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	<title>1joao &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "1joao"</description>
	<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 16:50:11 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Data e Ocasião]]></title>
<link>http://marceloberti.wordpress.com/2008/08/04/data-e-ocasiao/</link>
<pubDate>Mon, 04 Aug 2008 14:39:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>kbide</dc:creator>
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<description><![CDATA[Material Extraído da Apostila de Teologia Bíblica do Novo Testamento de autoria de Carlos Osvaldo ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong><span style="color:#ff0000;">Material Extraído da Apostila de Teologia Bíblica do Novo Testamento de autoria de Carlos Osvaldo Pinto.</span></strong></p>
<p><span style="color:#000000;">============================</span></p>
<p>1 João é um dos livros de mais difícil datação no Novo Testamento. A maioria dos comentaristas sugere uma data posterior à destruição de Jerusalém, aí por volta de A.D. 85, algum tempo depois do quarto evangelho, cuja linguagem e temas a epístola parece presumir.</p>
<p>     Com base em 2.19, Hodges sugere que o livro foi escrito de Jerusalém, pouco antes da destruição da cidade, antes de João se estabelecer em Éfeso<a name="_ftnref1" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftn1">[1]</a>.  A evidência interna sugere, mais provavelmente, que a frase &#8220;<em>saíram de nosso meio</em>&#8221; em 2.19, se refere não a deixar o círculo apostólico de influência em Jerusalém, mas a igreja cristã estabelecida em Éfeso.</p>
<p>     A carta foi escrita a uma igreja (ou a igrejas) em que falsos profetas e falsos ensinos haviam aparecido e feito progresso (4.1; 2.19). Esses indivíduos se inclinavam a uma forma antinomiana de docetismo incipiente, negando a encarnação de Cristo (2.22; 4.1), ao passo que reivindicavam íntima comunhão com o Pai (2.23). Tais heréticos também advogavam um estilo de vida moralmente frouxa (2.15-17), aparentemente alegando que seus atos não afetavam sua relação com Deus (1.5-10). A característica final de sua heresia era uma atitude de superioridade com base num conhecimento mais elevado (ou profundo), que os levava a uma atitude de desprezo para com os não-iniciados na confraria esotérica (4.7-21).</p>
<p>     Os leitores eram antigos pagãos (5.21), já com algum tempo de experiência cristã (2.7, 18, 20; 3.11). À vista do ministério tradicionalmente aceito de João na província da Ásia, parece ser lógico localizar seus leitores na mesma região, que mais tarde receberia Apocalipse. Como resultado do ensino falso, os leitores estavam em condição espiritual sofrível. Demonstravam uma tendência ao pecado e ao mundanismo (1.5&#8211;2.6), falta de amor fraternal (2.7-11; 3.13-24), e perda da certeza da salvação (5.13).</p>
<p>     Evidentemente os leitores ainda não estavam sob perseguição, o que leva a crer que a carta foi escrita no começo do reinado de Domiciano. Uma vez que Apocalipse refletia um Sitz im Leben de perseguição e é tradicionalmente datada da parte final do reinado de Domiciano, a data mais provável para 1 João é o meio da década de 80 no primeiro século.</p>
<p> </p>
<hr size="1" /> </p>
<p><a name="_ftn1" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftnref1">[1]</a> Zane C. Hodges, &#8220;1 John&#8221; em Bible Knowledge Commentary: New Testament Edition. pp.882</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Caráter da Carta]]></title>
<link>http://marceloberti.wordpress.com/2008/08/04/carater-da-carta/</link>
<pubDate>Mon, 04 Aug 2008 14:36:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>kbide</dc:creator>
<guid>http://marceloberti.wordpress.com/2008/08/04/carater-da-carta/</guid>
<description><![CDATA[Uma das características dessa epístola é que, embora seja considerada como tal, ela não é emold]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Uma das características dessa epístola é que, embora seja considerada como tal, ela não é emoldurada em um formato específico de uma epístola. Carson, Moo e Moris afirmam: &#8220;<em>À semelhança de Hebreus, 1 João não exibe nenhuma das características formais que normalmente acompanham as introduções de cartas em grego no século I</em><a name="_ftnref1" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftn1"><em><strong>[1]</strong></em></a>&#8220;. Como nota-se nos primeiros versos de 1 João, não encontramos a identificação do autor ou dos destinatários, como é esperado encontrar em uma carta. O término abrupto sem saudações também não parecem com o caráter esperado de uma epístola. Talvez seja por essa razão que alguns comentaristas chegam a considerar a possibilidade de que 1 João teria sido um sermão, ou quem sabe, até uma espécie de folheto dedicado às Igrejas do primeiro século. Entretanto, Robert Gundry nos lembra que o tom altamente pessoal do documento (Filinhos meus, Amados) não pode ser compatível com um material de distribuição, ou que as premissas &#8220;<em>vos escrevo</em>&#8221; e &#8220;<em>Isto que vos acabo de escrever</em>&#8221; (1.4; 2.1, 7, 8, 12-14, 21, 26) também não podem ser compatíveis com uma homilia<a name="_ftnref2" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftn2">[2]</a>.</p>
<p>O que se sabe com certeza é que o livro de 1 João é um livro peculiarmente difícil de se compreender a estrutura. À exceção da introdução, é difícil encontrar uma estrutura para o corpo do documento, e existem sérias divergências entre pesquisadores sobre como deveria ser sua estrutura. Segundo Carson, Moo e Morris, quem melhor identificou a estrutura do livro fora I. Howard Marshall no livro <em>The Epistles of Jonh</em>. Hale, que também sugere o mesmo autor como boa fonte para a compreensão da estrutura do livro, chega a afirmar: &#8220;<em>A estrutura, naturalmente, é determinada pelo propósito do escritor, que parece ser para ajudar o cristão a permanecer firme em face de uma heresia insidiosa. O autor escreve uma carta pensando nestas coisas, e a forma não estruturada como se desejaria</em><a name="_ftnref3" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftn3"><em><strong>[3]</strong></em></a>&#8220;.</p>
<p>A estrutura adotada nesse estudo provém, não da exegese do texto, mas da perspectiva de que João escreve um documento para prover convicção soteriológica nos seus leitores. Merryl C. Tenney, que adota essa perspectiva, afirma: &#8220;<em>O Evangelho foi escrito para despertar a fé. A primeira epístola joanina foi escrita para estabelecer a certeza</em><a name="_ftnref4" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftn4"><em><strong>[4]</strong></em></a>&#8220;. A forma como João escreve essa epístola parece confirmar a idéia de Tenney; em treze ocasiões podemos encontrar o uso dos verbos gregos<a name="_ftnref5" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftn5">[5]</a> &#8220;saber&#8221; (oida) e &#8220;conhecer&#8221; (gnosko) para &#8220;<em>indicar a certeza obtida através da experiência, o que faz parte da consciência espiritual normal</em> (2.3, 5, 29; 3.14, 16, 19, 24; 4.13, 16; 5.15, 19, 20)<a name="_ftnref6" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftn6">[6]</a>&#8220;.</p>
<p>Entretanto, é válido mencionar que Merryl encontra apenas três grandes divisões entre a introdução e a conclusão (1.5-2.29; 3.1-4.21 e 5.1-12), enquanto usamos neste estudo nove seções menores como claramente evidenciado na proposta de esboço<a name="_ftnref7" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftn7">[7]</a>. Optou-se nesse estudo a divisão em pequenas seções em função da constante alteração de temas (eventualmente repetidos) no decorrer da carta. Com isso, nota-se claramente as tônicas exortativas e instrutivas de João, bem como os assuntos que careciam de mais atenção do apóstolo, observado pela repetição.</p>
<p> </p>
<hr size="1" /><a name="_ftn1" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftnref1">[1]</a> CARSON, D.A., MOO, Douglas J., MORRIS, Leon, <em>Introdução ao Novo Testamento,</em> pp.493. Ver também: HALE, Broadus David, <em>Introdução ao Estudo do Novo Testamento,</em> pp. 413</p>
<p><a name="_ftn2" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftnref2">[2]</a> GUNDRY, Robert H. <em>Panorama do Novo Testamento</em>, pp.401</p>
<p><a name="_ftn3" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftnref3">[3]</a> HALE, Broadus David, <em>Introdução ao Estudo do Novo Testamento,</em> pp. 415</p>
<p><a name="_ftn4" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftnref4">[4]</a> TENNEY, Merryl C., <em>O Novo Testamento - Sua origem e análise.</em> pp.398.</p>
<p><a name="_ftn5" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftnref5">[5]</a> Em semelhança a Tenney, Stott também apresenta sua percepção ao uso dos verbos &#8220;saber&#8221; e &#8220;conhecer&#8221;, mas acrescenta ainda um substantivo: &#8220;parresia&#8221;, que ele mesmo traduz como &#8220;atitude confiante&#8221; ou &#8220;ousadia no falar&#8221;, o que reforça a idéia de que o propósito de João era estabelecer a convicção soteriológica em seus leitores</p>
<p><a name="_ftn6" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftnref6">[6]</a> Idem, pp.402</p>
<p><a name="_ftn7" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftnref7">[7]</a> Sobre a estrutura do livro, ver PINTO, Carlos Osvaldo, <em>Sinopse da Primeira Epístola de João.</em> Em sua observação COP observa a existência de uma dupla seqüências de quiasmos entre a introdução e a conclusão da carta.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Autoria de 1João]]></title>
<link>http://marceloberti.wordpress.com/2008/08/04/autoria-de-1joao/</link>
<pubDate>Mon, 04 Aug 2008 14:34:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>kbide</dc:creator>
<guid>http://marceloberti.wordpress.com/2008/08/04/autoria-de-1joao/</guid>
<description><![CDATA[A primeira epístola de João[1] e a epístola aos Hebreus são as únicas epístolas do Novo Testam]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>A primeira epístola de João<a name="_ftnref1" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftn1">[1]</a> e a epístola aos Hebreus são as únicas epístolas do Novo Testamento que não tem indicação de autoria no próprio texto, o que as torna bem particulares. Normalmente o local mais apropriado para se buscar informações sobre a autoria de uma epístola é na própria carta, pois espera-se que o autor identifique-se a quem escreve. Essa é uma característica recorrente em Paulo (<em>cf. </em>Rm.1.1; 1Co.1.1; 2Co.1.1 etc) e observada em Pedro (1Pe.1.1; 2Pe.1.1), Tiago (Tg1.1) e Judas (Jd.1). Entretanto, no caso de uma epístola sem identificação de autoria, temos que recorrer ao testemunho dos pais da igreja e da teologia cristã. Muito embora a epístola seja anônima, &#8220;<em>há fortes evidências, contudo, de que João, o apóstolo, seja o autor</em><a name="_ftnref2" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftn2">[2]</a>&#8220;.</p>
<p> </p>
<p><strong>A. Evidências Externas</strong></p>
<p>Em primeiro lugar, vamos observar aquilo que alguns comentaristas têm denominado como alusão<a name="_ftnref3" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftn3">[3]</a> aos escritos joaninos em escritos patrísticos. Clemente de Roma<a name="_ftnref4" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftn4">[4]</a> teria utilizado uma expressão tipicamente joanina ao afirma que os eleitos de Deus são &#8220;aperfeiçoados no amor&#8221; (Cr. Co49). Na Epístola a Diogeneto<a name="_ftnref5" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftn5">[5]</a> podemos encontrar diversas expressões compatíveis com a literatura e teologia de João. Sobre o amor de Deus vemos algumas aproximações da linguagem joanina (EpDg 10; <em>cf. </em>Jo.3.16). Já quando fala sobre Cristo vemos claras indicações de influências joaninas, pois nesta epístola Cristo é também denominado como Unigênito (EpDg 10; <em>cf.</em> 1Jo.5.9) e Logos (EpDg 11, 12; <em>cf. </em>Jo.1.14), além de afirmar de modo muito semelhante a manifestação de Cristo ao homens (EpDg 8; <em>cf. </em>Jo.1.18).</p>
<p>Sobre essas citações históricas, Stott diz: &#8220;<em>Não há nenhuma citação formal ou exata, nem qualquer menção nominal de João ou das epístolas</em>&#8221; e por essa razão devemos considerar essas citações apenas como &#8220;<em>ecos da linguagem joanina, derivada tanto da primeira epístola como do evangelho ou da teologia joanina corrente</em><a name="_ftnref6" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftn6"><em><strong>[6]</strong></em></a>&#8220;</p>
<p>Entretanto podemos encontrar declarações mais explícitas da Primeira Epístola joanina em outros pais da igreja<a name="_ftnref7" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftn7">[7]</a>. Policarpo de Esmirna, por exemplo, no sétimo capítulo de sua epístola aos Filipenses diz: &#8220;<em>Aquele que não confessa que Jesus veio em carne é o anticristo</em>&#8221; que parece uma conclusão tirada de 1Jo.4.2,3, com possível alusão a 1Jo.2.22 e 2Jo.7. Sobre Papias, Irineu disse: &#8220;<em>Essas coisas são atestadas por Papias, que foi <strong>ouvinte de João</strong> e companheiro de Policarpo, um escritor antigo que os menciona no quarto livro de suas obras</em><a name="_ftnref8" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftn8"><em><strong>[8]</strong></em></a>&#8220;. Eusébio diz o seguinte sobre ele: &#8220;<em>O mesmo autor [Papias] fez uso de testemunhos da <strong>primeira epístola de João</strong> e igualmente da de Pedro</em><a name="_ftnref9" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftn9"><em><strong>[9]</strong></em></a>&#8220;.</p>
<p>Entretanto, apenas a partir de Irineu é que encontramos claras declarações sobre a autoria joanina tanto do evangelho como da primeira epístola. No terceiro livro de <em>Adversus Haereses, </em>especificamente no capítulo 16, Irineu se dedica a demonstrar através dos escritos apostólicos que Jesus Cristo era Único e o Mesmo, o único Filho de Deus, perfeito Deus e perfeito homem. Nos versos 2-5 vemos claras interações com a epístola e com o evangelho, incluindo uma citação exata de Jo.20.31. Pouco à frente, vemos uma citação de 1Jo.2.1 referendada ao apóstolo João. Entretanto no verso 8 vemos claramente a identificação de autoria entre Evangelho e Epístola. Ao atacar aqueles que ensinavam erroneamente sobre a realidade de Deus e Cristo, Irineu diz:</p>
<p style="text-align:center;"><em>A doutrina deles é homicida, pois criam inúmeros deuses, simulam vários pais, rebaixando e dividindo o Filho de Deus de várias formas. Contra essas pessoas é que o Senhor havia nos avisado anteriormente; e Seu discípulo em sua epístola já havia mencionado, nos mandando evitá-los, quando diz: &#8220;Muitos enganadores tem entrado no mundo, que não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Esses são os enganadores e o anticristo. Acautelai-vos para que vocês não percam o que temos realizado com esforço&#8221;</em> [2Jo.1.7-8]<em>. E novamente diz em sua epistola: &#8220;Muitos falsos profetas tem saído ao mundo. Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo espírito que confessa que Jesus veio em carne é de Deus, e todo espírito que separa Jesus Cristo não é de Deus, mas é o anticristo&#8221; </em>[1Jo.4.1-2].<em> Essas palavras concordam com as que disse no evangelho: &#8220;e o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Por isso é que exclama em sua epístola: &#8220;Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus&#8221;</em> [1Jo.5.1]<em>&#8220;</em></p>
