para torná-la economicamente viável. O processo demonstrado exige que a água esteja em um estado chamado de quase-crítico, com temperaturas entre 250 e 300º C e uma pressão ao redor de 7.000 kilopascals.</p>
<p><em>http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=reacao-quimica-na-agua-abre-o-caminho-para-biocombustiveis-de-segunda-geracao&#38;id=010115080729</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Brasil terá etanol de segunda geração em um ano e meio]]></title>
<link>http://normannkalmus.wordpress.com/?p=576</link>
<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 19:32:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>normannkalmus</dc:creator>
<guid>http://normannkalmus.wordpress.com/2008/10/02/brasil-tera-etanol-de-segunda-geracao-em-um-ano-e-meio/</guid>
<description><![CDATA[A sonhada produção do álcool de segunda geração, o combustível verde obtido a partir de resíd]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>A sonhada produção do álcool de segunda geração, o combustível verde obtido a partir de resíduos como bagaço de cana-de-açúcar ou de qualquer outro vegetal, está mais próxima do que se imagina. Quem garante é o presidente para a América Latina da dinamarqueza Novozymes, Pedro Luiz Fernandes.</p>
<p>Para ele, "dentro de um ano e meio o país poderá iniciar a produção deste tipo de álcool em escala comercial".</p>
<p>No ano passado, em 13 de setembro, a Novozymes, maior produtora de enzimas industriais do mundo, e o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), de São Paulo, assinaram acordo para selecionar a enzima mais adequada para a hidrólise do bagaço da cana-de-açúcar entre os organismos existentes no acervo da empresa.</p>
<p>Com essa tecnologia, o Brasil poderá triplicar a produção de etanol sem necessidade de ocupar novas áreas agrícolas. A sede da empresa na América Latina é em Araucária (PR) e, ao final do projeto, ela vai comercializar as enzimas capazes de hidrolisar o bagaço de cana. "Nós já encontramos o que em química se costuma denominar "mistura óptima".</p>
<p>Desde a assinatura do acordo, a pesquisa evoluiu para a utilização de dois tipos de enzimas e estamos na etapa em que estudamos se a melhor forma é utilizar uma enzima em cada etapa de produção ou uma associação das duas", informou.</p>
<p>Segundo Fernandes, a tecnologia da empresa aponta para uma solução, cujo custo será inferior ao da produção de álcool a partir do açúcar. "Com certeza, na medida que ganhar escala, o álcool de celulose será mais barato que o produto atual".</p>
<p>A Novozymes está fazendo esta pesquisa em escala mundial porque os Estados Unidos tem o mesmo interesse de produzir o álcool de celulose a partir dos resíduos do milho. São mais de 110 cientistas envolvidos na sede da empresa na Europa, nos EUA (empresa tem parceria com a Universidade de Washington) e no Brasil. "Pelo que tem de biomassa, o Brasil é o player do futuro neste tipo de combustível", disse o presidente.</p>
<p>Fernandes adiantou também que a Novozymes está prestes a assinar um acordo de fornecimento dessas enzimas para a produção em escala piloto "com uma grande empresa brasileira". Sabe-se que a Petrobras está pesquisando essa tecnologia assim como pelo menos três universidades brasileiras. A importância de se dominar o processo fez a CTC procurar a Novozymes para fazer o acordo que foi assinado simbolicamente pelo presidente Lula numa viagem à Dinamarca no ano passado.</p>
<p>Técnicamente, a hidrólise é o processo que busca extrair glicose do material celulósico para que, depois, se possa obter etanol por fermentação. Como todos os vegetais contêm celulose, quem dominar o processo poderá produzir etanol de quaisquer resíduos agrícolas ou florestais como palha de milho, de trigo e cavacos de madeira. O bagaço de cana, por exemplo, contém ainda um terço da energia armazenada na planta.</p>
<p>Sobre os direitos de propriedade intelectual da pesquisa, a Novozyme informa que serão compartilhados entre os parceiros, mas não há governos envolvidos.</p>
<p>Além da Novozymes, o Brasil está procurando por estas enzimas através do Programa Bioetanol, projeto nacional financiado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) que estuda o processo de hidrólise enzimática. Com isso se pode antever que, no futuro, poderão existir dois ou três fornecedores dessa tecnologia. Mas só a escala comercial é que apontará as melhores enzimas.</p>
<p><strong>Processos diferentes </strong></p>
<p>A Novozymes pesquisa um processo para hidrólise diferente do caminho escolhido pelos 150 cientistas brasileiros envolvidos no Projeto Bioetanol. A empresa utiliza um processo de pré-tratamento do bagaço chamado de oxidação alcalina úmida, que retira a lignina - material resistente que recobre os organismos vegetais e é um protetor das plantas contra estresses, em especial mecânicos - e as pentoses (açúcares de cinco carbonos, que não são usados ainda para produção de etanol porque não há microorganismo que os fermente).</p>
<p>No Brasil, usa-se como pré-tratamento a explosão a vapor, já conhecida e aplicada pelas usinas que utilizam o bagaço para fazer ração para gado - processo não tão eficiente quanto o de oxidação. O país escolheu o processo de explosão a vapor para pré-tratamento porque ele é dominado pelas usinas, o que em tese facilitaria a adoção mais imediata da tecnologia.</p>
<p>Afora a Novozymes e o CTC, no Brasil se conhece uma outra iniciativa empresarial voltada para o processo de hidrólise enzimática comercial - a da empresa de biotecnologia Biocell, financiada pela Votorantim Ventures, fundo de capital de risco do Grupo Votorantim que trabalha em parceria com a Bioenzimas, situada em Caruaru (PE), que produz enzimas utilizadas no processo de confecção de roupas jeans, para dar um efeito de lavagem, no produto.</p>
<p><a title="Etanol por hidrólise" href="http://www.investnews.com.br/IN_News.aspx?Parms=2088831,26,1" target="_blank">Fonte: Gazeta Mercantil</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ A morte do biodíesel]]></title>
<link>http://agribusinessnews.wordpress.com/?p=1446</link>
<pubDate>Sat, 27 Sep 2008 02:40:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>agribusinessnews</dc:creator>
<guid>http://agribusinessnews.wordpress.com/2008/09/26/a-morte-do-biodiesel/</guid>
<description><![CDATA[

 A morte do biodíesel 

  Biodiesel   
   


Tanto para ambientalistas quanto para o governo o bi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div>
<div class="contentpaneopen">
<h2 class="contentheading"><a class="contentpagetitle" href="http://agronegociar.com/index.php?option=com_content&#38;view=article&#38;id=2444:a-morte-do-biodiesel&#38;catid=44:Biodiesel&#38;Itemid=44"> A morte do biodíesel </a></h2>
<div class="article-tools">
<div class="article-meta"><span class="article-section"> <a href="http://agronegociar.com/index.php?option=com_content&#38;view=category&#38;id=44:Biodiesel&#38;layout=blog&#38;Itemid=44"> Biodiesel </a></span> <a href="http://agronegociar.com/index.php?option=com_content&#38;view=category&#38;id=44:Biodiesel&#38;layout=blog&#38;Itemid=44"> </a></div>
<div class="buttonheading"><a href="http://agronegociar.com/index.php?option=com_content&#38;view=category&#38;id=44:Biodiesel&#38;layout=blog&#38;Itemid=44"> <span> </span></a><span> </span></div>
</div>
<div class="article-content">
<p align="justify"><img src="http://agronegociar.com/images/soja.jpg" border="1" alt="Soja" hspace="10" vspace="10" width="194" height="127" align="left" />Tanto para ambientalistas quanto para o governo o biodísel é a grande solução para substituir os combustíveis fósseis e de quebra a reduzir a emissão de poluentes. Mas essa solução já pode estar com os dias contados. As expectativas são de que até 2020 o biodiesel seja abandonado como alternativa energética.</p>
</div>
<p><a class="readon" title="A morte do biodiesel" href="http://agronegociar.com/index.php?option=com_content&#38;view=article&#38;id=2444:a-morte-do-biodiesel&#38;catid=44:Biodiesel&#38;Itemid=44"> Leia mais... </a></div>
<p><span class="article_separator"> </span></div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Biocombustível de segunda geração entra em produção até 2015, informa diretor]]></title>
<link>http://hrcastro.wordpress.com/?p=665</link>
<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 09:00:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>Henrique Castro</dc:creator>
<guid>http://hrcastro.wordpress.com/2008/09/26/biocombustivel-de-segunda-geracao-entra-em-producao-ate-2015-informa-diretor/</guid>
<description><![CDATA[
O diretor Industrial da Petrobras Biocombustíveis, Ricardo Castello Branco, informou em palestra n]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img class="alignnone" src="http://www2.petrobras.com.br/AtuacaoInternacional/PetrobrasMagazine/pm47/port/imagens/futuro2.jpg" alt="" width="375" height="233" /></p>
<p style="text-align:justify;">O diretor Industrial da Petrobras Biocombustíveis, Ricardo Castello Branco, informou em palestra no Rio Oil &#38; Gás, que os biocombustíveis de segunda geração devem entrar em produção comercial até 2015.</p>
<p>Ele disse que para que esse prazo seja cumprido, a Petrobras Biocombustível vai dar prioridade às pesquisas, em parceria com o centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), principalmente no desenvolvimento do etanol de lignocelulose, que utiliza resíduos como o bagaço de cana-de-açúcar.</p>
<p>“Esse processo permitirá aumentar em 60% a produção na mesma área plantada. Esses biocombustíveis exigem alta complexidade tecnológica, com a vantagem de utilizar rejeitos como matéria-prima”, disse o diretor.</p>
<p>Castello Branco salientou que além dos desafios tecnológicos, a empresa tem como meta reduzir a dependência da soja para a produção de biodiesel, desenvolvendo novas fontes de matérias-primas e construindo parcerias empresariais na produção de etanol.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Fonte</strong>: Agência Brasil</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Bunge anuncia compra da usina em Ponta Porã]]></title>
<link>http://normannkalmus.wordpress.com/?p=470</link>
<pubDate>Tue, 23 Sep 2008 14:37:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>normannkalmus</dc:creator>
<guid>http://normannkalmus.wordpress.com/2008/09/23/bunge-anuncia-compra-da-usina-em-ponta-pora/</guid>
<description><![CDATA[Açúcar e Etanol - 17/09/2008 - 08:41
A Bunge anunciou ontem que adquiriu 60% do capital e da gest]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><em>Açúcar e Etanol - 17/09/2008 - 08:41</em></p>
<p>A Bunge anunciou ontem que adquiriu 60% do capital e da gestão da Monteverde Agroenergética S/A, usina de produção de açúcar e etanol, do empresário Flavio Wallauer.</p>
<p>A unidade fica no município de Ponta Porã, próximo a Dourados (MS). Em nota à imprensa, a companhia informa que "a aquisição reforça a posição da Bunge na industrialização de açúcar e etanol no Brasil".</p>
<p>A usina, que está em fase final de construção e começará a operar em maio de 2009, terá capacidade para processar 1,4 milhão de toneladas de cana ao ano.</p>
<p>A Bunge planeja expandir nos próximos quatro anos a sua capacidade para 4,5 milhões de toneladas/ano. "A nova usina está sendo construída com a mais avançada tecnologia no processamento da cana-de-açúcar. Além disso, está preparada para comercializar energia já nos próximos dois anos", destaca Sérgio Waldrich, presidente da Bunge Alimentos.</p>
<p>Segundo nota do Diário Oficial do município de Ponta Porã, a construção da unidade envolve recursos da ordem de R$ 300 milhões, realizada pela Dedini Indústrias de Base.</p>
