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	<title>a-la-carte &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "a-la-carte"</description>
	<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 22:54:05 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[O Procurado: Mate muitos e salve alguns]]></title>
<link>http://digestao.wordpress.com/?p=367</link>
<pubDate>Wed, 27 Aug 2008 22:46:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>claesen</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Talvez seja limitação deste jornalista ao constatar que com exceção de Batman - O Cavaleiro das]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://digestao.files.wordpress.com/2008/08/wantedpic31.jpg"><img src="http://digestao.wordpress.com/files/2008/08/wantedpic31.jpg?w=300" alt="" width="300" height="204" class="alignnone size-medium wp-image-368" /></a></p>
<p>Talvez seja limitação deste jornalista ao constatar que com exceção de <strong>Batman - O Cavaleiro das Trevas</strong>, nenhum filme de ação empolga-me o suficiente hoje em dia. Os roteiros seguem um esquema milimétrico com doses contadas como numa prescrição médica para te deixar agitado, depois tenso, leve e por que não excitado, quando os corpos dos protagonistas se desnudam. Essa receita é seguida à risca em <strong>O Procurado</strong>, em cartaz nos cinemas.</p>
<p>O longa é uma produção americana do diretor cazaque Timur Bekmambetov, cuja trama gira em torno de um sociedade secreta auto-denominada Fraternidade. Eles são assassinos profissionais que seguem uma lógica bastante particular: matam pessoas cujos nomes são revelados por um tal Tear do Destino, com a intenção de livrar a humanidade dos mesmos.</p>
<p>O intuito do diretor é que você se identifique com Wesley (James McAvoy), um contador que sofre de ansiedade, com uma chefe que se porta como uma bruxa, um colega de trabalho que tem caso com a sua namorada e nenhum sentido na vida. Mais perdedor impossível. A ele é apresentada a Fraternidade através de Fox (Angelina Jolie), cada vez mais tatuada e sexy e com pouquíssimas falas durante o filme.</p>
<p>O pressuposto é tão improvável quanto a maioria das cenas do filme. Ressalta-se que, ao menos, elas são muitíssimo bem realizadas, algumas de tirar o fôlego. Curioso notar que os “mocinhos” não dão a mínima para as dezenas de pessoas inocentes que morrem pelo caminho. No fim, você compra um filme que tem como lema “mate um, salve milhões” mas acaba levando o contrário.</p>
<p><a href="http://digestao.files.wordpress.com/2008/08/wanted_angelina_pos1.jpg"><img src="http://digestao.wordpress.com/files/2008/08/wanted_angelina_pos1.jpg" alt="" width="155" height="225" class="alignnone size-full wp-image-370" /></a></p>
<p><em><strong>Cotação (de 0 a 5): 2,5 - Petisco básico</strong></em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ensaio Sobre a Cegueira: O caos perturbador de Meirelles]]></title>
<link>http://digestao.wordpress.com/?p=352</link>
<pubDate>Tue, 26 Aug 2008 02:43:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>claesen</dc:creator>
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<description><![CDATA[

Apesar de uma co-produção com o Japão e o Canadá, com locações em Montevidéu e Toronto e a ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://digestao.files.wordpress.com/2008/08/15.jpg"><img src="http://digestao.wordpress.com/files/2008/08/15.jpg?w=300" alt="" width="300" height="200" class="alignnone size-medium wp-image-365" /></a><img src="http://digestao.wordpress.com/files/2008/08/13.jpg?w=300" alt="" width="300" height="199" class="alignnone size-medium wp-image-355" /><br />
<a href="http://digestao.files.wordpress.com/2008/08/11.jpg"><img src="http://digestao.wordpress.com/files/2008/08/11.jpg?w=300" alt="" width="300" height="200" class="alignnone size-medium wp-image-364" /></a></p>
<p>Apesar de uma co-produção com o Japão e o Canadá, com locações em Montevidéu e Toronto e a história se passar numa cidade fictícia, <strong>Ensaio Sobre a Cegueira</strong> do diretor <strong>Fernando Meirelles</strong> é, basicamente, um filme paulistano. Os cartões postais da cidade estão todos lá: as escadarias do Theatro Municipal, o Viaduto do Chá, a Avenida Paulista, o Minhocão, a Ponte Estaiada. Segundo meu amigo Lipp Sant'angelo, uma das graças do filme é tentar adivinhar as locações - se é que dá para achar graça num filme tão tenso e sombrio.</p>
<p>Baseado - como todos estão cansados de saber - na obra-prima de José Saramago, o filme trata de uma misteriosa epidemia de cegueira. De repente, um a um, os habitantes de uma cidade não identificada são acometidos pela doença. Os primeiros infectados são isolados num hospital desativado. A eles, juntam-se, cada vez mais, novos casos de contágio que vão superlotando o lugar. No meio de todos, apenas uma pessoa parece imune à doença: A Mulher do Médico (Julianne Moore). </p>
<p>Não à toa, o adjetivo que mais se ouvia para definir o filme após sua primeira exibição no país nesta segunda era "pesado". A famosa cena de estupro que tanto horrorizou platéias em sessões experimentais do longa foi cortada mas, segundo Fernando, estará presente na versão em DVD. Ainda assim, longe de ser palatável, Cegueira é cruel e implacável com seus personagens sem nome.</p>
<p>Meirelles usa bem o que ele chamou de "truques" para que o espectador se entregue à história. Imagens fora de foco, sons disassociados de imagens e principalmente o branco. Um filme absurdamente claro para falar da escuridão. Vale ressaltar o bom senso da distribuidora de colocar legendas na cor preta para que ninguém precise ficar adivinhando as palavras na tela, como acontece em muitos casos em filmes com esse tipo de fotografia.</p>
<p>Perturbador ver na tela o que aconteceria com lugares em que você transita diariamente caso estivéssemos perto do fim do mundo. É essa a sensação que o filme transmite. Perturbador e desconcertante também é imaginar do que somos capazes, até onde podemos chegar, o que nos move afinal e o por quê de nossas escolhas. Com mais uma atuação merecedora de uma indicação à Academia de Julianne Moore - o que duvido que aconteça, uma vez que o filme é de difícil digestão - é tupiniquim demais virar às costas e críticar nosso melhor cineasta da atualidade.</p>
<p><em><strong>Cotação (de 0 a 5): 4,5 - Iguaria fina</strong></em></p>
<p><img src="http://digestao.wordpress.com/files/2008/08/dscn31290001.jpg?w=300" alt="" width="300" height="212" class="alignnone size-medium wp-image-356" /></p>
<p><strong>QUANDO VOCÊ CHEGA BEM PERTO DE UMA DIVA</strong></p>
<p>Poucas atrizes no mundo conseguem ter a profundidade dela. Papéis fáceis não a seduzem. É com a intensidade de sempre que <strong>Julianne Moore </strong> encarou a dramática personagem de Ensaio Sobre a Cegueira. E é com a mesma transparência que costuma mostrar em suas entrevistas que ela encarou dezenas de jornalistas na coletiva do filme nesta segunda, em São Paulo.</p>
<p>Com os fotógrafos ávidos por cada um de seus gestos, disparando flashes continuamente, ela parecia adejar sobre todos nós. Mas não com aquela empáfia de diva inacessível. Não a Julianne. Ela paira sobre nós, mas pela sua essência, não por suas atitudes. Franca, divertida e absurdamente sexy, é fácil acreditar que todos eles - diretor e elenco - viraram uma família durante as filmagens.</p>
<p>Julianne conta que foram inúmeros os desafios para interpretar essa personagem. Sem saber de onde ela veio e nem mesmo o seu nome, o intuito era fazê-la naquele momento da sua vida, como quando você conhece alguém e passa a julgá-lo sem conhecer o seu passado. "No início da história, o que as pessoas fazem é acreditar no governo. Depois, elas esperam que apareça alguém. Só que ela (o meu personagem) não é Batman. Tampouco alguém que se transforma em herói, como Bruce Willis em seus filmes. Ela é uma pessoa comum. Não é um herói."</p>
<p>Tão alva quanto a fotografia do filme, Julianne é mais do que um "anjo branco" como definiu o diretor. Se ela fosse uma cor, ela não seria menos do que um arco-irís. Intensa em seus trabalhos, radiante em carne e osso. Cinquenta minutos inesquecíveis na vida deste jornalista.</p>
<p><a href="http://digestao.files.wordpress.com/2008/08/spaceball1.gif"><img src="http://digestao.wordpress.com/files/2008/08/spaceball1.gif" alt="" width="1" height="1" class="alignnone size-full wp-image-362" /></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Shortbus: Bem mais do que o filme gay do ano]]></title>
<link>http://digestao.wordpress.com/?p=337</link>