<p>Nesta lista poderiam ser lembrados, Clemente de Alexandria que &#8220;<em>evidentemente conhecia mais de uma epístola joanina, desde que emprega a expressão, &#8216;a epístola maior&#8217; e atribui aos &#8216;apóstolo Joã</em>o&#8217;&#8221;<a name="_ftnref10" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftn10">[10]</a>; Tertuliano, que cita ao menos cinqüenta vezes a primeira epístola em seus escritos contra Marcião; Cipriano de Cartago e Eusébio, que alista a primeira epístola entre os livros aceitos.</p>
<p> </p>
<p><strong>B. Evidências Internas</strong></p>
<p>Para demonstrar a autoria joanina da primeira carta de João, devemos observar a similaridade de vocabulário e conteúdo teológico entre a primeira epístola e o evangelho atribuído a João. Nesse exercício, não consideraremos a discussão sobre a autoria do quarto evangelho<a name="_ftnref11" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftn11">[11]</a>, pois a Ortodoxia tem-se mostrado suficiente clara na demonstração desse fato e tal discussão não faz-se necessária aqui. Por ora, assume-se que João é o autor do quarto evangelho.</p>
<p>Ainda que o princípio da comparação entre estilo, vocabulário e teologia entre os documentos seja o primeiro princípio para determinação das evidências internas em prol do reconhecimento do autor, alguns comentaristas têm levantado objeções consideráveis para essa proposta. C.H. Dodd é provavelmente o precursor dessa iniciativa, sendo freqüentemente relembrado em materiais de introdução ao documento que leva o nome de Primeira Epístola de João. Carlos Osvaldo Pinto chega a mencionar duas categorias levantadas por Dodd que impossibilitariam vislumbrar uma autoria mútua entre evangelho e primeira epístola: <em>&#8220;(1) ausência de palavras como salvação e destruição, cima e baixo, enviar e buscar em 1 João; (2) diferenças teológicas entre as duas obras</em><a name="_ftnref12" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftn12"><em><strong>[12]</strong></em></a>&#8220;.</p>
<p>É válido lembrar que a ausência de características marcantes em um documento não são fatos absolutamente necessários a serem encontrados em outras obras do mesmo autor. Ainda que as antíteses entre salvação e destruição, cima e baixo ou enviar e buscar não sejam encontradas, o documento em pauta é forjado em antíteses marcantes como: luz e trevas, amor e ódio e vários outros<a name="_ftnref13" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftn13">[13]</a>. Assim, vemos que a busca por compreensão de estilo literário é mal fundamentada pelo estrito uso de palavras entre dois documentos. É como disputar a autoria entre Romanos e 1 Coríntios, cartas assumidamente paulinas, onde termos teológicos marcantes em Romanos não são encontrados em 1 Coríntios. Aliás, diga-se de passagem, a espécie de literatura é claramente diferenciada entre um e outro, sem que ninguém duvide da autoria paulina por essa razão.</p>
<p>O que podemos perceber pelo exemplo de Paulo é que objetivo, público e época são suficientes para que um autor produza um texto com terminologia diferenciada em relação a outro escrito pessoal já escrito. Mas, para a consideração de Dodd, a pergunta que deve-se fazer é: <em>O que fazer com a surpreendente similaridade entre ambos escritos? </em>A título de ilustração desse ponto, cito abaixo a tabela compilada por Carlos Osvaldo sobre o uso de verbetes nos dois documentos:</p>
<p> </p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td colspan="3" width="451">
<p align="center"><strong></strong> </p>
<p align="center"><strong>Palavras Importantes Comuns a Ambas as Obras</strong></p>
<p align="center"><strong></strong> </p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="150">
<p style="text-align:left;">Termo</p>
</td>
<td width="150">
<p align="center"><strong>1 João</strong></p>
</td>
<td width="150">
<p align="center"><em>Evangelho de João</em></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="150">Princípio</td>
<td style="text-align:center;" width="150"><strong>1.1</strong></td>
<td style="text-align:center;" width="150"><em>1.1</em></td>
</tr>
<tr>
<td width="150">Verbo/Palavra</td>
<td style="text-align:center;" width="150"><strong>1.1</strong></td>
<td style="text-align:center;" width="150"><em>1.1-14</em></td>
</tr>
<tr>
<td width="150">Consolador/Advogado</td>
<td style="text-align:center;" width="150"><strong>2.1</strong></td>
<td style="text-align:center;" width="150"><em>14.16</em></td>
</tr>
<tr>
<td width="150">Crer</td>
<td style="text-align:center;" width="150"><strong>5.1</strong></td>
<td style="text-align:center;" width="150"><em>3.16</em></td>
</tr>
<tr>
<td width="150">Permanecer</td>
<td style="text-align:center;" width="150"><strong>2.6</strong></td>
<td style="text-align:center;" width="150"><em>15.7</em></td>
</tr>
<tr>
<td width="150">Guardar</td>
<td style="text-align:center;" width="150"><strong>2.3-4</strong></td>
<td style="text-align:center;" width="150"><em>14.21</em></td>
</tr>
<tr>
<td width="150">Mandamento</td>
<td style="text-align:center;" width="150"><strong>2.8</strong></td>
<td style="text-align:center;" width="150"><em>13.34-35</em></td>
</tr>
<tr>
<td width="150">Verdadeiro(a)</td>
<td style="text-align:center;" width="150"><strong>5.20</strong></td>
<td style="text-align:center;" width="150"><em>7.28</em></td>
</tr>
<tr>
<td width="150">Conhecer/Saber</td>
<td style="text-align:center;" width="150"><strong>3.24</strong></td>
<td style="text-align:center;" width="150"><em>10.15, 27</em></td>
</tr>
<tr>
<td width="150">Trevas/Escuridão</td>
<td style="text-align:center;" width="150"><strong>2.11</strong></td>
<td style="text-align:center;" width="150"><em>12.35</em></td>
</tr>
<tr>
<td width="150">Testemunho</td>
<td style="text-align:center;" width="150"><strong>5.9, 11</strong></td>
<td style="text-align:center;" width="150"><em>5.31-32</em></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td colspan="3" width="451">
<p align="center"><strong></strong> </p>
<p align="center"><strong>Expressões Teológicas Comuns a Ambas as Obras</strong></p>
<p align="center"><strong></strong> </p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="150">Filho unigênito</td>
<td style="text-align:center;" width="150"><strong>4.9</strong></td>
<td style="text-align:center;" width="150"><em>3.16, 18</em></td>
</tr>
<tr>
<td width="150">Salvador do mundo</td>
<td style="text-align:center;" width="150"><strong>4.14</strong></td>
<td style="text-align:center;" width="150"><em>4.42</em></td>
</tr>
<tr>
<td width="150">Espírito da verdade</td>
<td style="text-align:center;" width="150"><strong>4.6</strong></td>
<td style="text-align:center;" width="150"><em>14.17; 15.26</em></td>
</tr>
<tr>
<td width="150">Praticar a verdade</td>
<td style="text-align:center;" width="150"><strong>1.6</strong></td>
<td style="text-align:center;" width="150"><em>3.21</em></td>
</tr>
<tr>
<td width="150">Nascido de Deus</td>
<td style="text-align:center;" width="150"><strong>3.9</strong></td>
<td style="text-align:center;" width="150"><em>1.13</em></td>
</tr>
<tr>
<td width="150">Filhos de Deus</td>
<td style="text-align:center;" width="150"><strong>3.2</strong></td>
<td style="text-align:center;" width="150"><em>1.12; 11.52</em></td>
</tr>
<tr>
<td width="150">Vencer o mundo</td>
<td style="text-align:center;" width="150"><strong>5.4</strong></td>
<td style="text-align:center;" width="150"><em>16.33</em></td>
</tr>
<tr>
<td width="150">Entregar a vida</td>
<td style="text-align:center;" width="150"><strong>3.16</strong></td>
<td style="text-align:center;" width="150"><em>10.11</em></td>
</tr>
<tr>
<td width="150">Água e sangue</td>
<td style="text-align:center;" width="150"><strong>5.6</strong></td>
<td style="text-align:center;" width="150"><em>19.34</em></td>
</tr>
<tr>
<td width="150">Filhos do diabo</td>
<td style="text-align:center;" width="150"><strong>3.10</strong></td>
<td style="text-align:center;" width="150"><em>8.44</em></td>
</tr>
<tr>
<td width="150">Andar nas trevas</td>
<td style="text-align:center;" width="150"><strong>2.11</strong></td>
<td style="text-align:center;" width="150"><em>8.12</em></td>
</tr>
<tr>
<td width="150">Ver a Deus</td>
<td style="text-align:center;" width="150"><strong>4.12</strong></td>
<td style="text-align:center;" width="150"><em>1.18</em></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="3" width="451">
<p align="center"><strong></strong> </p>
<p align="center"><strong>Características de Estilo Comuns a Ambas as Obras</strong></p>
<p align="center"><strong></strong> </p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="150">Este é</td>
<td style="text-align:center;" width="150"><strong>3.11</strong></td>
<td style="text-align:center;" width="150"><em>15.12</em></td>
</tr>
<tr>
<td width="150">Nisto</td>
<td style="text-align:center;" width="150"><strong>2.3</strong></td>
<td style="text-align:center;" width="150"><em>13.35</em></td>
</tr>
<tr>
<td width="150">Todo aquele que &#8230;</td>
<td style="text-align:center;" width="150"><strong>passim</strong></td>
<td style="text-align:center;" width="150"><em>passim</em></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p> </p>
<p>Sobre o vislumbre da similaridade entre ambos escritos, Berkhof diz: &#8220;<em>Os dois escritos são tão similares que evidentemente foram escritos pela mesma mão</em>&#8220;. Pouco a frente completa: &#8220;<em>O veredicto quase geral é que quem quer que tenha escrito um escreveu o outro</em><a name="_ftnref14" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftn14"><em><strong>[14]</strong></em></a>&#8220;.</p>
<p>Considerado isto, podemos levantar algumas características presente no documento que nos permitem levantar o perfil do autor: </p>
<ul>
<li>1. <span style="text-decoration:underline;">O autor declara-se como testemunha ocular</span>: Nos primeiros versos da epístola, o autor apresenta-se como alguém que fora testemunha ocular da pessoa de Cristo, que esteve presente pessoalmente diante dele e que por isso teria recebido em primeira mão os ensinamentos de Cristo (1Jo.1-3; Jo.1.14; 19.35)</li>
<li>2. <span style="text-decoration:underline;">O autor era judeu</span>: O fato de o autor escreveu em grego, não compromete sua identificação como judeu, pois suas construções literárias usam muitos paralelismos que denotam influência hebraica<a name="_ftnref15" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftn15">[15]</a>.</li>
<li>3. <span style="text-decoration:underline;">O autor é conhecido dos seus leitores</span>: Em suas exortações, percebe-se um tom muito próximo e pessoal do autor em relação aos seus leitores imediatos. O fato de conhecer os problemas teológicos enfrentados pelo grupo a que escreve e nas exortações baseada em conhecimento do público reforçam essa idéia (1Jo.2.20). Uma possibilidade é que o autor fosse uma figura reconhecida por sua posição, ou familiaridade escriturística (1Jo.2.18-19).</li>
<li>4. <span style="text-decoration:underline;">O autor apresenta-se como alguém que tem autoridade</span>: O modo como contesta o ensino dos falsos mestre/profetas, sugere que trata-se de alguém que exerce alguma autoridade. Carlos Osvaldo chega a sugerir que o modo como trata seus leitores (teknia - filhinhos) é uma evidência de que o autor era idoso e respeitado<a name="_ftnref16" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftn16">[16]</a>. Mark Ellis acredita que o título de &#8220;<em>presbítero</em>&#8221; (lit. ancião) em 2 e 3João evidenciam esse fato. Dada a época em que é datado o documento, isso seria compatível com a idade de João na ocasião.</li>
<li>5. <span style="text-decoration:underline;">O autor tem familiaridade com a teologia do 4º. evangelho</span>: A cristologia de 1 João é fortemente marcada pela compreensão joanina de Cristo evidenciada no evangelho. A similaridade de funções atribuídas a Cristo em ambos documentos é evidencia muita forte a favor da autoria joanina. O mesmo pode ser dito sobre a compreensão de Deus, Pai. Dada similaridade complementar encontrada na primeira epístola, há quem sugira que tal documento era um acréscimo pessoal com explicações específicas dirigiras a pessoas específicas anexada ao evangelho.</li>
</ul>
<p> </p>
<p>Fomentadas essas similaridades e perfil, pode-se afirmar, com uma grande porcentagem de certeza, que o autor desse documento é o autor do Evangelho atribuído a João, o discípulo amando.</p>
<hr size="1" /><a name="_ftn1" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftnref1">[1]</a> Apesar de levar esse nome, não deve-se concluir necessariamente que tenha sido escrita por João, o apóstolo de Cristo. A Autoria desse documento tem sido amplamente discutida, mas vale o lembrete que, ainda que não tenha sido o João, o discípulo amado, o autor do mesmo, os comentaristas estão certos de que a tradição joanina o produziu. Na discussão que se segue, a opinião do autor deste estudo fica evidente.</p>
<p><a name="_ftn2" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftnref2">[2]</a> PINTO, Carlos Osvaldo, <em>Teologia Bíblica do Novo Testamento - 1 João</em>. Material não publicado.</p>
<p><a name="_ftn3" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftnref3">[3]</a> Russel Norman Champlin, por exemplo, denomina esses fatos como &#8220;ecos&#8221; ou até mesmo &#8220;influências&#8221;.Vol. VI, pp.215.</p>
<p><a name="_ftn4" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftnref4">[4]</a> Clemente de Roma foi bispo em Roma de 92 a 101 d.C., segundo o site www. Catholicapologetics.Net (<em>cf. www.bibliacatolica.com.br/historia_biblia/58.php)</em>, e durante esse período teria escrito sua epístola aos Corintios. Se esse dado é acurado, João ainda está vivo quando Clemente escreve sua epístola.</p>
<p><a name="_ftn5" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftnref5">[5]</a> Data-se essa epístola a cerca de 110 d.C. Entretanto, nada sabe-se com certeza sobre ela.</p>
<p><a name="_ftn6" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftnref6">[6]</a> STOTT, John. <em>I, II, II João - Introdução e Comentário.</em> pp.14</p>
<p><a name="_ftn7" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftnref7">[7]</a> Para ver mais referências histórias a confirmação da autoria joanina ver: CHAMPLIN, Russel Norman,<em> O novo testamento interpretado versículo por versículo.</em> Vol. VI, pp.215-6; STOTT, Jonh, <em>I,II e III João - Introdução e Comentário.</em> pp.13-15</p>
<p><a name="_ftn8" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftnref8">[8]</a> CESARÉIA, Eusébio de, <em>História Eclesiástica, </em>Livro 3, Capítulo 39. pp.116</p>
<p><a name="_ftn9" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftnref9">[9]</a> Idem, pp118.</p>
<p><a name="_ftn10" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftnref10">[10]</a> STOTT, John. <em>I, II, II João - Introdução e Comentário.</em> pp.14</p>
<p><a name="_ftn11" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftnref11">[11]</a> Sobre o assunto há muita discussão. Os favoráveis a autoria joanina do evangelho consultados são: Carson, Moo, Moris, Marshall, Gundry, Hale, Stott, Carlos Osvaldo, Berkhof. Os que contestam, ainda que alguns não neguem, são: Bultmann, Kümmel, Shereiner, Dautzenberg. Um bom estudo sobre o assunto é encontrado na obra de Ladd (Teologia do Novo Testamento) e de Goppelt.</p>
