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	<title>behaviorismo &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/behaviorismo/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "behaviorismo"</description>
	<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 03:26:45 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Behaviorismo - Rodrigo Fernandes]]></title>
<link>http://davidcorreiajunior.wordpress.com/?p=167</link>
<pubDate>Sun, 05 Oct 2008 11:16:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>davidcorreiajunior</dc:creator>
<guid>http://davidcorreiajunior.wordpress.com/2008/10/05/behaviorismo-rodrigo-fernandes/</guid>
<description><![CDATA[Rodrigo Fernandes
Meu celular é programado para me despertar de segunda a sexta às 06h30min da man]]></description>
<content:encoded><![CDATA[[caption id="attachment_169" align="alignnone" width="138" caption="Rodrigo Fernandes"]<a href="http://davidcorreiajunior.files.wordpress.com/2008/10/rodrigo1.jpg"><img class="size-full wp-image-169 " title="rodrigo1" src="http://davidcorreiajunior.wordpress.com/files/2008/10/rodrigo1.jpg" alt="" width="138" height="104" /></a>[/caption]
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Meu celular é programado para me despertar de segunda a sexta às 06h30min da manhã. (Estimulo). Porém, ao ter que levantar todos os dias neste mesmo horário, acordo naturalmente cinco minutos antes: esteja eu cansado ou não. (Resposta organísmica ao estímulo diário).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;"><span style="font-family:Arial;">Ao despertar neste horário as terças-feiras, (Aula de Estatística) eu resisto a ficar mais tempo na cama e a não me preocupar com o horário porque sou fortemente influenciado pelo desprazer da matéria. (Estímulo matéria X resposta resistência). </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;"><span style="font-family:Arial;">Exceto as terças-feiras, preciso estar pronto em vinte minutos para sair de casa às 06h50min, e, chegar a Av. Paulista, às 07h00 em ponto para pegar o ônibus deste neste horário. (Estimulo). Quando perco o ônibus das 07h00 por algum outro motivo, sou tomado por uma ansiedade extrema que acaba me trazendo outras complicações como: sentimento de culpa, stress, raiva, angústia entre outros sentimentos. (Sofrimento causado por conta do estímulo: atraso). (Resposta: sensação de mal estar).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><span> </span>Já na Universidade, na hora do intervalo, sem ainda saber o que comer e tomar,<span>  </span>acabo me deixando influenciar pela escolha de meus amigos e sucumbindo então ao desejo. O cheiro de algum alimento não antes pensado e<strong>/</strong>ou desejado por mim (Estimulo visual e olfativo) acaba me condicionando a comprá-los simplesmente por me sentir fortemente influenciado pelo ambiente externo. (Resposta).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Ao voltar para casa, (uma hora de viagem) me acomodo no ônibus para desfrutar de minha leitura diária. Contudo, muitas vezes sou interpelado pelo ambiente por conta da bagunça de alguns jovens que me acompanham às<strong> </strong>vezes, no mesmo trajeto. Ou seja, o meu êxito na leitura, depende única e exclusivamente do comportamento externo, caso contrário, acabo desistindo da leitura para me concentrar na conversa dos mesmos. (Estimulo: murmúrio coletivo). (Resposta: desistência da leitura).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Ao desistir da leitura por conta do estimulo externo, sou tomado por um sentimento intenso de dever não cumprido. Doravante, passo a acreditar que ao chegar a casa, colocarei em dia toda a minha leitura. O não cumprimento dos meus deveres para com a Universidade me traz sensação de ineficiência e mal estar. (Resposta ao estimulo da não leitura). Não obstante, ao chegar a casa, acabo sucumbindo ao desejo de descansar uma pouco para colocar o meu sono em dia, acreditando que descansado terei mais ânimo para o cumprimento das minhas atribuições. Entretanto, o mesmo não ocorre. O ambiente me condiciona ao não cumprimento dos meus deveres por conta das contingências do dia-a-dia, e, das minhas atribuições comunais.<span>  </span>Para concluir dentro da ótica mecanicista-condicionante, gostaria de salientar que, por conseqüência do desvio de meu trajeto diário, (Estimulo) contorno a minha fadiga, e, concluo as minhas leituras mais prementes através do condicionamento ambiental. Ou seja, em vez de ir para casa acreditando que lerei meus textos, burlo os estímulos físico-ambientais e passo a me comportar de forma contrária aos estímulos iniciais de fadiga. Vou à <em>Livraria Cultura</em> e me acomodo na leitura de forma prazerosa e sossegada. (Resposta ao estímulo ambiental).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">A livraria, pessoas lendo condicionam-me a ler e, portanto, concluir os meus deveres acadêmicos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Aprendi com o <em>Behaviorismo, </em>que muitas vezes, temos que burlar os estímulos ambientais para não sermos condicionados a eles. A tomada da consciência nos servirá de um suposto viés para as vicissitudes dos estímulos internos e externos do indivíduo.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Contando casos, besteiras...]]></title>
<link>http://pensamundo.wordpress.com/?p=67</link>
<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 23:57:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>Diego</dc:creator>
<guid>http://pensamundo.wordpress.com/2008/09/26/67/</guid>
<description><![CDATA[[Título retirado da música: "Preciso dizer que te amo"]
Hoje resolvi fazer um post mais parecido c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>[Título retirado da música: "Preciso dizer que te amo"]</p>
<p>Hoje resolvi fazer um post mais parecido com os outros blogs que falam da própria pessoa. É mais um relato pensado e analisado. Eu fiz uma prova hoje na faculdade que me fez pensar acerca de vários assuntos e, quando eu estava andando do meu campus até a casa de um amigo meu, surgiram as idéias que vou expor aqui. Eu comecei pensando sobre minha prova e acabei fazendo uma auto-análise além de discutir comigo mesmo como se fosse uma outra pessoa, sobre política e demais situações que foram lembradas ao longo da conversa. </p>
<p>Tudo começou com uma prova hoje no último horário. A matéria da vez é Psicologia Geral III e o assunto da prova foi emoção e motivação. Até aí parece tudo normal - ou estranho, dependendo de quem lê - de acordo com o andamento de um curso de psicologia. Acontece que a prova foi temática! Muitos vão rir como eu fiz antes da prova chegar em minhas mãos. A estrutura foi de um texto que, combinado com o conteúdo dado em sala, daria para responder três questões. O texto: Os três porquinhos. Quem vê assim acha ridículo. Sim, é ridículo, mas não pelo fato de ser esse conto a base da prova. Mas a facilidade dos conteúdos dados em sala. </p>
<p>Eu tenho um problema com essa matéria. Em dado momento, estava eu em uma das aulas, quando a professora soltou a seguinte frase: Motivação é aquilo que motiva. Eu no momento seguinte, saí da sala e não voltei e uma semana e meia depois só voltei porque era prova. Eu senti uma coisa irritante naquele momento. O que é que eu estou fazendo aqui? Que aula ridícula, que conteúdo imbecil, simples, vazio! Não é possível que é assim que formam os psicólogos dessa faculdade! </p>
<p>- Acontece, meu caro amigo - disse eu a mim mesmo - que você está se preocupando com o que é que a faculdade faz de seus alunos, mas o que realmente importa é o que os alunos fazem da sua faculdade. A faculdade lhe oferece um diploma, mas quem é responsável por sua formação enquanto profissional é você e seus estudos.</p>
