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	<title>artigos-sobre-tatica &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "artigos-sobre-tatica"</description>
	<pubDate>Sat, 06 Sep 2008 05:44:52 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Qual a melhor plataforma de jogo?]]></title>
<link>http://futeboltatico.wordpress.com/?p=372</link>
<pubDate>Wed, 27 Aug 2008 21:17:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leandro</dc:creator>
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<description><![CDATA[Nessa semana fui questionado por um amigo de um grande site de futebol sobre a declaração de um tr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Nessa semana fui questionado por um amigo de um grande site de futebol sobre a declaração de um treinador brasileiro em que este dizia ser o 1-3-5-2 um “esquema” (palavra do treinador) mais fácil de jogar. Segue a resposta que encaminhei a esse amigo:</p>
<p style="text-align:justify;">“Ainda não há um consenso entre os profissionais do futebol quanto à plataforma de jogo (e por plataforma entenda a distribuição numérica entre os setores - 1-4-4-2, 1-3-5-2, 1-4-3-3, etc. - sem considerar a dinâmica adotada pela equipe) mais eficiente independentemente da situação encontrada pelo treinador. O português José Mourinho utiliza o 1-4-3-3 no início do seu trabalho com as equipes que trabalha (foi assim no Porto, no Chelsea e em seu primeiro jogo oficial pela Inter de Milão também jogou nessa plataforma). Ele acredita que  a distribuição equilibrada por setores do campo dos atletas que o 1-4-3-3 permite, acelera o processo da construção de uma forma de jogar coletiva que seja competitiva. Isso acontece pela assimilação mais rápida  por parte dos atletas quanto aos objetivos traçados.</p>
<p style="text-align:justify;"><!--more--><br />
Muito comum no Brasil, o 1-3-5-2  é menos utilizado pelas equipes fora do nosso país (vemos ainda equipes italianas médias e pequenas jogando nessa plataforma), pois nesse momento as plataformas com 4 jogadores na linha defensiva são as preferidas pelos treinadores estrangeiros.<br />
Essas diferentes opções são resultado de conceitos diferentes sobre o jogo. Treinadores brasileiros usam em sua maioria a marcação mista (o jogador marca o adversário que jogar dentro da sua área de atuação, a referência da marcação é o adversário) enquanto  os europeus (principalmente)  optam por jogar marcando por zona (tendo como referência a bola e o espaço).<br />
Portanto preferir o 1-3-5-2 jogando no Brasil faz todo o sentido, pois as equipes jogam normalmente com dois atacantes facilitando o encaixe no adversário (3 zagueiros para 2 atacantes, ala bate com lateral adversário, volante marca meia, meia marca volante e atacantes marcam zagueiros). E jogar nas plataformas 1-4-3-3, 1-4-4-2, 1-4-5-1 (com todas as variações de distribuição de atletas que essas plataformas permitem) sempre com linha defensiva de 4 jogadores na Europa, onde se marca preferencialmente por zona também se justifica, porque atende a outras necessidades do jogo como por exemplo de se ocupar melhor toda a largura do campo.<br />
Concluindo, a opção por esta ou aquela plataforma depende da filosofia de trabalho do treinador, dos conceitos que este tem sobre o jogo e da característica do grupo de atletas.<br />
Não há evidências científicas comprovadas por pesquisas que existe efetivamente uma plataforma mais vencedora que outra. E ter sua assimilação mais facilitada não é suficiente para que uma plataforma se justifique, ela precisa apresentar resultados práticos, que nesse momento parece ter mais relação com a sistematização de um sem número de dinâmicas dentro dela.”</p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Confira a coluna completa no site <a title="Coluna no Cidade do Futebol" href="http://www.cidadedofutebol.com.br/Cidade/Site/Artigo/Materia.aspx?IdArtigo=9705" target="_blank">Cidade do Futebol</a></span></p>
<p><strong>Leandro Zago</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Sistema de Transições no Futebol]]></title>
<link>http://futeboltatico.wordpress.com/?p=350</link>
<pubDate>Fri, 08 Aug 2008 19:11:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leandro</dc:creator>
<guid>http://futeboltatico.wordpress.com/?p=350</guid>
<description><![CDATA[“Temos ainda que caminhar bastante no entendimento, na
sistematização dessas coisas, no sentido ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:right;"><em>“Temos ainda que caminhar bastante no entendimento, na<br />
sistematização dessas coisas, no sentido de perceber as suas<br />
conexões e de entender o Jogo como um fluxo contínuo.”</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>(Júlio Garganta)</em></p>
<p style="text-align:justify;">Pertencente ao grupo dos Jogos Desportivos Coletivos (JDC), o futebol tem na sua essência quatro momentos que estão presentes em qualquer partida que seja disputada e que independem do nível, local ou idade dos praticantes (desde níveis de formação até jogadores profissionais) envolvidos: defesa, transição defesa - ataque, ataque e transição ataque – defesa. A natureza complexa e não linear do jogo não permite que seja prevista a ordem em que esses quatro momentos irão ocorrer, fazendo com que cada partida possua uma linha de progressão única que vai se desenhando de acordo com as respostas coletivas das equipes e individuais dos jogadores aos estímulos do jogo. Essa afirmação vem ao encontro do que escreveu o professor Vítor Frade (2002), “não há nada mais construído que o jogar. O jogar não é um fenômeno natural, mas construído”.</p>
<p style="text-align:justify;"><!--more--><br />
Ou seja, se o jogo vai sendo construído, e os dois momentos de transição são inerentes a ele, temos a possibilidade de preparar nossa equipe durante o processo de treinamento para realizá-las da forma como considerarmos mais adequado. Para Amieiro (2005) “treinar é fabricar o jogar que se pretende”. E para se treinar as transições defensivas e ofensivas são necessários princípios de jogo bem estabelecidos. Quando recupera a bola, a equipe deve saber se é o momento de contra atacar, tirar simplesmente a bola da zona depressão ou alternar entre ambos de acordo com o comportamento do adversário. Ao perder a bola, deve-se definir referências para pressionar o portador da bola rapidamente, reorganizar-se em linhas mais recuadas ou coordenar as duas respostas numa análise rápida da situação que o jogo está propondo.<br />
Treinadores portugueses como José Mourinho e Jesualdo Ferreira concebem os momentos de transição como fundamentais dentro do jogo de futebol. Jesualdo considera que “as equipas terríveis (utiliza terrível para caracterizar equipes difíceis de se enfrentar) são aquelas que diminuem o tempo entre o ganhar a bola e atacar e entre o perder a bola e defender”. Vítor Frade (2002) afirma que para uma equipe atacar com muitos jogadores sem tornar-se desequilibrada deve “dar particular atenção aos timings de transição”. Nota-se nas falas de Jesualdo e Vítor Frade uma preocupação com o tempo no sentido de duração do momento transitório. Assim, na tarefa transição, observa-se o como fazer nos princípios anteriormente citados e o quando fazer (entre o atacar e o defender e vice-versa) da forma mais rápida (e para isso faz-se necessário coordenação coletiva) possível.<br />
Construir uma forma de jogar que seja condizente com as necessidades de se ganhar um jogo atuando de uma forma atrativa – porque para ser eficiente uma equipe não precisa abrir mão de jogar bonito, muito pelo contrário – passa pela sistematização de um processo de treinamento que contemple os quatro momentos do jogo de forma integrada. O modelo de jogo adotado deve racionalizar que as zonas em que busco recuperar a bola com maior freqüência devem estar relacionadas com o tipo de organização ofensiva que pretendo utilizar e que a forma como se realizam as transições defensivas e ofensivas permitem o melhor ou pior funcionamento desse sistema integrado de ações que se sucedem sem uma ordem definida. Por não possuir um comportamento linear, o jogador deve ser capaz de interpretar os acontecimentos do jogo e aplicar uma resposta que esteja baseada nos mesmos referenciais que o restante da sua equipe e isso só acontecerá se durante o processo de treinamento os exercícios pelo grupo vivenciados potencializarem esse sentido coletivo.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Referências Bibliográficas</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Amieiro, N. (2005) Defesa à Zona no Futebol: Um pretexto para refletir sobre o  ... bem, ganhando!. Edição do Autor. 2005.</p>
<p style="text-align:justify;">Frade, V. (2002) Apontamentos das aulas de Metodologia Aplicada II, Opção de Futebol. FCDEF-UP. Porto. Não publicado.</p>
<p><strong>Leandro Zago - <a title="CIEFuT" href="http://www.cidadedofutebol.com.br/universidade/web/site/index.asp?arq=detalhes_grupos.asp&#38;idGr=23" target="_blank">CIEFuT</a></strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Modelo de Jogo]]></title>
<link>http://futeboltatico.wordpress.com/?p=349</link>
<pubDate>Mon, 14 Jul 2008 03:48:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leandro</dc:creator>
<guid>http://futeboltatico.wordpress.com/?p=349</guid>