<p><em>Fonte: Diário do Comércio e Indústria</em></p>
<p><a href="http://blogactionday.org"><img src="http://blogactionday.s3.amazonaws.com/banners/88x31.jpg" alt="" /></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[BID lança Indicadores de Sustentabilidade em Biocombustíveis]]></title>
<link>http://hrcastro.wordpress.com/?p=630</link>
<pubDate>Thu, 18 Sep 2008 12:00:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>Henrique Castro</dc:creator>
<guid>http://hrcastro.wordpress.com/2008/09/18/bid-lanca-indicadores-de-sustentabilidade-em-biocombustiveis/</guid>
<description><![CDATA[Aplicativo para web permite a avaliação da sustentabilidade de projetos de biocombustíveis relaci]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Aplicativo para web permite a avaliação da sustentabilidade de projetos de biocombustíveis relacionados a segurança alimentar, uso da terra e condições de trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">O Banco Interamericano de Desenvolvimento uma ferramenta interativa conhecida como Scorecard de Sustentabilidade em Biocombustíveis, como parte de uma iniciativa abrangente para assegurar que os investimentos em biocombustíveis produzam benefícios sociais, econômicos e ambientais.</p>
<p style="text-align:justify;">Leia <a href="http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=52352" target="_blank">aqui</a> a matéria completa.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Fonte</strong>: Portal Fator Brasil</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#999999;"><strong>* Procurando <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=5409&#38;tipo=14&#38;p1=sustentabilidade" target="_blank"><span style="color:#ff0000;">Livros sobre Sustentabilidade</span></a>? </strong></span><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=5409&#38;tipo=8"><img class="alignnone" src="http://www.livrariacultura.com.br/imagem/_banners/parceiros/banner88x31.gif" alt="" width="88" height="31" /></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Abandono dos biocombustíveis líquidos: aumenta a pressão sobre a UE]]></title>
<link>http://raivaescondida.wordpress.com/?p=3583</link>
<pubDate>Tue, 16 Sep 2008 17:56:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>raiva</dc:creator>
<guid>http://raivaescondida.wordpress.com/2008/09/16/abandono-dos-biocombustiveis-liquidos-aumenta-a-pressao-sobre-a-ue/</guid>
<description><![CDATA[  por Charles Hawley          [*]  
 

  Com os preços dos alimentos a disparar e a fé nos        ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:justify;"><span style="font-size:130%;"> <strong> por Charles Hawley          <a href="http://resistir.info/energia/biofuels_set08.html#asterisco">[*]</a> </strong> </span></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:130%;"> </span></p>
<p style="text-align:center;">
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:130%;"> <img class="aligncenter" src="http://resistir.info/energia/imagens/manilha_filipinas.jpg" alt="Manifestação de protesto em Manilha, Filipinas, contra o disparo nos preços dos alimentos." width="662" height="438" align="right" /> Com os preços dos alimentos a disparar e a fé nos        biocombustíveis [líquidos]         <a href="http://resistir.info/energia/biofuels_set08.html#notas"><strong>[1]</strong></a> a mergulhar, muita gente está a pedir que a União Europeia abandone o seu compromisso em relação a este combustível. Até mesmo os próprios cientistas da UE são cépticos. </span></h2>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:130%;"> </span></h2>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:130%;"> O momento pode, no melhor dos casos, ser descrito como embaraçoso. Na terça-feira, os novos regulamentos de biocombustíveis [líquidos] no Reino Unido entrarm em vigor, exigindo que 2,5 por cento do combustível vendido nas bombas fossem fabricados a partir de cereais e ervas. Em 2010, a mistura será aumentada para 5 por cento – tudo num esforço para reduzir drasticamente a quantidade de dióxido de carbono <a href="http://resistir.info/energia/biofuels_set08.html#notas"><strong>[2]</strong></a> emitida para a atmosfera. </span></h2>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:130%;"><br />
</span></p>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:130%;"> Mas o regulamento chega numa semana de crítica crescente contra os        biocombustíveis [líquidos].  Com a         <a href="http://www.spiegel.de/international/world/0,1518,547198,00.html" target="_new"> inquietação a crescer em todo o mundo</a> devido ao aumento dos preços alimentares, muitos começam a apontar o dedo para o etanol e o biodiesel como culpados. Mesmo quando o novos regulamento do Reino Unido aprova ambiciosos objectivos da União Europeia para reduzir emissões de gases com efeito de estufa, a própria UE enfrenta pressões crescentes para abandonar seu objectivo de ver todo combustível vendido nas bombas europeias conter 10 por cento de biocombustíveis em 2020. </span></h2>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:130%;"> </span></h2>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:130%;"> A primeira geração de biocombustíveis "não possui tantos benefícios potenciais como as pessoas pensavam quando embarcaram nestas políticas", disse Stefan Tangermann, director do Departamento de Comércio e Agricultura da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Economico (OCDE), à <em> Spiegel Online. </em> "Temos de chegar à conclusão de que talvez seja tempo de rever nosso compromisso para com os biocombustíveis" [líquidos]. </span></h2>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:130%;"> </span></h2>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:130%;"> Tangermnn é apenas um no coro de vozes que urge a UE a reconsiderar. A organização caritativa Oxfam fulminou o regulamento britânico, dizendo que combustíveis verdes têm o potencial para fazer muito mais dano do que bem. A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) argumenta, num documento emitido segunda-feira, que os biocombustíveis [líquidos] afectam negativamente os que vivem em países mais pobres. O documento argumenta que o crescimento da indústria de biocombustíveis compete directamente com culturas alimentares pela terra agrícola, pela água e pelo dinheiro para investimento. Os preços dos alimentos aumentam em consequência e os biocombustíveis [líquidos] "colocam em risco o acesso à comida dos sectores mais pobres", afirma do documento. </span></h2>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:130%;"> </span></h2>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:130%;"> E até mesmo o próprio corpo científico da União Europeia admitiu o facto. "Não vejo absolutamente nenhuma razão para usar tanta energia, dinheiro e grandes extensões de terra agrícola" para produzir biocombustíveis [líquidos], disse à <em> Spiegel Online </em> o Professor Helmut Haberl, membro do Comité Científico da Agência Europeia de Ambiente. "A UE deveria desfazer-se das regras dos 10 por cento de mistura". </span></h2>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:130%;"> </span></h2>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:130%;"> O seu grupo inclui 20 destacados cientistas climáticos de Estados membros da UE e desempenha um papel conselheiro chave para a política da UE. Haberl afirma que a questão dos biocombustíveis tem tido um papel cada vez mais dominante nas reuniões regulares do grupo – uma ênfase que na sexta-feira passada resultou num apelo extraordinário para que a União Europeia abandone o seu objectivo dos 10 por cento. Chamando o objectivo de "super ambicioso" e um "experimento", o documento argumenta que os efeitos colaterais dos biocombustíveis são demasiado danosos para serem ignorados. </span></h2>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:130%;"> </span></h2>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:130%;"> <strong> "Um crime contra a humanidade" </strong> </span></h2>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:130%;"> </span></h2>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:130%;"> A reacção imediata da UE a esta semana de críticas foi de desafio. "Não está em causa por agora suspender o objectivo fixado para biocombustíveis", disse segunda-feira à AFP Barbara Helfferich, porta-voz do Comissário Ambiental da UE Stavros Dimas. </span></h2>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:130%;"> </span></h2>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:130%;"> Mas com as atenções do mundo a focarem os preços em disparada dos alimentos, é duvidoso que a questão desapareça dentro em breve. Na semana passada o Banco Mundial disse que os preços alimentares haviam ascendido 83 por cento nos últimos três anos e outras organizações internacionais também saltaram para a briga – com o Relator Especial da ONU para o Direito à Alimentação, Jean Ziegler, a chamar a produção de biocombustíveis [líquidos] "um crime contra a humanidade" segunda-feira na rádio alemã. Preços inatingíveis de alimentos levaram recentemente a tumultos no Haiti, nos Camarões e em outros lugares e estão alimentar uma crescente crise de governo nas Filipinas. </span></h2>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:130%;"> </span></h2>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:130%;"> Mesmo que alguém ponha de lado a ascensão dos preços alimentares, o cepticismo quanto à primeira geração de biocombustíveis – fabricados a partir de culturas plantadas especificamente para este propósito ao invés de, como os <a href="http://www.spiegel.de/international/business/0,1518,547312,00.html" target="_new"> biocombustíveis da segunda geração</a> , processar sub-produtos agrícolas e outras biomassas não comestíveis – está desencadeado. Cientistas destacam que fertilizantes utilizados para cultivar plantas para biocombustíveis [líquidos] libertam mais gases com efeito de estufa do que o próprio combustível que poupariam. Além disso, como a indústria cresce, florestas húmidas estão a ser deitadas abaixo para abrir caminho para plantações e pântanos com turfa estão a ser drenados – ambas as coisas valiosas como "sumidouros de carbono" que absorvem dióxido de carbono da atmosfera. </span></h2>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:130%;"> </span></h2>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:130%;"> Mais: como destaca Haberl, o rendimento energético em relação ao esforço investido não é particularmente impressionante. "Podíamos poupar muito mais energia se apenas queimássemos resíduos agrícolas para aquecimento", afirma ele. "Isso seria muito mais eficiente e você não estaria a competir com a produção alimentar". </span></h2>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:130%;"> </span></h2>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:130%;"> A Alemanha, até agora, foi o único país da UE que         parcialmente         <a href="http://www.spiegel.de/international/germany/0,1518,545419,00.html" target="_new"> recuou em relação ao seu compromisso</a> para com os biocombustíveis – mas, como diz Haberl, "pelas razões erradas". Tendo determinado que demasiados automóveis seria incapazes de processar este combustível, o Ministério do Ambiente no princípio deste mês optou por não aumentar a mistura de biocombustíveis dos actuais 5 por cento para 10 por cento como fora planeado. </span></h2>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:130%;"> </span></h2>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:130%;"> Apesar dos comentários em contrário, Bruxelas também pode estar a inclinar-se para a reavaliação. A ideia de introduzir um sistema de certificação de campo – o qual daria sinal verde apenas àquelas culturas de biocombustíveis plantadas ecologicamente sobre terras não obtidas recentemente através da destruição de florestas húmidas – está a ganhar crédito. </span></h2>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:130%;"> </span></h2>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:130%;"> "Parece um pouco que as pessoas começam a levar em conta (a crítica aos biocombustíveis)", disse Tangermann. "A UE está a começar a ficar preocupada quanto à sustentabilidade e alteração climática. E isto é benvindo". </span><span style="font-size:130%;"> <span><strong> <a name="notas">[1]</a> Este artigo refere-se exclusivamente aos biocombustíveis líquidos. As críticas nele formuladas não são aplicáveis à produção dos biocombustíveis gasosos (biogás e biometano), a qual não compete com a produção alimentar. </strong></span></span></h2>