<p>... Voltando para a prova. Saibam vocês que riram com o fato de eu fazer uma prova dessas, que quem escreve os contos infantis exerce uma força enorme na criança e exerce também uma diferença na criação e educação dessa criança. O fato é que, apesar de ser um conto infantil, a pessoa que escreveu é um adulto que quer passar certos ensinamentos, idéias e até mesmo preconceitos que vem da sociedade para os novos membros desta. Repare, por exemplo, que as velhinhas nos contos infantis são sempre más, bruxas, etc. Os jovens são vistos como bonitos, fortes e impetuosos. São sempre marcações muito certinhas que muitos não reparam. Mas é isso que todos aprendem. A gente aprendeu com nossos pais, avós, amigos, mas desenhos também ensinam. Logo, um psicólogo analisar um desenho, um conto infantil, é ele analisar um contexto histórico e toda uma rede complexa de relações que fica escondida por trás de figuras metafóricas como porquinhos feito humanos. Há ainda, acerca dos contos, o final feliz. Porque sempre que casa, ou se resolve a situação problema, o conto acaba e de forma feliz? O casamento há anos atrás não poderia acabar, e divórcio não era bem visto. Tinha que "ser feliz" com aquela pessoa, aceitando seus defeitos para todo o sempre(até que a morte nos separe). O desenho passava esse ensinamento com os finais felizes. Passando a moral da estória. Eu me sinto feliz por ter tido a experiência de resolver questões relacionadas a estes aspectos.</p>
<p>O problema todo que eu percebi hoje é que eu não estudei um pingo para essa prova. E, eu posso estar errado, mas achei-a muito fácil de resolver, de amarrar os conteúdos, ridícula até. Falar sobre emoções e motivações foi muito tranquilo. Obviamente que se eu consigo falar sobre tais conteúdos e outros que vierem sem me prostrar diante dos textos(milhares que devem ser lidos) e responder as questões seguramente, sinto-me não como um gênio, mas como num lugar facilitador. Penso eu, se todos os dias eu fizesse tal coisa, como não estudar eu iria terminar a faculdade apesar de tudo. Ia ser um psicólogo.Isso é assustador, não é? Logo que percebi me pus a estudar um bocado esta noite. Depois que descobri que estava esperando que a instituição me formasse. Eu vou me formar e não ela. </p>
<p>Agora tenho que ir, porque amanhã levanto cedo para o curso de Behaviorismo que estou fazendo que vai durar de 8:00 até 17:00.</p>
<p> </p>
<p>ps: Você deve estar se perguntando para onde foi a tal discussão política e tudo o mais. Foi no meio da rua, eu tava falando igual um doido sozinho e fiz uma prova de três porquinhos. Tá bom por hoje, não?</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Psicologias]]></title>
<link>http://pensamundo.wordpress.com/?p=44</link>
<pubDate>Sat, 30 Aug 2008 20:36:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>Diego</dc:creator>
<guid>http://pensamundo.wordpress.com/2008/08/30/psicologias/</guid>
<description><![CDATA[Devo escrever esse pequeno post a título de esclarecimento, pois sinto que deixei muitas informaç]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Devo escrever esse pequeno post a título de esclarecimento, pois sinto que deixei muitas informações desamarradas e idéias incorretas sobre as linhas, possivelmente. Existem milhares de linhas na Psicologia. Cada uma entende o sujeito de uma forma diferente e isso faz com que todas somem e entendam o sujeito na sua complexidade.</p>
<p>O Behaviorismo que eu falei, é o modelo antigo, feito por Watson. Esse modelo ficou conhecido como Behaviorismo metodológico. Que trata o homem pelo sistema mecanicista estímulo-resposta, resumindo o mundo a isso. O Behaviorismo hoje é o de Skinner, chamado de Radical e geralmente é mal-interpretado por carregar esse nome. Radical em si, é porque é a linha que resolve quebrar com a idéia do mentalismo e com o próprio modelo estímulo-resposta. Não existe mente, consciência enquanto um corpo imaginário. O que existe é o comportamento que é a relação do indivídio com o ambiente.(ambiente para o behaviorismo não é só o mundo externo.  Ambiente pode ser o próprio corpo que, obviamente, influencia o comportamento do mesmo).</p>
<p>Radical, portanto, é a quebra com o resto das linhas que pensa em "mente", "consciência" e utiliza termos difíceis muitas vezes, que dificulta a comunicação entre outras linhas, o que acaba tornando-a "ovelha-negra" da família das Psicologias.</p>
<p>A Psicanálise trata do ser humano procurando justamente o que não pode ser visto facilmente ou provado. Alegam que não é porque não é visível que não existe.  Ou seja, o homem só apresenta normalmente a ponta do iceberg, o resto é o inconsciente e inobservável no ambiente comum(ambiente externo, nesse caso). Buscam explicações nas pequenas coisas, sonhos, erros, esquecimentos. Procuram o lado "obscuro" da mente.</p>
<p>Essas duas são as linhas grandes e opostas. Mas não são excludentes se analisadas separadamente. Por enquanto é só.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Psicologia não é só coisa de mulher.]]></title>
<link>http://pensamundo.wordpress.com/?p=38</link>
<pubDate>Mon, 11 Aug 2008 18:19:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Diego</dc:creator>
<guid>http://pensamundo.wordpress.com/2008/08/11/psicologia-nao-e-so-coisa-de-mulher/</guid>
<description><![CDATA[Pra inaugurar a categoria &#8220;Psicologias&#8221;, devo falar um pouco de forma geral e falar de a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Pra inaugurar a categoria "Psicologias", devo falar um pouco de forma geral e falar de aspectos externos.</p>
<p style="text-align:justify;">É muito fácil de ouvir dos outros a frase "Faz Psicologia? Então é maluco!" ou similares, associando alguma falha cognitiva, por assim dizer, a nós estudantes de psicologia, que humildemente estudamos tais falhas, dentre outras coisas e ao mesmo tempo, as vezes nos tornam seres místicos e dizem "Ah, está me analisando? Você descobriu o que?" Nós somos seres normais, como você que lê. Enfim, existem milhares de estigmatizações para conosco, vamos parar com isso, ok? Talvez com o tempo de leitura aqui vocês saibam mais o que é psicologia e parem com esses preconceitos infundados como o seguinte: "Psicologia só tem mulher e viado." É ridícula essa generalização. A psicologia não é coisa de mulher, assim como a cor rosa não é de mulher. Cor não muda a opção sexual de ninguém, muito menos faria isso a psicologia!</p>
<p style="text-align:justify;">Começando...</p>
<p style="text-align:justify;">O que é psicologia?<br />
Ao pé da letra seria o estudo da psiquê humana, porém nada funciona somente ao pé da letra. A psicologia é algo muito maior. Estuda, procura entender, entende, descobre fatos sobre o comportamento, para humanizar esses seres tão desumanos que somos nós os homens e mulheres. Se embrenha no matagal que é a sociedade, nas redes, corporações. Psicologia é o estudo de ser um humano.</p>
<p style="text-align:justify;">Que diabos é a psiquê?<br />
Psiquê depende de linha para linha da psicologia, mas muitas concordam para a consciência, o pensar ou, mais fácil, o psicológico.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas aí começa o problema, pois duas grandes linhas se diferenciam mortalmente já nesse último ponto.</p>
<p style="text-align:justify;">A psicanálise - por um lado - defende a existência de uma entidade mágica chamada mente, apesar de descreditar o Deus, se arma de uma crença por algo etéreo e não-observável. O problema desse sistema é um ciclo. A mente explica a origem dos comportamentos e o único modo de você saber desses é estudando a mente. No fim, cria então essa entidade para explicar o observável que, a única forma de explicar seria voltando à mente.</p>
<p style="text-align:justify;">O Behaviorismo começou com uma tentativa de quebrar com esse sistema e o fez de forma extremada. Tentou quebrar qualquer relação com o mentalismo e procura estudar apenas o que é observado consensualmente, ou seja, por qualquer pessoa. Explicava o comportamento como estímulado por um evento(estímulo) que causava uma conseqüência(resposta), que ficou conhecido como sistema de estímulo-resposta, que é bem fraco, apresentando muitas falhas.</p>
<p style="text-align:justify;">É aqui que começo a falar das psicologias.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Behaviorismo e iPhone: o comportamento e a tecnologia]]></title>
<link>http://ntcuniversidade.wordpress.com/2007/12/08/behaviorismo-e-iphone-o-comportamento-e-a-tecnologia/</link>
<pubDate>Sat, 08 Dec 2007 03:41:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>Novas Tecnologias da Comunicação</dc:creator>
<guid>http://ntcuniversidade.wordpress.com/2007/12/08/behaviorismo-e-iphone-o-comportamento-e-a-tecnologia/</guid>
<description><![CDATA[Podemos ver como o comportamento das pessoas é influenciado pela tecnologia hoje em dia. Dependemos]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family:'Lucida Sans Unicode';">Podemos ver como o comportamento das pessoas é influenciado pela tecnologia hoje em dia. Dependemos de aparelhos de última geração para nos comunicarmos e estamos sempre em busca de uma novidade. </span></p>
