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	<title>25abril &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "25abril"</description>
	<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 20:58:42 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Lisboa - Pessoas]]></title>
<link>http://dionisioleitao.wordpress.com/2008/06/23/lisboa-pessoas/</link>
<pubDate>Sun, 22 Jun 2008 23:30:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dionisio Leitão</dc:creator>
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<description><![CDATA[

]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p align="center"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3076/2601597015_76d66aecfd_o.jpg" alt="" /></p>
<p align="center"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3152/2602425070_1978b67ef3_o.jpg" alt="" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O estratega]]></title>
<link>http://charagoesquerdo.wordpress.com/2007/04/25/o-estratega/</link>
<pubDate>Wed, 25 Apr 2007 22:23:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fernando</dc:creator>
<guid>http://charagoesquerdo.wordpress.com/2007/04/25/o-estratega/</guid>
<description><![CDATA[Quase no fim do dia
que comemora o derrube do fascismo em Portugal,
na figura do Otelo Saraiva de Ca]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img src="http://charagoesquerdo.wordpress.com/files/2007/04/otelominho.thumbnail.jpg" alt="otelominho.jpg" align="left" />Quase no fim do dia</p>
<p>que comemora o derrube do fascismo em Portugal,</p>
<p>na figura do Otelo Saraiva de Carvalho,</p>
<p>presto a minha homenagem aos capitães de Abril.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Abril está a dar e ainda bem.]]></title>
<link>http://charagoesquerdo.wordpress.com/2007/04/25/o-abril-esta-a-dar-e-ainda-bem/</link>
<pubDate>Wed, 25 Apr 2007 21:14:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fernando</dc:creator>
<guid>http://charagoesquerdo.wordpress.com/2007/04/25/o-abril-esta-a-dar-e-ainda-bem/</guid>
<description><![CDATA[Nos últimos 15 dias em homenagem ao 25 de Abril, coloquei no Foice dos Dedos, quase todos os dias, ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Nos últimos 15 dias em homenagem ao 25 de Abril, coloquei no <a href="http://charagoesquerdo.wordpress.com/tag/musica-e-video/">Foice dos Dedos</a>, quase todos os dias, uma música do canto de intervenção, com uma canção e um cantor diferente. Ficaram ainda muitas canções e muitos cantores por incluir.</p>
<p>Reparei agora que o <a href="http://charagoesquerdo.wordpress.com/wp-admin/index.php?page=stats">Foice dos Dedos </a>como que foi invadido por entradas, acima das 500 visitas por dia. Ontem, vésperas do grande dia, chegou ao seu máximo de sempre com 738 entradas. No dia anterior, tinham sido 575 e hoje a esta hora, 21,50 horas, vai nas 631 entradas. Uma enormidade, face a uma média entre as 200 e as 300 diárias, com a excepção de um dia, em 11 de Abril, que chegou às 389 visitas.</p>
<p>Mas a razão porque trago à colação este facto é apenas porque associado a este número, está, e registo com muita satisfação, em grande parte, as pesquisas nos motores de busca, de palavras como 25 de Abril, músicas de Abril ou canções da resistência. É um bom sinal! Por mim que falei bastante desta data histórica e por saber que há muita gente à procura destes temas.</p>
<p>Bem espero a sério que este número de entradas não seja para continuar. Acuso sempre a responsabilidade. E não gosto de estar condicionado. E também porque infelizmente o 25 de Abril não é todos os dias.</p>
<p>Apenas por curiosidade e porque em tempos tinha lido algures que os Blogues tinham um preço, fui  ver quanto valia o <a href="http://www.business-opportunities.biz/projects/how-much-is-your-blog-worth/worth.php?url=http%3A%2F%2Fcharagoesquerdo.wordpress.com">Foice dos Dedos</a>. Meus amigos, por <a href="http://www.business-opportunities.biz/projects/how-much-is-your-blog-worth/worth.php?url=http%3A%2F%2Fcharagoesquerdo.wordpress.com">$22,581.60, </a>está vendido (quanto é que vale em euros?). Apenas com reserva do nome, porque esse não há milhões que o paguem e além disso tem um dono, o <a href="http://www.alvarodeoliveira.com/">Álvaro de Oliveira</a>, a quem fui buscar, a um dos seus poemas, no Baladas de Orvalho, este <a href="http://charagoesquerdo.wordpress.com/">Foice dos Dedos</a>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[25 de Abril, sempre! Uma canção por dia (XV)]]></title>
<link>http://charagoesquerdo.wordpress.com/2007/04/25/25-de-abril-sempre-uma-cancao-por-dia-xii/</link>
<pubDate>Wed, 25 Apr 2007 11:14:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fernando</dc:creator>
<guid>http://charagoesquerdo.wordpress.com/2007/04/25/25-de-abril-sempre-uma-cancao-por-dia-xii/</guid>
<description><![CDATA[Esta madrugada deu para ver ainda um pouco na RTP 2 o concerto de apresentação do disco de José M]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Esta madrugada deu para ver ainda um pouco na RTP 2 o concerto de apresentação do disco de José Mário Branco, <a href="http://www.2020mm.com/ecards/JoseMarioBranco/">“Resistir é Vencer”,</a> no coliseu de Lisboa. E como sempre que ouço José Mário Branco, arrepio-me. José Mário Branco é a seguir a José Afonso, o mais importante nome da música portuguesa. Não falo apenas enquanto autor, compositor, cantor, do canto de intervenção, falo, enquanto, músico de todos os géneros musicais.</p>
<p>Assistir a um concerto de José Mário é assistir a espectáculos inesquecíveis, deslumbrantes, muito intensos. No coliseu do Porto emocionei-me, esta madrugada, senti o mesmo. As composições, os arranjos, as orquestrações, são de génio. José Mário Branco abarcar as suas composições, com muitos músicos, muitos instrumentos musicais, simpatiza com as grandes orquestrações.</p>
<p>Depois de tantas canções sobre o 25 de Abril que aqui fui colocando, vou terminar esta série com uma música que aprecio bastante, especialmente, se ouvida ao vivo, com aquele toque de forte sentimento que José Mário Branco, empresta às sua interpretações.</p>
<p>São letras, músicas, interpretações, autênticos murros no estômago quando ouço as suas músicas.</p>
<p><a href="http://charagoesquerdo.files.wordpress.com/2007/04/jmbranco1.jpg" title="jmbranco1.jpg"><img src="http://charagoesquerdo.files.wordpress.com/2007/04/jmbranco1.jpg?w=238&#038;h=278" alt="jmbranco1.jpg" height="278" width="238" /></a></p>
<p><span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=16777215&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http%3A%2F%2Fmedia.odeo.com%2Ffiles%2F9%2F9%2F3%2F4115993.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /></object></p></span></p>
<p>1<br />
Do que um homem é capaz<br />
As coisas que ele faz<br />
Para chegar onde quer<br />
É capaz de dar a vida<br />
Pra levar de vencida<br />
Uma razão de viver<br />
2<br />
A vida é como uma estrada<br />
Que vai sendo traçada<br />
Sem nunca arrepiar caminho<br />
E quem pensa estar parado<br />
Vai no sentido errado<br />
a caminhar sozinho<br />
3<br />
Vejo gente cuja vida<br />
Vai sendo consumida<br />
Por miragens de poder<br />
agarrados a alguns ossos<br />
No meio dos destroços<br />
Do que nunca onde fazer<br />
4<br />
Vão poluindo o percurso<br />
Co&#8217; as sobras do discurso<br />
Que lhes serviu pr&#8217; abrir caminho<br />
À custa das nossas utopias<br />
Usurpam regalias<br />
P&#8217;ra consumir sozinho<br />
5<br />
Com políticas concretas<br />
Impõem essas metas<br />
Que nos entram casa dentro<br />
Como a Trilateral<br />
Co&#8217; a treta liberal<br />
E as virtudes do centro<br />
6<br />
No lugar da consciência<br />
A lei da concorrência<br />
Pisando tudo pl&#8217;o caminho<br />
P&#8217;ra castrar a juventude<br />
Mascaram de virtude<br />
O querer vencer sozinho<br />
7<br />
Ficam cínicos, brutais<br />
Descendo cada vez mais<br />
P&#8217;ra subir cada vez menos<br />
Quanto mais o mal se expande<br />
Mais acham que ser grande<br />
É lixar os mais pequenos<br />
8<br />
Quem escolhe ser assim<br />
Quando chegar ao fim<br />
Vai ver que errou seu caminho<br />
Quando a vida é hipotecada<br />
No fim não sobra nada<br />
E acaba-se sozinho<br />
9<br />
Mesmo sendo os poderosos<br />
Tão fracos e gulosos<br />
Que precisam do poder<br />
Mesmo havendo tanta gente<br />
P&#8217;ra quem tudo é indiferente<br />
Passar a vida a morrer<br />
10<br />
Há princípios e valores<br />
Há sonhos e amores<br />
Que sempre irão abrir caminho<br />
E quem viver abraçado<br />
À vida que há ao lado<br />
Não vai morrer sozinho<br />
E quem morrer abraçado<br />
À vida que vai ao lado<br />
Não vai viver sozinho</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[25 de Abril, sempre! Uma música por dia (XIV).        "faltam cinco minutos para as vinte e três horas...]]></title>
<link>http://charagoesquerdo.wordpress.com/2007/04/24/faltam-cinco-minutos-para-as-vinte-e-tres-horas/</link>
<pubDate>Tue, 24 Apr 2007 11:20:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fernando</dc:creator>
<guid>http://charagoesquerdo.wordpress.com/2007/04/24/faltam-cinco-minutos-para-as-vinte-e-tres-horas/</guid>
<description><![CDATA[Convosco, Paulo de Carvalho com o Eurofestival 74, E Depois do Adeus &#8220;

Foram estas as primeir]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><em>Convosco, Paulo de Carvalho com o Eurofestival 74, E Depois do Adeus &#8220;<br />
</em><br />
Foram estas as primeiras palavras do início da arrancada do 25 de Abril, lidas por João Paulo Dinis aos microfones dos Emissores Associados de Lisboa. A canção &#8220;E depois do Adeus&#8221; era a 1ª senha do Movimento das Forças Armadas.</p>
<p><span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=16777215&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http%3A%2F%2Fwww.cm-odivelas.pt%2FExtras%2FMFA%2F_files%2FVarious_PauloDeCarvalho_EDepoisDoAdeus.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /></object></p></span></p>
<p>Quis saber quem sou<br />
O que faço aqui<br />
Quem me abandonou<br />
De quem me esqueci<br />
Perguntei por mim<br />
Quis saber de nós<br />
Mas o mar<br />
Não me traz<br />
Tua voz.</p>
<p>Em silêncio, amor<br />
Em tristeza e fim<br />
Eu te sinto, em flor<br />
Eu te sofro, em mim<br />
Eu te lembro, assim<br />
Partir é morrer<br />
Como amar<br />
É ganhar<br />
E perder</p>
<p>Tu vieste em flor<br />
Eu te desfolhei<br />
Tu te deste em amor<br />
Eu nada te dei<br />
Em teu corpo, amor<br />
Eu adormeci<br />
Morri nele<br />
E ao morrer<br />
Renasci</p>
<p>E depois do amor<br />
E depois de nós<br />
O dizer adeus<br />
O ficarmos sós<br />
Teu lugar a mais<br />
Tua ausência em mim<br />
Tua paz<br />
Que perdi<br />
Minha dor que aprendi<br />
De novo vieste em flor<br />
Te desfolhei&#8230;</p>
<p>E depois do amor<br />
E depois de nós<br />
O adeus<br />
O ficarmos sós.</p>
<p>Mas foi com a canção, Grândola, Vila Morena de José Afonso, a 2ª senha, que o movimento para o derrube do regime avançou definitivamente. Esta canção de José Afonso, foi para o ar, à meia-noite e vinte, colocada por Manuel Tomás, no programa Limite da Rádio Renascença, acompanhado da leitura da primeira quadra.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/z_H1pYcI_l0&#038;rel=1&#038;fs=1' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/z_H1pYcI_l0&#038;rel=1&#038;fs=1' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Grândola, vila morena<br />
Terra da fraternidade<br />
O povo é quem mais ordena<br />
Dentro de ti, ó cidade</p>
<p>Dentro de ti, ó cidade<br />
O povo é quem mais ordena<br />
Terra da fraternidade<br />
Grândola, vila morena</p>
<p>Em cada esquina um amigo<br />
Em cada rosto igualdade<br />
Grândola, vila morena<br />
Terra da fraternidade</p>
<p>Terra da fraternidade<br />
Grândola, vila morena<br />
Em cada rosto igualdade<br />
O povo é quem mais ordena</p>
<p>À sombra d’uma azinheira<br />
Que já não sabia a idade<br />
Jurei ter por companheira<br />
Grândola a tua vontade</p>
<p>Grândola a tua vontade<br />
Jurei ter por companheira<br />
À sombra duma azinheira<br />
Que já não sabia a idade</p>
<p>E às 04,20 minutos da madrugada do 25 de Abril, por Joaquim Furtado era lido o primeiro comunicado do Movimento das Forças Armadas.</p>
<p><span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=16777215&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http%3A%2F%2Fwww.cm-odivelas.pt%2FExtras%2FMFA%2F_files%2F1.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /></object></p></span></p>
<p>Aqui Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas.<br />
As Forças Armadas Portuguesas apelam para todos os habitantes da cidade de Lisboa no sentido de recolherem a suas casas, nas quais se devem conservar com a máxima calma. Esperamos sinceramente que a gravidade da hora que vivemos não seja tristemente assinalada por qualquer acidente pessoal para o que apelamos para o bom senso dos comandos das forças militarizadas no sentido de serem evitados quaisquer confrontos com as Forças Armadas. Tal confronto, além de desnecessário, só poderá conduzir a sérios prejuízos individuais que enlutariam e criariam divisões entre os portugueses, o que há que evitar a todo o custo.<br />
Não obstante a expressa preocupação de não fazer correr a mínima gota de sangue de qualquer português, apelamos para o espírito cívico e profissional da classe médica, esperando a sua acorrência aos hospitais, a fim de prestar a sua eventual colaboração que se deseja, sinceramente, desnecessária.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[25 de Abril, sempre! Uma música por dia (XIII)]]></title>
<link>http://charagoesquerdo.wordpress.com/2007/04/22/594/</link>
<pubDate>Sun, 22 Apr 2007 20:49:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fernando</dc:creator>
<guid>http://charagoesquerdo.wordpress.com/2007/04/22/594/</guid>
<description><![CDATA[Jorge Palma - Norte (o meu)