<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 23:44:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>claesen</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Difícil falar de Shortbus sem cair em lugares comuns. Dizer que o filme está no limiar da pornogr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://digestao.files.wordpress.com/2008/08/2006_shortbus_013.jpg"><img src="http://digestao.wordpress.com/files/2008/08/2006_shortbus_013.jpg?w=300" alt="" width="300" height="181" class="alignnone size-medium wp-image-336" /></a></p>
<p>Difícil falar de <strong>Shortbus</strong> sem cair em lugares comuns. Dizer que o filme está no limiar da pornografia é um deles. Tanto que o site IMDb - a bíblia do cinema - chegou a excluí-lo de sua relação há dois anos atrás. Hoje, o filme já se encontra relacionado lá novamente.</p>
<p>O longa de <strong>John Cameron Mitchell </strong> pode ser tudo, menos convencional. Mitchell dirigiu apenas um filme antes deste, <strong>Hedwig and the Angry Inch </strong>(2001), um musical sobre um cantor de rock transsexual que rendeu uma das melhores trilhas do ano e alguns dos momentos mais sensíveis também.</p>
<p>Havia visto <strong>Shortbus</strong> na Mostra Internacional em 2006. Agora, prestes a estrear no circuito, o revi e o encanto permanece o mesmo. A primeira cena do filme localiza os personagens, através de uma maquete, em Nova York, e já deixa claro: os pudicos podem se levantar e ir embora, pois quem ficar irá embarcar numa viagem onde o sexo perpassa as relações, mas não as define. Os personagens que se cruzam estão em um ponto decisivo de suas vidas. </p>
<p>É num lugar chamado Shortbus - em que todas as fantasias são permitidas - que conheceremos melhor os namorados James e Jamie que, após cinco anos de relacionamento, estão em busca de um terceiro, para aplacar a dor que um deles sente; Severin, uma dominatrix que almeja muito mais do que chicotes e paddles em sua vida e Sofia, uma terapeuta sexual que ajuda os pacientes, mas não consegue se ajudar, já que nunca teve um orgasmo. É com ela e um ovo vibratório, inclusive, a cena mais hilariante do filme.</p>
<p>Com uma ousadia que só Pasolini se permitia e uma tristeza tão intrínseca nos personagens que lembra Fassbinder, John Cameron Mitchell merece uma carreira mais prolífica. Muito mais que um filme gay ou pornográfico, Shortbus fala de pessoas de uma maneira divertida e tocante - e sexual também. rs. Deixemos que o próprio John Cameron discorra mais sobre ele:</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/H8A1dwEhSMY'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/H8A1dwEhSMY&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span> </p>
<p><em><strong>Cotação (de 0 a 5): 4,5 - Iguaria fina</strong></em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Violência em Família: Tragédias que não emocionam]]></title>
<link>http://digestao.wordpress.com/?p=331</link>
<pubDate>Sat, 16 Aug 2008 14:07:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>claesen</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Qual o limite que separa o amor da mais pura obsessão? O cinema é pródigo em retratar famílias ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://digestao.files.wordpress.com/2008/08/knmayhem_wideweb__470x3312.jpg"><img src="http://digestao.wordpress.com/files/2008/08/knmayhem_wideweb__470x3312.jpg?w=300" alt="" width="300" height="211" class="alignnone size-medium wp-image-332" /></a></p>
<p>Qual o limite que separa o amor da mais pura obsessão? O cinema é pródigo em retratar famílias desajustadas ou aquelas cuja argamassa de união é o crime. Mas poucas vezes o nível de confusão psicológica dos personagens é parecido com o de <strong>Violência em Família</strong>, filme do diretor Paul Goldman, em cartaz nos cinemas.</p>
<p>A história gira em torno de Katrina (Emily Barclay), produto da criação de um pai permissivo. Ela tem uma filha pequena e um namorado que a idolatra, mas a única coisa que a interessa de fato na vida é o irmão. Este, por sua vez, foi condenado à prisão perpétua por degolar uma pessoa num assalto. No alto de sua insanidade, Katrina passa a planejar o assassinato do próprio pai para que consiga herdar e vender a casa e com isso ter mais recursos para a defesa do irmão.</p>
<p>Filmes como esse tendem a nos fazer identificar com os vilões. Não é raro nos pegarmos torcendo para eles se darem bem, porque são sedutores, inteligentes, nos despertam uma sensação de poder, de controle do próprio destino, que nem sempre temos. Um exemplo disso é um insano e envolvente Christian Bale em <strong>Psicopata Americano</strong> (2001).</p>
<p>Não é o caso de Violência em Família. O espectador tem um distanciamento, como se visse a cena através de um véu que o impedisse de mergulhar na história, premissa básica de qualquer ficção. Nem a abordagem no estilo documentário ajuda em uma aproximação. Um pouco menos de pretensão e mais sensibilidade não fariam mal ao diretor australiano.</p>
<p><em><strong>Cotação (0 a 5): 2,0 - Pastel de vento</strong></em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Encarnação do Demônio: Só para amantes do gênero]]></title>
<link>http://digestao.wordpress.com/?p=320</link>
<pubDate>Wed, 06 Aug 2008 20:51:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>claesen</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Mulheres nuas, sadismo, magia negra e muito, muito sangue. Todos os ingredientes estão lá mais um]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://digestao.files.wordpress.com/2008/08/01zedocaixao.jpg"><img src="http://digestao.wordpress.com/files/2008/08/01zedocaixao.jpg?w=300" alt="" width="300" height="199" class="alignnone size-medium wp-image-321" /></a></p>
<p>Mulheres nuas, sadismo, magia negra e muito, muito sangue. Todos os ingredientes estão lá mais uma vez no novo filme do Zé do Caixão, <strong>Encarnação do Demônio</strong>, que estréia nesta sexta-feira – 08/08/08 - data escolhida a dedo pelo diretor.</p>
<p>Mais de quarenta anos depois, <strong>José Mojica Marins </strong>completa a trilogia iniciada com À Meia-Noite Levarei sua Alma (1964) e seguida por Esta Noite Encarnarei no teu Cadáver (1967). Segundo José Mojica, foram mais de quarenta anos de luta tentando viabilizar o filme. “Retrato um Zé humano, perseguido pelos fantasmas das pessoas que ele matou, o que significa que ele tem consciência do que fez”, define Mojica, sobre o personagem que é muitas vezes confundido com ele próprio.</p>
<p>Com uma produção caprichada, Encarnação do Demônio mostra Zé do Caixão de volta às ruas, após passar 40 anos preso. Sua missão é uma só: encontrar a mulher que possa gerar seu filho perfeito. Zé instala-se numa favela da periferia de São Paulo e, no meio do banho de sangue que provoca, encontra-se espaço no filme para criticar o extermínio de pessoas inocentes feito por policiais militares – algo comum nos noticiários das grandes cidades.</p>
<p>Mojica, que acumula também a função de direção, extrai boas performances de Luiz Mello e Jece Valadão, este em seu último trabalho. Interpretações mais histriônicas aparecem aqui e ali como a de Milhem Cortaz, que parece ter se inspirado em personagem parecido de Código da Vinci. O tom do filme, como de costume no gênero, resvala no cômico. Em outras vezes, no grotesco; especialmente nas seqüências – gratuitas – de auto-imolação de atores que são costurados ou alçados por ganchos colocados em suas próprias peles. Se esta é a “Bíblia do Terror” como o diretor proclamou, esperemos pela Torá e o Alcorão do gênero.</p>
<p><em><strong>Cotação (de 0 a 5): 1,0 - Azedou</strong></em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A la carte]]></title>
<link>http://vimsite.wordpress.com/?p=312</link>
<pubDate>Wed, 06 Aug 2008 03:41:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>vimsite</dc:creator>
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<description><![CDATA[By Aleta Watson Mercury News
 Long gone are the days when the Midwest could be considered a garlic-f]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>By Aleta Watson Mercury News</p>
<p> Long gone are the days when the Midwest could be considered a garlic-free zone. That much is clear when the winner of the Gilroy Garlic Festival cook-off comes from Wisconsin.</p>
<p>We're talking hard-core garlic cuisine here. Laura Benda of Madison took top honors at the 30th annual celebration of the stinking rose last month with a walnut-garlic tart with garlic-infused cream and chili syrup. She swept the field of eight finalists who prepared their recipes for judges before a crowd of festivalgoers on July 26. More than 800 contestants worldwide had submitted garlic-laced recipes.</p>