<description><![CDATA[O conceito de modelo de jogo (MJ) aparece nesse momento muito pertinente nas literaturas buscadas pe]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;">O conceito de modelo de jogo (MJ) aparece nesse momento muito pertinente nas literaturas buscadas pelos profissionais que estão sempre à procura de evolução sobre questões ligadas aos esportes coletivos e almejam tornar cada vez mais consistente sua filosofia de trabalho. Enquanto no Brasil pouquíssimo material foi produzido sobre o tema, na Europa ele é alvo de discussões há muito tempo, como podemos observar nesse trecho escrito por Teodurescu em 1984, em que o autor considera que o modelo de jogo é uma referência, construída a partir de outras referências de ordem de rendimento superior, que postulam um conjunto de ações individuais e coletivas dos jogadores e da equipe, integradas com o espírito físico e psíquico característico do jogo. Na década de 90, o autor Júlio Garganta escreveu bastante sobre o assunto, devido à relação que o mesmo tem com sua proposta metodológica de ensino para os jogos desportivos coletivos. Recentemente, José Mourinho (2006), afirmou que ter um modelo de jogo definido é o mais importante para uma equipe de futebol, e tal modelo é um conjunto de princípios que dão organização a sua equipe por isso deve ter relevância especial desde o primeiro dia de trabalho. O treinador português e o autor romeno Teodurescu, em publicações com intervalo maior do que vinte anos referem-se ao conceito de MJ com muita proximidade, apesar de utilizarem-se de algumas palavras distintas para descrevê-lo. </span></p>
<p><!--more--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;">O modelo de jogo é o núcleo de toda a periodização tática, sem a definição do modelo torna-se descontextualizado o trabalho sob a perspectiva da periodização tática. O foco nesse novo cenário está na forma de jogar que será construída ao longo da temporada, visando uma regularidade competitiva e evolução constante nos comportamentos da dominante tática para que se atinja o “pico do modelo de jogo” como objetivo do processo. A periodização deve englobar a especificidade do MJ adotado em aspectos cognitivos, físicos, táticos, técnicos e psicológicos, além dos princípios e sub-princípios de jogo que serão aplicados pela equipe nas organizações ofensiva, defensiva e nas transições defesa-ataque e ataque-defesa. Portanto, modelo de jogo não é somente a tática usada pelo treinador, mas sim um conjunto de ações, pensamentos e princípios seguidos pela equipe. Ao elaborar os treinos, deve-se levar em conta o MJ previamente definido, ou seja, o processo de treinamento deve englobar exercícios que seguem o MJ escolhido pelo treinador. E que fique claro que todas as equipes possuem um MJ, independente do método de treino aplicado e do conhecimento do treinador sobre o tema, o que poderá variar é o quão elaborado (ou não) é o MJ que determinada equipe apresenta no campo. Colocar onze jogadores no campo defensivo e “dar chutões” ou jogar realizando uma zona pressionante são dois MJ com um grau de complexidade bem distinto, desde a forma como se operacionalizar um treinamento para construí-los, passando pela assimilação dos atletas, até sua aplicação no jogo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;">O treinador, na fase inicial do trabalho deve definir o modelo de jogo da equipe junto com sua comissão técnica, levando em conta sua idéia de jogo, a característica dos jogadores, os princípios de jogo, a organização funcional e a estrutura do clube. O modelo de jogo deve ter objetivos bem definidos e bem claros para todos, para que cheguem a atingir tais metas. Porém, devem saber que esse modelo de jogo pode sofrer ajustes, para que haja um aperfeiçoamento gradativo.<span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><strong><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><strong><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;">Referências Bibliográficas</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;">Amieiro, N. (2005) <em>Defesa à Zona no Futebol: Um pretexto para refletir sobre o &#60;jogar&#62; ... bem, ganhando!.</em> Edição do Autor. 2005.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;">Oliveira, B. et al (2006)<em> Mourinho: Porquê tantas vitórias?.</em> Editora Gradiva. 2006.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;">Teodurescu, L. (1984) <em>Problemas de Teoria e Metodologia nos Jogos Desportivos.</em> Livros Horizonte. 1984</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><a title="CIEFuT" href="http://www.cidadedofutebol.com.br/universidade/web/site/index.asp?arq=detalhes_grupos.asp&#38;idGr=23" target="_blank"> CIEFuT</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Conceitos de Pressing]]></title>
<link>http://futeboltatico.wordpress.com/?p=343</link>
<pubDate>Sun, 15 Jun 2008 18:23:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leandro</dc:creator>
<guid>http://futeboltatico.wordpress.com/?p=343</guid>
<description><![CDATA[O “futebol de pressing”, assim chamado pelo seu criador, Rinus Michels, consistia de um disposit]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">O “futebol de pressing”, assim chamado pelo seu criador, Rinus Michels, consistia de um dispositivo tático cujo objetivo era acuar intensamente o adversário para recuperar a posse de bola e não ceder em nenhum momento a iniciativa de jogo ao mesmo, contando com dois requisitos básico: espírito de luta inquebrantável e excelentes níveis de preparação física. Segundo a definição do próprio Michels, o futebol de pressing era “um sistema de jogo em que todos os jogadores no campo atacam todo o tempo... ainda que não tenham a posse de bola!”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Ao utilizar-se do pressing busca-se tornar o campo pequeno para o adversário, pressionando-o tanto em espaço como em tempo. Prioritariamente, todos os espaços próximos à bola devem ser racionalmente ocupados e as linhas de passe do adversário são suprimidas e este se vê com um reduzido número de possibilidades, tudo isso é claro se o “pressing” for bem realizado e muito bem sistematizado durante o processo de treino. </span></p>
<p><!--more--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">O “pressing” segundo Amieiro (2005) é uma ação coletiva defensiva de opressão sobre o portador da bola, sendo que esta ação busca diminuir o tempo e espaço de ação do mesmo. A questão coletiva passa a ser primordial nessa ação, pois o estado de pressão imposto ao adversário depende de uma ocupação inteligente e direcionada de todos os espaços necessários para que isso ocorra. Outro ponto importante citado pelo autor é de que o “pressing” não deve ser feito apenas para impedir que o adversário jogue, mas para que sua equipe jogue, por isso esta dever ter estratégias para pressionar e dar seqüência na jogada e não apenas pressionar, roubar a bola e logo em seguida perdê-la, e isso obviamente também deve ser definido durante o processo de treino. A transição ofensiva e defensiva tem plena relação com essa forma do time atuar. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Em se tratando de futebol de alto nível, tem-se recriminado toda forma passiva de jogar e o “pressing” tornou o ato de defender passivamente em um ato agressivo de jogar defensivamente, os espaços então tornaram-se ainda mais escassos. Essas formas de “pressing” têm aspectos físicos específicos e são determinantes nos jogos, pois os jogadores devem resistir durante os noventa minutos aos estímulos da partida e reagir da melhor maneira possível conforme o modelo de jogo proposto pelo treinador.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Consideremos as seguintes variáveis:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">- Espaço: refere-se à região ou setor do campo em que a pressão deve iniciar ou ser realizada;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">- Tempo: relaciona-se ao momento em que deve-se iniciar a pressão, se na transição defensiva, nos passes para trás do adversário, etc e;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">- Referência: diz respeito ao elemento do jogo que orientará a pressão, se a bola, o adversário ou um setor do campo, por exemplo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">As três variáveis acima citadas são essenciais para se compreender o ato de pressionar e o que o norteia. E, independentemente da opção por este ou aquele referencial, a capacidade de exercer pressing, ou seja, de gerar uma situação para o adversário que o obrigue a decidir sob condições com maior dificuldade que o habitual, dependerá do nível de compreensão que o grupo de jogadores que o aplica têm sobre o jogo. Esses conhecimentos sobre a lógica do jogo serão construídos dentro de um processo pedagógico de treino, com complexidade crescente e sempre atuando dentro da zona proximal de conhecimento do grupo de atletas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Esse conceito foi criado e popularizado pelo treinador holandês e ficou em evidência principalmente após a Copa do Mundo de 1974 devido à excelente campanha que a seleção da Holanda realizou durante aquele mundial. Apresentando um futebol fantástico, inclusive com a denominação de “Carrossel Holandês” pela alta rotatividade de movimentações que a equipe demonstrava em campo, o “pressing” se tornou desde então uma característica de equipes de alto nível, que vêem nessa forma de jogar um meio para controlar e / ou dominar as partidas. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Referências Bibliográficas</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Amieiro, N. (2005) <em>Defesa à Zona no Futebol: Um pretexto para refletir sobre o &#60;jogar&#62; ... bem, ganhando!.</em> Edição do Autor. 2005.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><a title="CIEFuT" href="http://www.cidadedofutebol.com.br/universidade/web/site/index.asp?arq=detalhes_grupos.asp&#38;idGr=23" target="_blank"> CIEFuT</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O jogar (pensar) coletivamente]]></title>
<link>http://futeboltatico.wordpress.com/?p=339</link>
<pubDate>Fri, 23 May 2008 12:04:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leandro</dc:creator>
<guid>http://futeboltatico.wordpress.com/?p=339</guid>
<description><![CDATA[“&#8230; o que de mais forte uma equipa pode 
ter é jogar como uma equipa.”