<p><a name="_ftn12" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftnref12">[12]</a> PINTO, Carlos Osvaldo, <em>Teologia Bíblica do Novo Testamento.</em> Material não publicado.</p>
<p><a name="_ftn13" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftnref13">[13]</a> Ver o 4o. ponto da Introdução ao Estudo de 1 João acima.</p>
<p><a name="_ftn14" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftnref14">[14]</a> BERKHOF, Louis, <em>Introduction to the New Testament</em>. pp.179<em> (http://www.ccel.org/ccel/berkhof/newtestament.html)</em>.</p>
<p><a name="_ftn15" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftnref15">[15]</a> Alguns teólogos têm sugerido que os paralelismos, construções literárias e declarações antitéticas são reflexos da influência gnóstica na literatura de tradição joanina. Rudolf Bultumann defende essa idéia fortemente (<em>cf. </em>BULTMANN, Rudolf, <em>Teologia do Novo Testamento</em>. 430ss e 449ss). Por outro lado, Bultmann não presenciou a descoberta dos manuscritos de Qumran que demonstraram um forte movimento literário antitético de caráter judaico muito similar aos encontrados na literatura joanina. (<em>cf.</em> LADD, George Eldon, <em>Teologia do Novo Testamento</em>. pp.217ss).</p>
<p><a name="_ftn16" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-216/plugins/paste/blank.htm#_ftnref16">[16]</a> PINTO, Carlos Osvaldo, <em>Teologia Bíblica do Novo Testamento.</em> Material não publicado.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Evidências da Humanidade de Cristo em 1João]]></title>
<link>http://marceloberti.wordpress.com/2008/06/18/evidencias-da-humanidade-de-cristo-em-1joao/</link>
<pubDate>Wed, 18 Jun 2008 17:44:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>kbide</dc:creator>
<guid>http://marceloberti.wordpress.com/2008/06/18/evidencias-da-humanidade-de-cristo-em-1joao/</guid>
<description><![CDATA[Em primeira João percebemos claramente o grande foco colocado sobre Cristo. As exortações e ensin]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Em primeira João percebemos claramente o grande foco colocado sobre Cristo. As exortações e ensinos de João nesse livro em grande parte estão fundamentados na pessoa, obra e caráter de Cristo: As implicações sobre a vida cristã estão fundamentadas em Cristo (2.4-6), a exortação contra os falsos mestres é centrada na concepção correta da pessoa de Cristo (2.18-23; 5.6, 9), a prática do amor entre os cristão está fundamentado na Obra de Cristo a nosso favor (3.16), a centralidade da fé cristã está em Cristo (3.23; 4.2-3; 4.14-15; 5.1, 5; 5.11-12; 5.20), a manifestação do amor de Deus é reconhecida na auto-doação de Cristo em nosso benefício (4.9-10) entre outras considerações sobre Cristo.</p>
<p>O que vemos nesse fato é que a Pessoa de Cristo estava sob ataque e consequentemente a fé cristã. Portanto, era necessário que João investisse seu tempo para escrever uma carta que pudesse auxiliar os cristãos a buscarem uma vida adequada diante de Deus e da correta compreensão da Pessoa de Cristo. Talvez seja por essa razão que encontramos tantas referências a Cristo, seja por sua Obra, Caráter ou Pessoa.</p>
<p>Como já foi dito, a concepção cristã sobre a Pessoa de Cristo não teve muitas dificuldades em apresentar Deus como divino, embora seja esse o alvo de maior ataque dos anti-cristãos. Mas, compreender a necessidade de sua humanidade era uma tarefa pouco realizada. João em sua primeira epístola o faz de modo claro e convincente. Observe a introdução de sua epístola: &#8220;<em>O que era desde o princípio, <strong>o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam</strong>, com respeito ao Verbo da vida</em>&#8221; (1.1). Eventualmente enfatizamos as características divinas de Cristo nesse verso, visto que o texto parece iniciar desse modo. Entretanto, os verbos de ação atribuídos a Cristo, o que era desde o princípio divino, sugerem participação ativa como humano entre homens.</p>
<p>Nesse verso temos uma seqüência interessante de verbos e informações sobre Cristo que atestam sua humanidade sem detratar sua divindade. Os dois primeiros verbos (ouvir: akouö - ver: opaö) estão no perfeito indicativo ativo ao passo que os dois próximos verbos (contemplar: theáomai - apalpar: pselafaö) estão no aoristo indicativo ativo. Essa construção sugere uma seqüência de ações decrescente, do atual ao antigo. Essa é uma declaração baseada no uso do verbos ouvir como um perfeito intensivo, do verbo ver como um perfeito consumativo e dos verbos contemplar e apalpar como aoristo constatativo. É por isso que os primeiros dois verbos trazem a sensação de ação realizada no presente, ao passo que os outros atestam claramente uma ação realizada indefinidamente no passado.</p>
<p>Ou seja, embora Cristo já não estivesse mais fisicamente próximo a João, ele ainda o podia ouvir. Três possibilidades podem ser vistas aqui: (1) Ou vemos nessa sentença parte do cumprimento da promessa de Cristo de estar com os cristãos até o fins dos tempos (Mt.28.20); (2) vemos que o impacto causado pelo ensino de Cristo ainda era presente na vida de João e sua memória o ainda o remetia à mensagem de Cristo ou (3) as duas possibilidades são verdadeiras ao mesmo tempo. De qualquer forma, na memória de João ainda era vívida a mensagem de Cristo, bem como sua pessoalidade humana e divina, como o primeiro verso dessa epístola testemunha muito bem.</p>
<p>A questão da visão com próprios olhos tem duplo objetivo na introdução dessa epístola: (1) ratificar sua posição como testemunha ocular de Cristo, diferente dos falsos mestres que surgiram ao redor dos cristãos e certamente (2) defender sua humanidade integral. Cristo não se parecia com um homem, era visto como tal perante aqueles que ante dele estiveram. O perfeito consumativo no verbo ver reforça a idéia de uma ação concluída e definida na mente daquele que escreve. Assim, a sentença &#8220;<em>o que temos visto com os nossos próprios olhos</em>&#8221; é uma declaração da presença física de Cristo entre os apóstolos (e certamente entre seus seguidores).</p>
<p>Já o verbo &#8220;contemplar&#8221; tem peso significativo nessa sentença. Se João intencionasse apenas apresentar a &#8220;visibilidade&#8221; de Cristo, o verbo &#8220;ver&#8221; teria sido suficiente, por que, então, anexar na mesma sentença outro verbo que diria o mesmo? O verbo grego &#8220;theáomai&#8221; que traduzimos por contemplar anexa em sua gama de significado o conceito de atenção. Ou seja, mais do que visto, Cristo foi contemplado atentamente por João pessoalmente. Isso é evidente quando somamos a esse testemunho de João seu evangelho. O tempo que teve disposto para estar com Cristo foi suficiente para que ele considerasse sua contemplação atenciosa como evidência de sua humanidade. O fato de que João usa esse verbo no aoristo constatativo contínuo no passado atesta a evidência histórica, pois sugere que essa ação não foi realizada em um único evento, mas durante em período de tempo não determinado no passado. Mesma conotação que encontramos com o verbo &#8220;apalpar&#8221; na seqüência.</p>
<p>Entretanto, o argumento em prol da humanidade de Cristo nesse verso ganha incrível força quando soma-se os argumentos já apresentados aos significado de verbo &#8220;pselafaö&#8221; (apalpar). Esse verbo é usado em referência a capacidade tátil do ser humano, uma de suas fontes de conhecimento e percepção. Ou seja, afirmar que Aquele que era desde o princípio é alguém que poderia ser tocado é uma afirmação definitiva sobre a correta compreensão da Pessoa de Cristo, Deus-Homem entre nós. Aqui fica evidente que Cristo, na percepção de João, era mais que um espírito desencarnado como alguns falsos mestres pareciam sugerir, era um ser humano real, que poderia ser visto, ouvido e contemplado atenciosamente<a name="_ftnref1" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-171/plugins/paste/blank.htm#_ftn1">[1]</a>.</p>
<p>Ou seja, para João a humanidade de Cristo era real e como testemunha ocular desse fato ele atesta e ensina essa verdade com o objetivo de instruir os cristãos e protegê-los dos ensinos falsos que rondavam seus leitores primários. Um dos exemplos desse tipo de ensinamento era que Jesus teria sido habitado temporariamente pelo Cristo (divino) no batismo e que ele havia o deixado na crucificação, ensino comumente encontrado nos escritos gnósticos. Entretanto, João confronta esse pensamento para defender a integralidade da pessoa de Cristo quando diz: &#8220;<em>Este é aquele que veio por meio de <strong>água e sangue</strong>, Jesus Cristo; não somente com água, mas também com a água e com o sangue</em>&#8221; (5.6)<a name="_ftnref2" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-171/plugins/paste/blank.htm#_ftn2">[2]</a>. Quando João fala em água e sangue tem em mente que Jesus Cristo era o mesmo no batismo e na morte. Não há possibilidade para João que Jesus, o ser humano, tivesse sido possuído pelo Cristo, o ser divino, no batismo e o deixado na morte. Para ele Jesus Cristo é o mesmo em ambas as situações.</p>
<p>Outro detalhe importante sobre a visão de João sobre a teologia cristã é que a humanidade de Cristo era uma necessidade real, por isso em sua epístola chega a afirmar: &#8220;<em>Nisto reconheceis o Espírito de Deus: <strong>todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne</strong> é de Deus</em><a name="_ftnref3" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-171/plugins/paste/blank.htm#_ftn3"><em><strong>[3]</strong></em></a>&#8221; (4.2). Independente da referência que se faça nesse texto, é evidente que para João a humanidade de Cristo não era apenas central para a teologia cristã ou para a concepção correta da pessoa de Cristo, mas para a salvação. Aqueles que não aceitam a humanidade do Filho de Deus não podem pertencer a Deus, e aquele que não tem o Filho não tem o Pai. As implicações soteriologicas da verdade sobre Cristo são certamente o ponto mais importante da mensagem dos apóstolos e deve ser mantido por nós.</p>
<p>Ou seja, a humanidade de Cristo é uma necessidade soteriológica e qualquer que intencione retirar esse aspecto da mensagem do evangelho, não apenas o corrompe com suas vãs filosóficas, mas impede que aqueles que ouvem sua (a)versão do evangelho possam ser de Deus, como João instrui. É por isso que devemos manter fidelidade a Deus na entrega de sua mensagem, pois podemos ser considerados como os fariseus o foram: &#8220;<em>Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois vós não entrais, nem deixais entrar os que estão entrando</em>&#8221; (Mt.23.13).</p>
<p> </p>
<hr size="1" /><a name="_ftn1" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-171/plugins/paste/blank.htm#_ftnref1">[1]</a> Apenas para elucidação do tema, esse é o mesmo verbo utilizado por Lucas para evidenciar que após a ressurreição, Cristo era um ser humano. Em sua narrativa Jesus diz: &#8220;<em>Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; <strong>apalpai-me</strong> e verificai, <strong>porque um espírito não tem carne nem ossos</strong>, como vedes que eu tenho</em>&#8221; (Lc.23.39)</p>
<p><a name="_ftn2" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-171/plugins/paste/blank.htm#_ftnref2">[2]</a> Um detalhe interessante sobre esse verso é a designação do Filho como Jesus Cristo, expressão não freqüente na literatura joanina. João utiliza essa nominação apenas 10x para o Filho (Jo.1.17; 17.3; 1Jo.1.3; 2.1; 3.23; 4.2; 5.6; 5.20; 2Jo.1.3, 7)</p>
<p><a name="_ftn3" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-171/plugins/paste/blank.htm#_ftnref3">[3]</a> Nesse verso, alguns comentaristas têm achado uma indicação de entidades espirituais como testemunhas de fatos que não são coerentes com a doutrina ensinadas pelos apóstolos. Eu entendo particularmente que o uso de &#8220;pneuma&#8221; nos primeiros versos do capítulo 4 refere-se a outras pessoas e não a entidades espirituais, por algumas razões:</p>
<ul>
<li>§ <strong>Confissão</strong>: no verso 2 João aponta para um problema similar ao apresentado no capítulo 2: Esses espíritos não confessam que Jesus teria vindo em carne;</li>
<li>§ <strong>Nominação</strong>: esse espírito é nominado como &#8220;espírito do anticristo&#8221; em consonância com a nomenclatura do capítulo 2 para os falsos mestres.</li>
<li>§ <strong>Identificação</strong>: No verso 4 fica explícito que sua intenção é falar sobre &#8220;falsos profetas&#8221;, que falam da parte do mundo.</li>
<li>§ <strong>Procedência</strong>: Esses falsos profetas, segundo o verso 5, procedem do mundo. Ora se a origem é natural não há por que esperar que sejam sobrenaturais esses espíritos.</li>
<li>§ <strong>Correlação</strong>: no verso 6 João associa pessoas que escutam a mensagem dos apóstolos com o espírito da verdade, de modo que fica evidente que o uso do termo espírito pode ser usado para pessoas. Deve-se acrescentar a esse ponto que em sua segunda carta João faz uma declaração muito semelhante e atribui claramente a pessoas: &#8220;<em>Porque <strong>muitos enganadores têm saído pelo mundo fora</strong>, os quais não confessam Jesus Cristo vindo em carne; assim é o enganador e o anticristo</em>&#8220;.</li>
</ul>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Deus é Luz]]></title>
<link>http://marceloberti.wordpress.com/2008/05/07/deus-e-luz/</link>
<pubDate>Wed, 07 May 2008 20:25:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>kbide</dc:creator>
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<description><![CDATA[Na teologia joanina vemos a preocupação do apóstolo por apresentar traços do Seu caráter, que s]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Na teologia joanina vemos a preocupação do apóstolo por apresentar traços do Seu caráter, que são conhecidos, em parte, na primeira epístola pela palavra luz (fôs): &#8220;<em>Ora, a mensagem que, da parte dele, temos ouvido e vos anunciamos é esta: que <span style="text-decoration:underline;">Deus é luz</span>, e não há nele treva nenhuma</em>&#8220;. (1.5; <em>cf. </em>2.29).  A idéia de luz é bem conhecida na literatura joanina, mas, o que nos faz pensar que essa declaração atesta sobre seu caráter e não sobre suas obras? Para responder a essa indagação precisamos conhecer o uso que João faz desse termo para avaliarmos qual a intenção de João por denominá-lo como tal.</p>
<p> </p>
<p><strong>Uso do termo &#8220;skotia&#8221; (trevas) em João</strong></p>
<p>Em primeiro lugar vale o lembrete que João utiliza de um modo de escrever que transparece um dualismo muito forte, de modo que em muitas de suas declarações podemos encontrar antíteses aproximadas. Observe no verso mencionado a pouco que Deus é <em>luz</em>, e nele não há <em>treva</em> nenhuma. Dessa forma, podemos compreender o que Deus não é, pois não tem. Logo, trevas deve ser uma forma ou estado de oposição a Deus. Na literatura Joanina podemos perceber claramente que trevas é uma declaração de oposição a Deus, quer em estado como na prática:</p>
<p> </p>
<ul>