<p><span style="font-family:'Lucida Sans Unicode';">O <strong>iPhone</strong>, um recente lançamento da Apple; é super sofisticado e inclui vários recursos, e esteticamente um tem um design inovador. “Mas apesar de todas suas disponibilidades ainda assim temos algumas questões em cena. </span><span style="font-family:'Lucida Sans Unicode';"> </span><span style="font-family:'Lucida Sans Unicode';">O <strong>iPhone</strong> criou polêmica ao utilizar o touchscreen ( tela sensível ao toque), não podendo ser utilizado por deficientes visuais, excluindo esse grupo de pessoas. Outro ponto exposto na mídia foi o fato de hackers ( invasores “piratas” virtuais) terem desbloqueado o código do sistema do celular, criando contratempos para seus usuários.</span><span style="font-family:'Lucida Sans Unicode';"> </span></p>
<p><span style="font-family:'Lucida Sans Unicode';"></span><span style="font-family:'Lucida Sans Unicode';">O <strong>behaviorismo</strong> trata-se de uma linha na psicologia com a teoria de como seu comportamento pode ser controlado e condicionado devido a estímulos e interação ao seu redor. Com a questão comportamental vemos que a sociedade impõe valores de status, e o indivíduo sente a necessidade de possuir o objeto que estão vendendo. </span></p>
<p><span style="font-family:'Lucida Sans Unicode';">Também na questão das relações interpessoais; podemos ver o lado negativo como o positivo. A interação ficou muito virtual, distante, sem a presença física; por outro lado podemos nos conectar com pessoas ao redor do mundo, em apenas um clique, mandar um vídeo para elas ou apenas uma simples mensagem em questão de segundos.</span><span style="font-family:'Lucida Sans Unicode';"> </span></p>
<p><span style="font-family:'Lucida Sans Unicode';"></span><span style="font-family:'Lucida Sans Unicode';">Achamos o tema interessante, pois queríamos fazer uma comparação com o comportamento humano, e como é influenciado por aparelhos e questões tecnológicas hoje em dia.</span><span style="font-family:'Lucida Sans Unicode';"> </span></p>
<p align="right"><span style="font-family:'Lucida Sans Unicode';"></span><em><span style="font-size:14pt;font-family:'Lucida Sans Unicode';">Fabíola Mares Guia de Frontin</span></em></p>
<p align="right"><em><span style="font-size:14pt;font-family:'Lucida Sans Unicode';"></span></em><em><span style="font-size:14pt;font-family:'Lucida Sans Unicode';">I</span></em><em><span style="font-size:14pt;font-family:'Lucida Sans Unicode';">sabel Soares Diniz</span></em></p>
<p align="right"><em><span style="font-size:14pt;font-family:'Lucida Sans Unicode';"></span></em><em><span style="font-size:14pt;font-family:'Lucida Sans Unicode';">Patrícia Hermes da Fonseca Cardoso</span></em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[BEHAVIORISMO]]></title>
<link>http://ntcuniversidade.wordpress.com/2007/12/06/behaviorismo/</link>
<pubDate>Thu, 06 Dec 2007 21:41:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>Novas Tecnologias da Comunicação</dc:creator>
<guid>http://ntcuniversidade.wordpress.com/2007/12/06/behaviorismo/</guid>
<description><![CDATA[O que seria Behaviorismo? Ou Comportamentalismo’? Ou Teoria Comportamental? Ou Análise Experiment]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="left"><span style="font-family:'Lucida Sans Unicode';">O que seria <strong>Behaviorismo</strong>? Ou <em>Comportamentalismo’</em>? Ou <em>Teoria Comportamental</em>? Ou <em>Análise Experimental do Comportamento</em>? Ou <em>Análise do Comportamento</em>? </span></p>
<p align="left"><span style="font-family:'Lucida Sans Unicode';"></span><span style="font-family:'Lucida Sans Unicode';">Lembrando das aulas de inglês, <strong>‘behavior’</strong> significa ‘comportamento’. John Watson, cientista americano que criou esse o termo, estudou muito, e usou vários ratinhos, para desenvolver esse termo intrigante do mundo da Psicologia. Segundo ele, o comportamento seria o novo objeto de estudo da Psicologia e que ele deveria ser estudado como função de certas variáveis do meio. Certos estímulos levam o organismo a dar determinadas respostas e isso ocorre por que os organismos se ajustam aos seus ambientes por meio de equipamentos hereditários e pela formação de hábitos. </span></p>
<p align="left"><span style="font-family:'Lucida Sans Unicode';"></span><span style="font-family:'Lucida Sans Unicode';">O <strong>Behaviorismo</strong> dedica-se ao estudo das interações entre o indivíduo e o ambiente. Ele pode ser <span style="color:black;">Metodológico que consiste na teoria explicativa do comportamento publicamente observável, radical que consiste numa filosofia da Psicologia, que se propõe a explicar o comportamento animal (humano e não humano) baseado no modelo de seleção por conseqüências e nos princípios do comportamento postulados pela Análise Experimental do Comportamento (AEC) e o Filosófico que consiste na teoria analítica que trata do sentido e da semântica das estruturas de pensamento e dos conceitos.</span> </span></p>
<p align="left"><span style="font-family:'Lucida Sans Unicode';"></span><span style="font-family:'Lucida Sans Unicode';">Skinner, sucessor do Watson trouxe conceitos bem práticos, o comportamento reflexo ou “não-voluntário” onde as respostas são produzidas por estímulos antecedentes do ambiente, são ações independente de uma aprendizagem. Já o comportamento operante está interligado basicamente a grande parte das ações e atividades humanas.</span><span style="font-family:'Lucida Sans Unicode';">O comportamento é apreendido diante do ambiente, desde escrever a ir ao banco, e há um reforço e motivação neste comportamento. Tudo para se criar um comportamento desejado no indivíduo. E prova dessa busca é o filme ‘Show de Truman – O Show da Vida’, com o Jim Carrey. Tudo é ali é real e nada é real. Há um paradoxo. Truman, o personagem principal, teve toda sua existência criada por alguém. Educado por reforços positivos e negativos, por reflexos condicionados, tudo era calculado. Ele cresceu de forma vigiada, num grande “Big Brother”. <span> </span></span></p>
<p align="left"><span style="font-family:'Lucida Sans Unicode';"><span></span>Na vida real temos este tipo de influência, mas não tão pesada. Ainda bem que controlar alguém não é tão possível, a mente humana não é tão simples, nós temos o subconsciente, a subjetividade, o que é único em cada um. E isso nos torna livres, pelo menos nos pensamentos. </span><span style="font-family:'Lucida Sans Unicode';"> </span></p>
<p align="right"><em><span style="font-family:'Lucida Sans Unicode';"><em><span style="font-size:14pt;line-height:150%;font-family:'Lucida Sans Unicode';">Jaky Salles </span></em></span></em></p>
<p align="right"><em><span style="font-family:'Lucida Sans Unicode';"><em><span style="font-size:14pt;line-height:150%;font-family:'Lucida Sans Unicode';"></span></em><em><span style="font-size:14pt;line-height:150%;font-family:'Lucida Sans Unicode';">Rosemere Ribeiro</span></em></span></em></p>
<p align="right"><em><span style="font-family:'Lucida Sans Unicode';"><em><span style="font-size:14pt;line-height:150%;font-family:'Lucida Sans Unicode';"></span></em><em><span style="font-size:14pt;line-height:150%;font-family:'Lucida Sans Unicode';">Thadeu Rossi</span></em></span></em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Entramos ya al II Debate...]]></title>
<link>http://maiteiturre.wordpress.com/2007/10/08/entramos-ya-al-ii-debate/</link>
<pubDate>Mon, 08 Oct 2007 14:14:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>maiteiturre</dc:creator>
<guid>http://maiteiturre.wordpress.com/2007/10/08/entramos-ya-al-ii-debate/</guid>
<description><![CDATA[En la clase de Teoría de las Relaciones Internacionales de hoy hemos terminado de ver el I Debate y]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>En la clase de Teoría de las Relaciones Internacionales de hoy hemos terminado de ver el I Debate y comenzado con el II. En efecto, repasamos brevemente los presupuestos realistas y, trabajando sobre dos textos, reflexionamos sobre cómo éstos reflejaban esos planteamientos.</p>
<p>Posteriormente, señalamos las razones por las que tanto idealismo como realismo pueden inscribirse dentro del "tradicionalismo", que será uno de los actores del II Debate.</p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://www.ihsa.org/forms/addatudelogos/debate-tude.jpg" alt="Debate" width="101" height="101" /></p>