(Mourinho, 2003)
 
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:right;" align="right"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">“... o que de mais forte uma equipa pode </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;" align="right"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">ter é jogar como uma equipa.”</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;" align="right"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">(Mourinho, 2003)</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;" align="right"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Segundo Amieiro (2005), a organização defensiva só conseguirá ser verdadeiramente coletiva se as ações tático-técnicas realizadas por cada um dos onze jogadores forem perspectivadas em função de uma idéia comum, respeitando um referencial coletivo, em que as tarefas individuais dos jogadores se relacionam e regulam entre si. O autor ainda afirma que apenas assim o “todo” (a equipe que se defende) conseguirá ser maior que a soma das partes que o constituem (comportamentos tático-técnicos de cada atleta).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Quanto o autor fala sobre “idéia comum” ou “referencial coletivo” é preciso entender que não está se referindo a automatismos fechados, ou algo já estabelecido de forma estanque, mas a princípios que norteiam a ação coletiva da equipe e por conseqüência as ações individuais dos atletas nela inseridos. Pode-se constatar isso no trecho seguinte da sua frase em que se refere às interações entre jogadores (quando diz “relacionam”) e ao processo de feedback (quando diz “regulam”) que ocorre permanentemente durante as ações coletivas e individuais dos jogadores. </span></p>
<p><!--more--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Portanto faz-se necessário construir e definir princípios que balizem os comportamentos coletivos (princípios de jogo), visto que o jogo pelo seu caráter imprevisível não permite ações planejadas em sua plenitude, pois vai sendo construído conforme as respostas que seus jogadores vão oferecendo pontualmente naquelas situações. Respostas essas que surgem da interação dos mesmos com sua equipe, com o adversário, com a posição da bola e de um número muito alto de outras variáveis que estão nele inseridos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">A simples informação não altera comportamentos e estes demoram muito tempo para serem alterados (FRADE, 2004). Cabe ao treinador direcionar esses comportamentos para o modelo de jogo que pretende adotar, através de exercícios com complexidade crescente, sempre atuando na zona proximal de conhecimento do atleta com um objetivo final muito definido. O quão elaborado será o modelo de jogo depende da qualidade com que esse processo será aplicado e do conhecimento que o treinador tem sobre o jogo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">O objetivo é que a equipe apresente respostas coletivas para a maior quantidade possível de situações que estejam presentes nos quatro momentos do jogo: com a bola, sem a bola, transição defesa-ataque e transição ataque-defesa. Nessa proposta uma equipe pode ter a bola, mas, por estar com vantagem no placar, não quer dar profundidade ao jogo e quer defender-se com a posse. Suas movimentações são bem diferentes de quando ela precisa marcar gol. Caso algum(ns) jogador(es) não estejam com os princípios daquele momento assimilados, pode(m) apresentar respostas incongruentes com os objetivos momentâneos da equipe, realizando movimentações para regiões em que a pressão do adversário é mais intensa, aumentando os riscos de perder a bola e não colaborando com a meta coletiva estabelecida para aquela pontual situação, a manutenção da posse de bola simplesmente. E que fique bem claro com esse parágrafo que “estar defendendo” ou “estar atacando” independe de ter ou não a bola, pelo caráter indivisível que o jogo apresenta ao contemplar os quatro momentos anteriormente citados que se manifestam intimamente relacionados.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Os princípios de jogo estão ligados aos hábitos da equipe, que são resultado da interação dos hábitos individuais dos jogadores, portanto aí deve estar focada a intervenção do processo de treino. Para Frade (2002), o hábito é um saber-fazer que se adquire na ação, portando vivenciar os devidos princípios de uma forma hierarquizada e sistematizada é fundamental para que o objetivo final, ou seja, a implantação do modelo de jogo idealizado pelo treinador baseado no contexto em que se encontra, materialize-se em campo de forma condizente com a proposta inicial.<span> </span><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Referências Bibliográficas</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Amieiro, N. (2005) <em>Defesa à Zona no Futebol: Um pretexto para refletir sobre o &#60;jogar&#62; ... bem, ganhando!.</em> Edição do Autor. 2005.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Frade, V. (2002) <em>Apontamentos das aulas de Metodologia Aplicada II, Opção de Futebol.</em> FCDEF-UP. Porto. Não publicado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Frade, V. (2004) <em>Apontamentos das aulas de Metodologia Aplicada II, Opção de Futebol.</em> FCDEF-UP. Porto. Não publicado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Mourinho, J. (2003) Entrevista ao programa &#60;2ª Parte&#62; da SporTV. 14 de maio de 2003. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><strong>Leandro Zago - </strong><a title="CIEFuT" href="http://www.cidadedofutebol.com.br/universidade/web/site/index.asp?arq=detalhes_grupos.asp&#38;idGr=23" target="_blank">CIEFuT</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Reflexões sobre a análise do jogo]]></title>
<link>http://futeboltatico.wordpress.com/?p=338</link>
<pubDate>Fri, 09 May 2008 19:02:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leandro</dc:creator>
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<description><![CDATA[Nessa semana o treinador Dorival Júnior fez uma crítica à mídia especializada em futebol após a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Nessa semana o treinador Dorival Júnior fez uma crítica à mídia especializada em futebol após a derrota por 2 a 1 da sua equipe na Arena da Baixada que foi suficiente para que o Coritiba (time deste treinador) conquistasse o título estadual do Paraná. De acordo com o técnico os analistas devem se qualificar mais para ter melhor embasamento durante seus comentários e que passa por essa questão a evolução do futebol brasileiro, visto que, dessa forma chegarão informações de melhor qualidade aos torcedores que consomem esse produto. Realmente passa a ser preocupante esse cenário pelo círculo vicioso que acaba se criando, pois comentaristas limitam-se a falar o que o torcedor entende, com isso os torcedores nunca recebem novas e interessantes informações sobre a leitura do jogo e estabelece-se um nível de mediocridade (no sentido de mediano mesmo) que nunca transcende o atual.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Seguindo essa linha de conduta o treinador acaba sofrendo as conseqüências, pois acaba sempre sendo julgado por pessoas que pouca ou nenhuma informação “tática” tem sobre o jogo, e nessa lista podemos incluir não apenas os torcedores, mas diretores de futebol, presidentes de clubes e narradores esportivos. A leitura paupérrima que a maioria desses citados têm não os permite dar soluções diferentes para problemas diferentes e caem sempre no senso comum, ou quem já não ouviu frases do tipo “agora que foi expulso um jogador do adversário o treinador pode tirar um dos três zagueiros e colocar mais um atacante”, ou “precisa segurar o jogo, pode trocar o atacante por um volante”, “o meia do time A está acabando com o jogo, precisa colar alguém nele” e tantas outras que surgem nas transmissões dos jogos.</span></p>
<p><!--more--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Nas transmissões dos Campeonatos Europeus a dificuldade dos especialistas (jornalistas e ex-jogadores) fica evidente quando tentam aplicar uma lógica de solução utilizada no futebol brasileiro (jogar com marcação mista, por exemplo, e todas as suas dinâmicas) ao futebol inglês ou italiano onde se joga marcando por zona e a dinâmica coletiva está totalmente relacionada a essa forma de jogar. Outro dia, um comentarista, ao analisar as dificuldades do Milan (naquele domingo o Milan jogava em uma plataforma 4-4-2 com duas “linhas de 4” marcando por zona e sem o Kaká), disse que o time ressentia de um meia de aproximação e por isso havia uma distância entre a linha média e os dois atacantes. Vejamos, jogando dessa forma que o Milan joga, não há meia de aproximação. Existem sim, dois médios centralizados (também chamados de pivôs defensivos em alguns casos) e dois alas. A distância entre os compartimentos – defesa, linha média e ataque – está relacionada quando em posse de bola a capacidade de ocupação do espaço de jogo de uma forma racional, criando estruturas geométricas que possibilitem a circulação da bola numa velocidade ótima e com possibilidade de mudança de zona sempre que necessário. Assim a equipe criaria linhas de passe no campo ofensivo e seriam possíveis jogadas em profundidade e aproximações em todos os setores. Se isso não ocorrer, uma simples substituição não dará conta de resolver o problema. <span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">A forma de ler o jogo carrega um peso cultural, e a nossa sociedade (brasileira) transfere para o campo a capacidade de definir as coisas individualmente, transformando um jogador em responsável por uma grande vitória ou derrota, ignorando aspectos coletivos. O futebol é um esporte coletivo que engloba ações individuais e coletivas, portanto nenhuma das duas pode ser deixada de lado. Ter os melhores jogadores não é garantia de títulos como vemos todas as temporadas pelo mundo afora, pois a capacidade coletiva que proporciona uma regularidade à equipe, tornando-a muitas vezes independente dos seus grandes craques. Quando conseguirmos discutir um resultado, seja ele uma vitória ou uma derrota, num patamar acima, novos problemas surgirão, porque assim é a vida, mas teremos sido responsáveis por colaborar com a evolução desse esporte que movimenta multidões.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><strong> Leandro Zago</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Periodização Tática e Futebol]]></title>
<link>http://futeboltatico.wordpress.com/?p=333</link>
<pubDate>Tue, 22 Apr 2008 17:37:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leandro</dc:creator>
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<description><![CDATA[&#8220;Aspecto particular da programação, que se relaciona 
com uma distribuição no tempo, de fo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:right;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">"Aspecto particular da programação, que se relaciona </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">com uma distribuição no tempo, de forma regular, dos </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">comportamentos tácticos de jogo, individuais e </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">colectivos, assim como, a subjacente e progressiva </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">adaptação do jogador e da equipa a nível técnico, físico, </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">cognitivo e psicológico".</span></em></p>
<p style="text-align:right;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">(MOURINHO, 2001)</span></em></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">A definição acima dada pelo treinador português José Mourinho sobre o seu conceito para a periodização contempla o que para ele são os quatro aspectos fundamentais que o treinamento deve abranger de uma forma indissociável. Defende que toda sessão de treino deva ser realizada com bola de forma que o atleta pense no jogo. Para Carvalhal (2003) a primeira preocupação nessa periodização é o jogo, com ênfase em treinos situacionais e em situações de jogo, com o treino físico (ou da dominante física) inserido no mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;"><!--more--><br />
Essa forma de periodizar é contrária aos modelos tradicionais, em que as prioridades do treino são outras; em que os aspectos físicos, técnicos, táticos e psicológicos possuem sessões particulares de trabalho, sendo em alguns momentos “integrados” em treinamentos físico-técnicos ou técnico-táticos que apesar da presença da bola não possuem como objetivo central a melhora da qualidade do jogo.<br />
Considerando como epicentro do jogo o aspecto tático, a Periodização Tática (PT) citada pelos treinadores acima tem como referência o Modelo de Jogo Adotado (MJA) e, com isso, os outros aspectos devem estar presentes sempre nas sessões de treinos, pois sem eles o jogo em alta qualidade torna-se fora do alcance. A tática é pensada como aspecto central da construção do treino, de forma que as outras capacidades sejam desenvolvidas por “arrasto”, de forma contextualizada e identificada com a matriz de jogo proposta.<br />
Para isso nas sessões de treino são desenvolvidos exercícios que construam e potencializem a forma de jogar exacerbando algumas situações (princípio metodológico das propensões) que o treinador eleja como prioridade naquela sessão.<br />