</p>
<p style="text-align:justify;">
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:130%;"><span><strong> <a name="notas">[2]</a> As emissões de CO<sub>2</sub> são  um falso problema, como já foi         demonstrado pelo grande climatologista Marcel Leroux.    Ver          <a href="http://resistir.info/climatologia/impostura_cientifica.html" target="_new"> Aquecimento global: uma impostura científica</a>.</strong> </span> </span></h2>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:130%;"><br />
<strong> O original encontra-se em         <a href="http://www.spiegel.de/international/europe/0,1518,547609,00.html" target="_new"> http://www.spiegel.de/international/europe/0,1518,547609,00.html</a> </strong></span></p>
<p><strong> AQUI <a href="http://resistir.info/" target="_new">http://resistir.info/</a> .</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Novo relatório revela os custos dos agrocombustíveis na América Latina  ]]></title>
<link>http://outrapolitica.wordpress.com/?p=2462</link>
<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 18:53:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>maritamari</dc:creator>
<guid>http://outrapolitica.wordpress.com/2008/09/15/novo-relatorio-revela-os-custos-dos-agrocombustiveis-na-america-latina/</guid>
<description><![CDATA[
Ecoblogue, 12 de setembro de 2008
O rápido desenvolvimento dos agrocombustíveis na América Latin]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://outrapolitica.files.wordpress.com/2008/09/biocombustivel21.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2463" title="biocombustivel21" src="http://outrapolitica.wordpress.com/files/2008/09/biocombustivel21.jpg?w=300" alt="" width="300" height="260" /></a></p>
<p><a href="http://www.ecoblogue.net/index.php?option=com_content&#38;task=view&#38;id=2202&#38;Itemid=6">Ecoblogue</a>, 12 de setembro de 2008</p>
<p>O rápido desenvolvimento dos agrocombustíveis na América Latina não está a beneficiar as populações locais, de acordo com um novo relatório da organização Friends of the Earth International. O relatório "<a href="http://www.foeeurope.org/agrofuels/fuellingdestruction.html">Fuelling Destrution in Latin America</a> " olha para vários países da América Central e do Sul que estão a aumentar a produção de agrocombustíveis para consumo interno e sobretudo exportação.</p>
<p>O relatório afirma que o aumento de terra destinada para o cultivo de agrocombustíveis implica o aumento de desflorestação e da destruição da vida selvagem, o aumento de conflitos pela terra, expulsão de pessoas dos campos, pobres condições de trabalho e poluição ambiental. <!--more--></p>
<p>O relatório sublinha que:</p>
<p>- virtualmente, todos os desenvolvimentos estão a levar ao crescimento das monoculturas de maneio intensivo que são altamente dependentes de pesticidas químicos e fertilizantes, assim como elevadas quantidades de água. Estas plantações muitas vezes empurram a produção agrícola para áreas mais sensíveis, como florestas tropicais e savanas, e levam à desflorestação e estão a ameaçar a biodiversidade;</p>
<p>- as condições de trabalho são frequentemente más, aproximando-se de um tipo de escravatura moderna, e o uso de trabalho infantil é comum em alguns países. A especulação da terra está também a provocar o aumento do preço e há evidência que a produção de agrocombustíveis estão a substituir o fornecimento de alimentos às populações locais;</p>
<p>- as comunidades rurais estão a ser deslocadas para permitir as plantações, com os conflitos em torno dos direitos de propriedade a aumentar em todos os países. O desenvolvimento de agrocombustíveis estão a tomar lugar numa cultura de pouca transparência e democracia, quase nenhum planeamento do uso da terra, fraca governança e em alguns casos com o uso de violência e o envolvimento de grupos paramilitares;</p>
<p>- ligações próximas entre o negócio e os políticos resultam em que os governos estão a introduzir políticas muitos atraentes para o agro-negócio - como isenções de taxas, alteração dos direitos de propriedade e cedência de infraestruturas relevantes. Estas ligações também significam conflitos de interesses, corrupção e uma cultura permissiva perante as actividades ilegais;</p>
<p>- os grandes produtores, comerciantes e investidores estão a aumentar os seus lucros através da expansão da venda de mercadorias, inputs agrícolas e ganhos financeiros devido à especulação das terras. As multinacionais estão cada vez mais envolvidos nos países examinados neste relatório.</p>
<p>Fonte: Friends of the Earth</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O BioCombustível e A Escravidão dos Canaviais]]></title>
<link>http://quasecronicas.wordpress.com/?p=58</link>
<pubDate>Sun, 14 Sep 2008 14:57:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>akaihen</dc:creator>
<guid>http://quasecronicas.wordpress.com/2008/09/14/o-biocombustivel-e-a-escravidao-dos-canaviais/</guid>
<description><![CDATA[Depois de um tempo sem escrever, a única coisa que me mantém na ativa é a minha depressão  E com]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de um tempo sem escrever, a única coisa que me mantém na ativa é a minha depressão :) E como eu não poderia deixar de falar, o jornal Folha Universal me relembrou um assunto que já refletia muito antes do "boom" do biocombustível. O problema dos canaviais...e os boias-frias. Que diga-se de passagem já é velhinho mas que ninguém resolve.</p>
<p>Olhando no internet, vi que matérias sobre os boias-frias ainda são constantes, mas nem tanto. Esse problema já foi socializado, assim como a violência, as drogas e a corrupção, ninguém liga mais. Brasileiros por brasileiros, negócios a parte já dizia Lula, que incentiva a produção do tal <em>milagre verde </em>dos biocombustíveis mas nem comenta sobre a questão deles (boias-frias) que são escravos nos canaviais e constantemente morrem no interior desse Brasil.</p>
<p>A idéia é modernizar a produção e tirar o boia do canavial, ou melhor, lhe conceder melhores condições de trabalho. E porque eu faria isso? Aumentaria muito o custo do biocombustível. É essa a idéia né? Deixemos assim, é melhor para economia, assim como Marx dizia que os desempregados cumprem seu papel para manter os salários dos empregados baixo. Viva a democracia, aqui no Brasil é claro!</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Bioenergia: Governo de SP disponibiliza informações]]></title>
<link>http://iguape.wordpress.com/?p=1347</link>
<pubDate>Fri, 12 Sep 2008 19:12:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>Julio Silva</dc:creator>
<guid>http://diariodeiguape.com/2008/09/12/bioenergia-governo-de-sp-disponibiliza-informacoes/</guid>
<description><![CDATA[Organizado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), um dos seis institutos de pesquisa da Secreta]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Organizado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), um dos seis institutos de pesquisa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, o banco de dados de bioenergia permite consultas sobre área, produção, preço e comércio exterior para as culturas de cana-de-açúcar, grãos, oleaginosas, óleos combustíveis e florestas energéticas no Estado.</p>
<p style="text-align:justify;">Também estão disponíveis leis, decretos, textos e artigos sobre o assunto. O usuário pode, ainda, baixar o informativo “Etanol: a experiência paulista”, que traz números atuais sobre o produto em São Paulo e no Brasil, com abrangência econômica, social e ambiental.</p>
<p style="text-align:justify;">A iniciativa é fruto do Decreto 52.284, de 22 de outubro de 2007, do governador José Serra, que conferiu ao IEA - ligado diretamente à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios da Secretaria (Apta), a responsabilidade pela criação do banco de dados.</p>
<p style="text-align:justify;">A proposta é disponibilizar um banco com atualização ágil e de fácil utilização, de tal maneira que seja uma ferramenta dinâmica e útil aos diversos públicos interessados no assunto. O banco de dados será ampliado em seu escopo e atualizado sistematicamente.</p>
<p style="text-align:justify;">Para acessar, entre em <a href="http://www.agricultura.sp.gov.br/">www.agricultura.sp.gov.br</a> e clique em “Bioenergia”, nos destaques. O material também pode ser visto no site do próprio instituto <a href="http://www.iea.sp.gov.br/">www.iea.sp.gov.br</a>.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Da Secretaria de Agricultura e Abastecimento</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[África: Agrocombustíveis e o mito das terras marginais]]></title>
<link>http://henriquecortez.wordpress.com/?p=360</link>
<pubDate>Thu, 11 Sep 2008 03:51:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>Henrique Cortez</dc:creator>
<guid>http://henriquecortez.wordpress.com/2008/09/11/africa-agrocombustiveis-e-o-mito-das-terras-marginais/</guid>
<description><![CDATA[
Relatório lança um olhar crítico sobre as propostas para as culturas de agrocombustíveis, a ser]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.ecodebate.com.br/blog/foto/biocom3.jpg" alt="" /></p>
<p>Relatório lança um olhar crítico sobre as propostas para as culturas de agrocombustíveis, a serem plantadas em terras que são consideradas "ociosas" ou "marginais". Na maioria dos casos, estas "terras marginais'" são vitais para a subsistência dos pequenos agricultores, pequenos criadores de gado, mulheres e povos indígenas. Por Henrique Cortez*, do <strong><a href="http://ecodebate.com.br">EcoDebate</a></strong>.</p>
<p><!--more-->"Estamos desafiando firmemente o mito de que há uma abundância de terras livres ou sobressalentes, na África. 70% das terras agrícolas da África são de produção tribal ou comunitária. Isto fas faz particularmente vulneráveis aos projetos de desenvolvimento de biocombustíveis, que visam privatizar a terra e retirar as fonte de sustento de suas comunidades ." (declaração da Rede Africana de Biodiversidade, African Biodiversity Network, para deputados da UE, 2008)</p>
<p>Faça o download do relatório ""Agrofuels &#38; the Myth of the Marginal Lands"", e conheça os perigos da forma como os formuladores de políticas públicas estão definindo terras "marginais" .</p>
<p>* Com informações da <a href="http://www.gaiafoundation.org/">Gaia Fundation</a> e Norbert Suchanek, Rio de Janeiro, Correspondente e Jornalista de Ciência e Ecologia, colaborador e articulista do EcoDebate.</p>
<p>[<a href="http://www.ecodebate.com.br/index.php/2008/09/11/africa-agrocombustiveis-e-o-mito-das-terras-marginais/">EcoDebate</a>, 11/09/2008]</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[CGEE apresenta o relatório Brazil: The natural knowledge-economy ]]></title>