<p>Así pues, pasamos a considerar la controversia surgida entre behavioristas y tradicionalistas. Comenzamos por situarnos en qué era el behaviorismo y de dónde provenía, y pasamos luego a analizar las críticas que se dirigieron mutuamente  realistas y behavioristas.</p>
<p>Luego, abordamos las principales aportaciones del behaviorismo a las RRII, comenzando por la introducción del método científico y de la idea de sistema.</p>
<p>En la clase de mañana haremos un repaso de todas estas ideas y continuaremos analizando otra de las aportaciones behavioristas. ¡Bihar arte!</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Algunas aproximaciones al concepto de karma]]></title>
<link>http://caracteres.wordpress.com/?p=881</link>
<pubDate>Thu, 17 Dec 1992 12:00:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>neuer</dc:creator>
<guid>http://caracteres.wordpress.com/1992/12/17/algunas-aproximaciones-al-concepto-de-karma/</guid>
<description><![CDATA[La acumulación kármica
Hay que admitir que “la acumulación de karma”, o “la deuda kármica]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>La acumulación kármica</strong></p>
<p>Hay que admitir que “la acumulación de karma”, o “la deuda kármica”, suena bastante mal para un oído occidental. Supongo que en Occidente hay expresiones corrientes que sonarán mal en Oriente, por ejemplo: “la redención del pecado”.</p>
<p>No voy a intentar definir qué es el karma, pues tan sólo traducir esta palabra sánscrita (que en palí se escribe kamma), ya es extremadamente difícil.</p>
<p>El concepto de karma, sea lo que sea lo que signifique, es casi universal en el pensamiento de la India, y en su propagación por todo el Oriente. Con esto quiero decir que es una noción indiscutida tanto por las doctrinas llamadas ortodoxas como por las heterodoxas: por el hinduismo, pero también por el budismo, el jainismo y, si no recuerdo mal, incluso por los fatalistas ajivikas. Es posible que alguna escuela muy rara la rechace, tal vez los carvaka materialistas.</p>
<p>Otra idea común a la mayoría de las doctrinas hindúes es la de la reencarnación, que también aceptan heterodoxos y ortodoxos, y que está estrechamente asociada a la doctrina del karma.</p>
<p>A pesar de la visión occidental que considera todo lo oriental igual (todos los gatos son pardos en Oriente), es difícil encontrar en la India conceptos acerca de los cuales la unanimidad sea absoluta. La excepción son esas dos ideas ya mencionadas: la acumulación de karma y la reencarnación, de tal modo que en el subcontinente indio podemos hallar todo tipo de filosofías, éticas y religiones, pero es difícil que en ellas no intervengan, aunque sea de manera tangencial, las nociones de karma y reencarnación.</p>
<p>Debido a esta unanimidad, resulta más adecuado considerar como rasgo común de las doctrinas nacidas en tierra hindú la idea del karma y la de la reencarnación, en vez de la concepción monista o panteísta de la naturaleza, o la de lo Brahman, lo Atman o la unión brahman-atman, como suele hacerse.</p>
<p>Vayamos a la acumulación de karma. Tal vez es posible explicar el asunto en dos líneas, pero es más interesante abordarlo de un modo indirecto.</p>
<p><strong>Acciones físicas y acciones mentales</strong></p>
<p>El hombre, y también los animales, realiza acciones. Estas acciones pueden ser físicas (como construir un techo para resguardarse de la lluvia) o mentales (como sentir envidia, amor o, simplemente proponerse construir un techo contra la lluvia).</p>
<p>No voy a discutir ahora si las acciones mentales son en último término físicas (procesos cerebrales).</p>
<p>Aunque lo sean, ello no impide que, en general, resulte bastante fácil distinguir lo que llamamos una acción física de lo que llamamos una acción mental. Aceptemos, pues, la convención, ya que ésta facilita, en esta ocasión, el entendimiento.</p>
<p>[Para evitar cualquier mala interpretación, sólo diré una cosa: voy a hablar de acciones que de un modo sencillo pueden ser distinguidas, las físicas y las mentales, pero no afirmaré en ningún momento nada acerca de su naturaleza, de lo que los filósofos llaman estatus ontológico o metafísico, de si son reales, materiales o lo que sea. Después de este paréntesis, destinado más que nada a no levantar suspicacias innecesarias, vuelvo a la cuestión de las acciones.]</p>
<p><strong>Las acciones y sus efectos</strong></p>
<p>El hombre realiza acciones. Estas acciones pueden ser físicas o mentales. Es fácil aceptar que las acciones físicas producen efectos perceptibles: si levantamos un techo contra la lluvia, no nos mojaremos cuando vengan las lluvias; si le damos una patada a una roca, sentiremos dolor.</p>
<p>Cuando se trata de las acciones mentales de una persona, los efectos no se pueden observar tan fácilmente. Precisamente porque para que esos efectos puedan ser percibidos por otras personas han de ser efectos físicos, con lo que penetramos de nuevo en el terreno de las acciones físicas.</p>
<p>Si yo le digo a un amigo: “Tráeme la carpeta, por favor", y mi amigo me trae la carpeta, estoy uniendo una acción mental con una acción física. Es decir, una acción mental está teniendo efectos físicos.</p>
<p>La acción mental no es la frase que yo emito (“Tráeme la carpeta, por favor”). Esa frase es el efecto físico (además de ser en sí misma una acción física), que traduce una acción mental previa. La acción mental originaria es el pensamiento, intención o deseo de que mi amigo me traiga la carpeta, y mi consecuente intención o deseo de emitir la frase: “Tráeme la carpeta, por favor”.</p>
<p>Tal vez se podría decir que ha habido una primera acción mental, el deseo de tener la carpeta, que ha producido otra acción mental, el deseo de pedir a mi amigo que me traiga la carpeta. Esta acción, a su vez, ha producido una acción física: la emisión de la frase “Tráeme la carpeta, por favor”. Esta última acción, finalmente, ha producido otra acción física: mi amigo me ha traído la carpeta.</p>
<p>Podríamos añadir unas cuantas acciones más, con lo que la cosa se volvería cada vez más enrevesada; por ejemplo, la acción mental producida por la frase en el cerebro de mi amigo, y la subsiguiente acción mental que es su intención de traerme la carpeta.</p>
<p>Pero no se pretende hacer aquí una descripción exhaustiva de todas las acciones físicas y mentales necesarias para que un amigo te traiga una carpeta. El resultado de tal empresa sería una enumeración sin duda inmensa: el inventario de acciones resultaría abrumador. Habrá quien opine que esta lista no tendría fin, con lo que se daría la paradoja de que una serie de acciones que tiene un principio y un fin en el tiempo requiere una cantidad infinita de acciones intermedias. Y no sólo eso: una acción puede ser realizada en un tiempo finito, pero requiere de un tiempo infinito para ser contada o descrita en todos sus detalles. Todo esto recuerda claramente las famosas paradojas de Zenón, la de la flecha, y la de Aquiles y la tortuga, por ejemplo.</p>
<p>Nos hemos adentrado en un tema complejo, el de las acciones físicas y mentales y sus efectos. Sin embargo, aquí sólo se pretende sembrar algunas ideas y conceptos. Declaro, ya antes de proseguir, que dejaré esta cuestión suspendida en el aire, sin dar una solución o balance final. Si hablo de este asunto es porque tiene y tendrá una constante relación con la doctrina de la acumulación kármica. No puedo ofrecer todo ya digerido al lector, y tampoco puedo ocultar que hay ciertas preguntas para las que no tengo una respuesta clara. Si juegan algún papel en la cuestión global (la acumulación kármica) han de ser expuestas.</p>
<p>De modo que no se inquiete el lector ni tema perderse en laberintos: aquí se plantean cuestiones importantes desde distintas perspectivas, y no sólo desde la que yo adopto en esta breve investigación, que habría que llamar Intento, para recuperar el sentido original de la palabra Ensayo. De cada lector dependerá que las semillas de estas intuiciones germinen y produzcan un árbol conceptual vigoroso o un triste arbusto. No se tome lo anterior como inmodestia o presunción: pocas de las ideas de que hablo, si acaso alguna, me pertenecen.</p>