<p>Second place went to Linda Wang of Sunnyvale for her garlic corn creme brulee with pan-seared scallops and garlic pancetta sautee. Renee Pokorny of Ventura came in third with grilled garlic citrus herb lamb chops with garlic tahini sauce over a Mediterranean lentil and couscous salad.</p>
<p>Adventurous palates and cast-iron stomachs must be basic qualifications for these contest judges.</p>
<p>Read more: <a href="http://www.mercurynews.com/alacarte/ci_10105068" rel="nofollow">A la carte /  Mercury News</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Congress Ready to Act on Safe Cosmetics]]></title>
<link>http://cosmeticszulo.wordpress.com/?p=3</link>
<pubDate>Fri, 01 Aug 2008 08:55:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>cosmeticszulo</dc:creator>
<guid>http://cosmeticszulo.wordpress.com/?p=3</guid>
<description><![CDATA[The FDA is in charge of cosmetics but it doesnt have the same regulatory authority over these produc]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>The FDA is in charge of cosmetics but it doesnt have the same regulatory authority over these products that it has over pharmaceuticals medical devices and foods Instead the $50 billion cosmetics industry regulates itself through<br />
<span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/xuFWoMmujAQ'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/xuFWoMmujAQ&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Público: Difícil espetáculo com a abordagem mais gay do ano]]></title>
<link>http://digestao.wordpress.com/?p=307</link>
<pubDate>Fri, 01 Aug 2008 02:41:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>claesen</dc:creator>
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<description><![CDATA[O Grupo XPTO  é bastante conhecido no país. Seus espetáculos são famosos sobretudo pela manipula]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>Grupo XPTO </strong> é bastante conhecido no país. Seus espetáculos são famosos sobretudo pela manipulação de bonecos. Mas não são os bonecos os protagonistas de <strong>O Público</strong>, peça que o diretor Osvaldo Gabrieli desejava montar há vinte anos, quase a idade do grupo, o qual nasceu em 1984.</p>
<p>O espetáculo de Federico Garcia Lorca ganhou sua primeira montagem brasileira. O argentino Gabrieli responde, além da direção, pela cenografia, direção de arte e é co-responsável pela tradução do dificílimo texto de Lorca. </p>
<p>A história trata de uma montagem da famosa peça de Shakespeare, Romeu e Julieta. Desafiador, o diretor substitui a atriz que interpreta Julieta por um jovem de 15 anos. O público descobre, arma um verdadeiro levante no teatro e assassina os atores. </p>
<p>O espetáculo é longo, o texto hérmetico e, por vezes, quase incompreensível. A encenação lembra os espetáculos do Teatro Oficina, com quem Gabrieli trabalhou na recente montagem de Os Sertões. Visceral, este argentino conduz toda a história, interpretando, no início, o diretor do espetáculo, passando pela enigmática e triste Figura de Guizos até o desbunde de sua Guilhermina. Os cenários (são dois palcos, o público é conduzido depois de um certo tempo para um local maior, à uma dezena de degraus abaixo) são funcionais e inteligentes.</p>
<p>Com um elenco inteiramente masculino, mas não por isso, a abordagem e concepção do espetáculo é bastante homoerótica. Com figurinos sensuais, por vezes fetichistas, não poupando o nu de quase todo o elenco, O Público, é sexy, mas se se pretendesse um diálogo maior com seu objeto-título sairia-se muito melhor. Citando uma fala do personagem-diretor, sempre resta-nos o plástico, a purpurina. E ela é tão eficiente neste caso que não há necessidade de assassinarmos o elenco ao final.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/l5SHMagpjg8'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/l5SHMagpjg8&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p><em><strong>Cotação (0 a 5): 3,0 - Arroz com feijão</strong></em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Cavaleiro das Trevas: Quando o caos tem nome]]></title>
<link>http://digestao.wordpress.com/?p=301</link>
<pubDate>Wed, 30 Jul 2008 10:55:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>claesen</dc:creator>
<guid>http://digestao.wordpress.com/?p=301</guid>
<description><![CDATA[
É praticamente impossível a uma pessoa minimamente informada entrar no cinema para ver Batman –]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://digestao.files.wordpress.com/2008/07/batman-dark-knight-joker.jpg"><img src="http://digestao.wordpress.com/files/2008/07/batman-dark-knight-joker.jpg?w=300" alt="" width="300" height="225" class="alignnone size-medium wp-image-300" /></a></p>
<p>É praticamente impossível a uma pessoa minimamente informada entrar no cinema para ver <strong>Batman – O Cavaleiro das Trevas</strong> indiferente a tudo o que já se disse sobre ele: o melhor filme do Morcego, a estréia mais rentável de todos os tempos, o possível Oscar para <strong>Heath Ledger </strong> – que por sinal já foi eleito um dos maiores vilões do cinema – e, até, um dos maiores filmes de todos os tempos. Pois é. E, sem muito suspense, Batman é quase tudo isso.</p>
<p>O diretor <strong>Christopher Nolan</strong> já havia assinado outra aventura do sombrio herói em 2005, Batman Begins, que era um flashback em relação às histórias anteriores. E apesar das excelentes direção de arte, trilha sonora e efeitos, um amontoado de cenas deixava-o confuso e insípido. Mas veja bem, insípido já é uma evolução se compararmos com catastrófico, adjetivo adequado aos Batmans de Joel Schumacher na década de 90.</p>
<p>Em O Cavaleiro das Trevas, Nolan mantém a excelência técnica de encher os olhos, só que o conteúdo mudou. Nesta seqüência, Batman, o comissário de Gotham City e um promotor se dedicam a combater o crime organizado. Até que uma mente criminosa acima da média mergulha a cidade no caos e, no combate a ele, o homem-morcego quase ultrapassa a linha que separa o herói do justiceiro, o policial severo e eficiente dos esquadrões da morte. </p>
<p>Sem dúvida, Christian Bale é o Batman mais convincente até agora – chance desperdiçada por Michael Keaton e o inssosso Val Kilmer. Bale é o tipo de ator que não deixa uma cena mal construída. O elenco que o cerca está a altura, com <strong>Aaron Eckhart </strong> e <strong>Maggie Gyllenhaal</strong>. E há, claro, <strong>Heath Ledger</strong>. Confesso que sua primeira cena não me impressionou; a segunda um pouco mais e assim por diante; quando me dei conta, o australiano havia hipnotizado a mim e a sala toda com seu Coringa. Se não fosse por todo o resto, só Ledger já paga o ingresso. Desde Homem Aranha 2 (2004) não se via um blockbuster tentar ir tão além da superfície. Pode não ser o maior filme de todos os tempos, mas é bom cinema. </p>
<p><em><strong>Cotação (0 a 5): 4,5 - Iguaria fina</strong></em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Uma Garota Dividida em Dois: Noir insípido]]></title>
<link>http://digestao.wordpress.com/?p=278</link>
<pubDate>Thu, 24 Jul 2008 01:41:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>claesen</dc:creator>
<guid>http://digestao.wordpress.com/?p=278</guid>
<description><![CDATA[
A respeito de Uma Garota Dividida em Dois vou usar a frase de uma grande amiga minha, Margarete Pin]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://digestao.files.wordpress.com/2008/07/photo-la-fille-coupee-en-deux-2006-3.jpg"><img src="http://digestao.wordpress.com/files/2008/07/photo-la-fille-coupee-en-deux-2006-3.jpg?w=300" alt="" width="300" height="200" class="alignnone size-medium wp-image-281" /></a></p>
<p>A respeito de <strong>Uma Garota Dividida em Dois </strong>vou usar a frase de uma grande amiga minha, Margarete Pinto, que diz "Claude Chabrol me cansa". Sabemos que ele é um nome importante do cinema francês, responsável por filmes muito bem construídos como <strong>Ciúme - O Inferno do Amor Possessivo</strong>, <strong>Mulheres Diabólicas</strong> e <strong>Madame Bovary</strong>. Pelo menos, assim achava eu quando os vi nos anos 90. Isso sem falar de um passado mais remoto, quando o ex-crítico de cinema virou cineasta e lançou - com <strong>Nas Garras do Vício</strong> - um dos movimentos mais importantes da cena no século 20, a Nouvelle Vague</p>
<p>No entanto, está difícil se empolgar com algo de Chabrol nesta década. Até agora me pergunto o que fez a crítica receber tão bem <strong>A Dama de Honra</strong> e <strong>Comédias do Poder</strong>. Filmes enfadonhos que desperdiçam uma boa premissa e um ótimo elenco. Não é tão diferente de Uma Garota, seu mais recente trabalho. </p>