<li>1. <strong>Estado</strong>: No evangelho, Cristo atesta que Ele é a luz do mundo com o objetivo que &#8220;<em>todo aquele que crê em mim <strong>não permaneça nas trevas</strong></em>&#8221; (Jo.12.46). Nessa expressão podemos perceber que trevas pode ser o ESTADO que se encontra a pessoa que não depositou sua fé em Cristo. Com isso subentende-se que em estado, essa pessoa é oposta a Deus, visto que o mesmo é luz. Da declaração de trevas como estado, podemos notar que ela deve ser consoante de pecado do homem que precisa ser liberto por Cristo. Segue-se que trevas como estado é uma declaração de oposição a Deus que reflete sua falta de retidão, justiça e santidade posicional, logo deve ser parte do reflexo do caráter daquele que está nessa condição. Em Jo.8.12 lemos: &#8220;<em>Eu sou a luz do mundo; quem me <strong>segue não andará nas trevas</strong>; pelo contrário, terá a luz da vida</em>&#8220;. Mais uma vez nota-se o conceito do Estado de trevas em oposição aquele que segue a Cristo. Nesse texto vemos evidente o paralelo entre luz e salvação, de modo que trevas resume-se ao que não está relacionado a Salvação e a Deus.</li>
</ul>
<p> </p>
<ul>
<li>2. <strong>Prática:</strong> No quinto verso da primeira epístola vemos que Deus é luz e não tem treva nenhuma. Logo na seqüência vemos a seguinte declaração: &#8220;<em>Se dissermos que mantemos comunhão com ele e <strong>andarmos nas trevas</strong>, mentimos e <strong>não praticamos a verdade</strong></em>&#8221; (1.6). Nesse texto vemos que o andar em trevas é antitético com o praticar a verdade, o que deixa evidente que na prática são ações desconformes com a natureza de Deus. Outro detalhe é que &#8220;q<em>uem anda nas trevas não sabe para onde vai</em>&#8221; (Jo.12.35) por que &#8220;<em>as trevas lhe cegaram os olhos</em>&#8221; (2.11)<a name="_ftnref1" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-127/plugins/paste/blank.htm#_ftn1">[1]</a>. Em reforço a essa conclusão, João diz o seguinte em Jo.3.19: &#8220;<em>O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; <strong>porque as suas obras eram más</strong></em>&#8220;. A razão do repúdio da luz, oferecida em Cristo, segundo João eram as obras más dos homens. Assim, a rejeição da luz, o amor as trevas e a prática do mal são reflexos da prática pecaminosa do homem.</li>
</ul>
<p> </p>
<ul>
<li>3. <strong>Insuficiência: </strong>Outro uso interessante do termo é visto em João é a supremacia da luz em relação às trevas: &#8220;<em>A luz resplandece nas trevas, e <strong>as trevas não prevaleceram contra ela</strong></em>&#8221; (Jo.1.5). Nesse verso vemos que o ambiente de iluminação da luz é as trevas (en te skotia), e que as trevas não podem ofuscar (lit. vencer) a luz. Nesse sentido, embora moral e posicionalmente prejudicial, as trevas não tem poder suficiente em relação à luz (Jo.8.12). Esse conceito é também visto em 1Jo.2.8: &#8220;<em>Todavia, vos escrevo novo mandamento, aquilo que é verdadeiro nele e em vós, </em><strong>porque as trevas se vão dissipando</strong><em>, e a verdadeira luz já brilha</em>&#8220;. Provavelmente, o maior destaque nesse ponto está na Obra de Cristo, como a única capaz de destruir as trevas (Jo.12.42; 8.12).</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Uso do termo &#8220;fôs&#8221; (luz) em João</strong></p>
<p>Vale o lembre-te que o uso do termo fôs é antitético ao termo skotia, mas sua conceituação pode nos auxiliar a compreender o caráter de Deus em conformidade com a teologia de João. Em geral, o termo &#8220;fôs&#8221; na literatura joanina apresenta a Cristo (Jo.8.12; 9.5; 12.36, 46) como verdadeira luz (Jo.1.9) enviado da parte de Deus (Jo.3.19; 12.46) e foi testificada pelos apóstolos (Jo.1.7, 8; <em>cf.</em> 1Jo.1.1-3). Entretanto, alguns usos do termo podem nos ajudar a compreender melhor a visão de João ao denominar Deus como luz.</p>
<p>Um dos usos que nos chamam a atenção é a expressão &#8220;<em>andar na luz</em>&#8221; utilizada em 1Jo.1.7: &#8220;<em>Se, porém, <strong>andarmos na luz, como ele está na luz</strong>, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado</em>&#8220;. O verbo andar em João é usado de modo normal, como o ato de mover-se, andar, caminhar (Jo.1.36; 5.8, 9, 11, 12; 6.19 <em>entre outros</em>) e como descrição de modo de vida. Esse é o caso desse verso: &#8220;<em>aquele que diz que permanece nele, esse deve também <strong>andar assim como ele andou</strong></em>&#8221; (1Jo.2.6). Ou seja, aquele que afirma ser cristão deve andar como Cristo andou, ou viver como Ele viveu. A partir desse ponto podemos estabelecer duas relações interessantes dessa expressão:</p>
<p> </p>
<ul>
<li>1. <span style="text-decoration:underline;">Sinonímia</span>: Em João vemos que a expressão andar na Luz é similar a expressão &#8220;<em>andar na verdade</em>&#8220;: &#8220;<em>Fiquei sobremodo alegre em ter encontrado dentre os teus filhos os que <strong>andam na verdade</strong>, de acordo com o mandamento que recebemos da parte do Pai</em>&#8221; (2Jo.1.4; <em>cf.</em> 3Jo.1.3). Ou seja, essas pessoas que foram encontradas por João são pessoas que vivem suas vidas em conformidade com o ensino das escrituras, e por essa razão podem ser denominadas como pessoas que andam na verdade. Esse fato para João é motivo de grande alegria: &#8220;<em>Não tenho maior alegria do que esta, a de ouvir que meus filhos <strong>andam na verdade</strong></em>&#8221; (3Jo.1.4). É ainda possível que essa relação inclua a expressão: &#8220;andar em amor&#8221;: &#8220;<em>E o amor é este: que andemos segundo os seus mandamentos. Este mandamento, como ouvistes desde o princípio, é que andeis nesse amor</em>&#8221; (2Jo.1.6). Outra relação de sinonímia interessante é a &#8220;<em>prática da verdade</em>&#8220;. Em 1Jo.1.6 vemos: &#8220;<em>Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos <strong>e não praticamos a verdade</strong></em>&#8220;. A negativa para a expressão é muito significativa, pois do modo como foi redigida apresenta a idéia de sinonímia com &#8220;<em>andar em trevas</em>&#8220;. Se isso é verdadeiro, &#8220;praticar a verdade&#8221; não é um modo de andar na luz, mas o próprio ato. Talvez essa seja a conclusão em Jo.3.21: <em>&#8220;<strong>Quem pratica a verdade aproxima-se da luz</strong>, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus</em>&#8221; Em todos os casos, as expressões apresentam o sentido de modo de vida em conformidade com Deus, logo, falam sobre a vida obediente do cristão. Assim, a vida na luz, está em equiparada com a esfera da manifestação de Deus em 1Jo.1.7: &#8220;<strong><em>andarmos na luz, como ele está na luz</em></strong>&#8220;.</li>
</ul>
<p> </p>
<ul>
<li>2. <span style="text-decoration:underline;">Antagonia</span>: Por outro lado, podemos perceber que João também estabelece uma relação de antagonia quando fala de &#8220;andar em trevas&#8221;: &#8220;<em>Se dissermos que mantemos comunhão com ele e <strong>andarmos nas trevas</strong>, mentimos e não praticamos a verdade</em>&#8220;. Assim, andar em trevas é oposta a comunhão com Deus, é relativa a mentira e referente a um modo de viver antagônico à verdade. Esse modo de vida é visto em cristãos: &#8220;<em>Aquele, porém, que odeia a seu <strong>irmão está nas trevas, e anda nas trevas</strong>, e não <span style="text-decoration:underline;">sabe para onde vai</span>, porque as trevas lhe cegaram os olhos</em>&#8221; (1Jo.2.6). Nesse caso vemos que a falta de demonstração de amor de um <span style="text-decoration:underline;">irmão</span> evidencia que ele anda em trevas, e está em trevas. Nesse caso, nota-se que a mediocridade cristã é forte evidência da imaturidade e falta de Deus na vida de indivíduos. Note que as expressões que caracterizam esse cristão, são expressões que João usa para falar de não cristãos: &#8220;<em>Eu sou a luz do mundo; <strong>quem me segue não andará nas trevas</strong>; pelo contrário, terá a luz da vida</em>&#8221; (Jo.8.12); &#8220;<em>Andai enquanto tendes a luz, para que as trevas não vos apanhem; e quem anda nas trevas <strong>não sabe para onde vai</strong></em>&#8221; (Jo.12.35; <em>cf. </em>v.36).</li>
</ul>
<p> </p>
<p>Diante dessas observações podemos auferir que, a expressão &#8220;Deus é luz&#8221; acarreta nas seguintes conclusões: </p>
<ul>
<li>1. <strong>Padrão</strong>: Deus é o padrão de Santidade, pois Ele é Luz e está na luz
<ul>
<li>a. Posicionalmente significa que não existe alguém (fora da Trindade) que se equipare a Ele em termos de Santidade. Ele não tem treva alguma em seu Ser, Ele é plenamente santo em todos os aspectos.</li>
<li>b. Praticamente significa que tudo o que faz é permeado por sua Santidade, sendo que não faz nada antagônico à sua posição de santidade. Suas obras são obras de verdade, amor e claridade, pois sabe o que faz e para onde vai.</li>
</ul>
</li>
</ul>
<p> </p>
<ul>
<li>2. <strong>Poder</strong>: Significa apresentar sua onipotência ante ao mal e o pecado, pois não pode ser vencido pelas trevas.</li>
</ul>
<p> </p>
<ul>
<li>3. <strong>Comunhão</strong>: A comunhão com esse Deus exige santidade. Assim, qualquer forma de treva (prática isolada ou modo de vida) acarreta na impossibilidade de relacionamento entre o homem e Deus. É por essa razão que faz-se tão necessário o perdão Dele após conversão. O resultado da comunhão com Deus é a comunhão com os irmãos.</li>
</ul>
<p> </p>
<hr size="1" /><a name="_ftn1" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-127/plugins/paste/blank.htm#_ftnref1">[1]</a> Alguns teólogos ao lerem esse tipo de expressão nos escritos joaninos logo têm apontado para a possibilidade de que João utilizasse uma linguagem conceitualmente gnóstica para apresentar ao mundo helenista de sua época os conceitos sobre a teologia cristão, que era majoritariamente judaica (Assunto tratado com mais atenção no artigo &#8220;A relação de similaridade entre Paulo e João&#8221; e será melhor debatido em um artigo futuro sobre questões introdutórias a 1João).</p>
<p>Entretanto, ao realizarem essa afirmação ignoram a própria corrente ideológica vista dentro do judaísmo, que tratava do seu conhecimento de modo antitético, em uma linguagem similar as encontrada nos escritos proto-gnósticos da época de João. Exemplo disso vemos no manuscrito encontrado no Mar Morto (1QsIII) que apresenta o conceito antitético entre Luz e Trevas, onde Luz refere-se ao que é da parte de Deus, e trevas ao maligno. Da mesma forma que apresenta o conceito da verdade em antítese moral à falsidade. Colocações que parecem conceitualmente similares as que João apresenta em sua literatura. Se isso é verdadeiro, temos evidências que apontam para o fato de que não existe necessariamente uma tradução do conceito judaico para o mundo helenistico na apresentação de Deus como Luz. Desse modo, fica evidente que não temos aqui apenas uma declaração valiosa sobre nossa compreensão sobre Deus, que não tem, nem envolve-se com o pecado, ou seja, é Santo.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Necessidade da Humanidade de Cristo]]></title>
<link>http://marceloberti.wordpress.com/2008/05/06/necessidade-da-humanidade-de-cristo/</link>
<pubDate>Tue, 06 May 2008 19:23:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>kbide</dc:creator>
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<description><![CDATA[Não existem dúvidas de que Cristo é divino. A Bíblia como um todo não deixa de evidenciar esse ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Não existem dúvidas de que Cristo é divino. A Bíblia como um todo não deixa de evidenciar esse fato. Mesmo no Velho Testamento existem evidências de um Messias divino: Sl.2.6-12, 45.6-7, 110.2; Is.9.6; Jr.23.6; Dn.7.13; Mq.5.2; Zc.13.7; Ml.3.1.  O Novo Testamento é muito mais enfático e claro nesse sentido. Os escritos joaninos expõem esse fato incansavelmente: Jo.1.1-3, 14,18; 2.2,25; 3.16-18, 35, 36; 4.14,15; 5.18, 2-22,25-27; 11.41-44; 20.28; 1Jo.1.3, 2.23; 4.14, 15; 5.5, 10-13, 20. Para Paulo a questão tem resposta clara, e por isso muitas evidências são declaradas em seus escritos: Rm.1.7; 9.5; 1Co.1.1-3; 2.8; 2Co.5.10; Gl.2.20; 4.4; Fp.2.6; Cl.2.9; 1Tm.3.16. O autor de Hebreus, além de ter por propósito demonstrar a supremacia de Cristo, evidencia esse fato: Hb.1.1-3, 4.14; 5.8 entre outros. Os evangelhos sinóticos são versados sobre essa idéia: Mt.5.17; 9.6; 11.1-6, 27; 14.33; 16.16, 17; 25.31-46; 28.18; Mc.8.38; 13.35-37; Lc.10.22 entre muitas outras.</p>
<p>Não existem duvidas de que Cristo é humano, e verdadeiramente humano, em diferença clara entre os conceitos do gnósticismo (realidade da humanidade), Docetismo (integralidade da humanidade) e Apolinarismo (integralidade da humanidade). Atualmente, o debate sobre Cristo envolve muito mais sua divindade que sua humanidade. Seitas, por todos os lados, crescem anunciando a humanidade de Cristo, ou apenas sua humanidade (Legião da Boa Vontade, Espíritas, Testemunhas de Jeová, Mulçumanos, entre outros). E, neste ponto o Novo Testamento é claro: Jo.8.40; At.2.22; Rm.5.15; 1Co.15.21; Jo.1.14; 1Tm.3.16; 1Jo.4.2; Mt.26.26,28, 38; Lc.23.46; 24.39; Jo.11.33; Hb.2.14; Lc.2.40, 52; Hb.2.10, 18; 5.8; Mt.4.2; 8.24; 9.24; 9.36; Mc.3.5; Lc.22.44; Jo.4.6; 11.35; 12.27; 19.28, 30; Hb.5.7.</p>
<p>Segue-se que é impossível negar que Cristo é integralmente homem e plenamente Deus diante de tantas evidências. A esse fato a Teologia Reformada denomina &#8220;União Hipostática&#8221;. União Hipostática é a expressão que descreve a existência de duas naturezas distintas, juntas e sem mistura, humana e divina, na pessoa única de Jesus Cristo, de forma que sua humanidade não diminuiu sua divindade, bem como sua divindade não detratou sua humanidade. E sobre isso Rm.9.5 afirma categoricamente: &#8220;<em>e também deles <strong>descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre</strong></em>&#8220;.</p>
<p>Sobre essas questões a sã teologia contemporânea não apresenta dificuldades. Entretanto, os fatos evidenciados testemunham outro questionamento: &#8220;<em>Qual é a razão para que os autores bíblicos defendessem a humanidade de Cristo?</em>&#8221; ou &#8220;<em>Por que era necessário que Cristo fosse homem?</em>&#8220;.</p>
<p><strong>a.      A teoria de Anselmo de Cantuária</strong><a name="_ftnref1" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-126/plugins/paste/blank.htm#_ftn1"><strong><strong>[1]</strong></strong></a><strong> (Cur Deus Homo)</strong></p>
<p>Anselmo de Cantuária desenvolveu uma teoria muito conhecida sobre a necessidade da humanidade de Cristo, de modo que tratou logicamente do assunto sem faltar com as escrituras no processo. Seu método foi muito interessante, pois além de defender a necessidade da humanidade de Cristo, defendeu sua divindade. Ou seja, a pessoa teantrópica de Cristo, tal como compreendida pelas escrituras foi plenamente defendida de modo lógico. Observe o que ele diz: </p>