Dentro da PT não faz sentido um mesociclo apoiado em microciclos que tenham em sua estrutura perspectivas praticamente idênticas pautadas ou na variação de volumes de carga, ou de prioridades físicas, ou nas pendências fisiológicas. Na perspectiva do MJA, o microciclo segue uma progressão complexa relacionada ao processo e compreensão da lógica do jogo e ao modelo de jogo a se jogar.<br />
A Periodização Tática emerge, na prática competitiva (principalmente em Portugal nesse momento), como uma nova proposta de periodização para os jogos coletivos, respeitando suas características – e nesse caso aprofundando nas particularidades e complexidades do futebol. Surge como alternativa para a periodização tradicional que têm, em grande parte de seus idealizadores, origem em esportes individuais ou com um curto período competitivo. Parte do pressuposto de que esportes coletivos, como o futebol nesse caso, com longos períodos de competição necessitam de regularidade competitiva, não tendo nos “picos de forma” esse objetivo atingido. Os picos do Modelo de Jogo tornam-se as metas a serem buscadas e que, pelos constantes processos de construção do mesmo proporciona um desenvolvimento contínuo.<br />
Para pesquisadores e profissionais da Educação Física, PT e MJA não são nenhuma novidade, longe disso. Autores clássicos estudados em boas faculdades de Educação Física no Brasil propõem discussões nessa perspectiva há mais de 20 anos. A novidade talvez seja vê-la realmente na prática desportiva do futebol de alto nível.<br />
A PT mostra uma preocupação com a qualidade do jogo e rompe com conceitos cartesianos fincados em nossa sociedade. Seus conceitos, idéias e perspectivas passaram agora pelos portões das universidades, rumo a batalha contra os achismos que ainda imperam no futebol (ou por tradicionalismos ou pela falta de conhecimento científico).<br />
Que vençam a batalha!</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Referências Bibliográficas</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Carvalhal, C. (2003), "Periodização táctica. A coerência entre o exercício de treino e o modelo de jogo adotado" Documento de apoio das II Jornadas técnicas de futebol da U.T.A.D</p>
<p style="text-align:justify;">Mourinho, J. (2001), "Programação e periodização do treino em futebol" in palestra realizada na ESEL, no âmbito da disciplina de POAEF.</p>
<p><strong>Leandro Zago</strong> - <a title="CIEFuT" href="http://www.cidadedofutebol.com.br/universidade/web/site/index.asp?arq=detalhes_grupos.asp&#38;idGr=23" target="_blank">CIEFuT</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O “o quê?”, o “como”, o “treino” e a "tática"]]></title>
<link>http://futeboltatico.wordpress.com/?p=306</link>
<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 00:38:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leandro</dc:creator>
<guid>http://futeboltatico.wordpress.com/?p=306</guid>
<description><![CDATA[A estrutura básica de uma comissão técnica de uma equipe profissional vem se tornando cada vez ma]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">A estrutura básica de uma comissão técnica de uma equipe profissional vem se tornando cada vez mais numerosa pelas novas necessidades do futebol. Nos atendo apenas aos profissionais que estão envolvidos no “trabalho de campo” diretamente temos:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- Treinador</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- Auxiliar Técnico</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- Preparador Físico</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- Auxiliar de preparação física (não em todos os casos)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- Treinador de goleiro</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Olhando para a relação acima, na atual realidade do futebol, os únicos que chegam no esporte pelo caminho acadêmico são o preparador físico e seu auxiliar. Os outros cargos normalmente são ocupados por ex-jogadores. E essa configuração talvez explique a aplicação dos grandes avanços obtidos em áreas como a fisiologia e bioquímica do exercício, a biomecânica entre outras. Não que estejamos no nível ideal, mas no caminho para ele. Ainda dentro de uma visão fragmentada e fragmentadora do conhecimento, cabe ao treinador e seu auxiliar deter informações relacionadas à tática (e não a “dominante” tática integrada com outros aspectos) e os meios para que sua equipe a assimile e automatize alguns padrões.</span></p>
<p><!--more--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Por ter toda uma carreira geralmente construída na base experiência e no modelo jogador-executor, o ex-jogador e agora treinador precisa criar alguns hábitos que se fazem importantes nesse novo período de sua vida. Um deles é estudar sobre os temas que cercam sua nova profissão para que se torne um profissional capaz de adquirir novos conceitos, repensar a prática atual aplicada e construir novos conhecimentos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Pensando no trabalho do dia a dia, fica mais explícita ainda essa necessidade, pelos desafios que vão surgindo. Imaginemos uma situação problema: a equipe A não realiza contra-ataques com freqüência mesmo em jogos com possibilidade para isso. O que fazer? Como trabalhar isso no treino? Abaixo seguem as soluções de determinados treinadores:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- o treinador 1 passou essa sua impressão aos jogadores na reapresentação após o jogo e cobrou que eles realizassem saídas em velocidade no coletivo sempre que recuperavam a bola. Gritava com os atletas quando não ocorria o que foi pedido;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- o treinador 2 , respaldado por um scout quantitativo, apresentou uma resposta parecida com o treinador 1, mas pediu ao seu preparador físico que aumentasse a carga de trabalho de aceleração e força explosiva como complemento;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- o treinador 3 identificou através de um scout qualitativo que assim que roubava a bola sua equipe perdia rapidamente por problemas no jogo posicional e demora na transição ofensiva, mostrando aos seu jogadores o problema através de vídeos editados e debatendo as possíveis soluções em uma reunião e;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- o treinador 4 realizou todo o processo do treinador 3, mas embasou a busca de soluções no trabalho de campo, com atividades que apresentavam as situações problema do jogo em uma densidade alta para que as respostas que fossem surgindo aumentassem as possibilidades de soluções da sua equipe. Nas atividades, por arrasto, as capacidades físicas eram treinadas num contexto motivante de novas descobertas e a capacidade técnica de cada atleta era uma ferramenta para se atingir determinados objetivos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Para que o treinador possa aumentar as possibilidades de resposta dos seus atletas é imprescindível que ele aumente as próprias primeiro, dominando áreas do comportamento humano e da pedagogia do esporte. Essa flexibilidade dará a ele (treinador) uma gama maior de soluções para os eventos que se sucedem, adaptando-se melhor as diferenças comportamentais dos seus jogadores, da sua comissão, enfim, de todos os envolvidos no processo. Simultaneamente à escolha de ser treinador, escolhe-se ser cientista, psicólogo, pedagogo, filósofo e acrescente o que mais julgar necessário para o cargo. O futebol precisa mais de profissionais do que de técnicos, que apenas reproduzem procedimentos. E se você tem a intenção de se tornar um treinador, e realmente gosta de futebol já sabe como pode colaborar, e muito, com ele.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><b>  Leandro Zago</b></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Uma visão limitada da marcação]]></title>
<link>http://futeboltatico.com/2008/02/18/uma-visao-limitada-da-marcacao/</link>
<pubDate>Mon, 18 Feb 2008 10:51:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leandro</dc:creator>
<guid>http://futeboltatico.com/2008/02/18/uma-visao-limitada-da-marcacao/</guid>
<description><![CDATA[É muito comum ouvirmos os treinadores falarem em sistemas de marcação, ou como a equipe deve anul]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">É muito comum ouvirmos os treinadores falarem em sistemas de marcação, ou como a equipe deve anular o oponente, e que em determinada partida ele optará por tal sistema de jogo por considerá-lo mais eficiente para marcar adversário e garantir um resultado. E a questão que aparece nesse momento é se todos eles estão perspectivando a marcação com os mesmos princípios. Muito normal um treinador de terceira divisão vê-la de forma diferente de um de primeira divisão, é uma questão de nível de elaboração quanto à proposta de jogo. Também devem apresentar diferenças um treinador que adota marcação mista e um outro que prefira marcar por zona, já que ambas possuem na sua essência diferentes referenciais. Alguns autores escreveram sobre o tema.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Lópes Ramos (1995) diz que a marcação é uma ação tática dos jogadores da equipe que está sem a bola realizam sobre seus adversários, evitando o contato desses com a bola ou de o fazer nas piores condições possíveis. É realizada sobre todos os adversários com ações diferentes sobre o portador da bola, sempre com o marcador entre o adversário e a própria baliza, orientado em relação ao seu par. A marcação deve ser tanto mais forte quanto mais próxima ao gol defendido. Pacheco (2001) define marcação como uma ação tática em que os defensores aproximam dos atacantes, colocando-se entre eles, a bola e o gol defendido, impedindo a progressão, o passe e a finalização, buscando a recuperação da bola.</p>
<p><!--more--><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Reparem que essa duas definições para marcação colocam o adversário como referência primária para a marcação. O objetivo principal (e provavelmente único) é evitar qualquer ação do mesmo. E mostra-se como único porque não apresenta nenhuma relação com a forma de jogar da equipe que está marcando, que apenas quer impedir o jogo do outro time. Não apresenta porque todas as ações citadas pelos referidos autores são individuais. O time marcador corre atrás do time que joga, deixando de impor sua própria forma de jogar, desprezando uma ocupação espacial racional. Considera a marcação com um momento estanque, dissociado dos quatro grandes momentos do jogo (sem bola, transição defesa-ataque, com bola, transição ataque-defesa). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Quando “Lópes Ramos” escreve “a marcação deve ser tanto mais forte quanto mais próxima ao gol defendido” essa proposta torna-se ainda mais limitada, pois desconsidera a possibilidade de se realizar pressão sobre o adversário em zonas mais adiantadas. Em nenhum momento o sistema de coberturas é colocado como uma possibilidade, afinal, os marcadores nunca saberão onde estarão seus companheiros de equipe que nesse momento estão na dependência do “seu par”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Sob essa perspectiva, o jogo passa a ser visto de uma forma fragmentada onde suas partes não se relacionam nem se interagem. E, ao assistir uma partida de futebol em qualquer nível podemos constatar que os quatro momentos citados anteriormente ocorrem o tempo todo, em sucessão e com conseqüências um do outro. O treino deve considerar essa interação, porque querendo ou não o treinador, o jogo será construído dessa forma.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- Referências Bibliográficas</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">LÓPEZ RAMOS, A. (1995). <i>El marcaje: Fundamentos y trabajo práctico. </i>Fútbol: Cadernos Técnicos, Nº 1, abril de 1995. 3-14.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">PACHECO, R. (2001). <i>O Ensino do Futebol de 7 – Um jogo de iniciação ao futebol de 11.</i> Edição do autor.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><b>  Leandro Zago</b></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O que é, afinal, defender (jogar) por zona?]]></title>
<link>http://futeboltatico.com/2008/02/14/o-que-e-afinal-defender-jogar-por-zona/</link>
<pubDate>Thu, 14 Feb 2008 17:55:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leandro</dc:creator>
<guid>http://futeboltatico.com/2008/02/14/o-que-e-afinal-defender-jogar-por-zona/</guid>
<description><![CDATA[Vemos claramente no futebol mundial atual que as grandes equipes em sua maioria jogam marcando por z]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Vemos claramente no futebol mundial atual que as grandes equipes em sua maioria jogam marcando por zona seus adversários. Equipes com grandes jogadores que descobriram nessa forma de jogar um caminho para potencializar seus talentos e fazer do jogo coletivo sua identidade. Se esse fato realmente acontece, também é verdade que ainda existem treinadores que a ignoram e justificam-se apontando as limitações desse tipo de marcação.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Bauer (1994) caracterizou a “defesa por zona” assim: 1) a cada jogador é entregue um determinado espaço (zona), pelo qual será responsável durante toda a defesa, 2) quando a equipe perde a bola, cada jogador deve deslocar-se para trás, para a sua zona, 3) na sua zona, o jogador deve marcar diretamente qualquer adversário que nela entre, com ou sem bola, 4) se o adversário muda para outra zona, passará automaticamente a ser da responsabilidade de outro defesa, 5) todos os jogadores da equipe devem deslocar-se em direção à bola e, 6) o portador da bola deverá ser atacado por dois ou mais jogadores por vez. </p>