Volto as costas ao vazio
procuro o vento frio
o caruncho pode desfrutar]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong>Jorge Palma - Norte (o meu)</strong></p>
<p><span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=16777215&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http%3A%2F%2Fodeo.com%2Fshow%2F11211883%2F1196351%2Fdownload%2FJorgePalma-NorteOMeu.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /></object></p></span></p>
<p>Volto as costas ao vazio<br />
procuro o vento frio<br />
o caruncho pode desfrutar<br />
do meu velho sofá<br />
deixo as manchas de café<br />
o candeeiro de pé<br />
vou em busca do meu Norte</p>
<p>Levo imagens que sonhei<br />
tesouros que roubei<br />
a famosa gabardine azul<br />
tem mais alguns rasgões<br />
levo as horas que perdi<br />
o espelho a quem menti<br />
sigo em direcção ao Norte</p>
<p>Quantos pontos cardeais<br />
ficarão no cais da solidão?<br />
Quantos barcos irão naufragar,<br />
quantos irão encalhar na pequenez<br />
da tripulação?</p>
<p>Deixo os dias sempre iguais<br />
os mundos virtuais<br />
deixo a civilização que herdei<br />
colher o que plantou<br />
abandono o carrossel<br />
a Torre de Babel<br />
deitei fora o passaporte</p>
<p>Confio às constelações<br />
as minhas convicções<br />
quebro o gelo que se atravessar<br />
no rumo que eu escolhi<br />
o astrolábio que há em mim<br />
vai respirar enfim<br />
hei-de alcançar o meu Norte</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jorge_Palma">Biografia</a></p>
<p><a href="http://charagoesquerdo.files.wordpress.com/2007/04/jorge-palma.jpg" title="jorge-palma.jpg"><img src="http://charagoesquerdo.files.wordpress.com/2007/04/jorge-palma.jpg?w=201&#038;h=164" alt="jorge-palma.jpg" height="164" width="201" /></a></p>
<p>Aos seis anos, e ao mesmo tempo que aprendia a ler e a escrever, iniciou os seus estudos de piano. Foi no Conservatório Nacional a sua primeira audição, aos oito anos, numa altura em que era aluno de Maria Fernanda Chichorro. Venceu o segundo prémio do Concurso Internacional de Piano, integrado no Festival das Juventudes Musicais, em Palma de Maiorca, em 1963, com uma menção honrosa do Júri. Nos seus estudos cruzou-se com o Liceu Camões e um Colégio Interno, nas Mouriscas, perto de Abrantes. Durante a adolescência e a par da formação erudita, começa a interessar-se pelo rock’n’roll, e, de um modo geral, pela música popular americana e inglesa. É por esta altura que descobre a guitarra. Bob Dylan, Led Zeppelin e Lou Reed são algumas das suas influências.</p>
<p><!--more--></p>
<p>Em 1967, no Algarve, integra o grupo Black Boys, tocando órgão. Esta primeira experiência profissional, na companhia de músicos de Santarém, durou cerca de seis meses e foi interrompida por uma aparição “oportuna” do seu pai, num dos bares em que o grupo tocava, num momento em que a experiência já se estava a esgotar, culminando no regresso a Lisboa e no regresso aos estudos secundários em Lisboa.</p>
<p>De 1969 a 1971, enquanto estuda Engenharia na Faculdade de Ciências de Lisboa (numa altura em que “o geral podia-se fazer ou no Técnico ou na Faculdade de Ciências”), integra o grupo pop-rock Sindicato, como teclista e cantor. Do grupo faziam parte Rão Kyao, Vítor Mamede, João Maló, Rui Cardoso e Ricardo Levi. Para além dos covers de bandas de rock americanas e inglesas (Led Zeppelin, Stephen Stills, Chicago, Blood Sweat and Tears, entre outros), o grupo compôs originais, em língua inglesa. A entrada de uma secção de metais encaminha-os para uma estética de fusão entre o Jazz e o Rock. Em 1971, gravaram o single &#8220;Smile&#8221;, que tinha no lado B &#8220;SINDIblues Swede CATO&#8217;S Shoes&#8221;, uma versão do standard de rock’n’roll &#8220;Blue Suede Shoes&#8221;, de Carl Perkins. No mesmo ano, deram o seu último concerto na primeira edição do Festival Vilar de Mouros.</p>
<p>A estreia a solo de JP acontece com o single The Nine Billion Names of God (1972), título de um conto de Arthur C. Clarke e inspirado também no livro &#8220;O Despertar dos Mágicos&#8221;, de Louis Pauwels e Jacques Bergier. Por esta altura, inicia uma colaboração com José Carlos Ary dos Santos, que o ajuda a aperfeiçoar a escrita poética, e com quem estabelece uma relação aluno-mestre. “O ano de 1972, 1973, até ao Verão, até Setembro, esse ano e meio foi de convívio intenso com o Ary, sobretudo. Quase todas as noites estávamos juntos”. Deste contacto resulta o EP A Última Canção (1973), com quatro composições de JP, duas delas com letras de Ary dos Santos.</p>
<p>Ainda em 1972, realiza uma viagem transcontinental aos Estados Unidos, Canadá e Caraíbas e abandona os estudos de Engenharia.</p>
<p>Em Setembro de 1973, recusando cumprir o serviço militar obrigatório, e, consequentemente, embarcar numa guerra para o Ultramar, parte para a Dinamarca, com Gisela Branco, sua primeira mulher, onde lhe foi concedido asilo político. Como afirma na entrevista a Cristiano Pereira, do Jornal de Notícias de 22/09/2002:</p>
<p>Com licença, meus amigos, mas para a guerra não vou.</p>
<p>Aí trabalhou como empregado num hotel. Em simultâneo, compunha e escrevia letras, participando, por vezes, em programas de rádio onde apresentou composições suas e de outros intérpretes da Música Popular Portuguesa (MPP).</p>
<p>Regressou a Portugal após o 25 de Abril de 1974, iniciando uma carreira como orquestrador, entre 1974 e 1977, na indústria discográfica. Fez arranjos para fonogramas de Pedro Barroso, Paco Bandeira, Francisco Naia, Rui de Mascarenhas, Tonicha, João Vaz Lopes, Valério Silva, Adelaide Ferreira e dos agrupamentos Intróito e Maranata. Participou como instrumentista em gravações de José Barata Moura e José Jorge Letria, entre outros.</p>
<p>Em 1975, concorreu ao Festival RTP da Canção com &#8220;O Pecado Capital&#8221;, uma composição sua em co-autoria com Pedro Osório, defendida em dueto com Fernando Girão, e &#8220;Viagem&#8221;, uma composição de Nuno Nazareth Fernandes com letra sua. Ficaram classificadas em 7º e 8º lugares, respectivamente, num total de dez canções concorrentes.</p>
<p>Nesse ano gravou o seu primeiro LP,Com uma Viagem na Palma da Mão, para a Valentim de Carvalho, com canções compostas durante o exílio político em Copenhaga.</p>
<p>Depois da gravação do seu segundo trabalho discográfico - &#8216;Té Já (1977)- e de uma digressão ao Brasil como músico de Paco Bandeira, partiu em viagem, cantando e tocando guitarra nas ruas de várias cidades espanholas (1977) e francesas (1978-1981), nomeadamente Paris, interpretando repertório de compositores de música popular americana, como Bob Dylan, Crosby, Stills and Nash, Leonard Cohen, Neil Young, Simon &#38; Garfunkel, entre outros.</p>
<p>Em 1979, vive alguns meses em Portugal, morando no Ninho das Águias, junto ao Castelo de S. Jorge, em Lisboa. Grava &#8220;Qualquer Coisa Pá Música&#8221;, o seu terceiro álbum de originais, com membros do grupo acústico O Bando, seguindo-se uma série de actuações a solo e com o referido grupo.</p>
<p>No início da década de 1980, regressou a Paris, com a sua segunda mulher, Graça Lamy, voltando a Portugal em 1982 para gravar o álbum duplo Acto Contínuo, com gravação prevista ao vivo, mas que acabou por ser gravado em estúdio e num curto espaço de tempo.</p>
<p>Vicente, o seu primeiro filho, nasce em 1983 e a ele dedica a música &#8220;Castor&#8221;, do seu quinto álbum de originais - Asas e Penas (1984). De resto, ela é nele “inspirada”, a julgar pelo que consta na capa do registo sonoro, e só não é verdadeiramente instrumental pela sua participação/intervenção. Na sequência deste disco realiza diversos concertos em Portugal, França e Itália.</p>
<p>O ano seguinte é marcado pelo lançamento do seu sexto álbum de originais e um dos mais aclamados da sua carreira, O Lado Errado da Noite. O single &#8220;Deixa-me Rir&#8221; é dele extraído e teve um enorme sucesso, sendo, ainda hoje, uma das músicas que funciona como uma espécie de imagem de marca e uma das mais requisitadas pelos fãs nos concertos. Por este álbum recebe o “Sete de Ouro”, o “Troféu Nova Gente”, que é definido, por alguns críticos, como “o lado certo de Jorge Palma” ou “Palma de Ouro”, e realiza uma longa tournée por Portugal e Ilhas, sendo a sua primeira grande apresentação em Lisboa no espaço da Aula Magna da Universidade de Lisboa, ainda que tenha participado num concerto anterior, no mesmo local, organizado por estudantes. “Mas foi uma primeira Aula Magna, organizada por estudantes e não teve muita gente.”</p>
<p>Em 1986, concluiu o Curso Geral de Piano no Conservatório Nacional e gravou o seu sétimo álbum de originais – &#8220;Quarto Minguante&#8221;, marcado por problemas entre JP e editora.</p>
<p>Os anos seguintes foram marcados pela frequência do antigo Curso Superior de Piano do Conservatório Nacional, onde foi aluno da compositora Maria de Lourdes Martins</p>
<p>Em 1989, edita Bairro do Amor, considerado pelos jornais Público e Diário de Notícias como um dos álbuns do século da música portuguesa. Este trabalho marca a saída de JP da editora EMI- Valentim de Carvalho, que recusou a edição deste álbum, e a passagem para a PolyGram.</p>
<p>Compondo, escrevendo letras, fazendo arranjos e desempenhando a direcção musical nas gravações dos seus fonogramas, foi acompanhado por músicos com experiência em diversos domínios musicais, como o pop-rock, a MPP, a música improvisada, a música erudita e o jazz, dos quais se salientam Carlos Bechegas, Carlos Zíngaro, Edgar Caramelo, Guilherme Inês, Jorge Reis, Júlio Pereira, Rui Veloso, Zé Nabo, José Moz Carrapa, Zé da Ponte e Kalu, entre outros.</p>
<p>Durante a década de 1990 suspendeu a gravação de composições originais para se dedicar à reinterpretação da sua obra, participando regularmente noutros agrupamentos, realizando gravações para intérpretes próximos de si, compondo música para teatro, bem como preconizando inúmeros concertos pelo país, que se traduziram num amento significativo da sua popularidade, sobretudo junto do público mais jovem.</p>
<p>Em 1991, foi editado Só, um álbum intimista, no qual JP revisita temas antigos, a solo e ao piano, e que foi gravado “sem rede”, isto é, voz e piano em simultâneo. Este trabalho foi premiado com um “Sete de Ouro” e o Diário de Notícias considerou-o, uma vez mais, um dos álbuns do século XX.</p>
<p>O álbum Ao Vivo no Johnny Guitar, de 1993, surge na sequência da formação do grupo Palma’s Gang, que reuniu os músicos Kalu e Zé Pedro (Xutos e Pontapés) e Flak e Alex Rádio Macau, e que realizou alguns concertos pelo país. Esta é uma segunda revisita à sua obra, mas desta vez num formato eléctrico, já que se tratava de um projecto rock. Participa, também, no álbum Sopa, dos Censurados, assinando a letra e emprestando a voz a &#8220;Estou Agarrado a Ti&#8221;.</p>
<p>O ano seguinte fica marcado por vários concertos, quer a solo, quer com o Palma&#8217;s Gang, destacando-se os concertos do S. Luís, a 4 e 5 de Novembro, que viriam, mais tarde, a ser transmitidos pela RTP.</p>
<p>Durante o ano de 1995 continua a realizar concertos por todo o país, passando também pelo Casino Estoril, num formato solo, e com produção musical de Pedro Osório. Integrou, como pianista convidado, o Unplugged dos Xutos e Pontapés, na Antena 3, e foi letrista, compositor e músico em Espanta Espíritos, um álbum em que participaram vários nomes da MPP e que foi produzido por Manuel Faria, um ex-Trovante. Ainda neste ano, nasce o seu segundo filho- Francisco.</p>
<p>Integrou o agrupamento Rio Grande, em 1996, formado por Tim (Xutos &#38; Pontapés), João Gil Ala dos Namorados, Rui Veloso e Vitorino, que alcançou uma considerável popularidade, gravando dois CD’s (1996 e 1998). Nesse mesmo ano, musicou poemas de Regina Guimarães, integrados na peça de Bertolt Brecht &#8220;Lux in Tenebris&#8221; - levada à cena pela companhia de teatro de Braga - e colaborou com Sérgio Godinho, João Peste, Rui Reininho e Al Berto no espectáculo &#8220;Filhos de Rimbaud&#8221;, apresentado no Coliseu dos Recreios de Lisboa. Foi director musical do espectáculo teatral &#8220;Aos que Nasceram Depois de Nós&#8221;, baseado em textos de Bertolt Brecht, com música de Kurt Weill, Hans Eisler, do próprio dramaturgo e com uma composição de JP (&#8221;Do Pobre B.B.&#8221;). Participa, também, no álbum Encontros - Canções de João Lóio, daquele ex-membro do GAC-Vozes na Luta, e vê ser recriado &#8220;Frágil&#8221; (de Bairro do Amor, 1989) por André Sardet, no seu álbum de estreia, Imagens. É, ainda, em 1996, que a EMI-Valentim de Carvalho lança a compilação Deixa-me Rir, integrada na colecção Caravela, contendo músicas dos álbuns &#8220;Asas e Penas&#8221;, &#8220;O Lado Errado da Noite&#8221; e &#8220;Quarto Minguante&#8221;.</p>
<p>No ano seguinte, para além dos habituais concertos, participa nalguns trabalhos, como em Todo Este Céu, de Né Ladeiras, uma revisita a temas de Fausto Bordalo Dias, e Voz e Guitarra, uma produção de Manuel Pedro Felgueiras (Ala dos Namorados), com a participação de inúmeros artistas, que escolheram e recriaram temas apenas com voz e guitarra. Sai também o segundo álbum dos Rio Grande - Dia de Concerto - ao vivo no Coliseu dos Recreios. Nele se estreia o original de Jorge Palma &#8220;Quem És Tu de Novo?&#8221;, mais tarde incluído em Jorge Palma (2001).</p>
<p>Os anos finais da década de 1990 são marcados por muitos concertos e trabalhos. Destacam-se os concertos das queimas das fitas, “Festival Outono em Lisboa”, vários durante a Expo, em nome próprio, em solidariedade para com a Guiné Bissau e como convidado do espectáculo &#8220;As Vozes Búlgaras&#8221;, de Amélia Muge. Participou, também, no álbum de tributo aos Xutos e Pontapés – XX Anos XX Bandas - recriando &#8220;Nesta Cidade&#8221;, acompanhado pela guitarra de Flak, e no álbum Tatuagem, de Mafalda Veiga, no dueto &#8220;Tatuagens&#8221;, que veio a ser single do disco. Visitou também Timor Leste na companhia de Fernando Tordo.</p>
<p>Em 2000, continua a realizar concertos por todo o país. A Universal lança a colectânea Deixa-me Rir, que reúne canções dos álbuns Bairro do Amor e Só, e que se assume como um êxito comercial (mais de trinta mil cópias vendidas), mantendo-se no top nacional de vendas durante várias semanas. O enorme sucesso deste álbum levou a que o lançamento do novo álbum de originais, entretanto gravado, fosse sendo sucessivamente adiado, acabando por ver a luz do dia já em 2001. Ainda em 2000, JP participa no álbum de tributo a Rui Veloso, juntamente com Flak, interpretando &#8220;Afurada&#8221;, para além de ter emprestado a sua voz a &#8220;Laura&#8221;, canção pertencente à banda sonora do tele-filme da SIC, &#8220;A Noiva&#8221;, que trata o tema da Guerra Colonial, precisamente aquela de que fugira vinte e sete anos antes.</p>
<p>Em 2001, sai, então, o álbum Jorge Palma, muito bem recebido pela crítica e ainda mais pelo público, ávido de novas músicas, mais de doze anos decorridos sobre o lançamento do seu último disco de originais. Logo na primeira semana, o disco chegou ao terceiro lugar do top nacional e foi disco de prata. Dois meses antes, fora reeditado Acto Contínuo, cuja versão não existia, ainda, em formato CD. Nesse ano abriu o terceiro dia do Festival Sudoeste e tocou nos Coliseus de Lisboa e Porto, em Novembro, entre outros concertos. Escreveu um tema para Mau Feitio, um álbum de Paulo Gonzo, deu a voz a &#8220;Diz-me Tudo&#8221;, música de abertura da telenovela portuguesa da SIC “Ganância” e emprestou o piano a &#8220;Fome (Nesse Sempre)&#8221;, tema de estreia dos Toranja.</p>
<p>Em 2002, recebeu o prémio José Afonso pelo seu disco Jorge Palma e foi nomeado para os Globos de Ouro, promovidos pela SIC, nas categorias de melhor intérprete individual e de melhor música (&#8221;Dormia Tão Sossegada&#8221;). Deu três concertos em Junho, no Teatro Villaret, acompanhado pelo seu filho Vicente, que foram editados num CD duplo, lançado em Setembro, com o título No Tempo dos Assassinos - Teatro Villaret - Junho de 2002. Contém trinta e três temas da sua vasta obra.</p>
<p>Ainda em 2002, os Cabeças no Ar - na prática, os Rio Grande sem Vitorino - lançam um disco e Qualquer Coisa Pá Música é reeditado.</p>
<p>Em 2003 e 2004, a agenda preenchida mantém-se, com inúmeros concertos pelo país, incluindo participações em concertos de Sérgio Godinho. Prepara, no entanto, um trabalho gravado em sua própria casa em que alia a sua interpretação ao piano à voz de Ilda Fèteira, numa incursão pela poesia portuguesa contemporânea. Esta &#8220;obra de culto&#8221; foi editada a expensas próprias e apresentada na Associação 25 de Abril.</p>
<p>Em Agosto de 2004, JP entrou para estúdio de Mário Barreiros, no Porto, para gravar o seu mais recente álbum de originais, que contou com participações especiais de muitos músicos portugueses com quem JP ainda não tinha trabalhado até então. O disco teve por título Norte</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[25 de Abril, sempre! Uma música por dia (XII)]]></title>
<link>http://charagoesquerdo.wordpress.com/2007/04/19/5-de-abril-sempre-uma-musica-por-dia-xi/</link>
<pubDate>Thu, 19 Apr 2007 19:14:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fernando</dc:creator>
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<description><![CDATA[Manuel Freire - Pedra Filosofal

Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong>Manuel Freire - Pedra Filosofal</strong></p>
<p><span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=16777215&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http%3A%2F%2Fmedia.odeo.com%2Ffiles%2F1%2F7%2F3%2F4040173.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /></object></p></span></p>
<p>Eles não sabem que o sonho<br />
é uma constante da vida<br />
tão concreta e definida<br />
como outra coisa qualquer</p>
<p>como esta pedra cinzenta<br />
em que me sento e descanso<br />
como este ribeiro manso<br />
em serenos sobressaltos</p>
<p>como estes pinheiros altos<br />
que em verde e oiro se agitam<br />
como estas árvores que gritam<br />
em bebedeiras de azul</p>
<p>eles não sabem que sonho<br />
é vinho, é espuma, é fermento<br />
bichinho alacre e sedento<br />
de focinho pontiagudo<br />
que fuça através de tudo<br />
em perpétuo movimento</p>
<p>Eles não sabem que o sonho<br />
é tela é cor é pincel<br />
base, fuste, capitel<br />
que é retorta de alquimista</p>
<p>mapa do mundo distante<br />
Rosa dos Ventos Infante<br />
caravela quinhentista<br />
que é cabo da Boa-Esperança</p>
<p>Ouro, canela, marfim<br />
florete de espadachim<br />
bastidor, passo de dança<br />
Columbina e Arlequim</p>
<p>passarola voadora<br />
pára-raios, locomotiva<br />
barco de proa festiva<br />
alto-forno, geradora</p>
<p>cisão do átomo, radar<br />
ultra-som, televisão<br />
desembarque em foguetão<br />
na superfície lunar</p>
<p>Eles não sabem nem sonham<br />
que o sonho comanda a vida<br />
que sempre que o homem sonha<br />
o mundo pula e avança<br />
como bola colorida<br />
entre as mãos duma criança</p>
<p><a href="http://www.geocities.com/vilardemouros1971/manuelfreire.htm">Biografia</a></p>
<p><a href="http://charagoesquerdo.files.wordpress.com/2007/04/manuelfreire.jpg" title="manuelfreire.jpg"><img src="http://charagoesquerdo.files.wordpress.com/2007/04/manuelfreire.jpg?w=218&#038;h=192" alt="manuelfreire.jpg" height="192" width="218" /></a></p>
<p>Manuel Freire nasceu em Vagos (Aveiro), no dia 25 de Abril de 1942. Como ele contou recentemente no programa de televisão &#8220;Miguel Ângelo Ao Vivo&#8221;, tinha um irmão que era oficial do Exército e lhe telefonou no dia 25 de Abril de 1974, dando-lhe os parabéns pelo aniversário e perguntando-lhe se tinha gostado da prenda. A prenda era a Revolução dos Cravos.</p>
<p><!--more--></p>
<p>Técnico de computadores, Manuel Freire nunca se profissionalizou na música.</p>
<p>O seu primeiro trabalho discográfico foi um EP com 4 temas, entre os quais o famoso &#8220;Livre&#8221; (&#8221;Não há machado que corte a raiz ao pensamento, porque é livre como o vento&#8230;&#8221;). Editado em 1968, este disco contém ainda &#8220;Dedicatória&#8221;, &#8220;Pedro Soldado&#8221; e &#8220;Eles&#8221;.</p>
<p>O cantor começa a relacionar-se com outros da mesma área, tais como Adriano Correia de Oliveira, José Afonso ou Padre Fanhais. Este grupo pertencia a uma área que ficou conhecida como música de intervenção.</p>
<p>Após uma participação no programa &#8220;Zip Zip&#8221; na RTP, em que interpreta uma canção com o poema de António Gedeão &#8220;Pedra Filosofal&#8221;, obtém um êxito quase imediato.</p>
<p>Começa a musicar poetas de grandes poetas portugueses e edita um álbum homónimo com 11 canções. Os poetas deste disco são Gedeão, José Gomes Ferreira, Fernando Assis Pacheco, Eduardo Olímpio, Sidónio Muralha e José Saramago.</p>
<p>As músicas são quase todas de Freire , à excepção de duas que são de M. Jorge Veloso. Com este disco ganha o Prémio da Casa da Imprensa e o Prémio Pozal Domingues. É neste LP que estão os temas &#8221; Abaixo D. Quixote&#8221;, &#8220;A Menina Bexigosa&#8221;, ou &#8220;Poema da Malta das Naus&#8221;.</p>
<p>A seguir ao 25 de Abril de 74, Manuel Freire dedica-se aos recitais, um pouco por todo o país, actuando sobretudo em Associações Recreativas e Culturais, onde mantém um público fiel. A limpidez da sua voz, a pronúncia correcta e o facto das suas músicas serem acompanhadas por excelentes poemas contribuem para o seu reconhecimento público.</p>
<p>Só em 1978, Manuel Freire voltará a gravar outro disco, intitulado &#8220;Devolta&#8221; . Nele, o cantor volta a musicar poemas de grandes poetas portugueses. Este disco contará com a colaboração de Luís Cília; outro cantor de intervenção, entretanto retirado das lides.</p>
<p>Em 1993 a Strauss reedita em CD o disco que contém a &#8220;Pedra Filosofal&#8221;. Esta reedição contém uma nova versão do mesmo tema, gravado com novo acompanhamento e que dura mais de 6 minutos.</p>
<p>Em 1995 actua na Quinta da Atalaia (Seixal), num espectáculo que abre a Festa do Avante e homenageia Adriano Correia de Oliveira. Neste espectáculo, Manuel Freire é acompanhado pela Brigada Victor Jara.</p>
<p>O último trabalho do autor é o CD &#8220;As Canções Possíveis&#8221;, onde Manuel Freire canta poemas de José Saramago, numa edição da Editorial Caminho (editora de Saramago). Neste disco, com 12 canções, Manuel Freire é acompanhado por um grupo de músicos tocando violino, piano, contrabaixo, clarinete e violoncelo. Este álbum, recentemente editado, pertence à colecção Caminho de Abril ; que a editora lançou para comemorar os 25 anos do 25 de Abril.</p>
<p>Manuel Freire é um cantor que, ainda há pouco tempo, era convidado com frequência para sessões nas Universidades portuguesas. Hoje, a cultura estudantil está noutra onda&#8230;</p>
<p>Sorridente, sério, bonacheirão, brilhante, perspicaz, irónico, sarcástico, em síntese criança e adulto ao mesmo tempo. Tudo isto são adjectivos que, quem o conhece bem, podia pendurar no peito de Manuel Freire.</p>
<p>Por vezes imagino-o como um soldado que pertence ao Batalhão pela Vida e que graças às várias missões cumpridas ganhou uma série de medalhas, passe a tosca comparação.</p>
<p>Por isso tenho a certeza que quando ele ler isto se vai rir e me vai dizer &#8221; com que então seu malandro, ando a ganhar medalhinhas &#8230;&#8221;</p>
<p>Tentamos acompanhá-lo sempre que faz espectáculos organizados pela Canto Lindo e não resistimos a contar um episódio que aconteceu em Benavente, porque conhecer o homem ajuda a conhecer o cantor:</p>
<p>O palco onde actuava estava instalado numa espécie de esplanada. O público e stava disperso por várias mesas e, entre as mesas e o palco, brincavam crianças. Os pais tão atentos aos poemas cantados pelo Manuel Freire nem se davam conta que as brincadeiras dos seus filhos estavam ou podiam estar a perturbar o concerto.</p>
<p>No final perguntei-lhe: &#8221; o que é que te pareceu?&#8221;</p>
<p>Após autografar uma série de discos, respondeu com uma expressão indefinida mas sem perder o sorriso: &#8220;simpáticas as criancinhas, não?&#8221;</p>
<p>Essa expressão indefinida e aquele sorriso fizeram-me pensar. A que crianças se estava a referir? Às que corriam e gritavam ou às que estavam sentadas nas mesas, ouvindo no meio da barulheira dos seus filhos e que quiseram continuar a ouvir Manuel Freire comprando os seus discos?</p>
<p>Este é um trabalho tão abrangente que não se destina especificamente a uma autarquia em particular. Temos constatado que é ouvido com o mesmo entusiasmo nos centros urbanos como nas vilas mais distantes dos centros de cultura.</p>
<p>O Manuel Freire é mesmo assim. Consegue, nesta selva de cimento e televisão, envolver quem ouve as suas canções e as reflexões que sempre faz sobre a vida, o mundo e a sociedade em geral. São observações inteligentes e bem dispostas que alertam e fazem sorrir quem as ouve.</p>
<p>A sua voz bem timbrada, o rigor selectivo ao escolher os poetas que canta, o seu grande poder de comunicação fazem dele um artista muito querido que certamente marcou várias gerações.</p>
<p>&#8220;Dulcineia&#8221;, &#8221; Pedra Filosofal&#8221;, &#8220;Livre&#8221; e tantas outras canções que ele tão bem interpreta fazem já parte da nossa história.</p>
<p>Sintetizando, podemos afirmar sem exageros que um concerto deste cantor e amigo é um valor acrescentado para qualquer actividade.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[de Amos OZ - contra o fanatismo.]]></title>
<link>http://charagoesquerdo.wordpress.com/2007/04/19/de-amos-oz-contra-o-fanatismo/</link>
<pubDate>Thu, 19 Apr 2007 12:15:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fernando</dc:creator>
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<description><![CDATA[Ricardo Araújo Pereira vetado pelo Partido Comunista Português
Ricardo Pereira é a figura mais co]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://dn.sapo.pt/2007/04/19/nacional/ricardo_araujo_pereira_vetado_comuni.html">Ricardo Araújo Pereira vetado pelo Partido Comunista Português</a></p>
<p>Ricardo Pereira é a figura mais conhecida dos Gatos Fedorentos e já foi militante do PCP. Mas continua a ser um activista cívico. Ainda há pouco tempo esteve envolvido na campanha pela despenalização do aborto e também no cartaz/resposta contra a intolerância e o ódio dos nazis do PNR, acto pelo qual tem sofrido ele e a família ameaças físicas.</p>
<p>No momento em que a extrema-direita nazi, investe tudo em cativar os jovens, Ricardo Pereira constitui quase um património único, pela irreverência, pelo o humor acutilante, por ser um homem de causas. O Ricardo Pereira tem na juventude os seus principais apoios. É por isso absolutamente sectário, vetar por fanatismo partidário, Ricardo Pereira de orador principal em representação dos jovens, nas comemorações do 25 de Abril, quando todas as forças políticas estão de acordo, para querer impor um seu militante, de uma organização da juventude que ninguém conhece.</p>
<p>Tenho pena que a ortodoxia e sectarismo do partido, seja transversal aos militantes e atinja desta forma, os seus jovens militantes, num acto que não deveria suscitar polémica.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[25 de Abril, sempre! Uma canção por dia (XI)]]></title>
<link>http://charagoesquerdo.wordpress.com/2007/04/15/25-de-abril-sempre-uma-cancao-por-dia-x/</link>
<pubDate>Sun, 15 Apr 2007 23:55:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fernando</dc:creator>
<guid>http://charagoesquerdo.wordpress.com/2007/04/15/25-de-abril-sempre-uma-cancao-por-dia-x/</guid>
<description><![CDATA[Maio Maduro Maio - De não saber o que me espera