<p style="text-align:center;"><em>&#8220;Temos que investigar agora como Deus pode ser homem. As naturezas divina e humana não podem alternar-se mutuamente, de sorte que a divina torne-se humana ou a humana divina; nem elas podem ser tão misturadas como se uma terceira devesse se produzir das suas que não seria nem totalmente divina nem totalmente humana. Pois, se fosse possível que uma delas se transformasse ou se convertesse na outra, ou resultaria somente Deus e não homem, ou somente o homem e não Deus; e se da mistura e corrupção das duas resultasse uma terceira, do mesmo modo que de dois indivíduos animais de espécies diversas, macho e fêmea, nasce um terceiro que não reproduz integralmente nem a natureza do pai nem a da mãe, mas uma terceira, mistura de ambas, então nem seria Deus nem homem. Não pode, pois, o Deus-homem que buscamos ser o resultado da natureza divina e humana pela conversão de uma na outra ou pelo nascimento de uma terceira como resultante da decomposição de ambas, pois esta decomposição não cabe nelas, e, ainda que fosse possível, não diria respeito ao caso que aqui nos interessa. Também temos de descartar qualquer outra união destas duas naturezas em que permaneçam íntegras, de sorte que o homem seja um ser distinto de Deus, e Deus distinto do homem, pois neste caso é impossível que estas realizem o que se necessita, pois Deus não o fará, pois Ele não está obrigado, e o homem tampouco, pois este não poderá; e para que isto o torne Deus-homem, é necessário que aquele que tem de cumprir esta satisfação seja perfeito Deus e perfeito homem, pois não poderá cumpri-la se não for verdadeiro Deus, e nem estará obrigado a ela, se não for verdadeiro homem. E como é necessário que exista um Deus-homem com as duas naturezas bem distintas, também o é que estas duas naturezas bem distintas e perfeitas se reúnam em uma só pessoa, como o corpo e a alma racional se reúnem em um só homem, pois do contrário não pode ser perfeitamente Deus e perfeitamente homem</em><a name="_ftnref2" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-126/plugins/paste/blank.htm#_ftn2"><em><strong>[2]</strong></em></a><em>&#8220;</em></p>
<p> Abaixo, a teoria de Anselmo é apresentada de modo resumido, observe:</p>
<p>1.  Se os homens sempre dessem a Deus o que lhe é devido, nunca pecariam, pois pecar nada mais é do que não conceder a Deus o que lhe é devido;</p>
<p>2.  Se pecar é não dar a Deus o que lhe é devido, estamos desonrando a Deus, e tiramos-lhe o que lhe é devido. Segue-se que, enquanto não for restituído, a culpa permanece;</p>
<p>3.  Se, porventura, resolvemos conceder tudo o que é devido a Deus, não estamos fazendo mais do que a nossa obrigação, e assim, não cancelamos a dívida lançada anteriormente;</p>
<p>4.  Ou seja, a dívida que o homem tem diante de Deus é impagável por sua condição;</p>
<p> Nós, normalmente, não temos idéia da gravidade do pecado diante de Deus, pois temos convicção que a culpa dos nossos atos já foi removida. Entretanto, note o grau da gravidade da dívida do homem diante de Deus:</p>
<p> 1.  O grau da gravidade da ofensa depende do nível de dignidade do ofendido;</p>
<p>2.  O Pecado é uma ofensa direta a infinitude da dignidade de Deus;</p>
<p>3.  Logo, a culpa do homem é infinita, e para supri-la exige uma satisfação infinita;</p>
<p>4.  Se isto é verdade, o homem nunca poderá supri-la, pois é finito;</p>
<p>5.  Assim, apenas Deus pode sanar essa dívida. Mas a culpa não é de Deus, mas do homem. Logo, Deus não deve pagá-la.</p>
<p>6.  Ou seja, o homem deveria pagar, mas não pode. Deus poderia, mas não deve. Segue-se que é necessário um Homem-Deus, pois como homem deve, e como Deus pode. Por que &#8220;<strong>o que não é assumido não é redimido</strong><a name="_ftnref3" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-126/plugins/paste/blank.htm#_ftn3"><strong><strong>[3]</strong></strong></a>&#8220;.</p>
<p> </p>
<p><strong>b.      O Testemunho das Escrituras:</strong></p>
<p>O testemunho lógico lançado acima é bem demonstrado pela literatura bíblica. Pois, &#8220;<em>desde que o homem pecou, era necessário que o homem sofresse a penalidade. Além, disso, o pagamento envolvia sofrimento de corpo e alma, sofrimento incabível ao homem, Jo.12.27; At.3.18; Hb.2.14, 9.22</em>&#8220;. Assim, era necessário que Cristo assumisse a natureza humana, e como representante capital da raça, pagasse a dívida perante Deus, do gênero humano.</p>
<p>O fato de que Cristo assumiu a raça humana, não significa que Ele possuía pecado, ou natureza pecaminosa, pois o pecado não é inerente a natureza humana, é um acréscimo depreciador da realidade original desta natureza. Por isso, não se deve acoplar pecado com humanidade, nem Cristo com pecado, pois o pecado é acessório (não fundamental, não essencial) à natureza humana (Hb.2.14-18).</p>
<p>Assim, Cristo, isento de pecado, se fez pecado por nós para que pudéssemos ser feitos justiça de Deus (2Co.5.21). E, era necessário que não conhecesse o pecado, pois se possuísse pecado, estaria destituído de sua vida, o que conseqüentemente o privaria da possibilidade de prover redenção a si mesmo (Hb.7.26). Assim, &#8220;<em>unicamente um Mediador verdadeiramente humano, que tivesse conhecimento experimental das misérias da humanidade e se mantivesse acima de todas as tentações, poderia identificar-se com todas as experiências, provações e tentações do homem, Hb.2.17, 18, 4.15-5.2, e ser um perfeito exemplo humano para Seus seguidores, Mt.11.29; Mc.10.39; Jo.13.13-15; Fp.2.5-8; Hb.12.2-4; 1Pe.2.21</em>&#8220;.</p>
<hr size="1" /> </p>
<p><a name="_ftn1" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-126/plugins/paste/blank.htm#_ftnref1">[1]</a> Anselmo de Aosta (1033-1109), arcebispo de Cantuária de 1093 a 1109, que é também conhecido pelo nome de Anselmo da Cantuária, é uma das personalidades mais importantes da história do pensamento cristão. O Cur Deus Homo (Por que Deus se fez Homem?), provavelmente a mais influente e conhecida de suas obras, é um clássico da teologia</p>
<p><a name="_ftn2" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-126/plugins/paste/blank.htm#_ftnref2">[2]</a> Por que Deus se fez Homem?, Santo Anselmo, Editora Novo Século, páginas 107 e 108</p>
<p>Material retirado do site: www.monergismo.com</p>
<p><a name="_ftn3" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-126/plugins/paste/blank.htm#_ftnref3">[3]</a> Marcos Mendes Granconato</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Cognocibilidade de Deus em 1João]]></title>
<link>http://marceloberti.wordpress.com/2008/04/11/cognocibilidade-de-deus/</link>
<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 17:55:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>kbide</dc:creator>
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<description><![CDATA[O conhecimento de Deus é sempre visto nas escrituras e por essa razão cativa seus leitores a um en]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>O conhecimento de Deus é sempre visto nas escrituras e por essa razão cativa seus leitores a um envolvimento mais intenso e profundo com esse Deus. O estudo da teologia própria não é só fascinante por apresentar características de Deus, detalhá-las e apresentar efetivamente nas escrituras, mas por abrir portas para uma forma de conhecimento que não se dá em conceitos, mas em experiência pessoal.</p>
<p>Talvez esse seja um ponto alto da concepção joanina sobre Deus exposto em sua primeira epístola: Deus pode ser conhecido pessoalmente, pois é possível existir um relacionamento entre um ser humano regenerado e seu Redentor. Entretanto, mais importante do que essa observação, é que para João essa cognicibilidade em Deus pode ser verifica como certeza. Observe: &#8220;<em>Filhinhos, eu vos escrevi, porque conheceis o Pai</em>&#8221; (2.14). Nesse texto, João apresenta de modo convicto que seus leitores primários já haviam estabelecido um relacionamento com Deus. O verbo que descreve essa certeza é &#8220;<em>gnosko</em>&#8220;, que pode contribuir em muito com nossa compreensão dessa afirmação joanina.</p>
<p>De modo geral, o termo em conceituação é visto nas escrituras como sinônimo de saber (oida) e normalmente traduzido como conhecer (Jo.8.32; 14.17; ), ou outros termos que representem o reconhecimento (1Jo.4.12; <em>cf. </em>Gl.4.9), ter conhecimento (Rm.2.18) ou entendimento (Jo.3.10; 8.43). Fora da literatura joanina, já foi utilizado (especialmente na LXX em tradução ao termo hebraico yadá) como um intercurso sexual (Mt.1.25; Lc.1.34), um uso particularmente incomum no novo testamento e estranho à literatura de João.</p>
<p>Na primeira epístola de João temos algumas indicações sobre o significado dessa expressão quando relacionada com Deus: &#8220;<em>Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus <span style="text-decoration:underline;">e conhece a Deus</span></em>&#8221; (4.7). Na relação entre o amor de Deus é que podemos notar alguma relação com a certeza do conhecimento de Deus, pois aquele que demonstra o amor que do Pai recebeu evidencia que é Filho Dele e tem um relacionamento pessoal com Deus. De uma forma mais simples, a prática cristã segundo Cristo evidencia (<em>não promove</em>) esse relacionamento com o Pai.</p>
<p>É possível, ainda, que essa expressão de conhecimento do Pai tenha estrita relação com o recebimento do ensino dos apóstolos: &#8220;<em>Nós somos de Deus; <span style="text-decoration:underline;">aquele que conhece a Deus nos ouve</span></em><a name="_ftnref1" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-101/plugins/paste/blank.htm#_ftn1"><em><span style="text-decoration:underline;"><strong><u>[1]</u></strong></span></em></a><em>; aquele que não é da parte de Deus não nos ouve&#8221; </em>(4.6). Em sua discussão sobre o problema do surgimento das heresias sobre Cristo que assolavam a comunidade primitiva a quem João endereçara sua carta, ele transparece com intensidade que esses &#8220;anticristos&#8221; teriam saído de meio da comunidade cristã, mas evidenciam com seu ensino pernicioso que nunca fizeram parte dessa comunidade (2.19). João chega a identificá-los como pessoas que negam o Pai e o Filho (2.22), e ainda são apresentados como pessoas que não tem o Pai por negarem o Filho (2.23). Pouco a frente João ainda incentiva os cristãos a não darem ouvidos para outras pessoas<a name="_ftnref2" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-101/plugins/paste/blank.htm#_ftn2">[2]</a> com ensinos contraditórios (4.1) ao que ouviram do próprio João (2.20).</p>
<p>Dessa forma, João afirma que as pessoas que tem inclinação ao ensino dos apóstolos são pessoas que apresentam um relacionamento pessoal com Deus. Assim, esse conhecimento não é mero acúmulo de informações teológicas, mas a prática cristã saudável da busca pela vida com Deus. Por isso que é evidente na visão de João que aquele que não demonstra amor, não pode conhecer a Deus: &#8220;<em>Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor</em>&#8221; (4.8). Isso não significa que essas pessoas não tem acesso a salvação, mas que por sua imaturidade não tem um relacionamento consistente estabelecido com Deus, ou que por sua falta de relacionamento com Deus permanecem em sua imaturidade.</p>
<p>Portanto, a possibilidade de experimentar com Deus um relacionamento, está aberto a todos os que creem em Cristo, são considerados como filhos, amados de modo especial por Deus, mas apenas os cristãos crescentes em maturidade é que tem desfrutado Dele. Evidência para isso é que a prática cristão é colocada como realce desse conhecimento experiencial (4.6-7). Alías, como João poderia perceber que dentre as pessoas que ele escreve ele teria convicção do seu conhecimento de Deus, se não pudesse observar?</p>
<p> </p>
<hr size="1" /><a name="_ftn1" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-101/plugins/paste/blank.htm#_ftnref1">[1]</a> A expressão &#8220;<em>nos ouve</em>&#8221; parece estar ligado ao conceito plural de redação visto na introdução da epístola, que parece não apontar necessariamente a uma autoria coletiva, mas refletir o envolvimento, ensino e influência apostólico na conceituação da teologia cristã.</p>
<p><a name="_ftn2" href="http://marceloberti.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-101/plugins/paste/blank.htm#_ftnref2">[2]</a> Eu entendo particularmente que o uso de &#8220;pneuma&#8221; nos primeiros versos do capítulo 4 refere-se a outras pessoas e não a entidades espirituais, por algumas razões:</p>
<ul>
<li><strong>Confissão</strong>: no verso 2 João aponta para um problema similar ao apresentado no capítulo 2: Esses espíritos não confessam que Jesus teria vindo em carne;</li>
<li><strong>Nominação</strong>: esse espírito é nominado como &#8220;espírito do anticristo&#8221; em consonância com a nomenclatura do capítulo 2 para os falsos mestres.</li>
<li><strong>Identificação:</strong> No verso 4 fica explícito que sua intenção é falar sobre &#8220;<em>falsos profetas</em>&#8220;, que falam da parte do mundo.<strong></strong></li>
<li><strong>Procedência</strong>: Esses falsos profetas, segundo o verso 5, procedem do mundo. Ora se a origem é natural não há por que esperar que sejam sobrenaturais esses espíritos.</li>
<li><strong>Correlação</strong>: no verso 6 João associa pessoas que escutam a mensagem dos apóstolos com o espírito da verdade, de modo que fica evidente que o uso do termo espírito pode ser usado para pessoas.</li>
</ul>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Temas teológicos em 1João]]></title>
<link>http://marceloberti.wordpress.com/2008/04/11/temas-teologicos-em-1joao/</link>
<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 17:53:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>kbide</dc:creator>
<guid>http://marceloberti.wordpress.com/2008/04/11/temas-teologicos-em-1joao/</guid>
<description><![CDATA[Primeira Epístola de João
 




Vs


TEXTO


TEMA TEOLÓGICO




Capítulo 1




1

O que era des]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong>Primeira Epístola de João</strong></p>
<p> </p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" width="473">
<tbody>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>Vs</strong></p>
</td>
<td width="213" valign="top">
<p align="center"><strong>TEXTO</strong></p>
</td>
<td width="214" valign="top">
<p align="center"><strong>TEMA TEOLÓGICO</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="3" width="473">
<p align="center"><strong>Capítulo 1</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>1</strong></p>
</td>
<td width="213">O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam - isto proclamamos a respeito da Palavra da vida</td>
<td width="214"><strong>Cristologia</strong></p>
<ul>
<li>§ Eterno (pré-exisitente)</li>
<li>§ Humano</li>
<li>o Audível</li>
<li>o Visível</li>
<li>o Palpável</li>
<li>o Logos</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>2</strong></p>
</td>
<td width="213">A vida se manifestou; nós a vimos e dela testemunhamos, e proclamamos a vocês a vida eterna, que estava com o Pai e nos foi manifestada</td>
<td width="214"><strong>Cristologia:</strong></p>
<ul>
<li>§ Manifestação da vida</li>
<li>§ Vida eterna</li>
<li>§ Divino (estava com o Pai)</li>
<li>§ Revelação de Deus</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Kerigma apostólico</strong></p>
<ul>
<li>§ Cristo visto pessoalmente</li>
<li>§ Cristo como centro do Kerigma e testemunho</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>3</strong></p>
</td>
<td width="213">Nós lhes proclamamos o que vimos e ouvimos para que vocês também tenham comunhão conosco. Nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo</td>
<td width="214"><strong>Kerigma apostólico:</strong></p>
<ul>
<li>§ Centrado nas obras realizadas por Cristo e no seu ensino</li>
<li>§ Com objetivo de que outras pessoas tenham comunhão com os apóstolos</li>
<li>§ A comunhão dos apóstolos é com o Pai e o Filho.</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>4</strong></p>
</td>
<td width="213">Escrevemos estas coisas para que a nossa alegria seja completa</td>
<td width="214"><strong>Kerigma apostólico:</strong></p>
<ul>
<li>§ Objetivo era a alegria completa</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>5</strong></p>
</td>
<td width="213">Esta é a mensagem que dele ouvimos e transmitimos a vocês: Deus é luz; nele não há treva alguma</td>