<p><!--more--><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Essa definição do referido autor, apesar de considerar algumas características da defesa por zona, aproxima-se mais de uma marcação mista, onde cada jogador marca o adversário que estiver na sua zona. E também apresenta algumas incoerências, pois, como vou garantir que a marcação será duplicada sobre o portador da bola se meus jogadores tem como referência a movimentação adversária? Tudo bem, será dentro de sua zona de atuação, mas isso já será suficiente para impedir uma eficiência do sistema de coberturas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">E por falar em referência, aí reside uma brutal distância entre marcar por zona e as outras formas de marcação que visam o encaixe no adversário. A grande referência da defesa por zona são os espaços e fechar como equipe os espaços mais valiosos. Mas onde são os espaços mais valiosos? Aqueles próximos ao local em que a bola se encontra naquele exato momento e que varia constantemente, tornando a gestão coletiva do espaço e do tempo fundamentais. Se a gestão é coletiva, minha equipe deve atuar como um bloco coeso, fechando linhas de passe em progressão, que flutua dependente da circulação de bola do adversário, gerando pressão espaço-temporal no portador da bola da equipe adversária através da ocupação racional dos espaços. Assim obteremos superioridade numérica, pois vejam, que em nenhum momento a movimentação do adversário interferiu no sistema de coberturas que se sucedem a cada variação de ação tática-técnica de ambas equipes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Melhor que “defender por zona” é falarmos em “jogar por zona” porque expressa com mais clareza o real significado dos objetivos implícitos nessa filosofia. Quando jogo marcando dessa forma, a recuperação da bola deve ocorrer de forma coletiva com total relação com o momento ofensivo. Aliás, dividir o momento “sem bola” do momento “com bola” e ignorar suas respectivas transições é um perigo tão grande como não considerarmos o “jogo por zona” das equipes bem sucedidas do futebol mundial. Ou, talvez, os perigos não sejam maiores um do que o outro, mas o mesmo. <span>  </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- Referência Bibliográfica</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">BAUER, G. (1994). <i>Fútbol. Entrenamiento de la técnica, la táctica y la condición física.</i> Editorial Hispano Européia. Barcelona.<i> </i><span>  </span><span> </span><span>  </span><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><b>  Leandro Zago</b></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Marcação individual, por zona, mista e híbrida]]></title>
<link>http://futeboltatico.com/2008/01/10/marcacao-individual-por-zona-mista-e-hibrida/</link>
<pubDate>Thu, 10 Jan 2008 19:35:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leandro</dc:creator>
<guid>http://futeboltatico.com/2008/01/10/marcacao-individual-por-zona-mista-e-hibrida/</guid>
<description><![CDATA[Afinal, qual delas é melhor? Será que existe a melhor? Entrar em consenso sobre o tema parece ser ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Afinal, qual delas é melhor? Será que existe a melhor? Entrar em consenso sobre o tema parece ser algo ainda muito distante, visto que, é mais do que um debate sobre o jogo, é um debate que envolve questões culturais. Quando buscamos uma compreensão do futebol sob a perspectiva da complexidade devemos nos apropriar de todas as áreas de conhecimento relacionadas ao ser humano. Ou não?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Vejamos, nos campeonatos nacionais do Brasil e de Portugal grande parte das equipes joga utilizando marcação mista com marcações individuais em alguns casos dependendo da qualidade do adversário. Em Portugal costumam chamar isso de “jogo de pares”, onde cada jogador marca o adversário que jogar em sua região (não podemos confundir com zona) e um sobra, com as duas equipes buscando o encaixe e anulação do jogo do rival. Muito próximo do que vemos nas equipes brasileiras.</p>
<p><!--more--><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Em contrapartida, na Inglaterra, Itália e Espanha, por exemplo, as grandes equipes jogam marcando por zona, com variações nas plataformas de jogo de acordo com a proposta de determinada partida.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">A marcação híbrida, caracterizada pela presença das outras três, dentro de um mesmo modelo de jogo, de forma padronizada, exige um nível de coordenação muito alto, portanto poucas equipes se dispõe a utilizá-la. Caso não esteja bem incorporada pelos atletas gera um estado de confusão nas trocas constantes. O Manchester United da temporada 2006/2007 utilizou-a em alguns jogos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Por que tantas variações na forma de marcar? Porque cada uma tem os seus prós e contras em cada situação do jogo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">O conhecimento do treinador sobre o jogo fará toda a diferença na hora de optar por essa ou aquela. Se propuser a marcação individual, sua prioridade é anular o adversário, jogar em função deste. Caso escolha marcar por zona, o foco do treinador é na sua própria equipe primeiramente, criar superioridade numérica em várias regiões do campo e fechar zonas de risco principais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Voltando ao início desse texto, a pergunta: descobrimos a melhor? </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Para o leitor pensar sobre o assunto, analise os casos abaixo baseado na forma de marcação das equipes:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- São Paulo (mista) e Internacional (mista / individual) campeões do mundo contra Liverpool (zona) e Barcelona (zona) respectivamente;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- Boca (zona) campeão da Libertadores algumas vez contra equipes brasileiras (mista);</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- Internacional (mista) campeão do Torneio de Dubai contra a Internazionale de Milão (zona) e <span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- França (zona) elimina Brasil (mista) da Copa de 2006.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Já decidiu?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><b>  Leandro Zago</b></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Scout no futebol]]></title>
<link>http://futeboltatico.com/2007/12/06/o-scout-no-futebol/</link>
<pubDate>Thu, 06 Dec 2007 19:57:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leandro</dc:creator>
<guid>http://futeboltatico.com/2007/12/06/o-scout-no-futebol/</guid>
<description><![CDATA[Pela competitividade e equilíbrio que caracteriza o futebol atualmente, o técnico deve sempre busc]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Pela competitividade e equilíbrio que caracteriza o futebol atualmente, o técnico deve sempre buscar diferenciais que agreguem positivamente ao seu trabalho, transformando-os em resultados. Scout é uma palavra da língua inglesa que traduzida para o português significa explorador. E esse é o principal objetivo de um trabalho de Scout, explorar todas as possibilidades das equipes analisadas, encontrando pontos fortes e fracos nas mesmas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Para montarmos um modelo de Scout devemos levar em conta três dimensões básicas:</span></p>
<p><!--more--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- temporal: refere-se aos períodos de ocorrências dos eventos no jogo, tempo de realização das ações, tempo de posse bola, enfim, tudo que possa ser caracterizado em função do tempo;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- espacial: relacionar os eventos às regiões do campo, posicionamento das equipes com e sem bola, ou seja, todas as ações que possam ser relacionadas com o espaço de jogo;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- tarefa: tipo de ação ou fundamento realizado em determinada jogada, quantificando e qualificando os eventos ocorridos, caracterizando-os.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Devemos considerar também os padrões coletivos e a proposta de jogo da equipe analisada para podermos contextualizar os dados e compreendê-los de uma forma global.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">O Scout também pode ser realizado de forma longitudinal (quando o realizamos analisando nossa própria equipe ao longo de uma seqüência de jogos numa temporada, por exemplo) ou transversal (quando é feita a análise do nosso próximo adversário baseado em um jogo). Temos que nos atentar para isso, pois são dois tipos de análises diferentes que possuem seus prós e contras. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Vejamos duas situações distintas para ilustrar os pontos contras:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- análise longitudinal: caso eu me baseie pela boa média de desarmes da minha equipe por partida, posso não reparar que ela diminuiu sua capacidade de desarme nos últimos cinco jogos;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- análise transversal: no jogo em que analiso meu adversário, não necessariamente ele realizará todos os movimentos coletivos que está habituado, ou então, jogará de acordo com aquele adversário do dia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">O trabalho de Scout é de grande valia para o treinador, mas este não pode se deixar enganar pelos números, e para isso devem estar montados de acordo com as necessidades e com a capacidade de intervenção dele no aspecto tático da equipe.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><strong>  Leandro Zago</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Defesa “com sobra” e o posicionamento do goleiro]]></title>
<link>http://futeboltatico.com/2007/11/16/defesa-%e2%80%9ccom-sobra%e2%80%9d-e-o-posicionamento-do-goleiro/</link>
<pubDate>Fri, 16 Nov 2007 21:45:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leandro</dc:creator>
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<description><![CDATA[Muito comum nas equipes que jogam com marcação mista é definir um de seus zagueiros para jogar ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Muito comum nas equipes que jogam com marcação mista é definir um de seus zagueiros para jogar “na sobra”, ou seja, este não acompanha nenhum atleta do adversário, mas é responsável por realizar as coberturas necessárias na linha de defesa. Em algumas equipes esse jogador é fixo, em outras ele é definido a cada jogada dependendo do posicionamento dos atacantes adversários.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Além da realização das coberturas, este jogador também cria uma superioridade numérica garantindo a presença de um defensor a mais nos ataques ou contra-ataques adversários. Olhando para a figura abaixo, podemos reparar que a forma como essa equipe posicionou o homem da sobra não criou uma superioridade numérica de 3 X 2, mas de 1+3 X 2, afinal o goleiro é parte integrante da equipe e deve participar ativamente de toda a estrutura tática.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;" align="center"><img src="http://futeboltatico.wordpress.com/files/2007/11/marcacao-com-sobra-goleiro.jpg" alt="marcacao-com-sobra-goleiro.jpg" height="176" width="468" /><br />
<span style="font-size:8pt;font-family:Verdana;">Figura 1 – Posicionamento da defesa (verde) durante uma seqüência ofensiva</span></p>
<p><!--more--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;" align="center"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Vamos discutir alguns pontos apresentados na figura:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- há muito espaço entre a defesa e o restante da equipe, visto que não vemos nenhum outro atleta de verde até a linha média. Com isso a compactação da equipe fica prejudicada.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- o zagueiro central está sobrando em linha e o goleiro muito próximo a sua meta. Essa superioridade de 1+3 X 2 gera uma inferioridade no ataque de 7 X 8+1.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- os dois zagueiros que estão marcando os atacantes adotaram estratégias diferentes. Enquanto o zagueiro do lado direito optou por marcar de uma forma mais zonal, “por dentro”, priorizando o controle do espaço, o zagueiro do lado esquerdo buscou a marcação individual, anulando o adversário em detrimento do espaço. A falta de um padrão muito bem definido gera falhas em momentos onde as decisões devem ser coletivas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Como solução, poderíamos adiantar o zagueiro “da sobra” de forma que formasse um triângulo com o vértice apontado para frente em relação com os outros dois. O goleiro também se adiantaria até a “meia lua” da área empurrando esse triângulo de zagueiros mais à frente. Assim, aumentaríamos um jogador por trás da seqüência ofensiva (conseqüentemente melhoraríamos a ocupação espacial em campo adversário), manteríamos a “sobra” com o goleiro e posicionaríamos os dois zagueiros “por dentro” em relação aos atacantes, para que, em caso de um longo lançamento no contra-ataque vá para zonas laterais e a defesa se reorganize.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><strong>  Leandro Zago</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Compactação: conceito e importância]]></title>
<link>http://futeboltatico.com/2007/11/14/compactacao-conceito-e-importancia/</link>