De não saber o que me espera
Tirei a sorte à min]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Maio Maduro Maio - De não saber o que me espera</p>
<p><span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=16777215&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http%3A%2F%2Fmedia.odeo.com%2Ffiles%2F7%2F4%2F3%2F3993743.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /></object></p></span></p>
<p>De não saber o que me espera<br />
Tirei a sorte à minha guerra<br />
Recolhi sombras onde vira<br />
Luzes de orvalho ao meio-dia</p>
<p>Vítima de só haver vaga<br />
Entre uma mão e uma espada<br />
Mas que maneira bicuda<br />
De ir à guerra sem ajuda</p>
<p>Viemos pelo sol nascente<br />
Vingamos a madrugada<br />
Mas não encontramos nada<br />
Sol e àgua sol e àgua</p>
<p>De linhas tortas havia<br />
Um pouco de maresia<br />
Mas quem vencer esta meta<br />
Que diga se a linha é recta</p>
<p><a href="http://charagoesquerdo.files.wordpress.com/2007/04/maio_maduro_maio_large.jpg" title="maio_maduro_maio_large.jpg"><img src="http://charagoesquerdo.files.wordpress.com/2007/04/maio_maduro_maio_large.jpg?w=197&#038;h=194" alt="maio_maduro_maio_large.jpg" height="194" width="197" /></a></p>
<p>O Grupo Maio Maduro Maio, formado Por José Mário Branco, Amélia Muje e João Afonso, nasceu de propósito para cantar as canções de José Afonso em espectáculo ao vivo. E assim em 1994 saiu o disco que foi preparado, durante seis meses, segundo os autores, com a dificuldade que representa manter fidelidade ao &#8220;mestre&#8221;, na recreação das suas obras musicais. O Grupo destes cautautores, decidiu incorporar no disco algumas músicas menos conhecidas. O obra de José Afonso, pode ser recriada, reinterpretada, mas o lugar de relevo de José Afonso e a sua grande qualidade artística, não concedem espaço, para fugir aos sentimentos, aos valores, às emoções e vivências, da imortalidade da sua obra. As músicas de José Afonso são património de todos os que combatem e combateram as desigualdade e as injustiças, o fascismo e apesar das suas obras estarem por aí à mercê de qualquer um, as referências culturais, não permitem que qualquer um artista medíocre se aproprie delas, sem que não caiam no ridículo.</p>
<p>Não é o caso dos Maio Maduro Maio, quer pela qualidade intrínseca dos seus membros, quer pelo cuidado com que o espectáculo e o disco foi preparado. Tive o prazer e a honra de assistir a este espectáculo no Coliseu do Porto.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[25 de Abril, sempre! Uma música por dia (X)]]></title>
<link>http://charagoesquerdo.wordpress.com/2007/04/15/25-de-abril-sempre-uma-musica-por-dia-viii/</link>
<pubDate>Sun, 15 Apr 2007 22:12:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fernando</dc:creator>
<guid>http://charagoesquerdo.wordpress.com/2007/04/15/25-de-abril-sempre-uma-musica-por-dia-viii/</guid>
<description><![CDATA[Vitorino - Menina está à janela

Menina estás à janela
com o teu cabelo à  lua
não me vou daqu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Vitorino - Menina está à janela</p>
<p><span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=16777215&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http%3A%2F%2Fmedia.odeo.com%2Ffiles%2F5%2F6%2F3%2F3978563.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /></object></p></span></p>
<p>Menina estás à janela<br />
com o teu cabelo à  lua<br />
não me vou daqui embora<br />
sem levar uma prenda tua</p>
<p>sem levar uma prenda tua<br />
sem levar uma prenda dela<br />
com o teu cabelo à lua<br />
menina estás à janela</p>
<p>Os olhos requerem olhos<br />
e os corações corações<br />
e os meus requerem os teus<br />
em todas as ocasiões</p>
<p><a href="http://www.magicmusic.info/bio.php?id=28">Biografia</a></p>
<p><a href="http://charagoesquerdo.files.wordpress.com/2007/04/vitorino.jpg" title="vitorino.jpg"><img src="http://charagoesquerdo.files.wordpress.com/2007/04/vitorino.jpg?w=181&#038;h=143" alt="vitorino.jpg" height="143" width="181" /></a></p>
<p>Viajante de palavras e de terras, Vitorino esteve ligado a um dos mais genuínos registos da música do Alentejo, o disco do Grupo de Cantadores do Redondo. Às &#8216;bases&#8217; naturais, adicionou um acumulado de experiências que passavam pelas serenatas em que participou, pelas peregrinações &#8216;hippies&#8217;, pela vida de Lisboa onde se fixou a partir dos 20 anos, pelas temporadas passadas em diversas cidades europeias e outros locais mais remotos, pelos contactos proporcionados por combates políticos e estilos de vida que, ainda hoje, o associam à noite, às tertúlias e aos prazeres boémios. A linha mestra condutora dos seus dois discos posteriores &#8220;Os Malteses&#8221; e em &#8220;Não Há Terra Que Resista - Contraponto&#8221; não se alterou substancialmente. Já no disco &#8220;Romances&#8221;, trabalho de 1980, abre-se de par em par outra das suas frentes preferidas: a recolha de música tradicional que transforma, molda à sua voz e aos seus padrões criativos. Este disco acabou por se tornar num dos mais importantes álbuns editados na época onde as preocupações com a preservação do nosso ameaçado património musical tradicional, imprescindível à nossa identidade nacional, se afirmavam presentes. Foi igualmente fundamental para o excelente resultado final de &#8220;Romances&#8221; a participação do multi-instrumentista Pedro Caldeira Cabral que marcou este trabalho com o seu virtuosismo e inspiração.</p>
<p><!--more--><br />
Em 2004, Vitorino propôs uma viagem ao imaginário do futebol romântico, que nos fazia sonhar,<br />
longe do &#8220;tudo se compra e tudo se vende&#8221;com o sugestivo &#8220;Ninguém nos Ganha aos Matraquilhos&#8221;.</p>
<p>Já nos finais de 2002 Vitorino lança “As mais bonitas 2”, um disco que reúne alguns dos seus maiores êxitos como “Desde el dia en que te vi”, “O dia em que me queiras” e “Alentejanas e amorosas”.<br />
No ano de 2001 é lançado o seu último trabalho de originais, intitulado “Alentejanas e Amorosas”. É um CD no qual Vitorino apresenta uma colecção de excelentes canções e que em mês e meio alcançou mais de 10.000 cópias vendidas, ou seja “Disco de prata”.</p>
<p>Em 1999 grava em Cuba um disco de Boleros com o Septeto Habanero que tem por título “La Habanna 99”. O projecto resultou do encontro durante a EXPO 98 entre o cantor do Redondo e uma das mais míticas formações da música popular de La Habana. Este CD foi um grande êxito, vendido cerca de 40.000 cópias. Os espectáculos resultantes deste trabalho foram tamb´ºem um grande sucesso nos anos 200 e 2001, tendo Vitorino e o grupo Septeto Habanero realizado inúmeros espectáculos de norte a sul do país.</p>
<p>1995 traz-nos uma nova incursão pelo mundo cativante de Vitorino. &#8220;Canção do Bandido&#8221;, editado a 14 de Novembro, a exemplo do seu último trabalho de originais, tem António Lobo Antunes como responsável pelas letras, à excepção de &#8220;Fado Triste&#8221;, &#8220;Tocador da Concertina&#8221; e &#8220;Cruel Vento&#8221;, cujos créditos se devem a Vitorino. Uma das notas marcantes deste disco é que dos seus 13 temas, boa parte são fados. Vitorino explica: &#8220;Os textos na sua maioria chamam-se fados, que neste caso reportam a histórias do quotidiano; as personagens com que nos cruzamos diariamente, que se deslocam para os centros urbanos, quer seja para trabalhar, quer seja para passear, como fazem os reformados. Os ambientes (os tiques) são de fado, quer nos textos, quer nas músicas. &#8221; E acrescenta: &#8221; é um disco muito visual, fílmico. Tem um ou dois heróis, mas o resto são anti-heróis. É um álbum mais lírico do que triunfal.&#8221;</p>
<p>Em finais de 1993 é editada a compilação &#8220;As Mais Bonitas&#8221; que reunindo os grandes êxitos da sua carreira alcança vendas espectaculares, ultrapassando o galardão disco de platina.</p>
<p>Em 1992 segue-se nova surpresa. &#8220;Eu Que Me Comovo Por Tudo E Por Nada&#8221;, é escrito, exceptuando uma nova versão de &#8220;Marcha de Alcântara&#8221;, por António Lobo Antunes; ficcionista consagrado, ficou responsável pelas letras do novo álbum deste seu amigo. Lobo Antunes, com letras agridoces, retrata uma Lisboa que se perdeu e vidas que se perdem. Vitorino responde a rigor: compõe melodias em compasso de dança - do tango à valsa, do bolero ao mambo, onde não falta uma canção de embalar. Os arranjos são confiados a João Paulo Esteves da Silva que se rodeia de instrumentos de Música Clássica numa formação de Câmara.<br />
Unânimemente reconhecido pela crítica e pelo público, o elevado grau de qualidade artística e de produção alcançado na transposição do disco &#8220;Eu Que Me Comovo Por Tudo E Por Nada&#8221; (álbum vencedor do Prémio José Afonso/93 e do Se7e de Ouro/92 para Música Popular) para o palco, resultou da atitude desde sempre interessada e empenhada utilizada por Vitorino nos projectos em que participa, nunca prescindindo da sua total independência e autonomia criativa. As suas assumidas e sempre presentes raízes alentejanas são uma marca que parece surgir do &#8216;fundo dos tempos&#8217;, nunca deixando Vitorino de lhes acrescentar um &#8216;toque&#8217; de modernidade e de as enriquecer com o culto da poesia e da palavra</p>
<p>Na continuidade ao seu gosto pelos os grupos, Vitorino aparece com a formação de &#8220;Lua Extravagante&#8221;, nome por que responde a partir de 1990 o quarteto formado com Filipa Pais e os seus irmãos Janita e Carlos Salomé. O sucesso que este grupo rápidamente alcançou motivado pelo seu reconhecido valor artístico e importância do seu trabalho, permitiu a divulgação de algum do nosso património musical e a concretização de contactos e projectos com uma posterior geração de músicos que, sendo membros de alguns dos mais importantes grupos de pop e rock da actualidade, não recusaram participar em alguns projectos de muito interesse artístico.</p>
<p>&#8220;Sul&#8221; e &#8220;Negro Fado&#8221; serão outros tantos passos em frente na construção de uma obra que não tem pontos baixos e que sempre foi considerada de vanguarda, onde pontificaram trabalhos com raízes distintas e múltiplas colaborações, como por exemplo o trabalho sobre um tema musical de António Pinho Vargas ou as experiências realizadas a partir de formas musicais quase inesperadas (as mornas, as marchas populares, o &#8216;reggae&#8217;). Vitorino teima em não perder o norte, em arriscar sempre. Formalmente, algumas das suas grandes aventuras chegariam ainda mais tarde.</p>
<p>A coerência foi-se mantendo com o decorrer dos anos, mesmo quando os caminhos e estilos musicais escolhidos por Vitorino eram naturalmente alargados. &#8220;Flor de La Mar&#8221; será novamente um trabalho marcante a todos os títulos, chegando o seu autor a explanar uma variedade de acompanhamentos instrumentais que rompia com os limites habituais da &#8216;canção de palavra&#8217; nacional. Nesse período, surgiu outra das canções que ajudou a definir a categoria e a atitude de uma carreira - canção chamada &#8220;Queda do Império&#8221;. Em 1984, com &#8220;Leitaria Garrett&#8221;, outra experiência bem sucedida, Vitorino reafirmou o seu amor e cumplicidade com Lisboa, pelas tradições ameaçadas, por uma série de comportamentos em extinção e vítimas de um &#8216;progresso&#8217; cego e desumanizador da cidade, por figuras e sítios que as novas &#8216;condições de vida&#8217; fizeram desaparecer. Desde a canção-título à &#8220;Tragédia da Rua das Gáveas&#8221;, Vitorino conduz uma viagem pela capital de que todos sentem saudades, mesmo os que nunca tiveram hipótese de a conhecer realmente</p>
<p>Presente em alguns momentos-chave da Música Popular Portuguesa (por exemplo o célebre concerto de Março de 1974, no Coliseu), Vitorino foi companheiro de palco e canções de José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Fausto, Sérgio Godinho e outros nomes fundamentais da música portuguesa dos últimos trinta anos, estreando-se em 1975 com o seu primeiro disco assinado com nome próprio, editado num dos periodos de maior agitação social da História recente de Portugal. &#8220;Semear Salsa Ao Reguinho&#8221; foi logo considerado, apesar das condicionantes existentes na época, um ponto de referência na redefinição de padrões estéticos e caminhos que a música popular viria a trilhar a partir do meio da década de 70. Nesse primeiro disco estava incluída a canção que se viria a tornar o seu êxito/emblema mais famoso, transformando-se numa das canções mais importantes e divulgadas do imaginário colectivo português - &#8220;Menina Estás À Janela&#8221;.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[25 de Abril, sempre! Uma canção por dia (IX)]]></title>
<link>http://charagoesquerdo.wordpress.com/2007/04/14/25-de-abril-sempre-uma-cancao-por-dia-viii/</link>
<pubDate>Sat, 14 Apr 2007 22:40:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fernando</dc:creator>
<guid>http://charagoesquerdo.wordpress.com/2007/04/14/25-de-abril-sempre-uma-cancao-por-dia-viii/</guid>
<description><![CDATA[Pedro Barroso - Cantarei

