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	<title>a-mania-das-grandezas-conto &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "a-mania-das-grandezas-conto"</description>
	<pubDate>Sun, 06 Jul 2008 14:04:05 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[A mania das grandezas]]></title>
<link>http://soliletras.wordpress.com/2008/01/05/a-mania-das-grandezas/</link>
<pubDate>Sat, 05 Jan 2008 01:37:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>bernard duchêne</dc:creator>
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<description><![CDATA[                                                                                                    ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div align="justify">                                                                                                                                                                                                   <img src="http://soliletras.wordpress.com/files/2008/01/zero.thumbnail.jpg" alt="zero.jpg" /></div>
<div align="justify"><b>Era uma vez um número Zero que, para além de triste, era muito gordinho. Comia muito, estudava pouco e tinha medo de andar sozinho.</b></div>
<p><img src="http://soliletras.wordpress.com/files/2008/01/um.thumbnail.jpg" alt="um.jpg" /></p>
<div align="justify"><b><br />
Um dia, ao passar por um número Um, que era um número muito magrinho, perguntou-lhe:<br />
-És capaz de me dizer o que fazes para não engordar?<br />
-Sim senhor, meu velho amigo e vizinho. Eu não como mais do que o necessário.Tudo o que é  excessivo faz mal. Sabias?<br />
Respondeu o número Um.<br />
No dia seguinte voltaram a encontrar-se e o Zero voltou a interrogar o Um.<br />
-És capaz de me dizer como fazes para ser um bom aluno?<br />
-Sim senhor, meu velho amigo e vizinho. Ao contrário do que pensas eu gasto o mesmo tempo à mesa que tu. Só que em vez de gastar lá  todo o tempo a comer, aproveito também para aí estudar.<br />
Respondeu o número Um, desta vez com um certo ar de superioridade.<br />
No outro dia voltaram a encontrar-se, mais uma vez, por casualidade.<br />
-És capaz de me dizer porque é que  não tens medo de andar sozinho e eu tenho? -perguntou o Zero ao Um, com humildade.<br />
-Sim senhor, meu velho amigo e vizinho. Tanto eu como o Dois, o Três, o Quatro, o Cinco, o Seis, o Sete, o Oito e o Nove, sozinhos ou acompanhados, temos sempre algum valor e tu não. Sozinho, ou só com os teus irmãos gémeos ao pé de ti, não vales nada. E é por isso que tu estás sempre a pedir-nos ajuda, com medo de estar sozinho ou mal acompanhado.<br />
Respondeu o número Um, desta vez com um ar ainda de maior superioridade e menosprezo.<br />
O Zero, que andava muito triste até aí, começou a meditar nas respostas que lhe deu o número Um e tomou uma decisão: "Vou arranjar a maneira de, sozinho, ser um número menos gordo, estudioso e deixar de ter medo de andar sozinho".<br />
Um dia, alguns meses depois do último encontro, o Zero e o Um voltaram a encontrar-se.<br />
O Um, muito surpreendido e com alguns ciúmes, perguntou ao Zero:<br />
- O que te deu para atares de tal modo a barriga que agora passaste a ser um Oito?</b></div>
<div align="justify">                                                                                                                                                                                                                     <img src="http://soliletras.wordpress.com/files/2008/01/oito.thumbnail.jpg" alt="oito.jpg" /><b><br />
-Sabes? Comecei também a comer menos (graças a uma banda gástrica), a estudar mais e a ter confiança em mim. E isso devo-o a ti. Nos estudos que fiz cheguei à conclusão que, como algumas pessoas, alguns números também podem deixar de ser pouco importantes, se quizerem. E digo-te mais, descobri até que eu sozinho, agora, valho tanto ou mais do que todos os outros números juntos, incluindo-te a ti,  por muito grande que seja a fila que façam. Sabes como?<br />
-Não. Respondeu o Um.<br />
-Pois então repara. Retorquiu o Zero. </b><b></b></div>
<div align="justify"><b>Boquiaberto e sem saber o que dizer, o Um viu o Zero - que virou Oito - a fazer um valente pino e depois a deitar-se no chão, ao comprido.</b></div>
<div align="justify">                                                                                                                                                                                                         <img src="http://soliletras.wordpress.com/files/2008/01/simbolo-infinito.thumbnail.jpg" alt="simbolo-infinito.jpg" /></div>
<div align="justify"><b><br />
-Como me lês agora, meu amigo magricelas?</b></div>
<div align="justify"><b>Perguntou carinhosamente o Zero que virou Infinito. </b></div>
<div align="justify"></div>
<div align="justify"></div>
<div align="justify"></div>
<div align="justify">
<h5><font color="#0000ff">Nota: - Este é um conto que o meu avô fez para mim e pediu para o melhorarem, nos comentários, se virem que vale a pena.</font></h5>
</div>
<div align="justify"></div>
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