<pubDate>Thu, 15 Nov 2007 00:55:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leandro</dc:creator>
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<description><![CDATA[Para iniciarmos a discussão sobre esse tema, precisamos considerar alguns detalhes. Um campo oficia]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Para iniciarmos a discussão sobre esse tema, precisamos considerar alguns detalhes. Um campo oficial de futebol apresenta medidas que variam segundo as determinações da FIFA. Em nosso artigo vamos nos basear nas seguintes medidas: 100 metros de comprimento X 70 metros de largura. Um gramado com essas dimensões terá uma área de 7000 metros quadrados, que numa divisão simples por 22 jogadores daria a cada um deles algo em torno de 320 metros quadrados de área para ser “coberta”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Com todo esse cenário, podemos concordar que os atletas não conseguirão ocupar de forma muito eficiente o espaço designado. Para isso, é necessário que a equipe encontre formas de diminuir essa área através de manobras coletivas.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;" align="center"><img src="http://futeboltatico.wordpress.com/files/2007/11/compactacao.jpg" alt="compactacao.jpg" height="106" width="471" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;" align="center"><span style="font-size:8pt;font-family:Verdana;">Figura 1 – Ponte (branco) e Palmeiras (verde) encurtando o campo</span></p>
<p><!--more--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;" align="center"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Nessa situação de ataque da equipe da Ponte Preta, todos os atletas estão dispostos numa área menor que meio campo. O time da Ponte adiantou-se e em resposta a esse movimento, o Palmeiras aproximou suas linhas de defesa, meio e ataque. Conseqüentemente, as coberturas defensivas ficam mais facilitadas pela proximidade dos atletas de marcação. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Toda medida de área leva em consideração os fatores largura e comprimento, por isso a unidade de medida é o metro quadrado. Como a compactação de uma equipe acontece dentro de uma determinada área, deve respeitar dois fatores também: largura e profundidade (seria o equivalente ao comprimento).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Voltando a figura, podemos reparar que a equipe do Palmeiras considerou ambos, ou seja, não somente encurtou a distância entre os setores, como também estreitou-se em relação às laterais do campo. Observe o lateral direito muito próximo a uma faixa central do campo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">A compactação objetiva diminuir o espaço de jogo da equipe que ataca, com movimentos coletivos coordenados que na maioria das vezes utiliza-se da linha de impedimento para tal. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><strong>  Leandro Zago</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Marcação no escanteio: estilos e preferências]]></title>
<link>http://futeboltatico.com/2007/11/06/marcacao-no-escanteio-estilos-e-preferencias/</link>
<pubDate>Tue, 06 Nov 2007 19:47:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leandro</dc:creator>
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<description><![CDATA[É consenso no meio do futebol que as jogadas de “bola parada” são decisivas em algumas partida]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">É consenso no meio do futebol que as jogadas de “bola parada” são decisivas em algumas partidas, principalmente naquelas mais equilibradas sob o ponto de vista da criação de oportunidades de gol. Treinadores, jogadores e jornalistas quase que diariamente atribuem a vitória desta ou daquela equipe para esse fator.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">O que chama atenção é que, mesmo se preparando para esse momento, as equipes continuam sofrendo gols em boa quantidade, independentemente do tipo de marcação adotado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Basicamente são três tipos de marcação utilizados para o escanteio:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- Marcação individual: cada jogador marca um adversário até o fim da jogada.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- Marcação em zona: são determinadas áreas de atuação para cada marcador que objetiva ter controle sobre a zona que é responsável</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- Marcação mista: utilização das duas formas de marcação anteriores simultaneamente.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;" align="center"><img src="http://futeboltatico.wordpress.com/files/2007/11/pa1300251.jpg" alt="pa1300251.jpg" height="220" width="452" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;" align="center"><span style="font-size:8pt;font-family:Verdana;">Figura 1 – Marcação mista da defesa do Palmeiras</span></p>
<p><!--more--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;" align="center"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Na figura acima, vemos um jogo do Campeonato Paulista sub-17 (juvenil) entre Ponte Preta e Palmeiras. O Palmeiras optou por uma marcação mista, com um atleta no “primeiro pau” (em zona), outro no bico da pequena área (em zona) e o restante marcando individualmente o ataque pontepretano, inclusive no rebote.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Esse tipo de marcação é utilizado por várias equipes, com variações do número de atletas “em zona” e marcando individualmente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">A forma como é treinada a marcação dos escanteios pode nos dar uma pista do motivo para o insucesso da defesa, pois na maioria das vezes não simula a situação de jogo em que parte-se de uma desorganização para uma rápida organização (poucos segundos). Comumente no treino, inicia-se a jogada já com o escanteio a ser cobrado e os defensores posicionados em seus respectivos lugares. Para completar há muitas interrupções para correções, não exigindo que o atleta se concentre de forma mais prolongada.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Como alternativa, poderíamos realizar o treino da seguinte forma: </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- orientar os atletas sobre o posicionamento desejado antes do exercício</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- colocá-los ainda em situação defensiva com bola em jogo</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- jogar a bola para escanteio</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- bater em menos de 12 segundos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Essa atividade pode ser realizada em 5 blocos de 3 minutos com intervalos de 1 minuto para rápida correção de posicionamentos. Fundamental para manter a concentração dos atletas é cobrar metas para a atividade (X gols em y escanteios, por exemplo). </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><strong>  Leandro Zago</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Análise da incidência de gols por tempo de jogo]]></title>
<link>http://futeboltatico.com/2007/11/04/analise-da-incidencia-de-gols-por-tempo-de-jogo/</link>
<pubDate>Thu, 01 Nov 2007 19:17:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leandro</dc:creator>
<guid>http://futeboltatico.com/2007/11/04/analise-da-incidencia-de-gols-por-tempo-de-jogo/</guid>
<description><![CDATA[No Futebol de alto nível é sabido que qualquer detalhe bem trabalhado ou deixado de lado pode repr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">No Futebol de alto nível é sabido que qualquer detalhe bem trabalhado ou deixado de lado pode representar, em um estágio final, o êxito ou o fracasso de uma equipe. As preparações física, técnica, tática, psicológica e nutricional atingem hoje níveis muito próximos quando comparamos equipes com as mesmas condições para buscarem o máximo rendimento. Estes níveis, associados, geram componentes fundamentais no jogo. O gol, objetivo principal deste desporto, é um evento que representa em algum momento da partida o desequilíbrio de um ou mais destes componentes resultantes da preparação de uma equipe. No intuito de entender como se dá a dinâmica dos gols em uma partida, ao longo do tempo de jogo, foram dois os objetivos deste trabalho: caracterizar a incidência de gols em períodos fracionados de tempo em jogos profissionais de Futebol e buscar alguma evidência de que a distribuição destes gols ao longo da partida pudesse ser diferente entre os grupos das 4 primeiras equipes colocadas (gp) e das 4 últimas (gr) ao final das 27 rodadas da 1a fase do Campeonato observado. Nesse sentido foram analisados 378 jogos das 28 equipes participantes do Campeonato Brasileiro de Futebol 2001 (todos os jogos correspondentes à 1a fase da competição) através de dados coletados de 3 fontes distintas para comparação (Federação Paulista de Futebol através do seu site; UOL esportes; JDP CAMPINAS).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><!--more--><span style="font-family:Verdana;">Após tabulação dos dados, observamos que existiu maior número de gols (54,1%) no 2º tempo dos jogos, ocorrendo com maior freqüência no intervalo de 31 a 45 minutos (31-45). Devemos destacar que 67,75% dos gols que aconteceram no 2o tempo ocorreram no intervalo entre 16 e 45 minutos (16-45) de jogo. Ao compararmos as incidências de gols entre gp e gr, observamos através do teste t (p&#60;0,05) que nos intervalos correspondentes aos 15 minutos iniciais (00-15) do 1o e 2o tempos de jogo e nos 15 minutos finais (31-45) do 2o tempo, a diferença fora significativa entre os grupos analisados (havendo maior incidência de gols nessas faixas de tempo para as equipes do gp). A associação dos resultados obtidos sugere que desequilíbrios táticos ocorrem com maior freqüência no final das partidas (seja pelo desgaste físico ou pela diminuição do nível de atenção) e que o aspecto físico torna-se fator diferencial neste período. As equipes que mais venceram no Campeonato apresentaram maior disposição para fazer gols nos momentos iniciais das etapas de jogo (00-15 do 1o e 2o tempos) e no período final do jogo (31-45 minutos do 2o tempo) o que também nos leva a reafirmar a hipótese acima citada. Esses dados ainda sugerem que as equipes do gp apresentaram como característica, o menor tempo gasto para alcançar um melhor nível de performance técnica, tática e física dentro das partidas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">* <em>Veja o artigo científico completo</em> <a href="http://www.unicamp.br/fef/publicacoes/conexoes/v1n2/6_analise.pdf" title="Artigo completo - Revista Conexões" target="_blank">aqui</a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;"><strong>Leandro Zago</strong></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Em busca da efetividade ofensiva da equipe]]></title>
<link>http://futeboltatico.com/2007/09/19/em-busca-da-efetividade-ofensiva-da-equipe/</link>
<pubDate>Wed, 19 Sep 2007 18:28:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leandro</dc:creator>
<guid>http://futeboltatico.com/2007/09/19/em-busca-da-efetividade-ofensiva-da-equipe/</guid>
<description><![CDATA[O futebol se caracteriza por apresentar, dentro dos jogos desportivos coletivos (JDC), um dos menore]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">O futebol se caracteriza por apresentar, dentro dos jogos desportivos coletivos (JDC), um dos menores números de finalizações a meta (gol) dentro de uma partida em comparação com outros esportes como basquete, handebol e vôlei, por exemplo. E dessas finalizações, um pequeno número é transformada em gol. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Poucas pesquisas sobre seu aspecto tático foram realizadas até hoje para a melhora da sua compreensão. Pesquisas não só quantitativas, mas também qualitativas precisando detalhes sobre ações ofensivas bem e mal sucedidas para que se observe padrões que se repetem e sirvam como balizadores do trabalho de campo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Enquanto isso, os treinadores esperam que seus times apresentem algumas características na fase ofensiva baseadas em suas experiências anteriores (empirismo) e nas regras de ação ofensivas que visam dar uma objetividade maior ao jogo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Vamos a essas regras:</p>
<p><!--more--><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- Dar amplitude (largura) e profundidade ao ataque: o ataque alargado afastará as coberturas defensivas facilitando conseqüentemente a profundidade nos espaços vulneráveis do adversário</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- Iludir a defesa contrária: trabalhar a bola num primeiro momento em determinada zona para posteriormente aprofundar o jogo numa zona oposta</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- Criar opções de passe: quanto maior o número de opções de passe, maior a dúvida gerada na marcação, tendo como conseqüência o aumento da chance de erro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- Variações dentro da jogada: alternar passes curtos e longos, jogo direto e apoiado, velocidade de ritmo de circulação de bola.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Essas regras de ação criam uma base para os objetivos ofensivos de uma equipe. Não se deve tornar uma equipe um mecanismo mecânico. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;" align="left">&#160;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">O gol é grande objetivo do jogo e isso é fundamental ser frisado. A imprevisibilidade tem seu espaço sempre reservado para desestruturar os sistemas defensivos.<span>  </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Verdana;"> </span></strong></p>