<td width="214"><strong>Kerigma apostólico</strong></p>
<ul>
<li>§ Originada em Cristo</li>
<li>§ Destinada a cristãos</li>
<li>§ Conteúdo:</li>
<li>o Deus é Santo (luz)</li>
<li>o Deus é isento de mácula (trevas)</li>
</ul>
<p><strong>Dualismo Joanino</strong></p>
<ul>
<li>§ Referente a Deus: Luz e Trevas= Santidade x Pecado</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>6</strong></p>
</td>
<td width="213">Se afirmarmos que temos comunhão com ele, mas andamos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade.</td>
<td width="214"><strong>Dualismo Joanino</strong></p>
<ul>
<li>§ Referente a vida cristã: Aplicação do conceito de Luz e Trevas.</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Vida Cristã:</strong></p>
<ul>
<li>§ Mentir = não praticar a verdade</li>
<li>§ Ter comunhão exige verdade</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>7</strong></p>
</td>
<td width="213">Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.</td>
<td width="214"><strong>Teologia Própria</strong></p>
<ul>
<li>§ Deus está na luz</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Andar em luz gera unidade entre irmãos</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Cristologia</strong></p>
<ul>
<li>§ Sangue como purificação</li>
<li>§ Resultado do andar na luz e ter comunhão</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>8</strong></p>
</td>
<td width="213">Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós.</td>
<td width="214"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Não estamos sem pecados</li>
<li>§ Quem acredita nisso a si mesmo se engana</li>
<li>§ Aquele que acredita nessa mentira não está na verdade</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>9</strong></p>
</td>
<td width="213">Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça.</td>
<td width="214"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Confissão dos pecados pressupões pecado</li>
<li>§ Deus perdoa o pecado e purifica de toda injustiça o cristão confesso</li>
</ul>
<p> </p>
<ul>
<li>o Portanto, sua fidelidade exige seu perdão e sua purificação do crente confesso</li>
<li>§ Deus é justo no perdão e na purificação</li>
<li>o Se é justo é por que seu perdão e purificação é um débito que tem a suprir</li>
<li>o Portanto, sua justiça demanda sua intervenção perdoadora e purificadora</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>10</strong></p>
</td>
<td width="213">Se afirmarmos que não temos cometido pecado, fazemos de Deus um mentiroso, e a sua palavra não está em nós</td>
<td width="214"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Dizer-se isento de pecado é blasfêmia; não há quem não peque.</li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p> </p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" width="473">
<tbody>
<tr>
<td width="55">
<p align="center"><strong>Vs</strong></p>
</td>
<td width="209" valign="top">
<p align="center"><strong>TEXTO</strong></p>
</td>
<td width="209" valign="top">
<p align="center"><strong>TEMA TEOLÓGICO</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="3" width="473">
<p align="center"><strong>Capítulo 2</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="55">
<p align="center"><strong>1</strong></p>
</td>
<td width="209">Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo</td>
<td width="209"><strong>Destinatários</strong></p>
<ul>
<li>§ Filhinhos: Possivelmente cristãos &#8220;gerados&#8221; por João</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Objetivo da Escrita</strong></p>
<ul>
<li>§ Para que seus leitores não pequem</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Cristologia</strong></p>
<ul>
<li>§ Intercessor junto ao pai [parákletos]</li>
<li>§ Justo</li>
<li>§ Disponível ao cristão que peca<strong></strong></li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="55">
<p align="center"><strong>2</strong></p>
</td>
<td width="209">Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos pecados de todo o mundo</td>
<td width="209"><strong>Cristologia</strong></p>
<ul>
<li>§ Cristo e a propiciação pelos pecados</li>
<li>§ É possível que o plural sugira ações</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="55">
<p align="center"><strong>3</strong></p>
</td>
<td width="209">Sabemos que o conhecemos, se obedecemos aos seus mandamentos</td>
<td width="209"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ A obediência é a primeira evidência de conhecer a Cristo.</li>
<li>§ Ela provê certeza ao cristão</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="55">
<p align="center"><strong>4</strong></p>
</td>
<td width="209">Aquele que diz: &#8220;Eu o conheço&#8221;, mas não obedece aos seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele</td>
<td width="209"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ A afirmação não é suficiente</li>
<li>§ Obediência é exigência</li>
<li>§ O que contradiz sua afirmação com a conduta [hipócrita] não tem a verdade</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="55">
<p align="center"><strong>5</strong></p>
</td>
<td width="209">Mas, se alguém obedece à sua palavra, nele verdadeiramente o amor de Deus está aperfeiçoado. Desta forma sabemos que estamos nele</td>
<td width="209"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ O amor de Deus é aperfeiçoado na obediênica</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="55">
<p align="center"><strong>6</strong></p>
</td>
<td width="209">aquele que afirma que permanece nele, deve andar como ele andou.</td>
<td width="209"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ O verdadeiro cristão não é hipócrita: fala o que vive</li>
<li>§ O verdadeiro cristão conforma seu modo de viver com a forma com que Cristo viveu</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="55">
<p align="center"><strong>7</strong></p>
</td>
<td width="209">Amados, não lhes escrevo um mandamento novo, mas um mandamento antigo, que vocês têm desde o princípio: a mensagem que ouviram.</td>
<td width="209"><strong>Advertência apostólica</strong></p>
<ul>
<li>§ A mensagem é a mesma, não trata-se de outra mensagem, por isso não é novo mandamento [mesmo evangelho]</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="55">
<p align="center"><strong>8</strong></p>
</td>
<td width="209">No entanto, o que lhes escrevo é um mandamento novo, o qual é verdadeiro nele e em vocês, pois as trevas estão se dissipando e já brilha a verdadeira luz.</td>
<td width="209"><strong>Advertência apostólica</strong></p>
<ul>
<li>§ Mas é nova a mensagem no que diz respeito a santificação<strong></strong></li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="55">
<p align="center"><strong>9</strong></p>
</td>
<td width="209">Quem afirma estar na luz mas odeia seu irmão, continua nas trevas.</td>
<td width="209"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Ódio a outros cristão é evidência de vida em pecado</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="55">
<p align="center"><strong>10</strong></p>
</td>
<td width="209">Quem ama seu irmão permanece na luz, e nele não há causa de tropeço.</td>
<td width="209"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ O amor aos irmãos é a segunda evidência de vida em comunhão com Deus</li>
<li>§ No cristão que ama não encontra-se causa de tropeço para outros cristãos.</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="55">
<p align="center"><strong>11</strong></p>
</td>
<td width="209">Mas quem odeia seu irmão está nas trevas e anda nas trevas; não sabe para onde vai, porque as trevas o cegaram</td>
<td width="209"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ O cristão odioso está sem comunhão com Deus e anda em pecado.</li>
<li>§ Está cego e desorientado por causa da convivência com o pecado, ou com um ambiente pecaminoso.</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="55">
<p align="center"><strong>12</strong></p>
</td>
<td width="209">Filhinhos, eu lhes escrevo porque os seus pecados foram perdoados, graças ao nome de Jesus.</td>
<td width="209"><strong>Destinatários</strong></p>
<ul>
<li>§ Filhinhos.</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Objetivo</strong></p>
<ul>
<li>§ Escreve a seus &#8220;filhos&#8221; por que os pecados deles foram perdoados</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Cristologia</strong></p>
<ul>
<li>§ O nome de Cristo é o responsável pelo perdão<strong></strong></li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="55">
<p align="center"><strong>13</strong></p>
</td>
<td width="209">Pais, eu lhes escrevo porque vocês conhecem aquele que é desde o princípio. Jovens, eu lhes escrevo porque venceram o Maligno</td>
<td width="209"><strong>Destinatários</strong></p>
<ul>
<li>§ Pais: Por que conhecem a Cristo</li>
<li>§ Jovens: Por que venceram o maligno</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Cristologia</strong></p>
<ul>
<li>§ Pré-existente<strong></strong></li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Satanologia</strong></p>
<ul>
<li>§ Satanás,o diabo foi denominado como &#8220;o maligno&#8221; [aquele cuja essência é o mal]</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="55">
<p align="center"><strong>14</strong></p>
</td>
<td width="209">Filhinhos, eu lhes escrevi porque vocês conhecem o Pai. Pais, eu lhes escrevi porque vocês conhecem aquele que é desde o princípio. Jovens, eu lhes escrevi, porque vocês são fortes, e em vocês a Palavra de Deus permanece e vocês venceram o Maligno.</td>
<td width="209"><strong> </strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="55">
<p align="center"><strong>15</strong></p>
</td>
<td width="209">Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele</td>
<td width="209"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ O cristão não deve amar ao mundo nem o que está no mundo. Quem ama o mundo não tem o amor de Deus.<strong></strong></li>
<li>§ O amor ao mundo é antagônico ao amor do Pai.<strong></strong></li>
</ul>
<p><strong>Dualismo</strong></p>
<ul>
<li>§ Mundo x Deus<strong></strong></li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="55">
<p align="center"><strong>16</strong></p>
</td>
<td width="209">Pois tudo o que há no mundo - a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens - não provém do Pai, mas do mundo</td>
<td width="209"><strong>Hamartiologia</strong></p>
<ul>
<li>§ Cobiça da carne</li>
<li>§ Cobiça dos olhos</li>
<li>§ Ostentação de bens [soberba da vida]</li>
<li>§ Procede do mundo</li>
<li>§ São antagônicas a Deus</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="55">
<p align="center"><strong>17</strong></p>
</td>
<td width="209">O mundo e a sua cobiça passam, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre</td>
<td width="209"><strong>Dualismo</strong></p>
<ul>
<li>§ Mundo + cobiça x Deus</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Vida cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Aquele que faz a vontade do Pai tem uma vida que permanece para sempre.</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="55">
<p align="center"><strong>18</strong></p>
</td>
<td width="209">Filhinhos, esta é a última hora e, assim como vocês ouviram que o anticristo está vindo, já agora muitos anticristos têm surgido. Por isso sabemos que esta é a última hora</td>
<td width="209"><strong>Escatologia</strong></p>
<ul>
<li>§ Estamos na última hora;</li>
<li>§ Próximos a chegada do anti-cristo</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Eclesiologia</strong></p>
<ul>
<li>§ Falsos mestres na igreja são chamados anti-cristos.</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="55">
<p align="center"><strong>19</strong></p>
</td>
<td width="209">Eles saíram do nosso meio, mas na realidade não eram dos nossos, pois, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; o fato de terem saído mostra que nenhum deles era dos nossos</td>
<td width="209"><strong>Eclesiologia</strong></p>
<ul>
<li>§ Falsos mestre saem da própria igreja</li>
<li>§ Mas, nunca fizeram parte da igreja</li>
<li>§ O fato de saírem da igreja [pregação de nova doutrina] explicita que nunca foram cristãos [dos nossos]</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="55">
<p align="center"><strong>20</strong></p>
</td>
<td width="209">Mas vocês têm uma unção que procede do Santo, e todos vocês têm conhecimento</td>
<td width="209"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Todos os cristãos tem uma unção da parte de Deus [unção pelo Espírito Santo]</li>
<li>§ Os cristãos a quem destinou-se essa carta, haviam sido instruídos e por isso tinham conhecimento</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Teologia própria</strong></p>
<ul>
<li>§ Deus é Santo</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="55">
<p align="center"><strong>21</strong></p>
</td>
<td width="209">Não lhes escrevo porque não conhecem a verdade, mas porque vocês a conhecem e porque nenhuma mentira procede da verdade.</td>
<td width="209"><strong>Eclesiologia</strong></p>
<ul>
<li>§ Nenhuma heresia sai das escrituras. Elas provém da deturpação movida por corações perversos.</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="55">
<p align="center"><strong>22</strong></p>
</td>
<td width="209">Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo: aquele que nega o Pai e o Filho</td>
<td width="209"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Qualquer um pode opor-se a Cristo, basta negar que Jesus é o Cristo.</li>
<li>§ Qualquer um pode ser um anti-cristo, basta negar o Pai e o Filho</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="55">
<p align="center"><strong>23</strong></p>
</td>
<td width="209">Todo o que nega o Filho também não tem o Pai; quem confessa publicamente o Filho tem também o Pai.</td>
<td width="209"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Negar o Filho implica em não ser salvo</li>
<li>§ Confissão pública a confirma</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="55">
<p align="center"><strong>24</strong></p>
</td>
<td width="209">Quanto a vocês, cuidem para que aquilo que ouviram desde o princípio permaneça em vocês. Se o que ouviram desde o princípio permanecer em vocês, vocês também permanecerão no Filho e no Pai.</td>
<td width="209"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Demanda-se cuidado por manter a mensagem original intacta e com o cristão</li>
<li>§ Essa é a garantia de que nós permanecemos no Filho e no Pai</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="55">
<p align="center"><strong>25</strong></p>
</td>
<td width="209">E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna</td>
<td width="209"><strong>Vida Crista</strong></p>
<ul>
<li>§ A vida eterna é uma promessa feita pelo Pai.</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="55">
<p align="center"><strong>26</strong></p>
</td>
<td width="209">Escrevo-lhes estas coisas a respeito daqueles que os querem enganar</td>
<td width="209"><strong>Objetivo da Escrita</strong></p>
<ul>
<li>§ Alerta a cristãos fiéis para que saibam quem são os que deturpam a fé</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="55">
<p align="center"><strong>27</strong></p>
</td>
<td width="209">Quanto a vocês, a unção que receberam dele permanece em vocês, e não precisam que alguém os ensine; mas, como a unção dele recebida, que é verdadeira e não falsa, os ensina acerca de todas as coisas, permaneçam nele como ele os ensinou</td>