<link>http://normannkalmus.wordpress.com/?p=341</link>
<pubDate>Tue, 09 Sep 2008 17:50:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>normannkalmus</dc:creator>
<guid>http://normannkalmus.wordpress.com/2008/09/09/cgee-apresenta-o-relatorio-brazil-the-natural-knowledge-economy/</guid>
<description><![CDATA[Organização inglesa publica estudo sobre C&amp;T no Brasil: perspectivas são “especialmente bri]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Organização inglesa publica estudo sobre C&#38;T no Brasil: perspectivas são “especialmente brilhantes”, afirma relatório.</p>
<p>O panorama da inovação no Brasil está mudando rapidamente; as perspectivas nesse campo são, no momento, “especialmente brilhantes”.</p>
<p>A constatação aparece no relatório Brazil: the natural knowledge-economy, lançado em Londres em 8 de julho. Elaborado pela organização inglesa <a title="Demos - Think Tank" href="http://www.demos.co.uk/" target="_blank">DEMOS</a>, com a participação do <a title="Centro de Gestão e Estudos Estratégicos" href="http://www.cgee.org.br/" target="_blank">CGEE</a>, o relatório faz parte do projeto Atlas das Idéias, iniciado pelo think-tank em 2006.</p>
<p>O título Brazil: the natural knowledge-economy chama a atenção para uma singularidade nacional: o fato de a força da inovação no País se revelar com clareza nas atividades relacionadas aos recursos naturais – petróleo, ferro, agronegócio, com destaque para os biocombustíveis.</p>
<p>“O sistema de inovação do País é em grande parte, mas não exclusivamente, construído sobre seus recursos naturais e ambientais”, explica o estudo.</p>
<p>O caminho brasileiro, de acordo com Brazil: the natural knowledge-economy, contesta a visão para a qual as economias baseadas no conhecimento ou em recursos naturais ocupam extremos opostos no espectro do desenvolvimento econômico. No Brasil,afirma a organização, “a competência crescente em ciência e tecnologia não está separada, ou em oposição, aos recursos naturais, e sim integralmente ligada a eles”.</p>
<p>Ao longo de seis meses, em duas visitas ao Brasil, pesquisadores da Demos realizaram extensa pesquisa de campo: mais de 100 entrevistas foram realizadas em sete estados. O relatório descreve a surpresa, para olhos europeus, dos desenvolvimentos recentes do Brasil no campo da ciência e tecnologia.</p>
<p>O primeiro estudo do Atlas apresentou o estado da Ciência e Tecnologia na China, Índia e Coréia do Sul. “As competências da China e da India são mais bem compreendidas do que as do Brasil” (que é uma surpresa), diz o press release da Demos que convida para o lançamento. “O CGEE complementou, com o conhecimento profundo que tem do ambiente de ciência, tecnologia e inovação do Brasil, a experiência de networking internacional e a competência que a Demos desenvolveu durante a primeira fase do projeto Atlas das Idéias”, afirma Lucia Melo, presidente do CGEE.</p>
<p>O CGEE desempenhou um papel fundamental no mapeamento da rota de entrevistas a ser seguida, identificando os atores principais e estabelecendo os contatos que proporcionaram a preparação de um extenso e realista documento sobre o cenário da CT&#38;I no Brasil. “Estamos muito felizes com o resultado. A publicação é excelente e apresentará ao mundo uma face do Brasil importante e pouco conhecida”.</p>
<p>Para Fernando Rizzo, Diretor do CGEE que supervisionou o estudo, um fator que considera muito positivo é o olhar externo que a participação da Demos propiciou.</p>
<p>Durante o lançamento, em Londres, haverá um workshop sobre o Brasil, do qual participam o embaixador do Brasil na Grã-Bretanha, Carlos Augusto Santos Neves; Andrew Kahn, executivo principal da UK Trade &#38; Investment, além de dirigentes do CGEE.</p>
<p>Também haverá uma apresentação do Prof. Luiz Horta sobre os Biocombustíveis no Brasil, assunto definido como de grande interesse durante o desenvolvimento do estudo. Em outubro, a tradução de Brazil: the Natural knowledge-economy será lançada.</p>
<p><strong>Forças do Brasil</strong></p>
<p>De acordo com a Demos o documento salienta como forças do Brasil a estabilidade política e econômica, o crescimento da produção científica e do número de doutores e mestres, o apoio federal “bem organizado, tanto financeiro quanto regulatório” à ciência e tecnologia, uma base confiável em propriedade intelectual – em que a quebra de patentes de medicamentos para a AIDS é positivamente avaliada, a posição proeminente como exemplo na mitigação dos efeitos da mudança climática conferida pelo uso de biocombustiveis, uma cultura que valoriza a criatividade, e as multinacionais Petrobras, Vale, Gerdau e Embraer.</p>
<p><strong>Fraquezas</strong></p>
<p>As sete fraquezas apresentadas são: desigualdades social e geográfica; “baixa taxa de conversão da base de conhecimento em inovação”; o país ser voltado para si próprio; o peso dos impostos; o problema de como transformar em riqueza o potencial valor da liderança em biocombustíveis e no tema mudança climática; sistema educacional “abaixo de seu potencial”; e o descaso por reter e atrair recursos humanos altamente qualificados.</p>
<p><strong>Aproveitar as qualidades brasileiras</strong></p>
<p>O relatório oferece seis recomendações ao Brasil, todas no sentido de que o País tire maior proveito das qualidades que têm.</p>
<p>A primeira delas é ampliar a discussão sobre temas que, de acordo com a consultoria inglesa, são inevitavelmente controversos – o exemplo é a tensão entre investir em ciência básica e investir na diminuição da desigualdade.</p>
<p>A segunda afirma que o Brasil deve “contar uma nova história sobre a inovação” – o texto afirma que o País “precisa de confiança para escrever um novo capítulo” nessa história.</p>
<p>“Aproveitar ao máximo a notoriedade global” trazida pelos biocombustiveis, e fazer disso uma oportunidade para “comunicar ao mundo sua força cientifica” é a terceira recomendação; organizar uma rede de apoio internacional a partir dos cientistas e empreendedores brasileiros vivendo no exterior e, finalmente, implementar com firmeza as políticas públicas já existentes completam as recomendações.</p>
<p><strong>Para os estrangeiros, três recomendações. </strong></p>
<p>A consultoria inglesa avalia que a comunidade internacional se concentra muito na floresta amazônica e ignora a extensão e a diversidade da ciência e da inovação no Brasil; que o País tem potencial para cooperar e contribuir por ter desenvolvido novas formas de fazer ciência. Em particular para a Grã Bretanha, a consultoria sugere que consolide os resultados do recente “Anoda Ciência” encetado em colaboração. Para a Demos, “muitas áreas de inovação”, de seu país, “poderiam ser beneficiadas”.</p>
<p>O estudo, um caderno de 160 páginas, estrutura-se em uma Introdução e sete capítulos: Mapeamento, Pessoas, Lugares,Empresas, Cultura, Colaboração, Prognóstico.</p>
<p>Há também um anexo com a lista de instituições visitadas.</p>
<p><strong>Introdução</strong></p>
<p>Kirsten Bound, a pesquisadora de campo principal e autora do relatório, chama a atenção inicialmente para o desconhecimento internacional sobre as atividades brasileiras em ciência e tecnologia – de Santos Dumont à produção científica, do avião Ipanema, da Embraer, movido a etanol, à força do sistema de pós-graduação; e propõe a definição da economia brasileira como baseada no conhecimento sobre os recursos naturais. “O sistema de inovação do País é em grande parte construído sobre seus recursos naturais e ambientais”, propõe a pesquisadora,para manifestar que o caminho brasileiro contesta a visão segundo a qual as economias baseadas no conhecimento ou em recursos naturais situam-se como dois extremos no espectro do desenvolvimento econômico.</p>
<p>“No Brasil, a competência crescente em ciência e tecnologia não está separada, ou em oposição, aos recursos naturais, e sim integralmente ligada a eles”, afirma a Introdução.</p>
<p><strong>Mapeamento</strong></p>
<p>O segundo capitulo, Mapping, apresenta a economia brasileira, delineia brevemente a história da ciência e tecnologia no País, descreve o sistema de inovação brasileiro, destacando as instituições federais, as leis de inovação e de incentivos fiscais, o Plano de Ação em Ciência e Tecnologia e a Política de Desenvolvimento Produtivo. Ao falar do financiamento, apresenta os números do dispêndio em pesquisa e desenvolvimento em relação ao PIB e compara os investimentos federais aos estaduais.</p>
<p>Também alinha os dados sobre publicações científicas, produção das principais universidades e patentes.</p>
<p>Finalmente,destaca áreas de pesquisa: biocombustíveis, pesquisa em biodiversidade, nanotecnologia e pesquisa em células tronco.</p>
<p><strong>Pessoas</strong></p>
<p>No capítulo seguinte, sobre recursos humanos, o relatório aponta a necessidade de aumentar a quantidade de cientistas trabalhando na indústria. Também sugere a necessidade de atrair os brasileiros altamente qualificados que estejam trabalhando no exterior, embora reconheça a importância da presença deles em grandes centros de pesquisa, como colaboradores para os cientistas no Brasil. Chama a atenção também para a necessidade de diminuição da desigualdade social.</p>
<p><strong>Lugares</strong></p>
<p>Desigualdade também é tema do capitulo quatro, Lugares (Places).</p>
<p>Depois de apresentar dados gerais sobre diferenças regionais brasileiras, o relatório destaca <em>hotspots</em>:</p>
<ul>
<li>No Sudeste, São Paulo (definido com “um outro país”, onde, quando se tratade C&#38;T, “não apenas gasta e produz mais, como gasta e produz exponencialmente mais”);</li>
<li>Rio de Janeiro (“conhecido pelas praias e pelo fio dental, mas também um dos mais fortes centrosde ciência e tecnologia do País”);</li>
<li>Minas Gerais (em que o destaque é a cidade de Santa Rita do Sapucaí);</li>
<li>no Sul, Curitiba e Florianópolis;</li>
<li>no Nordeste, o estado de Pernambuco;</li>
<li>no Norte,a cidade de Manaus.</li>
<li>Também Brasília recebeu menção especial no relatório.</li>
</ul>
<p><strong> Empresas</strong></p>
<p>Três empresas são destacadas no estudo: Petrobras, Embrapa e Natura; Vale, Gerdau e Embraco, são também mencionadas como “heróis feitos em casa”.</p>
<p>O texto lamenta que sejam poucas as empresas que inovam; e apresenta três “fatores históricos” que explicariam a ‘performance de inovação desapontadora’:</p>
<ol>
<li>o fato de a estrutura da economia ser dominada por pequenas empresas familiares;</li>
<li>a política de substituição de importações dos anos 60-70-80;</li>
<li>as conseqüências do período de instabilidade econômica e política.</li>
</ol>
<p>Estabelecido o diagnóstico, o texto avalia como positivas as políticas e estratégias do governo; observa que há incertezas no quadro regulatório e na implementação.</p>
<p>Finalmente, em resposta a uma questão sobre as perspectivas para o aparecimento de mais empresas inovadoras de grande porte, o relatório chama a atenção, positivamente, para incubadoras, para o aumento da disponibilidade do capital de risco; do lado negativo, para a dificuldade para a abertura de firmas e a falta de uma cultura de empreendedorismo.</p>
<p><strong>Cultura</strong></p>
<p>O capítulo sobre cultura traça um quadro contraditório do ideário dos brasileiros no Brasil. Com base, principalmente, em dados da organização norte americana Pew Research, a Demos descreve o País como conservador e despreconceituoso; preocupado com a preservação do meio ambiente; mais partidário do que contrário à globalização; de opinião favorável à ciência.</p>
<p>A diversidade étnica e cultural da população é destacada no relatório como fonte de criatividade – vantajosa para a criação de inovações.</p>