<p><strong>Leandro Zago<br />
</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;" align="left"><strong><span style="font-family:Verdana;"></span></strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ataque e defesa: onde um começa e o outro termina?]]></title>
<link>http://futeboltatico.com/2007/09/18/ataque-e-defesa-onde-um-comeca-e-o-outro-termina/</link>
<pubDate>Tue, 18 Sep 2007 20:35:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leandro</dc:creator>
<guid>http://futeboltatico.com/2007/09/18/ataque-e-defesa-onde-um-comeca-e-o-outro-termina/</guid>
<description><![CDATA[É quase que fato consumado no futebol entender o processo ofensivo (ataque) o momento em que a pró]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">É quase que fato consumado no futebol entender o processo ofensivo (ataque) o momento em que a própria equipe tem a posse da bola e o processo defensivo (defesa) o momento em que a posse de bola é do adversário.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">E nas transições, quem está atacando e quem está defendendo?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Simples, na transição defesa-ataque (ofensiva) eu estou atacando e na transição ataque-defesa (defensiva) meu adversário ataca.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Ainda bem que, para os profissionais do futebol, os jogos coletivos são muito mais complexos que essa singela interpretação. Senão qualquer torcedor entenderia o jogo tão bem quanto um treinador de equipe de alto nível.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Os processos ofensivos e defensivos estão tão intrinsecamente conectados que seria impensável analisá-los e treiná-los de forma isolada.</span></p>
<p><!--more--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Imagine a seguinte situação:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Sua equipe está vencendo a partida e adota como estratégia manter a posse de bola (prioritariamente no campo de defesa pela ocupação espacial do adversário) com o objetivo de “apenas” esperar o tempo terminar. A equipe adversária realiza uma marcação pressão para recuperar a bola rapidamente e tentar realizar uma finalização a gol.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Pergunta: Quem está defendendo? E atacando?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Essa situação muito comum nos jogos que presenciamos mostra que a posse de bola por si só não determina a atitude de uma equipe. E a ausência dele também não. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">E respondendo a pergunta do título desse artigo, podemos entender que os processos ofensivos e defensivos acontecem simultânea e constantemente dentro do jogo e isso deve ser levado em conta na elaboração de um treinamento tático.<span>   </span><span> </span><span>  </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;" align="center"><strong><span style="font-family:Verdana;"> </span></strong></p>
<p><span style="font-weight:bold;">  Leandro Zago</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Triângulos defensivos]]></title>
<link>http://futeboltatico.wordpress.com/2007/09/07/triangulos-defensivos/</link>
<pubDate>Fri, 07 Sep 2007 15:01:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leandro</dc:creator>
<guid>http://futeboltatico.wordpress.com/2007/09/07/triangulos-defensivos/</guid>
<description><![CDATA[A formação de triângulos envolvendo os jogadores é uma característica da marcação por zona. P]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">A formação de triângulos envolvendo os jogadores é uma característica da marcação por zona. Por objetivar ter controle prioritário sobre os espaços e não sobre os jogadores adversários é fundamental manter uma geometria planejada. A base dessa geometria é criar triângulos em função da posição da bola dentro da área de atuação estabelecida pela marcação (linhas de marcação).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Dentro desse princípio temos as seguintes disposições dos atletas (figuras 1).</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;" align="center"><img src="http://futeboltatico.wordpress.com/files/2007/09/triangulo-defensivo.jpg" alt="triangulo-defensivo.jpg" height="274" width="399" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;" align="center"><span style="font-size:8pt;font-family:Verdana;">Figura 1 – Triângulo formado entre os atletas 5, 8 e 11 (preto)</span></p>
<p><!--more--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;" align="center"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Vemos na figura que o sistema de jogo utilizado pela equipe preta é o 4-4-2 com duas linhas de quatro (ver Inglterra X Brasil como exemplo). Isolamos apenas os confrontos dos meios de campo para ilustrar a formação dos triângulos. O atleta número 8 (preto) pressiona o homem da bola e seus companheiro 5 e 11 fecham as linhas de passe por dentro, dando ao adversário a opção de realizar apenas passes laterais ou passes longos pelo alto.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Quando o passe é realizado para o lado, outro triângulo é formado envolvendo outros 3 atletas da equipe preta (figura 2).</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;" align="center"><img src="http://futeboltatico.wordpress.com/files/2007/09/triangulo-defensivo1.jpg" alt="triangulo-defensivo1.jpg" height="280" width="414" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;" align="center"><span style="font-size:8pt;font-family:Verdana;">Figura 2 – Novo triângulo formado após um passe lateral do 5 para o 8 (laranja)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;" align="center"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Com isso a equipe preta busca tornarem previsíveis o máximo possível as ações do time laranja. Esse é o controle do espaço em que se baseia a marcação por zona.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong>Leandro Zago</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tiro de meta - marcando o adversário sob pressão]]></title>
<link>http://futeboltatico.wordpress.com/2007/08/27/tiro-de-meta-marcando-o-adversario-sob-pressao/</link>
<pubDate>Mon, 27 Aug 2007 03:23:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leandro</dc:creator>
<guid>http://futeboltatico.wordpress.com/2007/08/27/tiro-de-meta-marcando-o-adversario-sob-pressao/</guid>
<description><![CDATA[Essa marcação é constituída por dois momentos que veremos a seguir:
 

Figura 1 – Marcação a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family:Verdana;">Essa marcação é constituída por dois momentos que veremos a seguir:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:35.4pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;" align="center"><img src="http://futeboltatico.wordpress.com/files/2007/08/tiro-de-meta-b1.jpg" alt="tiro-de-meta-b1.jpg" height="280" width="416" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;" align="center"><span style="font-size:8pt;font-family:Verdana;">Figura 1 – Marcação atrasada para o adversário sair jogando</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Nesse primeiro momento, recuamos nossos atacantes (jogadores 7 e 9) próximos à intermediária ofensiva juntos com o meia (jogador 10) para que o goleiro adversário opte por sair jogando com seus defensores. Raramente o goleiro baterá o tiro de meta cruzando a área, portanto como ele está do lado esquerdo da pequena área há uma chance maior dele sair com seu lateral esquerdo.</p>
<p><!--more--><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">No momento que o goleiro define o jogador a receber a bola e realiza o passe, a marcação deve adiantar-se rapidamente, como veremos abaixo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;" align="center"><img src="http://futeboltatico.wordpress.com/files/2007/08/tiro-de-meta-b2.jpg" alt="tiro-de-meta-b2.jpg" height="279" width="413" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;" align="center"><span style="font-size:8pt;font-family:Verdana;">Figura 2 – Pressionando a saída do adversário</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;" align="center"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">O atacante do lado da bola ( 7 ) sai no lateral, fechando o passe paralelo à linha lateral (do lateral 6 para o seu meia 11), pois isso impediria a roubada de bola no campo de ataque e colocaria a equipe preta numa situação em que não se preparou. Outra situação que deve ser evitada pelo atacante é o drible para a lateral, porque ele não terá cobertura. O meia ( 10 ) adianta no zagueiro ( 4 ) fechando o passe curto e realizando a cobertura do seu atacante na bola caso ele seja driblado para o meio. O atacante do lado oposto à bola<span>  </span>vem para o meio ficando atento a uma possível virada de jogo, visto que o único atleta livre é o lateral direito ( 2 ).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">&#160;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong>Leandro Zago</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tiro de meta - forçando o adversário a "quebrar" a bola]]></title>
<link>http://futeboltatico.wordpress.com/2007/08/27/organizando-a-marcacao-forcando-o-adversario-a-quebrar-a-bola-no-tiro-de-meta/</link>
<pubDate>Mon, 27 Aug 2007 03:00:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leandro</dc:creator>
<guid>http://futeboltatico.wordpress.com/2007/08/27/organizando-a-marcacao-forcando-o-adversario-a-quebrar-a-bola-no-tiro-de-meta/</guid>
<description><![CDATA[Para marcar o tiro de meta da equipe adversária temos que levar em conta alguns fatores:
- média d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family:Verdana;">Para marcar o tiro de meta da equipe adversária temos que levar em conta alguns fatores:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:18pt;text-align:justify;text-indent:35.4pt;"><span style="font-family:Verdana;">- média de estatura da própria equipe;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:36pt;text-align:justify;text-indent:17.4pt;"><span style="font-family:Verdana;">- média de estatura do adversário;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:36pt;text-align:justify;text-indent:17.4pt;"><span style="font-family:Verdana;">- qualidade técnica do adversário;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:36pt;text-align:justify;text-indent:17.4pt;"><span style="font-family:Verdana;">- características dos nossos atletas;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:36pt;text-align:justify;text-indent:17.4pt;"><span style="font-family:Verdana;">- tamanho do gramado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:36pt;text-align:justify;text-indent:17.4pt;">&#160;</p>
<p><span style="font-family:Verdana;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:71.4pt;text-align:justify;text-indent:-18pt;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family:Symbol;"><span>·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">        </span></span></span><!--[endif]--><strong><span style="font-family:Verdana;">Adiantando a equipe</span></strong><span style="font-family:Verdana;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;" align="center"><img src="http://futeboltatico.wordpress.com/files/2007/08/tiro-de-meta-a.jpg" alt="tiro-de-meta-a.jpg" height="274" width="410" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;" align="left"><span style="font-size:8pt;font-family:Verdana;"></span></p>
<p align="center"> <span style="font-size:8pt;font-family:Verdana;">Figura 1 – Posicionamento adiantado no tiro de meta adversário</p>
<p><!--more--><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Na figura 1 vemos que a equipe preta adiantou a marcação, obrigando o goleiro a “quebrar” a bola, ou caso ele queira sair jogando correrá um grande risco de perder a bola próximo à sua meta.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Essa marcação é viável quando jogamos contra uma equipe com boa qualidade técnica, pois evitaremos que ela saia jogando e que a bola chegue com qualidade nos meias de criação. Em um campo com dimensões grandes a bola chegará no máximo até a intermediária ofensiva da equipe que bate o tiro de meta. Os jogadores da equipe preta posicionados no meio de campo e na defesa tem que ser bons no jogo aéreo porque existe uma grande probabilidade de a bola vir “por cima”. No caso da bola ser rebatida pra frente, 3 jogadores estão posicionado para realizar o ataque.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Não devemos utilizar esse tipo de marcação em campos com dimensões pequenas ou quando a equipe adversária possui melhores cabeceadores que a nossa nas regiões em que bola vem.<span>   </span></span></p>
<p><span style="font-size:12pt;font-family:Verdana;"></span><br />
<strong>Leandro Zago</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Arremesso lateral - marcando no ataque]]></title>
<link>http://futeboltatico.wordpress.com/2007/08/21/organizando-a-marcacao-arremesso-lateral/</link>
<pubDate>Tue, 21 Aug 2007 20:16:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leandro</dc:creator>
<guid>http://futeboltatico.wordpress.com/2007/08/21/organizando-a-marcacao-arremesso-lateral/</guid>
<description><![CDATA[&nbsp;

 Marcando no campo adversário

Em vários momentos da partida, às vezes até quando estamo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">&#160;</p>