Vivi povo e multidão
sofri ventos sofri e mares
passei sede e solidão
mu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Pedro Barroso - Cantarei</p>
<p><span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=16777215&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http%3A%2F%2Fmedia.odeo.com%2Ffiles%2F1%2F5%2F3%2F3966153.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /></object></p></span></p>
<p>Vivi povo e multidão<br />
sofri ventos sofri e mares<br />
passei sede e solidão<br />
muitos lugares<br />
sofri países sem jeito<br />
p&#8217;r'ó meu jeito de cantar<br />
mordi penas no meu peito<br />
e ouvi braços a gritar</p>
<p>e depois vivi o tempo<br />
em que o tempo não chegava<br />
para se dizer o tanto<br />
que há tanto tempo se calava</p>
<p>vivi explosões de alegria<br />
fiz-me andarilho a cantar<br />
cantei noite cantei dia<br />
canções do meu inventar</p>
<p>cantarei cantarei<br />
à chuva ao sol ao vento ao mar<br />
seara em movimento<br />
ondulante, sem parar</p>
<p>Hoje resta-me este braço<br />
de guitarra portuguesa<br />
que nunca perde o seu espaço<br />
e a sua beleza<br />
hoje restam-me os abraços</p>
<p>nesta pátria viajada<br />
dos que moram mesmo longe<br />
a tantos dias de jornada</p>
<p>dos que fazem Portugal<br />
no trabalho dia a dia<br />
e me dão alma e razão<br />
nesta porfia</p>
<p>por isso invento caminhos<br />
mais cantigas viajantes<br />
e sinto música nos dedos<br />
com a mesma força de antes<br />
cantarei cantarei<br />
à chuva ao sol ao vento ao mar<br />
seara em movimento<br />
ondulante, sem parar</p>
<p><a href="http://www.pedrobarroso.com/f_biografia_p.htm">Biografia</a></p>
<p><a href="http://charagoesquerdo.files.wordpress.com/2007/04/pedrobarroso1.jpg" title="pedrobarroso1.jpg"><img src="http://charagoesquerdo.files.wordpress.com/2007/04/pedrobarroso1.jpg?w=232&#038;h=168" alt="pedrobarroso1.jpg" height="168" width="232" /></a></p>
<p>Pedro Barroso (Lisboa, 1950) Vai com dias apenas para Riachos, terra natal de seu pai, que ali era professor. Regressa a Lisboa e, já adolescente, estreia-se fazendo Teatro radiofónico com Odette de Saint-Maurice na ex-Emissora Nacional (1965) e, numa data que determina o seu início de carreira como cantor e autor, no programa &#8220;Zip-Zip&#8221; (Dez., 1969). Grava o seu primeiro disco &#8220;Trova-dor&#8221; (1970) e integra durante alguns anos a companhia do Teatro Experimental de Cascais, sob a direcção de Carlos Avilez. Dirige actividades e lecciona no  Orfeão Académico de Lisboa.</p>
<p>Conclui a sua licenciatura em Educação Física (INEF, 73) e será professor efectivo no Ensino Secundário durante 23 anos. Mais tarde viria a tirar uma post-graduação em Psicoterapia Comportamental (Hosp. Júlio de Matos, 88) tendo trabalhado na área da Saúde mental e Musicoterapia durante alguns anos. Foi, neste campo, pioneiro no ensino de crianças surdas-mudas, numa escola de Ensino especial em Lisboa</p>
<p>Colabora activamente após o 25 de Abril em inúmeras actuações em todo o País e junto das Comunidades emigrantes. Escreve e apresenta programas de Rádio e Televisão, enquanto mantém com regularidade uma produção discográfica, ao longo de mais de trinta e cinco anos de carreira. Compôs grandes êxitos que o país aprendeu.</p>
<p>Cantou até hoje em praticamente todas as grandes salas portuguesas e em todo o território nacional, bem como na Alemanha, Bélgica, Brasil, Canadá, Espanha, EUA, França, Holanda, Hungria, Luxemburgo, China, Suiça e Suécia. Em muitos destes países actuou também em cadeias de TV e Rádio.</p>
<p>Foi convidado a dar palestras sobre a Cultura portuguesa nas Universidades de Nyemegen, Estocolmo, Toronto e Budapeste. Recebeu até hoje alguns prémios nacionais e estrangeiros. Assim, recebeu o prémio para a melhor canção (&#8221;Menina dos olhos d&#8217;água&#8221;, prémio Eles e Elas 1986) melhor disco de 87 (Prémio Directíssimo) troféu Karolinka (Festival Menschen und Meer, RDA 81) diploma de mérito da Secretaria de Estado do Ambiente pelos serviços prestados à causa do Ambiente (Ano Europeu do Ambiente 88) Troféu Lusopress para o melhor compositor português (Paris 93), troféu Pedrada no charco (Rádio Central Fm Leiria, 93); menção de mérito cultural do Município de Newark em 2003. Já em 1994 fora agraciado pela Casa do Ribatejo com o título de &#8220;Ribatejano Ilustre&#8221;.</p>
<p>Foi convidado para a Grande Gala da Música e do Bailado (Teatro S.Luis, Lisboa,93) junto com a Orquestra Gulbenkian e o Ballet de Monte Carlo. Foi convidado para actuar no Luxemburgo, integrado nas actividades do ano europeu da Cultura em 1994.</p>
<p>Cultiva um estilo pessoal onde a poesia, a independência, a frontalidade e a ironia têm o seu lugar. Os seus concertos são como que &#8220;encontros de amigos&#8221;, onde se estabelece uma funda cumplicidade.</p>
<p>Com a atribuição a José Saramago do Prémio Nobel da Literatura torna-se num dos muito poucos autores que com ele partilha obra publicada (canção &#8220;Afrodite&#8221;, in &#8220;Os poemas possíveis&#8221; e LP &#8220;Água mole em pedra dura&#8221;)</p>
<p>Vindo de uma área de intervenção crítica de expressão popular, tem sido visível a progressiva opção temática de caracter mais abrangente, onde releva uma aprofundada procura dos seus grandes temas de sempre - o Amor, a Solidariedade, a Mulher, a História, a reflexão sobre a Vida, a portugalidade&#8230;- assumindo-se como um autor sério e rigoroso, cada vez mais respeitado enquanto cantor, poeta e compositor. É também um dos pioneiros na Internet com site pessoal de carreira.</p>
<p>Tem colaboração dispersa por jornais e revistas e está representado em alguns Manuais escolares com textos de sua autoria.</p>
<p>Já no ano de 2000 é convidado para inaugurar o Café Literaire Fernando Pessoa em Genève; em 2001 para o Leitorado de Português em Toronto; em 2002 para Danbury, USA, onde recebe a chave de honra da cidade; em 2003 para a Gala da atribuição dos prémios literários Pró Verbo em Newark, USA; em 2004 para a Gala de aniversário da Casa de Portugal em S.Paulo, Brasil.</p>
<p>Membro activo da comunidade artística e musical integrou a direcção do Sindicato dos Músicos e foi autor em 2002 do polémico Manifesto sobre o estado da Música Portuguesa que promoveu uma reflexão profunda do país sobre os seus Autores, com audições junto de todos os Grupos Parlamentares e audiência do Ex.mo Sr. Presidente da República. Após trinta e quatro anos de Autor nela inscrito, torna-se, desde Setembro de 2003, membro eleito do Conselho Fiscal da Sociedade Portuguesa de Autores.</p>
<p>A par com uma fecunda discografia como autor e compositor (cerca de 30 discos editados, entre Ep’s, singles, LP’s, CD’s, Antologias várias e discos colectivos), tem publicado também poesia. (&#8221;Cantos falados&#8221; Ed. Ulmeiro, 1996; &#8220;das Mulheres e do Mundo&#8221; Ed. Mirante, 2003). Como artista plástico amador, usa o heterónimo Pedro Chora e, como tal, tem exposto desenho e escultura em várias Galerias.</p>
<p>Considerado como um dos últimos trovadores de uma geração de coragem que ajudou pela canção a conquistar as liberdades democráticas para Portugal, continua a constituir-se como uma alternativa sempre diferente nos seus concertos, repletos de emoção e coloquialidade.</p>
<p>Celebra no ano de 2004 o seu 35º aniversario de autor poeta e compositor lançando o CD &#8220;Navegador do Futuro&#8221;(Ed. Ocarina) e com actuações e concertos em Abrantes, Angra do Heroísmo, Barreiro, Benavente, Caldas da Rainha, Guarda, Leiria, Setúbal, Porto, Ponte de Lima, Riachos, Valença e Vila do Conde.</p>
<p>Em 2005 actua a solo no Fórum Lisboa; recebe o Prémio de melhor disco do ano atribuído pela Rádio Central FM ao CD &#8220;Navegador do Futuro&#8221; perante uma assistência de duas mil pessoas no Auditório Paulo VI, em Fátima; e vê editado o seu livro de estreia em ficção – &#8220;A história maravilhosa do país bimbo&#8221;, (Ed Calidum) em que aborda com sarcasmo e ironia alguns aspectos incompreensíveis de um país nunca identificado mas vagamente familiar.</p>
<p>É por fim ainda em 2005 que vê editada uma Antologia em caixa de duplo CD, com os mais relevantes temas das suas várias fases criativas – revista e remasterizada a partir das matrizes originais – registando os seus mais relevantes trabalhos realizados entre 1982 e 1990, onde avultam colaborações históricas com Mário Viegas e Sophia de Mello Breyner Andresen.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[25 de Abril, sempre. Uma canção por dia (VIII)]]></title>
<link>http://charagoesquerdo.wordpress.com/2007/04/13/25-de-abril-sempre-uma-cancao-por-dia-vii/</link>
<pubDate>Fri, 13 Apr 2007 12:05:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fernando</dc:creator>
<guid>http://charagoesquerdo.wordpress.com/2007/04/13/25-de-abril-sempre-uma-cancao-por-dia-vii/</guid>
<description><![CDATA[José Medeiros - Como é lindo o céu