<p>Não demora muito para que você perceba que o título tampouco faz sentido. Gabrielle (Ludvigne Sagnier, cada vez mais bela) sente-se atraída de imediato pelo escritor décadas mais velho do que ela, Charles St. Denis (François Berléand, com um ar de cinismo imbatível). É dele seu coração, seu corpo, seus sonhos. O bon-vivant Paul Gaudens (Benoit Magimel) é, desde o início, apenas um apêndice em sua história. Um belo e aristocrático apêndice, é verdade. O rapaz tanto insiste que Gabrielle casa-se com ele no velho esquema de esquecer uma paixão com um casamento e uma viagem. Mas os problemas não se resolvem e não é exatamente um 'foram felizes para sempre' o que acontece após o casamento.</p>
<p>Ludvigne Sagnier volta a um papel que oscila de angelical à pura perversão, como em Swimming Pool, de François Ozon. Arrebatadoramente sexy. Todo o elenco funciona, se não fosse o roteiro previsível e a direção sem imaginação, com ares de um noir cínico e decadente, mas sem charme algum. No final, concordo com as idosas ao meu lado (e maioria no cinema) saindo da sala: ele já fez coisas melhores, não é, Ruth? É, elas devem saber do que estão falando.</p>
<p><em><strong>Cotação (de 0 a 5): 3,0 - Arroz com feijão</strong></em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Nome próprio: Leandra]]></title>
<link>http://digestao.wordpress.com/?p=273</link>
<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 02:15:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>claesen</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Leandra Leal é uma atriz sui generis. De família teatral, estreou na profissão aos sete anos no ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://digestao.files.wordpress.com/2008/07/fotong1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-272" src="http://digestao.wordpress.com/files/2008/07/fotong1.jpg?w=300" alt="" width="300" height="149" /></a></p>
<p>Leandra Leal é uma atriz sui generis. De família teatral, estreou na profissão aos sete anos no último capítulo de Pantanal. Depois da novela, a moça fez uma porção de filmes prestigiados, espetáculos, trabalhos na Globo e produziu shows de gente conceituada. Há três anos, Leandra, muito bem estabelecida, deixou o Rio para fazer faculdade em São Paulo. Com esse mesmo desprendimento, ela encarou a protagonista de <strong>Nome Próprio</strong>, em cartaz nos cinemas.</p>
<p>O filme, dirigido por Murilo Salles, é inspirado nos textos da escritora e blogueira Clarah Averbuck. Na tela, Leandra Leal é Camila, uma brasiliense morando na capital paulista. Blogueira compulsiva, alcoólatra, apaixonada, intensa, indomável, irascível. Camila não mede as conseqüências do que fala, tampouco se arrepende. Se os amigos de Brasília vão ficando pelo caminho, o prazer de escrever ela não perde. É no blog que revela suas contradições e aspirações, onde sua vida faz sentido.</p>
<p>Impossível falar de Nome Próprio sem o monopólio de Camila, pois ela é o filme. Murilo Salles, famoso por Como Nascem os Anjos (1996) revisita a “descolândia paulistana” de Seja o que Deus Quiser (2003), seu último trabalho. A câmera viaja ora em planos abertos, ora na mão, perscrutando os poros de Camila com super closes - não os de estilo televisivo e burocráticos, como em Olga, mas poderosos, que nos tornam cúmplices dela, por mais que isso nos deixe desconfortáveis. A montagem atrapalha a direção segura, deixando o filme arrastado em vários momentos.</p>
<p>Leandra, como se já não soubéssemos, demonstra não ter medo de nada. Defende Camila sem pudores. Neste tipo de (des)construção não há meio termo e ela acerta em cheio. Se em sua estréia na telona (A Ostra e o Vento, 1997) emplacou uma das cenas mais sensíveis do cinema brasileiro, agora ela pega o touro à unha e crava um grande momento de sua carreira.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/mdebqV0LxX0'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/mdebqV0LxX0&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p><em><strong>Cotação (de 0 a 5): 4,0 - Petit four</strong></em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Segredo do Grão: Um Cuscuz bem soltinho]]></title>
<link>http://digestao.wordpress.com/?p=225</link>
<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 23:30:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>claesen</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Este texto bem que poderia estar no blog de comidas deliciosas de Rebeca Ukstin, o Tempero. Afinal,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://digestao.files.wordpress.com/2008/07/o-segredo-do-grao.jpg"><img src="http://digestao.wordpress.com/files/2008/07/o-segredo-do-grao.jpg?w=300" alt="" width="300" height="199" class="alignnone size-medium wp-image-227" /></a></p>
<p>Este texto bem que poderia estar no blog de comidas deliciosas de Rebeca Ukstin, o <a href="http://www.rebecaervas.blogspot.com/">Tempero</a>. Afinal, é em torno de um prato, o cuscuz, que se desenrola toda a trama de <strong>O Segredo do Grão</strong>, de Abdellaltif Kechiche, em cartaz em São Paulo.</p>
<p>Vencedor do Grande Prêmio do Júri no último Festival de Veneza e de quatro César - incluindo melhor filme - O Segredo do Grão é uma intensa e longa incursão no universo de uma família. Ou melhor, de duas. Em Séte, no litoral francês, às margens do Mediterrâneo, Slimane Beiji é um operário de 61 anos que perde o emprego após mais de 30 anos na mesma empresa. Ele, assim como muitos de seus vizinhos, imigrou para a França, décadas antes, em busca de melhores oportunidades. </p>
<p>Slimane possui a família "oficial", que corresponde a sua ex-mulher, filhos, genros, noras e netos e a "extra-oficial", composta por Karima, a dona do hotel onde ele mora, e a filha dela, Rym. Sem nunca ter assumido uma relação com a segunda, as mulheres de ambas as famílias se detestam. Sem emprego e sem perspectivas, é Rym que o ajudará a ter um novo objetivo na vida: montar um restaurante dentro de um barco e que servirá apenas um prato: o cuscuz.</p>
<p>Não faltam obstáculos em seu caminho. A prefeitura só libera o alvará com o empréstimo aceito pelo banco e o banco só o levará a sério com todos os documentos expedidos pela prefeitura. Apostando tudo em uma última cartada, Slimane recebe ajuda de toda a família, reforma o barco e prepara um banquete para 100 convidados ilustres com a intenção de que eles vejam o potencial de sua idéia e invistam no projeto.</p>
<p>Por duas horas e meia entramos no mundo das famílias de Slimane e nos tornamos íntimos de seus dramas, suas frustrações e suas esperanças. Durasse mais duas ou três horas e a sensação prazeirosa de convivermos com todas as personagens, por certo, ainda seria a mesma. Kechiche acerta nos ângulos, na direção de atores - a maior parte, amadores -, na trilha sonora, na tradução certeira da cultura árabe hoje tão presente em toda a Europa, em particular a França. Tivesse o neo-realismo um nome nos dias de hoje e ele seria Abdellatif Kechiche.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/eY1xuBEpa80'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/eY1xuBEpa80&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p><em><strong>Cotação (0 a 5): 5,0 - Manjar dos Deuses</strong></em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Escafandro e a Borboleta: Sofisticada poesia visual]]></title>
<link>http://digestao.wordpress.com/?p=204</link>
<pubDate>Tue, 15 Jul 2008 02:45:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>claesen</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Em cartaz nos cinemas, O Escafandro e a Borboleta, não é um filme fácil de digerir, se me permit]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://digestao.files.wordpress.com/2008/07/escafandroeaborboleta.jpg"><img src="http://digestao.wordpress.com/files/2008/07/escafandroeaborboleta.jpg?w=300" alt="" width="300" height="199" class="alignnone size-medium wp-image-209" /></a></p>
<p>Em cartaz nos cinemas, <strong>O Escafandro e a Borboleta</strong>, não é um filme fácil de digerir, se me permitem o trocadilho. O longa, do diretor americano <strong>Julian Schnabel </strong>(de "Basquiat" e "Antes do Anoitecer"), não teme a narrativa lenta ou a fotografia que alterna diversas imagens desfocadas. Pelo contrário, elas  são co-responsáveis pelo desenvolvimento e qualidade do filme.</p>
<p>De início bastante claustrofóbico, conhecemos a história através do olho de Jean-Dominique Bauby (Mathieu Amalric), um editor da revista Elle. Neste caso, não é mera figura de linguagem. Vítima de um acidente vascular cerebral aos 42 anos, ele acorda num hospital do litoral francês com esta assustadora notícia: seu olho esquerdo é a única parte do corpo em que restou movimento.</p>