<p>O relatório também menciona como positivas algumas iniciativas de inclusão social.</p>
<p>No parágrafo final, a consultoria avalia que a cultura brasileira, sua diversidade e criatividade, combinada com a singularidade de ter desenvolvido um sistema de inovação baseado em seus recursos naturais, pode fazer do País um lugarem que “a vasta maioria da população veja a si própria como contribuindo para um futuro mais inovador, próspero e sustentável”.</p>
<p><strong>Colaboração</strong></p>
<p>As dificuldades para a pesquisa conjunta internacional em biodiversidade, resultado da inexistência de legislação clara parao acesso aos recursos genéticos e biológicos, abrem o capitulo sobre Colaboração.</p>
<p>No entanto, o relatório reconhece que a colaboração internacional cresce a uma taxa “saudável” ainda que, de acordo com os dados apresentados, venha existindo uma redução leve no numero de artigos publicados resultantes de cooperação entre cientistas brasileiros e estrangeiros.</p>
<p>Com base em dados da National Science Foundation, a agência de financiamento à pesquisa dos EUA, o relatório afirma que a colaboração dos cientistas brasileiros é maior com os norte americanos, embora ligeiramente menor do que a mantida com os países da União Européia tomados em conjunto.</p>
<p>O relatório detalha as relações de cooperação entre o Brasil e os EUA,França, Alemanha, Japão; Reino Unido e União Européia.</p>
<p>Também informa sobre a cooperação sul-sul, classificada como “uma nova onda surgindo no Brasil”; e salienta as parcerias com países africanos e com a China, em assuntos como pesquisa em agricultura e doenças infecciosas.</p>
<p>Adicionalmente, o texto diferencia a posição do Brasil em relação àquela da Índia e da China – enquanto os dois últimos são retratados como uma ‘ameaça’, o Brasil é visto como “uma potencia mais ocidental”.</p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p>A autora menciona, para finalizar, dois versos do Hino Nacional que a seu ver retratam dualidade que marca a trajetória de nosso país: o primeiro, que constata ser o Brasil “gigante pela própria natureza”; e o segundo , “O teu futuro espelha essa grandeza”, que só o tempo poderá confirmar.</p>
<p><em>Para acessar o relatório completo, clique <a title="Relatório DEMOS" href="http://www.demos.co.uk/files/Brazil_NKE_web.pdf" target="_blank">AQUI</a></em><br />
<a href="http://blogactionday.org"><img src="http://blogactionday.s3.amazonaws.com/banners/88x31.jpg" alt="" /></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Catalisador de baixo custo transforma etanol em hidrogênio]]></title>
<link>http://hrcastro.wordpress.com/?p=590</link>
<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 22:22:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>Henrique Castro</dc:creator>
<guid>http://hrcastro.wordpress.com/2008/09/08/catalisador-de-baixo-custo-transforma-etanol-em-hidrogenio/</guid>
<description><![CDATA[Pesquisadores descobriram como converter o etanol e outros biocombustíveis em hidrogênio de forma ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Pesquisadores descobriram como converter o etanol e outros biocombustíveis em hidrogênio de forma muito eficiente, atingindo até 90% de rendimento, utilizando ingredientes baratos e em um processo que funciona a baixas temperaturas.</p>
<p style="text-align:justify;">Leia <a href="http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=catalisador-de-baixo-custo-transforma-etanol-em-hidrogenio&#38;id=010115080903" target="_blank">aqui</a> a matéria completa.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Fonte</strong>: site Inovação Tecnológica</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Biocombustíveis fomentam neocolonialismo]]></title>
<link>http://raivaescondida.wordpress.com/?p=3370</link>
<pubDate>Sun, 07 Sep 2008 14:47:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>raiva</dc:creator>
<guid>http://raivaescondida.wordpress.com/2008/09/07/biocombustiveis-fomentam-neocolonialismo/</guid>
<description><![CDATA[Biocombustíveis fomentam neocolonialismo



José Bové foi condenado a pagar uma multa de 18000 eu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h2 class="title">Biocombustíveis fomentam neocolonialismo</h2>
<div class="title" style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://bp3.blogger.com/_oshdZv5Zmxc/RzppnTQW_qI/AAAAAAAABz4/DAkfhefWyWA/s400/biocombustiveis.jpg" alt="" width="300" height="300" /></div>
<ul>
<li>
<h2 style="text-align:justify;">José <span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.lemonde.fr/sciences-et-environnement/article/2008/09/04/faucheurs-volontaires-lourde-amende-pour-jose-bove_1091642_3244.html">Bové foi condenado a pagar uma multa de 18000 euros</a></span>, que pode ser subsituída por 6 meses na prisão. Tudo porque liderou a destruição de um campo de milho transgénico da Pioneer perto de Toulouse, em Julho de 2006</h2>
</li>
<li>
<h2 style="text-align:justify;">A África está a tornar-se um campo de batalha para os biocombustíveis, diz a revista alemã <span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.spiegel.de/international/world/0,1518,576548,00.html">Spiegel</a></span>. Várias empresas do Reino Unido, da Holanda, dos EUA, Suécia, Japão e Canadá têm investido em vários países no plantio de jatrofá e outras culturas para produzir combustíveis. Conseguem tudo através de muita promessa de empregos, escolas, farmácias, etc. Há governos que cedem gratuitamente enormes extensões de terras por 99 anos. Até agora muito poucos viram sequer um pouquinho das promessas feitas, com a agravante de terem visto as zonas cedidas totalmente vedadas e as comunidades deslocalizadas para terras pobres. Independentemente do neocolonialismo que este negócio poderá ressuscitar e fomentar, dizem os técnicos do Banco Mundial que a produção massiva de biocombustíveis vai provocar uma explosão no aumento dos preços dos alimentos.</h2>
</li>
<li>
<h2 style="text-align:justify;">A gigante dos transgénicos <span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.tradingmarkets.com/.site/news/Stock%20News/1857737/">Monsanto continua a intimidar agricultores do Missouri pelo crime de terem alegadamente guardado sementes para futuras sementeiras</a></span>. Tudo por causa de alegadas violações das patentes daquela marca.</h2>
</li>
<li>
<h2 style="text-align:justify;">O município de San Ramón (27.000) transformou-se no <span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.rebelion.org/noticia.php?id=72205&#38;titular=san-ram%F3n:-primer-municipio-de-nicaragua-libre-de-transg%E9nicos-">primeiro livre de transgénicos na Nicarágua</a></span> e o quinto de toda a América Central, após idêntica decisão tomada por 4 municípios da Costa Rica.</h2>
</li>
<li>
<h2 style="text-align:justify;">Na Austrália, a <span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.abc.net.au/news/stories/2008/09/05/2356949.htm">bactéria E Coli foi detectada em 7 dos 13 reservatórios</a></span> que abastecem Queensland de água.</h2>
</li>
</ul>
<h2><br class="clear" /></h2>
<div class="otherInfo"><strong></strong><a rel="tag" href="http://ondas3.blogs.sapo.pt/tag/%C3%A1gua"></a></div>
<p><br class="clear" /> Publicado por OLima <a href="http://ondas3.blogs.sapo.pt/">Ondas3</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Autarquias terão isenção fiscal no biocombustível]]></title>
<link>http://energiasrenovaveis.wordpress.com/?p=428</link>
<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 16:12:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>Vasco</dc:creator>
<guid>http://energiasrenovaveis.wordpress.com/2008/09/04/autarquias-terao-isencao-fiscal-no-biocombustivel/</guid>
<description><![CDATA[O Governo aprovou, esta quinta-feira em Conselho de Ministros, um diploma que permite às autarquias]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">O Governo aprovou, esta quinta-feira em Conselho de Ministros, um diploma que permite às autarquias e empresas produzir biocombustível nos transportes.</p>
<p style="text-align:justify;">Este pode ter origem no aproveitamento de matérias residuais, nomeadamente óleos alimentares usados no sector doméstico.</p>
<p style="text-align:justify;">«As autarquias locais poderão, a partir de agora, não apenas passar a produzir biocombustível, mas também a beneficiar do regime de isenção fiscal em vigor aplicável aos pequenos produtores dedicados deste tipo de biocarburante», revela em comunicado.</p>
<p style="text-align:justify;">«O biocombustível produzido será destinado exclusivamente à colocação em frota própria ou, a título não oneroso, em frotas de entidades sem finalidades lucrativas».</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=987796&#38;div_id=1730">Agência Financeira</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sistema alimentar na era pós-petrolífera]]></title>
<link>http://outrapolitica.wordpress.com/?p=1944</link>
<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 02:50:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>Miguel Vieira</dc:creator>
<guid>http://outrapolitica.wordpress.com/2008/08/22/sistema-alimentar-na-era-pos-petrolifera/</guid>
<description><![CDATA[Miguel A. Altieri, Ecoblogue
A agricultura mundial está numa encruzilhada. A economia global impõe]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-1946" src="http://outrapolitica.wordpress.com/files/2008/08/miguel-altieri3.jpg" alt="" width="150" height="150" />Miguel A. Altieri, <a href="http://www.ecoblogue.net/index.php?option=com_content&#38;task=view&#38;id=1331&#38;Itemid=41">Ecoblogue</a></p>
<p>A agricultura mundial está numa encruzilhada. A economia global impõe procuras conflitantes sobre os 1,5 biliões de hectares cultivados. Não só se pede à terra agrícola que produza alimento suficiente para uma população crescente, mas também que produza biocombustíveis, e que faça isso de um modo que seja saudável para o meio ambiente, preservando a biodiversidade e diminuindo a emissão de gases de efeito estufa, e que, ainda, seja uma actividade economicamente viável para os agricultores.<!--more--></p>
<p>Essas pressões estão a desencadear uma crise sem precedentes no sistema alimentar global, que já começa a manifestar-se em protestos por escassez de alimentos em muitos países da Ásia e da África. De facto, há 33 países à beira da instabilidade social devido à falta e ao preço dos alimentos. Essa crise que ameaça a segurança alimentar de milhões de pessoas é o resultado directo do modelo industrial de agricultura, que não só é perigosamente dependente de hidrocarbonetos, mas tem, ainda, tornado-se a maior força antrópica modificadora da biosfera. As crescentes pressões sobre a área agrícola -que está a reduzir-se- estão a minar a capacidade da natureza de suprir as procuras da humanidade quanto a alimentos, fibras e energia. A tragédia é que a população humana depende dos serviços ecológicos (ciclos de água, polinizadores, solos férteis, clima local benevolente, etc.) que a agricultura intensiva continuamente empurra para além de seus limites.</p>
<p>Antes do fim da primeira década do século XXI, a humanidade está a tomar consciência rapidamente de que o modelo industrial capitalista de agricultura dependente de petróleo não funciona mais para suprir os alimentos necessários. Os preços inflacionários do petróleo inevitavelmente aumentam os custos de produção e os preços dos alimentos subiram a tal ponto que hoje um dólar compra 30% menos alimento do que há um ano. Uma pessoa na Nigéria gasta 73% do seu rendimento em alimento, no Vietname 65% e na Indonésia 50%. Essa situação está a piorar rapidamente, na medida em que a terra agrícola vai sendo destinada para biocombustíveis e na medida em que a mudança climática afecta o rendimento da terra pelas estiagens ou inundações.</p>