<td width="209"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ A unção de Deus permanece no Espírito Santo</li>
<li>§ Esses cristãos não eram carentes de ensino (<em>cf. </em>2.20).</li>
<li>§ A unção é verdadeira (não produz a mentira)</li>
<li>§ Essa unção ensina o cristão a respeito de todas as coisas referentes a salvação</li>
<li>§ Por isso devemos permanecer em Cristo como ele mesmo havia ensinado</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="55">
<p align="center"><strong>28</strong></p>
</td>
<td width="209">Filhinhos, agora permaneçam nele para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança e não sejamos envergonhados diante dele na sua vinda</td>
<td width="209"><strong>Advertência apostólica</strong></p>
<ul>
<li>§ Permanecer em Cristo é garantia de não sermos envergonhados em sua volta.</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Cristologia - Escatologia</strong></p>
<ul>
<li>§ Cristo se manifestará</li>
<li>§ Cristo voltará</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="55">
<p align="center"><strong>29</strong></p>
</td>
<td width="209">Se vocês sabem que ele é justo, saibam também que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele</td>
<td width="209"><strong>Cristologia</strong></p>
<ul>
<li>§ Cristo é justo</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Quem pratica a justiça testifica que é nascido de Cristo.</li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong> </strong></p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" width="473">
<tbody>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>Vs</strong></p>
</td>
<td width="219" valign="top">
<p align="center"><strong>TEXTO</strong></p>
</td>
<td width="208" valign="top">
<p align="center"><strong>TEMA TEOLÓGICO</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="3" width="473">
<p align="center"><strong>Capítulo 3</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>1</strong></p>
</td>
<td width="219">Vejam como é grande o amor que o Pai nos concedeu: sermos chamados filhos de Deus, o que de fato somos! Por isso o mundo não nos conhece, porque não o conheceu</td>
<td width="208"><strong>Teologia Própria</strong></p>
<ul>
<li>§ O amor de Deus é grande</li>
<li>§ Adotou-nos como filhos</li>
<li>§ Nem Deus nem seu amor é conhecido pelo mundo</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Somos amados pelo grande amor de Deus</li>
<li>§ Somos chamados de filhos dele.</li>
<li>§ O mundo não nos conhece como tal</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Dualismo</strong></p>
<ul>
<li>§ Deus x Mundo</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>2</strong></p>
</td>
<td width="219">Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Somos filhos de Deus<strong></strong></li>
<li>§ Mas não somos como seremos [santificação em processo]<strong></strong></li>
<li>§ Alvo final: Cristo [apenas com intervenção divina]<strong></strong></li>
<li>§ Seremos como Cristo apenas quando ele se manifestar<strong></strong></li>
<li>§ O veremos como ele é<strong></strong></li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Cristologia - Escatologia</strong></p>
<ul>
<li>§ Cristo voltará [manifestar]. O objetivo da 2ª. Vinda é sermos como ele é: PUROS.</li>
<li>§ Transformação final dos pecadores</li>
<li>§ Manifestação visível e real</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>3</strong></p>
</td>
<td width="219">Todo aquele que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, assim como ele é puro</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Quem mantém essa esperança purifica-se</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Cristologia</strong></p>
<ul>
<li>§ Cristo é isento de pecado [puro]</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>4</strong></p>
</td>
<td width="219">Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a transgressão da Lei</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Quem peca é transgressor da Lei e passível de suas punições</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Hamartiologia</strong></p>
<ul>
<li>§ Pecado = Transgressão da Lei de Deus</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>5</strong></p>
</td>
<td width="219">Vocês sabem que ele se manifestou para tirar os nossos pecados, e nele não há pecado</td>
<td width="208"><strong>Cristologia</strong></p>
<ul>
<li>§ O objetivo da 1ª. vinda de Cristo era para tirar nossos pecados (manifestou)</li>
<li>§ Cristo foi isento de pecados</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>6</strong></p>
</td>
<td width="219">Todo aquele que nele permanece não está no pecado. Todo aquele que está no pecado não o viu nem o conheceu</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Quem está em Cristo não está no pecado.</li>
<li>§ Quem está no pecado não conheceu a Cristo</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Dualismo</strong></p>
<ul>
<li>§ Pecado x Permanência com Cristo</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>7</strong></p>
</td>
<td width="219">Filhinhos, não deixem que ninguém os engane. Aquele que pratica a justiça é justo, assim como ele é justo</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Justos praticam justiça e se identificam com Cristo que Justo é.</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>8</strong></p>
</td>
<td width="219">Aquele que pratica o pecado é do Diabo, porque o Diabo vem pecando desde o princípio. Para isso o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Pecadores provém do Diabo.</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Dualismo</strong></p>
<ul>
<li>§ Pecado x Justiça</li>
<li>§ Deus x Diabo</li>
<li>§ Cristo x Diabo [do princípio sem pecado e pecador desde o princípio]</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Satanologia</strong></p>
<ul>
<li>§ O Diabo é a origem do pecador e possuidor do mesmo</li>
<li>§ Ele é pecador desde o princípio</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Cristologia</strong></p>
<ul>
<li>§ Objetivo da 1ª. vinda: destruir as obras do Diabo</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>9</strong></p>
</td>
<td width="219">Todo aquele que é nascido de Deus não pratica o pecado, porque a semente de Deus permanece nele; ele não pode estar no pecado, porque é nascido de Deus</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Quem é nascido de Deus não pratica o pecado</li>
<li>§ Tem a semente de Deus</li>
<li>§ Não pode estar no pecado</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>10</strong></p>
</td>
<td width="219">Desta forma sabemos quem são os filhos de Deus e quem são os filhos do Diabo: quem não pratica a justiça não procede de Deus, tampouco quem não ama seu irmão</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Se praticamos a justiça e amamos os irmãos somos de fato cristãos.</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>11</strong></p>
</td>
<td width="219">Esta é a mensagem que vocês ouviram desde o princípio: que nos amemos uns aos outros</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Devemos amar os cristãos</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Kerigma Apostólico</strong></p>
<ul>
<li>§ Os apóstolos, desde o início da proclamação do evangelho, atestam que os cristãos devem amar uns aos outros</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>12</strong></p>
</td>
<td width="219">Não sejamos como Caim, que pertencia ao Maligno e matou seu irmão. E por que o matou? Porque suas obras eram más e as de seu irmão eram justas</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Obras más são como evidência de pertencer ao Maligno.</li>
<li>§ Justos podem sofrer injustamente</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Satanologia</strong></p>
<ul>
<li>§ Satanás é o dono daquele que realiza obras más.</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>13</strong></p>
</td>
<td width="219">Meus irmãos, não se admirem se o mundo os odeia</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Não é surpresa que o mundo nos odeia, pelo menos não deveria ser.</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>14</strong></p>
</td>
<td width="219">Sabemos que já passamos da morte para a vida porque amamos nossos irmãos. Quem não ama permanece na morte</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Certeza pessoal da salvação = amar irmãos</li>
<li>§ Quem não ama não é salvo.</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>15</strong></p>
</td>
<td width="219">Quem odeia seu irmão é assassino, e vocês sabem que nenhum assassino tem a vida eterna em si mesmo</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ O ódio é próprio do assassino</li>
<li>§ Assassinos não tem a vida eterna em si mesmos</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>16</strong></p>
</td>
<td width="219">Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos</td>
<td width="208"><strong>Cristologia</strong></p>
<ul>
<li>§ Jesus é a demonstração final do amor</li>
<li>§ Cristo sacrificou-se pelos cristãos</li>
<li>§ É o exemplo final de cristianismo: Amor e doação da vida.</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Devemos seguir o exemplo de Cristo no amor e na auto-doação pelos irmãos.</li>
<li>§ Essas são características do verdadeiro cristão.</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>17</strong></p>
</td>
<td width="219">Se alguém tiver recursos materiais e, vendo seu irmão em necessidade, não se compadecer dele, como pode permanecer nele o amor de Deus?</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ A verdadeira vida cristã exige intervenção, ação em direção as necessidades do irmão necessitado</li>
<li>§ Se alguém se diz cristão e tem condições, mas não ajuda seu irmão, neste o amor de Deus não permanece.</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>18</strong></p>
</td>
<td width="219">Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ A vida cristã autêntica deve ser vivida em ação e em verdade.</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>19</strong></p>
</td>
<td width="219">Assim saberemos que somos da verdade; e tranqüilizaremos o nosso coração diante dele</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ A demonstração do amor aos irmãos e a auto-doação é evidência suficiente para termos certeza da salvação pessoal.</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>20</strong></p>
</td>
<td width="219">quando o nosso coração nos condenar. Porque Deus é maior do que o nosso coração e sabe todas as coisas</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Cristãos verdadeiros podem ter momentos de culpa e dúvida de sua fé.</li>
<li>§ Mas pode ser tranqüilizado quando sabe que é da verdade (ama os irmãos, se doa aos irmãos).</li>
<li>§ Deus nos permite termos convicção sobre nossa posição com ele.</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Teologia Própria</strong></p>
<ul>
<li>§ Deus é maior que todas as situações conflitantes da fé</li>
<li>§ Deus é maior que todos os dilemas pessoais</li>
<li>§ Deus é onisciente, sabe todas as coisas.</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>21</strong></p>
</td>
<td width="219">Amados, se o nosso coração não nos condenar, temos confiança diante de Deus</td>
<td width="208"><strong>Antropologia</strong></p>
<ul>
<li>§ Coração como centro intelectual</li>
<li>§ Visão bem hebraica da humanidade.</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>22</strong></p>
</td>
<td width="219">e recebemos dele tudo o que pedimos, porque obedecemos aos seus mandamentos e fazemos o que lhe agrada</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Oração vista como petição</li>
<li>§ A garantia do recebimento de uma petição é sua conformidade com a obediência e boas obras.</li>
<li>§ Realizar boas obras e obediência tem focos diferenciados</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>23</strong></p>
</td>
<td width="219">E este é o seu mandamento: Que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo e que nos amemos uns aos outros, como ele nos ordenou.</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Os mandamentos fundamentais dos quais se exigem do cristão é:</li>
</ul>
<ul>
<li>o Crer no nome de Cristo</li>
<li>o Amar uns aos outros</li>
</ul>
<ul>
<li>§ Isso é uma ordem.</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Soteriologia</strong></p>
<ul>
<li>§ Salvação apenas pelo nome de Cristo.</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>24</strong></p>
</td>
<td width="219">Os que obedecem aos seus mandamentos nele permanecem, e ele neles. Do seguinte modo sabemos que ele permanece em nós: pelo Espírito que nos deu.</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Viver em obediência aos mandamentos é prova de que permanecemos em Deus e Deus em nós.</li>
<li>§ O Espírito é o modo que sabemos que ele permanece em nós.</li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong> </strong></p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" width="473">
<tbody>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>Vs</strong></p>
</td>
<td width="219" valign="top">
<p align="center"><strong>TEXTO</strong></p>
</td>
<td width="208" valign="top">
<p align="center"><strong>TEMA TEOLÓGICO</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="3" width="473">
<p align="center"><strong>Capítulo 4</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>1</strong></p>
</td>
<td width="219">Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Não podemos dar crédito a qualquer um</li>
<li>§ Devemos examiná-los para saber se eles são da parte de Deus.</li>
<li>§ Devemos tomar cuidado, pois existem muitos falsos profetas.</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Eclesiologia</strong></p>
<ul>
<li>§ Existem falsos profetas que assolam a igreja</li>
<li>§ Eles devem ser reconhecidos como tal, após exame.</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>2</strong></p>
</td>
<td width="219">Vocês podem reconhecer o Espírito de Deus deste modo: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne procede de Deus</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ O exame é simples: basta que ele reconheça que Cristo veio em carne.</li>
<li>§ Isso é evidência de procedência confirmada</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Cristologia</strong></p>
<ul>
<li>§ Cristo veio em carne, foi humano.</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>3</strong></p>
</td>
<td width="219">mas todo espírito que não confessa Jesus não procede de Deus. Esse é o espírito do anticristo, acerca do qual vocês ouviram que está vindo, e agora já está no mundo.</td>
<td width="208"><strong>Kerigma Apostólico</strong></p>
<ul>
<li>§ A proclamação apostólica envolveu o aspecto da escatologia que apresenta o anticristo.</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Escatologia</strong></p>
<ul>
<li>§ O espírito do anticristo virá no futuro</li>
<li>§ O espírito do anticristo já está no mundo</li>
<li>§ Seu ensino deturpa a pessoa de Cristo</li>
<li>§ Ele não procede de Deus</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>4</strong></p>
</td>
<td width="219">Filhinhos, vocês são de Deus e os venceram, porque aquele que está em vocês é maior do que aquele que está no mundo</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Somos de Deus por que ele está em nós</li>