<p>Ao longo da narrativa, o desespero natural de Jean-Do vai sendo amenizado pela dedicação da fisioterapeuta Henriette (Marie-Josée Croze, premiada em Cannes por As Invasões Bárbaras) e da ex-mulher Céline (Emmanuelle Seigner, ainda mais bela do que em Place Vendôme). É através de um método que Henriette o apresenta que fará com que o editor se comunique com o resto do mundo. Com piscadas para cada letra do alfabeto, ele escreve um livro, no qual foi baseado o filme.</p>
<p>Ao requinte estético da fotografia, que praticamente reinventa a forma de contar visualmente uma história, soma-se o roteiro bem cuidado e belas atuações - Max Von Sydow, como o pai, só precisa de duas cenas para nos lembrar de sua magnitude. Se Jean-Do está encarcerado em seu próprio corpo, sua memória e sua imaginação estão livres e é através delas que o personagem irá celebrar a vida.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/N4yY1yedPEc'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/N4yY1yedPEc&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p><em><strong>Cotação (0 a 5): 4,5 - Iguaria fina</strong></em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Do Outro Lado: Sem medo da morte]]></title>
<link>http://digestao.wordpress.com/?p=185</link>
<pubDate>Wed, 09 Jul 2008 02:08:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>claesen</dc:creator>
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<description><![CDATA[
&#8220;Meu maior desejo seria o de que o filme fosse visto por um espectador que passou recentement]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://digestao.files.wordpress.com/2008/07/166390_1_rauchen.jpg"><img src="http://digestao.wordpress.com/files/2008/07/166390_1_rauchen.jpg?w=300" alt="" width="300" height="199" class="alignnone size-medium wp-image-184" /></a></p>
<p>"Meu maior desejo seria o de que o filme fosse visto por um espectador que passou recentemente pela dor da morte de uma pessoa próxima e que se sentisse consolado." Esta é uma das frases ditas pelo diretor alemão, de ascendência turca, <strong>Fatih Akin</strong>, quando do lançamento do seu filme <strong>Do Outro Lado</strong>, no Festival de Cannes em 2007.</p>
<p>Na segunda parte de sua trilogia chamada de "Amor, Morte, Diabo", Akin não economizou no luto. O filme, dividido em três blocos bem definidos, mas que se entrelaçam antes mesmo de você se dar conta, não poupa ninguém da dor e faz da perda um recomeço.</p>
<p>Com muito de sua própria história, Do Outro Lado cruza as vidas de seis personagens: Nejat é um professor de origem turca que leciona numa universidade alemã, cujo pai, Ali, um aposentado bastante boêmio e que teme a velhice, resolve pedir a prostituta Yeter em casamento. Yeter, sofre por não ver a filha Ayten há muito tempo. O professor partirá então para Istambul à procura de Ayten que, hoje, é uma ativista política. Perseguida pela polícia, a moça chega à Alemanha e encontra ajuda em Lotte, mesmo contra a vontade de sua mãe, Susanne. </p>
<p>Não se trata de nenhum spoiler adiantar que duas das seis personagens irão morrer. E o reagrupamento dos que ficam é o que faz o filme ser tão especial. Não espere nada sombrio. Como disse Hanna Schygulla, intérprete de Susanne, "Akin se diferencia de outros jovens diretores por ter coragem de falar da morte como algo que faz parte da vida."</p>
<p>Com a primeira parte da trilogia, <strong>Contra a Parede</strong> (2004), Akin levou o Urso de Ouro em Berlim, no que foi, para este blogueiro, o filme do ano em 2005. Agora, com a segunda parte, premiada com o melhor roteiro em Cannes 2007, o cineasta não faz por menos: no vai-e-vem dos personagens entre Turquia e Alemanha, ele faz mais um filme irretocável, relevante e inesquecível. Aonde eu passo para fazer a carteirinha mesmo?</p>
<p><em><strong>Cotação (de 0 a 5): 5,0 - Manjar dos Deuses</strong></em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Peter Brook para todos!]]></title>
<link>http://digestao.wordpress.com/?p=171</link>
<pubDate>Sun, 06 Jul 2008 06:02:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>claesen</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Você entra na escola de teatro e o nome de Peter Brook ecoa pelos corredores e aulas de história:]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://digestao.files.wordpress.com/2008/07/1190373967_80_177_117_97.jpg"><img src="http://digestao.wordpress.com/files/2008/07/1190373967_80_177_117_97.jpg?w=300" alt="" width="300" height="200" class="alignnone size-medium wp-image-170" /></a></p>
<p>Você entra na escola de teatro e o nome de <strong>Peter Brook</strong> ecoa pelos corredores e aulas de história: o homem que dirigiu Marabharata no cinema e responsável por algumas das encenações mais perfeitas das peças de Shakespeare. Enfim, uma lenda.</p>
<p><strong>Fragments</strong>, que ele trouxe a São Paulo e fica em cartaz até hoje (com ingressos esgotados), no Sesc Santana, mostra que o homem sabe o que faz.</p>
<p>São quatro esquetes, daí o título do espetáculo, de Samuel Beckett. "Rough For Theatre I" mostra dois párias da sociedade numa inter-relação de solidão e esperança. O público ri nos momentos cômicos, mas engasga quando um deles, o cego, diz para o outro, o aleijado, o por quê de não ter dado cabo de sua vida até então, "I'm not unhappy enough."</p>
<p>O segundo, "Rockaby", é um monólogo em que a atriz repete o mesmo texto, com apenas a variação de suas entonações que são, gradativamente, cada vez mais angustiadas. A solidão é a tônica dominante mais uma vez. Você se lembrou de Brenda Blethyn em Segredos e Mentiras com seu suburbano e melancólico dia-a-dia? À cena técnica e milimetricamente construída fundem-se a vigorosidade e a intensidade da atriz tornando-a a mais difícil, mas a mais bela do espetáculo.</p>
<p>"Act Without Words II" não tem palavras, apenas esboço de algumas. Um teatro físico, com referências a Grotowski, toma conta da cena. Um exemplar exercício de atores, ela ganha a cumplicidade do público, logo de início, encantado com a precisão dos gestos e a comicidade da situação.</p>
<p>Com "Come and Go", a mais curta delas, fecha-se o ciclo, evocando a repetição do texto, como na segunda, e o jogo com a platéia, como na anterior. Os três atores do espetáculo agora estão juntos e, se um ou dois são bons, o trio, unido, é melhor ainda.</p>
<p>O teatro de Peter Brook encanta sem precisar de grandes cenários, adereços ou trilha sonora elaborada. E eu, que achava que só bons efeitos de "peças cinematográficas" faziam valer o valor do ingresso hoje em dia, deixo-me seduzir por uma das mais ancestrais maneiras de se fazer teatro: bem feito.</p>
<p><em><strong>Cotação (0 a 5): 4,0 - Petit four</strong></em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Covenant or a la carte?]]></title>
<link>http://revruth.wordpress.com/?p=295</link>
<pubDate>Fri, 20 Jun 2008 09:04:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>revruth</dc:creator>
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<description><![CDATA[I was listening to the Today programme this morning and heard a discussion on the European Union. I ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>I was listening to the Today programme this morning and heard a discussion on the European Union. I missed the beginning but I think the gist of it was that some countries might vote on something that not everyone can agree with. What was proposed was an A la Carte European Union.</p>
<p>Immediately that made me think of the Anglican Communion. We don't need a Covenant - we need an Anglican Communion a la carte. We need to read from the same menu but have our own choices. We do that already with issues such as the ordination of women so why not with everything?</p>
<p>And on the subject of women... go over to <a href="http://frsimon.wordpress.com/2008/06/20/the-future-of-anglicanism-gafcon-third-province-lambeth-and-what-it-really-means-to-be-catholic/">Fr Simon's blog</a> for an excellent and heartfelt article on the upcoming vote for women bishops in the Church of England.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Longe dela e perto do inexplicável]]></title>
<link>http://digestao.wordpress.com/?p=127</link>
<pubDate>Fri, 06 Jun 2008 18:12:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>claesen</dc:creator>
<guid>http://digestao.wordpress.com/?p=127</guid>
<description><![CDATA[
Em cartaz há três semanas em São Paulo, só agora pude ver Longe Dela, de Sarah Polley.