<p>Expandir terras agrícolas destinadas a biocombustíveis ou cultivos transgénicos, que já tomam 120 milhões de hectares, vai exacerbar os impactos ecológicos de monocultivos que continuamente degradam os serviços da natureza. Além disso, a agricultura industrial hoje contribui com mais de 1/3 das emissões globais de gases de efeito estufa, especialmente metano e óxidos nitrosos. Continuar com esse sistema degradante, como promove um sistema económico neoliberal, ecologicamente desonesto por não reflectir as externalidades ambientais não é uma opção viável.</p>
<p>O desafio imediato de nossa geração é transformar a agricultura industrial e iniciar uma transição dos sistemas alimentares para que não dependam de petróleo.</p>
<p>Precisamos de um paradigma alternativo de desenvolvimento agrícola, que propicie formas de agricultura ecológica, sustentável e socialmente justa. Redesenhar o sistema alimentar para formas mais equitativas e viáveis para agricultores e consumidores vai requerer mudanças radicais nas forças políticas e económicas que determinam o que vai ser produzido, como, onde e para quem. O livre comércio sem controle social é o principal mecanismo que está a expulsar os agricultores das suas terras e é o principal obstáculo para alcançar desenvolvimento e uma segurança alimentar local. Só desafiando o controle que as empresas multinacionais exercem sobre o sistema alimentar e o modelo agroexportador patrocinado pelos governos neoliberais será possível deter a espiral de pobreza, fome, migração rural e degradação ambiental.</p>
<p>O conceito de soberania alimentar, tal como é promovido pelo movimento mundial de pequenos agricultores, a Via Campesina, constitui a única alternativa viável para o sistema alimentar em colapso, que simplesmente falhou em seu cálculo de que o livre comércio internacional seria a chave para solucionar o problema alimentar mundial. Pelo contrário, a soberania alimentar enfatiza circuitos locais de produção-consumo e acções organizadas para obter acesso à terra, água, agrobiodiversidade, etc., recursos fundamentais que as comunidades rurais devem controlar para conseguir produzir alimentos com métodos agroecológicos.</p>
<p>Não há dúvida que uma aliança entre agricultores e consumidores é de importância estratégica. Ao mesmo tempo que os consumidores devem descer na cadeia alimentar ao consumir menos proteína animal, precisam tomar consciência de que sua qualidade de vida está intimamente associada ao tipo de agricultura que é praticada nos cordões verdes que circundam povoados e cidades, não só pelo tipo e qualidade de cultivos que aí são produzidos, mas pelos serviços ambientais, como qualidade da água, microclima e conservação da biodiversidade, etc., que esta agricultura multifuncional proporciona.</p>
<p>Mas a multifuncionalidade só emerge quando as paisagens estão dominadas por centenas de sítios pequenos e biodiversos, que, como os estudiosos demonstram, podem produzir entre duas e dez vezes mais por unidade de área do que as fazendas de grande escala. Nos Estados Unidos os agricultores sustentáveis, em sua maioria pequenos e médios agricultores, geram uma produção total maior que os monocultivos extensivos, e fazem isso reduzindo a erosão e conservando melhor a biodiversidade. As comunidades rodeadas por pequenos sítios apresentam menos problemas sociais (alcoolismo, drogadição, violência familiar, etc.) e economias mais saudáveis que comunidades rodeadas por fazendas grandes e mecanizadas.</p>
<p>No estado de São Paulo, no Brasil, cidades rodeadas por grandes extensões de cana-de-açúcar são mais quentes do que cidades rodeadas por propriedades médias e diversificadas. Deveria ser óbvio, então, para os consumidores urbanos, que comer constitui ao mesmo tempo um ato ecológico e político, pois ao comprar alimentos em mercados locais ou feiras de agricultores, há um retorno a um modelo de agricultura adequada para a era pós-petroleira, enquanto ao comprar nas grandes redes de supermercados, perpetua-se o modelo agrícola não sustentável.</p>
<p>A escala e urgência do desafio que a humanidade enfrenta é sem precedentes e o que é preciso fazer é ambiental, social e politicamente possível. Erradicar a pobreza e a fome mundial requer um investimento anual de aproximadamente 50 bilhões de dólares, uma fração se comparado com o orçamento militar mundial, que chega a mais de um trilhão de dólares por ano. A velocidade com que essa mudança deve ser implementada é muito rápida, mas o que está em questão é se existe realmente vontade política de transformar radical e velozmente o sistema alimentar, antes que a fome e a insegurança alimentar alcancem proporções planetárias irreversíveis.</p>
<p>* Miguel A. Altieri é professor na Universidade da Califórnia (Berkeley) e membro da Sociedade Científica Latino-americana de Agroecologia (SOCLA). Tradução: Naila Freitas / Verso Tradutores</p>
<p>(Envolverde/Agência Carta Maior)</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Estudo indica que algas podem ser o biocombustível do futuro]]></title>
<link>http://henriquecortez.wordpress.com/?p=259</link>
<pubDate>Thu, 21 Aug 2008 03:43:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>Henrique Cortez</dc:creator>
<guid>http://henriquecortez.wordpress.com/2008/08/21/estudo-indica-que-algas-podem-ser-o-biocombustivel-do-futuro/</guid>
<description><![CDATA[Algas são minúsculas fábricas biológicas, que usam a fotossíntese para transformar o dióxido d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Algas são minúsculas fábricas biológicas, que usam a fotossíntese para transformar o dióxido de carbono e a luz solar em energia, de forma tão eficiente que podem duplicar o seu peso várias vezes ao dia.</p>
<p><img src="http://www.virginia.edu/uvatoday/uploads/news_release/5985_photo_1_low_res" alt="" /><br />
<em>Professores de Engenharia Ambiental da Universidade de Virgínia Andres Clarens (centro) e Lisa Colosi (direita), com o professor Mark White pesquisam como as algas podem oferecer o biocombustível do futuro . Foto de Melissa Maki.</em></p>
<p>Como parte do processo da fotossíntese algumas algas podem produzir óleos combustíveis, podendo produzir 15 vezes mais óleo por hectare do que outras plantas usadas para os biocombustíveis, como o milho e switchgrass. As algas podem crescer em água salgada, doce ou até mesmo em águas contaminadas, no mar ou em lagoas e em terras que não servem para a produção de alimentos. Por Henrique Cortez, do <strong><a href="http://www.ecodebate.com.br/">Ecodebate</a></strong>.</p>
<p><!--more-->Além destas vantagens, as algas - pelo menos em teoria - devem crescer ainda mais quando recebem "alimentação" extra de dióxido de carbono (o principal gás com efeito de estufa) e de materiais orgânicos, como esgoto. Se assim for, as algas poderiam produzir biocombustíveis enquanto realizam a "limpeza" de outros problemas.</p>
<p>"Temos que provar essas duas coisas para mostrar que realmente tornaram-se um almoço grátis", diz Lisa Colosi, professora de engenharia civil e ambiental que faz parte de uma pesquisa interdisciplinar da <a href="http://www.virginia.edu/uvatoday/newsRelease.php?id=5985">Universidade de Virginia</a>. </p>
<p>O interesse científico, em produzir combustíveis a partir de algas, começou na 1950, diz Colosi. A maior parte das pesquisas anteriores sobre algas biocombustíveis, disse ela, utilizaram algas de uma forma semelhante ao seu estado natural - essencialmente cresceram na água apenas com a ocorrência natural de dióxido de carbono e luz solar. Esta abordagem resultou em um nível bastante baixo rendimento de óleo - cerca de 1 % do peso das algas.</p>
<p>A nova pesquisa formula a hipótese de que a alimentação das algas com mais dióxido de carbono e e mais material orgânico pode contribuir para melhorar o rendimento em produção de óleo em mais de 40%, em peso.</p>
<p>Provando que as algas podem prosperar, com um aumento de insumos, quer de dióxido de carbono ou de água sem tratamento de esgoto sólidos, criará um novo ramo de ecologia industrial, ajudando com o tratamento de águas residuais, ao mesmo tempo em que reduzem as emissões de dióxido de carbono.</p>
<p>"O principal princípio da ecologia industrial é o de tentar usar os nossos resíduos e produtos para produzir algo de valor", disse Colosi.</p>
<p>O co-autor do estudo, Mark White, professor da McIntire School of Commerce, ajudará a equipe a quantificar os benefícios ambientais e económicos das algas biocombustíveis em relação aos biocombustíveis à base de soja. O terceiro pesquisador, Andres Clarens, professor de engenharia civil e ambiental, desenvolverá a experiência de separar o óleo produzido pelas algas.</p>
<p>A equipe irá experimentar em pequena escala - alguns litros de alga de cada vez. Eles procuram metodos e modelos para otimizar a produção de óleo combustível através de uma abordagem pragmática de engenharia.</p>
<p>Algumas destas questões pragmáticas podem ter sido tratadas pelas diferentes empresas privadas, incluindo as gigantes da indústria petrolífera Chevron e Shell, que já estão pesquisando algas combustíveis, mas o desenvolvimento de uma nova pesquisa e um relatório científico sobre estes fundamentos será um grande benefício para os outros investigadores que procuram o desenvolvimento de algas biocombustíveis.</p>
<p>O conceito base da tecnologia já chamou a atenção de empresas, como pode conferido na matéria "<a href="http://www.ecodebate.com.br/index.php/2008/05/31/empresa-americana-afirma-poder-transformar-algas-em-gasolina/">Empresa americana afirma poder transformar algas em gasolina</a>", de 31/05/2008. </p>
<p>[<a href="http://www.ecodebate.com.br/index.php/2008/08/21/estudo-indica-que-algas-podem-ser-o-biocombustivel-do-futuro/">Ecodebate</a>, 21/08/2008]</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Crise de alimentos? ]]></title>
<link>http://outrapolitica.wordpress.com/?p=1862</link>
<pubDate>Wed, 20 Aug 2008 04:26:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>maritamari</dc:creator>
<guid>http://outrapolitica.wordpress.com/2008/08/20/crise-de-alimentos/</guid>
<description><![CDATA[William Luiz da Conceição, Correio da Cidadania, 18 de agosto de 2008
Há mais de quatro meses o m]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://outrapolitica.files.wordpress.com/2008/08/crise-dos-alimentos.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1865" src="http://outrapolitica.wordpress.com/files/2008/08/crise-dos-alimentos.jpg?w=300" alt="" width="300" height="187" /></a>William Luiz da Conceição, <a href="http://www.correiocidadania.com.br/content/view/2210/47/">Correio da Cidadania</a>, 18 de agosto de 2008</p>
<p>Há mais de quatro meses o mundo se vê apreensivo por conta de uma supostamente grave e aguda crise de alimentos, que afeta principalmente os países taxados como "subdesenvolvidos ou atrasados", mesmo tendo estes as maiores áreas plantáveis do mundo. Segundo o relatório de Direitos Humanos da ONU, mais de 100 mil pessoas, em especial crianças e idosos, morrem de fome todos os dias.<!--more--></p>
<p>No Brasil, além do aumento no preço de alimentos básicos e mais utilizados pela maioria da população, como o arroz e o feijão, parece que o fantasma do passado chamado inflação começa a atormentar novamente. Num supermercado em Joinville, um quilo de feijão "carioquinha" chegou a custar 10 reais no mês de julho.</p>