<p>Cierro ahora este nuevo paréntesis y vuelvo a las acciones físicas y mentales. ¿Se acuerda el lector de dónde nos habíamos quedado?. ¿Sí?. Esa es una buena señal. Ahora puedo repetir lo expuesto, confiando en que lo ya dicho suene distinto, debido precisamente a esos paréntesis e incisos que a lo mejor parecían innecesarios.</p>
<p><strong>La percepción de las acciones</strong></p>
<p>El hombre realiza acciones físicas y mentales. Las acciones físicas y sus efectos físicos pueden ser observados fácilmente. Las mentales sólo pueden ser observadas si producen efectos físicos.</p>
<p>Aquí alguien dirá: si las acciones físicas son las únicas que pueden ser observadas, ¿qué es lo que nos permite hablar de acciones mentales que no podemos observar?</p>
<p>La respuesta es: nuestra propia experiencia íntima, la observación interna o introspección.</p>
<p>Ya sé que ésta no es una respuesta muy convincente. Los psicólogos conductistas la rechazarían de plano: sólo se puede hablar de los comportamientos observables.</p>
<p>La psicología conductista ha dominado durante varios decenios sobre sus rivales y parece claro que hubo buenas y sólidas razones para ese éxito. Durante los años del predominio conductista no estaba permitido (era sencillamente mentalista, místico o estúpido) decir que Juan ha hecho tal o cual cosa porque deseaba hacerla, o que ha matado a Pedro porque le odiaba. Lo único que se podía decir es que Juan ha hecho tal o cual cosa porque ha recibido éste o aquél estímulo. Si no se conocen los estímulos, tan sólo se podrá describir la acción realizada por Juan; si se conocen, habrá que volver a someter a Juan de nuevo a esos estímulos y comprobar si su reacción es la misma</p>
<p>En resumen, para el conductismo o behaviorismo, sólo existen acciones físicas, o comportamientos observables, entre los que se incluyen las explicaciones que el propio Juan da de las razones que le llevaron a hacer eso que hizo. Estas explicaciones han de ser tomadas en sí mismas, en su carácter puramente físico -como expresiones verbales o escritas-, no en cuanto que remitan a algo mental que pretenden expresar o desvelar.</p>
<p>Actualmente, sin embargo, la psicología conductista se halla en franca decadencia y va perdiendo uno tras otro los territorios conquistados tras dura lucha con las psicologías mentalistas. Una de las razones del declive puede ser que es casi imposible repetir en un laboratorio los estímulos recibidos por una persona, incluso si los ha recibido en ese laboratorio; si aceptásemos que ello fuera posible, todavía nos queda una dificultad: el sujeto ya no es el mismo cuando recibe por primera vez un estímulo y al recibirlo en ocasiones sucesivas. Lo más curioso es que, quienes se molesten en leer las investigaciones de Pavlov, descubrirán que ni siquiera el perro de Paulov, símbolo del conductismo, era un conductista estricto: un mismo perro, nos dice el propio Pavlov, reacciona de distinta manera incluso ante un mismo estímulo.</p>
<p>Sean cuales sean las razones de la derrota del conductismo, ahora domina la llamada psicología cognitiva, que dice que el ser humano no es un sujeto de laboratorio conductista, puesto que no se somete pasivamente a los estímulos, sino que es un buscador activo de información y de estímulos, por lo que, a menudo, importa más la autoestimulación que los estímulos puramente externos o no buscados. La psicología cognitiva, pues, recupera algunas de las ideas de las psicologías mentalistas, aunque vestidas con ropas nuevas y menos llamativas, gracias a la labor realizada durante años por el sobrio sastre conductista. No voy a detenerme a examinar los méritos y deméritos de la psicología cognitiva; tan sólo he querido dejar claro que ya no es tan escandaloso hablar de deseos e intenciones (la intencionalidad es hoy en día uno de los asuntos que más interesa a los investigadores).</p>
<p>En definitiva, podemos hablar de acciones mentales, aún cuando nuestro conocimiento de ellas se dé sólo por introspección y comparación. Por introspección, porque por experiencia íntima sabemos que nuestras acciones físicas casi siempre tienen su origen en intenciones y deseos, en acciones mentales. Por comparación, porque, al observar en otras personas acciones físicas que nosotros mismos hemos realizado, suponemos que detrás de ellas hay motivos, deseos, intenciones, acciones mentales similares a las que a nosotros nos llevan a actuar de manera parecida.</p>
<p>Cuando hablamos con personas, suponemos que no estamos ante robots o seres programados, sino que detrás de su comportamiento hay una intencionalidad, o al menos un pensamiento; creemos incluso en ello cuando tratamos con un militar que actúa de la manera más similar a como actuaría un robot bien entrenado: obedece órdenes, sí, pero es de suponer que opinará algo sobre esas órdenes, o al menos sobre la misma necesidad de obedecerlas y cumplirlas.</p>
<p>Es cierto, sin embargo, que cada persona suele percibir su propio comportamiento como plenamente libre y voluntario, mientras que considera el comportamiento de los demás como determinado en gran parte; así, algunos historiadores marxistas califican a los sujetos sociales como entes cuyo comportamiento está determinado por factores económicos e históricos, pero no parecen englobar en tal calificación la propia labor interpretativa que ellos realizan (ello les llevaría a un círculo vicioso que pondría en cuestión el carácter científico del propio marxismo). Sin embargo, esta es una cuestión que tiene que ver con nuestro argumento, pero que se relaciona mucho más con la sociología, la historia, la economía y otras ciencias afines o subalternas, como la estadística.</p>
<p>Pues bien, una vez admitido que podemos hablar de acciones mentales, aún cuando no sea posible observarlas físicamente, podemos volver al tema de las acciones y sus efectos.</p>
<p>A primera vista puede parecer que las acciones mentales producen efectos físicos (pensar en hacer algo y hacerlo) y mentales (pensar en hacer algo y pensar en cómo hacerlo), mientras que las acciones físicas sólo producen efectos físicos. Me parece que alguien sostenía con bastante rigor lo anterior, aunque no consigo recordar quién, tal vez un filósofo francés, pero no estoy pensando en el ingenioso Malebranche, que también se refería a esto de una manera curiosa, que aquí no debo comentar.</p>
<p>Sin embargo, es fácil darse cuenta de que las acciones físicas también producen efectos mentales: golpear una piedra produce dolor, que es la excitación física de un nervio, pero también una sensación. Como dice Ortega, del dolor de muelas de otra persona sólo tenemos su espectáculo. Es cierto que un dentista puede comprobar que el paciente tiene el nervio inflamado y, por ello, que es probable que sienta dolor, pero lo justificado de la intensidad de sus lamentos es algo que no podemos determinar con precisión. Si el ejemplo del dolor no resulta convincente como efecto mental, tomemos el miedo: podemos sentir miedo hacia algo o alguien que acaba de causarnos dolor.</p>
<p>Otro ejemplo: el amor. Todo amor se inicia en una acción física: ver a otra persona, escuchar sus palabras, sentir sus caricias. En el origen de todo amor parece inevitable una primera acción física: ver, oir, sentir. Podemos, pues, decir que las acciones físicas producen efectos físicos, pero también mentales, y que las acciones mentales producen efectos mentales, pero también físicos. Con esto, como ya anuncié, dejo la cuestión en suspenso y vuelvo a la explicación del karma, de la acumulación kármica.</p>
<p><strong>Primera aproximación kármica<br />
</strong></p>
<p>En un universo en el que no interviene la conciencia, es decir, la intencionalidad, el deseo, la voluntad, todo parece reducirse a acciones físicas absolutamente determinadas. Si creemos que hay razones o causas para que sucedan las cosas, un evento físico (el calentamiento del agua) tendrá una consecuencia (el hervor del agua).</p>
<p>Decía Lucrecio que nada surge de la nada, y lo argumentaba bien: si algo pudiese surgir de la nada, todo podría surgir de cualquier cosa. De una piedra podría nacer un caballo, y de la luna, un reloj. No creo necesario demostrar cómo esto es así. Comprendo que, a primera vista, se puede pensar que la frase “nada surge de la nada” no implica necesariamente la conclusión “todo puede surgir de cualquier cosa”. A mí tampoco me pareció tan evidente cuando lo leí por primera vez. Dejo al lector que recorra su propio camino si le hace falta. Mi opinión es que el argumento de Lucrecio se puede discutir, pero dando varios saltos de nivel que, a fin de cuentas, no acaban de ser legítimos si se trata de discutir verdaderamente con Lucrecio, que vivió en el siglo uno antes de Cristo. Recomiendo, pues, no buscarle tres pies al gato antes de tiempo: para poder criticar un argumento a menudo es imprescindible haberlo oído antes. Saber escucharlo sin prejuicios o, aún mejor, suspendiendo transitoriamente el juicio, por mucho que nos molesten sus inexactitudes de detalle.</p>