Biografia

&#8220;José Medeiros nasceu em Vila Franca do Cam]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>José Medeiros - Como é lindo o céu<br />
<span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=16777215&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http%3A%2F%2Fmedia.odeo.com%2Ffiles%2F6%2F1%2F3%2F3948613.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /></object></p></span></p>
<p><a href="http://attambur.com/Noticias/20041t/tornaViagem_JoseMedeiros.htm">Biografia</a></p>
<p><a href="http://charagoesquerdo.files.wordpress.com/2007/04/josemedeiros2m.jpg" title="josemedeiros2m.jpg"><img src="http://charagoesquerdo.files.wordpress.com/2007/04/josemedeiros2m.jpg?w=160&#038;h=121" alt="josemedeiros2m.jpg" height="121" width="160" /></a></p>
<p>&#8220;José Medeiros nasceu em Vila Franca do Campo, Açores, em 8 de Dezembro de 1951. Em 1976 entra para os quadros da RTP. Trabalha alguns anos em Lisboa e regressa aos Açores, em meado dos anos 80 para continuar a carreira de realizador na RTP - Açores.</p>
<p>Embora envolvido na música tradicional e popular desde os anos 70, José Medeiros, tornou-se mais conhecido pela realização de várias séries televisivas para as quais compôs canções, fortemente baseadas na tradição e cultura açoreanas, reflectindo a profundidade e a nostalgia dos sentimentos ilhéus.</p>
<p>Destes trabalhos televisivos destacam-se: em 1986 os &#8220;Xailes Negros&#8221;, em 1987 a &#8220;Balada do Atlântico&#8221;, em 1989 &#8220;O Barco e o Sonho&#8221;, em 1992 &#8220;Mau Tempo no Canal&#8221;, em 1995 &#8220;O Feiticeiro do Vento&#8221;, em 1996 o &#8220;Pepe Fotógrafo e as Valsas do Mundo&#8221; e em 1998 &#8220;7 Cidades&#8221;.<br />
Para além desta faceta de realizador José Medeiros tem mantido uma actividade regular como músico e participou como autor e/ou intérprete em vários projectos discográficos, como por exemplo o CD &#8220;Caminhos&#8221; de Dulce Pontes e o CD &#8220;Alma&#8221; soa Ala dos Namorados em 1996, o CD &#8220;Encontros&#8221; de João Loio e o CD &#8220;Voz e Guitarras&#8221; de Vários artistas em 1997.</p>
<p>Recentemente redescoberto como cantor e compositor, José Medeiros pôs de pé o projecto &#8220;Cinefilias e outras incertezas&#8221; que dá nome ao seu espectáculo e também ao CD editado em 2000.<br />
No palco, dão corpo a este projecto a música, a poesia, a voz poderosa, profunda e rouca de José Medeiros, os músicos que normalmente o acompanham: Carlos Frazão - piano; Paulo Andrade - guitarras e percussões; Mike Ross - contra-baixo e tuba; João Lima - flautas, saxofones e clarinete e por vezes outros músicos convidados: João Loio - voz. Guitarra; Minela - voz, guitarra e percussões.&#8221;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[25 de Abril, sempre! Uma música por dia (VII)]]></title>
<link>http://charagoesquerdo.wordpress.com/2007/04/11/25-de-bril-sempre-uma-musica-por-dia-vi/</link>
<pubDate>Wed, 11 Apr 2007 22:10:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fernando</dc:creator>
<guid>http://charagoesquerdo.wordpress.com/2007/04/11/25-de-bril-sempre-uma-musica-por-dia-vi/</guid>
<description><![CDATA[Fausto - Rosalinda

Rosalinda
se tu fores à praia
se tu fores ver o mar
cuidado não te descaia
o t]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Fausto - Rosalinda<br />
<span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=16777215&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http%3A%2F%2Fodeo.com%2Fshow%2F11140953%2F1196351%2Fdownload%2FRosalinda.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /></object></p></span></p>
<p>Rosalinda<br />
se tu fores à praia<br />
se tu fores ver o mar<br />
cuidado não te descaia<br />
o teu pé de catraia<br />
em óleo sujo à beira-mar</p>
<p>a branca areia de ontem<br />
está cheiinha de alcatrão<br />
as dunas de vento batidas<br />
são de plástico e carvão<br />
e cheiram mal como avenidas<br />
vieram para aqui fugidas<br />
a lama a putrefacção<br />
as aves já voam feridas<br />
e outras caem ao chão</p>
<p>Mas na verdade Rosalinda<br />
nas fábricas que ali vês<br />
o operário respira ainda<br />
envenenado a desmaiar<br />
o que mais há desta aridez<br />
pois os que mandam no mundo<br />
só vivem querendo ganhar<br />
mesmo matando aquele<br />
que morrendo vive a trabalhar<br />
tem cuidado&#8230;</p>
<p>Rosalinda<br />
se tu fores à praia<br />
se tu fores ver o mar<br />
cuidado não te descaia<br />
o teu pé de catraia<br />
em óleo sujo à beira-mar</p>
<p>Em Ferrel lá p´ra Peniche<br />
vão fazer uma central<br />
que para alguns é nuclear<br />
mas para muitos é mortal<br />
os peixes hão-de vir à mão<br />
um doente outro sem vida<br />
não tem vida o pescador<br />
morre o sável e o salmão<br />
isto é civilização<br />
assim falou um senhor<br />
tem cuidado</p>
<p><a href="http://attambur.com/Noticias/20021t/fausto.htm">Biografia</a></p>
<p><a href="http://charagoesquerdo.files.wordpress.com/2007/04/fausto.jpg" title="fausto.jpg"><img src="http://charagoesquerdo.files.wordpress.com/2007/04/fausto.jpg" alt="fausto.jpg" /></a></p>
<p>Oficialmente, Carlos Fausto Bordalo Gomes Dias nasceu em 26 de Novembro de 1948, em     pleno oceano Atlântico, a bordo de um navio chamado «Pátria» que viajava de Portugal     para Angola. Foi nesta antiga colónia portuguesa que passou a infância e adolescência e     começou a interessar-se por música. Filho de beirões, assimilou os ritmos africanos a     que juntaria, mais tarde, os das suas origens lusas.</p>
<p>O primeiro grupo de que fez parte chamava-se Os Rebeldes e cultivava, naturalmente, a música pop da altura. Em 1968, com 20 anos, fixou-se em Lisboa para iniciar os estudos universitários (é licenciado em Ciências Sócio-Políticas e frequentou um mestrado de Relações Internacionais) e foi no âmbito do movimento     associativo que se revelou como cantor, aproximando-se rapidamente do movimento que já     integrava então nomes como José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Manuel Freire ou     Vieira da Silva – juntamente com José Mário Branco ou Luís Cília, que viviam no     exílio – e que teve um importante papel político e cultural na resistência aos     últimos anos do fascismo e no processo revolucionário iniciado com o 25 de Abril de     1974.</p>
<p>É impossível dissociar o seu nome de discos tão fundamentais da     música portuguesa contemporânea como «Por Este Rio Acima», «O Despertar dos     Alquimistas», «Para Além das Cordilheiras», «A Preto e Branco» ou «Crónicas da     Terra Ardente». Com Fausto, é toda uma viagem pelo universo dos sons, da memória     colectiva, do sentir mais profundo que nos une enquanto comunidade(s).</p>
<p>Com 12 discos gravados desde 1970 (dez de originais, uma     colectânea regravada e um disco ao vivo), Fausto é presentemente um dos mais importantes     nomes da música em geral e da música popular portuguesa em particular. E é, sobretudo,     um inquestionável grande poeta da música.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[25 de abril, sempre! Uma música por dia (VI)]]></title>
<link>http://charagoesquerdo.wordpress.com/2007/04/10/25-de-abril-sempre-uma-musica-por-dia-vi/</link>
<pubDate>Tue, 10 Apr 2007 19:17:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fernando</dc:creator>
<guid>http://charagoesquerdo.wordpress.com/2007/04/10/25-de-abril-sempre-uma-musica-por-dia-vi/</guid>
<description><![CDATA[Mário Viegas - Manifesto anti-Dantas