<p>A grande mídia, principalmente a Rede Globo e seu jornalismo, omite os debates acerca desse problema de alimentos realizando matérias superficiais que mais confundem do que esclarecem a população, informando que o problema é de falta de alimentos, o que não é verdade, porque a produção mundial cresceu 4% na safra 2006/07 e a produção de milho cresceu 24% em todo o planeta. "Com os recursos naturais que temos, bem como a produção já disponível, poderíamos alimentar sem problemas 12 bilhões de pessoas. Quase o dobro da população mundial atual, que é de 6,2 bilhões", comenta o presidente da FAO, Jacques Diouf. Então, quais os verdadeiros motivos para essa "crise de alimentos"?.</p>
<p>A crise da produção de alimentos é conseqüência da liberação geral do comércio de produtos agrícolas, possibilitando que as empresas transnacionais como Bunge, Monsanto, Cargill, ADM, Nestlé, Unilever, Syngenta, Coca-Cola, Parmalat, Danone, Ralston Purina e outras controlem a produção e o comércio dos principais produtos agrícolas (sementes, fertilizantes e maquinários). É também fruto das políticas neoliberais iniciadas na década de 90 e fortalecidas nos governos FHC e Lula, que estão tirando a capacidade do Brasil de produzir alimentos que nossa população necessita graças a uma política voltada ao agronegócio e à monocultura, principalmente da cana-de-açúcar e da soja para exportação, e tendo o mercado (multinacionais, latifundiários e especuladores) controlado as bolsas de produtos agrícolas, de compra e venda atual, possuindo assim o poder de manipular os preços de alimento básicos, sem benefício algum aos pequenos e médios agricultores e também aos camponeses (maiores produtores de alimentos, responsáveis por cerca de 65% do total consumido internamente). São esses e os mais pobres que acabam como as maiores vítimas mundiais.</p>
<p>"A fome e a desnutrição não são efeitos de fatalidade ou de eventos geográficos. Ela é resultado da exclusão de milhões de pessoas do acesso à terra, à água, às sementes, dos conhecimentos e bens da natureza para produzirem sua própria existência. Ela é resultado das políticas impostas pelos países desenvolvidos, por suas transnacionais e seus aliados nos países pobres do sul, na perspectiva de manter a continuidade da hegemonia política, econômica, cultural e militar sobre o atual processo de reestruturação econômica global". Assim declara o relator de direitos da alimentação das Nações Unidas, sr. Jean Zigler.</p>
<p>Ainda no atual momento, discutem-se os problemas e contribuições dos agrocombustíveis na crise e, segundo o relator da ONU para os Direitos Humanos, "a expansão do cultivo dos agrocombustíveis é uma temeridade, substitui os alimentos, eleva os preços e se constitui num crime contra os pobres". Na região centro-sul do Brasil, maior defensor internacional do etanol, já se vê a cana-de-açúcar substituindo as lavouras de milho, mandioca e feijão, assim como a pecuária de leite e a pecuária de corte. O governo Lula dá a seguinte explicação sobre o aumento dos preços: "A culpa é dos subsídios que os governos dos países ricos dão aos seus produtores. Se caíssem os subsídios, os agricultores do sul poderiam aumentar sua produção e exportar para eles a menor preço". O presidente critica outros países por protegerem seu mercado e investirem em seus produtores, mas por que não faz o mesmo no Brasil?</p>
<p>Portanto, não há uma crise de alimentos. Há uma situação de aumento especulativo dos preços, que não está relacionada com a oferta e a procura. A causa da fome e da desnutrição está relacionada com a distribuição de renda nos países, com a oportunidade de trabalho e, fundamentalmente, com a falta de políticas que estimulem e garantam a produção agrícola. Hoje, as 255 maiores fortunas pessoais do mundo somadas são equivalentes a toda a renda de 2,5 bilhões de pessoas, ou seja, acumulam o mesmo que 40% de toda população mundial. Nos últimos 5 anos, não houve diminuição da produção, pelo contrário, a produção seguiu crescendo mais do que a população do planeta.</p>
<p>Também o modo de produção agrícola baseado no uso intensivo de fertilizantes químicos, agrotóxicos e a mecanização intensiva (Revolução Verde) têm afetado o equilíbrio e a fertilidade dos solos, além de ameaçar a água potável. Devido a essas técnicas que exigem irrigação intensa, hoje se consome 70% de toda água potável do mundo na agricultura. Estima-se que desde a Revolução Verde (monocultura de pinos, eucalipto etc.), cerca de 45 milhões de hectares tenham sidos danificados, bem como há hoje, no mundo, 1,6 bilhões de pessoas que não têm acesso à água necessária. Esse modelo tecnológico está fadado ao fracasso em todo planeta.</p>
<p>A Via Campesina Internacional, através dos movimentos sociais, entrega propostas para a saída dessa "crise" e pontua algumas necessidades, como a de reconstruir as economias baseadas em políticas que busquem e incentivem a soberania alimentar de cada país; regular e controlar o mercado internacional de produtos agrícolas e aplicar direitos básicos; garantir e estimular a produção de alimentos entre seus principais produtores - os camponeses; impedir que a OMC (Organização Mundial do Comércio) siga ditando normas para o comércio agrícola mundial; realizar a reforma agrária nos países nos quais as terras não foram democratizadas.</p>
<p>É necessário que os estados retomem com todas as forças as políticas agrícolas públicas, porém agora voltadas apenas para a agricultura camponesa, tendo como principais políticas agrícolas necessárias o crédito rural subsidiado na produção, garantia de compra da produção camponesa, seguro agrícola, assistência técnica, extensão rural do Estado (gratuita), sistema de armazenamento público e a subordinação da produção de agrocombustíveis às políticas de soberania alimentar e energética, ou seja, que não substitua áreas de produção de alimentos e nem afete biomas e ecossistemas ricos como a Amazônia, mas que seja combinada em pluricultura. Assim, cada comunidade pode produzir, sem monocultivo, a energia e o alimento de que precisam para seu bem-estar.</p>
<p>Willian Luiz da Conceição é militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra em Santa Catarina.</p>
<p>Contato: ligaspartakus@gmail.com</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[As fontes de biocombustíveis do Reino Unido são, em grande parte, sem controle de sustentabilidade]]></title>
<link>http://henriquecortez.wordpress.com/?p=238</link>
<pubDate>Mon, 18 Aug 2008 03:55:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>Henrique Cortez</dc:creator>
<guid>http://henriquecortez.wordpress.com/2008/08/18/as-fontes-de-biocombustiveis-do-reino-unido-sao-em-grande-parte-sem-controle-de-sustentabilidade/</guid>
<description><![CDATA[
O Reino Unido aumentou a importação de biocombustíveis, mas, em geral, ainda não consegue avali]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.ecodebate.com.br/blog/foto/biocom2.jpg" alt="" /><br />
O Reino Unido aumentou a importação de biocombustíveis, mas, em geral, ainda não consegue avaliar os verdadeiros custos ambientais e sociais destes combustíveis. Por Henrique Cortez, do <strong><a href="http://www.ecodebate.com.br/">EcoDebate</a></strong>.</p>
<p><!--more-->No primeiro <strong><a href="http://www.dft.gov.uk/rfa/_db/_documents/RFA_monthly_report_Apr_May_2008.pdf">relatório</a></strong>, desde que o governo britânico determinou que, pelo menos, 2,5% do combustível utilizado no transporte rodoviário fosse fornecido por biocombustíveis, a <a href="http://www.dft.gov.uk/rfa/">Renewable Fuels Agency</a>, agência encarregada do monitoramento da determinação, reconheceu que os fornecedores têm sido incapazes de provar os métodos de produção para 80% do biodiesel e do etanol consumidos no país. </p>
<p>O governo do Reino Unido definiu que, até o final de 2008, 30% dos biocombustíveis consumidos no país devem respeitar normas ambientais e sociais. As normas foram concebidas para garantir que a produção de combustíveis não resulte em perda da biodiversidade, emissão de CO2, degradação do solo, emissão de poluentes ou resulte de violações de direitos humanos e dos direitos dos trabalhadores. </p>
<p>Durante o primeiro mês de vigência da determinação - entre abril e maio deste ano - apenas 19 por cento dos fornecedores comprovou o cumprimento da norma.</p>
<p>A determinação é parte de uma diretiva da União Europeia para que, em 2020, os biocombustíveis atendam 10% do abastecimento de combustível da região. Os países europeus defendem os biocombustíveis como uma ferramenta para diminuir as suas emissões de gases de estufa, principalmente diante da meta de reduzir as emissões em 20% até 2020.</p>
<p>Mas dois <a href="http://www.worldwatch.org/node/5616">estudos</a> publicados na revista Science, sugerem que se os habitats naturais são convertidos para atividades agrícolas, visando a produção de biocombustíveis, o carbono liberado supera as emissões de dióxido de carbono que os biocombustíveis pretendiam evitar. </p>
<p>O relatório britânico afirma que quase metade do biodiesel importado pelo país, de abril-maio/08, era produzido com derivados de soja. Quase um terço da importação veio dos EUA e cerca de 3% a partir de regiões tropicais como o Brasil, Indonésia e Malásia (o restante foi produzido pela Alemanha, Canadá ou fontes domésticas). O biodiesel importado da Malásia cumpriu a maioria das normas, mas, no caso da Indonésia, apenas metade das importações atendeu a alguma das normas. Os fornecedores brasileiros não demonstraram o cumprimento de quaisquer das normas exigidas para sustentabilidade. O relatório afirma que 50% das importações foram de regiões desconhecidas ou não comprovadas.</p>
<p>A Renewable Fuels Agency também foi incumbida de monitorar as emissões evitadas de gases de estufa pelo uso de biocombustíveis, em substituição aos combustíveis fósseis. Para os 87 milhões de litros de biocombustíveis utilizados no Reino Unido, em abril e maio, a emissão evitada correspondeu a 42% das emissões que, de outra forma, teriam sido liberadas mediante queima de combustíveis fósseis. No entanto, este valor exclui as emissões indiretas da conversão habitats naturais para áreas agrícolas, tais como a remoção de pastos ou florestas para a produção de biocombustíveis. </p>
<p>Em reação ao relatório, diversos grupos ambientalistas reiteraram sua crescente oposição aos biocombustíveis. "A admissão chocante de que somos incapazes de identificar a origem de quase metade dos biocombustíveis utilizados no Reino Unido significa que o governo não pode assegurar ao povo britânico que os biocombustíveis, que abastecem seus carros, não foram produzidos com a destrução de florestas tropicais", disse Asad Rehman, da ONG Friends of the Earth-UK.</p>
<p>Políticos europeus estão mostrando sinais de que eles podem relaxar a meta da UE para a substituição dos combustíveis fósseis por biocombustíveis, em parte devido às suspeitas de que a utilização de mais terras agrícolas, para produção de combustíveis, contribuiu para a forte subida dos preços dos alimentos. Países europeus estão preparando critérios mais rigorosos de sustentabilidade para os biocombustíveis.</p>
<p>[<a href="http://www.ecodebate.com.br/index.php/2008/08/18/as-fontes-de-biocombustiveis-do-reino-unido-sao-em-grande-parte-sem-controle-de-sustentabilidade/">EcoDebate</a>, 18/08/2008]</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Comida ou combustível? - parte II]]></title>
<link>http://molotoversiondos.wordpress.com/?p=176</link>
<pubDate>Sat, 02 Aug 2008 14:59:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>José Henrique Lopes</dc:creator>
<guid>http://molotoversiondos.wordpress.com/2008/08/02/comida-ou-combustiveis-parte-ii/</guid>