O longa ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/ct7eXP-ivAk'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/ct7eXP-ivAk&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p>Em cartaz há três semanas em São Paulo, só agora pude ver <strong>Longe Dela</strong>, de <strong>Sarah Polley</strong>.</p>
<p>O longa foi arrebatando todos os prêmios dos críticos de melhor atriz para <strong>Julie Christie</strong>, passou pela Mostra Internacional de São Paulo e eu já havia lido uma boa resenha no blog bacana e divertido do meu amigo Heitor Jr, <a href="http://naomemandemcores.blogspot.com/">Não Me Mandem Cores</a>.</p>
<p>A história fala de uma mulher, Fiona, que mantém um casamento baseado em respeito, cumplicidade e amor com o marido há quase 45 anos. Não é pouca coisa. Não mesmo. Mas Fiona começa a ter lapsos de memória, que vão aumentando gradativamente, o que faz com que ela e o marido, sempre unidos, procurem ajuda médica. Diagnóstico: Alzheimer. </p>
<p>É com extrema sensibilidade que a diretora Polley conduz esta história que não se precisa de muito QI para adivinhar o <del datetime="00">triste</del> final. São os diálogos, a delicada trilha sonora e as interpretações primorosas que costuram um roteiro (indicado ao Oscar) bem amarrado e sem concessões. </p>
<p>Em sua estréia na direção, Polley, que ainda mantém sua carreira de atriz (O Doce Amanhã, EXistenZ, Minha Vida sem Mim) e assina a adaptação do roteiro, faz lembrar outro ator/diretor com um filme tão intenso e nostálgico do qual é diíficil sair ileso. Estamos falando de Clint Eastwood e As Pontes de Madison (1995).</p>
<p>Julie Christie, que já tem uma estatueta dourada em sua estante, perdeu o Oscar deste ano para a excelente <strong>Marion Cotillard</strong>. Não à toa, porém, ela havia levado antes muitos dos prêmios a que concorreu (inclui-se o Screen Actor's e o Globo de Ouro). Seria fácil para uma atriz com este papel cair numa interpretação exagerada para nos fazer debulhar em lágrimas. Uma vez que a própria situação já é dramática o suficiente, atriz e diretora escolheram representar Fiona de uma maneira suave, porém não menos intensa. Irônica, mas não menos apaixonada.</p>
<p>Gordon Pinsent e Olympia Dukakis (ela também com um Oscar na estante) completam o time no mesmo tom de todo o filme: quando o menos é mais. Como não se emocionar com os olhos de Grant (Pinsent) vendo a mulher que ama e amou por toda a vida esquecendo-se dele e, pior, interessada em outra pessoa? Sabendo que o passado que têm em comum será lembrado apenas por ele? Carregando uma dor advinda do mais puro e nobre sentimento que já teve por alguém que é o amor verdadeiro?</p>
<p>Difícil conseguir filosofar ou explicar o que é o amor, mas Sarah Polley chega muito perto disso.</p>
<p><em><strong>Cotação (0 a 5): 4,5 - Iguaria fina</strong></em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Os fantasmas de Ian Curtis]]></title>
<link>http://digestao.wordpress.com/?p=115</link>
<pubDate>Mon, 19 May 2008 00:05:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>claesen</dc:creator>
<guid>http://digestao.wordpress.com/?p=115</guid>
<description><![CDATA[Como entender alguém que está prestes a chegar ao auge de sua carreira e resolve deixar cair o pan]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Como entender alguém que está prestes a chegar ao auge de sua carreira e resolve deixar cair o pano? Com essa pergunta na cabeça eu fui assistir a <strong>Control</strong>, longa de <strong>Anton Corbijn</strong>, que estréia na próxima sexta no Rio e em São Paulo.</p>
<p>O filme conta a história de <strong>Ian Curtis</strong>. Britânico de Manchester, Ian monta uma banda com seus amigos, influenciado pelos ícones que dominavam a cena musical de meados dos anos 70, como David Bowie, The Clash, Lou Reed e Iggy Pop. Nascia o <strong>Joy Division</strong>.</p>
<p>A banda e seu casamento precoce com Debbie Curtis eram os pilares de sua vida. Mas enquanto o grupo despontava, sua relação arruinava-se. A biografia de Debbie, <strong>Touching from a Distance</strong>, foi o material fundamental para o diretor construir o mosaico de relações e paixões do jovem músico.</p>
<p>Fotógrafo famoso e sempre ligado ao mundo da música, o holandês Anton Corbijn afirma que foram as canções do Joy Division que o fizeram trocar a terra dos moinhos pela Inglaterra em 1979. De fã passou a colaborador da banda e são dele algumas das fotos mais famosas de Ian Curtis. Com uma carreira que inclui capas para revistas conceituadas como Esquire, Rolling Stones, Mojo e Time Out, de singles de nomes estrelados como U2, R.E.M. e Morrissey, no entanto, é com os seus videoclipes que o nome de Corbijn costuma ser associado. Do bizarro ao soturno, o holandês fez trabalhos marcantes com (clique na banda para ver o clip) <a href="http://br.youtube.com/watch?v=SV3IsQlZsiM">Echo &#38; The Bunnymen</a>, <a href="http://br.youtube.com/watch?v=SK7Ai9dWrRQ">Nirvana</a>, <a href="http://br.youtube.com/watch?v=lPpUFBVSyWs">Front 242</a> e <a href="http://br.youtube.com/watch?v=2HVzEC4aYoA">Roxette.</a> Mas é com o <a href="http://br.youtube.com/watch?v=UGs6rkKf-lk">Depeche Mode </a>a sua parceria mais longeva: entre 1986 e 2005 trabalharam juntos em 19 videoclipes, marcados ora pelo preto-e-branco, ora pelas cores fortes, como o laranja, e cheios de sombras e imagens desfocadas.</p>
<p>A fotografia é peça fundamental em Control. O diretor, estreante na direção de longas, assumiu preferir tons monocromáticos e não tem dúvidas de que o velho p/b é o que mais caracteriza Ian Curtis. Do elenco, destacam-se as peças-chave: <strong>Sam Riley</strong>, vivendo o músico e <strong>Samantha Morton</strong>, a esposa. Riley preparou-se seis meses para o papel e, assim como o resto dos atores que compõem a banda, realmente toca e canta no filme. Samantha é das britânicas clássicas: se entrega ao papel sem medo e tem uma carga dramática que lembra Emily Watson.</p>
<p>Com crises constantes de epilepsia, mas uma doença que pode ser controlada, e com um casamento naufragando, quando apaixona-se pela belga Annik, a pergunta do início do post volta à tona. Seriam estes motivos suficientes para o músico de 23 anos acabar com a própria vida?</p>
<p>O suícidio, o ato mais feroz e deseperado que uma pessoa pode cometer na vida, dificilmente consegue ser explicado em qualquer caso. Não seria diferente com Ian.</p>
<p>Pressionado em conseguir resolver as histórias com as duas mulheres mais importantes de sua vida? Refém de algum problema neurológico depois de tantas drogas preescrevidas pelos médicos para sua epilepsia? Incontrolável medo do sucesso que chegaria a níveis estratosféricos após a turnê que a banda faria nos EUA em poucos dias? Não se sabe.</p>
<p>Tirar a própria vida, longe de um ato covarde, é, sim, um ato solitário e de extrema coragem. Semelhante a uma declaração dada por um dos músicos na época do lançamento do filme no Festival de Cannes de 2007, me vêm à cabeça uma frase de <strong>Van Gogh</strong>, "o suicida faz com que os amigos e familiares sintam-se os seus assassinos." Sinais são mostrados sem que tomemos conhecimento da gravidade. Mas, apesar disso, com os medos e frustrações mais secretos só a própria pessoa pode lidar.</p>
<p>Talentoso e deprimido, os olhos e as letras de Ian Curtis combinam com as últimas palavras de Van Gogh, depois do pintor atirar contra o próprio peito: A tristeza durará para sempre.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/7c2_B_cWK_M'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/7c2_B_cWK_M&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span><br />
<em><strong><br />
Cotação (de 0 a 5); 4,0 - Petit four</strong></em></p>
<p>PS: Tomo a liberdade de dedicar este post a quem infelizmente associo a este assunto e a boa parte do que escrevi aqui. Uma das pessoas mais brilhantes que conheci. Em 18 de maio de 1980, Debbie e os fãs perdiam Ian Curtis. Não tanto tempo atrás assim, eu perdia <strong>João Xavier</strong>. Nem mil posts renderiam uma homenagem à altura da importância que você teve na minha vida. Você se foi, mas a dor continua para sempre, João.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Para onde você vai, Speed Racer?]]></title>
<link>http://digestao.wordpress.com/?p=114</link>
<pubDate>Thu, 15 May 2008 01:02:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>claesen</dc:creator>
<guid>http://digestao.wordpress.com/?p=114</guid>
<description><![CDATA[
Em época de tantos doces como no nome da banda pop-disco Glass Candy e no álbum de Madonna, Hard ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://digestao.files.wordpress.com/2008/05/speed_racer.jpg"><img src="http://digestao.wordpress.com/files/2008/05/speed_racer.jpg?w=300" alt="" width="300" height="222" class="alignnone size-medium wp-image-113" /></a></p>
<p>Em época de tantos doces como no nome da banda pop-disco Glass <strong>Candy</strong> e no álbum de Madonna, Hard <strong>Candy</strong>, o qual, aliás, abre com a faixa <strong>Candy</strong> Shop, só uma coisa me vinha à cabeça durante a exibição de <strong>Speed Racer</strong>: candies.</p>
<p>Dirigido e escrito pela dupla Andy e Larry Wachowski (da trilogia Matrix), o longa lembra um enorme pote de balas com suas mil cores estourando pela tela. Não é preciso nem 15 minutos (dos seus intermináveis 135) para descobrir onde essa doceria vai dar.</p>