<p>Nos hallamos, pues, ante un universo que hemos querido imaginar durante un rato sin conciencia, donde sólo se dan acciones físicas, que sólo producen efectos físicos: una cadena ininterrumpida de causas físicas que provocan efectos físicos. Estos efectos, a su vez, son causas para otros efectos. En un universo como éste, todo tiene consecuencias: si un átomo se descompone, ello tendrá algún efecto sobre el sistema total, y éste o estos efectos seguirán actuando instante tras instante, produciendo más y más efectos. Ello significa que un efecto actual es heredero de un efecto (de muchos efectos) que tuvo lugar hace milenios. Esta es la primera aproximación a la noción de acumulación kármica.</p>
<p><strong>Segunda aproximación: el determinismo biológico</strong></p>
<p>Yo soy hijo de un padre y de una madre. Con mi padre comparto algunos rasgos físicos y algunas características fisiológicas. Con mi madre, otras. Mi ADN, el código genético que me define desde un punto de vista biológico, es una combinación del de mi padre y el de mi madre. En ese ADN están inscritos muchos de mis caracteres físicos, y tal vez también algunos que suelen considerarse mentales.</p>
<p>Si yo hubiese tenido otros padres, mis caracteres físicos serían tan distintos que, en realidad, sería absurdo decir que ese otro yo con distintos padres fuese yo. Las personas que se lamentan por no haber tenido otro padre (por ejemplo, un padre más alto) no se dan cuenta de que no se puede tener otro padre biológico sin dejar de ser quien se es. Elegir otro padre es autoeliminarse del mundo y dar entrada a otra persona, que a lo mejor será más alta y más feliz, pero que no será la misma que se lamenta de su suerte. Y, sin embargo, volveremos a hablar de este asunto.</p>
<p>Volviendo a la herencia: yo soy heredero del ADN combinado de mis padres, pero también del de mis abuelos, bisabuelos, etc. Llevo en mi cuerpo los genes de seres que existieron hace millones de años. Desciendo de personas que vivieron en tiempos del imperio romano, en la época de los sumerios y en las eras prehistóricas; y, si la teoría de la evolución ortodoxa es correcta, también soy heredero de un pez que abandonó el mar y se estableció en tierra firme.</p>
<p>¿Hasta dónde puedo retroceder en busca de mi herencia?</p>
<p>Bueno, hubo un tiempo en que no había animales, ni siquiera plantas, así que mi origen se halla en combinaciones entre elementos químicos, que tuvieron lugar hace millones de años, antes incluso de que existieran la tierra y el sistema solar. Todas estas acciones que se han sucedido desde hace billones de años han permitido que ahora exista yo. Una pequeña variación en cualquier instante de la historia del universo habría significado mi no existencia.</p>
<p>Estoy, por lo anterior, en deuda con todos mis ancestros: hombres, animales, vegetales, minerales y elementos químicos. No soy el único: también han contraído esa deuda, tal vez involuntariamente, todas las personas que ahora existen, incluido el paciente lector que ha aguantado hasta el final de esta segunda aproximación a la noción de acumulación kármica.</p>
<p><strong>Tercera aproximación: la deuda histórica y cultural</strong></p>
<p>En los textos hebreos del Antiguo Testamento se afirma que un hombre puede ser castigado hasta la séptima generación. Es decir, que sus hijos pagarán por los pecados cometidos por él, y los hijos de sus hijos, etc. Esta terrible herencia puede abatirse sobre los pecadores y sobre sus descendientes, pero lo que es curiosísimo: puede caer también sobre los ancestros. El pecado cometido por un hombre puede recaer sobre su tatarabuelo, aunque éste haya muerto antes de que su nieto pecase. Las deudas se pagan, pues, tanto en el futuro como en el pasado.</p>
<p>La idea, más común y popular, de que sean los descendientes quienes paguen las culpas de sus ancestros pecadores también se puede encontrar en Grecia, como puede verse en la leyenda de los Siete contra Tebas, donde los Epígonos conquistan la ciudad que no pudieron conquistar sus padres.</p>
<p>Así que, junto a la constatación de que los hombres heredan los caracteres genéticos de sus padres, algunos opinan que también heredan sus culpas. Esto puede parecer injusto y cruel, y sin embargo, se ha aplicado y se sigue aplicando en las relaciones entre Estados: la deuda contraída por un dictador disoluto ha de ser pagada por la democracia que depone al dictador.</p>
<p>Pero quizá sea más importante todavía la deuda cultural: de lo que fueron e hicieron los españoles y los franceses hace quinientos, cien o cuarenta años depende mucho de lo que ahora son los españoles y los franceses. Toda nación, incluso las de más reciente creación, ha de soportar el peso de su origen y de su pasado, del que es muy difícil deshacerse. Yo soy yo y mi circunstancia, y mi circunstancia es una deuda con el pasado. Es este un nuevo tipo de deuda, del que a veces es posible liberarse (ya se trate de una deuda económica o cultural), pero que muchas otras veces resulta imposible saldar. Y con esto termina la tercera y última, por el momento, aproximación.</p>
<p><strong>Causas y efectos: herencia, deuda y reencarnación</strong></p>
<p>¿Se acuerda todavía el lector de las acciones físicas y mentales? Juntemos aquella idea a la expresada en las tres aproximaciones (herencia genética, herencia cultural y herencia moral). Tenemos ya dos ideas que casi pueden fundirse: toda acción produce un efecto y toda situación es deudora o heredera de situaciones anteriores.</p>
<p>Los hijos pagan las deudas de sus padres, pagan por algo de lo que ellos no son responsables. Esto, como ya dije antes, parece muy injusto. En la idea oriental del karma, sin embargo, se encuentra un matiz de justicia. Pero, antes de ir con ello, añadamos un nuevo concepto, que mencioné al principio de este artículo: la reencarnación.</p>
<p>Si sumamos las tres ideas anteriores, estaremos muy cerca de intuir el concepto de karma:</p>
<p>(1) las acciones producen efectos (físicos o mentales),</p>
<p>(2) la herencia (o deuda),</p>
<p>(3) la reencarnación.</p>
<p>En la primera aproximación examinamos la posibilidad de un mundo sin conciencia en el que sólo había acciones físicas, y en el que toda situación era consecuencia de acciones físicas anteriores. La doctrina del karma dice lo mismo, pero aplicado a las acciones mentales o morales: toda situación mental, todo estado moral de un individuo, es consecuencia de las acciones mentales o morales que ha tomado a lo largo de su existencia. Ahora bien, esta existencia se prolonga a lo largo de milenios, en diferentes cuerpos, desde piedras (si no recuerdo mal) y animales hasta hombres y dioses.</p>
<p>El determinismo físico dice que toda acción física tiene consecuencias, en una cadena de causas y efectos a lo largo de la incesante transformación de la naturaleza. Del mismo modo, la doctrina del karma dice que toda acción mental tiene consecuencias a lo largo de toda la rueda de renacimientos (samsara). Esta es la gran similitud entre el determinismo fisicalista y la idea kármica: toda acción tiene consecuencias y toda situación es heredera de situaciones anteriores. La gran diferencia entre ambas ideas, y esto sorprenderá a muchas personas familiarizadas con los tópicos pseudo-orientalistas, es que la doctrina del karma no es necesariamente determinista. Más adelante volveré a tratar este asunto.</p>
<p>En la segunda aproximación hablé del ADN: una persona hereda los caracteres de su árbol familiar paterno y materno. Como es sabido, hay algunas posibilidades de que un niño recupere una característica que había desaparecido en la familia durante siglos. Con ello quiero decir que el peso de todo lo que ha sido nuestro origen siempre está ahí, como una ayuda o como una amenaza, pero siempre como posible herencia. Quién sabe si hasta el más pequeño de los lunares de nuestro cuerpo no es la copia del lunar de uno de nuestros antepasados. Tal vez somos como un puzzle hecho con piezas que pertenecieron a cuerpos de miles de hombres y mujeres que nos han precedido: todos nuestros rasgos ya han existido en nuestros antepasados, pero tal vez no en la combinación que nos hace únicos. Esto haría todavía más temible el aserto pesimista que dice “Nada nuevo bajo el Sol” (todo ha sido ya inventado, o todo ha existido ya).</p>