Biografia

António Mário Lopes Pereira Viegas (Santarém, 1]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Mário Viegas - Manifesto anti-Dantas<br />
<span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=16777215&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http%3A%2F%2Fodeo.com%2Fshow%2F11130793%2F1196351%2Fdownload%2FMrioViegas-ManifestoAnti-Dantas.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /></object></p></span></p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_Viegas">Biografia</a></p>
<p><a href="http://charagoesquerdo.files.wordpress.com/2007/04/marioviegas01.jpg" title="marioviegas01.jpg"><img src="http://charagoesquerdo.files.wordpress.com/2007/04/marioviegas01.jpg" alt="marioviegas01.jpg" /></a></p>
<p>António Mário Lopes Pereira Viegas (Santarém, 10 de Novembro de 1948 — Lisboa, 1 de Abril de 1996) foi um actor e encenador português.</p>
<p>Unanimemente reconhecido como um dos melhores actores da sua geração, foi aluno da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa onde se inicia no teatro universitário. Frequentou o Conservatório Nacional de Teatro, em Lisboa. Estreia-se como actor profissional no Teatro Experimental de Cascais, trabalhando com Carlos Avilez. Passa pelo Teatro Universitário do Porto em 1969.</p>
<p>Fundador de três companhias teatrais (a última das quais foi a Companhia Teatral do Chiado), interpretou peças de autores como Stadt Hamm, Raul Baal, Fernando Krapp ou Wayne Wang e encenou peças de Beckett, Eduardo De Filippo, Bergman, Tchekov, Strindberg, Pirandello, Peter Shaffer, entre outros.</p>
<p>Actor regular no cinema, participou em mais de quinze películas, entre elas O Rei das Berlengas de Artur Semedo (1978), Azul, Azul de José de Sá Caetano (1986), Repórter X de José Nascimento (1987), A Divina Comédia de Manoel de Oliveira (1991), Rosa Negra de Margarida Gil (1992) ou Sostiene Pereira de Roberto Faenza (1996), onde contracenou com Marcello Mastroianni. É ainda de salientar a sua presença nos filmes de José Fonseca e Costa, como Kilas, o Mau da Fita (1981), Sem Sombra de Pecado (1983), A Mulher do Próximo (1988) e Os Cornos de Cronos (1991).</p>
<p>Fez também televisão, popularizando-se, particularmente com duas séries de programas sobre poesia - Palavras Ditas (1984) e Palavras Vivas (1991). Trabalhou também na rádio, principalmente como divulgador de poesia e de teatro e foi colaborador regular do jornal Diário Económico, para onde escreveu artigos sobre teatro e humor.</p>
<p>Deu-se a conhecer pelos seus recitais de poesia, gravando uma discografia com poemas de, entre outros, Fernando Pessoa, Luís de Camões, Cesário Verde, Camilo Pessanha, Jorge de Sena, Ruy Belo, Eugénio de Andrade ou ainda de autores estrangeiros (Brecht, Pablo Neruda, entre outros). Divulgou nomes como Pedro Oom ou Mário-Henrique Leiria. Viajou por inúmeros países, fazendo teatro em Moçambique, Macau, Brasil, Países Baixos ou Espanha.</p>
<p>Pela sua actividade teatral foi premiado diversas vezes pela Casa da Imprensa e pela Associação Portuguesa de Críticos. Recebeu o Prémio Garrett, como Melhor Actor, pela Secretaria de Estado da Cultura (1987), para além de distinções em Festivais de Teatro e Cinema Internacionais (1979 - Festival de Teatro de Sitges, em Espanha, com a peça D. João VI; 1978 - Festival Europeu de Cinema Humorístico da Corunha, pelo filme O Rei das Berlengas de Artur Semedo). Em 1994 é ordenado Comendador pela Ordem do Infante D. Henrique, pelo Presidente da Républica Mário Soares.</p>
<p>Preocupado com a política, candidata-se em 1995, como independente, à Presidência da Républica Portuguesa, pela União Democrática Portuguesa.</p>
<p>Escreveu Auto-Photo Biografia (edição do autor) em 1995 que não foi autorizado a publicar. Em 2001 foi homenageado pelo Museu Nacional do Teatro com a exposição Um Rapaz Chamado Mário Viegas.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[25 de Abril, sempre! Uma música por dia. (V)]]></title>
<link>http://charagoesquerdo.wordpress.com/2007/04/09/25-de-abril-sempre-uma-musica-por-dia-v/</link>
<pubDate>Mon, 09 Apr 2007 20:42:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fernando</dc:creator>
<guid>http://charagoesquerdo.wordpress.com/2007/04/09/25-de-abril-sempre-uma-musica-por-dia-v/</guid>
<description><![CDATA[Depois de colocar a biografia reparei que Adriano Correia de Oliveira, faria hoje, dia 9 de Abril, s]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><em>Depois de colocar a biografia reparei que Adriano Correia de Oliveira, faria hoje, dia 9 de Abril, se fosse vivo, 67 anos de idade. Saudades! </em></p>
<p><strong>Adriano Correia de Oliveira - Trova do Vento que Passa</strong></p>
<p><span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=16777215&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http%3A%2F%2Fodeo.com%2Fshow%2F11124213%2F1196351%2Fdownload%2FAdrianaCorreiaDeOliveira-TrovaDoVentoQuePassa.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /></object></p></span></p>
<p>Pergunto ao vento que passa<br />
notícias do meu país<br />
e o vento cala a desgraça<br />
o vento nada me diz.<br />
o vento nada me diz.</p>
<p>Pergunto aos rios que levam<br />
tanto sonho à flor das águas<br />
e os rios não me sossegam<br />
levam sonhos deixam mágoas.</p>
<p>Levam sonhos deixam mágoas<br />
ai rios do meu país<br />
minha pátria à flor das águas<br />
para onde vais? Ninguém diz.</p>
<p>[Se o verde trevo desfolhas<br />
pede notícias e diz<br />
ao trevo de quatro folhas<br />
que morro por meu país.</p>
<p>Pergunto à gente que passa<br />
por que vai de olhos no chão.<br />
Silêncio &#8212; é tudo o que tem<br />
quem vive na servidão.</p>
<p>Vi florir os verdes ramos<br />
direitos e ao céu voltados.<br />
E a quem gosta de ter amos<br />
vi sempre os ombros curvados.</p>
<p>E o vento não me diz nada<br />
ninguém diz nada de novo.<br />
Vi minha pátria pregada<br />
nos braços em cruz do povo.</p>
<p>Vi minha pátria na margem<br />
dos rios que vão pró mar<br />
como quem ama a viagem<br />
mas tem sempre de ficar.</p>
<p>Vi navios a partir<br />
(minha pátria à flor das águas)<br />
vi minha pátria florir<br />
(verdes folhas verdes mágoas).</p>
<p>Há quem te queira ignorada<br />
e fale pátria em teu nome.<br />
Eu vi-te crucificada<br />
nos braços negros da fome.</p>
<p>E o vento não me diz nada<br />
só o silêncio persiste.<br />
Vi minha pátria parada<br />
à beira de um rio triste.</p>
<p>Ninguém diz nada de novo<br />
se notícias vou pedindo<br />
nas mãos vazias do povo<br />
vi minha pátria florindo.</p>
<p>E a noite cresce por dentro<br />
dos homens do meu país.<br />
Peço notícias ao vento<br />
e o vento nada me diz.</p>
<p>Quatro folhas tem o trevo<br />
liberdade quatro sílabas.<br />
Não sabem ler é verdade<br />
aqueles pra quem eu escrevo.</p>
<p>Mas há sempre uma candeia<br />
dentro da própria desgraça<br />
há sempre alguém que semeia<br />
canções no vento que passa.</p>
<p>Mesmo na noite mais triste<br />
em tempo de servidão<br />
há sempre alguém que resiste<br />
há sempre alguém que diz não.</p>
<p><a href="http://www.rtp.pt/gdesport/?article=64&#38;visual=3&#38;topic=1">Biografia</a></p>
<p><a href="http://charagoesquerdo.files.wordpress.com/2007/04/adrianacorreiaoliveira.jpg" title="adrianacorreiaoliveira.jpg"><img src="http://charagoesquerdo.files.wordpress.com/2007/04/adrianacorreiaoliveira.jpg" alt="adrianacorreiaoliveira.jpg" /></a></p>
<p class="gp_bios_gd_corpo">Foi um dos mais importantes intérpretes do fado de Coimbra. As baladas “Trova do Vento que Passa” ou “Canção com Lágrimas” são marcos da canção de intervenção. Cantou poemas de Manuel Alegre e António Gedeão. As suas músicas provam que, na arte, não basta agradar: é preciso tocar um nervo público. As suas canções de intervenção foram das mais criativas de sempre. Adriano Correia de Oliveira pertenceu ao grupo dos transgressores. Quebrou todas as regras e arriscou o próprio físico. Para ele, a música tinha uma função social: devia denunciar injustiças ou ser um repositório de emoções.</p>
<p class="gp_bios_gd_corpo">Adriano Correia de Oliveira foi, acima de tudo, um homem simples. Talvez por isso não tenha a notoriedade de outros cantores da sua geração. Abordava as canções como pedaços de vida. Tinham de ser relevantes para a sociedade. Adriano compunha para deixar um traço. Compunha por pensar que esse traço podia despertar no outro uma emoção, uma perplexidade, uma repulsa.</p>
<p>Adriano Correia Gomes de Oliveira nasceu no Porto em 9 de Abril de 1942, filho de Joaquim Gomes de Oliveira e de Laura Correia. Ainda muito novo foi viver para Avintes, onde fez a escola primária. Depois de completar os estudos secundários, inscreveu-se no curso de Direito da Universidade de Coimbra. Gostava de participar na vida cultural da Universidade. Cantou no Orfeão Académico de Coimbra e fez teatro. Não tardou a descobrir o fado. A sua voz triste era perfeita para o tom romântico e contemplativo da tradição coimbrã.</p>
<p>No início da década de 60 tornou-se militante do PCP. Era um homem de esquerda que gostava da luta política. Moldado por convicções inabaláveis, lutou sempre contra um país que vivia adormecido. Em 1962, participou nas greves académicas e concorreu às eleições da Associação Académica, através da lista do Movimento de Unidade Democrática (MUD). Todas estas movimentações levaram-no a gravar, no seu terceiro álbum, uma das baladas fundamentais da sua carreira, “Trova do Vento que Passa”, com poema de Manuel Alegre. Versos como “Há sempre alguém que resiste / Há sempre alguém que diz não” entraram no espírito de todos os que ansiavam pela liberdade. Foi o hino do movimento estudantil.</p>
<p>Em 1966 casou-se com Matilde Leite, com quem teve dois filhos. Veio para Lisboa, onde pretendia retomar o curso. Como ainda estava no primeiro ano, foi obrigado a cumprir o serviço militar. Nunca parou de gravar e de ajudar os movimentos estudantis na luta contra o regime salazarista. Em 1969, o álbum intitulado “Adriano Correia de Oliveira” foi considerado o melhor disco do ano, o que o levou a participar no famoso programa de televisão “Zip-Zip”.</p>
<p>Depois de ter terminado o serviço militar, arranjou emprego no gabinete de imprensa da Feira Internacional de Lisboa (FIL). Nesse mesmo ano decidiu avançar com o álbum “O Canto e as Armas”. Habituado a gravar discos com canções independentes umas das outras, Adriano Correia de Oliveira gravou um álbum conceptual, construído à volta de um poema de Manuel Alegre. Foi uma opção arriscada, tanto artística como politicamente, já que Manuel Alegre era um autor proibido. Depois de “O Canto e as Armas”, Adriano continuou a produzir discos políticos que denunciavam a realidade portuguesa, tendo marcado a existência de muitos que o ouviram. “São grandes aqueles que modificam a vida das pessoas”, lembra a historiadora Irene Pimentel.</p>
<p>Chegou a Revolução de Abril, e Adriano Correia de Oliveira já podia cantar, com alegria, a liberdade. Participou em vários espectáculos, em Lisboa e no Porto. Sempre considerou que a cultura deveria ser para todos e fez os possíveis por espalhá-la pela população. Em 1974 fundou o “Colectivo de Acção Cultural” e andou pelo País, com o apoio do Partido Comunista, a anunciar a Revolução. Era a época do PREC e de todas as utopias. Em 1975 recebeu o prémio de melhor artista do ano, atribuído pela revista britânica “Music Week”.</p>
<p>Mas nem por isso se deixou paralisar pela prisão das recordações. Continuou o seu combate contra a injustiça social, com uma sofreguidão de gozar o “tempo que passa”. No fim da década de 70 Adriano fundou a cooperativa artística Cantarabril, o sonho da sua vida, mas não tardaram os problemas internos que culminaram na sua expulsão, em 1981. Nunca deixou de ter projectos, mas a morte interrompeu-os. Morreu em Avintes em 16 de Maio de 1982.</p>
<p>Adriano Correia de Oliveira foi um dos renovadores da canção de Coimbra. Um artista extraordinário, que deixou canções eternas, que urge redescobrir.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[25 de Abril, sempre! Uma música por dia (IV)]]></title>
<link>http://charagoesquerdo.wordpress.com/2007/04/08/25-de-abril-sempre-uma-musica-por-dia-iv/</link>
<pubDate>Sun, 08 Apr 2007 21:14:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fernando</dc:creator>
<guid>http://charagoesquerdo.wordpress.com/2007/04/08/25-de-abril-sempre-uma-musica-por-dia-iv/</guid>
<description><![CDATA[Luís Cília - Má reputação

Nesta  aldeia  sem  pretensão
Eu  tenho  má  reputação
Maltrapil]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong>Luís Cília - Má reputação</strong><br />
<span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=16777215&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http%3A%2F%2Fodeo.com%2Fshow%2F11118213%2F1196351%2Fdownload%2FLusClia-MReputao.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /></object></p></span></p>
<p>Nesta  aldeia  sem  pretensão<br />
Eu  tenho  má  reputação<br />
Maltrapilho  ou  engravatado<br />
Acham  que  sou  mal  comportado.<br />
Porém eu  não  faço  nem  mal  nem   bem<br />
Nesta  minha  vida  de  zé-ninguém.<br />
Mas  que  vida  mais  triste  tenho<br />
Querendo  viver  fora  do  rebanho.<br />
Sou  insultado  por  toda  a  gente,<br />
Menos  p’los  mudos – é  evidente</p>
<p>Quando há  festa  nacional<br />
Fico na cama, isso  é  fatal.<br />
Porque  a música  militar<br />
Nunca  me  fará  levantar<br />
Porém não  me  sinto  nada  culpado<br />
Por  não  gostar  de  me  ver  fardado.<br />
Mas  os  outros  não  gostam que  eu  siga  um  caminho sem  ser  o  seu.<br />
De  dedo  em  riste  todos  me  acusam<br />
Salvo os  manetas –porque o não usam</p>
<p>Quando  vejo  um ladrão  sem  sorte<br />
Fugir  dum  chui  que é  bem  mais  forte, meto  o  pé  e  com  uma  rasteira<br />
Lá vai o chui pela  ribanceira.<br />
Nenhum  mal  faço a  quem bem come<br />
Deixando  escapar um ladrão com fome.<br />
Mas na Guarda Nacional<br />
Não  acham  isto natural.<br />
Todos correm atrás de mim<br />
Menos  os  coxos- seria o fim.</p>
<p>Nunca na vida fui profeta<br />
Mas sei o fim que se projecta.<br />
Vão-me atar a corda ao pescoço<br />
P´ra me lançarem a um poço.<br />
Porque me fecham nesta redoma?<br />
Por o meu  caminho não ir dar a Roma<br />
Mas que vida mais  triste  tenho<br />
Só por  viver fora do rebanho.<br />
Todos  verão o meu  funeral<br />
Menos  os  cegos – é natural</p>
<p><a href="http://agcolos.drealentejo.pt/index_ficheiros/page0001.htm">Biografia</a></p>
<p><a href="http://charagoesquerdo.files.wordpress.com/2007/04/luis-cilia1.jpg" title="luis-cilia1.jpg"><img src="http://charagoesquerdo.files.wordpress.com/2007/04/luis-cilia1.jpg" alt="luis-cilia1.jpg" /></a></p>
<p class="MsoNormal">Luís Fernando Castelo Branco Cília, nasceu em Angola, em 1943. Vive parte da sua vida de estudante em colégios internos, por ser filho de pais separados. Trava conhecimento no internato com o poeta Daniel Filipe que lhe mostra discos de Leo Ferré e George Brassens o que o leva a inflectir de tipo de opção musical. Participa nas lutas académicas de Coimbra, ou como ele refere com modéstia &#8220;era mais um que estava na cantina… sem que tivesse participação de realce&#8221;, mas o que é certo é que foi nesta data aberto o seu processo na PIDE.</p>
<p class="MsoNormal">Decide abandonar o país. Sai de Portugal no ano seguinte, acompanhado por um militar desertor e a esposa deste a &#8220;bordo&#8221; de um Fiat 500. Vai para Paris onde chega a 1 de Abril. Aí trava conhecimento de imediato com políticos, poetas e músicos, com realce para a cantora Collete Magny a qual o irá apresentar à editora do seu primeiro disco: a &#8220;Chant du Monde&#8221;. Grava o LP &#8220;Portugal-Angola: Chants de Lutte.&#8221;<br />
Neste mesmo ano conhece Adriano Correia de Oliveira e Manuel Alegre (quando este vai para Paris).
</p>
<p class="MsoNormal"> As suas primeiras músicas são feitas com total desconhecimento da obra de José Afonso ou de Adriano. Trabalha na União dos Estudantes Franceses, &#8220;(…) era o tipo que tirava lá cópias (…)&#8221;. Trava conhecimento com grandes expoentes da música francesa como George Brassens, o qual é o seu &#8220;padrinho&#8221; quando se inscreve na Sociedade dos Autores, em  França. Posteriormente conhece o músico espanhol Paço Ibañez, de quem se tornou muito amigo e companheiro nos espectáculos profissionais e nos de pura militância, para sindicatos, associações e partidos. Edita o EP &#8220;Portugal Resiste&#8221; e faz a música do filme &#8220;O Salto&#8221;.</p>
<p class="MsoNormal">Actua no festival ( tocando em frente de Fidel Castro). Conhece Carlos Puebla e traz clandestinamente de Cuba as bobines da canção de Carlos Puebla &#8220;Hasta Siempre&#8221;, as quais possibilitarão a divulgação desta canção na Europa. Edita a trilogia de discos para editora EMEN, &#8220;La poesie portugaise de nos jours e de toujours 1, 2, e 3&#8243;. São discos posteriormente reeditados em CD em 1996, em França.<br />
Participa activamente no Maio de 68, realizando espectáculos de apoio ao lado de Paco Ibañez e de Collete Magny. Durante finais dos anos sessenta e início da década de setenta, realiza espectáculos por toda a Europa: Inglaterra, Itália, Suíça, Espanha, etc. Neste país quase que é &#8220;apanhado&#8221; pois realizou um espectáculo em Santiago de Compostela e o Cônsul Português solicitou a sua detenção. Paga uma multa e são suspensos os espectáculos seguintes.
</p>
<p class="MsoNormal"> Em 1969 é expulso do PCP clandestino em França, pois recebia em casa amigos de outras convicções políticas. O que ele nunca deixará de fazer porque eram seus amigos. Em 1971 o núcleo do PCP de Paris, verificando o erro cometido, pede-lhe desculpas pelo incidente de dois anos antes. Em 1972 actua no primeiro comício do PS em França ao lado de José Mário Branco, não sem antes colocar certas condições tendo em conta que era militante de um outro partido.</p>
<p class="MsoNormal"> Em 1973 o &#8220;Avante&#8221;, canção de Luís Cília, é hino oficial do PCP, em Aveiro. Em entrevista à rádio Portugal Livre, Luís Cília explica &#8221; … o Avante não começou por ser hino coisa nenhuma&#8221; - diz-nos - &#8220;foi de resto o Carlos Antunes que me pediu para fazer uma música para passar na rádio. E eu fiz, escrevi essa música, dei a partitura e a letra e nunca mais pensei nisso, não gravei e nem sequer era cantada por mim…&#8221;</p>
<p>Edita &#8220;Contra a Ideia da Violência a Violência da Ideia&#8221; em clara homenagem a Amílcar Cabral, então assassinado. Reedita o seu primeiro disco mas agora acompanhado por contrabaixo, com o novo título de &#8221; Meu País&#8221;.</p>
<p class="MsoNormal"> No 25 de Abril de 1974 regressa a Portugal, no mesmo avião em que também regressam Álvaro Cunhal e José Mário Branco. Luís Cília ainda irá assegurar por algum tempo compromissos profissionais em França, não se estabelecendo completamente em Portugal.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[25 de Abril, sempre! Uma música por dia (III)]]></title>
<link>http://charagoesquerdo.wordpress.com/2007/04/07/25-de-abril-sempre-uma-musica-por-dia/</link>
<pubDate>Sat, 07 Apr 2007 19:20:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fernando</dc:creator>
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<description><![CDATA[Sérgio Godinho - Liberdade