<p>Os irmãos diretores fizeram uma opção clara pelo farsesco. Tudo está acima do tom: as cores, os sorrisos, interpretações, cenário. Repleto de efeitos visuais, eles não tinham, como na maioria dos casos, nenhuma intenção que isso parecesse real (pelo menos, é melhor acreditar que não tiveram. rs).</p>
<p>A história, que estreou como desenho animado em 1967 na tevê americana, foi transportada para o cinema com os mesmos personagens originais e centrada, claro, no herói que dá nome ao filme. Speed é um garoto íntegro, família e habilidoso que dirige seu Mach 5 pelas corridas de carros, driblando os magnatas das empresas, os quais tramam vitórias, fajutam provas, fazem conchavos e esmagam os inimigos. </p>
<p>Em alguns momentos fica difícil saber se você está assistindo a um filme, um desenho ou a um video game. Seria o efeito do tal look "retrô-futurista" que o produtor Joel Silver queria dar? Humpf.</p>
<p>No elenco (totalmente mal escalado): <strong>Susan Sarandon </strong>(sim, ela erra às vezes; alguém se lembra de Lado a Lado com a Julia Roberts?), <strong>Christina Ricci </strong>(num papel tão errado quanto a Hilary Swank em Dália Negra - ambas são tão sexy quanto uma escova de dentes) e <strong>Emile Hirsch</strong> (a melhor atuação do cinema no ano passado - por Na Natureza Selvagem - tão disperdiçado que seus melhores momentos resumem-se em pôr e tirar o capacete).</p>
<p>Enfim. Num dia em que é aberta a 61ª edição do Festival de Cannes, quando, aliás, já estava sendo cobrado para falar dele, eu resolvo assistir Speed Racer. É, a vida é cheia de incoerências mesmo.</p>
<p>Ah, e os doces? Estamos mais para empanadas no momento. E das bem temperadas.</p>
<p><em><strong>Cotação (de 0 a 5): 1,0 - Azedou</strong></em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Video A La Carte --&gt; A Disaster?]]></title>
<link>http://digitalwaveriding.wordpress.com/?p=384</link>
<pubDate>Mon, 12 May 2008 13:04:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>digitalwaveriding</dc:creator>
<guid>http://digitalwaveriding.wordpress.com/?p=384</guid>
<description><![CDATA[There was this Marc Cuban post a view days ago&#8230; and today I read again a post on Digital Media]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>There was this <a href="http://www.blogmaverick.com/2008/05/04/the-ala-carting-of-video-on-the-net-will-it-lead-to-disaster/">Marc Cuban post</a> a view days ago... and today I read again a <a href="http://www.dmwmedia.com/news/2008/05/06/analysis%3A-raising-la-carte-alarm">post</a> on Digital Media Wire by Paul Sweeting on the same theme: The report of <span>Bernstein Research</span><span> written by analyst Craig Moffet: "And Now for the News...The Emperor Has No Clothes"<br />
I would love to read this report... but can´t afford it... so I'm just writting about what is posted out there in the blogosphere...<br />
</span></p>
<p>Craig Moffet made two important points in his report:</p>
<ul>
<li><em>Consumer tolerance of advertising is much lower online 	than in the traditional TV channel and that it simply is not possible 	to support the sort of professional production values expected on TV 	through advertising online. </em></li>
<li><em>The web's ability to let users select only the most desirable programs, or only the most desirable </em><em>portions of 	programs--means programmers will 	not be able to leverage popular programs to support less popular 	programs through bundling </em></li>
</ul>
<p><em></em></p>
<p>Don`t know what you think... but both points I don`t see as "dramatic" in the future as its discussed here (maybe it´s more dramatic in the shorterm):<br />
<strong>First</strong>: People are already do something like "cherry picking", not as much as they will do in the future but they already can choose their program format ... under round about 50 Channels... the best format will win... now and in future. Zapping is no new thing.<br />
<strong>Second</strong>: We can expect that people will at least watch the same amount of time video content now or in future irrespective of the media channel. So we have the same amount of attention, what means the same amount of value that can be monetized.<br />
<strong>Third</strong>: People maybe don`t accept as much advertising online than on TV, but we will know the customer who is watching. We don`t have to believe on research based TV ratings... we will know the exact numbers and in future we are able to personalize advertising, the wastage of media money will be minimized, every user, every content view will be more valuable..<br />
<strong>Fourth</strong>: The quality of watching video content will rise considerably - watch what, when, wherever you want - that means people will watch more video than ever before... so there will be even more attention to monetize.<br />
<strong>Fifth</strong>: Bundling will definetely be an important tool in the digital age, like it is in the music industry. There will be just new kind of bundles...</p>
<p>And this is the real question: <strong>Which bundles could work? What kind of online platforms are able to monetize the content? What services or added value is needed? Who can compete with the "free" competition?</strong></p>
<p>But the discussion in the blog posts mentioned above is more about the question: <strong><span>Are TV stations making a huge mistake by putting their current schedules online for free?</span></strong></p>
<p>Marc Cuban added to the discussion the following point:</p>
<ul>
<li><em><span> "The ala carting of video on the net will benefit those who enable the search for content and can monetize that search." </span></em></li>
</ul>
<p><span>Paul Sweeting made these points: </span></p>
<ul>
<li><em><span>"What Moffet is describing is a process very much like what the record companies went through: a radical reorientation of the dynamic between producer and consumer. You do not "publish" or "distribute" content on the Internet, although publishers and distributors like to think they do. You make content available on the Internet for others to access and aggregate as they will. The process is fundamentally, always and ineluctably user-driven."</span></em></li>
<li><em><span>Like it or not, the web simply isn't very kind to publishers, packagers and distributors. It rewards enablers. Search is an enabling technology. (...) The challenge for publishers is not to figure out how to force the web to reward them. It's to figure out how to capture the value created by enabling technology.</span></em></li>
</ul>
<p>So far so good. I fully agree to all three points.</p>
<p>But then I was a little bit confused by conclusions like this from Paul<em>:<br />
</em></p>
<blockquote><p><span><em>"In that sense, Cuban is right. It may not make sense for the networks simply to make their schedules available for free on the Internet. That doesn't really create any new value; it mostly just drains value from linear platforms."</em></span></p></blockquote>
<p><span>As Paul wrote himself, when the content is "public", than it is available... Anyone know websites like "surfthechannel.com"? So, why shouldn`t they publish it online? It`s out there anyway. They can`t stop the technology! Said thousands of times.... There is the "free" (legal or not) competitor, so compete with it! Try to build your brand in the online world!<br />
</span></p>
<p><span>And to the question of Marc: </span></p>
<blockquote><p><span><em>Will shows be forced to introduce different versions of shows, say with different ratings as a means of differentiating TV from streamed shows ? The R rated version of Friday Night Lights online and the PG version on TV?</em></span></p></blockquote>
<p>I think content creator even have to go further: <a href="http://digitalwaveriding.wordpress.com/2008/04/17/transmedia-storytelling/">Transmedia Storytelling</a>! Why shouldn`t there be complementary content for example at the daily mobisode, on the weekly TV show, the online version and the online game?.</p>
<p>And I fully agree with Paul:</p>
<blockquote><p><em><span>"What the networks need is to figure out how to capture the value created by enabling consumers to access, select, aggregate, transform, embed and share content--in a word, to use it. Anything else is just TV with buffering."</span></em></p></blockquote>
<p>So please, don`t stop making content available for free online. But that`s not enough! There has to be more to monetize your content in the longterm. Video a la carte is not a disaster, but it`s just a small part of a new "business model" to monetize your content online. Try to find new ways to increase the consumer experience. Use the chance to present your content idea deeper and in more detail and extend than ever before to your fans. Not long ago you had just 40 minutes per week...</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[GLYKEMISKT INDEX]]></title>
<link>http://afts.wordpress.com/?p=660</link>
<pubDate>Tue, 06 May 2008 00:00:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lantlollan</dc:creator>
<guid>http://afts.wordpress.com/?p=660</guid>
<description><![CDATA[Vad: Tonfisksallad!