<ul>
<li><strong><span style="font-family:Verdana;"> </span></strong><strong><span style="font-size:12pt;font-family:Verdana;">Marcando no campo adversário</span></strong></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Em vários momentos da partida, às vezes até quando estamos jogando de forma defensiva, é interessante marcarmos as cobranças de lateral do nosso adversário no campo de ataque por alguns motivos:<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;"><span style="font-family:Verdana;">- poucos atletas conseguem jogar a bola a uma distância considerável;<br />
<span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;"><span style="font-family:Verdana;">- a bola arremessada com as mãos vem de forma mais lenta facilitando a aproximação do marcador;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;"><span style="font-family:Verdana;">- os atletas que receberão a bola na sua maioria possuem características defensivas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;"> <span style="font-family:Verdana;">Considerando que a nossa equipe seja a preta e a laranja o adversário, vamos ilustrar um possível posicionamento:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;" align="center"><img src="http://futeboltatico.wordpress.com/files/2007/08/arremesso-lateral-a.jpg" alt="arremesso-lateral-a.jpg" height="279" width="397" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;" align="center"><span style="font-size:8pt;font-family:Verdana;">Figura 1 – Arremesso lateral </span></p>
<p><!--more--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;">&#160;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;"> <span style="font-family:Verdana;"><br />
Podemos observar que a marcação foi adiantada de forma a recuperar a posse de bola rapidamente. Utilizamos esse tipo de marcação quando enfrentamos uma equipe com boa saída de bola e boa armação de jogo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;"> <span style="font-family:Verdana;"><br />
Nossos atacantes eliminam os passes nos zagueiros deixando apenas o lateral oposto livre. O atacante ( 11 ) próximo a bola deve evitar o passe no zagueiro ( 4 ) e fechar a frente do volante ( 5 ) para que esse não devolva a bola no lateral<span>  </span>( 6 ) que efetuou a cobrança. O meia ( 10 ) posiciona-se de forma a evitar a cobrança longa para que o atacante domine a bola e, caso a cobrança seja feita de forma curta ele marca o lateral que realizou a cobrança. </span></p>
<p><strong>Leandro Zago</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Fatores treináveis no futebol]]></title>
<link>http://futeboltatico.wordpress.com/2007/08/21/fatores-treinaveis-no-futebol/</link>
<pubDate>Tue, 21 Aug 2007 19:14:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leandro</dc:creator>
<guid>http://futeboltatico.wordpress.com/2007/08/21/fatores-treinaveis-no-futebol/</guid>
<description><![CDATA[O técnico de futebol deve se lembrar sempre ao montar seus treinamentos técnicos e táticos que el]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">O técnico de futebol deve se lembrar sempre ao montar seus treinamentos técnicos e táticos que ele trabalha com uma modalidade onde as habilidades se apresentam de forma aberta.</p>
<p align="justify">&#160;</p>
<p align="justify">Esse esporte se caracteriza pela imprevisibilidade de sua seqüência de eventos dentro de uma partida.</p>
<p align="justify">&#160;</p>
<p align="justify">Mas isso apenas reforça a necessidade de um treino que reproduza o jogo a todo o momento.</p>
<p>Na lista abaixo estão alguns fatores treináveis do futebol:</p>
<p><!--more--></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><strong><span style="font-family:Verdana;">- Posse de bola</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - com objetivos ofensivos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - com objetivos defensivos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - ataque posicional</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><strong><span style="font-family:Verdana;">- Passes</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - curto</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - longo</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - direto</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - misto</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><strong><span style="font-family:Verdana;">- Seqüências ofensivas</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - planejadas</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - improvisações dentro de um planejamento</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - pelo meio</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - pelas laterais</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - jogadores envolvidos</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;">    - balanço defensivo</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><strong><span style="font-family:Verdana;">- Marcação</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - por zona</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - individual</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - mista (por zona em algumas regiões e individual em outras)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - pressão</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - meia-pressão</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - pressão no homem da bola</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - campo inteiro</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - meio campo</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - sincronia das coberturas</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><strong><span style="font-family:Verdana;">- Compactação</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - em largura</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - em profundidade</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><strong><span style="font-family:Verdana;">- Faltas</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - cometidas</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - sofridas</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;">    - ofensivas</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - defensivas</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - centrais</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - laterais</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - curta distância</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - média distância</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - longa distância</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - regiões favoráveis para cometer</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - regiões desfavoráveis para cometer</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - regiões favoráveis para sofrer</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - regiões desfavoráveis para sofrer</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><strong><span style="font-family:Verdana;">- Escanteios</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - ofensivos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - defensivos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - organização rápida</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - rebote ofensivo</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - rebote defensivo</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - montar o contra-ataque no escanteio contra</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - eliminar o contra-ataque no escanteio a favor</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><strong><span style="font-family:Verdana;">- Laterais</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - a favor</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - contra</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - na defesa</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - no meio</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - no ataque</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - sair jogando</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - alongar a bola</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - movimentação sistematizada para sair da marcação</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - movimentação sistematizada para criar jogada ofensiva</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><strong><span style="font-family:Verdana;">- Dinâmica do jogo</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - veloz</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - cadenciada</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - variação de velocidades</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><strong><span style="font-family:Verdana;">- Rebotes</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - ofensivos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - defensivos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - em bolas paradas</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - com o jogo em andamento</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span>        </span>    - “segundas bolas”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><strong><span style="font-family:Verdana;">- Desvantagem numérica</span></strong></p>
<p><span style="font-family:Verdana;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;">- ofensiva</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;">- defensiva</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;"><strong><span style="font-family:Verdana;">- Reposição de bola (goleiro)</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;">- Curta (com as mãos)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;">- Longa (quebrada)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;">- Tiro de meta (passe na lateral da área)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Verdana;">- Tiro de meta (longo)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;">&#160;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;">&#160;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;">&#160;</p>
<p><strong>Leandro Zago</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sistemas de jogo]]></title>
<link>http://futeboltatico.wordpress.com/2007/08/21/sistemas-de-jogo/</link>
<pubDate>Tue, 21 Aug 2007 18:22:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leandro</dc:creator>
<guid>http://futeboltatico.wordpress.com/2007/08/21/sistemas-de-jogo/</guid>
<description><![CDATA[&nbsp;
Vamos esclarecer que não é de nosso interesse nessa matéria discutir toda a evolução dos]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;">&#160;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Vamos esclarecer que não é de nosso interesse nessa matéria discutir toda a evolução dos sistemas de jogo desde que o futebol passou a ser trabalhado numa perspectiva mais coletiva que individual. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">Apenas para contextualizar, temos o WM lá no início dos anos 30, passando pela Diagonal Brasileira até a chegada do 4-2-4 nos anos 50 quando os sistemas passaram a ser nomeados de acordo com o número de jogadores presentes em cada setor do campo (defesa, meio-campo e ataque), exceção feita ao goleiro por motivos óbvios. Não podemos descartar que futuramente podemos ter uma formação de goleiros que os prepare para participar na saída de bola em momentos onde o resultado é adverso.</span></p>
<p><!--more--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">É importante frisarmos alguns conceitos que influenciam na evolução e na opção por um sistema de jogo:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- a participação mais ativa da fisiologia do exercício implicou em maior capacidade de deslocamentos e mais intensidade nas ações praticadas, forçando alguns sistemas a se adaptarem a essa nova realidade;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- o sistema de jogo é um posicionamento inicial, além disso, a equipe possui um posicionamento “sem bola” e outro “com bola”;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- os sistemas são sempre derivados um do outro, pois na sua essência têm os mesmo compartimentos (defesa, meio-campo e ataque);</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- os sistemas surgem em sua da necessidade de se anular um sistema anterior que vinha sendo bem sucedido;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- dentro do mesmo sistema existem pequenas variações de posicionamento que não são suficientes para enquadrá-lo como um “novo” sistema;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- para um mesmo sistema, a alteração das características dos atletas implica em mudanças consideráveis;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">- após o início da partida, independentemente do sistema de jogo utilizado, cada equipe apresentará uma variedade de movimentações peculiar;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;">&#160;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;">As características de um sistema de jogo são baseadas na ocupação espacial que ele impõe a quem o adota. A dinâmica de duas equipes pode ser totalmente diferente dentro de um mesmo sistema, o que influenciará diretamente nos resultados obtidos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;">&#160;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;"> <strong>Leandro Zago</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