<description><![CDATA[Acabo de ler uma notícia publicada pela Agência Carta Maior sobre a cerimônia de posse dos direto]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Acabo de ler uma notícia publicada pela <em>Agência Carta Maior</em> sobre a cerimônia de posse dos diretores da Petrobras Biocombustível. Até aí, nada de novo. Afinal, é óbvio saber que a maior estatal brasileira vai mergulhar de cabeça no mercado que se apresenta como o maior filão dos próximos anos.</p>
<p style="text-align:justify;">Agora, o que me impressionou foi saber que, segundo o presidente Lula, 58% de toda a matéria usada para produzir o combustível do século XXI sairá de propriedades em que se pratica a agricultura familiar. E pior: que a idéia conta com o aval do próprio Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras, e do ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, que presidente o conselho de administração da empresa recém-criada.</p>
<p style="text-align:justify;">Cabe lembrar que a agricultura familiar é responsável por plantar e colher 70% de toda a comida que nós, brasileiros, consumimos. E que os barões do agronegócio, por outro lado, vivem de despejar commodities agrícolas no mercado internacional.</p>
<p style="text-align:justify;">Já faz tempo que os pequenos proprietários do país tentam chamar a atenção e os recursos do governo federal. E parece que o dinheiro, enfim, chegará.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas, em vez de investir em treinamento e infra-estrutura para potencializar a capacidade produtiva dos trabalhadores que colocam grãos, frutas e verduras nas nossas mesas, o governo usará os recursos que tem para bancar o cultivo de mamona, girassol, soja, algodão e tudo o que puder ser queimado para continuar a mover as engrenagens industriais brasileiras e estrangeiras.</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Governo cria a Petrobras Biocombustível]]></title>
<link>http://luishipolito.wordpress.com/?p=5365</link>
<pubDate>Fri, 01 Aug 2008 19:30:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>Illuminati</dc:creator>
<guid>http://luishipolito.wordpress.com/2008/08/01/governo-cria-a-petrobras-biocombustivel/</guid>
<description><![CDATA[AGÊNCIA CARTA MAIOR
Presidente Lula empossa diretoria da nova subsidiária no mesmo dia da inaugura]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#008000;"><strong>AGÊNCIA CARTA MAIOR</strong></span></p>
<p class="linhafina" style="text-align:justify;"><strong>Presidente Lula empossa diretoria da nova subsidiária no mesmo dia da inauguração da primeira das três usinas que a Petrobras está construindo no país para produzir biodiesel. Estimativa do governo é alcançar, com a nova empresa, a produção de 170 milhões de litros de biodiesel por ano.</strong></p>
<p class="headline-link" style="text-align:justify;"><strong>Maurício Thuswohl</strong></p>
<p class="texto" style="text-align:justify;">RIO DE JANEIRO – A promessa feita pelo governo de criar uma empresa para cuidar exclusivamente dos biocombustíveis começou a se tornar realidade na terça-feira (29), quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva empossou a diretoria da Petrobras Biocombustível. A posse do presidente e dos quatro diretores da nova subsidiária aconteceu na cidade de Candeias (BA), minutos depois da inauguração oficial da primeira das três usinas que a Petrobras está construindo no país para produzir biodiesel.</p>
<p style="text-align:justify;">Segundo a Petrobras, a usina instalada na Bahia tem capacidade para produzir 57 milhões de litros de biodiesel por ano, e está apta a trabalhar com matérias-primas de origem vegetal (mamona, girassol, soja, algodão, etc) e animal (sebo bovino, suíno ou de frango), além de óleos utilizados na fritura de alimentos. Com previsão de investimentos de US$ 1,5 bilhão até 2012, a Petrobras Biocombustível irá administrar duas outras usinas - em Quixadá (CE) e Montes Claros (MG) - que deverão entrar em operação até outubro. As três usinas, quando estiverem operando com capacidade completa, deverão alcançar a produção anual de 170 milhões de litros de biodiesel.</p>
<p style="text-align:justify;">O presidente da Petrobras Biocombustível é o ex-gerente de Abastecimento da Petrobras, Alan Kardec. Experiente na gestão de usinas, Kardec travou recentemente intensa disputa política pela Diretoria de Abastecimento da Petrobras, mas acabou vencido por Paulo Roberto Costa, que permaneceu no cargo com o apoio do PT. Na presidência da nova subsidiária, Kardec conta com o apoio de diversos partidos da base aliada, como PCdoB, PMDB e PP.</p>
<p style="text-align:justify;">A mistura de perfil técnico com apoio político também prevaleceu nas escolhas de Chanan Rubin (33 anos de Petrobras) para a Diretora Corporativa e Financeira, de Ricardo Castello Branco (31 anos de Petrobras) para a Diretoria Industrial e de Fernando Cunha (30 anos de Petrobras) para a Diretoria de Participações. Rubin e Castello Branco contam com a simpatia dos sindicalistas e petroleiros, e Cunha, que era gerente de biocombustíveis da área internacional da Petrobras, foi indicado pelo PTB.</p>
<p style="text-align:justify;">Para um lugar estratégico e que deve funcionar como o principal elo da nova empresa com a cadeia produtiva de biocombustíveis - a Diretoria de Desenvolvimento Agrícola e Suprimento, o presidente Lula já havia manifestado a intenção de nomear alguém de sua estrita confiança e de peso político. A escolha recaiu sobre o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rosseto, que já foi vice-governador do Rio Grande do Sul e tem grande experiência administrativa.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Agricultura familiar</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Durante a inauguração em Candeias, Lula lembrou que a agricultura familiar será responsável pelo fornecimento de 58% do total de matéria-prima comprada para o funcionamento da usina: “A agricultura familiar pode compatibilizar a produção do alimento que comemos com o combustível que precisamos para transportar esse alimento até aos consumidores brasileiros. Não há incompatibilidade. É só fazer um zoneamento agrícola correto, demarcar a área para cada coisa”, disse o presidente.</p>
<p style="text-align:justify;">Logo após a posse do presidente e dos diretores, aconteceu a primeira reunião do Conselho de Administração da Petrobras Biocombustível. Presidente do conselho, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, disse que a chegada da nova empresa vai permitir “um salto produtivo” para a agricultura familiar: “Estamos certos de que, com a Petrobras Biocombustível, os agricultores familiares passarão não somente a produzir mais oleaginosas para biocombustíveis, como também mais alimentos”, disse o ministro.</p>
<p style="text-align:justify;">O presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, anunciou que 28.922 produtores vinculados a cooperativas ou associações de agricultores familiares de 264 municípios da Bahia e de Sergipe já plantam girassol ou mamona para o suprimento da usina de Candeias. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a Petrobras forneceu 205,2 toneladas de sementes de mamona e girassol certificadas pela Embrapa para agricultores dos dois estados, além de contratar empresas de assistência técnica e extensão rural para orientar os agricultores durante o plantio e a colheita.</p>
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</item>
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<title><![CDATA[Biocombustíveis - Brasil Ecodiesel, primeira empresa a iniciar a produção em escala industrial, tornou-se uma espécie de xodó do presidente Luiz Inácio Lula da Silva]]></title>
<link>http://mineiroinformado.wordpress.com/?p=381</link>
<pubDate>Fri, 01 Aug 2008 17:41:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>METADATA</dc:creator>
<guid>http://mineiroinformado.wordpress.com/2008/08/01/biocombustiveis-brasil-ecodiesel-primeira-empresa-a-iniciar-a-producao-em-escala-industrial-tornou-se-uma-especie-de-xodo-do-presidente-luiz-inacio-lula-da-silva/</guid>
<description><![CDATA[Brasil Ecodiesel, primeira empresa a iniciar a produção em escala industrial, tornou-se uma espéc]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h2><strong><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;"><span style="font-size:xx-small;"><span class="textos2">Brasil Ecodiesel, primeira empresa a iniciar a produção em escala industrial, tornou-se uma espécie de xodó do presidente Luiz Inácio Lula da Silva</span></span></span></strong></h2>
<h3><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;"><span style="font-size:xx-small;"><span class="textos2">A mamona, esta plantinha simpática , tornou-se famosa nos primeiros anos do governo Lula por ser o símbolo do programa nacional do biodiesel. Foi graças à mamona que a Brasil Ecodiesel, primeira empresa a iniciar a produção em escala industrial, tornou-se uma espécie de xodó do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que esteve em quatro das cinco inaugurações de suas fábricas desde 2005. Naquela época, a Brasil Ecodiesel prometia ser uma potência do biodiesel, produzindo com base na agricultura familiar e em matérias-primas alternativas, como mamona e girassol. Mas as promessas não se cumpriram. Nos últimos meses, a estrela do biodiesel brasileiro mergulhou numa crise que a transformou num problema não só para seus executivos mas também para o mercado de combustíveis e o próprio governo. Por não cumprir os contratos de entrega do biodiesel vendido nos leilões da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), a Brasil Ecodiesel está a um passo de ser excluída das próximas licitações federais. Além disso, diversas falhas de documentação podem fazê-la perder o selo do governo que dá isenções tarifárias e acesso privilegiado aos leilões. Pressionada pela alta na matéria-prima e pelos baixos preços que estabeleceu para seu produto nos leilões, a Brasil Ecodiesel tem vivido os últimos seis meses com problemas de caixa — e de credibilidade. Nos últimos 12 meses, suas ações já perderam 70% do valor e a empresa vem tendo dificuldade em rolar suas dívidas. Na origem dessa situação estão, principalmente, erros de estratégia. Primeiro, a Brasil Ecodiesel apostou na formação de uma rede de mais de 120 000 agricultores familiares dispersos por todo o país e distantes dos maiores mercados consumidores. Seria o equivalente a administrar, sozinha, uma rede comparável à da cadeia inteira de produção de fumo no Brasil, que tem 170 000 produtores. Além disso, diferentemente de suas principais concorrentes, que compram matéria-prima de grandes cooperativas agrícolas, a companhia decidiu financiar diretamente os agricultores. Com o perdão do trocadilho, o uso da mamona também não se mostrou sustentável. A alta nos preços da planta fez com que 60% dos agricultores nordestinos que fornecem o produto à Brasil Ecodiesel simplesmente vendessem a quem pagasse mais caro, ignorando os contratos com a empresa. Para completar, a soja, base para 80% do biodiesel produzido no país, teve alta de mais de 50% desde o início do ano, o que implodiu a equação financeira da Brasil Ecodiesel. Em novembro, a empresa ganhou contratos para vender o combustível por 1,86 real o litro, preço considerado insustentável. "Ninguém entendeu como eles ofereceram isso. Só o litro do óleo da soja já tornava esse preço inviável", diz um concorrente. A Brasil Ecodiesel justificou a decisão pelo caráter estratégico do leilão. "Sabíamos que tais preços poderiam gerar baixa rentabilidade, mas as vendas eram estrategicamente importantes para a consolidação do setor. </span></span></span></h3>
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