Inspiration: Allt om Mat feat. Paulún
Inklusive: Egenhändigt blandad olivoljed]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Vad: Tonfisksallad!<br />
Inspiration: Allt om Mat feat. Paulún<br />
Inklusive: Egenhändigt blandad olivoljedressing..</p>
<p><a href="http://afts.files.wordpress.com/2008/06/p5060777.jpg"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-661" src="http://afts.wordpress.com/files/2008/06/p5060777.jpg?w=128" alt="" width="128" height="96" /></a></p>
<p>Foto: Olympus 725SW</p>
<p>2008-05-06 @ HEMMA</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Madonna e Woody Allen. Tudo em comum?]]></title>
<link>http://digestao.wordpress.com/?p=95</link>
<pubDate>Sun, 04 May 2008 23:30:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>claesen</dc:creator>
<guid>http://digestao.wordpress.com/?p=95</guid>
<description><![CDATA[
Está em cartaz, no Brasil, o mais recente filme de Woody Allen, O Sonho de Cassandra. Está nas lo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://digestao.files.wordpress.com/2008/05/woody-allen2.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-100" src="http://digestao.wordpress.com/files/2008/05/woody-allen2.jpg?w=89" alt="" width="89" height="96" /></a><a href="http://digestao.files.wordpress.com/2008/05/madonna1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-99" src="http://digestao.wordpress.com/files/2008/05/madonna1.jpg?w=116" alt="" width="116" height="96" /></a></p>
<p>Está em cartaz, no Brasil, o mais recente filme de <strong>Woody Allen</strong>, <strong>O Sonho de Cassandra</strong>. Está nas lojas, do mundo todo, o mais recente álbum de <strong>Madonna</strong>, <strong>Hard Candy</strong>. Acabei de ver o filme, e percebi que este trabalho aproxima a visão que tenho desses dois artitas. Estranho? Vejamos...</p>
<p>Muita coisa se falou sobre o álbum da loira milionária nas últimas semanas. Confesso que esperei por algo terrível quando Madonna juntou-se a Timbaland, Pharrel Williams e Justin Timberlake (os reis da Billboard e do pop fácil) para produzir este cd. Confesso também que depois de um tempo eu já não esperava mais nada e, de tanto martelarem este assunto, o que eu queria mesmo é que Madonna fosse mandada para a lua e voltasse daqui há uns dez anos. Mas Madonna não foi. E o assunto em todos os lugares é Hard Candy.</p>
<p>Assim como Woody, a mãe da Lourdes Maria teve uma carreira meteórica e atingiu o topo bastante cedo. Conseguiu a maior vendagem de sua carreira com um álbum de estúdio logo com o 3º, True Blue (1986). Woody ganhou o Oscar ainda na década de 70, com Annie Hall. Ambos produziram muitas coisas bacanas depois, com altos e baixos.</p>
<p>Hard Candy, assim como o filme novo do Woody, tem vários elementos para dar certo. Tem a presença de profissionais competentes, é sofisticado, é um produto de "griffe" enfim.</p>
<p>Ao contrário do que muita gente (incluindo este blogueiro) achava, Madonna não ficou descaracterizada neste novo trabalho. Assim como antes do primeiro Woody Allen em Londres (Match Point) pensávamos que "todo Woody Allen TEM que ser em Nova York", a loira não ficou menos pop, trabalhando com os reis da black music e do hip hop.</p>
<p>Hard Candy parece uma continuação natural de seus trabalhos anteriores, se virmos pela perspectiva de que Madonna sempre quer se reinventar. Se analisarmos pela ótica de que ela gosta de inovar, de trazer produtores novos para a cena musical, aí sim, veríamos uma incoerência, uma vez que ela preferiu nomes consagrados para se cercar.</p>
<p>Seu 11º álbum de estúdio soa black music, mas também soa dance, soa pop, soa Madonna, enfim.<br />
Algum jornalista disse que a participação de Justin Timberlake, se compararmos o cd a um filme, seria como se ele tivesse feito uma ponta. Mas onde estava escrito de que esse era um álbum de duetos a la Simone e Zélia Duncan? Não. Este é um álbum de Madonna com seus colaboradores. E Justin cumpre muito bem o seu papel de coadjuvante. É acompanhada por ele, aliás, que ela tem dois dos melhores momentos do álbum: <strong>4 Minutes </strong>e <strong>Dance Tonight</strong>.</p>
<p>Lembro-me de declarações dos senhores Justin e Timbaland dizendo que dariam uma roupagem black ao cd, mas que o mesmo seria bastante anos 80, remetendo à primeira fase da loira. E é isso que temos na já mencionada Dance Tonight, em <strong>She's Not Me </strong>(que carece de um refrão forte), em <strong>Heartbeat</strong> (séria candidata à música do ano, a qual eu reproduzo aqui embaixo) e em <strong>Give It 2 Me</strong> (um dos pontos fracos do cd). Esta última lembra os lados B grudentos que Madonna cantava, algo como Jimmy Jimmy (de True Blue, 86) ou para citarmos algo mais recente, Amazing (de Music, 00). Um pena saber que ela será o próximo single a ser lançado.</p>
<p><strong>Incredible</strong>, a faixa 7, é impossível de ser ouvida inteira. Antes encarar uma tortura S&#38;M por 3 horas seguidas com o mais impiedoso dos mestres do que ouvir os seis minutos desta catástrofe. Não sei onde Madonna quis chegar com a mesma, mas fato é que não chegou.</p>
<p>Apenas uma balada integra o cd. <strong>Devil Wouldn't Recognize You </strong>é o tipo de canção que me faz lembrar porque eu não gosto de Mariahs, Celines e Whitneys. É verdade que Madonna tem uma Crazy For You no seu caminho, mas geralmente suas baladas são cool, sem gritarias, sofisticadas, tão interessantes que quase não são baladas! (Ok, meu lado romântico não é lá muito desenvolvido, minha gente).</p>
<p>No final, é isso. Hard Candy não é nenhum Manhattan ou A Rosa Púrpura do Cairo, mas é um trabalho que faz sentido e prova que Woody Allen, ops, Madonna, ainda está em forma.</p>
<p><em><strong>Cotação (0 a 5): 4,0 - Petit four</strong></em></p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/lVWzEnipD_I'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/lVWzEnipD_I&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p><strong>PS: Este post foi escrito por livre e espontânea PRESSÃO de Welton Trindade. A pessoa mais obcecada por Madonna que já se teve notícia no globo. Parece que só nos fiordes islandeses existe um fã que rivaliza com ele. Mas é tão frio, mas tão frio por lá que a coleção de centenas de cds que o islandês possui precisa ser aquecida por 23 focas que se revezam sentando 24 horas por dia em cima dos mesmos a fim de aquecê-los. E como a matança de focas está em alta... É, Welton, acho que a sua coleção está melhor guardada... rs</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>

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