<li>§ Por isso somos habilitados a vencer os falsos profetas.</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Teologia Própria</strong></p>
<ul>
<li>§ Deus é maior que o espírito do anticristo.</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>5</strong></p>
</td>
<td width="219">Eles vêm do mundo. Por isso, o que falam procede do mundo, e o mundo os ouve</td>
<td width="208"><strong>Dualismo</strong></p>
<ul>
<li>§ Mundo x Deus</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>6</strong></p>
</td>
<td width="219">Nós viemos de Deus, e todo aquele que conhece a Deus nos ouve; mas quem não vem de Deus não nos ouve. Dessa forma reconhecemos o Espírito da verdade e o espírito do erro</td>
<td width="208"><strong>Dualismo</strong></p>
<ul>
<li>§ O que procede do mundo é ouvido pelo mundo.</li>
<li>§ Os que procedem de Deus são ouvidos pelos que conhecem a Deus</li>
<li>§ Quem não conhece a Deus não ouve quem Dele procede.</li>
<li>§ Espírito da Verdade x Espírito do Erro</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>7</strong></p>
</td>
<td width="219">Amados, amemos uns aos outros, pois o amor procede de Deus. Aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus</td>
<td width="208"><strong>Dualismo</strong></p>
<ul>
<li>§ Amor e Ódio</li>
<li>§ Deus x Diabo</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Se procedemos de Deus devemos amar, pois o amor procede Dele.</li>
<li>§ Quem ama procede de Deus e o conhece</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Teologia Própria</strong></p>
<ul>
<li>§ O amor procede de Deus</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>8</strong></p>
</td>
<td width="219">Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor</td>
<td width="208"><strong>Teologia Própria</strong></p>
<ul>
<li>§ Deus é amor; amor é sua essência.</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Quem não ama não conhece a Deus</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>9</strong></p>
</td>
<td width="219">Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele.</td>
<td width="208"><strong>Teologia Própria</strong></p>
<ul>
<li>§ Deus é o emissor do Filho</li>
<li>§ Deus manifestou seu amor com o envio do Filho</li>
</ul>
<ul>
<li>o Direção: para o mundo</li>
<li>o Objetivo: Para que os cristãos pudessem viver por meio de Cristo.</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Cristologia</strong></p>
<ul>
<li>§ Cristo é a manifestação do amor de Deus</li>
<li>§ Cristo é o Filho Unigênito</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>10</strong></p>
</td>
<td width="219">Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados</td>
<td width="208"><strong>Teologia Própria</strong></p>
<ul>
<li>§ Deus é a causa primeira do amor</li>
<li>§ O amor de Deus foi exercido antes que pudéssemos saber de sua existência</li>
<li>§ Pecadores são foco do amor de Deus.</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Cristologia</strong></p>
<ul>
<li>§ Cristo foi enviado da parte de Deus como propiciação pelos nossos pecados.</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>11</strong></p>
</td>
<td width="219">Amados, visto que Deus assim nos amou, nós também devemos amar uns aos outros</td>
<td width="208"><strong>Teologia Própria</strong></p>
<ul>
<li>§ O amor de Deus é a referência para o amor entre os cristãos.</li>
</ul>
<ul>
<li>o Incondicional</li>
<li>o Proveniente</li>
<li>o Previdente</li>
<li>o Sacrificial</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Devemos amar os cristãos como Deus nos amou</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>12</strong></p>
</td>
<td width="219">Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor está aperfeiçoado em nós</td>
<td width="208"><strong>Teologia Própria</strong></p>
<ul>
<li>§ Deus não pode ser visto</li>
<li>§ Deus permanece entre os cristãos que demonstram amor uns para com os outros</li>
<li>§ Seu amor pode ser aperfeiçoado nos relacionamentos</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Devemos crescer em proximidade com os irmãos para sermos aperfeiçoados no amor de Deus</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>13</strong></p>
</td>
<td width="219">Sabemos que permanecemos nele, e ele em nós, porque ele nos deu do seu Espírito</td>
<td width="208"><strong>Teologia Própria</strong></p>
<ul>
<li>§ Deus é aquele que concede o Seu Espírito</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Pneumatologia</strong></p>
<ul>
<li>§ O Espírito é a garantia da nossa permanência em Deus e de Deus em nós.</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>14</strong></p>
</td>
<td width="219">E vimos e testemunhamos que o Pai enviou seu Filho para ser o Salvador do mundo</td>
<td width="208"><strong>Kerigma Apostólico</strong></p>
<ul>
<li>§ O Filho foi enviado para ser o Salvador do mundo</li>
<li>§ Ele foi visto e testemunhado assim.</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Cristologia</strong></p>
<ul>
<li>§ O Filho foi enviado para ser o Salvador do mundo</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>15</strong></p>
</td>
<td width="219">Se alguém confessa publicamente que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Confissão pública testifica sobre a permanência de Deus no confesso e do mesmo em Nele.</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Cristologia</strong></p>
<ul>
<li>§ Jesus é o Filho de Deus</li>
<li>§ Isso atesta sua divindade</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>16</strong></p>
</td>
<td width="219">Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos nesse amor. Deus é amor. Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele</td>
<td width="208"><strong>Teologia Própria</strong></p>
<ul>
<li>§ Deus é amor</li>
<li>§ Seu amor por nós pode ser conhecido e confiado</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>17</strong></p>
</td>
<td width="219">Dessa forma o amor está aperfeiçoado entre nós, para que no dia do juízo tenhamos confiança, porque neste mundo somos como ele.</td>
<td width="208"><strong>Escatologia</strong></p>
<ul>
<li>§ É possível ter confiança no dia do Juízo, se o amor de Deus está aperfeiçoado entre os cristãos.</li>
<li>§ Viver escatológico: Neste mundo somos como ele.</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>18</strong></p>
</td>
<td width="219">No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Amor e Medo são antagônicos</li>
<li>§ Medo produz tormento</li>
<li>§ Quem tem medo não está aperfeiçoado no amor.</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>19</strong></p>
</td>
<td width="219">Nós amamos porque ele nos amou primeiro</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Somos habilitados a demonstrar amor pelo fato que fomos alvo do amor de Deus</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Teologia Própria</strong></p>
<ul>
<li>§ Deus amou primeiro o pecador, não o inverso.</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>20</strong></p>
</td>
<td width="219">Se alguém afirmar: &#8220;Eu amo a Deus&#8221;, mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.</td>
<td width="208"><strong>Teologia Própria</strong></p>
<ul>
<li>§ Deus não pode ser visto</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Afirmação desassociada com prática é mentira</li>
<li>§ Amar ao irmão é evidência do amor a Deus</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>21</strong></p>
</td>
<td width="219">Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Amar a Deus é um mandamento em igualdade com o amar aos irmãos.</li>
<li>§ Amar aos irmãos é conseqüência do amor a Deus.</li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong> </strong></p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" width="473">
<tbody>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>Vs</strong></p>
</td>
<td width="219" valign="top">
<p align="center"><strong>TEXTO</strong></p>
</td>
<td width="208" valign="top">
<p align="center"><strong>TEMA TEOLÓGICO</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="3" width="473">
<p align="center"><strong>Capítulo 5</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>1</strong></p>
</td>
<td width="219">Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus, e todo aquele que ama o Pai ama também o que dele foi gerado</td>
<td width="208"><strong>Soteriologia</strong></p>
<ul>
<li>§ Crer quem Jesus é o Cristo é suficiente para ser nascido de Deus</li>
<li>§ Todo aquele que ama foi gerado da parte de Deus</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>2</strong></p>
</td>
<td width="219">Assim sabemos que amamos os filhos de Deus: amando a Deus e obedecendo aos seus mandamentos</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ O amor a outros cristãos é visto pelo amor a Deus e a obediência aos seus mandamentos</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>3</strong></p>
</td>
<td width="219">Porque nisto consiste o amor a Deus: em obedecer aos seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Definição de amor ao próximo: Obediência aos mandamentos de Deus</li>
<li>§ Seus mandamentos não são pesados.</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>4</strong></p>
</td>
<td width="219">O que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Aquele que crê que Jesus é o Cristo vence o mundo.</li>
<li>§ A fé é a nossa vitória</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>5</strong></p>
</td>
<td width="219">Quem é que vence o mundo? Somente aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Só vence o mundo quem crê que Jesus é o Filho de Deus</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>6</strong></p>
</td>
<td width="219">Este é aquele que veio por meio de água e sangue, Jesus Cristo: não somente por água, mas por água e sangue. E o Espírito é quem dá testemunho, porque o Espírito é a verdade</td>
<td width="208"><strong>Cristologia</strong></p>
<ul>
<li>§ Cristo veio como humano e morreu como tal</li>
<li>§ Água = Batismo?</li>
<li>§ Sangue = Sacrifício?</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Pneumatologia</strong></p>
<ul>
<li>§ O Espírito testifica a vinda de Cristo em carne.</li>
<li>§ O Espírito é a verdade</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>7</strong></p>
</td>
<td width="219">Há três que dão testemunho</td>
<td width="208"><strong> </strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>8</strong></p>
</td>
<td width="219">o Espírito, a água e o sangue; e os três são unânimes</td>
<td width="208"><strong> </strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>9</strong></p>
</td>
<td width="219">Nós aceitamos o testemunho dos homens, mas o testemunho de Deus tem maior valor, pois é o testemunho de Deus, que ele dá acerca de seu Filho.</td>
<td width="208"><strong>Teologia Própria</strong></p>
<ul>
<li>§ O testemunho de Deus tem mais valor</li>
<li>§ Ele testifica sobre seu Filho</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Pneumatologia</strong></p>
<ul>
<li>§ Equiparação funcional com Deus Pai.</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>10</strong></p>
</td>
<td width="219">Quem crê no Filho de Deus tem em si mesmo esse testemunho. Quem não crê em Deus o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus dá acerca de seu Filho</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ O crente tem em si mesmo o testemunho de que o Filho veio em carne</li>
<li>§ O que não crê, torna Deus é mentiroso, por que Deus dá esse testemunho</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>11</strong></p>
</td>
<td width="219">E este é o testemunho: Deus nos deu a vida eterna, e essa vida está em seu Filho</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Deus é o doador da vida eterna<strong></strong></li>
<li>§ A vida está em Jesus Cristo<strong></strong></li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>12</strong></p>
</td>
<td width="219">Quem tem o Filho, tem a vida; quem não tem o Filho de Deus, não tem a vida</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Só há vida eterna em Cristo</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Cristologia</strong></p>
<ul>
<li>§ Vida eterna apenas por intermédio de Cristo</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>13</strong></p>
</td>
<td width="219">Escrevi-lhes estas coisas, a vocês que crêem no nome do Filho de Deus, para que vocês saibam que têm a vida eterna</td>
<td width="208"><strong>Objetivo da Escrita</strong></p>
<ul>
<li>§ Para que os cristãos saibam que tem a vida eterna</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>14</strong></p>
</td>
<td width="219">Esta é a confiança que temos ao nos aproximarmos de Deus: se pedirmos alguma coisa de acordo com a vontade de Deus, ele nos ouvirá</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Podemos nos aproximar de Deus com confiança</li>
<li>§ Deus promete que ouvirá as orações que forem feitas de acordo com sua vontade.</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>15</strong></p>
</td>
<td width="219">E se sabemos que ele nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que temos o que dele pedimos</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Se Deus nos ouve, sabemos que receberemos o que pedimos</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>16</strong></p>
</td>
<td width="219">Se alguém vir seu irmão cometer pecado que não leva à morte, ore, e Deus dará vida ao que pecou. Refiro-me àqueles cujo pecado não leva à morte. Há pecado que leva à morte; não estou dizendo que se deva orar por este</td>
<td width="208"><strong>Hamartiologia</strong></p>
<ul>
<li>§ Existem diferentes tipos de pecados</li>
</ul>
<ul>
<li>o Para morte: por esse nem devemos orar pelo transgressor</li>
<li>o E não para morte: Devemos orar e Deus dará vida ao que pecou</li>
</ul>
<ul>
<li>§ Isso significa em pesos diferentes para pecados (nada de graça barata)</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>17</strong></p>
</td>
<td width="219">Toda injustiça é pecado, mas há pecado que não leva à morte</td>
<td width="208"><strong>Hamartiologia</strong></p>
<ul>
<li>§ Qualquer espécie de injustiça é uma violação da lei de Deus</li>
<li>§ Mas existem pecados que não levam a morte</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>18</strong></p>
</td>
<td width="219">Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não está no pecado; aquele que nasceu de Deus o protege, e o Maligno não o atinge</td>
<td width="208"><strong>Vida Crista</strong></p>
<ul>
<li>§ Quem é nascido de Deus não pode não ser salvo</li>
<li>§ Esse está protegido por Deus</li>
<li>§ O Diabo não o pode atingir</li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p> </p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" width="473">
<tbody>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>19</strong></p>
</td>
<td width="219">Sabemos que somos de Deus e que o mundo todo está sob o poder do Maligno</td>
<td width="208"><strong>Vida Cristã</strong></p>
<ul>
<li>§ Dadas as informações sobre a certeza da vida eterna, estamos certos que somos de Deus</li>
<li>§ O mundo todo está debaixo do poder do Diabo</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Dualismo</strong></p>
<ul>
<li>§ Deus x Diabo</li>
<li>§ Cristãos x Mundo todo</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="46">
<p align="center"><strong>20</strong></p>
</td>
<td width="2