Viemos com o peso do passado e da semente
Esperar tantos anos torna tud]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong>Sérgio Godinho - Liberdade</strong></p>
<p><span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=16777215&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http%3A%2F%2Fmedia.odeo.com%2Ffiles%2F0%2F7%2F3%2F3857073.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /></object></p></span></p>
<p>Viemos com o peso do passado e da semente<br />
Esperar tantos anos torna tudo mais urgente<br />
e a sede de uma espera só se estanca na torrente<br />
e a sede de uma espera só se estanca na torrente<br />
Vivemos tantos anos a falar pela calada<br />
Só se pode querer tudo quando não se teve nada<br />
Só quer a vida cheia quem teve a vida parada<br />
Só quer a vida cheia quem teve a vida parada<br />
Só há liberdade a sério quando houver<br />
A paz, o pão<br />
habitação<br />
saúde, educação<br />
Só há liberdade a sério quando houver<br />
Liberdade de mudar e decidir<br />
quando pertencer ao povo o que o povo produzir<br />
quando pertencer ao povo o que o povo produzir</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9rgio_Godinho">Biografia</a></p>
<p><a href="http://charagoesquerdo.files.wordpress.com/2007/04/sergiogodinho.jpg" title="sergiogodinho.jpg"><img src="http://charagoesquerdo.files.wordpress.com/2007/04/sergiogodinho.jpg" alt="sergiogodinho.jpg" /></a></p>
<p>Nascido em 1945 no Porto, e com mais de 30 anos de carreira, Sérgio Godinho é um dos grandes nomes da música portuguesa.</p>
<p>Além de autor, compositor e cantor é, um pouco à imagem do personagem da sua música “O Homem dos 7 Instrumentos”, artisticamente multi-facetado, sendo actor com diversas participações em filmes, séries televisivas e peças teatrais, dramaturgo, com assinatura de algumas peças de teatro e ainda realizador, entre outras actividades.</p>
<p>Como tantos outros, aos 20 anos sai de Portugal, voltando as costas à guerra colonial. Permanece 9 anos afastado do país. A sua maior ligação é com a capital francesa, Paris, onde integra por dois anos o elenco do musical “Hair” e começa a esboçar as suas primeiras músicas, tomando contacto com outros músicos portugueses, como José Mário Branco, Zeca Afonso e Luís Cília. Passou ainda por Amsterdão, Brasil e Vancouver</p>
<p>Em colabora no primeiro álbum a solo de José Mário Branco, Mudam-se os tempos mudam-se as vontades e viria nesse mesmo ano a concretizar a sua estreia discográfica ao gravar, em solo francês, o LP Os sobreviventes. Gravou ainda no exílio o álbum Pré-histórias 1972. Ainda que constantemente censurados, estes álbuns conseguiram alcançar popularidade entre o público português no ano seguinte, tendo inclusivamente a imprensa premiado Sérgio como “Autor do ano” e Os Sobreviventes como “Disco do ano”.</p>
<p>Já no Canadá, casa-se com sua primeira mulher, Shila, colega na companhia de teatro Living Teather. Estabelece-se numa comunidade hippie em Vancouver, e é aqui que irá receber a notícia da revolução do 25 de Abril, que o leva a regressar a Portugal. Já em terras lusitanas, edita o álbum À queima-roupacom estrondoso sucesso, e corre o país, actuando em manifestações populares.</p>
<p>Desde então a sua carreira não mais parou; apesar de nem sempre ter obtido o correspondente êxito comercial, permaneceu como favorito da crítica e do público, sendo autor de algumas das canções mais aclamadas da história da música portuguesa, como &#8220;É terça-feira&#8221; e &#8220;Com um brilhozinho nos olhos&#8221;.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[25 de Abril, sempre! Uma música por dia. (II)]]></title>
<link>http://charagoesquerdo.wordpress.com/2007/04/06/25-de-abril-sempre-ii/</link>
<pubDate>Fri, 06 Apr 2007 23:58:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fernando</dc:creator>
<guid>http://charagoesquerdo.wordpress.com/2007/04/06/25-de-abril-sempre-ii/</guid>
<description><![CDATA[José Mário Branco - Por terras de França

Vou andando por terras de França
pela viela da esperan]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong>José Mário Branco - Por terras de França</strong></p>
<p><span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=16777215&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http%3A%2F%2Fmedia.odeo.com%2Ffiles%2F8%2F4%2F3%2F3845843.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /></object></p></span></p>
<p>Vou andando por terras de França<br />
pela viela da esperança<br />
sempre de mudança<br />
tirando o meu salário</p>
<p>Enquanto o fidalgo enche a pança<br />
o Zé Povinho não descansa<br />
Há sempre uma França<br />
Brasil do operário</p>
<p>Não foi por vontade nem por gosto<br />
que deixei a minha terra<br />
Entre a uva e o mosto<br />
fica sempre tudo neste pé</p>
<p>Vamos indo por terras de França<br />
nossa miragem de abastança<br />
sempre de mudança<br />
roendo a nossa grade</p>
<p>Quando vai o gado prà matança<br />
ao cabo da boa-esperança<br />
Bolas prà bonança<br />
e viva a tempestade</p>
<p>Não foi por vontade nem por gosto &#8230;</p>
<p>Vamos indo por terras de França<br />
com a pobreza na lembrança<br />
sempre de mudança<br />
com olhos espantados</p>
<p>Canta o galo e a governança<br />
a tesourinha e a finança<br />
e os cães de faiança<br />
ladrando a finados</p>
<p>Não foi por vontade nem por gosto  …</p>
<p>Vamos indo por terras de França<br />
trocando a sorte pela chança<br />
sempre de mudança<br />
suando o pé de meia</p>
<p>Com a alocação e a segurança<br />
com sindicato e com vacança<br />
Há sempre uma França<br />
Numa folha de peia</p>
<p>Não foi por vontade nem por gosto …</p>
<p><a href="http://pwp.netcabo.pt/0225773401/JMBIO.htm">Biografia</a></p>
<p><a href="http://charagoesquerdo.files.wordpress.com/2007/04/jmbranco.jpg" title="jmbranco.jpg"><img src="/files/2007/04/jmbranco.thumbnail.jpg" alt="jmbranco.jpg" /></a></p>
<p>DESDE QUE GRAVOU O SEU PRIMEIRO DISCO, há trinta anos  [quarenta anos] (&#8221;Seis Cantigas de Amigo&#8221;, 1967), José Mário Branco tem-se mantido  permanentemente activo. Muitas vezes como compositor, outras como cantor, músico,  actor (no teatro ou no cinema), arranjador, orquestrador, militante,  cooperativista, radialista. Só que 0 seu ritmo não respeita as regras insaciáveis  do mercado da música e as esquivas voluntárias à ribalta têm sido vistas por  muitos corno deserções. Por ele, não. A (única deserção que se lhe conhece  é antiga, de uma guerra onde não quis matar irmãos. História escrita, com exílio  em Paris (1963-74) e um disco a fazer desse gesto arma: &#8220;A Ronda do  Soldadinho&#8221; (1969).</p>
<p>NA PRIMEIRA METADE DA DECADA DE 70, o trabalho de José Mário  Branco pode dividir-se em duas fases. A primeira é a do exílio/resistência,  com grande actividade junto dos emigrantes (musical, teatral, política), a  gravação dos seus dois primeiros LPs e um trabalho, notável, como autor dos  arranjos de &#8220;Cantigas do Maio&#8221; e &#8220;Venham Mais Cinco&#8221;, de José  Afonso. A segunda é a fase pós-revolucionária onde, já em Portugal e  derrubada a ditadura, o cantor se desmultiplica por projectos colectivos, na política,  na música (GAC), no teatro (como compositor e actor na Comuna e no Teatro do  Mundo) e no cinema (escreve para a banda sonora dos filmes &#8220;A Confederação&#8221;,  &#8220;Gente do Norte&#8221;, &#8220;0 Ladrão do Pão&#8221;). A década de 80 é a  da catarse, a descida aos infernos da desilusão, o ajuste de contas com uma  geração e os seus fantasmas. &#8220;Ser Solidário&#8221;/&#8221;FMI&#8221; (1982)  e &#8220;A Noite&#8221; (1985) são os testemunhos gravados da primeira metade  desses anos de chumbo. Até à década seguinte, José Mário Branco divide-se  entre a actividade da UPAV, urna cooperativa de músicos que ajudou a fundar em  1983, e a composição para cinema e teatro. Isto além de arranjos e participações  em discos de outros músicos, como Carlos do Carmo e Janita Salomé. Entretanto,  reunia já aquelas que viriam a ser as canções do seu sexto LP  &#8220;Correspondências&#8221;, editado em Novembro de 1990. De então para cá,  sem deixar o cinema e o teatro, tem dado especial atenção ao trabalho com  outros músicos e compositores, como Amélia Muge, Gaiteiros de Lisboa, Camané,  Rui Júnior ou José Peixoto (&#8221;Bom Dia Benjamim&#8221;), participando nos  seus discos e em diversos espectáculos. Em 1995, também fruto de outro  trabalho colectivo, foi lançado o duplo CD &#8220;Maio Maduro Maio&#8221;,  gravado ao vivo, onde ele surge ao lado de João Afonso e Amélia Muge a cantar  temas de José Afonso. E em 1996, com a chancela da EMI - Valentim de Carvalho,  foram finalmente reeditados em CD todos os seis LPs que José Mário Branco  gravou em seu nome desde 1971 até 1990.</p>
<p>EM 1997, José Mário Branco volta à actividade em nome próprio com  um concerto no CCB a que se seguiram mais cinco no Teatro da Trindade, Coliseu  do Porto e Teatro Gil Vicente em Coimbra, que viriam a gerar o registo  &#8220;José Mário Branco ao vivo em 1997&#8243;. Em 1999 sai a colectânea  &#8220;Canções escolhidas 71-97&#8243;.</p>
<p><em>Nota: José Mário Branco gravou também o disco &#8220;A Mãe&#8221; em 1978, 12 canções que fizeram parte da peça de teatro da Comuna, com o mesmo nome. Também em 2004 editou um novo disco, &#8220;Resistir é Vencer&#8221;.</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[25 de Abril, sempre! Uma música por dia. (I)]]></title>
<link>http://charagoesquerdo.wordpress.com/2007/04/05/25-de-abril-sempre-i/</link>
<pubDate>Thu, 05 Apr 2007 18:42:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fernando</dc:creator>
<guid>http://charagoesquerdo.wordpress.com/2007/04/05/25-de-abril-sempre-i/</guid>
<description><![CDATA[Até ao 25 de Abril uma música de intervenção, todos os dias.
 Começo com o Tino Flores. Penso q]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Até ao 25 de Abril uma música de intervenção, todos os dias.</p>
<p><a href="http://charagoesquerdo.files.wordpress.com/2007/04/tino-flores.jpg" title="tino-flores.jpg"><img src="http://charagoesquerdo.files.wordpress.com/2007/04/tino-flores.jpg" alt="tino-flores.jpg" align="left" /></a> Começo com o Tino Flores. Penso que Tino Flores nunca foi um cantor e um músico assumido (hoje é agricultor para os lados de Joane-Famalicão). Tino Flores desertou da guerra colonial e foi em França, junto da comunidade de emigrantes (tal como José Mário Branco e mais tarde Sérgio Godinho, se não erro),  que fez da música a sua arma. Agarrou numa viola, compôs músicas simples, destacando-se mais pelas letras das canções, claras, directas e apelativas, contra a guerra e o fascismo.</p>
<p><strong>Tino Flores - O meu amigo está preso </strong><br />
<span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=16777215&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http%3A%2F%2Ff4.putfile.com%2Fvideos%2Fb3-9304563167.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /></object></p></span></p>
<p>O meu amigo está preso<br />
Por ter querido mostrar<br />
Que para poder livre<br />
O Homem terá de lutar</p>
<p>O meu amigo está preso<br />
Por desejar com razão<br />
A igualdade do Homem<br />
O fim da exploração</p>
<p>Deixa que um dia virá<br />
Que se a polícia o prendeu<br />
O povo o libertará<br />
Deixa que um dia virá<br />
Que se a polícia o matou<br />
O Povo o vingará</p>
<p>O meu amigo está preso<br />
Mas na luta continua<br />
Pois a quem não falta coragem<br />
Luta na prisão ou na rua</p>
<p>O meu amigo está preso<br />
Mas tem sempre na memória<br />
A frase de um Camarada<br />
Vitória, Derrota, Vitória</p>
<p>Deixa que um dia virá<br />
Que se a polícia o prendeu<br />
O povo o libertará<br />
Deixa que um dia virá<br />
Que se a polícia o matou<br />
O Povo o vingará</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