<p>En una ocasión pensé escribir un cuento en el que se aceptaba como posible la herencia de los caracteres adquiridos, recuperando las ideas del evolucionismo lamarckiano, hasta el punto de que si alguien perdía una pierna y luego tenía un hijo, su hijo nacía sin esa pierna. Años más tarde pensé otro argumento similar: los hijos heredaban la memoria de sus padres, de tal modo que padre e hijo compartían los recuerdos del padre hasta el momento de la concepción de su hijo.</p>
<p>A lo mejor el lector, el inquieto lector que piensa en lo que lee, se pregunta a qué vienen estas dos breves digresiones acerca de herencias anómalas.</p>
<p>Pues bien, la doctrina del karma suma, en cierto modo, todas estas hipotéticas herencias: según los actos que uno realiza, determina cuál y cómo será su próximo cuerpo y qué deudas morales o espirituales habrá de pagar o soportar. Por eso dije páginas atrás que a lo mejor sí se podía tener otro padre y, sin embargo, seguir siendo el mismo. La única diferencia entre la doctrina kármica y los evolucionismos anómalos es que uno se hereda a mismo.</p>
<p>En definitiva, la idea de karma dice que uno mismo debe pagar sus propias deudas. Nosotros somos responsables de nuestra situación actual.</p>
<p>En pocas palabras: los seres realizan acciones morales y mentales, que tienen consecuencias. Si estas acciones son buenas, el ser que las realiza asciende en la escala moral, en la rueda de las reencarnaciones que lleva a la salvación (nirvana); si son malas, se degrada y desciende a formas moralmente inferiores. En definitiva: uno es responsable de sus actos, en esta vida y en las demás vidas.</p>
<p>Esta idea de que está en la mano de cada ser su propio destino, su evolución o su degradación, recuerda mucho un célebre y hermoso texto de Pico de la Mirandola, en el que dice que el hombre puede, por el esfuerzo de su voluntad, ascender hacia los ángeles o descender hasta las bestias.</p>
<p>Y por fin, llegamos a la tercera aproximación: el castigo que las generaciones futuras reciben por los actos de sus familiares; las deudas que los gobernantes, los Estados y los pueblos dejan a sus descendientes. Resulta casi innecesario decir que en la doctrina del karma se expresa esta idea, pero con la ya repetida variación: es uno mismo quien contrae las deudas y es uno mismo quien ha de hacerles frente, recibiendo los castigos o los premios correspondientes.</p>
<p>Con esto se cierra el círculo, o la espiral, que hemos recorrido para acercarnos al karma. Creo que ahora muchas cosas resultan fácilmente comprensibles y no tan extravagantes.</p>
<p><strong>La doctrina del karma</strong></p>
<p>Quedan algunas cuestiones pendientes, antes de encarar el asunto que me ha movido a escribir este artículo.</p>
<p>(a) El indeterminismo de la doctrina kármica</p>
<p>Creo que ha quedado bastante claro y quizá es innecesaria cualquier explicación. La situación en que se halla un ser es consecuencia de los actos de su pasado, del karma que ha acumulado en vidas anteriores, pero su futuro no está determinado: en cualquier momento puede, mediante un acto de su voluntad, cambiar el sentido de su evolución y ascender, mejorar. Para ello, claro está, tendrá que pagar la deuda kármica contraída hasta ese momento, lo que puede llevarle mucho, mucho tiempo. Si alguien ha estado echando piedras a un pozo durante treinta años, tendrá que pasarse otros treinta años quitándolas, a no ser que haga un sobreesfuerzo físico. No se puede hablar aquí, por problemas de extensión, del sobreesfuerzo moral necesario que podría acelerar el pago de la deuda kármica.</p>
<p>En cualquier caso, la montaña de piedras acumulada sobre el pozo es consecuencia de treinta años de trabajo, pero el que esa montaña siga creciendo o empiece a menguar depende de la voluntad del que acumula las piedras.</p>
<p>(b) ¿Quién acumula las piedras?</p>
<p>Es decir: ¿quién es ese Yo que contrae y paga las deudas, y que no es los Yoes particulares?</p>
<p>Este es un tema demasiado complejo para abordarlo aquí. Daré sólo varias imágenes comparativas. A lo largo de nuestra vida, soñamos cada noche. Durante el sueño, vivimos mil aventuras, que a veces recordamos y a veces olvidamos. Todos esos “Yoes” que protagonizan nuestros sueños creen existir en tanto que dormimos, pero se disipan al despertarnos. Nosotros permanecemos, ellos se evaporan. También nuestro Yo de la vigilia podría ser un personaje soñado por nuestro verdadero Yo.</p>
<p>Otra imagen: encendemos una vela y, cuando se va a consumir, encendemos otra vela con ella, y así sucesivamente. La llama de la vela 525 es descendiente de llama de la primera vela, pero la primera vela y las 523 restantes ya no existen. Este ejemplo aparece en <em>Las preguntas de Milinda</em>, un hermoso texto que cuenta el encuentro entre el rey Milinda y el sabio Nagasena. Milinda es otro nombre del rey Menandro, descendiente de los griegos que se establecieron en la India tras las conquistas del macedonio Alejandro.</p>
<p>Última imagen: tenemos, en vez de una vela, un sello de caucho. Lo imprimimos en un papel y, a partir de esa impresión, creamos un nuevo sello, y así sucesivamente. El sello irá variando con el tiempo, dependiendo su aspecto de la calidad del caucho, de la tinta y del papel. El sello 1273 será, sin embargo, deudor de los aciertos e imperfecciones de los 1272 sellos anteriores, pero todos los sellos tendrán su origen en aquel primer sello, sin ser, sin embargo, ese sello.</p>
<p><strong>Última aproximación</strong></p>
<p>Llegamos, finalmente, al motivo por el que he escrito este ensayo o intento. Tras la larguísima introducción, todo lo que se diga aquí va a saber a poco, y más teniendo en cuenta que casi he olvidado qué era lo que quería decir. Voy a intentar recordarlo.</p>
<p>Mi intención era mostrar que la noción de karma no sólo es interesante desde un punto de vista folklórico-metafísico-místico, sino que, además, se refiere a algo que tiene una utilidad práctica, pues explica de alguna manera los procesos psicológicos de cualquier persona, y ayuda a ser mejor persona, desde el momento mismo en que uno se reconoce enfermo y busca un remedio a su enfermedad.</p>
<p>Lo que sostengo, en definitiva, es que la acumulación kármica existe, que todos nosotros estamos sometidos a ella.</p>
<p>Brevemente: nuestras acciones mentales tienen efectos no sólo físicos, sino también puramente mentales. Y estos efectos pueden ser muy perniciosos.</p>
<p>La anterior afirmación puede parecer un poco aventurada y cercana a tendencias místicas o espiritualistas, pero, como dije en la introducción, no estoy afirmando o negando que puedan existir procesos mentales sin que existan procesos físicos. El asunto, en este momento, no me interesa, y lo que voy a decir puede ser aceptado incluso por el materialista más estricto, siempre y cuando no se deje cegar por sus prejuicios. Para disipar cualquier prevención, sin embargo, pido al lector que se olvide de la idea de la reencarnación y se quede únicamente con la de un karma que se acumula sólo durante una vida.</p>
<p>Cualquier persona, incluso los no materialistas, puede aceptar que el funcionamiento de nuestro cuerpo depende del uso que hagamos de él a lo largo de nuestra vida. Si lo único que hacemos es andar, al cabo de treinta años, nuestro cuerpo se resentirá si un día, de pronto, decidimos correr, bailar, saltar o nadar. Cuando un ciclista termina una etapa de doscientos kilómetros, le cuesta andar y le resulta casi imposible bajar escaleras, porque los músculos de sus piernas han estado realizando un movimiento muy específico durante las últimas horas y, para bajar escaleras, necesita emplear los músculos de otra manera (e incluso otros músculos que no ha usado). Los atletas de élite suelen padecer enfermedades óseas y musculares a edad muy prematura, pues realizan demasiadas veces un mismo movimiento, castigando en exceso la zona de flexión. Una dolencia de este tipo es el célebre codo de tenista.</p>
<p>Todo esto es bastante evidente. La conclusión es que realizar acciones repetitivas no suele ser beneficioso y que, por ello, no es aconsejable tener demasiados hábitos. Sin embargo, los hábitos físicos pueden ser modificados: los diestros, por ejemplo, no pueden usar la mano izquierda para escribir, pero logran hacerlo tras una práctica continuada, si se ven en obligados a ello (por ejemplo, si pierden la mano derecha).</p>
<p>Hasta ahora hemos hablado de los hábitos físicos y lo perjudiciales que son, pero también son negativos los hábitos mentales. Cuando nos regimos por hábitos, damos a nuestra mente unas instrucciones repetitivas que, por un lado, hacen que no se halle en buena situación para afrontar situaciones inesperadas o no habituales y, por otro lado, no estamos ayudando a potenciar las inmensas capacidades de nuestro cerebro, porque le enseñamos, mediante los hábitos, lo que ya conoce o ya sabe hacer. Los hábitos van desde tomar café siempre de la misma manera, hasta afiliarse a un partido o a una ideología determinada. Hábito es también creer que se tienen ideas definidas e inmutables acerca de cualquier asunto, o relacionarse con un círculo de personas de características muy similares. La soledad es el hábito de relacionarse con una sola persona. Casi todos los hábitos son malos, incluso el no tener ningún hábito por sistema.</p>
<p>Lo anterior no pretende ser una paradoja: si alguien decide no ver nunca dos veces a una misma persona, está cayendo en el hábito de la falta de familiaridad y de contacto profundo con los demás; está, por ello, limitando sus capacidades, además de adoptando un comportamiento que puede convertirse en enfermizo. Pasear todas las mañanas por el bosque, cuando se tiene una casa en el bosque, es un hábito que puede ser muy saludable, pero hacerlo simplemente por cumplir una norma puede ser empobrecedor, sobre todo si en cada paseo se piensa siempre en cosas similares y no se deja nunca espacio a la improvisación.</p>
<p>Muchas personas tienen hábitos mentales que parecen físicos. Ellos mismos afirman que son físicos. Por ejemplo, el primer café de la mañana.</p>
<p>Las virtudes estimulantes de un café son difícilmente discutibles, pero pensar que uno es incapaz de librarse de la somnolencia hasta que no ha tomado el primer café es exagerado. Lo que suele suceder en estos casos es que uno se despierta con el café porque durante años ha habituado a su cerebro a despertarse con el café. Su cerebro ha aprendido a la perfección la orden que asocia café y despertarse. He podido observar personalmente, con varias personas habituadas a despertarse con un café, que el efecto es exactamente el mismo con un buen café descafeinado (si no se dan cuenta del truco).</p>
<p>Yo mismo, después de creer durante años que el café me era indispensable para despertar, decidí plantearme la posibilidad de que no fuera así y di a mi cerebro, de un modo totalmente consciente, otra orden: tengo que despejarme en cuanto me despierte. Ahora ya no necesito ninguna excusa: salvo en casos muy extremos, en cuanto me despierto estoy totalmente despejado. Es cierto que al principio tenía que hacer un esfuerzo para recordar a mi cerebro la nueva orden, pero ahora sucede de manera espontánea.</p>
<p>Este es un ejemplo de la acumulación kármica aplicada a las acciones mentales. Es decir: nuestro comportamiento presente incide sobre nuestro comportamiento futuro, pero con la particularidad de que al principio se trata de un comportamiento forzado y luego acaba convirtiéndose en espontáneo. Y lo mismo sucede en terrenos mucho más abstractos, en el territorio de las puras ideas o en el del carácter.</p>
<p><strong>Las ideas y el carácter</strong></p>
<p>Es un lugar común decir que el carácter de una persona no se puede cambiar. Podrá cambiar de hábitos, podrá comportarse de otra manera en determinadas circunstancias, pero la esencia de su carácter no puede cambiar. Hay niños que ya desde pequeños tienen un carácter agresivo, mientras que otros son mansos. El carácter, en definitiva, parece ser un producto biológico inevitable, inserto en nuestros genes. Yo siempre he sido escéptico ante este tipo de argumentos, pero es posible que en los genes haya algo así como alelos que afecten o determinen de alguna manera los diferentes caracteres: curiosidad, agresividad, tozudez, etcétera. Sin embargo, ello no significa que no sea posible cambiar el carácter.</p>
<p>En una ocasión discutí con mi padre acerca de si la función crea el órgano. Nos referíamos concretamente al asunto del chismorreo, la maledicencia y el hecho de criticar a los demás. Yo opiné que, efectivamente, la función crea el órgano: si retienes y no haces públicas las críticas fáciles y despectivas que se te ocurren espontáneamente al hablar de otra persona, al cabo de un tiempo ese tipo de cosas ya no se te ocurren espontáneamente. No es que pierdas la capacidad de crítica, que es muy saludable en ciertos casos, pero ya no se trata de una especie de impulso destructor y mezquino.</p>
<p>Es posible, pues, establecer una lucha entre dos conciencias, el pensamiento espontáneo, que a menudo es más bien adquirido por desidia e imitación, y el reflexivo que te impulsa a mejorar.</p>
<p>Se podrá discutir, es cierto, si lo anterior significa que es realmente posible cambiar el carácter, pero en este terreno es aplicable aquello que decía Eysenck: desaparecido el síntoma, desaparecida la enfermedad.</p>
<p><strong>Los deseos</strong></p>
<p>Otra acumulación de karma mental perniciosa se produce no por medio de conceptos, educación o ideas, sino por causa de los deseos. Desear algo que no se tiene (o desear seguir teniendo algo) puede ser muy poco saludable. Si una persona se pasa todos los días lamentándose, de pensamiento o de palabra, por cosas que no tiene, está alimentando negativamente a su cerebro. Incluso aunque no se lamente y se limite a desear esto o aquello, por ejemplo, tener una casa o un coche o unos amigos mejores de los que tiene, se estará perjudicando mentalmente. Ningún acto mental pasa inadvertido, todos tienen su efecto en la mente. Estos deseos no cumplidos se van acumulando, repetitivos, en el cerebro día tras día, y ello producirá en el futuro, de no cumplirse los deseos, frustraciones e infelicidad. Incluso cumpliéndose los deseos, el desear obsesivamente algo que no se tiene produce efectos negativos. No se puede borrar de la noche a la mañana todo lo que se ha acumulado durante años, del mismo modo que una úlcera provocada por un mal hábito alimenticio se puede aliviar cambiando el régimen, pero no se puede cerrar de manera definitiva. Si volvemos a malcomer, reaparecerá la úlcera (desde que escribí lo anterior, se ha descubierto que la úlcera es provocada por una bacteria y que sí se puede curar: hablemos entonces de la acidez de estómago).</p>
<p>No se puede dejar que un órgano infectado no sea curado de inmediato: dejar crecer la infección es permitir que se desarrolle una gangrena que obligará a amputar el miembro. Esto se tiene en cuenta con las heridas físicas, pero no se advierte en relación con las heridas mentales. Tener malos pensamientos influirá en la mala salud mental de una persona, incluso aunque consiga algún día cambiar su carácter, del mismo modo que cuando se deja de fumar ha de pasar bastante tiempo hasta que los pulmones recuperan su condición original: hay que sacar las piedras que se han ido acumulando en el pozo durante años.</p>
<p>Los efectos perniciosos de los deseos es uno de los aspectos centrales del pensamiento budista, pero no puede ser tratado aquí en detalle, pues, aunque quedan muchas cosas pendientes, es hora ya de terminar. Solo añadiré que si al lector le molesta llamar acumulación de karma a lo que aquí se describe, lo puede traducir a su lenguaje favorito.</p>
<p>Como dice Deshimaru: si tengo que explicarle una cosa a alguien que le gusta la filosofía, recurriré a Descartes, Platón o Aristóteles; si mi oyente tiene tendencias místicas, se lo explicaré en un lenguaje espiritualista; si se trata de un científico, hablaré de átomos o de campos de fuerza. Ello no significa que una misma cosa dicha en lenguajes diferentes sea correcta en todos ellos, se trata simplemente, de intentar comunicar algo a otra persona sin que los filtros de sus hábitos o de sus prejuicios le impidan escuchar con atención.</p>
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